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Ventilação Não Invasiva - VNI
Veridiana Silva 
 
CURSO DE FISIOTERAPIA 
ESTÁGIO SUPERVISIONADO HOSPITALAR DE FISIOTERAPIA 
Ventilação Não Invasiva – VNI
O QUE VEREMOS: 
• Conhecer sobre aspectos gerais como definição e objetivos da VNI
• Conhecer a principais interfaces e suas características
• Identificar
• os principais modos ventilatórios e suas características
• Reconhecer quando começar e as contraindicações para a VNI,
• bem como aspectos técnicos relacionados à VNI
• Descrever as principais doenças e condições para as quais o uso da
• VNI é recomendado
Ventilação Mecânica
✔ Ventilação que substitui total 
ou parcialmente a ventilação 
espontânea 
✔ Pode ser utilizada de forma 
não-invasiva (interface externa; 
máscara facial) ou invasiva 
(interface interna; tubo 
endotraqueal, cânula de 
traqueostomia)
Definição de VM Não Invasiva (VNI)
Técnica de assistência ventilatória que 
utiliza uma interface
externa aplicada à via aérea do 
paciente para realizar a
ventilação (p. ex., máscara facial)
 Não necessitando de uma prótese 
invasiva para ventilação.
Objetivos da VNI
• Aumentar a ventilação alveolar 
• Melhorar as trocas gasosas pulmonares 
• Diminuir o trabalho respiratório 
• Repousar parcialmente a musculatura 
respiratória 
• Otimizar volumes pulmonares 
• Reduzir dispneia 
• Eliminar a necessidade de intubação 
orotraqueal. (
Quando a resposta a terapia.)
Vantagens em relação à VM invasiva
• Eliminação de possíveis complicações associadas à intubação
endotraqueal
• Promoção de mais conforto ao paciente
• Preservação dos mecanismos de defesa das VVAA
• Possibilidade de manutenção da fala, deglutição e mecânica
Efeitos fisiológicos
Principais efeitos no sistema respiratório
✔ Aumento da capacidade residual funcional
✔ Alteração do Vc e da ventilação minuto → 
podem alterar os níveis de CO2 no sangue 
arterial.
 Esses efeitos são importantes para manter 
uma função pulmonar estável em todo 
período pós-operatório, corrigindo alterações 
que possam se desenvolver.
Indicações da VNI
• Insuficiência Respiratória aguda 
• Exacerbação da DPOC e da Asma 
• Edema Agudo de Pulmão Cardiogênico
• Pneumonia Adquirida na Comunidade 
• Pós-Operatórios de cirúrgias 
tóraco-abdominais 
• Apneia Obstrutiva do sono 
• Insuficiência respiratória pós-extubação 
e no auxílio do desmame.
 • Ventilação domiciliar
Contraindicações - VNI
• Analisar caso a caso risco x benefício - Incapacidade de cooperar, 
proteger as vias aéreas, ou secreções abundantes.
• Rebaixamento de nível de consciência - Falências orgânicas não 
respiratórias Cirurgia facial ou neurológica.
•Trauma ou deformidade facial - Alto risco de aspiração 
• Obstrução de vias aéreas superiores
Contraindicações 
Absolutas- VNI
- Necessidade de 
intubação de emergência
- Parada cardíaca ou 
respiratória
Ventilação Não Invasiva – VNI
Interfaces para a VNI
Interfaces para a VNI
A implementação da VMNI envolve a seleção 
de uma adequada interface paciente 
ventilador.
 Interfaces para VNI
Máscara Facial 
Máscara Facial - Permite uma correção 
mais eficiente das trocas gasosas - 
Menor vazamento oral - Mais 
apropriada para condições agudas, por 
permitir maiores fluxos e pressões.
Máscara Nasal
Bem mais tolerado, porém em alguns casos o
vazamento de ar pela boca impossibilitam o
seu uso.
- Menor risco de aspiração
- Facilita expectoração
- Menor claustrofobia - Permite a fala 
Permite a alimentação Fácil manuseio 
Menor espaço morto.
Máscara Total
 Esse tipo de máscara apresenta menos riscos de ferimentos e reduz a sensação de 
claustr0fobia. Tem como vantagens melhorar o conforto, e como desvantagem o aumento 
do trabalho respiratório, o barulho feito interiormente, o risco de ressecamento de córneas 
e possíveis reinalações de CO2.
Interfaces para VNI
Cuidados
Interfaces para VNI
Quando começar?
Recomendação:
✔ Pacientes com insuficiência respiratória que sejam 
incapazes de manter uma ventilação espontânea (volume 
minuto.
Modos ventilatórios
INSTALAÇÃO
• Explicar o procedimento e orientar o paciente 
• Elevar a cabeceira da cama
 • Permanecer ao lado do paciente segurando a máscara 
• Iniciar a terapia com baixas pressões e aumentar progressivamente para dar 
tempo para adaptação 
• Proteger a base do nariz com hidrocoloide
 • Fixar máscara com cuidado 
• Ligar alarmes e monitorar paciente
CPAP
• No modo CPAP é administrado somente uma 
pressão expiratória final contínua nas VVAA, que 
permanece nos pulmões independente da fase do 
ciclo respiratório do paciente. 
Utilizado em pacientes que apresentam prejuízo 
quanto a oxigenação.
BiPAP
• É constituído por dois níveis de pressão nas 
vias aéreas, em que o nível IPAP é puramente 
inspiratório e o EPAP é produzido na fase 
expiratória do ciclo respiratório. 
BiPAP
• Paciente obtém um 
suporte pressórico 
variável nas duas fases do 
ciclo respiratório.
BiPAP
•Pressão inspiratória para ventilar o paciente.
•Pressão positiva inspiratória (IPAP)
•Pressão expiratória para manter as VVAA e alvéolos abertos.
Correta adaptação do paciente 
Correta adaptação do paciente 
Recomendações: 
✔ Monitorizar o VC, a FR e a SpO2
✔ Quando disponível, realizar a monitorização gráfica
✔ As assincronias, os escapes, o auto-peep, os esforços 
ineficazes e o mecanismo de compensação do vazamento 
devem ser constantemente observados.
Monitorização
✔ Realizar a 
monitorização a beira do 
leito a cada 30 min a 2hs.
 
Complicações VNI
•Distensão abdominal
• Aspiração do conteúdo gástrico
• Ressecamento nasal, oral e de conjuntiva
• Piora ou persistência das anormalidades nas
 condições clínicas e ou nas trocas gasosas.
• Intolerância do paciente ao método.
Piora ou persistência das anormalidades nas
•condições clínicas e ou nas trocas gasosas.
• Intolerância do paciente ao método.
Complicações VNI
• Necrose facial
Complicações VNI
• Barotrauma, quando a pressão excessiva utilizada durante a 
ventilação mecânica.
CUIDADOS com: 
Reinalação de gás carbônico
 Sugestão
•Procurar evitar a reinalação de CO2 ou minimizá-la nos casos de uso 
dos ventiladores de circuito único.
• Sistema com orifícios de exalação na própria interface apresentam
menor risco de reinalação.
• PEEP baixa e o ↓ suporte pressórico também podem contribuir para 
a reinalação de CO2.
CUIDADOS 
Suplementação de oxigênio
Sugestão
✔ Ventiladores com misturador de gás → ajuste no próprio 
ventilador.
✔ Equipamentos de VNI portáteis → O2 diretamente na máscara 
sempre depois da válvula de exalação usando fonte externa de O2
✔ A FiO2 suplementada depende de diferentes características.
Quando descontinuar
• Recomendação: O uso de VNI deve ser monitorado por profissional da saúde 
à beira- leito de 0,5 a 2 horas.
Para ser considerado sucesso, deve ser observado diminuição da FR aumento 
do VC, melhora do nível de consciência, diminuição ou cessação de uso de 
musculatura acessória, aumento da PaO2 e/ou da SpO2 e diminuição da PaCO2 
sem distensão abdominal significativa. 
Quando não há sucesso, recomenda-se imediata IOT e ventilação 
invasiva. Espera-se sucesso na população hipercápnica com o uso 
da VNI em 75% dos casos, e nos hipoxêmicos em cerca de 50%.
Sucesso:
 Melhora do padrão respiratório com ↓FR, ↑Vc, melhora do nível de
consciência, ↓ ou cessação do uso de musculatura acessória, ↑ da PaO2 
e/ ou SpO2, e da ↓PaCO2.
Doenças recomendadas
✔ DPOC exacerbada: Deve-se utilizar
✔ EAP cardiogênico: Deve-se utilizar
✔ Asma exacerbada: Pode-se utilizar
✔ SARA: Pode-se utilizar
✔ PAC grave: Pode-se utilizar
VNI na exacerbação aguda do DPOC
Recomendação: Deve-se usar VNI no tratamento da 
DPOC agudizada para diminuir a necessidade de 
intubação, diminuição do tempo de internação no 
hospital.
Edema agudo de pulmão cardiogênico- EAP
Recomendação: Deve-se usar VNI (BIPAP com EPAP 5-10 e IPAP até 15 
cm H2O) e ou CPAP de 5 a 10 cmH20 nos pacientes com Edema Agudode Pulmão de origem cardiogênica visando diminuir a necessidade de 
intubação endotraqueal e redução na mortalidade
VNI na exacerbação da Asma
• Sugestão: A VNI pode ser utilizada em conjunto com terapia 
medicamentosa para melhorar à obstrução ao fluxo aéreo e diminuir 
esforço respiratório em pacientes em crise asmática moderada e 
acentuada. 
VNI Na SARA
 Sugestão: Pode-se utilizar a VNI na SARA, especialmente nos casos de 
SARA Leve, com os cuidados de se observar as metas de sucesso de 0,5 
a 2 horas. No caso de não sucesso evitar retardar a intubação.
Na SARA Grave evitar utilizar VNI, devido à alta taxa de falência 
respiratória e necessidade de IOT.
VNI na Pneumonia Adquirida na Comunidade Grave (PAC grave):
• Sugestão: Pode-se utilizar a VNI em PAC grave com insuficiência 
respiratória hipoxêmica, especialmente nos portadores concomitantes 
de DPOC .; com os cuidados de se observar as metas de sucesso de 0,5 
a 2 horas. No caso de não sucesso evitar retardar a intubação 
Pós-extubação.
VNI em Pós-Operatório
• Recomendação: A VNI para Tratamento da IRpA no pós-operatório 
imediato de cirurgia abdominal e torácica eletivas deve ser utilizada 
estando associado à melhora da troca gasosa, redução de atelectasias 
e diminuição do trabalho respiratório, além de diminuição da 
necessidade de IOT e possivelmente da mortalidade. 
• Deve ser utilizada com cautela, respeitando-se as limitações e contra 
indicações para sua utilização. 
VNI em Pós-Operatório
✔ Deve ser utilizada para tratamento da IRpA no pós-operatório
imediato de cirurgias abdominal e torácica eletivas, estando associada 
a: 
Melhora da troca gasosa
Redução de atelectasias Diminuição do trabalho respiratório, além de 
diminuição da necessidade de IOT e, possivelmente, da mortalidade
Pós-extubação:
✔ Encurtar a duração da VM invasiva
✔ Reduzir a mortalidade
✔ Diminuir as taxas de pneumonia associada à VM (PAV)
✔ Gerando menos dias internação em UTI e no hospital
Fixando 
 
VNI deve ser usada na 
exacerbação do DPOC?
https://pebmed.com.br/dpoc-novidades-na-abordagem-diagnostica-e-terapeutica-do-gold-2018/
•A VNI (bilevel) pode ser considerada em pacientes 
com DPOC com uma exacerbação aguda em três 
contextos clínicos:
•Para prevenir a acidose respiratória aguda.
•Para prevenir intubação endotraqueal e ventilação 
mecânica invasiva em pacientes com acidose leve a 
moderada e dificuldade respiratória.
VNI deve ser utilizada na IRA 
devido ao edema pulmonar 
cardiogênico?
•A fisiopatologia da insuficiência respiratória durante o edema 
pulmonar cardiogênico inclui diminuição da complacência do 
sistema respiratório e inundação alveolar devido à alta pressão 
capilar associada ou não à disfunção sistólica do ventrículo 
esquerdo (VE).
• A VNI (incluindo tanto o nível bilevel quanto o CPAP) nesse 
contexto tem a capacidade de melhorar a mecânica respiratória e 
facilitar o trabalho do ventrículo esquerdo diminuindo a 
pós-carga. 
•Recomenda-se VNI bilevel ou CPAP para pacientes com IRA 
devido a edema pulmonar cardiogênico (Recomendação forte, 
certeza moderada de evidência).
 VNI deve ser usada em crise de 
asma aguda?
A principal característica da asma aguda é um episódio súbito e 
reversível de broncoconstrição, levando a um aumento da 
resistência das vias aéreas que varia em gravidade. 
 A VNI é usada, juntamente com o tratamento farmacológico 
convencional, com o objetivo de diminuir o trabalho muscular 
respiratório que é muito aumentado durante os episódios de 
bronco-constrição aguda, para melhorar a ventilação, diminuir a 
sensação de dispneia e, finalmente, evitar entubação e ventilação 
mecânica invasiva. 
 A VNI deve ser usada para prevenir a 
insuficiência respiratória pós-extubação?
O início da VNI após a extubação planejada diminui tanto a taxa de intubação quanto a 
mortalidade em pacientes com alto risco de falha na extubação. 
Recomenda-se que a VNI seja usada para prevenir a insuficiência respiratória 
pós-extubação em pacientes de alto risco pós-extubação. 
•VNI deve ser usada no tratamento da 
insuficiência respiratória que se desenvolve 
após a extubação?
•Sugere-se que a VNI não deve ser usada no tratamento de 
pacientes com insuficiência respiratória pós-extubação 
estabelecida (Recomendação condicional, baixa certeza de 
evidência).
VNI deve ser usada para facilitar o desmame 
de pacientes com ventilação mecânica 
invasiva?
A VNI tem se mostrado tão eficaz quanto a ventilação mecânica invasiva na 
melhora do padrão respiratório, reduzindo o esforço inspiratório e mantendo 
a troca gasosa adequada durante a fase de desmame em pacientes 
selecionados intubados e ventilados para IRA hipercápnica. Com base nesse 
raciocínio fisiológico, a VNI tem sido utilizada nesses pacientes como meio de 
acelerar o processo de desmame, evitando os efeitos colaterais e as 
complicações da ventilação invasiva.
• Recomenda-se que a VNI seja usada para facilitar o desmame da 
ventilação mecânica em pacientes com insuficiência respiratória 
hipercápnica (Recomendação condicional, certeza moderada de 
evidência). Por outro lado, não foi feita nenhuma recomendação para 
pacientes hipoxêmicos.

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