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Nutrição na fertilidade e gestação 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Abordar o papel da nutrição na pré-concepção; 
Tratamento da infertilidade e na gestação; 
Estratégias nutricionais nas diferentes fases do início da vida. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Roger Williams 
“No dramático momento em que uma célula masculina, 
microscópica e serpenteante, encaminha-se para uma célula 
ovo, muito maior, e liga-se a ela, um ser humano começa a 
existir e a Nutrição tem início”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O genoma é modulado quando quais genes serão 
expressos ou não. 
EPIGENÔMA 
Nutrigenômica e Nutrigenética 
Nutrigenômica e nutrigenética estão associadas, mas seguem abordagens 
diferentes. A nutrigenômica procura determinar a influência dos nutrientes no 
genoma, e descreve o uso de ferramentas de genômica funcional para sondar um 
sistema biológico seguindo um estímulo nutricional que irá permitir uma maior 
compreensão de como os nutrientes afetam vias de controle homeostático. 
Já a nutrigenética, compreende como a composição genética de um 
indivíduo coordena sua resposta à alimentação. Estuda o efeito da variação genética 
na interação entre dietas e doenças, incorporando a ciência da identificação e 
caracterização de variantes de genes associados a respostas diferenciais aos 
nutrientes. 
VALENTE, M. A. S. et al. Nutrigenômica/nutrigenética na 
elucidação das doenças crônicas. HU Revista, Juiz de Fora, v. 40, 
n. 3 e 4, p. 239-248, jul./dez. 2014. 
 
 
As modificações epigenéticas programadas por exposições na vida fetal podem ser 
transmitidas para outras gerações. 
 
 
 
 
 
 
 
 
O que podemos fazer para que esse 
começo seja da melhor forma possível? 
 
Programação metabólica 
Processos pelos quais estímulos maternos desencadeiam ou programam 
adaptações fisiológicas dos filhos, durante as chamadas fases críticas do 
desenvolvimento (período gestacional e início da vida). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Teoria de Barker – década de 90 
 
A etiologia das doenças metabólicas tem origem no início da vida, ainda no 
período intrauterino. 
O período de desenvolvimento embrionário 
caracteriza-se por grande plasticidade, o que o torna janela 
de sensibilidade especial em que o feto se encontra mais 
susceptível às alterações que ocorrem no ambiente 
intrauterino 
A nutrição materna é capaz de causar alterações 
permanentes na fisiologia e função dos tecidos do feto com 
consequências importantes à saúde na idade adulta. 
 
 
 
 
 
 
 Restrição alimentar na gestação provoca um baixo peso ao nascer, o organismo 
faz uma programação em função do ambiente em que estava inserido, e o mesmo pode 
sofrer alterações nas células de maturação do fígado, pâncreas, rins, músculos, e como 
consequência pode ter um metabolismo lipídico reduzido, redução da secreção de 
insulina, redução nos néfrons e menor sensibilidade à insulina. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dependendo do período que ocorre as alterações nas células de maturação, o 
indivíduo é mais susceptível a algumas doenças do que outras. 
 
 
 
 
 
 
 
Filhos nascem pequenos e com maior 
risco para: 
 Obesidade 
 Diabetes 
 Problemas renais, hipertensão 
Doenças crônicas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A subnutrição nos 
primeiros meses pode 
levar a alterações no 
metabolismo lipídico. 
Nos últimos meses estão 
relacionados a distúrbios 
no metabolismo da 
insulina e glicose. 
A programação metabólica é de 
responsabilidade da mãe e do pai 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
“A obesidade paterna induz distúrbios metabólicos e espermáticos em descendentes 
do sexo masculino que são exacerbados pela sua exposição a uma dieta 
"obesogênica". 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O pai transmite o gene para o filho e 
se houver fatores ambientais ele se 
tornará obeso. 
Pais com ↑IMC = gerar impacto negativo 
na quantidade, qualidade e integridade 
do DNA do esperma e no desempenho 
reprodutivo masculino. 
A má alimentação paterna: 
 Alterar o metabolismo do blastocisto; 
 Formação esquelética; 
 Lipídios hepáticos neonatais; 
 Biossíntese de colesterol; 
 Níveis de Fator de Crescimento semelhante a insulina 
(IGF1); 
 Corticosterona; 
 Função de células beta pancreáticas; 
 Adiposidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
“Você é o que você 
come” 
“Você é o que a sua mãe 
comeu durante a 
gravidez” 
“Você é o que a sua avó 
comeu durante a 
gravidez” 
Quais os mecanismos 
celulares e moleculares 
estão envolvidos na 
programação metabólica. 
Como e quais exposições 
ambientais específicas 
tem a capacidade de 
alterar a fisiologia e o 
metabolismo do 
indivíduo. 
Como ocorre a transmissão 
dessas informações para a 
próxima geração. 
 
 
 
 
Mecanismos epigenéticos 
 
Responsável pelo controle da expressão gênica, proliferação e diferenciação celular, 
silenciamento do segundo cromossomo X feminino e imprinting genômico. 
 O termo epigenética origina-se do prefixo grego epi, que significa “acima ou 
sobre algo” e estuda as mudanças herdadas nas funções dos genes, observadas na 
genética, mas que não alteram as sequências de bases nucleotídicas da molécula de 
DNA. Os padrões epigenéticos são sensíveis a modificações ambientais que podem 
causar mudanças fenotípicas que serão transmitidas aos descendentes. 
Existem dois mecanismos principais envolvidos na epigenética: alterações nas 
histonas e padrão de metilação do DNA, que envolve modificações na estrutura das 
ligações covalentes do DNA. Esses mecanismos atuam modificando a acessibilidade da 
cromatina para a regulação da transcrição localmente ou globalmente, pelas 
modificações no DNA e pelas modificações ou rearranjos dos nucleossomos. Além 
desses principais mediadores epigenéticos, há também a presença de RNAs não 
codificadores, que podem atuar interferindo na transcrição de genes. 
Esses mecanismos regulam funções celulares cruciais como a estabilidade do 
genoma, a inativação do cromossomo X, o imprinting gênico, a reprogramação de genes 
não imprintados, e atuam no desenvolvimento da plasticidade como as exposições a 
fatores endógenos ou exógenos durante os períodos críticos, que alteram 
permanentemente a estrutura e a função específica de sistemas de órgãos. 
MULLER, H. R.; PRADO, K. B. Epigenética: um novo 
campo da genética. RUBS, Curitiba, v.1, n.3, p.61-69, 
set./dez. 2008. 
 
 
 
 
A dieta tem 80% de influência na metilação do DNA e modificação das 
histonas. 
As modificações das histonas regulam as funções da cromatina alterando a 
acessibilidade do DNA aos diferentes fatores que atuam em trans, como as enzimas de 
transcrição, ou pelo recrutamento de proteínas específicas que reconhecem as 
modificações ocorridas nas histonas. Acredita-se que a acetilação das histonas H3 e H4 
nas caudas N-terminais seja um sinal predominante para a ativação da cromatina, 
aumentando a acessibilidade da maquinaria de transcrição. Esse sinal é removido pela 
ação das desacetilases de histonas (HDAC), que promovem a condensação da cromatina. 
A metilação do DNA interfere na expressão dos genes por meio de mecanismos diretos 
e indiretos. Primeiro, a metilação de ilhas CpG presentes nas regiões promotoras dos genes 
impede diretamente, através de uma barreira física, o seu reconhecimento pelos fatores de 
transcrição, resultando na inativação do gene. Segundo, a metilação ocorre em uma região que 
apresenta domínios de ligação para a metilação (MBD), que se localiza ao redor de um sítio de 
regulação da transcrição e atrai de forma indireta as proteínas de domínio de ligação de 
metilação, como as MeCp2, que recrutam correpressores e desacetilases de histonas (HDACs) 
inativando a configuração da cromatina ao redor do gene, desligando-o. 
MULLER,H. R.; PRADO, K. B. Epigenética: um novo 
campo da genética. RUBS, Curitiba, v.1, n.3, p.61-69, 
set./dez. 2008. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Maulik N & Maulik M. Nutrition, Epigenetic 
Mechanisms and Human Diseases, 2011. 
 
 
 
 
 
 
Programação metabólica tem aplicabilidade clínica na PROGRAMAÇÃO DA 
FERTILIDADE, PROGRAMAÇÃO DA GESTAÇÃO E SAÚDE FUTURA. 
 
Componentes da 
maquinaria 
epigenética 
Metilação do DNA 
Modificações em histonas 
Micro RNAs 
Compactação da cromatina 
Fatores que afetam a 
regulação: 
 Dieta 
 Exposição à radiação 
 Agentes infeciosos 
 Fatores 
imunológicos 
 Agentes tóxicos 
 Carcinógenos 
Programar gerações saudáveis 
 
 
 
Nutrição na fertilidade 
 
 
 
 
 
 
 
Bioquímica 
Fisiologia da 
reprodução 
Modulação do 
desenvolvimento 
inicial da gestação 
Nutrição adequada 
 
 
 
 
 
 
 
 
Descritores em Ciências da Saúde, acesso em 
2019. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Capacidade de conceber ou de induzir 
concepção. Pode referir-se tanto ao sexo 
masculino como feminino. 
Fertilidade 
Gerar a vida! 
Fértil e que deseja 
engravidar 
Infértil e que deseja 
engravidar 
 
 
 
 
 
 
 
Espermatogênese 
A gametogênese masculina é denominada espermatogênese e ocorre nos 
túbulos seminíferos dos testículos. É um processo contínuo na vida do homem após ser 
atingida a puberdade. A maturação das células germinativas para formação dos 
espermatozoides ocorre até o final da vida do indivíduo, em que cada espermatogônia 
dará origem a quatro espermatozoides. 
As espermatogônias que foram formadas durante a vida fetal e estavam 
dormentes nos túbulos seminíferos, entram em fase de multiplicação na puberdade 
dando origem a muitas espermatogônias por mitoses sucessivas. 
Após a fase de multiplicação, cada espermatogônia formada entra na fase de 
crescimento e dá origem a dois espermatócitos primários. Em seguida os 
Quando começar a 
preparação/programação para 
engravidar? 
Tempo mínimo de 3 meses para 
casais férteis! 
 
 
espermatócitos primários passam pela fase de maturação, que corresponde às divisões 
de meiose. 
Cada espermatócito primário ao sofrer a primeira divisão da meiose dá origem a 
dois espermatócitos secundários. Esta primeira divisão da meiose é reducional, assim os 
espermatócitos secundários passam a ter metade do número de cromossomos, isto é, 
cada espermatócito secundário é uma célula haplóide (N), ao contrário dos estágios 
anteriores de espermatogônias e espermatócitos primários que são diplóides (2N). 
A continuidade do processo de maturação ocorre com a segunda divisão da 
meiose nos espermatócitos secundários que darão origem as espermátides, que 
também são células haplóides. Cada espermátide passa pelo fenômeno da 
espermiogênese, que corresponde ao processo de diferenciação celular para formação 
dos verdadeiros gametas masculinos. Durante a espermiogênese as espermátides 
ganham o acrossomo e a cauda (flagelo). O acrossomo está localizado na região anterior 
da cabeça do espermatozoide e corresponde a uma aglomeração de vesículas 
secretadas a partir do complexo de Golgi. 
No acrossomo estão presentes várias enzimas, entre elas a hialuronidase que 
têm papel fundamental no momento da fecundação, pois as atividades destas enzimas 
favorecem a entrada do espermatozoide através da corona radiata e da zona pelúcida 
durante o processo de fertilização. 
A cauda do espermatozoide é fundamental para a mobilidade do gameta 
masculino até o local da fertilização. Para ocorrer o movimento de chicoteamento da 
cauda do espermatozoide, as mitocôndrias da cauda fornecem ATP (adenosina 
trifosfato), que é fonte de energia para a locomoção. 
A espermatogênese desde a origem das espermatogônias até a formação dos 
espermatozoides, passando pela espermiogênese, ocorre em aproximadamente dois 
meses. 
ARAÚJO, C. H. M. et al. Gametogênese: estágio fundamental 
do desenvolvimento para reprodução humana. Medicina, 
Ribeirão Preto, 2007; 40 (4): 551-8, out./dez. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Infertilidade: incapacidade de conceber após 1 ano de relações sexuais regulares 
e desprotegidas; 
 15% dos casais de todo o mundo são inférteis; 
 Homens e mulheres contribuem igualmente para a infertilidade do casal. 
Descritores em Ciências da Saúde, acesso em 2017. Indian J. 
Urology, 2017 33(3):2017-214. 
 
 
 
 
 
O tempo de acompanhamento nutricional 
depende da resposta fisiológica de cada 
indivíduo e das correções bioquímicas 
necessárias 
Quando considerar que 
existe a infertilidade? 
 
 
 
Fisiologia do aparelho reprodutor masculina e feminina 
 
 
A produção de espermatozoides 
acontece nos testículos e é controlada pelo 
eixo hipotálamo-gonadal e começa na 
puberdade. 
 
 
Cabeça: localiza-se o núcleo onde encontra-se o material genético. 
Acrossoma: constituído de zinco. 
Cauda: contém mitocôndrias que o ajuda a gerar energia para chegar até o óvulo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Zinco 
Coenzima Q10 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SAIBA MAIS - Zinco 
 Auxilia na produção de esperma e no desenvolvimento fetal e infantil; 
 A deficiência pode gerar sintomas como: retardo no crescimento e na maturação 
sexual, impotência sexual, hipogonadismo e hipospermia; 
 A deficiência pode aumentar o estresse oxidativo e contribuir com a má qualidade 
do esperma. 
 
Contraindicações: 
A suplementação acima de 50 mg/dia pode levar a aumento significativo a Hemoglobina 
Glicada, náuseas, vômitos, diarreia e dor no estômago (BRASIL, 2010). Quando consumido 
em jejum pode causar náuseas, enjoos e vômitos. 
 
Doses: 
Dose Usual – 15 mg 
Dose Mínima – 7 mg 
Dose Máxima – 30 mg 
 
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância 
Sanitária, Informe Técnico nº 45, de 28 de dezembro de 2010. 
Disponível em HTTP://www.anvisa.gov.br. 
PASCHOAL, V.P; MARQUES, N.; SANT’ANNA, V. Nutrição 
Clínica Funcional: Suplementação vol. I e II. São Paulo: VP 
Editora, 2015. 
PUJOL, A. P. Manual de formulações para prática clínica. 
Camboriú: Ed. da autora, 2019. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SAIBA MAIS – Coenzima Q10 
 Encontra-se nos tecidos com maior turnover de energia 
 É lipofílica e está presente no interior da bicamada de fosfolipídios de inúmeras 
membranas celulares do organismo, sendo vital para atividades relativas ao 
metabolismo energético, por interferir diretamente na produção de ATP. 
 
Contraindicações: não há evidências de efeitos colaterais descritos pela literatura. 
 
Doses: 
Coenzima Q10: 
Dose Usual – 100 mg 
Dose Mínima – 90 mg 
Dose Máxima – 200 mg 
 
Ubiquinol: 
Dose Usual – 100 mg 
Dose Mínima – 50 mg 
Dose Máxima – 300 mg 
 
PASCHOAL, V.P; MARQUES, N.; SANT’ANNA, V. Nutrição 
Clínica Funcional: Suplementação vol. I e II. São Paulo: VP 
Editora, 2015. 
PUJOL, A. P. Manual de formulações para prática clínica. 
Camboriú: Ed. da autora, 2019. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Responsável pelo 
amadurecimento dos 
espermatozoides, e 
aparecimento das 
características sexuais 
masculinas. 
100 a 200 milhões de 
espermatozoides por dia 
Produzem um líquido 
que nutre os 
espermatozoides e 
aumenta a mobilidade 
Produz um líquido 
leitoso que neutraliza 
a acidez de restos de 
urina na uretra e 
neutraliza a acidez 
natural da vagina 
Produz 
líquido 
lubrificante 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Espermatozoide 
Líquido da 
glândula 
seminal 
Líquido da 
próstata 
Líquido das 
glândulas 
bulbouretrais 
Sêmen 
Sêmen 
Aminoácidos 
Citrato 
Flavinas Enzimas 
Frutose 
Fosforil colina 
Prostaglandinas 
Complexo B 
Vitamina C 
Ferro 
Zinco 
Zinco Fertilidade 
1 ejaculação 
Dose diária 
recomendada de zinco 
 
 
Hormônios envolvidos na reprodução masculinaO hormônio liberador de gonadotropina (GnRH, do inglês Gonadotrophin-
releasing hormone) produzido pelo hipotálamo induz a hipófise anterior, a produção de 
gonadotropinas hormônio luteinizante (LH, do inglês luteinizing hormone), que estimula 
a síntese e liberação de andrógenos pelas células de Leydig do testículo; e do hormônio 
folículo estimulante (FSH, do inglês follicle-stimulating hormone), que também estimula 
a espermatogênese, agindo sobre as células de Sertoli dos túbulos seminíferos. 
A testosterona ativa genes que promovem a diferenciação das espermatogônias 
e maturação dos espermatozoides. Se o indivíduo nasce sem as células de Sertoli, ele 
nasce sem células germinativas e consequentemente a incapacidade de gerar 
espermatozoides. 
Os andrógenos têm diversos efeitos no organismo humano. Para isso, receptores 
androgênicos ativados controlam a expressão gênica de uma grande variedade de tipos 
celulares responsáveis pelos efeitos fisiológicos desses hormônios, entre os quais o 
desenvolvimento das características sexuais primárias e secundárias. As características 
sexuais primárias são estabelecidas durante o desenvolvimento embrionário e são 
resultado da diferenciação celular mediada pelos andrógenos, responsáveis pela 
formação dos órgãos sexuais externos e da genitália masculina interna. Já as 
características sexuais masculinas secundárias são desenvolvidas a partir da puberdade, 
 
 
quando ocorre um grande aumento na secreção dos hormônios androgênicos e 
caracterizam-se pela determinação do formato corporal específico. O crescimento de 
barba e de pelos pubianos, o aumento da espessura e quantidade dos pelos da superfície 
corporal, o desenvolvimento da musculatura esquelética, o engrossamento das cordas 
vocais e o surgimento do comportamento (e desejo) sexual também fazem parte das 
características sexuais secundárias masculinas. Além disso, durante a puberdade ocorre 
ainda o crescimento peniano, do escroto, das vesículas seminais e da próstata, 
juntamente com a estimulação de suas secreções, o aumento das secreções sebáceas, 
responsáveis pelo surgimento da acne, o crescimento púbere ósseo e muscular, e 
alterações no metabolismo lipídico, responsáveis pelo acúmulo de gordura na região 
superior do tronco. 
JUNIOR, H. H.; VISCONTI, M. A. Anatomia e fisiologia do sistema 
reprodutor masculino: reprodução, sistema genital, ontogênese. 
Licenciatura em ciências – USP/UNIVESP. Disponível em: < 
https://midia.atp.usp.br/plc/plc0024/impressos/plc0024_01.pdf>. 
Acesso em: 30/07/2019. 
 
Os testículos são formados por células de Leydig e de Sertoli e por 
espermatozoides em fases de desenvolvimento. As células de Leydig produzem a 
testosterona, enquanto as células de Sertoli estão localizadas entre as células 
espermatogênicas. A testosterona e os fatores produzidos pelas células de Sertoli 
controlam a espermatogênese. As células de Sertoli produzem moléculas reguladoras, 
que controlam a produção de proteínas ligadoras de andrógenos, além de controlar e 
regular a sensibilidade as células testiculares ao hormônio FSH, secretando outros 
fatores espermatogênicos. Assim como na oogênese, a espermatogênese também é 
caracterizada por duas divisões meióticas celulares sucessivos. 
A divisão das espermatogônias começa com a formação dos espermatócitos 
primários, que se dividem em espermatócitos secundários. A partir daí a meiose 
continua e os espermatócitos secundários formam os espermátides haploides, que 
sofrem uma série de mudanças estruturais e então são liberados para o lúmen dos 
 
 
testículos. Uma das mudanças estruturais é a formação do axonema, que é a base do 
flagelo. Neste momento, os espermatozoides ainda não são capazes de fertilizar e 
passam para o epidídimo, onde são maturados e ganham a capacidade de nadar. 
 
 
 
Fisiologia. Disponível em: < 
https://midia.atp.usp.br/impressos/redefor/Ensino
Biologia/Fisio_2011_2012/Fisiologia_v2_semana09.
pdf>. Acesso em: 30/07/2019. 
 
 
 Meninos expostos ao excesso de estrogênios entre a 7ª e a 17ª semana de 
gestação ou com deficiência nutricional podem nascer com Criptorquidia que além de 
não terem descida do testículo produzem menos testosterona. As vezes nascem sem as 
células de Sertoli ou com quantidades menores de células de Sertoli. 
 
 
 
 
 
Aparelho reprodutor feminino 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O sistema reprodutor feminino é responsável pela produção dos hormônios 
progesterona e estrogênio e pela produção dos gametas femininos. 
SAIBA MAIS – Criptorquidia 
A criptorquidia é a malformação urológica congénita mais comum, com uma 
incidência que varia entre 1 a 2%, entre os 3 e os 12 meses de vida. É ainda mais prevalente 
em crianças prematuras podendo atingir 20%. Esta malformação caracteriza-se pela não 
descida do testículo, podendo este ficar bloqueado em qualquer parte, desde a cavidade 
abdominal até ao anel inguinal. Apresenta como principais consequências, infertilidade, 
possibilidade de malignização futura do testículo, bem como possíveis distúrbios de imagem 
da criança e adolescente. 
DIAS, A. F. D. Criptorquidia Revisão sistemática de conceitos Dissertação - 
Artigo de Revisão Bibliográfica. Mestrado Integrado em Medicina - 
2016/2017. Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar- Universidade do 
Porto/Centro Hospitalar do Porto. 
 
 
 O útero tem a forma de uma pera, com uma porção dilatada, o corpo, cuja parte 
superior é o fundo do útero e uma parte inferior cilíndrica que se abre na vagina, a cérvix ou 
colo do uterino. A parede do útero é relativamente espessa e constituída por três túnicas, que, 
de fora para dentro são: serosa (tecido conjuntivo e mesotélio) ou adventícia (tecido 
conjuntivo), conforme a região do órgão considerada; miométrio (túnica de músculo liso); e 
endométrio (mucosa). Para o desenvolvimento embrionário o útero precisa estar pronto 
e bem nutrido, para que essa etapa obtenha sucesso. 
 Folículos ovarianos: o número total de folículos nos dois ovários da criança recém-
nascida é estimado em dois milhões, porém a maioria sofrerá um processo degenerativo, sendo 
que na época da puberdade restam apenas cerca de 300.000 folículos. Essa regressão folicular 
ocorre durante toda a vida, desde a menarca (primeira menstruação) até a menopausa (última 
menstruação). Distinguem-se os folículos primários, os folículos em crescimento e os folículos 
maduros ou de Graaf. A regressão pode atingir qualquer tipo de folículo, desde os primários até 
os quase completamente maduros. Como em geral apenas um ovócito é liberado pelos ovários 
em cada ciclo menstrual (duração média 28 dias) e a vida reprodutiva da mulher é de 30 a 40 
anos, o total de ovócitos liberados é de aproximadamente 450. Todos os demais folículos, com 
seus ovócitos, degeneram e desaparecem. 
 A ovulação ocorre na ruptura do folículo maduro com liberação do ovócito, que será 
colhido pela extremidade dilatada na trompa uterina. A ovulação ocorre aproximadamente no 
meio do ciclo menstrual, portanto em torno do 14º dia, considerando-se o ciclo de 28 dias, que 
é o mais frequente. A ovulação ocorre através da pressão exercida pelo folículo maduro na 
superfície do ovário fazendo com que se inicie uma isquemia o que contribui para o 
enfraquecimento dos tecidos, facilitando a saída do ovócito. 
 
 
 
 
 Após a ovulação, as células foliculares e as da teca interna que permanecem no ovário 
dão origem a uma glândula endócrina temporária, denominada corpo lúteo (corpo amarelo). O 
corpo lúteo se localiza no cortical do ovário e secreta progesterona e estrógenos, que atuam 
sobre a mucosa uterina, estimulando a secreção de suas glândulas. Além disso, a progesterona 
impede o desenvolvimento dos folículos ovarianos e a ovulação. As células foliculares não se 
dividem depois da ovulação, mas aumentam muito de volume e adquirem as características de 
células secretoras de hormônios esteroides.O corpo lúteo é formado pelo estímulo do hormônio 
luteinizante (LH) sintetizado pela parte distal da hipófise, sob o controle do hipotálamo. Quando 
não ocorre gravidez, o corpo lúteo tem uma existência de 10 a 14 dias apenas. Após esse 
período, devido à falta de hormônio luteinizante, ele degenera e desaparece. Este é chamado 
corpo lúteo menstrual ou espúrio. Ocorrendo a gravidez, as gonadotrofinas coriônicas 
produzidas pelo sinciotrofoblasto da placenta estimularão o corpo lúteo, que se manterá 
durante a gestação. 
 
Sistema reprodutor humano. Disponível em: 
<http://biologia.ifsc.usp.br/bio2/apostila/apost-fisiol-
parte7.pdf>. Acesso em: 31/07/2019. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Em casos de reprodução assistida não 
ocorre a ovulação, ocorre uma pulsão dos óvulos 
para realizar a fertilização. 
Em caso de inseminação artificial, a mulher 
vai precisar ovular. Antes de realizar a 
suplementação para estimular a ovulação, é 
necessário verificar se há exames de imagem que 
comprovem que não há nenhuma obstrução das 
trompas que impeça a passagem do óvulo. 
Os óvulos são programados na gestação. Durante a vida fetal 
(20ª semana) existem aproximadamente 7 milhões de 
folículos primordiais, cada um deles contendo um oócito 
paralisado (na pró-fase na primeira divisão meiótica). 
A cada ciclo menstrual um oócito é 
selecionado para a liberação de um 
óvulo. Para que haja a ruptura e liberação 
é necessário um dano por ação de 
radicais livres. 
Quando há o excesso na administração 
de antioxidante, em uma mulher que 
quer engravidar, isso pode impedir a 
ovulação. 
 
 
 
Ciclo menstrual 
 
 
 O primeiro dia do ciclo é o dia da menstruação; 
 A partir do 5º dia a mulher começa a produzir os hormônios de renovação; 
 A partir da segunda fase do ciclo, a fase folicular, há a produção de estrogênio que terá 
seu pico na segunda fase, a ovulatória; 
 A fase ovulatória é estimulada pelos hormônios LH e FSH; 
 Após a ovulação, ocorre a fase lútea. Nela ocorre a queda dos hormônios LH e FSH; 
 
 
 O folículo que é rompido se fecha e após a liberação do óvulo forma o corpo lúteo que 
produz progesterona. 
 A progesterona e o estrogênio fazem com que o endométrio fique mais espesso, se 
preparando para a fecundação; 
 Para cada fase do ciclo é necessário uma conduta e suplementação. 
 
 
 
Fase folicular
• Para mulher que quer engravidar: alimentação antioxidante, com nutrientes que 
favoreçam a qualidade do folículo (Coenzima Q10)
• Usar reguladores hormonais - efeitos estrógeno como: Cimicifuga recemosa -
(Atenção: essa planta é de PRESCRIÇÃO MÉDICA) OU Tribullus terrestris OU 
Lepidium meyenii (Maca peruana) OU Panax ginseng
• Vitis vinifera (uva): antioxidante potente
• Cinnamomum verum (canela): para mulheres com SOP e resistência à insulina 
• Curcuma longa: em casos de endometriose.
• ATENÇÃO: conduta aplicada somente na primeira fase do 
ciclo
Fase ovulatória
• O excesso de antioxidantes pode atrapalhar a ovulação;
• Alimentação menos antioxidante é necessária;
• Utilizar indutores de ovulação naturais - Inhame (sucos, vitamina, sopas, chips);
• Uso de plantas progestágenas.
Desenvolvimento fetal
• Inhame;
• Alimentos fonte de ferro, zinco, complexo B, vitamina E, arginina e vitamina D;
• Endométrio espesso e nutritivo;
• Para que haja nidação é necessário radicais livres - evitar o excesso de 
antioxidantes.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Analisar cada caso 
Mulher que não é infértil e se prepara para engravidar 
naturalmente 
Início do ciclo: 
- Alimentação antioxidante e anti-inflamatória; 
- Suplementação: Coenzima Q10, complexo B, vitamina D 
(verificar níveis sanguíneos) – Qualidade do óvulo 
Próximo a fase ovulatória: 
- Mudar o perfil da dieta para uma alimentação menos 
antioxidante 
- Só suplementar com indutores de ovulação caso a paciente 
não esteja em uso de medicamentos para esse fim 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ATENÇÃO 
A competência do nutricionista para atuar na Fitoterapia não inclui a prescrição de produtos 
sujeitos à prescrição médica, seja na forma de drogas vegetais, de fitoterápicos ou de 
preparações magistrais. Os ftoterápicos que estão classifcados “sob prescrição médica”, 
conforme a Resolução RDC Nº 89/2004; Instrução Normativa Nº 5/2008; Resolução RDC Nº 
10/2010, Resolução RDC Nº 17/2000 e Instrução Normativa Nº 02 de 13 de maio de 2014 até 
a publicação desta obra são: 
 Arctostaphylos uva-ursi Spreng/Uva-ursi; 
 Cimicifuga racemosa (L.) Nutt./Cemicifuga; 
 Echinacea purpurea Moench/Equinácea; 
 Ginkgo biloba L./Ginkgo biloba; 
 Hypericum perforatum L./Hipérico; 
 Piper methysticum Forst. f./Kava-kava; 
 Valeriana offcinalis/Valeriana. 
 Serenoa repens (W. Bartram)/Small Saw palmeto 
 Tanacetum parthenium (L.) Sch. Bip./Tanaceto 
 
Mulher com endometriose que realizar fertilização in vitro: 
- Promover uma alimentação e suplementação que irá 
favorecer a qualidade do óvulo; 
- Deve-se ter atenção à saúde do endométrio: uma sugestão 
é o uso de Curcuma longa na primeira fase do ciclo. 
 
 
 
 
Avaliação da fertilidade 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Solicitado pelo médico 
Importante que o 
profissional nutricionista 
saiba interpretar os 
resultados para guiar sua 
conduta clínica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
- Sorologia 
- Dosagem hormonal: FSH > 10 UI/L (2° ou 3° dia do ciclo) 
 AMH < 1,2 mg/mL 
- USG seriada 
- Histerossalpingografia 
- Videolaparoscopia, histeroscopia 
- Idade > 35 anos 
- Sorologia 
- Espermograma 
- Dosagem hormonal (FSH, LH, Testosterona Total e livre, SHBG) 
- Exames genéticos 
- Exames de imagem 
- Fragmentação do DNA 
FSH - Estimula o crescimento e desenvolvimento do folículo
- ômega-3, farinha de linhaça, nozes, sementes, spirullina,
vegetais verde escuro, Panax ginseng, Vitex agnus castus,
controle de peso, redução do estresse, praticar atividade
física.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Quais fatores estão associados à infertilidade? 
• Deficiências nutricionais; 
• Desordens hormonais; 
• Exposição a xenobióticos; 
• Sobrepeso e obesidade; 
• Estresse oxidativo e inflamação subclínica; 
 
Fator feminino: endometriose, SOP, anovulação, predominância estrogênica, más formações 
uterínicas. 
 
Fator masculino: oligoespermia ou azoospermia, fragmentação do DNA, varicocele. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Exames complementares 
- Exames nutricionais; 
- Exames nutrigenéticos; 
- Metais tóxicos (forte relação com a infertilidade) 
- Pesquisa alimentar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Consumo de frutas e vegetais e seus resíduos de pesticidas em relação a qualidade do 
sêmen entre homens de uma clínica de fertilidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Diversos Poluentes 
Orgânicos Persistentes 
(POP’s) influenciam na 
fecundidade do casal 
 Metais tóxicos: cádmio, chumbo e mercúrio 
 PCB’s 
 Perfluorados 
 1,1-diclor-2,2-bis(p-clorofenil)etileno - DDE 
 Dieteres polibromados 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Conclusão: homens que consumiam frutas e verduras com maior concentração de pesticida, 
apresentaram uma contagem de espermatozoides 49% menor, 32% menos espermatozoides 
morfologicamente normais do que aqueles que consumiram menor quantidade de pesticidas. 
 
 
 
 
Pesticidas 
 A exposição humana a pesticidas pode ocorrer através de diferentes rotas, 
incluindo ocupações que lidam com a produção, transporte, entrega e aplicação de 
pesticidas, residindo nos locais ricos em resíduos de pesticidas, e na circulação e 
acumulação de pesticidas na cadeia alimentar. Como os pesticidas nasceram como 
produtos químicos para serem tóxicos para organismos vivos, sua toxicidade para 
humanos e outras espécies animais é inevitável. Esta questão torna-se ainda mais 
evidente no enorme e crescente corpode evidências epidemiológicas e experimentais 
sobre a ligação entre a exposição a pesticidas e a incidência de vários distúrbios de saúde 
em seres humanos. A incidência de diferentes doenças humanas, como doenças 
malignas, neurodegenerativas, reprodutivas, de desenvolvimento, respiratórias e 
metabólicas associadas à exposição a pesticidas, tem se tornado frequentemente o 
tema de pesquisa de inúmeros estudos. 
MOSTAFALOU, S.; ABDOLLAHI, M. Pesticides: an update of 
human exposure and toxicity. Archives Of Toxicology, v. 91, 
n. 2, p.549-599, 8 out. 2016. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Essas substâncias levam a alterações expressivas no espermograma, interferindo na 
motilidade, quantidade e na morfologia. 
 A suplementação com Coenzima Q10 e L-carnitina pode auxiliar no tratamento da 
infertilidade masculina. 
 
 
 
 
 
 
 Ao fornecer energia prontamente disponível 
para uso por espermatozoides, afetando 
positivamente a motilidade espermática, a 
maturação e o processo espermatogênico, um papel fundamental no metabolismo dos 
espermatozoides é fortemente sugerido pelos altos níveis de L-carnitina encontrados no fluido 
epididimário devido a um mecanismo ativo. Também evidenciam que o início da motilidade 
espermática está relacionado a um aumento de l-carnitina no lúmen epididimal e L-acetil-
carnitina nos espermatozoides. 
 
ZHOU. X.; LIU, F.; ZHAI, S. Effect of L-carnitine and/or L-acetyl-
carnitine in nutrition treatment for male infertility: a 
systematic review. Asia Pac J Clin Nutr 2007;16 (Suppl 1):383-
390. 
 
 
 
Atua na destoxificação, é um 
protetor mitocondrial. 
 
 
 
 
 
A coenzima Q10 (CoQ10) é uma molécula antioxidante, componente da cadeia 
respiratória. Recentemente, tem havido um crescente interesse em identificar as causas 
reversíveis da infertilidade masculina, e numerosos estudos foram realizados para 
investigar se a suplementação de homens inférteis com antioxidantes pode melhorar os 
parâmetros seminais. 
Entre os vários antioxidantes testados, a CoQ10 (como um componente da 
cadeia respiratória mitocondrial) parece desempenhar um papel importante no 
metabolismo energético, além de funcionar como um antioxidante lipossolúvel que 
quebra a cadeia das membranas celulares e lipoproteínas. 
Uma melhoria significativa foi observada em relação aos parâmetros seminais, 
como concentração e motilidade, bem como a concentração de CoQ10 no plasma 
seminal. 
LAFUENTE, Rafael et al. Coenzyme Q10 and male infertility: a meta-
analysis. Journal Of Assisted Reproduction And Genetics, [s.l.], v. 30, 
n. 9, p.1147-1156, 3 ago. 2013. 
 
 
Melhora a qualidade do esperma, 
auxilia na destoxificação, proteção 
mitocondrial. 
 
 
 
 
 
 
 
Outra forma de contaminação por metais tóxico e o uso de cigarro e consumo 
de peixes contaminados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Mulheres que fumam na gestação apresentam 15% mais chumbo e 22% 
mais cadmio. 
O maior consumo de peixe demonstrou 25% mais contaminação por 
mercúrio. 
O metal que mais passou da concentração materna para o filho foi o mercúrio, 
seguido pelo chumbo e cádmio. 
 
 Zinco 
Cobre 
Selênio 
Vitamina C 
Complexo B 
 
 
 
 
Exposição a mercúrio, chumbo, cadmio e bisfenol A e mudança na metilação do 
DNA em mulheres fazendo fertilização in vitro. Baixos níveis de exposição aos poluentes 
amplamente distribuídos podem estar associados a metilação do DNA. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Chumbo na gestação está relacionado a: 
- Abortos espontâneos (> 5 mcg/dl) 
- Más formações congênitas 
- Menor peso ao nascer (> 10 mcg/dl) – suplementar com Cálcio* 
- Menor comprimento 
- Hipertensão gestacional – suplementar com Cálcio* (1000 mg/dia) após 20ª 
semana de gestação. 
- Neuro densenvolvimento prejudicado no primeiro ano de vida 
*Estratégia de destoxificação para antagonizar o chumbo → O cálcio compete com o 
chumbo, por isso seu uso é interessante para competir na absorção intestinal e na 
célula. Suplementar junto com o Magnésio. 
• Suplementar com cálcio no último trimestre contribui para o peso do bebê – 
Maior massa óssea 
Detoxificar para engravidar 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SAIBA MAIS – Cálcio 
Efeitos adversos: Casos de hipercalcemia possuem relação com constipação, 
poliúria e/ou polidipsia (sede excessiva), litíase renal e insuficiência renal. Além de 
casos de depressão, cefaleia, letargia, psicose e até coma (COPÊS; ZORZO; 
PREMAOR, 2013). A suplementação de cálcio, sem a suplementação de vitamina D, 
também foi associada ao aumento de aproximadamente 30% na incidência de 
infartos do miocárdio (BOLLAND et al., 2010; LEWIS, 2011; MAO et al., 2013). Pode 
causar eructações, flatulência, náuseas, desconforto gastrointestinal, constipação, 
cólicas abdominais excessivas, inchaço, diarreia grave e dor abdominal (LEWIS; ZHU; 
PRINCE, 2012). 
Doses: 
Dose Usual – 500 mg 
Dose Mínima – 100 mg 
Dose Máxima – 1500 mg 
 
COPÊS, R.M; ZORZO, P; PREMAOR, M.O. Hipercalcemia: avaliação e princípios do tratamento. Revista 
Associação Médica do Rio Grande do Sul. v. 57, n.4, p. 328-334, 2013. 
BOLLAND, M. J. et al. Effect of calcium supplements on risk of myocardial infarction and cardiovascular 
events: meta-analysis. BMJ, v. 341, p. 3691, 2010. 
LEWIS, J.R. et al. Calcium supplementation and the risks of atherosclerotic vascular disease in older 
women: results of a 5-year RCT and a 4.5-year follow-up. J Bone Miner Res. v. 26, n. 1, p. 35-41, 2011. 
MAO, P. et al. Effect of calcium or vitamin D supplementation on vascular outcomes: A meta-analysis 
of randomized controlled trials. International Journal Of Cardiology, v. 169, n. 2, p.106-111, 2013. 
LEWIS, J. R.; ZHU, K.; PRINCE, R. L. Adverse events from calcium supplementation: Relationship to errors 
in myocardial infarction self-reporting in randomized controlled trials of calcium supplementation. 
Journal Of Bone And Mineral Research, v. 27, n. 3, p.719-722, 2012. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SAIBA MAIS – Magnésio 
Efeitos adversos: Altas concentrações de magnésio podem acarretar em 
sintomas gástricos como náuseas, vômitos e diarreia. Além disso, em 
pacientes com falência renal podem se intoxicar (DOBSON; ERIKSON; 
ASCHNER, 2006).es: 
Doses: 
Dose Usual – 250 mg 
Dose Mínima – 100 mg 
Dose Máxima – 700 mg 
 
 
DOBSON, A. W.; ERIKSON, K. M.; ASCHNER, M. Manganese toxicity. Am N Y Acad Sci, v. 1012, p. 115-
128, 2006. 
 
 
 
 
Mercúrio na gestação está relacionado a: 
 Hipertensão gestacional 
 Baixo peso ao nascer 
 Defeitos de nascimento 
 
Tintura de coentro 
Excelente estratégia para 
quelar metais pesados. 
 
 
 
Perfluroalquilas e TSH em gestantes 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Quanto maior a PFAs no soro maiores níveis de TSH (até 20% de 
aumento nos níveis sanguíneos). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Presente em panelas e embalagens de 
alimentos 
Níveis de TSH 
Maior o risco de aborto 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Meia vida no corpo humano: 2 a 5 anos 
PFAs estão associados com menor produção de estradiol e progesterona em 
mulheres em idade reprodutiva (nuliparas). 
 
 
 
 
 
Orientações: 
 Modificar os utensílios utilizados – panelas de vidro; 
 Evitar alimentos empacotados; 
 
 
Ftalatos 
Ftalatos são xenoestrógenos! 
Os ftalatos são um grupo de compostos químicos derivados do ácido ftálico, utilizado 
como aditivo para deixar o plástico mais maleável. Estão presentes em produtos de higiene 
pessoal, cosméticos, tintas, tubos de PVC, embalagens de alimentos, adesivos, plásticos, 
brinquedos e borrachas escolares e têm sido incriminados como interferentes da função 
reprodutora masculina. 
Não é possível dosar a contaminação a nível 
laboratorial. Somente em experimentos científicos.Fontenele, E. G. P. et al. Contaminantes ambientais e os 
interferentes endócrinos. Arq Bras Endocrinol Metab. 2010;54/1. 
 
 
 
Distância anogenital (DAG) mais curtas foi associado a: 
- Hipospádias (quando a uretra do bebê não está na ponta do pênis, está mais 
embaixo); 
- Criptorquidismo; 
- Pior qualidade do sêmen; 
- Infertilidade; 
- Menor volume testicular; 
- Menor testosterona sérica. 
 
 
 
Onde encontramos ftalatos? 
- Produtos de uso pessoal (perfumes, sombras, esmaltes, hidratantes...); 
- Casacos de chuva; 
- Botas; 
- Embalagens; 
- Brinquedos; 
- Detergentes; 
- Adesivos, colas; 
- Material de construção, canos; 
- Filmes de pvc; 
- Tintas, tintas de impressão; 
- Embalagens Pet; 
- Lustra móveis. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Conscientizar os pacientes! 
Manejo destoxificante: 
- Spirulina/clorela: 5 a 7g/dia; 
- Dieta rica em enxofre com brassicas, cebola, alho salsinha, 
coentro; 
- Chá de carqueja, boldo, folhas do brocolis/rabanete; 
- Tintura de coentro; 
- Consumo de alimentos orgânicos sempre que possível. 
 
 
 
Fertilidade masculina 
 
 
40% dos homens inférteis possuem espécies reativas de oxigênio no sêmen. 
Fragmentação do DNA induzida por estresse oxidativo: reduz significativamente a 
chance de gestação e tem forte relação com aborto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Glutationa: principal antioxidante protetor endógeno contra a peroxidação lipídica no 
epidídimo e nos testículos preservando a viabilidade e a motilidade dos 
espermatozoides. 
Vitamina E: protege os componentes da membrana do espermatozoide, tem papel 
importante na motilidade do espermatozoide. 
Vitamina C: protege contra danos oxidativos endógenos, correlaciona-se com a 
motilidade e morfologia espermática normal. 
Carnitina: doador de elétron para as mitocôndrias, sendo usado como combustível na 
motilidade dos espermatozoides. 
Coenzima Q10: antioxidante essencial. Tem papel na produção da energia. 
N-acetil-cisteína: reduz o estresse oxidativo. 
Selênio: essencial para a espermatogênese. Proteção ao DNA, aumento da função da 
glutationa biológica. 
Zinco: efeito protetor sobre a estrutura do esperma. 
Ácido fólico: envolvido na síntese de ácidos nucleicos. Potente antioxidante no 
tratamento da subfertilidade masculina. 
Licopeno: melhor resposta na dieta. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Há a necessidade de 
suplementar todos? 
NÃO! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
200 ml de suco de tomate 
industrializados 
30mg de 
licopeno 
38mg de 
vitamina A 
3mg de 
vitamina E 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Conclusão: o consumo regular de suco de tomate aumentou a quantidade de licopeno 
no sêmen e melhorou a motilidade do espermatozoide em homens inférteis em 6 
semanas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dietas ricas em carne processada, alimentos à base de soja, batatas, produtos 
lácteos, café, álcool, bebidas adoçadas com açúcar e doces prejudicam a qualidade do 
sêmen em alguns estudos. 
No que diz respeito à fecundidade: uma alta ingestão de álcool, cafeína, carne 
vermelha e carne processada tem influência negativa sobre a chance de gravidez ou 
taxas de fertilização em seus parceiros. 
SALAS-HUETOS, Albert; BULLÓ, Mònica; SALAS-SALVADÓ, Jordi. Dietary 
patterns, foods and nutrients in male fertility parameters and fecundability: a 
600mg de 
Vitamina C 
200mg de 
Vitamina E 
300mg de 
glutationa 
Suplementação 
individualizada 
O melhor 
caminho! 
Alimentação 
adequada 
 
 
systematic review of observational studies. Human Reproduction Update, 
[s.l.], v. 23, n. 4, p.371-389, 10 mar. 2017. 
 
Fitoterápicos aliados à fertilidade masculina 
 
Ginseng Coreano – Panax ginseng 
 
• Melhora na concentração e motilidade dos 
espermatozoides; 
• Aumenta os níveis de testosterona livre e total, LH e FSH; 
• Efeito adaptógeno e modulador do estresse. 
 
Dose Usual – 200 mg 
Dose Mínima – 100 mg 
Dose Máxima – 600 mg 
 
 
Mucuna – Mucuna pruriens 
 
• Melhora o nível de EROs, apoptose e potencial de membrana mitocondrial; 
• Melhora quantidade e motilidade de espermatozoides; 
• Aumenta os níveis de testosterona, LH, dopamina e adrenalina; 
• Diminui FSH e prolactina; 
• Melhora o número de células germinativas. 
 
 
 
Dose Usual – 400 mg 
Dose Mínima – 400 mg 
Dose Máxima – 1500 mg 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ashwagandha – Whitania sominifera 
 
• Aumenta a concentração e o volume seminal; 
• Reduz a apoptose espermática e a concentração de EROs 
seminal; 
• Melhora do acrossoma. 
 
 
 
Dose Usual – 150 mg 
Dose Mínima – 100 mg 
Dose Máxima – 800 mg 
 
Caso clínico 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Homem, 35 anos. 
LH e FSH devem estar em equilíbrio 
dentro da faixa de normalidade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Para produção adequada de 
espermatozoide a testosterona deve 
estar entre de 300 e 400 ng/dL 
 
Prolactina acima dos valores de referência  
alterações no sistema reprodutor masculino 
 
Mucuna pruriens 
Observando o 
exame abaixo existe 
alguma alteração 
que a nutrição pode 
corrigir? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Astenozoospermia 
Oligozoospermia 
Teratozoospermia 
 
 
 
Exemplo de suplementação 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Formulação: 
Coenzima Q10 (Ubiquinol) – 200 mg 
L-carnitina – 500 mg 
N-acetil-cisteína – 300 mg 
Zinco quelado – 30 mg 
Cobre quelado – 1 mg 
Selênio quelado – 200 mcg 
Vitamina C revestida – 500 mg 
Mix de tocoferóis – 200 mg 
Metilfolato – 500 mcg 
Licopeno – 8 mg 
Aviar X doses em cápsulas. 
Posologia: Ingerir uma dose ao dia, após o café da manhã, por 90 dias. 
Associar licopeno dietético, ômega 3, complexo B e 
doadores do grupo metil. 
 
 
 
Fertilidade feminina 
Agentes promotores da infertilidade feminina 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Quando se pensa em estresse oxidativo, pensa-se em antioxidantes. Porém, no 
caso das mulheres deve-se ter um cuidado especial, pois os radicais livres são 
importantes na reprodução humana. Use o bom senso. A linha é tênue e não foi 
estabelecido consenso no uso de antioxidantes na área de fertilidade feminina. 
Todo mês a mulher seleciona o melhor folículo e outros sofrem danos. Os 
radicais livres ajudam na seleção do melhor folículo e na ovulação. Porém, se há um 
excesso de radicais livres, ao invés de selecionar o melhor óvulo ocorrerá uma falha no 
desenvolvimento do folículo. 
Quando a mulher não consegue engravidar naturalmente, o casal busca 
alternativa na reprodução assistida. 
 
 
 
Devemos agir na 
causa. O que está 
levando o 
organismo ao 
desequilíbrio? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Reprodução assistida
Inseminação artificial
Grau de complexidade MENOR, 
menor custo. Taxa de sucesso de 
15 a 18%.
Estimular período fértil na 
mulher com medicações e 
análises por US. 
Colher o esperma do marido. 
Escolher os melhores 
espermatozoides e colocar 
dentro do útero.
Mais aconselhada para casais 
jovens, com exames que indicam 
boa saúde.
Fertilização in vitro
Técnica mais sofisticada, maior 
custo. Taxa de sucesso de 40%.
Estimular a ovulação 
(medicamentos), captar óvulos 
para analise e seleção
Captação e seleção dos 
espermatozoides
Fecundação em laboratório. 
Após 3 a 5 dias de cultivo o 
embrião é implantado no útero.
Indicação: endometriose, 
doenças na trompa, idade mais 
avançada ou baixa contagem de 
espermatozoides
 
 
 
Inseminação artificial: mulher ovulando e parceiro com alterações no espermograma. 
 
Nutrição pode auxiliar: 
 Maturação do folículo; 
 Estimulação da ovulação; 
 Preparo doendométrio. 
 
Fertilização in vitro: 
 O casal já tem os óvulos congelados, onde pode ser melhorada a nutrição da mãe 
(preparo e espessamento do endométrio). 
 O casal ainda vai realizar a coleta do espermatozoide do homem. 
 
 
 
 
 
 
 
É de extrema importância que a nutrição esteja garantida desde o início. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Estress oxidativo e fertilidade feminina 
Parto prematuro 
Aborto espontâneo 
SOP 
Endometriose 
Pré-eclâmpsia 
Infertilidade 
↑↑↑ EO 
DANO +++ 
Ác. Alfa Lipóico 
NUTRIENTES e 
Fertilidade Feminina 
Carnitina 
Vitamina D Inositol 
Complexo B 
Coenzima Q10 
Vitamina E Vitamina C 
Selênio 
Betaína 
Colina 
Ômega 3 
 
 
 
Vitamina D 
Componentes maternos e fetais que são afetados ou influenciados pela presença 
de vitamina D e as vulnerabilidades secundárias à hipovitaminose D: 
 
 
 
Muitas vezes, as consequências da deficiência de vitamina D representam uma 
restrição na capacidade de sintetizar quantidades adequadas de 1,25 (OH) 2D para 
facilitar as atividades biológicas essenciais. Por exemplo, a deficiência de vitamina D 
limita a produção do peptídeo antimicrobiano catelicidina. Para aqueles que estão 
grávidas, isso resulta em uma diminuição da capacidade de se defender contra infecções 
bacterianas, inclusive no trato reprodutivo. Consequentemente, o supercrescimento 
bacteriano pode ameaçar e interromper uma gravidez; A catelicidina neutraliza essa 
ameaça. Além da produção de catelicidina dentro das estruturas reprodutivas, o 
trofoblasto gera esse peptídeo antimicrobiano para proteger o óvulo recentemente 
fertilizado contra o ataque de bactérias. As consequências da redução da disponibilidade 
de substrato são amplamente demonstradas pelas consequências da deficiência e 
 
 
insuficiência de vitamina D durante a gravidez. Os resultados da deficiência de vitamina 
D vão além do nascimento e podem afetar negativamente tanto a mãe quanto a criança. 
O ato de fertilização é conduzido pela atividade não genômica mediada por 1,25 
(OH) 2D-VDR. Ao aumentar as concentrações intracelulares de cálcio, a vitamina D ativa 
melhora a ligação óvulo-espermatozoide e aumenta a atividade da acrosina, a enzima 
responsável por digerir a parede externa (isto é, zona pelúcida) do óvulo para permitir 
que o espermatozoide penetre e completar o processo de fertilização. 
Nas mulheres, os problemas de infertilidade são mais complexos e estão além 
do escopo desta revisão. No caso de fertilização, o sistema imunológico feminino deve 
ser influenciado para tolerar tecidos estranhos, pois o óvulo agora fertilizado se 
transforma em uma coleção de tecidos e células estranhas dentro do trato reprodutivo 
materno. A este respeito, a vitamina D em sua forma ativa estimula a atividade das 
células Treg para induzir tolerância imunológica e favorecer a implantação, um 
mecanismo protetor que se desenvolveu durante a evolução. 
Em um esforço adicional para induzir a tolerância imunológica e prevenir a 
rejeição do embrião implantado, a 1,25 (OH) 2D inibe a liberação do que pode ser 
considerado citocinas Th1 pró-rejeição enquanto favorece a liberação de citocinas Th2 
promotoras de tolerância. A vitamina D orquestra a tolerância imunológica desde o 
início da concepção e continua a fazê-lo durante a gravidez. Além dos papéis críticos da 
vitamina D na reprodução humana, a deficiência de D também se mostrou associada à 
falha na implantação. 
Em ambos os sexos, a deficiência de vitamina D pode comprometer a fertilidade. 
No entanto, nem sempre os defeitos são do sexo feminino. Estudos indicaram que em 
casais inférteis entre 30% e 40% da responsabilidade da infertilidade (isto é, o problema) 
reside no parceiro masculino. Demonstrou-se que a vitamina D influencia diretamente 
a motilidade e viabilidade espermática e a biossíntese de estrogênio e testosterona, 
cujos níveis exercem uma influência positiva sobre a fertilidade masculina. 
 
 
Heyden, E. L., & Wimalawansa, S. J. (2018). Vitamin D: Effects on 
human reproduction, pregnancy, and fetal well-being. The Journal of 
Steroid Biochemistry and Molecular Biology, 180, 41–50. 
doi:10.1016/j.jsbmb.2017.12.011. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O comitê do IOM de 2010: 
 Insuficiência de vitamina D  < 20 ng/mL; 
 Deficiência de vitamina D  10 a 19 ng/mL; 
 Deficiência grave de vitamina D  < 10 ng/mL. 
 O valor de corte do IOM abaixo de 20 ng/mL para insuficiência e deficiência é 
validada apenas para os norte-americanos e com base em requisitos para a saúde óssea 
e NÃO PARA A SAÚDE REPRODUTIVA OU QUALQUER PROBLEMA DE SAÚDE EXTRA-
ESQUELÉTICO. Assim, este valor não pode ser considerado ou usado para condições e 
outras doenças além de doenças esqueléticas. 
 
Em 2011, a Endocrine Society publicou a recomendação: 
 Deficiência de vitamina D  < de 20 ng/mL 
 Insuficiência de vitamina D  20 – 30 ng/mL 
 Redução da contagem de espermatozoides 
 Morfologia dos espermatozoides alterada 
 Alteração da motilidade dos espermatozoides 
 Ligação do ovo prejudicada e ativação acrossômica 
 
 
 Embora as contribuições da Sociedade de Endocrinologia representem um avanço, 
elas não refletem o nível fisiológico de vitamina D (ou seja, suficiência) necessária para 
qualquer população especial, incluindo gestantes e tentantes. 
 Os autores acreditam que um valor de pelo menos 30 ng/mL, se não mais perto 
de 40 ng/mL, é necessário durante a gravidez para garantir o máximo benefício para a 
mulher e seu feto. 
 
 
 
 “Na ausência de testes laboratoriais dos níveis de 25(OH)D, o estado de vitamina 
D de uma mulher grávida será desconhecido. Para mulheres em países em 
desenvolvimento e grupos vulneráveis nos quais existe uma prevalência de deficiência 
de vitamina D, recomenda-se a suplementação rotineira de 4.000 UI/dia, mesmo 
na ausência de medir 25(OH)D”. 
Esta dose é segura e não causará efeitos adversos em mulheres grávidas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
40 a 60 ng/mL antes de engravidar 
A dosagem máxima 
de vitamina D que o 
Nutricionista pode 
prescrever é de 
2.000UI/dia. 
 
 
 
Fitoterápicos aliados à fertilidade feminina 
 
Vitex – Vitex agnus castus 
 
 
 
 
 
 
 
Dose Usual – 20 mg 
Dose Mínima – 10 mg 
Dose Máxima – 100 mg 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Melhora a fase lútea em mulheres que tem 
prolactinemia latente; 
 Tem efeito progesterona-like; 
 Melhora a síndrome pré-menstrual; 
 Regularidade do ciclo. 
Uso de fitoterapia: 
 Utilizar os fitoterápicos a partir da segunda ou terceira tentativa de 
engravidar; 
 Quando não está na reprodução assistida; 
 Quando já fez o primeiro ciclo apenas com nutrientes. 
 
 
 
 
Cimicifuga – Actaea racemosa 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Indutora da ovulação; 
 Melhora a relação FSH/LH; 
 Melhora a espessura endometrial; 
 Efeito progesterona-like; 
 Planta tóxica, cuidado com a dose. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Preparo para engravidar: otimização metabólica para fertilidade e pré-concepção 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Empatia e acolhimento 
Dados do paciente 
Primeira Consulta 
Informações 
pré-consulta 
Avaliação de Exames 
Anamnese 
Avaliação Nutricional 
Alinhar Expectativa 
Ficha de atendimento? 
Ponto chave! 
Plano Alimentar 
Suplementação 
Orientações 
Conduta Nutricional 
Marcar Consulta 
 
 
 
 
O que seria ideal avaliar? 
 
 
 
 
Hemograma 
completo
Hemoglobina 
glicada
Glicose de jejum Insulina de jejum
PCRus
Gama GT 
(direcionamento 
para SO)
Perfil lipídico (TG, 
CT, HDL)
AST (TGO), ALT 
(TGP)
Acido Fólico 
(sérico ou 
eritrocitário)
Vitamina B12 Vitamina B6
25 (OH) Vitamina 
D
PTH Homocisteína Vitamina A Ferro sérico
Ferritina
Saturação de 
transferrina
Zinco 
(eritrocitário ou 
sérico)
Cobre sérico
Manganês Selênio sérico Magnésio sérico Cálcio iônicoTSH T4 livre T3 livre T3 reverso
Anti-TPO
 
 
Exames complementares: 
 Testes de alergias (IgE, IgG – Painel de Alimentos); 
 Teste oral de intolerância a lactose; 
 Mineralograma; 
 Exames genéticos; 
 Perfil hormonal (sanguíneo ou salivar). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Se não souber 
interpretar não 
peça! 
Responsabilidade é 
de quem pede o 
exame!!! 
Não podemos dar 
diagnóstico!!! 
 
 
 
Avaliação dos exames 
 
Hemograma 
 
 
Homens Mulheres 
Valor Referência 
(Sangue) 
Valor 
Ideal 
Valor Referência 
(Sangue) 
Valor Ideal 
Eritrócito 4,5-6 
 
4-5,5 
 
Hemoglobina 13-17 14-16 12-15,5 13,5-15,5 
Hematócrito 39-52 42-48 36-47 39-47 
VCM 80-98 88-92 80-98 88-92 
RDW 11,5-14,5 11,5-13 11,5-14,5 11,5-13 
VSG < 15 mm < 10 < 15 < 10 
Saturação de 
Transferrina 
20-50% 30-40 20-50% 30-40 
Ferritina 29-300 50-150 50-300 50-150 (> 70) 
 
Antes de engravidar o ideal é que a ferritina esteja acima de 50. Nos primeiros 
dias de vida quando o bebê está em intensa divisão celular, na formação das células 
vermelhas, a necessidade de ferro é aumentada. 
A deficiência de ferro pode atrapalhar o desenvolvimento do embrião e a gestão 
não evolui. 
Quando é identificado que a suplementação não promove o aumento da 
ferritina, deve-se solicitar a saturação da transferrina. Quando a saturação da 
 
 
transferrina está alta, é um indicador de que mesmo as reservas (ferritina) não estando 
tão altas, esse indivíduo ainda está conseguindo saturar. 
Transferrina acima de 150 indica INFLAMAÇÃO = INFERTILIDADE. Complementar 
com a solicitação de Proteína C reativa (PCR). 
 
Leucograma 
 
 
% /mm3 % Ideal 
Leucócitos Totais 
 
4000-10000 4000-6500 
Neutrófilos 40-60 2500-6500 45-55% 
Linfócitos 20-40 1000-4000 25-35% 
Monócitos 2-10 100-1000 3-8% 
Basófilos <1 25-80 < 0,5 
Plaquetas 
 
140000-400000 250000-300000 
Relação Neu/Linf 
 
< 1,5 
 
 
 Leucograma indica disbiose quando os 
segmentados aparecem acima de 55, e uma 
permeabilidade intestinal quando os eosinófilos estão 
aumentados. 
 
Minerais 
 
Minerais 
 
Valor Ref. Ideal 
Zinco Plasma 70-120 mcg/dl > 96 
Sangue 5,5-7,5 mg/dl > 6,5 
550-750 mcg/dl > 650 
Eritrócito 9,5-11,5 mg/dl 10 a 11 
950-1150 mcg/dl 1000 a 1100 
Magnésio 
 
1,7-2,4 ,g/dl > 2,06 
 
 
Cobre Plasma 70-150 mcg/dl Homem: 85-110 
Mulher: 90-125 
Eritrócitos 53-77 mcg/dl 60-70 
Selênio Soro 45-150 mcg/l 120-170 
Manganês Sangue 12-20 mcg/l 17-22 
Cromo Sangue 2,5-3,5 mcg/l 
 
Urina < 5 mcg/g 
 
 
 Importante realiza a relação Zinco:Cobre. O Cobre em excesso atrapalha a 
implantação do embrião. 
 
Adequação do cálcio 
 
 
Valor Referência Valor Ideal 
25-hidroxi-vitD3 15 a 80 ng/mL > 40ng/dL 
1,25-di-hidroxi-vitD3 25-65 pg/mL 1 a 1,5 x 25-OHD3 
Cálcio Soro 8,5-10,5 mg/dL 
 
Cálcio ionizado 4,36-5,32 mg/dL 4,6-5,08 
Mg Soro 1,7-2,4 mg/dL 2,06-2,3 
PTH intacto 15-65 pg/mL 25-40 
Cálcio/carnitina 0,1-0,2 < 0,1 Má absorção ou 
baixa ingestão de Ca 
> 0,2 perda aumentada 
 
 Manter a vitamina D entre 40 e 60. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Metabolismo glicose 
 
 
Valor Referência (Sangue) Valor Ideal 
Glicose 
 
75-90 (<100) 
Insulina Jejum 1,9-23 <8 
Hba1c 
 
< 5,5 
TTG Gli 1h pós 75g 
 
Até 140 
TTG Gli 2h pós 75g 
 
Similar ao Jejum 
TTG Ins 1h pós 75g 
 
Até 50 
TTG Ins 2h pós 75g 
 
Até 30 
HOMA-IR 
 
<2 
Proinsulina 
 
< 10 pmol/L 
 
 Avaliar a predisposição a diabetes. 
 
Perfil tireoidiano 
 
Valor Referência (Sangue) Valor Ideal 
TSH 0,3-4,2 1-3 
T4 Total 4,5-10,5 
 
T4 Livre 0,7-1,9 ng/dL 0,9-1,3 
 
7-19 pg/mL 
 
T3 Total 80-200 ng/dL 120-160 
T3 Livre 2,5-3,9 pg/mL 3-3,4 
T3 reverso 0,1-0,35 ng/mL 0,1-0,25 
 
100-350 pg/mL 
 
 
 
Anti-TPO Negativo Negativo 
Anti-TG Negativo Negativo 
Tireoglobulina Alta = ↓ iodo 8-13 (ótimo: 11,5) 
Relação 
T4L/T3L 
 
> 0,31 ou > 3,1 ou > 
31 
Cortisol 
 
10-20 
 
 
Atenção 
 
 
Valor Referência (Sangue) Valor Ideal 
Vitamina B12 270-970 pg/mL 500-800 
Ácido Fólico 3-17 ng/mL 10-17 
Homocisteina 5-15 5-9 
Retinol 0,3 a 0,7 mg/L ≥ 0,5 mg/L 
Vitamina C Total 0,4-1,5 mg/dL > 1 
 
 Homocisteina alta está relacionado a B12 e ácido fólico baixo; 
 Ácido fólico alto não é um bom sinal, pode não estar sendo transformado na 
forma ativa metilfolato (polimorfismo na MTHFR). 
 
 
Valor Ideal 
 
Gama GT 10-20 Quando elevado pode indicar 
radicais livres e estado tóxico 
 
 
Fosfatase 
Alcalina 
0 
 
TGO 10-20 
 
TGP 10-20 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Carga tóxica 
 
 
 
 
C
ar
ga
 t
ó
xi
ca
Perguntas/anamnese
Medir metais tóxicos (sangue e 
urina): mercúrio, chumbo, cádmio, 
níquel, aluminio, arsenico, fluor 
(somente na urina)
Atenção a tríade: gama GT, PCRus, 
HOMA-IR
Reduzir a exposição antes da 
concepção
Orientar orgânicos, higienização 
adequada, reduzir de agrotóxicos
Utensílios de cozinha
Destoxifique o casal antes de 
engravidar
Alimentação
Suplementos
Homeopatia/frequenciais
 
 
 
CASO CLÍNICO 1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
R.V.C., 32 anos, professora, casada, não faz AF. Relata tentativa 
para engravidar a pouco mais de 1 ano e exames estão normais, 
sente muita vontade de comer doces, sonolência no período da 
tarde. 
Motivo da consulta: perder peso para engravidar. 
Queixa: dificuldade para engravidar, dificuldade para emagrecer, 
dor de cabeça, falta de concentração, memória ruim, fadiga, 
inchaço, gases, constipação, aerofagia, ansiedade. 
Antecedentes: anovulatória em 3 US, aborto espontâneo na 6ª 
semana pós medicação de indução, SOP. Fator masculino não 
investigado. Em uso de ácido fólico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Peso: 75,0 Kg 
Altura: 1,58m 
IMC: 30,04Kg/m2 
Ht < 3Hb = 40,2 -> Hemodiluída 
Verminose/parasita ou alergia? 
 Disbiose 
 Permeabilidade intestinal 
Não mostra deficiência de Fe nem de 
complexo B. Importante solicitar B12 
Ela estava suplementando com ácido 
fólico, por isso não apareceu no VCM. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Paciente submetilada: Cu, Zn, 
Colina, Betaína, B12 
B12 limítrofe/baixa – 
concentração, memória, 
metilação... 
Resistência à insulina - SOP 
Valores ideais para gestar! 
B12 ↓, Ac. Fólico ↓, Homocisteína ↑ 
Exame genético para trombofilia, 
polimorfismo MTHFR 
Por onde 
começar? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Correção da 
alimentação
Retirar 
alérgenos
Eliminar 
parasitas e 
metais
Otimizar 
intestino
Medir e corrigir 
déficits
Suplementação
Suplementação oral 
 
Formulação 1: 
Metilcobalamina sublingual – 1000mcg 
Aviar X doses em cápsulas. 
Posologia: Ingerir uma dose ao dia, após o café da manhã, durante 30 dias. 
 
Formulação 2: 
Colecalciferol – Vitamina D3 lipofílica – 2000UI 
Aviar X doses em cápsulas de base oleosa. 
Posologia: tomar 1 cápsula uma vez ao dia, antes do almoço. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Formulação 3: 
Cloridrato de tiamina – 10mg 
Cloridrato de riboflavina – 5mg 
Nicotinamida – 20mg 
Pantotenato de cálcio – 10mg 
Piridoxal-5-fosfato – 30mg 
Biotina – 100mcg 
Metilfolato – 1000mcg 
Ferro quelado – 30mg 
Zinco quelado – 15mg 
Cobre quelado – 1mg 
Fosfatidilcolina – 200mg 
 
Excipiente em celulose microcristalina, livre de corantes. 
Aviar X doses. 
Posologia: tomar 1 dose ao dia, após o café da manhã por 30 dias. 
Quando conseguir otimizar a 
homocisteína (<7) deve usar a 
dose padrão de 400mcg. 
Formulação 4: 
Biointestil – 200mg 
 
Aviar X doses. 
Posologia: consumir 1 cápsula 3 vezes ao dia. 
 
Suplementação 5: 
Supergreen (Pura Vida®) – 1 frasco 
Aviar X doses. 
Posologia: tomar 1 colher de chá diluído em água pela manhã em jejum. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Síndrome do ovário policístico 
Via oral 
Formulação: 
Inositol - 1g 
Metilfolato - 400 mcg 
AviarX doses. 
Regula o ciclo menstrual, 
melhora a ovulação, induz 
alterações metabólicas na SOP 
Doses usuais: 1 a 4g associada a 
400 mcg de ácido fólico. 
Após 3 meses: Indução da ovulação com nutrientes por 3 
meses 
Ovulou no 1° mês (US), mas não engravidou. 
Engravidou no 2° mês. 
Marido passou a fazer o tratamento e o espermograma 
estava com 14m de esperm., porém melhorou a motilidade e 
qualidade. 
 
 
 
Caso clínico 2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Falhas na implantação: 
- Endométrio; 
- Imunológica; 
- Embrião (não fizeram análise genética). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
M.M.C.D., 37 anos, médica, reprodução assistida – FIV. 
Tem 8 embriões congelados: 
 4 deles aos 34 anos e meio (Out/2015) 
 4 aos 36 anos e 11m (mar/2018) – dieta restritiva 
SGSC 
Primeira implantação, endométrio de 6 mm, não engravidou. 
Nas duas implantações seguintes (com 2 embriões): endométrio de 
9 mm, não engravidou. 
Após a última implantação: diagnóstico de endometriose leve e 
adenomiose (fez cirurgia e retirou). 
Março/2018: fez estímulo e transferência a fresco, não engravidou 
 Avaliar exames; 
 Conduta dietoterápica; 
 Suplementar no endométrio. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ferritina > 150 – estresse 
oxidativo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Meta: 50 
ng/mL 
Cu/Zn = 1,9 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ficar no 1° quartil: < 2,5 
Chumbo: - sangue < 2,3 
 - Urina < 5 (7,5) 
Mercúrio: sangue e urina < 1 
Cadmio: < 0,5 (sangue e urina) 
Alumínio: < 2 (máx. 3) 
Conduta 1ª consulta: 
 Alimentação antioxidante, anti-inflamatória; 
 Avaliação dos exames: conduta nutricional para otimização (suplementação); 
 Avaliação de metais pesados: muitos interferem no desenvolvimento inicial 
do embrião (mercúrio e flúor, por exemplo, causam muitos danos 
endometriais e atrapalham a receptividade); 
 Relação Cu/Zn sérico: quando essa relação está aumentada relaciona-se a 
falhas de implantação por excesso de cobre no endométrio; 
 Orientações gerais para o casal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Formulação 3: 
Cloridrato de tiamina – 15mg 
Cloridrato de riboflavina – 30mg 
Nicotinamida – 20mg 
Biotina – 100mcg 
Metilfolato – 1000mcg 
Metilcobalamina – 100mcg 
Piridoxal-5-fosfato – 25mg 
Ferro quelado – 30mg 
Zinco quelado – 30mg 
Selênio aa complex – 1mg 
Magnésio quelado – 300mg 
 
Aviar X doses. 
 
Posologia: tomar 1 dose ao dia, após o almoço ou jantar por 30 dias. 
Formulação 1: 
Alfatocoferol – 400UI 
Colecalciferol – 2000UI 
Coenzima Q10 (Ubiquinol) 300mg 
N-acetil-cisteina – 200mg 
 
Aviar X doses. 
Posologia: tomar 1 dose após o café da manhã por 30 dias. 
Formulação 2: 
Coriandrum sativum TM – 1 vidro 200ml 
 
Posologia: tomar 10 gotas diluídas em um pouco de água à noite. 
 
 
 
 
 
 
Avaliação de exames indicaram melhora nos padrões: 
 Glicose; 
 PCR; 
 Ferritina; 
 Ácido fólico (ainda precisando aumentar); 
 Cobre (ainda precisando baixar); 
 Alumínio (abaixou, mas ainda acima do ideal). 
Suplementar antioxidantes e vasodilatadores na primeira fase do ciclo até o início 
da progesterona no ciclo de transferência (Vit.E, Complexo B, L-arginina, Zn). Dieta com 
as mesmas funções (suco de beterraba e espinafre ao acordar...) 
Segunda fase do ciclo: nutrientes essenciais de desenvolvimento, sem antioxidantes e 
sem imunomoduladores. Ex.: Metilfolato, complexo B todo, Fe e Zn. 
No período de espera: fitoterapia para endometriose. 
 
 
 
 
Formulação 4: 
Lactobacillus rhamnosus – 2 x 109 UFC 
Lactobacillus acidophilus – 2 x 109 UFC 
Lactobacillus reuteri - 2 x 109 UFC 
Lactobacillus casei - 2 x 109 UFC 
Bifidobacterium bifidum - 2 x 109 UFC 
Inulina qsp. 
Aviar X doses em sachês. 
Posologia: diluir um sachê em água e tomar antes de dormir. 
Após 3 meses Preparo para transferência 
 
 
 
 
Exemplo de cardápio: 
Refeição/horário Alimento Quantidade 
Café da manhã 
(7h) 
Suco verde: couve, inhame, suco de laranja + 1 
sachê fórmula 1 
Fórmula 1: arginina + vitamina E 
1 copo 200ml 
Lanche da 
manhã 
(9h) 
Panqueca de banana 
Chá sem cafeína 
1 porção 
1 xícara 
Almoço 
(11h – 12h) 
Salada colorida (incluir folha verde escura) ½ prato 
 
Formulação para a PRIMEIRA fase do ciclo 
Formulação 1: 
Vitamina E – 600mg 
L-arginina – 6g 
Aviar 15 doses em cápsula vegetal. 
Posologia: tomar 1 dose ao dia, no início do ciclo de transferência. Parar 1 dia antes 
da data de transferência. 
 
Formulação 2: 
Tiamina – 15mg 
Riboflavina – 30mg 
Nicotinamida – 60mg 
Ácido pantotênico – 30mg 
Piridoxal-5-fosfato – 30mg 
Metilfolato – 800mcg 
Metilcobalamina – 100mcg 
Biotina – 300mcg 
Vitamina C revestida – 200mg 
Zinco quelado – 40mg 
 
Aviar 15 doses em cápsula vegetal. 
Posologia: tomar 1 dose ao dia, no início do ciclo de transferência. Parar 1 dia antes 
da data de transferência. 
 
MANTER: vitamina D, probióticos e melatonina (prescrição médica). 
 
 
Sugestão de tempero: azeite de oliva extra 
virgem + alho em lascas + cebola roxa + limão 
ou vinagre de maçã. 
 
Batata ou inhame ou mandioca ou batata doce 
Feijão ou lentilha ou grão-de-bico 
Carne magra 
 
Sobremesa: chocolate 70% cacau 
 
Suplemento: Vitamina D + ômega 3 
 
 
 
 
 
 
 
1 colher de 
servir rasa 
 
1 concha 
 
1 porção 
 
1 tablete (100g) 
Lanche da tarde 
(15h) 
Variar: melancia, mexerica, uva, manga, 
pêssego, mamão 
 
17h: chips de inhame 
 
Jantar 19h: ovo cozido 
 
20h30: legumes cozidos 
Bife de contrafilé grelhado 
 
Suplemento: polivitamínico 
1 unidade 
 
½ prato 
1 porção 
Ceia Antes de dormir: probióticos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Exemplo de cardápio: 
Refeição/horário Alimento Quantidade 
Café da manhã 
(7h) 
Suco natural (sem açúcar) 
Pão de frigideira com ovo mexido 
 
Suplemento: vitamina D + ômega-3 
1 copo 200ml 
1 porção 
Lanche da 
manhã 
(9h) 
Frutas “brancas”: abacaxi ou banana ou maçã 
ou pera ou melão ou goiaba branca ou banana 
da terra cozida/assada. 
1 porção 
 
Formulação para a SEGUNDA fase do ciclo 
Um dia antes da transferência: suspender as fórmulas 1 e 2. Suspender supergreen 
e associações. Suspender tintura de coentro. Manter: vitamina D, melatonina e 
probióticos, ômega-3. 
 
Formulação 3: 
Tiamina – 15mg 
Riboflavina – 30mg 
Nicotinamida – 50mg 
Ácido pantotênico – 30mg 
Piridoxal-5-fosfato – 30mg 
Biotina – 300mcg 
Metilcobalamina – 100mcg 
Metilfolato – 800mcg 
Ferro quelado – 30mg 
Zinco quelado – 15mg 
 
Aviar 15 doses em cápsula vegetal. 
Posologia: tomar uma dose ao dia, após refeição principal. Iniciar um dia após a 
transferência. 
 
 
 
Almoço 
(11h – 12h) 
Salada colorida (incluir folha verde escura) 
Sugestão de tempero: azeite de oliva extra 
virgem + alho em lascas + cebola roxa + limão 
ou vinagre de maçã. 
 
Batata ou inhame ou mandioca ou batata doce 
Feijão ou lentilha ou grão-de-bico 
Carne magra 
½ prato 
 
 
 
 
1 colher de 
servir rasa 
1 concha 
1 porção 
 
Lanche da tarde 
(15h) 
Variar: frutas “brancas”: abacaxi ou banana ou 
maçã ou pera ou melão ou goiaba branca 
Banana da terra cozida/assada. 
 
17h: mandioca cozida 
Ovo cozido 
1 porção 
 
 
 
2 pedaços 
1 unidade 
Jantar 19h: sorvete caseiro (inhame e banana 
congelados batidos no mixer) 
 
20h30: seguir o mesmo esquema do almoço 
 
Suplemento: polivitamínico 
1 tacinha 
 
 
Ceia Antes de dormir: probióticos 
 
 
 
Olhando para a fisiologia conseguimos entender porque essa geração é infértil. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nutrição na gestação 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A termo 37 a 42 semanas de gestação 
Pré-termo Antes de 37 semanas de gestação 
Pós-termo Após a 42 semanas de gestação 
 
 
Geração exposta a desreguladores endócrinos e 
também a uma má nutrição em função da 
industrialização. 
“O útero é o órgão mais otimista do corpo humano,justamente porque se prepara todo mês para uma nova 
possibilidade, independente de qual foi o resultado da última 
vez” 
(Mel Subal). 
Período fisiológico entre a gestação e o parto, que dura em torno de 
38 a 40 semanas. 
 
 
 
Gestação: período de transformação 
 
Gestação
Gastrointestinais
Hematológicas
Respiratórias
Sociais
Espirituais
Comportamentais
Emocionais
Psicológicas
Metabólicas
Circulatórias
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1º trimestre 2º trimestre 3º trimestre 
Intensa divisão 
celular 
Modificações 
biológicas 
Hiperplasia 
Hipertrofia 
Hipertrofia 
Influência direta do meio externo na 
condição nutricional do feto 
 
 
 
Alterações hormonais 
 
 
•Impede a rejeição imunológica do feto
•Estimula a produção de relaxina pelo ovário
•Detectada no sangue oito dias após a fecundação e 
em 15 dias na urina
Gonadotrofina Coriônica 
Humana (HCG)
•Relaxa a musculatura lisa do útero 
•Favorece a deposição de gordura
•Estimula o apetite materno na 1ª metade da gest.
•Diminui a eficácia da insulina
Progesterona
•↑ a elasticidade da parede uterina e do canal cervical
•↓ proteínas séricas
•Antagonista da insulina
Estrogênio
•Ação anabólica, glicogênica, lipolítico materno e 
promove a glicogenólise hepática materna
Lactogênio Placentário Humano 
– hPL
•Sofre ação dos hormônios da gestação, diminuindo 
sua eficácia
Insulina
•Eleva glicemia pela proteólise tecidualCortisol
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Efeito 
diabetogênico
Estrogênio
Cortisol
hPLProgesterona
Insulina
Diabetes gestacional 
 
 
 
 
 
 
No início ocorre um pico de βHCG para que ocorra a “aceitação” imunológica e 
um aumento da progesterona e do estrogênio. 
Após o parto ocorre uma queda dos hormônios estrogênio e progesterona para 
que outros hormônios comecem a sua ação, como é o caso da prolactina, a qual 
aumenta e favorece o aleitamento materno. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Adaptações fisiológicas 
Ocorrem alterações que afetam o sistema orgânico e as vias metabólicas, 
refletindo em alterações nos parâmetros laboratoriais plasmáticos e urinários 
Uma delas seria o aumento de 50% na expansão do volume plasmático com 20% 
de aumento do conteúdo de hemoglobina e um aumento dos níveis de estrogênio e 
progesterona. 
 
 
 
Alterações hematológicas 
 
Hipervolemia 
A hipervolemia na gestação ocorre para compensar as demandas aumentadas 
do sistema vascular uterino hipertrofiado, equilibrar a queda natural do retorno venoso 
provocada pela compressão da cava inferior e suportar as perdas sanguíneas durante o 
parto. 
Ocorre um aumento de 50% no volume plasmático (pico na 28 a 32 sem.), com 
aumento na quantidade de eritrócitos e hemoglobina em 20%. 
 Volume plasmático; 
 Volume de células vermelhas no sangue; 
 Débito cardíaco e no fluxo sanguíneo renal e periférico; 
 Água corporal; 
 Da taxa de filtração glomerular renal; 
 Da ventilação pulmonar; 
 Do apetite e da eficiência digestiva e absortiva do tubo digestivo (aumento da absorção 
de Cálcio e Ferro); 
↓ Motilidade intestinal. 
 
 
E isso leva a uma diluição, uma redução de 20% na concentração de hemoglobina 
plasmática e 15% no hematócrito. 
 
Outras alterações 
O aumento do peso, da demanda de O2 e da produção hormonal, leva a um 
aumento de 15 a 20% no metabolismo basal no final da gestação, necessitando de 
ajustes no metabolismo de carboidrato, proteína e lipídios para assegurar o crescimento 
fetal. 
 
 ↑ na produção de insulina, na produção hepática de TG e na mobilização de 
ácidos graxos pelo tecido adiposo; 
 ↑ AG, TG, colesterol, fatores de coagulação; 
 ↑ T3 e T4; 
 ↑ de glóbulos brancos; 
 ↑ Insulina plasmática e  eficácia; 
 ↑ absorção de cálcio e ferro; 
 ↑ níveis séricos de caroteno e tocoferol; 
 ↑ retenção de nitrogênio (anabolismo no 1°T); 
 ↓ status hematológico; 
 ↓ níveis séricos de albumina, vit.C, ác. fólico, B12 e B6. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Peso 
 
Distribuição do peso durante a gravidez: 
Peso do feto 3 kg 
Membranas fetais e líquido aminiótico 2,5 kg 
Aumento das mamas 1 a 1,5 kg 
Edema e aumento do volume plasmático 2 a 3 kg 
Gordura de depósito materno 1 kg 
Total 11 kg 
 
Os primeiros 1000 dias: Um enfoque na imunidade inata 
 
A função imunológica tem sido conceitualmente dividida em imunidade inata e 
imunidade adaptativa. A imunidade inata representa uma resposta rápida e estereotipada a um 
número grande, mas limitado, de estímulos. É representada por barreiras físicas, químicas e 
biológicas, células especializadas e moléculas solúveis, presentes em todos os indivíduos, 
independentemente de contato prévio com imunógenos ou agentes agressores, e não se altera 
qualitativa ou quantitativamente após o contato. 
 
 
 
LEIA NO MATERIAL DE APOIO o artigo: Sistema Imunitário – Parte I Fundamentos 
da imunidade inata com ênfase nos mecanismos moleculares e celulares da 
resposta inflamatória 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ao contrário da herança genética, as mudanças 
epigenéticas podem ser reversíveis, desde que haja 
mudança de estilo de vida. 
Período fundamental para o crescimento e 
desenvolvimento da criança. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A nutrição materna durante a gravidez e a lactação parece ter um impacto 
substancial na fisiologia e comportamento da prole, alterando a abundância da 
prevalência da microbiota intestinal da prole no início da vida. 
A dieta materna na gestação e lactação provavelmente impacta a abundância e 
a prevalência da microbiota encontrada em seu microbioma, alterando assim o pool de 
bactérias capazes de ser transferidas para a prole durante a gestação e o início da vida. 
A transmissão microbiana através da interface materno-fetal na placenta foi 
apresentada como um mecanismo potencial, mas estudos adicionais são necessários 
para validar completamente este modelo. 
Além disso, é hipotetizado que a microbiota intestinal materna continue a ser 
transferida para o intestino do bebê na vida pós-natal através da amamentação por 
meio de uma via enteromamária. 
 
 
Também é importante considerar os efeitos independentes dos componentes da 
dieta na fisiologia do hospedeiro. Por exemplo, uma dieta materna rica em gorduras 
altera a programação epigenética no bebê que pode induzir a inflamação. Portanto, os 
efeitos da dieta materna na saúde e doença da prole podem ser exercidos através de 
uma combinação de mecanismos, alguns dos quais podem ser transitórios e reversíveis 
(microbiota intestinal, inflamação) e outros que podem ser mais persistentes 
(epigenética). 
CHU, Derrick M. et al. Impact of maternal nutrition in pregnancy and 
lactation on offspring gut microbial composition and function. Gut 
Microbes, [s.l.], v. 7, n. 6, p.459-470, 29 set. 2016. 
 
 
Abrahamsson, Wu e Jenmalm (2014), colocam que o mecanismo pelo qual as 
bactérias atingem a placenta e as glândulas mamárias ainda é pouco conhecido, mas o 
material genético das bactérias entéricas foi revelado nas células mononucleares 
maternas no sangue e no leite materno de mulheres grávidas. Foi demonstrado que a 
translocação bacteriana do intestino para linfonodos mesentéricos e glândula mamária 
 
 
ocorre durante o final da gravidez e lactação em camundongos. A barreira epitelial 
intestinal impede a entrada microbiana no sistema circulatório sob condições estáveis. 
As células dendríticas, no entanto, podem penetrar ativamente no epitélio, coletar 
micróbios do lúmen do intestino e possivelmente transportar as bactérias para a 
placenta. Curiosamente, esta translocação microbiana está aumentada nos linfonodos 
mesentéricos em camundongos prenhas. Além disso, há uma mudança significativa com 
a redução da diversidade microbiana no intestino do primeiro para o terceiro trimestre 
em mulheres grávidas, sugerindo ainda que as mudanças nas interações hospedeiro-microbianas que ocorrem na gravidez são um fenômeno fisiológico importante para o 
desenvolvimento do feto. 
 Os autores também especulam que a apresentação de componentes bacterianos 
maternos ao feto durante a gravidez é importante para a maturação do sistema 
imunológico e a indução da tolerância oral aos alérgenos. 
ABRAHAMSSON, Thomas R.; WU, Richard You; JENMALM, 
Maria C.. Gut microbiota and allergy: the importance of the 
pregnancy period. Pediatric Research, [s.l.], v. 77, n. 1-2, 
p.214-219, 13 out. 2014. 
 
Butirato 
 
Os ácidos graxos de cadeia curta (AGCC) são os principais produtos metabólicos 
da fermentação anaeróbica pelas comunidades microbianas que colonizam o intestino 
dos mamíferos. São absorvidos eficientemente pela mucosa intestinal e têm 
importantes impactos sobre a fisiologia do hospedeiro como fontes de energia, como 
reguladores da expressão gênica e como moléculas sinalizadoras que são reconhecidas 
por receptores específicos. Novos mecanismos pelos quais o SCFA regula o 
desenvolvimento de células imunes e suprime a inflamação têm sido descobertos 
recentemente. É aparente, contudo, que os três SCFA principais, acetato, propionato e 
butirato, diferem consideravelmente em seus potenciais efeitos sobre a fisiologia do 
hospedeiro. 
 
 
Em primeiro lugar, diferem em seu destino e distribuição tissular, sendo o 
butirato utilizado preferencialmente como fonte de energia pela mucosa intestinal, 
propionato contribuindo para a gliconeogênese no fígado e acetato atingindo as mais 
altas concentrações sistêmicas no sangue. 
Em segundo lugar, existem diferenças nas interações com proteínas hospedeiras 
(por exemplo, inibição de acetonidas histonas pelo butirato e propionato) e receptores. 
Isto torna particularmente importante considerar a origem microbiana destes produtos 
de fermentação importantes e o potencial para alterações na fisiologia da dieta e do 
intestino afetar as suas taxas de produção e concentrações relativas. 
LOUIS, Petra; FLINT, Harry J.. Formation of propionate and 
butyrate by the human colonic microbiota. Environmental 
Microbiology, [s.l.], v. 19, n. 1, p.29-41, 8 dez. 2016. 
As respostas imunes adaptativas se desenvolvem mais tarde e necessitam de 
ativação de linfócitos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Abbas, 2015. 
 
Barreira física e 
química 
GALT 
Mediadores da 
Inflamação 
Mecanismos de 
defesa 
inespecíficos 
 
 
 
Na gestação não há a necessidade de restringir alimentos alergênicos, muito pelo 
contrário, é necessário ter o contato com esses alimentos e eliminar apenas os 
alimentos que a mãe apresenta alergia e intolerância. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Quem tem imunidade e integridade intestinal tem menos aborto, menos 
depressão, menos ansiedade, menos diabetes gestacional, menos alergia alimentar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 O contato com bactérias começa no útero e prossegue de maneira gradual 
durante o nascimento e a primeira infância. A interação inicial entre bactéria e 
hospedeiro é um componente crucial da imunidade e programação metabólica. 
 
 
 O modo de parto, prematuridade, exposição a antibióticos perinatais e 
amamentação têm uma grande influência no contato microbiano precoce, colonização 
intestinal e risco subsequente de doença. 
Suplementação probiótica materna durante a gravidez e a 
amamentação demonstrou potencial redução do risco de 
doenças imuno mediadas e metabólicas. 
 
 
 Os primeiros 1000 dias é um período crítico onde condições fetais, genética e 
nutrição desempenham um papel muito importante. Nesse período ocorre a 
programação metabólica e a programação imunológica. 
 
 
 A nutrição precoce é um importante determinante da saúde imune, gerando 
implicações para alergia, obesidade e outros doenças não transmissíveis. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 A restrição alimentar na gestação leva ao baixo 
peso ao nascer do bebê, ocorrendo um mecanismo de 
adaptação da imunidade. Os mesmos hormônios 
envolvidos na regulação do apetite, armazenamento de 
gordura e metabolismo também promovem a regulação da 
função imunológica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nutrientes
• Oligossacarídeos (fibra solúvel),
antioxidantes, ácidos graxos
poli-insaturados, folato e outras
vitaminas têm efeitos
documentados sobre a função
imunológica, bem como o
metabolismo.
Dieta
• Mudanças induzidas pela dieta
também podem contribuir
diretamente para a função
imunológica e metabólica -
incluindo mudanças no
microbioma induzidas pela
dieta.
Quais nutrientes 
favorecem a 
imunidade 
inata? 
 
 
 
Cuidados no acompanhamento da gestante 
 
 
Cuidando da microbiota da gestante: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Imunidade 
inata
Exames 
bioquímicos
Modulação 
da 
microbiota
Alimentação 
adequada
Controle do 
ganho do 
peso
- Programação 
- Inflamação de baixo grau 
Permeabilidade Intestinal 
Suplementação: 
 - Prebiótico; 
 - Probiótico; 
 - DHA; 
 - Vitamina D. 
Anamnese bem detalhada 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Quais 
probióticos 
suplementar? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vit.D 
Pool de Prob. 
Butirato 
Preb. 
PAMP 
Ômega 
 3 
Modulador 
Sistema 
Imune 
 
 
 
Via de parto: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O microbioma do bebê 
pode sofrer influência 
desde o período PG 
(Deborah et al, 2015)
Comunicação da 
microbiota intestinal 
da gestante com o 
bebê na vida IU (Erika 
Isolauri et al., 2012)
Microbioma deve ser 
adequado na janela de 
vulnerabilidade
O tipo de parto não é 
tudo, mas sim a 
colonização gerada nas 
primeiras semanas de 
vida
Nature Medicine, v.23, n.3, 2017. 
 
 
 
Paracetamol na gestação 
Human Reproduction, 2016 
 
 
O paracetamol é usado por 30 a 70% das mulheres ocidentais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A diferença foi significativa quando a exposição foi da 4ª a 10ª semana de gestação. 
Ação anti-androgênica por: 
 Inibição da Cox-2  ↓ PG’s e PC’s; 
 ↓ Cip11a1 e Cip 17a1 = enzimas fundamentais na via esteroidogênica. 
 
 
 
 
Estudos em enxertos humanos e animais demonstraram 
que o paracetamol reduz a produção de testosterona 
testicular fetal, associando o paracetamol ao 
criptorquidismo. 
 
 
 
 
Xenobióticos na gestação 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Permitidos e proibidos na gestação 
 
Cafeína 
 
 
 
 
 
J Allergy Clin Immunol 2011; 127:724-33 
Poluentes do ar 
(in útero e RN) 
Vit. A, C, E, D, Zn 
Protetores na suplementação 
Deficiência aumenta o risco Asma 
Suplementação com 
Ácido Fólico 
(altas doses) 
PCBs e BPA 
(in utero) 
Fumo/fumaça 
(in útero e perinatal) 
Paracetamol 
(in útero) 
Frutas e verduras e dieta 
mediterrânea 
Deficiência aumenta o risco Asma 
ASMA 
Otimizar antes 
da gestação 
seria o ideal! 
Existe associação do consumo aumentado de cafeína 
(acima de 4 doses/dia) com aborto espontâneo 
acontecendo entre em a 8ª e a 19ª semana de gestação. 
 
 
 
Necessário reduzir a dose nesse período até consolidação da gestação. 
 
Onde tem cafeína: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cafeína é um alcalóide
precisa ser metabolizado 
pela Citocromo P450 (não 
presente na placenta)
Tem meia vida aumentada 
na gestação
Pré-concepção: acima de 4 
doses/dia  dificuldade para 
conceber, risco > de aborto. 
Necessário reduzir a dose ao 
engravidar.
Na gravidez: < 150 mg de 
cafeína/dia (1 xícara de café 
passado).
Outras questões 
relacionadas ao café: 
disreguladores endócrinos 
(agrotóxico, bisfenol, fitalato
do papel do coador, alumínio 
da cápsula...)
Café Chá 
Refrigerante a base de 
cola 
Cacau 
 
 
 
 
Consumo moderado!!!! 
 
Adoçantes 
 
 
 
 
Exposição a adoçantesna gestação e lactação pode ter impacto na programação 
metabólica de doenças na vida adulta  pode ocorrer uma programação errada dos 
neurotransmissores e receptores tanto para o mecanismo da fome e saciedade e também no 
metabolismo insulinêmico. 
Acima de 150 mg/dia de cafeína: 
já tem relação com Baixo peso ao 
nascer. 
 
 
 
Ter bom senso! Indicar os adoçantes naturais! 
Plantas 
 
Durante os 3 primeiros meses de gestação: evitar o uso de 
qualquer espécie de planta medicinal cujos estudos para avaliação 
de efeitos tóxicos e de má formação sobre o feto não estejam 
concluídos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fitoterápicos já testados sem efeitos adversos na gestação: 
 
 
 
Muitas plantas influenciam hormônios e podem causar contrações uterinas. 
Podem também proporcionar mudança no perfil das enzimas do citocromo P450, o 
que altera a meia vida de alguns compostos. 
Chá 
Ginziber Officinales Cranberry 
 
 
 
Nutrientes na gestação 
 
Necessidade energética 
 Aumento da necessidade energética; 
 Período de crescimento (anabólico) que requer quantidade extra de energia 
 
 
Mulheres que iniciam a gravidez com BP ou adolescente (menos de 5 anos após 
menarca) devem adicionar desde o início da gestação. 
Mulheres que iniciam a gravidez com sobrepeso ou obesidade, nenhum aumento 
calórico é recomendado. 
 
 
 
 
 
 
 
A partir do 3° Trimestre:
+ 300 calorias
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Necessidade proteica 
 
60g/dia em dietas com 2200 kcal/dia 
 12% das proteínas deve ser proveniente das proteínas, de alto valor biológico; 
 A necessidade de proteína deve ser aumentada em uma média de 6 a 10g/dia 
durante todo o período gestacional. 
 
 
 
 
 
 
 
 
ATENÇÃO 
Excesso de proteína pode ser 
prejudicial ao desenvolvimento do 
feto, resultando em crescimento 
retardado ou parto prematuro. 
 
 
 
DRIs: 
 
Fonte: IOM, 2002. 
 
Como atingir a recomendação de forma saudável no cardápio: 
 Priorizar proteínas de alto valor biológico no almoço e jantar (cerca de 100g em 
cada refeição); 
 Incluir lanches com perfil proteico ao longo do dia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Avaliar os exames para suplementar. 
 
 
Ácido fólico 
 Formação do tubo neural; 
 2ª semana de gravidez – origem ao cérebro e medula espinhal; 
 Promove: 
o Proliferação celular; 
o Regulação da expressão gênica; 
o Metabolismo de aminoácidos; 
o Síntese de neurotransmissores; 
o Prevenção de depressão pós-parto. 
 
 
 
Iodo
Zinco
Ferro
Ácido 
Fólico
Magnésio
DHA
Vitamina 
D
Cálcio
 
 
 
 
 
 
 
Suplementar na forma ativa: metilfolato 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Polimorfismo da 
MetilTetraHidroFolatoRedutase (MTHFR) 
Suplementação: 400mcg/dia (OMS)/ 600 
mcg/dia (DRI) 
“A suplementação deve ser mantida, mesmo por mulheres que 
apresentam riscos mínimos de defeitos de fechamento do tubo 
neural durante a gravidez e lactação para a prevenção de outras 
anomalias”. 
DOSES 
Dose Usual – 400 µg 
Dose Mínima – 400 µg 
Dose Máxima – 1 mg 
 
 
 
Zinco 
 Cofator para síntese de neurotransmissores; 
 Regula o desenvolvimento cerebral durante a fase fetal e pós-natal; 
 Sistema imune. 
Doses recomendadas na gestação: 11 mg (?) 25 mg (?) 
Elemento chave para feto e o neonato no início da vida 
 
 
 
 
 Autores sugerem a dose de 350 mcg/kg de peso da mãe/dia para 
suplementação (UL: 40 mg/dia); 
 Fracionar em 3 doses melhora a absorção e otimização do zinco; 
 Se cobre estiver muito alto, necessária suplementação de altas doses 
(médica), caso contrário o zinco não sobe; 
 Ideal zinco plasmático de 90-95 mcg/dl. 
 
 
 
 
 
 
 
No último trimestre o feto recebe 1mg/kg/dia 
da mãe. 
DOSES 
Dose Usual – 15 mg 
Dose Mínima – 7 mg 
Dose Máxima – 30 mg 
 
 
 
DHA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Conversão de ALA em EPA e DHA: 
 Ácido graxo poli-insaturado presente no ômega-3 é o 
componente da membrana celular do cérebro e da 
bainha de mielina; 
 Transferido da mãe para o feto em grande quantidade no 
3° trimestre e lactação. 
Fontes: peixes que se alimentam de algas, 
pescada branca, sardinha, tubarão 
Atenção a 
contaminação por 
metais pesados. 
Necessário suplementar! 
200 a 600 mg/dia 
 Marca confiável 
 Selo de isenção de metais 
pesados 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prevenção de: 
Depressão pós-parto 
Pré-eclâmpsia 
Prematuridade 
Saúde cerebral, memória, prevenção de TDAH, 
autismo, desenvolvimento psicomotor, ocular, 
imunidade, crescimento e desenvolvimento do bebê. 
DH
A 
 
 
 
Vitamina D 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Presente em carnes, peixes 
(salmão, sardinha), frutos do 
mar, ovo, leite, fígado, 
queijos e cogumelos. 
Hormônio esteroide 
Existem 2776 pontos de 
ligação com receptores 
de Vit. D ao longo do 
genoma. 
Chave bioquímica 
com ampla 
influência sobre a 
saúde humana. 
Níveis séricos saudáveis na gestação: 40 a 60 ng/mL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Níveis adequados de Vit. D reduzem em 
50% a possibilidade de complicações na 
gravidez 
Deficiência: 
Pré eclâmpsia 
Diabetes gestacional 
Raquitismo 
Prematuridade 
Baixo peso ao nascer 
Autismo 
Desordens psiquiátricas 
Maior percentual de gordura na infância 
DOSES 
Dose Usual – 800 UI 
Dose Mínima – 200 UI 
Dose Máxima – 2000 UI 
 
 
 
Ferro 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Gestante
• Necessidade aumentada em relação ao
período pré gestacional
• 2° Trimestre: Quantidade de sangue
aumenta em até 50% durante a
gestação
Deficiência
• Déficit de ganho de peso
• Prematuridade
• Complicações no parto
• Déficit cognitivo
• Morte materna
Produção de hemoglobina 
Sistema imune 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Toda gestante brasileira deve receber suplementação de ácido fólico e ferro 
diariamente 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Doses elevadas de ferro (relativa a 60 mg ou mais por dia para humanos adultos) 
pode induzir a peroxidação lipídica in vitro e em estudos com animais; 
 Doses farmacêuticas de ferro por curta ou longa duração induzem danos ao DNA; 
 Excesso de ferro suplementar pode predispor diabetes gestacional. 
 
 
 
 
 
 
60 mg/dia a partir do 2° trimestre (mantendo por 6 meses) 
120 mg/dia quando iniciado tardiamente 
 
 
 
 
 
Iodo 
 Biossíntese dos hormônios T3 e T4; 
 Crescimento e desenvolvimento dos órgãos e cérebro. 
 
 
 
 
 
OMS
•Consumo de 250 mcg/dia de iodo até o final da amamentação
The Lancet, 2015
•A suplementação de iodo deve acontecer mesmo em países que apresentam baixa incidência 
de sua deficiência
Brasil, 2015
•Todo suplemento vitamínico para gestantes deve conter 150 mcg de iodo
DOSES 
Dose Usual – 30 mg 
Dose Mínima – 8 mg 
Dose Máxima – 65 mg 
 
 
 
 
 
 
Cálcio 
 
 
 
RDA: 1000 mg Ca elementar/dia (gestação e lactação) 
 
Deficiência de iodo na 
gravidez está associada a 
alterações no 
neurodesenvolvimento 
fetal. 
Baixa ingestão parece ter relação com maior risco 
de hipertensão e prematuridade 
DOSES 
Dose Usual – 50 µg 
Dose Mínima – 50 µg 
Dose Máxima – 600 µg 
 
 
 
 
Sem consenso para dose recomendada 
 
 
Magnésio 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Suplementação: indicada em casos de má absorção ou 
ingestão muito baixa 
 Cofator em mais de 300 reações 
enzimáticas 
 Necessário para função adequada de PTN, 
mitocôndrias e ácidos nucléicos 
Previne: 
Pré-eclâmpsia, câimbras, paralisia 
cerebral, PMT, DG, hipertensão 
gestacional, riscos de DCNT. 
DOSES 
Dose Usual – 500 mg 
Dose Mínima – 100 mg 
Dose Máxima – 1500 mg 
 
 
 
 
 
 
 
Vitamina B12: Essencial na gestação 
 
 
 
 
 
 Baixa concentração na mãe: associação com maior risco de DTN. 
 A falta de B12 na mãe também está associada a: 
- Hiperglicemia na gestação; 
- Maior incidência de obesidadee diabetes gestacional; 
- Na criança: maior relação com adiposidade, maiores níveis de insulina 
aos 5 anos de idade, mais RI aos 6 anos de idade e alterações cognitivas 
aos 9 anos de idade. 
 
 
 
 
 
 
 
Necessidade na gestação e lactação: cerca de 350 mg 
Suplementação: cerca de 200 mg 
Para gestantes deve estar acima de 
500 no sangue 
DOSES 
Dose Usual – 250 mg 
Dose Mínima – 100 mg 
Dose Máxima – 700 mg 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O que acontece 
quando a B12 
está 
insuficiente? 
Não produz E 
mitocondrial 
Dependente de B2 
Não adianta encher 
de metilfolato e não 
ter B12 
Ácido 
Folico 
DHF 
Sulfato 
Taurina 
Glutationa 
 
 
 
 
Colina: essencial na gestação 
 Mulheres com baixa ingestão de colina aumentam em 4x o risco de ter um bebê 
com DTN 
 Gestantes e lactantes passam muita colina para o feto/bebê, por isso existe uma 
alta demanda de colina pela mãe. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Necessidade de Colina: 
Gestante: 500 a 1000 mg/dia 
Suplementação: - Gestante: 450 mg/dia 
 - Lactante: 550 mg/dia 
Para garantir um desenvolvimento 
cerebral adequado ao feto. 
DOSES 
Dose Usual – 200µg 
Dose Mínima – 200µg 
Dose Máxima – 1000 µg 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 ovo tem cerca de 215 
mg de colina 
 
 
Recomendações da FEBRASGO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Restrição materna de Mg aumenta a gordura corporal, induz a 
resistência à insulina e causa intolerância à glicose em ratos. 
 
 
As fórmulas farmacêuticas são 
bem absorvíveis? 
 
 
 
Acompanhamento nutricional na gestação 
 
 
1ª Consulta (da 4ª a 10ª semana): 
informações gerais, importância da 
suplementação individualizada, 
permitidos e proibidos durante a 
gestação, técnicas para controlar o 
enjoo, exames nutricionais, 
planejamento alimentar.
14ª Semana: Mudança no 
consumo de proteínas e calorias. 
Importância dos probióticos.
20ª Semana: Atenção aos 
carboidratos
24ª Semana: Preferências 
alimentares do bebê, cuidados 
estéticos da gestante, reavaliação 
de exames.
28ª Semana: Atenção ao consumo 
de antioxidantes, desordens 
estéticas e condutas associadas
32ª Semana: Exames nutricionais, 
controle de peso, desconfortos do 
período: câimbras, azia e inchaço.
38ª Semana: Consulta de alta para 
o parto. Reavaliação da 
suplementação. Orientações sobre 
o pós parto e amamentação.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1
ª 
co
n
su
lt
a
Conversar com a 
gestante
Coletar os dados
Realizar inquérito 
alimentar
Verificar exames 
laboratoriais
Realizar avaliação 
nutricional
Conduta e orientações 
nutricionais
Registro dos dados em 
prontuários
 
 
 
 
 
 
 
 
C
o
n
su
lt
as
 s
u
b
se
q
u
ên
te
s
Revisão do prontuário
Avaliação do ganho de 
peso
Avaliação dietética 
detalhada
Investigação clínica 
Acompanhamento dos 
exames
Ajustes das orientações 
nutricionais
Incentivo ao 
aleitamento materno
Esclarecimento de 
dúvidas
 
 
Análise da microbiota fetal de filhos de mães com peso gestacional 
normal X mães com excesso de peso gestacional 
 
Ganho de peso 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Concentrações fecais Bacteroides e Staphylococcus foram significativamente 
maiores em filhos de mães obesas durante os primeiros 6 meses; 
 Maiores pesos e IMC das mães estavam relacionados a maiores concentrações 
de Bacteróides, Clostridium e Staphylococcus e concentrações mais baixas do 
grupo Bifidobacterium; 
 A prevalência de Akkermansia muciniphila, Staphylococcus e os grupos 
Clostridium difficile foram menores em crianças de mães com peso normal e de 
mães com ganho de peso normal durante a gravidez. 
 
 
 
Ganho de peso durante a gestação pode 
influenciar a microbiota do feto 
 
 
 
Recomendação do ganho de peso 
 
 
Fonte: Caderno de Atenção Básica – Ministério da Saúde (2012). 
 
Ganho de peso durante gestação gemelar 
 
Recomendações de ganho de peso durante a gravidez - IMC 
IMC 
(antes da gravidez) 
Classificação de obesidade em 
relação ao IMC (OMS) (Kg/m²) 
Ganho total de peso durante a 
gestação (g)* 
Peso Normal 18,5-24,9 16.782 – 24.493 
Sobrepeso 25,0-29,9 14.061 – 22.679 
Obesidade (incluindo 
todas as classes) 
Acima de 30 11.339 – 19.050 
 
*Peso estimado 
Fonte: Institute of Medicine – IOM (2009) 
 
 
 
 
 
 
 
Acompanhamento nutricional 
 
Data da 
consulta 
Idade 
gestacional 
(semanas) 
Peso (Kg) Ganho de 
peso (g/sem) 
IMC 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Avaliação do estado nutricional da gestante segundo o IMC por semana gestacional 
 
 
Fonte: Ministério da Saúde (2012) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Traçado ascendente: ganho de peso adequado 
Traçado horizontal ou descendente: ganho de peso inadequado (gestante de risco) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Como avaliar o 
ganho de peso? 
Avaliação individualizada 
Cada caso é um caso! 
 
 
Exames laboratoriais 
 
 
 
 
 
Associação Americana de Tireóide: 
Gestação – TSH recomendado: 
1° T: 0,1-2,5 mUI/L 
2° T: 0,2-3,0 mUI/L 
3° T: 0,3-3,0 mUI/L 
 
 
Fonte: Thyroid. 2011: 21(10):1081-125. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Acompanhamento nutricional 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANALITOS VALOR DE REFERÊNCIA 
Glicose 70-92 
Insulina 2-13 (?) 
25OH-VitD 30 a 60 ng/mL 
30 a 100 ng/mL 
Ferritina sérica 25 a 90 ng/mL 
Vitamina B12 180 a 914 pg/mL 
Ideal: <5 
Nível ideal: 
40-60 (?) 50-70 (?) 100 (?) 
Ideal: 400 a 700 pg/mL 
1° TRIMESTRE 
- Da fecundação à 12ª Semana; 
- Alterações hormonais; 
- Anabolismo – divisão celular – hiperplasia; 
- Aumento dos depósitos de gordura da mãe; 
- Náuseas e enjoos. 
Recomendações: 
Energia: 1800 a 2200 Kcal (?) 
CHO: 50 a 55% do VCT (300g) 
LIP: 250 a 30% 
PTN: 15 a 20% (de 50 para 60g) 
Fibras: de 25 para 28g 
 
50% CHO, 30% LIP, 20% PTN 
 
Qualidade Equilíbrio 
Hidratação 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1° TRIMESTRE 
- Explicar para a gestante o que acontece no período 
- Ganho de peso: nenhum (?) 
- Exames laboratoriais: Glicemia, pesquisa de anemia, 
toxoplasmose 
- Suplementação: DHA 
 Ácido Fólico 
 Vitamina D (?) 
 Probióticos (?) 
- Anamnese 
- Orientações: Mudanças de hábitos (casal) 
 Amamentação/sol 
 Fome x saciedade 
 Indicação de leitura 
- Prescrição do plano alimentar 
Comum: enjoo, azia, má 
digestão 
2° TRIMESTRE 
- 13ª a 27ª Semana 
- Anabolismo 
- Aumento de depósito de gordura 
- Hiperplasia + hipertrofia 
- Rápido crescimento fetal 
- Percepção de paladar e olfato 
Recomendações: 
Adicional calórico de 250 a 300kcal/dia 
Energia: 1800 a 2200 Kcal (?) 
CHO: 50 a 55% do VCT (300g) 
LIP: 250 a 30% 
PTN: 15 a 20% (de 50 para 60g) 
Fibras: de 25 para 28g 
 
50% CHO, 30% LIP, 20% PTN 
 
Qualidade Equilíbrio 
Individualidade 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2° TRIMESTRE 
- Avaliar as mudanças 
- Ajustes no plano alimentar 
- Novas receitas 
- Atenção ao intestino 
- Atenção a ingestão hídrica 
- Ganho de peso: 1 kg/mês (avaliar de acordo com IMC pré-
gestacional) 
- Suplementação: DHA 
 Ácido Fólico 
 Vitamina D 
 Ferro 
DHA – 1 cápsula antes do almoço 
Ferro x - 60 mg/dia por 6 meses 
Comum: Hemorroidas e 
constipação 
3° TRIMESTRE 
- 28ª a 40ª Semana 
- Crescimento fetal intenso 
- Nutrientes transferidos pela mãe 
- Mobilizaçãoda reserva materna 
- Resultado de TTG 
- Atenção ao intestino 
Recomendações: 
Adicional calórico de 250 a 300kcal/dia 
Energia: 1800 a 2200 Kcal (?) 
CHO: 50 a 55% do VCT (300g) 
LIP: 250 a 30% 
PTN: 15 a 20% (de 50 para 60g) 
Fibras: de 25 para 28g 
50% CHO, 30% LIP, 20% PTN 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3° TRIMESTRE 
- Ganho de peso: 1,5 a 2kg/mês 
 Acima de 3kg – avaliar edema 
- Suplementação: DHA 
 Ferro 
 Vitamina D 
 Probióticos 
- Orientações: amamentação 
Exemplo de Suplementação: 
1) Ômega/DHA – 1 cápsula antes do almoço, 90 dias 
2) Ferro X 
3) Polivitamínico 
4) Probiótico – tomar 1 sachê diluído em água antes 
de dormir, 30 dias 
5) Vit. D lipofílica – 2000 UI. 
Comum: Sensação de 
plenitude, constipação, 
fadiga 
ATENÇÃO 
Cuidado com o excesso de polifenois na 
gestação 
 
 
 
Como evitar o excesso de polifenois na gestação: 
 Não suplementar polifenois e bioflavonóides, evitar chás ricos nesses 
componentes 
 Atenção aos suplementos importados, pois eles têm adição de bioflavonóides 
 Atenção às fontes alimentares: não retirar da prescrição dietética, apenas 
quantificar 
 O consumo excessivo de antioxidantes e fitoquímicos de 28 a 32 semanas, 
principalmente no início do 3° Trimestre. 
 
Enjoos matinais e náuseas 
 Comum da 6ª até a 20ª semana gestacional; 
 Pode ser aliviado com o consumo de alimentos pobres em gordura e ricos em 
carboidratos; 
 Orientar fracionamento da dieta; 
 Alimentos crocantes, menor concentração de líquidos; 
 Gengibre e suplementação de B6 (25mg 3x ao dia); 
 Pequenas refeições, aumentar frequência; 
 Líquido entre as refeições, volume pequeno. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Avaliar: 
- Hipoglicemia 
- RI 
- Fungos 
- Excesso de Vit B9 e Cálcio 
- Def. nutricional B6, comp. B, zinco e Mg. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Estudo randomizado com 70 mulheres 
Receberam suplementação de 1g de gengibre ou 
40mg de B6 por 4 dias 
As mulheres que receberam gengibre tiveram menos 
sintomas de náuseas do que as mulheres que receberam 
B6. Os episódios de vômitos diminuíram em ambos os 
grupos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Pirose (Azia) 
 Mais comum após as refeições; 
 Pode piorar a partir da metade da gestação devido à pressão do útero sobre o 
estômago. 
 
Orientações: 
 Refeições pequenas; 
 Comer devagar, mastigar bem os alimentos; 
 Fazer refeição em local tranquilo e evitar estresse durante a refeição; 
 Desnecessário a restrição de alimentos ácidos (frutas cítricas); 
 Identificar fatores para aumento da secreção gástrica; 
 Avaliar hipo e hipercloridria, sintomas de refluxo. 
 
 
 
 
Análise de 4 estudos sugerem que o uso do gengibre é seguro e 
eficaz para náuseas e vômitos. No entanto, há ainda incertezas 
sobre a dosagem máxima segura, a duração apropriada do 
tratamento, as consequências do excesso de dosagem e possíveis 
interações fármacos-ervas. 
Chá 
1 colher de sopa de gengibre ralado + 300ml de água – ferver, coar 
e consumir em seguida. Pode ser gelado ou quente 2 – 3x ao dia. 
50ml no período da manhã ajuda muito. 
 
 
 
Constipação 
 
 
 
 
 
Orientações: 
 Hidratação adequada (água pura, aromatizada, agua de coco); 
 Ingestão de fibras adequada: frutas, verduras, cereais (quinoa, amaranto, farelo 
de arroz); 
 Moduladores alimentares: biomassa de banana verde, aspargos, chicória, yacon 
e psyllium; 
 Suplementação com FOS e inulina até 4g; 
 Purê de maçã; 
 Adequada ingestão de proteínas: utilizar enzimas digestivas (bromelina e 
papaína); 
 Microbiota saudável: pré e probióticos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Previsível após a 20ª semana de gestação, por isso 
iniciar medidas preventivas. 
Quando iniciar 
o uso de 
probióticos? 
AVALIAR! 
 
 
 
Hipertensão na gestação 
Intervenções nutricionais que podem prevenir, retardar ou amenizar a 
apresentação clínica da doença: 
 
 Cálcio; 
 Zinco; 
 Magnésio; 
 Vit.D; 
 B9; 
 Vitamina C; 
 Vitamina E; 
 Ômega-3. 
 
Cálcio: Suplementação de 1,5 a 2g/dia 
para mulheres grávidas com baixo 
consumo dietético de cálcio a partir da 
14ª SG até o parto (Federação Brasileira 
das Sociedades de Ginecologia e 
Obstetrícia e OMS). DOSE MAXIMA 
PERMITIDA PELA ANVISA: 1,5g/dia. Dose 
suplementar de cálcio acima de 
800mg/dia reduzem a absorção de ferro.
Vitamina C e E: Ação protetora contra o 
desenvolvimento de pré-eclampsia, reduz 
o estress oxidativo e disfunção endotelial. 
Interessante suplementar antes da 20ª 
SG, pois após a esse período a invasão 
trofoblástica já aconteceu.
Selênio: Suplementar caso esteja baixo no 
sangue. Dose: 60 mcg/dia. Parece reduzir 
a concentração sanguínea de tirosina 
quinase soluvel (sFlt-1) – biomarcador da 
pré-eclampsia.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Suplementação: 
Vit. A = 1000 UI 
B6 = 2,2mg 
B12 = 2,2mcg 
Vit.C = 200 mg 
Vit.E = 400 UI 
Ácido fólico = 400 mcg 
N-acetilcisteína = 200mg 
Cobre = 2mg 
Zinco = 15 mg 
Mn = 0,5 mcg 
Fe = 30mg 
Ca = 800 mg 
Se = 100 mcg 
 
Suplementação entre a 8ª e 12ª SG mostrou bons resultados na prevenção da pré-eclampsia. 
 
 
 
 
 
 
Magnésio: Papel importante na 
regulação da pressão sanguínea por 
modular a reatividade do tônus vascular 
e a resistência periférica. Redução dos 
níveis séricos de Mg na gravidez pode 
ser um possível contribuinte na etiologia 
da pré-eclampsia. Doses: ainda não 
foram determinadas pelos estudos. 
Vitamina D: Estudos mostram que a 
suplementação reduz o risco de pré-
eclampsia. Cada 1UI ingerida 
corresponde ao aumento sérico de 0,016 
nmol/L.
Arginina: Suplementação com L-arginina 
e vitaminas antioxidantes mostrou 
eficácia na redução do risco de pré-
eclampsia. Dose dos estudos: 3 a 
14g/dia. Arginina – substrato metabólico 
da enzima óxido nítrico sintetase, que 
produz óxido nítrico (potente 
vasodilatador) nas células.
 
 
 
Diabetes gestacional 
 
 
Principais fatores de risco: 
• Idade materna avançada; 
• Ganho de peso excessivo na gestação, sobrepeso ou obesidade; 
• Deposição de gordura corporal central de forma excessiva; 
• História familiar de diabetes; 
• Crescimento fetal excessivo, polidrâmnio, hipertensão ou pré-eclampsia na 
gravidez atual; 
• Histórico de aborto de repetição, malformações, morte fetal ou neonatal, 
macrossomia; 
• SOP; 
• Baixa estatura (< 1,50m). 
 
Fonte: Diretrizes SBD, 2016. 
Diagnóstico com TOTG com ingestão de 75g de glicose: 
 
OMS (2013)** NIH (2012)* IADPSG (2010)**, ADA e SBD (2011) 
Jejum 92 a 125 mg/dl ≥ 95 mg/dl ≥ 92 mg/dl 
1 hora ≥ 180mg/dl ≥ 180 mg/dl ≥ 180 mg/dl 
2 horas 153 a 199 mg/dl ≥ 155 mg/dl ≥ 153 mg/dl 
* Dois valores alterados confirmam o diagnóstico 
** Um valor alterado já confirma o diagnóstico 
SBD: Sociedade Brasileira de Diabetes 
ADA: American Diabetes Association 
NHI: National Institute of Health 
Diabetes mellitus gestacional: é caracterizado pela 
intolerância à glicose de gravidade variável e que é 
diagnosticada pela primeira vez durante o período 
gestacional, podendo ou não persistir após o parto. 
Fonte: SBD, 2016. 
 
 
IADPSG: International Association of the Diabetes an Pregnancy Study Groups 
 
Tratamento: 
- Monitoramento da glicemia capilar pré e pós-prandial (4 a 7x/dia), principalmente 
quando há uso de insulina 
- Se com 2 semanas de dieta os níveis glicêmicos não se estabilizam e permanecem 
elevados em jejum (≥ 95mg/dl), uma hora pós-prandial (≥ 140mg/dl) ou duas horas 
pós-prandial (≥ 120 mg/dl), a terapia farmacológica é indicada. 
 
 Dieta de baixo índice e carga glicêmica 
 Ingestão de fibras 
 Inulina, FOS e amido resistente: estimulam o aumento de bactérias probióticas 
com influência na síntese de GLP-1 e proteção anti-inflamatória. 
 
 
 
 
 
SAIBA MAIS - GLP1 
O GLP1 é secretado e liberado pelas células Ldo intestino, juntamente com o PYY e a OXM. 
O GLP1 exerce seus efeitos por ligação ao receptor de GLP1, uma proteína G ligada a 
adenilato ciclase (Glp1r), que é expresso nas células pancreáticas, rins, pulmões, cérebro, 
trato digestivo e coração. 
Sua secreção é estimulada por nutrientes, como glicose e lipídios no lúmen intestinal, e em 
proporção ao valor calórico, iniciada a5 a 10 minutos após a ingestão da refeição, antes 
mesmo de qualquer contato dos nutrientes com as células L. Além dos nutrientes, os 
mecanismos neuronais explicam a secreção rápida pós-prandial. Os hormônios periféricos 
que participam da homeostasia energética, como a leptina, também estão implicados na 
regulação da secreção de GLP1. 
NAVES, A. Nutrição Clínica Funcional: Obesidade. São Paulo: VP Editora, 
2014. 
 
 
Suplementação: 
- Probióticos; 
- Ômega-3 – para otimizar a sinalização insulínica; 
- Vitamina D; 
- Mioinositol – melhora a sensibilidade a insulina (4g de mioinositol + 400 mcg de 
ácido fólico)  redução significativa na incidência de Diabetes gestacional; 
- Magnésio: melhora a sinalização da insulina (250 mg); 
- Zinco: reduz marcadores de resposta inflamatória com 30 mg/dia; 
- Selênio: estudo demonstra redução de glicose plasmática com suplementação 
de 200 mcg/dia. 
 
Orientações para o parto e amamentação 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Prescrição de alta para o parto: 
orientações para o início da 
amamentação, segurança alimentar e 
benefícios do leite materno e da 
amamentação exclusiva; 
 Alimentos que devem ser evitados: 
mitos e verdades; 
 Prescrição da suplementação para a 
nutriz; 
 Retorno: acompanhamento do bebê e 
emagrecimento pós-parto.

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