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MORMOMORMO DOENÇA PIOGRANULOMATOSA SISTÊMICADOENÇA PIOGRANULOMATOSA SISTÊMICA • Gram-negativa • Bastonete • Imóvel • Não esporulado • Intracelular facultativa • Aeróbio • Anaeróbio facultativo • Oxidase e catalase positivas EtiologiaEtiologia Burkholderia mallei • Zoonose; • A persistência depende da população de indivíduos infectados; • O trânsito de animais contribui para a disseminação da doença nas instalações e em áreas geográficas; • Animais infectados e portadores assintomáticos são importantes fontes de infecção; • Todos os equídeos são susceptíveis, entretanto a doença acomete principalmente em animais idosos, debilitados e submetidos a estresse; • Em 1999, foi registrado seu ressurgimento, nos estados de Alagoas e Pernambuco. EpidemiologiaEpidemiologia SOUZA; ESTELUTI; BOVINO, 2020; NARAYANAN, 2016; DITTMANN et al,2015 Período de incubação pode chegar a 3 meses • Aguda: Comum em muares e asininos (possibilidade de óbito em 48h pós edema peitoral). • Crônica: Comum em equinos (desenvolvimento de semanas a meses) Forma nasal – pulmonar – cutânea. Sinais clínicosSinais clínicos (IDARON, 2019; DITTMANN et al, 2015) • Nasal: Febre alta, tosse, descarga nasal (pode ser unilateral) e com a evolução do processo passar de serosa para purulenta fluida de coloração amarelo-escura e purulenta hemorrágica), úlcera nas narinas, nódulos nos membros e abdome. Sinais clínicosSinais clínicos (IDARON, 2019; DITTMANN et al, 2015) FONTE: ALESSI, 2016 Sinais clínicosSinais clínicos • Pulmonar: (comum em equinos): Pode causar pneumonia crônica (lobar com abscedação cavernosa), pleurite fibrinosa e ulceração nos membros e região nasal. (IDARON, 2019; DITTMANN et al, 2015) • Cutânea: Formação de abscessos subcutâneos que ulceram e drenam secreção purulenta, adenopatia, nódulos e úlceras na região interna dos membros; possibilidade de secreção amarelo escuro. Animal pode apresentar linfonodos e vasos linfáticos superficiais aumentados. Sinais clínicosSinais clínicos FONTE: ZACHARY, 2013 FONTE: ZACHARY, 2013 (IDARON, 2019; DITTMANN et al, 2015) Depende da forma que a infecção ocorreu • Localizada: Penetração do agente em uma lesão. • Cutânea: Lesões papulares; curso crônico. • Pulmonar: Quadros de pneumonia, abscessos e derrame pleural. • Generalizada: Derivam da infecção cutânea ou mucosa que resultaram em septicemia. Sinais clínicosSinais clínicos Em humanosEm humanos (IDARON, 2019; DITTMANN et al, 2015) PATOLOGIAPATOLOGIA FONTE: NARAYANAN, 2016 FONTE: ZACHARY, 2013 FONTE: ZACHARY, 2013 FONTE: ALESSI, 2016 PatoGENIAPatoGENIA NARAYANAN, 2016 Em Humanos: Laboratorial! (Nota de Alerta n° 011/2021 - DIVE/SUV/SES). Em Equídeos: Associação de achados clínicos, histopatológicos, reação imunoalérgicas e testes sorológicos como a fixação de complemento (FC). • PCR também é importante; • Reação cruzada com testes sorológicos. Recomendações do MAPA: • Teste de FC; • Teste de Maleinização. DiagnósticoDiagnóstico LEOPOLDINO et al, 2019; SAID et al, 2016; MOTA et al, 2001; DITTMANN et al, 2015 FONTE: SAID, 2016 Em Humanos: Antibioticoterapia específica! (Nota de Alerta n° 011/2021 - DIVE/SUV/SES). Em Equídeos: Tratamento é proibido – possibilidade dos portadores se tornarem fonte de infecção para animais sadios! MAPA: Recomenda eutanásia de animais positivos, sendo esta realizada por profissionais do serviço de Defesa Sanitária. TratamentoTratamento LEOPOLDINO et al, 2019; SAID et al, 2016; DITTMANN et al, 2015 PrevençãoPrevenção Não existem vacinas, sendo assim, o manejo preventivo é totalmente ambiental; fazendo-se uso de EPIS e evitar o compartilhamento de equipamentos e alojamentos de animais infectados (Nota de Alerta n° 011/2021 - DIVE/SUV/SES). IDARON, 2019; LEOPOLDINO et al, 2019; SAID et al, 2016; DITTMANN et al, 2015 controlecontrole • Sacrifício de animais positivos ás provas de diagnóstico; • Enterro ou incineração dos cadáveres; • Interdição da propriedade (realizar exames em todo o plantel); • A suspensão da interdição ocorre após 2 exames negativos em um intervalo de 45 a 90 dias); • Desinfecção das instalações e equipamentos com formalina (1,5%) e iodóforo (2,0%); • Controle de trânsito interestadual e participação de eventos hípicos: • Animais devem apresentar exames negativados, obedecendo a um prazo de validade de 60 dias e que não apresentem sintomas clínicos da doença. IDARON, 2019; LEOPOLDINO et al, 2019; SAID et al, 2016; DITTMANN et al, 2015 Cadeia epidemiológicaCadeia epidemiológica FI VT S VE PE FONTE DE INFECÇÃO (FI): Animais infectados e ambiente contaminado VIA DE ELIMINAÇÃO (VE): Secreções nasais e fezes VIA DE TRANSMISSÃO (VT): Contágio direto e indireto PORTA DE ENTRADA (PE): Cutâneo e oro-nasal SUSCEPTÍVEIS (S): Equídeos, ovinos, caprinos, humanos, entre outros... O Mormo ou Doença Piogranulomatosa Sistêmica é uma doença com caráter zoonótico que acomete principalmente equídeos e pequenos ruminantes, porém, existem casos em outras espécies como cães, gatos, animais selvagens e seres humanos. Possui caráter agudo ou crônico dependendo da espécie acometida, o tratamento é proibido e a eutanásia recomendada devido a possibilidade dos animais tratados se tornarem portadores crônicos e fonte de infecção para animais sadios. ConclusãoConclusão Referências bibliográficasReferências bibliográficas • DITTMANN, L.R. et al. Aspectos Clínico-patológicos do Mormo em Equinos – Revisão de Literatura. Alm.Med.Vet.Zoo.1. Fev,2015. Pg.1-5. • LEOPOLDINO, D. C. C; OLIVEIRA, R. G; ZAPPA, V.; MORMO EM EQUINOS. Periódicos Semestral. Revista Científica Eletrônica de Medicina Veterinária. VII. n° 12. 2019. • MCGAVIN, M. D; ZACHARY, J. F. Bases da Patologia em Veterinária. 5. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2013. Pg. 471-475. • SANTOS, R. L; ALESSI, A. C. Patologia Veterinária. 2. ed. Rio de Janeiro: Roca, 2016. Pg. 76. • SOUZA, G. D; ESTELUTI, J. G; BOVINO, F. Retrospectiva da incidência e legislação vigente de Mormo no Brasil. Jornal MedVet Science FCAA, vol. 2, n.13-17, 2020. Citação: SOUZA; ESTELUTI; BOVINO, 2020. Referências bibliográficasReferências bibliográficas • NARAYANAN, S. Burkholderia mallei e Burkholderia pseudomallei. In: MCVEY, D. S; KENNEDY, M; CHENGAPPA, M. M. Microbiologia Veterinária. 3. Ed. Rio Janeiro: Editora Guanabara Koogan LTDA, 2016. Pag. 206-212. GABRIELA CLAUDINEGABRIELA CLAUDINE LEONARDO ROSSILEONARDO ROSSI LUANA FARIASLUANA FARIAS SARA WADASARA WADA OBRIGADO!OBRIGADO!