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MÓDULO: EXAMES COMPLEMENTARES PROFESSOR (A): BÁRBARA GALDINO Avaliação da radiografia 1. partes moles: mamas, região cervical, supraescapular, tecido subcutâneo e abdome superior; 2. ossos: coluna, clavículas, costelas, ombros e esterno; 3. coração: morfologia e dimensões; 4. aorta e artérias pulmonares: verificação de anomalias congênitas e de aneurismas; 5. mediastino: alargamentos, pneumomediastino e massas; 6. hilos: estudo comparativo da morfologia e das dimensões; 7. parênquima pulmonar: nódulos, massas, consolidações e cavidades; 8. pleura: espessamentos, pneumotórax e derrame pleural; 9. diafragma: altura, morfologia e estudo comparativo; 10. seios costofrênicos: verificar se estão livres; em casos duvidosos, realizar decúbito lateral. Pneumonia: Consolidação pulmonar devido a exsudato inflamatório. *Broncograma aéreo Atelectasia: Área de hipotransparência decorrente de inadequada ventilação *Desvio do mediastino para o mesmo lado/ipsilateral. *Expansibilidade reduzida/Diminuição dos arcos intercostais ipsilateral. Pneumotórax: Área de hipertransparência com deslocamento da linha da pleura visceral e ausência de trama vascular. *Desvio do mediastino para o lado contrário/contralateral. Derrame Pleural: Área de hipotransparência *Desvio do mediastino para o lado contrário/contralateral. *Diagnóstico diferencial: decúbito lateral, ultrassonografia e tomografia. *Sinal do menisco. Curva de Damoiseau. PNEUMOTORAX ACHADOS RADIOLÓGICOS: Área de hipertransparência com deslocamento da linha da pleura visceral e ausência de trama vascular. Desvio do mediastino para o lado contralateral. ACHADOS CLÍNICOS: Diminuição da expansibilidade ispilateral; Som hiper timpânico ispilateral Diminuição/Ausência de som pulmonar DERRAME PLEURAL ACHADOS RADIOLÓGICOS: Área de hipotransparência; Desvio do mediastino para contralateral; Obliteração do seio costofrênico. Sinal do menisco. Curva de Damoiseau. ACHADOS CLÍNICOS: Diminuição de som pulmonar na base ipsilateral ao derrame! DPOC ACHADOS RADIOLÓGICOS: Hipertransparência Aumento dos espaços intercortais Retificação das cúpulas diafragmáticas Coração em gota Discreta diminuição da trama vascular SDRA ACHADOS RADIOLÓGICOS: Áreas de hipotransparência difusa bilateral CLÍNICA: Diminuição dos sons pulmonares Crepitação Inicio/piora do quadro em menos de 7 dias PNEUMONIA ACHADOS RADIOLÓGICOS: Broncograma aéreo; Consolidações. ACHADOS CLÍNICOS: Diminuição do som pulmonar na área de consolidação/ estertores/crepitação; Som maciço; Febre, taquipneia. QUESTÕES 1. (RESMULTI – UFRN – 2021) Paciente B.R., 66 anos, peso predito calculado em 75 Kg, internado há 3 dias na UTI para tratamento de exacerbação infecciosa da doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Encontra-se sedado, RASS zero, respondendo aos comandos verbais simples. Estável hemodinamicamente, porém recebendo ainda baixa dose de noradrenalina para manter a pressão arterial (PA) sistêmica em 100x60 mmHg, FC entre 90 e 100 bpm, com boa perfusão periférica. Está em processo de desmame da ventilação mecânica invasiva, ventilando no modo PSV, com os seguintes parâmetros: pressão suporte (PS) 12 cmH2O, PEEP 8 cmH2O, FiO2 35%, fazendo volume corrente (VC) entre 480 e 550 ml, frequência respiratória (FR) 15 a 20 rpm, SpO2 entre 93 e 96%. O radiograma de tórax revela sinais de hiperinsuflação pulmonar. De acordo com os dados apresentados no referido caso, o radiograma de tórax do paciente apresenta sinais de hiperinsuflação pulmonar que se caracterizam por A) hipotransparência dos campos pulmonares, verticalização da área cardíaca, diminuição da visualização da trama vascular e rebaixamento das cúpulas diafragmáticas. B) hipertransparência dos campos pulmonares, verticalização da área cardíaca, aumento da visualização da trama vascular e elevação das cúpulas diafragmáticas. C) hipertransparência dos campos pulmonares, verticalização da área cardíaca, diminuição da visualização da trama vascular e rebaixamento das cúpulas diafragmáticas. D) hipotransparência dos campos pulmonares, verticalização da área cardíaca, aumento da visualização da trama vascular e elevação das cúpulas diafragmáticas. 2. (RESMULTI – UFC – 2022) A qualidade e as limitações técnicas obtidas em uma Unidade de Terapia Intensiva com os aparelhos portáteis são de menor qualidade do que aquelas obtidas nos serviços de radiologia. Em primeiro lugar, o paciente em decúbito dorsal é incapaz de realizar inspiração profunda, devido ao seu estado de consciência, sendo a radiografia realizada em AP (anteroposterior). Em segundo lugar, devido às limitações técnicas dos aparelhos portáteis, as radiografias são realizadas com menor Kv (quilovoltagem), pois a distância da fonte emissora de raios x é menor. Tais particularidades provocam em relação à radiografia do tórax em PA (Póstero-anterior) um dos seguintes efeitos: A) Alargamento do mediastino. B) Falso aumento da área cardíaca. C) Diminuição dos arcos costais anteriores em relação aos posteriores. D) Constricção dos vasos do território superior gerando pseudo-hipertensão venosa pulmonar. 3. (RESMULTI – UFC – 2021) A radiografia do tórax é um dos exames de imagem mais utilizados na prática do fisioterapeuta. Sua interpretação permite a avaliação de estruturas ósseas, torácicas, dentre outros. Na avaliação cardíaca, um dos parâmetros utilizados é o índice cardiotorácico (ICT). Sobre o ICT, assinale a alternativa correta. A) É obtido pela relação entre o diâmetro transverso do coração e o diâmetro transverso do tórax. B) É considerado normal o ICT maior do que 0,5 e o ICT menor do que 0,5 sugere cardiopatia. C) Presença de deformidades torácicas como escoliose não influenciam a mensuração do ICT. D) Serve para medir o tamanho da silhueta do coração pela radiografia torácica em perfil. 4. (AOCP – EBSERH/HU-UFJF – 2015) “Paciente M.G, 56 anos, gênero masculino, magro e longilíneo, deu entrada no hospital com quadro de tosse seca intensa, necessitando de oxigênio. Após 24 horas, evoluiu para IRpA com necessidade de IOT, sendo e solicitada avaliação fisioterápica. Pela avaliação radiológico observou-se um pneumotórax à direita.” As características radiológicas deste paciente, com base no seu diagnóstico, é (A) hipertransparência do seio costofrênico, acima e à direita, aumento da trama vascular periférica à direita e desvio do mediastino ipsilateral. (B) alargamento dos espaços intercostais à direita, rebaixamento da cúpula diafragmática, hipotransparência dos seio costofrênico, acima e à direita com desvio do mediastino para o mesmo lado. (C) hipotransparência pulmonar à direita, aumento da trama vascular na periferia à direita, apagamento do seio costofrênico por hipotransparência. (D) hipertransparência do seio costofrênico à direita, aumento da visualização do contorno diafragmático, desvio do mediastino contralateral, alargamento dos espaços intercostais à direita, ausência da trama vascular periférica. (E) apagamento da trama vascular periférica à direita, hipotransparência em região periférica com desvio do mediastino para o lado oposto. 5. (AOCP – EBSERH/HULW-UFPB – 2014) Os achados radiológicos clássicos de um paciente com diagnóstico de derrame pleural à direita é (A) opacidade da base pulmonar com broncograma aéreo, obliteração do contorno diafragmático, apagamento do seio costo-frênico heterolateral e desvio do mediastino ipsilateral. (B) radiotransparência da base pulmonar sem broncograma aéreo, obliteração do contorno diafragmático, apagamento do seio costo-frênico homolateral e desvio do mediastino ipsilateral. (C) opacidade da base pulmonar sem broncograma aéreo, elevação do contorno diafragmático, apagamento do seio costo-frênico heterolateral e desvio do mediastino heterolateral. (D) radiotransparênciadas bases pulmonares com broncograma aéreo, retificação do contorno diafragmático, aumento do seio costo-frênico heterolateral e desvio do mediastino ipsilateral. (E) opacidade da base pulmonar sem broncograma aéreo, obliteração do contorno diafragmático, apagamento do seio costo-frênico homolateral e desvio do mediastino heterolateral. 6. (AOCP – EBSERH/HU-UFGD – 2014) “M.G, 22 anos, deu entrada no hospital municipal com queixa de dor abdominal e distensão do mesmo, e, após avaliação médica, paciente foi transferido para o centro cirúrgico para realização de uma laporotomia exploratória. No segundo dia pós-operatório, paciente começou a apresentar falta de ar intensa, febre alta, dor ventilatório dependente à direita. Foi solicitado o raio x que apresentou-se com apagamento do seio costofrênico, hemicúpula diafragmática e presença da curva de Damoiseau. Assim, foi solicitada a fisioterapia respiratória.” Com base no quadro clínico do pós-operatório e exame radiológico, este paciente apresenta (A) atelectasia. (B) pneumotórax. (C) abcesso pulmonar. (D) derrame pleural. (E) edema pulmonar cardiogênico 7. (AOCP - EBSERH/ HC-UFMG – 2014) Ao avaliar a radiografia de tórax, observa-se sinais associados ao colapso pulmonar, EXCETO (A) aumento da densidade do lobo colapsado. (B) sinal da Silhueta. (C) desvio e distorção hilares. (D) diminuição da densidade do lobo colapsado. 8. (AOCP – EBSERH – Nacional – 2015) Na presença de consolidação, durante a avaliação pulmonar radiológica, pode-se observar (A) broncograma aéreo. (B) desvio mediastinal. (C) elevação do hemidiafragma. (D) desvio das fissuras. (E) borda da pleura visceral visível. 9. (AOCP – EBSERH/HC-UFG – 2015) No raio x de um abcesso pulmonar, uma das características encontrada é a (A) imagem de bolhas hipertransparentes. (B) cavitação com imagem hidroaérea. (C) consolidação bilateral com infiltrado. (D) diminuição da trama vascular com desvio do mediastino para o lado oposto. (E) imagem em favo de mel e vidro fosco. 10. (IBFC – EBSERH/HUAP-UFF – 2016) Analise as afirmativas abaixo, dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F) e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo, nas afirmações sobre as principais indicações para radiologia do tórax, segundo o American College of Radiology para avaliação inicial. ( ) Mediante sinais e sintomas relacionados aos sistemas respiratório e cardiovascular. ( ) No estadiamento de tumores intra e extra torácicos. ( ) Na avaliação pré-operatória (cirurgia intra torácica ou paciente com alto risco para doenças do tórax). ( ) Para determinar precisamente a existência e magnitude de neoplasia. A sequência correta é: a) V-V-V-F b) V-V-F-F c) F-V-F-V d) F-F-V-V e) V-F-F-F 11. (IBFC – EBSERH/HUAP-UFF – 2016) Assinale a alternativa correta. A radiografia de tórax que apresenta infiltrado alveolar com sombras brancas (opacificações) e estruturas tubulares escuras é sinal clássico de: a) atelectasia de absorção b) pneumonia lobar c) pneumotórax d) hidrotórax e) broncogramas aéreos 12. (IBFC – EBSERH/HU-UNIVASF – 2014) Elevação do hemidiafragma, infiltração ou aumento da trama vascular (especialmente na área retrocardíaca), desvio dos vasos hilares, desvio mediastinal ipsilateral e perda da borda lateral da aorta descendente ou do coração, são achados radiográficos de: a) Pneumonia. b) Atelectasia. c) Enfisema pulmonar. d) Pneumotorax. e) Edema pulmonar. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 C B A D E D D A B A E B EXAMES COMPLEMENTARES AVALIAÇÃO DA TOMOGRAFIA O tomógrafo é um tubo que tem vários eletrodos captadores de raios X girando em sincronia, permitindo formação dos cortes da imagem (tomo). Isso evita a sobreposição da imagem das estruturas. Método de atenuação das radiações medida por densidade radiográfica. Imagens caracterizadas por escalas de cinza. Cortes axiais. Apenas uma incidência. T1: tecidos moles e gordura – anatomia; mais claro (branco) é mais denso; e o mais escuro (preto), o menos denso. T2: líquidos e patologias – tumores, fraturas, inflamação. 1. Identificar janela; 2. Identificar posicionamento padrão; 3. Identificar altura do corte: cortes mais altos visualizam as escápulas e a traqueia enquanto cortes mais baixos são visualizados o coração, os ângulos ou os recessos costofrênicos e cardiofrênicos; 4. Iniciar a análise da periferia para o centro; 5. Avaliar vértebras e as costelas — alinhamento, simetria, presença de anormalidade; 6. Analisar o esterno: posicionamento, presença de anormalidades – pectus; 7. Avaliar a transição costela-parênquima – deve ser uniforme, sem espessamentos; 8. Analisar os mediastinos: anterior – timo; mediastino médio – pericárdio, área cardíaca, vasos da base; 9. Analise da traqueia, carina e os brônquios – altura do corte e posicionamento do TET; 10. Visualize o mediastino posterior – esôfago e linfáticos; 11. Analise do parênquima pulmonar – atelectasias, opacidades em vidro fosco e consolidação, doenças intersticiais, aprisionamento aéreo, contusão, massas, nódulos, abscessos, enfisema, bronquiectasias). Radiografia de tórax – sensibilidade de 80% e especificidade de 82% para detecção de doença pulmonar difusa. Tomografia computadorizada de alta resolução (TCAR) indicada para casos inconclusivos na radiografia. Indicada principalmente na avaliação de doenças pulmonares intersticiais (DPIs) e bronquiectasias. TCAR tem sensibilidade de 95% e especificidade próxima de 100%. Angiotomografia – contraste para visualização de vasos. O exame é realizado com o paciente em decúbito dorsal e inspiração máxima. Padrão em mosaico. Áreas escuras correspondem a focos de aprisionamento aéreo. Fonte: Webb e colaboradores (2001). TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA TOMOGRAFIA DE CRÂNIO: Cortes axiais ou transversais, sendo o corte mais baixo na altura da base do crânio, e o corte mais alto na altura do vértix. Imagem: Carvalho e Silva (Secad) Graus de Fisher para HIC por meio da TC. Sinais clássicos que sugerem HIC: - Desvio da fissura inter-hemisférica; - Assimetria ventricular; - A ausência de sulcos cerebrais. TOMOGRAFIA DE IMPEDÂNCIA ELÉTRICA Avalia de forma dinâmica e não invasiva a distribuição da ventilação regional, além de possibilitar a avaliação da perfusão pulmonar. Exame que analisa a funcionalidade dos pulmões. Não substitui a TC. RESSONÂNCIA MAGNÉTICA Não há radiação ionizante nesse método. Capta imagens em 2D e 3D. Não invasivo. Fundamenta-se em três etapas: alinhamento, excitação e detecção de radiofreqüência. - Alinhamento: propriedade magnética de núcleos de alguns átomos (hidrogênio) que tendem a se orientar paralelamente a um campo magnético. - Excitação: Cada núcleo de hidrogênio vibra numa frequência proporcional ao campo magnético. O aparelho emite uma onda eletromagnética nessa mesma frequência, energia é então transferida do aparelho para os átomos – ressonância. - Detecção de radiofrequência: Quando os núcleos recebem essa energia tornam-se instáveis. Ao retornar ao estado habitual emitem ondas eletromagnéticas, o equipamento detecta essas ondas e determinam a posição e intensidade da energia. Esta intensidade é mostrada como “brilho” na imagem. Pode ser realizada com contraste endovenoso para melhor visualização de estruturas vasculares – artérias e veias, bem como tecido irrigado por elas. Contraste utilizado é composto de gadolínio; raro reações adversas. CUIDADOS: pacientes com insuficiência renal. INDICADO: Auxilio no diagnóstico de diversas condições osteomioarticulares, neurológicas, neurodegenerativas. CONTRAINDICADO: implantes eletrônicos, como marca-passo cardíaco, marca-passo cerebral, clip de aneurisma cerebral, stent, pinos, parafusosou placas no corpo. Não é recomendado para gestantes. ULTRASSONOGRAFIA Técnica não invasiva; Realizada beira leito; Sem exposição a radiação. Durante a contração muscular, podem ser avaliadas modificações no contorno e na geometria dos músculos, permitindo o registro da espessura muscular. Princípios da USG pulmonar: Avalia presença de gás ou fluídos; Avaliação separada em regiões – partindo da linha pleural; Permite analise do deslizamento pulmonar* Indica que a linha pleural também contém a pleura visceral, fenômeno fisiologicamente mais discreto nas partes superiores, que em condições patológicas pode estar mais discreto ou estático. Avaliação ultrassonográfica do diafragma é utilizada como teste específico da função diafragmática. O movimento anormal do músculo diafragma é observado nas seguintes condições: Lesão do nervo frênico; Doenças neuromusculares; PO cirurgia abdominal ou cardíaca; Pacientes em ventilação mecânica invasiva. Tem sido utilizado para avaliação da extubação por meio do deslocamento do fígado/baço durante o ciclo respiratório; avaliação da excursão diafragmática. Parâmetros tem alta sensibilidade e espeficidade para extubação como o IRRS e PImáx. QUESTÕES 1. (CONSULPAM – Ipueiras/CE – 2013) Qual das técnicas de diagnóstico por imagem citadas abaixo poderá ser feita em uma mulher com 2 (dois) meses de gestação, sem riscos para ela e para o embrião? a) Rx simples do abdômen, AP (técnica convencional). b) ultrassonografia da região abdômino-pélvica. c) tomografia computadorizada do abdômen (helicoidal). d) ressonância magnética do abdômen com injeção de Gadolíneo. 2. (Secad – ProFisio) A TC de tórax é considerada por muitos autores como o exame de imagem padrão-ouro para investigação das alterações estruturais e funcionais de órgãos e estruturas internas do tórax. No entanto, deve ser solicitada em situações específicas, quando outros métodos de diagnóstico imaginológico, como a radiografia de tórax e a ultrassonografia (USG), forem insuficientes ou inconclusivos. Assinale a alternativa que apresenta uma situação em que a TC de tórax deve ser prontamente solicitada. A) Avaliação do posicionamento do TET (tubo endotraqueal), em pacientes mecanicamente ventilados com assistência ventilatória invasiva. B) Para diagnóstico de DPOC. C) Para diagnóstico da tuberculose pulmonar primária de padrão clássico. D) Para diagnóstico das bronquiectasias e das DPIs. 3. (Secad – ProFisio) Observe as afirmativas sobre o uso da USG. I — Tem sido utilizada pelos fisioterapeutas na prática clínica. II — É utilizada para o diagnóstico de condições como pneumonia, derrame pleural e congestão pulmonar. III — A falta de praticidade na emergência à beira do leito é uma de suas limitações. IV — Seu papel no diagnóstico de doenças pulmonares precisa ser mais bem estudado. Quais estão corretas? A) Apenas a I e a IV. B) Apenas a II e a III. C) Apenas a III e a IV. D) Apenas a I e a II. 4. (FGV – FUNARTE – 2014) O diagnóstico por imagem geralmente é utilizado para confirmar uma suspeita clínica. Como nos outros exames, os de imagem devem ser vistos como parte da avaliação e devem ser utilizados quando úteis para a confirmação ou o estabelecimento de um diagnóstico. As fraturas por estresse são de difícil diagnóstico e o exame que a consegue identificar, mesmo com uma perda óssea mínima é a: (A) tomografia computadorizada; (B) cintilografia; (C) ressonância nuclear magnética; (D) ultrassonografia; (E) radiografia. 5. (IBFC - EBSERH/HU-FURG – 2016) Os exames de imagem na fase aguda de lesões musculoesqueléticas, esclarecem o diagnóstico e auxiliam a equipe de saúde. Para avaliar os tendões que são estruturas compostas principalmente por colágeno, os métodos mais indicados são: a) Tomografia computadorizada e radiografia simples. b) Ressonância magnética e ultrassonografia. c) Radiografia simples e ultrassonografia. d) Radiografia simples e ressonância magnética. e) Ultrassonografia e contilografia. GABARITO 1 2 3 4 5 B D D B B EXAMES LABORATORIAIS HEMOGRAMA COMPLETO: Avalia fisiologia e do comportamento das células sanguíneas. Eritrograma ou série vermelha: estudo das hemácias; Leucograma ou série branca: compreende a contagem global e específica dos leucócitos (quantitativa e qualitativamente); Plaquetometria: é o estudo das plaquetas; revela alterações principalmente dos mecanismos da coagulação. LEUCÓCITOS: Quando diminuídos: leucopenia. Pode indicar os seguintes quadros: processos viróticos (rubéola, HIV); mononucleose; dengue; Febre tifoide. Quando em excesso: leucocitose. Pode indicar: processos infecciosos bacterianos (pneumonia, meningite); hemorragias; abdome agudo (gravidez ectópica, apendicite, peritonite); artrite séptica; artrite reumatoide; neoplasias; febre reumática; leucemias; tendinites; traumatismos recentes com edemas. PLAQUETAS: Quando em excesso: trombocitose. Causada por: grandes estímulos medulares; hemorragias; esplenectomia; transfusão de sangue; estados infecciosos — sepse, erisipela, tuberculose, febre reumática; cólera; cardiopatias valvulares; leucemia mieloide crônica; mononucleose; dengue; policitemia vera. Quando diminuídos: trombocitopenia. Causada por: sofrimento medular com baixa produção de plaquetas; pneumonia; febre tifoide; leucemias; anemia perniciosa; aplasia medular; desnutrição exagerada; sarampo; meningite; difteria; endocardite lenta; distúrbios da coagulação; uso de anticoagulantes. QUESTÕES 1. (AOCP – EBSERH/HUJM-UFMT – 2014) “Paciente de 18 anos, com diagnóstico de diabetes tipo 1, internado com rebaixamento do nível de consciência, teve períodos de vômitos durante todo o dia. Pelo exame complementar, apresenta: gasometria arterial: pH: 6,9; PCO2 : 37 mmHg; PO2: 80 mmHg; HCO3: 12 mEq/L; Eletrólitos: Na: 128 ; K: 2,2. Na avaliação, apresentava-se com uma respiração rápida e profunda, pele ressecada, emagrecido. Após duas horas da admissão, foi necessária a intubação orotraqueal e assistência ventilatória. No exame de eletrólitos, esse paciente apresenta (A) Normonatremia, hipocalemia. (B) Hipernatremia, hipocalemia. (C) Hiponatremia, hipercalemia. (D) Hiponatremia, hipocalemia. (E) Hipernatremia, normonatremia. 2. (AOCP – EBSERH/HU-UFJF – 2015) T.S, 20 anos, sofreu um acidente de moto com repercussão para TCE e hidrocefalia, sendo necessário procedimento cirúrgico para colocação de válvula ventrículo-peritoneal, permanecendo 30 dias internado. Após 15 dias da alta hospitalar, o paciente reinterna e foi solicitado um hemograma. Conforme o quadro a seguir, assinale a alternativa que apresenta a classificação para o hemograma do paciente. (A) Eritrocitopenia microcítica hipocrômica e leucocitose. (B) Eritrocitose com leucocitose e desvio à esquerda. (C) Eritrocitopenia hipercrômica com anisocitose e leucocitose. (D) Leucocitose com desvio à esquerda. (E) Eritrocitose microcítica hipocrômica e leucopenia. 3. (AOCP – EBSERH/HULW-UFPB – 2014) “Paciente 67 anos sequelado de AVE, iniciou com quadro de febre alta, calafrios, tosse úmida com expectoração mucopurulenta. Tem como antecedente hipertensão, tabagismo, enfisema pulmonar. Na ausculta pulmonar, apresentava MV presente diminuído globalmente com sibilos expiratórios. Sendo solicitado um hemograma completo. Na avaliação, apresentava-se taquidispneico, SpO2 82% sendo instalado cânula de O2 a 4 L/min. Médico responsável prescreveu Prednisona, inalação com 5 ml SF, 20 gotas Atrovent e 10 gotas Berotec, Rocefin.” Com base no hemograma, é possível afirmar que este paciente está apresentando (A) uma eritocitopenia microcítica hipocrômica e leucocitose com desvio à esquerda. (B) uma eritocitose macrocítica hipocrômica e leucopenia. (C) uma eritrocitopenia macrocíticahipercrômica e leucocitose. (D) uma eritrocitopenia com anisocitose e leucocitose com desvio à esquerda. (E) uma eritrocitose microcítica hipocrômica e leucopenia com desvio à esquerda. 4. (AOCP – EBSERH/HE-UFSCAR – 2015) Paciente, 40 anos, submetido à laparotomia exploratória em VMI há 3 dias, apresenta na gasometria arterial pH: 7,15, PCO2: 36 mmHg, PO2: 89 mmHg, HCO3 :16 mEq/l, e K+ 6,2 mEq/l. Com base no resultado do eletrólito, assinale a alternativa correta. (A) Este paciente está apresentando uma hipercalcemia, o que poderá refletir em arritmia cardíaca. (B) O paciente apresenta uma hipocalemia que resulta de perdas gastrointestinais devido ao procedimento cirúrgico. (C) O fato de o paciente apresentar uma hipercalemia poderá refletir um aumento da pressão arterial. (D) O aumento do K+ pode ser explicado em decorrência da acidose que o paciente apresenta, pois a acidose irá provocar a saída do potássio do meio intra para o extracelular, aumentando seu níveis sérico. (E) Em decorrência do aumento do K+, as células excitáveis são as menos sensíveis a alteração desse íon. GABARITO 1 2 3 4 D A A D CUIDADOS COM VIA AÉREA ARTIFICIAL PNEUMONIA ASSOCIADA A VENTILAÇÃO MECÂNICA Pneumonia associada a ventilação mecânica (PAVM) é uma das infecções mais prevalentes na unidade de terapia intensiva, variando entre 9 a 40% das infecções relacionadas à assistência em saúde (IRAS). Relacionada ao aumento de mortalidade (24% - 70%); tempo de internação e custos hospitalares Fatores de risco: tempo de duração da VM, reintubação, traqueostomia, dieta enteral, aspiração de conteúdo gástrico, uso prévio de antimicrobianos e a permanência em posição supina. ESTRATÉGIAS PARA REDUÇÃO DE PAV RECOMENDAÇÕES PARA PREVENÇÃO DE PAV: RECOMENDAÇÕES PARA PREVENÇÃO DE PAV: PREVENÇÃO DE PAV – PRESSÃO DO CUFF: Pressão recomendada: entre 10 e 15cmH2O; ou entre 20 e 30 cmH2O. Quando insuficiente: não protege de escape aéreo e favorece aspiração de secreções da orofaringe. Quando excessiva: lesões traqueais – estenose ou fistula traqueoesofágica. Crianças até 8 anos usam tubo sem cuff. UMIDIFICADORES E AQUECEDORES UMIDIFICAÇÃO ATIVA – Umidificadores aquecidos UMIDIFICAÇÃO PASSIVA – Filtros Complicações: Aumento da resistência, do trabalho respiratório e aumento na pressão parcial de gás carbônico no sangue arterial (PaCO2) por aumento do espaço morto. Período de troca depende do fabricante! Literatura varia de 2-7 dias. UMIDIFICAÇÃO PASSIVA – Filtros Contraindicações: Secreção abundante, espessa e sanguinolenta; Fistula broncopleural volumosa ou com problemas no funcionamento do cuff; Hipotermia (<32°C); Volume minuto >10L/min ou grande volume corrente espontâneo; Aerossolterapia. ASPIRAÇÃO ENDOTRAQUEAL Realizada para remoção de secreções em vias aéreas superiores e inferiores. Orofaringe/orotraqueal; Nasofaringe/nasotraquel; Contraindicada: cirurgia ou trauma facial, cirurgia traqueal ou esofágica alta, lesão encefálica e distúrbios graves de coagulação. Endotraqueal (aberto ou fechado) ABERTO X FECHADO SISTEMA DE ASPIRAÇÃO FECHADO INDICAÇÕES : Pressão expiratório final positiva (PEEP) maior ou igual a 10 cmH2O, pacientes ventilados mecanicamente que recebem frequentemente aspiração maior ou igual a 6 aspirações por dia e fração inspirada de oxigênio (FiO2) maior ou igual a 0,6 ou 60%. CUIDADOS: Duração no máximo de 15 segundos; Evitar pressão negativa excessiva de 80 a 150 mmHg; Interromper procedimento se instabilidade hemodinâmica. COMPLICAÇÕES: Hipoxemia; Reflexo vagal; Aumento da pressão intratorácica, redução do retorno venoso, débito cardíaco e hipotensão arterial; Aumento da pressão intracraniana; Trauma de mucosa; Broncoespasmo; Atelectasia; Infecções. QUESTÕES 1. (AOCP – Pref. Jaboatão dos Guararapes/PE – 2015) A aspiração traqueal é um recurso utilizado amplamente pelo profissional fisioterapeuta, quanto à esta técnica, assinale a alternativa INCORRETA. (A) É uma técnica utilizada para retirada de secreções das vias aéreas, mediante a utilização de uma sonda conectada a um gerador de pressão negativa. (B) Pode ser aplicada em pacientes com tosse ineficaz ou em uso de via aérea artificial. (C) A técnica exige que o profissional execute-a de forma asséptica. (D) A duração de uma aspiração deve variar entre 10 e 15 segundos. (E) No paciente em via aérea artificial, o cuff do tubo endotraqueal deve ser desinsuflado durante a manobra de aspiração traqueal. 2. (AOCP – EBSERH/HU-UFJF – 2015) A realização da aspiração traqueobrônquicas em um paciente sob ventilação mecânica é necessária para evitar o acúmulo de secreção, porém pode causar alguns prejuízos, EXCETO (A) aumento do trabalho respiratório. (B) oclusão do TOT. (C) atelectasia. (D) prejuízos na oxigenação arterial. (E) diminuição da resistência. 3. (AOCP – EBSERH/HUJM-UFMT – 2014) Atualmente, existe uma tendência em utilizar mais o Sistema Fechado de Aspiração Traqueal (SFAT) do que o tradicional. As vantagens sugeridas do SFAT são várias, EXCETO (A) menor impacto na oxigenação arterial. (B) maior perda de volume pulmonar durante o procedimento. (C) manutenção da PEEP. (D) diminuição da contaminação do ambiente. (E) diminuição da contaminação do paciente. 4. (RESMULTI – ESP/UFC – 2021) A aspiração endotraqueal é uma técnica muito utilizada pelo fisioterapeuta Intensivista durante seu atendimento. Isso acontece em virtude da diminuição dos mecanismos fisiológicos do corpo relacionados a eliminação das secreções em pacientes intubados. Em relação a aspiração endotraqueal marque a alternativa correta. A) A aspiração endotraqueal é uma técnica simples, que não possui efeitos colaterais, podendo ser realizada periodicamente. B) Quanto menor o diâmetro interno do cateter de sucção, menor a área determinada entre a superfície externa e a superfície interna do tubo endotraqueal, gerando maior resistência ao fluxo. C) A aspiração endotraqueal por sistema fechado é realizada com a desconexão do paciente do ventilador e a introdução de um cateter de sucção envolto por uma capa flexível (plástico), o que dispensa o uso de luvas. D) Na aspiração por circuito fechado o botão de sucção é acionado, gerando uma pressão negativa, que proporcionará a aspiração da secreção mantendo a ventilação do paciente durante todo o procedimento. 5. (AOCP – EBSERH/HC-UFG – 2015) Durante a realização da técnica de aspiração traqueal, o procedimento não deve ultrapassar 15 segundos, para não ocorrer (A) reflexo de tosse. (B) queda da PaO2. (C) hiperinsuflação pulmonar. (D) aumento do pH. (E) vasoconstrição. 6. (AOCP – EBSERH/HU-UFJF – 2015) A fisioterapia tem participação ampla e ativa na adoção de medidas para a prevenção da Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica (PAVM), entre essas medidas temos (A) ajuste da pressão de cuff abaixo de 20 cmH2O. (B) posicionamento no leito com elevação menor 15°. (C) utilização de ZEEP nos parâmetros ventilatórios. (D) aspiração subglótica contínua. (E) troca do circuito diariamente. 7. (AOCP – EBSERH/HUJM-UFMT – 2014) A mensuração sistemática das pressões de cuff pelo fisioterapeuta e equipe de saúde deve ser realizada em todos os pacientes com via aérea artificial, com o intuito de prevenir graves complicações, EXCETO (A) estenose traqueal. (B) traqueomalácea. (C) fístula traqueoesofágica. (D) sialorreia. (E) edema de mucosa traqueal. 8. (AOCP – EBSERH/HULW-UFPB – 2014) Os dispositivos trocadores de calor e umidade (HME) são considerados umidificadores passivos utilizados atualmente durante a assistência ventilatória invasiva. O umidificador condensador higroscópico é um dispositivo que (A) contém alta condutividade térmica, capaz de devolver 50% da temperatura e da umidade do gás exalado. (B) utiliza de elementos repelentesde umidade e baixa condutividade térmica (C) retém mais calor do que o de alta condutividade e é impregnado com sal higroscópico que aumenta a retenção de umidade. (D) sem retenção de umidade e de alta condutividade térmica. (E) não é mais utilizado por apresentar baixa eficácia na retenção de calor e umidade. traqueal. 9. (AOCP – EBSERH/ HUSM-UFSM/RS – 2014) Durante a VMI é necessário o processo de umidificação do ar para a manutenção das condições fisiológicas normais das vias aéreas inferiores, oferecendo níveis adequados de calor e umidades. Atualmente temos os filtros trocadores de calor e umidade, que têm como uma desvantagem (A) gerar condensados no circuito do ventilador. (B) facilitar maior risco de infecção. (C) aumentar o espaço morto. (D) oferecer menor resistência ao fluxo de ar. (E) a necessidade de serem trocados obrigatoriamente a cada 24 horas. 10. (AOCP – EBSERH/ HUSM-UFSM/RS – 2014) Nos casos de Pneumonia associada à ventilação mecanica (PAV), assinale a alternativa que NÃO faz parte das recomendações. (A) Lavagem das mãos e/ou desinfecção das mãos com base de álcool a 70%. (B) Programa para uso racional de antibióticos. (C) Cabeceira elevada de 30 a 45º. (D) Colocar e monitorar a pressão do balonete do tubo endotraqueal em pelo menos 35 cmH2O. (E) Higiene oral com Clorexedine 2%. 11. (AOCP – EBSERH/HC-UFG – 2015) A pressão do cuff, se estiver ajustada abaixo de 20 cmH2O ou acima de 30 a 35 cmH2O, acarretará, respectivamente, (A) maior risco de aspiração do conteúdo subglótico e isquemia da mucosa traqueal. (B) necrose traqueal e traqueomálacia. (C) extubação acidental e pneumonias. (D) estenose traqueal e má ventilação pulmonar. (E) fístula traqueoesofágica e edema de glote. 12. (AOCP – EBSERH/HC-UFG – 2015) NÃO faz parte das recomendações preventivas com relação à Pneumonia associada à Ventilação Mecânica: (A) realizar aspiração de secreções subglóticas quando o paciente permanecer mais de 72 horas na ventilação invasiva. (B) troca do umidificador a cada 7 dias ou quando necessário. (C) troca do circuito do ventilador a cada 5 dias. (D) monitorizar a pressão do balonete do tubo endotratraqueal e manter em pelo menos 25 cmH2O. (E) Manter a cabeceira elevada de 30 a 45°. 13. (IBFC – EBSERH/HUAP-UFF – 2016) Analise as afirmativas abaixo, dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F) e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo, nas afirmações sobre as principais funções do balonete (cuff) nas cânulas de intubação. ( ) Promove fixação do tubo na traquéia. ( ) Evita o escape de ar. ( ) Evita broncoaspiração. ( ) Prevenir intubação seletiva. ( ) Prevenir contaminação bacteriana no trato respiratória. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo. a) F-V-V-F-F b) V-V-V-F-F c) F-F-V-F-F d) F-V-V-V-F e) V-V-V-V-F 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 E E B D B D D C C D A C A MONITORIZAÇÃO DO PACIENTE CRÍTICO Semiologia respiratória – Frequência respiratória Semiologia respiratória OXIMETRIA DE PULSO Ideal >93% Em casos de patologias pulmonares, pode-se tolerar SpO2 até 90% Fatores que interferem: Luminosidade; Cor da pele; Alteração de pressão; Esmalte. CAPNOMETRIA E CAPNOGRAFIA Registro numérico e gráfico, não invasivo, de monitorização de dióxido de carbono (PetCO2) em pacientes em VM. Permite monitorização continuada da pressão parcial de CO2 alveolar (PaCO2) que é semelhante a pressão arterial de CO2 (PACO2). O gradiente de PetCO2 é geralmente inferior a 5mmHg. Capnometria: Consiste na leitura e exibição dos valores numéricos da concentração de CO2 exalado em cada ciclo respiratório. Capnografia: Exibição continua, em forma de ondas. DISPNEIA Borg Mmrc *Dispneia paroxística noturna Mensuração do esforço. DISPNEIA ESCALA MRC modificada SINAIS VITAIS TEMPERATURA DOR DOR - BEHAVIOURAL PAIN SCALE (BPS) PRESSÃO INTRACRANIANA PIC deve variar em <15mmHg PPC manter acima de 70mmHg PPC = PAM – PIC Níveis de PaCO2 devem estar em níveis aceitáveis. QUESTÕES 1. (AOCP – FUNDASUS – 2015) 34.Sobre a avaliação fisioterapêutica em UTI, assinale a alternativa INCORRETA. (A) A frequência cardíaca normal é de 60 a 100 batimentos por minuto e com ritmo regular, quando o valor está acima de 100 por minuto é denominada taquicardia, e abaixo de 60, bradicardia. (B) A hipertensão é uma condição em que a pressão arterial se mantém acima de 140/90mmHg e geralmente é causada pelo aumento da resistência vascular sistêmica. (C) A hipotensão é definida como uma pressão arterial inferior a 95/60 mmHg, sendo que as causas mais frequentes são a insuficiência ventricular esquerda, o volume sanguíneo baixo e a vasodilatação periférica. (D) A cianose central é devida à vasoconstrição e pode aparecer em condições como exposição ao frio ou quando o débito cardíaco for baixo. (E) A taquipneia é definida como frequência respiratória maior que 20 rpm e pode ser vista em qualquer forma de doença respiratória, também ocorre nos casos de acidose metabólica e ansiedade. 2. (AOCP – EBSERH – Nacional – 2015) “Mensuração da ETCO2 (dióxido de carbono exalado), tanto como porcentagem como pressão parcial em mmHg” refere-se à (A) capnografia. (B) hipercapnia. (C) capnometria. (D) oximetria. (E) dioximetria 3. (IBFC – EBSERH/CHC-UFPR – 2015) A oximetria de pulso é um método simples, não invasivo e eficaz para a monitorização continua do oxigênio que é liberado aos tecidos. Existem algumas situações que interferem e tornam falsa a sua leitura. Todas estão apresentadas abaixo, EXCETO: a) Hipotermia. b) Sensor colocado na orelha. c) Baixa perfusão tecidual por aumento do débito cardíaco. d) Ação de drogas vasoconstrictoras. e) Movimentação do paciente. 4. (IBFC – EBSERH/HU-UNIVASF – 2014) O oxímetro de pulso é um dispositivo de monitorização não invasivo portátil e barato que fornece estimativas dos níveis de saturação da oxiemoglobina do sangue arterial. Leia atenciosamente as afirmações abaixo sobre os pontos fundamentais para a realização da oximetria de pulso e em seguida assinale a alternativa correta: I. Assegurar de que o sensor tem o tamanho correto para o local escolhido. II. Quando realizar verificações pontuais, assegurar-se de deixar decorrer um tempo de resposta suficiente antes de realizar a leitura porque os tempos de resposta variam bastante. III. Na monitoração contínua, regular o alarme alto na faixa de 96% a 100%. IV. Limpar os sensores não descartáveis e desinfetar o instrumento entre pacientes. V. Inspecionar frequentemente o local onde o sensor está aplicado durante toda a duração da monitorização contínua e mudá-lo de local se necessário. Estão corretas as afirmativas: a) As afirmações I, III e IV estão corretas. b) Todas as afirmações estão corretas. c) Nenhuma afirmativa está correta. d) As afirmações I, III e V estão corretas. e) As afirmações I, II, IV e V estão corretas. 5. (IBFC – EBSERH/HUAP-UFF – 2016) Assinale a alternativa correta. Bradipnéia caracteriza-se por: a) respiração lenta que pode ser menor que 10 rpm b) ausência de respiração c) respiração irregular com apnéia d) respiração rápida e irregular e) respiração rápida que pode ser maior que 20 rpm 6. (IBFC – EBSERH/HUAP-UFF – 2016) Analise as afirmativas abaixo, dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F) e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo, nas afirmações sobre oximetria de pulso. ( ) Os níveis elevados de carboxiemoglobina e metemoglobina podem causar leitura imprecisa da oximetria. ( ) A saturação periférica de O2 (SpO2) não depende da pigmentação do paciente. ( ) A hipoperfusão pode afetar na mensuração da oximetria. ( ) As arritmias cardíacaspodem afetar a precisão da oximetria de pulso. ( ) A movimentação pode afetar a precisão da oximetria de pulso. A sequência correta é: a) V-F-V-V-V b) V-V-V-F-F c) F-V-F-V-F d) V-F-V-F-V e) F-F-F-V-V 7. (RESMULTI – UFG – 2020) A oximetria de pulso é uma medida não invasiva utilizada para monitorar a saturação periférica, por oxigênio, da hemoglobina. São situações que facilitam a leitura da saturação: (A) pacientes com maior pigmentação da pele. (B) presença de luz fluorescente sobre a superfície de leitura. (C) administração intravenosa de drogas, como o azul de metileno. (D) mínimas concentrações de carboxiemoglobina ou metaemoglobina. 8. (RESMULTI – ESP/UFC – 2022) A capnografia à beira leito permite monitorização contínua da ETCO2 (medida do CO2 ao final da expiração). Em qual momento do ciclo ventilatório ocorre a medida da capnografia? A) Final da inspiração que corresponde ao espaço morto anatômico. B) Final da expiração que corresponde ao espaço morto anatômico. C) Início da inspiração que corresponde ao platô do ar alveolar. D) Final da expiração que corresponde ao platô do ar alveolar. 9. (UFJF – 2019) A dor é considerada o 5º sinal vital. Na UTI esta pode ser secundária a diferentes causas, como a doença de base, procedimentos de monitoramento como catéteres e drenos ou procedimentos terapêuticos como mobilização e aspiração endotranqueal. A avaliação desse sinal é importante para identificar a magnitude do desconforto, dar dignidade e uma melhor evolução dos pacientes críticos. Por outro lado, em pacientes com nível de consciência rebaixado ou profundamente sedados e com bloqueadores neuromusculares, a dor torna-se difícil de avaliar. Nesse sentido, estudos mostraram que outros sinais clínicos concomitantes podem sugerir dor nesse perfil de paciente. Sobre sinais clínicos sugestivos de dor, assinale a alternativa INCORRETA: A) Elevação da pressão arterial. B) Febre. C) Movimento de membros superiores em flexão. D) Briga com o ventilador. E) Elevação da frequência cardíaca. 10. (RESMULTI – ESP/UFC – 2022) Paciente masculino, 20 anos, admitido na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com diagnóstico de traumatismo cranioencefálico (TCE) por colisão moto com poste (paciente não fazia uso de capacete). Ao exame: sedado, analgesiado, em ventilação mecânica invasiva (VMI), modo assisto-controlado, em uso de cateter para monitorização da pressão intracraniana (PIC) evidenciando valor de 28mmHg. Sobre a monitorização de PIC, assinale a alternativa correta. A) O cateter de PIC é posicionado no mesencéfalo. B) A PIC do paciente encontra-se dentro da faixa de normalidade. C) Pressão Arterial Média (PAM) abaixo de 60 mmHg nesse paciente contribui para a melhora do quadro neurológico. D) A pressão de perfusão cerebral (PPC) depende da subtração da pressão arterial média (PAM) pela pressão intracraniana (PIC). GABARITO 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 D C B E A A D D B D