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Fluxograma Fluxograma é um tipo de diagrama, e pode ser entendido como uma representação esquemática de um processo, muitas vezes feita através de gráficos que ilustram de forma descomplicada a transição de informações entre os elementos que o compõem. Podemos entendê-lo, na prática, como a documentação dos passos necessários para a execução de um processo qualquer. Um adequado fluxograma contribui para: Garantir execução dos cardápios planejados (diversificados e voltados para as necessidades dos clientes); Garantir produção das refeições dentro dos padrões de qualidade (microbiológico, sensorial, nutricional) desejados e previstos pela legislação brasileira; Permitir implementação das Boas Práticas de Fabricação / Manipulação de Alimentos; Melhorar utilização dos recursos humanos; Garantir conforto e satisfação dos clientes e funcionários. Um adequado fluxograma previne: Limitações no planejamento de cardápios; Interrupções e cruzamento nos fluxos de operações; Utilização inadequada de equipamentos; Equipamentos ociosos e mal utilizados; Filas e atrasos na distribuição; Fatores de ambiência inadequados; Redução da produtividade; Aumento de custos; Acidentes de trabalho. Configuração das áreas de preparação dos alimentos, de modo que o fluxo seja linear, sem cruzamentos de atividades entre os vários gêneros de alimentos. Se não houver áreas separadas para os vários gêneros, deve existir no mínimo um local para pré-preparo (produtos crus) e local para preparo final (cozinha quente e cozinha fria), além das áreas de retorno de bandejas sujas e lavagem de utensílios, evitando a contaminação cruzada, devendo o manual de boas práticas garantir a qualidade higiênico-sanitária dos alimentos Fluxo de alimentos: fluxos ou circuitos curtos: os diferentes setores de trabalho devem ser ligados entre si por fluxos os mais curtos possíveis. Marcha Avante: desde a recepção, estocagem e preparação até a distribuição, a circulação dos produtos é estudada de modo a evitar que e um circuito próprio não se cruze com um circuito impróprio. Fluxo compatível com o "Lay out" para a manipulação correta de alimentos Lay-out: Layout é uma palavra inglesa que tem como significado diagramação, é um projeto ou croqui mostrando a distribuição física, de mobiliário, objetos e pessoas num determinado espaço. Pode ser apenas formas rabiscadas numa folha para depois realizar o projeto ou pode ser o projeto em fase de desenvolvimento. O termo layout pode também configurar-se como projeto envolvendo diferentes cadeias associativas e técnicas visuais sempre com objetivo e função. As decisões que você adota quando configura um local afetam o grau de eficiência com que pode trabalhar. O planejamento adequado ajuda a economizar dinheiro e tempo. No projeto do lay-out, deve-se também verificar a questão ergométrica dos mobiliários e equipamentos, seguindo as recomendações da NR-17: 17.3.2. Para trabalho manual sentado ou que tenha de ser feito em pé, as bancadas, mesas, escrivaninhas e os painéis devem proporcionar ao trabalhador condições de boa postura, visualização e operação e devem atender aos seguintes requisitos mínimos: a) ter altura e características da superfície de trabalho compatíveis com o tipo de atividade, com a distância requerida dos olhos ao campo de trabalho e com a altura do assento; (117.007-4 / I2) b) ter área de trabalho de fácil alcance e visualização pelo trabalhador; (117.008-2 / I2) c) ter características dimensionais que possibilitem posicionamento e movimentação adequados dos segmentos corporais. (117.009-0 / I2) 17.3.5. Para as atividades em que os trabalhos devam ser realizados de pé, devem ser colocados assentos para descanso em locais em que possam ser utilizados por todos os trabalhadores durante as pausas. (117.016-3 / I2) Equipamentos e Utensílios: Dimensionamento, seleção e aquisição. Os Equipamentos complementam o planejamento da área física Sua localização define o layout da área da UAN Fluxo Racional das operações Classificação dos equipamentos Equipamentos Básicos: aqueles que são necessários a uma UAN, independente de seu objetivo institucional ou social. EX: Fogão, panelões, geladeira, freezer, batedeira, etc. Equipamentos de Apoio: aqueles que auxiliam ou facilitam o trabalho com os equipamentos básicos. EX: balcão, bancadas, armários, carrinhos, etc. O recebimento e armazenamento dos alimentos O preparo dos alimentos A cocção dos alimentos A montagem, manutenção e distribuição dos alimentos A limpeza e desinfecção de utensílios e instalações Fatores que influenciam no dimensionamento de equipamentos Os equipamentos deverão servir para: Padrões de cardápio Número de refeições Política de compras Efetivo de mão de obra Rentabilidade do investimento Sistema de distribuição DIMENSIONAMENTO DE EQUIPAMENTOS • Número de refeições • Tempo de cocção • Fator de cocção • Per capita da preparação DIMENSIONAMENTO DE CALDEIRÕES Per capita Fator de cocção Número de refeições DIMENSIONAMENTO DE BALCÃO DE DISTRIBUIÇÃO Para definir o número de balcões necessários a uma UAN, será preciso estimar: O nº de preparações que serão distribuídas O período de distribuição O tipo de distribuição O nº de refeitórios e/ou copas de apoio Definidos de acordo com as necessidades de cada local DIMENSIONAMENTO DE CUBAS PARA OS BALCÕES Tipo de preparação a ser servida Peso de cada preparação Capacidade do recipiente DIMENSIONAMENTO DE FORNOS Tempo de cocção da preparação de maior per capita Estima-se a quantidade da preparação assada por câmara Atenção Os demais equipamentos, como amaciador, moedor, descascador, fritadeiras, etc., deverão ser dimensionados considerando alguns fatores como: Peso do gênero a ser processado Tempo disponível para o processamento DIMENSIONAMENTO DE BANDEJAS, TALHERES E COPOS • Se o refeitório for ocupado todo o período de refeição, em sua capacidade plena, calcular material suficiente para cobrir 2 vezes a capacidade do refeitório Qual a quantidade de utensílios para uma UAN que atende 1.200 comensais e funciona diariamente das 11:30 às 13:30h . Sabendo-se que a capacidade do refeitório é de 400 lugares (1/3). 2 x 1/3 do turno 2 x 400 = 800 utensílios • Se o refeitório for ocupado por pequenas turmas em horários distintos, calcular material suficiente para cobrir duas vezes a maior turma. Qual a quantidade de utensílios para uma UAN que atende 730 comensais distribuídos em 5 turmas? 11:30 h - 100 comensais 12:00 h - 250 comensais 12:30 h - 120 comensais 13:00 h - 180 comensais 13:30 h - 80 comensais 2 x a maior turma (250) = 500 bandejas, talheres e copos MOBILIÁRIO DO RESTAURANTE: Os móveis do restaurante devem: Estar em harmonia com o tipo e a categoria do estabelecimento Facilitar o serviço Oferecer conforto aos clientes Ser de fácil limpeza Ser resistentes e padronizados, para facilitar sua reposição SELEÇÃO E AQUISIÇÃO DE EQUIPAMENTOS E UTENSÍLIOS PARA UMA UAN Determinação da capacidade, quantidade de equipamentos necessários, seu posicionamento na área de trabalho, fornecedor do equipamento. Qualidade do equipamento, fácil operação, manutenção, limpeza e assistência técnica garantida Eficiência depende do lay out e equipamentos, Cardápios definidos, quantidade produzida SELEÇÃO DE EQUIPAMENTOS E UTENSÍLIOS PARA UMA UAN Planta física Tipo de cardápio Número de refeições Política de compra Sistema de distribuição Disponibilidade econômica da empresa Quadro de pessoal Tipo de combustível Relação custo-benefício Principais pontos a serem analisados: Capacidade nominal e efetiva Tamanho Peso do equipamento Mobilidade Facilidade deuso Facilidade de operação Facilidade de limpeza Facilidade para manutenção Vida útil Custos Qualidade do equipamento Para aquisição de equipamentos em um serviço de alimentação, deve-se fazer uma solicitação por escrito, bem especificada, sem deixar margem a interpretação dupla. • Nome do equipamento • Capacidade nominal • Dimensões do equipamento • Potência • Material usado para sua fabricação • Fonte de alimentação • Modelo • Custo Durante a análise das propostas, além das especificações definidas na solicitação, outros fatores devem ser considerados: oForma de pagamento oGarantia de manutenção oTempo de garantia o Assistência técnica oFacilidade na reposição de peças o Instalação dos equipamentos oDisponibilidade de espaço, organização funcional, facilitar higienização, sistema de alimentação básica (gás, eletricidade) CUIDADOS COM OS EQUIPAMENTOS Manuseio adequado Limpeza periódica Material elétrico protegido de água, umidade e gordura MANUTENÇÃO DOS EQUIPAMENTOS A manutenção de um equipamento pode ocorrer em dois níveis: Manutenção Preventiva • Feita periodicamente • Aumenta a vida útil do equipamento • Proporciona mais segurança em sua operacionalização Manutenção corretiva • Feita apenas quando o problema aparece • Transtornos à operacionalização EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI) Qualquer equipamento destinado a ser usado pelo trabalhador para a sua proteção contra um ou mais riscos susceptíveis de ameaçar a sua segurança ou saúde no trabalho. Última barreira contra a lesão é o EPI. CONDIÇÕES PARA UMA BOA PERFOMANCE DOS EQUIPAMENTOS E UTENSÍLIOS Para se obter um rendimento satisfatório dos equipamentos e utensílios é necessário: - Planejamento racional da cozinha - Seleção dos equipamentos compatíveis com o uso proposto - Utilização/operação com pessoal treinado - Manutenção regular/preventiva POLÍTICA DE COMPRAS EM SERVIÇO DE ALIMENTAÇÃO Logística de Abastecimento Estabelecimento da política de compras; Dimensão da área de estocagem dos gêneros perecíveis, semi-perecíveis e não-perecíveis; Critérios: escolha de fornecedores; periodicidade do abastecimento; sistematização das requisições da recepção; e armazenamento das mercadorias. ESCOLHA DO FORNECEDOR Informações de pessoas idôneas; Levantamento de preços entre vários fornecedores; Padrão de qualidade do produto exigido; Forma de pagamento estipulada; Preço máximo para mercadorias fixado; Prazo de entrega determinado; Periodicidade de entrega definida. SOLICITAÇÃO AO FORNECEDOR É uma atividade subsequente à sua previsão; Feita através de formulário próprio (vias); Licitação (formulário específico); Solicitação: mensal, quinzenal e semanal; Entrega: única ou parcelada; Especificar qualificação do material solicitado POLÍTICA DE COMPRAS Estabelecimento do per capita do próprio serviço de alimentação; Estimativa do número de clientes; Definição do padrão do cardápio; Definição das variações culinárias (rotatividade do cardápio); Levantamento das fontes de aquisição de gêneros disponíveis na região; Determinação do lote econômico, para os gêneros semi-perecíveis e não- perecíveis; e Disponibilidade e facilidade para entrega dos gêneros alimentícios, pelos fornecedores eleitos através de concorrência aberta, que deve ser, no máximo, trimestral. PREVISÃO PARA COMPRAS Atividade anterior à solicitação de compras; Está correlacionada com: • cardápios planejados, • consumo “per capita” bruto dos alimentos, • número estimado de refeições que serão oferecidas; e • frequência de utilização dos gêneros no período da previsão. GÊNEROS PERECÍVEIS São os gêneros que se deterioram com facilidade; Entrega diária ou dias alternados; Armazenados em câmaras frigoríficas (controle de temperatura e umidade); Ex: carne bovina, suína, aves e peixes, leite e derivados, ovos, verduras, legumes e frutas GÊNEROS NÃO-PERECÍVEIS São os gêneros que não se deterioram com tanta facilidade, suportando processos mais prolongados de estocagem; Entrega mensal ou quinzenal; Armazenados na despensa e/ou almoxarifado; Ex: sacarias e enlatados ( arroz, feijão, ervilha, óleos, extrato de tomate, etc.) GÊNEROS SEMIPERECÍVEIS São gêneros intermediários entre os perecíveis e não-perecíveis em termos de estocagem. Entrega quinzenal ou semanal; Armazenados na despensa e/ou almoxarifado; Ex: batata, cebola, alho, farinhas em geral, etc CUSTO Consideram-se custo os elementos de despesas que entram na produção de bens ou serviços. Custo da refeição : é o resultado da relação entre o total das despesas realizadas e o número de unidades produzidas. Despesas : são os valores pagos por mercadorias, serviços, mão-de-obra, impostos, etc. CUSTO FIXO OU ESTRUTURAL Custo cujo comportamento em relação aos gastos com produção é sempre o mesmo. Ex: seguros, aluguel, despesas de administração, depreciação dos equipamentos CUSTO VARIÁVEL OU OPERACIONAL Custo que varia em relação à quantidade produzida. Ex: gêneros alimentícios, energia e gás CUSTO: Aquisição de materiais É o custo total na compra do material. Menor cifra possível (descontos, bonificação e prazos de pagamento) Aumento do custo: fretes e seguros CUSTO: Manutenção de estoques A posse do estoque custa à empresa determinada soma anualmente. O material estocado requer espaço, aeração, iluminação, mão-de-obra para seu manuseio, etc., além de representar a imobilização de um capital sujeito à deterioração e obsolescência. A gama de variação da soma dessas despesas em relação ao valor total do estoque, oscila na maioria dos casos, entre 17 a 24%. CUSTO: Custo de reposição É o custo correspondente ao processo da reposição de materiais que a organização enfrenta a fim de manter devidamente os níveis de estoques. É o custo do conjunto de atividades envolvidas em cada compra efetuada pela organização, desde a emissão do pedido até a entrega do material ao almoxarifado. FATORES INTERVENIENTES NO CUSTO DA REFEIÇÃO Política de compras; Método de recepção e armazenamento de mercadorias; Controle das operações durante a preparação; Mão-de-obra. RECEBIMENTO Conferir : data da entrega, quantidade e padrão de qualidade das mercadorias; Higienizar e sanitizar as mercadorias; Armazenar em condições favoráveis à sua conservação; Registro de entrada (quantidade e preço especificados em fichas de estoque ou em software); GESTÃO DE ESTOQUES A administração de materiais objetiva especificamente: 1. Otimização de atendimento (níveis operacionais: estoque mínimo, médio e máximo); 2. Minimização de custos (redução de custos na compra ou aquisição, na manutenção dos materiais e na reposição). NÍVEIS DE ESTOQUE ESTOQUE MÍNIMO (ou de segurança, de proteção ou de reserva) É a menor quantidade de material que deverá existir no estoque para prevenir qualquer eventualidade ou situação de emergência, quer provocada pelo consumo anormal do material, quer pelo alongamento do tempo de espera. ESTOQUE MÉDIO É o nível médio de estoque, em torno do qual as operações de suprimento e consumo se realizaram. Considera-se geralmente como sendo 50% da quantidade a pedir, mais o estoque mínimo. ESTOQUE MÁXIMO É a maior quantidade de material que deverá existir na organização, para garantir o consumo até o tempo de recebimento do próximo lote de reposição. É o nível acima do qual a organização não pretende operar, sob pena de estar desperdiçando recursos investidos em materiais. MOVIMENTAÇÃO DO ESTOQUE PEPS: Primeiro a Entrar e Primeiro a Sair Organização Controle Limpeza e higienização