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Sob o prisma da epistemologia do pensamento sistêmico e do denso conceito de autopoiese aplicado criticamente à educação inclusiva contemporânea, os estudantes que compõem o público-alvo da educação especial devem ser compreendidos como seres autopoiéticos, ou seja, identidades biológicas e sociais que se autoproduzem e se auto-organizam de forma contínua a partir das perturbações e das interações que ocorrem no ambiente. Nesse intrincado referencial teórico construtivista, a inteligência emerge intrínseca e relacionalmente das experiências sociais e da complexa qualidade dos relacionamentos interpessoais vivenciados no espaço escolar. Desse modo imperativo, o ambiente educacional deve ser planejado e estruturado para ser profundamente rico, cognitivamente desafiador e pautado por autênticas relações de solidariedade, fornecendo as perturbações ambientais constantes que são absolutamente necessárias para impulsionar o desenvolvimento humano integral. Essa perspectiva emancipatória opõe-se de maneira frontal e combativa à visão clínica e assistencialista tradicional, que se apoiava rigidamente nas dificuldades predeterminadas dos alunos e em diagnósticos médicos limitantes para restringir as proposições de ensino. VERDADEIRO FALSO
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elainecxica

há 3 meses

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