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Patologia Fóruns AV1.1 Fórum 1: Em que se baseiam os mecanismos de ação de drogas antineoplasicas que induzem apoptose em celulas tumorais? Figura 1 - Abordagens terapêuticas direcionadas às vias de apoptose em células cancerígenas. Fonte: CARNEIRO, Benedito A.; EL-DEIRY, Wafik S.. Targeting apoptosis in cancer therapy. Nature Reviews Clinical Oncology, [S.L.], v. 17, n. 7, p. 395-417, 23 mar. 2020. Springer Science and Business Media LLC. http://dx.doi.org/10.1038/s41571-020- 0341-y. RESPOSTA 1: A antineoplasia vai agir localizando e destruindo as células neoplásticas. Mas por não conseguirem atingir somente estas células, o procedimento está sujeito a efeitos adversos ao paciente. A antineoplasia irá gerar a erradicalização ou o controle do câncer impedindo seu crescimento por meio da apoptose, uma morte celular planejada que não causa inflamação local, e este processo vai ser encaminhado contra o DNA ou contra processos que permitem a multiplicação da célula, que neste caso é tumoral, além disso, a ampliação irá depender das células, quanto mais rapidamente se proliferam, maior a eficiência. RESPOSTA2: O desenvolvimento do câncer é um processo complexo em estágios múltiplos, envolvendo geralmente mais de uma alteração genética e, também, muitos outros fatores que, acontecendo paralelamente, resultando uma neoplasia. Utilizada a estrátegia de desenvolvimento antitumorais as novas drogas têm como base no fato de que células cancerosas possuem uma taxa onde sua replicação é muito maior do que as células não tumorais, sofrendo assim, vários efeitos tóxicos da quimioterapia. Já drogas antineoplásticas sendo classificas por seu mecanismo de ação ou fonte. AV1.2 Fórum 2: Descreva os processos inflamatórios que se desenvolvem nos pulmões, sangue e vasos sanguíneos envidenciados em pacientes acometidos pelo vírus SARS- COVID19.? RESPOSTA1:O vírus SARS-COVID19 tem bastante influência sobre os processos inflamatórios no organismo humano. O mesmo é responsável por criar uma agressão no corpo e assim gerar uma resposta inflamatória que danifica os tecidos do paciente, tendo como resultado problemas respiratórios, trombose e uma alta presença de LDL no sangue e a excessiva produção de citosinas que ocasionam problemas, como: obstrução do fluxo sanguíneo nos vasos e até hemorragias internas. RESPOSTA2: O processo inflamatório é a relação entre a síndrome metabólica e as doenças cardiovasculares, com isso, levando a desregulação imune e altos níveis de citocinas pró-inflamatórias podendo ser as principais causas de lesão tecidual. RESPOSTA3: Podendo destacar os processos inflamatórios acometido da COVID-19 podemos citar comprometimento dos vasos sanguíneos e processos inflamatórios no órgão do pulmão bastante comprometedor. As células de defesa atuando com a imunopatologia das doenças cardíacas e pulmonares afetando partes que compõe esses determinados órgãos, onde o vírus acaba afetando células e fazendo contaminação desses órgãos. Durante a resposta ao SARS-CoV-2, a desregulação imunológica e o alto nível de citocinas pró-inflamatórias poderiam ser a causa principal de lesão tecidual. Além do mais, indivíduos com doenças cardiovasculares (DCV), pulmonares e metabólicas apresentam maior risco de morte pela COVID-19 2. AV2.1 Durante o período gestacional são verificadas muitas alterações fisiológicas que podem afetar a hemostasia da coagulação e/ou do sistema fibrinolítico. Esta condição tem implicações diretas no sentido de hipercoagulabilidade. A afirmação anterior e a imagem mostram que a grávida pode desenvolver trombofilia antes da gravidez e/ou possuir fatores genéticos capazes de desencadear essa patologia, durante o período gestacional, que pode provocar o aborto e até a morte da paciente. Considerando a importância e relevância da temática, realize uma busca de informações sobre a trombofilia gestacional discutindo a sua fisiopatologia, risco, prevenção e tratamento. Bons estudos. RESPOSTA1: Trombofilia é uma condição de hipercoagulidade. É como o sangue tornasse mais espesso, mais grosso. Na gravidez a trombofilia representa muitos riscos abortos repetitivos e riscos acentuados de problemas no desenvolvimento fetal e até mesmo de morte materna durante e nos pós-parto. Causando riscos como inchaço alterações na pele, alteração do crescimento fetal, desprendimento placentário, pré-eclâmpesia e ocorrência de um parto prematuro ou ate mesmo de um aborto espontâneo, sendo o risco de 5 a 6 vezes maior em mulheres grávidas do que as não grávidas, como prova de prevenção para evitar esse quadro de trombose é necessário ficar não muito tempo parado em viagens, tomar medicamentos anticoagulantes e principalmente controlando as doenças que aumenta os riscos de cóagulos, como por exemplo pressão alta e diabetes. O tratamento é feito com heparina ou aspirina, muito indicado em casos de aborto de repetição, consiste na administração de injeções subcutaneas do medicamento (heparina) e o uso de comprimidos via oral a fim de evitar a formação de coágulos. RESPOSTA2: A Trombofilia é um estado de hipercoagulabilidade do sangue. Durante a gravidez, a Trombofilia representa um sério risco de aborto recorrente, um risco aumentado de problemas de desenvolvimento no bebê e até mesmo morte materna durante e após o parto. Principais riscos da Trombofilia: aborto, diminuição da quantidade de oxigênio que chega a bebê, alteração no crescimento fetal. A boa notícia é que a Trombofilia é tratável, geralmente com uma injeção diária de enoxaparina(anticoagulante), que pode ser feita em casa pela mulher ou sua família. RESPOSTA3: Trombofilia: É uma enfermidade congênita ou adquirida da hemostasia. Mulheres com problemas gestacionais como por exemplo, perda gestacional de repetição, hipertensão gestacional e o crescimento intrauterino restrito tem que realizar exames para poder detectar se tem a trombofilia ou não. A sua fisiopatologia: A trombofilia promove maior ocorrência da trombose no sistema venoso especialmente a TVP de membros inferiores. Nas tromboses venosas tem alterações na cascata da coagulação, já na trombose arterial, a adversidade e a agregação plaquetárias são o ponto de partida para a trombogênese. Seus Riscos: Podem ter abortos repetitivos, riscos acentuados de problemas no desenvolvimento do bebê e até mesmo a morte materna durante ou no pós-parto. Tratamento: É indicado a heparina injetável como a anoxaparina, é um anticoagulante muito utilizado para o tratamento da trombofilia na gravidez . É um medicamento seguro porque não atravessa a barreira placentária. AV2.2 A inflamação é uma resposta protetora do hospedeiro a invasores estranhos e tecidos necróticos, porém ela mesma pode causar lesão tecidual. Com base nas características fisiopatológicas a inflamação pode ser classificada em aguda ou crônica. A imagem abaixo mostra componentes que podem está na inflamação aguda/e ou crônica. Fonte: KUMAR, Vinay; ABBAS, Abul K.; ASTER, Jon C. Patologia básica. 10. ed. Rio de Janeiro: GEN Guanabara Koogan, 2018. Propõe-se aqui que você pesquise e compare as diferenças entre a inflamação aguda e a crônica em termos fisiopatólógicos. RESPOSTA1: Inflamação Crônica: Observa-se a inflamação ativa, a destruição do tecido e a tentativa de reparar os danos, simultaneamente. Ocorre devido a infecções persistentes; exposição prolongada a agentes tóxicos, exógenos ou endógenos; e a auto-imunidade. Observa-se morfologicamente infiltrado de células mononucleares, destruição tecidual e tentativas de cicatrização pela substituição do tecido danificado por tecido conjuntivo. A inflamação granulomatosa é um padrão distinto de reação inflamatória crônica caracterizada pelo acúmulo focal de macrófagos ativados, que geralmentedesenvolvem uma aparência epitelióde. Sua origem está relacionada com as reações imunológicas. Inflamação Aguda: Resposta imediata a um agente nocivo, onde há um recrutamento dos mediadores químicos do hospedeiro ao local da lesão. As alterações vasculares decorrentes da inflamação visam facilitar o movimento de proteínas plasmáticas e células sanguíneas da circulação para o local da lesão ou infecção. As principais alterações são vasodilatação, aumento da permeabilidade da microcirculação, estase e migração leucocitária que alteram o fluxo e o calibre vascular. Eventos celulares também ocorrem para que haja extravasamento de leucócitos e fagocitose do agente nocivo. RESPOSTA2: As informações diferenciam-se por sua sua fisiopatologia de maneira que, a inflamação aguda quando se inicia rapidamente, com ação curta, tendo como principais características o edema e a migração dos leucócitos ( neutrófilos). Inflamação crônica tem como característica uma maior duração, presença de linfócitos e macrófagos, ploriferação de vasos, fibrose e necrose. RESPOSTA3: 1- Inflamação aguda: se caracteriza por possuir um início rápido e de curta duração, sua resposta é vascular e celular, quando dominam os granulócitos. Já a inflamação crônica é quase o oposto da inflamação aguda. Ela é de longa duração e possui características de proliferação quando dominam os monócitos. Nem toda inflamação crônica possui cura e algumas delas podem deixar sequelas. AV3.1 1. Tendo como base as imagens abaixo e sabendo que os tumores podem ser benignos ou malignos, discorra sobre as características diferenciais entre uma neoplasia benigna e uma neoplasia maligna. 2. Com base no que foi apresentado nas aulas, relativo as regras de nomenclatura do tumores benignos e malignos, faça um quadro resumo contendo a estrutura proliferada e/ou origem do tumor e as nomenclaturas dos tumores benignos e malignos, incluindo as exceções. RESPOSTA1: 1- Sobre os critérios histológicos pelos quais são possíveis distinguir os tumores, um dos critérios é a diferenciação e anaplasia, na maioria dos casos, tumores benignos apresentam células bem diferenciadas. Enquanto nos tumores malignos estás células sofrem uma indiferenciação celular, ou seja, algumas características de anaplasias como por exemplo atividade mitótica aumentada, inclusive com mitoses atípicas; perda de coesão celular. Outro critério de diferenciação são as taxas de crescimento ente o tumor benigno e maligno, sendo o tumor maligno o que possuem velocidade de crescimento maior do que o benigno; a invasão local apresentada pelos tumores benignos; não possuem capacidade inflamativa, e apresentam-se encapsulados, logo os tumores malignos de forma geral, evoluem para evasão, evento essa denominada metástase. 2- Existem várias nomenclaturas proposta na literatura, através da nomenclatura é possível saber a diferenciação do tumor, normalmente a designação dos tumores eles baseiam- se na sua histogênese e histopatológica, sendo eles o tecido de origem onde se formou o tumor e também a parte do tecido que ocasionou o tumor, a partir disso conseguindo padronizar as nomenclaturas desses tumores. Exemplos de tumores benignos e sua nomenclatura, condroma; lipoma; estoma. Já os tumores malignos, sua nomenclatura, adenocarcinoma; carcinoma; osteosarcoma. Algumas nomenclaturas das exceções são cariocarcinoma; seminomas; carcinossarcoma. RESPOSTA2: 1- NEOPLASIA BENIGNA: a velocidade de crescimento é lenta e de forma organizada. Eles não possuem a capacidade de invadir outros tecidos ou órgãos. NEOPLASIA MALIGNA: também conhecida como câncer, a sua velocidade de crescimento é rápida e de forma invasiva. Eles possuem a capacidade de infiltrar outros órgãos. 2- Pela nomenclatura podemos saber se o tumor é benigno ou maligno. Exemplos de tumores benignos: Tumor do tecido cartilaginoso - condroma; Tumor benigno do tecido gorduroso – lipoma; Tumor benigno do tecido glandular – adenoma. Exemplos de tumores malignos: Tumor maligno do tecido gorduroso - Lipossarcoma Tumor maligno do tecido muscular liso - Leiomiossarcoma; Tumor maligno do tecido hepático jovem - Hepatoblastoma; Tumor maligno do tecido renal jovem - Nefroblastoma. AV3.2 FRAGMENTO DE TEXTO DE ARTIGO CIENTÍFICO O HIV é um retrovírus e, portanto, é capaz de integrar seu DNA no genoma do hospedeiro; esse fato torna o vírus extremamente difícil de erradicar com as terapias atuais. O vírus tem um pequeno número de proteínas e é notavelmente eficiente em seu design. Depois de entrar em uma célula, o RNA de fita simples é transcrito reversamente em DNA do HIV, que é então integrado ao DNA do hospedeiro. Aproveitando as enzimas do hospedeiro, o HIV é transcrito, as proteínas são produzidas e clivadas e os vírions maduros são liberados. Essas etapas agora são inibidas rotineiramente em um ambiente terapêutico com uma família de inibidores de entrada comercialmente disponíveis, inibidores da transcriptase reversa, inibidores da transferência de fita da integrase e inibidores da protease. O receptor primário do HIV-1 é o CD4, que é expresso na superfície dos linfócitos T, monócitos, macrófagos e células dendríticas. O HIV também requer um co-receptor para entrar na célula hospedeira, tipicamente os receptores de quimiocinas CCR5 e CXCR4. Diferentes variantes do HIV-1 normalmente usam um ou outro receptor de quimiocina, mas algumas podem usar qualquer um; os vírus que usam esses co-receptores para entrada são chamados de vírus R5, X4 ou R5X4, respectivamente. CCR5 e CXCR4 são expressos diferencialmente em alguns subconjuntos de células T, com CCR5 expresso em altos níveis em linfócitos T de memória, mas não em linfócitos T virgens, enquanto CXCR4 é expresso em ambos. CCR5 também é expresso em macrófagos e células dendríticas. Os alvos preferidos para a infecção são os linfócitos T ativados, que por razões ainda a serem definidas são mais permissivos à infecção do que as células em repouso. Embora as células dendríticas sejam difíceis de infectar com HIV-1, elas são capazes de “capturar” o vírus e promover a transinfecção de linfócitos T vizinhos. O vírus também pode se ligar à rede dendrítica folicular, Fonte: DEEKS, S. et al. HIV infection. Nat Rev Dis Primers, v. 1, sn, p. 1-22, 2015. https://doi.org/10.1038/nrdp.2015.35. CASO CLÍNICO Paciente do sexo masculino, 40 anos, solteiro, etilista. Apresenta fadiga, suores noturnos, febre, diarreia e emagrecimento acentuado sem causa aparente. Relata que tem relações sexuais com várias parceiras e não tem o hábito de usar preservativo. O hemograma mostrou anemia normocítica e normocrômica, associada a linfopenia. O teste anti-HIV deu positivo. Tendo como base o texto disparador retirado do artigo científico e o caso clínico apresentado, busque informações adicionasis e discorra sobre a doença que acomete o paciente, no caso, e sua relação com o sistema imune. RESPOSTA1: 1- O HIV é um retrovírus, esse vírus compartilha algumas propriedades comuns: período de incubação prolongado antes do surgimento dos sintomas da doença, infecção das células do sangue e do sistema nervoso e supressão do sistema imune. As células mais atingidas são os linfócitos T CD4+. E é alterando o DNA dessa célula que o HIV faz cópias de si mesmo. Depois de se multiplicar, rompe os linfócitos em busca de outros para continuar a infecção. O vírus ele pode ser acometido a outras pessoas pelas relações sexuais não protegidas, sem o uso de preservativos, geralmente é acometida a indevidos que praticam relações sexuais com vários parceiros(a), como é o caso do paciente, apresentado no caso clínico. Quanto as reações do sistema imune, são os glóbulos brancos que organizam e comandam a resposta diante dos agressores. Produzidosna glândula timo, eles aprendem a memorizar, reconhecer e destruir os microrganismos estranhos que entram no corpo humano. RESPOSTA2: O hemograma é um exame que ajuda a diagnosticar doenças através das células sanguíneas. O caso clínico em si, fala de um paciente que é acometido pelo HIV e está com anemia. Isso acontece, pois o HIV é um vírus e ele irá se ligar as nossas células, principalmente a CD4 que é uma das principais células de defesa de nosso organismo, com a sua multiplicação o sistema de defesa irá perder a sua capacidade de defesa e irá enfraquecer o paciente, com isso, as doenças ficaram mais fáceis de se acometerem o mesmo. E quando o organismo não consegue mais fazer a defesa, o paciente fica doente.