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Ana����a do Ol�o ÓRBITA: A cavidade orbitária é representada de forma esquemática como uma pirâmide de 4 paredes que convergem posteriormente. O volume da órbita de um adulto é de aproximadamente 30mL, e o globo ocular ocupa apenas ⅕ (20%) do espaço. Gordura e músculo são responsáveis pelo preenchimento do volume restante. O limite anterior da cavidade orbitária é o septo orbitário, que funciona como uma barreira entre as pálpebras e a órbita. As órbitas estão relacionadas com o seio frontal acima, o seio maxilar abaixo e os seios etmoidal e esfenoidal medialmente. O fino assoalho orbitário é facilmente lesionado por traumatismo direto ao globo ocular, resultando em uma fratura “explosiva” (blow-out) com herniação do conteúdo orbitário para o seio maxilar. Infecções dentro dos seios etmoidal e esfenoidal podem causar erosão da parede medial que é fina (lâmina papirácea) e envolver o conteúdo da órbita. Defeitos no teto da órbita (ex: Neurofibromatose) podem resultar em pulsações visíveis do globo ocular transmitidas a partir do cérebro. Paredes Orbitárias: O teto da órbita é composto principalmente pela placa orbitária do osso frontal. A glândula lacrimal está localizada na fossa lacrimal, no segmento lateral anterior do teto. Posteriormente, a asa menor do osso esfenóide contendo o canal óptico completa o teto. A parede lateral está separada do teto pela fissura orbitária superior, que divide a asa menor da asa maior do osso esfenóide. A parte anterior da parede lateral é formada pela superfície orbitária do osso zigomático e é a parte mais forte da órbita óssea. Ligamentos suspensores, o tendão palpebral lateral e ligamentos cruzados estão inseridos por tecido conjuntivo ao tubérculo orbitário lateral. O assoalho da órbita está separado da parede lateral pela fissura orbitária inferior. A placa orbitária do maxilar forma a grande área central do assoalho e é a região em que são mais comuns as fraturas por explosão. O processo frontal do maxilar medialmente e o osso zigomático lateralmente completam a margem orbitária inferior. O processo orbitário do osso palatino forma uma pequena área triangular no assoalho posterior. Os limites da parede medial são menos distintos. O osso etmóide é fino, mas fica mais espesso anteriormente, à medida que encontra o osso lacrimal. O corpo do esfenóide forma o segmento mais anterior da parede medial, e o processo angular do osso frontal forma a parte superior da crista lacrimal posterior, cuja parte inferior é formada pelo osso lacrimal. A crista lacrimal anterior é apalpada com facilidade através da pálpebra e composta pelo processo frontal do maxilar. O sulco lacrimal fica entre duas cristas e contém o saco lacrimal. Ápice Orbitário: O ápice da órbita é a porta de entrada de todos os nervos e vasos para o olho e o local de origem de todos os músculos extraoculares, exceto o oblíquo inferior. A fissura orbitária superior fica entre o corpo e as asas maior e menor do osso esfenóide. A veia oftálmica superior e os nervos lacrimal, frontal e troclear passam através da parte lateral da fissura, que fica fora do anel de Zinn. Os ramos superior e inferior do nervo oculomotor, o abducente e o nasociliar passam através do canal óptico, que também fica dentro do anel de Zinn. A veia oftálmica inferior passa através de qualquer parte da fissura orbitária superior, inclusive a adjacente ao corpo do esfenóide, inferomedial ao anel de Zinn. A veia oftálmica inferior costuma unir-se à superior antes de sair da órbita. Suprimento Sanguíneo: A principal artéria que supre a órbita e suas estruturas origina-se da artéria oftálmica, o primeiro grande ramo da parte intracraniana da artéria carótida interna. O ramo passa sob o nervo óptico e acompanha pelo canal óptico para dentro da órbita. O primeiro ramo intraorbitário é a artéria central da retina, que penetra o nervo óptico cerca de 8-15mm além do globo ocular. Outros ramos da artéria oftálmica incluem a artéria lacrimal, que supre a glândula lacrimal e a pálpebra superior; ramos musculares para os vários músculos da órbita; as artérias ciliares posteriores longas e curtas; as artérias palpebrais medial para ambas as pálpebras; e as artérias supraorbitária e supratroclear. As artérias ciliares posteriores curtas suprem a coróide e partes do nervo óptico. As duas artérias ciliares posteriores longas suprem o corpo ciliar e se anastomosam entre si e com as artérias ciliares anteriores para formar o círculo arterial maior da íris. As artérias ciliares anteriores são derivadas dos ramos musculares para os músculos retos. Elas suprem a parte anterior da esclera, a episclera, o limbo e a conjuntiva, além de contribuírem para o círculo arterial maior da íris. Os ramos mais anteriores da artéria oftálmica contribuem para a formação das arcadas arteriais das pálpebras, que se anastomosam com a circulação carotídea externa via artéria facial. A drenagem venosa da órbita é feita primordialmente pelas veias oftálmicas superior e inferior, nas quais drenam veias vorticosas, as ciliares anteriores e a central da retina. As veias oftálmicas comunicam-se com o seio cavernoso via fissura orbitária superior e o plexo venoso pterigoide via fissura orbitária inferior. De início, a veia oftálmica superior é formada pelas veias supraorbitária e supratroclear e por um ramo da veia angular, todas drenando a pele da região periorbitária. Isso proporciona uma comunicação direta entre a pele da face e o seio cavernoso, formando assim a base da trombose potencialmente letal do seio cavernoso, secundária à infecção superficial da pele periorbitária. GLOBO OCULAR: É, em geral, esférico, com diâmetro anteroposterior de 24,2mm em média. Conjuntiva: É uma mucosa fina e transparente, que cobre a superfície posterior das pálpebras (conjuntiva palpebral) e a anterior da esclera (conjuntiva bulbar). É contínua com a pele da margem palpebral e com o epitélio da córnea no limbo. A conjuntiva palpebral fica na superfície posterior das pálpebras e adere firmemente ao tarso. Nas margens superior e inferior do tarso, ela reflete posteriormente (nos fórnices superior e inferior) e cobre o tecido episcleral, transformando-se na conjuntiva bulbar. A conjuntiva bulbar adere frouxamente ao septo orbitário nos fórnices e tem muitas dobras (pregas), o que possibilita que o olho se movimente e a superfície conjuntival secretora aumente. Os ductos da glândula lacrimal se abrem no fórnice temporal superior. Exceto no limbo, a conjuntiva bulbar está inserida frouxamente na cápsula de Tenon e na esclera subjacente. Uma prega mole, móvel e espessa da conjuntiva bulbar (a prega semilunar) está localizada no canto nasal e corresponde à membrana nictitante de alguns animais inferiores. Uma estrutura pequena, carnosa e epidermóide (a carúncula) está inserida superficialmente na parte interna da prega semilunar e é uma zona de transição, contendo tanto elementos cutâneos como mucosos. Histologia: O epitélio conjuntival consiste em duas a cinco camadas de células epiteliais pavimentosas estratificadas superficiais e basais. Perto do limbo, sobre a carúncula e perto das junções mucocutâneas nas margens palpebrais, esse epitélio é constituído por células epiteliais descamativas estratificadas. As células epiteliais superficiais contêm células caliciformes secretoras de muco. À medida que o muco se forma, empurra o núcleo das células caliciformes para fora, o que é necessário para a dispersão apropriada do filme lacrimal pré-corneano. O estroma conjuntival é dividido em uma camada adenoide (superficial) e uma fibrosa (profunda). A camada da adenoide contém tecido linfóide e, em algumas áreas, pode conter estruturas semelhantes a folículos, sem centros germinativos. Ela não se desenvolve antes dos primeiros 2 ou 3 meses de vida, razão pela qual a conjuntivite por inclusão do recém-nascido é de natureza papilar em vez de folicular e depois se torna folicular. A camada fibrosa é composta por tecido conjuntivo, que se insere na placa tarsal, o que explica o aspecto da reação papilarnas inflamações da conjuntiva. A camada fibrosa fica disposta solta sobre o globo ocular. As glândulas lacrimais acessórias (glândulas de Krause e Wolfring), com estrutura e função semelhantes às da glândula lacrimal, estão localizadas no estroma. A maioria das glândulas de Krause fica no fórnice superior, e as poucas restantes ficam no fórnice inferior. As glândulas de Wolfring ficam na margem superior do tarso superior. A conjuntiva recebe seu suprimento nervoso do primeiro ramo (oftálmico) do quinto nervo craniano, tendo um número relativamente pequeno de fibras para a dor. Cápsula de Tenon (Fáscia Bulbar): É uma membrana fibrosa que envolve todo o globo ocular desde o limbo até o nervo óptico. Mais posteriormente, a superfície interna da cápsula fica contra a esclera e sua superfície externa está em contato com a gordura orbitária e outras estruturas situadas dentro do cone muscular extraocular. No ponto em que a cápsula é perfurada pelos tendões dos músculos extraoculares em sua passagem para inserir-se no globo ocular, envia uma reflexão tubular em torno de cada um desses músculos. Essas reflexões fasciais tornam-se contínuas com a fáscia dos músculos, e as fáscias fundidas enviam expansões para as estruturas adjacentes e para os ossos orbitários. As expansões fasciais são bastante fortes e restringem a ação dos músculos extraoculares, sendo, portanto, conhecidos como ligamentos de detenção, que regulam a direção da ação dos músculos extraoculares e funcionam como suas origens funcionais. O segmento inferior da cápsula é espesso e funde-se com a fáscia dos músculos reto e oblíquos inferiores, para formar o ligamento suspensor do globo ocular (Lig. de Lockwood), acima do qual fica o globo ocular. Esclera e Episclera: Esclera é a camada fibrosa externa protetora do olho, constituída quase inteiramente por colágeno. É densa e branca, contínua com a córnea anteriormente e com a bainha dural do nervo óptico posteriormente. Pelo forame posterior da esclera passam faixas de colágeno e tecido elástico, que formam a lâmina crivosa, entre a qual passam os feixes de axônios do nervo óptico. A superfície externa da esclera anterior é coberta por uma camada de tecido fino e elástico, a episclera, que contém numerosos vasos sanguíneos que nutrem a esclera. A camada de pigmento marrom na superfície interna da esclera é a lâmina fosca, que forma a camada externa do espaço supracoroidal. O suprimento nervoso para a esclera vem dos nervos ciliares. Em termos histológicos, a esclera consiste em faixas muito densas de feixes de colágeno paralelos e entrelaçados. A estrutura histológica da esclera tem semelhança notável com a da córnea. A razão para a transparência da córnea e a opacidade da esclera é a relativa deturgescência da córnea. Córnea: É um tecido transparente, de tamanho e estrutura comparáveis aos do cristal de um relógio de pulso pequeno, inserido na esclera no limbo, sendo a depressão circunferencial dessa junção conhecida como sulco escleral. De anterior para posterior, tem 5 camadas distintas: O epitélio, a camada de bowman, o estroma, a membrana de descemet e o endotélio. Epitélio: 5-6 camadas celulares. Camada de Bowman: acelular, transparente. Estroma: 90% da espessura, colágenos. Membrana de Descemet: lâmina basal. Endotélio: Manutenção da turgência do estroma, suscetível a lesões e perda de células com a idade. OBS: A falha na função endotelial resulta em edema de córnea. As fontes de nutrição da córnea são os vasos do limbo, o humor aquoso e a lágrima. Os nervos sensoriais da córnea estão ligados à primeira divisão (oftálmica) do quinto nervo craniano (trigêmeo). A transparência da córnea deve-se à sua estrutura uniforme, sua avascularidade e sua deturgescência. TRATO UVEAL: É composto pela íris, pelo corpo ciliar e pela coróide. É a camada vascular média do olho e está protegida pela córnea e esclera. Contribui para o suprimento sanguíneo da retina. Íris: É a extensão anterior do corpo ciliar. Apresenta uma superfície plana com abertura redonda central, a pupila. A íris fica em contiguidade com a superfície anterior do cristalino, separando a câmara anterior da posterior, ambas contendo o humor aquoso. Dentro do estroma da íris estão o músculo esfíncter e dilatador. As duas camadas extremamente pigmentadas da superfície posterior da íris representam extensões anteriores da neurorretina e do epitélio pigmentado da retina. A íris controla a quantidade de luz que entra no olho. O tamanho da pupila é determinado principalmente por um equilíbrio entre a constrição devida à atividade parassimpática transmitida via terceiro nervo craniano e à dilatação decorrente da atividade parassimpática. Corpo Ciliar: Estende-se para frente a partir da extremidade anterior da coróide para a raiz da íris. Consiste em uma zona anterior corrugada (pars plicata) e uma zona posterior achatada (pars plana). Os processos ciliares surgem da pars plicata e são compostos principalmente por capilares e veias. Os processos ciliares e seu epitélio de revestimento são responsáveis pela formação do humor aquoso. O músculo ciliar é composto por uma combinação de fibras longitudinais, circulares e radiais. A função das fibras circulares consiste em contrair e relaxar as fibras zonulares. Isso altera a tensão na cápsula do cristalino, conferindo um foco variável para os objetos próximos e distantes do campo visual. Coroide: É o segmento posterior do trato uveal, entre a retina e a esclera, é composta por 3 camadas de vasos sanguíneos. A parte interna dos vasos da coroide é conhecida como coriocapilar. O sangue dos vasos da coroide é drenado pelas 4 veias vorticosas, uma em cada um dos 4 quadrantes posteriores. A coroide é limitada internamente pela membrana de Bruch e externamente pela esclera. O espaço supracoroidal fica entre a coroide e a esclera. A coroide está fixada com firmeza posteriormente às margens do nervo óptico. Anteriormente, une-se ao corpo ciliar. O agregado de vasos da coróide serve para nutrir a parte externa da retina subjacente. CRISTALINO: É uma estrutura biconvexa, avascular, incolor e quase completamente transparente, suspensa atrás da íris pela zônula, que o conecta ao corpo ciliar. Anterior ao cristalino está o humor aquoso; posterior a ele, o vítreo. A cápsula do cristalino é uma membrana semipermeável, que permite a passagem de água e eletrólitos. Com a idade, as fibras lamelares subepiteliais são produzidas de maneira contínua, de modo que o cristalino torna-se gradualmente maior e menos elástico no decorrer da vida. O cristalino é mantido no lugar por um ligamento suspensor conhecido como zônula de Zinn. O cristalino é composto por cerca de 65% de água e 35% de proteína (o maior teor de proteína entre todos os tecidos do corpo) e traços minerais. O potássio está mais concentrado no cristalino do que na maioria dos demais tecidos. Não há fibras para dor, vasos sanguíneos nem nervos no cristalino. HUMOR AQUOSO: É produzido pelo corpo ciliar. Entra pela câmara posterior e passa através da pupila para a câmara anterior, seguindo pela periferia na direção do ângulo da câmara anterior. Ângulo da Câmara Anterior: Fica na junção da periferia da córnea com a raiz da íris. RETINA: É um folheto fino, semitransparente e de múltiplas camadas de tecido neural, que forra o segmento interno dos ⅔ posteriores da parede do globo ocular. Estende-se quase tão anteriormente quanto o corpo ciliar, terminando nesse ponto em uma borda rendilhada, a ora serrata. Na maioria das áreas, a retina e o epitélio pigmentado da retina (EPR) separam-se com facilidade para formar o espaço sub-retiniano, como ocorre no descolamento de retina. Mas, no nervo óptico e na ora serrata, a retina e o EPR estão firmemente aderidos, o que limita a dispersão do líquido sub-retiniano no descolamento de retina. As camadas da retina, começando por seu segmento interno, são as seguintes: (1) membrana limitante interna; (2) camada de fibras nervosas, contendo axônios de células ganglionares que passam para o nervo óptico; (3) camadade células ganglionares; (4) camada plexiforme interna, contendo as conexões das células ganglionares com as amácrinas e bipolares; (5) camada nuclear interna de corpos celulares bipolares, amácrinos e horizontais; (6) camada plexiforme externa, contendo as conexões de células bipolares e horizontais com fotorreceptores; (7) camada nuclear externa de núcleos celulares fotorreceptores; (8) membrana limitante externa; (9) camada de fotorreceptores (segmentos internos e externos dos bastonetes e cones); e (10) epitélio pigmentado da retina. A camada interna da membrana de Bruch na verdade é a membrana basal do EPR. No centro de sua parte posterior está a mácula, definida clinicamente como a área delimitada pelas arcadas vasculares retinianas temporais. A fóvea corresponde à zona retiniana avascular da angiofluoresceinografia. No centro da mácula, 4 mm laterais ao disco óptico, está a fovéola, evidente ao exame clínico como uma depressão que cria uma reflexão particular quando vista à oftalmoscopia. É a parte mais fina da retina, contendo apenas cones fotorreceptores. As características histológicas da fóvea e da fovéola conferem a discriminação visual fina, com a fovéola sendo responsável pela acuidade visual ideal. O espaço extracelular normalmente vazio da retina é potencialmente maior na mácula. As doenças que levam ao acúmulo de material extracelular causam particularmente o espessamento dessa área (edema macular). HUMOR VÍTREO: É um corpo gelatinoso transparente e avascular que compreende ⅔ do volume e do peso do olho. Preenche o espaço entre o cristalino, a retina e o disco óptico. É constituído por 99% de água. O 1% restante inclui dois componentes, o colágeno e o ácido hialurônico, que lhe conferem a forma e a consistência de gel devido à sua capacidade de absorver grandes volumes de água. MÚSCULOS EXTRAOCULARES: 6 músculos controlam o movimento de cada olho: 4 retos e 2 oblíquos. Músculos Retos: São denominados de acordo com sua inserção na esclera, nas superfícies medial, lateral, inferior e superior do olho. A principal ação dos respectivos músculos é, portanto, aduzir, abduzir, deprimir e elevar o globo ocular. Músculos Oblíquos: Controlam principalmente o movimento de torção e, em menor extensão, o movimento para cima e para baixo do globo ocular. O oblíquo superior é o músculo ocular mais longo e mais fino de todos. Fáscia: Todos os músculos extraoculares estão envoltos por uma fáscia. Suprimento Nervoso: O nervo oculomotor (III) inerva os músculos retos medial, inferior e superior, além do oblíquo inferior. O nervo abducente (VI) inerva o músculo reto lateral. O nervo troclear (IV) inerva o músculo oblíquo superior. Suprimento Sanguíneo: Para os músculos extraoculares é derivado dos ramos musculares da artéria oftálmica. Os músculos reto lateral e oblíquo inferior também são supridos por ramos das artérias lacrimal e infraorbitária. OBS das pálpebras: 1) A função do músculo orbicular do olho é fechar as pálpebras. Ele é inervado pelo nervo facial. 2) A principal estrutura de sustentação das pálpebras é um tecido fibroso denso que, junto com uma pequena quantidade de tecido elástico, denomina-se tarso. 3) Os retratores da pálpebra são responsáveis pela abertura das pálpebras, formados por um complexo musculoesquelético, com componentes estriados e lisos, conhecidos como complexo levantador na pálpebra superior e na fáscia capsulopalpebral na pálpebra inferior. 4) Os componentes musculares lisos dos retratores das pálpebras são inervados por nervos simpáticos. Os músculos levantador e reto inferior são inervados pelo terceiro nervo craniano (oculomotor). Portanto, a ptose é uma característica tanto da síndrome de Horner como da paralisia do terceiro nervo. EM����LO��� DO OL��: O olho é derivado de três das camadas embrionárias primitivas: o ectoderma superficial (inclusive seu derivado, a crista neural), o neuroectoderma e o mesoderma. O endoderma não participa da formação do olho. O ectoderma superficial dá origem ao cristalino, à glândula lacrimal, ao epitélio da córnea, à conjuntiva e às glândulas anexas, bem como à epiderme das pálpebras. A crista neural, que surge do ectoderma superficial na região imediatamente adjacente às pregas neurais do neuroectoderma, é responsável pela formação dos ceratócitos e do endotélio da córnea, da malha trabecular, do estroma da íris e da coroide, do músculo ciliar, dos fibroblastos da esclera, do vítreo e das meninges do nervo óptico. Está envolvida ainda na formação da cartilagem e dos ossos da órbita, dos tecidos conjuntivos e dos nervos orbitários, dos músculos extra oculares e das camadas subepidérmicas das pálpebras. O neuroectoderma dá origem à vesícula e ao cálice óptico, sendo portanto responsável pela formação da retina e do epitélio pigmentado da retina, das camadas pigmentada e não-pigmentada do epitélio ciliar, do epitélio posterior, dos músculos dilatador e esfíncter da íris e pelas fibras do nervo óptico e da glia. Omesoderma contribui para a formação do vítreo, dos músculos extra oculares e palpebrais, bem como do endotélio vascular ocular e orbitário.