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RESUMO SOBRE POSSE 
AULA EXPLICADA 
 
CLASSIFICAÇÃO DA POSSE 
1. POSSE DIRETA X POSSE INDIRETA 
Posse direta: é aquela que você está em contato direto com a coisa. 
Posse indireta: é aquela que você tem o poder econômico sobre a coisa, 
mas não está em contato direto. 
2. POSSE JUSTA X POSSE INJUSTA 
É o critério objetivo da posse. 
A posse é justa quando ela não foi obtida de forma violenta, ou seja, não 
foi obtida de alguma forma que usou força física para se obter, não foi 
obtida às escuras / escondidas / de forma clandestina, ou então é uma 
posse obtida de forma pacifica, mas se recusa a devolver. 
Posse violenta: é aquela que usa de força física para obtê-la. 
Posse clandestina: é aquela que é obtida de forma oculta. 
Posse precária: é aquela que você recebeu licitamente, mas na hora que 
foi pedida de volta você não devolveu, se transformando em posse 
precária. 
Se a posse for violenta, clandestina ou precária ela é considerada posse 
injusta para o direito. 
Nas hipóteses de posse violenta, clandestina ou precária não cabe 
usucapião! Pois não cabe usucapião para posse injusta! A não ser que 
seja convalidada, mas apenas para posse violenta ou clandestina, pois 
posse precária não se convalida! 
Só caberá usucapião, se essa posse injusta seja convalidada, pois 
depois que passa um tempo da posse violenta, ela pode se transformar 
em posse pacífica, que aí sim poderá começar a contar o prazo. 
Tradicionalmente, entende-se que posse precária nunca vai deixar de 
ser precária, pois se eu pedi de volta e você não devolveu, você tem que 
devolver, ou seja, a precariedade começou com você não me 
devolvendo. 
A posse precária não se convalida nunca mais, esse é o entendimento 
tradicional. 
Então uma vez emprestado para sempre será emprestado, uma vez que 
um caseiro cuida de uma casa no sitio ele será sempre caseiro e não 
caberá usucapião. 
Mesma coisa, é o locatário, ele pode ficar anos no imóvel, mas ele não 
vai adquirir a propriedade por usucapião, pois esse não tem posse ad 
usucapionem, ele tem posse ad interdicta. 
3. POSSE DE BOA-FÉ X POSSE DE MÁ-FÉ 
É o critério subjetivo da posse. 
Não está mais apreciando se a posse é justa ou injusta, se é violenta, 
clandestina ou precária. 
Está analisando a pessoa do possuidor, ou seja, se o possuidor sabia se 
que aquela posse é injusta. 
Se ele sabia que a posse era injusta: ele é possuidor de má-fé. 
Se ele não sabia que a posse era injusta: ele é possuidor de boa-fé, ou 
seja, ele desconhece o vício. 
Pergunta: Vamos supor que ele está em uma área invadida, essa pessoa 
está em uma posse injusta. Eu vou presumir que ele é possuidor de boa-
fé ou de má-fé? 
Resposta: Presume-se que ele é de boa-fé. Pois boa-fé se presume e 
má-fé se prova. 
PRESUNÇÃO 
Presunção → Boa-fé se presume e má-fé se prova. 
Não vou nunca presumir que alguém está agindo de má-fé, não existe 
isso no direito. 
Você nunca presume má-fé de ninguém, você sempre boa-fé, pois você 
vai ter que provar a má-fé. 
4. POSSE NOVA X POSSE VELHA 
Posse nova ou de força nova: é aquela que tem menos ano e dia. 
Posse velha ou de força velha: é aquela que tem mais de ano e dia. 
Desde o momento que cessou o ato de violência, clandestinidade ou de 
precariedade, o seja, desde o momento que ela realmente está na 
posse. 
Relembrando que se a pessoa começar a perturbar a outra querendo a 
posse do imóvel da outra, enquanto ela está perturbando, ela não tem 
posse. 
Exemplo: Vamos supor que eu estou na minha casa. Sai para trabalhar. 
A Ana Júlia entra na minha casa, hoje, dia 20, ela entrou na minha casa. 
Quando cheguei dia 20 à noite, peguei ela pelos cabelos e tirei da minha 
casa. E a lei permite (explicação abaixo). 
Comentário: Posse é um dos poucos casos que o direito permite que 
faça justiça com as próprias mãos. É um dos raros casos que o Código 
Civil diz que eu posso usar o desforço imediato (entrei na casa e ela está 
lá e eu tiro ela pelos cabelos). 
Exemplo: Continuando o exemplo, tirei ela da minha casa dia 20. Dia 21 
eu sai para trabalhar e ela faz a mesma coisa. Ela arromba a fechadura 
da minha casa e entra novamente na minha casa. Eu tiro ela de novo 
pelos cabelos. Dia 22 ela faz a mesma coisa. Eu troco a fechadura no dia 
23 e ela arromba de novo. Dia 24 eu coloco uma pessoa para impedir 
que ela entre. Ela vai com outra pessoa que engana a pessoa que eu 
deixei e ela entra de novo na minha casa. Ela vai armada. Quando eu 
chego na minha casa eu vejo a arma e fico com medo e deixo ela lá. No 
dia 25 eu não tento entrar. Dia 26 eu tento entrar de novo na minha casa, 
eu empurro a porta. E a ana julia dá tiros para cima, eu saio de novo. Dia 
27 eu jogo a toalha e desisto, agora vai ser na justiça. 
Pergunta: Quando ela tem a posse? 
Resposta: Quando eu joguei a toalha e desisti de tentar lutar contra ela. 
Nesse tempo que eu estou lutando com ela, ela não tem posse. Durante 
esses atos de violência, não está correndo esse prazo. 
Durante esse tempo que ela está praticando atos de violência ela não 
tem posse, pois ela não tem poder econômico nenhum sobre a coisa. 
Ela só tem posse no momento que eu jogo a toalha e desisto. E só aí, 
começa a correr esse prazo para propor a ação possessória. 
Se passar 2 anos, não perde o direito da casa, pois usucapião não 
acontece em dois anos, então eu não perdi o direito da minha casa. 
Esse prazo de um ano e um dia, é o prazo para que eu possa propor uma 
ação possessória em por procedimento especial, que me dá o direito de 
liminar imediatamente. 
Mas eu não perdi a chance de propor uma ação possessória contra ela 
não! Eu posso propor uma ação possessória mesmo que tenha passado 
2 anos, só que aí eu não vou ter esse procedimento especial. 
Pois o procedimento especial eu só tenho se caso de posse nova. Se for 
uma posse velha, aí eu terei que propor uma ação por procedimento 
comum. 
 Obs: Durante esse tempo ainda pode ficar usando a autotutela. 
5. POSSE AD INTERDICTA X POSSE USUCAPIONEM 
O locatário nunca vai conseguir o usucapião, pois ele tem posse 
precária, da mesma forma quem recebeu emprestado, da mesma forma 
depositário. A única coisa que ele tem na proteção da posse dele, é 
contra o possuidor indireto ou contra terceiros que queiram tirar ele de 
lá. Mas proteger a posse para fins de aquisição de propriedade, por isso 
a posse ele é uma posse ad interdicta, só porque ele tem direito aos 
interditos possessórios, que são as ações possessórias. 
Já outras pessoas que tem posse e tem o direito de adquirir a 
propriedade através o decurso do tempo, é chamada de posse 
usucapionem ou ad usucapionem. 
COMPOSSE 
É a posse simultânea de mais de uma pessoa sobre um bem indivisível. 
Quando tem uma casa e exerce composse sobre a casa o marido e a 
mulher. E quando os pais morrem, e ficaram os três filhos. Esses três 
filhos exercem composse sobre a casa. 
É quando várias pessoas exercem a posse sobre um bem indivisível. 
Todas podem reclamar sozinhas ou em conjunto demandas 
possessórias contra terceiros. 
Comentário: Nos três filhos que estão lá, se alguém tentar invadir o 
imóvel. Só um deles pode abrir uma ação possessória ou os três juntos. 
O que não pode acontecer é um propor uma ação possessória contra o 
outro (um evitar que o outro exerça sua posse). 
MOMENTOS DE AQUISIÇÃO DA POSSE 
É quando a pessoa consegue exercer a posse sobre o bem. 
A posse é o exercício de um dos poderes de propriedade que são USAR, 
FRUIR, DISPOR E REAVER. Quando a pessoa consegue fazer isso ela já 
adquiriu a posse. 
Qualquer pessoa pode adquirir a posse, inclusive por procuração. 
CLÁUSULA CONSTITUTI X TRADITIO BREVI MANU 
São aquelas cláusulas contratuais que a pessoa exerce a posse a um 
título e depois passa a exercer a mesma posse só que a outro título. 
Tratitio Brevi Manu 
Locatário está exercendo a posse como locatário, continua na posse do 
bem, mas compra o imóvel, ainda continua na posse do bem, só que 
agora ele não é mais locatário, ele é proprietário,isso é o que chamamos 
de traditio brevi manu. 
A pessoa exercia a posse a título precárie e passa a exercer a título troca, 
ou seja, ele exercia a posse em nome de outra e passa a exercer em título 
próprio. (o contrário é a cláusula constituti) 
Cláusula Constituti 
A pessoa era dona do imóvel, morava no imóvel, exercia posse no 
imóvel como proprietária. Vende o imóvel, mas continua morando 
lá como locatária. 
Ela continua na posse do bem só que mudou a natureza da posse, 
isso se chama cláusula constituti. 
Ela adquiriu a posse nesse momento? Não, pois ela já tinha a 
posse. Só mudou a natureza da posse. 
Ela era proprietária e possuidora, agora ela é só possuidora. 
Ela exercia posse direta nos dois casos. 
PERDA DA POSSE 
Os casos de perda da posse são similares aos de perda de 
propriedade. 
FRUTOS E PRODUTOS 
Frutos é tudo aquilo que não altera a substancia e produtos é tudo 
aquilo que altera sua substância. 
RESPONSABILIDADE PELA PERDA OU DETERIORIZAÇÃO DA 
COISA 
Possuidor de boa fé não responde pela perda ou deterioração da 
coisa, a que não der causa. Se ele der causa ele responde. 
Possuidor de má fé responde por tudo, ainda que acidentais, salvo 
se ele conseguir provar que aquilo iria acontecer mesmo se ele 
não estivesse na posse da coisa. 
Exemplos para compreensão da aula 
Exemplo: Eu invadi o imóvel dela, pois ela era minha vizinha. E ela disse para mim 
“cuida do meu apartamento que eu vou ficar 2 anos no Canadá”. Ela se mudou para 
o Canadá e deixou a chave do apartamento dela. Eu pego o apartamento para alugar. 
Peguei o apartamento e aluguei para o Fernando. 
Pergunta: Minha posse é justa ou injusta? 
Resposta: É injusta, pois teve vício de clandestinidade, é uma posse injusta por 
clandestinidade, pois alugou sem a dona saber. 
Pergunta: Minha posse é de boa ou de má fé? 
Resposta: É de má-fé, pois eu sabia que a posse é injusta. 
Pergunta: A posse do Fernando é justa ou injusta? 
Resposta: É injusta, pois essa posse ainda é escondida da dona (é clandestina). 
Comentário: Geralmente essa característica da posse ser justa ou injusta acompanha 
a posse para onde ela for. 
Pergunta: A posse do Fernando é de boa ou de má-fé? 
Resposta: É de boa-fé, pois ele desconhece que essa posse é injusta. 
Comentário: Enquanto ele estava na posse ele fez benfeitorias na coisa. 
 
 
 
 
 
 
 
III. Indenização pelas benfeitorias realizadas 
Durante o tempo que a pessoa estava exercendo a posse ela pode ter feito melhorias 
na coisa. 
☆ Benfeitoria: obra realizada pelo homem, na estrutura da coisa 
principal, com o propósito de conservá-la, melhorá-la ou embelezá-la. 
É tudo aquilo que é feito na estrutura da coisa e que é incorporado no bem. 
☆ Podem ser: 
→ Necessárias: é tudo aquilo que conserva e protege o bem 
Ex: Consertar o encanamento devido a vazamento de água. 
→ Úteis: é tudo aquilo que melhora o uso 
Depende de autorização do proprietário. 
Ex: Construir boxe no banheiro. 
→ Voluptuárias: é tudo aquilo que embeleza a coisa 
Ex: Colocar gesso no quarto para embelezar. 
a) Possuidor de boa-fé: tem direito à indenização das benfeitorias 
necessárias e úteis, bem como, quanto às voluptuárias, se não lhe 
forem pagas, a levantá-las, quando o puder sem detrimento da coisa, e 
poderá exercer o direito de retenção pelo valor das benfeitorias 
necessárias e úteis (art. 1.219). 
☆ Reivindicante indeniza pelo valor atual da benfeitoria. 
b) Possuidor de má-fé: serão ressarcidas somente as benfeitorias 
necessárias; não lhe assiste, todavia, o direito de retenção pela 
importância destas, nem o de levantar as voluptuárias (art. 1.220). 
☆ Reivindicante tem o direito de optar entre o seu valor atual e o seu custo. 
Exemplos para compreensão da aula 
Exemplo: Continuando, quando a dona volta para a casa dela, ela vê o Fernando na 
casa dela. Ela entra com uma ação possessória contra o Fernando, pois ela diz para 
ele sair da casa dela e ele diz que não. 
Comentário: Nesse momento, o Fernando passa a ser possuidor de má-fé, pois nesse 
momento ele fica sabendo que a posse dele é injusta. 
Comentário: Agora ele sabe que a posse dele é injusta e agora ele passa a ser 
possuidor de má-fé. 
Comentário: A posse dele deixa de ser clandestina e passa a ser precária, pois ele 
não quer devolver. 
Exemplo: Continuando, ela propõe uma ação possessória contra ele. Mas ele diz que 
fez algumas benfeitorias. Vamos supor que ele consertou o encanamento por 
vazamento de água (benfeitoria necessária), construiu o boxe com autorização do 
dono (benfeitoria útil) e colocou gesso (benfeitoria voluptuária). 
Pergunta: E as benfeitorias que ele fez, como fica? Quem vai pagar? O que ele tem 
direito de receber? 
Resposta: Depende se ele era possuidor de boa-fé ou de má-fé quando fez essas 
benfeitorias. 
Possuidor de boa-fé Possuidor de má-fé 
Tem direito apenas às 
necessárias e úteis 
Tem direito apenas às 
necessárias 
Tem direito de retenção Não tem direito de retenção 
Não tem direito às voluptuárias 
Não tem direito às úteis e 
voluptuárias 
Pode remover as voluptuárias 
Não pode remover as 
voluptuárias 
 
POSSUIDOR DE BOA-FÉ 
Comentário 1: Vamos supor que ele era possuidor de boa-fé e fez as benfeitorias, 
antes da dona voltar, ou seja, ele fez quando não sabia que a posse era injusta. 
→ Possuidor de boa-fé 
Se quando ele fez essas benfeitorias ele era possuidor de boa-fé: 
→ Tem direito às necessárias e úteis 
Tem direito de ser indenizado pelas benfeitorias necessárias e úteis (se tiver 
autorização do dono). 
→ Tem direito de retenção 
E ele pode reter o imóvel enquanto ele não for indenizado das benfeitorias 
necessárias e das úteis, ou seja, ele pode ficar com a coisa enquanto não for 
pago. 
* Direito de retenção: é o direito de não devolver a coisa enquanto você não 
for ressarcido 
Ex: Eu não vou devolver o imóvel enquanto você não me pagar o que eu fiz. 
→ Não tem direito às voluptuárias 
Já pelas benfeitorias voluptuárias ele não tem direito de ser indenizado. 
Nas benfeitorias voluptuárias, ele pode apenas remover, desde que não cause 
nenhum prejuízo a coisa. 
Obs: O forro de gesso ele não pode tirar. Mas se fosse uma estátua que ele 
colocou no meio da sala ele poderia remover. 
 
 
 
POSSUIDOR DE MÁ-FÉ 
Comentário 2: Vamos supor que ele era possuidor de boa-fé. A dona chegou e disse 
que ia propor uma ação possessória contra ele e ele se recusou a sair. Ele passou a 
ser possuidor de má-fé. Depois disso, estourou o cano do banheiro, depois disso ele 
resolveu colocar um boxe, depois disso ele resolver enfeitar o forro de gesso. 
→ Possuidor de má-fé 
Se quando ele fez essas benfeitorias ele era possuidor de má-fé: 
→ Tem direito apenas às necessárias 
Tem direito de ser indenizado apenas pelas benfeitorias necessárias. 
→ Não tem direito de retenção 
Ele não pode reter o imóvel enquanto ele não for indenizado, ou seja, ele não 
pode ficar com a coisa enquanto não for pago. 
* Direito de retenção: é o direito de não devolver a coisa enquanto você não 
for ressarcido 
Ex: Eu não vou devolver o imóvel enquanto você não me pagar o que eu fiz. 
→ Não tem direito às úteis e voluptuárias 
Já pelas benfeitorias úteis e voluptuárias ele não tem direito de ser indenizado. 
E nas benfeitorias voluptuárias, ele pode não pode remover, pois ele agiu de 
má-fé. 
 
 
 
 
 
 
Quadro explicativo 
 
TIPO DE 
POSSUIDOR 
FRUTOS BENFEITORIAS 
RESPONSABILIDADE 
(PERDA OU 
DETERIORAÇÃO DA 
COISA) 
POSSUIDOR 
DE BOA-FÉ 
TEM DIREITO AOS 
FRUTOS COM 
EXCEÇÃO DOS 
PENDENTES 
NECESSÁRIAS E ÚTEIS 
(COM RETENÇÃO). 
VOLUPTUÁRIAS PODE 
LEVANTAR SE NÃO 
CAUSAR PREJUÍZO À 
COISA PRINCIPAL. 
SOMENTE RESPONDE 
POR DOLO OU CULPA 
POSSUIDOR 
DE MÁ-FÉ 
NÃO TEM DIREITO. 
RESPONDE PELOS 
FRUTOS COLHIDOS E 
PELOS QUE DEIXOU 
DE COLHER. 
SOMENTE 
NECESSÁRIAS, MAS 
SEM RETENÇÃO. 
RESPONDE, AINDA 
QUE POR FATO 
ACIDENTAL. 
 
 
 
 
 
 
 
IV. Proteção possessória☆ Atenção aos significados de: esbulho, turbação, ameaça, legítima 
defesa e desforço imediato 
O Código Civil traz duas formas de proteção possessória. 
a) De direito material: a legítima defesa e o desforço incontinenti ou 
imediato: 
Essa primeira é uma que não usa ações judiciais. Ela se utiliza de legitima defesa e 
desforço imediato, que são formas possibilitadas pelo Código Civil como hipóteses 
de autotutela. 
→ Legítima defesa é quando se utiliza de sua força de forma moderada para evitar 
que aconteça, ou seja, para repelir uma ação injusta. 
→ Desforço imediato é quando já aconteceu a tomada de posse e você 
automaticamente retira a pessoa. 
☆ Art. 1.210. O possuidor tem direito a ser mantido na posse em caso de 
turbação, restituído no de esbulho, e segurado de violência iminente, se 
tiver justo receio de ser molestado. 
☆ § 1º O possuidor turbado, ou esbulhado, poderá manter-se ou 
restituir-se por sua própria força, contanto que o faça logo; os atos de 
defesa, ou de desforço, não podem ir além do indispensável à 
manutenção, ou restituição da posse. 
A legitima defesa e o desforço imediato precisam ser moderados. 
☆ § 2º: Não obsta à manutenção ou reintegração na posse a alegação 
de propriedade, ou de outro direito sobre a coisa. 
b) De direito processual: 3 demandas mais frequentes. 
São três situações possessórias a serem analisadas no caso concreto. 
AÇÕES POSSESSÓRIAS 
1) Ação de Reintegração de Posse — Em caso de esbulho 
Restituído da posse em caso de esbulho. 
2) Ação de Manutenção de Posse — Em caso de turbação 
Mantido na posse em caso de turbação. 
3) Interdito Proibitório — Em caso de ameaça à posse 
Segurado de violência iminente em caso de leve ameaça à posse. 
CARACTERÍSTICAS 
☆ São fungíveis 
Pois como essa ação possessória é muito rápida, as vezes você está sofrendo 
uma ameaça e tem que propor uma ação, na hora que o juiz vai apreciar a 
ação não é mais ameaça, a pessoa já tomou conta do imóvel. 
Não precisa propor uma outra ação, pois elas são fungíveis, ou seja, você tem 
que explicar os fatos. 
O fato de você ter proposto uma manutenção de posse, pois está sofrendo 
ameaças, não vai fazer com que o juiz determine uma restituição de posse, se 
a ameaça já foi concretizada e já te tiraram de lá. 
☆ Podem cumular pedidos e têm caráter dúplice 
Ação de natureza dúplice é quando o juiz, não dando aquilo que o autor quer, 
automaticamente reconhece direito para o réu. 
Na hora que o juiz julga improcedente a ação possessória do autor, automaticamente 
ele deu a posse do bem para o réu. 
Quando uma pessoa entra com uma ação possessória contra a outra, se a ação for 
julgada improcedente, significa dizer que o juiz disse que essa outra é a legitima 
proprietária. 
Ex: Se eu entro com uma ação de reintegração de posse contra a Ana Júlia, se o juiz 
julgar o meu pedido improcedente significa dizer que o juiz disse que ela é a legítima 
proprietária do bem. 
Ex: Ação de guarda, com um pai e uma mãe brigando pela guarda do filho. A mãe 
propôs uma ação de guarda contra o pai dizendo que quer a guarda do filho. Se o 
juiz julgar a ação da mãe improcedente, automaticamente ele dá a guarda para o pai. 
☆ Exceção de domínio não pode ser invocada 
Quando se discute posse não se discute propriedade. 
Aqui, as pessoas estão brigando por causa de posse, então não vai usar juízo para 
dizer quem é proprietário. 
☆ Excepcionalmente é admitida quando a posse é disputada com base 
no próprio título de propriedade 
Agora, se os dois estão brigando pela posse alegando que são os donos, aí poderá 
usar o juízo para dizer quem é proprietário (ex: grilagem). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Esbulho Turbação Ameaça 
Quando uma 
pessoa se apodera 
ilegitimamente da 
coisa alheia. 
Nesse caso, há 
perda de posse 
Ato que impede o 
pleno exercício da 
posse pelo seu 
legítimo possuidor 
Há justo e fundado 
receio de que a 
posse venha a sofrer 
turbação ou 
esbulho. 
Cabe ação de 
reintegração de 
posse 
Cabe ação de 
manutenção de 
posse 
Cabe interditio 
proibitório 
 
Esbulho Turbação 
Privação ilegal e total da posse 
do bem 
Privação ilegal parcial da posse 
do bem 
Dono fica impossibilitado de 
controlar e usar o bem 
Ações impedem ou dificultam o 
controle e o uso do bem pelo 
seu dono 
Ação de reintegração da posse Ação de manutenção da posse 
 
 
 
 
 
 
 
AÇÕES POSSESSÓRIAS 
Ação de 
Reintegração 
de Posse 
Ação de 
Manutenção 
de Posse 
Interdito Proibitório 
Esbulho Turbação Ameaça à posse

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