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O diagnóstico implica no exame histológico da mucosa obtida por biópsia via endoscopia di- Gastropatia aguda Muitas vezes uma gastropatia aguda passa despercebida, sem manifestar sintomas, dessa forma o paciente não procura um médico. Além disso, é comum ela se curar sozinha quando se tira o agente agressor que na maioria das vezes é transitório, como álcool. O paciente com gastropatia pode apresentar sintomas como dor epigástrica, náuseas e vômitos. Em casos mais graves ocorre episódios de hemorragia que se caracterizam por hematêmese e melena. Numa endoscopia, se não forem encontrados erosões, áreas hiperemiadas ou um processo inflamatório evidente não costuma se fazer uma biópsia e o diagnóstico se dá como uma gastropatia. Ao apresentar áreas de erosão endoscópicamente se faz uma biópsia para descartar a hipótese de células neoplásicas no local. GASTROPATIA Gastropatia reativa Se as lesões de uma gastropatia aguda não se regenerarem em um período de tempo curto pode se tornar uma gastropatia crônica, chamada de reativa. Enquanto numa gastropatia aguda há predominância de eventos degenerativos, na reativa predomina eventos regenerativos, muitas células passando por reparo tecidual e regeneração até que se tornem intactas novamente. As partes em preto indicam um processo hemorrágico mas não é possível observar áreas avermelhadas e nem hiperemia. A gastrite é um processo inflamatório da mucosa. Quando há a presença de neutrófilos, a lesão é conhecida como gastrite aguda. Quando células inflamatórias são raras ou estão ausentes, o termo gastropatia é aplicado. As gastropatias são lesões caracterizadas pela regeneração do tecido epitelial sem um processo inflamatório aparente, podem ser encontradas raras células inflamatórias. Enquanto nas gastrites se encontra um processo inflamatório evidente. Podem ocorrer por lesões repetitivas ou constantes. Uma lesão repetitiva é quando se repete o agente agressor várias vezes em intervalos de tempo curto. No caso de lesões constantes o tecido é agredido todos os dias constantemente, não tem intervalo de tempo durante as lesões, por exemplo tomar todos os dias anti-inflamatório. Gastropatia e gastrite UNINOVE SBC | Fisiopatologia | 19.08.21 Gabrielle S. Sanches Se o infiltrado for outro que não polimorfonuclear se refere a uma gastrite crônica. Lesão epitelial gástrica associada à regeneração da mucosa, obrigatoriamente na presença de infiltrado inflamatório polimorfonuclear. GASTRITE AGUDA Alguns anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) inibem a COX1 e COX2, dessa maneira prostaglandina e prostaciclina não são produzidas e consequentemente não há produção da barreira de proteção, deixando a mucosa gástrica exposta ao suco gástrico. ona como uma barreira química impedindo que os íons de H+ reaja com a mucosa. - O fluxo sanguíneo da mucosa permite que oxigênio e nutrientes sejam levados adequadamente para aumentar sua capacidade regenerativa. Todos esse mecanismos de proteção é estimulado pela ação de prostaglandinas e prostaciclinas, produzidas pelas próprias células da mucosa pelo metabolismo do ácido araquidônico através das enzimas COX1 e COX2. Elas são responsáveis por melhorar a motilidade e a circulação gástrica, além de inibir a secreção ácida e aumentar a secreção de muco e bicarbonato. A lesão ocorre quando a barreira de proteção é rompida por algum agente agressor. O estômago em condições fisiológicas tem um pH ácido. Há alguns mecanismos de proteção para que o suco gástrico não lesione as células da mucosa gástrica. - Existe uma secreção de muco superficial produzida pelas próprias células da mucosa que forma uma parede para proteger as células da mucosa do suco gástrico. - Também é produzido bicarbonato que funci- PATOGENIA gestiva alta para avaliar a presença do infiltrado de células inflamatórias. Clinicamente os sintomas são os mesmos de uma gastropatia por isso é necessário biópsia para diagnóstico Também pode surgir subitamente sem apresentar sintomas e de curta duração, sendo que na maioria das vezes são transitórias e passam despercebidas. Pode acometer qualquer parte do corpo gástrico, mas a maior incidência é na região antral. Os fatores de risco são os mesmo para a gastropatia, o que diferencia é como a mucosa gástrica vai reagir a partir de determinado agente agressor. Pacientes podem se apresentar assintomáticos, mas num quadro clínico é comum epigastral- gia, náuseas, vômitos, empachamento, pirose, eructação e em casos mais graves hematêmese e melena. Os sintomas nem sempre se relacionam diretamente com a intensidade do processo. Por isso não se pode confiar nas queixas que o paciente traz. O álcool e o tabaco também podem causar gastrite. O álcool consegue disslver as glicoproteínas presentes no muco e a nicotina promove a vasoconstrição diminuindo o fluxo de sangue da mucosa fazendo com que as células sejam menos supridas, logo diminui a capacidade proliferativa, além de reduzir a promoção de bicarbonato.