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Direito Civil – Pessoas e Bens – 1º Termo Somente a união pode legislar sobre o Código Civil Art. 1º Ordem Civil: Patrimônio, Família e Negócios. Toda pessoa é capaz de direitos e deveres! Indiferentemente do sexo. Animais no Direito Civil No direito civil os animais são coisas e não titulares de direitos! Coisas Semovente: Coisa viva, que se move. (os animais) Os animais não tem personalidade civil. Art. 2º Personalidade Civil: é a aptidão genérica para ter direito e deveres. (no nascimento com vida) Só teremos direitos civis, no nascimento com vida. Nasceu morta – Não tem direitos civis. Nasceu e viveu minutos – Titular de direitos. A medicina decidirá se nasceu com vida. Nascituro – Feto em gestação. Incolumidade ● Incolumidade - isenção de perigo, de dano; segurança. ● DIREITO PENAL situação do que está protegido e seguro (falando de bens que se quer proteger.) Alimentos Gravídicos – Alimentos devidos para uma mulher grávida. Os nascituros titularizam direitos pessoais (Vida, Integridade física, Honra) desde a concepção. Porém os direitos patrimoniais estão condicionados ao nascimento com vida. ● Embriões Os embriões não nidados são considerados concepturos e não nascituros. o Nidar: planejar e estruturar algo de forma cuidadosa, assim como os pássaros constroem seus ninhos. o Concepturos: Concepturo é o feto que ainda está para ser concebido. Se não estiver em gestação, não tem direitos. Capacidade de direito: todos têm. (qualquer pessoa tem capacidade civil de direitos) Capacidade fato ou exercício: Apenas alguns terão. (todos que não são incapazes = Incapacidade art. 4º, Código Civil) ● Menor Incapaz: é aquele que não pode por si só exercer os atos da vida civil. Absolutamente Incapaz: menor de 16 anos. Os menores serão representados por seus pais, e na ausência destes, por um tutor nomeado pelo juiz. O brasil não adota a teoria do menor maduro para negócios judiciais. Qualquer negocio jurídico realizado pelo menor sem representação é nulo. Os relativamente incapazes serão assistidos pelos seus pais ou tutores. Art. 105 A incapacidade relativa de uma das partes não pode ser invocada pela outra em benefício próprio, nem aproveita aos interessados capazes, salvo se, neste caso, for indivisível o objeto do direito ou da obrigação comum. Art. 180. O menor, entre dezesseis e dezoito anos, não pode, para eximir-se de uma obrigação, invocar a sua idade se dolosamente a ocultou quando inquirido pela outra parte, ou se, no ato de obrigar-se, declarou-se maior. Incapacidade só beneficia o incapaz, se ele não agir dolosamente. Menor de 18 e maior de 16. Maior de 16 pode fazer testamento, ser testemunha no processo civil. Um maior pode colocar um menor (entre 16 e 18 anos) pode ser representante contratual. Ébrios Habituais (alcoólatra) e dependentes tóxicos Internações: Voluntária – Quando a própria pessoa pede; Involuntária – Realizada a pedido da família; Compulsória – determinada pelo poder judiciário; ● Curador Aos maiores incapazes de forma definitiva será nomeado um curador. ● Curador Quando Alguém apresenta incapacidade permanente será judicialmente interditado e nomeado um curador. Dali para frente os negócios deverão ser realizados por intermédio deste curador. As pessoas com deficiências serão privadas de atos negociais. Porém, podem se casar, divorciar, adotar, ter a guarda de filhos etc... Ao realizar um negócio com uma pessoa “doida”? Um contrato com a pessoa não interditada, mas desprovida de capacidade valerá se o preço for justo e o contratante estiver de boa-fé. ● Pródigos Alguém que gasta de forma imoderada os seus bens e dinheiro, colocando em risco ou a efetiva perda do seu património. Os pródigos podem ser interditados judicialmente, tendo alterada a sua capacidade civil para relativamente capazes. Tomada de decisão apoiada: o próprio individuo alega que não dá conta da própria vida, sendo assim juntada o apoio de outras duas pessoas. ● A Capacidade Mental do Indígena Definida caso por caso, a depender da sua “aculturação”. Depende do Grau de aculturamento! ● Emancipação Emancipação não muda a imputabilidade penal. Art. 932, inciso I – A emancipação não retira do pai a responsabilidade. Emancipação voluntária: inciso 1 parte inicial. Emancipação Judicial: inciso 1 parte final. ● Emancipação voluntária: ocorre por meio da autorização dos pais, por meio de escritura pública. – Independe de autorização judicial. ● Emancipação judicial: ocorre por meio de sentença, quando não há consenso dos pais ou quando não detém o poder familiar e o menor está sob tutela. ● Emancipação legal: ocorre de forma automática, quando o menor se encaixa em algumas situações previstas em lei, como casamento, emprego público efetivo, colação de grau e possuir economia própria. O processo é irreversível, por isso é recomendado que seja muito bem avaliado pelos responsáveis, em caso de emancipação voluntária. Repristinação: Repristinar – Voltar a forma primitiva; restaurar. União Estável não emancipa. Morte para o Direito Civil Art. 6º A existência da pessoa natural termina com a morte; presume-se esta, quanto aos ausentes, nos casos em que a lei autoriza a abertura de sucessão definitiva. ● Princípio da Saisine Morto alguém, nesse exato momento o patrimônio se transfere imediatamente aos seus herdeiros. Abertura de Sucessão – No momento da morte. Para o Direito Civil todo patrimônio tem dono, não se admite lapso de transferência. Com o fim da atividade cerebral, o indivíduo está morto. ● Ortotanásia - Se refere à morte natural de um paciente sem interferência da ciência, permitindo-lhe uma morte digna e sem sofrimento. É autorizada pelo Direito brasileiro, pela dignidade pessoal. ● Eutanásia São métodos físicos ou químicos de interrupção de vida, por humanidade. É crime no Direito brasileiro, sendo configurado como Homicídio Privilegiado. ● Suicídio Assistido Fornecer os Meios necessários para o individuo retirar sua vida. No Direito brasileiro, é considerado crime o Suicídio Assistido. Art. 122 do CP. ● Distanásia Manter o indivíduo vivo por meios artificiais. Morte presumida Art. 7 o Pode ser declarada a morte presumida, sem decretação de ausência: I - Se for extremamente provável a morte de quem estava em perigo de vida; II - Se alguém, desaparecido em campanha ou feito prisioneiro, não for encontrado até dois anos após o término da guerra. Parágrafo único. A declaração da morte presumida, nesses casos, somente poderá ser requerida depois de esgotadas as buscas e averiguações, devendo a sentença fixar a data provável do falecimento. Justificação de morte – Ação judicial utilizada para o reconhecimento da morte presumida. Para todo caso deve haver evidente risco de morte, e buscas esgotadas. Desaparecimento (sumiço) Ausência – se dá quando alguém desaparece sem indicativo de morte. Aplica-se os Art. 22 a 39 do Código Civil O Ausente mantém sua capacidade, independente de seu desaparecimento. A Requerimento do interessado (ou Ministério Público), abre-se um procedimento de ausência. Preferencialmente cabe ao Cônjuge a curatela. (após: pais, filhos e netos) Não havendo familiar, nomeia-se Curador Dativo. Passo a passo: 1º Petição inicial 2º Nomeia como curador 3º Após um ano da arrecadação do patrimônio (sem o indivíduo aparecer) 4º abre-se edital 2º Fase = 5º Abre-se a sucessão provisória (provisoriamente por 10 anos) – O patrimônio tem que ser mantido. Os descritos no Art. 27. Não tendo bens a penhorar, não se pode utilizar o patrimônio da sucessão provisória.3º Fase = 6º Abre-se a sucessão definitiva (por mais 10 anos) – Somente o indivíduo recebe o que tiver no momento em que aparecer. Pode ser reduzida para 5 anos se o ausente ter mais e 80 anos Comoriência Quando duas ou mais pessoas herdeiras entre si morrem no mesmo lugar (no mesmo incidente), no mesmo momento. Registros Públicos Públicas para a segurança dos negócios: Art. 9 o Serão registrados em registro público: I - os nascimentos, casamentos e óbitos; II - a emancipação por outorga dos pais ou por sentença do juiz; III - a interdição por incapacidade absoluta ou relativa; IV - a sentença declaratória de ausência e de morte presumida. Obs.: Os registros de adoção não podem ser públicos. Averbações – Alterações dos registros. Art. 10. Far-se-á averbação em registro público: I - das sentenças que decretarem a nulidade ou anulação do casamento, o divórcio, a separação judicial e o restabelecimento da sociedade conjugal; II - dos atos judiciais ou extrajudiciais que declararem ou reconhecerem a filiação;