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Direito das Coisas G2 15ª aula Começou a gravar:19:23 O direito de propriedade é um direito tão importante para a organização das relações sociais que o fato de alguém exercer o domínio sobre determinada coisa,é por si só protegido pela ordem jurídica independentemente da causa jurídica que enseja o poder de fato dessa pessoa sobre a coisa. É um direito tão importante que a ordem jurídica vai tutelar o exercício de fato desse direito,o simples fato de exercer domínio sobre a coisa,esse simples fato,essa situação de fato,vai receber a proteção da ordem jurídica e vai associar diversos efeitos jurídicos. Tutela da ordem jurídica,a essa situação fática de alguém no exercício do poder sobre a coisa,se dá na efetividade dessa situação. O simples fato de todos acharem um absurdo levar o computador embora,só porque ele não consegue mostrar,já mostra a importância da posse para o direito Esse exercício de fato,essa situação de fato tem conseqüências jurídicas,exige respeito,é um respeito que independe do exame do poder de Alvaro sobre o computador. Alvaro talvez tenha um usufruto sobre o computador,pode feito um comodato,ou uma locação,pode ter um direito de crédito que lhe autoriza a usar o computador,ou pode ser um ladrão. Essa situaçao de fato em que observamos que alguém ostensivamente esta exercendo um poder sobre a coisa,ela gera efeitos jurídicos,recebe a proteção da ordem jurídica independente do exame dessa situaçao,a posse que ele exerce sobre o computador é protegida juridicamente,é a partir dessa constatação que existe tutela autônoma do exercício do dominio,em relação ao direito de propriedade,é a partir dessa constatação que surge o conceito de posse. Surge da autonomia do conceito do domínio,em relação ao direito de propriedade,o simples fato de exercer a posse,merece uma tutela própria. Ius Possessionis e IUS possidendi. Decorre da constatação que o ius possessionis é protegido pela ordem jurídica independente do ius possidendi. Ius possessionis é o direito que decorre da situação de fato,quem esta numa situação de posse tem direito garantido pela ordem jurídico. Ius Possidendi é o direito à posse.No caso o proprietário,titular do direito real,alguém que fez o contrato que lhe autorizou o uso do bem. Quem se encontra na posse de um bem,recebe uma proteção jurídica independente de ter direito ou não a posse desse bem. Ladrão tem ius possessionis,mas não tem ius possidendi,esta na posse do bem,e será tutelado nessa qualidade pela ordem jurídica. A posse é a proteção do exercício do domínio,independente do direito de propriedade ou ate mesmo contra o proprietário. Se o que esta em jogo,é saber quem tem a posse,o ladrão vai ser preferido,porque ele tem uma situaçao de fato a favor dele,e esse fato por si só gera efeitos jurídicos.Mas isso é excepcional,o sistema conspira em favor do proprietário. Por que a ordem jurídica protege o possuidor independente da legitimidade de seu direito sobre a coisa?Há debates doutrinários sobre isso,e existem 2 grandes construções teóricas,dois juristas do século XIX. Savigny Escreveu um livro chamado de tratado da posse Utilizava um método histórico,o conceito de posse no direito romano,e a essa pergunta sobre o fundamento da posse,por que a ordem protege uma situaçao de fato?Savigny deu a resposta de que é para assegurar a paz social,para proteger o homem da violência do outro homem,para evitar que a disputa por bens gere violência. Para que as pessoas não briguem para fazer justiça,para que não venham as vias de fato para proteger seus direitos. A situaçao de fato deve ser respeitada sob pena de ter uma situaçao de conflito entre as pessoas. 2ª corrente Ihering 1869 Livro fundamento dos interditos possessórios e teoria simplificada da posse Por que o direito tutela uma situaçao de fato independente ser legitima ou não?Ele dá uma resposta diferente de Savigny,ele diz que a posse é o complemento necessário do direito de propriedade,ou a posse é a vanguarda avançada do domínio. A posse existe para facilitar a defesa do proprietário. A posse facilita a defesa dos nossos direitos,se alguém tentar tomar o computador dele,ele pode se proteger independente de conseguir provar que é proprietário,ele poderá se proteger provando apenas a posse. Estou na posse do computador,e você de maneira violenta esta querendo tomar de mim. Não precisa provar com nota fiscal que ele é proprietário,ela funciona como um expediente de facilitação da defesa da propriedade,é mais simples ao proprietário defender o domínio sobre o bem com base na posse do que o seu direito de propriedade. A posse é o fato,estava na posse,e assim tenho o direito de manter-me nela. A posse existe para proteger o proprietário,o que facilita a sua defesa,mas isso ajuda o proprietário e o ladrão,na grande maioria das vezes,ela beneficia o proprietário,ou alguém que recebeu autorização dele para estar na posse do bem. Como justificar que em alguns casos,ela vai beneficiar o ladrão?Jhering fala que é um erro do sistema,que é tolerado porque o sistema traz mais benefícios do que malefícios. É mais vantajoso para a propriedade ter a posse como aliado,como expediente de defesa,do que como não ter,pode chegar a um resultado intolerável,mas são excepcionais,porque no geral,o sistema é favorável à defesa da propriedade. No direito brasileiro,prevaleceram as idéias de Ihering,assim era em 1916 e é no atual código civil. Após a constitutiçao de 1988,os estudos sobre a posse se renovaram no Brasil,e há autores que discutem se o fundamento da posse,continuaria a ser a defesa da propriedade,se não deveria ser encontrado na função social da propriedade. Ela é tutelada pelo direito,pois é importante proteger quem dá destinação social aos bens,e manter uma situaçao de fato de alguém que promova o uso racional dos bens. Conceito DE POSSES 2 conceitosSavigny e Jhering. A posse no direito romano,tinham 2 grandes efeitos e direitos conhecidos ao possuidor. 1ºproteçao interditao Proteçao do possuidor para proteger a sua posse contra agressões de terceiros. 2º usucapião O exercício da posse sobre determinado bem,leva após um lapso temporal,a aquisição da propriedade de determinado bem. Savigny Direito romano Nem toda pessoa que tinha poder sobre a coisa,era considerada possuidora,qualificada juridicamente como possuidora. O comodatário,o locatário eram considerados detentores,não chegavam ao status de possuidores,por outro lado tinham outras pessoas,como o credor pignoratício,ou seja,que recebe uma coisa em penhor,ate pagar a divida. Segundo Savigny a posse depende de 2 elementos:um elemento objetivo que é o corpus,e um subjetivo que é o animus domino. Corpus elemento objetivo fato ostensivo de apreensão física da coisa. Todo possuidor tem a apreensão física da coisa,guarda a coisa consigo. Elemento subjetivo ou animus domini Vontade de ter a coisa para si como se fosse seu proprietário,é a intenção da pessoa. Ex:compra e venda de imóvel,mas não leva a registro,não é proprietário desse imóvel,mas embora não seja proprietário,fato é que fica morando como se fosse proprietário,como se a coisa fosse sua. Só há posse quando o possuidor tem a intenção de ter a coisa para si,isso explica porque locatário não era possuidor,porque como eles tinham tomado o bem emprestado do dono,eles não tinham a intenção de serem donos da coisa,e sim reconheciam que a coisa pertencia a um terceiro. Se a pessoa tem o corpus mas não tem o animo,ela é um mero detentor,que é o caso do locatário,do depositário. Se a pessoa tem o corpus e o animus,será possuidora,e terá a proteção da ordem jurídica reserva a essa qualidade de possuidora,a proteção interdital e a possibilidade de vir adquirir a coisa pelo decurso do tempo. O ANIMUS domini não se confunde com a opinio domino. Animus dominu não significa a convicção de ser proprietario,o ladrão sabe bem que não é dono do bem furtado,não tem a opinio domino. Ele tem o animus domino,embora ele saiba que não é proprietario,ele tem a vontade de ser dono do bem. É uma diferença clara na teoria de Savigny. Mas comoSavingy explica que o credor pignoratício,ou seja,credor que recebe um bem em garantia do pagamento de uma dívida era considerado possuidor?Ele não tem o animus domini,sabia que teria que devolver a jóia assim que fosse paga a dívida,qual a diferença do ponto de vista subjetivo? Savigny responde formulando o conceito de posse derivada,ele diz que o proprietário,ele pode ceder o uso,a fruição,e ele pode inclusive ceder a posse que tem sobre o bem para terceiros,e isso explica porque o credor pignoratício é considerado possuidor,porque o proprietário transferia ao credor pignoratício a posse do bem. Como a teoria dele,diferencia o possuidor de detentor,ficou conhecida como a teoria subjetiva da posse. Jhering Ficou conhecido como a teoria objetiva da posse,ele dá menos ênfase no elemento subjetivo. Criticas ao conceito de Savigny 3 críticassubjetivismo excessivo e impraticável,porque ninguém consegue provar a vontade de ter a coisa como se fosse proprietário,o animo de ter a coisa para si,ninguém em uma discussão possessória,vai fazer um exame psicológico sobre qual a vontade em relação a coisa,é uma questão impraticável,é de um subjetivismo excessivo. No direito romano,o que se provava era o corpus,quando alguém ia defender sua posse,tinha que defender a coisa consigo,de que tinha a coisa sobre seu poder. 2ºPosse derivada é um conceito artificial,pois é uma fragilidade do conceito de Savingy,ele faz animus domino como fundamental,para depois dizer que há posse sem esse elemento,seria uma incoerência. 3ºConceito de corpus de Savigny é fechado,apequenado,porque a posse não se restringe a apreensão física da coisa,a posse significa algo mais amplo,não tem a posse apenas quando tem a coisa debaixo do braço. Jhering fala que no direito romano,mesmo nesses casos de distancia de pessoa e coisa,haveria posse. Conceito de Jhering Se baseia em 2 elementos também:um objetivo e um subjetivo. Corpus e de uma vontade,o corpus segundo ele,não é apreensão física mas o fato daquela pessoa estar utilizando a coisa,substitui de apreensão para critério econômico,ou seja,destinação econômica do bem. Para saber se há corpus ou não,é preciso verificar segundo o critério da destinação econômica do bem,é preciso verificar se aquele sujeito esta tirando algum proveito econômico daquele bem. É possível verificar que ela esta tirando proveito econômico da coisa?A coisa esta sob a guarda da pessoa,não é essa a pergunta. Se a pessoa deixa o material de um terreno e volta no dia seguinte,ela continua possuidora,pois esta cumprindo uma destinação econômica,ele esta lá para ser utilizado pelo possuidor,aquele bem esta ali situado,para o aproveitamento econômico da pessoa e pela vontade dela. Mas se chega em um terreno baldio,tem um código civil jogado ali,há posse?Não,não se consegue do ponto de vista fático alguém tirando proveito desse bem,não esta localizado de maneira a ser aproveitado economicamente. Ex:Caçador que usa armadilhas,monta uma armadilha no meio do mato,esperando que passe a sua caça,e vai embora,o caçador continua a ser o possuidor?Sim,se encontra naquela disposição para o aproveitamento econômico dele. Se ao invés das armadilhas,ele deixou no chão sua cigarrilha do caçador,o caçador continua na posse?Não,ela não esta preenchendo nenhuma destinação econômica,não esta de modo a propiciar um aproveitamento econômico para a pessoa. O corpus da posse,tem um significado mais amplo para Jhering,é uma questão de verificar se o sujeito esta exercendo de fato,um poder sobre a coisa. Conseguimos ver poder na armadilha,um poder sendo exercido sobre a coisa,a cigarrilha no bosque não. Elemento subjetivo não é o animus domini e sim o affectio tenendiO possuidor não tem a intenção de ter a coisa para si,ele tem a vontade de se comportar em relação a coisa,a semelhança do proprietário,é uma sutileza.Se comportar como se fosse o dono,ele tem a vontade de explorar o bem como se fosse seu dono,é menos forte do que dizer que deve ser o dono da coisa. Como Jhering diferencia o possuidor do detentor?Ele diz que a diferença dos dois,não se dá no plano subjetivo,não se dá em razão do fato do possuidor ter vontade determinada e o detentor não ter.No direito romano,algumas pessoas não eram possuidoras por causa de restrições legais. Ex:Locatario,tinha o bem mas não era possuidor,se olharmos pros dois elementos,verificaremos ele satisfazendo os dois elementos,ele tem a vontade de usar a coisa na semelhança do proprietário e ele dá uma destinação econômica ao bem,ele poderia ser possuidor,só não é por impedimento legal. É uma questão objetiva de impedimento legal. Esse impedimento se chama de causa detectiones,a lei elencava as causas detectiones,na presença das seguintes situações,o sujeito não será possuidor e será mero detentor. As idéias de Savigny foram preponderantes no século XIX,já as codificações do século XX foram influenciadas pelas idéias de Jhering Conceito de posse no direito brasileiro artigo 1196Teoria de Jhering. Não há referencia a apreensão física da coisa,e nem a vontade de ter a coisa para si,há na verdade,um conceito objetivo de posse,tal como conceituado por Jhering. É o exercício ostensivo do domínio,fato aparente manifestado de alguém exercendo o domínio sobre um bem O código quer enfatizar que a identificação do possuidor parte de uma identificação dos fatos,há de observar quem exercer no plano dos fatos um poder sobre a coisa. Artigo 1198 caput Jhering de novo,a diferença dos dois,não é feita com base no elemento subjetivo,não é o fato do possuidor ter o animus domini,e sim que determinadas pessoas estão impedidas de serem consideradas possuidores. Essas pessoas não são possuidoras,e são aquelas que exercem a posse,não em nome próprio,mas em nome alheio,tem um poder sobre a coisa em razão de uma relação de dependência com o possuidor,por isso que o detentor é chamado de servidor da posse. Ex:Caseiro de uma fazenda,empregado,e é detentor,exercer o poder sobre aquela fazenda em nome do seu empregador. Outro exemplo:Motorista de um carro é detentor de um carro,não possuidor do carro,ele usa a coisa em nome do seu chefe,de acordo com as instruções recebidas desse. Ex²:Operário que tem instrumentos,ferramentas na fábrica,o operário não é o possuidor das ferramentas e sim o detentor,ele usa as ferramentas em razão de dependência do dono da fabrica,e de acordo com a vontade dele. A posse no direito brasileiro corresponde ao exercício em nome próprio,de alguma das faculdades inerentes ao domínio. O detentor não tem a tutela própria do possuidor,ele não pode usucapir e não pode defender a posse sobre a coisa com base nas ações possessórias,o que se discute é se ele poderia se valer do desforço imediato,ou seja,da defesa imediata da posse,é a legitima defesa da posse,evita a agressão defendendo a posse. Artigo 1210 SÓ faz referencia ao possuidor. Mas o detentor também pode se valer do desforço imediato,ele pode procurar repelir a invasão pelos meios próprios. A idéia de esforço imediato,é algo que não é propriamente um efeito da posse,que decorre da proteção jurídica da posse é mais próximo da legitima defesa. 2º argumento Detentor como age em interesse do possuidor,pode defender a posse da coisa,daquela agressão,se valendo do desforço imediato. Diferença entre detenção e posse Na prática pode ser mais difícil,fazer essa diferença,porque o detentor ele preserva a posse em relação de subordinação com o possuidor,pode ser que não seja fácil verificar,seja mais difícil de fazer a diferença,do ponto objetivo,os dois exercem os mesmos deveres. Pessoa que vai a juízo defender a posse,deve provar que não é detentor?Não,no direito brasileiro,todo aquele que prova o corpus é presumido possuidor. O juiz não vai pedir para provar que não trabalha com carteira assinada,não cabe a ele fazer a prova de que era detentor,ao réu da ação possessória,competirá provar que ele não era o possuidor e sim detentor,afastar a presunção de posse. A questão pode se complicar,porque alguém pode começar a se comportar em relação a coisa como se fossedetentor,e a partir de um momento,se comportar como possuidor,uma alteração da situação daquela pessoa. Ex:Caseiro que fica na fazenda,recebe salário,é um detentor,a partir de determinado momento,ele para de receber salário,troca as chaves da fazenda e domina a situação,começa a pagar os impostos,mora na fazenda independente da relação de subordinação mantida com o dono,é a alteração de detenção para a posse. A partir do momento que seu comportamentos e alterou,ele se tornou possuidor,se fala então de transmutação de detenção em posse. Não basta que ocorra uma manifestação de vontade,não basta ele querer apenas ser possuidor,o que se deve mudar é uma mudança objetiva dos fatos,ele se comportava de uma maneira,e a partir do momento,seu comportamento foi alterado,passou a ter um comportamento diverso § único do artigo 1198 A pessoa que começou a se comportar como detentor,mantém ate que se prove o contrario nessa qualidade. O caseiro vai ser considerado detentor,ate que ele prove que em determinado momento ele mudou,a sua qualidade mudou,houve a transmutação de detenção para a posse,a partir desse momento, ele passa a ter a tutela possessória e passa a correr o prazo do usucapião,pode defender a posse pelos interditos. Qual a situação do ônus da prova em relação a detenção? Se alguém tem o corpus da coisa,ela se presume possuidora,e cabe a outra parte interessada provar que ela é detentora.A outra parte faz essa prova,chega lá o patrão com a carteira assinado do empregado,dizendo que o empregado era detentor,fez a prova da detenção. Se o caseiro quiser provar que a detenção foi transmutada em posse,a prova cabe a ele,ao próprio detentor,faz a prova da transmutação. Se a subordinação não existe mais,porque o proprietário não paga salário,não existe uma prova que seja melhor que as outras,o juiz então olha os indícios presentes no caso,o juiz decide de acordo com o seu consentimento Outra aula COMEÇOU A GRAVAR:19:17 Posse é um fato ou direito subjetivo? Uma corrente diz que é fato,outra que é direito subjetivo e a terceira diz que é direito subjetivo pois gera efeitos e protege o titular da posse,mas é um direito subjetivo que se configura a partir de uma situação fática. Em sendo um direito,se ela seria um direito pessoal ou um direito real? A doutrina majoritária entende que a posse é um direito real,porque gera uma proteção com uma eficácia absoluta,os deveres que as pessoas tem de respeitar a posse,esses deveres são impostos a toda a coletividade,como ocorre com os direitos reais Objeto da posse Discussão em que os autores gastaram paginas e paginas,há uma opinião estável e um consenso de que a posse tem por objeto bens corpóreos. Já houve uma longa discussão sobre a possibilidade de posse de direitos,foi uma discussão que ganhou força na época de rui Barbosa,especialmente sobre a posse de cargos e funções publicas. Naquela época não tinha mandado de segurança e medidas cautelares,antecipação de tutela,então rui Barbosa,conseguiu um remédio jurídico,e entrou com uma ação interdito de reintegração de posse,para que os administradores fossem reintegrados no cargo de professor e administradores. Logo depois,a doutrina foi caminhando para a posição predominante de que não cabe posse de direitos,posse de outra coisa que não seja um bem corpóreo. A doutrina da posse de direito,ela é meramente histórica. Há uma outra doutrina que fala da quase posse de direitos,essa doutrina é ruim,pois não tem nenhum fundamento,seria a idéia de que em relação aos direitos reais limitados,como o usufruto,penhor,a servidão,o titular teria a posse desses direitos,nesse caso,teria uma quase posse,seria uma posse sobre o direito de usufruto,sobre o penhor. Mas o usufrutuário ele tem a posse do bem corpóreo,ele não tem a posse do direito de usufruto,ele tem a posse do bem e a razão é que ele tem usufruto,e isso é o ius possidendi,não é uma boa doutrina. Tem uma outra discussão sobre a possibilidade de posse de direitos intelectuais,posse de patentes,marcas,direitos autorais,posse sobre a propriedade intelectual,há uma certa confusão,porque o termo propriedade intelectual,poderia levar as pessoas a entenderem que é uma forma de propriedade,mas não. Esse termo propriedade intelectual é enganoso,a pessoa que é dono de patente,marca,não tem direito de propriedade em sentido técnico,as pessoas falam de propriedade intelectual para enaltecer a força da marca,força dos direitos de patente Tecnicamente não é propriedade,inclusive a sumula 228 de 1999,que claramente vai nessa direção dizendo que é inadmissível o interdito proibitório para a proteção de direito autoral,o STJ sinaliza que não cabe posse sobre direito autoral,que é uma das vertentes da propriedade intelectual. Sumula 193 STJ O direito de uso de linha telefônica,pode ser adquirida por usucapião. Por muito tempo uma linha telefônica,era valioso no Brasil,tinham pessoas que usavam as linhas telefônicas,e alegavam usucapião,porque ficou 30 anos usando. Mas essa jurisprudência não é técnica,é usucapião sobre um serviço prestado por linha telefônica,seria um caso de usucapião de direitos,para fazer frente a um problema brasileiro. Correspondência entre propriedade e posse A posse só pode existir em relação aos bens que podem ser objeto de propriedade,o que significa que só há posse em relação a bens apropriáveis,os bens que podem ser adquiridos,os bens que não podem ser apropriáveis,não podem ser objeto de posse. Ninguém pode ter posse sobre o ar,porque ninguém pode ser dono do ar,nem dos planetas. Posse dos bens públicos Possibilidade de um particular entrar na posse de um bem público. Durante a vigência do cc de 1916,não são apropriáveis,os bens fora do comercio,e dizia que fora do comercio,são os bens que são inapropriáveis ou inalienáveis,ninguém pode adquirir um bem publico,a doutrina e os tribunais entendiam que não havia posse de bem publico,pois é inapropriável,e sendo assim,não há possibilidade de posse de bem publico por um particular. Só admitiam a posse de bem publico quando o estado admiti a posse por um ato voluntario,como por exemplo ocorre com os quiosques,a pessoa se torna possuidora porque recebeu a posse por um ato voluntario da administração. O que ela não admitia,era alguém se tornar possuidor de um bem publico pelo simples fato de exercer algum poder do domínio sobre aquele espaço. Ex:Terreno publico,e alguém vai lá e constrói sua casa,de acordo com a doutrina,a pessoa não é possuidora do bem publico. Essa questão parece justa pela supremacia do interesse publico,parece razoável que ele não possa ser objeto de direito dos particulares,isso gerou uma situação e um problema social grande,porque são muitas as pessoas que moram em terrenos públicos. Se não são possuidoras,não tem proteção contra invasão e tentativa de revolução,segundo essa doutrina,a pessoa que mora num terreno publico pode ser removida pelo poder publica,pela prefeitura,pois é um mero detentor,não tem posse,não tem a proteção possessória,essa doutrina tradicional colocava os moradores de poder publico numa situação periclitante. Hoje,com o cc 2002,não existe mais a posse fora do comercio,então teríamos a possibilidade de refrescar a cabeça,e pensar como se deve. Olhando pro código civil,a doutrina começou a defender a posse de bens públicos por particulares,não há uma rejeição dessa regra,só há correspondência entre propriedade e posse,há bens públicos e bens públicos,tem os de uso comum do povo,os de uso especial e tem os dominicais. Bens de uso comum do povo Praias,praças,ruas Não faz sentido alguém ter posse desses bens,o estado não pode nem se quiser vender uma praça. Bens públicos de uso especial Bens públicos afetando a prestação de serviço publico. Ex:centro de tratamento de esgoto,barragem hidrelétrica,é um bem de uso especial. Esses bens não podem ser alienados por iniciativa do estado,o estado não pode sair vendendo um terreno,não sendo apropriável não cabe posse. O ponto divergente é em relação aos bem públicos dominicais que são bens que não são de uso comum e não de uso especial,nãosão usados pelas pessoas em geral,nem afetados por serviço publico,tem como titular o poder publico,e podem ser alienados mediante lei que autorize. Se esses bens podem ser alienados,então podem ser apropriados por particulares e sobre os quais pode haver posse,por serem assim. A doutrina critica a idéia de supremacia do interesse publico,pois isso é uma falácia,o que é mais de interesse publico,proteger um bem dominical ou as pessoas que moram lá? Essa idéia de primazia de interesse publico é criticada,pois em todo lugar encontramos um interesse publico a ser tutelado,essa critica é oportuna,para admitir a oportunidade de posse a bens públicos dominicais. MP 2280/2001 Novo direito real:uso especial para fins de moradia. Artigo 1º Quem em 30 de junho de 2001,possuiu como seu imóvel publico de ate 250 m²,tem direito a concessão de uso que lhe garante a possibilidade de ali permanecer para residir com sua família. Vai receber um direito que é concessão de uso,o fundamento do direito é o exercício da posse por 5 anos,ela pode gerar efeitos,e pode gerar aquisição de direitos em favor dessas pessoas. Na jurisprudência,não se define com clareza essa situação,em casos dramáticos,uma comunidade inteira que esta em vias de ser abandonadas,tem varias ações que reconhecem a possibilidade de ser utilizada ações possessórias,que só sai daqui se alguém disser pra onde vai,se enquadrar em algum programa de acesso a moradia. No STJ,tem decisões em sentido oposto,em que o município removeu a força as pessoas,e o STJ falou que fez bem,pois em relação aos bens públicos nunca há posse. O que é antiquado,parte por cima da MP 2280/2001,e de uma longa evolução doutrinaria que admite a posse de bem publico. Os bens públicos não podem ser usucapidos,isso não tem como flexibilizar,não podem ser adquiridos por usucapião,isso não tem discussão,pois esta na própria CF. Artigo 191 da CF,Artigo 102 do CC. Não estamos falando da possibilidade de ter usucapião de bem publico,pois ninguém vai tentar realizar algo expressamente proibido pela CF,o que se esta discutindo,quando quer defender a posse de bem publico,é a possibilidade de proteção possessória,para proteger a posse de quem exerce poder sobre o bem publico dominical. Se o estado bater o pé,ela vai ter que sair mas,faz diferença para a pessoa ter que sair sem aviso prévio,sem a possibilidade de permanecer por mais algum tempo alegando posse,é uma postergação que é importante para quem esta naquela situação,pode tentar forçar o estado politicamente para conseguir outro lugar para morar.É uma postergação que vale muito para a pessoa. A MP é uma espécie de usucapião,mas não de propriedade,e sim de concessão de uso,a constituição proíbe usucapião de domínio,e não sobre direito real limitado sobre bem público. É uma concessão de uso vinculada a uma finalidade.A pessoa que mora 5 anos,ganha a concessão. Essa concessão só permite a ela morar lá,se ela viola essa regra,ela perde a concessão e o bem volta a ser publico,não é uma violação ao dispositivo constitucional,é uma concessão que é um instrumento de acesso à moradia,o estado continua com controle sobre os espaços.,se a regra de moradia for violada,o estado retoma,o estado não perde a propriedade e o controle. É o usucapião de um direito real limitado não do próprio domínio do bem do Estado. Faz diferença a pessoa ter que sair sem aviso prévio,e postergar a posse,que permite a ela encontrar outro lugar,forçar o estado politicamente para conseguir outro lugar,e exigir um tipo de solução.É uma postergação que vale na pratica,pois se o estado bate o pé,ele tem que sair,em nome do interesse publico e por ser o estado titular do bem. Classificação da Posse Posse direta e indireta. O proprietário que empresta o bem a um terceiro,ele perde a posse?Não. Posse é exercer algum dos deveres do domínio sobre a coisa,que bruno se tornou possuidor ninguém tem duvida,mas se eu deixei de exercer poder sobre a coisa?Não,continuo tendo poder,pois posso pedir de volta,posso dispor do bem e se tivesse cobrando um aluguel,estaria fruindo. O proprietário quando empresta a coisa,ele nem por isso,deixa de exercer algum poder sobre a coisa,ele continua entrando no conceito de possuidor,a partir do momento que o proprietário empresta a coisa a terceiro,surgem 2 possuidores,que exercem um poder sobre a coisa,um tendo o uso imediato e o outro fruindo através do aluguel,e tendo um poder de disposição sobre a coisa,a esse fenômeno se dá o nome de desmembramento da posse. A esse fenômeno se dá o nome de posse direta e posse indireta. O proprietário quando cede o bem a terceiro,conserva a posse indireta,e o terceiro,passa a ter a posse direta,quando recebe autorização para usar o bem. Ex:Locador possuidor direto,e locatário possuidor indireto. Nessa autorização,não há um fenômeno de transmissão de posse,e sim de desemmebramento da posse,a posse que um vai exercer,não anula a do outro,elas vão conviver,porque elas se exercem em graus diferentes,o direto exerce a sua maneira,e o indireto,exerce de outra maneira,fruindo e conservando a disposição da coisa. A vantagem disso é que tem 2 possuidores sobre o bem,os dois passam a ter a proteção possessória,se um terceiro roubar o bem,tanto eu quando bruno podemos ingressar com interdito possessória para recuperar o bem. Nesse sistema,ele não precisa ir ao proprietário,ele por ser possuidor tem legitimidade para proteger a posse do bem e entrar com ação possessória correspondente,esse instituto tem uma utilidade prática importante,e utilidade prática. Artigo 1197 Desmembramento de posse.O possuidor direto pode defender a posse contra o possuidor indireto. Ex:Contrato de empréstimo.O possuidor indireto quer antes do possuidor direto restituir a posse,ele pode entrar com ação possessória para proteger a posse. Ex:Se o possuidor direto não devolve o computador,o possuidor indireto notifica e nada,ele pode então entrar com ação de reintegração para recuperar o computador que esta em nome do possuidor direto. Desmembramento de posse Para que haja,deve haver SEMPRE uma prévia relação jurídica entre possuidor direto e indireto. Por isso,se o ladrão rouba a bolsa,houve perda de posse e aquisição de posse. O desmembramento só se dá na esteira de uma relação jurídica travada entre 2 pessoas. 2 caracteristicas Relação jurídica por meio do qual o possuidor indireto,autoriza o possuidor direto a usar a coisa,uma autorização voluntaria para o uso. Se não há transferência voluntaria do uso,não haverá desemmebramento. Essa transferência deve ser temporária,algum momento,o possuidor indireto há de receber a coisa em restituição,quem vende,tem direito a restituição na frente. Só há desmembramento quando alguém cede o uso. Pode haver uma cadeia de desmembramento,o proprietário dá em comodato,o bem a um terceiro,tem o primeiro desmembramento,o comodatário faz o segundo comodato,essa pessoa faz o subcomodato,a cada novo contrato tem um novo desmembramento,e poderia ter uma cadeia infinita disso. Essa cessão de uso,pode se dar por meio de um contrato,ou por meio de um direito real(usufruto,penhor),qualquer direito real que tenha como uso,vai gerar desmembramento. Ex:A proprietário,B é locatário e C é sub-locatário. B em relação a A,tem posse direta,depois sublocação de B para C,C passa a ser possuidor direto. Se C não devolver o bem ao final,A pode sim entrar com ação. Na prática,A se volta contra quem emprestou,que seria B,mas ele pode dizer que ate queria mas o C não quer sair,qualquer terceiro que esteja esbulhando a posse dele,pode sofrer ação reintegratória. Em relação ao A,B é possuidor direto,assim como C. B em relação a C,é possuidor indireto. Tem que ver o ato,quem cedeu o uso é indireto,e quem recebeu é direto. Qual a diferença entre possuidor direto e detentor? A diferença é sutil na prática. O detentor conserva a posse por força de uma subordinação com o possuidor,conservando a posse em nome deste e segundo as instruções deste. O locatário não tem relação de subordinação com o inquilino e nem o comodatário com o comodante,quandohá desmembramento de posse,o possuidor direto tem autonomia para exercer poderes sobre a coisa,na pratica isso pode ser sutil,se eu contrato um zelador há desmembramento da posse? Não,porque ele vai realizar de acordo com minhas instruções,será um detentor,é um empregado. Pode ser difícil diferenciar a detenção da posse direta. Os conceitos temos que ter para diferenciar. O possuidor direto,esta limitado apenas as limitações contratuais,não esta subordinado,subordinado dá idéia de receber ordem. O detentor é subordinado,o outro exerce a posse com autonomia. Desmembramento de posse x composse CompossePosse exercida por várias pessoas,comunhão de pessoas na posse de determinado bem. Artigo 1199Na composse temos varias pessoas possuidoras do mesmo bem,mas ao contrario do desmembramento,todos os possuidores estão no mesmo nível,exercem na mesma qualidade.Todos os possuidores podem exercer o domínio sobre os bens. Na composse todos tem a mesma qualidade,todos podem praticar os mesmos atos em relação a coisa. Porem nenhum como possuidor,pode exercer a posse de modo a prejudicar a posse de outro possuidor,não pode ser um exercício excludente da posse do outro. A composse nasce de uma situação de condomínio. Já o desmembramento,nasce de uma relação contratual ou de direito real de usufruto,de uma relação voluntaria de cessão de uso. Na composse todos usam voluntariamente,não há cessão de uso,no desmembramento há sempre um ato de cessão voluntária do uso de um em favor do outro. A defesa de posse se dá no âmbito das relações entre co-possuidores também. Posse justa e posse injusta Posse justa É aquela posse que foi adquirida sem incorrer em nenhum vicio possessório. Posse injusta A aquisição se deu por um modo viciado. São 3 os vícios:violência,clandestinidade e a precariedade. Violência Quando a posse é adquirida pelas vias de fato,por uso da força física ou coação moral. Ex:Posse mediante roubo,mediante violência ou grave ameaça adquire a posse. Mas os vícios se referem ao momento de aquisição da posse, e não ao momento posterior. Se alguém adquire a posse por um meio justo,e depois defende a posse por meios violentos,não torna a posse dele violenta,não importa se ele após o momento da aquisição ele usa a violência para mante-la,o vicio possessório é sempre relacionado ao vicio de aquisição da posse. Quando não incorre nesse vicio,se diz que ela é mansa e pacifica. *A violência se dá no momento da aquisição da posse,e não diz respeito a celebração do negocio jurídico que pode motivar a transferência da posse,tem que ser verificada no momento da aquisição da posse. Se o contrato foi celebrado mediante coação,mas no momento de entregar,entregou por livra e espontânea vontade,não há posse violenta. O que importa é analisar o próprio fato de aquisição da transmissão da pessoa e não o vicio do negocio jurídico. 2º vicio clandestinidade É aquela adquirida sem publicidade,é aquela cuja aquisição foi feita na falta de publicidade. É a posse que é adquirida sem que o possuidor anterior,tivesse conhecimento da aquisição que estava ocorrendo.Posse tomada de maneira sorrateira. Ex:Furto Ex²:Pessoa que mora numa fazenda,vai empurrando a cerca pro lado pra ganhar terreno do vizinho. EX³:Constroi adega no subsolo e invade.Mas se tiver respirador,não será clandestina,pois terá sinal de que se esta adquirindo a posse. A posse injusta pode ser usucapida,que é um remédio do tempo contra as injustiças. 3º vicio Precariedade Se caracteriza pelo abuso de confiança de quem sendo confiada a guarda da coisa,não cumpre o dever de restituí-la. Ex:Apropriação indébita. Ex²:Motorista do carro que leva o carro e não volta mais,houve uma transmutação da detenção em posse injusta e precária. Ex³:Comodatário que não devolve o bem no prazo previsto para a restituição. A partir do momento que chegado o fim,ele não cumpre tal dever. É diferente porque a posse foi adquirida atrás,ele é um fenômeno que ocorre no meio do fenômeno possessório mudando sua qualidade,é posse direta do comodatário que vira posse injusta. Como ocorre com o locatário que deve sair do patrimônio,tem a posse direta,e deve cumprir o dever de restituição,e não cumpre,então passa a posse injusta mas deixa de ser posse direta,pois passa a ser injusta,o desmembramento pressupõe voluntariedade. O locatário não pode usucapir o bem,porque ele é possuidor direto,ele deixa de ser possuidor direto,para ser possuidor injusto sobre a coisa.A partir daí que o prazo do usucapião começa a correr. Enquanto a relação contratual esta sendo cumprida,ele não pode usucapir. Quando ele não cumpre seu dever contratual,a posse deixa de ser direta e passa a ser injusta,a partir desse momento,começa a correr o usucapião,mas no meio do contrato não corre o usucapião. Tenho 14 anos,e o professor sabe que tenho,e faz contrato de compra e venda e leva meu computador,minha posse é viciada?O negocio jurídico é invalido,mas não a posse. O caráter justo e injusto da posse,não é relevado pelo caráter do negocio jurídico,o negocio é nulo,ate esta de má-fé mas a posse é justa. Meu pai descobre e entra com ação de reintegração de posse contra o professor,mas não pode entrar com ação,porque a posse é justa. Ele deve anular o negocio primeiro,e com a sentença de nulidade,que visa nulificar o negocio e voltar ao status quo ante,a posse passará a ser injusta e então ai sim pode entrar com reintegração de posse,e ele será obrigado a devolver o bem. Do mesmo modo erro. Quais os efeitos dessa classificação entre posse justa e injusta? A posse injusta não pode ser protegida contra quem perdeu essa posse injustamente. Ex:O professor roubou meu computador,bruno sabe,e então dá uma porrada no professor e rouba o computador.O professor pode entrar com reintegração perante bruno?Pode,pode defender como qualquer outra pessoa. A única pessoa que pode se valer do vicio para atacar a posse do professor,sou eu,posso ir a juízo,e o professor não pode alegar que tem a posse,pois nesse caso,eu vou dizer que perdi a posse por clandestinidade,e o professor querendo manter injustamente,o juiz vai dizer que é injusta perante a minha posse,então não ser tutelada,e a ação de reintegração minha será procedente. Se o professor entrar contra bruno,o juiz vai ver,e a posse do bruno é injusta perante o professor.A posse injusta nunca é protegida contra quem foi injustamente desapossado. Os vícios da posse são relativos,os vícios da posse só podem ser alegados pelo prejudicado pelo vicio,pelo desapossado pelo modo viciado,só a pessoa que foi prejudicada que pode alegar a posse injusta. Um outra pessoa não pode atacar a posse alegando clandestinidade,pois o prejudicado fui eu. Se passaram 10 anos,ele só vai conseguir recuperar o bem no final. Se passou 1 ano e 1 dia,não tem mais procedimento liminar,se passou mais de 10 anos,o juiz vai reconhecer usucapião e indeferir a ação reintegratoria. 17ª aula Começou a gravar:19:18 Posse injusta e posse justa Solução dos conflitos possessórios. Quando há duas pessoas disputando a posse de um bem,o juiz irá perquerir se uma das partes consegue provar que a outra adquiriu a posse por algum meio viciado. Isso vai favorecer a pretensão desse pretendente,o que é importante é a relatividade dos vícios,no sentido de que apenas a pessoa que foi desapossada por algum meio viciado,somente essa pessoa pode alegar o caráter injusto da outra pessoa envolvida no conflito. Demais pessoas Posse injusta é protegida pelo ordenamento,independente do caráter justo ou injusto,ela só deixará de ser protegida pela pessoa que provar que foi desapossada pelo meio viciado. Outra distinção importante é entre posse de má-fé e posse de boa-fé. Artigo 1201 Considera-se possuidor de boa-fé,o possuidor que não tem consciência da ilegitimidade da sua posse. A posse cujo fundamento não esta de acordo com o direito,mas se o possuidor ignora esse fato,ele é um possuidor de boa-fé. Significa um estado de ignorância ou consciência em virtude da irregularidade da sua posse. Se ele ignora a situação,esta de boa-fé. O vicio ou obstáculodiz respeito a irregularidade na aquisição da coisa,esse sentido literal é restrito,esse dispositivo deve ser interpretado como qualquer irregularidade que macule o titulo da posse,ou seja,a relação jurídica de base da posse. O titulo da minha posse é sempre a relação jurídica causal da posse. Diz respeito a qualquer irregularidade no titulo da posse,também chamado de causa possessionis. Se a propriedade,contrato de locação,titulo real de usufruto,negocio juridico nulo,anulável ou ineficaz,isso será uma ilegitimidade lato senso da posse,e se o possuidor souber da irregularidade esta de má-fé,se ele ignora esta de boa-fé. De um lado o vicio ou o obstáculo que impede a aquisição da coisa. Vicio Sentido técnico,ou seja,violência,clandestinidade ou precariedade que torna a posse injusta.ex:Ladrão comete furto,sabe da sua irregularidade,e logo esta de má-fé. Obstáculo que impede a aquisição A irregularidade nem sempre reside na existência de um vicio, pode ser de outra ordem. Ex:Alguém faz um contrato nulo de compra e venda,compra um bem de um menor incapaz,a pessoa que negociou com esse menor,esta de má-fé muito provavelmente pois sabia que estava fazendo um negocio jurídico nulo,pois o menor era nulo.A posse dele não é injusto,porque quem adquire de menor,por meio de negocio nulo,não adquire por meio clandestino,violento ou precário,a posse é justa,mas enseja a irregularidade do titulo da posse,que é a nulidade do titulo da posse no negocio juridico de compra e venda. Esse é um exemplo de obstáculo que impede a quitação de aquisição da propriedade. Mas é uma irregularidade lato senso do titulo da posse. Ex²:Venda a non domino,alguém compra um bem de quem não é proprietário. O professor me encontra,eu vendo a bicicleta a ele,e ele recebe,e vai embora,só que a bicicleta não era minha,tinha tomado emprestado de um amigo,e queria fazer uso da grana. A posse do professor nesse caso,é de boa-fé,não sabe que a posse é precária,não sabe do vício da posse,pois ele devia devolver pro amigo e não devolveu. A boa-fé ou má-fé deve ser avaliado tendo em vista o padrão de diligencia exigido das pessoas. A ignorância culposa,o erro inescusável na compreensão das coisas,é equiparado a má-fé. Ex:Vou na robauto e compro um radio roubado,nada me dizia que era roubado,mas isso não passa num exame de diligencia,ela não se certificou de cautela suficiente para verificar a procedência da coisa num ambiente suspeito ou será que foi negligente por ter efetuado a compra de um bem num ambiente suspeito. A noção de má-fé,pode ser a comprovada,de que sabia da irregularidade Pode ser também uma situação em que a má-fé decorre da falta de diligencia da pessoa nas circunstancias do caso,e do fato que ela não tomou a cautela necessária na hora de adquirir a posse. Pessoa que compra um bem de um menor,esta de má-fé,não precisamos da prova direta de que ela viu a identidade,viu que era menor,se as circunstancias nos levam a crer que era inadmissível ela não saber a realidade da situação,então para todos os efeitos essa pessoa esta de má-fé. É obvio que estamos tentando objetivar uma noção subjetiva,boa ou ma-fe /é estado psicológico,como isso é noção subjetiva,difícil de avaliar,se tenta objetivar o máximo possível,por isso que se equipara o erro inadmissível a uma situação de má-fé. Artigo 1201 § único O conceito que esse dispositivo introduz é o justo titulo da posse,o titulo da posse pode ser justo ou não. Quando o titulo for justo,gera a presunção de boa-fé do possuidor. A pessoa vai provar a sua boa ou má-fé exibindo o seu justo titulo sobre a posse,é uma presunção que pode ser elidida pela outra parte interessada mediante a prova da má-fé,mas o justo titulo cria uma presunção a favor da boa-fé. É uma presunção favorável ao possuidor,ainda que seja possível provar o contrario,é uma prova dificilmente contestada,acaba sendo o elemento de prova para se avaliar a boa ou má-fé do possuidor. Justo tituloNecessariamente irregular. Título hábil,em tese para transferir o direito a posse,mas que padece de algum vicio. O justo titulo é o titulo que gera uma aparência de legitimidade,regularidade,mas que concretamente apresenta alguma irregularidade. Ex:Na compra e venda de um bem móvel,o justo titulo seria o contrato de compra e venda da bicicleta litigiosa,esse contrato de compra da bicicleta gera uma aparência de que aquela aquisição da posse foi legitima,se deu de acordo com o direito. Mas o vendedor não era o verdadeiro proprietário,foi uma venda a non domino,ele é nulo,anulável ou ineficaz?Ineficaz. Nulidade Partes capazes,objeto determinado,forma prescrita em lei. AnulabilidadeDefeito de manifestação de vontade,simulação?Não. Ineficacia Falta de legitimação daquela pessoa para figurar com vendedor. Esses negócios são imponíveis perante mim,a venda a non domino é ineficaz. Contrato de compra e venda que teve essa irregularidade,é um exemplo de justo titulo,é em tese um titulo hábil a transferir a posse,mas concretamente o titulo em questão apresenta irregularidade,pois foi feito por quem não era dono da coisa.. Ex²:Contrato de locação,seria um titulo hábil a justificar a aquisição do direito a posse,mas quem fez o contrato não é o dono do imóvel,teríamos um contrato ineficaz,teríamos um contrato hábil a justificar a transferência do direito a posse,mas que padece de alguma irregularidade que prejudica seus efeitos. Justo titulo Falou em irregularidade.Não é contrato nulo,como padece de um vicio grave,por ser uma causa de nulidade,o titulo nulo não gera a aparência de ilegitimidade que caracteriza o justo titulo. Os títulos anuláveis e ineficazes podem ser justos títulos. Pode ter justo titulo e má-fé. Ex:Alguém que faz uma compra a non domino,sabendo que o outro não era o verdadeiro proprietário,vai ter um justo titulo,pois a compra e venda tem aparência de irregularidade,mas não obstante o justo titulo,tem aparência a má-fé. Pode ter justo titulo e boa-fé. Ex²:Vai na cidade tal,e adquire tais mercadorias,e a pessoa rouba de alguém as mercadorias e entrega pro mandante. É uma posse injusta,mas o mandante que recebeu a mercadoria esta de boa-fé,pois não sabe que o procurador agiu dessa maneira. Outra discussão sobre justo titulo,é saber o que pode servir de justo titulo na aquisição de imóveis. Qual titulo apesar de irregular,gera aparência de regularidade?Tradicionalmente,a resposta é que apenas a escritura definitiva registrada no cartório de imóveis. Te que ter um justo titulo registrado no cartório de imóveis. O que se discute é o abrandamento dessa resposta,porque são muitas as pessoas que adquirem um imóvel informalmente sem realizar a formalidade de levar a uma escritura e registrá-la no cartório de registro de imóveis. Ex:Alguém faz uma promessa de compra e venda,algumas vezes registra a promessa,outras não,entra na posse do imóvel,paga o preço todo,mas nunca se preocupa em levar a escritura definitiva a registro,porque custa dinheiro. Não realiza essa diligencia,acha que esta perdendo dinheiro. Essa promessa pode ser feita como justo titulo e presumir boa-fé?Tradicionalmente não.O que se discute é a revisão dessa resposta para que o justo titulo seja atendido aos costumes difundidos,pois o prazo de usucapião será menor quando tem justo titulo de boa-fé. Promessa de compra e venda,instrumentos de quitação de preços registrados em associação de moradores,podem ser considerados justos títulos,o que se discute é valorizar essas praticas sociais,interpretar o que é justo titulo,a partir do exame das práticas sociais. É uma discussão atual,que esta quente e ainda não resolvida. Artigo 1202Transformação da posse de boa-fé em posse de má-fé,pode se transformar em posse de má-fé,se for constatado que a partir de determinado momento,o possuidor passou a ter ciência da irregularidade do titulo de sua posse. Ao contrario do que vimos com os vícios da posse,estamos vendo que a má-fé,é um defeito que pode ser superveniente. A má-fé não precisa ser algo vinculado ao momento de aquisição da posse. Circunstancias que façam presumir Deve serobjetivado o exame,naquelas circunstancias era crível que o possuidor ignorava que a posse era indevida. O que é comum?Quando surge um questionamento judicial da posse,em que varias pessoas estão disputando a posse de um mesmo bem. Ex:Pessoa comprou numa venda a non domino,levou a registro,então tinha a posse de boa-fé,de repente o terceiro legitimo proprietário que se sentiu lesado,entra com uma ação para reaver o bem,de anulação dos registros,para reaver o bem. Quando surge o litígio judicial,a pessoa que estava de boa-fé,se torna um possuidor de má-fé. O que se discute é se o momento de transformação se dá com a citação,com a contestação ou no momento da publicação da sentença que reconhece e dá razão ao demandante. Em qual momento há transformação da posse de boa-fé em má-fé?Prevalece nos tribunais que ocorre no momento da citação,o simples fato da posse se tornar litigiosa,já torna o possuidor de m-á-fé,que conhece o litígio e os argumentos contrários a legitimidade de sua posse. Essa transformação não tem efeito retroativo,é do momento da transformação em diante,não tem efeito retroativo,para considerá-lo de má-fé por todo o período. Interversão do título da posse Artigo 1203 Caráter Síntese das qualidades:justo ou injusta,indevida ou devida,de boa ou má-fé. O caráter da posse é mantido do mesmo jeito que a posse foi adquirida. Salvo prova em contrario,a lei admite de maneira excepcional,a mudança do caráter da posse,que a posse justa se torna injusta,que a posse injusta se torna justa,a posse deboa-fé,se torna de má-fé. A esse fenômeno se dá o nome de interverção do titulo da posse,ou seja,alteração do titulo da posse que faz com que a posse mude de caráter. Ex:Ladrão depois de roubar o bem,faz um acordo para adquirir o bem roubado. Haverá nesse caso interverção do titulo da posse,nesse caso,a posse é injusta e de má-fé,uma vez celebrado o acordo passa a posse a ser justa e legitima. Ex²:O titulo da posse inicialmente era o contrato de locação,com a aquisição da propriedade,o titulo passa a ser proprietário do imóvel. Com a mudança do titulo,o caráter da posse muda,no inicio o locatário tinha posse direta,com a aquisição do imóvel,temos um sujeito que adquiriu o imóvel e é um possuidor independente daquele bem. Ex³:Comodatario que não entrega o bem ao comodante no prazo fixado. Durante a vigência,tínhamos desemmebramento da posse,e o possuidor direto com posse justa,a partir do momento que o locatário descumpre o contrato de comodato,e resiste a restituição do bem ao comodante,a posse dele que era direta e justa passa a ser independente,porém com uma posse injusta porque precária. Ninguém pode alterar o caráter da posse apenas por sua vontade. Ninguém pode acordar um dia,e falar que acordou possuidor de posse justa,de que quer ser possuidor direto de posse justa. A interversão deve decorrer,sempre e sempre de circunstancias objetivas,deve ser provada por elas. O comodatário,não é um ato de vontade dele,o comportamento dele mostra,demonstra a intervenção do titulo,a alteração do caráter da posse. A quem cabe o ônus da interversão?A quem interessa alegar. Aquisição e perda da posse Como se dá a aquisição da posse? Artigo 1204 Se a posse é o exercício ostensivo de algum dos poderes sobre a coisa,a posse é adquirida desde o momento que alguém passa a exercer a possibilidade de domínio sobre a coisa.É um conceito simples e fenômeno,é um estado de fato,a pessoa passou a ter a possibilidade de domínio sobre a coisa,logo essa pessoa adquiriu a posse. E o dispositivo ainda fala em nome próprio,a pessoa que exerce em nome alheio é detentor. O dispositivo revela a autonomia do possuidor,que exerce os poderes em nome próprio e não subordinado seguindo as instruções de terceiros. Não se pode confundir a aquisição da posse com a aquisição do direito à posse. Aquisiçao do Ius possessionis com a aquisição do Ius Posidendi. Compra e venda Adquiro o direito à posse,a receber a posse do bem,mas não adquire a posse. Vou adquirir a posse da bicicleta quando ocorrer a tradição,em que passarei a ter a possibilidade de exercer sobre a coisa os poderes dominiais. O ladrão tem o ius possessionis mas não tem o ius possidendi. Artigo 1208 Para a ordem jurídica só ocorre aquisição de posse,quando há uma situaçao ostensiva e consolidada,uma situaçao estável. Pro direito não há aquisição da posse numa situação efêmera,que não tende a ter um mínimo de relevância temporal. Ex:Se chega um vizinho e fala que hoje pode passar pelo terreno,é um ato sem relevância do ponto de vista temporal,mas se tivéssemos uma noção muito restrita do assunto,diríamos que houve aquisição da posse,mas o dispositivo não fala disso. Esse ato de tolerância e permissão é um ato que não tem relevância,deve ser minimamente perene e ter algum impacto no tempo. O importante é verificar a relevância dos fatos,do mesmo modo,assim como não autorizam a sua aquisição,os atos violentos ou clandestinos. A doutrina diz que posse clandestina depois de cessada passa a ser justa,mas não é assim. Mas para a ordem jurídica,só ocorre aquisição da posse quando existe um estado de fato ostensivo e consolidado. Ex:Fazendeiro sofre invasão armada,enquanto não cessar a violência,não haverá aquisição da posse,enquanto tentar defender sua terra,durante esse momento de violência,não há nenhuma alteração do ponto de vista da posse. O fazendeiro continua a ser possuidor e quem esta tentando tomar não adquiriu a posse,uma vez cessada a violência,o fazendeiro desiste de ver as terras,ai sim,adquire a posse. É preciso que a nova situação de fato se consolide,para que o direito reconheça o fenômeno da aquisição da posse. Ex²:Vizinho constrói um porão que invade o terreno vizinho,essa situação é clandestina,o proprietário do terreno não tem como tomar conhecimento,então o código diz que só haverá aquisição da posse,a partir do momento que essa situação for consolidada e ostensiva. Circular ar no galpão,torna a obra extensiva,e a situação de uso indevido,passa a ter publicidade. Isso sinaliza que alguém esta exercendo poderes no terreno do outro,se o prejudicado não tomar nenhuma atitude,haverá aquisição da posse pelo invasor. A posse é por definição uma situação extensiva,é sempre a exteriorização do exercício do domínio,por isso é feita senão cessada a clandestinidade. A posse do invasor é injusta,cessada a violência,ocorre a aquisição da posse e a posse injusta,seria então posse violenta. E a clandestinidade,uma vez cessada,ocorre a aquisição da posse e uma posse injusta porém clandestina. Hipóteses de aquisição da posse Distinção entre 3 modalidades: 1ºMeios de aquisição da posse por um ato de conduta do sujeito Mais comum Ex:Pessoa que vai na praia,pega uma concha e leva para a casa.Adquiriu a propriedade e a posse. Um comportamento consciente,de que pegou e apreendeu a conduta. Ex²:Ocorre a tradição efeitva é um ato de conduta. Ex³:Esbúlio Aquisiçao por uma ato de conduta.Ladrão rouba o bem,e passa a usar ou revende.Não há um negocio jurídico de aquisição e sim somente um ato de conduta. 2ºConstituto possessório e a traditio breve manu. Consituto possessório Clausula inserida em contratos de compra e venda normalmente,por meio do qual alguém que possuía em nome próprio,passa a possuir em nome alheio,da outra parte da convenção,é uma clausula que tem por efeito transformar a posse do alienante em detenção do alienante. O alienante no contrato,ele deixa de ser possuidor e passa a ser detentor do bem,conservando os bens do domínio em nome do adquirente. Ex:Compra e venda de imóvel,é possível estipular a constituto possessório,por força dessa clausula,o alienante do imóvel permanecerá no imóvel porém na qualidade de detentor,porque a posse do imóvel será transmitida ao adquirente. É uma clausula que tem por efeito transmitir a posse do bem,transmite do alienante ao adquirente,porém o alienante continua como detentor do bem. A causa para que essa pessoa esteja presente foi alterada radicalmente,o alienante era possuidor,e por força da clausula possessória,permanece no imóvel comodetentor do bem. Pouca importa quanto tempo vai ficar o alienante. Clausula constituti A versão vulgar do constituo possessório,é uma deformação. É uma pratica dos tabeliões,é uma clausula por meio da qual o adquirente recebe a posse indireta e o alienante permanece no imóvel na qualidade de possuidor direto,opera o desmembramento da posse,transmitindo a posse indireta ao adquirente e mantendo o alinenate na posse direta. A diferença é que na segunda é o desmembramento da posse,na primeira há a transmissão da qualidade de possuidor. Tradicio breve manuQuando o adquirente já tinha o bem na sua posse direta. Ex:Ele fecha acordo com o dono da bicicleta para comprar,e ela já estava em seu domínio,tem então a tradição breve manu,também transmite a posse,porque o alienante que ate então possuidor indireto,vai se despojar de qualquer posse e o adquirente se tornará o único possuidor do bem,com a aquisição do bem,toda posse irá para as mãos do adquirente. O alienante que ate então era possuidor indireto,vai se despojar de qualquer posse,e o adquirente se torna o único possuidor do bem,com a aquisição do bem. Com a alienação,toda posse fica concentrada nas mãos do adquirente,então há mudança da posse direta para a posse plena do bem. O alienante deixa de ter a posse,e o adquirente que era possuidor direto,adquire a posse plena. Nesses dois exemplos(constituto possessório e traditio breve manu) há uma aquisição da posse,por negocio jurídico. O adquirente adquire a posse por força da clausula,não há um comportamento praticado pelo adquirente que adquire a posse,o alienante continua no imóvel mas agora ele é possuidor,é uma aquisição da posse por meio de um negocio jurídico,e não por um ato de conduta. 3ºDecorrente da lei. EX:Herdeiro.Quando a pessoa falece abre-se a sucessão,a lei considera possuidor para todos os efeitos,é um dos efeitos da sucessão,de transmissão automática de todos os bens,se transmite a com posse aos herdeiros. Distinção entre aquisição derivada e originaria da posse Tem posses que são adquiridas sem uma prévia relação jurídica com o transmitente,e há casos de aquisição da posse por força de uma relação jurídica prévia com o transmitente da posse,aquele que vai perder a posse com a aquisição contraposta. Um meio originário é a aquisição. Pessoa chega na praia e pega uma conxinha. Ou então,a pessoa que invade uma fazenda,entra lá e se instala,não adquire a posse por meio de uma relação jurídica mantida com o antigo possuidor conseguiu na marra,é uma posse injusta,mas originaria. Pessoa que adquire a posse pela tradição,essa pessoa esta adquirindo derivadamente,porque a aquisição da posse se dá na esteira de uma relação jurídica mantida com o antigo possuidor,e a relevância é grande. Quem adquire a posse originariamente,adquire uma posse nova,que surge originalmente no patrimônio da pessoa,não vai guardar,e não vem com as características anteriores,pois surge originariamente. J/á na aquisição derivada ela vem adquirida com o mesmo caráter que se encontrava no patrimônio anterior. Mesmo caráter do possuidor anterior,ou seja,quem adquire uma posse de quem tinha uma posse injusta,esta adquirindo uma posse injusta. Ex:Compra um bem de um ladrão,esta adquirindo a posse injusta,é uma aquisição derivada,a posse vai manter o caráter. Parte da doutrina considera que na transmissão da posse,mesmo que ela tenha origem injusta,com a relação jurídica passa a ser justa. Pensar assim seria reconhecer que alguém transmite mais direito do que tem,e reconhecer a possibilidade de mudança do caráter da posse por um mero ato de vontade,dando ensejos a possíveis fraudes. Posição do professorAquisição derivadaPosse é transmitida com o mesmo caráter que tinha o possuidor anterior,se a posse era justa,adquire posse justa,se era injusta,adquire posse injusta. 18ª aula Começou a gravar:19:19 Na aquisição derivada,a posse é adquirida pelo sujeito com o mesmo caráter que tinha o possuidor anterior,o caráter da posse se mantém na transmissão da posse,ao contrário do ato de transmissão originário,em que a posse se transfere pro adquirente sem qualquer vicio,sem qualquer caráter da situação anterior. Alguém adquire a posse de outrem,e digamos que essa pessoa tinha uma posse injusta,essa pessoa adquire uma posse justa,essa é a diferença da aquisição derivada e da originária. Artigo 1203 Mantem o mesmo caráter,se era injusta para o transmitente,será injusta para o adquirente. Artigo 1206 Especifica ainda mais esse raciocínio,dizendo que a posse se transmite ao herdeiro do possuidor com os mesmos caractereres. Esta se referindo a transmissão da posse por ato causa mortis. Esse dispositivo deve ser interpretado com uma classificação de uma especificação,seja legatário,seja o herdeiro,recebe a posse com os mesmos caracteres que o decujos tinha. Em qualquer caso de transmissão e aquisição derivada,o adquirente vai adquirir com os mesmos caracteres que tinha pro transmitente. Vale pros atos inter vivos,a posse vai ser transmitida com o mesmo caráter. Quem pode adquirir a posse?O incapaz pode adquirir a posse de uma coisa?Tem aptidão para isso?O que mencionamos é que a posse não exige a capacidade jurídica que é exigida pros negócios jurídicos.Nesse ato,adquire a posse a conxa,e para esse ato de conduta,não se exige a capacidade,exige-se apenas o discernimento. É preciso um discernimento,mas que pode existir independente da capacidade,tem discernimento com 10,12,14 anos,é apta a adquirir a posse. É preciso diferenciar os atos de aquisição da posse por atos de conduta,e por negócios jurídicos. Nos atos de conduta,não se exige a capacidade,apenas o discernimento,por outro lado,por meio de negocio juridico,do constituto possessória,da tradicio breve manu,por decorrência lógica,a aquisição pressupõe a capacidade. Artigo 1223 Definiçao singela e precisa sobre a perda da posse,se ela é a exteriorização de um poder do domínio,a perda da posse ocorre no momento emm que cessa o exercício de um poder sobre a coisa. Assim,como a posse se configura no plano dos fatos,a perda da posse,também se configura assim,vamos observar no plano dos fatos,se aquele sujeito cessou o exercício dos poderes sobre a coisa,vamos observar se o sujeito continua exercendo um poder sobre a coisa,e continua exteriorizando para aproveitamento da coisa. Esse fenômeno pode intervir em várias situações e por diversas razões. Pode ser decorrente da impossibilidade física dela ser mantida.Ex:Coisa destruída. A perda da posse pode ser em decorrência da negligencia do possuidor,se levanta do banco e deixa o maço de cigarros no banco. Pode ser decorrente da vontade do possuidor,ele decide vender o bem e realiza a tradição,no momento da tradição,a perda da posse pelo transmitente e aquisição da posse pelo adquirente. Tem também a perda voluntaria da posse,no caso de uma renúncia. Estou renunciando a propriedade,por um ato voluntario,quero abdicar da posse do bem. Pode ocorrer ate mesmo contra a vontade do possuidor,como no caso do esbulio,que é a perda involuntária da posse pela agressão de um terceiro,mesmo contra a vontade do possuidor,a posse pode ser perdida. Artigo 1224Esta falando da perda da posse por quem não precisou o esbúlio. Se formos ler literalmente,veremos que a perda da posse em caso de esbulio só ocorre quando o possuidor toma ciência do esbulio. Ex:Pessoa que nunca vai na fazenda no interior,ela é invadida e ocupada e ela nunca fica sabendo disso. Se interpretássemos como esta acima,enquanto a pessoa não souber,ela continuaria sendo possuidora da fazenda,e o esbuliador não iria adquirir a posse. Pela falta de ciência de quem não demonstra interesse em exercer o aproveitamento econômico,a situaçao de posse ficaria daquele jeito para todo o sempre,até tomar ciência. Estaria premiando o interesse do proprietário,em não querer saber do imóvel,e ele não iria querer saber,porque continuaria possuidor. Essa interpretação não é conforme a constituição,claramente viola a função social da propriedade,pois premia o proprietário,e penaliza o esbuliador que apesarda ilegitimidade de seu ato,tentou dar uma destinação ao imóvel. Traria implicações inclusive no prazo do usucapião não começaria correr. Enquanto o prazo do usucapião não estiver correndo,o possuidor pode continuar omisso,seria um problema sério dessa interpretação literal. Interpretando,de uma maneira mais sistemática,temos de interpretá-lo em conjunto com o 1208 do CC,que fala de aquisição da posse. Quando estudamos o 1208 vimos que,a PREOCUPAÇAO DO legislador é assegurar a estabilidade do fenômeno possessório. O código fala que o ato de mera permissão não gera posse porque é um ato fugaz. Ex:Fala pro vizinho que ele pode,passar pelo meu terreno com, seu gado,isso é pequeno,é uma to de mera permissão,ninguém vai achar que com esse simples ato,o vizinho adquiriu posse da fazenda,e ai na segunda-feira quando ele acabou de usar a fazenda,ele perdeu a posse. Esse é um fenômeno fugaz,irrelevante para que se diga que houve aquisição e perda da posse,é uma coisa não relevante para o fenômeno possessório. É a mesma coisa atos de clandestinidade e violência,o legislador quer que tenha uma estabilidade no estudo da aquisição da posse. A aquisição da posse por meio de um ato violento,só acaba quando há uma estabilização,e a violência cesse. O invasor e o invadido estão brigando,entrando na justiça para conseguir liminar,nesse momento de conflito,se diz que enquanto não houver estabilização,não há perda ou aquisição da posse,o legislador vai aguardar que haja alguma estabilidade. O invadido desistiu de defender sua posse,estabilizou a situação,ai sim houve perda da posse e aquisição da posse mesmo que seja uma posse justa,mas depois que a situação fica estável e pública,ai há aquisição e perda da posse. Artigo 1224Só há perda da posse, quando há ciência pelo esbuliado,para evitar a discussão nos fenômenos passageiros,fugazes. Ex:Proprietário sabe que sua fazenda foi invadida,ele consegue rapidamente resolver a situação,o que dispositivo esta dizendo?Nesse caso,não houve perda da posse,esse fenômeno não foi nem sequer relevante,é como se a posse tivesse permanecido continua durante esse episódio.Não é relevante para fins de aquisição e perda da posse. A menos que ele ciente, não faça nada,ou ao tentar retomar a sua fazenda seja repelido violentamente,e então ocorre o esbulio,e a perda da posse,porque ele desiste e aquela nova situação é estabilizada,como ato violento sendo mantido. Não se pode admitir que nos casos que o proprietário fica omisso,não ocorre perda da posse. Esse dispositivo trata de episódios curtos,mas é uma questão conceitual,são episódios curtos que podem ser resolvidos com a presença do proprietário. Mas ninguém pode se valer dele,para dizer que só hoje soube que ela foi invadida,e então ocorreu perda da posse. Esse dispositivo tem que ser interpretado de maneira restritiva,na hipótese de controvérsias fugazes. Não se pode admitir que nos casos que o proprietário ficou omisso,ocorre perda da posse. Esse dispositivo trata de episódios curtos,que podem ser resolvidos com a presença do proprietário. Para preservar a estabilidade do fenômeno possessório,na hipótese de controvérsias fugazes que podem ser resolvidas com a simples presença do proprietário. Ex:Invadiu a casa de campo,o proprietário corre,consegue resolver com sua presença. O código vai gerar uma ficção jurídica,como ele conseguiu corrigir,é como se a posse dele fosse continua durante em todo esse tempo.A posse do dono foi continua. E outra relevância desse dispositivo que é para determinar o caráter injusto da posse. Ex:Pessoa chega na fazenda e ocupa e não tinha ninguém para defender.Cade o ato violento,clandestino e precário?Cadê o vicio da posse se não houve violência? Com base no 1208,vamos raciocinar,ele vai,encontra o invasor,ele pode ser violentamente repelido,ao acontecer isso,fioca caracterizado o vicio da violência. Esse vicio se dá no momento em que o proprietário ao tentar tomar o seu bem é violentamente reprimido. Efeitos da posse 6 efeitos jurídicos que decorrem da configuração da posse: 1ºProteção intedital Proteção da posse por meio de ações judiciais especificas. As ações possessórios recebem o nome de interdito possessórios. 2ºDireito aos frutos 3ºIndenizaçao das benfeitorias realizadas na coisa. 4ºResponsabilidade civil do possuidor pela guarda da coisa 5ºAquisiçao da propriedade pelo usucapião 6ºEmbora não é relacionado como um dos efeitos,tem a aquisição da propriedade pela acessão invertida.Pode querer a propriedade indenizando o dono do terreno. Proteção interdital por ações judiciais especificas Qual a idéia básica?Quem tem a posse de um bem,tem o direito de manter a posse do bem. O direito protege a situação de fato,que assim continue,que essa pessoa continue como possuidor,não vamos deixar o proprietário e o ladrão brigarem através de auto-tutela. Quem tem a posse,pode permanecer com a posse do bem. Salvo se ficar configurado que a pessoa obteve a posse por um meio viciado de quem esta tentando recuperar a posse,é o único caso em que alguém pode perder a posse,por meio de ação possessória,considerando que o autor da ação possessória perdeu a posse para o réu por um meio viciado. Outra coisa importante é que a proteção interdital protege o ius possessionis,ou seja,a situaçao de posse.Protege a posse como estado de fato que se configura e se torna objeto de tutela jurídica independente do titulo que justifique a situação. Tenho direito a proteção interdital pelo simples fato de eu estar na posse,não importa como adquiri a posse do bem.Serei protegido independente do titulo juridico que deu causa a minha posse,independente de ter comprado,alugado,tomado em comodato. O direito protege a situaçao de posse,independente da legitimidade da situaçao e do titulo de posse. Tem como fundamento o ius possessionis e não o ius possidendi,que diz respeito ao titulo que justifica a posse. Quando alguém entra com ação de posse,o que se discute é o fato,se tinha a posse ou não,se tinha e perdeu por algum meio viciado,se tinha e perdeu por algum desses meios,tem direito a reintegração.Por isso ate mesmo o ladrão,pode ser tutelado pelas ações possessórias. Os vícios da posse são relativos,ou seja,ab adversário,só pode ser alegado por quem sofreu o vicio. O direito protege o ladrão,para que não vire uma anarquia,vira a guerra de todos contra todos,não vou respeitar a posse porque sei que é ladrão. E segundo porque no geral,a posse costuma estar a favor do proprietário,milita a favor dela,ao defender a posse provavelmente o proprietário será defendido. Artigo 1210 do ccEnuncia os 3 interditos possessórios,temos a ação de manutenção de posse que é o remédio adequado para remediar a turbação da posse,ou seja,lesão ao direito de posse,mas uma lesão menor,pois não priva ele da posse.É uma lesão que prejudica o direito da posse,perturba o exercício da posse. Ex:Seu vizinho instalou um gato no seu terreno para captar água,ou para captar energia elétrica.Perdeu a posse do terreno?Não,mas alguém esta interferindo em seu terreno e usufruindo sem a sua autorização. Ex²:Vizinho corta as arvores,colhe as frutas do seu terreno,caso de turbação,isso esta molestando o exercício da posse. Ação de reintegração de posseVisa remediar o esbulho.O esbulio já é uma lesão mais grave ao direito de posse,pois trata-se da lesão que priva o possuidor da posse do bem. Ex:Alguem invade o terreno,expulsa de lá,e vai na justiça para reintegrar a posse do imóvel. E o terceiro interdito possessório,que não se trata de um remédio judicial para uma hipótese de lesão,se trata de um remédio judicial diante de uma ameaça grave e real de que a posse possa vir a ser prejudicada ou tomada,é um remédio preventivo para impedir a lesão iminente e grave da posse. O nome dessa ação é interdito proibitório. O possuidor atual deve mostrar que existe uma ameaça iminente e grave de que sua posse será molestada,e tomada,para que ele obtenha a tutela. Ex:Greve,convocam todos os trabalhadores para amanha e dizem que ninguém entra na fabrica no panfleto,o que o patrão pode fazer?Podeentrar na justiça,conseguir um mandado proibitório,e vai provar que esta na iminência de sofrer lesão ao direito de posse,pois não consegue entrar na sua fábrica. Esta diante de uma ameaça grave,para assegurar a possibilidade de assegurar sua posse. Ação de manutenção de posse Para manejar essa ação tem que provar que ela é possuidora do bem,e que alguém esta prejudicando o exercício de sua posse. Ex:Sou possuidor da fazenda e em tal dia,ele esta desviando minha água,vai comprovar a turbação e comprovar a pose atual. Reintegração de posse Tem que mostrar que tinha a posse,e demonstrar o esbulio,que perdeu a posse por meio viciado(violento,clandestino,precário),e tem que dar até data. Interdito proibitório –O que o autor da ação deve provar?Deve provar que tem a posse do bem,e deve provar que esta diante de uma ameaça de lesão,e não é qualquer ameaça de lesão,tem que ser grave e uma ameaça iminente(vai acontecer daqui a pouco,tem data marcada) Ação reivindicatória de posse Ação com base no titulo,ou seja direito de propriedade Ação petitória. Artigo 1210 §2ºVedação à exceção de domínio. Ex:Pega o livro de Jesuino,e não devolve nunca mais,ele vê o livro na mochila,e pede de volta,e o professor diz que ocorreu usucapião,Jesuino bate no professor e vai embora. O professor entra com ação de reintegração de posse contra Jesuino de que foi vitima do esbulio praticado por Jesuino,vou provar que tinha a posse e que fui esbuliado por um ato violento e o juiz vai me dar razão,e uma liminar para que recupere o livro. Jesuino vai contestar,dizendo que é dono desse livro. Mas não pode alegar propriedade ou qualquer outro direito sobre a coisa,para obstar a reintegração de posse,porque o fundamento da ação possessória é o ius possessionis e não o ius possidendi,quem tinha a posse e quem foi privado de maneira injusta da posse. Jezuino teria razão no fim da historia,mas deveria entrar na justiça e não brigar. A independência do juízo possessório em relação ao juízo petitório. Nas ações possessorias,se discute posse,apenas posse,ninguém discute direitos de propriedade no juízo possessório. O §2º diz que ninguém pode discutir direito de propriedade no juízo possessório. Se entrar com ação reivindicatória,vamos discutir os títulos sobre aquele bem,ai será um juízo petitório,ai vão discutir direitos,e títulos sobre aquele bem,mas em sede possessória,não posso fazer isso,tenho que me ater ao direito de posse. Se Jezuino requeresse na hora o livro,seria desforço imediato,e ai a agressão tem que ser proporcional.O desforço imediato autoriza o uso da violência,mas de forma proporcional. Na maioria das vezes,a posse esta do lado certo,do lado do proprietário. No geral,protege a posse que tem que ser protegida. Uma ação possessória é mais fácil,a prova é simplificada,junta nota fiscal,prova com testemunha,prova que não devolveu no dia,chama testemunhas,e pronto,tem a liminar e ele terá dele. Discutir a propriedade,é mais complicado.A prova da propriedade é diabólica. Ex:Alguem entra com reivindicatória para recuperar um imóvel,pega uma certidão de ônus reais,e o imóvel esta em nome de Jesuino,em tese deveria provar que é proprietário. Mas isso é enganoso,porque o registro no direito brasileiro,gera uma presunção relativa de dominio,Jesuino vai ter que trazer o registro em nome dele,e provar uma cadeia de posse no tempo,e vai ter que provar que ainda mesmo se o titulo tivesse errado,adquiriu por prazo de usucapião,vai ter que demonstrar que teve a posse do imóvel durante 5,10,15 anos. Isso é complicado,provar que você,seu pai e todos foram possuidores do bem. Vai ter que provar que mesmo o titulo estando errado,tem que provar usucapião. Sem prova do usucapião,a ação será julgada improcedente. Ação possessória é mais fácil,pois é só mostrar a invasão.O cara dá uma liminar e na hora recupera o imóvel. O juízo petitório é um consolo pela metade. Nesse caso do livro de Jesuino,o professor vai entrar com ação possessória,e Jesuino vai entrar com ação reivindicatória,e mostra que a nota fiscal tem mais de 5 anos,e pode ser ate que ganhe.Mas é uma prova mais difícil. E para conseguir uma antecipação de tutela numa ação petitória é muito mais difícil do que uma liminar na possessória.A pessoa que se vê numa situaçao,que só sobrou reivindicatória,ela chora. A reivindicação é o direito de reaver a coisa,e é uma ação que tem por fundamento o direito de propriedade,quem tem legitimidade para maneja-la é o proprietário,tem que provar que é dono da coisa. Mas como é uma mera presunção relativa,tem que provar que vinha morando no imóvel há 11 anos,e ainda que pode ser questionado na justiça,esta lá e já adquiriu por prazo de usucapião. Ex:Fazenda,você é dono,o professor invadiu há 3 anos atrás,e o professor obteve liminar,e para ele tentar a reintegração,tem que provar o esbulho,só que passaram 3 anos,da data desse esbulio,vai conseguir provar como ocorreu o esbulho?Só conseguirá ir pela petitória. Ex:Jesuino é proprietário,o professor invadiu há 3 anos,ele é obrigado que invadiu há 3 anos,ou então pode falar que teve ciência do esbulho agora?Não,isso não importa. Em relação as contas,você continuou pagando depois de 3 anos invadido,é complicado. Sobrará apenas a reivindicatória,terá dificuldade de provar que teve esbulho,que ela tinha a posse,e terá que pegar a certidão de ônus real,e que há 3 anos atrás,ela conseguiria completar o prazo de usucapião.Não será fácil. Se a presunção é relativa,quem deveria alegar não deveria ser o possuidor?Ele pode alegar que esta no terreno há 5 anos,ou que esta há 3 anos,e adquiriu a posse de outro que esta há 2. E tem algumas modalidades de usucapião que terminam com 5 anos. A controvérsia pode ficar grande,a reivindicatória pode ir muito longe. Um provou que teve o nome no titulo,e o outro só conseguiu provar que estava há 6 meses no imóvel,prevalecerá o que tiver o nome no título. A cognisçao do processo de revindicançao é profunda,o juiz pode descer nos meandros,pode demorar muito e permite controvérsias. A possessória tem uma cognisção mais restrita,tem posse e ocorreu o esbulio,dá a liminar,mais eficiente de ser proposta.Mais difícil inclusive de ser contestada pelo outro. Na reivindicatória tem que provar que a posse do outro é injusta,que a outra pessoa injustamente esta na posse da coisa. Artigo 923 do CPC Enquanto durar a ação possessória,nenhuma das partes envolvidas no litígio pode entrar com uma ação petitória. Nenhuma das partes pode entrar com uma ação de reconhecimento do domínio,enquanto uma ação possessória estiver pendente. A ação possessória iria ficar prejudicada,pois não iria se saber quem é o dono,isso prejudicaria a efetividade da ação possessória. É um ponto para se entender a independência da ação possessória no juízo petitório. Artigo 1211O artigo fala que quem tem direito a ficar provisoriamente com a coisa enquanto a ação decorre?O autor ou o réu?Se for reintegratoria é o réu,que é quem esta com a coisa. A não ser que esteja manifesto que obteve de uma das outras por modo vicioso,se o autor da ação conseguir provar de plano na sua inicial que foi turbada,esbulhado,se ele conseguir provar isso,estamos no que a parte final do dispositivo esta falando. Se ele conseguir provar que foi esbuliado,se o autor conseguir provar isso,ele ficará com a coisa provisoriamente,ele vai conseguir uma liminar para ficar provisoriamente com a coisa enquanto corre a ação possessória. Ela tem que mostrar na petição inicial isso.Se ele mostra na petição inicial terá direito a uma liminar,tem que mostrar os fatos de plano.Mas esse não é o final da história. CPC Posse de força velha e posse nova. Artigo 924 do CPC Quando alguém entra com ação possessória,tem eu provar se a posse do réu é nova ou velha,é preciso verificar se a posse tem mais de ano e dia,ou menos de 366 dias. Possuidor esbuliado entra com ação de reivindicação e mostra que a posse ocorreu antes de ano e dia,o que acontece?A liminar será deferida. Se demorar mais de ano e dia,a posse do réu se tornou uma posse velha,e nesse caso,nãohaverá deferimento de liminar. Artigo 928 do CPC Posse nova . Artigo 1211 + 924 +928 EM regra o réu é mantido com a coisa,salvo se o autor mostrar o esbulio,que o reu obteve dele de um modo vicioso,mas se ele mostrar não consegue liminar ainda,o juiz vai verificar se a posse é nova ou velha. Se ele demorou menos de ano e dia,logo a posse nova,a liminar é deferida,sem ouvir o réu. Se o autor demorou mais de ano e dia,não haverá liminar porque a posse é velha. Se o autor prova que houve esbulho,que a posse é nova,mas não consegue trazer na inicial todas as provas?Não vai conseguir a liminar,então vai manter provisoriamente o réu. Nesse caso o esbulho não estaria manifesto na inicial,e vai ter que produzir novas provas para mostrar que houve esbulho. Artigo 920 do Cpc Fungibilidade das ações possessórias. Se o juiz recebe ação de reintegração de posse,então ele deveria indeferir,ele vai julgar a fungibilidade,como tem uma ação de manutenção da posse,ele trata essa ação como ação de manutenção da posse,então ele vai aproveitar ainda que o autor não tenha dado a correta correlação dessa ação. O juiz pode aproveitar e classificar como interdito proibitório,mesmo dizendo que foi reintegração. A qualificação estaria errada 19ª aula Começou a gravar:19:23 Se na inicial ficar comprovado que foi obtida de um modo vicioso,se ficar comprovado já na inicial,tem que sinalizar em seguida se a posse do réu é nova ou velha. Se a posse for velha,se o autor demorou mais de ano e dia para entrar com ação,ainda que fique comprovado o esbulho ou a turbação,mesmo assim,o réu será mantido provisoriamente na posse da coisa. Se não ficar comprovado que houve esbulho,turbação,mantém o réu na posse do bem,vai esperar o final do procedimento,para se convencer,e então determina com quem fica o bem. Possibilidade da ação possessória ser ajuizada contra terceiro que adquiriu o bem do esbulhador. Vimos anteriormente,que isso só ocorre na hipótese,de quando o possuidor tem a posse injusta em face do autor da ação. Nesse caso,terceiro tem posse injusta em face do esbulhado?Injusta,pois nos modos de aquisição derivada,a posse se transmite com o caráter da posse,mantém o mesmo caráter. Senão seria muito fácil,faz compra e venda e retira o caráter injusto da posse. A ação de reintegração de posse contra o terceiro,só será procedente,se o terceiro estiver de má-fé,se ele tiver ciência,de que aquele bem é proveniente de esbulho. Artigo 1212 Se for de má-fé pode reaver. Qual o critério do legislador para resolver o conflito possessório?O caráter justo ou injusto da posse. Se o autor não provar que a posse é injusta,não provar o caráter injusto em face dele,a ação será julgada improcedente. Para além do exame do caráter justo ou injusto,o juiz deveria levar em conta outros critérios para decidir quem será mantido na posse do bem. Ex:TJ do RS,fazendeiro entrou com reintegração de posse,movimento sem terra,e o tribunal entendeu que o fazendeiro não tinha direito à reintegração pois não vinha cumprindo a função social da propriedade,não explorava,não tornava produtiva,era mais merecedor de tutela o invasor do que o proprietário negligente. Ex²:TJ da Bahia,proprietário tentou retomar uma área ocupada por uma comunidade e pediu a reintegração de posse para que os moradores fossem removidos,e o juiz negou a reintegração falando que naquela comunidade,havia crianças,e que a reintegração teria como efeito privar crianças de uma moradia,a prefeitura não poderia pretender remover as pessoas,sem prover uma moradia para essas pessoas. Ex³:Municipio de SP,fazendo urbanização,procurou remover pessoas próximas,e o juiz falou que só deixa sair,quando encontrar moradia para as pessoas. Isso é uma certa tendência. Em matéria possessória,o judiciário é muito tradicional,não vai fazer indagações filosóficas,vai aplicar o CC,porém temos algumas decisões que demonstram a mudança de rumos,vemos isso pipocando em vários estados brasileiros,sempre com essa idéia,de que deve prover o bem-estar das pessoas sem desaloja-las,há novos critérios sendo levados em conta que não é apenas caráter justo ou injusto da posse do réu. Se ele olhar pelo ponto de vista da legislação,deveria olhar se a posse é justa ou injusta. Quando interpreta princípios constitucionais,tem uma abertura maior,tem gente que defende que a reintegração de posse não é cabível por quem não cumpre a função social da propriedade. Mas não existe orientação do STJ,ele inclusive tem dado decisões em matéria de ocupação de bens públicos conservadores,entendendo que o particular não pode tomar posse de bem publico. A pessoa que ocupa um imóvel publico,é um mero detentor,e permitindo que o município,estado pode remove-los mano militar,ou seja,sem entrar em juízo,pode entrar e expulsa-las. Desforço possessório imediato Possibilidade do possuidor tutelar sua posse,protege-la por meios próprios. Recuperar a posse do trombadinha,repelir um invasor que queira entrar no seu imóvel,vai repetlir por meios próprios a agressão contra sua posse. Artigo 1210§1º O desforço tem que ser imediato,mesmo usando a força conseguir recuperar seu bem. Se alguém invade sua casa,você esta autorizado a imediatamente os repeli-los. Agora depois de 1 semana ciente do problema,não pode,tem que ser uma reação imediata a ciência do esbulho. Outra questão é a proporcionalidade. §1º parte final Se o trombainha rouba a carteira,não pode dar tiro nele. É homicídio. Uma reação proporcional a um individuo armado é se defender com arma. O que acontece se o desforço não for imediato e não for proporcional?Assim sendo,tem que se verificar se algum ilícito penal foi praticado,e na esfera civil há o dever de indenizar,quem usa o desforço sem cumprir os requisitos deve indenizar,torna-se responsável pelos danos que provocar. Direito do possuidor aos frutos Ex:A é uma empresa dona de um prédio,ela faz uma locação do prédio em favor da empresa B,que vira locatária do prédio,e paga o aluguel à empresa A. E isso dura 3 anos,após 3 anos,C entra com ação em face de A,para anular o registro publico,pedindo a reivindicação do imóvel,e dizendo que ela C é a legitima proprietária. Os fatos narrados por C são verdadeiros. Todos os alugueis que A percebeu durante os 3 anos de locação teriam que ir para C?Não,se ele está de boa-fé. O direito de perceber os frutos é da fruição,que é uma faculdade do proprietário,ou alguém autorizado pelo proprietário para utilização da faculdade de fruição. “A não tinha direito a fruição,quem tinha direito era o C,fui usurpado.” Mas isso parece excessivo,pois A parecia o legitimo proprietário,e se ele desconhecia a regularidade de seu domínio,ele agiu de boa-fé,e provavelmente não contava com a possibilidade de restituir o que ganhou com os alugueis. Artigo 1214Possuidor de boa-fé tem direito a perceber os frutos percebidos,enquanto estiver de boa-fé. Mas o artigo fala em enquanto ela durar,a partir da citação,ele ciente que tinha alguém questionando o seu direito a posse,ele esta de má-fé ciente do problema. Ate a citação,ele esta de boa-fé e todos os alugueis até então,ele não tem que restituir nada, e depois da citação,mesmo que receba os alugueis,tem que ser cauteloso,pois pode ser obrigado a entregar os alugueis ao verdadeiro proprietário. § único Depois de cessada à boa-fé,devem ser restituídos. Ex:Cultivo de soja na fazenda.Dono da fazenda,que é o A,C entra com anulação nos registros,e reivindicação,e é citado no mês de Novembro,e em Novembro o cultivo esta no meio do caminho,a soja esta crescendo. O que diz a regra?A soja não é um fruto que foi destacado da coisa,é um fruto pendente. Essa soja que esta brotando deverão ser restituídas ao proprietário,não estão alcançadas pela boa-fé do possuidor,pois a boa-fé do possuidor permite colher os frutos colhidos e não os pendentes. O possuidor poderia ter colhido e não estar mais pendente,burlando a idéia,pois pendente não seria dele,e colhido sim. Tentando se apropriar dos frutos,mas a parte final do § único fala,que devem ser restituídos os frutos colhidos com antecipação.Artigo 1216 Fazendeiro estava de má-fé,se ele tinha conhecimento de que havia irregularidade,ele esta de má-fé e responde por todos os frutos colhidos e percebidos. Vai ter que indenizar o proprietário pelo equivalente a 3 anos de colheita,mas não tem o elemento surpresa,deveria se precaver da possibilidade de alguém exigir esses frutos. Quando A descobre que tem ação contra ele,ele diz que não vai mais cultivar a terra,deixa a terra improdutiva,e ai ele para de cultivar,e então responde pelos frutos que por culpa sua deixou de perceber,não aproveita a terra,e acaba causando prejuízo ao verdadeiro proprietário. Ele não tem obrigação de começar a lavoura ano que vem,mas se esta cultivando,ai no meio da safra,recebe a citação judicial,ele poderia dizer que para desestimular,esses frutos que deixarão de ser colhidos,ele responde também. A questão que se deduz,é ate que ponto o sujeito que esta cultivando,esta dando uma destinação social ao bem,merece ter que indenizar um proprietário negligente? O verdadeiro proprietário estaria lucrando sobre o possuidor de má-fé,só faltava não ter que pagar as despesas de produção,então para evitar isso,o possuidor de má-fé,deve ser ressarcido das despesas de produção e custeio artigo 1214§ único. Artigo 1219 Benfeitorias,ou seja,despesas que incrementam o imóvel. De um lado tem o tratamento que o código dá ao possuidor de boa-fé e má-fé,aqui ele esta falando do possuidor de boa-fé ou seja ignorando a irregularidade que macula a posse. Depois distingue o tipo de benfeitoria,necessária,útil ou voluptuária. Necessária ou útil Indenização pelo valor dessas benfeitorias,e tem que indenizar pelo valor atual dessas benfeitorias. Ex:Instalou uma rede central de ar-condicionado,logo,uma benfeitoria útil,vai indenizar pelo valor de mercado da benfeitoria. Para se acautelar que vai receber,ele tem direito de retenção ate que seja indenizado,é uma cautela de auto-tutela,pode reter o bem e falar:”só vou devolver o bem,quando você me indenizar”. Se for voluptuária,ou seja,embelezamento estético e etc,o possuidor de boa-fé não tem direito a indenização,mas o código diz que ele deve levar consigo. O possuidor de boa-fé não tem direito,mas ele pode levantá-las desde que não prejudique a estrutura da coisa,possa remover sem causar dano ao imóvel. Artigo 1220 Só é indenizado pelas benfeitorias necessárias,ou seja,para a conservação do imóvel,reforma do encanamento,e outras reformas para a conservação da coisa,só será indenizado por essas,e não tem direito a retenção para se acautelar pelo recebimento de indenização,vai ter que esperar receber o imóvel,sem ter o instrumento de pressão,para impulsionar a pagar a indenização,não tem direito a indenização,nem pelas benfeitorias úteis,nem voluptuárias. Mas e o enriquecimento sem causa?O código quis penalizar o possuidor de má-fé,e para penalizar ainda mais,não tem o direito de levantar as voluptuárias. Benfeitorias necessárias Artigo 1222 Ex:Pessoa reformou a canalização do prédio,o proprietário vai levantar o custo e o valor de mercado da obra,e ele pode optar,e obviamente que vai optar pelo mais barato. Quanto ao possuidor de boa-fé,é obrigado a Indenizar pelo valor atual. Responsabilidade do possuidor pela guarda da coisa A coisa sob a posse de alguém é perdida,deteriorada,e ela pertencia a outro proprietário. São casos não cobertos pela relação contratual. O que estamos falando é o caso em que na ausência de relação contratual,há uma situaçao irregular,em que o possuidor pode estar ciente da situação irregular ou não. Ex:Compra a bicicleta de mim,depois descobre que a bicicleta era do Lucas. E depois descobre a perda da bicicleta e vem reclamar de quem comprou. Artigo 1217Possuidor de boa-fé não responde pela perda da coisa,a menos que a ação tenha sido praticada pelo próprio possuidor,ele mesmo tacou fogo nela,se ela foi roubada,se foi envolvida num acidente,não responde perante o proprietário reivindicante. E se estiver de má-fé?Lucas entra com ação de reivindicação,e quer ser ressarcido pelo valor do bem que perdeu. Artigo 1218 O possuidor de má-fé responde por todos os danos provocados À coisa ainda que acidentais,ele não deveria estar com a posse da coisa,a posse é viciada e de má-fé,tudo que aconteceu com a coisa pelo fato de estar na coisa é responsabilidade dele porque esta de má-fé,se a coisa é furtada,sofre roubo,tudo ele responde. A não ser que se daria de igual modo na posse do reivindicante,nesse caso é o único que nao tem nexo de causalidade,pois o dano aconteceria pois a posse é injusta,mas aqui se ele conseguir provar que ela se daria mesmo na posse do proprietário. Entram ai os fatos naturais,em relação a uma casa por exemplo. O 1212 fala do possuidor de má-fé,mas se o terceiro estiver de boa-fé?A ação de reintegração será julgada improcedente. O terceiro que é réu da ação de reintegração,esta de má-fé,adquiriu a posse do bem,sabendo que foi proveniente de esbulho,a ação de reintegração será julgada favorável ao autor contra esse terceiro,se ele não sabe que a coisa provem de esbulho,não tem nada que permita identificar a irregularidade,nesse caso,a ação de reintegração será julgada improcedente. Se a ação de reintegração é movida contra o próprio esbulhador não vamos perguntar se ele estava de boa ou má-fé. O terceiro não,tem que fazer esse exame subjetivo,saber se ele sabia ou não que a coisa era proveniente de esbulho. 20ª aula Começou a gravar:19:15 Usucapião Bens moveis e imóveis. É um ponto de confluência da posse e da propriedade,é um modo de aquisição da propriedade,e qual a particularidade do usucapião?É um modo de aquisição baseado no exercício da posse. Usucapião é a aquisição da propriedade,por meio do exercício da posse por determinado tempo previsto em lei. O conceito de usucapião esta baseado em 2 pontos.1º:posse e o 2º:tempo. É um instituto jurídico que mostra a influencia do tempo nas relações jurídicas,alguém que exerce a posse por um período de tempo,acaba por adquirir a propriedade de um bem. Ex:Professor pega meu livro,e após 5 anos no exercício da posse,se torna proprietário. Não é qualquer posse que conduz a usucapião,a posse deve apresentar determinadas qualidades,para que seja uma posse apta a conduzir ao usucapião,veremos depois o que é,essa posse apta a conduzir ao usucapião. Tem que ter uma posse ad usucapionem. Qual seria o fundamento desse instituto?Por que se admite que o esbulhador seja por violência,clandestinidade,pela precariedade,por que o direito admite que essa pessoa venha a se tornar proprietária definitiva do bem,em detrimento do proprietário que sofreu esbulho?Não parece algo contrário,aos princípios do ordenamento? Há 2 maneiras de pensar nos fundamentos do usucapião. O primeiro fundamento é a manutenção da paz social,e a proteção da segurança jurídica,porque pode parecer desarrazoado permitir que o proprietário esbulhado possa perpetuar essa situaçao de injustiça,sem nenhuma iniciativa para perpetuar seu bem,e daqui a 30 anos,o proprietário queira o bem de volta. Se não houvesse um prazo,para que o esbulhador passasse a ter propriedade,ele viveria sobre a permanente ameaça de algum questionamento judicial,assim,o usucapião visa dar estabilidade as relações de direito real. Ex:Se eu demoro 5 anos para reaver o código que o professor se apossou,vamos estabilizar essa situação,chega uma hora que é mais importante do ponto de vista social,assegurar a paz social,do que permitir que uma pessoa omissa,continue tendo a pretensão de recorrer ao judiciário para tutelar seu direito. A usucapião é importante para sanear eventuais irregularidades das transmissões de bens,acaba saneando as irregularidades nas transmissões de bens. A pessoa que adquiriu com base no registro,pode vir a sofrer questionamento a todo momento,o direito então diz que a partir de certo prazo,a pretensão é extinta,a pessoa vai no registro,compra com base no registro,depois de 5 anos,da aquisição com base no registro,ainda que houvesse irregularidade,para todos os efeitos,o adquirente é proprietário por força dousucapião,o direito de propriedade dele é inquestionável. A usucapião é um fator de segurança e estabilidade,o outro fundamento que é mais recente e mais importante,é um fundamento baseado na função social da propriedade. Para entender isso,temos que perguntar:quem merece mais proteção o proprietário que não tire proveito econômico do terreno ou o possuidor esbulhador que esta lá há 20 anos,exercendo a posse sobre o imóvel,tornando-o produtivo,dando destinação social? Entendemos assim,o fundamento do usucapião na função da propriedade. Estabiliza as relações jurídicas de maneira a prestigiar a função social da propriedade. E se o esbulhador não cumpre a função social?Existem algumas modalidades de usucapião que examinam a qualidade da posse,se é meritória,ou se é desqualificada. Os prazos nesse caso são maiores. O ordenamento leva em consideração,modalidades de usucapião se a posse for qualificada. Dá uma margem grande ao interprete para valorar a situaçao. A usucapião é um instrumento importante de regularização fundiária,ou seja,dos núcleos irregulares de moradia,pessoas que não tem posse justa sobre aquele lugar,pessoas que vão em imóvel publico e se instalam lá,e que moram em moradias irregulares. Acaba sendo um vetor importante de regularização.Deixa de ser possuidor injusto e passa a ser proprietário,ou seja,posse justa. A nossa ordem constitucional,não admite usucapião de bens públicos,quem mora em imóvel publico,nunca terá sua situação regularizada por força da usucapião,haverá outros instrumentos jurídicos que possam tutelar essa situação fundiária. Seria usucapião para fins especiais de direito à moradia,o que a constituição proíbe,é a aquisição do domínio de imóveis públicos,não estaria proibindo que alguém adquirisse um direito real limitado sobre imóvel publico. Algo que é muito discutido é se a usucapião é uma sanção ao proprietário negligente,em qualquer hipótese de usucapião,haverá,sanção do proprietário prejudicado,porque ele se manteve omisso diante da posse do possuidor. Há sempre uma certa omissão,não tem como finalidade sancionar o proprietário,e sim tutelar o possuidor lhe dando acesso à propriedade do bem. Requisitos gerais de configuração da usucapião Há diversas modalidades de usucapião,mas existem requisitos comuns a todas as hipóteses de usucapião. Vamos tomar como paradigma,uma determinada modalidade de usucapião,e veremos as diferenças. A modalidade paradigma será o usucapião de bens imóveis,ou seja,usucapião extraordinário. Artigo 1238 1º requisito Tempo:15 anos. 2-Posse Ininterrupta,então é continua. -Sem oposição – Posse pacifica. -Possuir como seu Nem justo titulo e nem boa-fé são requisitos para a configuração dessa modalidade de boa-fé. Vamos começar pela posse. Ela tem que ser continua,ou seja,não deve haver interrupções para a contagem do tempo possessório,para que ela ocorre,o sujeito deve contar uma posse de 15 anos continuamente,não vale possuir por 5 anos,depois ficar mais 5 anos,sem e depois mais 5 anos. Deve alcançar 15 anos ininterruptos,só assim vai configurar essa modalidade de usucapião. O que pode interromper essa continuidade?Um caso de esbulho. Ex:Sujeito realiza esbulho esta quase completando 15 anos,e ele é esbulhado da fazenda,a posse deixa de ser ininterrupta. Para saber até que ponto o esbulho interrompe a posse,temos que saber aquisição e perda da posse,não induz a posse os atos de mera tolerância e permissão,e depois de cessada a clandestinidade e violência. O código procura desconsiderar eventos efêmeros,sem relevância temporal,quando alguém invade uma fazenda,o direito só considera que houve perda,e aquisição da posse da fazenda,quando cessada a violência e clandestinidade. Só quando uma nova situação se consolidar,é que poderemos verificar a ocorrência de aquisição da posse,enquanto há o conflito em curso,ninguém perdeu ou adquiriu posse,o direito espera acabar o conflito. Pessoa sofre invasão e ela entra com reintegração de posse como ato continuo,não houve interrupção,pois foi sem relevância temporal,é como se o litígio não terminasse ainda.Pro direito é como se nunca tivesse perdido a posse. Uma vez cessada a violência,a pessoa conseguiu se manter na posse,e ocorre a aquisição da titularidade da posse. Até quando alguém pode entrar com ação possessória?Até o prazo do usucapião,porque ai será um novo proprietário. Essa questão é fluída,subjetiva,alguém pode achar que o possuidor demorou para entrar com ação de reintegração,deixou aquela situação se consolidar em favor do esbulhador,então houve a perda da posse,e só depois retomou a posse com reintegração,é uma analise casuística. O juiz pode achar que foi rápido:”o conflito não tinha cessado ainda,faz parte do conflito.” Esse é o tipo de avaliação sutil mesmo. Artigo 1244Aplicam-se a usucapião,as causas de suspensão e interrupção do prazo prescricional da parte geral do código. Temos uma certa analogia,entre a usucapião e a prescrição da pretensões. Não é por menos que a usucapião é chamada por muitos autores como prescrição aquisitiva. As outras seriam extintivas,mas essa aqui também é extintiva,pois alguém adquire a propriedade e alguém perde. As ações possessórias não estão sujeitas a algum prazo,estão na verdade sujeitas a uma prescrição aquisitiva,ou seja,ate ocorrer o usucapião em favor de outro proprietário. Em relação ao esbulho praticado na ausência do esbulhado,se considera que houve perda da posse,ou quando o esbulhado retorna ao bem e é violentamente repelido ou quando ele fica resignado e nada faz,sabendo do esbulho. Ex:Alguem tem uma casa de campo,e é invadida a casa. Esse dispositivo alude as hipóteses em que o proprietário rapidamente sabe do esbulio e rapidamente visa repelir a invasão,se ela consegue expulsar as pessoas,não ocorreu perda e aquisição da posse. Do mesmo modo,se imediatamente entre com ação possessória para recuperar a posse do bem. Alem de ser continua,a posse deve ser pacifica,ou seja,sem oposição do verdadeiro proprietário. Tem que manter a posse por 15 anos,e sem oposição,agora quem pode se opor a contagem do usucapião?O proprietário e somente ele.Os vícios da posse são relativos,só podem ser invocados,por quem sofreu o esbulho. Só configura uma posse conturbada,quando é o próprio proprietário que se opõe a posse do esbulhador. Ex:Sujeito esta feliz que invadiu uma fazenda,esta esperando os 15 anos correrem,e a fazenda é da Isabela,completou 10 anos.Vinicius entra com ação de reivindicação querendo reaver o imóvel,e entra com ação de reivindicação,e a ação dele será julgada improcedente. Passam 5 anos,e o sujeito comemora,sendo proprietário do bem. Ai chega Isabela,e entra com ação de reivindicação,mas o sujeito alega que já usucapiu,mas Isabela diz que a posse não é pacifica,pois sofreu oposição de Vinicius. Mas isso não é correto,a oposição feita por quem não era o proprietário,não obsta o usucapião,e não é considerada como oposição. E se o proprietário notifica o possuidor?O prazo da usucapião é interrompido,como a interrupção do prazo de prescrição. Zera e depois volta a contar,se ela der mole e deixar passar mais 15 anos,vai usucapir,mas obviamente,se ela notifica vai entrar com ação possessória para tirar o sujeito de lá. Pratica forense Mostra um IPTU de 15 anos atrás,se presume que você continua no imóvel com posse desde então,salvo prova em contrário. Evicção Evicção é uma garantia contratual,quem sofre a reivindicatória,vai querer seu dinheiro de volta,por força da evicção vai correr atrás do dinheiro de quem vendeu o imóvel. O sujeito não vai entrar com evicção,vai entrar com reivindicatória,vai pedir a anulação dos registros,e ai você vai dizer,que ela é improcedente,porque nesse ínterim já se consumou a usucapião em favor do atual possuidor. Só se configura a posse com oposição,quando ela é alegada pelo proprietário esbulhado. 3º requisito Possuir como seu o imóvel. Esse requisito é mencionado pela doutrina,como o animus domini,ou seja,vontade da pessoa ser proprietária da coisa. Animus domini é próximo das construções de Savigny,masno direito brasileiro,prevalece a teoria de Jhering,então por que se fala de animus domini?Na verdade,o animus domini que é possuidor o imóvel como seu,tem que ser interpretado à la Jhering,não é da maneira como savigny defende é uma formulação objetivada do animus domini. Possuir a coisa como sua,deve ser averiguado na pratica,a partir de indícios objetivos. Ex:Ninguém coloca a pessoa no divã e pergunta como ele se sente como proprietário do divã,e sim por questões objetivas. Uma razão objetiva seria o locatário,ou seja,a existência de um contrato de locação impede que a pessoa possua a coisa como sua,se a pessoa é locatária,tem um contrato assinado com um proprietário,em que ela reconhece que o dono é o locador,isso resulta no reconhecimento que existe outra parte no contrato. Do mesmo modo nos outros contratos e no direito real de usufruto. Sempre que o possuidor se encontrar uma relação jurídica voluntaria com o proprietário,ele não poderá alegar que possui a coisa como sendo sua. Sempre tem impedimento objetivo para ter a coisa como sua. A partir do momento que o detentor se comporta de maneira incompatível com a subordinaçao,ele adquiriu a posse do imóvel,e o prazo começa a correr. Durante a execução do contrato de locação,não há fluência do prazo da usucapião,pois não possui a coisa como sendo sua. Mas a partir de determinado momento,começa a se comportar de maneira incompatível com o contrato de locação,impede o locador de visitar o bem,não reconhece o vinculo com o proprietário,se for verificada isso,passa a ser possuidor,e tem uma posse precária injusta,ocorreu a intersecção da posse. A partir do momento que passou a se comportar como possuidor independente deixa de ser detentor e passa a ser possuidor direto. Os 3 requisitos da posse são para as 3 modalidades de usucapião. Posse como sua tem uma controvérsia,sobre o cabimento de usucapião por um dos condôminos.É comum. Ex:Vários irmãos donos de uma casa,mas na pratica só um dos filhos usa a casa,e responde por todas as despesas,ele mora lá,paga as contas,depois de 15 anos,vira para os outros condôminos,e disse que usucapiu,que ele possuiu na pratica de maneira exclusiva.Ele procura alegar a aquisição da propriedade exclusiva por força da usucapião. Isso é possível?Do ponto de vista conceitual,isso é um absurdo. A idéia de condomínio já é contraria a pessoa possuir como seu,se a pessoa é condomina esta ligada aos condôminos,e divide direito de propriedade com outras. Por outro lado,faz sentido dizer que era condomínio,mas na pratica a pessoa se comportava como possuidor exclusivo,só se observava um único possuidor,uma posse exclusiva e porque não admitir que a pessoa usou como seu de maneira exclusiva. O que diz a jurisprudência?Não admite a usucapião de um condômino contra os demais. No entanto,o STJ,deu um jeito,porque essa orientação jurisprudencial pode se relevar extremamente iníqua,especialmente nos condomínios edilícios. Ex:Pessoa se apoderou de pedaço do corredor,passou a ter posse exclusiva,excluindo os demais condôminos do exercício,mas o fato é que ninguém reclamou,e essa situação irregular perdurou por 15,20 anos. Ai chega um condômino depois de 20 anos e pede para tirar,e a pessoa não aceita. A jurisprudência decidiu então que a alegação de usucapião não é possível de um condômino contra os outros,porém de acordo com a boa-fé objetiva,seria abusivo aos demais condôminos,exigir o desfazimento daquela situação consolidada. Algumas decisões,com base na boa-fé objetiva,disseram que não houve usucapião,então o pedaço do corredor continua sendo comum,mas seria abusivo diante de todo o prazo corrido,os condôminos exigirem o desfazimento dessa situação,então o condômino tem o direito de manter o corredor do jeito que esta. Nesse caso,o usucapião deve ser de 15 anos. É uma boa-fé objetiva não subjetiva,no sentido de que quem deixou passar 20 anos,deixou no outro a expectativa de que esta tudo bem,que pode continuar assim,seria abusivo entrar com uma ação para desfazer o status quo. O condomínio edilício é indivisível,mas no caso de uma casa,não resolve muito. Deixa a posse com um,mas quer a dissolução do condomínio,para o preço ser dividido em 3. A jurisprudência não admite que uma pessoa não tem um bem como seu numa situação de condomínio. Pessoa que mora num andar de cima,e outra no debaixo,pode alegar usucapião?Em tese não,os atos de tolerância não induzem a posse. Em 98% dos casos,a chance é de ser não,não deve não. Se ela ajudasse a pagar as contas,seria uma espécie de aluguel,ficaria análoga a situação do inquilino. 21ª aula Começou a gravar:19:22 Em relação a posse depende de animus domini,continuidade e sem oposição. Agore veremos as outras modalidades de usucapião,e outros requisitos que podem ser exigidos para as outras modalidades. A primeira outra modalidade,é o usucapião extraordinário com prazo reduzido. § único do artigo 1238 Essa sub-modalidade de usucapião extraordinário,difere da modalidade comum extraordinária,pela qualidade da posse exercida no imóvel. A posse independente de ser qualificada ou não,sempre leva a usucapião,desde que preenchidos os requisitos mencionados. Ele leva em consideração isso,ao reduzir o prazo de usucapião,se não é uma posse meritória,uma posse que preencha valores consagrados,tem o prazo de 15 anos de qualquer maneira,se ela é exercida no imóvel de modo a estabelecer a moradia habitual do possuidor daquele imóvel,obras ou serviços de caráter produtivo cai para 10 anos. O prazo de usucapião será reduzido de 15 a 10,sendo um favor legal a esse possuidor por conta da relevância da posse naquele imóvel.Se forem feitas construções produtivas,no mais os demais requisitos são mantidos nessa sub-modalidade. A pessoa que exerce usucapião,nessa modalidade,pode ter outros bens.Pode ser o Eike Batista,que vai poder usucapir. Em seguida,vamos ver as modalidades de usucapião ordinária Artigo 1242 Modalidade ordinária Exige para sua configuração 2 requisitos adicionais:o justo titulo e a boa-fé do possuidor que pretende usucapir o bem. Justo titulo Titulo hábil mas no caso concreto padece de algum vicio,ele tem aparência de regularidade,mas é irregular. O titulo nulo não tem aparência de regularidade,porque padece de um vício grave,que gera nulidade. Ex:Sujeito invadiu a fazenda matou 20 pessoas,ficou lá 15 anos,vai usucapir. Qualquer posse injusta pode levar a usucapião extraordinário. Na modalidade de usucapião ordinária,é uma modalidade voltada para o saneamento de irregularidades na transmissão de bens imóveis,porque ela pressupõe o justo titulo,e o que é um justo titulo da propriedade de um imóvel?Tradicionalmente,é a escritura de compra e venda registrada no cartório do registro de imóveis. Se pressupõe a existência de um justo titulo,vem a sanear uma eventual irregularidade. Ex:Alguém adquire um imóvel,e vem a descobrir posteriormente que a sua propriedade esta sendo questionada por um terceiro,que alega que ele comprou de alguém que não era o verdadeiro proprietário,ou seja,venda a non domino. A usucapião vai sanear no tempo essa irregularidade,a pessoa que adquiriu de boa-fé,ela se tornará para todos os efeitos proprietárias do bem imóvel por efeito do usucapião. Se o terceiro prejudicado,demorar mais de 10 anos para entrar com ação reinvicatoria,o atual proprietário pode se defender contestando as alegações do terceiro que pretende a anulação dos registro e depois ele vai dizer que aainda que ele tenha razão,o fato é que já ocorreram 10 anos da aquisição da propriedade,logo já sou hoje proprietário seja por força do registro ou por força da usucapião. Se o titulo for nulo,alguém comprou de um incapaz no registro de imóveis,não pode alegar usucapião ordinária,porque nesse caso não há justo titulo,e ainda que haja se houver a prova que o terceiro adquirente tinha ciência da irregularidade,se não haver boa-fé,nesse caso,não pode se valer da usucapião ordinária. § ÚNICO Sub-modalidade de usucapião ordinária,ou usucapião tabular. Pressupõe especificamente um justo titulo,que seja uma escriturade compra e venda onerosa,um titulo oneroso,uma permuta,uma compra e venda. Pode ser um contrato de integralização de ações,qualquer titulo de transmissão da propriedade que deve ser oneroso. O caput fala de justo titulo,já o parágrafo único fala em titulo oneroso,constante do registro de imóveis,e qualifica a posse,ou seja,não é qualquer posse que pode se aproveitar do § único,o possuidor deve ter estabelecido sua moradia ou interesses sociais e econômicos. O que são esses interesses serão interpretados no caso concreto pelo juiz. Modalidades especiais de usucapião Quase todas elas,tem acento na constituição da republica. Tem a usucapião especial rural,urbana individual,urbana coletiva e por ultimo,temos a usucapião por abandono de lar. Especial rural Artigo 1239 do CC e Artigo 191 da CF Modalidade de usucapião que procura prover valores da constituição,como acesso a moradia,e acesso dos trabalhadores rurais à terra,serve para regularizar as produções rurais,nas mãos dos trabalhadores rurais no interior do Brasil. Requisitos objetivos Tem que ser um imóvel em zona rural. Não pode ser superior a 50 hectares. É uma modalidade que procura promover o acesso à terra pelos que não tem recursos,visa corrigir as desigualdades,e facilitar o acesso a terra,por quem não tem meios de adquirir o terreno para cultivo. Por isso,a tutela de um latifúndio não é visada. Requisitos subjetivos O possuidor que pretende usucapir,não pode ser proprietário de outro imóvel rural ou urbano. Pois essa modalidade visa ao acesso a terra por quem não tem recursos,e é uma modalidade que não visa que alguém expanda seus domínios. Requisitos relativos a posse 2 qualidades Torne a terra produtiva pelo seu trabalho ou de sua família. Não basta simplesmente passar arame em torno da fazenda,tem que tornar produtivo por meio de seu trabalho e de sua família,não adianta contratar Mao de obra para explorar a terra. Outro requisito é tendo nela sua moradia.O possuidor que pretende usucapir tem de ter sua moradia estabelecida no imóvel. Quais requisitos que não estão no código?Justo titulo e boa-fé,essa modalidade vai se configurar independente de justo titulo e boa-fé. Aquele que se assentou no lugar não utilizado por ninguém,mesmo ele sabendo disso,terá direito a essa modalidade,só não pode dar azar de ter se assentado em imóvel publico. Usucapião urbana individual Artigo 1240 do CC Também esta prevista na constituição da republicano artigo 183 e no estatuto da cidade. Requisitos objetivos Imóvel situado em zona urbana Tem de ser um imóvel inferior a 250 m².Por que?A idéia é tutelar os moradores irregulares dos centros urbanos que não tem condições de acessar moradias,é tutelar as pessoas,prevendo a propriedade do local,é um instrumento especifico de regularização fundiária,para regularizar os núcleos de moradia nos centros urbanos. Não se quer que pessoas se tornem donas de palacetes,apenas pequenos imóveis. Há uma discussão jurisprudência e na doutrina,se a modalidade de usucapião,seria aplicada as modalidades autônomas de um edifício condomínio. A jurisprudência dominante no STJ tem admitido essa possibilidade,ou seja,não é só terreno,casas,apartamentos também,ou seja,unidades autônomas de condomínios edilícios. §2º A pessoa só pode alegar uma vez para adquirir o imóvel,na verdade,isso é para desencentivar,as pessoas a adquirirem de novo,e se tornarem descobridores de usucapião. §1ºAqui admite o que é normal,que essa usucapião pode ser exercida pelo homem ou pela mulher,se for um casal morando,a propriedade seria deferida ao casal,e não precisam ser casados para que isso ocorra,ainda que seja uma família,fato é que haverá aquisição na forma de um condomínio. Em relação a qualidade da posse,aqui se fala de usucapião moradia. Utilizando para sua moradia ou de sua família,tem que possuir por 5 anos para essa finalidade de moradia. Se abriu uma birosca,e não mora,não pode,a menos que abra birosca e more com sua família. Artigo 10 do estatuto da cidade Áreas urbanas com mais de 250 metros quadrados,ocupada por população de baixa renda por 5 anos,initerruptamente e sem oposição. Onde não for possível identificar o terreno ocupado por cada possuidor. Pessoas de baixa renda que moram nesse imóvel acima de 250 m² vão usucapir coletivamente,haverá a formação de um condomínio por todos os moradores dessa área. Por que o legislador criou isso?Porque se fossemos regularizar as moradias,apenas com base na usucapião individual,esse processo de regularização nunca chegaria a termo,porque para usucapir,é necessário identificar o terreno que a pessoa quer usucapir. Se não é possível identificar cada um no terreno,esse processo de usucapião,encontraria uma dificuldade prática de difícil superação. Entao se fez uma modalidade coletiva,para não ser mais necessário identificar o terreno de cada um dos moradores,e sim o terreno como um todo,ocupado por toda a coletividade,o que supera a dificuldade de demarcação de cada terreno individual. É uma idéia inteligente,mas tem outros problemas que a tornam de uma utilidade virtual no ordenamento brasileiro. Nenhum processo de usucapião coletiva,chegou ao fim. Primeiro fala de pessoas de baixa renda,pressupõe homogeneidade da renda de todas as pessoas,imagina que tenha 80 % de baixa renda e 20% com uma que tem alta renda.Como ficam os moradores?Se tornam locatários do de baixa renda,em que tem heterogeneidade de renda entre os moradores. Serão removidas?Como se resolve isso? O que é baixa renda?Se pega um critério objetivo como o do IBGE. O dispositivo a exemplo das duas primeiras modalidades,fala que só é possível em favor de quem não seja proprietário de outro imóvel,e se tiver alguém que seja?Outra dificuldade. Outro ponto difícil Você tem uma certa dinâmica naqueles moradores,quem mora hoje,não serão os mesmos de daqui 3 anos,5 anos,quem se coloca no pólo ativo?Em favor de quem será formado o condomínio?Usucapião seria em favor da pessoa que entrou.Tem dificuldade de regularização individual. Na prática é uma modalidade complicada. Outra dificuldade,é que fala de posse ininterrupta e sem oposição. Pode ter alguns moradores,que tiveram sua posse questionada e outros não,fará um condomínio de buracos?Como se resolve esses problemas práticos? E tivemos uma outra modalidade,lei 12.424/2011 O cônjuge que abandona o lar,ele pode sofrer usucapião. Se o cônjuge ou companheiro abandona o lar,o que permaneceu no lar,pode usucapir o imóvel objeto do lar após 2 anos de posse ininterrupta e sem oposição,e adquire o domínio exclusivo,desde que use para sua moradia e que não seja proprietário de outro imóvel. Dificuldade práticaO que é alguém abandonar o lar?Se você briga e fala que vai morar em outro apartamento,esta abandonando ou sendo legal com a pessoa?Como se configura o abandono,se é o ato de renúncia da propriedade? O que esta na cabeça do legislador é o caso do cara que vai embora,e não quer saber da família. Um modo seria a prova de que o sujeito não arcou com nenhuma das contas,durante 2 anos. A oposição é simplesmente feita com divorcio e partilha. Mas torna subjetivo ,algo que era para ser objetivo. Usucapião de condomínios Vai adquirir a propriedade exclusiva que pertencia aos dois,vai reconhecer o usucapião entre os condôminos,algo que não é bem aceito pelos tribunais,pela dificuldade de se comprovar a posse exclusiva com animus domini. O legislador não quer saber e então fala que vai usucapir a propriedade exclusiva contra o próprio condômino. É muito novo,não se sabe como isso vai se refletir,mas é uma novidade. Esse dispositivo trata da hipótese em eu o imóvel era dos dois,e após dois anos,a pessoa que permaneceu no lar,adquiriu a posse. Se o cara era o único dono,e vai embora,não aparece mais,ai é usucapião clássico,aquele que ficou,vai adquirir por meio de usucapião,no mínimo em 5. Se é comunhão universal,o imóvel é dos dois,ai vai ser esse caso,independente da partilha. Acessão de posses Possibilidade de quem vai alegar usucapião de acrescer o tempo de posse dos antecessores na posse do bem imóvel.Eu adquiri um imóvel,estou a 3 anos no imóvel,mais somando com o tempo do antigo dono que ficou 10 anos,eu chego a 13. Pode unir as posses,contanto que todas elas satisfaçam os requisitos necessários para configuração do usucapião. Se esta falando de usucapião extraordinário,tem que verificar se a posse do antigo proprietário tem que ser continua,sem oposição e animus domini,para juntar os tempos de posse. Normalmente as pessoas só chegam a esse prazo,juntando com os antecessores. Se for uma modalidade ordinária,que pressupõe justo titulo e boa-fé,só tem a possibilidade de acrescer,se a posse do antecessor,tiver justo titulo e boa-fé. Ex:2 compras e vendas,e o atual proprietário sofre ação de reivindicação,estava a 3 anos no imóvel,poderia para fins de usucapião,ele poderia acrescer a sua posse,a posse do seu antecessor?Ele queria juntar para chegar na usucapião ordinaria do § único do 1242. Justo titulo,compra onerosa com base em registro que é de 5 anos. Só tinha 3 anos,e queria juntar com 2 do anterior que também comprou em registro. Há justo titulo ?Não,pois foi feita por falta de consentimento,então não pode juntar os dois prazos. Mas ele pode fazer o seguinte raciocionio,para usucapião não posso juntar,mas se ao invés dessa modalidade eu mirar em outra modalidade,posso?Só é necessária que a posse anterior seja ininterrupta e pacifica,poderia juntar,pois a posse anterior era pacifica e ininterrupta. O anterior ficou 8 anos,poderia juntar os 3 e formar 11 anos,e usar o § único do 1238,na qual ele estabeleceu a sua moradia habitual,chegou a 10 anos. O artigo 1243 deve ser lido conjuntamente com o artigo 1207. Esse dispositivo cria uma diferenciação conforme seja um sucessor universal ou a titulo singular. Universal Herdeiro,isso é uma sucessão universal,recebe algo expresso na fração de patrimônio. E o que é um sucessor a titulo singular?É o legatário,ou aquele que recebe por ato inter vivos,uma compra e venda,transmissão da posse por força de um titulo inter vivos. Independente da vontade do atual possuidor,ele é continuador da posse do antecessor,então,necessariamente deve unir os tempos de posse. Ex:Abertura da sucessão,e correm 6 anos. Compra e venda do pai foi 8 anos antes. Como é sucessor universal,ocorre a contagem inteira,porque ela continua de direito a posse do antecessor. Se for de boa-fé,continua de boa-fé a posse,se for injusta,continua injusta a posse. Continua de direito,exatamente com as mesmas qualidades.Porque isso é herança,no instante que a pessoa falece,transfere seus bens.Ela se opera por força de lei,o herdeiro adquire a propriedade por força do falecimento. Sucessor a titulo singular Faculdade de unir a sua posse O que é mais interessante?Contar somente meu tempo de posse,ou unir no tempo anterior?O sucessor a titulo singular,tem uma situaçao privilegiada em relação ao a titulo universal,ele pode optar,não vou contar o prazo anterior,vou escolher o melhor Se for uma posse de má-fé,eu posso escolher se conta ou não,dessa forma,o prazo seria menor,se for de boa-fé. O pode do 1243 só vale pro sucessor singular,pro universal deveria estar escrito deve. A usucapião ocorre no momento da reunião de todos os requisitos,naquele instante independnete de qualquer reconhecimento judicial,já ocorreu usucapião. 22ª aula Começou a gravar:19:21 Efeitos do usucapião O usucapião produz seus efeitos,ou seja,a aquisição da propriedade imóvel,a partir do momento em que todos os elementos das modalidades de usucapião estão reunidos,a partir do momento em que alguém possuir de maneira ininterrupta e sem oposição,sem ser dono de nenhum outro imóvel,maior que 250 m²,a partir do instante que se completar com os requisitos,ele produz seu efeito,ou seja,a aquisição da propriedade pelo usucapiente. A partir desse momento,o possuidor é proprietário do bem,isso significa que caso ele seja réu numa ação de reivindicação,movida pelo proprietário que se crê dono da coisa,ele pode alegar como exceção a reivindicação de usucapião,serve como matéria de defesa em favor do possuidor em ação de reivindicação. Se o possuidor proprietário por força da usucapião,pretender alienar seu direito de propriedade,como ele pode fazer?Numa transmissão inter vivos,é preciso o registro do titulo aquisitivo no registro de imóveis,e de acordo com o principio da continuidade dos registros públicos,ele não consta como vendedor,então não poderia realizar a venda. Daí que existe o interesse do possuidor,de obter pela via judicial,o reconhecimento da ocorrência do usucapião,então existe uma ação judicial de usucapião. Procedimento especial regulado pelo CPC. O mais importante é que a sentença,proferida nesse processo,tem uma natureza declaratória. O juiz vai reconhecer que em determinado momento,o possuidor preencheu todos os requisitos de determinada modalidade de usucapião,se tornando proprietário de modalidade de bem imóvel. O autor da ação,deve ser possuidor atual do bem ou já pode ter perdido o bem por alguma força ou etc?A doutrina e os tribunais admitem que ele não seja o atual possuidor,ele pode alegar que no passado,ele permaneceu na posse do imóvel por tempo suficiente para adquirir a propriedade por força de alguma modalidade de usucapião. Mas e se tiver outra pessoa no bem?Ela vai ter que sair de lá. A ação de usucapião,pode demorar muito tempo,uns 20 anos. Pode demorar quase 50 anos o mesmo processo. Na ação de usucapião,como é declaratória,não tem antecipação de tutela possível,pois não tem como antecipar os efeitos de um juízo cognitivo. Outro ponto importante é a possibilidade de renuncia ao usucapião. Pessoa ficou 10 anos,e abre mão da propriedade por força do usucapião.Direito renunciável como qualquer outro direito patrimonial Uma coisa é a usucapião alegada como matéria de defesa em uma reivindicatória,a sentença que considera improcedente a ação reivindicatória por conta do usucapião não serve de titulo para a declaração da ocorrência da usucapião,ou seja,a pessoa que alega em defesa a ocorrência do usucapião,vai ganhar a ação reivindicatória,ou seja,será julgado improcedente,e caso ela queira que seu nome conte no registro de imóveis,terá que entrar com ação de usucapião,e ai sim,a sentença dessa ação pode ser utilizada para o registro de imóvel. Artigo 1241 Quando é uma ação reivindicatória só tem interesse das duas partes,a cognição é restrita,em relação a usucapião,e não faz coisa julgada sobre isso,somente no curso de ação de usucapião. Por que a sentença que julga improcedente a ação reivindicatória,já não serviria como titulo declaratório pro usucapião e como titulo para registro de imóveis? Porque a ação reivindicatória não faz coisa julgada sobre a ocorrência usucapião,e sim sobre a improcedência da ação reivindicatória. Ex:Proprietário entre com a açao contra mim para reaver a fazenda,posso obstar alegando a ocorrência de usucapião. Usucapião de bens moveis A teoria de usucapião de bens imóveis se aplica aos bens moveis,é o mesmo instituto,mesmos requisitos,tudo que vimos sobre imóveis,se applica aqui. Artigo 1262 Aplicam-se 1243 e 1244,que é união de posses,logo tudo vai se aplicar aqui. A questão é mais simples,e rara sua alegação. Artigo 1260 Usucapião ordinária de bens móveis. Artigo 1261Usucapião extraordinária de bens moveis. O conceito é mesmo,a ordinária é a modalidade de usucapião que requer justo titulo e boa-fé. A extraordinária,se verifica independente de justo titulo e boa-fé por parte do possuidor interessado. Como é bem móvel,o prazo é de 3 anos. Extraordinária é de 5 anos. Os prazos de usucapião de bens moveis,são mais reduzidos em relação aos bens imóveis,por conta da insegurança que é gerada pelo fato de as pessoas pretenderem reivindicar bens moveis,em relação aos imóveis,isso não gera tanta insegurança pois existe registro publico,e o proprietário que vai entrar com ação reivindicatória para recuperar o bem. Em relação aos bens moveis,a publicidade se dá por meio da posse,se entende que o proprietário é o que ostenta o exercício do direito de propriedade sobre o bem,seria ruimque alguém tivesse a possibilidade de 5,10,15 anos,ainda poder entrar com reivindicatória para recuperar o bem imóvel. Se você sofreu esbulho,só tem 3 anos,5 anos,para recuperar seu bem. 3 anos,acabou,não tem mais o que discutir,você é dono do usucapião. Direitos Reais Limitados Demais direitos,além do direito de propriedade. O direito de propriedade é o único que pode ser pleno,os demais são sobre coisa alheia. Ex:Servidão,o objeto do meu direito real de servidão,não me pertence. Ex²:Usufruto,proprietário desse imóvel é outra pessoa. E são chamados de direitos reais limitados,que comportam uma parte dos poderes que formam o senhorio,todos os demais direitos reais são limitados.Só comportam algumas das faculdades dominiais. Existem os direitos reais de fruição,aquisição e os direitos reais de garantia. Fruição Sobre coisa alheia,que tem por finalidade permitir que uma pessoa que não seja proprietário,possa usar ou gozar o bem,posso tirar proveito econômico,como se fosse proprietário,embora não seja dono da coisa. Aquisição Visam assegurar por meio de um direito com eficácia absoluta,o direito de alguém adquirir um bem. No direito brasileiro,só existe um exemplo pacifico que é o do promitente comprador,que passa a ser titular de um direito real. Garantia Peculiares,porque são acessórios de uma relação de crédito. Tem por finalidade,assegurar o pagamento de um crédito,a hipoteca,penhor e anticrese. Servidão Primeiro direito real de fruição. Ex:Tem um terreno,mora numa fazenda,e na fazenda ao lado,tem um lago,e você tem interesse em usar a água do seu vizinho para a sua lavoura,ai você o procura querendo um acordo,para usar de maneira constante a água para fins agrícolas,ai você pensa:”posso fazer um contrato com ele,por meio do qual,eu pago uma certa soma,e em contrapartida,terei direito nos próximos 90 anos,a retirar água do terreno vizinho,vou captar água do lado do meu vizinho” Riscos jurídicos apresentados por essa solução Meras obrigações que tem eficácia relativa,o primeiro incoveniente,é que o vizinho pode vender a fazenda dele,e tem um novo proprietário,que pode não querer esse duto captando a agua. Mas vai falar para o proprietário,que tem um contrato assinado,mas não foi assinado por ele,não esta vinculado a esse contrato,e não tem interesse em prosseguir na execução do contrato,e não vai tolerar a captação de agua. Não seria oponível a terceiros adquirentes do imóvel vizinho O segundo é a questão temporal,depois de 30 anos,o contrato se exintigue,e pode ter interesse em ter um prazo mais longo,e fazer um prazo indeterminado,pode ser denunciado por qualquer uma das partes a qualquer tempo,desde que respeitado um prazo mínimo. Seria então precário,pois a permanência no tempo não seria segura,não teria a desejar perenidade. O ordenamento prevê o direito real de servidão,que é sobre coisa alheia,que consiste na possibilidade que tem um prédio,de tirar de outro prédio,que lhe é vizinho,uma utilidade qualquer.Prédio no sentido de imóvel. Em termos conceituais,a servidão cria uma restrição no uso de determinado prédio,que vamos chamar de prédio serviente,ampliando o uso do prédio vizinho,que vamos chamar de prédio dominante. Gera um ônus para um dos prédios e um bônus para um prédio vizinho. Servidão de aqueduto Vizinho capte e transporte agua de imóvel vizinho,isso cria uma restrição no uso do prédio serviente,que vai ter que tolerar a existência do duto,que um terceiro tire proveito de uma utilidade de seu imóvel,e por outro lado,gera um bônus,uma vantagem adicional pro prédio dominante,porque o dominante passa a ter acesso a agua,logo cria uam vantagem. A principal característica da servidão é a sua aderência aos prédios,ou seja,uma vez instituída,a servidão deve ser respeitada pelo dono do prédio serviente seja ele quem for,se vincula de tal maneira ao imóvel,que gera uma obrigação,um dever para seja lá quem for,dono ou possuidor do imóvel. O adquirente tem que respeitar a servidão existente,poir adere ao imóvel,a servidão,seja quem for o proprietário tem que respeitar a servidão. Se o dono do prédio serviente arrenda a fazenda,o arrendatário tem que respeitar a servidão instituída.É um direito real que gera um dever,para qualquer possuidor ou proprietário. Gera um bônus para qualquer proprietário ou possuidor do prédio dominante,se o sujeito aliena a sua fazenda,o novo adquirente,pode se servir da servidão da mesma maneira que o seu antecessor,é transferida como parte integrante do imóvel. Se ele arrendar o prédio dominante,o arrendatário tem direito de se servir da servidão. Aqui não temos uma orbigaçao propter-rem,temos um ônus real que é um dever negativo,ou seja de tolerância e abstenção. A obrigação propter-rem sempre tem um dever positivo. Qual a utilidade das servidões?Direito muito antigo,que pouco evoluiu ao longo do tempo. Ele simplemsente é um mecanismo de transferência de utilidade de um imóvel vizinho para outro,excelente mecanismo para que seja usufruído as características de um imóvel pelo vizino,por força da natureza real,esse direito tem uma perenidade muito grande,pode durar de maneira perpetua.Não tem prazo de duração,e tem uma estabilidade fabulosa,porque é oponível a qualquer proprietário. Ela sempre vai vincular os donos,dos possuidores dos imóveis envolvidos. Qual utilidade pode ser transferida por meio de servidão?Que tipo de utilidade?No direito romano,havia uma lista taxativa de servidões,tinha servidão de dutos,de transito,e mais algumas servidões que diziam respeito a utilidade comuns dos terrenos,como extrair cal do terreno vizinho,cortar madeira,despejar esgoto,jogar goteira e mais algumas coisas. Hoje,o direito adota a atipicidade do direito da servidão,ou seja,qualquer utilidade pode ser objeto de servidão. Não podemos querer esgotar as servidões. Embora seja típica a servidão,o fato é que as servidões hoje em dia,são as mesmas comuns no direito romano. Uma primeira servidão,seria a de trânsito,que se desdobra em várias espécies:pode ser a possibilidade de transitar a pé pelo terreno vizinho,ou atravessar com um veículo,e tem outra modalidade que é a possibilidade de transitar com gado no terreno vizinho. Temos que olhar a escritura e ver o objeto da servidão. Uma muito comum,é a non aedificandi,ou seja,servidão por meio do qual,ele se compromete a não construir nada dentro de seu terreno. O normal para servidão é escritura publica,registrada no registro de imóveis. Pode ter variação da non edificandi,como não construir nada acima de 5 metros de altura,nada que vede a iluminação. Vamos ver quais sãs principais características das servidões. 1ºPredialidade2 coisas1ºSó há servidão em relação a imóveis,o que exclui servidão de bens móveis.SÓ há servidão entre 2 imóveis. 2ºAderencia das servidões aos imóveis A servidão vincula 2 imóveis independente da identidade de seus proprietários ou possuidores. Não existe relação jurídica entre coisas.A relação jurídica é sempre entre pessoas,o sujeito ativo é o dono ou possuidor que esta lá,usando a servidão,qualquer relação jurídica é entre pessoas,tal é a aderência que se acaba falando que a servidão é de um prédio para outro. O vinculo criado pela servidão adere aos imóveis e produz efeitos independente da identidade dos proprietários. PredialidadeRepercussão prática importante,na constituição da servidão é fundamental que a escritura identifique os dois imóveis,o serviente e o dominante,se isso não for feito,não haverá direito real de servidão,haverá um contrato com efeitos obrigacionais. Ex:Se eu não faço menção ao imóvel dominante,fica parecendo direito pessoal,para ter servidão é preciso mostrar que esse vinculo esta sendo criado em beneficio de um imóvel,em detrimento de outro. Se na escritura você apenas qualifica seu nome,e não o imóvel dominante,fica parecendo um direito pessoal. Entendendo assim,o futuro adquirente pode não se apropriar do direito constituído. Vizinhança Só pode ser instituída servidão entre 2 prédios vizinhos.Não significa necessariamente divisória,significa proximidade geográfica,embora nãotenham conseguidade,estão na mesma região geográfica,próximos,que justifique um imóvel de ter acesso a utilidade de outro. Utilidade Tem que ter utilidade,sem utilidade,não faz sentido. Se o objeto é transferir algo de um bem pro outro,tem que ser útil. EX:Servidão de extração de madeira,o dia que acabar madeira no vizinho,acaba a servidão,pois acabou a utilidade. Deve observar 2 qualificações Utilidade presente e durável. Não significa utilidade perpétua,madeira um dia vai acabar,mas vai durar um tempo,então é durável. É possível fazer uma servidão sob condição,mas se tem condição,os efeitos da escritura,estão obstados,pelos efeitos dessa condição,só haverá direito real instituído,quando a condição se verificar.Mas de qualquer jeito,só existirá quando for presente. Ônus Negativo O ônus gerado é sempre negativo,ou seja,sempre um dever de não fazer. 2 espécies:abstenção e tolerância. AbstençãoDeixar de fazer,praticar um ato,que normalmente lhe seria lícito praticar.Algo que poderia fazer e decidi não fazer. Algumas servidões geram esse dever,como por exemplo,a non edificante,o prédio serviente admite um dever de abstenção,esta se abstendo de construir. Tolerância Prédio serviente deve tolerar,que é permitir que um terceiro pratique um ato que normalmente seria ilícito. Ex:Servidão de transito.Vizinho todo dia atravessa o terreno,se não fosse essa servidão,afastaria ele,estou tolerando que ele invada meu terreno,que ele passe. Temos uma classificação dentro dessas 2,as positivas e negativas. Quando for o dever de tolerância,diz-se que é uma servidão positiva. Quando a servidão gera um dever de abstenção,diz-se que é uma servidão negativa. Somente uma posivita é apta a configurar um exercício possessório. Diversidade de donos Só há servidão,quando os prédios servientes e dominantes pertencem a donos diversos. Diferença entre servidão e direito de vizinhança?Dentre os instrumentos de composição do conflito possessório,há restrições estabelecidas em lei,e outras estabelecidas em conveções. Agora estamos estudando as restrições instituidas por contratos e convenções,celebrados por vizinhos interessados. Os direitos de vizinhança tem como fonte a lei Diferença de fundamento Por que o direito de vizinhança é instituído por lei?Pois procurar tutelar uma necessidade do prédio interessante,por isso que existe o direito de passagem,direito assegurado legalmente de acesso à via publica. Por que isso não fica a cargo dos vizinhos interessados?Porque é vital(ouvir 20:42ver se esta certo e completar) Direito das águas Regras de restrição que são intervenções legais que procuram tutelar necessidades,aspectos vitais da vida em comum. O nosso ordenamento reservou para a autonomia priovada,os acertos voltados para comodidades e conveniências. Se me interessa ter um acesso À via publica,a lei não vai me tutelar,vou ter que fechar acordo com meu vizinho e instituir uma servidão de passagem.Procura proporcionar uma comodidade. Mas a lei vai me tutelar,se eu não tenho acesso a via publica,tenho esse direito independente da vontade dele,não é comodidade,e sim necessidade.Visa sempre tutelar as necessidades mais vitais de um prédio. Algumas regras previstas em lei,podem ser relativizadas através de convenções,posso fazer servidão para que se tolere.Alguns direitos de vizinhança podem ser afastados por lei.Vai ter que ver o interesse tutelado para ver se é indisponível ou não. 23ª aula Começou a gravar:19:12 Regras de constituição das servidões As servidões podem ser constituídas de 2 modos:por meio de registro e por usucapião. Constituiçao por registro Assim como a constituição por registro,ela é um modo de constituição associado a constituição por negocio juridico,quando há um negocio constitutivo de uma servidão,esse negocio deve ser levadio a registro para a servidão ser constituída. Assim como vimos que a transmissão do direito de propriedade,depende de titulo e modo. Para a constituição do registro,tem que ter titulo e modo. Quais são os negócios jurídicos que são aptos a constituir uma servidão? O bilateral e o unilateral. Pode ser um negocio inter vivos,assim como pode ser testamento,um negocio mortis causa,os dois modos são admitidos. A esse respeito vamos ao artigo 1378 do cc. Quando é um negocio juridico,a constituição só se opera com o registro,e pode ser um negocio juridico bilateral,como um testamento que é um negocio juridico unilateral. Se for um negocio bilateral,deve-se observar a forma prescrita pro artigo 108 do CC. Pode ser constituído por meio de testamento,alguém pode deixar em testamento,deixar um legado,a constituição de um aqueduto,ou transito para deixar acesso a via do outro lado,isso é uma coisa factível,é uma coisa comum mas possível. Uma servidão pode surgir em caso de partilha,no testamento vai desmembrar o imóvel em 2 e dar cada pedaço a um dos filhos,e nessa divisão do imóvel em 2,pode observar que um dos filhos seria prejudicado,porque existe um lago e um dos dois ficaria com o lago,e o outro não. O que ele pode fazer é ao mesmo tempo que prevê a partilha,pode prever a constituição de um servidão,dizendo que o filho terá direito real de servidão sobre o lago do lado que pertence ao outro filho. É possível a constituição por usucapião também. Servidão pressupõe um titulo registrado no cartório de imóveis,mas podemos imaginar uma situaçao em que alguém passe a exercer uma servidão na prática de fato,exerce uma servidão sobre o terreno vizinho sem que haja titulo constitutivo de servidão,sem que haja um titulo valido e incontestável. Ex:Alguem ao longo de 10,15 anos,atravessa o terreno do vizinho com seu carro,e esse habito se tornou tão aceito,que há uma estrada pelo terreno vizinho,há sinais exteriores que tornam visível que há o exercício de uma utilidade do vizinho sobre o terreno do outro. Nesses casos,há a posse de uma servidão,não há o direito de uma servidão,o direito pressupõe esse titulo,porém a posse,ou seja,exteriorização do exercício de um poder sobre aquele terreno vizinho que corresponde ao exercício de uma servidão,por isso falamos de posse de servidão. A posse da servidão de maneira ininterrupta,sem oposição,com animus domini,pelo prazo estabelecido em lei,induz a aqusiiaço da servidão por força da usucapião. Podemos ver a analogia da aquisição da propriedade por força de registro,e a aquisição por usucapião. Tudo que falamos sobre usucapião,aplica-se igualmente para a usucapião de servidão. Tudo é aplicado a usucapião de servidão com algumas nuances. O animus domino deve ser interpretado como a posse da servidão,como se ela fosse sua. Uma das nuances,é que se alguém assina um contrato de arrendamento,atípico,que lhe permita instalar um duto no terreno vizinho,nessa situaçao a pessoa que tem direito sobre o terreno vizinho,não tem uma posse ad usucapione,não permite a produção do usucapião,porque estaria desqualificado pelo critério do animus domini,a pessoa que exerce poder sobre o vizinho,por força de uma relação contratual com esse vizinho,não esta exercendo a posse como titular da servidão,e sim por força da relação contratual,o que gera um impedimento para ela ser titular de um direito real de servidão. Ex:Locatario não pode usucapir. Porque não exerce a posse sobre a utilidade terreno,como se fosse titular de uma servidão. A analogia fica bem clara. Qual o prazo do usucapião de servidão?Temos 2 modalidades:ordinária e extraordinária. Artigo 1379 No caput desse artigo 1379,temos a modalidade ordinária de usucapião de servidão,o que é o artigo 1242?É o que já estudamos quando vimos usucapião de bens imóveis,que pressupõe a presença de justo titulo e boa-fé por parte do possuidor. É muito raro alguém alegar usucapião ordinária d eusucapião,que seria o caso que alguém tem um justo titulo de servidão,ou seja,um titulo registrado de servidão,logo ineficaz,e só por força de usucapião,ele tem o direito real de servidão. No caso que alguemr ecebeu uma servidão,mas teve algum vicio. Ex:Proprietario que não era proprietário,que passou a servidão em diante. ExtraordinariaPrescindede justo titulo e boa-fé do possuidor. 20 anos § único do 1379. Hoje os prazos de usucapião de propriedade são curtos,no antigo código civil tinham prazos de ate 30 anos,hoje,podendo chegar a 2 anos. Esse movimento não alcançou a usucapião de servidão. Usucapião ordinária 10 anos,e extraordinária 20 anos. É comum usucapião extraordinária de servidão. Passa a exercer o animus domini,sem titulo,passados 20 anos,esse possuidor de servidão,passará a ter o direito de continuar exercendo esse poder sob o terreno vizinho para todo o sempre,passa a ter o direito real de servidão,e passará a ser uma característica essa vantagem sobre o terreno serviente vizinho. A usucapião de servidão,ela se produz,a partir do momento em que se configura a usucapião,que se reúnem todos os requisitos,a sentença que reconhece isso,tem natureza declaratória. Embora a usucapião opere seus efeitos de pleno direito,o possuidor interessado tem todo interesse de obter uma sentença declarando a ocorrência do usucapião,com essa sentença vale como título,e ele pode levar ela ao registro,e a partir dela,tem uma segurança absoluta de que tem direito real de servidão,e se for vender o terreno dominante,vai poder mostrar para o adquirente de que tem uma servidão,e permite que ela seja valorizada. Uma coisa é falar,outra é mostrar no registro de imóveis,dizendo que sentença reconhece o usucapião,e já levou a registro. Ainda que não haja essa sentença,a usucapião pode ser alegada em defesa pelo possuidor que pratica os atos de maneira continua. O dono do prédio dominante,pode alegar que tem direito de continuar exercendo o dever,porque adquiriu a servidão por força do usucapião,para continuar exercendo o poder sob o terreno vizinho. Quais servidões podem ser objeto de usucapião?Nem toda pode ser adquirida por meio de usucapião. Vimos uma coisa na ultima aula que explica isso. As servidões podem gerar 2 tipos de dever:abstenção e tolerância. AbstençaoServidao negativa Ex:Servidao não edificante,ninguém pode construir no terreno do vizinho,há exercício possessório nesse caso?O dono do prédio dominante pode alegar que esta possiuindo a servidão edifciante,há exteriorização do exercício de um poder sobre o prédio vizinho? O dever de abstenção,ele não se manifesta de maneira ostensiva. Quando alguém se abstem de fazer algo,isso não se traduz por atos externos,quando alguém deixa de construir algo em seu terreno,não se consegue deixar de enxergar o exercício pelo vizinho. Algumas servidões são aparentes e outras são não aparentes. O artigo 1379 fala expressamente,que o usucapião se refere as servidões aparentes.De um lado,temos as servidões aparentes e do outro as não-aparentes. As servidões aparentes,são aquelas cuja existência é relevada por sinais exteriores permanentes.Já a servidão não-aparente é aquela cuja servidão não é relevada por nenhum sinal visível. Toda servidão negativa é não aparente,que implica em dever de abstenção,porque a existência dessa servidão,não tem manifestações exteriores. A servidão que pode ser usucapida,é a servidão que pode ser manifestada por atos inequivicos,contínuos,externos,de que tem alguém tirando vantagem do terreno vizinho,tem que ter posse,ou seja,exercício manifesto de poder sobre o bem. Servidao negativa é não aparente As positivas que geram dever de tolerância,será que são todas aparentes?É preciso ver se essa servidão é aparente ainda. Ex:Aqueduto,se você tem um duto ao ar livre que qualquer um pode ver,atravessando terreno do lago ate o vizinho,é uma servidão aparente,tem uma obra que revela a existência da servidão,então é um exercício de um poder sobre aquele terreno visível. Ex²:Duto passe por dentro da parede,o fato é que a obra não é visível,ninguém pode observar que alguém esta exercendo poder sobre o terreno vizinho,nesse caso é uma servidão não aparente. O que importa é se o proprietário tinha condições de saber se a coisa existe,tem que pensar objetivamente no homem médio,pessoa de nível médio conseguiria perceber?Então é aparente ou não. Se for uma obra clandestina,não tem possibilidade de usucapião. Para ocorrer usucapião com base em acordo,é necessário uma prova inequívoca,a servidão é sempre uma espécie de concessão. É preciso ver se a posivita é aparente,é preciso verificar sempre isso. Se for aparente pode induzir usucapião,se não for não induz em usucapião. Normalmente o que o juiz verifica é a situaçao objetiva,ele não vai perguntar pro proprietário se ele sabia ou não,normalmente fala de contestação,ele vai ver se era possível saber que existia,se ela não tinha sinais exteriores,ele vai dizer que não era possível ter usucapião. Há posse não quando o proprietário sabe que esta exercendo poder,é uma situaçao que deve-se avaliar se foi possível perceber (ouvir 19:59ver se esta certo) Servidoes continuas e descontinuas Continua Exercicio ocorre independentemente de um ato humano. Descontinua Exercicio se dá apenas por força da prática de um ato humano. Ex:Servidão de aqueduto,coloca uma bomba para captar água,ele ta exercendo aquela servidão,a água esta passando de um lado pro outro,independente dele.Ela não depende da intervenção humana. Ex²:Servidao de transito,só há exercício dela quando a pessoa esta transitando no terreno do vizinho,ocorre somente por força da pratica de um ato humano no prédio dominante. Só tem exercício quando ocorre o ato humano Orlando Gomes Dizia que só a servidão continua e aparente poderia ser usucapida. Se só a posse continua e incontestada poderia levar a usucapião,se na servidão descontinua só há exercício quando há ato humano,logo descontinuo,então não há usucapião,se o exercício for descontinuo. O erro desse raciocínio,é que quando estudamos posse,ela não é simplesmente o uso do bem,e sim a possibilidade de usar o bem,ter o bem sob seu controle,ter o bem disponível para aproveitamento. Numa servidão descontinua,observamos a posse dessa servidão descontinua,a posse que tem um caminho aberto no terreno vizinho,esta a disposição dele,ele tem a possibilidade de exercer a servidão,então a posse é continua. Se fosse de outro modo,a pessoa que tem casa de campo,e só vai fim de semana,só a possui fim de semana,ele esta continuamente tendo o bem a sua disposição,a mesma idéia se aplica a servidão. Confunde o caráter descontinuo do exercício,com o caráter continuo da posse. Hoje prevalece o entendimento nos tribunais,de que o exercício continuo ou descontinuo desde que aparente leva ao usucapião. Ex:Pessoa atravessa o terreno vizinho no meio do mato,ainda que o proprietário soubesse,seria uma servidão de transito.Não é aparente,para ser aparente precisa de obras e sinais exteriores aparentes. Pode ter vários sinais exteriores de que tem alguém exercendo poder naquele local. Quando estudamos usucapião de servidão,em que estudamos aberturas de vãos e janelas. Artigo 1301 Distancia mínima para evitar devassidão. Artigo 1302Depois de ano e dia não pode exigir que o vizinho desfaça a janela e vão. O que é essa preclusão no direito de exigir o desfazimento?Significa que o seu vizinho adquiriu o direito de ter uma construção que seria irregular,significa que você esta tolerando e terá de tolerar para todo sempre,que essa janela permaneça ali.Tem usucapião de servidão. Mas o prazo é de ano e dia,ou seja,menor prazo de usucapião existente. Passa a ser uma qualidade inerente ao imóvel,não importa quem vá morar depois. § único do 1302Tese doutrinaria de que como parágrafo único fala de vãos e aberturas para luz,não estão incluídas as janelas. Se for uma janela,o vizinho não pode erguer o seu imóvel a ponto de vedar a luz que chega na janela. Haveria então uma servidão de luz para janelas,o prédio serviente que deixou passar ano e dia,teria que se abster de construir qualquer coisa,de vedar a luminosidade daquela janela,isso é uma coisa controvertida. Mas a jurisprudencia diz que mesmo se for janela,pode subir muro e parede.Não aplica essa corrente do professor Chamu. Regras de exercício das servidões 3 grandes pontos:1ºdeveres de cooperação entre os prédios para o exercícioda servidão. 2ºDespesas com a conservação da servidão. 3ºRemoção de servidão de um local para o outro. 1ºTemos 2 grandes regras:até que ponto o prédio serviente tem que tolerar o prédio dominante?As disposição do titulo constitutivo,tem que estar previsto no titulo constitutivo,ver o que o titulo falou sobre o assunto,especialmente se esta indicada a finalidade do exercício daquela servidão. Alem disso,a boa-fé objetiva que deve ser observada pelos possuidores dos prédios envolvidos,ou seja,o prédio serviente não pode praticar nenhum ato para embaraçar o exercicio da servidão,tem que observar os ditames de comportamento. Esteja previsto isso ou não no titulo,por parte do prédio dominante,ele não deve agravar o ônus,alem do necessário,alem do razoável,do proporcional a finalidade daquela servidão. Artigo 1383 Dispoe sobre acima. Artigo 1385 Proporcionalidade da servidão. A primeiora fase introduz uma idéia importante,que é a restrição do exercicio da servidão,as necessidades do prédio dominante,a utilidade que é retirada pelo prédio dominante,deve ser retirada a satisfação das necessidades do próprio prédio. Não posso colocar a água em garrafa e vender a terceiros,porque ai não estou atendendo minhas necessidades,e sim as necessidades de outras pessoas. Uma servidão que permite isso,seria um exercicio ilegítimo da servidão,e o prédio serviente poderia se recusar a fornecer água enquanto o exercicio permanecer. §1ºTitulo,finalidade da servidão presentes no titulo,e observar as regras gerais de boa-fé objetiva,ninguém pode embaraçar o exercicio e nem impor um ônus desproporcional. Necessidades do prédio dominante 2 outras repercussões,alem de não poder comercializar. Não pode alienar a servidão sobre o prédio serviente,porque é constituída para as necessidades daquele prédio dominante. E finalmente,não pode haver servidão de servidão,porque seria uma maneira de alienar a servidão,o meu prédio tem servidão sobre o vizinho,então estaria dando a vantagem ao terreno vizinho que tenho sobre o meu terreno ,que lhe dá como possibilidade a servidão que tem sobre o prédio,isso seria vedado,pois faria a servidão atender outras necessidades. Pode repactuar,pode alterar a situaçao,dizendo que o outro pode também,mas não chega a ser alienação. Ex:Proprietario pega água no terreno vizinho,e constrói outra casa em seu terreno,eles podem usar a servidão pros próprios fins?A servidão não pode se restrita a uma pessoa,mas pode colocar limitação de volume,o que não atenderia necessidade dos filhos. Temos que olhar o titulo primeiro,que pode ter uma restrição que ajude no conflito. A maioria dos conflito,decorre da evolução das necessidades,as necessidades evoluem no tempo. Se a servidão é uma coisa perene,ela deve evoluir junto com as necessidades,de maneira geral,é licito a ampliação do exercicio da servidão para comportar novas necessidades do prédio dominante. Mas não pode contrariar as disposições do titulo,se tiver limitação de volume. Outra coisa que sempre deve ser observado,em nenhum caso,a ampliação do exercicio da servidão,pode gerar um prejuízo excessivo pro prédio serviente,ou seja,chegada dos filhos,o consumo seja elevado a ponto de privar o prédio serviente do consumo,seria um prejuízo excessivo. Ex²:Proprietario instala hotel,pode exigir que seus hospesdes possam passar pelo prédio vizinho?Diz algo no titulo,que veda fins comerciais,somente fins residenciais. Mas se o titulo for omisso,fica complicado,mas o tribunal francês entendeu que era abusivo,não era obrigado a tolerar a passagem dos hospedes,alem do razoável,e que era um prejuizo excessivo tendo em vista privacidade e insegurança. Nesse caso,restringe a servidão,somente o proprietário poderia continuar passando. 3º casoProprietario de uma casa com serviudao para retirar água do vizinho, passa a utilizar produtos agrícolas em sua moradia,e ele quer usar. TITULO,teme que ser se tem alguma disposição que limite voluem,e prejuízo excessivo,tem que ver se não vai priva-lo. 4ºAlguem tem lavoura,ela vai crescendo,e ele pode captar mais água?Sim. Tem que olhar se tem o titulo ou prejuízo excessivo. Mas tem regra no código civil. § 3º DO ARTIGO 1385Nesses casos,ainda que o titulo coloca um determinado limite,o dono do prédio dominante pode desrespeitar o limite previsto no titulo,porque é o interesse publico no desenvolvimento da industria e agricultura. O único caso,que alguém pode extrapolar,é em nome da agricultura e industria,se isso é necessário para suportar industria e agricultura,então tem direito a indenização. É uma desapropriação privada de riqueza. Esse caso,só se aplica quando a pessoa já vinha usando a água,e as necessidades exigiram a sua ampliação,esse raciocionio não se aplica a pessoa que passa a fazer agricultura,e um dia vira e fala que quer ser agricultor,e chega no limite instituído na servidão,nesse caso,ele não pode extrapolar,o que fez ele extrapolar,não é o desenvolvimento da cultura,passou a fazer uso diferente do que vinha usando. Essa exceção só se aplica pra quem ultrapassa o limite porque vinha fazendo agricultura,chegou ao limite da servidão e quer ultrapassar. Mas mesmo nesses casos,a ampliação da servidão jamais pode gerar um prejuízo excessivo,o dono do prédio serviente não poderia ser privado de água então. Artigo 1380 Como são vários dominantes,ratearão as despesas. Pode ate entrar no prédio vizinho para fazer os reparos necessários,mas é ele que arca com as despesas? Artigo 1381 Em principio,quem arca com as despesas é o dominante,mas o titulo pode imputar essas despesas ao prédio serviente. Artigo 1382Ex:2 imóveis,e um duto atravessando,o duto precisa de reparos,e o titulo fala que corre por conta do serviente,que não quer gastar esse dinheiro todo,ele pode abandonar a propriedade em favor do prédio dominante. Vai dar a faixa de terreno,e ele toma conta do duto,é uma maneira do serviente escapar da obrigação de arcar com a despesa,dessa maneira a servidão será extinta,e a despesa corre por conta do dominante. § único O dono do serivente não quer fazer as obras que deve fazer,ele dá ao dominante esse pedaço,mas o dominante não quer,devido a impostos,então ele pode recusar o abandono,mas como esta recusando,vai ser ele que deve arcar com as despesas. Ele poderia bem receber a propriedade,e ficar como dono de tudo,então cabe a ele pagar despesas de conservação. Outra aula Começou a gravar:19:20 É possível remover uma servidão de um local para outro num prédio serviente? Ex:Duto que transporta água do prédio serviente pro prédio dominante,o duto pretende remover essa obra para outra localidade,é possível alterar trajeto da servidão? O código trava essa questão fazendo uma diferença de quem tem a iniciativa,se a iniciativa e o interesse forem do prédio dominante,a legislação torna essa remoção mais fácil. Se for do prédio (ouvir 19:23ver se esta certo) Artigo 1384 Essa remoção deve ser feita a sua custa e não pode prejudicar,diminuir as vantagens que o prédio dominante retira do exercício daquela servidão. Preenchidas as condições,o prédio serviente tem direito à remoção,o prédio dominante deve tolerar a remoção não podendo se opor a que ela ocorra,se as condições forem observadas. Se a iniciativa da remoção partir do prédio dominante,ai a segunda parte do 1384 traz algumas restrições,3 requisitos para que a remoção seja feita,primeiro a sua custa,deve arcar com todas as despesas,segundo:deve haver um incremento da utilidade da servidão e terceiro que a remoção não prejudique o prédio serviente,que não traga ao prédio serviente um ônus maior do que o originalmente fixado. 3 condições:arcar com a despesa,incremento de utilidade e não prejudicar o prédio serviente. Observados esses requisitos,o prédio dominante não pode se opor a que a remoção ocorra. Não pode haver remoção fora dessas hipóteses?Pode,dependendo do acordo do prédio serviente com o dominante,esse artigo estabelece a condição para que uma das partes tenha direito à remoção. Tutela das servidões Quando o exercício de uma servidão é prejudicado,ou sjea,o prédiodominante esta sendo prejudicado,não esta conseguindo exercer por conta de uma agressão do prédio serviente,quais os meios de tutela a disposição do prédio dominante? E qual a tutela do prédio serviente,quando o prédio dominante esta exercendo a servidão de maneira abusiva,de um prejuízo excessivo ao prédio serviente,quais os meios de tutela que tem o prédio serviente,nesses casos de violação aos seus direitos. O que estudamos sobre a tutela de propriedade,se aplica aos direitos reais limitadas,a tutela contra a violação dos direitos reais de servidão,essa tutela esta organizada em 2 vias:o juízo petitório e o juízo possessório. Há uma tutela com base em títulos e direitos e há uma tutela baseada na posse,que permite que a pessoa lance mão das ações possessórios para defender o exercício da servidão. Qual a ação que o prédio dominante tem quando ocorre prejuízo do prédio serviente na concessão?Ação confessória. Ex:Prédio serviente quer evitar que se exerça servidão,constrói barragens e impede que tenha acesso ao terreno dele,o que pode fazer?Pode construir uma ação confessória com base na servidão,solicitando ao juiz que ordene ao prédio serviente que se abstenha de praticar qualquer ato e que desfaça de qualquer obra que prejudique o exercício da servidão. Esta dentro das ações petitórias. O juiz pode embargar a obra,ai tem as obrigações de não fazer e etc. Caso do proprietário que se vê violado,agredido pelo vizinho que pretende ter uma servidão em seu terreno. 5,10 anos,e ai alguém acha que por estar 5 anos acha que tem direito de fazer isso,e o proprietário do prédio vizinho,deseja cessar isso,e há um litígio em torno da existência ou não daquela servidão. Tem uma outra ação petitória,que é um instrumento de defesa do proprietário,que é a ação negatória. É uma ação que visa a negar a existência de um ônus real sobre aquele terreno,entra para que o juiz declare que não tem servidão,e o vizinho não tem direito de transitar no terreno. Não é suficiente para a consumação do usucapião,é uma ação negatória,para defender o domínio,das pessoas que visam ter direito real sobre o domínio. Tambem esta dentro da categoria das ações petitórias. Pode mostrar foto,qualqeur tipo de prova mostrando que esta embaraçando seu direito,exibe o titulo mostrando que ocorre uma servidão sobre o terreno vizinho. É raro ter discussões no juízo petitório,todos pretendem discutir no juízo possessório,não precisa discutir titulo,somente a posse,facilidade de conseguir liminar. As discussões sobre servidão encontramos no juízo possessória,e onde teremos a possibilidade do prédio dominante,que esta sofrendo um embaraço no exercício da posse. Obras visíveis,permanentes,um vizinho se nega a permitir a passagem de outro por seu terreno,o que o vizinho na situaçao de prédio dominante faz?Entra com ação de manutenção de posse da servidão. Vai querer uma ação possessória,para ordenar ao prédio serviente que continue a passar pelo prédio serviente,e vai mostrar a posse,com base em provas de que vem exercendo a posse daquela servidão,vai inclusive mostrar fotos,que há obras permanentes exteriores,que demonstram a servidão,e podem mostrar qualquer tipo de prova. Se tiver titulo,vai juntar porque é mais um indicio de que vinha exercendo aquele direito,o juiz vai levar em consideração o direito real de servidão registrado em cartório. Todas as servidões podem ser tuteladas em meios de ações possessórias?Não,somente as aparentes,nas não aparentes não há manigfestaçao de exercício delas. Ex:Não edificante,ela não se manifesta com sinais exteriores,alguém esta se abstendo de construir,não há um poder sendo manifestado,por isso não há usucapião. Aqui é o mesmo fundamento,se não há posse de servidão aparente,então não há possibilidade de exercício,só há possibilidade de tutela possessória de servidões aparentes pois são as únicas que se manifestam por um fenômeno possessório. Mas não é isso. *Artigo 1213 do ccAs ações possessórias não se aplicam as servidões não aparentes,se parássemos a leitura na primeira virgula,estaria certo. Normaolmente uma servidão não aparente não pode ser tutelada por meio de ação possessório,salvo quando houver titulo,ou seja,quando a existência da servidão estiver comprovada por um titulo de servidão,quando o prédio dominante (ouvir 19:49) O código fala que a ação possessória,pela servidão que não se manifesta por meio de posse,se dá por base em titulo. A ação possessória é com base em posse,mas nesse caso,será por titulo. E terá tutela possessória de um direito cujo exercício não se manifesta por meio de posse. O juízo possessório é mais interessante do que o juízo petitório,é mais interessante porque o autor da ação,ele tem tanta vantagem no campo probatório,como vantagens na obtenção de uma liminar,uma servidão não aparente,seria uma servidão cuja defesa estaria prejudicada se não contasse com a possibilidade de ação possessória. O legislador percebeu isso,e do ponto de vista prático é tão importante a defesa no juízo possessório,seria tão difícil,que ele cometeu essa impropriedade,e disse que existe tutela possessória de servidão não aparente com base em titulo,vai mostrar o titulo da servidão não edificante,para que o vizinho se abstenha de continuar a construção. Esta tudo errado do ponto de vista técnico,mas do ponto de vista prático faz sentido. Quais servidões podem ser tuteladas por meio de ações possessórias?Todas,mas nas aparentes,são todas,mas nas não aparnetes,somente nas que tiver um titulo. Extinção da servidão Artigo 1387 Não precisava falar de desapropriação,pois é obvio que todos os ônus reais constituídos sobre bem publico são desconstituídos. Todas as servidões e ônus são extintos,independente da prática de qualquer ato sobre o registro de imóveis,e o dono do prédio dominante,terá direito a indenização nessa desapropriação por conta do direito de servidão que esta pendendo,será indenizado pelo poder publico. Com respeito a terceiros,confunde.Pois um direito real é um direito com eficácia absoluta,que valhe contra terceiros,dizer que ele se extingue com respeito a terceiros é uma redundância,pois é da essência dele valer contra terceiros. O direito real extingue-se em um determinado momento,pode ser que haja relação jurídica obrigacional que vincule as partes,mas não estamos falando disso,e sim de quando se extingue o direito real de servidão,que ocorre no cancelamento do registro. Se o registro não expressar a verdade,pode ser cancelado ou retificado,o cancelamento é o ato do registro de imóveis que importa a extinção de um ato,o direito real de srvidão extingue-se com o cancelamento,com o ato registrario,vai no registro e pede o cancelamento da servidão. Quando quer extinguirr um direito real limitada,vai no regsitro de imóveis e pede cancelamento,é o ato cuja prática importa na extinção do direito real. Hipoteses que justificam o cancelamento da servidão2 dispositivos que tratam da extinção do direito real de servidão. Artigo 1388 e 1389 Geram confusão. O cc QUIS SEPARAR 2 grupos de hipóteses. As do 1388 são as difíceis de comprovação e são suscetíveis de contencioso,as partes não vão se etender sobre a hipótese de cancelamento,e haverá um litígio para verificar se o direito real de servidão de fato se extinguiu. (ouvir 20:03) Hipotese que depende de provimento judicial por ser conflituosa. No 1389,não se refere ao caráter contencioso,diz que o prédio serviente pode ir ao cartório we fazer a prova da extinção e pela via administrativa o cancelamento será efetuado,sem necessidade de ingressar em juízo,hipóteses tão objetivas,perante o oficial do registro de imóveis e vai proceder ao cancelamento. Hipóteses contenciosas,e hipóteses não contenciosas,em que o cancelamento pode ocorrer pela via administrativa. (ouvir 20:05) Hipóteses 1º do 1388 Inciso I DRenuncia de direitos reais deve ser feita por escritura publica. Não faz sentido estar aqui pelo mesmo motivo do inciso III Inciso IIServidao de extrair madeira,e o prédio serviente fala que acabou porque acabou a madeira.Pode ter discussão,poispode ter pericia para ver se acabou o esgotamento da riqueza. Faz sentido que dependa de provimento judicial,de que de acordo com as provas,houve cessação da utilidade. Inciso III Resgate de servidão é o acordo que põe fim a servidão. O nome desse ato consensual por meio do qual um direito real é extinto é chamado de resgate. Não faz sentido essa hipótese estar aqui,se tem um acordo por escritura publica pondo fim,deveria chegar no cartório e cancelar,e não ptrecisaria ir pra justiça. Artigo 1389 Inciso I ConfusãoPrédio dominante e serviente pertencem a mesma pessoa,um dos requisitos da servidão é a diversidade de proprietários,a partir do momento que acaba essa diversidade,extingue-se a servidão e ai pode ser feito o cancelamento da servidão no registro de imóveis. Ex:No caso da mesma pessoa adquirir os dois imóveis,não vai pro cartório cancelar,e ai depois volta a vender um deles,passa a pertencer a uma pessoa só que vende os dois terrenos,a servidão continua em vigor ou se extingue no momento que houve a confusão? No direito brasileiro se extingue no momento da confusão,e caso um dos imóveis seja extinto,ela esta extinta no momento da confusão. Inciso II Hipóteses especifica de renuncia,é um contrato por meio do qual as obras que permitem o exercício da servidão serão suprimidas,a pessoa esta concordando com a renuncia a servidão,não tem muito o que comentar. A única observação é que é a supressão por força de contrato ou de outro título expresso,isso não compreende a hipótese em que as obras são suprimidas contra a vontade do prédio dominante. Ex:Algum evento natural,derruba os dutos naturais,nesse caso,não há extinção da servidão,haverá suspensão de seu exerciciop por inviabilidade fática,não será exercida até que sejam constituídos os dutos. Quando as obras sejam reeerguidas,a servidão voltará a ser exercida. Faz sentido estar aqui,um contrato falando da supressão das obras,isso pode ser feito na via administrativa. Inciso III Uma forma de prescrição,mas esta errado. Prescriçao não é o não uso do direito,ela comina a pretensão. Mas dá a idéia do tempo passando para extinguir um direito. Ex:Alguem tem uma servidão,mas fica 10 anos sem usar,o código fala que a servidão se extingue. Mas como conta esse prazo?Temos que ver se ela é positiva ou negativa,ou seja,dever de abstenção ou tolerância. Se for positiva,o não uso,começa com o prédio domiannet deixando de praticar o ato típico. Uma servidão de transito por exemplo. Mas se for de abstenção,(ouvir 20:18)conta a partir do momento da violação,e da inércia do prédio dominante de exigir o desfazimento da violação. Não faz sentido esse caso estar no artigo 1389,é muito provável,que as partes não vão concordar com isso e vão brigar,então não faz sentido nenhum estar aqui. Usufruto As características dele só podem ser compreendidos a partir da origem. Usufruto é de origem do direito romana,o casamento no direito romano,nessa época,só se formalizava por meio de uma solenidade,que se chama de convencio in manu,que formalizava a saída da família da mulher e passava a ingressar na família do marido. Essa formalidade que marcava essa passagem de família e fazia com que a esposa se tornasse herdeira do marido,o que era fundamental,pois se o marido morresse na guerra,e mesmo viúva,teria seu provento assegurado. Essa convenção e solenidade,começou a cair em desuso,as pessoas começaram a casar sem observar a solenidade,começaram a ter casamentos naquela época,sem que fosse observada a solenidade da convencio in manu,só que os romanos eram apegados a formalidades. Ninguem tinha coragem de passar por cima das formalidades,a esposa não virava herdeira do marido,e a viúva ficava sem nenhum sustento,e isso virou um problema social,começaram a ter viúvas em situaçao complicada,pois não podiam herdar. E ai,se encontrou um jeito de resolver o problema da viúva,sem infringir a regra estabelecida,não pode virar herdeiro,e inventaram o usufruto,ou seja,direito que a viúva recebia sobre parte do patrimônio do marido falecido,que autorizava a viúva a desfrutar do patrimônio,sem ser proprietária de parte do patrimônio,passaram a ter direito de usufruir de parte do patrimônio,porém sem usufruir o caráter de proprietária desses bens. Formalmente quem era proprietário eram os filhos,porém do ponto de vista econômico,quem estava tirando riqueza,era a viúva por força do usufruto,sem que no entanto assumisse a qualidade de possuidora dos bens. A viúva permanecia como usufrutuaria ate falecer,quando falecia,o usufruto se extinguia e os filhos que eram proprietários na formalidade,passavam a ser plenos proprietários. Os filhos que se tornaram nu proprietários,passavam a plenos proprietários,quando o usufruto se extinguia. Ele nascia com uma finalidade alimentar,com a finalidade de prover a subsistência de determinadas pessoas,e isso explica que ate hoje,o usufruto se extingue com a morte do usufrutuário pessoa natural,não se transmite a herdeiros. Hoje ele é disciplinado como um instituto de natureza alimentar,para prover subsistência de viúvas,menores,mas tem algumas outras funções que vamos ver. Jurisconsulto Paulo Usufruto O direito de usar e gozar a coisa alheia,preservada a sua substancia. Essa definiçlao fala o que pode,e coloca um limite de preservar a substancia da coisa. Elemento positivo Conteúdo econômico amplo Razão histórica,permitir que um terceiro possa tirar proveito econômico de um bem,sem ser proprietário. Só pode herdar o proprietário,mas pode ser usufrutuário,pode usar e gozar mas sem ser proprietário. Artigo 1394Tem direito a posse,uso,administração e percepção dos frutos. Possibilidade de decidir de que maneira o bem é melhor aproveitado,percepção dos frutos seria o gozo,se ele pode perceber os frutos,seria a possibilidade de colocar os bens para locação,alugar o imóvel e ficar recebendo os alugueis que são os frutos da coisa,e como ele pode administrar o imóvel,é ele que vai decidir se ele vai usar o imóvel ou se ele vai alugar o imóvel,tem o poder de administração do bem. O que ele não pode?O limite dos poderes do usufrutuário aparece na parte final da definição,ou seja,preservada sua substancia.É uma expressão rica em significados,quer dizer mais coisa do que aparenta querer dizer. A idéia de preservação da substancia da coisa,é um limite que se coloca ao usufrutuário no inyteresse do proprietário,mquando o usufruto for extinto,o proprietário passa a ter plena propriedade. O proprietário tem interesse,ate porque tem direito sobre prazo,ele tem o direito a que a coisa seja preservada,pois ele um dia será pleno proprietário desse bem,em respeito a esse direito futuro,é que o usufrutuário deve respeitar o bem,para que o proprietário encontre a coisa preservada. O usufrutuário não pode dispor juridicamente do bem,isso significa que ele não pode alienar seu direito de usufruto,não pode transferir seu direito a terceiro. Artigo 1393Não posso simplesmente transferir o usufruto. Mas o seu exercício pode ceder-se a titulo gratuito ou oneroso,que é a possibilidade de comodato,em que não estou me despindo do usufruto,estou cedendo seu exercício em parte,e estou autorizando contratualmente que um terceiro possa usar o bem,pode estar alugando de acordo com a autorização recebida contratualmente. O usufrutuário pode ceder o exercício do seu direito,mas não pode ceder o seu direito. Ele não pode dispor fisicamente do bem,não pode destruir o bem,deve respeitar a integridade física do bem na maneira que ele recebeu.Ele não pode também alterar a destinação econômica do bem. Artigo 1399 Não pode mudar a destinação econômica do bem dado em usufruto. A destinação econômica é a maneira pela qujal o bem vinha sendo utilizada pelo proprietário. Ex:Se o imóvel era destinado para fins residenciais,o usufrutuário não pode alterar a destinação econômica e mudar o fim. Ex²:Se se tratar de uma fazenda que vinha sendo usada para cultivo de soja,não pode mudar para criação de cavalo. Isso porque a idéia de que o bem fica no estado inicial,preservado,depois o cara descobre que o outrofez um haras,ele alterou a destinação econômica do bem. A idéia é preservar o direito do proprietário de encontrar o bem igual ao final do usufruto. Ex:Fazenda de algodão pode mudar para fazenda de arroz?Pode,desde que essa mudança seja resersivel,ou seja,que o proprietário possa mudar facilmente pro produto original. Mediante arredanemtnomediante cessão do uso,comodato,locação. Outra aula Começou a gravar:19:12 Aula com o outro professor Usufruto Origem Função Conceito Conteudo Negativo e Positivo Caracteristicas 1-Caráter personalíssimo. 2- Conservação da substancia 3-Temporariedade *Objeto(1390,p.m) *”Quase usufruto” Restituição Minas//Recursos 1392,§2º? cc,1230,§ único. *Animais 1397,CC *Usufruto de direito(1395,) Modos constituição Determinação Legal Ato Inter vivos Causa Mortis Usucapião(1391) Deveres 1400 a 1409 Extinção Artigo 1400 a 1411 Uso 1412 e 1413 Habitação 1414 a 1416 A origem do instituto vem do direito romano em que os pretores iam a necessidade da viúva e dos filhos de se alimentarem após a morte do pater famílias. Na nossa constituição,o usufruto nada mais é do que uma forma de subsistência da viúva,ainda temos esse usufruto no Brasil?Usufruto vidual,que estava previsto no código civil de 1916,que era importante. Se você jogar no site do STJ usufruto,vai aparecer usufruto vidual,e esse instituto é fundamental que é uma forma de consitituiçao de usufruto,sobre os bens do outro cônjuge,por que isso foi extinto?A idéia do cc de 2002 foi dar outro tratamento do cônjuge na sucessão,hoje o cônjuge concorre com os descedentes e depois com os ascendentes. A função atual do usufruto é cada vez mais abandonar a raiz romana,deixando de ter caráter de súsistência para ter um caráter econômico. Hoje,fica claro que o usufruto pode ser constituído em favor de uma pessoa física ou natural como em favorr de uma pessoa jurídica. Eu posso constituir um usufruto por ato inter vivos em nome dela,para sempre?Até a morte da pessoa física ou extinção da pessoa jurídica. Não pode vender o usufruto,pode ceder o exercício,mas doar,vender,não. Mas tem um problema,alguém pode constituir um usufruto em nome de qualquer pessoa jurídica para sempre? Artigo 1410,inciso III,parte final Máximo de usufruto é de 30 anos. No cc de 1916 era de 100 anos. Deixa de ter um caráter alimentar,fique para 100,200 anos para uma pessoa só,que faz com que pare de circular riquezas. Conceito de usufruto Usar e gozar de coisa alheia conservando a substancia. É um conceito de Paulo,jurisconsulto romano. Substancia Sempre pensamos em bens materiais e propriedades,mas temos usufruto de direitos e títulos de credito,portanto a doutrian critica a dicção desse conceito. A substancia não é estrutura,mas sim a sua função.O próprio 1395,diz que dá a nota promisória,constitui um usufruto dela para alguém,os juros que são os frutos vão para a pessoa,que tem o direito de fruir e gozar e cobrar a divida. A propriedade do dinheiro não é dela,ela só tem a propriedade dos frutos.(ouvir 19:32ver se esta certo) Conteudo positivo Artigo 1394 Posse,uso e gozo,administração e percepção de frutos. Ex:Apartamento usufruto,ela pode alugar?Sim,pode morar?Sim. Ex:²Casa,eu constituto um usufruto da casa para minha mãe,que resolve locar para alguém que quer abrir uma loja,ela pode ou não?Não,não pode mudar a destinação econômica,salvo disposição em contrario. Lei 8245 Locação residencial é diferente de uma empresarial,tanto que pode tomar uma ação renovatória.Isso é alterar a substancia do ato,dar destinação econômica diversa da qual o ato se originou. Isso é a substancia da coisa hoje,a destinação econômica dela. Usufrutuario e nu proprietário. O proprietário fica só com a estrutura da propriedade,mas a fruição e o gozo ele cede para outra pessoa,ele é um proprietário sem propriedade,sem os poderes inerentes à sociedade. Ex:Registra que vai plantar cana e o cara planta soja,uma coisa é a cultura da cana,outra coisa é outra cultura. Necessita da anuência do nu proprietário para dar outra destinação diversa. Deixar em aberto pode,porque é constituído por ato inter vivos.A lei impõe dever entre as partes. Um dos deveres do usufrutuário é inventariar a propriedade,os riscos quem deve arcar é o usufrutuário. Conteudo negativo O que o usufrutuário não pode fazer? Artigo 1393 1ª parte Não alienar a coisa. Alienar a coisa é uma faculdade do nu proprietário,sempre que o adquirente vai ter que arcar com o ônus real,do usufruto que esta em nome de outra pessoa. Pode alugar o bem ou arrendar?Pode,porque isso entra em ceder o exercício. Ex:Usufrutuário de um bem qualquer,aluga o bem,esta inadimplente,perdeu a ação de conhecimento,entrou em sentença,não pagou,será penhorado.Pode pesar uma penhora sobre o bem?A penhora,ela recai não sobre o bem,mas sobre os frutos e rendimentos desse bem. No limite e na quota parte do bem como usufrutuário,a tua cota parte fica penhorada,no limite dela.(ouvir 19:44ver se esta certo) Artigo 1399 Só pode mudar a destinação,com declaração expressa do nu proprietário. A doutrina tem dito que a anuência expressa,não tem necessidade de vir a registro. Mas é mais seguro fazer por instrumento publico,por registro.Por causa do ônus da prova. Caracteristicas Carater personalíssimo Dá pra alienar o usufruto?Não. Já se intui que ele se extingue com a morte do usufrutuário,ou com a extinção da pessoa jurídica,a exceção dos 30 anos. Artigo 1411Vedação a usufrutos simultâneos Não pode haver um usufruto depois do outro,pela vontade do usufrutuário. O 1411 trata da situaçao de quando o usufruto é constituído em nome de mais de uma pessoa,e uma delas morre,depende do que esta previsto no contrato,salvo direito de acrescer por instituição expressa do aquiescedor. Ex:Eu proprietário,constitui usufruto em nome de 2 pessoas,se não tem nada expresso,o que acontece?Se nada exposto,volta metade pro proprietário. Ex:Antigamente,quando o casal se separava quando resolvia a questão dos bens dos filhos,fazia doação com reserva de usufruto pros filhos,assim cada um fica com metade,e já vai direto pros filhos,ocorre a consolidação do usufruto. 9 filhos em contagem,pai morreu,sobrou a mãe usufrutuário,e os outros 9 filhos ficaram com o quinhão em proporção. A mãe deixou que uma das filhas viesse a morar na parte de trás da casa. A mãe pode entrar com reintegração de posse contra a filha?Não,é improcedente. Vao ter que conviver. Realmente não havia como tutelar,os argumentos da parte é que o usufruto não se divide,ela intuiu que o direito de acrescer havia,mas não tinha no ato constitutivo. 3-Temporariedade Deriva do caráter personalíssimo,ainda que seja vitalício,não pode ser eterno,ainda que seja vitalício,ele vai se extinguir,com a morte dos usufrutuários. O 1411 veda o sucessivo e permite o simultâneo. Objeto Artigo 1390 Quais os possíveis objetos de usufruto,de onde se extrai,quais são algumas das espécies de usufruto. Pode ser particular quando constituído sobre um único bem,ou universal quando constituído sobre uma universalidade de bens. Ex:rebanho que é o usufruto de animais,tem regras especificas. Quando há bens consumíveis,você terá que restituir na mesma qualidade e quantidade ou deverá estar no instrumento a forma de cálculo,pela deterioração natural desses bens. As vacas morrem,da mesma forma que bezerros nascem. Uma coisa é o usufruto universal,constituído sobre uma universalidade de bens,outra coisa é sobre a fazenda. Usufruto universal Usufruto de estabelecimento empresarial Artigo 1144,deve ser averbado na sede da empresa e no registro publico de empresas mercantis. Uma coisa é a fazenda,deveria registrar,agora se for sobre bem imóvel poderia ser por instrumento particular. Pode ser um usufruto parcial. Se tiver abrangido bens imóveis,precisa ser registrado. Usufruto de estabelecimento empresarial para uns é usufruto suigeneres. Para outros,é usufruto de bens consumíveis ou quase usufruto ou usufruto impróprio. A maioria da doutrina não diz isso. Quase usufruto,usufruto impróprio ou usufruto de bens consumíveis. Bens consumíveis Artigo 86 do cc,bensque podem ser substituídos por bens de igual,qualidade ou quantidade. É uma contradição dizer que deve preservar a substancia da coisa,se a própria substancia da coisa vai se deteriorar. O usufruto impróprio se parece mais com contrato de mutuo do que com usufruto. Quando se pega coisas consumíveis,comida,dinheiro,e justamente por essa razão,elas determinam Artigo 1392§1ºPodem valer A,mas se forem coisas consumíveis,tem que ser o valor da frente,se se valorizou tem que indenizar mais. O valor à data da restituição,pago pelo usufrutuário. Usufruto de estabelecimento comercial Se pensar como ato de comercio,de comprar algo e vender,faz sentido.É um bem que vai e volta. Só que o estabelecimento empresarial,ele é muito mais que isso,pois ele pode não ter um bem material,precisar de uma pericia,será que é consumível mesmo?Parte da doutrina diz que é um típico exemplo de quase usufruto de bem consumível. Agora na idéia de estabelecimento empresarial,fica difícil,visualizar a constituição de um quase usufruto sobre um estabelecimento. Então o do rebanho é um bom exemplo,usufruto de comida. Quando um bem é levado ao consumo,se a garrafa for numerada,pode ser objeto do contrato de comodato,porque pela destinação dada,passa a ser um bem pela sua destinação inconsumível,infungível. Garrafa de cerveja para consignação,é um usufruto de bem consumível,os frutos vão pro proprietário,os frutos vão pro usufrutuário.(ouvir 20:21 ouvir e ver se esta certo) Ex:Rebanho.Os bois morrem,tanto que o próprio código,ele diz que se você constitui sobre um rebanho todo,que esta no 1397,ao final,o usufrutuário,só pega para si,o gado que ele lucrar,porque senão,ele tem que restituir,sob pena de diminuição da coisa,e diminuição do caráter econômico.(ouvir 20:24 ver se esta certo) Usar uma coisa em que a substancia só se alteraria por culpa do usufrutuário. No caso de bens consumíveis,naturalmente perde a essência. Minas e florestas Artigo 1392 §2ºRecursos minerais são outros exemplos de bens que se degradarão pelo uso,que são bens consumíveis. O 1392§2º deve ser combinado com o 1230§ único. O 1392§ 2º só pode dizer respeito aos recursos minerais que quando extraídos do solo,tem necessariamente que ser empregados na construção civil,exemplo de areia,caslho,e desde que não viole lei especial. É muito difícil constituir usufruto sobre isso. E é a única hipótese em que a lei determina como as partes disponham sobre a perda de valor da propriedade. Há deveres legais de se estabelecer como fica a restituição pela deterioração do bem dado em usufruto. O usufrutuário só leva as cabeças de gado que ele lucrar,se tiverem menor do que quando ele chegoiu ao imóvel,tem que restituir o proprietário. Usufruto de direitos Artigo 1395 Títulos de crédito. No usufruto de títulos de credito,o usufrutuário é proprietário dos frutos civis,do dinheiro,dos juros,correção monetária e tem direito de cobrar a divida caso o cidadão não pague. O titulo de credito é um titulo executivo extrajudicial.; Uma vez pago esse valor pelo devedor,a divida em si é encarada como se fosse a propriedade,ele tem o dever e isso esta na dicção do 1395,de que ele tem o dever de investir em novos títulos,de preferência títulos da divida publica. Usufruto sobre ações São obrogações futuras. Artigo 114 da lei de AS e 169§2º diz respeito a quando há aumento de valor e o 171 § 5º da lei de S.A fala do direito de preferência,se em 10 dias não exercido esse direito,10 dias depois deve ser dado ao usufrutuário. Modos de constituição Determinaçao legal Chamado usufruto vidual. Artigo 231§2º da CFIndios tem direito de usufruto sobre as terras que ocupam. Outro exemploArtigo 1698 do cc Usufruto dos pais sobre os bens dos filhos menores. E a doutrina inclusive bate de frente com essa hipótese,pois esta escrito usufruto mas não seria,seria exaurimento do poder familiar. Ato inter vivos Pode ser oneroso,e ainda tem o contrato de doação com reserva de usufruto. Ex:DIVORCIO,mas reservam para si o usufruto. \Quando consrituidos inter vivos,deve ser registrado no RGI,se o ato inter vivos tem por objeto a alienação de bens imóveis,deve ser feito instrumento publico. Artigo 108 do cc. Causa mortis Legado ou herança. Usucapião Artigo 1391 Usufruto por usucapião. Sujeito retira os frutos sabendo que o outro é proprietário,pode adquirir como usucapião. Deveres do usufrutuário Momento da constituição do usufruto,durante o usufruto e quando da extinção do usufruto. Momento da constituição. Artigo 1400 Sob pena de injversao do ônus da prova,e dizer que ele deteriorou. Contrato de locação tem que ter a vistoria,senão o proprietário vai achar que quebrou. Do mesmo modo,tem o dever legal de inventariar sobre pena de inverter o ônus da prova contra você. 2º pontoDar a garantia quando exigir o proprietário,caução que é uma garantia que pode ser uma fiança ou outra garantia real qualquer. § único Na doação com reserva de usufruto,o proprietário não pode exigir caução,pois esta dando o bem. Entao a própria lei veda a existência de caução. Durante o usufruto Cuidar da coisa Fazer reparações módicas Artigo 1404§1ºO código fala como se todo bem tivesse a mesma redação e a mesma sustentabilidade. Não é módica a recmuneraçao que não exceda a 2/3 do bem. Mas o bem pode render muito,e dá pra fazer uma grande recuperação. 2/3 pode ultrapassar qualquer valor naturalmente módico. Ex:Usufrutuario tem dever de fazer reparações módicas. Modicas seria algo pequeno. A lei vem dizer que 1/3 do rendimento anual do bem seria módico. Mas uma coisa é dar 2/3 para uma locação em temporada,outra coisa é 1/3 do rendimento anual. A doutrina critica,porque dá o numero de uma coisa estrutural,mas quando se vai para a função do instituto juridico para a destinação econômica,se ultrapassa esse conceito legal de módico e não módico. É dever do usufrutuário pagar os tributos. Artigo 1403 – Inciso II Quem deve pagar o IPTU?Intuimos que é o proprietário,inclusive o código civil comentado diz que sim. Corrente 1 Diz que o IPTU deve ser suportado pelo proprietário. Corrente 2 Deve ser suportado pelo usufrutuário,e essa não é a dicção do código. Ultimo dever esta no 1406 Diz respeito a informar o nu proprietário de eventuais danos ou lesões na coisa,que decorre da própria boa-fé objetiva. Ao final,quando da extinção do usufruto,o principal dever do usufrutuário é de devolver a coisa e pagar eventual indenização. Extinçao Artigo 1410 Hipoteses de extinção do usufruto. Morte do usufrutuário,quando extinta pessoa jurídica ou decorrido prazo de 30 anos,destruição da coisa. E na destruição da coisa,o código aplica a regra da culpa,se há um fortuito externo a minha ativdiade,eu usufrutuário não devo responder por eventual indenização quando da destruição da coisa e extinção do usufruto. Outro modo de extinção do usufruto é pelo não uso. Inciso VIII do 1410 Não uso do usufruto.Durante quanto tempo?A doutrina vem dizendo que a extinção do usufruto pelo não uso,embora não haja o prazo expresso,aplica-se o 205 c/c1389 inciso III,que é o prazo da extinção da servidão de 10 anos. 26ª aula Começou a gravar:19:09 Uso e Habitação Estao positivados no cc por uma questão de tradição. Direito real de uso é obsoleto,tanto o direito real de uso como de habitação,são usufrutos limitados,são direitos reais que tem por conteúdo uma parcela do conteúdo próprio do direito real do usufruto. As regras do usufruto são fontes supletivas para o regime do uso ou da habitação,tanto que o código traz poucas regras,ele se preocupou em delimitar o conteúdo do uso e da habitação. Artigo 1412 Olhando a definição do artigo,vemos que assim como o usufruto,o direito real de uso compreende a faculdade de uso,como a faculdade de fruição que fala de perceber os frutos da coisa. Essa faculdade de fruição é restrita. O usuário só pode perceber os frutos na quantidade necessária para sua necessidade e de sua família. O usufrutuário pode perceber os frutos de maneira ampla,embora nada impeça no usufruto que as circunstancias estabeleçam limites,o direito de uso é um direito de usufrutocom um conteúdo mais especifico,não são direitos reais que diferem em essência. O usuário ainda tem a faculdade de administrar a coisa,qual a melhor maneira de tirar proveito da coisa sob o seu uso. Limites do direito de uso (ouvir 19:15) Restriçao para proveito de si e de sua família. Ex:Tem uma fazenda capaz de dar uma renda de 30 mil reais,se fosse o usufruto,o usufrutuário poderia peceber na totalidade,no uso,o usuário só pode arrecadar as necessidades suas e de sua família,e os demais devem ser repassados ao proprietário. Tudio aquilo que vai alem das necessidades,é assegurado ao proprietário da coisa. Mas como se faz para saber a necessidade de uma pessoa?Se eu ganho 5 mil,minhas necessidades são limitadas pelo meu salário. Se eu ganho 50 mil,minhas necessidades aumentam,vão ajustar para se tirrar proveito dessa renda,como se avalia essas necessidades. O direito de uso,concede ao outro a totalidade do direito de usufruto,mas não tem a margem ate que ponto vai perceber os frutos.(ouvir 19:19ver se esta certo) §1º do 1412 Vamos olhar para a pessoa. Se mora num luhar humilde,as necessidades serão menores. Num lugar mais rico,as necessidades serão maiores. Isso dá uma margem de subjetividade,e as necessidades são quais?10 mil,8 mil,7 mil? §2ºPessoas que podem ser contempladas pela percepção de frutos,assegurada pelo direito de uso. É um usufruto,em que se amputou um pedaço de seu conteúdo,é um usufruto limitado,que nem precisaria de uma consagração legislativa. O objeto do direito real de uso pode ser bem móvel ou imóvel. E as características?São as comuns ao usufruto:o caráter personalíssimo,porque assim como iusufruto,não pode ser cedido ou alienado,e extingue-se com a morte do usufrutuário ou em caso de pessoa jurídica no prazo máximo de 30 anos,e supletivamente aplicam-se as disposições de usufruto. Tambem tem caráter Intransmissível o uso. Habitaçao Artigo 1414Confere ao titular tão somente a faculdade de uso do imóvel e não é se quer o uso pleno da coisa,é o uso restrito a moradia,não pode usar para fins comerciais,é apenas para fins de moradia. É o usufruto do qual se excluiu a faculdade de uso,e ainda se cortou(ouvir 19:25ver se esta certo e completar) Não pode ceder o uso a outra pessoa,pode-se apenas morar. Como é um direito de usufruto que se recortou o conteúdo,acaba sendo um tipo de usufruto restrito. O 1416 fala que são aplicáveis a habitação as disposições relativas ao usufruto no que não for contrário a sua natureza. Tem uma importância pratica maior que o uso. Tambem decorre da lei,quando é o direito real de habitação do cônjuge sobrevivente,quando o imóvel é destinado a rresidencia da família. Artigo 1831 do cc A lei assegura a instituição de pleno direito de um direito real de habitação,ele terá direito de morar naquela casa que era de sua família,até o falecimento,e ai obviamente a propriedade dos filhos volta a ser plena. O mesmo direito é concedido ao cônjuge sobrevivente pela lei 9728/96 É instramissivel,personalíssimo,só tem fim de moradia e seu objeto é exclusivamente bem imóvel. Se for um barco não tem problema,será assegurada a moradia do mesmo jeito. Direito real de Superficie É um direito real complexo,porque não consegue ser classificado em nenhum dos grupos,não é de fruição,nem de aquisição,muito menos de garantia. É em parte direito real de fruição e em parte propriedade. Ex:Alguem adquire por meio de um registro o imóvel,tempos depois,se vê citado numa ação de anulação de registros e reinvidicatoria,uma ação que o autor pretende que nunca deixou de ser proprietário e seu consentimento,havia sido forjado por uma procuração falsificada,e diz que a venda realizada posteriormente ao atual possuidor foi uma venda a non domino. Pretende desconstituir os dois registros e a reivindicação do bem. O que o atual possuidor poderia alegar em sua defesa?Uma linha de defesa seria a alegação de acessão invertida. E alega o § único do 1555. Pode oferecer uma indenização pelo valor do terreno e permanecer como proprietário do todo. Vamos alem desse exemplo,vamos dizer que o valor da construção não seja consideravelmente superior ao valor do terreno,não pode alegar com êxito a acessão invertida,havia como o juiz dizer:”por que não separamos as coisas?Porque um não fica dono do terreno e o outro dono da superfície,da construção ou da plantação existente” Essa alegação teria alguma viabilidade?Não,mas o direito de superfície começou assim no direito francês. Se é uma presunção,ela é relativa,e a propriedade da construção não pertence ao dono do terreno e se fazia esse tipo de arranjo,era uma solução que acomodava os interesses,um continuava com o terreno e outro com a construção. Só que no nosso direito nunca existiu dispositivo semelhante,por isso que nunca houve espaço para que isso fosse alegado. O que temos é o direito real de superfície,que só pode existir com base em um acordo de vontades. Seria possível chegar a conclusão de que o proprietário,de uma separação do terreno com a superfície?Apenas por meio de um acordo,se as partes chegarem a esse acordo,eles constituem um direito real de superfície,e se faz uma cissão de propriedades,um terá a propriedade do solo e outro da superfície. Superficie abrange as construções e plantações realizadas e existentes no terreno.Essa é a essência do direito real de superfície,ele procura separar num imóvel,duas propriedades,a do solo,da propriedade da superfície,permitindo que um bem tenha um proprietário e outro bem a superfície tenha outro proprietário. O principio aqui é a suspensão da regra da acessão. Ex:Se eu construo uma casa sobre meu terreno,só tenho um bem aqui,um terreno,todas as construções passam a integrar um imóvel. Todas as construções e plantações são integrantes do imóvel,por força da regra da acessão,o que o direito real de superfície faz?Vai paralisar e suspender a existência dessa regra,enquanto ele existir,as construções e plantações formam o objeto de um direito de propriedade distinto.Formam um bem juridico distinto,ai passa a ter 2 bens imóveis,passa a ter o solo e a superfície abrangendo construções e plantações,objeto de outro direito de propriedade. Se não fosse por essa regra,tudo seria bem imóvel,passa a existir 2 bens jurídicos,cada um objeto de uma propriedade distinta. Ele é um direito temporário,ou seja,um dia vai extinguir.Nao necessariamente a briga ocorrerão,pois pode ocorrer pagamento para o proprietaro e porque ele pressupõe um acordo. Antes do código de 1916,ele existiu nas ordenações portuguesas ate 1864 por conta do direito português que conhecia essa figura a algum tempo. A lei 1237/1864 aboliu o direito real de superfície. Bevilaqua propôs em 1916 a reintrodução do direito de superfície,mas a proposta não foi acolhida,e não havia previsão desse direito. Depois vem a discussão do código civil de 2002 que começa na década de 60,Orlando Gomes propõe a reintrodução do direito de superfície,mas uma comissão revisora em 1964,e nessa comissão revisória,o direito de superfície é detonado,em que tinha caio Mario que detestava essa idéia. Mas uma segunda comissão foi feita,e o professor Schamun ficou responsável por direitos reais,e ele não era favorável ao direito de superfície,e o anteprojeto não contemplava direitos reais de superfície. E Jose Carlos Moreira Alves propôs a Miguel reale a introdução de direito de superfície,e foi introduzido,em 1975 a versão que foi pro congresso continha o direito real de superfície,e ficou lá parado. Em 2001,foi realizado o estatuto da cidade,a lei 10257/2001,que dispõe sobre a regularização de moradias no espaço urbana,e ela consagra o direito real de superfície. Artigos 21 a 24. É aprovado o código civil em 2002 que entra em vigor em 2003. E esse código contem o direito de superfície. Temos 2 diplomas prevendo direito de superfície. E o primeiro problema é saber qual deles se aplica. Ricardo Lira diz que o estatuto da cidade trouxe regras voltadas a urbanização,de interesse publico. Ex:Entao para construir um hospitqal sobre um terreno,aplicar-se-ia o estatuto da cidade.Ex²:Já a concessão para escola,hospital,bar,seria o código de 2002. Mas é muito ruim a cada caso,ver o que é de interesse publico,e a pessoa construir sua própria casa em ultima instância,seria de interesse publico. Precisava-se de um critério pratico. Qual o critério mais utilizado?Concessao em perímetro urbano aplica-se o estatuto da cidade. E no meio rural,seria apicavel o código de 2002. Enunciado 93 da II jornada de direito civil tem uma idéia semelhente. O professor não conegue ver no que o estatuto da cidade,apresenta uma especificidade urbana em relação ao código civil de 2002. Não tem uma orientação jurisprudencial sobre o assunto. Qual a utilidade prática desse direito? Ponto de vista juridicoSuspender temporariamente a incidência da regra da acessão,permitindo que a propriedade dos bens superficiarios permanece destacada. Por que necessariamente temporário?Temos que entender a enfiteusa primeiro,que não foi incluído no rol do novo código civil. É um direito que quando se chegou na constituinte de 1988,se discutiu se colocar um dispositivo eixigindo a abolição. Mas o lobby das igrejas manteve,as enfiteutas existentes devem ser mantidas. Enfiteuta Lembra um privilegio medieval. É um direito real limitado porém tão amplo,tão amplo,que o titular da enfiteusa aparece aos olgos de qualquer um como sendo o verdadeiro proprietário. Qualquer um diria que é o verdadeiro proprietário. Ex:Viera Souto,sou dono,ninguém diria que não é dono,mas é enfiteuta,pois a orla do rio pertence a marinha,e ela não vende,somente permite que se compre a enfiteuta. O proprietário somente tem que pagar o foro e o laudemio. Foro Contribuiçao anual que o enfiteuta deve pagar ao proprietário. Laudemio Contribuiçao devida do proprietário ao enfiteuta. Enfiteutas em favor de marinha,aeronáutica.Em São Paulo e Petropoplos todos são enfiteutas. Significa 2,3% do valor da venda. O proprietário toda vez que a enfiteuta muda de vez,recebe uma grana. A enfiteuta é perpetua.Sujeito que recebeiu uma enfiteusa no século xviii,ate hoje ganha dinheiro,parece um privilegio medieval. A origem dela é mediavel,é um direito odioso,a pessoa não faz nada,não contribui em nada,mas assegura para si e seus herdeiros uma fonte de renda perpetua. Toda vez que for vender o apartamento,tem que pagar a enfiteusa. A união não pode dispor desses bens. Pode ser extinto,por meio de resgate,ou seja,o atual proprietário compra,mas sendo bem da união,não pode fazer isso. O direito de enfiteusa que é mal visto,criticado,o código civil no artigo 2038 proibiu a instituição de novas enfiteusas. Por que então a superfície tem a carateristica de caráter temporária?Porque se tem receio que se possa ser deturpada em enfiteusa. A RIQUEZA DE um terreno esta no que constrói e se planta,pessoa vai ser para todo o sempre dono que existe na superfície,quero receber todo ano uma remuneração. Toda vez que quero vender a superfície,pago tanto,por meio da superfície,teria um instituto semelhante a enfiteusa. Para que ela não fosse desviada,e reinventada a sua pratica,o código diz que não há concessão de superfície perpetua,sempre por algum prazo. Maximizar a utilização econômica do imóvel Parte econômica. Porque é um instrumento flexível,no sentido de que é possível conceder a superfície de um imóvel a terceiro,pode ter mais espertize,que vai tirar pleno proveito do terreno,na qualidade de proprietário das plantações e construções existentes. Ele autoriza um terceiro a explorar o terreno,mas sem perder o domínio sobre o imóvel. Ele um dia voltará a ser pleno proprietário do imóvel,tudo aquilo que o superficiario construiu passa a ser do dono do imóvel. Passa a ser do único imóvel e tudo aquilo construído,passa a ser de propriedade do dono do imóvel. Ex:Dono de terreno grande,não consegue explorar o terreno,pode conceder a superfície a um empresário,não precisa nem cobrar,diz que vai dar pelos próximos 30 anos a superfície,ele vai poder explorar. O que acontece?Vai se extinguir a superfície,e o dono serei eu que concedi a superfície e voltei a ser pleno proprietário do imóvel. E você ainda tem a expectativa de tirar uma vantagem nisso. O conteúdo dele é complicado. O direito de superfície é esquisito,incide sobre o bem de outrem,mas ao mesmo tempo atribui direito real sobre coisa própria,é um direito real muito peculiar,essa peculiaridade fica patente. Conteudo dele :complexidade e plasticidade ComplexidadeO conteúdo desse direito é formado por elementos heterogêneos. Superficiario tem a faculdade de construir ou plantar em solo alheio,faculdade própria do domínio que é conferida ao titular do próprio direito. Mas por força desse direito de superfície,o superficiario tem direito de propriedade separada superficiaria. É um direito real de propriedade mesmo,sobre os bens superficiarios,ou seja,as construções e plantações realizadas em terreno alheio. E alem disso,tem um terceiro elemento que é instrumental,que é o uso do terreno do imóvel,que preciso entrar,é o uso do terreno na medida necessária para exercer a faculdade de construção,plantação. Por isso é um conteúdo complexo,congrega vários elementos. Plasticidade Dá a idéia de algo que é moldável,que muda de forma,porque o conteúdo desse direito varia no tempo,se eu tirar várias fotos do direito de superfície,e olhar o conteúdo,observa-se que nem sempre o conteúdo é o mesmo. Eles podem coexistir,ou pode ter um sem o outro. Ex:Recebo a superfície num terreno baldio em nova Iguaçu,não há nada plantado,qual o conteúdo do direito?Tenho faculdade de construir e plantar. Não tenho ainda propriedade superficiaria,pois não existe nada construído ou plantado,o conteúdo é simples. Vou em Nova Iguaçu e construo um prédio,o conteúdo esta complexo,porque ainda tenho a faculdade de construir,mas já tenho propriedade superficiaria. Os dois elementos do conteúdo coexistem. Já tenho meu prédio,e minha concessão dizia que construiria 2 predios,e já fiz os dois. O conteúdo do direito de superfície esta simples,não tem como exercer a faculdade de construção,só tenho o outro elemento que é a propriedade superficiaria,só existe esse elemento do conteúdo. Os dois elementos são faculdade de construir e propriedade sobre os bens superficiários. Quais os limites do direito de superfície?O primeiro é a ordem pública,ou seja,quando for construir tem que atender as normas municipais,regras de vizinhança,esta dentro do ordenamento juridico. 2ºFinalidade especifica da concessão,ou seja,quando alguém concede a superfície,essa concessão ela é realizada para determinada finalidade normalmente. Pode conceder sem especificar a finalidade,mas o normal é conceder junto com a finalidade. Há sempre uma finalidade especifica que é determinada no título de concessão,na escritura de concessão da superfície. Essa finalidade vincula o exercício do direito de superfície. O superficiario deve exercer as faculdades inerentes ao direito de superfície para essa finalidade prevista no titulo. Artigo 1374 como o artigo 24 § 1º do estatuto da cidadeA CONCESSÃO será extinta antes do seu termo,caso o concessiarinaio dê ao seu terreno destinação diversa da concedida Se for uma inércia ou omissão,também se caracteriza o desvio de finalidade. Se não tem finalidade,há uma discricionariedade para o exercício. Qual o conceito de direito de superfície que se pode adotar? Direito de superfície é o direito por meio qual o proprietário do imóvel concede a outrem para determinada finalidade a faculdade de construir ou plantar em seu terreno,outorgando-lhe a propriedade separada da superfície. Proprietario concedente e superficiario concessionário. Objeto Bens imóveis. Só tem concessão de superfície de bens imóveis. Abrangencia Pode ser a superfície integral ou parte da superfície do imóvel. O comum é o terreno inteiro. É possível concessão de superficie no subsolo?Ex:Condominio esta sem espaço na garagem e tem um terreno do lado,em que pode construir garagem anexo,então tem interesse em adquirir a propriedade do subsolo. Mas seriam os particulares convencionarem o destacamentoda propriedade de subsolo para um estacionamento.Se olharmos as leis do cc,esses diplomas não exploraram essa idéia. Artigo 1369 § unicoNão se pode fazer uma concessão de superfície,tendo por objeto autônomo o subsolo. Se você tiver como objeto de concessão um edifício,terá que fazer escavações,então é inerente a essa concessão,a escavação de obras no subsolo.Aparentemente não seria possível,essa redação não dá conforto de que seria possível a concessão para a realização de obra no subsolo. Estatuto da cidade artigo 21 Parece uma redação voltada a obras na superfície,que por sua natureza autoriza obras em subsolo,não contempla somente o subsolo. É algo para debate e para conclusão,não existe interesse juridico sobre o assunto. Espaço aéreo Direito de sobreelevação Possibilidade de se construir superfícies sobrepostas,a partir de 2 metros,outra superfície ate 5,de 5 ate 10,e por ai vai. Sobreposiçao no plano horizontal de superfícies. Isso é interessante tendo em vista a regularização das favelas,em que uma pessoa concede a outra o direito de construir sobre a sua laje,e pode ter uma outra ainda. Tem uma situaçao que classicamente seria complicada,quem é o proprietário?O DONO DO TERRENO.A que comprou direito de laje,comprou nada de formalizado,acima dele,a mesma coisa,essas pessoas estariam fadadas a viver na irregularidade para sempre. Porque se discute essas questões?Maneira de regularizar,poderia conceder direito de superfície,e cada um passaria a ter um titulo,assim pode vender,comercializar,hipoteca,financiamento,é um instrumento de inclusão social. Obviamente tem uma duração,se o imóvel é publico,em que não existe usucapião,tem uma solução provisória,nada mal,você mora num lugar sem direito nenhum e recebe um titulo que dá direito a permanecer lá pelos próximos 90 anos,não parece tão ruim. Hoje o juiz teria que reconhecer,que só um seria proprietário do todo. Se olharmos pro estatuto da cidade e pro cc,nada é dito sobre isso,parte da doutrina defende essa possiibilidade de sucessivas concessões,o professoe também entende ser possível. Se não há atipicidade,poderia sim fazer sucessivas concessões,estou empilhando direitos,não tem problema de atipicidade nesse caso. Quem concede o segundo direito de superfície?Suponhamos que existe a primeira superfície,que concede para uma outra,o proprietário só pode fazer uma nova superfície sobre a existente,se o titulo prever expressamente. O superficiario da primeira supericie,poderia conceder uma nova superfície,poderia conceder uma segunda superfície. Não pode conceder por um prazo mais longo que a do bem dele,porque será ineficaz. Todo mudno sabe que tem que alinhar os prazos. Tem outra solução que é construir um condomínio edilício,se regularizar,3 pessoas morando no mesmo espaço,cada uma delas pagando,faz um acordo e regulariza,se for construir um prédio,faz um condomínio edilício e cada um vira dono da unidade autônoma. Esse titulo tem que ser levado a registro 27ª aula Começou a gravar:19:24 Artigo 1369 2 coisas. Não é possível a concessão de superfície de maneira perpetua. O dispositivo fala de prazo determinado,não é poissivel o prazo indeterminado,uma concessão sem prazo?Literalmente não,somente o determinado. O registro de imóveis poderia se negar a registrar por não ter um prazo determinado. Mas não parece fazer sentido esse tipo de restrição. Porque se olharmos o estatuto da cidade que regulamenta as concessões de superfície no meio urbano. Artigo 21 caput do estatuto da cidade Admite-se as concessões por prazo determinado e por prazo indeterminado. Mais parece correta uma interpretação sistemática,tanto no código civil como no estatuto da cidade,uma concessão por prazo indeterminado pode existir,pois ela não é perpetua,ela pode ser extinta,se aplica as regras de denuncia de contrato. Não pode é haver concessão perpetua. Regimes jurídicos da propriedade superficiaria. Tem a concessão da superfície,e como elemento do conteúdo dessa concessão,há a propriedade superficiaria,sobre as concessões e plantações destacada do solo. Direito de propriedadeQuais as características deles?É uma propriedade resolúvel,ou seja,é uma propriedade cujo titulo constitutivo e aquisitivo dela prevê um termo ou uma condição de extinção. É resolúvel porque ao final dos 50 anos,o direito de propriedade do titular extinguir-se-á e a propriedade volta ao dono do terreno.Há extinção da propriedade em relação a esse pessoa,e recuperação em relação ao dono do terreno. No momento da extinção da propriedade,ocorre a reversão dos bens superficiários. Fenomeno que consiste com a concessão da extinção,todos os bens que eram do concessionário passam a ser de propriedade do concedente.(ouvir 19:34ver s eesta certo e complemtar) 2ºEsses bens tem naturezae imobiliária. Pelo código civil é imóvel o solo e tudo aquilo que se incorpora natural ou artificialmente a ele,se não ocorre o principio da acessão,porque as palntaçoes e construções teriam natureza imobiliária?A doutrina reconhece que é imobiliária mesmo assim,então se alguém quer dar algo em garantia,faz em hipoteca. Formação Como ela se forma?A propriedade superficiaria se forma por 2 caminhos ou 2 meios,primeiro pelo exercício pelo concessionária da faculdade de construir ou plantar. Ele pode no ato de construir,e pelo exercício dessa faculdade,ele se torna proprietário da construção. A outra modalidade é a chamada cisão de domínios,ou seja,no caso no momento da concessão já existe bens ou plantações no terreno e nesse caso o concessionário,se torna proprietário desses bens automaticamente no momento da constituição da superfície,como ele se torna proprietário de tudo que existe,ele se torna proprietário dos bens. Adquire por meio da própria constituição do direito real de superfície. Constituiçao do direito de superfície A consittuiçao de um direito real sobre um bem imóvel,pode decorrer da lei ou de um negocio juridico ou de usucapião. Não há hipóteses legais,dizendo da outorga automática compulsória. O segundo por meio de negocio juridico,precisa ter o titulo constituvo,e o modo de constituição,em se tratando do direito real sobre bens imóveis,o modo é o registro e o titulo é o próprio negocio juridico constitutivo. Esse negocio juridico pode ser bilateral,como pode ser unilateral,pode ter o negocio inter vivos como poder ter legado. Não é comum o legado,é comum o bilateral entre vivos. O negocio juridico pode ser gratuito ou oneroso.A pessoa pode dar um terreno para outrem com a intenção de praticar uma liberalidade,mas é algo bem difícil de acontecer. Oneroso A onerosidade pode consistir em um preço em contrapartida à constituição,me concede a superfície,te pago 100 mil,pode ainda consistir no pagamento de uma remuneração periódica. Ex:Todo ano deverá pagar x em razão da superfície. O nome dessa remuneração é solarium. Artigo 1370 Pagar uma só vez ou parceladamente,parece que se esta a pensar na primeira hipótese,no pagamento a vista ou parcelado pela concessão,essa redação é mais um defeito,e não é uma redação que parece contemplar essa opção por uma remuneração periódica. Mas a doutrina admite,uma interpretação extensiva desse dispositivo,no sentido de que a remuneração periódica que dentro de uma certa freqüência nasce e se extingue. Outra forma de onerosidade pode consistir na reversão dos bens ao final da concessão. Ex:Tem um terreno grande com um potencial interessante,porme não tem os meios,ai decide conceder a superfície a um empresário,e ele tem capacidade de explorar o terreno,e concede a superfície por 30 anos,independente de uma remuneração periódica,o proprietário pode ter como vantagem a reversão futura dos bens ao final da concessão,porque o empresário vai explorar o terreno,vai construir um shopping Center,explora por 30 anos,mas ao final deles,haverá extinção da concessão e extinçao dos bens,de modo que a propriedade se torne do proprietário daquele terreno. Previsão de indenização pelas benfeitorias realizadas no terreno Não haveria nenhuma vantagem.Há vantagem quando ele adquire sem ter que indenizarpelo que esta adquirindo. Pode ter uma clausula dizendo que o proprietário tem que indenizar o construtor das construções,pelas benfeitorias realizadas,assim não haveria vantagem alguam pro proprietário do terreno. Não há usucapião de propriedade superficiaria,não há previsão legal dessa modalidade de usucapião e mesmo que houvesse,(ouvir 19:53)se estaria falando de algo ficticio,porque é comnplicado imaginar usucapião da superfície. Alguem num terreno construir,plantou,ele não pretende construir a superfície,ele vai pretender construir o imóvel,é uma discussão estéril. Se a pessoa vai no terreno de terceiro e constrói lá,ele vai pretender adquirir o próprio imóvel,e não a superfície,não seria um usucapião de superfície e sim do imóvel. Fica mais comolicado ainda imaginar porque o direito real de superfície se forma devido a negocio juridico. Exercicio do direito de superfície Principais direitos:Faculdade de construir ou plantar no terreno de acordo com a finalidade da concessão. 2ºPropriedade sobre os bens superficiarios. 3ºUso do terreno na medida necessária para o exercício do direito de superfície. 4ºLivre disposição dos direitos de superfície,ou seja,caso o superficiario faleça,esse direito compõe a herança,será transmitido ao herdeiro,não se extingue com a morte do titular. 5ºLivremente negociado por meio de um negocio juridico inter vivos 6ºPossibilidade de gravar a superfície,ou seja,pode dar em hipoteca a propriedade superficiaria.O concessionário dá em garantia,o direito superficiario.(ouvir 19:58ver se esta certo,minha pergunta,resposta dele) 7ºPreferencia do superficiario em caso de venda do imovel Artigo 1373 e 22 Caso no curso da concessão,o proprietário pretende alienar o imóvel,deve se assegurar ao concessionário o direito de preferência. Por que?Porque ele pretende favorecer a consolidação das propriedades,quer facilitação que o superficiario adquira o domínio,e se torne o único proprietário.Pois a partir do momoento que ele compra,se extingue por confusão o direito de superfície,e passa a ter uma única propriedade sobre o imóvel. Esse direito de preferência pode ser afastado contratualmente. Direitos do proprietário concedente. Receber remuneração na forma pactuada 2ºDireito de preferência no sentido inverso.Ou seja,caso o superficiario pretenda alienar a superfície a um terceiro,o proprietário tem direito de adquirir no lugar dele a superfície. Legislador quer estimular a consolidação d domínio,o direito de preferência quer ser afastado por expressa previsão no titulo constitutivo. Artigo 1372§ único Se ele não exercer a preferência,não pode cobrar e nem o titulo constitutivo pode prever a cobrança de nenhuma forma de remuneração pela transferência. Isso é vedado,é uma norma de ordem publica. O proprietário da enfiteusa, é um falso proprietário,ele se despe de seus poderes,e permanece com 2 interesses que é o foro e o laudêmio que o direito do proprietário a receber uma remuneração toda vez que o enfiteuta transmite seu direito. O legislador quis impedir que o direito real de superfície fosse desviado numa forma de enfiteusa,ele se preocupou em extremas duas em 2 pontos:em primeiro vedado a concessão perpetua,e em segundo vendado qualquer forma de remuneração pela transferência da superfície. Outro direito do proprietário concedente é de recuperar e de adquirior os bens superficiarios de pleno direito,ao fim do prazo da concessão,é o fenômeno da reversão. A quem compete arcar com os encargos ou tributos do imóvel em caso de direito de superfície?Artigo 21 § 3º do estatuto da cidade(lei 10.257) e o artigo 1371 Compete ao superficiario arcar com essas despesas.Ele paga o IPTU,o ITR e paga outras taxas,corre tudo por conta do superficiario. Por meiod e contrato pode ocorrer a inversão disso.Mas via de regra,elas correm por conta do superficiario. Extinçao do direito de superfície Aqui o legislador não fez um artigo sistematizando. O primeiro é o termo do contrato,outra hipótese importante é a violação da finalidade da concessão pelo concessionário,recebe a superfície para o hospital,aio descobre que construiu birosca,haverá a resolução pelo desvio de finalidade da concessão. Artigo 1376 Desapropriaçao pelo poder publico.Há previa e justa indenização. A indenização nesse caso,será repartida entre o proprietário da superfície e do terreno. Agora como repartir,ele não fala. Confusão\Quando concedente e concessionário passam a ser a mesma pessoa. Há uma ampla liberdade para as pargtes preferem o termo final,as partes podem prever que a concessão se extinguirá no caso de inadimplemento,é uma causa. As concessões são detalhadas,se não iniciar a obra em 6 meses,acaba fazendo um cronograma e se não cumprir se sujeita a extinção da concessão. E como se dá?Cancelamento no registro de imóveis.E quais os efeitos da extinção?Artigo 1375 e artigo 24 do estatuto da cidade. Terminada a concessãpo,volta a incidir a regra da acessão,outro efeito é a resolução da propriedade superficiaria e a reversão dos bens a favor do proprietário concedente. Outro efeito é a resolução de qualquer ônus,constituído pelo superficiario,chega ao final da concessão,a hipoetca praticada pelo superficiario,fica sem efeito quando termina aresoluçao,com a resoluçapo resolvem-se os ônus reais constituídos pelo superficiario. E finalmente,é o direito a indenização em favor do concessionário,caso ela tenha expressa previsão no titulo,pode ser que o concessionário receba um favor pelas construções e plantações realizadas. Tutela dos direitos de superfície Como ele pode defender os bens superficiarios? Ele tem direito as ações petitórias,pode reinvindicar o bem,porque ele é o proprietário da superfície.E pode mover ações possessórias para defender sua posse sobre a superfície. E o concedente?Pode entrar com uma ação a titulo de possuidor indireto. Durante a concessão,ele não esta tão interessado assim na superfície. Direito Real do Promitente Comprador É um direito real aquisitivo,de uma espécie diferente dos que vimos ate agora. aquisição,fruição e garantia. Vimos 2 de fruição,vimos a superfície que é de fruição e próprio,pois confere propriedade ao titular,e agora veremos o aquisitivo e próxima aula os de garantia. Esse direito real de promitente comprador assegura a parte que realiza uma promessa de compra e venda d eimovel,o direito de aduqirir um imóvel objeto da promessa. Qual a origem dele?No mercado imobiliário,quando alguém pretende adquirir um imóvel pagando a prazo,sem pagar a vista,quando isso ocorre costuma-se celebrar 2 negocios jurídicos,um preliminar que é a promessa de compra e venda e 1 definitivo que é a compra e venda,a pratica fez isso para proteger o devedor. Primeiro se faz uma promessa de compra e venda e o promitente deve pagar tanto,e uma vez quitado,o promitente vendendor deve outorgar a escritura definitiva de compra e venda que será levada ao RGI para a transmissão da propriedade de imóveis. O vendedor só transfere a propriedade após receber o preço todo,o titulo seria levado a registro,o comprador embora não tenha pago o preço seria proprietário,e caso fique inadimplente,seria necessário entrar com ação resisoria,para em seguida anular o registro,para em seguida reivindicar o bem. É mais ágil do ponto de vista de tutela que ele faça uma promessa de compra a venda,se no curso da promessa ocorre o inadimplemento pelo promietente comprador,sua tutela esta facilitada. Ele teria que entrar com uma ação de resolução e uma vez julgada a ação de resolução,ele consegue uma possessória. Se tem uma promessa de compra e venda descumprida,bastaria um procedimento extra judicial para caracterizar a mora,notifica o promitente comprador,esta inadimplente a meses,e tem 10 dias para purgar a mora,sob pena de resolução do contrato. E passado esses 10 dias,seria suficiente para a proprositura da ação de reintegração de posse. Mas o judiciário disse que a resciçao da promessa de compra e venda de imóvel só pode ser declarada judicialmente. Só se pode rescindir pela vi judicial,pois o judiciário quer controlar paraver se a rescisão é justa,quer proteger o promitente comprador para assegurar que seus direitos serão observados. Burocratiza a coisa excessivamente. Antes desse direito real,essa pratica começou a resultar em abusos,porque o dono do terreno encontrava um ionteresasado,fazia uma promessa de compra e venda,recebia o preço,fazia a mesma coisa d enovo,mesma coisa novamente. Prometia vender o mesmo bem várias vezes,e não havia controle sobre esses atos,pessoas pagavam e descobriam que foram enganadas. Outtro problema é quando proprietário não simplesmente não cumpria o contrato. Fazia uma de 200 mil,e logo depois outra por 300 mil,e naquela época não tinha instrumento para coibir isso,porque o que resolveu é uma obrigação de fazer,e não havia uma tutela especifica sobre ela,não havioa como coagir ela a assinar uma tutela especifica. O legislador interveio nesse terreno das relações entre particulares,o decreto lei 58/37 o direito real do promitente comprador,a promessa de compra e venda caso seja irretratável,irrevogável,não tenha clausula de arrependimento,pode ser levada ao RGi e uma vez registrada,ela passa a conferir ao promitente comprador um direito real aquisitivo. De tal maneira que ainda que o proprietário venha a vender para um terceiro,esse terceiro deve respeitar o cumprimento da promessa de compra e venda. O direito aquisitivo passa a ser oponível erga omnes,em razão da constituição do direito real. Se o dono do terreno quiser vender para outrem,qualquer tnetativa dele d edispor do bem para outra pesso,anoa é opnivel perante o promitente comprador pois sua promessa esta registrada.O decreto lei 58 avançou em outro ponto previu um instrumento de tutela que é a adjudicação compulsória,ou seja,uma ação judicial por meio do qual a parte requerente pode obter uma sentença que substitui a vontade do réu que se nega a outorgar a escritura definitiva. O promitente comprador obtem uma carta de sentença,e pede para registrar o imóvel em seu nome,substitui a declaração de vontade do promitente vendedor completamente,não fica mais exposto ao risco. Se o promitente vendedor estiver em falência,a falência não obsta a execução do contrato. 2 dispositivos no cc Artigo 1417e 1418 1417 Requisitos :Promessa de compra e venda de imóvel irretratável 2º Essa promessa deve ser levada a registro A partir do momento que é registrada,o promitente vendedor pode ate vender o bem a um terceiro,mas ele vai se subrogar no lugar do promitente vendedor e estará vinculado aod stermos da promessa de comrpa e venda. É uma eficácia erga omnes desse direito adquirido do bem.(ouvir 20:43ver se esta certo) 1418 Adjudicaçaão do imovel,possibilidade de obter o bem por meio dessa ação. O que acontece na pratica?As pessoas não levam a registro a promessa de compra e venda. Ou porque estão de má-fé ou para economizar o dinheiro,pois já vai ter que pagar na escritura definitiva. A pessoa não leva a registro,e quer lançar Mao da ação de adjudicação compulsória,não levou a registro,paga o preço todo,o promitente devedor não quer dar,e entra na justiça querendo a adjudicação do imóvel.Essa alegação é procedente?Por muito tempo,o STF entendia que precisava levar a registro pois era um requisito expresso. A adjucaçao comnpulsoria,não vinha como pressuposto de um direito real,e sim para uma obrigação de fazer de declarar (ouvir 20:47ver se esta certo e compleytar) Sumula 239 do STJ. Adjucaçao compulsória tem cabimento mesmo sem registro,porque o fundamento é a declaração de vontade. Promessa não é levada a registro,e ai o promitente vendedor vende o imóvel,o promitente comprador quer ir contra o terceiro adquirente. E a resposta é não,a promessa de compra e venda não levada a registro não é oponível ao terceiro adquirente,só vincula os dois,o promitente comprador e vendedor. Esses casos são raros,porque quando se faz uma promessa de compra e venda,o promitente comprador já fica na posse do imóvel,ele fica preocupado e se acautela.É difícil o vendedor conseguir passar a perna num terceiro interessado em comprar o imóvel. O judiciário tem uma tendência a relativizar o registro na promessa de compra e venda,ele tenta contemplar a pratica social,não obstante essa falyta de formalidade. O que acontece é um credor executar um devedor,ai chega na execução procura um bem,e vê que tem um imóvel,faz a penhora do imóvel,e ai o que acontece?O possuidor que etsa no imóvel entra com embargos de terceiro,trentando retirar o imóvel da incidência da execução. E mosytra que esta no imóvel com base em uma promessa de compra e venda. O imóvel é dele,por outro lado,tem o promitente comprador,e esta na posse do imóvel,e não levou a registro a promessa de compra e venda. O credor não teria encontrado qualquer sinal dessa promessa de compra e venda. Sumula 76 do STJCabe embargos de terceiro. Se for réu numa ação,você faz uma promessa de compra e venda,e uma pessoa mora lá,e pede para colocar embargos de terceiro. O STJ tem dito que a fraude resolve de outra maneira,mas assim funciona,pois não precisa de registro. Tem conseguido salvar o bem da execução. 28ª aula Começou a gravar:19:25 Direitos reais de garantia São direitros reais que procuram proteger o credor dos riscos de inadimplemento do devedor. É um fenômeno de garantia. Qualquer credor,encontra uma garantia geral contra o risco de inadimplemento do devedor,qual é essa garantia em geral?O patrimônio. Ex:Se alguém te der 10.000 e não pagar,você pode agredior o patrimônio do devedor e por meio de uma execução obter a satisfação do seu credito. Essa garantia embora seja boa,importante,não se deve desprezar a importância do patrimônio,mas ela é por várias razões pode se mostras insuficiente pro credor,e o credor pode querer uma garantia especial,em contraposição a garantia geral que é o patrimônio. Porque o patrimônio ele tem 1 caracteristica importante que é que ele é uma universidalidade de direito,não é tanto o que ele contem,mas o continente. Ex:Se você empresa 100 mil reais,tem a garantia que é o patriomonio,isso é bom?Depende do devedor,se seu devedor for o Bradesco,você fica tranqüilo;agora se for o Zé das couves,você fica mais preocupado,sabe-se lá se el tem um patrimônio que corresponda a essa dívida. O patrimônio não protege o credor dos riscos de insolvência,de inadimplemento do devedor,primeiro porque o devedor pode contrair mais débitos do que a sua capacidade de solvência.Ex:Você descobre que contraiu empréstimos de 2 mihoes mas tem patrimônio de 500 mil,é um estado de insolvência,e uma vez declarada judicialmente,haverá um concurso de credores que é péssima para ele. A idéia do concurso de credores é a pass conditio reditorum,ou seja,no caso de insolvência,os credores concorrem em igualdade de condições,de modo que o acervo do credor insolvente será repartido na proporção dos créditos. Tenho 10 mil reais,e o credito será de 2 milhoes,vou receber 5% do acervo,quero ter certeza que receberei meu credito inteiramente. Se o patrrimonio é de 500 mil,reais,e o credor tem 100 mil de credito,ee vai receber apenas quantidades. No concurso de credores,há uma classificação dos crediros,que é dada pela lei de falência,de modo que alguns credores são porivilegiados em detrimento de outros,os primeiros são os trabalhadores em até 50 salarios mínimos por decorrência de acidente de trabalho,em segundo ugar são os proprietários das garantias,e depois o fisco. Ex:Credor quirografário,que não tem nenhuma garntia legal,nem nenhum privilegio legal,pois ele tem apenas as mãos para pedir,somente tem a garantia legal. Trabahador Tenho 100 salarios mínimos,vou receber 50 salarios mínimos,em relação aos 50 salarios mínimos que não recebi vou virar quirografário. Entre os credores trabahistas ocorreria um rateio de acordo com a proporção dos crediros,dentro de cada categoria tem rateio. E ai vai observando a hierarquia dos créditos. Não protege ele de assumir mais dividas do que sua capacidade de pagamento e também não protege pela possibilidade do patrimônio ser despedaçado por atos de disposição do devedor. Como a garantiageral é o patrimônio,essa garantia geral não protege o credor dos riscos de insolvência do devedor,pode ter ação pauliana,mas ela tem um cabimento bem restrito,para evitar que ele dipapide antes da insolvência,esse instrumento que é a ação pauliana,esse instrumento tem utilidade restrita,questões de prova complicada e de difíci êxito. Por conta disso surgem as garantias especiais que são de duas ordens porque baseadas em dois instrumentos diferentes:as fidejussórias e as garantis especiais reais. Fidejussoria É a garantia especial baseada na assunção por um terceiro com o promisso de quitar a divida do devedor,se torna garantidor da divida por meio de um compromisso pessoal em paga-lá. Ex:Fiança.O fiador garante o pagamento da divida pelo afiançado. Por meio da técnica da garantia fidejussória,pode ir somando patrimônios para pagar a divida,se tiver 3 fiadores,serão 3 patrimonios. Isso é bom,mas todas as mazelas sobre patrimônio se aplicam a essa garantia,assim como o próprio devedor não (ouvir 19:42) Se aponta para as garantias reais como uma forma superior as fidejussórias,pois tem um vincuo direito de uma coisa,e não com o patrimônio,tem um vinculo com uma coisa determinada. Um dos princípios dos direitos reais é o principio da especialidade,só há direito real que tenha por objeto uma coisa determinada,especifica,a mesma coisa nesse exemplo,quem tem uma hipoteca a tem sobre um imóvel,quem tem penhor,tem sobre um bem móvel. E anticrese sobre o rendimento de bem imóvel. Não importa o quanto ele vai se endividar,eu terei uma garanti firme,sólida,que cai sobre aquele bem móvel,sobre aquele imóvel,ou rendimento de imóvel. Agora não se pode dizer que é superior a fidejussória,é melhor ter o Bradesco como fiador do que ter uma hipoteca. Se olharmos pros manuais,os autores elencam diversas características aos direitos reais de garantia,e se olharmos bem,podemos observar que há 2 caracteristicas que são caracteristicas reais:o carerizam as garantias reais 1ºCarater acessório do direito real. Por isso podemos diferenciar das demais categorias de direitos reais limitados. Apenas os direitos dessa categoria são acessórios,são direitos acessórios de uma relação obrigacional. Não existe uma hipoteca autônoma,um penhor autônomo,uma garantia real só faz sentido para garantir o pagamento de uma divida.Onde há um direito real de garantia,há um credito,um pagamento garantido. Os vícios de eficácia da relação obrigacional repercutem na eficácia e validade da garantia real. Ex:Contrato de mutuo,se ele é nulo,a garantia real será nula. 2ºCarater real do vinculo juridico estabelecido por essas garantias Qualquer garantia real é oponível a terceiros,são garantias dotadas de seqüela. Se o devedor confere em garantia ao seu credor uma hipoteca sobre imovel de sua propriedade,o devedor dono desse imóvel,ele pode ate vender esse imóvel,não se torna indisponível,mas esse ônus constituído sobre o imóvel,ele é oponível ao terceiro adquirente,o que adquirir o imóvel,estará adquriindo um imóvel gravado pela hipoteca,sujeito ao pagamento da divida contraída por aquele devedor. Esse terceiro estará sujeito aos efeitos da hipoteca,o credor pode executar a hipoteca,promover a excussão da hipoteca,o imóvel será vendido e o preço obtido será destinado ao credor para que ee satisfaça o credito,e isso vai acontecer independente de quem seja dono do imóvel,por conta da seqüela dos direitos reais,principalmente dos direitos reais limitados. Artigo 1419 2 caracteristucas presentes. Quais as espécies de direitos reais de garantia?a hipoteca,o penhor e a anticrese. Penhor e hipoteca são direitos reais de garantia semelhantes.E qual a diferença?Existe uma diferença que parece fundamental mas não é tanto,a grande diferença é o objeto,a hipoteca recai sobre imóveis salvo exceções relevantes que são as aeronaves e as embacações,que são objeto de hipoteca mesmo sendo bens moveis. Por sua vez,o penhor recai sobre bens moveis,é uma diferença relevante nos aspectos operacionais,os bens moveis,tem todo seu regime calcado na posse,isso vai relfetir na disciplina do penhor e da hipoteca. Como que o penhor e como a hipoteca uma proteção adicional ao credor?A principal resposta é a mesma,qual a principal proteção adicional?A preferência. Devemos lembrar que já vimos essa palavra,os conflitos em direito real são resolvidos pelo conflito temporal,primeiro no tempo,primeiro no direito. Aqui vemos a preferência em outro sentido,aqui é preferência no sentido de privilegio.No sentido de prioridade para a satisfação do seu crédito. No concurso de credores,há uma ordem de créditos,a ser observada no concurso,o credito garantido tem preferência tem preferência ao credito quirografário,antes do credor quirografário ser pago,será pago o credor com garantia real. A preferência consiste na prioridade e satisfação do credito nas hipóteses d econcurso de credores,e essa preferência se dá tanto nos concursos universais de credores,como nos concursos singulares de credores. Concurso universal Recai sobre todos os bens do devedor.Ex:Falencia.Há concurso para ratear todos os bens do patrimônio do devedor. Cioncurso singularVarios credores cobrando,e um único bem e todos querem habilitar sua penhora sob o mesmo bem,e terá um conrsuo de novo,quem recebe em primeiro,o preço de venda do imóvel,que é sobre determinado bem em que todos vão acabar concorrendo na hora de satisfazer os créditos. Creditos extra concursais Alguns créditos como a remuneração do administrador judicia da falência,ele recebe por fora,é uma despesa extra concursa. E uma coisa que são os titulares de credito com alienação fiduciária em garantia,todos os credores protegidos por ela,são extra concursais. Ex:Devedor tem 3 credores,A tem uma divida de 1 mil reais,B de 500 reais e C tem um credito de 500 reais perante D. D caiu em insolvência porque só tem como ativo um total de 1 mil reais,e vamos supor em um primeiro momento que todos são quirografários. A tem 50%,e os outros 25 %. A vai receber 500,e cada um dos outros recebe 250 reais,cada um recebe na proporção do seu credito.Todo mundo foi prejudicado da mesma maneira,em igualdade de condições na desgraça. Ex²:C tenha um penhor sobre uma jóia do D,logo C terá prioridade para satidfazer seu credito,a partir do valor obtido com a venda do objeto do penhor. Joia é vendida e é vendida por 500 reais,esse montante obtido com a alienação será oferecido ao credor pignoratício,o credor do penhor,ee vai abocanhar os 500 reais,e será 100% satisfeito,graças a essa garantia real,os demais vão ficar com as sobras. Sobrou 500 reais,um vai ter 2/3 e o outro 1/3 do total. A com 330 e B com 170 reais. Ele foi prejudicado pelo fato de existir um credor com garantia real e preferência,a mesma coisa em relação a b,que receberia 250 reais,e vai receber 170 reais,quem se deu bem foi o credor da garantia real,que recebe a integralidade do seu credito. Ex²:A jóia só vale 400 reais,nesse caso,os 400 são absorvidos pelo credor com garantia real,mas fica com saldo de 100,e em relação a esse saldo continua com a responsabilidade pessoal do devedor com seu patrimônio,mas ai terá 1000,500 e 100 na quaidade de credor quirografário,e o rateio acontece da forma. 600 reais que sobraram serão repartidos nessas condições,cada um recebe essa proporção dos 600 reais que sobrou. O credor com garatia real recebe os 400 e mais o rateio. EX³:Joia seja vendida por 600 reais,ele vai receber 500,garantia nunca é fonte de enriquecimento,ele recebe os seus 500 reais,e os 100 restantes vai pro montante da falência,vai ter nesse caso,500 reais para ser repartido entre A e B. Os 100 são revertidos em função da massa falida. O penhor ainda apresenta uma outra forma de proteção do credor,que é o direito de retenção da coisa empenhada.Nao se pode confundir empenhada com penhorada. Penhorado é quando há penhora,tem processo de execução e a coisa é colocada sob a guarda do juízo para ser alienada no processo de execução.Empenhado é quando é dado ao penhor. O penhor pressupõe a entrega do bem empenhado aocredor,essa é a regra gera,obvio que há modalidades de penhor que isso não funciona,a regra gera é que o bem empenhado deve ser entregado ao credor. Tenho que pegar a jóia na Mao do credor.Por que o penhor não oferece uma garantia adicional?Porque o credor não é obrigado a devolver o bem ate a pena satisfação do seu crédito. Esse direito de retenção acaba sendo um poder do penhor a pressionar o devedor a quitar sua divida.Já na hipoteca,isso não existe,porque estamos falando de bens imóveis,e ela nunca pressupõe a entrega do imóvel ao credor. O credor pode dispor de um bem dado em penhor. Ex:Quer vender uma jóia com garantia para o caio,é possível?É possível,mas o credor fala que vai pagar a divida com valor da venda,a alienação da coisa empenhada acaba gerando a extinção do penhor. A transmissão da posse do bem empenhado,é uma característica do penhor comum,ao lado dessa característica há diversas espécies de penhor especial,que é o penhor rural,sobre automóveis.Qual a garantia?É que nessas espécies,não se exige a entrega do bem empenhado ao credor,o devedor pode empenhar o bem mas perrmanecer na posse do bem. Os penhores especiais ocuparam um espaço no mercado maior do que o penhor comum,por 2 razões,porque o dessapossamento do devedor é muito custoso,ele perde o bem e muitas vezes o bem dado em penhor,ele usa na sua produção.} Se ele tivesse que se desapossar,ele perderia essa maquina,o custo pro devedor é alto,e o credotr inteigente não quer ferrar o devedor,ele quer receber o dinheiro dele. Se isso prejudica a capacidade dele de gerar rendimentos,ele esta agravando a inadimplência do devedor. O credor muitas vezes é um banco que não quer ficar na guarda da coisa,ele quer emprestar,não quer ficar com a coisa,até porque quem recebe,se torna depositário da coisa,tendo que zelar por ela. Quando a coisa é destruída,sem culpa do credor,não foi ee que fez isso,isso gera uma obrigação para o devedor,pois ele tinha uma garantia e perdeu,se não ter,ee pode executar naquele instante porque perdeu naquee instante a garantia.(ouvir 20:25ver se esta certo) Requisitos para a constituição de um direito real de garantia 1º Uma divida não vencida,atual,futura sob condição suspensiva,ninguém dá em garantia para pagar uma divida que já exigível,a garantia é sempre em relação a um risco futuro de inadimplência. E segundo coisa existente,determinada e alienavel. Artigo 1420 O bem deve ser disponível,se o bem for inalienável por alguma razão,a garantia é nula.Porque a possibilidade de execução da garantia pressupõe peo fato de que ela seja executável. Ela é executada pela alienação do bem objeto da hipoteca. É preciso um contrato escrito,com algumas clausulas com conteúdo mínimo,que colocam o artigo 1424. IValor da divida,não tem como colocar o valor da vidiva,que pode estar atrelada a variáveis,vai fazer uma estimativa,ou indicar o valor.(ouvir 20:29) Tem que ter os elementos minimos no contrato sob pena de ineficácia da garantia. Quem pode dar em garantia?Artigo 1420 1ª parte Só quem pode dispor,pode gravar o bem,via de regra,somente o proprietário do bem pode dar em hipoteca,penhor ou constituir anticrese. Quem confere o bem em garantia,não é o devedor da divida,não necessariamente quem presta a garantia real é o prioprio devedor,pode ter um terceiro garantidor da garantia real. Pode ate ser um negocio oneroso,pode pagar a alguém a rpestaçao de uma garantia real,tem uma triangulação:devedor,credor e o garantidor real que tem uma relação(ouvir 20:31) Tem a relação de base que é o credito do credor em face do devedor,e tem a garantia,tem uma triangulação. Artigo 1423É a garantia constituída sob o rendimento gerado por um bem imóvel Anticrese. O credor recebe a posse do imóvel,pode rete-lo ate aq uitaçao do seu credito,e ao longo desse tempo,pode se apropriar dos frutos gerados pela coisa imove e imputar os frutos ao pagamento do seu credito,é uma garantia sob rendimentos,não tem direito de executar o imóvel,o credor anticrético,não tem preferência para receber o valor do seu credito. A vantagem que a antítese propõe é reter o bem e se apropriar dos frutos gerados por esse bem imóvel. Se tiver o concurso de credores,se desfaz o direito de retenção. Ms na lei de falências,o privilegio é o direito de retenção. A anticrese não é usada,porue todos querem vender o bem,o credor anticrético que executa o bem,esta renunciando a anticrese,abrindo Mao dela,porque ele esta forçando sua venda,quando na verdade ele esta retendo o bem. Ela exige ainda o desapossamento do devedor,já que o credor receberá frutos por ea. Artigo 1428´É uma regra que anuncia a nulidade de uma especia de clausula contratual. Essa regra proibitiva se chama vedação ao pactum comissorio. A causula comissoria diz que se o devedor não pagar no vencimento,eu me torno proprietário do bem e a divida fica extinta,porque essa clausula desde o direito romano é proibida?Porque ela poderia encobertar injustiças contra o devedor,normalmente o valor do bem dado em garantia é superior ao valor da divida,nenhum credor aceita um bem em garantia cujo valor seja próximo ao valor do credito,e o valor do bem pode se desavalorizar,e o do credito pode aumentar com juros. Essa clausula autorizaria o credor,a se apropriar do bem de pleno direito,e sem que haja nenhum tipo de ajuste de contas entre eles,o devedor e o credor. Divida vale 5 mil,e ao bem 10 mil,o credor embolsaria a jóia e ficaria mais rico. O principio que esta por trás dea é o principio da vedação ao enriquecimento sem causa,o legislador pressupõe que o devedor que contrai uma divida esta premido pela necessidade,quem vai ao credor pedir dinheiro emprestado faz isso por necessidade,e não esta em condições de negociação semehantes ao credor,e aceitaria condições desfavoráveis em valor superior ao do credito. A vedação do pacto comissário,alem de ser uma proteção ao devedor,também é uma proteção aos demais credores. Ex:C tinha uma divida de 100 reais,jóia tinha sido dada em penhor,no contrato de penhor,tinha estipulada a clausula comissária,no vencimento caso não pague,C teria se apropriado da jóia,que valia 500 reais,e ele com uma divida de 100,isso porejudica não só o devedor,como os demais credores,porque esse excesso não pode ser repartido entre os demais credores. E se a clausula prever um ajuste de contas,no vencimento não paga a divida,se vê quando ele vale,vale 500,divida de 300,devolve 200.ESSa é a clausula ou pacto marciano,que premite o credor ficar com o bem no vencimento da divida,mediante previa avaliação do bem e ajuste de contas com o devedor. Não é fonte de enriquecimento pro credor. O pacto marciano é admitido?Nao se sabe,quase ninguém se interessa pelo assunto. E se não há clausula mas depois de vencida a dívida,chega o devedor,e fala fica com o bem e a divida esta extinta.Esse acordo é vedado ou tolerado? § único Daçao em pagamento,esta extinguindo a obrigação,com a entrega do bem. Mas se forem vários,não pode. O pacto comissário,só se caracteriza peo acordo que autoriza a ficar com o bem,quando esse acordo é feito antes do vencimento da divida,se é feito posteriormente ao vencimento,é possível. Se ee é celebrado após o vencimento,não há mais pacto comissário,mas sim dação em pagamento do bem dado em garantia. Hipoteses de vencimento antecipado da divida 1ª obsCodigo é assistemático. Artigo 333 e hipóteses do 1425 2ª obs:Nada impede que as partes estipulem outras hipóteses de vencimento antecipado da divida.O contrato pode prever o vencimento antecipado em outras hipóteses. Artigo 333 Falencia e concurso de credores Gera o vencimento antecipado de todas as dividas do devedor. IIO credor da hipoteca vendo que o objeto esta sendo penhorado por outro credor,e terá a oportunidade,de considerar seu credito vencido antecipadamente,para no momento do leilão,receber seu credito com preferência. Em tese,ele pode não optar por fazer isso. O processo é nulo na falta de citação do credor hipotecário. III Será retomado no 1425. Artigo 1425 I Há um imóvel dado em hipoteca,o imóvel pega fogo,isso vai desvalorizaro valor da hipoteca,a garantia que era boa,não é mais boa,ele pode intimar o devedor para substiruir a garantia,e caso ele não proceda isso,a um reforço para voltar ao status quo anterior,o credor pode considerar a divida vencida antecipadamente e cobra-la naquele momento,não seria justo com o credor,que tinha uma garantia,ficar aguardando o vencimento já que não tem mais a segurança de que receberá seu debito?É injusto. II Insolvencia ou falir III Credor te 20 parcelas a receber,devedor atrasa a 5ª,todas as parcelas subseqüentes são consideradas vencidas,e o devedor é cobrado por todas elas. Seria injusto com o credor obriga-loa a aguardar o pagamento de todas as obrigações diante de um indicio flagrante de que o devedor não esta honrando seu beneficoo. Se ele atrasou a quinta,vai continuar inadimplente,para que não fique de mãos atadas,o legisador considera que ele pode considerar vencida todas as hipóteses subseqüentes. Ele pode receber periodicamente ainda.(ouvir 20:58) O adiplmeneot substancial considera abusiva resolver o contrato,ela diz que o devedor não pode resolver o contrato,e cobrar a divida. IVMuito próxima do inciso I. VEx:Um imóvel hipotecado é desapossado pelo poder publico,há indenização a ser paga pelo poder publico,e o credor pode pleitear a parcela do seu credito. Artigo 1430 Se o bem for menor,que o valor da divida,pelo restante ele se torna quiroragrafario e participa do rateio. Responsabilidade real subsiadiaria do devedor,caso o credor não seja plenamente satisfeito com a execução da garantia real,o devedor continua pessoalmente obrigado em seu patrimônio pelo restante.