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CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA FACULDADE DE IMPERATRIZ ESTUDO DIRIGIDO BABESIOSE EM BOVINOS A babesiose bovina é uma enfermidade causada pelos protozoários Babebsia bovis e Babesia bigemina, são transmitidas pelo carrapato do boi Ripicephalus (Boophilus) microplus e, juntamente com a anaplasmose, determinada por Anaplasma marginale, formam o complexo Tristeza Parasitária Bovina (TPB). É uma patologia que representa significativos impactos econômicos para o setor da pecuária e indústria de carne, vez que ocasionam queda de rendimento dos animais, com redução da produção de leite, emagrecimento, aborto e mortalidade. TRANSMISSÃO A doença é transmitida aos bovinos pelo carrapato Rhipicephalus (Boophilus) microplus, de ocorrência em praticamente todo o território nacional. SINAIS CLÍNICOS Existem alguns sinais que são mais associados à Tristeza Parasitária Bovina, sendo eles: Anorexia, pêlos arrepiados, taquicardia, taquipnéia, redução dos movimentos ruminais, anemia, prostração, redução da lactação, icterícia (comum na anaplasmose), e entre outros. Nos casos de infecção por Babesia Bovis, o animal também poderá apresentar principalmente sinais neurológicos, como incoordenação motora (principalmente nos membros pélvicos), andar cambaleante, tremores musculares, movimentos de pedalagem e agressividade (FARIAS, 2001) ALUNA: Verônica Viana Santana MATRÍCULA: 202051364921 DISCIPLINA: ARA0507 • Clínica Médica de Equídeos e Ruminantes DOCENTE: Paulo Vitor Silva de Carvalho DIAGNÓSTICO O diagnóstico clínico de babesiose pode ser feito a partir dos sinais clínicos aliados à observação de parasitos intraeritrocitários em esfregaços sanguíneos. TRATAMENTO Para tratamento é indicado o uso de Diaceturato de diminazina 3 a 5 mg/kg 2 - 3 aplicações a cada 24 h combinado com Dipropionato de imidocarb 1 a 3 mg/kg 2 -3 aplicações a cada 24 h. O imidocarb é um fármaco de dupla ação, sua utilização deve ser acompanhada por cuidados específicos além de uma medicação suporte com hepatoprotetor, soro glicosado, anti-histamínico, sombra, água fresca, alimento a disposição e sem muita movimentação. PREVENÇÃO A prevenção inclui o manejo adequado do pasto, controle de carrapatos com acaricidas e a vacinação em regiões onde a babesiose é endêmica. MORMO O mormo é uma doença zoonótica infectocontagiosa causada pela bactéria Burkholderia mallei, que acomete principalmente equídeos e em menor proporção os seres humanos, carnívoros e pequenos ruminantes. TRANSMISSÃO A principal via de transmissão é a oral, ocorrendo também a partir de secreção nasal que contaminam forragens, bebedouros e cochos, tornando a via digestiva na principal via de infecção. A infecção por inalação de partículas não é comum. Esporadicamente ocorre infecção por contato direto com ferimentos ou por equipamentos utilizados na monta do animal (MOTA, 2006). SINAIS CLÍNICOS A idade é um fator relevante no aparecimento de sinais clínicos, apresentando uma prevalência maior em animais idosos e debilitados por más condições de manejo, estresse (SILVA, 2019). Os sinais clínicos mais comuns são tosse, hipertermia e corrimento nasal. Na forma aguda, ocorre hipertermia, redução do apetite, tosse, dispneia evolutiva, emaciação, ulceração de septo nasal, sendo acompanhada de descarga nasal, sendo serosa no início e progredindo para mucopurulenta a hemorrágica, além de nódulos nas cavidades nasais e descargas oculares purulentas, cuja morte ocorre em poucos dias devido a septicemia. Na forma crônica, a doença pode ocorrer por três tipos de manifestação clínica: cutânea, pulmonar e a nasal, contudo estas três formas não são distintas e podem apresentar todas as formas simultaneamente no mesmo animal). Animais cronicamente infectados pelo mormo são importantes fontes de disseminação da doença. DIAGNÓSTICO e PATOGENIA Após o animal ingerir o alimento ou água contaminada, a bactéria penetra pela mucosa intestinal, atinge a corrente sanguínea e se dissemina pelo corpo (MOTA, 2006). Durante esta fase, o animal costuma apresentar sinais clínicos não relacionados ao mormo diretamente como hipertermia, apatia e caquexia. Sinais respiratórios como pneumonia piogranulomatosa, dispneia, secreção mucopurulenta com surgimento de estrias de sangue aparecem após a bactéria chegar aos pulmões. A forma cutâneo-linfática é denominada após o surgimento de nódulos rígidos nos vasos linfáticos, como um colar de pérolas ou rosário. Estas lesões costumam aparecer no pescoço, costado, abdômen, nos membros torácicos e pélvicos. O animal tenta reagir a infecção enviando células de defesa para o local da lesão, porém o sistema imune não é capaz de eliminar a bactéria e vencer a infecção (FALCÃO; SILVA; MOTA, 2019). Os sintomas apresentados na fase final da doença incluem broncopneumonia que leva a morte do animal por anóxia (MOTA, 2006). O diagnóstico deve ser baseado nas observações das alterações clínicas que o animal possa apresentar, nas alterações patológicas, de dados epidemiológicos da região, da identificação da bactéria Burkholderia mallei, por meio de caracterização por métodos moleculares, de reação imunoalérgica conhecida como Teste de Maleína, caracterização por métodos moleculares e testes sorológicos como a Fixação de Complemento (FC) e ELISA (OLIVEIRA, 2016; ROCHA, 2018). O MAPA recomenda a realização dos testes de Fixação do Complemento (FC) e teste de Maleína para triagem. A Portaria SDA n° 35, de 17 de abril de 2018 previu que até 2020 todos os laboratórios deveriam adotar a prova de ELISA do tipo competição ou indireto como prova de triagem. Para teste confirmatório é utilizado a prova Western Blotting (WB) por laboratórios Federais de Defesa Agropecuária, caso a prova de triagem apresente resultado positivo. Ambos os testes citados como o ELISA e o WB, se realizado juntos, praticamente anula qualquer chance de falsos positivos e os inconclusivos, a eutanásia será aceita apenas nos animais que foram submetidos ao teste confirmatório WB. TRATAMENTO Mesmo que a bactéria Burkholderia mallei seja sensível a vários antibióticos, o tratamento é proibido pelo MAPA, por ser uma doença com risco de transmissão para seres humanos. O tratamento não é indicado pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE), pois os animais acometidos pelo mormo se tornam portadores, tornando fonte de infecção para outros animais sadios e além do fato de ser uma zoonose (ROCHA, 2018). Também não há nenhum método eficaz para eliminar totalmente o agente de animais portadores do mormo (GOMES, 2020). O MAPA recomenda a eutanásia de animais que testaram positivo para mormo devido à falta de tratamento apropriado e vacinas para profilaxia. A realização da eutanásia é restrita a profissionais do Serviço de Defesa Sanitária (SAID; JUNIOR; DOMINGUES, 2016). PREVENÇÃO Não há profilaxia até o momento em que este trabalho foi escrito. DOENÇA DA CARA INCHADA - OSTEODISTROFIA FIBROSA É uma patologia que ocorre em determinados ossos, caracterizada por osteopenia (pouca formação dos ossos), promovendo uma deficiência de cálcio no organismo, sendo substituído por material fibroso. TRANSMISSÃO Pode ser resultante de uma deficiência primária ou secundária, sendo a primária uma baixa fonte de cálcio ou uma alta produtividade de fósforo que pode estar presente na sua alimentação diária ou em algumas forrageiras que tem a substância oxalato (dentre as pastagens tropicais que podem produzir este quadro estão Setaria anceps, Cenchurus ciliaris, Panicum, maximum, Pennisetum clandestinum e Brachiaria sp). Já a secundária se relaciona a falta de vitamina D (necessária para a absorção do Ca) causando problemas futuros nos rins. SINAIS CLÍNICOS Como sinais clínicos podem ser observados tumefação (aumento de volume) nos ossos, além de acometer os ossos da face, também pode ser encontrada nos membros pélvicos ou nos membros torácicos, interferindo na locomoção e atrofiando os músculos. Os sintomas mais comuns apresentados pelos animais acometidos pela osteodistrofia fibrosa são tumefação,deformação e amolecimento dos ossos, principalmente os ossos da cabeça (mandibular, maxilar, palatino, zigomático e lacrimal), obstrução da passagem nasal,fratura e encurvamento dos membros, devido à desmineralização óssea, além disso éguas gestantes costumam ficar em decúbito permanente, isso ocorre devido a perda de cálcio das fêmeas durante esse período. Outros sinais clínicos que podem ser observados são incoordenação do trem posterior, claudicação, dificuldade de deglutição, queda de parte dos alimentos da boca, corrimento ocular, depressão e anorexia. DIAGNÓSTICO Realizar exame bromatológico das pastagens, exame radiológico da face e exames de sangue. TRATAMENTO Como tratamento é realizado o equilíbrio do fósforo e do cálcio no organismo do animal, através de substâncias inseridas na alimentação. Inclui-se também a administração de anti-inflamatório aplicado na região inflamada com o intuito de diminuir a tumefação do osso. Importante expor o animal à luz solar PREVENÇÃO Manter uma alimentação de qualidade, com os níveis corretos de minerais, já que esta é a principal causa do aparecimento da doença. Além disso, deve-se evitar território com predominância de forragens com Brachiaria spp. AIE - ANEMIA INFECCIOSA EQUINA A Anemia Infecciosa Equina (AIE) é uma doença viral crônica, causada por um vírus da família Retroviridae, gênero Lentivirus, limitada a equinos, asininos e muares, caracterizada por episódios periódicos de febre, anemia hemolítica, icterícia, depressão, edema e perda de peso. A AIE gera embargos ao trânsito de equídeos, vez que é uma doença transmissão e incurável, ou seja, representa um cunho econômico considerável. TRANSMISSÃO O agente é transmitido primariamente por picadas de tabanídeos (Tabanus sp.) e moscas dos estábulos (Stomoxys calcitrans) sendo estes apenas vetores mecânicos. Fômites contaminados e a transmissão vertical também podem ser apontadas como meio de transmissão. Esta ocorre mais comumente nas épocas mais quentes do ano e/ou em regiões úmidas e pantanosas. SINAIS CLÍNICOS Febre, letargia, diminuição do apetite, e no geral, os sinais são inespecíficos. DIAGNÓSTICO O teste padrão ouro para Anemia Infecciosa Equina é prova da imunodifusão em gel de Agar (IDGA), há uma lista de cadastro no Ministério da Agricultura com os laboratórios técnicos que realizam este teste. TRATAMENTO Não há. PREVENÇÃO As medidas de controle para limitar a disseminação do vírus se baseiam principalmente em testes sorológicos de rotina e na remoção dos animais reagentes do plantel, além da restrição ao deslocamento de animais, do teste dos novos animais a serem introduzidos nas tropas, do controle da população de vetores e do não compartilhamento de seringas, agulhas e outros utensílios que possam ser veículo de células infectadas. HABRONEMOSE É uma dermatose nodular de cavalos consiste numa afecção cutânea ou gástrica nos equinos, acometendo mais nos períodos quentes do ano, visto que há maior proliferação de moscas (vetor do parasita) neste período. É conhecida também como ferida de verão, porque acontece sazonalmente. TRANSMISSÃO É causada por larvas de Habronema spp. e Draschia sp.,sendo provocadas principalmente pela Musca domestica e Stomoxys calcitrans que são hospedeiros intermediários. SINAIS CLÍNICOS A habronemose provoca irritações, alterações gastrointestinais, problemas na absorção, mal-estar geral, mau estado do pêlo, atrasos no crescimento, anemia e, em casos mais graves, pode ocasionar quadros de cólica e até morte. DIAGNÓSTICO O diagnóstico da doença é multifatorial e é dado pelo histórico clínico, identificação das larvas em raspado de pele, ou pelo exame histopatológico da lesão. TRATAMENTO O tratamento varia de acordo com a gravidade da lesão, são utilizados como tratamento o debridamento cirúrgico, ivermectina, pomadas cicatrizantes, vermífugos e antibióticos, tratamento com a ozonioterapia também são utilizados e auxiliam no processo de cicatrização. O objetivo é reduzir o tamanho da lesão, diminuir o processo inflamatório e eliminar o parasita. PREVENÇÃO A profilaxia se inicia principalmente no controle de moscas para evitar a proliferação de larvas no caso do animal sofrer algum trauma, anti-helmínticos para previnir a perpetuidade do parasita. MIOCARDITE A miocardite é definida como um processo inflamatório do músculo cardíaco. TRANSMISSÃO A miocardite em equinos e bovinos pode ser causada por uma variedade de agentes infecciosos e não infecciosos. Entre as causas infecciosas, os vírus, como o vírus da Influenza Equina e o Vírus da Diarreia Viral Bovina (BVDV), são comuns, além de infecções bacterianas, como aquelas provocadas por Streptococcus e Clostridium, pericardite e endocardite também podem provocar a miocardite. Parasitose, como a causada por Strongylus, também pode levar a lesões no músculo cardíaco. Fatores não infecciosos, como intoxicações por substâncias químicas ou alimentos contaminados, e reações a medicamentos, podem contribuir para o desenvolvimento da miocardite. SINAIS CLÍNICOS Em equinos: letargia, fraqueza e intolerância ao exercício, manifestando dificuldades em realizar atividades físicas habituais, edema periférico, podem ser descritos como sinais clínicos também a tosse, respiração acelerada (taquipneia) e, em casos mais avançados, sinais de choque circulatório, como mucosas pálidas e aumento da frequência cardíaca. Em bovinos: letargia, fraqueza, inapetência, intolerância ao exercício, edema periférico (nas extremidades) e também os mesmos sinais de choque circulatório descritos nos equinos. DIAGNÓSTICO Anamnese, análise dos sinais clínicos, exames laboratoriais e principalmente, ultrassom, e eletrocardiograma. TRATAMENTO Antiinflamtório (Flunixina meglumine 1,1 mg/kg IV a cada 12 horas por 3 a 5 dias), Furosemida para o caso de haver sinais de insuficiência cardíaca (1 mg/kg IV a cada 12 horas). Dobutamina também pode ser necessária para auxiliar no bombeamento do músculo cardíaco. Alterações no manejo e na dieta nutritiva também é indicada. PREVENÇÃO Vacinação em dias (para prevenir a ocorrência de infecções virais), Manejo sanitário, nutrição adequada, controle de parasitas e o monitoramento dos animais por um médico veterinário de forma periódica. PERICARDITE É a inflamação do pericárdio, a membrana que envolve o coração e resulta no acúmulo de líquido ou exsudato entre o pericárdio visceral e parietal, sendo o distúrbio pericárdico mais comum em bovinos. TRANSMISSÃO É uma afecção relativamente comum em bovinos, possui origem traumática, geralmente quando o animal ingere algum corpo estranho perfurante que ocasione a perfuração e extravasamento de microrganismos do retículo provocando danos ao pericárdio e ao coração. SINAIS CLÍNICOS Apatia, anorexia, perda de peso, mucosas congestas/cianóticas, edema periférico/ascite, respiração tóraco abdominal, mastite e pulso jugular, bulhas cardíacas abafadas, taquicardia, além de febre, dorso arqueado e relutância em se movimentar. DIAGNÓSTICO Anamnese, análise dos sinais clínicos, exames laboratoriais e principalmente, ultrassom, e eletrocardiograma. TRATAMENTO Cirúrgico: pericardiectomia, drenagem e infusão de antibióticos. PREVENÇÃO Segue o mesmo da Miocardite. ENDOCARDITE A endocardite é a patologia valvular mais frequentemente encontrada em bovinos adultos. É, quase sempre, adquirida a partir de um processo infeccioso e resulta em insuficiência da valva afectada. Apesar da valva tricúspide ser a que se encontra comprometida na maioria das vezes, tal como aconteceu no caso apresentado, outras valvas ou o endocárdio adjacente a estas podem, ocasionalmente, ser alvo de infecção. TRANSMISSÃO Na maioria dos casos possui origem bacteriana, são descritos na literatura Streptococcus alfa-hemolítico, Arcanobacterium pyogenes, Micrococcus e Staphylococcus spp, Pseudomonas spp, Clostridium chauvoei, Mycoplasma mycoides e Erysipelothrix rhusiopathiae. SINAIS CLÍNICOS Febre, letargia, inapetência, apatia, perda de peso, tosse,pneumonia, mastite. DIAGNÓSTICO Anamnese, análise dos sinais clínicos e principalmente, ultrassom, e eletrocardiograma. TRATAMENTO Varia de acordo com a etiologia, o surgimento e a duração da patologia. Mas podemos administrar 5mg/kg de Rifampicina 2x ao dia, Aminoglicosídeos + penicilina, Aspirina (Bovinos: 100mg/kg/dias e Equinos: 17mg/kg/dia) e Furosemida PREVENÇÃO Segue o mesmo da Miocardite. RINITE ATÓPICA (GRANULOMA NASAL) Rinite atópica ou granuloma nasal designa uma doença alérgica que afeta principalmente bovinos Jersey, Holandês e Guernsey e é caracterizada por nódulos inflamatórios granulomatosos na mucosa nasal. Os sinais clínicos, que se exacerbam após exercício, incluem corrimento nasal seroso ou mucopurulento, obstrução e prurido nasal. Iniciam geralmente aos dois anos de idade e melhoras e recidivas (ocorrem mais frequentemente na primavera, verão e outono) se sucedem por toda a vida do animal PRINCIPAIS CAUSAS O desenvolvimento das lesões no granuloma nasal tem sido atribuído a reações repetidas de hipersensibilidade e uma predisposição hereditária. SINUSITE A sinusite consiste em um processo inflamatório dos seios paranasais. Está relacionada à exposição do seio frontal, comum em casos de descorna plástica, mochação com ferro candente, trepanações, fraturas dos cornos e traumatismos. Os agentes mais citados como causadores de um quadro de sinusite primária são Arcanobacterium pyogenes, Pasteurella spp., Staphylococcus aureus, Fusobacterium necrophorum, Pseudomonas spp. e, principalmente, Streptococcus spp. PRINCIPAIS CAUSAS É causada por agentes virais, bacterianas ou fúngicas e alguns aspectos são considerados relevantes na etiopatogenia da enfermidade em bovinos, como presença de corpos estranhos, pós-operatório inadequado, realização de intervenções cirúrgicas por pessoas inabilitadas e falta de antissepsia. PNEUMONIA A pneumonia em equinos e bovinos é uma condição respiratória que pode se manifestar de forma aguda ou crônica, caracterizada pela inflamação dos pulmões e das vias respiratórias. Nos equinos, as principais causas incluem infecções virais, como o vírus da Influenza Equina e o Herpesvírus Equino tipo 1, além de infecções bacterianas por Streptococcus equi e Pasteurella multocida, que podem levar a complicações secundárias. Fatores ambientais, como poeira, amônia e umidade excessiva, também predispõem esses animais a infecções respiratórias. Além disso, o estresse causado por mudanças no ambiente, transporte e competições pode aumentar a vulnerabilidade dos equinos a essas condições. Nos bovinos, a pneumonia é frequentemente causada por infecções virais, incluindo o Vírus Sincicial Respiratório Bovino (BRSV) e o Vírus da Diarreia Viral Bovina (BVDV). As infecções bacterianas, como aquelas causadas por Mannheimia haemolytica e Histophilus somni, são igualmente comuns. A condição é exacerbada por fatores ambientais, como ambientes frios, úmidos e a falta de ventilação adequada, que contribuem para o desenvolvimento da doença. Além disso, a imunossupressão resultante de doenças concomitantes ou de um manejo inadequado pode comprometer o sistema imunológico dos bovinos, tornando-os mais suscetíveis a infecções respiratórias. CÓLICA EM EQUINOS A cólica equina é um distúrbio resultante de doenças localizadas no aparelho digestivo ou de outros sistemas, podendo estar relacionada desde ao aumento excessivo de gases no estômago, resultado da fermentação dos alimentos, até a torção ou obstrução do intestino, casos cirúrgicos graves. A cólica pode ser classificada como de estado crítico, quando requer tratamento médico ou cirúrgico hospitalar e casos não críticos, os resolvidos com medidas médicas mais simples. Os tipos de cólica podem ser categorizados conforme os locais de início da enfermidade e causas primárias. Dessa forma, diferenciam-se em: estomacais, de intestino delgado ou de intestino grosso, por compactação ou impactação alimentar, por desidratação, por obstrução estrangulante, por hérnias diafragmática, inguinal ou inguinoescrotal e umbilical, por obstrução funcional ou ileus, cólica espasmódica, por deslocamento de colón esquerdo ou direito, enterolitíases e sablose (ALMEIDA, 2005). PRINCIPAIS CAUSAS A cólica ocasionada por gases ocorre geralmente no cólon maior e o gás estira o intestino, causando dores. A Cólica causada por parasitas ocorre principalmente em potros, em consequência de infestação elevada de Parascaris equorum. E há ainda a cólica ocasionada pelo deslocamento ou torção intestinal ocorre quando parte do intestino localiza-se em posição anormal no abdômen e a torção ocorre quando este desvia e forma looping. RAIVA EM EQUINOS A Raiva é uma doença pouco comum em equinos, mas em razão do seu potencial zoonótico, deve ser considerada no diagnóstico diferencial dos quadros neurológicos agudos com evolução menor que 10 dias. Possui prognóstico ruim, já que a morte ocorre em 100% dos casos e não há tratamento para a mesma. TRANSMISSÃO O vírus que causa a raiva em equinos pertence à família Rhabdoviridae e ao gênero Lyssavirus. O meio de transmissão é dado pela saliva contaminada em ferimentos, sendo que no equino o método mais comum de infecção é a mordida de um carnívoro selvagem ou de morcegos hematófagos que transportam o vírus. SINAIS CLÍNICOS Posturas anormais, relincho frequente, agressividade e escoiceamento inexplicáveis, mordidas, cólicas, estabelecimento repentino de claudicação de um membro, seguida por decúbito no dia seguinte, andar com passo alto, ataxia, cegueira aparente, e violentas sacudidas da cabeça. Claudicação ou fraqueza de um membro podem ser o primeiro sinal observado, mas o padrão usual de desenvolvimento começa com cansaço, passando posteriormente para decúbito esternal e posteriormente decúbito lateral, seguido por convulsões com pateamento e paralisia terminal (RADOSTITS, 2002). DIAGNÓSTICO Apenas exame post mortem, análise do cérebro fresco do animal afetado. TRATAMENTO Não há. PREVENÇÃO A imunização de indivíduos antes da exposição, como veterinários que estão mais expostos, é recomendada pela (O.M.S). A vacinação primária dos equinos é realizada aos 3 meses de idade, e são feitos reforços anualmente (RADOSTITS, 2002). RETICULOPERICARDITE EM BOVINOS Também é chamada de síndrome do corpo estranho, principalmente em animais criados em confinamento que estão mais expostos à materiais inusitados. É provocado pela ingestão de corpos estranhos perfurantes, na maioria das vezes metálicos, que resulta na perfuração do retículo, ocasionando o extravasamento de microrganismos, o que provoca um processo inflamatório. Devido aos movimentos ruminais, a perfuração se estende até o pericárdio, podendo ocasionar insuficiência cardíaca e toxemia. TRANSMISSÃO Traumas ocasionado por corpo estranho perfurocortante. SINAIS CLÍNICOS Apatia, anorexia, ingurgitamento e pulso das jugulares, abafamento das bulhas cardíacas e por meio de provas de dor, exames sanguíneos, ultrassonográficos e análise de efusões cavitárias. DIAGNÓSTICO Análise de sinais clínicos, teste de dor, exame hematológico, análise bioquímica, exames ultrassonográficos, histopatológico. TRATAMENTO Uso de tratamento conservador com a administração de antimicrobianos e anti - inflamatórios, junto com a administração de imã para captura do corpo estranho, drenagem pericárdica e rumenotomia são necessárias. Na maioria das vezes, o prognóstico é ruim. PREVENÇÃO Administração de ímãs profiláticos que atraiam objetos metálicos que possam perfurar órgãos internos, recomenda-se também o uso de detectores de metal a serem utilizados nos equipamentos que auxiliam a alimentação dos animais ou dos locais de armazenamento dos alimentos. REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO QUEVEDO, Lucas de Souza; QUEVEDO, Pedro de Souza. 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