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07/08/2023, 13:18 wlldd_231_u3_dir_pen_cri_esp
https://www.colaboraread.com.br/integracaoAlgetec/index?usuarioEmail=geilmaarmil2019%40gmail.com&usuarioNome=GEILMA+AZEVEDO+DA+SILVA&disciplinaDescricao=&atividadeId=3681219&atividadeDesc… 1/21
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INTRODUÇÃO
Olá, estudante!
A dignidade da pessoa humana é interpretada em nosso ordenamento jurídico sob uma dupla ótica. Ao mesmo
tempo em que é fundamento do Estado Democrático de Direito, servindo de baliza na atuação do ente estatal e
no implemento de políticas públicas, é também princípio fundamental e orientador da interpretação de toda a
sistemática jurídica.
Apenas isso é su�ciente para revelar a importância e a extensão do conteúdo a ser analisado, especialmente
considerando as alterações sociais e as mudanças legislativas realizadas no passado recente.
Pensando, então, na dignidade da pessoa humana enquanto princípio fundamental, vamos veri�car que este
comporta diversas facetas, o que inclui nesta esfera a dignidade sexual – objeto amplo de proteção jurídica nos
crimes que serão objeto de estudo – e como desdobramento desta, a liberdade sexual.
Nesta aula, vamos analisar o crime de estupro, suas modalidades e especi�cidades no direito material e
processual.
Bons estudos!
Aula 1
ESTUPRO
A dignidade da pessoa humana é interpretada em nosso ordenamento jurídico sob uma dupla
ótica. Ao mesmo tempo em que é fundamento do Estado Democrático de Direito.
30 minutos
CRIMES CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL
 Aula 1 - Estupro
 Aula 2 - Violação sexual, assédio e importunação sexual
 Aula 3 - Estupro de vulnerável
 Aula 4 - Outros crimes contra a dignidade sexual
 Referências
131 minutos
07/08/2023, 13:18 wlldd_231_u3_dir_pen_cri_esp
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NOÇÕES GERAIS SOBRE O CRIME DE ESTUPRO
Primeiro passo no estudo desse tipo penal é a construção de seu conceito, considerando as elementares
trazidas pela lei.
Nessa perspectiva, podemos de�nir o crime de estupro como a conduta dolosa daquele que, mediante violência
ou grave ameaça, constrange a vítima a ter conjunção carnal ou então a praticar ou permitir que com ela se
pratique ato libidinoso diverso de conjunção carnal. O elemento subjetivo do tipo é o dolo, a vontade livre e
consciente de praticar a conduta descrita.
Nesta medida, não se há que falar no crime de estupro na modalidade culposa.
Sobre o elemento objetivo do tipo penal, o núcleo da conduta se materializa no verbo constranger, que se
interpreta no sentido de obrigar, forçar. Além disso, a elementar típica exige para caracterização do delito da
presença da violência ou da grave ameaça, que pode ser exercida tanto diretamente contra a vítima quanto em
relação a terceira pessoa. Um aspecto importante a ser considerado com relação a esse elemento do tipo penal
é que a violência moral deve ser avaliada na perspectiva da vítima.
O bem jurídico tutelado pelo tipo penal é a dignidade sexual, na perspectiva da liberdade sexual, assim
compreendida como a faculdade de o indivíduo escolher e deliberar sobre todos os aspectos de sua vida sexual,
desde a prática do ato e o que será realizado e a escolha do parceiro e do momento em que o ato se realiza.
Na perspectiva dos sujeitos do delito, o crime de estupro é classi�cado como um delito comum tanto em
relação ao sujeito ativo quanto em relação ao sujeito passivo, de sorte que, na medida em que o tipo penal não
traz qualquer exigência nem menciona qualquer característica pessoal relacionada aos sujeitos, qualquer
pessoa pode �gurar na condição de autor ou vítima no delito de estupro.
Pensando na consumação e tentativa, devemos notar que estamos diante de um delito que é classi�cado como
um crime material quanto ao resultado, o que signi�ca que a consumação ocorre com a efetiva lesão ao bem
jurídico tutelado – a liberdade sexual. Na perspectiva da conjunção carnal, que se con�gura no coito vagínico, o
crime se consuma com a penetração total ou parcial do pênis na vagina. Já na perspectiva do ato libidinoso, a
consumação ocorre com a prática de qualquer ato, total ou parcial, apto à satisfação da lascívia do sujeito ativo.
Considerando que a conduta se classi�ca como plurissubsistente, já que constituída por diversos atos isolados
que integram o conjunto, é plenamente possível a caracterização do crime na forma tentada quando a
consumação não se veri�car em razão de circunstância alheia a vontade do indivíduo.
MODALIDADES E ESPECIFICIDADES
Além da forma simples, prevista pelo caput do artigo 213 do Código Penal, o dispositivo ainda nos apresenta
três formas quali�cadas do delito, previstas nos parágrafos 1º e 2º do tipo penal.
Didaticamente podemos distinguir as quali�cadoras e classi�cá-las quanto ao resultado e quanto à condição
pessoal do sujeito passivo.
Pensando nas quali�cadoras relacionadas com o resultado decorrente da conduta, teremos:
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• Estupro quali�cado pela lesão corporal grave (art. 213, §1º, primeira parte). Se da conduta do estupro, seja na
perspectiva da violência empregada ou do próprio ato sexual, decorrer à vítima lesão corporal de natureza
grave, a pena será de reclusão de oito a doze anos.
• Estupro quali�cado pelo resultado morte (art. 213, § 2º). Se como consequência da violência empregada na
conduta do estupro decorrer o resultado de morte, teremos o crime quali�cado, impondo ao autor do fato pena
de reclusão de doze a trinta anos.
Já com relação à quali�cadora relacionada com a condição pessoal da vítima, a parte �nal do parágrafo primeiro
do artigo 213 do Código Penal estabelece que, se a vítima da conduta for pessoa maior de 14 anos e menor de
18 anos, o crime de estupro será quali�cado, impondo-se pena de reclusão de oito a doze anos.
No que diz respeito à ação, tanto na modalidade simples quanto nas formas quali�cadas, por previsão expressa
do artigo 225 do Código Penal, será pública incondicionada a ação penal, exercida pela representante do
Ministério Público, independentemente de qualquer manifestação ou autorização do ofendido.
Aspecto que se tem discutido em relação ao crime de estupro tem relação com os sujeitos do delito,
especi�camente naquelas situações em que exista uma relação entre as partes, como por exemplo, no caso de
cônjuges ou namorados, por exemplo.
Ainda que se considere os direitos e os deveres previstos pela legislação civil relacionados com o matrimônio, e
extensíveis aos casos de união estável e outras formas de relacionamento dessa natureza, a liberdade sexual é
desdobramento da dignidade da pessoa humana, sendo direito indisponível e se sobrepondo, desta sorte, às
normas do direito privado.
APELAÇÃO CRIMINAL. CRIME CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL. ESTUPRO (ART. 213,
CAPUT, C/C ART. 226, INC. II, AMBOS DO CÓDIGO PENAL). SENTENÇA CONDENATÓRIA.
RECURSO DEFENSIVO. PRETENDIDA ABSOLVIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. MATERIALIDADE E
AUTORIA DELITIVAS DEVIDAMENTE COMPROVADAS. ESTUPRO MARITAL. RÉU QUE,
MEDIANTE VIOLÊNCIA E GRAVE AMEAÇA, OBRIGA SUA COMPANHEIRA A MANTER
RELAÇÃO SEXUAL NÃO CONSENTIDA. LAUDO PERICIAL QUE ATESTA VESTÍGIOS DE ATOS
SEXUAIS. CONDENAÇÃO MANTIDA. RECURSO DESPROVIDO. "A partir do momento em
que a vítima diz "não", e se recusa a ter qualquer tipo de intimidade com o acusado, os
atos por ele perpetrados, contra a vontade da ofendida, são su�cientes para con�gurar
a prática delitiva prevista no art. 213, caput, c/c o art. 226, II, ambos do Código Penal,
independente da relação de afeto existente entre as partes". 
— (TJ-SC - APR: 00032103320138240043 Mondai XXXXX-33.2013.8.24.0043, Relator: Alexandre d'Ivanenko,
Data de Julgamento: 02/07/2020, QuartaCâmara Criminal)
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Conforme apontado, o bem jurídico protegido neste tipo penal, a dignidade sexual, na perspectiva da liberdade
sexual, importa no direito de o indivíduo escolher e dispor da forma como bem entender de todos os aspectos
de sua vida sexual, desde a escolha do parceiro, até a natureza dos atos sexuais praticados e, também o
momento da prática sexual.
ASPECTOS PROCESSUAIS
Se analisarmos o delito de estupro na perspectiva da reprovabilidade abstrata da conduta, expressa no preceito
secundário do tipo penal, veri�camos que se trata de delito de elevado potencial ofensivo, tanto em sua forma
simples quanto nas suas formas quali�cadas.
Conforme já apontado, nos termos do artigo 225 do Código Penal, a ação penal é pública incondicionada, sendo
a titularidade exercida pelo Ministério Público, independentemente de qualquer manifestação ou autorização
do ofendido.
Ainda levando em consideração a pena em abstrato, tanto na forma simples quanto nas formas quali�cadas, o
crime de estupro estará sujeito ao rito ordinário do processo penal, nos termos do disposto pelo artigo 394, §1º,
inciso I, do Código de Processo Penal.
Além disso, e por força das alterações impostas pela lei 12.015/2009, o delito de estupro em todas as suas
formas, seja na modalidade tentada ou consumada, está sujeito à aplicação das regras previstas pela lei de
crimes hediondos:
Dentro desta perspectiva, e por força do disposto no artigo 2º da Lei de Crimes Hediondos, no crime de estupro
não poderão ser concedidos os benefícios da anistia, graça ou indulto, ou a liberdade provisória mediante
�ança, de modo que, no curso do processo, apenas quando não presentes as circunstâncias autorizadoras da
prisão preventiva é que será possível ao acusado responder ao processo em liberdade.
Também é preciso considerar que, no caso do crime de estupro, aplica-se a causa de aumento de pena prevista
taxativamente pelo artigo 226 do Código Penal, que determina aumento da sanção penal em sua metade, se o
autor da conduta for ascendente, padrasto ou madrasta, tio, irmão, cônjuge, companheiro, tutor, curador,
preceptor ou empregador da vítima ou por qualquer outro título tiver autoridade sobre ela.
Lei 8.072/1990
Art. 1o São considerados hediondos os seguintes crimes, todos tipi�cados no Decreto-
Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal, consumados ou tentados:
(...)
V - estupro (art. 213, caput e §§ 1o e 2o);
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Trata-se de uma causa de aumento de pena aplicável no crime de estupro em razão da condição pessoal do
sujeito ativo do delito e que impacta na sanção penal, devendo ser considerada por ocasião da terceira fase da
dosimetria da pena.
Finalmente, e realizando uma análise sistemática dos dispositivos relacionados ao delito em estudo, tratando da
aplicação da pena e das consequências diretas da condenação, por força do disposto no artigo 2º, parágrafo 1º
da Lei de Crimes Hediondos, a pena deverá ser cumprida inicialmente, no caso de condenação por esse delito,
no regime fechado.
Também se deve considerar os impactos da lei de crimes hediondos na progressão de regime de cumprimento
de pena, sendo exigência para progressão o cumprimento de 2/5 da pena para os condenados não reincidentes
e de 3/5 do cumprimento da pena aos reincidentes.
VÍDEO RESUMO
Nesta videoaula, vamos iniciar os estudos relacionados com os crimes contra a dignidade sexual, partindo da
análise do tipo incriminador do estupro, passando desde a construção de seu conceito, ao estudo de suas
modalidades e especi�cidades, para correta interpretação e aplicação das normas jurídicas correlatas. Além
disso, trataremos dos aspectos processuais relativos a este delito e os impactos da lei de crimes hediondos
sobre essa �gura típica.
 Saiba mais
O estudo dos crimes contra a dignidade sexual revela nuances e aspectos que merecem sempre atenção e
aprofundamento do estudante com o �m de re�nar as percepções sobre os institutos jurídicos correlatos,
ampliando assim o leque de conhecimento e permitindo a correta aplicação das normas jurídicas.
Para aprofundar os estudos sobre o tema, sugerimos a obra “Crimes contra a dignidade sexual:
comentários ao Título VI do Código Penal” de Renato Marcão e Plínio Gentil:
MARCÃO, Renato; GENTIL, Plinio. Crimes contra a dignidade sexual: comentários ao Título VI do Código
Penal. São Paulo: Editora Saraiva, 2018. Pp. 8-11, ISBN 9788553601813. Disponível em: Minha Biblioteca.
Acesso em: 2 ago. 2022.
Para visualizar o objeto, acesse seu material digital.
Aula 2
VIOLAÇÃO SEXUAL, ASSÉDIO E IMPORTUNAÇÃO SEXUAL
Dando continuidade aos estudos dos crimes contra a dignidade e a liberdade sexual, após a
análise do delito de estupro e suas características.
31 minutos
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788553601813/
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INTRODUÇÃO
Olá, estudante!
Dando continuidade aos estudos dos crimes contra a dignidade e a liberdade sexual, após a análise do delito de
estupro e suas características, vamos em direção ao estudo dos delitos sexuais que não guardam em seu
conteúdo a elementar da violência e da grave ameaça, e que se valem de outros meios para alcançar o intento
da satisfação da lascívia.
Num primeiro plano, vamos nos ocupar do delito da violação sexual mediante fraude, que chegou a ganhar
contornos folclóricos nos estudos acadêmicos, para enfrentar verdadeira revolução em face dos meios
eletrônicos que hoje se apresentam.
Na mesma linha, vamos nos ocupar dos estudos do crime de assédio sexual, para sua correta compreensão e
aplicação. Finalmente, traremos do crime de importunação sexual.
Bons estudos!
VIOLAÇÃO SEXUAL MEDIANTE FRAUDE
O delito de violação sexual mediante fraude, previsto pelo artigo 215 do Código Penal, se con�gura na conduta
dolosa do sujeito ativo que, mediante fraude ou outro meio apto a impedir ou di�cultar a livre manifestação de
vontade da vítima, com ela tem conjunção carnal ou pratica qualquer outro ato libidinoso.
Quanto ao elemento objetivo do tipo, a conduta se realiza na conjunção carnal, assim interpretada como a
penetração, total ou parcial, do pênis na vagina, enquanto o ato libidinoso se con�gura na prática de ato voltado
à satisfação da lascívia do sujeito ativo.
Exemplo trazido pela jurisprudência de conduta neste sentido, na qual a fraude é utilizada como meio para
alcançar a satisfação da lascívia, se veri�ca no julgado do Tribunal de Justiça da Paraíba:
Na perspectiva dos sujeitos do delito, o crime é comum, não havendo qualquer exigência do tipo penal quanto a
características pessoais do sujeito ativo ou passivo, podendo qualquer pessoa �gurar em qualquer dos polos da
conduta.
PELAÇÃO CRIMINAL. CRIME CONTRA A LIBERDADE SEXUAL. VIOLAÇÃO SEXUAL
MEDIANTE FRAUDE. Art. 215, caput, do Código Penal (...) Constatado nos autos que o
réu, utilizando-se da pro�ssão de educador físico, simulou um exame clínico para
veri�cação de dores na coluna e, com isso tocas nas nádegas e nos seios da vítima para
satisfazer sua lascívia (...) 
— (TJB. ACÓRDÃO/DECISÃO. PROCESSO 000181386.2017.8.26.2002 – Câmara Especializada Criminal. Relator
Des. Arnóbio Alves Teodósio. Publicado em 11/10/2018)
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Pensando no elemento subjetivo do tipo, o crime somente se con�gura na forma dolosa, devendo estar
presente na conduta a vontade livre e consciente de o sujeito ativo, mediante fraude ou outro meio apto a
impedir ou di�cultar a livre manifestação de vontade da vítima, ter com esta conjunção carnal ou praticar ato
libidinoso.
Nesta esteira, não se con�gura o crime da forma culposa. Diante disso, em caso de erro quanto a elemento do
fato típico, restará atípica a conduta.
Conforme se veri�ca, e diferente do que se dá no crime de estupro, no do artigo 215 do Código Penal não se
fala em violência ou grave ameaça, sendo que a �nalidade pretendida pelo sujeito ativo é alcançada pelo
caminho fraudulento ou com a utilização de outro meio apto a viciar a manifestação de vontade da vítima.
Neste crime, a pena trazida no preceito secundário do tipo penal é de reclusão de dois a seis anos, de modo
que se encontra sujeito ao rito ordinário do processo penal, não se lhe aplicando os institutos do acordo de não
persecução penal ou da suspensão condicional do processo por conta do máximo em abstrato previsto na
sanção penal.
O parágrafo único do artigo 215 do Código Penal nos apresenta forma agravada do crime de violação sexual
mediante fraude, quando a conduta é praticada com dolo especí�co de obter vantagem de cunho econômico
como consequência, hipótese em que, além da pena privativa de liberdade, será também imposta sanção
pecuniária.
ASSÉDIO SEXUAL
No estudo dos crimes contra a liberdade sexual, especial atenção deve ser dada ao delito do artigo 216-A do
Código Penal, em especial pelas falsas percepções criadas no entorno deste delito, que geram incorreta
interpretação do dispositivo.
Falamos do crime de assédio sexual, que se con�gura na conduta dolosa do sujeito ativo que, se prevalecendo
da condição se ascendência hierárquica ou funcional sobre a vítima, a constrange com o intuito obter vantagem
ou favorecimento de ordem sexual.
Art. 216-A. Constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento
sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou
ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função.
Pena – detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos.
Parágrafo único. (VETADO)
§ 2o A pena é aumentada em até um terço se a vítima é menor de 18 (dezoito) anos.
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Nesta linha de raciocínio (e daí a necessidade da correta interpretação da conduta e das elementares trazidas
pelo tipo penal), não é qualquer tipo de assédio com conotação sexual que é capaz de con�gurar o crime de
assédio sexual.
Na perspectiva do elemento subjetivo, o delito somente se con�gura na modalidade dolosa, ou seja, deve haver
na conduta do sujeito ativo a vontade livre e consciente de, se prevalecendo da condição de ascendência
hierárquica sobre a vítima, a constranger com o �m de obter vantagem ou favorecimento sexual. Não falamos
aqui em violência ou grave ameaça caracterizadoras do estupro, ou da fraude, caracterizadora da violação
sexual do artigo 215 do Código Penal.
Na perspectiva dos sujeitos do delito, a doutrina o classi�ca como crime próprio em relação ao sujeito ativo, na
medida em que somente estará caracterizado o delito de assédio sexual quando o sujeito ativo ostentar
condição de superioridade hierárquica ou ascendências inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função.
Ausente essa condição especí�ca relacionada ao sujeito ativo, não é possível a caracterização do crime de
assédio sexual.
Quanto a este aspecto, o tipo penal é taxativo ao exigir, para con�guração do assédio sexual, a existência de
uma relação de emprego e de uma condição de superioridade hierárquica do sujeito ativo com a vítima, de
modo que, por regra, não se poderia falar do crime de assédio sexual em uma relação entre aluno e professor,
ou numa relação de ministro religioso para com �el.
Nesta linha, nos aponta Nucci (2021, p. 789)
Sendo um crime formal, a consumação se veri�ca por ocasião da prática da conduta que caracterize o
constrangimento, independente da obtenção do favor ou da vantagem sexual.
O parágrafo 2º do artigo 216-A apresenta causa de aumento de pena aplicável ao delito de assédio sexual,
autorizando o aumento da sanção penal em um terço, por ocasião da terceira fase da dosimetria da pena, no
caso de a vítima da conduta ser pessoa menor de dezoito anos de idade.
IMPORTUNAÇÃO SEXUAL
O crime de importunação sexual, previsto no artigo 215-A do Código Penal, foi incluído no diploma repressivo
material com a lei 13.718/2018 e se con�gura na conduta dolosa do sujeito ativo que pratica contra alguém,
sem a sua anuência, ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou de terceiro.
(...) há decisão do Superior Tribunal de Justiça, valendo-se de interpretação teleológica,
para aceitar a con�guração do assédio sexual por parte do(a) professor(a) contra
aluna(o), baseado no critério de ascendência do mestre em relação ao pupilo, em
virtude de dar notas e promover a passagem de ano.
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Na perspectiva do elemento objetivo do tipo penal, a conduta se con�gura na prática de qualquer ato voltado a
satisfação da lascívia própria ou de terceiro. Elementar desse tipo penal é o dissenso da vítima, que se con�gura
na falta de anuência para a realização do ato libidinoso.
Para �ns de integração do tipo penal, ato libidinoso pode ser interpretado como qualquer ato destinado à
satisfação da lascívia, do desejo sexual do autor da conduta ou mesmo de terceiro.
Ao contrário do tipo penal de estupro, que requer a violência ou grave ameaça na sua con�guração, o crime de
importunação sexual não possui tais elementares, bastando a ausência do consentimento da vítima para
caracterização do delito.
Quanto aos sujeitos da �gura típica, o delito é classi�cado doutrinariamente como crime comum, seja em
relação ao sujeito ativo ou ao sujeito passivo, na medida em que não há qualquer elementar relacionada com as
condições pessoais do autor ou da vítima, de modo que qualquer pessoa pode �gurar nos polos subjetivos da
conduta.
O momento consumativo do delito se dá com a prática do ato libidinoso sem a anuência da vítima,
independente do sujeito ativo atingir ou não a satisfação da libido com sua conduta.
Tratando-se de uma conduta plurissubsistente, constituída de uma sequência de atos interligados entre si, é
plenamente possível se falar na forma tentada na medida em que a execução da conduta pode ser
interrompida por circunstância alheia à vontade do agente.
Sobre a consumação do delito e a caracterização da conduta típica, Guilherme de Souza Nucci (2021, p. 786),
constrói o seguinte raciocínio:
Em cenário sexual, pessoas acima de 14 anos podem dar consentimento válido para o
contato sexual. Por outro lado, sem o consentimento, inúmeras condutas podem ser
inseridas no contexto do novo crime: masturbar-se na frente de alguém de maneira
persecutória; ejacular em alguém ou próximo à pessoa, de modo que esta se
constranja; exibir o pênis a alguém de maneira persecutória; tirar a roupa diante de
alguém, igualmente, de maneira persecutória, dentre outros atos envolvendo
libidinagem, desde que se comprove a �nalidade especí�ca de satisfação da lascívia, ao
mesmo tempo que constranja a liberdade sexual da vítima. A�nal, quem faz xixi na rua,
pode até exibir o pênis, mas a sua �nalidade não tem nenhum liame com prazer sexual.
Diga-se o mesmo do ato de tirar a roupa: pode ter conotação artística, naturista,
necessária para algo, mas sempre desprovida de libidinagem.Não se pode perder de vista a viabilidade de con�gurar estupro de vulnerável a atitude
libidinosa contra menor de 14 anos. E, também, constituir mero ato obsceno o fato de
alguém exibir o pênis em via coletiva para urinar: não visa a alguém, mas pode ser visto
por várias pessoas.
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No preceito secundário do tipo penal, temos previsão da aplicação de pena de reclusão de um a cinco anos.
Assim, considerando a pena máxima em abstrato, o delito se vê sujeito ao rito ordinário do processo penal, não
sendo aplicável os institutos de acordo de não persecução penal ou da suspensão condicional do processo.
VÍDEO RESUMO
Nesta videoaula, vamos tratar de outros delitos que tem por objeto de proteção jurídica a dignidade e a
liberdade sexual. Assim, passaremos à construção do conceito, da de�nição e do estudo das nuances e
características próprias dos delitos de violação sexual mediante fraude, do assédio sexual e da importunação
sexual.
 Saiba mais
O estudo dos múltiplos delitos que envolvem a proteção da dignidade e da liberdade sexual merece um
cuidado e um aprofundamento, especialmente pensando das características típicas dos delitos tratados
neste capítulo.
Para ampliar os conhecimentos sobre esses delitos, sugerimos a obra de Luiz Regis Prado “Curso de Direito
Penal Brasileiro”:
PRADO, Luiz R. Curso de Direito Penal Brasileiro. Volume Único. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2022. Pp.
829-838. ISBN 9786559644902. Disponível em: Minha Biblioteca. Acesso em: 2 ago. 2022.
INTRODUÇÃO
Olá, estudante!
Desde o advento da Constituição Federal em 1988, a preocupação com a interpretação e a proteção à infância e
à juventude tem se materializado não apenas no plano social, mas também com re�exos na legislação, como se
veri�ca desde o Estatuto da Criança e do Adolescente.
Essa preocupação também encontra re�exos na esfera do Direito Penal, que fez alterar a interpretação sobre a
própria condição de vulnerabilidade e as consequências para a proteção da infância e dos bens jurídicos
correlatos.
Aula 3
ESTUPRO DE VULNERÁVEL
Desde o advento da Constituição Federal em 1988, a preocupação com a interpretação e a
proteção à infância e à juventude tem se materializado não apenas no plano social.
32 minutos
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Nesta esteira, trataremos do estudo do delito de estupro de vulnerável, desde sua caracterização, seu conceito
e aspectos intrínsecos, até os aspectos processuais e os desdobramentos decorrentes da aplicação da lei de
crimes hediondos.
Bons estudos!
NOÇÕES GERAIS
Visando a ampliar a proteção jurídica dada pelo Direito Penal no tocante aos crimes contra a dignidade sexual e
também visando a dar maior proteção aos menores, à luz dos direitos garantidos no Estatuto da Criança e do
Adolescente, a lei 12.015 de 2009 trouxe profundas alterações no âmbito dos crimes sexuais, superando noções
trazidas da redação original do Código Penal.
Dentre essas alterações, veri�camos a inclusão do crime de estupro de vulnerável, previsto no artigo 217-A do
Código Penal.
Até a inclusão do novo dispositivo, havia severa discussão doutrinária e jurisprudencial no entorno da exclusão
da ilicitude do delito sexual fundamentada na manifestação de vontade do menor vítima.
Conforme se pode veri�car da redação do caput do artigo 217-A, o crime de estupro de vulnerável se veri�ca na
conduta dolosa daquele que tem conjunção carnal ou pratica ato libidinoso com pessoa menor de catorze anos.
Na perspectiva do elemento objetivo, e nos moldes do analisado em outros delitos contra a dignidade sexual, a
conduta de ter conjunção carnal implica no coito vagínico, ao passo que os atos libidinosos se con�guram com a
prática de atos diversos da conjunção carnal e que tenham por �nalidade a satisfação da libido.
Com relação aos sujeitos do delito, o crime é comum, podendo ser praticado por qualquer pessoa. Já no polo
passivo da conduta, deve �gurar pessoa menor de catorze anos de idade.
O elemento subjetivo da conduta é o dolo, compreendido na vontade livre e consciente de ter conjunção carnal
ou praticar ato libidinoso com pessoa menor de catorze ano. O crime não se con�gura na modalidade culposa,
o que veio a causar certa celeuma em redes sociais em face de incorreta interpretação do elemento subjetivo
do tipo penal.
No estudo do dolo e da teoria do erro, veri�camos que o elemento volitivo deve abranger a todos os elementos
descritivos da conduta ilícita contidos no tipo penal incriminador. Neste contexto, o erro – a falsa percepção da
realidade – ou a ignorância razoável e justi�cável sobre certo elemento do tipo penal, como a idade da vítima no
caso em estudo, pode afastar o dolo da conduta.
Nesta linha de raciocínio, não havendo previsão legal da conduta culposa, a conduta seria atípica.
Além do elemento típico da idade da vítima, ainda tratando do polo passivo da conduta, o parágrafo primeiro
declara a condição de vulnerabilidade su�ciente para equipar à conduta do caput a situação da pessoa que,
independentemente da idade, por enfermidade ou doença mental, não tem o necessário discernimento para a
prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência à conduta do autor.
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Neste ponto, e seja na perspectiva da idade, seja na capacidade de discernimento ou de resistência ao ato, tema
que sempre levantou discussões foi a questão do consentimento da vítima como causa justi�cante supralegal
para afastamento do ilícito.
Por longo período, perdurou entendimento no sentido de que o consentimento da menor teria o condão de
afastar a ilicitude da conduta.
Enfrentando o tema, o Superior Tribunal de Justiça �rmou entendimento contrário a esta tese, reconhecendo a
existência do crime independente do consentimento da menor.
MODALIDADES E ESPECIFICIDADES
Para além do entendimento �rmado pelas cortes superiores, ainda havia aqueles que defendiam a tese da
liberdade sexual �rmada na manifestação da vontade do menor de catorze anos como forma de afastar a
ilicitude da conduta.
Finamente, travadas discussões em sede legislativa, a lei 13.718 de 2018, de maneira expressa, afastou a
possibilidade de exclusão da ilicitude da conduta fundada na manifestação de vontade da vítima:
Implica dizer que, no caso do delito de estupro de vulnerável, ainda que exista assentimento da vítima para a
prática do ato sexual, ele é juridicamente irrelevante na esfera do Direito Penal, persistindo a conduta.
Ainda tratando do delito de estupro de vulnerável e pensando sobre o momento consumativo do delito,
estamos diante de conduta classi�cada pela doutrina como crime material, no qual o tipo penal descreve a
conduta e vincula a consumação à realização do resultado tipo descrito. Desta forma, a consumação ocorre, no
caso da conjunção carnal, com a penetração total ou parcial do pênis na vagina, ao passo que, no ato libidinoso,
a consumação ocorre com a realização de qualquer ato apto e voltado para a satisfação da lascívia, havendo
julgados, inclusive, que dispensam mesmo a necessidade do contato físico para a caracterização do ato de
libidinagem.
Súmula 593/STJ - O crime de estupro de vulnerável se con�gura com a conjunção carnal
ou prática de ato libidinoso com menor de 14 anos, sendo irrelevante eventualconsentimento da vítima para a prática do ato, sua experiência sexual anterior ou
existência de relacionamento amoroso com o agente.
§5º As penas previstas no caput e nos §§ 1º, 3º e 4º deste artigo aplicam-se
independentemente do consentimento da vítima ou do fato de ela ter mantido relações
sexuais anteriormente ao crime.
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Sendo o crime material, e a conduta plurissubsistente, comportando o fracionamento em uma série de atos que
a integram, é plenamente possível a interrupção do iter criminis ainda na fase de execução, con�gurando assim
o estupro de vulnerável na modalidade tentada, nos termos do artigo 14, II do Código Penal.
Além da �gura simples, prevista pelo caput do artigo 217-A do Código Penal, é possível ainda tratar das formas
quali�cadas do estupro de vulnerável, previstas pelos parágrafos 3º e 4º do artigo 217-A do Código Penal.
Trata-se de hipóteses nas quais o legislador, considerando a gravidade objetiva da conduta e das consequências
da prática delitiva, entendeu por bem emprestar tratamento penal mais gravoso, expresso na reprovabilidade
penal abstrata da conduta, que se pode extrair da pena mais severa contida no preceito secundário aplicável
nas formas quali�cadas.
Em ambos os casos, temos hipóteses de crimes quali�cados pelo resultado. Assim, nos termos do disposto pelo
artigo 217-A parágrafo 3º do Código Penal, o crime de estupro de vulnerável será quali�cado se da conduta
resultar em lesão corporal grave para a vítima.
Conforme lição de Guilherme de Souza Nucci (2021, p. 796):
Será também quali�cado o crime de estupro de vulnerável se da conduta resultar a morte da vítima, nos termos
do disposto pelo parágrafo 4º do artigo 217-A do Código Penal.
ASPECTOS PROCESSUAIS
No crime de estupro de vulnerável, a ação penal será pública incondicionada, com a titularidade do Ministério
Público exercida mediante denúncia, independentemente de qualquer manifestação ou autorização do
ofendido.
Superaram-se, assim, as disposições do revogado artigo 224 do Código Penal, que reconhecia a natureza
condicionada da ação penal nos crimes sexuais com o pretexto de preservar a intimidade e a manifestação de
vontade da vítima.
Guilherme de Souza Nucci (2021, p. 796), trazendo debate sobre as peculiaridades deste delito, assinala:
O crime pode ser cometido com dolo na conduta antecedente (violência sexual) e dolo
ou culpa quanto ao resultado quali�cador (morte). (...) Tecnicamente, dá-se uma
tentativa de estupro seguido de morte, pois o delito sexual não atingiu a consumação.
Porém, tem-se entendido possuir a vida humana valor tão superior à liberdade sexual
que, uma vez atingida fatalmente, deve levar à forma consumada do delito quali�cado
pelo resultado. É o que ocorre no cenário do latrocínio, cuja base é a Súmula 610 do STF
(“Há crime de latrocínio, quando o homicídio se consuma, ainda que não realize o
agente a subtração de bens da vítima”).
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Considerando a reprovabilidade em abstrato da conduta, expresso no preceito secundário, tanto na forma
simples (reclusão de oito a quinze anos), quanto nas formas quali�cadas, em impõem pena de reclusão de dez a
vinte anos para a hipótese do artigo 217-A parágrafo 3º e pena de doze a trinta anos para a forma quali�cada do
parágrafo 4º, estamos diante de infrações penais de elevado potencial ofensivo, que se sujeitam ao rito
ordinário do processo penal, nos termos do artigo 394, inciso I do Código de Processo Penal.
Para além disso, devemos levar em consideração o tratamento mais severo dado ao delito de estupro de
vulnerável em face da aplicação dos preceitos extraídos da lei 8.072/1990 – Lei de Crimes Hediondos:
Diante disso, além do tratamento trazido pelo diploma penal material, a conduta do artigo 217-A também está
sujeita às regras mais severas da Lei de Crimes Hediondos, que impõe o início do cumprimento da pena
obrigatoriamente no regime fechado, bem como a vedação à concessão de benefícios de anistia, graça, indulto
e de liberdade provisória mediante �ança, bem como as regras mais gravosas para a progressão de regime.
para o combate a vários tipos penais relativos à tutela das crianças e adolescentes, no
cenário da dignidade sexual, a Lei 13.441/2017 introduziu os arts. 190-A a 190-E no
Estatuto da Criança e do Adolescente. O principal dos novos artigos preceitua que “a
in�ltração de agentes de polícia na internet com o �m de investigar os crimes previstos
nos arts. 240, 241, 241-A, 241-B, 241-C e 241-D desta Lei e nos arts. 154-A, 217-A, 218,
218-A e 218-B do Decreto-Lei 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal),
obedecerá às seguintes regras: I – será precedida de autorização judicial devidamente
circunstanciada e fundamentada, que estabelecerá os limites da in�ltração para
obtenção de prova, ouvido o Ministério Público; II – dar-se-á mediante requerimento do
Ministério Público ou representação de delegado de polícia e conterá a demonstração
de sua necessidade, o alcance das tarefas dos policiais, os nomes ou apelidos das
pessoas investigadas e, quando possível, os dados de conexão ou cadastrais que
permitam a identi�cação dessas pessoas; III – não poderá exceder o prazo de 90
(noventa) dias, sem prejuízo de eventuais renovações, desde que o total não exceda a
720 (setecentos e vinte) dias e seja demonstrada sua efetiva necessidade, a critério da
autoridade judicial” (art. 190-A).
Art. 1 São considerados hediondos os seguintes crimes, todos tipi�cados no Decreto-
Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal, consumados ou tentados:  
(...)
VI - estupro de vulnerável (art. 217-A, caput e §§ 1o, 2o, 3o e 4o).
o
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VÍDEO RESUMO
Nesta videoaula, vamos continuar os estudos dos crimes contra a dignidade sexual, com a análise do tipo
incriminador do estupro de vulnerável, passando desde a construção de sua de�nição, ao estudo de suas
modalidades e especi�cidades, para correta interpretação e aplicação das normas jurídicas correlatas. Além
disso, trataremos dos aspectos processuais relativos a este delito e os impactos da lei de crimes hediondos
sobre essa �gura típica. Bons estudos!
 Saiba mais
A lei 12.013/2009, em que pese já contar com mais de dez anos de vigência, promoveu consideráveis
alterações no ordenamento jurídico-penal brasileiro no tocante às normas e a criminalização das condutas
praticadas com violação à dignidade e à liberdade sexual.
Para melhor compreensão e aprofundamento dos estudo sobre o tema, sugerimos a leitura do texto “Os
crimes sexuais e as alterações realizadas pela lei 12. 015/2009”:
ROSA, Emanuel Motta da. Os crimes sexuais e as alterações realizadas pela lei 12.015/2009. Disponível
em: JusBrasil. Acesso em: 1 ago. 2022.
INTRODUÇÃO
Olá, estudante!
As alterações e modi�cações na realidade social, com o implemento de novas tecnologias e meios de
comunicações, impactaram na forma de tratamento e abordagem relacionadas com questões afetas à
intimidade. Criou-se campo para realização de condutas que criam lesão ou risco de lesão para bens jurídicos
penalmente tutelados, mormente na seara dos direitos relacionados com a dignidade e a liberdade sexual.
Neste desdobramento, vamos tratar do estudo dos delitos de registro não autorizado da intimidade sexual e de
divulgação de cena de estupro ou de cena de estuprode vulnerável, de cena de sexo ou de pornogra�a.
Finalizando os estudos relacionados com os crimes contra a dignidade e a liberdade sexual, trataremos das
questões afetas à ação penal e as causas especí�cas de aumento de pena.
Aula 4
OUTROS CRIMES CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL
As alterações e modi�cações na realidade social, com o implemento de novas tecnologias e
meios de comunicações, impactaram na forma de tratamento e abordagem relacionadas com
questões afetas à intimidade.
33 minutos
https://emanuelmotta.jusbrasil.com.br/artigos/121943622/os-crimes-sexuais-e-as-alteracoes-realizadas-pela-lei-12015-2009
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Bons estudos!
REGISTRO NÃO AUTORIZADO DA INTIMIDADE SEXUAL
Conforme já foi objeto de análise e discussão em nossos estudos, a dignidade da pessoa humana é valor
fundamental que se divide em diversos bens jurídicos tutelados pelo direito penal, dentre os quais podemos
citar a liberdade, a intimidade, dentre outros.
Neste aspecto, pensando nestes desdobramentos da dignidade sexual, podemos incluir neste raciocínio
também a intimidade e a proteção da imagem, especialmente na perspectiva da utilização da imagem da
pessoa com o �m ou com conotação de natureza sexual.
Ainda dentro deste raciocínio, devemos pensar que a multiplicação dos meios de comunicação e a evolução das
tecnologias de registro e divulgação de mídias por imagem e som servem também para criar novas modalidades
de conduta que expõem a lesão ou a perigo de lesão bens jurídicos penalmente tutelados, demandando a
inovação legislativa para atender às necessidades de proteção e atuação do direito penal.
Dentro deste contexto, a lei 13.772 de 2018 fez incluir no Código Penal o delito de registro não autorizado da
intimidade sexual, inscrito no artigo 216-B do diploma repressivo material.
Con�gura-se na conduta dolosa do sujeito ativo que produz, fotografa, �lma ou registra, por qualquer meio,
conteúdo com cena de nudez ou ato sexual ou libidinoso de caráter íntimo e privado sem autorização dos
participantes.
Com relação ao elemento objetivo do tipo penal, trata-se de delito multinuclear, também denominado pela
doutrina de crime de ação múltipla ou de conteúdo variado, na medida em que a realização da conduta ilícita se
realiza com a prática de qualquer dos verbos contidos na descrição típica.
Ainda quanto ao elemento objetivo, devemos apontar a �gura equiparada trazida pelo parágrafo único do
artigo 216-B, na medida em que incorre no mesmo delito a pessoa que realiza montagem em fotogra�a, vídeo,
áudio ou qualquer outro registro com o �m de incluir pessoa em cena de nudez ou ato sexual ou libidinoso de
caráter íntimo. Tal conduta ganha especial relevância no contexto atual, com o surgimento de ferramentas de
informática capazes de simular e reproduzir com verossimilhança caracterizações humanas (as chamadas deep
fakes).
Quanto ao elemento subjetivo, é delito estritamente formal, demandando a vontade livre e consciente de o
sujeito ativo produzir, fotografar, �lmar ou registrar cena de nudez ou ato sexual ou libidinoso de caráter íntimo
e privado sem a autorização dos participantes.
Quanto aos sujeitos do delito, o crime é simples tanto em relação ao sujeito ativo quanto ao sujeito passivo.
Sobre o sujeito ativo do delito, é indiferente que este tenha participação ou mesmo seja registrado no material.
Elementar típica essencial para a caracterização do delito é a ausência de autorização por parte da vítima na
realização do registro. Note: o que con�gura o delito em estudo é a realização do registro e não sua divulgação,
objeto de delito diverso.
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Essa autorização pode se dar de maneira expressa ou tácita, sendo de importância que a pessoa registrada
tenha conhecimento do registro e concorde com isso.
Sobre o momento consumativo, o delito é formal, bastando a realização do registro da imagem ou cena para a
consumação do delito.
Na perspectiva da reprovabilidade da conduta, considerando que a pena imposta é de detenção de seis meses a
um ano e multa, trata-se de infração penal de menor potencial ofensivo, sujeita ao rito sumaríssimo da lei
9.099/1995.
DIVULGAÇÃO DE CENA DE ESTUPRO OU DE CENA DE ESTUPRO DE VULNERÁVEL,
DE CENA DE SEXO OU DE PORNOGRAFIA
O delito de divulgação de cena de estupro ou de cena de estupro de vulnerável, de cena de sexo ou de
pornogra�a, previsto pelo artigo 218-C do Código Penal, se con�gura na conduta dolosa de oferecer, trocar,
disponibilizar, transmitir, vender ou expor à venda, distribuir, publicar ou divulgar, por qualquer meio (inclusive
por meio de comunicação de massa ou sistema de informática ou telemática), fotogra�a, vídeo ou outro registro
audiovisual que contenha cena de estupro ou de estupro de vulnerável ou que faça apologia ou induza a sua
prática, ou, sem o consentimento da vítima, cena de sexo, nudez ou pornogra�a.
O tipo penal foi incluído no Código Penal com a Lei nº 13.718 de 2018 e merece alguma atenção para
compreensão da extensão de seu conteúdo e do objeto da proteção jurídica.
Quanto ao elemento objetivo, trata-se de crime de ação múltipla ou de conteúdo variado, se realizando com a
prática de qualquer dos nove verbos que integram a descrição típica.
Havemos também que notar a existência de dois conteúdos de conduta diversos pelos quais o crime se realiza:
a) Quando envolva cena de estupro ou de estupro de vulnerável ou que faça apologia ou induza à prática de tais
delitos.
b) Quando envolva conteúdo com cena de sexo, nudez ou pornogra�a.
A importância dessa cisão se faz para determinar o objeto jurídico e o alcance da norma penal incriminadora na
medida em que, no primeiro caso, o que se pretende é a repressão indireta dos delitos de estupro e estupro de
vulnerável pela criminalização das condutas que possam fomentar tais práticas. Neste caso, não se há de falar
em autorização da pessoa registrada e, da mesma forma, a caracterização do tipo penal, no plano na tipicidade,
não se vincula à necessidade de ser conhecida a vítima.
Doutro plano, quando o conteúdo não envolver delito sexual, mas cena de sexo, nudez ou pornogra�a, uma vez
que o consentimento da vítima é elementar típica do delito, somente se poderia falar no crime quando
conhecida a vítima e apurado seu dissenso na propagação do conteúdo.
Quanto aos sujeitos, o crime é comum tanto em relação ao sujeito ativo quanto ao sujeito passivo, de modo que
qualquer pessoa pode �gurar como autor ou como vítima da conduta.  Sobre o elemento subjetivo, o crime é
estritamente doloso, não se con�gurando o delito na forma culposa.
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Pensando no momento consumativo, se dá com a prática de qualquer das condutas descritas no tipo penal,
sendo a tentativa possível naquelas modalidades plurissubsistentes.
O parágrafo 1º do artigo 218-C apresenta hipótese de aumento de pena, que pode variar de um a dois terços, se
o crime for cometido por pessoa que mantém ou tenha mantido relação íntima de afeto com a vítima ou com o
�m de vingança ou humilhação.
Doutro ponto, o parágrafo 2º do tipo penal apresenta hipótese de excludente de ilicitude, determinando que
não se con�gura o crime quando o agente pratica as condutas descritas no caput do artigo em publicação de
natureza jornalística, cientí�ca, cultural ou acadêmica, desde que com a adoção de recursos que impossibilitema identi�cação da vítima, ressalvada sua prévia autorização, caso seja maior de dezoito anos.
AÇÃO PENAL, AUMENTO DE PENA, ESTUPRO CORRETIVO E ESTUPRO COLETIVO
Tratar de ação penal implica em compreender o direito subjetivo de provocar a atuação da jurisdição penal para
buscar, no processo, a aplicação do direito penal material, com a imposição da pena como consequência da
prática de um delito.
Sendo um direito subjetivo, pressupõe ser titularizado por um sujeito que se habilita no processo para exercê-
lo. Dentro desta perspectiva, e sem adentrar em minúcias, podemos pensar na ação penal pública, cuja
titularidade é preenchida pelo ministério público e exercida mediante denúncia, e na ação penal privada,
titularizada pelo próprio ofendido, processualmente denominado querelante, que a exerce mediante queixa-
crime.
Nosso sistema jurídico ainda trata, dentro da ação penal pública, do modelo condicionado, que vincula o
exercício do direito de ação ao atendimento de condição de procedibilidade da autorização do ofendido
(representação ou requerimento do ministro da justiça) e na ação penal pública incondicionada, hipótese em
que o Ministério Público tem o dever de agir e o faz independente da manifestação de vontade do ofendido.
Tais ponderações são importantes quando pensamos que, até 2009, os crimes tratados neste capítulo tinham
por objetivo a proteção jurídica dos costumes, e, nesta perspectiva, deixando de lado o potencial lesivo das
condutas, no campo da ação penal, por muito tempo a manteve na esfera privada ou vinculada à representação
da vítima.
Apenas em 2018 a lei 13.718 veio, de maneira de�nitiva, superar as discussões quanto à necessidade de uma
atuação imperativa do Estado no campo dos delitos sexuais, alterando a redação do artigo 225 do Código Penal
para determinar que, nos crimes tratados nos Capítulos I e II do título IV do Código Penal, a ação será pública
incondicionada.
Outro ponto a ser considerado nos crimes contra a dignidade sexual são as causas gerais de aumento de pena,
previstas pelo artigo 226 do Código Penal. Como causas de aumento de pena, impõem um agravamento da
sanção penal na terceira fase da dosimetria da pena. Nesta linha, são hipóteses de aumento de pena:
• De quarta parte, se o crime for cometido com o concurso de 2 (duas) ou mais pessoas (art. 226, I, CP) – Não se
aplica ao crime de estupro.
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• De metade, se o agente for ascendente, padrasto ou madrasta, tio, irmão, cônjuge, companheiro, tutor,
curador, preceptor ou empregador da vítima ou por qualquer outro título tiver autoridade sobre ela (art. 226, II,
CP).
O inciso IV do artigo 226 do Código Penal, incluído com a lei 13.718/2018, veio inserir duas hipóteses de
aumento de pena aplicáveis especi�camente ao crime de estupro (art. 213, CP).
Assim, no chamado estupro coletivo (art. 213 c/c Art. 226, IV, “a”, CP), a pena será aumentada de um a dois
terços quando a conduta for praticada mediante o concurso de dois ou mais agentes.
Já a �gura do estupro corretivo, que é aquele caracterizado pela utilização da violência sexual como instrumento
para impor controle ao comportamento social ou sexual da vítima, também é causa de aumento de pena,
sujeitando a acréscimo de um a dois terços no quantum da sanção penal por ocasião da terceira fase da
dosimetria da pena, nos termos do artigo 213 combinado com o artigo 226, inciso IV, alínea “b” do Código Penal.
VÍDEO RESUMO
Nesta videoaula, trataremos dos estudos das �guras típicas do registro não autorizado da intimidade sexual e
da divulgação de cena de estupro ou de cena de estupro de vulnerável, de cena de sexo ou de pornogra�a.
Também vamos tratar dos aspectos e disposições gerais relacionados aos crimes contra a dignidades sexual.
Num primeiro plano, vamos discutir sobre a ação penal e os impactos das alterações legislativas relacionadas
com o tema e, em seguida, tratar das causas de aumento de pena especí�cas aplicáveis nestas modalidades
delitivas. Bons estudos!
 Saiba mais
Para ampliar os conhecimentos sobre esses delitos, sugerimos a obra de Luiz Regis Prado, “Curso de
Direito Penal Brasileiro”:
PRADO, Luiz R. Curso de Direito Penal Brasileiro. Volume Único. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2022. Pp.
859-860. ISBN 9786559644902. Disponível em: Minha Biblioteca. Acesso em: 2 ago. 2022.
Aula 1
BITENCOURT, Cezar R. Tratado de direito penal 4 - crimes contra a dignidade sexual até crimes contra a fé
pública. São Paulo: Saraiva, 2020. ISBN 9788553617067. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788553617067/. Acesso em: 2 ago. 2022.
REFERÊNCIAS
5 minutos
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786559644902/
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788553617067/
07/08/2023, 13:18 wlldd_231_u3_dir_pen_cri_esp
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CAPEZ, Fernando. Curso de direito penal: parte especial – arts. 213 a 359-T. v.3. São Paulo: Saraiva, 2022. ISBN
9786555596007. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786555596007/. Acesso
em: 2 ago. 2022.
MIRABETE, Julio F. Manual de Direito Penal - Parte Especial - Vol. 2. São Paulo: Grupo GEN, 2021. ISBN
9788597028010. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597028010/. Acesso
em: 2 ago. 2022.
NUCCI, Guilherme de S. Manual de Direito Penal. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2021. ISBN 9788530993566.
Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788530993566/. Acesso em: 2 ago. 2022.
Aula 2
BITENCOURT, Cezar R. Tratado de direito penal 4 - crimes contra a dignidade sexual até crimes contra a fé
pública. São Paulo: Saraiva, 2020. ISBN 9788553617067. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788553617067/. Acesso em: 2 ago. 2022.
CAPEZ, Fernando. Curso de direito penal: parte especial – arts. 213 a 359-T. v.3. São Paulo: Saraiva, 2022. ISBN
9786555596007. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786555596007/. Acesso
em: 2 ago. 2022.
MIRABETE, Julio F. Manual de Direito Penal - Parte Especial - Vol. 2. São Paulo: Grupo GEN, 2021. ISBN
9788597028010. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597028010/. Acesso
em: 2 ago. 2022.
NUCCI, Guilherme de S. Manual de Direito Penal. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2021. ISBN 9788530993566.
Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788530993566/. Acesso em: 2 ago. 2022.
Aula 3
BITENCOURT, Cezar R. Tratado de direito penal 4 - crimes contra a dignidade sexual até crimes contra a fé
pública. São Paulo: Saraiva, 2020. ISBN 9788553617067. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788553617067/. Acesso em: 2 ago. 2022.
CAPEZ, Fernando. Curso de direito penal: parte especial – arts. 213 a 359-T. v.3. São Paulo: Saraiva, 2022. ISBN
9786555596007. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786555596007/. Acesso
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MIRABETE, Julio F. Manual de Direito Penal - Parte Especial - Vol. 2. São Paulo: Grupo GEN, 2021. ISBN
9788597028010. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597028010/. Acesso
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NUCCI, Guilherme de S. Manual de Direito Penal. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2021. ISBN 9788530993566.
Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788530993566/. Acesso em: 2 ago. 2022.
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786555596007/
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597028010/
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Aula 4
BITENCOURT, Cezar R. Tratado de direito penal 4 - crimes contra a dignidade sexual até crimes contra a fé
pública. São Paulo: Saraiva, 2020. ISBN 9788553617067. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788553617067/. Acesso em: 2 ago. 2022.
CAPEZ, Fernando. Curso de direito penal: parte especial – arts. 213 a 359-T. v.3. São Paulo: Saraiva, 2022. ISBN
9786555596007. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786555596007/. Acesso
em: 2 ago. 2022.
MIRABETE, Julio F. Manual de Direito Penal - Parte Especial - Vol. 2. São Paulo: Grupo GEN, 2021. ISBN
9788597028010. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788597028010/. Acesso
em: 2 ago. 2022.
NUCCI, Guilherme de S. Manual de Direito Penal. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2021. ISBN 9788530993566.
Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788530993566/. Acesso em: 2 ago. 2022.
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