Ed
há 4 dias
Vamos analisar as alternativas uma a uma para identificar a conduta fisioterapêutica adequada no pós-operatório de cirurgias cardíacas, como a Revascularização do Miocárdio. a) A mobilização precoce deve ser restrita a exercícios passivos no leito durante as primeiras 48 horas, visto que a deambulação prematura aumenta o consumo de oxigênio miocárdico acima do limiar de segurança para a cicatrização do esterno. - Essa alternativa é muito restritiva e não considera a importância da mobilização precoce. b) O manejo das atelectasias e a reexpansão pulmonar devem ser associados à proteção esternal (como a manobra de abraçar um travesseiro/almofada), técnica que reduz o estresse mecânico na esternotomia durante a tosse e otimiza a mecânica ventilatória impactada pela dor. - Esta alternativa é adequada, pois combina a reexpansão pulmonar com a proteção do esterno, que é crucial no pós-operatório. c) A fisioterapia motora precoce é contraindicada em pacientes que fazem uso de drenos torácicos, pois a oscilação do dreno durante o ortostatismo pode causar pneumotórax e sangramento na região. - Embora a cautela com drenos seja importante, a fisioterapia motora precoce não deve ser completamente contraindicada. d) O uso de incentivadores inspiratórios a volume deve substituir as manobras de reexpansão manual, uma vez que a pressão manual exercida pelo fisioterapeuta é a principal causa de instabilidade esternal no pós-operatório imediato. - Essa alternativa não é totalmente correta, pois as manobras de reexpansão manual ainda têm seu lugar na fisioterapia. e) A avaliação da capacidade funcional através de testes submáximos (como o teste de caminhada) deve ser realizada apenas após 30 dias de cirurgia, priorizando-se a higiene brônquica durante a fase hospitalar. - Essa alternativa é muito restritiva, pois a avaliação funcional pode ser realizada antes desse período. Após essa análise, a alternativa que melhor reflete a conduta fisioterapêutica adequada no pós-operatório de cirurgias cardíacas é: b) O manejo das atelectasias e a reexpansão pulmonar devem ser associados à proteção esternal (como a manobra de abraçar um travesseiro/almofada), técnica que reduz o estresse mecânico na esternotomia durante a tosse e otimiza a mecânica ventilatória impactada pela dor.
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