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DR.
GA S T ROC I R U RG I ÃO
JULIANO TELES
ENZIMAS
DIGESTIVAS 
DICAS DE ESPECIALISTA 
O guia das principais enzimas digestivas 
e o seu papel na digestão.
A IMPORTÂNCIA DAS
DR.
GA S T ROC I R U RG I ÃO
JULIANO TELES
DICAS DE ESPECIALISTA 
ENZIMAS
DIGESTIVAS 
A IMPORTÂNCIA DAS
 Com os constantes avanços e pela busca da sociedade por 
informações relacionadas aos cuidados com a saúde, visando 
entender as formas mais eficazes e seguras de tratamento e na 
prevenção de doenças, onde cada indivíduo é único e seu tratamento 
deve ser direcionado, não havendo uma fórmula padrão/única de o 
tratamento, realizamos nossos atendimentos de forma personalizada 
com foco na qualidade, e não na quan�dade de atendimentos. 
Tratando as causas dos problemas e não os sintomas proporcionando 
um atendimento mais eficaz e duradouro.
 Médico há mais de 20 anos, formado pela UNESP – 
Faculdade de Medicina de Botucatu, onde realizei residência médica e 
especialização em cirurgia geral e do aparelho diges�vo. Minha 
trajetória profissional acontece em Tatuí/SP – cidade natal – onde 
passei a atuar no âmbito hospitalar e a clinicar como gastro e cirurgião 
geral, realizando também procedimentos de endoscopia diges�va alta 
e colonoscopia.
JULIANO PIUNTI TELES
02
 Procure ler com calma e resumir os principais conteúdos em 
um caderno. Faça isso de tal maneira que você consiga explicar o 
conteúdo aprendido para outra pessoa. 
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DE COMEÇAR
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Boa Leitura! :)
03
O QUE SÃO
ENZIMAS 
DIGESTIVAS?
04
INTRODUÇÃO
05
 A maioria das secreções diges�vas é formada apenas em 
resposta à presença de alimentos no trato alimentar, e a quan�dade 
secretada em cada segmento do trato, é, em geral quase exatamente 
a quan�dade necessária para a boa digestão. Além disso, em algumas 
partes do trato gastrointes�nal, até mesmo os �pos de enzimas e 
outros cons�tuintes das secreções variam de acordo com os �pos de 
alimento presentes.
 Primeira, enzimas diges�vas são secretadas na maioria das 
áreas do trato alimentar, desde a boca até a extremidade distal do íleo 
(final do intes�no delgado). Em segundo lugar, glândulas mucosas, 
desde a boca até o ânus, proveem muco para lubrificar e proteger 
todos as partes do trato alimentar.
 Em todo o trato gastrointes�nal as glândulas secretoras 
servem a duas funções primárias:
‘‘A maioria das secreções diges�vas é formada apenas em resposta à presença de alimentos no trato alimentar, e a quan�dade secretada em cada segmento do trato, 
é, em geral quase exatamente a quan�dade 
necessária para a boa digestão’’.
06
 Por isto é extremamente importante a mas�gação 
prolongada, comer sem pressa, sen�r o gosto do alimento e estar com 
o bolo alimentar o mais triturado possível no momento de engoli-lo.
 A saliva contém a p�alina (uma amilase) que é uma enzima 
para a digestão de amido e produz também a secreção mucosa, 
contendo a mucina, para lubrificação e proteção das super�cies.
 Tudo começa na boca, a saliva é produzida pelas glândulas 
paró�das, submandibulares e sublinguais, a secreção diária de salivas 
é de 800 a 1500 ml, um valor médio de 1000 ml.
Para o alimento a�ngir o estômago, necessita passar pelo esôfago, um 
órgão que apenas produz a lubrificação para o alimento chegar até o 
estômago.
 No estômago a produção de ácido clorídrico é fundamental 
para se ter uma digestão adequada, pois este ácido irá es�mular o 
pepsinogenio a se transformar em pepsina que atua como enzima 
proteolí�ca (quebrando proteínas) porém ela somente consegue 
trabalhar num PH bem ácido (PH ideal 1,8 a 3,5), mas no PH maior que 
5 ela não tem a�vidade. O ácido clorídrico é tão necessário quanto a 
pepsina para a digestão das proteínas no estômago. Por este mo�vo 
que muitas pessoas que usam os “zóis” da vida diminuem a secreção 
de ácido clorídrico prejudicando a digestão da proteína, 
principalmente a animal, o que leva a várias queixas que se ouve no 
consultório tais como: má digestão, estufamento, gases excessivos, 
arrotos, regurgitações, etc...
 Saindo do estômago o bolo alimentar (chamado de quimo) 
vai para o intes�no delgado onde terminará o seu processo de 
digestão através das enzimas pancreá�cas e a bile para que o nosso 
ONDE AS ENZIMAS DIGESTIVAS
SÃO PRODUZIDAS NO CORPO?
corpo consiga aproveitar o que colocamos na nossa boca e não deixe 
pedaços de alimentos mal digeridos seguir adiante pois serviria de 
alimentos para bactérias maléficas do nosso microbioma, que 
poderiam se mul�plicar causando a disbiose.
 Os sais biliares (bile) produzido pelo �gado e armazenada na 
vesícula biliar completam a digestão das gorduras, sem a presença dos 
sais biliares no trato intes�nal cerca de 40% da gordura ingerida é 
perdida nas fezes e a pessoa, muitas vezes, desenvolve déficit 
metabólico em decorrência da perda desse nutriente.
 O pâncreas produz as enzimas diges�vas pancreá�cas que 
são: as proteases para a digestão de proteínas, a amilase pancreá�ca 
para a digestão de carboidratos e a lipase para a digestão de gorduras. 
Importante ressaltar que para estas enzimas serem a�vadas há 
necessidade do pâncreas produzir bicarbonato para elevar o PH entre 
7 e 8 (ligeiramente alcalino). Por este mo�vo que eu sempre friso da 
importância de se usar as enzimas pancreá�cas em cápsulas 
gastroresistentes e com liberação entérica, pois se abrissem as 
capsulas no estômago as enzimas perderiam sua função.
07
‘‘Por isto é extremamente importante a mas�gação prolongada, comer sem pressa, sen�r o gosto do alimentoe estar com o bolo alimentar o mais triturado possível no
 momento de engoli-lo’’
 No estômago a gastrite crônica pode levar o estômago a 
diminuir a produção do ácido clorídrico e desta forma impedir a 
a�vação da pepsina o que compromete a digestão de proteínas. Além 
disto, o estresse em que a população está vivendo cada dia mais 
intensamente compromete, mesmo em pessoas sem gastrite, a 
produção de enzimas diges�vas, pois no mecanismo de fuga e luta 
que o estresse gera diminui a quan�dade de sangue que chega no 
estômago para compensar o aumento do fluxo sanguíneo para o 
cérebro e músculos para lutar contra o inimigo que atualmente nos 
afligem de todos os lados. E não podemos esquecer da idade, após os 
30 a 35 anos naturalmente a produção de enzimas diminui e do uso 
indiscriminado dos “zóis” da vida que piora muito o início da digestão.
 Conforme foi exposto até aqui, dá para perceber o quão 
complexo é o nosso processo de digestão e se algum destes órgãos 
citados, tais como: boca, esôfago, estômago, intes�no delgado, 
pâncreas, vesícula biliar e �gado. Se um destes órgãos não estejam 
trabalhando adequadamente teremos a nossa digestão 
comprome�da.
 Iniciando pela boca: a falta de dentes, a mas�gação 
inadequada, a dificuldade de compreender que é necessário se 
alimentar com calma, só isto já pode ser consequências de muitos 
sintomas como gases e estufamento, que as pessoas não conseguem 
compreender.
Distúrbios no pâncreas como pancrea�te alcoólica, biliar e outros 
�pos podem comprometer a sua fisiologia normal e assim diminuir a 
produção de enzimas pancreá�cas comprometendo a digestão de 
proteínas, lipídios e carboidratos.
QUAIS FATORES 
PREJUDICAM A PRODUÇÃO 
DE ENZIMAS DIGESTIVAS?
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Diarreia ou cons�pação (intes�no preso);
Gordura nas fezes (esteatorreia);
Excesso de gases e inchaço abdominal;
Sintomas de desnutrição (come e não aproveita nada);
Presença de alimentos não digeridos nas fezes;
Sensação de estômago cheio horas depois que se alimentar;
Fraqueza e cansaço.
Arrotos frequentes;
Perda de peso não intencional;
OS PRINCIPAIS SINTOMAS
DA BAIXA CONTAGEM DE 
ENZIMAS DIGESTIVAS
 O �gado comprome�do por hepa�tes, cirrose e outras 
patologias tambémpode levar a diminuição da produção de sais 
biliares (bile) comprometendo a digestão de gorduras. Assim como a 
vesícula biliar comprome�da também pode afetar a digestão de 
gordura e se �ver pedras podem ocasionar muita dor que necessitam 
da sua remoção cirúrgica.
09
 O teste coprológico funcional (através das fezes) pode ajudar 
no diagnós�co das deficiências de enzimas diges�vas pois, é possível 
avaliar os resíduos alimentares e entender o que não foi digerido, 
além de pesquisar parasitas, sangue oculto, PH, gordura fecal entre 
outros.
 
 É impressionante a melhora clínica relatada da consulta para 
o retorno onde o paciente não acredita na melhora que obteve 
corrigindo a alimentação e usando as enzimas diges�vas. Eu sempre 
falo que a pessoa volta para o jogo, volta a ter uma vida mais saudável 
melhorando além dos sintomas a sua composição corporal, pois 
absorvendo melhor a proteína tem mais matéria prima para se ter 
um cabelo saudável, unhas fortes, maior produção de 
neurotransmissores cerebrais, aumento de musculatura, entre 
outros.
 Quem chegou até aqui já pode compreender a importância 
de se ter uma boa digestão e infelizmente cerca de 1 a cada 3 pessoas 
tem sintomas relacionados a deficiência de enzimas diges�vas e 
muitas vezes se adaptam, passam a achar que o que sentem é 
normal, talvez porque convivam no mesmo ambiente de pessoas que 
tem o mesmo problema. Desta forma é extremamente importante 
sempre inves�gar se por trás de uma simples má digestão não possa 
estar escondido um tumor ou um câncer. Sendo necessário uma 
inves�gação muito séria através de vários exames como a endoscopia 
diges�va alta, colonoscopia, exames de imagem, exames de sangue e 
exames de fezes (como o teste coprológico funcional).
POR QUE É 
IMPORTANTE SUPLEMENTAR 
COM ENZIMAS DIGESTIVAS?
10
Infelizmente cerca de 1 a cada 3 pessoas tem sintomas 
relacionados a deficiência de enzimas diges�vas e 
muitas vezes se adaptam, passam a achar que 
o que sentem é normal’’.
‘‘
 Precisa-se sempre lembrar que cada pessoa é um ser único, 
bioquimicamente diferentes uns dos outros. Portanto eu não gosto de 
fórmulas enzimá�cas prontas, sempre procuro individualizar cada 
paciente para dar as enzimas diges�vas na dose exata para cada 
pessoa, além de ter a possibilidade de escolher qual ou quais enzimas 
vai beneficiar e fazer desaparecer os sintomas da má digestão. 
 Existem várias enzimas no mercado magistral, eu trabalho 
com estas enzimas diges�vas:
 
ESCOLHENDO 
AS ENZIMAS CERTAS
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Lipase para a digestão de gorduras a nível de intes�no delgado;
Cloridrato de betaina e pepsina para a digestão de proteína a nível de 
estomago;
Proteases, bromelina e papaína para a digestão de proteína a nível de 
intes�no delgado;
Hemicelulase e celulase para digerir melhor alguns �pos de fibras 
insolúveis que fermentam muito em alguns pacientes.
Sais biliares eu uso no meu dia a dia, apenas em alguns casos 
específicos, para melhorar a digestão de gorduras;
 Existem inúmeras outras enzimas diges�vas que vai da 
experiencia de cada médico, eu par�cularmente não uso a lactase, 
enzima para digerir a lactose do leite, pois recomento para todos os 
meus pacientes não tomarem leite de vaca tradicional, a não ser que 
seja o leite a2a2.
 Eles podem ser ingeridos imediatamente após as refeições 
ou misturados na salada durante as refeições. Além disto, não 
podemos esquecer da importância do limão que tem um PH baixo 
(cerca de 2,5) e que contribui para transformar o pepsinogênio em 
pepsina melhorando a digestão de proteínas. Porém o limão não deve 
ser misturado na água e sim deve-se colocá-lo sobre a comida e/ou 
salada, pois ele diluído na água deixa de ter um PH ideal para a�var o 
pepsinogênio.
 Abacaxi, mamão, kiwi, figo.
ALIMENTOS RICOS 
EM ENZIMAS DIGESTIVAS
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 Funcionam imitando a digestão perfeita que um dia nós 
�nhamos, ou seja, uma pessoa com 70 anos começa a suplementar 
enzimas diges�vas e volta a ter uma digestão igual a quando se �nha 
20 anos e começa a aproveitar de novo tudo o que há de bom nos 
alimentos deixando de eliminar a comida mal digerida nas fezes.
 Cada caso é um caso diferente do outro, mas uma coisa é 
certa que além da sua digestão, sua saúde será outra usando as 
enzimas diges�vas da forma correta.
COMO OS SUPLEMENTOS 
DE ENZIMAS DIGESTIVAS FUNCIONAM?
 Não, o corpo con�nuará a produzir as enzimas necessárias 
para se beneficiar dos alimentos da melhor forma possível, porém 
muitos fatores como foi visto impedem o corpo de produzir as 
enzimas diges�vas de uma forma plena para se ter uma saúde 
perfeita. Com a reposição, como eu mencionei, a pessoal volta para o 
jogo, volta a se tornar saudável.
OS SUPLEMENTOS ENZIMÁTICOS
IMPEDEM QUE O CORPO PRODUZA
AS SUAS PRÓPRIAS ENZIMAS?
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 É variável de pessoa para pessoa, ideal seria ter um médico 
com experiência nesta área para ajustar a dose perfeita com a 
quan�dade de enzimas necessárias para cada caso.
QUAL A DOSAGEM APROPRIADA
DAS ENZIMAS DIGESTIVAS?
 Você dará para o seu corpo o que ele deveria produzir e 
deixou de produzir. O seu corpo vai te agradecer porque ele conhece o 
que você está repondo, um dia ele produziu de maneira adequada. De 
todas as enzimas diges�vas a que pode gerar sintomas de dor no 
estomago e queimação quando em doses elevadas é o cloridrato de 
betaina, ás vezes, a dose que é ideal para uma pessoa, para outra 
causa estes sintomas. Por isto é muito importante a individualização 
do tratamento.
QUAL EFEITO COLATERAL EU POSSO 
TER USANDO ENZIMAS DIGESTIVAS?
 e que Deus nos abençoe.
 Agradeço primeiramente a Deus, de eu poder de alguma 
maneira estar contribuindo para que as pessoas vivam melhores e 
mais saudáveis. Agradeço minha família em especial a minha esposa 
e meu filho pela paciência e compreensão de me deixar estudar e 
poder con�nuar contribuindo com a humanidade. Não posso deixar 
de agradecer meu amigo e “irmão” Leandro Mendes, pela parceria 
de sempre.
 
 Mais uma vez, 
 muito obrigado pelo apoio de todos
AGRADECIMENTOS
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DR.
GA S T ROC I R U RG I ÃO
JULIANO TELES
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