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Semiologia respiratória
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Semiologia Médica

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Resumo sobre Semiologia em Pneumologia A semiologia em pneumologia é uma prática essencial para a avaliação do sistema respiratório, envolvendo inspeção, palpação, percussão e ausculta. A inspeção é o primeiro passo, onde se observa a conformação do tórax e possíveis anormalidades. A contagem dos espaços intercostais inicia-se na junção manúbrio-esternal, que corresponde ao segundo espaço intercostal. A inspeção estática permite identificar características como retrações, cicatrizes e abaulamentos. O tórax normal apresenta um diâmetro antero-posterior mais estreito que o látero-lateral, enquanto um tórax globoso, típico de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), apresenta um diâmetro antero-posterior alargado. Anomalias como pectus carinatus e pectus escavatum são observadas em condições congênitas e podem indicar problemas cardíacos. A inspeção dinâmica avalia a expansibilidade do tórax e o padrão ventilatório do paciente. A expansibilidade deve ser simétrica e ampla, e não é necessário solicitar que o paciente respire profundamente para essa avaliação. O padrão ventilatório pode ser classificado como abdominal, torácico ou tóraco-abdominal. Alterações na dinâmica ventilatória, como taquipneia (respiração rápida) e bradipneia (respiração lenta), podem indicar condições como ansiedade ou alterações nervosas. O ritmo respiratório também é analisado, com padrões como Kussmaul, Cheyne-Stokes e Biot, que refletem diferentes condições clínicas, desde acidose metabólica até doenças do sistema nervoso central. A palpação é uma etapa crucial para avaliar a expansibilidade do tórax e a presença de dor referida. O frêmito tóraco-vocal é uma técnica que permite perceber a ressonância da voz ao tocar a parede torácica. Alterações no frêmito podem indicar a presença de líquido ou consolidação pulmonar. A percussão é realizada para identificar a presença de líquido ou ar no tórax, com sons normais sendo claros e pulmonares. Sons maciços indicam derrame pleural ou consolidação, enquanto sons timpânicos sugerem pneumotórax. A ausculta é a última etapa, onde se escutam os murmúrios ventilatórios e se avaliam alterações como a ausência de murmúrio vesicular, que pode indicar pneumonia ou derrame. Ruídos adventícios, como estertores e roncos, também são importantes para o diagnóstico de condições respiratórias. Destaques Inspeção : Avaliação da conformação do tórax e identificação de anormalidades como pectus carinatus e escavatum. Inspeção dinâmica : Análise da expansibilidade e padrão ventilatório, com atenção a taquipneia e bradipneia. Palpação : Avaliação do frêmito tóraco-vocal e identificação de dor referida. Percussão : Identificação de sons normais e anormais, como maciços (indicam líquido) e timpânicos (indicam ar). Ausculta : Escuta dos murmúrios ventilatórios e identificação de ruídos adventícios, essenciais para o diagnóstico de doenças respiratórias.

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