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CONCEPÇÃO HISTÓRICO CRÍTICA DA EDUCAÇÃO
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Gestão de Processos Humanas / SociaisHumanas / Sociais

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Resumo sobre a Concepção Histórico-Crítica da Educação O artigo de Marlene de Souza Dozol explora a concepção histórico-crítica da educação, que emergiu no Brasil no final da década de 1970, como uma resposta às teorias crítico-reprodutivistas. A autora busca caracterizar essa abordagem educacional, estabelecendo comparações entre diferentes autores que a representam, com foco em José Carlos Libâneo e Betty Antunes de Oliveira. A análise se inicia com um breve histórico da concepção, destacando a importância do trabalho realizado na PUC-SP sob a coordenação de Dermeval Saviani, que buscou uma abordagem dialética para o fenômeno educativo. A concepção histórico-crítica visa superar a visão estática e determinista das teorias crítico-reprodutivistas, que não consideram a reciprocidade entre as instâncias sociais e educacionais. A concepção histórico-crítica é fundamentada na ideia de que a educação deve ser um processo social que contribui para a transformação social. Libâneo, em sua "Pedagogia crítico-social dos conteúdos", argumenta que a escola deve desempenhar um papel social e político na socialização do saber sistematizado, utilizando métodos pedagógicos que conectem as práticas socioculturais dos alunos à cultura elaborada. Ele propõe que a educação deve ser orientada para a democratização do saber, reconhecendo a importância dos conteúdos e métodos de ensino. Libâneo divide sua análise em quatro tópicos principais: objetivos e funções da educação escolar, democratização do saber, conteúdos e métodos de ensino, e a dimensão crítico-social dos conteúdos. Por outro lado, Betty Antunes de Oliveira complementa essa discussão ao enfatizar a relação entre conteúdo e forma na prática pedagógica. Ela argumenta que a forma como o conhecimento é transmitido tem implicações políticas significativas. A autora critica a visão de Libâneo, que, segundo ela, não atribui a devida importância à dimensão política dos métodos pedagógicos. Antunes sugere que a prática educativa deve ser entendida como uma modalidade da prática social global, onde a escola não é apenas um espaço de transmissão de conhecimento, mas um local onde as transformações sociais podem ocorrer. Ela destaca que a forma de apropriação do saber deve ser intencional e crítica, permitindo que os educandos se tornem sujeitos ativos em sua própria educação e, consequentemente, em sua prática social. Destaques A concepção histórico-crítica da educação surgiu no Brasil no final da década de 1970, buscando superar as teorias crítico-reprodutivistas. José Carlos Libâneo e Betty Antunes de Oliveira são dois autores centrais na discussão da pedagogia histórico-crítica, apresentando visões complementares e críticas. Libâneo defende que a escola deve socializar o saber sistematizado, promovendo a democratização do conhecimento e a transformação social. Antunes enfatiza a importância da relação entre conteúdo e forma, argumentando que a prática pedagógica deve ser entendida como parte da prática social global. A forma de transmissão do conhecimento possui uma dimensão política que deve ser considerada para que a educação cumpra seu papel transformador.

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