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TUTS 5 - 
OBJETIVO 1: Explicar morfofuncionalmente o visão (via óptica) histo anato fisio
· O olho é o órgão da visão, formado pelo bulbo do olho e pelo nervo óptico. As órbitas são cavidades ósseas no esqueleto da face que contêm e protegem os bulbos dos olhos e as estruturas acessórias da visão (pálpebra, músculos extrínsecos do bulbo do olho, nervos e vasos, fáscia orbital e túnica conjuntiva). A órbita piramidal quadrangular tem uma base, quatro paredes e um ápice (figura 1) descritos no quadro 1. (MOORE, 2018)
	MARGEM DA ÓRBITA
	DESCRIÇÃO
	Base da órbita
	Delimitada pela margem orbital que circunda o ádito orbital. O osso que a forma é reforçado para proporcionar proteção ao seu conteúdo e oferece inserção no septo orbital.
	Parede superior (teto)
	Formada pela parte orbital do frontal, e perto do seu ápice pela asa menor do esfenoide. Na parte anterolateral, apresenta uma depressão denominada fossa lacrimal que acomoda a glândula lacrimal.
	Paredes mediais
	Quase paralelas e formadas principalmente pela lâmina orbital do etmoide com contribuições do processo frontal da maxila lacrimal e esfenoide. É entalhada, anteriormente pelo sulco lacrimal e pela fossa do saco lacrimal.
	Parede inferior (assoalho da órbita)
	Formado principalmente pela maxila e em parte pelos ossos zigomático e palatino. Sua parede é fina e compartilhada pela órbita e pelo seio maxilar.
	Parede lateral
	Formado pelo processo frontal do zigomático e pela asa maior do esfenoide. É a mais forte e espessa das paredes, isso é importante pois é a mais exposta ao traumatismo direto.
	Ápice da órbita
	 Situa-se no canal óptico, na asa menor do esfenoide, imediatamente medial à fissura orbital superior.
· As pálpebras apresentam importante função de cobrir o bulbo do olho anteriormente (quando fechadas), protegendo-o contra lesão e luz excessiva, além de manter a córnea úmida pelo espelhamento do liquido lacrimal. Elas são pregas móveis cobertas externamente por pele fina e internamente pela túnica conjuntiva da pálpebra. Essa túnica é refletida sobre o bulbo do olho, onde forma a túnica conjuntiva do bulbo, que contem pequenos vasos sanguíneos visíveis. Essa linha de reflexão forma recessos profundos, os fórnices superior e inferior da conjuntiva (figura 2B. O espaço limitado por essas duas túnicas é chamado saco da conjuntiva e é uma forma de bolsa mucosa que permite a livre movimentação das pálpebras sobre a superfície do bulbo do olho. As pálpebras são fortalecidas por densas faixas de tecido conjuntivo, os tarsos superior e inferior. Neles estão integradas as glândulas tarsais que produzem secreção lipídica e lubrifica a margem das pálpebras. (MOORE, 2018) 
· O aparelho lacrimal (figura 2A) consiste na glândula lacrimal, dúctulos excretores da glândula lacrimal, canalículos lacrimais e ducto lacrimonasal, estruturas apresentadas no quadro 2. Suas inervação (figura 3) é simpática (trazida pelo plexo carótico interno) e parassimpática (nervo facial e seus ramos). (MOORE, 2018)
	ESTRUTURA
	 DESCRIÇÃO
	Glândula lacrimal
	 Secreta líquido lacrimal (solução salina aquosa que contém a enzima bactericida lisozima), o qual umidifica e lubrifica as córnea, além de fornecer a ela alguns nutrientes e oxigênio dissolvido. Quando produzido em excesso, o líquido forma lágrimas.
	Dúctulos excretores da glândula lacrimal
	Conduzem líquido lacrimal para o saco da conjuntiva 
	Canalículos lacrimal
	Começam em um ponto lacrimal na papila lacrimal, drena líquido do lago lacrimal (espaço no ângulo medial do olho onde se acumulam as lágrimas) para o saco lacrimal (parte superior dilatada do ducto lacrimonasal) 
	Ducto lacrimonasal
	Conduz o líquido lacrimal para o meato nasal inferior
· Inervação da glândula lacrimal. O nervo facial (NC VII), nervo petroso maior e nervo do canal pterigóideo conduzem fibras parassimpáticas pré-ganglionares até o gânglio pterigopalatino. Aqui ocorre a sinapse entre fibras pré-ganglionares e pós-ganglionares. Os nervos maxilar, infraorbital, zigomático e lacrimal levam as fibras pós-ganglionares até a glândula. Fonte: MOORE, 2018
· O bulbo do olho (figura 4) contém o aparelho óptico do sistema visual. Ele apresenta três túnicas (figura 5; quadro 3):
· fibrosa- camada externa (esclera e córnea), 
· vascular- camada intermédia (corioide, corpo ciliar e íris) e 
· túnica interna- camada interna (retina). 
· Ainda existe uma camada de tecido conjuntivo frouxo que circunda o bulbo, sustentando-o dentro da órbita. (MOORE, 2018). 
	TÚNICA
	COMPONENTES
	DESCRIÇÃO
	Fibrosa
	 Esclera
	Parte opaca e resistente que cobre os cinco sextos posteriores do bulbo. Relativamente avascular
	
	Córnea
	Parte transparente que cobre a sexta parte anterior do bulbo do olho. Possui uma convexidade maior que a da esclera Totalmente avascular, nutrida pelo líquido lacrimal e humor aquoso. Sua inervação é realizada pelo nervo oftálmico (NC V). O limbo da córnea é o ângulo formado pela interseção das curvaturas da esclera e da córnea na junção corneoescleral. 
	Vascular (úvea)
	Corioide
	Leito vascular pigmentado e denso, entre a esclera e a retina, onde os vasos maiores estão localizados externamente. Os vasos mais finos (lâmina capilar do corioide) são mais internos, adjacentes à camada fotossensível avascular da retina. 
	
	Corpo ciliar
	É um espessamento da camada posterior ao limbo da córnea, que é muscular e vascular. Une a corioide à circunferência da íris. É o local de inserção da lente, a contração e o relaxamento do músculo liso circular do corpo ciliar controlam a espessura e portanto o foco da lente (o reflexo de acomodação está apresentado na figura 6). Pregas na sua face interna (processos ciliares) secretam o humor aquoso. 
	
	Íris
	 Diafragma contrátil e fino na face anterior da lente que contém uma abertura central, a pupila, para dar passagem a luz. Os músculos esfíncter da pupila (circular) e dilatador da pupila (radial) controlam o diâmetro da pupila, controlados pelo sistema parassimpático e simpático respectivamente. A via do reflexo pupilar a luz está apresentada na figura 6
	Interna
	Parte óptica da retina
	 Sensível aos raios luminosos visuais e tem dois estratos. O estrato nervoso é sensível a luz, e o estrato pigmentoso é formado por uma única camada de células que reforça a propriedade de absorção da luz pela corioide para reduzir a dispersão da luz no bulbo do olho. Na lateral do disco óptico, está a mácula lútea, pequena área oval da retina com fotoceptores especiais para acuidade visual, em seu centro há uma depressão, a fóvea central área de maior acuidade visual
	
	Parte cega da retina
	Formada por uma continuação do estrato pigmentoso e uma camada de células de sustentação. Estende-se sobre o corpo ciliar e a face posterior da íris até a margem pupilar. Clinicamente, a face interna da parte posterior do bulbo, onde é focalizada a luz é denominada fundo do olho. A retina do fundo inclui uma área circular bem definida chamada de disco do nervo óptico, como não contém fotoceptores, é insensível a luz e chamada de ponto cego. 
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· CAMADAS DA RETINA:
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OBJETIVO 2: Explicar fisiologicamente o processo de formação da imagem e relacionar com as camadas histológicas 
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OBJETIVO 3: Apresentar o diagnóstico de cada paciente e diferenciar um do outro
· 
OBJETIVO 4: Relacionar o descolamento da retina com a pressão intraocular e com as estruturas histológicas envolvidas
→ Uma das alterações que pode acontecer é o deslocamento da retina, que geralmente acontece por algum tipo de impacto, algum tipo de acidente, a pessoa cai ou alguma coisa.
→ Pode ser também por causa da matriz celular que gerou uma certa contração ou alguma alteração que pode acontecer esse deslocamento da retina
→ Lembre-se que a retina em si não é vascularizada, as camadas da retina não são vascularizadas, são somentes células nervosas que têm nessa região. Quem vai gerar essa vascularização é a coroide.
→ Se você desloca a retina da coroide, essas camadas de células nervosas deixam de receber a nutrição,que leva a uma constante degeneração da retina. Como sabemos, quando perdemos uma célula nervosa, ela não vai ser recuperada. O que geralmente se faz é o reposicionamento da retina, para que ela possa ser novamente irrigada e possa novamente ser nutrida e executar o seu papel. Se, por acaso, no exame oftalmológico, o médico não conseguir identificar esse deslocamento da retina, o paciente pode perder a retina em questão de semanas (2 a 3 semanas) e ficar definitivamente cego
DESCOLAMENTO DE RETINA:
→O descolamento da retina envolve a separação entre a retina neurossensorial e o estrato pigmentoso. Isso ocorre quando a tração na camada sensorial interna ou uma laceração nesta camada possibilita que o humor vítreo, se acumule entre as duas camadas. 
→Há três tipos de descolamento de retina: exsudativo, por tração e regmatogênico.
1. descolamento de retina exsudativo (ou seroso): resulta do acúmulo de líquido seroso ou hemorrágico no espaço sub­retiniano por hipertensão grave, inflamação ou derrames neoplásicos.
2. descolamento de retina por tração: ocorre quando forças mecânicas atuam sobre a retina, geralmente mediadas por tecido fibrótico, resultante de uma hemorragia anterior, lesão, infecção ou inflamação
3. descolamento regmatogênico: acontece quando o vítreo líquido entra no espaço sub­retiniano através de uma laceração na retina
4. descolamento da retina neural da camada pigmentar da retina: separa os receptores de sua principal fonte de suprimento sanguíneo, a coroide. Se o descolamento da retina se mantém por algum tempo, ocorrem destruição permanente e cegueira dessa parte da retina
 
 
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