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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ADMINISTRATIVAS CURSO DE ADMINISTRAÇÃO DOUGLAS NUNES CIRILO MAPEAMENTO E ANÁLISE DE PROCESSOS: Um estudo de caso no TRE/RN Natal 2022 DOUGLAS NUNES CIRILO MAPEAMENTO E ANÁLISE DE PROCESSOS: Um estudo de caso no TRE/RN Monografia apresentada à Coordenaçào do curso de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, como requisito parcial para a obtenção do título de bacharel em Administraçào. Orientador(a): Marcos Fernando Medeiros Natal 2022 Cirilo, Douglas Nunes. Mapeamento e análise de processos: um estudo de caso no TRE/RN / Douglas Nunes Cirilo. - 2022. 36f.: il. Monografia (Graduação em Administração) - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Centro de Ciências Sociais Aplicadas, Departamento de Ciências Administrativas. Natal, RN, 2022. Orientador: Prof. Dr. Marcos Fernando Medeiros. 1. Gerenciamento de processos - Monografia. 2. Mapeamento de processos - Monografia. 3. Administração pública - Monografia. 4. Processos - Monografia. I. Medeiros, Marcos Fernando. II. Universidade Federal do Rio Grande do Norte. III. Título. RN/UF/Biblioteca CCSA CDU 351:005.4 Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN Sistema de Bibliotecas - SISBI Catalogação de Publicação na Fonte. UFRN - Biblioteca Setorial do Centro Ciências Sociais Aplicadas - CCSA Elaborado por Eliane Leal Duarte - CRB-15/355 DOUGLAS NUNES CIRILO MAPEAMENTO E ANÁLISE DE PROCESSOS: Um estudo de caso no TRE/RN Monografia apresentada à Coordenaçào do curso de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, como requisito parcial para a obtenção do título de bacharel em Administraçào. Aprovado em 20 de julho de 2022 __________________________________________________ Prof. Dr. Marcos Fernando Medeiros Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN Orientador __________________________________________________ Prof. Drª. Jeanne Christine Mendes Teixeira Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN Membro _________________________________________________ Prof. M. Sc. Paula Gonçalves Serafini Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN Membro SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO ....................................................................................................... 5 1.1. CONTEXTUALIZAÇÃO DO PROBLEMA ........................................................... 5 1.2. OBJETIVOS.............................................................................................................. 9 1.3. OBJETIVO GERAL ................................................................................................. 9 1.4. OBJETIVOS ESPECÍFICOS .................................................................................... 9 1.5. JUSTIFICATIVA ...................................................................................................... 9 2. REFERENCIAL TEÓRICO ................................................................................ 11 2.1. GESTÃO POR PROCESSOS ................................................................................. 11 2.1.1. PROCESSOS ................................................................................................... 11 2.1.2. BPM ................................................................................................................. 12 2.2. PROCESSOS DE SUPORTE ................................................................................. 14 2.3. GESTÃO POR PROCESSOS NAS ORGANIZAÇÕES PÚBLICAS ................... 15 2.4. GESTÃO POR PROCESSOS NO PODER JUDICIÁRIO .................................... 16 2.5. MODELAGEM DE PROCESSOS ......................................................................... 17 2.5.1. BIZAGI MODELER ........................................................................................ 20 2.5.2. PAMC .............................................................................................................. 21 3. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS ....................................................... 23 3.1. TIPO DE ESTUDO ................................................................................................. 23 3.2. ABRANGÊNCIA DO ESTUDO ............................................................................ 23 3.3. COLETA DE DADOS ............................................................................................ 23 3.4. PLANO DE ANÁLISE DOS DADOS ................................................................... 24 4. RESULTADOS ...................................................................................................... 25 4.1. MAPEAMENTO DO CENÁRIO ATUAL (AS IS) E ANÁLISE .......................... 25 4.1.1. ABERTURA DE GARANTIA ........................................................................ 25 4.1.2. MANUTENÇÃO CORRETIVA ..................................................................... 27 4.1.3. DISPONIBILIZAÇÃO DE EQUIPAMENTOS .............................................. 29 5. CONCLUSÃO ....................................................................................................... 32 REFERÊNCIAS............................................................................................................ 33 GLOSSÁRIO ................................................................................................................ 36 5 1. INTRODUÇÃO A busca pela excelência é certamente uma missão que deve ser compartilhada por todas organizações, e embora não haja um caminho único e infalível para toda e qualquer entidade de alcançar essa meta, seja ela pública ou privada, algumas atitudes gerais cada vez mais, provam ser indispensáveis para essa conquista. Nesse sentido, vale mencionar a constante preocupação com o melhoramento e uma de suas ramificações, a otimização de processos. Processos são uma constante no meio organizacional, sendo determinantes na obtenção de resultados. Não coincidentemente, a sua otimização é um canal impactante sobre eficiência, efetividade e eficácia e dessa forma, cada vez mais gestores voltam a sua atenção para esse importante elemento. No Brasil, instituições públicas como tribunais e universidades são, de certa forma, expoentes por considerar esse ponto em sua gestão. 1.1. CONTEXTUALIZAÇÃO DO PROBLEMA Historicamente a eficiência, ou a falta dela, é um dos aspectos da atuação do setor público mais sentidos e criticados pela população brasileira, por isso é de se esperar o surgimento de algumas empreitadas visando melhoria e redução de ineficiências do aparelho público. Por esse ângulo, Bresser-Pereira (2001) destaca o percurso de transformações vividas pelo Estado brasileiro: primeiramente na transição de um Estado patrimonial para Estado Burocrático até o surgimento do Estado Gerencial, o qual passa então a preocupar-se em desenvolver a eficiência e na mesma medida a responsabilização dos administradores públicos. Essa última transição, também conhecida como reforma gerencial, foi desenvolvida no país com base no que havia sido formulado durante aquela mesma época em outros países, com destaque para a Inglaterra, intitulado NPM (New Public Management) (Bresser-Pereira, 2001, p. 22). De um ponto de vista generalista o NPM baseia-se na teoria de que o setor público pode ser melhorado a partir da importação de conceitos, valores e técnicas comuns ao ambiente 6 empresarial, e com isso traz alguns conceitos associados a esse meio como a ênfase na performance, a simplicidade e a implementação de técnicas genéricas de melhoria de qualidade, a exemplodo TQM (Total Quality Management) ( POLLITT e BOUCKAER, 2011, p. 10). Para essa perspectiva, é imperativo então que a gestão pública, se reinvente a fim de atender à população efetivamente e utilizar inteligentemente os seus recursos. Dessa forma, assim como qualquer outra organização as representantes da esfera pública devem estar em estado de renovação constante. É necessário avaliar a estrutura de suas atividades internas e os resultados obtidos pela sua implementação, buscando entraves, oportunidades de melhoria e, por fim, a eficiência. Para isso, uma metodologia que ilustre, de forma clara e concisa o fluxo de processos é essencial. Nesse contexto, outro exemplo recente do esforço para a melhoria na gestão pública foi o do Programa Nacional de Gestão Pública e Desburocratização (GESPÚBLICA). Esse programa surgiu com a proposta de mobilizar a administração pública brasileira para obter resultados na medida em que oferecia suporte para o “desenvolvimento e a implantação de soluções que permitam um contínuo aperfeiçoamento dos sistemas de gestão das organizações públicas e de seus impactos junto aos cidadãos” (GESPÚBLICA). Nesse viés, um dos enfoques era na gestão de processos tido como “o instrumento que orienta a modelagem e a gestão de processos voltados ao alcance de resultados”. Apesar da sua consonância com o que foi idealizado durante a reforma gerencial e NPM o programa foi revogado com o decreto 9.094/2017. Buscando aplicar aquilo idealizado pelo NPM e pelo GESPÚBLICA, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN), assim como outros exemplos do setor judiciário, vem demonstrando preocupação com a nitidez, precisão e melhoramento de seus processos. Atualmente, o órgão utiliza uma metodologia de gestão de processos alicerçada no modelo BPM (Business Process Management) e trabalhou em prol da capacitação de seu pessoal acerca da teoria e do uso do software Bizagi e percebeu efeitos positivos nas rotinas internas (TRE-RN, 2021). Além disso, o tribunal atualizou recentemente a forma como trabalha com a metodologia de gestão de processos e adotou o que chama de Metodologia Ágil em junho de 2021 (TRE-RN, 2021). Estabelecida pela portaria 94/2021 a Metodologia Ágil conta com um manual (figura 1) onde considera 4 etapas de aplicação: Mapear a situação atual; Construir a visão do futuro (FOCO); Elaborar e executar o plano de ação do FOCO; e Concluir o ciclo e entregar resultados (TRE-RN, 2021). 7 Figura 1 – Manual – Metodologia Ágil – Versão 2.0 Fonte: TRE-RN, 2021. Assim como as outras seções dentro dessa organização, a Seção de Microinformática (SMI) também adere a essa metodologia, periodicamente mapeando, revisando e avaliando a disposição de seus processos. A seção é responsável por suprir a necessidades de equipamentos de TI para todo o Tribunal, seja com suporte para equipamentos defeituosos ou pela distribuição de aparelhos relevantes de acordo com a demanda. Para isso, também gerencia todo o estoque de equipamentos sobressalentes. Para o ABPMP (2013) o processo é um trabalho que: ou entrega valor diretamente ao cliente, denominado assim de processo primário; ou oferece suporte para outros processos nessa conjuntura, descrito então como processo de suporte; ou tem enfoque em atividades administrativas do negócio, conhecido como processo de gerenciamento. Essa caracterização exalta a diversidade dos procedimentos organizacionais e destaca que é desaconselhável subestimar o peso dos processos de suporte e sua capacidade de influir positivamente nos processos primários, enaltecendo a sua importância para organizações. Por esse prisma, a SMI atua acerca de processos de suporte em sua maioria, e nesse caso, especialmente importantes para todo o TRE/RN. Isso porque toda a organização depende 8 dos equipamentos de TI para o correto funcionamento. Essa realidade, põe então, os processos relativos ao setor em uma posição determinante, podendo estes serem entendidos como processos secundários, que englobam talvez todos os outros. Três processos internos chamaram atenção nesta seção. Como neste tribunal há uma cultura bem difundida de gestão de processos muitos desses já foram mapeados, no entanto, estes três foram escolhidos ou por ainda não terem sido mapeados, ou por serem parte de um grupo que já há algum tempo fora mapeado. O primeiro destes processos é a abertura de garantia, um importante processo para extender o período de uso de equipamentos que apresentam defeito, algo que se vê com certa frequência no tribunal, onde é necessário administrar um alto número de equipamentos de TI. Esse processo até então não havia sido mapeado. Outro processo escolhido, foi o de manutenção corretiva, o qual também é responsável por dar aos equipamentos de TI maior tempo de disponibilidade aos usuários por solucionar defeitos ocasionais, podendo fazer uso do processo de abertura de garantia caso essa seja uma opção. O último processo selecionado foi o de disponibilização de material, muito importante por ter papel em garantir aos usuários o acesso a equipamentos de TI que necessitarem, evitando, por exemplo, a ociosidade que possa surgir quando um computador ou uma impressora estejam inoperantes. Diante do discorrido, percebe-se o forte impacto da SMI sobre o restante da organização. Como é de grande interesse da sociedade que o serviço público seja ofertado com cada vez mais qualidade e eficiência, é necessário avaliar as formas de desenvolvê-las não somente em processos primários, mas também nos processos de suporte. Logo o presente trabalho traz a seguinte proposta: Como desenvolver, por meio do mapeamento e a análise de processos, maior eficiência e qualidade dentro dos processos da SMI no TRE-RN? 9 1.2. OBJETIVOS 1.3. OBJETIVO GERAL Compreender a relação de três processos de trabalho dentro da Seção de Microinformática do TRE-RN – abertura de garantia, manutenção corretiva e disponibilização de equipamentos – e como eles afetam a eficiência operacional do setor. 1.4. OBJETIVOS ESPECÍFICOS a) Analisar a atual disposição desses processos dentro da seção. b) Identificar possíveis pontos passíveis de melhorias dentro do fluxo de atividades. c) Desenhar um novo mapa de processos com base nessas análises. 1.5. JUSTIFICATIVA Este estudo tem importância na medida em que busca impactar de forma positiva no desempenho do setor público, sobretudo nas atividades de suporte, importantes alicerces para a qualidade, e no atendimento às necessidades públicas. Além de somar aos variados trabalhos existentes acerca do tema de mapeamento de processos. O mapeamento de processos e o BPM são ferramentas imprescindíveis para qualquer organização privada, pública e sem fins lucrativos que deseje desempenho e qualidade em seus processos. Dessa forma, são tanto instrumentos para empresas e organizações alcançarem maior sustentabilidade quanto para o setor público atender bem às necessidades da população. 10 Além disso, percebe-se que essa temática está bem estabelecida de um ponto de vista teórico, manuais como o BPM CBOK que apresentam metodologias padronizadas são hoje uma realidade. Vê-se inclusive, essas ferramentas presentes em várias esferas do setor público, nas quais são utilizadas como importantes ferramentas de planejamento. Organizações públicas que apresentem uma estrutura semelhante ao TRE-RN podem referenciar esse trabalho para balizar o planejamento dentro de seus setores de suporte em equipamentos de TI. Ademais, esse trabalho pode contribuir positivamente para o próprio TRE-RN no sentido de avaliar, e se possível trazer consigo sugestões de melhorias e atualizações para os mapeamentos de processos existentes. 11 2. REFERENCIAL TEÓRICO 2.1. GESTÃO POR PROCESSOS 2.1.1. PROCESSOSBaldam et al. (2007) elucidam que o termo “processo” é utilizado em meios diversos, como o jurídico, químico etc., para referir-se a uma sequência de atividades e Gonçalves (2000, p. 8), também frisa a importância de considerar a utilização da palavra em outros contextos, onde vem a referir-se a assuntos diferentes. O conceito de processo é fundamental no projeto dos meios para a produção e entrega de produtos e serviços a clientes (GONÇALVES, 2000, p. 9) No contexto do Business Process Management (BPM), a Association of Business Process Management Professionals (ABPMP) (2013, p. 35) descreve processo como: “uma agregação de atividade e comportamento executado por humanos ou máquinas para alcançar um ou mais resultados”. Em outras palavras, são atividades, ou conjunto de atividades, que tomam um input – podendo ser material ou informação e conhecimento – e agregam a ele valor, transformando-o em output para um cliente específico (GONÇALVES, 2000, p. 7). Para essa definição, entende-se processo como fluxo de trabalho, onde define-se claramente insumo e produto e há uma sequência lógica e clara das atividades (CASADO et al., 2019, p. 7) Para Gonçalves (2000, p. 7), no entanto, essa é apenas uma das facetas do processo. Ele descreve cinco modelos distintos de processo – partindo do mais concreto e objetivo até o mais abstrato – que se referem a processos como: fluxo de material, fluxo de trabalho, série de etapas, atividades coordenadas e mudança de estados. Dentro de um contexto não fabril os processos são enxergados com maior dificuldade, a exemplo de escritórios, onde segue-se os “fluxos que são conduzidos pelos cabos de rede informatizada” (GONÇALVES, 2000, pag. 10) Os processos estão presentes por toda a organização desde o nível operacional até o estratégico: os operacionais tendem a relacionar-se com as questões que surgem diariamente enquanto estratégicos envolvem-se mais com aquelas de longo prazo (SOUSA NETO e MEDEIROS JUNIOR, 2008). O nível de complexidade dos processos também influi sobre as 12 organizações e segundo Sousa Neto e Medeiros Junior (2008, p. 2) aqueles mais complexos, caracterizados por maior dinamicidade, estão mais propensos a alterações e adaptações com o passar do tempo, ao passo que exemplos mais simples são caracteristicamente estáticos e acabam não sofrendo fortes alterações. O Gonçalves (2000, p. 12) cita duas características importantes dos processos: a interfuncionalidade, pois, em sua maior parte, os processos atravessam os limites de áreas funcionais ou de departamentos; e, a presença de clientes, sejam internos ou externos à organização. O conceito de processo também tem a sua utilidade por possibilitar uma visão sobre o comportamento gerencial mais integrada e abrangente, e analisar adequadamente os processos administrativos e gerenciais (GONÇALVES, 2000, p.13) Cappelli e Leite (2008, p. 10) destaca a importância de processos organizacionais transparentes e constrói a definição desse tipo de processo na seguinte frase: “Transparência do processo organizacional é a existência de políticas organizacionais que visam fornecer aos interessados informações sobre a organização segundo características gerais de acesso, uso, apresentação, entendimento e auditabilidade” 2.1.2. BPM A gestão baseada em processos foi concebida com base na Teoria Geral dos Sistemas (TGS), esta que surge em meados de 1920 para criticar a abordagem reducionista predominante na ciência até então, advogando, ao invés, por análises sobre o todo e a relação entre suas partes (SORDI, 2014). Ainda de acordo com Sordi (2014) a abordagem sistêmica, então, migraria para a administração, – considerando, nesse caso, o ambiente externo e permitindo que o gestor entendesse melhor toda a complexidade envolta da organização – onde mais tarde seria descrita como gestão por processos. Segundo Sousa Neto e Medeiros Filho (2008, p. 9), no entanto, um dos primeiros passos em direção à gestão por processos fora dado por Frederick Taylor, que já no início da administração científica desenvolvera técnicas de engenharia e melhoria de processos, embora com um foco para atividades específicas e operacionais. Subsequentemente, alguns movimentos surgiram para enriquecer aquilo apresentado por Taylor (SOUSA NETO e MEDEIROS FILHO, 2008): a gestão da qualidade total ou Total 13 Quality Management (TQM) trouxe inovações em técnicas estatísticas, na melhoria contínua dos processos e na ênfase dada aos clientes e resultados externos; e, logo após, a abordagem de reengenharia de processos evidenciou a necessidade de inovação e de ferramentas tecnológicas como o sistema workflow (fluxo de trabalho) e sistemas integrados de gestão (ERPs). O Business Process Management (BPM) ou gerenciamento de processos de negócio utiliza as contribuições feitas por esses movimentos que o antecederam em metodologia, ferramentas e tecnologias e os direciona para a implantação, gerenciamento, e melhoramento de processos de forma madura (SOUSA NETO e MEDEIROS FILHO, p. 10) Nesse sentido a ABPMP (2013, p. 40) põe que: Gerenciamento de Processos de Negócio (BPM – Business Process Management) é uma disciplina gerencial que integra estratégias e objetivos de uma organização com expectativa e necessidades de clientes, por meio do foco em processo ponta a ponta. BPM engloba estratégia, objetivos, cultura, estruturas organizacionais, papéis, políticas, métodos e tecnologias para analisar, desenhar, implementar, gerenciar desempenho, transformar e estabelecer a governança de processos. Então, o BPM viabiliza às organizações a obtenção de seus objetivos por meio da melhoria, gerenciamento e controle de processos de negócios essenciais (SOUSA NETO e MEDEIROS FILHO, 2008, p. 4). A organização orientada para processo emerge como a forma organizacional dominante no século XXI, em detrimento da visão compartimentada da abordagem funcional, essa transição implica em estabelecer responsabilidades pelo andamento do processo, reduzir transferências, maximizar o agrupamento de atividades e reduzir dispêndios de energia (Gonçalves, 2000). Gonçalves (2000, p. 16) considera que o sucesso desse tipo de gestão relaciona-se com o “esforço em minimizar a subdivisão dos processos empresariais”. Dessa forma organizações atreladas fortemente ao modelo funcional acabam tendo uma visão por processos fragmentada entre as suas funções organizacionais e por conseguinte carecem de uma visão geral sobre as atividades que integram um processo enquanto enfatizam a sua execução de maneira isolada dentro de suas áreas funcionais (Sousa Neto e Medeiros Filho, 2008, p. 5) Há uma importante distinção entre estrutura e gestão por processos, Gonçalves (2000, p. 13) lembra que as organizações estruturadas em processo nem sempre têm a sua gestão feita por meio de processos e o mesmo vale de modo recíproco, essa incompatibilidade entre modelo de gestão e modelo organizacional pode acarretar em resultados abaixo esperado para a organização. Os processos iniciam com a compreensão do que exatamente o cliente quer, e são concluídos quando ele o obtém (GONÇALVES, 2000, pág. 10), portanto as práticas de BPM 14 não devem se limitar à redução de erros e melhor eficiência, antes de qualquer transformação é necessário buscar alinhar-se com a perspectiva do cliente (CASADO et al. 2019). O gerenciamento por processos é uma disciplina valiosa para as organizações, – no contexto empresarial, por exemplo, as empresas centradas nos processos demonstram desempenho elevado nos critérios de agilidade, flexibilidade e capacidade de resposta (GONÇALVES, 2000, p. 11) – motivo pelo qual é utilizada por aquelas que prezam pela qualidade e obtenção de resultados. As transformações de processo, por mudarem a abordagem e realização das atividades de uma organização demandam compromissoexecutivo de longo prazo com tempo, recursos e apoio (CASADO et al., 2019). Porém, Jeston e Nelis (2014) atentam para a necessidade de um comprometimento não só em nível executivo, como também de todas as pessoas envolvidas. Para os autores o engajamento da liderança é fundamental inicialmente, porém são as pessoas que determinam o sucesso, e para garanti-lo é fundamental inclui-las durante o desenvolvimento de processos, dessa forma tornando-as participantes e cientes de seus papéis neles. O BPM exerce influência sobre a vida profissional e pessoal das pessoas envolvidas e altera o que realizam durante os seus trabalhos por quase sempre introduzir práticas, regras, ferramentas e papéis e responsabilidades novos (CASADO et al., 2019, p. 47). Uma provável fonte de resistência e rejeição é a realização de mudanças através da abordagem tradicional de envolver apenas um ou dois especialistas (CASADO et al., 2019, 47). 2.2. PROCESSOS DE SUPORTE Segundo a ABPMP (2013), pode-se classificar processos de negócio em três grupos básicos: processo primário, processo de suporte e processo de gerenciamento. A base dessa classificação depende da perspectiva do cliente: processo primários agregam valor diretamente ao cliente ao passo que processos de suporte têm efeito indireto. Processos de suporte garantem assistência adequada aos processos finalísticos e relacionam-se diretamente com a gestão de recursos requeridos para a manutenção de todos os processos institucionais, os clientes de seus produtos são frequentemente componentes importantes do sistema organizacional (CASADO et al. 2019, p. 8). 15 Os processos de suporte podem ser tanto verticais quanto horizontais: processos verticais estão associados ao planejamento e orçamento empresarial; os processos horizontais remetem ao fluxo de trabalho (GONÇALVES, 2000, p. 11). Os processos de suporte horizontais também são imprescindíveis para garantir coordenação lateral adequada para a execução de atividades que abrangem múltiplas unidades organizacionais (GONÇALVES, 2000, p. 12) Então, apesar dos processos de suporte não terem o seu valor percebido diretamente pelo cliente, são estruturais para a execução eficiente de outros processos na organização, Gonçalves (2000, p. 16) cita os processos de suporte como responsáveis por 50% dos custos sobre os produtos. Essa visão está alinhada com a perspectiva de Porter sobre a cadeia de valor (apud BALDAM et al., 2007, p. 37). A distinção entre os tipos de processos é valiosa no momento de definir quais deles são essenciais à organização (GONÇALVES, 2000, p. 10). . 2.3. GESTÃO POR PROCESSOS NAS ORGANIZAÇÕES PÚBLICAS No ambiente público em geral a gestão por processos esteve bastante atrelada ao GesPública. De fato, dentre os métodos e soluções que compunham o programa, havia a gestão por processos (BRASIL, 2011, p. 5). Em 2011, foi lançado o guia de Gestão de Processos de Governo como parte do programa, o documento foi criado tendo em vista a falta de integração das iniciativas associadas à gestão por processos realizadas pelo governo na época, algo que dificultava o “compartilhamento de resultados nos moldes de cadeias de valor intra e entre instituições” (Brasil, 2011, p. 5). Este guia tratava de alguns conceitos de gerenciamento de processos e negócios a fim de padronizar a visão sobre os mesmos, mas também considerava algumas boas práticas na contratação de serviços de processos (Brasil, 2011, p. 4). Embora o programa GesPública tenha sido extinto, a gestão por processos é atualmente empregada em diversos órgãos públicos, incluindo os que integram o poder judiciário. 16 2.4. GESTÃO POR PROCESSOS NO PODER JUDICIÁRIO Na medida em que o valor do mapeamento de processo foi sendo percebido dentro do ambiente público, mais órgãos mobilizaram-se para implementar a metodologia, e indo ao encontro disso, representantes do Poder Judiciário protagonizaram algumas ações para institucionalizar a ferramenta. O Tribunal Superior do Trabalho (TST), por exemplo, conta com o Escritório de Gestão de Processos do Trabalho (EGPT/TST), instituído pelo Ato n. 143-A/TST.ASGE.GP, de 4 de março de 2013, o qual “tem o objetivo auxiliar as unidades na elaboração e na execução de projetos de processos de trabalho visando melhoria e inovação nos procedimentos operacionais” – alguns dos elementos abordados são a análise, redesenho dos processos e a utilização de fluxogramas (TST, 2013). O Supremo Tribunal Federal (STF) em sua Resolução nº 638, de junho de 2019 também institui, entre outras, a política da gestão de processos (STF, 2019). A resolução institui a Política de Gestão de Processos de Trabalho do Supremo Tribunal Federal (PGPT-STF) e enumera alguns objetivos, como: a melhoria na eficácia e eficiência operacional, promoção de transparência dos processos de trabalho, aumento da probabilidade de atingimento de objetivos, e estabelecimento de uma linguagem comum de representação dos processos de trabalho (STF, 2019). A segunda fase de seu ciclo de gestão de processos, é a análise monitoramento e otimização, a qual preocupa-se com a “compreensão, desenho e visualização ampla dos processos de trabalho em vigor na organização” (STF, 2019). Paralelamente, existem exemplos que vão para além da instituição da gestão e do mapeamento de processos e buscam disseminar a cultura: o Tribunal Regional Federal da 1ª região (TRF1) em 2019 promoveu a sua primeira mostra de Mapeamento de Processos de Trabalho e Risco a fim de propagar a cultura de gestão de processos e identificar possíveis riscos ao desempenho dentro do tribunal (TRF1, 2019). O TRE-RN (2021) formou sua própria metodologia de gestão de processos baseada na metodologia de desenvolvida pela empresa Elo Group para o TRE/MG, este que foi posteriormente modificada e embasou a versão completa da MGP- TRE/RN, que foi aprovada em 2016. A partir de junho de 2021 o tribunal adotou a aperfeiçoada Metodologia Ágil como padrão nas ações de melhoria de processos e atividades, tendo sido verificada a sua eficiência (TRE-RN, 2021). A metodologia conta com quatro etapas: mapear a situação atual, construir a 17 visão do futuro (FOCO), elaborar e executar o plano de ação do FOCO e concluir o ciclo e entregar resultados (TRE-RN, 2021). 2.5. MODELAGEM DE PROCESSOS De acordo com Rosemann (2006), mapeamentos de processo são utilizados há um longo período de tempo: fluxogramas foram adotadas desde os primórdios da programação e também se demonstraram populares no universo de organização gerencial. No entanto, o autor afirma que analistas de processos, hoje, preferem o uso do termo “modelagem de processo”, que agrega um sentimento de maior maturidade, consistência e precisão para essa ferramenta. A ABPMP (2013, p. 72), conceitua a modelagem de processo de negócio: “Modelagem de processo de negócio é o conjunto de atividade envolvida na criação de representações de processo de negócio existentes ou propostos. Pode prover uma perspectiva ponta a ponta ou uma porção dos processos primários, de suporte ou de gerenciamento.” Por sua vez, Casado et al. (2019, p. 21) entendem modelagem de processos “como sendo a identificação, o registro, a padronização e documentação histórica da organização”. A finalidade da modelagem é “criar uma representação do processo de maneira completa e precisa sobre seu funcionamento” (ABPMP, 2013, p. 72). Para esse fim, uma das ferramentas utilizadas é a Business Process Model and Notation (BPMN), que de acordo com a BPMN (2021) é um padrão que permite a organizações maior entendimento de seus processos internos e habilidade de comunicá-los por meio da notação gráfica. O BPMN, criação da Business Process Management Iniciative (BMPI), é inicialmente utilizada em 2004 na versão 1.0, hoje encontra-se na versão BPMN 2.0, concebidaem 2011 (CASADO et al., 2019, p. 21). Basicamente a BPMN é um tipo de notação gráfica que contém a lógica das atividades, mensagens entre participantes e as informações requeridas para a análise, simulação e execução do processo e para esse fim usa um conjunto de figuras que possibilitam a diagramação de modelos de processos (CASADO et al., 2019, p. 21). Segundo a ABPMP (2013, p. 78), a “notação é um conjunto padronizado de símbolos e regras que determinam o significado desses símbolos”, por exemplo, a música possui seu sistema próprio de notação com símbolos e regras que determinam o que eles representam, 18 dessa maneira é possível traduzir a simbologia na música propriamente dita. Então, o mesmo acontece analogamente no caso da notação de modelagem de processo, mas nesse caso, os símbolos, ou figuras, e conectores são utilizados para ilustrar o que ocorre entre vários componentes de processos de negócios (ABPMP, 2013, p. 78). Existe uma ampla gama de sistemas de notação e decidir sobre uma abordagem conhecida oferece vantagens sobretudo pela consistência, facilitação da comunicação (ABPMP, 2013, p. 78). O BPMN é um desses sistemas. De acordo com a ABPMP (2013, p. 79), trata-se um sistema de notação um grande conjunto de símbolos e pode ser utilizado na modelagem de diferentes aspectos do negócio. Nesse sistema, divide-se um modelo em raias, as quais representam papéis desempenhados por algum ator na realização de um trabalho e este segue entre atividades no sentido do fluxo, onde pode percorrer diversos papéis (ABPMP, 2013, p. 80). Cabe à organização estabelecer alguns padrões caso tenha o fim de construir o próprio modelo integrado, a exemplo de como as raias são definidas, como atividades são decompostas e como é feita a coleta de dados (ABPMP, 2013, p. 80.) A figura 2 ilustra como esse tipo de notação é feito e exemplifica algumas de suas figuras. 19 Figura 2 – exemplo de fluxo em BPMN Fonte: ABPMP, 2013, p. 82 Como direcionamento para a modelagem, Baldam et al. (2007) salientam a importância de considerar dois momentos distintos: a modelagem do estado atual (As Is) e a otimização e modelagem de estado futuro (To Be). Ou seja, deve-se entender primeiramente a configuração atual dos processos, para que num momento futuro discutam-se oportunidades de melhoramento. Gonçalves (2000, p. 17), esclarece como a abordagem de processos trata de processos hierarquicamente e considera o seu detalhamento em níveis sucessivos, dessa forma podem ser separados em subprocessos e macroprocessos, onde o nível de detalhamento deve ser adequado à análise pretendida. Rosemann e Broke (2013, p. 12) argumentam que “mesmo os bons processos podem ser aprimorados” e por isso é necessário buscar ativamente a otimização de processos. É nessa premissa que a modelagem de processos se sustenta e busca garantir o melhoramento contínuo. Casado et al. (2019, p. 37) distinguem a melhoria de processos de negócio de melhoria contínua: enquanto aquela está baseada em iniciativas específicas ou projetos para alinhar o resultado de processos, tanto para a estratégia da organização quanto para aquilo que o cliente espera, essa está ligada à sua evolução incremental através de abordagens disciplinadas para 20 assegurar a sua continuidade no atingimento de objetivos. É comum confundir BPM com a melhoria de processos de negócio, e normalmente as medidas a fim de melhorar processos são pontuais e buscam melhorias específicas, entretanto o uso dessa abordagem não demonstra necessariamente que uma organização esteja empenhada com a prática de BPM (CASADO et al., 2019, p. 37). 2.5.1. BIZAGI MODELER Sousa Neto e Medeiros Filho (2008) relatam o modo como é cada vez maior a variedade de tecnologias destinadas ao suporte de atividades estratégicas e operacionais, e como o crescimento da complexidade é mais e mais comum a utilização de sistemas de informação no suporte e automatização dos processos. Gonçalves (2000, p. 18), percebe a TI como algo especialmente importante dentro da abordagem de processos, pois, além de sua utilidade na automatização de tarefas e na execução dos processos, ela pode ser implementada em diversa atividades para o seu apoio e gestão, como na sua visualização e na comunicação de dados. Sousa Neto e Medeiros Junior (2008, p. 18) apontam que o BPM, além de ser visto como uma prática de gestão, deve ser entendido também como tecnologia, onde a TI tem papel fundamental na incorporação dos processos nas atividades diárias. Exemplo de uma ferramenta de TI direcionada para o mapeamento e modelagem de processos, o Bizagi Modeler é uma ferramenta de desktop gratuita que permite mapear e documentar processo organizacionais. Possui uma interface gráfica intuitiva baseada na notação BPMN, que conforme Sousa Neto e Medeiros Filho (2008, p. 15) possibilita uma padronização na representação de processos, a fim de auxiliar a comunicação. Para Silva (2002) é necessário, ao considerar o suporte que uma tecnologia de informação possa dar, levar em consideração o grau de interação demandado do usuário, seja num contexto de codificação ou busca de informação. O Bizagi, nesse sentido, é uma ótima ferramenta não apenas para modelar e elaborar mapas de processo, ele também é um útil instrumento para a visualização da configuração de processos. 21 2.5.2. PAMC Mais uma ferramenta que auxilia na modelagem de processos, o Processes Analysis Model Canvas (PAMC) foi criado pelo professor Wellington P. L. Silva a partir do Business Model Canvas (SILVA, 2016). De acordo com Silva (2016) a ideia do PAMC é tornar simples a análise e o redesenho de processos por meio da interação tida durante a construção do Canvas. Isso é alcançado com a construção em dez blocos de análise contidos em uma única folha de papel, formados a partir de um brainstorming realizado com os principais envolvidos no processo (SILVA, 2016), conforme a figura 3. Figura 3 – exemplo de PAMC Fonte: SILVA, 2016 O Canvas pode ser dividido em dois grupos, de cinco blocos cada, denominados “Sequenciamento Básico de Processos” e “Informações de Suporte à Análise” (SILVA, 2016). O grupo de Sequenciamento Básico de Processos é representado pelos blocos superiores – Principais Fornecedores, Principais Insumos, Principais Atividades, Principais Produtos e 22 Principais Clientes –, serve como base para o mapeamento de processos e está subdivido em entradas, processamento e saídas, os blocos restantes, que representam o grupo de Informações de Suporte à Análise, têm a finalidade de possibilitar uma análise do processo com maior profundidade (SILVA, 2016). Para Silva (2016), método PAMC é um método simples, prático e que pode ser aplicado em qualquer trabalho de processos. 23 3. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS 3.1. TIPO DE ESTUDO O estudo realizado, quanto ao seu objetivo, é descritivo. Para Gil (2002), o cerne das pesquisas descritivas está em descrever as características de uma população ou, nesse caso, de determinado fenômeno. Portanto, esse trabalho pretende descrever uma realidade com base no aprofundamento sobre o funcionamento de uma organização. Ademais, o trabalho está configurado como estudo de caso. Esse tipo de estudo se preocupa essencialmente em compreender uma instância singular, o que implica no caso estudado ser único (Lüdke, 1986). Nesse sentido, tendo em vista a especificidade de seu objeto de pesquisa, esse trabalho também justifica essa classificação. 3.2. ABRANGÊNCIA DO ESTUDO O presente trabalho é baseado numa pesquisa que será realizada no TRE-RN, com foco na sua Seção de Microinformática (SMI). Portanto, esse estudo abrange os processos referentes a essa única seção. Ademais, a natureza desse trabalho demanda que o processo de amostragem seja não probabilísticoe por julgamento. 3.3. COLETA DE DADOS Foi realizada uma pesquisa de campo dentro da seção do TRE-RN a partir do início do ano de 2022. Zanella (2013) cita alguns exemplos de instrumentos de coleta os quais foram convenientes neste trabalho: a entrevista semiestruturada, análise documental e observação. O uso dessas ferramentas se justificou pela proximidade com a área estudada, que permitiu levantar dados localmente. Apesar disso, a ferramenta principal utilizada para a coleta foi o 24 PAMC, método que garante maior agilidade no momento anterior à elaboração do mapa do processo, tal método foi aplicado remotamente e diretamente com a chefia da seção. 3.4. PLANO DE ANÁLISE DOS DADOS Para a análise dos dados coletados o trabalho fez uso da análise de processos não estruturada, a fim de otimizá-los como descrito por Balman et al. (2007). O ABPMP (2013), também chama atenção à importância dessa análise ao avaliar como os processos de negócio estão operando. Ademais, esses processos podem ser comparados com exemplos de boas práticas em outras organizações durante o estudo a fim de agregar maior valor ao formular um modelo de processos “To Be”. Além disso, a análise dos dados foi qualitativa. Leite (2008, p. 100) diz que o método qualitativo é aquele que tradicionalmente não requer o uso de ferramentas estatísticas e que “possui o poder de analisar os fenômenos com consideração de contexto”. O autor ainda ressalta a aplicabilidade dessa abordagem em situações em que convém usar de classificações comparativas e análises de um fenômeno por intensidade, grau ou proporção. Ou seja, pesquisas qualitativas são ideais quando há necessidade de uma perspectiva mais contextualizada sobre os dados levantados, como é o caso desta produção. 25 4. RESULTADOS 4.1. MAPEAMENTO DO CENÁRIO ATUAL (AS IS) E ANÁLISE Dentre os processos internos empenhados pela seção três deles foram escolhidos para a elaboração dessa análise: a abertura de garantia, a manutenção corretiva e a disponibilzação de equipamentos. Uma vez que foram observadas com grande frequência durante o período do estudo, esses processos são reconhecidos com maior familiaridade. Além disso, um desses, a abertura de garantia, não havia sido mapeado até então. Os processo de manutenção corretiva e disponibilização de equipamentos, embora tenham sido mapeados anteriormente, figuravam entre os processos que há mais tempo haviam sido mapeados, ou seja, seu mapeamento estavam entre os mais desatualizados. Para a realização do mapeamento, o método principal utilizado foi o do Processes Analysis Model Canvas (PAMC), onde através do brainstoarming elabora-se um canvas com os principais envolvidos no processo estudado. Os canvas elaborados, foram todos realizados diretamente com a chefia da seção. A partir disso, os mapas foram elaborados com ajuda do Bizagi Modeler. 4.1.1. ABERTURA DE GARANTIA A abertura de garantia, dentre os processos abordados aqui, é o único que ainda não foi mapeado pelo tribunal. Este é um processo de papel importante na utilização e gestão eficiente de equipamentos de TI, por otimizar o período de seu funcionamento. A seguir estão o mapa elaborado e o Canvas utilizado para a coleta de dados. 26 Figura 4 – PAMC da Abertura de Garantia Fonte: elaborado pelo autor (2022) Figura 5 – Mapeamento da Abertura de Garantia Fonte: elaborado pelo autor (2022) O processo tem início ao identificar o equipamento de TI com defeito. Normalmente, a identificação é feita por meio de um chamado realizado pelo GLPI, um dos sistemas integrados utilizados pelo tribunal, onde usuários relatam o seu mau funcionamento. Então, verifica-se dentro dos processos de aquisição desse equipamento, através da nota fiscal e do contrato de aquisição, se o mesmo equipamento se encontra dentro do período de garantia oferecido pela empresa prestadora da assistência técnica. Se sim, é possível seguir com o processo. Depois disso, é necessário identificar o defeito apresentado pelo equipamento e o procedimento necessário para a abertura do chamado com a empresa prestadora da assistência técnica. Em posse dessa informação o chamado com a empresa é aberto, onde será estipulada 27 uma data para a visita de um de seus técnicos. Durante a visita o trabalho desse técnico deve ser acompanhado até a sua conclusão o que exige o ateste para o conserto realizado pela empresa. Assim, com a posse do equipamento é possível re-encaminhar o equipamento para o seu usuário. Por esse mapeamento foi possível identicar um ponto de melhoria na atividade de identificação do procedimento necessário para a abertura do chamado de garantia. Essa parte do processo possui uma ineficiência por depedender de ligações para diferentes empresas sempre que uma marca, que ainda não tenha passado por esse processo, precise da ativação da garantia, utilizar um banco de dados elaborado a priori com essas informações poderia agilizar esse processo por reduzir o tempo gasto com ligações telefônicas. 4.1.2. MANUTENÇÃO CORRETIVA A manutenção corretiva é um processo realizado com bastante frequência pela SMI tendo em vista o grande número de equipamentos de TI gerenciados. Como há de se esperar o surgimento de equipamentos de TI defeituosos durante seu ciclo de vida, é importante para a organização ter este processo bem definido para que a sua recuperação seja tida da forma mais eficiente possível. Abaixo, o Canvas e o mapa elaborados para este processo. 28 Figura 6 – PAMC da Manutenção Corretiva Fonte: elaborado pelo autor (2022) Figura 7 – Mapeamento da Manutenção Corretiva Fonte: elaborado pelo autor (2022) Este processo tem início semelhante ao anterior, desde identificar o equipamento defeituosos por meio do GLPI a verificar em que situação o equipamento se encontra em relação à garantia. Se o equipamento estiver dentro do período o fluxo levará ao processo de abertura de garantia apresentado anteriormente, o qual está, apresentado como um subprocesso neste mapa. Se o equipamento não estiver mais dentro do período de garantia, o fluxo toma outro rumo. Seguindo por esse caminho, o equipamento é averiguado quanto ao seu tipo de defeito. Se o defeito for solucionável internamente, será realizada a manutenção e então o equipamento será reencaminhado para os usuários. Se o defeito não for solucionável, será necessário avaliar 29 a relação custo-benefício de contratar os serviços de assistência técnica responsável e então reencaminhar o equipamento para os usuários. Não havendo boa relação custo-benefício, o equipamento é encaminhado para o processo de desfazimento. 4.1.3. DISPONIBILIZAÇÃO DE EQUIPAMENTOS Este é outro processo frequentemente realizado dentro da SMI. Por essa Seção possuir papel na gestão dos ativos de TI do tribunal, tem-se como regra que a necessidades dos usuários por esses equipamentos também sejam tratadas por ela. Figura 8 – PAMC da Disponibilização de Equipamentos Fonte: elaborado pelo autor (2022) Figura 9 – Mapeamento da Disponibilização de Equipamentos Fonte: elaborado pelo autor (2022) 30 O início deste processo se dá com o recebimento da demanda por algum equipamento através de um chamado realizado pelo usuário com o GLPI. Esse chamado é tratado e delegado para um dos técnicos de informática à disposição da SMI. A partir daí, é necessário identificar em algum dos depósitos de equipamentos de TI se a SMI ou o TRE possuem disponibilidade para o equipamento necessário. Se o equipamento estiver disponível é possível separar o equipamento e realizar os testes necessários antes de sua entrega. Feito isso, a elaboração da guia de transferência do equipamento é importante para formalizar a sua transferência para o novo setor responsável– a guia é elaborada através do sistema integrado ASIWEB, ferramenta específica para atividades de gestão patrimonial dentro do tribunal que também registra a localização e o histórico de transferências dos ativos. Após a entrega, instalação física, e se necessário, instalação de software no equipamento dentro da unidade solicitante, a guia elaborada previamente é assinada pelo usuário e recolhida pela SMI. Deve-se então aguardar o prazo de uma semana antes de conferir no sistema ASIWEB se o seu recebimento foi efetivado corretamente pelo usuário, caso o recebimento esteja pendente até esse momento deve-se encaminhar a guia da transferência ao sistema de patrimônio para que este o efetive. Por fim, com o equipamento à disposição do usuário a guia de transferência pode ser anexada ao chamado original no GLPI e este pode ser encerrado. Aqui, foi observado uma oportunidade de melhoria no processo. Durante o período de observação, foi percebido um grande entrave nas atividades que envolvem o recolhimento e elaboração das guias de transferência. O que ocorre é que muitos usuários não estão familiarizados com a ferramenta ASIWEB e por isso acabam negligenciando um passo importante, que é efetivar o recebimento do equipamento dentro desse sistema. A efetivação do recebimento é importante pois atualiza a localização do patrimônio no sistema, sem ela o equipamento em questão continua efetivamente sob posse do SMI, o que pode desencadear diversos problemas com o passar do tempo. Em resposta a essa situação a SMI gasta tempo com o arquivamento das guias impressas, com verificações periódicas da sua situação de transferência e com a eventual necessidade de recorrer ao setor patrimonial para efetivar a transferência corretamente. Seria necessário conscientizar os usuários para o uso da ferramenta ASIWEB, mas a tarefa se torna difícil na medida que ela não é intuitiva, especialmente para os usuários que solicitam equipamentos de TI ocasionalmente. Alguns usuários passaram a, eles mesmos, contatar o setor para efetivar a transferência, mas essa medida é apenas paliativa. Investir no 31 desenvolvimento ou atualização da ferramenta para acomodar os usuários, com foco na melhoria de acessibilidade, seria importante para tornar o trabalho da SMI mais eficiente e representaria uma grande economia no uso de papel. 32 5. CONCLUSÃO Este estudo buscou desde o início uma resposta para o questionamento: como desenvolver pelo mapeamento e análise de processo, maior eficiência e qualidade dentro dos processos da SMI no TRE-RN? Para esse fim, o embasamento foi dado sobre os temas de gestão por processos, gestão por processos em organizações públicas, gestão por processos no poder judiciário e modelagem de processos. O estudo foi motivado pelo desejo de contribuir no desenvolvimento da qualidade e eficiência daqueles processos internos da Seção de Microinformática do TRE-RN, que, ou ainda não haviam sido mapeados, ou há muito tempo foram mapeados. Então, os processos escolhidos foram a abertura de garantia e a manutenção corretiva. Para a coleta dos dados necessários para o estudo, foi feita a escolha sobre o método PAMC elaborado em colaboração com a chefia da seção. A partir daí, utilizou-se o a metodologia BPMN de notação com o auxílio do software Bizagi Modeler. Com a realização da modelagem de processos, foi possível observar duas oportunidades de melhoria: uma dentro do processo de abertura de garantia e outra no processo de disponibilização de equipamentos, baseadas na ideia de que seria possível reduzir o gasto de tempo com o processo e torna-lo mais eficiente. A propostas baseadas nessa oportunidade, dessa forma, são o registro prévio das informações abertura de chamado com as empresas prestadoras do serviço de garantia dos equipamentos de TI adquiridos e a atualização do sistema ASIWEB. Assim, compreende-se que foi possível atingir o objetivo do estudo, uma vez que houveram oportunidades de melhoria observadas e processos de trabalho importantes para a seção e tribunal foram mapeados pela primeira vez, ou atualizados. 33 REFERÊNCIAS ABPMP (Brasil). BPM CBOK. Guia para o Gerenciamento de Processos de Negócio: Corpo Comum de Conhecimento. Versão 3.0, 2013. Disponível em: http://ep.ifsp.edu.br/images/conteudo/documentos/biblioteca/ABPMP_CBOK_Guide__Portu guese.pdf. Acesso em: 04 out 2020. BALDAM, Roquemar; VALLE, Rogerio; PEREIRA, Humberto; HILST, Sérgio; ABREU, Maurício; SOBRAL, Valmir. Gerenciamento de Processos de Negócios: BPM- Business Process Management. [S.l.], Érica, 2007. BPMN. 2021. Disponível em: https://www.bpmn.org/. 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TQM (Total Quality Management) – Gestão de qualidade total. e78bc34e453899a8989bf50392c3a70db5f248d6a3f0866c89e57d35f51dcef8.pdf 2e1a85405c5200ed15c133dea08daed2e1ecb003edda99f1f3f626e47a116fcc.pdf e78bc34e453899a8989bf50392c3a70db5f248d6a3f0866c89e57d35f51dcef8.pdf