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Roteiro Apresentação do grupo Apresentação do assunto abordado no podcast “nesse ep iremos abortar sobre a proteção radiológica, sua importância, com surgiu, seus princípios, explicação do significado de ALARA e como se dá a proteção radiológica na mamografia.” O que é Proteção Radiológica? A Proteção Radiológica pode ser definida como um conjunto de medidas que visam a proteger o ser humano contra possíveis efeitos indesejáveis causados pela radiação ionizante ou ainda como um padrão apropriado de proteção para o homem sem limitar os inegáveis benefícios das aplicações das radiações ionizantes. .Tendo os efeitos biológicos das radiações constituído ao longo do tempo uma preocupação permanente, tem-se procurado minimizar esses efeitos, com a diminuição das doses absorvidas, aperfeiçoando os equipamentos e materiais utilizados em todos os procedimentos radiológicos. O conhecimento e a prática de proteção radiológica é o que possibilita a todos os IOEs (Indivíduos Ocupacionalmente Expostos) retornarem para as suas casas após um dia, uma semana, um ano, uma vida de trabalho com a mesma saúde com que possuíam ao iniciarem sua jornada. Para melhorar as condições de proteção radiológica, existem alguns princípios, entre eles está: tempo, distância e blindagem. Princípio ALARA O princípio ALARA – “As Low As Reasonably Achievable”, tão baixo quanto razoavelmente possível, dentro da proteção radiológica estabelece em sua filosofia básica a redução da exposição do IOE (Indivíduo Ocupacionalmente Exposto) aos menores índices possíveis de dose. É de conhecimento geral que altas doses de radiação ionizante danificam o tecido humano, sendo que diversos efeitos maléficos foram reportados logo após a descoberta dos raios-X. Naquela época (1895 – 1896), era prática comum verificar a intensidade dos raios-X expondo indivíduos à radiação emitida e medindo o tempo transcorrido até que a região exposta apresentasse irritação da pele. Durante as décadas seguintes, foi acumulado um grande número de informações sobre os efeitos maléficos da radiação ionizante e, conseqüentemente, sobre a necessidade de regulamentar a exposição de indivíduos a essa radiação, bem como de aprimorar as técnicas empregadas pelo uso de colimadores, filtros, blindagens para atenuação, etc.. Assim é que, por ocasião do Segundo Congresso Internacional de Radiologia, em 1928, houve amplo consenso quanto à necessidade de formular recomendações que serviriam a diversos países como base para elaborar Normas de Radioproteção. Naquela época, foram recomendadas espessuras mínimas de blindagem de chumbo para atividades com raios-X e fontes de Ra-226, bem como elaborados procedimentos relacionados a locais e condições de trabalho, não tendo sido, no entanto, estabelecidos valores para limitar as doses de radiação. Os requisitos de proteção radiológica, anteriormente conhecidos por princípios de proteção radiológica, bem como os fatores que, na prática, contribuem para a proteção contra as radiações ionizantes são apresentados a seguir. Justificação Nenhuma prática ou fonte associada a essa prática será aceita pela CNEN, a não ser que a prática produza benefícios, para os indivíduos expostos ou para a sociedade. Suficientes para compensar o detrimento correspondente, tendo-se em conta fatores sociais e econômicos, assim como outros fatores pertinentes. Algumas práticas como, por exemplo, a adição de materiais radioativos em produtos de uso doméstico ou pessoal tais como brinquedos, cosméticos, alimentos e bebidas, bem como práticas consideradas frívolas não se justificam e são proibidas no Brasil e na maioria dos países do mundo. Otimização Com exceção de práticas terapêuticas em medicina, quaisquer outras exposições à radiação devem ser otimizadas, ou seja, devem ser tão baixas quanto razoavelmente exeqüível, levando-se em consideração fatores sociais e econômicos. Assim, a magnitude de doses individuais, a probabilidade de provocar exposições e o número de pessoas expostas devem ser minimizados. O processo de otimização da proteção e segurança pode ser baseado em análises quantitativas, empregando técnicas de ajuda para tomada de decisão, ou até mesmo em análises qualitativas, desde que nessas análises 52 sejam levados em consideração, com coerência, todos os fatores relevantes. Limitação da Dose Individual A exposição normal dos indivíduos deve ser restringida, de tal modo que nem a dose efetiva nem a dose equivalente nos órgãos ou tecidos de interesse, causadas pela possível combinação de exposições originadas por práticas autorizadas, excedam os correspondentes limites de dose especificados na Norma. Esses limites de dose não se aplicam a exposições médicas. - Controle de Exposição: Tempo, Distância e Blindagem O controle da exposição à radiação, necessário para garantir o atendimento aos requisitos estabelecidos em normas de radioproteção, fundamenta-se em três fatores principais: Tempo de Exposição - Prevenção de acúmulo desnecessário de Dose, pela redução do tempo de permanência na proximidade de fontes de radiação. Distância da Fonte - Atenuação da radiação, baseada na lei do inverso do quadrado da distância; e Blindagem - Atenuação da radiação, por meio de anteparos de concreto, chumbo, aço, alumínio, entre outros materiais. Tempo de Exposição A redução, tanto quanto possível, do tempo de permanência em áreas onde estão presentes fontes de radiação ionizante é uma maneira simples de evitar exposições desnecessárias, uma vez que a Dose acumulada é diretamente proporcional ao tempo de exposição a essa radiação (Dose = Taxa de Dose x Tempo). Distância da Fonte O aumento da distância entre uma fonte de radiação ionizante e um indivíduo é, também, uma solução simples para minimizar a Exposição, e, 55 consequentemente, o acúmulo de Dose. Blindagem Quando os níveis de radiação permanecem altos, mesmo que, dentro do viável, seja mínimo o tempo de permanência em locais que possuam fontes emissoras de radiação e máxima a distância mantida dessa fonte, é necessário introduzir o fator blindagem, para fins de limitação de dose. Acessórios como colimadores, biombos, aventais e óculos de proteção são exemplos de dispositivos empregados para minimizar a Exposição à radiação. A determinação da espessura e material adequado para confecção desses dispositivos depende do tipo (raios –X, raios gama, partículas alfa ou beta, nêutrons) e da intensidade da radiação ( por exemplo, atividade do material radioativo ou potência do equipamento emissor de raios-X), bem como do valor de dose aceitável, após a atenuação pela blindagem. Proteção do Operador Os indivíduos que empregam, em seu trabalho, fontes de radiação ionizante devem ter a sua disposição equipamentos de proteção adequados, incluindo, conforme aplicável, vestimentas apropriadas, como jalecos ou macacões, equipamentos de proteção respiratória, biombos para atenuação das radiações, aventais de chumbo e outras blindagens específicas para determinados órgãos, luvas e sapatilhas. Classificação de Áreas O sistema de classificação de áreas é proposto para auxiliar o controle de exposições ocupacionais e considera a designação dos locais de trabalho em dois tipos de áreas: áreas controladas e áreas supervisionadas. Nas áreas controladas, medidas de proteção são ou podem ser necessárias para controlar exposições de rotina e evitar a disseminação de contaminação, além de evitar ou limitar exposições potenciais associadas a acidentes. Áreas que não sejam classificadas como controladas ou supervisionadas são consideradas áreas livres e não requerem medidas de proteção radiológica. O mamógrafo é um equipamento que emite radiação ionizante igual ao Raio-X convencional médico e odontológico, o arco cirúrgico e o tomógrafo. Como eles, também é fiscalizado pela vigilância sanitária. Além do equipamento em si, serão inspecionados todos os elementos ligados à proteção radiológica do paciente e dos trabalhadores, entre outros. A proteção radiológica faz parte do programa de controle de qualidade daimagem radiográfica. Esse programa visa evitar os erros técnicos, assegurar a melhor imagem radiográfica e aumentar a vida útil dos equipamentos do setor de diagnóstico por imagem. O controle de qualidade em mamografia é focado na manutenção preventiva. Ele permite “cuidar” dos equipamentos para que os diagnósticos sejam condizentes com a realidade da paciente. Assim, com um diagnóstico preciso, há redução no número de mortes causadas por essa doença cruel. Treinamento As pessoas envolvidas em atividades com fontes de radiação devem ser adequadamente treinadas de modo a assimilar a necessidade de respeitar os regulamentos de segurança e proteção radiológica, estando sempre cientes dos riscos associados ao emprego de radiações ionizantes.