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CURSO: FISIOTERAPIA TURMA: 9NA DISCIPLINA (RODÍZIO): CARDIORESPIRATÓRIA ANULO: CARLOS ANTONIO CARVALHO COUTINHO MATRÍCULA: 1351912165 PRECEPTOR: DIEGO RODRIGUES VNI – Ventilação Não Invasiva O que é: Define-se ventilação não invasiva como todo suporte ventilatório administrado sem a presença de cânula endotraqueal (intubação ou traqueostomia), na VNI a interface entre o paciente e o ventilador é obtida através do acoplamento de máscaras, nasais ou faciais, tampões nasais ou capacetes. OBS: Com o aumento da disponibilidade de dispositivos e de mecanismos mais eficientes e avançados de válvulas, a VNI torna-se uma opção atraente de aplicar o suporte ventilatório sem intubação das vias aéreas tornando-se amplamente exercido, tanto para suporte quanto para aplicações hospitalares agudas. Os principais objetivos da VNI são: Alívio dos sintomas(melhora do conforto respiratório). Manutenção dos volumes pulmonares, prevenindo as atelectasias. Correção da hipóxia e hipercapnia. Redução do trabalho respiratório(impedindo ou auxiliando contra a fadiga muscular respiratória). Melhora das trocas gasosas, recrutando os alvéolos hipoventilados. Evitar a IOT com suas complicações. Redução do tempo de internação. Tipos de VNI: Pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP): O ventilador funciona como um sistema de fluxo sob demanda, com o paciente disparando todas as respirações e determinando sua temporização, pressão e tamanho. Não é preciso definir sensibilidades de disparo ou ciclagem quando realizados em ventiladores de circuito único. Dois níveis de pressão em vias aéreas bilevel: Pressão Positiva Inspiratória (IPAP); Pressão Positiva Expiratória (EPAP); A diferença entre essas pressões determina o nível de pressão de suporte, este modo oferece respirações controladas por pressão, mandatórias em ciclos de tempo e respirações espontâneas com suporte pressórico, todas no nível de pressão IPAP. Suporte de pressão assegurada de volume médio (AVAPS): O modo AVAPS (suporte pressórico com volume corrente médio assegurado) oferece um volume corrente fixo, com variações dos níveis de pressão para atingir o “volume-alvo”, ou seja, o volume alvo é obtido ajustando a pressão aplicada após o incremento da pressão inicial. O modo AVAPS oferece respiração mandatória em ciclos de tempo e respiração espontânea com suporte pressórico. Ventilação de pressão proporcional (PPV): A PPV fornece respirações disparadas pelo paciente com pressão proporcional ao esforço do paciente, quanto maior for o esforço, maior será a pressão inspiratória aplicada. O operador determina a porcentagem de suporte a ser oferecido pela máquina, o ventilador mensura de forma intermitente a complacência e a resistência do sistema respiratório do paciente e instantaneamente gera fluxo e volume baseados nestas variáveis mecânicas e em proporção ao esforço. Assim como PSV na PPV as respirações são espontâneas, o paciente controla a velocidade e o tempo da duração do ciclo respiratório, não existe volume, pressão ou fluxo alvo apenas limites de pressão e volume que podem ser fornecidos. Vantagens: Maior conforto com menores doses de sedativos, facilidade de instalação e remoção, preservação da fala e deglutição. Eliminação das lesões mecânicas das vias aéreas, eliminação do componente resistivo imposto pela cânula traqueal e redução na necessidade de intubação. A VNI reduz a incidência de pneumonia associada a ventilação mecânica, tempo de internação, custos e mortalidade em pacientes com insuficiência respiratória hipercápnica e em pacientes imunossuprimidos com insuficiência respiratória hipoxêmica. Desvantagens: Necessidade de colaboração, estabilidade hemodinâmica e um tempo maior de ventilação para que ocorra a correção dos distúrbios nas trocas gasosas. Distensão gástrica, hipoxemia transitória, necrose de pele facial. Sua instalação requer uma interface (máscara) e um respirador. São revistos os tipos de ventiladores e modos ventilatórios, e orienta-se sua instalação, monitorização e parâmetros iniciais. Contraindicações a VNI: Absolutas (sempre evitar) Necessidade de intubação de emergência. Parada cardíaca ou respiratória. Obesidade mórbida (IBW > 200%). Distensão abdominal progressiva ou vômitos. Hipoxemia refratária com SpO2 < 85% com FIO2 = 1 Acidose respiratória grave com pH <7,20 Relativas (analisar caso a caso risco x benefício) Incapacidade de cooperar, proteger as vias aéreas, ou secreções abundantes. Rebaixamento de nível de consciência (exceto acidose hipercápnica em DPOC). Falências orgânicas não respiratórias (encefalopatia, arritmias malignas ou hemorragia digestivas graves com instabilidade hemodinâmica). Cirurgia facial ou neurológica. Trauma ou deformidade facial. Alto risco de aspiração. Obstrução de vias aéreas superiores. Anastomose de esôfago recente (evitar pressurização acima de 20 cmH2O). OBS: O uso de VNI deve ser monitorado por profissional da saúde à beira-leito de 0,5 a 2 horas, para ser considerado sucesso, devem ser observados: • Diminuição da FR; • Aumento do VC; • Melhora do nível de consciência; • Diminuição ou cessação de uso de musculatura acessória; • Aumento da PaO2 e/ou da SpO2; • Diminuição da PaCO2 sem distensão abdominal significativa. Quando não há sucesso, recomenda-se imediata IOT e ventilação invasiva, espera-se sucesso na população hipercápnica com o uso da VNI em 75% dos casos, e nos hipoxêmicos em cerca de 50%. Interfaces: Uso da VNI em algumas patologias: Exacerbação doença pulmonar obstrutiva crônica: Na exacerbação da DPOC, a VNI pode ser utilizada a partir do modo bilevel, a fim de evitar a necessidade de intubação orotraqueal (IOT) e melhora do prognóstico, deve ser escolhida como terapia inicial para tratamento da agudização da DPOC. Indicações: Insuficiência respiratória; Uso de musculatura acessória e movimento paradoxal; Acidose respiratória moderada a grave (pH 25irpm). Contraindicações: Apneia, hipopneia e instabilidade hemodinâmica (hipotensão e arritmias graves); Incapacidade de proteção de vias áreas: vômitos, rebaixamento de nível de consciência, agitação; Secreção excessiva com risco de aspiração. Edema pulmonar cardiogênico: O uso de VNI diminui a necessidade de IOT nos pacientes que apresentem edema pulmonar cardiogênico, associando com a terapia medicamentosa padronizada, exceto em pacientes com choque ou síndrome coronariana aguda que precisem ser abordados cirurgicamente com urgência. A eficácia de VNI utilizando modo Bilevel é semelhante ao modo CPAP no desempenho cardíaco, referindo-se a taxas de IOT, tempo e mortalidade hospitalar, no entanto, o modo Bilevel apresentou benefício maior no quadro respiratório, reduzindo mais rapidamente o trabalho respiratório e a sensação de dispneia. Exacerbação Asmática: Pode ser utilizada a VNI em conjunto com o tratamento medicamentoso convencional para os pacientes com agudização do processo asmático, objetivando melhorar a limitação do fluxo respiratório e diminuir o esforço respiratório, os pacientes que receberam VNI, mostram melhora mais rápida dos sintomas após a administração de VNI por 3 horas consecutivas. Os pacientes que não apresentarem melhora até a segunda hora de uso, ou pacientes que apresentarem piora clínica a qualquer momento (rebaixamento do nível de consciência, piora da dispneia, e agitação psicomotora) deve ser recomendado a IOT. Pós-operatório Imediato: A VNI pode ser utilizada para o tratamento da insuficiência respiratória hipoxêmica no período pós-operatório imediato de cirurgias abdominais altas e torácicas eletivas, porém a utilização da VNI no período pós-operatório deve ser utilizada com cautela, respeitando as limitações e contraindicações para o seu uso. No pós-operatório de gastrectomia, desde que haja avaliaçãocriteriosa do paciente e cuidado com a técnica de VNI a ser empregada, o uso de CPAP pode ser usado sendo limitado a 7,5 cmH2 O ou mesmo um IPAP de 15cmH2O e um EPAP de 5cmH2O1 . Nas esofagectomias ainda é discutido a utilização da VNI, sendo que alguns estudos já demonstram que uma anastomose pode tolerar pressões superiores as que é transmitida ao esôfago durante a realização de VNI. O custo-benefício da VNI deve ser avaliada individualmente em cada paciente submetido a este tipo de procedimento cirúrgico. Insuficiência Respiratória Hipoxêmica: A VNI pode ser usada na insuficiência respiratória hipoxêmica, porém seu uso deve ter os riscos avaliados. Pacientes Terminais: A VNI pode ser usada em pacientes terminais quando a causa da insuficiência respiratória apresentada for potencialmente reversível não sendo somente a evolução final de doença pulmonar ou extrapulmonar. Pós-extubação: Não utilizar VNI como método de resgate na insuficiência respiratória desenvolvida após a extubação (VNI curativa, Desmame), pois ela pode retardar a reintubação. A VNI pode ser utilizada de forma preventiva a fim de evitar IRpA pós-extubação, alguns fatores podem ser considerados de risco na extubação, indicando assim a utilização de VNI preventiva. Paciente acima de 65 anos; Mais de uma falha no TRE; Insuficiência cardíaca crônica; Hipercapnia; Tosse ineficaz ou pouco eficaz; Tempo de ventilação acima de 72 horas; Portador de doenças neuromusculares; Obesos. A VNI deve ser avaliada entre 0,5 e 2 horas. Em caso de falha, deve-se recomendar a IOT.