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Fisioterapia respiratória 
Exames complementares 
Radiografia de tórax: incidências 
radiológicas descritas para o tórax: 
Posteroanterior (PA): O paciente fica em pé, com 
o tórax encostado no filme, e o raio X incide pela 
parte posterior do tórax. O coração aparece no 
centro da imagem, rodeado pelos pulmões, e as 
cúpulas do diafragma são visíveis na parte inferior. 
Indicação: Essa é a incidência mais comum, sendo 
a mais usada para exames de rotina, pois oferece 
uma visão clara do mediastino e das estruturas 
pulmonares. 
Anteroposterior (AP): Indicada para pacientes 
acamados. O filme é posicionado na região 
posterior do tórax e o raio incide pela parte anterior. 
A imagem gerada é semelhante à da incidência PA, 
mas pode apresentar uma certa distorção devido à 
diferença no posicionamento e na direção do raio X. 
Indicação: Útil para pacientes que não conseguem 
ficar em pé, mas tende a ter menos precisão que o 
PA, devido ao ângulo diferente do raio. 
Perfil: O paciente posiciona a lateral do tórax no 
filme, com o raio incidindo lateralmente. Esta 
incidência permite uma visualização clara das 
inserções do músculo diafragma, atrás do 
mediastino, e dos lobos pulmonares. 
 Lobo inferior: Visível atrás do coração. 
 Lobo médio: Visível à frente do coração. 
 Lobo superior: Visível acima do coração. 
Indicação: A incidência perfil é importante para 
diferenciar os lobos pulmonares, ajudando na 
localização de possíveis doenças pulmonares e 
mediastinais. 
 Roteiro para avaliação da radiografia 
torácica: Utilizaremos a imagem a seguir 
como base para um roteiro de avaliação 
mais adequado da radiografia. 
 
1) Identificação: Verificar os dados do paciente na 
placa, geralmente localizada à direita do paciente e 
à esquerda do observador. Caso esteja na borda 
inferior, é crucial observar a visualização do 
hemitórax direito e esquerdo. 
2) Qualidade: Penetração: Verificar se as vértebras 
são visíveis até o nível das clavículas. Ideal: 
Visibilidade das vértebras até as clavículas. 
Excesso: Vértices além das clavículas. Deficiência: 
Vértices não visíveis. Insuflação: Radiografia deve 
ser feita na inspiração. Alinhamento: Clavículas 
centralizadas e alinhadas. 
3) Partes Moles: Observar mamas e tecido 
subcutâneo ao redor da caixa torácica, identificando 
anomalias ou massas. 
4) Partes Ósseas: Analisar clavículas, escápulas, 
costelas e espaços intercostais (EIC). Alterações 
como hiperinsuflação (aumento dos EIC), 
atelectasias e fraturas devem ser identificadas. 
 
 
 
 
 
5) Músculo Diafragma: Cúpula Diafragmática: A cúpula 
direita é mais elevada devido à presença do fígado e a 
cúpula esquerda é mais baixa devido ao coração. 
Alterações: 
 Hiperinsuflação pode rebaixar a cúpula 
diafragmática. 
 Atelectasia pode elevar a cúpula 
diafragmática. 
6a/6b. Seio ou Recesso Costofrênico e 
Cardiofrênico: 
 Costofrênico: Inserção do diafragma nas 
costelas (lateralmente). 
 Cardiofrênico: Inserção do diafragma no 
pericárdio (medialmente). 
7) Mediastino Superior: Observar a traqueia, 
verificando se está centralizada, desviada ou se há 
sinais de intubação. Posicionamento: Se há 
Fisioterapia respiratória 
intubação seletiva do brônquio (ex: intubação do 
brônquio principal direito) ou presença de 
traqueostomia. Importante: A intubação deve 
estar posicionada 2 cm acima da carina. 
 Principais imagens pulmonares 
patológicas hipotransparentes 
Quando o raio X incide sobre o tórax, ele passa 
por várias estruturas com diferentes densidades, o 
que afeta a imagem final. A densidade varia de 
muito transparente (hipertransparente), como o ar 
(que aparece escuro), até menos transparente 
(hipotransparente), como o metal (que aparece 
branco). A ordem das densidades é: 
 Metal (mais opaco) 
 Osso 
 Gordura 
 Secreção 
 Água (menos opaco) 
Quando há ausência de ar (como em 
atelectasia) ou presença de tumor, secreção, 
edema ou sangue, essas áreas aparecem como 
opacidades, mais claras na radiografia. 
 Imagens nodulares: São áreas 
hipotransparentes, homogêneas e 
arredondadas, com bordas bem ou mal 
definidas, podendo ser solitárias ou 
múltiplas. Elas podem indicar tumores 
benignos ou malignos, metástases ou 
doenças granulomatosas. 
 
A opacidade homogênea ou consolidação é uma 
imagem bem definida, indicando duas principais 
condições: 
 Pneumonia de comunidade: Apresenta 
acometimento focal e lobar, ou seja, afeta 
uma área localizada do pulmão. A imagem 
não é retrátil, ou seja, as estruturas ao redor 
da lesão (como costelas e diafragma) 
permanecem no lugar. 
 
Figura 1:Imagem de consolidação ou opacidade homogênea Imagem 
de consolidação ou opacidade homogênea em ápice direito, 
sugestivo de pneumonia lobar em criança 
 Atelectasia: Além da opacidade 
homogênea, ela apresenta retração das 
estruturas ao redor da lesão. As 
características típicas da atelectasia incluem: 
 
Figura 2:Consolidação ou opacidade homogênea em hemitórax 
direito, sugestivo de atelectasia: opacidade homogênea ou 
consolidação; pinçamento dos EIC à direita; desvio do mediastino: 
traqueia; desvio do mediastino: coração; elevação da cúpula 
diafragmática à direita 
 Diminuição ou pinçamento dos espaços 
intercostais (EIC) 
 Elevação da cúpula do diafragma 
 Desvio do mediastino, com o coração ou 
traqueia indo em direção à área afetada. 
OBS: A principal diferença entre pneumonia e 
atelectasia é que a pneumonia não causa retração 
das estruturas pulmonares, enquanto a atelectasia 
leva a esse tipo de alteração retrátil. 
 Imagem de opacidades heterogêneas ou 
infiltrados: são opacidades heterogêneas, 
difusas, infiltrativas, que podem ser de dois 
tipos principais: infiltrados alveolares ou 
Fisioterapia respiratória 
infiltrados intersticiais. Os infiltrados 
alveolares têm aspecto algodonoso e 
indicam presença de edema, sangue ou 
secreção alveolar. 
 
Figura 3:Imagem de opacidade heterogênea ou infiltrados alveolares 
difusos, sugestivos de pneumonia extensa 
Os infiltrados intersticiais têm aspecto de vidro 
moído ou favo de mel e indicam presença de fibrose 
pulmonar. 
 
Figura 4:– Imagem de opacidade heterogênea ou infiltrados 
intersticiais nas bases, sugestivos de fibrose pulmonar. 
 Derrame pleural: o acúmulo de líquido no 
espaço pleural é chamado de derrame 
pleural e sua imagem radiológica 
característica é de velamento do seio 
costofrênico e cardiofrênico, além do sinal 
de menisco, que é visualizado pela presença 
de líquido acompanhando o trajeto do 
espaço pleural. 
 
 Pneumotórax: Presença de ar no espaço 
pleural. sinais característicos: Linha da 
pleura visceral acompanhando o pulmão 
colapsado. Imagem hipertransparente 
entre os folhetos pleurais. 
 
Figura 5:Pneumotórax em hemitórax direito: linha da pleura visceral 
acompanhando o pulmão colapsado; hipertransparência entre os 
folhetos; aumento dos EIC à direita; desvio do mediastino 
contralateral à lesão - coração; rebaixamento da cúpula 
diafragmática direita 
Em casos graves ou extensos: Aumento dos espaços 
intercostais. Rebaixamento da cúpula diafragmática. 
Desvio do mediastino para o lado oposto à lesão. 
 Enfisema Pulmonar: Hipertransparência 
difusa nos pulmões. Rebaixamento das 
cúpulas diafragmáticas. Aumento dos 
espaços intercostais. 
Em casos graves, pode haver a imagem do coração 
diminuído ou em forma de gota. 
 
Figura 6:Imagem radiológica de enfisema: a) hipertransparência 
difusa; Imagem radiológica de enfisema: b) aumento dos EIC; c) 
rebaixamento das cúpulas diafragmáticas; d) coração em gota 
 
 
 
 
Fisioterapia respiratória 
Gasometria arterial: 
A gasometria arterial é um exame de sangue 
que tem o objetivo de avaliar o pH sanguíneo, a 
pressão dos gases oxigênio (PaO2), o dióxido de 
carbono (PaCO2), a concentração do bicarbonato e 
a saturação arterial de oxigênio. 
A gasometria podeser arterial ou venosa. Principais 
pontos sobre o equilíbrio acidobásico: 
pH Sanguíneo: 
 pH normal do sangue: 7,40 (faixa normal: 
7,35 a 7,45). 
 Acidose: pH 7,45 (pode acelerar reações 
metabólicas, causando tetania, convulsões, 
coma ou até morte). 
Sistemas Tampão: 
 Tampão Bicarbonato: O bicarbonato 
neutraliza a acidez rapidamente (em 
segundos). Se o pH tende à acidose, ele atua 
para restaurar o pH normal. 
 Tampão Respiratório: O CO2, ao se 
combinar com água, forma o ácido 
carbônico, liberando H+ (ácido). A 
respiração controla a quantidade de CO2, e, 
ao aumentar a ventilação (como no 
exercício), o CO2 é eliminado, evitando a 
acidose. Durante o sono, a ventilação 
diminui e, com isso, a eliminação de CO2 
também é menor. 
 Tampão Renal: Os rins regulam o pH 
retendo ou eliminando bicarbonato. Em caso 
de acidose, os rins retêm bicarbonato (para 
neutralizar o pH). Em caso de alcalose, os 
rins eliminam bicarbonato, ajudando a 
baixar o pH. 
Avaliação da gasometria 
Para avaliação da gasometria arterial é 
necessária à coleta de sangue arterial, sendo as 
artérias mais selecionadas: artéria radial e a artéria 
femoral. Normalmente, é realizada pelo médico. 
Após a coleta do sangue, a amostra é enviada para o 
laboratório. O resultado da gasometria arterial 
engloba os seguintes valores de normalidade: 
Avaliação da gasometria 
pH Sanguíneo: 
 Normal: pH entre 7,35 e 7,45. 
 Acidose: pH 7,45. 
Pressão arterial de dióxido de carbono (PaCO2): 
35 a 45 mmHg “Distúrbio respiratório” 
 Hipoventilação (retenção de CO2) → 
acidose respiratória. “Aumento da 
PaCO2” “ 
 Hiperventilação (eliminação excessiva de 
CO2) → alcalose respiratória. 
“Diminuição da PaCO2” 
Bicarbonato (HCO3 -): 22 a 26 mEq/dl “Distúrbio 
metabólico”. 
 Perda de bicarbonato ou ganho de ácidos → 
acidose metabólica. 
 Aumento de bicarbonato ou perda de ácidos 
→ alcalose metabólica. 
Excesso de base (BE): -2 a +2 
 BE elevado indica aumento de bicarbonato 
 BE diminuído indica perda de bicarbonato. 
Pressão arterial de oxigênio (PaO2): 80 a 100 
mmHg. 
 Hipoxemia: PaO2 abaixo dos valores 
normais. 
 Sem hipoxemia: PaO2 dentro dos valores 
normais. 
Saturação arterial de oxigênio (SaO2) > 92-93% 
A saturação de oxigênio também pode ser usada 
para confirmar a presença ou ausência de 
hipoxemia, pois há uma relação entre a PaO2 e a 
saturação arterial de oxigênio. 
 Distúrbios acidobásicos 
Veremos na sequência os distúrbios acidobásicos: 
• Acidose respiratória: diminuição do pH em 
decorrência da elevação da PaCO2. Assim: 
↓pH e ↑PaCO2 
— Causas: hipoventilação, por exemplo: 
diminuição do centro respiratório, lesão medular 
alta, fadiga ou fraqueza muscular, restrição da caixa 
torácica. 
Fisioterapia respiratória 
— Mecanismos de compensação: retenção de 
bicarbonato nos rins na tentativa de manter o pH 
normal. 
• Alcalose respiratória: aumento do pH em 
decorrência da diminuição da PaCO2. Assim: 
↑pH e ↓PaCO2 
— Causas: hiperventilação, por exemplo: 
mecanismo compensatório das doenças pulmonares, 
febre, dor, agitação psicomotora, exercício físico. 
— Mecanismos de compensação: eliminação de 
bicarbonato nos rins na tentativa de equilibrar o pH. 
• Acidose metabólica: diminuição do pH em 
decorrência da diminuição do bicarbonato. Assim: 
↓pH e ↓HCO3 
— Causas: diarreia e adição de ácidos no sangue, 
por exemplo: liberação de ácido láctico em casos de 
hipóxia grave, liberação de ácidos graxos em casos 
de descompensação diabética e insuficiência renal 
aguda. 
— Mecanismos de compensação: hiperventilação 
na tentativa de equilibrar o pH. 
• Alcalose metabólica: aumento do pH em 
decorrência do crescimento do bicarbonato. Assim: 
↑pH e ↑HCO3 
— Causas: vômitos e adição de bicarbonato no 
sangue, por exemplo: iatrogenia. 
— Mecanismos de compensação: hipoventilação na 
tentativa de reter o CO2 e equilibrar o pH. 
Acidose mista: diminuição do pH em decorrência 
tanto do aumento da PaCO2, como da diminuição 
do bicarbonato. Assim: 
↓pH, ↓HCO3 - e ↑PaCO2 
As causas de acidose mista estão 
relacionadas à junção de distúrbios respiratórios e 
metabólicos, por exemplo, o que ocorre na parada 
cardiorrespiratória. No momento da parada, o 
paciente não ventila, o que gera retenção do CO2 e 
acidose respiratória. Além disso, a falta de oxigênio 
desencadeia o metabolismo anaeróbico e a liberação 
de ácido láctico, com a instalação de acidose 
metabólica. Nesse caso, portanto, temos a junção da 
acidose respiratória com a acidose metabólica, ou 
seja, acidose mista. 
Alcalose mista: aumento do pH em decorrência 
tanto da diminuição da PaCO2, como do 
crescimento do bicarbonato. Assim: 
↑pH, ↑HCO3 - e ↓PaCO2 
Assim como na acidose mista, as causas de 
alcalose mista são as junções de distúrbios de 
alcalose respiratória com alcalose metabólica. 
Mecanismos compensatórios 
- Caso o BE esteja normal, provavelmente a 
alteração é de origem respiratória; 
- Se o BE estiver alterado, além de -5 a +5, há a 
indicação de um distúrbio de origem metabólica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fisioterapia respiratória 
TÉCNICAS FISIOTERAPÊUTICAS: 
MANOBRAS E TÉCNICAS DE HIGIENE 
BRÔNQUICA; MANOBRAS E TÉCNICAS DE 
REEXPANSÃO PULMONAR 
Manobras e técnicas de higiene brônquica: 
As manobras e técnicas de higiene 
brônquica têm como objetivos: 
• proporcionar a mobilização e remoção do muco 
em excesso retido nas vias aéreas. 
• Melhorar o transporte mucociliar. 
• Manter as vias aéreas pérvias. 
• Aperfeiçoar a ventilação. 
• Promover condições para uma adequada troca 
gasosa. 
• Prevenir de infecções respiratórias. 
• Reduzir o trabalho respiratório. 
Os pacientes que apresentam hipersecreção 
têm indicação para realizar manobras e técnicas de 
higiene brônquica. 
As patologias e características que 
favorecem o acúmulo de secreção são: 
• Pacientes com prótese traqueal (tubo endotraqueal 
ou traqueostomia): a presença do tubo paralisa o 
batimento ciliar, levando ao acúmulo de secreções. 
• Pneumonia. 
• Tuberculose. 
• Bronquite crônica. 
• Bronquiectasia. 
• Paciente pós-operatório (principalmente cirurgias 
abdominais e torácicas). 
• Bronquiolite. 
A escolha da técnica dependerá de cada 
paciente e será determinada após avaliação 
minuciosa pelo fisioterapeuta. Levaremos em 
consideração a ausculta pulmonar, as condições do 
tórax, a tolerância, assim como fatores 
anatomofisiológicos, condições clínicas, evolução 
do quadro, acometimento pulmonar, patologias e a 
idade do paciente. 
Ao avaliarmos um paciente, devemos observar 
também se a quantidade de secreção está 
aumentada, e se essa secreção está prejudicando a 
ventilação ou causando desconforto. 
 Percussão torácica 
Tem como objetivo mobilizar e deslocar 
secreções pulmonares, facilitando sua condução a 
uma região mais superior da árvore brônquica, a 
fim de que sejam eliminadas, por meio da 
expectoração ou aspiração, caso seja necessário. A 
percussão pulmonar gera e propaga ondas de 
energia mecânica que estimulam o batimento ciliar. 
São dois os tipos de percussão: tapotagem e 
percussão cubital. 
- Tapotagem: Trata-se de uma técnica realizada 
com auxílio das mãos. Em forma de concha com o 
punho e os dedos aduzidos e de maneira alternada e 
ritmada, o fisioterapeuta realiza o movimento de 
flexoextensão do punho sobre o segmento pulmonar 
afetado. 
 
- percussão cubital. 
 
 
- Vibração: São movimentos rítmicos, rápidos e 
finos realizados com as mãos espalmadas sobre o 
tórax do paciente, com intensidade e frequência que 
variam entre 7 e 11 Hz durante a fase expiratória, 
sendo associada à compressão torácica. O objetivo 
dessa técnica é promover a vibração no nível 
brônquico e modificara reologia do muco, 
deixando-o mais fluido e com baixa viscosidade 
pela constante agitação mecânica, facilitando seu 
deslocamento. Não deve ser utilizada em indivíduos 
que apresentam tórax rígido ou doloroso. 
Contraindicações: 
• Hemoptise. 
• Fratura de costela. 
Fisioterapia respiratória 
- Aceleração do fluxo expiratório (AFE) 
Consiste em realizar a compressão abrupta do tórax 
na fase expiratória, com o objetivo de aumentar o 
fluxo expiratório e assim deslocar secreções. 
Contraindicações: 
• Hemoptise. 
• Fratura de costela. 
- Drenagem postural ou posturas 
As drenagens posturais têm como objetivo o 
deslocamento das secreções brônquicas das regiões 
periféricas para as regiões centrais pulmonares, pois 
utilizamos a ação da gravidade a fim de facilitar 
esse deslocamento. Geralmente associamos o 
posicionamento do paciente com outras técnicas de 
higiene brônquica, como tapotagem, 
vibrocompressão etc. 
A técnica é muito eficaz, porém possui 
muitas contraindicações, principalmente em 
pacientes críticos, internados em Unidade de 
Terapia Intensiva (UTI). Para realização da técnica, 
é primordial o conhecimento da distribuição dos 
segmentos pulmonares. 
Contraindicação: 
• Pós-operatórios imediatos. 
• Edema pulmonar. 
• Insuficiência cardíaca congestiva. 
• Aneurisma de aorta e do cérebro. 
• Hipertensão arterial acentuada. 
• Embolia pulmonar. 
• Hemoptise ativa. 
• Dispneia intensa. 
• Cirurgia medular recente ou lesão medular aguda. 
• Pressão intracraniana maior que 20 mmHg. 
• Hemorragia ativa com instabilidade 
hemodinâmica. 
• Derrames pleurais volumosos. 
• Infarto agudo do miocárdio. 
• Intolerância da posição referida pelo paciente. 
• Pós-prandial. 
- Expiração lenta total com a glote aberta em 
decúbito infralateral (ETGOL) 
A manobra de ETGOL é uma técnica de 
higiene brônquica na qual o paciente realiza uma 
expiração lenta total com a glote aberta em decúbito 
lateral. A sigla significa: E – expiração, T – total, G 
– glote, O – aberta (open, em inglês) e L – lateral. 
Procedimento para realização: Antes de 
iniciar a manobra, explicar para o paciente o 
procedimento e como se realiza a expiração com a 
glote aberta. Ele deve ficar posicionado em 
decúbito lateral com o lado afetado para baixo. 
Deve-se solicitar que o paciente flexione os 
membros inferiores (MMII), o que ocasionará um 
aumento da pressão abdominal, favorecendo o 
maior esvaziamento do volume pulmonar 
infralateral. O fisioterapeuta se posicionará atrás do 
paciente. Com uma das mãos realizará a 
compressão do tórax afetado, o que levará ao 
aumento da pressão pleural e, consequentemente, da 
pressão alveolar, a outra mão será usada como 
apoio. 
O objetivo da técnica é realizar o deslocamento das 
secreções localizadas em vias aéreas médias. 
 
- Tosse 
A tosse consiste em uma expiração forçada 
explosiva, que atua como mecanismo reflexo de 
defesa do organismo, com o objetivo de remover o 
acúmulo de secreção retida no interior da árvore 
brônquica, assim como de eliminar substâncias 
estranhas inaladas, prejudiciais à saúde. 
Trata-se do procedimento final para a 
eliminação da secreção. Quando for ineficaz ou 
limitada, precisamos utilizar outro meio de exclusão, 
como a aspiração endotraqueal. 
 
Fisioterapia respiratória 
Lembrete: 
A fisiologia da tosse inclui as seguintes etapas: 
inspiração profunda, fechamento da glote, 
contração dos músculos abdominais, aumento da 
pressão abdominal, elevação da pressão 
intratorácica, abertura explosiva da glote e saída do 
ar, que carrega a secreção. 
Os tipos de tosse são: voluntária, assistida, 
provocada e huffing. 
 Tosse voluntária: Ato voluntário de tosse, 
sem a necessidade de estimulação ou 
reflexo. Técnica utilizada quando o paciente 
apresenta um bom nível de consciência e é 
colaborativo. O fisioterapeuta deve solicitar 
que o paciente realize uma inspiração 
profunda seguida do ato de tosse. 
Preferencialmente o paciente precisa estar 
posicionado sentado ou semissentado. 
 Tosse assistida: Ato de tosse com 
assistência manual do fisioterapeuta. O 
fisioterapeuta deve orientar o paciente a 
realizar uma inspiração profunda com uma 
breve apneia, seguida de uma expiração 
abrupta, a qual será assistida manualmente 
pelo fisioterapeuta, que deverá apoiar e 
comprimir o tórax do paciente, com a 
finalidade de aumentar a pressão e tornar a 
tosse mais eficiente. 
 Tosse provocada: Também conhecida 
como estímulo da fúrcula, essa tosse é 
provocada ao estimularmos os receptores 
irritantes da traqueia, comprimindo a região 
logo abaixo da tireoide ou logo acima da 
fúrcula. Utilizamos essa técnica quando a 
tosse voluntária encontra-se ausente em 
pacientes com rebaixamento de nível de 
consciência ou não colaborativos. 
 Huffing: Técnica na qual orientamos o 
paciente a realizar uma expiração forçada 
com a glote aberta. Devido a tal abertura, 
evita-se que aconteça o ponto de igual 
pressão (PIP) e o colapso de via aérea. 
Pacientes hiperinsuflados conseguem exalar 
melhor o ar. 
 
- Bag squeezing ou hiperinsuflação manual 
Manobra realizada com o ambu (Unidade 
Manual de Respiração Artificial), é utilizada apenas 
em pacientes intubados ou traqueostomizados, com 
o objetivo de desobstruir as vias aéreas, 
principalmente quando há formação de rolhas de 
secreções. 
Ela consiste em conectar o ambu ao tubo 
traqueal e realizar insuflações bruscas, gerando um 
fluxo turbulento. A técnica pode ser mais eficaz 
quando associada à compressão torácica. Antes da 
manobra, é necessário instilar soro fisiológico (SF) 
0,9% com a finalidade de umidificar e fluidificar a 
secreção, facilitando assim sua remoção. Pode-se 
executar antes ou durante a aspiração. A sugestão é 
que sejam feitas três insuflações e uma compressão. 
 
 
Figura 7: a) Manobra de bag squeezing associada à 
vibrocompressão, b) seguida de aspiração: 
 
 
 
Fisioterapia respiratória 
Aspiração 
Técnica invasiva e estéril, realizada quando 
a tosse é ineficaz ou inexistente ou em pacientes 
com próteses traqueais (tubo endotraqueal e 
traqueostomia). A finalidade aqui é retirar as 
secreções brônquicas por meio de um vácuo. 
Conectamos uma sonda de aspiração a um gerador 
de pressão negativa. 
Aspiramos primeiramente as vias aéreas 
inferiores, por meio do tubo endotraqueal ou 
traqueostomia e, em seguida, as vias aéreas 
superiores (nariz e boca). 
Em pacientes que não estão com prótese 
traqueal deve-se realizar aspiração das vias aéreas 
inferiores por meio do nariz (nasotraqueal) ou boca 
(orotraqueal). 
O sistema de aspiração pode ser aberto ou 
fechado. 
- Aberto: desconectamos o paciente do ventilador 
mecânico e introduzimos uma sonda na via aérea 
por meio da prótese traqueal, interrompendo assim 
a ventilação. 
- Fechado: a sonda permanece conectada entre o 
tubo traqueal e o ventilador mecânico, protegida por 
um plástico envolvente. A ventilação do paciente é 
mantida, pois não ocorre a desconexão do 
ventilador mecânico. Geralmente, essa sonda de 
aspiração fechada é trocada a cada 24 horas, ou de 
acordo com os fabricantes ou protocolos do 
hospital. 
O procedimento deve ser realizado entre 10 
a 15 segundos a cada aspiração, podendo ser 
repetido para que se elimine o máximo de secreção 
e de acordo com as condições clínicas do paciente. 
Devemos monitorar constantemente a saturação de 
oxigênio, a frequência cardíaca, a pressão arterial e 
o traçado eletrocardiográfico antes, durante e após o 
procedimento. 
 Roteiro e materiais para o procedimento de 
aspiração do sistema aberto: 
• Pré-oxigenar o paciente. 
• Luva estéril. 
• Sonda de aspiração. 
• Seringa de 10 ou 20 ml com 0,9% de SF. 
• Testar o vácuo. 
• Conectar a sonda no vácuo. 
• Calçar a luva estéril: sugerimos colocá-la na mão 
dominante por cima da luva de procedimento. 
• Desconectar o pacientedo ventilador mecânico. 
• Introduzir a sonda de aspiração no tubo traqueal 
sem aspirar. 
• Retirar a sonda aspirando, realizando movimentos 
rotacionais. 
• O procedimento não deve ultrapassar 15 segundos. 
• Dar intervalo para descanso (ventilação e 
oxigenação) do paciente. 
• Repetir o procedimento quantas vezes forem 
necessárias para a remoção de secreções, 
respeitando as condições clínicas do paciente. 
• Monitorar o paciente constantemente. 
• Após a aspiração da via aérea inferior (VAI), 
aspirar via aérea superior (VAS): primeiro o nariz e 
depois a boca. 
 Complicações da aspiração: 
• Hipoxemia. 
• Broncoespasmo. 
• Lesão na traqueia ou vias aéreas superiores. 
• Contaminação da sonda. 
Figura 8: Representação esquemática do sistema de aspiração 
fechado 
Fisioterapia respiratória 
 As sondas têm diferentes tamanhos. 
• Em crianças, utilizar sonda de 4 mm a 10 mm. 
• Em adultos, de 12 mm a 16 mm. 
Oscilador oral de alta frequência (OOAF) 
Trata-se de dispositivos que combinam a 
ação da pressão positiva expiratória nas vias aéreas 
(Peep) com a oscilação oral de alta frequência, 
gerando vibrações endobrônquicas com a finalidade 
de deslocar secreções. 
Temos dois dispositivos conhecidos no mercado: 
• Flutter: importado. 
• Shaker: nacional. 
Os dispositivos têm a forma de um 
cachimbo, são reforçados por uma esfera de aço 
sustentada sobre um suporte em forma de funil. 
 
 
 
É solicitado que o paciente realize a 
expiração no aparelho, o qual irá gerar oscilações 
com frequências variáveis. 
Manobras e técnicas de reexpansão 
pulmonar 
As manobras e técnicas de reexpansão 
pulmonar são indicadas em pacientes que 
apresentam hipoventilação; na reversão ou 
prevenção de atelectasia, que significa colapso 
parcial ou total do pulmão; pacientes em pós-
operatório, principalmente de cirurgias abdominais 
e torácicas. Portanto, tem indicação em quaisquer 
condições que reduzam os volumes e as 
capacidades pulmonares. 
Contraindicações: 
• Pneumotórax não drenado. 
• Derrame pleural de grande volume não drenado. 
• Pressão intracraniana (PIC) > 15 mmHg. 
• Instabilidade hemodinâmica. 
• Hemoptise ativa. 
• Pacientes com enjoo. 
Especificamente, as manobras são contraindicadas 
em: 
• Fratura de costelas. 
• Osteoporose avançada. 
• Tórax instável. 
Manobras de reexpansão pulmonar: São técnicas 
manuais que visam aumentar a expansibilidade 
torácica e pulmonar, melhorando a mecânica 
respiratória e, consequentemente, as trocas gasosas. 
As vantagens são que o paciente não precisa 
colaborar, podendo ser realizadas mesmo naqueles 
sedados e comatosos. 
Abordaremos dois tipos de manobras: 
• Manobra de descompressão brusca ou de 
manobra de pressão negativa. Essa manobra 
consiste em apoiarmos as mãos no gradil costal do 
paciente e durante a expiração realizamos uma 
compressão torácica. A descompressão brusca das 
mãos do fisioterapeuta é executada na metade ou no 
segundo terço da fase inspiratória, gerando aumento 
do gradiente de pressão. 
 
Figura 10:Paciente colaborando com a manobra de 
reexpansão 
• Manobra de bloqueio torácico.: Consiste em 
colocarmos as mãos no gradil costal, bloqueando 
durante toda a fase inspiratória o segmento ou o 
hemitórax oposto, limitando a expansibilidade do 
hemitórax bloqueado e favorecendo a 
expansibilidade contralateral. 
Figura 9:A) Flutter desmontado e B) montado 
Fisioterapia respiratória 
Observação 
Caso o paciente apresente uma atelectasia em 
hemitórax direito, podemos realizar a manobra de 
bloqueio torácico, bloqueando o hemitórax 
esquerdo e assim favorecemos e direcionamos o 
fluxo aéreo para o hemitórax direito. 
Exercícios respiratórios 
Os exercícios respiratórios são também 
chamados de cinesioterapia respiratória e, 
diferentemente das manobras, exigem a colaboração 
do paciente e, consequentemente, que eles estejam 
conscientes. 
Seus objetivos são: 
• Reeducação respiratória. 
• Melhora do acoplamento toracoabdominal, 
aumentando a ventilação das bases pulmonares. 
• Aperfeiçoamento da mobilidade da caixa torácica. 
• Reversão parcial ou total do colapso pulmonar 
(atelectasia). 
• Desenvolvimento da troca gasosa. 
Abordaremos os exercícios de reeducação 
diafragmática, inspiração em tempos (fracionada) e 
sustentação máxima da inspiração. 
 Reeducação diafragmática ou exercício 
respiratório diafragmático: 
O músculo diafragma é o principal da inspiração, 
sua participação é de aproximadamente 70% do 
volume corrente. 
Os objetivos do exercício são: 
• Trabalhar o padrão ventilatório diafragmático, 
conscientizando o paciente. 
• Aumentar a ventilação nas bases pulmonares. 
• Melhorar a função do diafragma. 
• Desenvolver a mecânica respiratória. 
• Diminuir a sensação de dispneia. 
• Reduzir o uso de musculatura acessória. 
Orientamos o paciente a ficar sentado para 
obter a contração da musculatura abdominal, 
aumentando a pressão intra-abdominal, gerando 
melhor estabilidade para o trabalho diafragmático. 
Em seguida, indicamos a execução de uma 
inspiração nasal profunda, enviando ar para a região 
abdominal. Para que o paciente compreenda, 
utilizamos o comando “ar para barriga”. A expiração 
deve ser feita pela boca e podemos associar o freno 
labial (expiração lenta com os lábios semicerrados. 
Como sugestão, o exercício pode ser realizado três 
vezes ao dia com três a cinco séries de dez 
repetições ou de acordo com a condição clínica do 
paciente. 
 Inspiração em tempos ou exercícios respiratórios 
com inspiração fracionada 
A técnica consiste em realizar inspirações nasais 
curtas, fracionadas em dois, três ou até seis tempos 
repetições, intercaladas por períodos de apneia pós-
inspiratória. Elas devem ser executadas dentro 
deslocar mesmo ciclo respiratório. O exercício pode 
ser associado com movimentos de membros 
superiores. 
A inspiração programada em tempos pode ser mais 
eficaz para atingir a capacidade inspiratória (CI). Ela é 
contraindicada em pacientes hiperinsuflados. 
Sugestão: O exercício pode ser realizado três vezes ao 
dia, com três a cinco séries de dez repetições ou de 
acordo com a condição clínica do paciente. 
 Sustentação máxima da inspiração 
Solicitar ao paciente uma inspiração nasal 
profunda, lenta e uniforme, seguida de apneia pós-
inspiratória, que deve ser sustentada por 
aproximadamente 6 segundos, para que ocorra a 
redistribuição do volume por meio dos poros de 
Kohn, canais de Lambert e Martin e, 
Fisioterapia respiratória 
consequentemente, haverá o aumento da ventilação 
alveolar. Após o procedimento, é preciso realizar a 
expiração lenta pela boca. 
É contraindicada em pacientes hiperinsuflados 
com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), em 
crise de asma e com broncoespasmo. 
Sugestão: O exercício pode ser realizado três 
vezes ao dia de três, com cinco séries de dez 
repetições ou de acordo com a condição clínica do 
paciente. 
Lembrete: 
Poros de Kohn: Pequenas aberturas entre os alvéolos 
pulmonares adjacentes. Facilitam a troca de ar entre 
alvéolos, especialmente em situações de obstrução das 
vias aéreas. Importantes para evitar colapso alveolar 
(atelectasia). 
Canais de Lambert: Conexões entre os bronquíolos 
terminais e alvéolos não adjacentes. Ajudam na 
ventilação colateral, oferecendo uma rota alternativa 
para o ar quando há bloqueio em vias aéreas 
pequenas. 
canais de Martin: Vias que conectam diretamente os 
bronquíolos entre si, permitindo fluxo de ar lateral. 
Também contribuem para a ventilação colateral. 
 Exercício respiratório com expiração abreviada 
Solicitamos que o paciente realize uma 
inspiração pelo nariz profunda e lenta até a 
capacidade pulmonar total (CPT) e, em seguida, 
execute uma expiração de pequena quantidade de ar. 
Após, peça que inspire novamente até a CPT, seguida 
de uma expiração curta. Repita esse exercício por três 
ouquatro vezes e então execute a expiração completa. 
 Inspirômetros de incentivo 
São dispositivos utilizados como recurso 
mecânico para estimular a inspiração máxima do 
paciente e que funcionam como feedback visual. 
Trata-se de aparelhos de fácil manuseio e baixo custo. 
O objetivo da técnica é aumentar a pressão 
transpulmonar e restaurar volumes e capacidades 
pulmonares por meio do feedback visual. 
São duas as categorias: 
• Equipamentos a fluxo: Respiron/Triflo. 
• Equipamentos a volume: Voldyne. 
Solicitamos que o paciente realize uma 
inspiração profunda, lenta e uniforme pelo bucal do 
equipamento, assim, haverá elevação das esferas 
plásticas, no caso dos aparelhos a fluxo (Respiron e 
Triflo). Podemos orientá-lo a sustentar as esferas 
plásticas. 
 
 
 
 
volume Voldyne / fluxo Respiron 
Sugestão: o paciente deve estar posicionado 
preferencialmente sentado e de forma confortável. 
O exercício pode ser realizado três vezes ao 
dia, com três a cinco séries de dez repetições ou de 
acordo com a condição clínica do paciente. Quando 
o paciente dominar bem o exercício, ele também 
poderá ser orientado a realizá-lo sozinho. 
 
 Exercícios com pressão positiva 
Os objetivos dos exercícios com pressão 
positiva são: 
• Aumentar a expansibilidade pulmonar. 
• Melhorar a ventilação. 
• Aperfeiçoar a oxigenação. 
• Aumentar a capacidade residual funcional. 
• Prevenir e reverter atelectasias. 
As técnicas utilizadas incluem: 
• Pressão positiva expiratória nas vias aéreas (Epap). 
• Respiração com pressão positiva intermitente (RPPI). 
• Pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP). 
• Pressão positiva em dois níveis (Bipap). 
 Pressão positiva expiratória nas vias 
aéreas (Epap) 
Fixaremos uma máscara na face do paciente com 
uma válvula de Peep (pressão positiva expiratória 
final), com o objetivo de criar uma resistência na 
expiração, pressurizando os alvéolos e evitando o 
colapso alveolar. Essa técnica, conforme citado, 
proporciona melhora da troca gasosa e da 
complacência pulmonar, aumenta a capacidade 
Fisioterapia respiratória 
residual funcional (CRF) e diminui o shunt 
intrapulmonar. 
 
 
 
 
 
 
 
Sistema de Epap: máscara com válvula de Peep 
 
Sistema de Epap: máscara nasal com válvula de 
Peep, circuito e fixador cefálico 
 Respiração com pressão positiva intermitente 
(RPPI) 
Técnica em que será “empurrada” uma 
pressão positiva na fase inspiratória do paciente, 
fazendo com que a pressão pleural aumente durante 
a inspiração. Seus objetivos são melhorar a 
ventilação, reverter ou prevenir colapso alveolar e, 
consequentemente, desenvolver a troca gasosa. 
Pode ser realizada através de máscaras fixadas na 
face do paciente ou por meio de bucal. É indicada 
em pacientes com fraturas de costelas, que 
apresentam hipoventilação e que se recusam 
a realizar os exercícios respiratórios. 
 Pressão positiva contínua nas vias aéreas 
(CPAP) 
Técnica em que ocorre a manutenção de 
uma pressão positiva contínua nas vias aéreas, ou 
seja, por todo o ciclo respiratório. Utilizada em 
pacientes com o objetivo de aumentar 
expansibilidade pulmonar, mas também pode ser 
utilizada em insuficiência respiratória aguda ou 
crônica. 
 Pressão positiva em dois níveis (Bipap) 
Consiste em um equipamento de ventilação 
mecânica não invasiva e que, diferentemente da 
técnica abordada anteriormente, ele oferece dois 
níveis de pressão: pressão positiva inspiratória nas 
vias aéreas (Ipap) e pressão expiratória nas vias 
aéreas (Epap). Essa modalidade vem sendo 
utilizada como recurso em insuficiência respiratória 
aguda, principalmente nas exacerbações da DPOC, 
evitando a intubação. Entretanto, também a 
utilizamos com a finalidade de aumentar a 
expansibilidade pulmonar, prevenindo ou 
revertendo atelectasias. Existem técnicas que não 
são consideradas desobstrutivas nem reexpansivas, 
como as de freno labial e de treinamento muscular.

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