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FICHA DE LEITURA: Organização ALUNO: Karine Valesca de Freitas Verdugo OBRA (CITAR CONFORME ABNT): FRIEDBERG, Erhard. Tratado de sociologia ARTIGO IDEIA CENTRAL PASSAGEM DO TEXTO QUE A CONFIRMA OBSERVAÇÃO 1. Resumo 1. Organização 1.1 O significado de organização está tanto em um objeto social, quanto um processo social e pode ser definido como conjuntos humanos formalizados e hierarquizado com o objetivo de garantir a cooperação e a coordenação dos membros no cumprimento de algo. 1.2 Um dos grandes problemas das organizações é se manter a sua sobrevivência como grupos organizados 1.1 “A expressão “organização” remete, por um lado, a um objeto social, por outro, um processo social que está no cerne da ação humana(...) em termos de uma definição simples -, Conjuntos humanos formalizados e hierarquizados com vistas a assegurar a cooperação e a coordenação de seus membros no cumprimento de determinados fins” (pg. 375) 1.2 “(...) Esse problema é o se sua sobrevivência como conjuntos organizados”(pg.376) O problema da racionalidade dos comportamentos humanos 2.1Houveram duas evoluções distintas nos quais o comportamento dos indivíduos e dos grupos foram analisados, o primeiro diz respeito às motivações, e o segundo com a relativização da noção clássica de racionalidades 2.1 “A primeira diz respeito à ampliação progressiva das concepções motivacionais que levam a que se restitua ao indivíduo um mínimos de autonomia face às suas “necessidades” psicológicas e à estrutura de personalidade, ou seja, a ver nele um agente complexo e relativamente imprevisível (Bennis,1966). A segunda tem a ver com a relativização da noção clássica de racionalidade, a que assistimos ao longo dos últimos trinta anos a partir do caminho aberto pelos primeiros trabalhos de H. Simon (1955,1956 e 1957) e de March e Simon (1958)” (pg.378) Do homem manipulado ao homem complexo: os impasses de uma abordagem psicológica. 3.1 O comportamento humano não era um problema na teoria clássica, e sim resultado de estruturas de trabalho mal concebidas e concretizadas. 3.2 Com o postulado do Homo Economicus, foi feito uma teoria motivacional que mostrava os comportamentos humanos como previsíveis , porém essa teoria foi refutada. 3.3 Depois que se refutou o conceito do Homo economicus, chegou-se a conclusão que o ser humano não é motivado a trabalhar apenas pelo dinheiro, mas sim pelas recompensas emocionais e afetivas 3.4 Mesmo buscando essa visão conceitual e intelectual sobre o raciocínio organizacional, ainda permaneceu com uma visão Tayloriana de um indivíduo passivo no trabalho. 3.1 “Para a teoria clássica das organizações em suas formas anglo-saxônicas(Taylor, Gulick) e francesas (Fayol), o comportamento humano não constituía um problema. Ou melhor, os comportamentos negativos se verificavam e que se pretendia corrigir não eram resultado da irracionalidade do comportamento dos indivíduos no trabalho, e sim de estruturas de trabalho mal concebidas.” (pg.378) 3.2” Com o postulado do Homo economicus, ela dispunha com efeito de uma teoria motivacional que tornava os comportamentos humanos perfeitamente previsíveis, considerando-se que cada agente era sempre racional, ou seja, que procurava a maximização dos respectivos ganhos materiais” (pg.378) 3.3” O indivíduo não é movido unicamente pelo apetite do ganho, é igualmente motivado por sua afetividade e por suas necessidades psicológicas mais ou menos conscientes.” (pg.379) 3.4 “A verdade é que ele permanece prisioneiro da visão tayloriana de um indivíduo passivo no trabalho, respondendo de forma estereotipada aos estímulos a que é submetido” (pg.379) Da racionalidade onisciente à racionalidade oportunista 4.1 O modelo de racionalidade onisciente de Simon fala que o decisor possui todas as informações e 4.1 “ O modelo de racionalidade onisciente(Simon fala, a propósito, de racionalidade objetiva) repousa sobre capacidade limitada para o seu tratamento; procura uma ótima solução entre todas as opções possíveis e tem uma opinião. 4.2 Os indivíduos raramente possuem preferências ou objetivos claros, por isso não é possível sempre calcular as atitudes que os mesmos terão em determinadas situações. 4.3 Friedberg propõe um utilitarismo metodológico para analisar as organizações da ação organizada, e através de desvios de racionalidade seria possível verificar os elementos racionais e irracionais dos indivíduos envolvidos. três premissas essenciais. Neste modelo considera-se que o decisor: 1. detém todas as informações e uma capacidade ilimitada para seu tratamento; 2. procura a solução ótima entre todas as possíveis 3. tem uma ideia clara quanto às suas preferências, que são consideradas consolidadas de uma vez por todas, coerentes e hierarquizadas.” (pg.381) 4.2 “ Só raramente os indivíduos têm preferências ou objetivos claros. Sobretudo, nem sempre têm tempo para calcularem suas atitudes em função dessas preferencias” (pg.383) 4.3 “ (...) utilitarismo metodológico (Friedberg, 1988), isto é, um método de análise das organizações e da ação organizada que recorre à hipótese de uma racionalidade utilitária ou estratégica dos comportamentos para descobrir, através dos desvios dessa racionalidade, os elementos racionais e irracionais.” (pg.383) O problema da integração 5.1 O problema da integração está na reflexão sobre o fato organizacional que se assemelha com uma arena política ou um mercado, onde ocorrem trocas de comportamentos e busca-se estratégias de poder. 5.1 “ Em última análise, a organização nessa perspectiva não é mais do que uma arena política ou um mercado no qual se trocam comportamentos e se perseguem estratégias de poder específicas e cujas características(fins, estruturas, regras de jogo, “cultura) são, por sua vez, o mero produto dessas permutas e desses confrontos”( pg. 384) A relativização da coerência organizacional 6.1 Na concepção de Os desejos dos integrantes de organizações são contraditórios e entram em conflito com a racionalidade econômica, então apenas os indivíduos podem ter objetivos, que os objetivos da organização deve ser compreendido como um compromisso entre integrantes e organização. 6.2 A organização não é apenas um conjunto de engrenagens, mas também não é conjunto natural, ela pode ser considerada como uma arena de decisões onde se cruzam diferentes comportamentos que são múltiplos e contraditórios, um universo de permuta. 6.1 “ Não só os fins e as motivações múltiplas, variáveis e eventualmente contraditórias dos membros de uma organização entram em conflito com a racionalidade econômica, como seus fins, sua estrutura e suas regras formais são supostos exprimir (...) não só os propósitos oficiais e sobretudo reais de uma organização” ( pg.385) 6.2 “Não é mais que um universo de permuta e de conflito, um instrumento de cooperação entre interesses conflituais (Burns, 1961 e 1966; Giorgiu, 1973) uma arena onde se tomam decisões (Cyert e March, 1973) um contexto onde se entrechocam, se confrontam e se ajustam racionalidades e comportamentos múltiplos e eventualmente contraditórios” (pg.385) O contrato, a norma, a permuta, e o poder: a reflexão sobre a integração organizacional. 7.1 O contrato, baseada na teoria do equilíbrio da organização vem de algo que busca sancionar ou equilibrar um acordo feito entre duas partes. 7.2 A norma busca explicar as atribuições de um indivíduo e também moldar o seu comportamento. 7.3 As relações de poder nas organizações podem ser vistas como um jogo que estrutura a ação coletiva, pois impõe regras que devem ser respeitadas por todos os jogadores que quiserem participar. 7.1” A primeira, inspirada na “teoria do equilíbrio da organização” (Barnard,1983; Simon,1947), baseia-se na noção de contrato que, implícita ou explicitamente, vem sancionar e estabilizar um equilíbrio aceitável entre as contribuições solicitadas e as retribuições fornecidas pela organização” ( pg.387) 7.2 “ os indivíduos podem ser moldados por normas que definem suas funções, sendo tais normas reforçadas pelas suas expectativasdos parceiros e apoiadas na existência de valores integrativos.” (pg.388) 7.3 “ É um mecanismo concreto que permite estruturar a ação coletiva, conciliando a liberdade e a restrição.” (pg.391) A organização e seu “contexto”: o problema das fronteiras organizacionais 8.1 As organizações formalizadas, são definidas como entidades estruturais com fins explícitos e uma estrutura formalizada cm regras geradas com o objetivo de moldar comportamento dos membros 8.1 “ (...) define como entidades estruturais dotadas de fins explícitos, de uma estrutura formalizada e de um corpo de regras concebidas com o propósito de modelar os comportamentos tendo em vista a realização desses fins “ (pg. 392) O impacto das exigências do contexto socioeconômico 9.1 As organizações possuem dois modelos de organização, temos os modelo mecânico e o modelo orgânico. O primeiro se trata de um cronograma bem elaborado e detalhado e com comunicação reduzida e poder centralizado no topo , já segundo representa uma contradição ao contexto técnico-econômico. 9.1 “(...) modelo mecânico de organização, caracterizado por um organograma extremamente elaborado e detalhado, por uma comunicação muito reduzida que segue antes de tudo a linha hierárquica , e por uma concentração muito acentuada do poder de decisão no topo. A este primeiro modelo contrapõe-se ponto por ponto, o modelo orgânico de organização” (pg.393) A organização também estrutura o seu contexto 10.1 Child explica que a estratégia de uma empresa é operada pelos dirigentes dela. 10.2 As organizações são encarregadas naturalmente de desenvolver estratégias de redução de uma dependência estabelecendo alianças além da organização para criar um contexto negociado 10.3 Nas empresas há uma relação de troca e poder, e por isso desenvolve uma dinâmica própria. 10.1 “ Child demonstra que é a estratégia da empresa,ou seja, o conjunto das opções operadas por seus dirigentes ou pela “ coligação dominante” na alocação dos recursos disponíveis, que modela a estrutura. Isto significa que as influências do contexto são filtradas: só serão exercidas na medida em que forem retomadas na estratégia” (pg.395) 10.2 “ Concebem as organizações como de algum modo impelidas “naturalmente” a desenvolver estratégias de redução dessa dependência através do estabelecimento de alianças e de acordos para além das estritas fronteiras da organização, em suma a criarem um “contexto negociável”” (pg.395) 10.3 “ Como qualquer relação de troca e poder, desenvolve uma dinâmica própria” (pg.396) A autonomia do ato organizacional 11.1 Nem todas as empresas se adaptam à mudanças de uma forma fluida, algumas parecem ser dominadas por forças que levam os mesmos a reagir de uma forma que remete às características anteriores da empresa. 11.1 “ (...) das empresas estudadas por Burns e Stalker (1961). Nem todas se adaptam de uma forma fluida às mudanças que afetam os respectivos contextos. Algumas parecem mesmo dominadas por forças ou dinâmicas endógenas que as levam a reagir a essas mudanças, reforçando as características de seu funcionamento anterior ou tradicional “ (pg.399) Abordagens dos “efeitos organizacionais”: os estudos sobre a burocracia 12.1 A burocracia apresenta uma característica que é a chave de sua eficácia, que é a impessoalidade que despersonaliza as pessoas e padroniza as relações humanas. 12.2 A sua racionalidade está no fato de ser possível fazer a gestão dos problemas afetivos e emocionais através do poder. 12.1 “ Em suma, a eficácia da burocracia advém-lhe do fato de despersonalizar e padronizar as atividades humanas” (pg. 399) 12.2 “ sua funcionalidade (...) reside no fato de permitir a gestão dos problemas afetivos e emocionais suscitados pela confrontação, consubstancial à cooperação humana dos membros de uma organização, face à dependência, ao poder e à arbitrariedade (pg. 401) A organização como capacidade cultural 13.1 A Impessoalidade permitida pela burocracia só é possível de se for através de um processo de aprendizagem organizacional, em que 13.1 “Só será capaz de fazê-lo através de um processo de aprendizagem organizacional, que permita criar a nível de organização em seu conjunto seja possível criar um nível de organização com uma capacidade de criar jogos mais complexos. 13.2 Os modos de funcionamento já instituídos devem ser analisados com racionalidade e de ação e um campo de experimentação 13.3 A dimensão da natureza cultural não é um novo campo ou método de análise. uma nova capacidade coletiva de jogar jogos mais complexos” (pg.402) 13.2” Os modos de funcionamento já instituídos podem e devem ser analisados como uma capacidade coletiva propriamente organizacional que circunscreve uma certa racionalidade de ação e um certo campo de experimentação”. (pg. 402) 13.3 “O fato de se evocar a natureza cultural do fenomeno organização e de se concentrar nela a reflexão não visa o estabelecimento de um novo campo ou um novo método de análise. (pg. 404) Organização ou sistema de ação ? 14. 1 Existem dois aspectos que resumem o aspecto social, que seria a complexificação do objeto social que é acompanhada pelas banalização do objeto de estudo 14.1 “ Penso que podem ser resumidas em torno de dois aspectos: a complexificação do objeto social que acompanha, pari pasu, a sua banalização como objeto de estudo. “( pg.405) Ideia central do texto: O texto fala sobre como são feitas e organizadas as organizações formais e como se dão as relações sociais que ocorrem nela.