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CIRURGIA TRADICIONAL OU CONVENCIONAL: Aberta, com grandes incisões (considerado por muitos anos que grandes cirurgias significavam grandes cirurgiões) CIRURGIA MINIMAMENTE INVASIVA: Pequenas incisões EX: Cirurgia laparoscópica VANTAGENS: MENOR DOR PÓS-OP MENOR RISCO DE INFECÇÕES NAS FERIDAS/INCISÕES MENOR OCORRÊNCIA DE HÉRNIAS INCISIONAIS MENOR FORMAÇÃO DE ADERÊNCIAS RÁPIDA RECUPERAÇÃO E RETORNO ÀS ATIVIDADES MENOR TRAUMA CIRURGICO MENOR TEMPO DE INTERNAÇÃO HOSPITALAR MELHOR ESTÉTICA DIAGNÓSTICA E TERAPEUTICA SEM NECESSITAR DE GRANDES INCISÕES PRINCÍPIOS DE VIDEOCIRURGIA CARACTERÍSTICAS GERAIS TECNOLOGIAS UTILIZADAS: SISTEMA VISUAL + FLUXO DE GÁS 1. LAPAROSCÓPICO COM UM SISTEMA ÓTICO 2. VIDEO-CÂMERA INTERCONECTADA 3. FONTE DE LUZ COM CABO 4. SISTEMA DE VIDEO-GRAVAÇÃO 5. INSUFLADOR DE CO2 COM FLUXO CONSTANTE: Joga gás na cavidade abdominal mediante a necessidade 6. MEDIDOR DE PRESSÃO INTRABDOMINAL (COM PRESSÃO LIMITE DE 14) MATERIAIS 2 3 5 ANESTESIA GERAL: Pode ser bloqueio em caso de gestantes POSICIONAMENTO DO PACIENTE: Maioria em decúbito dorsal POSICIONAMENTO DO ARMARIO COM EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS: Em frente ao cirurgião ANTISSEPSIA E ASSEPSIA DISTRIBUIÇÃO NO CAMPO OPERATÓRIO DOS CABOS, MANGUEIRAS E CONEXÃO PRINCÍPIOS TÉCNICOS Inicialmente de faz uma punção com a Agulha de Veress INSTRUMENTAL Se certifica de que a punção foi realizada com sucesso Insufla o gás CO2 -> faz um pneumoperitonio, tornando um cavidade virtual em verdadeira Depois insere os Trocartes: Permite a colocação de introdutores para manipular a cavidade abdominal INTRODUTORES: CÂNULAS AGULHAS PINÇAS E TESOURAS PARA CORTAR E MANIPULAR SUTURAS MECANICAS BISTURI ULTRASSONICO GRAMPEADOR IMPORTANTE NA LAPAROSCOPIA! Conhecer os materiais laparoscópios CONHECIMENTO DA ANATOMIA Variação e conhecimento das diversas técnicas Curva de aprendizado da equipe: Cirurgião bem treinado CHECAR: Volume de CO2 disponível Cilindro de reserva Conexões do cilindro para o insuflador Teste do sistema ACESSO Geralmente pelo umbigo, pois tem menor espessura de parede, é pouco vascularizada - menor risco de lesões de vasos maiores, resultado estético é mais favorável INSUFLAÇÃO Insuflação com gás carbônico. VANTAGENS DO CO2: TRANSPARENTE NÃO INFLAMAVEL FACIL ACESSO E BAIXO CUSTO ALTAMENTE SOLUVEL EM ÁGUA REDUZ O RISCO DE EMBOLIA FATAL Pressão inicial de insuflação 6-8mmHg Fluxo inicial e ideal (1L/min) Pressão máxima intrabdominal (14mmHg) Observação da pressão intraabdominal inicial e variações Ao inserir uma pinça, pode haver vazamento de gás, mas imediatamente é reposto pelo insuflador (o gás vem por uma mangueira que fica conectada À agulha de Veress). INSTALANDO O PNEUMOPERITÔNIO: Punciona com agulha de Veress (perceptível pela parede abdominal e penetração no saco peritoneal) > injeta soro > aspira para ver se tem conteúdo > coloca gota de soro para ver se entra > faz testes na insuflação TESTES DE SEGURANÇA PARA SE ESTIVER TODO OK TESTE DA ASPIRAÇÃO TESTE DA GOTA TESTE DO INSUFLADOR: Pressão der é alta (normal ir pra 3-4) é sinal que está fora do pneumoperitôneo ABAULAMENTO DO VENTRE: Se é simétrico PERCUSSÃO TIMPÂNICA NA REGIÃO HEPÁTICA AUSENCIA DE CREPTAÇÕES NO SUBCUTANEO ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS DO PNEUMOPERITÔNEO: DIMINUIÇÃO DA COMPLACENCIA PULMONAR: Causando hipercapnia (aumento da PaCO2) e acidose AUMENTO DA PRESSÃO INTRABDOMINAL: Causando compressão do sistema venoso, aumento da PVC e diminuição do retorno venoso e da pré-carga LIBERAÇÃO DE MEDIADORES NEUROENDÓCRINOS ATIVIDADE SIMPATICA: Causando taquicardia COMPRESSÃO DA AORTA E VASOS VISCERAIS: Aumentando a RVP (por aumento de pós carga e diminuição do DC) ARRITMIAS (MAIS SINUSAIS) POR: Hipercarbia ou excesso de CO2 (acima de 50mmHg) Hipóxia PRINCÍPIOS DE VIDEOCIRURGIA FASES DA VIDEOCIRURGIA Estimulação simpática por diminuição do retorno venoso Estimulação vagal (pelo estiramento do peritônio) DIMINUI FLUXO RENAL POR MENOR DEBITO URINARIO E TFG MAIOR PRESSÃO INTRACRANIANA Golden five minutes: OU INSUFLAÇÃO LENTA DE CO2 PARA EVITAR PIORAR: AUMENTO DA PA, PVC, RVP E FC DIMINUIÇÃO DO RV E DC MAIOR RISCO DE TVP Maior pressão intrabdominal Compressão das veias ilíacas e cava inferior Baixo fluxo venoso nas extremidades inferiores Posição de proclive (cabeça pra cima e as pernas para baixo) Tempo cirúrgico prolongado (em cirurgias muito demoradas, durante a cirurgia pode-se usar compressão pneumática nos membros inferiores) MENOR RISCO DE TVP Deambulação precoce Menor resposta ao trauma cirúrgico RISCO DE EMBOLIA GASOSA Evento raro e potencialmente fatal durante o pneumoperitônio Entrada de gás no sistema vascular pela lesão de um vaso sanguíneo Gás não dissolvido => formação de bolhas que se alojam no VD => Choque cardiogênico (diminuição do DC) CO2 é um dos mais seguros => maior absorção COMO TRATAR? Esvaziar o pneumoperitônio Colocar o paciente em decúbito lateral esquerdo com Trendelemburg - cabeça para baixo (Posição de Durant) Hiperventilação Aspirar o gás através e cateter venoso central- no átrio RESPOSTA ENDÓCRINA METABÓLICA IMUNOLÓGICA AO TRAUMA CIRÚRGICO Diretamente relacionada ao trauma tecidual Marcadores do stress metabólico como cortisol, catecolaminas, glicose e GH atingem níveis MENORES na laparoscopia O mesmo se observa com a interleucina-6 (IL-6) e a proteína C reativa (PCR) A laparoscopia está relacionada a melhor preservação da função imunológica Menor alteração metabólica e imunológica do que a cirurgia aberta Recuperação + rápida e menor morbimortalidade CUIDADOS TÉCNICOS COM A PRESSÃO Ex.: se insuflou 1L a pressão tem que ser 3mmHg Pode depender também do paciente, ele fala que teve paciente obeso que pra chegar a uma pressão de 14mmHg teve que insuflar 9L PRINCÍPIOS DE VIDEOCIRURGIA NÃO HÁ ESTRUTURAS PERIGOSAS SUBJACENTES OBRIGADO USAR ANTES SNG (sonda nasogástrica) E ASPIRAR PARA NÃO PEGAR ESTOMAGO DISTENDIDO DISSECÇÃO E TÉCNICA CIRÚRGICA INTRODUÇÃO DOS TROCARTES COLOCAR COM MUITO CUIDADO TÉCNICA: Coloca o trocarte umbilical às cegas > demais trocaters sob visão direta Depois do umbilical se coloca o trocater no mesmo sentido para já avaliar se no primeiro que foi às cegas houve lesão. CUIDADO APÓS A 1ª PUNÇÃO: Detectar lesões inadvertidas Exclusão de outras afecções intra-abdominais Verificar a factibilidade da cirurgia ATENÇÃO: EVITAR FORÇA EXCESSIVA OU MOVIMENTOS BRUSCOS TRANSILUMINAR A PAREDE ABDOMINAL PARA QUE NAS DEMAIS PUNÇÕES SE EVITE A LESÃO DE VASOS ABDOMINAIS Hoje em dia os trocartes têm a ponta mais romba (menos cortante), para evitar lesões Inserção sob visualização do operador: Atenção e concentração Transiluminação da parede abdominal: nas demais punções - evitar lesão de vasos da parede abdominal. VARIABILIDADES: Realizar punção fechada com trocater sem lâmina OU usar trocater direito ou ótico OU fazer uma tração aponeurótica OU incisão de 5mm na aponeurose OU trocater transparente vídeo assistido sem lamina de corte PUNÇÃO ALTERNATIVA COM ACESSO DE PALMER: COMO? À esquerda da linha mediana ao rebordo costal VANTAGENS: PERCEBER CADA CAMADA DA PAREDE E, POR ÚLTIMO, A RESISTENCIA DA FÁSCIA ENDOABDOMINAL E DO PERITÔNIO NÃO HÁ ADERENCIAS NESSA REGIÃO SISTEMA OPTICO: Com a cavidade distendida introduz- se a lente de luz fria (laparoscópio) que transmite imagem ao monitor de vídeo por meio de um sistema de fibras ópticas PROCEDIMENTO CIRÚRGICO: Após esses procedimentos iniciais, o cirurgião está pronto para introduzir, através dos demais portais, as pinças e iniciar a operação. Similares aos usados em cirurgia tradicional, só que bem mais delicados Introdução sobvisão direta Inventário da cavidade Deu a entender que em geral, quando se vai tirar algo da cavidade abdominal (ex.: uma vesícula), se tira a óptica do umbigo e coloca em outro trocater e tira o órgão pelo umbigo. ENCERRAMENTO: DRENAGEM RETIRADA DOS TROCATERS Sutura PUNÇÕES IATROGENICAS LESÃO VISCERAL LESÃO VASCULAR ENFISEMA SUBCUTÂNEO EMBOLIA GASOSA COLAPSO CARDIOVASCULAR Morbidade: 0,5 - 5% Mortalidade: 0,1 - 0,5% FATORES DE RISCOPARA COMPLICAR: CIRURGIAS PRÉVIAS ADERÊNCIAS ABDOMINAIS DISTENSÃO ABDOMINAL EXCESSIVA GRANDES MASSAS ABDOMINAIS OU PÉLVICAS HERNIA DIAFRAGMATICA QUANDO? 20-40% NA PRIMEIRA ETAPA (ESPECIALMENTE AO COLOCAR O PRIMEIRO TROCARTE): Enfisema subcutâneo, danos vasculares, danos gastrointestinais e urinários RELACIONADO AO ACESSO: Lesão vascular, GI, viscera sólida, lesão de nervo, hérnia de portal, infecção do sítio cirúrgico RELACIONADAS AO PNEUMOPERITONEO: Enfisema, pneumotórax, arritmia cardíaca, retenção de CO2 (dor no pós op), embolia aérea devido a lesão venosa PRINCÍPIOS DE VIDEOCIRURGIA CONTRAINDICAÇÕES COMPLICAÇÕES EQUIPAMENTOS ABERTOS E PRONTOS PARA USO POSIÇÃO CIRURGICA CONFORTAVEL COM EIXO OTICO CORRETO E LINHA DE VISÃO CLARA CAMPO OPERATÓRIO ABRANGENTE: Para caso necessite de acessos alternativos ESTEJA PREPARADO PARA MUDAR DE TECNICA OU USAR LOCAIS ALTERNATIVOS PARA ENTRAR NA CAVIDADE USAR ANESTESIA LOCAL NA ÁREA DOS PORTAIS ESTABELEÇA LIMIAR PARA CONVERTER EM LAPAROTOMIA: Se houver suspeita de lesão em grandes vasos, converter imediatamente CONSIDERAÇÕES FINAIS VANTAGEM: Instrumental faz giro 360º, visão 3D e estabilidade da câmera ALÉM DE: Mais preciso, elimina tremor fisiológico, melhora capacidade de sutura, magnifica a imagem, visão tridimensional, ambiente mais estável e ergonômico. Menor curva de aprendizagem DESVANTAGENS: ALTO CUSTO TREINAMENTO ADICIONAL TEMPO DE CONSOLE TEMPO CIRURGICO DEMORADO CIRURGIA ROBÓTICA