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Guia de estudo • Fisioterapia Respiratória Página 1 GUIA DE ESTUDO Fisioterapia Respiratória Perguntas e respostas • revisão direcionada para a prova Material consolidado a partir dos PDFs e slides enviados: avaliação respiratória, volumes e capacidades pulmonares, doenças restritivas, técnicas de expansão/reexpansão, higiene brônquica e avaliação funcional. Como estudar: tente responder antes de ler a resposta. Depois, explique em voz alta o mecanismo e a relação entre sinais clínicos e conduta. As questões marcadas como ALTA PRIORIDADE foram destacadas por aparecerem alinhadas aos temas e ao estilo de caso clínico da prova anteriormente enviada, conforme o contexto recuperado. Isso indica prioridade de revisão, não garantia de cobrança. Resumo acadêmico para estudo. Valores de volumes são aproximados e podem variar conforme sexo, idade, estatura e referência usada na disciplina. Guia de estudo • Fisioterapia Respiratória Página 2 1. Avaliação respiratória ALTA PRIORIDADE — saber organizar o exame, reconhecer sinais de gravidade e relacionar ausculta e expansibilidade ao quadro clínico. Anamnese e observação Pergunta: Qual é a finalidade da avaliação fisioterapêutica respiratória? Resposta: Identificar alterações ventilatórias, riscos e limitações funcionais, orientar a escolha das técnicas, estabelecer uma linha de base e acompanhar a resposta ao tratamento. Pergunta: O que deve ser investigado na anamnese? Resposta: Queixa principal e história da doença atual; início e evolução dos sintomas; dispneia; tosse e secreção; internações; doenças respiratórias/cardíacas; cirurgias; alergias; tabagismo e exposições; medicamentos; atividade física e limitações nas atividades. Pergunta: Qual a diferença entre sinal e sintoma? Resposta: Sinal é observado ou medido pelo examinador, como taquipneia, cianose ou SpO₂ reduzida. Sintoma é relatado pelo paciente, como falta de ar, dor ou sensação de cansaço. Pergunta: Qual é a frequência respiratória habitual em um adulto em repouso? Resposta: Em geral, cerca de 12–20 incursões por minuto (irpm). Deve ser interpretada com o contexto clínico. Pergunta: O que significam eupneia, bradipneia, taquipneia e apneia? Resposta: Eupneia: respiração dentro do padrão esperado. Bradipneia: frequência abaixo do esperado (no material, abaixo de 12 irpm em adultos). Taquipneia: frequência acima do esperado (no material, acima de 20 irpm). Apneia: ausência temporária de respiração. Pergunta: Quais sinais sugerem aumento do trabalho respiratório? Resposta: Uso de musculatura acessória (escalenos e esternocleidomastoideo), tiragens intercostais/subcostais/supraclaviculares, retração retroesternal, batimento de asa nasal, respiração paradoxal, taquipneia, dificuldade para falar frases completas, queda de SpO₂ e alteração do nível de consciência. Pergunta: O que é respiração paradoxal? Resposta: Movimento toracoabdominal descoordenado, em que tórax e abdome se movimentam em sentidos opostos. Pode indicar fadiga muscular, disfunção diafragmática ou comprometimento respiratório. Pergunta: Como diferenciar Cheyne–Stokes, Biot e Kussmaul? Resposta: Cheyne–Stokes: ciclos de respiração que aumenta e diminui gradualmente, alternados com apneia. Biot: respiração irregular, de amplitude variável, com pausas de apneia. Kussmaul: respiração profunda e geralmente laboriosa, associada classicamente à acidose metabólica. Pergunta: O que observar na tosse e na secreção? Resposta: Se a tosse é seca ou produtiva, se é eficaz e se o paciente consegue expectorar; observar volume, consistência, coloração e odor da secreção. Exame físico: inspeção, palpação, percussão e ausculta Pergunta: O que deve ser observado na inspeção? Resposta: Formato e simetria do tórax, padrão e ritmo respiratório, frequência, profundidade, uso de musculatura acessória, retrações, coloração da pele, cicatrizes, deformidades e participação do tórax e abdome. Pergunta: O que é avaliado na palpação? Resposta: Expansibilidade e simetria torácica, dor, mobilidade e, quando indicado, frêmito toracovocal. A redução da expansão pode ser unilateral ou bilateral. Guia de estudo • Fisioterapia Respiratória Página 3 Pergunta: O que podem indicar macicez e hipertimpanismo à percussão? Resposta: Macicez/abafamento pode ocorrer quando há aumento de densidade, como consolidação ou líquido pleural. Hipertimpanismo pode estar associado a excesso de ar, hiperinsuflação ou pneumotórax. A percussão isolada não confirma diagnóstico. Pergunta: Como realizar a ausculta pulmonar de forma organizada? Resposta: Em ambiente silencioso, com paciente bem posicionado, auscultar regiões comparáveis dos dois lados, de cima para baixo, mantendo o estetoscópio sobre a pele e solicitando respiração pela boca, profunda conforme tolerância. Registrar presença/intensidade do murmúrio vesicular e ruídos adventícios. Pergunta: O que é murmúrio vesicular (MV)? Resposta: É o som respiratório normal ouvido sobre grande parte dos campos pulmonares. Deve-se registrar se está presente, diminuído ou abolido e comparar os lados. Pergunta: Quais são os principais ruídos adventícios e como lembrá-los? Resposta: Roncos: sons graves, frequentemente associados a secreções em vias aéreas maiores e que podem mudar após tosse. Sibilos: sons agudos em assobio, associados ao estreitamento das vias aéreas. Estertores/crepitações: pequenos estalos, que podem refletir abertura de pequenas vias aéreas e/ou líquido/secreção. Estridor: som áspero/agudo relacionado à via aérea superior e potencialmente urgente. Pergunta: O que avalia a manovacuometria? Resposta: A força muscular respiratória, estimada por medidas de pressões respiratórias máximas. Pergunta: Quais sinais vitais e medidas são úteis na avaliação? Resposta: Frequência cardíaca, pressão arterial, frequência respiratória, SpO₂ e temperatura; conforme o caso, nível de consciência, dispneia/fadiga, resposta ao esforço e secreção. Guia de estudo • Fisioterapia Respiratória Página 4 2. Pneumonia, atelectasia e doenças restritivas ALTA PRIORIDADE — a prova anterior foi descrita como envolvendo interpretação de caso, esforço respiratório, ausculta e técnicas fisioterapêuticas. Pergunta: O que é pneumonia e como pode afetar a respiração? Resposta: É um processo infeccioso/inflamatório do tecido pulmonar. O preenchimento alveolar por exsudato pode prejudicar ventilação e trocas gasosas, causando tosse, febre, dispneia, taquipneia, estertores e possível hipoxemia. Pergunta: Quais achados podem aparecer na pneumonia? Resposta: Febre, tosse seca ou produtiva, dispneia, taquipneia, estertores e redução da oxigenação. Em áreas de consolidação, a transmissão dos sons pode aumentar ou adquirir caráter brônquico. Os achados variam e devem ser correlacionados com a história e exames. Pergunta: O que é atelectasia? Resposta: É o colapso de uma parte do pulmão, com redução do volume e da ventilação regional. Pode prejudicar as trocas gasosas e contribuir para hipoxemia. Pergunta: Quais mecanismos podem causar atelectasia? Resposta: Obstrução brônquica (por exemplo, tampão mucoso), compressão externa, hipoventilação e perda de volume. Na atelectasia obstrutiva, o ar distal à obstrução é reabsorvido. Pergunta: Quais achados podem sugerir atelectasia? Resposta: Redução da expansibilidade e do murmúrio vesicular na região, possível alteração à percussão e imagem radiográfica compatível. A interpretação depende da causa, localização e extensão. Pergunta: O que significa hipotransparência em uma radiografia de tórax? Resposta: Uma área mais opaca, que pode representar aumento da densidade por consolidação, atelectasia ou líquido, entre outras causas. O achado isolado não determina o diagnóstico. Pergunta: O que caracteriza uma doença restritiva? Resposta: Limitação da expansão do pulmão ou da caixa torácica, com tendência à redução dos volumes pulmonares, especialmente da capacidade pulmonar total. Pode haver dispneia, respiração rápida e superficial e menor expansibilidade. Pergunta: Quais são exemplos de causaspulmonares e extrapulmonares de restrição? Resposta: Pulmonares: fibrose e outras doenças que reduzem a distensibilidade. Extrapulmonares: deformidades da parede torácica, obesidade, doenças neuromusculares e limitação relacionada a cirurgias/dor. Pergunta: O que é derrame pleural e quais alterações pode provocar? Resposta: É o acúmulo de líquido no espaço pleural. Pode reduzir a expansão do hemitórax e o murmúrio vesicular e produzir macicez à percussão. A causa e a extensão são avaliadas com dados clínicos e imagem. Pergunta: O que é pneumotórax? Resposta: É a presença de ar no espaço pleural, que pode comprometer a expansão pulmonar. Pode ser espontâneo, traumático ou iatrogênico; o pneumotórax hipertensivo é uma emergência. Pergunta: Como diferenciar, em linhas gerais, atelectasia, derrame pleural e pneumotórax? Resposta: Atelectasia: colapso/perda de volume pulmonar. Derrame pleural: líquido no espaço pleural. Pneumotórax: ar no espaço pleural. Todos podem reduzir a expansão e o murmúrio vesicular, por isso a diferenciação exige avaliação completa e exames. Guia de estudo • Fisioterapia Respiratória Página 5 Pergunta: O que fazer diante de SpO₂ de 85% em ar ambiente com taquipneia e esforço respiratório? Resposta: É um sinal de hipoxemia importante e possível instabilidade. Priorizar avaliação imediata, segurança, monitorização e estabilização conforme protocolo/equipe; não iniciar manobras vigorosas sem avaliar a condição clínica. DPOC e tórax em tonel Pergunta: O que é tórax em tonel e com que condição é associado? Resposta: É o aumento do diâmetro anteroposterior do tórax, classicamente associado à hiperinsuflação crônica, como pode ocorrer na DPOC. Pergunta: Por que a DPOC pode causar tórax em tonel? Resposta: O aprisionamento aéreo e a perda de retração elástica aumentam o volume pulmonar. A caixa torácica se mantém mais expandida e o diafragma pode ficar retificado, perdendo eficiência mecânica e aumentando o trabalho respiratório. Pergunta: O que tende a acontecer com o volume residual na hiperinsuflação? Resposta: Pode aumentar, assim como a capacidade residual funcional, devido ao aprisionamento de ar. Guia de estudo • Fisioterapia Respiratória Página 6 3. Volumes e capacidades pulmonares ALTA PRIORIDADE — memorize as definições e, principalmente, as fórmulas. Os valores são aproximados e variam conforme características individuais e referência. Pergunta: Qual é a diferença entre volume e capacidade pulmonar? Resposta: Volume é uma medida individual de ar. Capacidade é a soma de dois ou mais volumes pulmonares. Pergunta: O que é volume corrente (VC)? Resposta: Quantidade de ar inspirado ou expirado durante uma respiração tranquila. Valor didático aproximado: 500 mL. Pergunta: O que é volume de reserva inspiratória (VRI)? Resposta: Quantidade adicional de ar que ainda pode ser inspirada após uma inspiração normal. Valor aproximado usado no material: 3.000 mL. Pergunta: O que é volume de reserva expiratória (VRE)? Resposta: Quantidade adicional de ar que pode ser expirada forçadamente após o término de uma expiração tranquila. Valor aproximado no material: 1.100 mL em homem adulto jovem saudável de referência. Pergunta: O que é volume residual (VR)? Resposta: Ar que permanece nos pulmões após uma expiração máxima. Valor aproximado didático: 1.200 mL. Pergunta: Qual é a fórmula da capacidade vital (CV) e o que ela representa? Resposta: CV = VC + VRI + VRE. Representa o volume máximo mobilizado entre uma inspiração máxima e uma expiração máxima. Pergunta: Qual é a fórmula da capacidade inspiratória (CI)? Resposta: CI = VC + VRI. É o volume máximo que pode ser inspirado a partir do final de uma expiração tranquila. Pergunta: Qual é a fórmula da capacidade residual funcional (CRF)? Resposta: CRF = VRE + VR. É o ar que permanece nos pulmões ao final de uma expiração tranquila. Pergunta: Qual é a fórmula da capacidade pulmonar total (CPT)? Resposta: CPT = CV + VR. É o volume total nos pulmões após uma inspiração máxima. Pergunta: Como memorizar as quatro fórmulas mais cobradas? Resposta: CV = VC + VRI + VRE; CI = VC + VRI; CRF = VRE + VR; CPT = CV + VR. Pergunta: Como os volumes tendem a se comportar em doenças restritivas e na DPOC com hiperinsuflação? Resposta: Na restrição, os volumes tendem a diminuir por limitação da expansão. Na DPOC com aprisionamento aéreo, VR e frequentemente CRF podem aumentar. Pergunta: O que é ventilação minuto? Resposta: É o volume de ar movimentado por minuto: volume corrente × frequência respiratória. Pergunta: O que é ventilação alveolar? Resposta: É o ar por minuto que efetivamente chega às regiões de troca gasosa; considera-se o volume corrente descontando o ar do espaço morto, multiplicado pela frequência respiratória. Pergunta: O que é espaço morto? Resposta: É o ar que não participa diretamente das trocas gasosas. Pode ser anatômico, alveolar ou fisiológico. Guia de estudo • Fisioterapia Respiratória Página 7 Pergunta: O que é pressão transpulmonar? Resposta: É a diferença entre a pressão alveolar e a pressão pleural; seu gradiente contribui para manter e expandir os pulmões. Tabela-relâmpago Termo Definição/fórmula Valor didático aproximado VC Ar de respiração tranquila 500 mL VRI Ar extra inspirado após inspiração normal 3.000 mL VRE Ar extra expirado após expiração normal 1.100 mL VR Ar que fica após expiração máxima 1.200 mL CV VC + VRI + VRE Soma dos três volumes CI VC + VRI Após expiração tranquila CRF VRE + VR Após expiração tranquila CPT CV + VR Após inspiração máxima Guia de estudo • Fisioterapia Respiratória Página 8 4. Mecânica ventilatória e ventilação colateral Pergunta: Quais músculos participam da inspiração tranquila? Resposta: Principalmente o diafragma e os intercostais externos. Pergunta: O que acontece durante a inspiração tranquila? Resposta: O diafragma contrai e desce, os intercostais externos elevam as costelas, o volume torácico aumenta, a pressão alveolar cai em relação à atmosférica e o ar entra. Pergunta: Como ocorre a expiração tranquila? Resposta: É predominantemente passiva: relaxamento dos músculos inspiratórios e retração elástica do sistema respiratório elevam a pressão alveolar e favorecem a saída do ar. Pergunta: Quais músculos podem participar da inspiração forçada? Resposta: Músculos acessórios, como escalenos e esternocleidomastoideo, além de outros músculos conforme a demanda. Pergunta: Quais músculos participam da expiração forçada? Resposta: Principalmente músculos abdominais e intercostais internos. Pergunta: Como o fluxo de ar é gerado? Resposta: O ar flui de regiões de maior pressão para regiões de menor pressão. Na inspiração, a expansão torácica reduz a pressão alveolar e permite a entrada de ar. Pergunta: O que é ventilação colateral? Resposta: É a passagem de ar entre unidades pulmonares por vias alternativas aos brônquios habituais, podendo ajudar a ventilar regiões quando há obstrução parcial, dependendo da anatomia e das condições do pulmão. Pergunta: O que são poros de Kohn? Resposta: Pequenas comunicações entre alvéolos adjacentes. Pergunta: O que são canais de Lambert e canais de Martin? Resposta: Canais de Lambert conectam bronquíolos a alvéolos; canais de Martin comunicam bronquíolos entre si. São vias descritas na ventilação colateral. Pergunta: Por que a ventilação colateral importa na atelectasia obstrutiva? Resposta: Pode oferecer vias alternativas de passagem de ar, mas não garante reexpansão. Se o brônquio continua obstruído, técnicas de recrutamento isoladas podem não resolver a causa. 5. Técnicas de expansão e reexpansão pulmonar ALTA PRIORIDADE — saber o objetivo da técnica e escolher conforme causa do baixo volume, presença de secreção, estabilidade, dor, fadiga e resposta clínica. Pergunta: Quais são os objetivos das técnicas de expansão/reexpansão? Resposta: Aumentar ou preservar o volume pulmonar, favorecer recrutamento de regiões hipoventiladas, redistribuir a ventilação e prevenir ou tratar atelectasias quando indicado. Pergunta:Em que situações podem ser consideradas técnicas expansivas? Resposta: Quando há redução dos volumes pulmonares ou risco de atelectasia, como em alguns pós-operatórios, hipoventilação, doenças restritivas e outras situações selecionadas. Pergunta: Como a inspiração profunda ajuda na expansão? Resposta: Aumenta o volume inspirado e a distensão pulmonar; uma pausa inspiratória breve, se tolerada, pode favorecer a distribuição do ar e o recrutamento de unidades. Guia de estudo • Fisioterapia Respiratória Página 9 Pergunta: O que é inspiração fracionada ou em tempos? Resposta: É inspirar em pequenas etapas sucessivas, com pausas breves, buscando atingir maior volume inspirado e favorecer a expansão conforme a tolerância. Pergunta: Como funciona a respiração diafragmática? Resposta: Busca favorecer o movimento do abdome durante a inspiração, com ombros relaxados, para melhorar a coordenação e reduzir o uso excessivo de musculatura acessória quando apropriado. Pergunta: Qual é a função do incentivador respiratório? Resposta: Oferecer feedback visual para estimular inspiração lenta e sustentada até uma meta individualizada. A técnica depende de compreensão, cooperação e execução correta; não basta apenas elevar o marcador rapidamente. Pergunta: Como posicionamento e mobilização podem ajudar? Resposta: Mudanças de decúbito, sedestação, ortostatismo e marcha podem redistribuir a ventilação e aumentar a demanda ventilatória de modo funcional, se forem seguros para o paciente. Pergunta: Qual a diferença geral entre CPAP, BiPAP/Bi-level, PEEP e EPAP/PEP? Resposta: CPAP mantém pressão positiva contínua durante inspiração e expiração. BiPAP/Bi-level usa dois níveis pressóricos, em geral maior na inspiração e menor na expiração, podendo auxiliar ventilação em pacientes selecionados. PEEP é pressão positiva ao final da expiração, comumente na ventilação mecânica. EPAP/PEP aplica pressão positiva durante a expiração por dispositivo específico. Pergunta: Por que a pressão positiva pode ajudar? Resposta: Pode favorecer manutenção/recrutamento de alvéolos e melhorar oxigenação em situações selecionadas. A escolha exige avaliação de indicação, contraindicações e monitorização. Pergunta: Qual a diferença geral entre EPAP e CPAP? Resposta: EPAP/PEP aplica pressão positiva na expiração, sem oferecer o mesmo nível de pressão inspiratória contínua do CPAP. CPAP mantém pressão positiva ao longo de todo o ciclo respiratório. Pergunta: Quais fatores devem ser avaliados antes de escolher uma técnica reexpansiva? Resposta: Causa da perda de volume, possibilidade de recrutamento, presença de obstrução/secreção, oxigenação, ausculta, imagem, dor, fadiga, estabilidade hemodinâmica, capacidade de cooperação, dispositivos e resposta após a intervenção. Pergunta: Por que não existe uma técnica única para todo paciente? Resposta: Porque a perda de volume pode ter causas diferentes. Uma obstrução por secreção, por exemplo, precisa que a obstrução seja abordada; apenas aumentar a pressão pode não resolver o mecanismo. Guia de estudo • Fisioterapia Respiratória Página 10 6. Higiene brônquica e mobilização de secreções Pergunta: Qual é o objetivo das técnicas de higiene brônquica? Resposta: Mobilizar secreções das vias aéreas e facilitar sua eliminação, quando a retenção de secreção compromete a ventilação ou a capacidade de expectorar. Pergunta: O que é o ciclo ativo da respiração? Resposta: Combina controle respiratório, exercícios de expansão torácica e expiração forçada (huff) para mobilizar secreções, com pausas para evitar fadiga. Pergunta: O que é huffing? Resposta: Expiração forçada com a glote aberta, como se o paciente fosse embaçar um espelho. Pode deslocar secreções com menor fechamento glótico do que uma tosse forte. Pergunta: Quando a tosse dirigida pode ser útil? Resposta: Quando a secreção já foi mobilizada para vias aéreas centrais e o paciente tem capacidade de tossir e expectorar. Pergunta: Como diferenciar técnicas expansivas de técnicas de higiene brônquica? Resposta: As expansivas buscam aumentar/preservar volume e recrutamento pulmonar. As de higiene brônquica buscam mobilizar e eliminar secreções. Podem ser combinadas conforme avaliação. Pergunta: Quais recursos podem ser usados para remover secreções, conforme indicação? Resposta: Tosse dirigida, huff, ciclo ativo da respiração, vibração/compressão expiratória em situações apropriadas e aspiração quando indicada e realizada por profissional habilitado. Pergunta: Por que a resposta do paciente deve ser reavaliada após a técnica? Resposta: Para verificar mudança em ausculta, dispneia, esforço, SpO₂, tosse/expectoração, tolerância e sinais de fadiga ou instabilidade, ajustando a conduta. 7. Avaliação funcional: TC6, Shuttle, Borg e oximetria Pergunta: Qual é a finalidade do Teste de Caminhada de Seis Minutos (TC6)? Resposta: Avaliar capacidade funcional e tolerância ao exercício pela distância que o paciente consegue caminhar durante seis minutos em percurso plano, respeitando critérios de segurança. Pergunta: O que deve ser registrado no TC6? Resposta: Distância percorrida, frequência cardíaca, SpO₂, dispneia/fadiga (por exemplo, escala de Borg), pausas, sintomas, pressão arterial conforme protocolo e motivo de interrupção. Pergunta: Como funciona o Shuttle incremental (ISWT)? Resposta: O paciente caminha entre marcas em um percurso padronizado, seguindo sinais sonoros. A velocidade aumenta progressivamente, tornando o teste incremental. Pergunta: Qual é a diferença básica entre TC6 e Shuttle incremental? Resposta: No TC6, o paciente caminha por seis minutos e busca percorrer a maior distância tolerada. No Shuttle incremental, a velocidade é progressivamente aumentada por sinais sonoros, com ritmo imposto pelo protocolo. Pergunta: Para que serve a escala de Borg? Resposta: Quantificar a percepção subjetiva de dispneia ou esforço. Pergunta: O que a oximetria mede? Resposta: Estima a saturação periférica de oxigênio (SpO₂). Deve ser interpretada junto aos sintomas e à qualidade do sinal. Guia de estudo • Fisioterapia Respiratória Página 11 Pergunta: Quais cuidados gerais são necessários nos testes funcionais? Resposta: Triagem de segurança, monitorização, protocolo padronizado e critérios de interrupção. Oxigênio suplementar, quando usado, deve seguir prescrição/protocolo e ser documentado. Guia de estudo • Fisioterapia Respiratória Página 12 8. Questões integradas no estilo de prova Tente responder primeiro sem consultar as respostas. Nas questões de caso, organize a resposta em: achados → interpretação provável → objetivo fisioterapêutico → cuidados/reavaliação. Pergunta: Caso 1 — Paciente com pneumonia apresenta taquipneia, dispneia, estertores e SpO₂ reduzida. O que esses achados sugerem? Resposta: Sugerem aumento do trabalho respiratório e possível comprometimento das trocas gasosas associado ao processo infeccioso/inflamatório. É necessário avaliar gravidade, sinais vitais, oxigenação, ausculta e estabilidade antes de definir a intervenção. Pergunta: Caso 2 — Paciente no pós-operatório apresenta respiração superficial, redução da expansibilidade e murmúrio vesicular diminuído em uma região. Qual alteração deve ser considerada? Resposta: Atelectasia é uma possibilidade, especialmente por hipoventilação ou obstrução por secreção. Deve-se correlacionar com evolução clínica, dor, tosse, imagem e demais achados. Pergunta: Caso 3 — Paciente com DPOC tem tórax em tonel. Explique o mecanismo. Resposta: A hiperinsuflação crônica e o aprisionamento aéreo aumentam o volume pulmonar e o diâmetro anteroposterior do tórax. O diafragma pode ficar retificado, reduzindo a eficiência mecânica e aumentando o trabalho respiratório. Pergunta: Caso 4 — A questão pede a fórmula da capacidade vital e define o VRE. Como responder? Resposta: CV = VC + VRI + VRE. VRE é o volume adicional que pode ser expirado forçadamente após uma expiração tranquila. Pergunta: Caso 5 — Paciente apresenta roncos que mudam após tossir. O que isso pode indicar? Resposta:Pode sugerir secreção em vias aéreas maiores. Avaliar a eficácia da tosse e considerar técnicas de higiene brônquica quando indicadas. Pergunta: Caso 6 — Paciente apresenta sibilos à ausculta. Qual mecanismo é associado? Resposta: Estreitamento das vias aéreas, que produz som agudo em assobio. O achado deve ser correlacionado ao quadro clínico e não define sozinho uma doença. Pergunta: Caso 7 — Há redução de volume pulmonar e risco de atelectasia, sem contraindicações e com paciente cooperativo. Cite recursos possíveis. Resposta: Inspiração lenta e profunda, pausa inspiratória conforme tolerância, inspiração fracionada, incentivador respiratório e posicionamento/mobilização. Pressão positiva pode ser considerada quando houver indicação e monitorização. Pergunta: Caso 8 — O paciente tem secreção retida e tosse pouco eficaz. Qual é o objetivo da higiene brônquica? Resposta: Mobilizar a secreção e facilitar sua eliminação, escolhendo técnicas como ciclo ativo da respiração, huff e tosse dirigida conforme capacidade, estabilidade e avaliação. Pergunta: Caso 9 — Explique a diferença entre atelectasia e derrame pleural. Resposta: Atelectasia é colapso de tecido pulmonar com perda de volume. Derrame pleural é acúmulo de líquido no espaço pleural, que pode comprimir o pulmão e limitar sua expansão. Pergunta: Caso 10 — Qual teste é feito em seis minutos e qual aumenta progressivamente a velocidade por sinais sonoros? Resposta: TC6: caminhada por seis minutos em percurso plano. Shuttle incremental: percurso padronizado com velocidade crescente determinada por sinais sonoros. Guia de estudo • Fisioterapia Respiratória Página 13 9. Revisão de véspera — o que decorar primeiro • Fórmulas: CV = VC + VRI + VRE; CI = VC + VRI; CRF = VRE + VR; CPT = CV + VR. • VRE: ar extra expirado após expiração tranquila; valor didático aproximado de 1.100 mL no adulto de referência do material. • Ausculta: roncos = secreção em vias maiores; sibilos = estreitamento; estertores = pequenos estalos; estridor = via aérea superior. • Atelectasia: colapso regional e perda de volume; considerar obstrução, compressão e hipoventilação. • Tórax em tonel na DPOC: hiperinsuflação e aprisionamento aéreo; diafragma retificado e menos eficiente. • Sinais de esforço: musculatura acessória, tiragens, asa nasal, taquipneia, queda de SpO₂ e alteração de consciência. • Técnicas: saber diferenciar expansão/reexpansão de higiene brônquica e justificar a escolha conforme mecanismo. • Ventilação colateral: poros de Kohn (alvéolo-alvéolo), canais de Lambert (bronquíolo-alvéolo), canais de Martin (bronquíolo-bronquíolo). • TC6 x ISWT: seis minutos em ritmo escolhido dentro da segurança versus velocidade incremental por sinais sonoros. • Segurança: dessaturação importante e esforço respiratório exigem avaliação e estabilização antes de manobras vigorosas. 10. Mini-simulado sem consulta Responda em uma folha; depois confira no guia. 1. Defina atelectasia e cite três mecanismos que podem causá-la. 2. Explique por que a DPOC pode produzir tórax em tonel. 3. Diferencie roncos, sibilos e estertores. 4. Escreva as fórmulas de CV, CI, CRF e CPT. 5. Defina VRE e VR. 6. Compare pneumonia, atelectasia e derrame pleural quanto ao mecanismo principal. 7. Cite quatro sinais de esforço respiratório. 8. Explique a finalidade do incentivador respiratório e dois cuidados de execução. 9. Diferencie CPAP, Bi-level/BiPAP e PEEP. 10. Compare TC6 e Shuttle incremental. 11. Explique o ciclo ativo da respiração e o papel do huff. 12. Cite poros de Kohn, canais de Lambert e canais de Martin. Nota final: este material reúne os tópicos recuperados dos PDFs e slides enviados e dá prioridade aos assuntos apontados no contexto da prova anterior. Não é possível garantir quais questões serão cobradas. Em caso de diferença de valores ou nomenclatura, siga a convenção adotada pelo professor e pelos slides da disciplina.