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1 Louyse Jerônimo de Morais 
Anatomia e fisiologia da orelha+ otite externa 
Referência: aula da prof. Maria José 
Introdução 
Aqui, teremos uma mudança grande, pois 
sairemos do meio da face e iremos para as laterais, 
entrando em um sistema que, apesar de fazer parte das 
vias aéreas unidas, tem suas particularidades. Veremos o 
motivo pelo qual o osso temporal tem 208 acidentes 
anatômicos e o tamanho da complexidade desse órgão. 
Observação aleatória: não chama mais ouvido, e sim 
orelha. 
Panorâmica do aparelho auditivo 
Começa com o pavilhão auricular, o meato 
acústico externo, a membrana do tímpano, a caixa do 
tímpano, a tuba auditiva, passa pelo ouvido interno, onde 
vamos encontrar dois órgãos de extrema importância, do 
ponto de vista neurossensorial – a cóclea e o labirinto. 
 
A orelha interna tem o labirinto, responsável pelo 
equilíbrio, e a cóclea, responsável pela audição. Isso faz 
parte do sistema neurossensorial das orelhas. A cóclea é 
uma volta em espiral, isto é, “em caracol”. Dentro dessa 
volta, ela tem um ducto membranoso e, dentro dele, tem 
regiões denominadas “órgãos de Corti”, que são elevações 
de células, onde se faz análise do som. Já os canais 
semicirculares têm estruturas diferentes, chamadas de 
ampola. É nela que vai ter a coisa do cílio ir para lá e para 
cá e fazer corrente centrípeta e centrífuga, uma ativa e 
outra desativa e é isso que nos mantém equilibrados. 
 
• Concreções calcáreas: vai dar uma VPPB – 
vertigem postural paroxística benigna. Um 
traumatismo descola essas membranas de 
calcáreo, então elas ficam balançando e 
movimentando anormalmente os cílios da crista 
ampolar, desencadeando tonteira. 
 
Nessa imagem, as otoconias correspondem às concreções 
calcáreas que a prof. falou 
Acima disso, temos o córtex, onde os nervos que 
saíram da cóclea, a partir do orifício do meato acústico 
interno, vão fazer conexão com o cérebro. O cérebro, no 
lobo temporal, vai nos dar a impressão da audição. 
Divisão do aparelho auditivo 
• Orelha externa: vai da ponta do pavilhão até a 
membrana timpânica. 
• Orelha média: vai da membrana do tímpano até a 
membrana da janela oval ou platina do estribo. 
Quando esta última faz movimento de pistão, que 
joga onda auditiva dentro do líquido do ouvido 
interno, já é orelha interna. 
• Orelha interna: tudo neurossensorial, depois da 
membrana da janela oval. 
O ouvido é formado pelos três folhetos do 
embrião. Na segunda semana de vida embrionária, o polo 
cefálico do embrião invagina e forma o otocisto. Quando 
ele faz essa invaginação, forra o meato acústico externo 
com ectoderma, lá dentro da membrana do tímpano, tem 
mesoderma e, quando passa, vai ter endoderma. Desde a 
sua origem, o aparelho auditivo tem uma complexidade 
enorme, então existem distintas doenças em cada 
segmento. 
Otite externa 
O que forra a parte externa? O ectoderma, que 
consiste em epitélio. As doenças da orelha externa são 
 
2 Louyse Jerônimo de Morais 
muito mais dermites do que doenças próprias daqui. 
Quando vamos para a orelha média, a mucosa da tuba e 
da orelha média é mucosa respiratória das vias aéreas 
unidas [doenças respiratórias]. 
• Meato acústico externo: doenças de pele; 
• Orelha média: doença respiratória; 
• Orelha interna: doença neurossensorial; 
• Tronco cerebral: problemas neurológicos no 
próprio nervo auditivo – tumor neurinoma do 
acústico é o principal. 
O aparelho auditivo se divide em orelha externa, 
média, interna, com sistema nervoso auditivo e sistema do 
equilíbrio. 
Pavilhão auricular 
• Trago: muito importante, porque se usa muito a 
sua cartilagem para fazer enxerto da membrana 
timpânica perfurada. 
 
Por que a cartilagem é tão sensível? Ela não tem 
vasos próprios, nutrindo-se por embebição. Se infectar, 
vai ter complicação; se necrosar, o destroço está feito. 
 
O meato acústico externo não é reto, mas sim um 
“S”. Ele vai terminar a nível da membrana timpânica. 
A nível de orelha externa, 2/3 do conduto auditivo 
externo é ósseo e 1/3 é cartilaginoso. Na frente, tem as 
vibrissas e as células produtoras de cerúmen. Essas 
glândulas ceruminosas ficam por baixo dos pelos, os quais 
têm função filtrativa. O cerúmen é importante porque ele 
mantém a umidade do fundo do conduto, bem como a sua 
hidratação. 
Quando um conteúdo maior entra em um menor, 
entra sob pressão. Fazendo um comparativo, quando a 
massa de ar entra, entra sob pressão. Assim, gente sem 
cera tem muita coceira no ouvido, porque a pele descama, 
uma vez que não está hidratada e lubrificada – não há 
proteção de impacto. 
Os cílios são treinados para jogar a cera fora. Se 
enfiar cotonete, vai enfiar a cera dentro do conduto. A 
tendência é fazer uma bola e sair. Não devemos empurrar 
a cera para dentro. Ainda, o osso timpânico impede que 
se vá até a estrutura sensível – membrana e ossículos – 
para não destruir. 
Função do pavilhão auricular 
• Captação do som 
• Localização do som 
• Ganho auditivo de 5 dB 
• Proteção 
Conduto auditivo externo 
• 26 mm de comprimento por 7 mm de diâmetro; 
forma “S”. 
• Revestido com glândulas ceruminosas [1/3 
externo] 
• Protege o tímpano 
• Aumenta a pressão sonora devido à ressonância 
acústica [ganho auditivo de 10 dB]. 
 
Ligamento estilo-hióideo – creio que seja essa pontinha 
da imagem acima 
A ponta do ligamento estilo-hióideo segura o osso 
hioide. Em uma pessoa de pescoço magro, você sente uma 
elevação; para saber se é patológico, basta mover. 
 
3 Louyse Jerônimo de Morais 
• Síndrome de Eagle: calcificação do ligamento 
estilo-hioideo. Inicialmente, ele é ósseo, mas 
quando passa para o pescoço, é só ligamento. 
Calcifica em algumas pessoas, dando uma dor 
“inexplicada”, sendo mais comum em mulheres 
após os 30 anos. 
Osso timpânico e membrana timpânica 
 
Veja que temos uma vista do conduto. Vocês 
estão vendo esse osso timpânico – quando usa cotonete, 
primeiro bate nele, antes de você achar que perfurou a 
membrana timpânica. 
 
Membrana timpânica direita – o martelo olha para as 5 
horas e a parte branca é o triângulo luminoso, que está 
entre 7 e 8 horas. 
A membrana timpânica é branca e possui 
impressões – do cabo do martelo. É pars tensa, porque 
tem fibras musculares agarradas na ponta, fazendo com 
que a membrana se movimente. 
A irrigação do ouvido vem de cima. No início da 
OMA, a membrana timpânica está vermelha em cima, 
porque a irrigação ocorre dessa forma. O quadrante 
anteroinferior é o menos irrigado e o que mais sofre 
perfuração. 
Em cima, tem membrana flácida, sem 
musculatura – pele sobre mucosa. O restante tem pele, 
músculo e mucosa. 
 
O martelo está por trás da membrana do tímpano 
e é ele que vai sofrer o impacto do som e transmitir a onda 
sonora. Isso fica suspenso por ligamentos, mas eles são 
articulados entre si. Quando faz cirurgia da [não entendi o 
nome], tira martelo e coloca prótese entre o ramo longo 
da bigorna e a platina do estribo. É aquela doença em que 
há calcificação da platina do estribo. 
Anatomia da orelha média 
 
• Tumor de golfo da jugular – paraganglioma 
cromafínico: faz diagnóstico pelo ouvido, porque 
se olha a membrana timpânica e vê uma pulsação. 
Esse paraganglioma é da bainha da jugular – 
tumor da base da caixa auditiva. 
 
4 Louyse Jerônimo de Morais 
Acesso cirúrgico à caixa do tímpano 
Faz incisão a 6 mm do ângulo timpânico e dobra a 
membrana para frente. A visão é de cima, usa microscópio 
no tamanho 10, desarticula a bigorna do estribo, tira o 
estribo e coloca uma prótese. A parte de baixo que se vê 
é a parte inferior. Se coloca algo perfurante aqui, bate e 
desarticula cadeia ossicular. 
 
Membrana timpânica 
• Pars flácida: não tem musculatura. 
• Pars tensa 
• Transforma energia acústica em energia mecânica 
 
A importância disso é o desenvolvimento do 
colesteatoma primário, que consiste na invaginação dessamembrana tensa. 
Transmissão do som 
• Movimento da membrana timpânica na 
transmissão do som 
• Área timpânica é 17x maior que a da janela oval: 
isso é necessário para amplificar o som. 
• Ganho auditivo de 30 dB 
Vamos sair do meio aéreo e entrar no líquido 
labiríntico, que é uma estrutura muito pesada por onde a 
onda vai caminhar, porque antes ela estava caminhando 
no meio aéreo. O som sobe na cóclea, é analisado no 
órgão de Corti, passa para o nervo e depois passa para o 
cérebro. 
 
Analisando a imagem abaixo, temos um 
abaulamento – aqui temos a platina do estribo, que é a 
janela oval, depois, primeira espira da cóclea. Embaixo, do 
outro lado, tem a janela redonda. Quando o som faz a 
corrente, ela estufa, para compensar a pressão que entrou 
junto com o som. É na janela redonda que o pessoal entra 
para colocar o pino do implante coclear. 
 
• Ausência do estimulo: nada 
• Estímulo: vai, chega em cima, onde tem um 
orifício chamado de helicotrema [orifício que 
comunica o ouvido com o LCR], células ciliadas e 
descompensação disso aqui através da janela 
redonda. 
Ela não vai cobrar anatomia detalhada, mas é muito 
necessário entender o que existe. 
 
5 Louyse Jerônimo de Morais 
 
 
Tuba auditiva [de Eustáquio] 
• Revestido com epitélio cilíndrico ciliado 
mucossecretor 
• Conecta o ouvido médio à rinofaringe 
• Equilibra a pressão aérea do ouvido médio e 
externo. 
• Normalmente está fechada, exceto ao deglutir ou 
bocejar. 
 
A tuba está ligada na parede posterior da rinofaringe, 
sendo ela a responsável pela maior prevalência das otites 
médias agudas. 
Músculo estapédio [do estribo] 
Contrai em resposta a sons > 70 dB [reflexo 
acústico], protegendo o ouvido interno de movimentos 
excessivos da platina do estribo. Inervado pelo nervo facial 
[VII] 
• Músculo tensor do tímpano: inervado pelo nervo 
trigêmeo [V]. Contrai-se com as ondas sonoras e 
faz o movimento já visto anteriormente. 
Acima de 80 dB, os sons são lesíveis, então, em 70 
dB abaixo, ele já está contraindo, para que não leve o som 
com toda a intensidade para destruir a primeira espira da 
cóclea, que é a das frequências agudas e está a 3 mm da 
platina do estribo. Isso vai evitar lesão das células ciliadas. 
Fisiologia da audição 
Como se dá o caminho da audição? 
 
Passagem da orelha média para orelha interna 
 
A imagem acima mostra uma dissecção da orelha 
interna, com os canais semicirculares [órgão do equilíbrio 
fica nas ampolas], o saco do utrículo [na entrada do órgão 
interno] e a cóclea [onde vai ter audição]. Eles se juntam – 
nervos facial, vestibular e coclear vão formar o nervo 
auditivo. 
• Audição: transforma na cóclea [A] a onda sonora 
mecânica em impulsos elétricos para o cérebro. 
 
6 Louyse Jerônimo de Morais 
• Equilíbrio: envia estímulos dos canais 
semicirculares [B], sáculo e utrículo para o 
cérebro. 
 
Quando se está com nariz entupido, a tuba fica 
entupida, então sentimos o ouvido abafado. Isso ocorre 
porque, a cada deglutição, o ar é renovado. Então, o 
ouvido fica tapado/fechado quando tem secreção no 
nariz. Além disso, do mesmo jeito que coriza pelo nariz, 
coriza pelo ouvido também. 
Estrutura do órgão de Corti 
Na imagem abaixo, abrimos a cóclea, onde tem as 
rampas e o líquido. Temos também a super estrutura do 
órgão de Corti, que é o órgão que analisa o som. 
 
Quando entra o som, o líquido está passando. Em 
cima da onda sonora, temos a membrana tectorial, 
embaixo tem a membrana basilar, as células ciliadas 
externas e as internas. As que destroem primeiro são as 
externas, porque recebem mais impacto. 
Uma das coisas que acontecem aí são reações 
químicas, físicas, fenômenos elétricos e presença de 
neurotransmissores [glutamato]. Essa onda mecânica é 
simplesmente um esfregar de cílios para lá e para cá, 
polarizando e despolarizando. Com a ajuda do glutamato 
e da transformação elétrica, vai para o cérebro. 
É uma coisa muito delicada. Lembrar que estamos 
ouvindo o tempo todo, mas se ouvir acima de 80 dB, o 
glutamato é produzido de forma excessiva, passando a ser 
radical livre capaz de matar a própria célula. 
Patologias da orelha externa 
1. Otite externa difusa aguda 
• Conceito: processo inflamatório da pele do meato 
acústico externo, então é uma dermite. 
• Causas: retenção de água, permanência 
prolongada de corpos estranhos, otorreia crônica, 
ferimentos, instilação de cáusticos e atrito. 
• Flora microbiana: Streptococcus, Staphylococcus, 
Proteus [Pseudomonas] e Aspergillus. 
o SSPPA – ela insistiu nisso, então deve 
cobrar em prova. 
o Pseudomonas predomina [60%], então o 
nosso foco é ela. 
A secreção do ouvido médio é mucosa, enquanto 
a do ouvido externo é serosa. Com um algodão, passando 
no ouvido, dá para identificar de onde é a secreção apenas 
pelo seu aspecto. A secreção serosa não tem mucosidade, 
apenas liquidez. Ela molha o algodão sem ficar aquele fio. 
Se fizer fio, é muco, ou seja, é catarro vindo do ouvido 
médio, então o tratamento será completamente 
diferente. 
• Sintomatologia: dor intensa difusa, que aumenta 
com a mastigação e se irradia para região 
temporal. Não é comum febre. 
o Por que dói? Por causa da cartilagem. 
• Sinais: hiperemia difusa, edema inflamatório que 
pode obstruir o conduto dando hipoacusia de 
condução transitória. Se fechado cheio de 
secreção, a onda sonora não passa. 
Exame físico 
Quando o ouvido está bastante inflamado, há 
redução da audição. A inflamação corresponde a toda a 
estrutura do meato. Do ponto de vista de fora, o que se vê 
é isso aqui – imagens a seguir. Nada impede de uma otite 
média crônica gerar uma otite externa, então vai haver 
confluência de bactérias. 
 
 
7 Louyse Jerônimo de Morais 
 
 
Tratamento 
• Curativos todos os dias 
• Remoção de exsudatos, detritos e descamação 
epitelial 
• Instilação de antibióticos: cloranfenicol, 
neomicina, tobramicina, polimixina B e 
ciprofloxacina 
• Anestésicos tópicos 
• Corticoides: duas gotas 3x/dia 
• Analgésico oral 
• Calor úmido 
Os medicamentos tópicos auriculares geralmente 
têm ATB, corticoide [hidrocortisona] e anestésico 
[lidocaína]. A prevenção é evitar limpeza e umidade. 
 
 
 
Coloboma auris – apêndice pré-auricular 
 
Fístula congênita pré-auricular: situa-se junto à raiz da 
hélice. O tratamento é cirúrgico. 
 
Coloboma auris infectado – aparece por um orifício, que 
traz saída de secreção fedorenta. 
Trata a inflamação como um abscesso comum. Se 
frequente, tem que operar. A prof. pega o azul de 
metileno e faz instilação do coloboma com substância 
colorida usando uma ponta de aspirador bem fina um dia 
antes da cirurgia. Muitas vezes, é tão profunda que chega 
até a membrana do tímpano. Então, identifica com a 
coloração, para operar outro dia. Isso é importante 
porque se deixar um restinho do coloboma ele recidiva. 
Otohematoma 
Provocado por traumas de qualquer natureza 
sobre o pavilhão auricular, acumulando bastante líquido. 
É extremamente doloroso. 
O tratamento é cirúrgico – abre, limpa, lava, tira o 
coágulo, deixa uma mistura de ATB e CE, coloca um dreno 
e faz curativo bem compressivo, para não infectar. Se 
infectar, vai dar pericondrite de pavilhão, necrose de 
cartilagem e dano estético. 
 
Infecções no canal auditivo são comumente 
causadas por água no canal auditivo e eczema. O 
ouvido fica frequentemente pruriginoso no início e 
posteriormente dolorido. A sucção para remover o pus 
e os fragmentos, combinada com antibióticos tópicos, 
é usualmente suficiente para curar este tipo de otite. 
Mantendo a água fora do ouvido 
As pessoas com tubos de ventilação, com 
tímpano perfurado ou com otite externa, devem ser 
aconselhadas a não deixar entrar água nos ouvidos. 
Isto particularmente se aplica à água com um alto nível 
de bactérias, tal como no banho, piscinas ou quando se 
está lavando os cabelos. 
O meiomais eficaz de não se deixar a água 
entrar no ouvido é moldar um pedaço de massa para 
moldes ou silicone/gel na abertura do canal auditivo. 
Algodão coberto com vaselina não é tão eficaz em 
manter a água fora do ouvido. 
Para nadar, os tampões de ouvido são 
aconselháveis e não se deve mergulhar abaixo da 
superfície da água. Os tampões de ouvido devem ser 
usados preferivelmente por adultos. A massa para 
moldes deve ser moldada suavemente para a abertura 
do canal auditivo e não deve ser forçada para entrar 
nele. 
 
8 Louyse Jerônimo de Morais 
Pericondrite de pavilhão auricular 
 
Consiste na inflamação do pavilhão auricular, que 
pode ser pós-cirúrgica ou por traumatismo. É doloroso e 
difícil de tratar, por conta da pouca vascularização. Tem 
risco de necrose de cartilagem. 
Otite eczematosa, estenosante e granulosa 
A otite eczematosa é a da alergia, manifestando-
se por descamação e hiperemia. O processo crônico pode 
fechar o conduto, sendo de cirurgia muito difícil. 
 
Descamação, hiperemia 
A otite eczematosa é tratada com antialérgico e 
corticoide, mas sempre associa ATB. Vai ter sempre a 
mesma clínica – dor, prurido, desconforto e otorreia. 
A otite estenosante decorre de processo crônico 
que estenosa o conduto. 
 
 
Otite granulosa: de tanto viver molhada, faz granuloma. 
O tratamento também é cirúrgico, mas pode voltar. Pode 
fazer uso de solução de água boricada 
Otomicose 
Pode ser pela Candida, que é tão especial, que o 
especialista olha e pensa que é um resto de algodão no 
ouvido. É a mais comum. Depois você tem o Aspergillus 
nigger e o furmigatus, que é preto. 
 
Otomicose por Candida 
 
Otite externa por Aspergillus niger 
A clínica é dor em pontada, prurido intenso e 
secreção com cheiro de chulé. Tem que limpar tudo o que 
está dentro do conduto. Todas as outras otites externas 
são de entrada de conduto, aqui é de fundo de conduto. 
Então, o que diferencia otomicose é que ela é de fundo de 
conduto, as outras são de parte externa. 
Trata com limpeza e antifúngico azólico líquido da 
dermatologia. O tratamento não é rápido, insiste em um 
mês. Se grande e resistente, entra com imidazólico oral. 
 
 
9 Louyse Jerônimo de Morais 
Furúnculo de conduto 
 
Dor lancinante e, muitas vezes, é infiltração do 
órgão pilossebáceo pela coceira. Vai ter que fazer ATB 
sistêmico [cefalexina] e, se já tiver amarelinho, faz 
drenagem. 
Exostose de conduto e osteoma 
É mais um achado clínico do que uma queixa do 
paciente. Se tiver incomodando, o tratamento é cirúrgico 
com anestesia local. 
 
Herpes zoster ótico – Síndrome de Ramsay Hunt 
Temos uma dificuldade muito grande de fazer 
diagnóstico precoce, porque o paciente vem com dor na 
garganta e vê hiperemia. Passa anti-inflamatórios, mas vai 
acontecendo de forma cíclica. 
 
É o vírus herpes que se coloca nas terminações 
nervosas e fica dormindo esperando a imunidade dar uma 
fraquejada. Só faz diagnóstico pela dor estranha. Se 
aparecer uma bolha na orelha, já entra com antiviral – 
valaciclovir. 
A síndrome de Ramsay ocorre por reativação do 
vírus no gânglio geniculado. Caracteriza-se pelo 
surgimento de lesões no pavilhão auricular e paralisia 
facial periférica. Essa síndrome pode ser incompleta ou 
completa – bolhas, dor, pode acometer o nervo auditivo e 
danificar, bem como o nervo facial. 
Cerúmen 
 
Cerúmen impactado: perda auditiva significativa. Quando 
mais escuro, mais velho é o cerúmen. Pode amolecer com 
cerúmen. 
 
Cerúmen descamativo: de quem tem ouvido seco e 
eczema / Cerúmen amarelo: mais novo 
Lavagem de ouvido 
Jogar a ponta de baixo para cima, para que ele 
bata no conduto, faça um redemoinho e retorne com a 
cera. 
 
Corpos estranhos de orelha 
• Animados: se entrar um bicho, mete um álcool 70 
para matar; se faltar, bota azeite ou óleo de 
cozinha para diminuir batida de asas. 
• Inanimados: pode retirar com pinça ou lavagem. 
• Vegetais: usa álcool absoluto e pinga durante 
2x/dia por 3 dias, para fazer a semente desidratar 
e poder tirar. Junto a isso, faz AINE oral. 
Miíase 
 
Ivermectina + tirar com pinça um por um. Se não tiver 
membrana rompida, retira com lavagem.

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