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Resumo de estudo • Avaliação respiratória Página 1
RESUMO PARA ESTUDO
Avaliação fisioterapêutica do paciente com disfunção respiratória
Baseado no material enviado. Este guia organiza os principais tópicos para revisão. Use os achados sempre em
conjunto com a avaliação clínica e os protocolos do serviço.
1. Por que avaliar?
A avaliação orienta o plano de tratamento fisioterapêutico, ajuda a selecionar técnicas adequadas e evita intervenções
desnecessárias ou inadequadas que possam agravar o quadro. Deve ser feita no início do tratamento e repetida para
acompanhar a evolução.
2. Preparação para a avaliação
• Identificar o paciente: nome, idade, sexo, contato, profissão, naturalidade e procedência.
• Preparar materiais e ambiente tranquilo, garantindo privacidade.
• Explicar o procedimento e favorecer comunicação, empatia e interação.
• Deixar o tórax descoberto quando apropriado e posicionar o paciente sentado, se possível.
3. Anamnese
É a entrevista clínica, em linguagem simples, centrada na queixa principal. Um diagnóstico já estabelecido não elimina
a necessidade de anamnese.
• História da doença atual (HDA): diagnóstico médico, queixa principal, início e duração, frequência, internações
anteriores, fatores de melhora e piora e grau de dependência.
• História patológica pregressa (HPP): doenças e alergias respiratórias, doenças associadas, cirurgias e
hábitos/vícios (por exemplo, tabagismo, quantidade, duração e quando parou).
• História familiar: doenças presentes na família.
• Medicamentos: uso atual e informações relevantes.
• Hábitos de vida: atividade física, alimentação, trabalho e vida social.
• Sintomas e exames: investigar sintomas respiratórios e sistêmicos e exames complementares.
Sintomas importantes
• Tosse: caracterizar como seca ou produtiva, eficaz ou ineficaz, duração, padrão e se a secreção é expectorada ou
deglutida. O material classifica como crônica a tosse com duração superior a 3 semanas.
• Secreção: observar volume, consistência (fluida, espumosa ou espessa), odor (inodoro ou fétido) e coloração (clara,
esbranquiçada, amarelada, acastanhada, esverdeada ou sanguinolenta).
• Dispneia: sensação subjetiva de desconforto respiratório, falta de ar, sufocamento ou aperto torácico. Perguntar se
ocorre em repouso ou em pequenos, médios ou grandes esforços.
• Outros sintomas: congestão nasal e infecções de repetição; inapetência, alterações do sono, suores noturnos,
dores, tontura e desorientação.
4. Exame físico: inspeção
A inspeção é global, não restrita ao tórax. Observar deformidades, edema, coloração da pele, unhas, musculatura,
cicatrizes, respiração espontânea nasal ou oral, uso de musculatura acessória e ritmo respiratório.
Inspeção estática: conformação torácica
• Tórax em tonel/barril: aumento do diâmetro anteroposterior, costelas mais horizontalizadas, espaços intercostais
aumentados e possível hipercifose; o material associa esse padrão à DPOC.
Resumo de estudo • Avaliação respiratória Página 2
• Pectus excavatum (tórax em funil): depressão do esterno; descrito como congênito e pouco associado a doença
pulmonar no material.
• Pectus carinatum (tórax de pombo): protrusão do esterno.
• Tórax cifoescoliótico: deformidade que pode comprometer a ventilação.
• Observar também abaulamentos e cicatrizes.
Achados periféricos
• Cianose: coloração azulada, que pode ser observada em mucosa bucal ou extremidades; o material relaciona o
achado à oxigenação insuficiente do sangue arterial.
• Baqueteamento digital: aumento das falanges distais e alterações nas unhas. O material cita associação com
doenças pulmonares, cardiopatias congênitas cianóticas, neoplasias pulmonares, doenças inflamatórias intestinais e
outras condições; pode também ser congênito.
5. Inspeção dinâmica
Frequência respiratória (FR)
Contar as incursões respiratórias durante 1 minuto e registrar em incursões por minuto (irpm). Para adultos, o material
apresenta:
• Eupneia: 12–20 irpm.
• Bradipneia: abaixo de 12 irpm.
• Taquipneia: acima de 20 irpm.
Faixas etárias pediátricas apresentadas no material:
• 1–12 meses: 30–53 irpm.
• 1–2 anos: 22–37 irpm.
• 3–5 anos: 20–28 irpm.
• 6–12 anos: 18–25 irpm.
Padrões respiratórios
• Taquidispneia: FR aumentada acompanhada de dispneia.
• Apneia: ausência de respiração.
• Hiperventilação: aumento da frequência e da profundidade.
• Hipoventilação: respiração superficial e irregular, conforme descrito no material.
• Respiração paradoxal: movimento oposto entre tórax e abdome; pode estar relacionada a uso de músculos
acessórios, fadiga muscular respiratória ou paralisia diafragmática.
Tipos e ritmos
• Observar quais regiões — tórax e abdome — apresentam maior amplitude de movimento.
• Cheyne–Stokes: períodos de apneia alternados com incursões que aumentam progressivamente até um máximo,
seguidas de nova pausa.
• Biot: amplitude variável e irregular, com períodos de apneia.
• Kussmaul: inspirações profundas com pausas e expirações curtas com pausas; o material destaca associação com
acidose metabólica relacionada ao diabetes.
Sinais de esforço respiratório
• Batimento de asa do nariz, retrações intercostais, retração retroesternal/fúrcula e uso de musculatura acessória.
6. Palpação, percussão e ausculta
Palpação
Resumo de estudo • Avaliação respiratória Página 3
Avaliar a expansibilidade pulmonar. O material descreve como normal uma expansão simétrica, com deslocamento de
cerca de 3 a 5 cm entre os polegares; a expansibilidade reduzida pode ser unilateral ou bilateral.
Percussão
• Timpânico: descrito no material como normal.
• Maciço/abafado: pode ocorrer em massa ou pneumonia localizada.
• Hipertimpânico: pode estar associado à hiperinsuflação ou pneumotórax.
Ausculta pulmonar
Objetivo: identificar sons normais e patológicos. Realizar em ambiente silencioso, com posicionamento adequado do
paciente e do estetoscópio, tórax descoberto e respiração oral e profunda conforme tolerância. Auscultar de cima para
baixo, comparando um lado com o outro.
• Murmúrio vesicular (MV): registrar se está presente, reduzido ou abolido.
• Ruídos adventícios (RA): o material lista roncos, sibilos, estertores e estridor laríngeo.
7. Avaliação funcional e paciente crítico
• Manovacuometria: citada como método para avaliar a força muscular respiratória.
• Na UTI, iniciar com anamnese e exame físico; à beira-leito, observar o estado geral, monitorização e dispositivos
invasivos.
• Quanto maior o número de dispositivos e monitorizações, maior pode ser a necessidade de cuidado durante
manipulações e transferências no leito.
Dispositivos citados no material
• Via aérea artificial: tubo orotraqueal, tubo nasotraqueal e traqueostomia.
• Acesso vascular: cateter venoso periférico, cateter venoso central e cateter para pressão arterial invasiva.
• Outros: cateter de diálise, sonda para dieta enteral, sonda vesical de demora (SVD) e dreno torácico.
Medicamentos: atenção durante a avaliação
O material destaca efeitos que podem interferir na avaliação, incluindo depressão respiratória ou do sistema nervoso
central, redução do reflexo da tosse, sedação, fraqueza muscular e efeitos cardiovasculares. Entre os fármacos citados
estão fentanil, morfina, tramadol, midazolam, diazepam, propofol, bloqueadores neuromusculares e noradrenalina.
8. Avaliação neurológica, motora e sinais vitais
Escala de Ramsay para sedação (conforme material)
• 1 — ansioso e/ou agitado.
• 2 — cooperativo, orientado e tranquilo.
• 3 — responde a comandos.
• 4 — desperta com estímulo glabelar ou sonoro alto.
• 5 — resposta leve a esses estímulos.
• 6 — sem resposta.
Força motora — graduação apresentada
• Grau 0: sem contração muscular.
• Grau 1: esboço de contração, sem movimento articular.
• Grau 2: movimento parcial sem vencer a gravidade.
• Grau 3: movimento completo contra a gravidade.
• Grau 4: movimento completo contra resistência.
Resumo de estudo • Avaliação respiratória Página 4
• Grau 5: movimento completo com resistência máxima.
O materialrecomenda avaliar a força dos quatro membros em pacientes não sedados. Também cita a Escala de Coma
de Glasgow para avaliação neurológica.
Sinais vitais
• Frequência cardíaca (FC).
• Pressão arterial (PA).
• Saturação periférica de oxigênio (SpO■).
• Temperatura.
9. Roteiro rápido para revisar antes da prova
• Preparação e identificação do paciente.
• Anamnese: queixa principal, HDA, HPP, história familiar, medicamentos, hábitos, sintomas e exames.
• Inspeção global e torácica: formato, simetria, cianose, baqueteamento, cicatrizes e esforço respiratório.
• FR: contar por 1 minuto; reconhecer frequência, padrão, tipo e ritmo.
• Palpação: expansibilidade torácica.
• Percussão: timpanismo, macicez e hipertimpanismo.
• Ausculta: MV e ruídos adventícios, comparando lados.
• Paciente crítico: dispositivos, medicamentos, nível de consciência, força motora e sinais vitais.
10. Perguntas para autoavaliação
1. Qual é a finalidade principal da avaliação fisioterapêutica?
Resposta: Orientar o plano de tratamento, evitar técnicas inadequadas e acompanhar a evolução.
2. Quais informações devem ser investigadas na HDA?
Resposta: Diagnóstico, queixa, duração e frequência, internações, fatores de melhora/piora e dependência.
3. Como o material define eupneia em adultos?
Resposta: 12 a 20 incursões respiratórias por minuto.
4. Cite três sinais de esforço respiratório.
Resposta: Batimento de asa nasal, retrações intercostais/retroesternais e uso de musculatura acessória.
5. O que deve ser observado na secreção?
Resposta: Volume, consistência, odor e coloração.
6. Qual a diferença entre Cheyne–Stokes e Biot no material?
Resposta: Cheyne–Stokes tem ciclos de apneia e incursões que aumentam até um máximo; Biot apresenta amplitude variável e irregular
com apneias.
7. O que a manovacuometria avalia?
Resposta: Força muscular respiratória.
8. Quais sinais vitais são listados?
Resposta: FC, PA, SpO■ e temperatura.
Nota de estudo: este resumo segue os tópicos do arquivo enviado. Alguns slides contêm termos ou faixas com possíveis erros de
digitação; quando houver dúvida, confira o slide original e o protocolo adotado na sua disciplina.

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