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1 Metanálise e Hierarquização de evidências – Laís Reis METANÁLISE Utiliza estudos com mesma metodologia para se ter evidências científicas - Utiliza-se parâmetro clínico-epidemiológico e dentro desse medidas e associação. Métodos utilizados na Metanálise: - Parâmetros clínicos-epidemiológicos de sumarização dos resultados: determinar características dicotômicas - Quantificação da contribuição dos estudos para análise Medidas de associação: Variáveis dicotômicas: risco relativo, OR e NNT Risco relativo e OR: mostram a eficácia da intervenção NNT: informa impacto clínico Variáveis contínuas: média e desvio padrão, demonstram distribuição de normalidade Estudos diagnósticos: sensibilidade, especificidade e likelihood ratios (verossemelhança) Estudos observacionais: RR e OR Estudos prognósticos: hazard ratio e medidas de tempo RESULTADO FINAL EIXO: 1 barra de nulidade -> não tem associação, ou seja, se dados chegarem próximos a essa reta não existe associação na análise dos estudos Linhas horizontais: intervalo de confiança de cada estudo, faixa em que os dados que estão em volta são iguais a média Quadrado (tamanho do quadrado): representa peso relativo/número amostral. Maior número amostral - menor intervalo de confiança -> estudo confiável Losango: Metanálise estimativa do efeito combinado Quando o Intervalo de confiança ultrapassa a linha de nulidade pode-se afirmar que o resultado estatístico não é significante INTERPRETANDO Ponto central em relação a linha vertical: Quando o ponto central (circulado de roxo e vermelho) está à ESQUERDA da linha de nulidade a intervenção reduz a probabilidade do desfecho Ex: vacina -> essa reduz a probabilidade de se ter doença Quando o ponto central está à DIREITA a intervenção aumenta a probabilidade do desfecho Ex: tabagismo aumenta risco relativo de DPOC Linha horizontal em relação a linha central vertical Com intercessão: quando a linha horizontal cruza a linha vertical quer dizer que o estudo não encontrou diferença significante entre os grupos sobre benefício ou maleficio (dentro do intervalo de confiança tem-se o 1) Sem intercessão: a diferença encontrada é estaticamente significante 2 Metanálise e Hierarquização de evidências – Laís Reis Losango em relação a linha central vertical À esquerda: resultado global indica que a intervenção reduz a probabilidade do desfecho À direita: resultado geral indica que a intervenção utilizada aumenta a probabilidade de desfecho Tamanho dos losangos: n amostral total Com intercessão: resultado global não apresenta significância – não há evidência de efeito HETEROGENEIDADE: É a variabilidade ou diferenças entre os estudos na estimativa de efeitos e por isso o seu cálculo é fundamental para avaliar o grau de confiança dos resultados em situações de decisões sobre resultados usados. Se os estudos diferem entre si mesmo tendo a mesma metodologia o grau de confiança acaba sendo baixo. Teste de Heterogeneidade é feito por qui-quadrado, assim, avalia-se a significância da heterogeneidade NÍVEL DE SIGNIFICÂNCIA: p<0,10 (<0,10 é significativo e >10 não é significativo e não tem heterogeneidade) Esse teste do qui-quadrado indica a magnitude da heterogeneidade, isso mostra o quanto os dados do estudo varia (0-100%) 0%: indica que não tem heterogeneidade 25%: baixa heterogeneidade Superior a 50%: heterogeneidade substancial (considera, mas não atrapalha a validade dos dados) Acima de 75%: heterogeneidade considerada Altas heterogeneidade pode-se questionar o poder de confiança dos estudos e investigar a causa por meio de uma análise HIERARQUIZAÇÃO E ESTRATÉGIA DE EVIDÊNCIAS EM SAÚDE M E B: é a integração da melhor evidência de pesquisa, de habilidade clínica e valores do paciente Evidências em saúde: - Serve para refinamento das técnicas de investigação em saúde - Aprimoramento dos ensaios clínicos Como a M B E pode contribuir? - Eficácia: quando o tratamento funciona em condições de mundo ideal - Segurança: intervenção com características confiáveis que tornam improvável a ocorrência de algum efeito indesejável para o paciente Para ter essa contribuição deve-se formular uma questão clínica para ter um bom resultado ESTRATÉGIA PICO Para construir produto cientifico e/ou interpretar resultado dos produtos científicos P = paciente ou problema (único paciente, grupo de paciente com uma condição em comum, problema de saúde I = intervenção (pode ser terapêutica, ex: curativo, medicamento ou preventiva, ex: vacina ou diagnóstica, ex: aferição de PA ou prognóstica ou administrativa ou relacionadas a assuntos econômicos C = controle ou comparação (intervenção padrão ou a mais utilizada O = desfecho (resultado esperado) Ex: Qual o efeito de curativos/agentes tópicos contendo prata em sua composição no tratamento de úlceras de pé em diabéticos? P: diabéticos / I: curativos / C: curativo sem prata / O: efetividade ou tempo de cicatrização COMO TRADUZIR TERMOS EM DESCRITORE S Descritores utilizados nos artigos precisam ser conhecidos no meio médico e nas plataformas confiáveis de busca Controlados: conhecidos como “títulos de assuntos médicos” ou “descritores de assunto”, que são utilizados para indexação de artigos nas bases de dados. Não-controlados: representam as palavras textuais e seus sinônimos Operadores Booleanos: AND (combinação restritiva) OR (combinação aditiva) NOT (combinação excludente) 3 Metanálise e Hierarquização de evidências – Laís Reis OUTROS MODELOS PECO: ligada a fatores ambientais/sociais P = população/paciente/problema E = exposição C = controle/comparação O = desfecho Ex: P: Profissionais de educação física que estão trabalhando em academias E: COVID-19 C: Profissionais de EF que não foram expostos O: Aumento dos casos de infecção nessa população PICOS/D: tipo de estudo P: paciente ou população I: intervenção ou exposição C: comparação O: desfechos clínicos associados PICOT: pesquisa que tem necessidade de identificar o tempo em que a intervenção é feita ou tempo de acompanhamento da população PICo: para revisões integrativas/qualitativas P: problema/paciente I: fenômeno de interesse Co: contexto a que a população está inserida PICO uteis nas revisões sistemáticas PICo uteis nas revisões integrativas PVO: sem cenário especifico P: população V: variáveis O: desfecho PCC: para revisões de escopo – entender como o problema se comporta na população P: população C: conceito (o que você quer descobrir ou tratar) C: contexto