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- É um órgão muscular cavitado. - Camadas: o Epitélio Transicional (urotélio) – é onde dá o tumor urotelial (câncer de bexiga); o Lâmina Própria; o Camada Muscular Lisa; o Camada Adventícia. - Na mulher, tanto a uretra, quanto a vagina e o reto repousam no assoalho pélvico, uma estrutura músculo-tendinosa. O útero realiza a sustentação desse assoalho pélvico, através dos seus ligamentos laterais. Em razão disso quando a mulher realiza uma histerectomia, esse assoalho pélvico fica desestabilizado, aumentando as chances dessa mulher cursar com incontinência urinária. - Durante o parto, o tendão central do períneo é muito distendido durante a passagem do feto pelo orifício vaginal, principalmente se a mulher for multípara (relaxa esse tendão ainda mais), e, no futuro, em razão disso, a mulher pode ter incontinência urinária. - O principal músculo do assoalho pélvico é o músculo elevador do ânus. - As 2 principais causas de incontinência urinária na mulher: partos normais e histerectomia (retirada do útero). Giovanna Lopes - Atualmente, existem várias terapias de reabilitação pélvica para fazer essa mulher ser continente urinária. - A próstata também repousa sobre o assoalho pélvico. - A prostatectomia radical é uma das condições que levam o homem a ficar incontinente urinário. Se o cirurgião não for habilidoso ou se o tumor já estiver invadindo o aparelho esfincteriano da próstata, o homem corre risco de ficar incontinente. - Um outro motivo é quando a próstata cresce muito (em caso de HPB), formando muito resíduo pós-miccional na bexiga (não se esvazia completamente a bexiga), o peso da bexiga vai desestruturar todo o assoalho pélvico e o homem ficará incontinente. - As 2 principais causas da incontinência urinária no homem: hiperplasia benigna da próstata e prostatectomia radical (lesou o esfíncter). - A uretra feminina tem de 3 a 5cm e por isso tem mais chances de ter infecção urinária. - A uretra masculina é longa e a possibilidade de ter infecção urinária é bem menor. No entanto, quando a próstata cresce, a urina fica com estase e o indivíduo tem mais chance de colonização e infecção urinária. - O períneo feminino é bem complexo, pois abriga 3 estruturas: uretra com a bexiga, vagina com o útero e o reto. Quando há uma desestruturação ou uma instabilidade perineal, essas 3 estruturas podem ter problemas, como a incontinência urinária, prolapso vaginal ou incontinência fecal (encoprese – incomum). - Funcionamento coordenado por diferentes níveis do SNC. - Perifericamente: parassimpáticas, simpáticas (nervos esplâncnicos e plexo hipogástrico) e somáticas (voluntárias – controlam a continência urinária). - Nervos aferentes: musculatura detrusora e na lâmina própria. - É um mecanismo bem complexo. - O nervo pudendo controla o reflexo voluntário de você fazer a micção ou não. - Existem fibras nervosas que irão avaliar a distensibilidade da bexiga: quando ela chegar na capacidade máxima, os nervos levarão esse impulso inicialmente para a medula, que irá mandar outro impulso para verificar se eu posso urinar ou não. Como nós temos um controle voluntário, se não estivermos em um ambiente adequado, provavelmente iremos segurar a urina e quando estivermos em um ambiente adequado, é mandado outro estímulo pelo controle voluntário que irá relaxar a musculatura e começa, então a micção (tanto no homem quanto na mulher). - Existem 3 tipos de receptores importantes: receptores M2, principalmente o M3, que são os receptores muscarínicos, quando são estimulados, é realizada a contração da bexiga. Já o receptor β3, quando é estimulado, haverá uma distensão e relaxamento da bexiga, aumentando sua capacidade. Os receptores α1, os mesmos utilizados para a próstata, fazem contração quando são estimulados, mas relaxam toda a musculatura do colo vesical da uretra quando são antagonizados (bloqueados) e permite uma micção de qualidade. - O bloqueio farmacológico dos receptores α1 (doxazosina, tansulosina...) é utilizado na prática para tratamento de HPB, incontinência urinária, melhora da capacidade da bexiga, etc. - Resumidamente, se o indivíduo não tem um ambiente adequado, ele segura a urina, e quando ele está em um ambiente favorável, ele terá uma micção satisfatória. - A urgência miccional é aquela vontade intensa de urinar, que se o indivíduo não for na hora, pode acabar urinando nas roupas. É muito ruim e muito frequente. - A contração vesical é feita por uma musculatura lisa, a qual possui células musculares lisas de formato de fuso e filamentos no citoplasma (espessos = miosina, finos = actina, intermediários = vimentina). - A musculatura estriada fica no aparelho esfincteriano da próstata ou na uretra feminina que fará a contração e o relaxamento da musculatura (voluntário, o indivíduo decide se vai ou não urinar). - O Sistema Nervoso Parassimpático realiza a seguinte sequência: - A uretra possui dupla função: controle e condução da urina. - Os esfíncteres liso e estriado possuem fibras simpáticas e parassimpáticas. Elas ficam na base ou colo vesical, em especial α1a e α1d. A estimulação adrenérgica dessas fibras (por exemplo, em casos de HPB, essas fibras ficam muito mais responsivas) ocasiona a contração do colo vesical e o aumento da resistência na uretra prostática. - Alguns de seus bloqueadores farmacológicos podem ser a alfuzosina, doxazosina e a tansulozina = é a base do tratamento da HPB. - O esfíncter estriado faz o controle voluntário da urina. - Existem drogas que aumentam o tônus do colo vesical e da uretra (podendo até fazer o indivíduo entrar em retenção urinária aguda): efedrina, fenilpropanolamina, imipramina, amitriptilina e sertralina. - Um dos efeitos adversos desses antidepressivos tricíclicos citados é justamente a retenção urinária aguda (às vezes, o paciente vai parar no PS para a passagem de sonda vesical). - Os descongestionantes nasais e antigripais também causam retenção urinária aguda. - Estudo objetivo da função vesical (como está a contração, se existem alguma obstrução – geralmente a próstata) e esfincteriana (verifica se o esfíncter está continente ou incontinente – comum nas mulheres). - Fluxometria (ml/s) – medida do fluxo urinário. - Estudo da pressão e fluxo – o quanto a bexiga está contraindo e o quanto está tendo de vasão. - Medida das pressões abdominal e vesical. - Obstrução infra-vesical – geralmente pela próstata. - Falência esfincteriana – avaliação de parto normal e histerectomia na mulher e prostatectomia radical no homem. - Contrações involuntárias vesical. - Discinergia vesico-esfincteriana – comum em casos de trauma raquimedular. - É extremamente comum e está entre as maiores causas de internação. - Esses indivíduos possuem maiores chances de evoluírem com infecção urinária. - Se o diagnóstico não for dado, o indivíduo pode entrar em depressão (cerca de 18%), pois começa a não querer mais sair de casa porque precisa ficar indo no banheiro toda hora. Além disso, 15% tem afastamento sexual, pois durante o ato ele pode perder urina. 42% tem problemas profissionais com a queda da produtividade. - Expressão dos 3 subtipos de receptores β-adrenérgicos nos tecidos humanos: o β3 – relaxamento da bexiga. o Muscarínicos – contração da bexiga. o α1a (colo vesical) – contração se estimulados, relaxamento se bloqueados. - É importante fazer uma abordagem ativa. - Importância da abordagem sobre disfunções miccionais com o paciente: apenas ¼ da população busca ajuda. - 75% não buscam ajuda rápida (entre 6 meses e 2 anos) = impacto negativo na qualidade de vida. - Ainda é um tabu, é um assunto que gera vergonha e constrangimento, é íntimo e invasivo, além de crenças errôneas que circundam o assunto (que a idade torna o indivíduo incontinente). - O diagnóstico é feito através da História + Exame Físico (urgência,frequência miccional maior que 8x, incontinência por urgência, noctúria, perda aos esforços...). - Exames que ajudam: urina tipo I – verifica presença de infecção, USG com Resíduo Pós-Miccional (o normal é de 30ml) e diário miccional. Exemplo de Diário Miccional - O estudo urodinâmico é a tendência atual, principalmente em casos refratários de hiperatividade do detrusor. É um exame desagradável pro homem e para a mulher, pois envolve o uso de sondas vesical e anal. Então, ele é feito em último caso na maioria das vezes (quando não há boa resposta clínica ao tratamento). - Se o paciente for diabético descontrolado ele vai ter polaciúria (perda de glicose pela urina, também atraindo mais água) = maior quantidade de idas ao banheiro e maior chance de infecção urinária. - Fármacos anticolinérgicos são bloqueadores dos receptores M3, bloqueiam a contração da bexiga aumentando a capacidade da bexiga. - Também é possível estimular os receptores β3 agonistas da bexiga, que inibem a contração da bexiga e fazem com que também haja o aumento da complacência vesical. - O que muitos médicos fazem é associar esses 2 fármacos, aumentando consequentemente o sucesso do tratamento. - A toxina botulínica é usada quando o paciente não responde aos medicamentos. Ela é injetada direto no músculo detrusor a cada 6 meses ou 1 ano. - Em casos extremos é feito a ampliação da bexiga ou a neuromodulação sacral (como se fosse um marca-passo na bexiga). - A cafeína e a nicotina aumentam a contração da bexiga. - Os pacientes evoluem muito bem com o tratamento adequado. - Anticolinérgico = bloqueadores muscarínicos. - Estrogenioterapia = em mulheres que já entraram no climatério, que estão com a vagina e o períneo muito ressecados, o estrogênio tópico melhora muito a hidratação e o tônus muscular. Sempre é necessário estar alinhado com a Ginecologia, pois esta terapia pode ter riscos. - Hoje em dia, a Oxibutinina quase não é mais utilizada, pois ela causa obstipação intestinal e boca seca. - O indivíduo com a função vesical normal esvazia completamente a bexiga sem deixar resíduos. - Já o indivíduo com a bexiga hiperativa, ele vai deixar resíduo ou uma pequena quantidade de urina, fazendo a bexiga contrair constantemente, fazendo o indivíduo ir no banheiro de minuto em minuto. - Bexiga Hiperativa = utilização de bloqueador muscarínico ou agonista β3. - Doença de Parkinson. - Esclerose múltipla. - DM. - AVC. - Paralisia cerebral. - Mielomeningocele. - Fase aguda: choque medular. - Fase crônica: padrão vesical. o Atonia. o Hiperreflexiva. o Discinergismo. - Causas mais frequentes: o Ferimentos por armas de fogo. o Acidentes automobilísticos (principal). o Quedas e mergulhos em águas rasas. - Brasil: média de 4500/ano -> pacientes do sexo masculino e menores de 30 anos (indivíduos jovens e produtivos). - As consequências dependem da localização e da extensão da lesão medular. - O trauma raquimedular destrói todo o mecanismo de inibição da contração da bexiga, de esvaziamento voluntário, causando impacto muito grande na vida dos pacientes. - Principais complicações urológicas: o Infecção urinária de repetição (a bexiga não contrai direito). o Refluxo vesico-uretral (refluxo que vai pro rim). o Litíase. o Uretero-hidronefrose. o Insuficiência renal. - Objetivo principal do tratamento: preservação da função renal. Anos atrás, praticamente todos esses indivíduos iam para a hemodiálise e à óbito por conta da função renal. - Diagnóstico: o Anamnese. o Exame Físico. o Exames de Imagem: radiografia, TC e RNM. o Sondagem vesical: presença de hematúria. - Atendimento inicial: o Arreflexia por 6 a 8 semanas. o Comportamento clínico: retenção urinária. o Período independe do nível da lesão. o Cateter de Foley: nos primeiros dias para hidratação venosa e controle rigoroso do débito urinário. o Cateterismo intermitente: a cada 4 a 6 horas – cateter uretral nº 10 ou 12 Fr – 3/3 horas. o Internação: cateterismo estéril – contra germes hospitalares. - Alta hospitalar: o Autocateterismo limpo. o Primeiros 3 meses: profilaxia antibiótica – metade da dose terapêutica. o Bacteriúria tratada se sintomática. o Processos infecciosos por sonda de Foley: uretrite, prostatite, cistite de repetição, além de fístulas, cálculos e estenose da uretra. o Cistostomia se necessário. o Retorno dos reflexos – controle esfincteriano e contratiliddade vesical. - Identificação de problemas urológicos pregressos e estado atual para tratamento. - Radiografia, USG, urografia excretora, uretrocistografia. - Estudo Urodinâmico para definir o comportamento vesical: o Normal. o Hipocontratilidade vesical. o Hipercontratilidade sem dissinergia esfincteriana. o Hipercontratilidade com dissinergia esfincteriana. - Devido à sondagem vesical de repetição, o indivíduo pode ter estenose de uretra. - Uma bexiga hiperreflexa ocorre quando o indivíduo não consegue conter a urina. Às vezes ele toma pouca água, tem pouca urina na bexiga, e mesmo assim a bexiga fica contraindo e faz o indivíduo ir muitas vezes no banheiro. - São contrações involuntárias de causas conhecidas. - Incontinência urinária – uso de coletores externos (condons). - Pacientes sem sensibilidade na região genital: dispositivos podem provocar escaras ou dermatite amoniacal. - Coletores auto-adesivos. - Medicações anti-colinérgicas: oxibutinina, tolterodine e brometo de propantelina. - Associação com cateterismo intermitente. - É a principal complicação de um trauma raquimedular, de uma mielomeningocele, de um Alzheimer avançado, de uma sequela de AVC... - É a bexiga que contrai juntamente com o esfíncter (o normal é um contrair e o outro relaxar), não deixa a urina sair e ela reflui para os rins através dos ureteres. Esse refluxo pode fazer com que o indivíduo perca os rins. - Incontinência urinária com elevada pressão intravesical e esvaziamento incompleto da bexiga – lesão do trato superior. - Tratamento inicial: drogas anticolinérgicas + CIL. - Evolução para: infecção urinária, divertículos vesicais e refluxo vesicoureteral. - Conduta: Drenagem contínua com sonda de Foley. - Disreflexia autonômica (lesão acima de T6) – hipertensão arterial, bradicardia, sudorese e palidex cutânea. - Conduta: Esvaziamento vesical. - É reservado para poucos casos. - Esfincterotomia via transuretral. - Injeção intravesical de toxina botulínica. - Ampliação vesical com íleo + conduto cateterisável. - Técnicas de denervação (rizotomia) – resseca as raízes nervosas. - É a bexiga que não contrai. - Comum em lesões sacrais. - Retenção urinária ou incontinência urinária por transbordamento. - A manutenção da atividade esfincteriana basal: fator obstrutivo crônico. - Tratamento: CIL (cateterismo intermitente limpo). - Ereção pode ser ausente ou ter duração curta e reflexa. - Dissociada do desejo sexual. - Incapacidade de ejaculação. - Tratamento inicial: Sildenafil VO. - Injeções intracavernosas de prostaglandinas associadas à papaverina e fentolamina. - Bombas à vácuo. - Próteses penianas. - Vibroejaculação ou eletrocoagulação com fertilização assistida: procriação.