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OTOSCOPIA OTOSCOPIA E ALTERAÇÕES @_leticiaba - 5° Período AFYA A técnica do exame é feito da seguinte forma: Solicitar ao paciente que incline suavemente a cabeça para o lado contralateral da orelha que será examinada primeiro; Realizar a retificação do meato acústico que é feita realizando uma tração do pavilhão auricular para a parte superior e posterior, afastando da cabeça; Segura o instrumento pelo cabo da seguinte forma > avalia a orelha direita e segura o instrumento com a mão direita. Apoiar sua mão que segura o instrumento na face do paciente. Inserindo o otoscópio lentamente para frente e para baixo para visualizar a membrana timpânica. Nesse momento, observa-se a coloração, contorno e presença ou não de perfurações no tímpano; Exame que avalia a orelha externa, a orelha média, o conduto auditivo e a membrana timpânica. As estruturas anatômicas visualizadas na otoscopia propriamente dita são: Processo curto do martelo; Cabo do martelo; Cone de luz; Umbigo da membrana timpânica; Parte flácida do tímpano; Bigorna; Parte tensa do tímpano; A. Processo curto do martelo B. Cabo de martelo C. Umbigo D. Bigorna E. Cone de luz F. Parte flácida No exame, deve-se realizar a inspeção da orelha externa, a palpação do pavilhão auricular e da região pré e retroauricular e, por fim a otoscopia. EXAME FÍSICO Inspeção das orelhas externa e média. Sendo observado a forma, tamanho e cor do pavilhão auricular, com objetivo de detectar malformações. No meato acústico externo, pesquisar edema, secreções, descamações, sangue ou cerume, corpo estranho, escoriações ou alterações na estrutura (estreitamento, abaulamento, deformidades). CONHECENDO O OTOSCÓPIO É um instrumento semelhante a uma lanterna que possui formato cônico em sua cabeça para facilitar sua adequação à anatomia da orelha. O aparelho possui uma lente de aumento que permite a melhor visualização das estruturas anatômicas. O dispositivo dispõe de uma série de espéculos de tamanhos variados que facilitam a acomodação do instrumento da orelha. É fundamental que o espéculo escolhido seja corretamente esterilizado antes do procedimento. Como descrever um exame normal: Região retroauricular sem abaulamento; / Pavilhão auricular sem hiperemia; / Meato acústico externo com cerúmen em quantidade adequada, sem secreção, sem estreitamento, sem hiperemia e sem descamação; / Membrana timpânica íntegra, transparente, normotensa, sem abaulamento; @_leticiaba - 5° Período AFYA Essa perfuração geralmente é evidente na otoscopia, onde a membrana timpânica também se apresentará com mobilidade abolida e, em perfurações infecciosas, pode apresentar fibrose e tecido de granulação (associados à inflamação crônica). ALTERAÇÕES É a infecção da pele do canal auditivo, geralmente de etiologia bacteriana. Quando realizado o exame físico, manifesta-se através de dor à movimentação do pavilhão auricular e trago. OTITE EXTERNA AGUDA Na otoscopia, a otite externa aguda apresenta o meato acústico edemaciado, estreitado, úmido, pálido e hipersensível. Eventualmente, o meato acústico pode apresentar hiperemia. É o surgimento rápido de sinais e sintomas de inflamação da orelha média. No exame físico, geralmente manifesta- se através de dor à palpação do processo mastoide. OTITE MÉDIA AGUDA Em geral, ela se manifesta na otoscopia através de abaulamento, opacidade (perda da translucidez) e hiperemia da membrana timpânica, e, quando de etiologia bacteriana, via acúmulo de secreção purulenta. Imagem da Esquerda: otite média aguda Imagem da Direita: otite média serosa/efusão Diferentemente da otite média aguda, que é uma infecção bacteriana ou viral aguda, com dor importante e produção de secreção purulenta na cavidade timpânica, a otite média serosa tende a ser uma inflamação mais branda com uma duração maior. As perfurações podem ser causadas tanto por traumatismos diretos, quanto por infecções purulentas na orelha média. Elas podem estar associadas a sintomas como perda auditiva, dor, otorragia (sangramento no ouvido) e vertigem. PERFURAÇÃO DE MEMBRANA TIMPÂNICA O tímpano também pode ser perfurado por uma mudança súbita na pressão, tanto por um aumento de pressão ou uma diminuição da pressão. É a infecção da orelha externa por fungos. O paciente relata dor de ouvido, piora ao manipular o pavilhão auditivo, além da sensação de entupimento e secreção na orelha. OTITE FÚNGICA É um termo usado para descrever uma alteração histológica que ocorre na mucosa da orelha média ou mastóide caracteriza por hialinização, podendo evoluir com calcificação ou ossificação. TIMPÂNO ESCLEROSE CICATRIZAÇÃO COM DEPOSIÇÃO DE CÁLCIO Caracterizada pela deposição de placas esbranquiçadas de tecido conjuntivo denso, sobre a membrana timpânica e estruturas do ouvido médio. A membrana timpânica, no seu estado normal, é fina e translúcida, com boa mobilidade. Quando estas placas se instalam, a membrana perde a sua transparência, e torna-se mais grossa e menos maleável. @_leticiaba - 5° Período AFYA REFERÊNCIAS SANARMED. <https://www.sanarmed.com/otoscopia- aspectos-fundamentais-colunistas> Acessado em 02 de novembro de 2023. OTORRINOLARINGOLOGIA, Associação Brasileira de. Tratado de Otorrinolaringologia. Grupo GEN, 2017. PORTO, CELMO C.; PORTO, ARNALDO L.. Semiologia Médica. 8a edição. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2021. Caracteriza-se pela impactação da cera no conduto auditivo externo do paciente gerando queixas como: diminuição da audição (hipoacusia), sensação de ouvido tampado (plenitude auricular), por vezes coceira, zumbido e dor. A cera não é sujeira e sim uma proteção do ouvido. Ela impede a proliferação de fungos e bactérias patogênicas, hidrata a pele evitando a descamação e a coceira, impede o contato da água diretamente com a pele e evita a entrada de insetos e outros objetos. ROLHA DE CERUME O ouvido saudável tem cera. A remoção desnecessária da cera faz com que a pele do ouvido fique desprotegida aumentando a chance de infecções. A quantidade de cera produzida varia de paciente para paciente. Há indivíduos que produzem pouca cera; há aqueles que fabricam cera na medida certa para manter o ouvido saudável e há aqueles que fabricam em excesso.