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1 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.17, n.6, p. 01-10, 2024 
 
 jan. 2021 
Fatores de risco para colelitíase após cirurgia bariátrica: uma revisão 
narrativa 
 
Risk factors for cholelithiasis after bariatric surgery: a narrative review 
 
Factores de riesgo de colelitiasis tras cirugía bariátrica: una revisión 
narrativa 
 
DOI: 10.55905/revconv.17n.6-166 
 
Originals received: 05/10/2024 
Acceptance for publication: 05/31/2024 
 
Jhonatan Picinin Ribeiro 
Graduando em Medicina 
Instituição: Universidade de Rio Verde (UNIRV) 
Endereço: Rio Verde – Goiás, Brasil 
E-mail: jpicininribeiro@gmail.com 
Orcid: https://orcid.org/0000-0002-6509-1324 
 
Gabriela Ferreira Maass 
Graduanda em Medicina 
Instituição: Universidade de Rio Verde (UNIRV) 
Endereço: Rio Verde – Goiás, Brasil 
E-mail: gabrielaferreiramaass@gmail.com 
 
Lucas Birtche Maldaner 
Graduando em Medicina 
Instituição: Universidade de Rio Verde (UNIRV) 
Endereço: Rio Verde – Goiás, Brasil 
E-mail: lucasbirtche@gmail.com 
 
Felipe Barros de Arruda 
Graduando em Medicina 
Instituição: Faculdade Morgana Potrich (FAMP) 
Endereço: Mineiros – Goiás, Brasil 
E-mail: felipebarrosdean@gmail.com 
 
Lorena Belini Soares 
Graduanda em Medicina 
Instituição: Universidade Anhanguera Uniderp 
Endereço: Campo Grande – Mato Grosso do Sul, Brasil 
E-mail: lorenabelinisoares@gmail.com 
 
mailto:jpicininribeiro@gmail.com
mailto:lucasbirtche@gmail.com
mailto:felipebarrosdean@gmail.com
mailto:lorenabelinisoares@gmail.com
 
2 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.17, n.6, p. 01-10, 2024 
 
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Renata Santos Borges 
Graduanda em Medicina 
Instituição: Faculdade Morgana Potrich (FAMP) 
Endereço: Mineiros – Goiás, Brasil 
E-mail: renatasborges28@hotmail.com 
 
Caio Henrique Menegat Caetano 
Graduando em Medicina 
Instituição: Universidade Anhanguera Uniderp 
Endereço: Campo Grande – Mato Grosso do Sul, Brasil 
E-mail: caiomenegat@gmail.com 
 
Álvaro Gonçalves Portela Richard 
Graduando em Medicina 
Instituição: Universidade de Rio Verde (UNIRV) 
Endereço: Rio Verde – Goiás, Brasil 
E-mail: alvaro_richard@hotmail.com 
 
Vitória Parreira Batista 
Graduanda em Medicina 
Instituição: Universidade de Rio Verde (UNIRV) 
Endereço: Rio Verde – Goiás, Brasil 
E-mail: vivibatista02@hotmail.com 
 
Marina Cabral Leao 
Graduanda em Medicina 
Instituição: Universidade de Rio Verde (UNIRV) 
Endereço: Rio Verde – Goiás, Brasil 
E-mail: marinacleaao@gmail.com 
Orcid: https://orcid.org/0009-0008-8083-0341 
 
Ana Lúcia Cunha Krasucki 
Graduanda em Medicina 
Instituição: Faculdade Zarns 
Endereço: Itumbiara – Goiás, Brasil 
E-mail: analu.krasucki@gmail.com 
 
Isadora Lima Cardoso 
Graduanda em Medicina 
Instituição: Faculdade Zarns 
Endereço: Itumbiara – Goiás, Brasil 
E-mail: isalimacardoso2000@gmail.com 
 
mailto:renatasborges28@hotmail.com
mailto:caiomenegat@gmail.com
mailto:alvaro_richard@hotmail.com
mailto:Vivibatista02@hotmail.com
mailto:analu.krasucki@gmail.com
mailto:isalimacardoso2000@gmail.com
 
3 Contribuciones a Las Ciencias Sociales, São José dos Pinhais, v.17, n.6, p. 01-10, 2024 
 
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Milenna Santos de Oliveira 
Graduanda em Medicina 
Instituição: Faculdade Zarns 
Endereço: Itumbiara – Goiás, Brasil 
E-mail: milennaoliveira675@hotmail.com 
 
Carlos Eduardo Santos Gonçalves 
Graduando em Medicina 
Instituição: Faculdade Zarns 
Endereço: Itumbiara – Goiás, Brasil 
E-mail: carlosgoncalves996@icloud.com 
 
Sandra Regina Reis Fernandes 
Graduanda em Medicina 
Instituição: Centro Universitário de Goiatuba (UNICERRADO) 
Endereço: Goiatuba – Goiás, Brasil 
E-mail: sandrafernan06@hotmail.com 
 
RESUMO 
O presente estudo tem por objetivo descrever a relação entre a realização de cirurgia bariátrica e 
a ocorrência de colelitíase, além dos fatores de risco envolvidos. Trata-se de uma revisão 
narrativa da literatura, utilizando dados de trabalhos indexados nas bases de dados MEDLINE, 
IBECS e SCIELO, nos idiomas português, inglês e espanhol, publicados nos últimos 10 anos. A 
obesidade é uma condição médica caracterizada pelo acúmulo de gordura corporal, trazendo 
perda da qualidade de vida e servindo de fator de risco para o desenvolvimento de muitas outras 
doenças. A cirurgia bariátrica é uma opção de tratamento para obesos mórbidos, permitindo 
rápida perda de peso e, na maioria dos casos, resolução completa das comorbidades. Entretanto, 
diversas complicações podem cursar no pós-operatório da cirurgia bariátrica, sobretudo a 
colelitíase e necessidade de colecistectomia, sendo o by-pass gástrico em Y de Roux, sexo 
feminino, gestação e rápida perda de peso, alguns dos fatores que contribuem para o processo. 
Felizmente, medidas profiláticas estão disponíveis e reduzem as incidências de colelitíase no 
período pós-operatório, como a realização de colecistectomia simultânea a cirurgia bariátrica e o 
uso de ácido ursodesoxicólico, porém, a conduta de escolha deve ser individualizada. Assim, a 
realização de mais estudos é necessária para concretizar ações visando redução de tal desfecho. 
 
Palavras-chave: fatores de risco, colelitíase, cirurgia bariátrica, abdome agudo. 
 
ABSTRACT 
The present study aims to describe the relationship between bariatric surgery and the occurrence 
of cholelithiasis, in addition to the risk factors involved. This is a narrative review of the 
literature, using data from works indexed in the MEDLINE, IBECS and SCIELO databases, in 
Portuguese, English and Spanish, published in the last 10 years. Obesity is a medical condition 
characterized by the accumulation of body fat, causing loss of quality of life and serving as a risk 
factor for the development of many other diseases. Bariatric surgery is a treatment option for 
morbidly obese people, allowing rapid weight loss and, in most cases, complete resolution of 
comorbidities. However, several complications can occur in the postoperative period of bariatric 
surgery, especially cholelithiasis and the need for cholecystectomy, with Roux-en-Y gastric 
mailto:milennaoliveira675@hotmail.com
 
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bypass, female gender, pregnancy and rapid weight loss being some of the factors that contribute 
to the process. Fortunately, prophylactic measures are available and reduce the incidence of 
cholelithiasis in the postoperative period, such as performing cholecystectomy simultaneously 
with bariatric surgery and the use of ursodeoxycholic acid, however, the chosen approach must 
be individualized. Therefore, further studies are necessary to implement actions aimed at 
reducing this outcome. 
 
Keywords: risk factors, cholelithiasis, bariatric surgery, acute abdomen. 
 
RESUMEN 
Este estudio tiene como objetivo describir la relación entre la cirugía bariátrica y la ocurrencia 
de colelitiasis, así como los factores de riesgo involucrados. Se trata de una revisión narrativa de 
la literatura, utilizando datos de trabajos indexados en las bases de datos MEDLINE, IBECS y 
SCIELO, en portugués, inglés y español, publicados en los últimos 10 años. La obesidad es una 
condición médica caracterizada por la acumulación de grasa corporal, lo que lleva a una pérdida 
de calidad de vida y sirve como factor de riesgo para el desarrollo de muchas otras enfermedades. 
La cirugía bariátrica es una opción de tratamiento para los obesos mórbidos, que permite una 
rápida pérdida de peso y, en la mayoría de los casos, la resolución completa de las 
comorbilidades. Sin embargo, varias complicaciones pueden ocurrir en el postoperatorio de la 
cirugía bariátrica, especialmente la colelitiasis y la necesidad de colecistectomía, siendo el bypass 
gástrico en Y de Roux, el sexo femenino, el embarazo y la pérdida rápida de peso algunos de los 
factores que contribuyen a este proceso. Afortunadamente,existen medidas profilácticas que 
reducen la incidencia de colelitiasis en el postoperatorio, como la colecistectomía simultánea a 
la cirugía bariátrica y el uso de ácido ursodesoxicólico, pero la pauta de actuación debe ser 
individualizada. Por lo tanto, se necesitan más estudios para implementar acciones dirigidas a 
reducir este resultado. 
 
Palabras clave: factores de riesgo, colelitiasis, cirugía bariátrica, abdomen agudo. 
 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
A obesidade é uma condição médica caracterizada pelo acúmulo de gordura em diversas 
partes do corpo. É definida a partir do cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC) maior ou igual 
a 30 kg/m², sendo que maior ou igual a 25 kg/m² já configura o paciente com sobrepeso. Outro 
método para diagnóstico é a aferição da circunferência da cintura e relação cintura-quadril, já 
que o IMC não diferencia o peso de músculos e gordura. Assim, a adiposidade abdominal é um 
método preciso e específico para determinar desfechos de saúde, devendo ser usada 
concomitantemente ao IMC (Wannmacher, 2016). 
Por constituir um fator de risco para o desenvolvimento de diversas outras doenças, a 
obesidade é um importante problema de saúde pública nas sociedades modernas, que atinge 
 
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desde crianças até idosos de diferentes classes sociais e sexos, implicando na qualidade de vida 
e na saúde mental (Da Silva, et. al., 2006). É resultado de um desequilíbrio entre a ingestão e o 
gasto energético, além do componente genético. A ingestão altamente calórica é explicada pela 
ampla disponibilidade contemporânea de alimentos industrializados e altamente calóricos, que 
somado ao estilo de vida moderno sedentário com baixo gasto energético, propiciam o ganho de 
peso (OMS, 2024) 
A abordagem ao paciente obeso envolve acompanhamento nutricional, mudança no estilo 
de vida com prática de exercícios físicos, acompanhamento psicológico, tratamento 
farmacológico, tratamento de complicações relacionadas à obesidade e, dependendo dos casos, 
tratamento cirúrgico (Moreira, et. al., 2021). Em casos de obesidade mórbida, isto é, IMC igual 
ou maior que 40 kg/m², o tratamento mais eficaz disponível é a cirurgia bariátrica, possibilitando 
resolução completa das comorbidades, perda de peso superior a 60% em longo prazo e redução 
de mortalidade (Wrzesinski, et. al., 2015). 
Apesar de vantajosa na perda de peso e redução de morbidade e mortalidade, a cirurgia 
bariátrica pode estar associada a eventualidades no pós-operatório, sendo a complicação mais 
comum a colelitíase e a necessidade de colecistectomia, estando associadas a vários fatores de 
risco (Wrzesinski, et. al., 2015). 
Nessa perspectiva, esta revisão narrativa tem como objetivo descrever a relação entre a 
ocorrência de colelitíase após a realização de gastroplastia, bem como os fatores de risco 
envolvidos no processo. 
 
2 METODOLOGIA 
 
Para realização desta revisão narrativa da literatura, foram utilizadas as bases de dados 
científicas: National Library of Medicine (MEDLINE); Scientific Electronic Library Online 
(SCIELO); Índice Bibliográfico Español en Ciencias de la Salud (IBECS), com as bases de dados 
MEDLINE e IBECS sendo consultadas pela Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). 
Para inclusão dos artigos na composição da pesquisa, foram utilizados os seguintes 
critérios: artigos publicados nos últimos 10 anos; artigos com resumo e título e aqueles em língua 
portuguesa, espanhola e inglesa. Foram excluídos os artigos contrários ao tema e os que 
estivessem fora da amostra temporal. 
 
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Foram utilizados os seguintes descritores autorizados pelos Descritores em Ciências da 
Saúde (DECS) e Medical Subject Headings (MeSH): “Fatores de risco”, “colelitíase”, e “cirurgia 
bariátrica”, combinados com o conectivo “AND”. Assim, utilizou-se os seguintes termos de 
pesquisa: 
BVS: (Risk factors) AND (cholelithiasis) AND (bariatric surgery) AND (db:(“IBECS” 
OR “LILACS” OR “MEDLINE”)) 
SCIELO: (Risk factors) AND (cholelithiasis) AND (bariatric surgery) 
 
3 RESULTADOS E DISCUSSÕES 
 
A obesidade é consolidada na literatura como um importante fator de risco para a 
formação de cálculos biliares. O estado de hipercolesterolemia permite excreção de colesterol na 
bile em quantidades excessivas que saturam o líquido biliar, que somado a diminuição da resposta 
contrátil do musculo liso da vesícula biliar e consequente estase biliar, favorece a precipitação 
de cristais e formação dos cálculos. Estima-se que 25% a 45% da população obesa apresenta 
colelitíase, com incidência anual de 2% nos obesos mórbidos (Andrés-Imaz, et. al., 2021). 
Juntamente com a obesidade, a rápida perda de peso após a realização de cirurgia 
bariátrica, ou até mesmo a rápida perda de peso por meios não cirúrgicos, somam riscos à 
formação de cálculos biliares. Isso ocorre devido a maior excreção e mobilização de colesterol 
promovida pela lise do tecido adiposo, responsável pela formação de uma bile litogênica 
(Andrés-Imaz, et. al., 2021). Diferentes pesquisas demonstram que a perda de 4 a 10 kg em dois 
anos se associa com risco de até 44% para colelitíase em comparação com aqueles que tiveram 
perda de peso inferior (Pimienta-Sosa, Medina-Sánchez; 2023). 
Sendo a cirurgia bariátrica um importante preditor de colelitíase e da necessidade de 
colecistectomia, a incidência varia de acordo com tipo de procedimento bariátrico realizado. 
Assim, um estudo retrospectivo analisou o seguimento de 580 pacientes submetidos à cirurgia 
bariátrica, sendo que, 203 fizeram a gastrectomia vertical laparoscópica, 175 a banda gástrica 
laparoscópica, 55 o by-pass gástrico em Y de Roux e 147 mini-gástricas. Dos 580 pacientes, 87 
realizaram colecistectomia antes ou durante a cirurgia bariátrica e, do restante, 36 pacientes 
desenvolveram colelitíase sintomática durante o acompanhamento. A incidência da formação de 
cálculos biliares sintomáticos foi maior nos pacientes submetidos ao by-pass gástrico em Y de 
 
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Roux, cerca de 14,5%, em comparação aos demais procedimentos. Além disso, o mesmo estudo 
evidenciou que cirurgia bariátrica prévia também constitui importante fator de risco para 
formação de cálculos biliares em comparação com os pacientes sem operação prévia (Sneineh, 
et. al., 2020). 
Sexo feminino e gestação são dois importantes fatores de risco para o desenvolvimento 
de colelitíase. Ademais, as mulheres, em especial as com idade reprodutiva, estão frequentemente 
sendo submetidas a procedimentos de perda de peso. Nessa perspectiva, um estudo de coorte 
transversal analisou a evolução de pacientes do sexo feminino com idade reprodutiva após 
gastrectomia vertical laparoscópica, buscando relacionar a gravidez com a necessidade de 
colecistectomia. A taxa de colecistectomia foi maior entre as pacientes que engravidaram, sendo 
o risco 4 vezes maior em comparação com as que não engravidaram. Ainda assim, constatou-se 
que um fator associado é o menor ganho de peso durante o período gestacional nas pacientes 
bariátricas (Rottenstreich, et. al., 2019). 
Em outro estudo de coorte usando dados de saúde de Taiwan, a relação entre cirurgia 
bariátrica e o risco de desenvolver doença da vesícula biliar no pós-operatório foi semelhante aos 
estudos anteriores. Em tal estudo tailandês, 2.698 pacientes obesos mórbidos foram submetidos 
à cirurgia bariátrica, sendo as mulheres e indivíduos jovens os mais prevalentes. Como o 
esperado, a cirurgia bariátrica reduziu as comorbidades e os riscos de complicações da obesidade, 
entretanto, houve aumento de colecistectomia no pós-operatório, sendo a maior incidência na 
população feminina e com faixa etáriaentre 30 e 64 anos (Huang, Hsieh, Chen; 2019). 
Mediante ao risco elevado do colelitíase após cirurgia bariátrica, uma análise 
retrospectiva buscou avaliar a eficácia do uso de ácido ursodesoxicólico como prevenção de 
cálculos biliares após gastrectomia vertical laparoscópica. O estudo dividiu os pacientes em dois 
grupos com características semelhantes, sendo que o primeiro grupo não recebeu tratamento 
profilático e o segundo recebeu a terapia com ácido ursodesoxicólico. De todos analisados, 
apenas oito pacientes desenvolveram colelitíase e todos faziam parte do grupo 1, mostrando 
efeito benéfico da profilaxia com o medicamento (Abdallah, et. al., 2017). 
Com o risco elevado de cálculos biliares em obesos mórbidos após a realização de cirurgia 
bariátrica, especialmente o by-pass gástrico, a abordagem profilática evitando tal desfecho vem 
sendo amplamente avaliada e implementada. Uma opção válida é a realização de colecistectomia 
simultânea no momento da cirurgia bariátrica, independente da presença ou ausência de cálculos. 
 
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Entretanto, o procedimento combinado, apesar de muito estudado, apresentou resultados 
inconclusivos, além de não ser isento de complicações, já que aumenta o tempo cirúrgico e de 
internação, pode evoluir com infecções, pneumonia e vazamentos do trato gastrointestinal. Outra 
opção é o uso de ácido ursodesoxicólico, que previne a formação dos cálculos, mas também 
apresenta ressalvas, como a má adesão. Sendo assim, a decisão de qual conduta a ser adotada 
deve ser individualizada e feita em uma conversa entre o paciente e o cirurgião, levando em 
consideração os riscos e benefícios a fim de garantir os melhores resultados (Pimienta-Sosa, 
Medina-Sánchez; 2023). 
 
4 CONCLUSÃO 
 
Portanto, percebe-se uma evidente relação entre a realização de cirurgia bariátrica em 
obesos mórbidos e a ocorrência de colelitíase no pós-operatório. O by-pass gástrico em Y de 
Roux foi o procedimento mais associado com a ocorrência de problemas na vesícula, além de 
pacientes no sexo feminino e gestantes. Ademais, vale ressaltar que o risco é maior quanto maior 
for a perda de peso no período pós-operatório. Felizmente, o desfecho pode ser evitado caso 
medidas profiláticas sejam adotadas, como o uso de ácido ursodesoxicólico e a realização de 
colecistectomia simultânea a cirurgia bariátrica, devendo a escolha ser individualizada para cada 
paciente. Dessa forma, tendo em vista os riscos e a disponibilidade de condutas profiláticas, 
espera-se que o presente trabalho incentive na realização de mais estudos para identificação de 
fatores de risco adicionais e a concretização da melhor linha terapêutica e preventiva, a fim de 
evitar desfechos negativos no pós-operatório da cirurgia bariátrica. 
 
 
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