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 É um instrumento destinado a auxiliar a 
extração fetal por meio da pressão do 
polo cefálico, diminuindo a duração 
do segundo período do parto 
 Quanto mais tempo o parto prolongue, 
mais que 30 minutos, existe a chance 
do feto apresentar acidose ➔ o pH do 
sangue fetal tende a diminuir 
gradativamente no período expulsivo 
 Quando o feto apresenta 
desaceleração tardia, sua pressão 
parcial de oxigênio apresenta-se em 
níveis baixos (</= a 18 mmHg) 
 Nessas circunstâncias, quando existe a 
suspeita de sofrimento fetal, abreviar o 
período expulsivo por meio do uso de 
fócipes 
 Sabe-se que o pH do sangue fetal 
tende a diminuir gradativamente no 
período expulsivo e que, decorridos os 
primeiros 30 minutos deste, o feto 
desenvolve moderada acidose 
A parte óssea da cabeça situa-se no períneo, 
de forma que seu ponto mais baixo (couro 
cabeludo) é visível mesmo no intervalo das 
contrações. A sutura sagital está próxima ao 
diâmetro anteroposterior da pelve ou 
coincide com ele 
 
1. Quanto ao nível da descida 
2. Quanto a aplicação do fórceps 
 Em 1965, o ACOG se pronunciou e 
classificou os fórceps em fórcipe 
baixo/de alivio, fórcipe médico, 
fórcipe alto 
 
A classificação atual utilizada dos tipos de 
fórcipe de acordo com o plano de 
apresentação e o grau de rotação do polo 
cefálico 
Tipos: fórcipe de alivio, fórcipe baixo, medio, 
e alto 
Critérios 
 O couro cabeludo é visualizado no 
introito vaginal, sem, contudo, 
entreabrir os grandes lábios 
 O polo cefálico atingiu o assoalho 
pélvico 
 A sutura sagital está no diâmetro 
anteroposterior ou nos diâmetros 
oblíquos anterior/posterior 
 A rotação não deve exceder 45° 
 
 Fórcipes de Simpson-Braun 
 Fórceps de Kielland 
 Fórceps de Piper 
 
O de Piper é usado em cabeças derradeiras 
 Articulação fixa por encaixe 
 As suas colheres são fenetradas 
 Tem curvatura pélvica acentuada 
 Sua indicação é restrita as variedades 
oblíquas e pegas diretas (púbica e 
sacra 
 Suas colheres apresentam curvatura 
pélvica menor que as do fócipe de 
Simpson-Braun 
 A articulação é de deslize, do ramo 
direito sobre o esquerdo, o que facilita 
a correção do assinclitismo 
 A função de rotação é facilitada e esse 
é o fórcipe ideal para as variedades 
transversas 
 PREENSÃO 
 ROTAÇÃO 
 TRAÇÃO 
 A função preensora deve se observar 
os seguintes preceitos 
o As colheres devem ser 
aplicadas em pontos 
diametralmente opostos, sobre 
as regiões parietomalares 
 
 
 
 
 As colheres 
devem ser 
aplicadas no 
sentido do diâmetro 
sagital, dispostas no 
meridiano lateral 
 A pega 
ideal é a 
parietomalar 
 
 
 
 
 Acompanhar o eixo da parte 
preensora das colheres (curvatura 
pélvica) 
 Obedecer a linha de direção de 
Selheim, ou seja, tração vertical do 
estrito superior para o médio, tração 
oblíqua do estreito médio para o 
inferior e tração ascendente para 
completar o desprendimento cefálico 
 Reproduzir o ritmo das contrações 
uterinas do parto, ou seja, a tração 
deve coincidir com as contrações e 
entre elas deve ser interrompida 
 Não ser excessiva, evitar manobras 
intempestivas e exageradas, como 
apoiar os pés na mesa cirúrgica 
 A tração deve ser elegante e suave 
 Anterior (púbica) 
 Posteriormente (sacra) 
 Podendo ser de 45°, 90º e 135º 
 Existem duas técnicas de acordo com 
o fórcipe utilizado 
 
A: rotação por circundação do fórcipe de 
Simpson-Braun com curvatura pélvica 
acentuada 
B: rotação por chave em fechadura do 
fórcipe de Kielland com curvatura pélvica 
pouco pronunciada 
Circundação ampla dos cabos 
 Indicada nos fórcipes com curvatura 
pélvica acentuada, como no de 
Simpson 
 Essa técnica evita lacerações de 
fundo de saco vaginal e deve ser 
realizada na bacia mole 
Chave em fechadura: foi preconizada para 
ser utilizada nos fórcipes de pequena 
curvatura pélvica, como o de Kielland 
Não se usa mais, devido ao risco de 
lacerações vaginais 
Abaixamento dos cabos 
 Para se fugir do trauma, descrito nas 
rotações tipo chave em fechadura, 
utiliza-se simplesmente o abaixamento 
dos cabos contra o sacro materno, 
com consequente rotação para a 
apresentação occipitopubica 
 Para abreviar o fim do segundo 
período do TP caso haja situações que 
gerem risco materno-fetal 
 Doença cardíaca, comprometimento 
pulmonar 
 Infecção amniótica 
 Algumas condições neológicas 
 Exausto 
 Falha na progressão após 
determinado período de espera ou 
segundo período do parto 
prolongado, especialmente nas 
situações em que há sofrimento fetal 
concomitante 
 Distocia de rotação 
 Cesárea anterior 
 Sofrimento fetal 
 Distocia de partes moles 
 Alivio materno fetal (OP) 
 Estafa materna 
 Mães cardiopatas 
 São todas aquelas associadas ao 
sofrimento fetal, que exige o fim do 
período expulsivo de forma rápida e 
segura 
Condições de aplicação do forcipe: mae 
 Colo completamente dilatado 
 Bolsa das águas rota 
 Estreitos médio e inferior compatíveis 
com o volume cefálico 
 Apresentação cefálica abaixo do 
plano zero de DeLee 
 Bexiga vazia 
 
Condições de aplicação do fórcipes: fetais 
 Concepto vivo 
 Cabeça insinuada 
 Volume cefálico normal 
 Posição semissentada (elevação do 
dorso em pelo menos 45º) 
 Com pernas hiperfletidas sobre o 
abdome 
 Bexiga vazia 
 
 
1ª: aplica-se o forcipe do diâmetro pélvoco 
perpendicular ao ocupado pela linha de 
orientação do polo cefálico 
2ª: 
 Nas pegas diretas: primeira colher a ser 
aplicada é à esquerda 
 Nas obliquas: primeira colher a 
posterior 
 Nas transversas: primeira colher à 
anterior 
Compreende basicamente 4 tempos: 
1. apresentação espacial 
2. introdução das colheres 
3. articulação 
4. extração fetal 
 Concavidade voltada para o ponto de 
referência fetal 
 
 
5 tempos: 
1. Introdução da mão-guia 
2. Introdução da primeira colher 
3. Retirada da mão guia 
4. Introdução da segunda mão-guia 
5. Introdução da segunda colher 
 Segunda colher deve ser orientada num 
triplo movimento 
 
 
 São 3 os pontos de reparo na verificação 
da pega regular 
o Pequena fontanela lambdoide 
equidistante das colheres e 
situada a um dedo transverso 
acima do plano dos ramos do 
fórcipe 
o Sutura sagital equidistante e 
perpendicular em toda a sua 
extensão ao plano dos ramos 
do forcipe 
o E não mais que uma polpa 
digital introduzida entre a 
fenestra e a cabeça do feto 
 Antes de procederà extração fetal, é 
necessário realizar uma primeira tração de 
prova, cuja finalidade principal é melhor 
adptar as colheres sobre as bossas 
parietais e evitar transvios 
 A seguir, a tração e a rotação cefálica, 
caso sejam necessárias, obedecerão aos 
preceitos já mencionados 
 Com o fórcipe de Simpson-Braun, esses 
dois tempos são feitos separadamente 
o Primeiro a tração 
o Depois rotação por 
circundação na bacia mole 
 Com o fórcipe de Kielland, esses tempos 
podem ser feitos simultaneamente 
 Uma vez que a rotação esteja 
completa o hipomóclio feito, as 
colheres devem ser retiradas 
cuidadosamente, de forma contrária à 
introdução (a última colher introduzida 
será a primeira a sair) 
 A episiotomia prévia à locação das 
colheres facilita a introdução dessas 
por ampliar o canal de parto, porem 
há maior perda de sangue 
Fórcipe de simpson-braun: 
 
 A rotação é de no máximo 45º 
 Nas variedades obliquas, a primeira 
colher é a posterior 
 Nas variedades occipitossacra e 
occipitopúbica, a primeira colher é a 
esquerda 
 O cabo deve ser segurado como um 
punhal 
 As manobras de rotação se fazem por 
circundação ampla dos cabos na 
bacia mole 
 
Introdução da 2ª 
mão-guia e 
introdução da 2ª 
colher (anterior) 
 Movimento 
espiroide de 
Lachapelle 
(abaixamento, 
translação e 
torção anterior); 
 Articulaçãodos cabos 
 Tração de 
ensaio 
 
 
 
 
 Na rotação da cabeça, o movimento 
de circundação dos cabos deve ser 
largo 
 As posteriores: usar manobra de 
Scanzoni (dupla pega): retirada do 
fórcipe após a 1ª rotação e 
reaplicação em pega direta para 
nova rotação 
Fórcipe de Simpson-Braun: 
 
 Instrumento de escolha nas variedades 
transversas com ou sem assinclitismo 
 Pode ser aplicável a todas as 
variedades 
 Nas variedades transversas, a primeira 
colher a ser locada é a anterior 
mediante movimento migratório, 
reproduzindo a manobra de 
Lachapelle → volteando a face fetal 
 
 
 Nas variedades oblíquas e nas pegas 
direita ➔ a introdução é semelhante à 
introdução do fórcipe de Simpson-
Braun 
 O cabo deve ser empunhado como 
uma espada 
 A rotação e a tração podem ser 
realizadas conjuntamente 
reproduzindo um movimento elipsoide 
 
 Orientação espacial do focipe para 
OET ➔ botões para a esquerda 
 Locação da 1ª colher (anterior) coma 
mão direita, com auxilio de 2 dedos da 
mao guia esquerda 
 Migração da colher anterior com o 
apoio dos 2 dedos na parte posterior 
da fenestra pela fronte 
 Locação da 2ª colher (posterior) com 
a mão direita com migração 
retrograda, com auxilio de 2 dedos da 
mão guia esquerda 
 Articulação dos ramos do fócipe 
 Verificação da variedade de 
apresentação 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Boa aplicação nas posteriores, em 
pega única e rotação facilitada 
 Permite correção do assinclitismo e 
facilita a flexão adicional do polo 
cefálico 
 Pode ser usado na cabeça derradeira 
das apresentações pélvicas 
 Pode ser usado intracesárea 
 Menor marca de Baudelocque no RN 
➔ marca do fórcipe 
 Geralmente usado na cabeça 
derradeira 
 A pega deve ser direta e em polo 
cefálico insinuado 
 As colheres devem ser locadas com as 
extremidades do diâmetro transverso 
da bacia, por baixo do feto 
 A primeira colher é a esquerda 
 
 
 
No produto conceptual 
 Lesões cutâneas 
 Paralisia facial 
 Esmagamento dos nervos parietais 
 Fraturas cranianas 
 Lesões oculares (ainda que edema 
palpebral moderado) 
Maternas 
 Fissuras perineais 
 Lesões vaginais extensas 
 Roturas de esfíncter do anus ➔ mais 
raras

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