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VICTÓRIA DORTA CARVALHO Caso Clínico – AVE Isquêmico Paciente P. F. M. P., sexo masculino, 68 anos, deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento em com queixa de cefaleia e quadros de vômito recorrentes, porém os sintomas eram inconstantes nos últimos 2 dias. Ao exame clínico foi coletado informações acerca do histórico de hipertensão arterial, diabetes mellitus tipo II, sedentarismo, etilista e tabagista. Fazia uso de Tenadren® e Januvia® para controle da hipertensão arterial e Diabetes, respectivamente. Ao passar pela classificação de risco: 72 bpm e glicemia de 180 mg/dl. Foi administrado Plasil® e Dipirona® endovenosamente. Paciente recebeu alta da UPA, após melhora. No dia seguinte foi internado no Hospital geral após quadro convulsivante relatado pelos familiares. Estava hipertenso, hipocorado, taquicárdico e taquipneico. Queixava de dormência do braço esquerdo e dificuldade visual, com perda da acuidade, além de notória hemiparesia facial à esquerda. Após suspeita de AVC isquêmico, foi solicitado exame de imagem, TC do crânio, onde foi observado uma obstrução arterial, ao nível superior do tronco encefálico, próximo à margem medial direta do lobo occipital. Logo, iniciou tratamento com tromboembolísticos e avaliação da evolução do quadro do paciente. Houve grande redução no volume do coágulo e recuperação da capacidade visual, tendo o paciente alta após o fim do tratamento em 10 dias. Pontos de discussão: 1. Qual a possível artéria acometida pela obstrução? É possível que a obstrução arterial tenha ocorrido na artéria cerebral posterior (ACP), a ACP é responsável por irrigar a porção posterior do cérebro, incluindo o tronco encefálico, o cerebelo, a região occipital e partes do lobo temporal e parietal. A obstrução nessa artéria pode levar a sintomas como dormência ou fraqueza em um lado do corpo, dificuldade visual, perda da acuidade visual, tontura, náuseas e vômitos. 2. Qual a justificativa anatômica e funcional para a perda da acuidade visual do paciente? A perda de acuidade visual relatada pelo paciente pode ser explicada pela localização da obstrução arterial no tronco encefálico, próximo à margem medial direta do lobo occipital. Essa área é responsável por processar informações visuais, e a obstrução arterial pode levar a uma falta de oxigenação e nutrientes nas células neuronais, resultando em danos à função visual. Além disso, a obstrução arterial pode causar um dano direto às fibras nervosas que conduzem informações visuais para o cérebro, resultando em uma perda de acuidade visual. 3. Explique a sintomatologia contralateral causada pelo quadro relatado. O paciente apresentou uma obstrução arterial ao nível superior do tronco encefálico, próximo à margem medial direta do lobo occipital. O tronco encefálico é responsável por controlar funções vitais como a respiração, a pressão arterial e a consciência, além de ser um importante centro de integração sensorial e motor. É importante ressaltar que a sintomatologia apresentada é contralateral, ou seja, ocorreu no lado direito do corpo, devido à organização dos neurônios no sistema nervoso central. A obstrução arterial no lado direito do tronco encefálico afeta os neurônios que controlam as funções motoras e sensoriais do lado esquerdo do corpo, explicando assim a hemiparesia facial à esquerda e a dormência no braço esquerdo. Já a perda da acuidade visual ocorre no campo visual contralateral, ou seja, no lado direito do campo visual, devido à organização das fibras nervosas do nervo óptico no cérebro. 4. Quais os possíveis diagnósticos de Enfermagem? · Comunicação verbal prejudicada relacionada a estímulos insuficientes evidenciado por fala arrastada. · Ansiedade, relacionada à mudança no estado de saúde, evidenciado por capacidade diminuída de solucionar problemas. · Mobilidade física prejudicada, relacionada por prejuízos neuromusculares, evidenciada por amplitude limitada de movimento, mudanças na marcha, movimentos lentos. · Risco de quedas, evidenciado por dificuldade na marcha · Estilo de vida sedentário relacionado a interesse insuficiente em atividades físicas 5. Quais os cuidados de Enfermagem? · Monitorização de sinais vitais: o paciente apresentou taquicardia e hipertensão arterial, portanto, é importante monitorar constantemente a pressão arterial, frequência cardíaca e frequência respiratória. · Avaliação neurológica: avaliar a sensibilidade, força muscular, reflexos, coordenação e equilíbrio do paciente, uma vez que ele apresentou sintomas neurológicos, como dormência do braço esquerdo e hemiparesia facial à esquerda. · Administração de medicações: administrar os medicamentos prescritos, tais como Plasil® e Dipirona®, conforme a dose e horários estabelecidos, e monitorar os efeitos colaterais. · Observação de sinais de hemorragia: o tratamento com tromboembolísticos pode causar hemorragia, portanto, é importante observar sinais de sangramento, como hematoma, hematomas ou sangramento pelo nariz, gengivas, ou qualquer outro local.