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Exame da Pele e Fâneros - Resumo

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- A pele, cútis ou tegumento representa 15% do peso 
corpóreo, constitui o revestimento do organismo e o protege 
contra agentes nocivos físicos, químicos ou biológicos. 
- É o maior órgão do corpo e um dos melhores indicadores 
de saúde geral. É constituída por três camadas, sendo elas a 
epiderme (camada externa), a derme (córion) e tecido 
celular subcutâneo. 
- Exerce importantes funções, tais quais revestimento, 
regulação térmica, isolamento e reserva alimentar, sendo 
assim, reflete muitas das modificações sofridas no 
organismo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
- Epiderme: consiste na camada fina e mais externa da pele, 
constituída por quatro camadas: camada basal ou 
germinativa, camada espinhosa ou de Malpighi, camada 
granulosa e camada córnea. Suas células epiteliais 
escamosas dispostas em camadas, estão em contínuo 
processo de renovação. Além disso, não possui 
vascularização contendo as terminações nervosas e os 
corpúsculos sensoriais situados na camada mais profunda. 
 
 
 
 
 
 
 . Camada germinativa é a mais profunda e está disposta 
sobre a membrana basal, formada por dois tipos celulares. 
As células basais ou queratinócitos representam a maioria, 
têm reprodução constante e originam as outras camadas 
epidérmicas. 
 . Os melanócitos, localizados entre as células basais, 
possuem citoplasma claro e núcleo pequeno e picnótico, 
propiciam que o seu produto pigmentar - a melanina - seja 
fagocitado pelos queratinócitos por meio de íntima ligação 
com seus dendritos e contribuem fundamentalmente para a 
coloração do tegumento. 
 . A quantidade dos melanócitos é a mesma em todas as 
raças, o que varia é sua capacidade funcional de produzir 
maiores ou menores quantidades de melanina, 
determinando a proteção contra a penetração de raios UV e 
a coloração da pele, a qual é regulada por um mecanismo 
citogenético, podendo apresentar variações por influência 
dos raios solares, hormônios e outros processos. 
 . Na camada espinhosa os queratinócitos, ao deixarem a 
camada basal, sofrem modificações morfológicas, 
moleculares e histoquímicas, obtendo uma configuração 
poliédrica, de citoplasma acidófilo e que se unem por finos 
filamentos semelhantes a espinhos. O número de camadas é 
variável e as células vão se achatando progressivamente em 
direção à epiderme. 
 . A camada granulosa é constituída por um grupo de 
células escuras, achatadas, quase aderentes, com núcleo de 
difícil visualização em virtude da grande quantidade de 
grânulos cromatófilos, os quais expressam a queratinização 
da epiderme. 
 . A camada córnea é a mais externa da pele, formada por 
células planas e anucleadas, denominadas queratina. Este 
processo de sucessiva transformação dos queratinócitos em 
células córneas é denominado queratinização, quando estas 
células se destacam e esfoliam. A capa córnea é variável 
conforme a região, sendo mais espessa nas regiões 
palmoplantares, protegendo mais intensamente contra a 
penetração de agentes químicos e físicos. Nessas regiões 
existe mais uma camada, denominada estrato lúcido, 
localizada entre a camada córnea e a granular, e é composta 
de células anucleadas, planas e transparentes. 
- Derme: é uma camada de tecido conjuntivo, rica em 
mucopolissacarídios e material fibrilar (fibras de colágeno, 
fibras elásticas e fibras reticulares), na qual são acomodados 
vasos, nervos e anexos epidérmicos. Sua característica é a 
flexibilidade e elasticidade, além de defender o organismo 
contra agentes nocivos que ultrapassaram a primeira 
barreira protetora, representada pela epiderme. 
 . É dividida em superficial ou papilar, predominando finos 
feixes de colágeno e grande número de células, profunda ou 
reticular, constituída por densos feixes de colágeno, e 
adventicial, constituída por finos feixes de colágenos 
dispostos em torno de anexos e vasos. 
 . Inclui tecidos conjuntivos ricos em vasos sanguíneos, 
linfáticos, nervos, receptores sensoriais, fibras elásticas, 
glândulas sebáceas, glândulas sudoríparas, elementos 
celulares e corpúsculos de Merkel, Pacini, Meissner e Krause. 
Denomina-se plexo venoso subpapilar a rede de capilares 
venosos localizada logo abaixo da camada papilar. 
- Hipoderme: tecido celular subcutâneo ou panículo 
adiposo, situa-se logo abaixo da derme e apresenta lóbulos 
de células adiposas delimitadas por septos conjuntivo 
elásticos. 
 . É rica em tecido adiposo e representa importante reserva 
calórica para o organismo, além de funcionar, em certas 
regiões, como um coxim, protegendo contra traumas. 
 . É constituído de feixes conjuntivos, fibras elásticas, parte 
dos folículos pilosos, 
glândulas sudoríparas e 
grande quantidade de células 
adiposas que se alojam nos 
alvéolos formados pelo 
entrecruzamento das fibras 
elásticas. 
- Na pele há um plexo profundo no nível dermo-
hipodérmico, formado por arteríolas, e um plexo superficial 
localizado na derme subpapilar, composto essencialmente 
por capilares. 
- Nas pontas dos dedos (sulco e leito ungueais), orelhas e 
centro da face há estruturas especiais que representam 
anastomoses diretas entre arteríolas e vênulas. Os glomos 
têm capacidade contrátil para regular o fluxo de sangue 
periférico, de grande importância na regulação térmica do 
organismo. 
- Os vasos linfáticos distribuem-se analogamente aos vasos 
sanguíneos. Os vasos da pele, além da função metabólica e 
de nutrição, participam também no controle da temperatura 
e na regulação da pressão sanguínea. 
- Pelo grande número de 
estruturas nervosas, a pele 
assume grande 
importância como órgão 
do sentido, captando e 
transmitindo diversas 
alterações do meio que 
nos cerca. 
-Os nervos sensitivos, que 
são sempre mielinizados, formam em algumas regiões 
órgãos terminais específicos, como os corpúsculos de Vater-
Pacini, com localização sub epidérmica, relacionados com a 
sensibilidade tátil e a pressão; os corpúsculos de Meissner, 
mais encontrados nas polpas digitais e também relacionados 
com a sensibilidade tátil; os corpúsculos de Krause, situados 
nas áreas de transição, entre pele e mucosa, são chamados 
órgãos nervosos terminais subcutâneos e considerados 
receptores do frio, principalmente quando se situam em 
outras regiões. Os meniscos de Merkel-Ranivers também 
estão relacionados com o tato. 
- A inervação motora é realizada pelo sistema nervoso 
autônomo, cujas fibras adrenérgicas provocam contração 
das células dos músculos lisos dos vasos, dos músculos 
eretores dos pelos, ativam corpúsculos glômicos e as células 
mioepiteliais. 
- Os fâneros ou anexos cutâneos surgem devido a 
modificações da epiderme durante a vida embrionária; são 
os pelos e folículos pilosos, as glândulas sebáceas, 
sudoríparas e unhas. 
 
- Pelos: situados em invaginações profundas da epiderme, 
são constituídos por células queratinizadas produzidas pelos 
folículos pilosos. Nos folículos pilosos abrem-se glândulas 
sebáceas, e a este conjunto denomina-se umidade 
pilossebácea ou folículo pilossebáceo, cercada de fibras 
musculares lisas - o músculo eretor do pelo. 
 . Têm uma parte livre, denominada haste, e uma parte 
intradérmica, denominada a raiz. Na haste encontram-se 
três camadas, sendo elas cutícula externa, córtex e medula. 
A cutícula externa é a parte que circunda o pelo, sendo 
composta por queratina compacta e coesa. Na parte inferior, 
o bulbo piloso ou raiz, observa-se a matriz do pelo, onde se 
introduz a papila dérmica ricamente vascularizada e 
inervada e onde se encontra a camada de células 
germinativas de permeio aos melanócitos. As células 
germinativas produzem a bainha radicular interna do pelo 
até o início da queratinização. 
 . Observam-se dois tipos de pelos: o velo ou lanugem e o 
pelo terminal. O velo, pelo fetal ou lanugem é fino, claro e 
pouco desenvolvido. O pelo terminal é espesso, pigmentado 
e compreende os cabelos, a barba, a pilosidade pubiana e 
axilar. Os pelos protegem as áreas orificiais e os olhos e 
fazem partetambém do aparelho sensorial cutâneo devido 
a sua rica inervação. 
- Glândulas sebáceas: localizadas na pele, exceto nas regiões 
palmoplantares, desembocam sempre em um folículo 
pilossebáceo, com ou sem pelo; preferencialmente na região 
frontal, atrás das orelhas e nas regiões mediotorácicas. Tais 
regiões são chamadas seborreicas. Possuem estrutura 
acinosa holócrina, cujo produto é lançado diretamente no 
infundíbulo folicular, fluindo para o exterior. A secreção 
sebácea é constante e constitui valiosa proteção contra as 
bactérias e fungos que penetram na pele. 
- Glândulas sudoríparas: podem ser classificadas em écrinas 
e as apócrinas. 
 . Écrinas: localizam-se em toda a extensão da pele, em 
particular nas áreas palmoplantates e axilas. São glândulas 
tubulares compostas por três segmentos: a porção secretora 
e os canais sudoríparos intradérmico e intraepidérmico. Sua 
inervação é feita por fibras simpáticas pós-ganglionares não 
mielinizadas, embora fisiologicamente sejam regidas por 
mediadores parassimpáticos. Sua secreção, de importância 
fundamental no equilíbrio da temperatura corporal, 
compreende 99% de água. 
 . Apócrinas: situam-se na 
região axilar, anoperineal, 
inguinal, monte de Vênus e 
em volta dos mamilos. São 
modificadas no canal auditivo 
externo e na borda palpebral, 
constituindo as glândulas de 
Moll. Apresentam aspecto 
morfológico semelhante ao 
das glândulas écrinas, mas 
desembocam no folículo 
polissebáceo ou nas suas proximidades. 
- Unhas: são formações de 
queratina dura que 
recobrem a última falange 
dos dedos, fixadas sobre 
superfície epidérmica 
denominada leito ungueal. 
Nela encontra-se a porção 
posterior, raiz ou matriz 
ungueal, recoberta por uma dobra de pele e cutícula, a 
lâmina aderente do leito ungueal, que apresenta bordas 
laterais e a borda livre. A espessura das unhas sofre 
alterações decorrentes de processos patológicos locais e 
sistêmicos. 
 
 
- Para a realização do exame da pele são necessárias 
condições básicas, sendo elas iluminação adequada, 
preferencialmente a luz natural; desnudamento ou 
exposição adequada das partes a serem examinadas, e 
conhecimento prévio dos procedimentos semiotécnico 
(inspeção e palpação). 
- Coloração, continuidade ou integridade, umidade, textura, 
espessura, temperatura, elasticidade e mobilidade, turgor, 
sensibilidade e lesões elementares serão sistematicamente 
investigados. 
- Determinar os sintomas subjetivos e objetivos da doença 
- Podem ser percebidos durante a avaliação clínica (inspeção 
e palpação), mas pode utilizar lentes de aumento, espátulas, 
agulhas e lanternas. 
- Deve abranger todo o tegumento: cabelos, unhas e 
mucosas. 
- Para um bom exame deve ter: 
 . Iluminação e exposição adequada das partes a serem 
examinadas 
 . Conhecimento prévio dos procedimentos semiotécnico e 
padrões de referência. 
- Registrar a cor da pele no momento da identificação do 
paciente. Esse dado influi de modo considerável na 
apreciação das modificações da coloração. 
- Nos indivíduos de cor branca e nos pardos-claros, observa-
se a coloração levemente rosada, que é o aspecto normal em 
condições de higidez, isto ocorre em virtude da circulação do 
sangue pela rede capilar cutânea e pode sofrer variações 
fisiológicas, aumentando ou diminuindo de intensidade, 
quando há exposição ao frio, ao sol ou após emoções. 
- Situações patológicas podem alterar a coloração da pele 
perdendo ou aumentando seu aspecto róseo. Já em pessoas 
de pele escura tem-se dificuldade em avaliar transtornos de 
coloração. 
- As principais alterações da coloração da pele são: palidez, 
vermelhidão ou eritrose, cianose, icterícia, albinismo, 
bronzeamento da pele, dermatografismo e fenômeno de 
Raynaud. 
- Palidez: constitui uma 
atenuação ou 
desaparecimento da cor 
rósea da pele. Deve ser 
investigada em toda a 
extensão da superfície 
cutânea, inclusive nas 
regiões palmoplantares. 
 . Nos pardos e negros só se consegue identificar palidez 
nas palmas das mãos e nas plantas dos pés. 
 . Distingue-se em palidez generalizada, a qual é observada 
em toda a pele, revelando diminuição das hemácias 
circulantes nas microcirculações cutânea e subcutânea, e 
palidez localizada, constatada em áreas restritas dos 
segmentos corporais, sendo a isquemia a causa principal. 
- Vermelhidão: é o exagero na coloração rósea da pele e 
indica aumento da quantidade de sangue na rede vascular 
cutânea, podendo decorrer de vasodilatação. 
 . Pode ser do tipo generalizada, que é observada nos 
pacientes febris, nos indivíduos que ficaram expostos ao sol, 
nos estados policitêmicos e em algumas afecções que 
comprometem toda a pele, ou localizada ou segmentar, a 
qual pode ter caráter fugaz quando depende de um 
fenômeno vasomotor ou ser duradoura. É um dos quatro 
sinais cardinais que caracterizam um processo inflamatório 
(dor, calor, rubor e tumor). 
- Cianose é a cor azulada da 
pele e das mucosas e 
manifesta-se quando a 
hemoglobina reduzida. 
 . Deve ser pesquisada 
no rosto, especialmente ao 
redor dos lábios, na ponta 
do nariz, nos lobos das 
orelhas e nas extremidades 
das mãos e dos pés. 
 . Nos casos de cianose muito intensa, todo o tegumento 
cutâneo adquire tonalidade azulada ou mesmo arroxeada. 
 . Pode ser classificada em generalizada ou localizada 
(central, periférica, mista ou por alteração da hemoglobina). 
 . Quanto à intensidade, é classificada em três graus: leve, 
moderada ou intensa. 
- Icterícia: caracteriza-se pela 
coloração amarelada da pele, 
das mucosas visíveis e da 
esclerótica, resultante de 
acúmulo de bilirrubina no 
sangue. 
 . A coloração ictérica pode ser desde amarelo-clara até 
amarelo- esverdeada. 
 . Principais causas: hepatite infecciosa, hepatopatia 
alcoólica, hepatopatia por medicamentos, leptospirose, 
dentre outras. 
- Albinismo: caracterizado pela 
coloração branco-leite da pele em 
decorrência de uma síntese 
defeituosa da melanina. Pode 
afetar os olhos, a pele e os pelos 
(albinismo oculocutâneo) ou 
apenas os olhos (albinismo 
ocular). 
 
- Bronzeamento: é normalmente artificial e ocorre por ação 
dos raios solares em substâncias químicas bronzeadoras. 
Pele bronzeada naturalmente pode ser vista na doença de 
Addison e na hemocromatose por transtornos endócrinos 
que alteram o metabolismo da melanina. 
- Dermatografismo: ou urticária factícia é resultado do atrito 
com a unha ou com um objeto (lápis, estilete, abaixador de 
língua), resultando no aparecimento de uma linha vermelha 
ligeiramente elevada. Trata-se de uma reação vaso motora. 
- Fenômeno de Raynaud: é uma alteração cutânea que 
depende das pequenas artérias e arteríolas das 
extremidades e que resulta em modificações da coloração. 
Inicialmente observa-se palidez, em seguida, a extremidade 
torna-se cianótica, e o episódio costuma culminar com 
vermelhidão da área. Trata-se de fenômeno vasomotor que 
pode ser deflagrado por muitas causas. 
- A verificação da umidade inicia-se pela inspeção, mas o 
método adequado é a palpação, por meio das polpas digitais 
e da palma da mão. 
- Umidade normal: tem certo grau de umidade que pode ser 
percebido ao se examinarem indivíduos hígidos. 
- Pele seca: confere ao tato uma sensação especial. 
- Umidade aumentada (pele sudorenta): observada em 
alguns indivíduos normais ou pode estar associada a febre, 
ansiedade, hipertireoidismo e doenças neoplásicas. 
- Trama ou disposição dos elementos que constituem um 
tecido. É avaliada deslizando-se as polpas digitais sobre a 
superfície cutânea. 
- Textura normal: encontrada em condições normais 
- Pele lisa ou fina: observada nas pessoas idosas, em 
indivíduos com hipertireoidismo e em áreas recentemente 
edemaciadas. 
- Pele áspera: observada nos indivíduos expostos às 
intempéries e que trabalham em atividades rudes, tais como 
lavradores, pescadores, garis e foguistas, e em algumas 
afecções como mixedema e dermatopatias crônicas, oupele 
enrugada, percebida nas pessoas idosas, após 
emagrecimento rápido, ou quando se elimina o edema. 
- Avaliação: faz-se o pinçamento de uma dobra cutânea, 
usando o polegar e o indicador. Há de se ter o cuidado de 
não alcançar o tecido celular subcutâneo, ou seja, pinçam-se 
apenas a epiderme e a derme. Essa manobra deve ser 
realizada em várias e diferentes regiões, tais como 
antebraço, tórax e abdome. 
- Espessura normal: observada em indivíduos hígidos, seu 
reconhecimento depende de aprendizado prático e 
componente subjetivo 
- Pele atrófica: tem alguma translucidez que possibilita a 
visualização da rede venosa superficial 
- Pele hipertrófica ou espessa: notada nos indivíduos que 
trabalham expostos ao sol. 
- Avaliação: usa-se a palpação com a face dorsal das mãos 
ou dos dedos, comparando-se com o lado homólogo cada 
segmento examinado. 
- Varia entre amplos limites e, nas extremidades, essas 
variações são mais acentuadas. É muito influenciada pela 
temperatura do meio ambiente, emoção, ingestão de 
alimentos, sono e outros fatores. 
- Adquirem significado semiológico especial diferenças de 
temperatura em regiões homólogas, pois discrepâncias de 
até 2°C podem ser detectadas pela palpação e indicam 
transtornos da irrigação sanguínea, em que a área isquêmica 
é mais fria. 
- Podem ser relatadas temperatura normal, temperatura 
aumentada ou temperatura diminuída. O aumento da 
temperatura da pele pode ser universal ou generalizado, e 
aí, então, trata-se da exteriorização cutânea do aumento da 
temperatura corporal (febre). 
- A hipotermia localizada ou segmentar revela quase sempre 
redução do fluxo sanguíneo em determinada área. Isso 
decorre, muitas vezes, de oclusão arterial. Quase sempre a 
frialdade aparece com a palidez, e os dois sinais juntos se 
reforçam e se valorizam. 
- É mais acentuada nas extremidades 
e é influenciada pela temperatura 
ambiental, emoção, ingestão de 
alimentos, sono e outros fatores. 
- A temperatura da pele pode não 
corresponder à temperatura 
corporal. 
- Deve ser avaliada de forma 
comparativa ao lado contralateral 
com o dorso da mão. 
- Temperatura Cutânea Normal 
 
 
 
- Elasticidade: é a propriedade de o tegumento cutâneo se 
estender quando tracionado e mobilidade refere-se à sua 
capacidade de se movimentar sobre os planos profundos 
subjacentes, essas duas características devem ser analisadas 
e interpretadas simultaneamente. 
- Para avaliar a elasticidade, pinça-se a prega cutânea com o 
polegar e o indicador, fazendo em seguida certa tração, ao 
fim da qual se solta a pele. 
- Para a pesquisa da mobilidade, emprega-se a seguinte 
manobra: pousa-se firmemente a palma da mão sobre a 
superfície que se quer examinar e movimenta-se a mão para 
todos os lados, fazendo-a deslizar sobre as estruturas 
subjacentes. 
- Pode-se ter elasticidade normal, aumento da elasticidade 
ou pele hiperelástica e diminuição da elasticidade ou 
hipoelasticidade. 
- Quanto à mobilidade, pode-se verificar mobilidade normal, 
mobilidade diminuída ou ausente ou mobilidade 
aumentada. 
- Avaliação: pinçando com o polegar e o indicador uma prega 
de pele que abranja o tecido subcutâneo. 
- Normal: examinador tem a sensação de pele suculenta em 
que, ao ser solta, a prega se desfaz rapidamente. 
- Diminuído: caracterizado pela sensação de pele murcha e 
observação de lento desfazimento de prega. SENSIBILIDADE 
A sensibilidade pode ser classificada em dolorosa, a 
qual sua perda chamada hipoalgesia ou analgesia, e seu 
denomina-se hiperestesia; tátil, que tem como receptores os 
corpúsculos de Meissner, os de Merkel e as terminações 
nervosas dos folículos pilosos e para pesquisá-la, fricciona-se 
levemente o local com uma mecha de algodão, ou térmica, 
buscada com dois tubos de ensaio, um com água quente e 
outro com água fria. 
 
- São modificações do tegumento cutâneo causadas por 
processos inflamatórios, degenerativos, circulatórios, 
neoplásicos, transtornos do metabolismo ou por defeito de 
formação. 
- Externas: são avaliadas facilmente pelo exame clínico, em 
que se emprega a inspeção e apalpação. O uso de uma lupa 
para ampliar a superfície da pele e as lesões é vantajoso. 
 
- Áreas circunscritas de coloração diferente da pele normal, 
porém não tem alterações pigmentares. 
- Máculas: até 1cm 
- Manchas: acima de 1cm 
- PIGMENTARES: decorrem de alterações da deposição de 
melanina. 
 . Acrômicas, Hipercrômicas ou Hipocrômicas 
 
- VASCULARES: resultantes de distúrbios na microcirculação. 
 . Taleangiectasia 
 
 . Manchas Eritematosas 
 
- HEMORRÁGICAS: não desaparecem à compressão, já que 
é um sangue extravasado. 
 . Petéquias: até 1cm 
 
 . Equimoses: maior que 1 cm 
- DEPOSIÇÃO PIGMENTAR: decorrente de deposição de 
bilirrubina (icterícia), pigmento carotênico (ingesta 
exagerada de cenoura e mamão), tatuagem e outros. 
- PÁPULAS/ PLACAS: elevações superficiais da pele bem 
delimitadas. 
 . PÁPULA: puntiforme e até 1 cm 
* Pápulas Agrupadas 
 
* Pápula Verrucosa 
 
* Pápula Eritematosa 
 
 . PLACA: acima de 1 cm, podendo coalescer 
 . Cor da lesão varia a depender da dermatose. 
 . Hanseníase- lesão infiltrada 
 
- NÓDULOS: formações sólidas localizadas na hipoderme, 
mais perceptíveis na palpação. 
 . Limites das lesões são imprecisos, podendo ter uma 
consistência firme, elástica ou mole. 
 . Nódulo eritematoso = lesão sólida na derme 
 
- VEGETAÇÕES: lesões sólidas e salientes. 
 . Podem ter formas filiformes ou em couve flor e 
consistência mole. 
 . Carcinoma Espinocelular Avançado 
 
- Diferenciam-se pelo conteúdo líquido que está presente. 
- VESÍCULAS/ BOLHAS: elevações que contêm líquido claro 
 . VESÍCULAS: até 1 cm 
* Pênfigo Bolhoso- coleção líquida entre a epiderme e a 
derme 
 
 . BOLHAS: acima de 1 cm 
*Bolhas e pústulas, alergia medicamentosa = coleção líquida 
intradérmica 
 
 . Urticária 
 
- PÚSTULAS: vesículas de conteúdo purulento (aparecem na 
acne pustulosa) 
 . Dermatite Herpetiforme- coleção purulenta na epiderme 
 
- ABCESSOS: consistem em coleções purulentas, de tamanho 
variável, localizando-se da derme e hipoderme 
- HEMATOMAS: formações líquidas resultantes do 
derramamento de sangue na pele ou nos tecidos adjacentes. 
- QUERATOSE: pele torna-se mais dura e inelástica pelo 
espessamento da camada córnea (Ex: calo) 
 . Perda linear na epiderme e derme 
 
- ESPESSAMENTO: aumento da consistência e espessura, 
porém a pele se mantém depressível. 
 . Menor evidência dos sulcos dermatológicos e ter limites 
imprecisos. 
- LIQUENIFICAÇÃO: espessamento da pele com aumento dos 
sulcos, formando um quadriculado em rede. 
 . Espessamento da pele do joelho = espessamento das 
camadas da pele 
 
 
- Lesões decorrentes da eliminação ou destruição patológica 
da pele. 
- ESCAMAS: lâminas epidérmicas secas, que tendem a se 
desprender. 
 . Podem apresentar um aspecto de farelo (furfuráceas) ou 
em tiras (laminares ou foliáceas). 
- EROSÃO: eliminação da epiderme, podendo ser traumática 
(escoriação) ou não traumática (pós ruptura de vesículas, 
bolhas e pústulas). 
- ÚLCERA: perda de estruturas da pele, que atinge ao menos 
a derme, diferenciando-a da erosão. 
- FISSURA: perda da continuidade da pele de forma linear 
(superficial ou profunda), que não é causada por 
instrumento cortante. 
- CROSTAS: aspecto secundário ao ressecamento de 
secreções existentes em uma pele previamente lesada. 
 . Presentes na fase final da cicatrização de lesões como 
impetigo. 
- CICATRIZ: proliferação de tecido fibroso como reposição ao 
tecido destruído. 
 . Podem ser róseo-claras, avermelhadas ou com um 
pigmento mais escuro do que a pele ao redor. 
 . Podem ser deprimidas ou exuberantes 
 . Queloide pós herpes-zoster 
 
 . Cicatriz Atrófica 
 
 . Queloide pós-trauma 
 
 
- FERIDAS TRAUMÁTICAS 
 . Provocadas acidentalmente. Agentes Mecânicos: contenção, perfuração, corte e 
outros 
 . Agentes Químicos: iodo, cosméticos, ácido sulfúrico e 
outros 
 . Agentes Físicos: frio, calor, radiação e outros 
- FERIDAS ULCERATIVAS 
 . São lesões escavadas, circunscritas na pele, formadas 
pela morte e expulsão do tecido, resultantes de traumatismo 
ou doenças relacionadas com o impedimento do suprimento 
sanguíneo. 
 . O termo úlcera de pele representa uma categoria de 
ferimento que inclui úlceras de decúbito, assim como de 
estase venosa, arteriais e úlceras diabéticas. 
- LIMPA 
 . Condições assépticas sem microrganismos 
- LIMPA-CONTAMINADA 
 . Lesão inferior a 6 horas (trauma e atendimento) 
 . Sem contaminação significativa 
- CONTAMINADA 
 . Lesão ocorrida com tempo maior que 6 horas (trauma e 
atendimento) 
 . Sem sinal de infecção 
- INFECTADA 
 . Presença de agente infeccioso no local 
 . Lesão com evidência de intensa reação inflamatória 
 . Destruição de tecidos, podendo haver pus 
- FERIDAS DE CICATRIZAÇÃO POR PRIMEIRA INTENÇÃO 
 . Não há perda tecido, as bordas da pele ficam justapostas 
 . É o objetivo das feridas fechadas cirurgicamente com 
requisitos da assepsia e sutura das bordas 
- FERIDAS DE CICATRIZAÇÃO POR SEGUNDA INTENÇÃO 
 . Há perda de tecidos e as bordas da pele ficam distantes 
 . Cicatrização é mais lenta 
- FERIDAS DE CICATRIZAÇÃO POR TERCEIRA INTENÇÃO 
 . É corrigida cirurgicamente após a formação do tecido de 
granulação, a fim de que apresente melhores resultados 
funcionais e estéticos. 
- FERIDA ABERTA 
 . Tem as bordas da pele afastadas 
- FERIDA FECHADA 
 . Tem as bordas justapostas 
- FERIDAS AGUDAS 
 . São as feridas recentes 
- FERIDAS CRÔNICAS 
 . Tem um tempo de cicatrização maior que o esperado, 
devido a sua etiologia. 
 . Os pontos epiteliais de uma ferida cirúrgica podem ser 
retirados com 7 a 10 dias após o procedimento, pois nesse 
período espera-se ter ocorrido o reparo da lesão, que 
aguarda apenas a fase de maturação. 
 . No caso de a ferida não apresentar a fase de regeneração 
na época esperada, é encarada como crônica. 
- Conceito: conjunto de processos complexos, 
interdependentes, cuja finalidade é restaurar os tecidos 
lesados. 
- É otimizada em ambiente úmido, isto porque a síntese do 
colágeno e a formação do tecido de granulação são 
melhoradas, ocorrendo com maior rapidez a recomposição 
epitelial e não há formação de crostas e escaras. 
- Fatores que influenciam 
 . Idade 
 . Nutrição 
 . Tabagismo 
 . Higiene 
 . Doenças de base 
- Complicações em cirurgias cutâneas: relacionadas a má 
técnica, condição clínica do paciente e medicação que ele 
utiliza. 
 
 . Infecção a ferida cirúrgica 
 
 . Úlcera por pressão 
 
 . Úlceras Crônicas: Erispela 
 
 
 . Deiscência 
 
- Deiscência: abertura espontânea dos pontos cirúrgicos ou 
da cicatriz ao longo de sua linha de incisão. 
- Evisceração: extrusão das vísceras abdominais através de 
uma ferida cirúrgica. 
- Lesão diabética/ Pé diabético: infecções ou problemas na 
circulação dos membros inferiores estão entre as 
complicações mais comuns, provocando o surgimento de 
feridas que não cicatrizam e infecções nos pés. 
- Úlcera venosa: anormalidade do funcionamento do 
sistema venoso causada por uma incompetência valvular, 
associada ou não à obstrução do fluxo venoso. 
- Úlcera arterial: lesões de pele causadas por problemas na 
circulação sanguínea. 
- Desbridamento: técnica de remoção dos tecidos inviáveis 
através dos tipos autolitico, enzimático, mecânico ou 
cirúrgico. 
- Pletora: aumento de volume de sangue no organismo, que 
provoca inturgescência vascular. 
- Tubérculos: nódulo arredondado, uma eminência pequena 
ou uma elevação encontrada em ossos, na pele e dentro dos 
pulmões no caso de o paciente apresentar tuberculose. 
- Eritema: rubor da pele ocasionado pela vasodilatação 
capilar. 
- Enantema: erupção que se localiza nas mucosas, 
especialmente na face interna das bochechas e garganta. 
- Púrpura: manchas roxas ou avermelhadas indicativas de 
sangramentos que aparecem na pele. 
- Petéquia: pequena lesão da pele ou das mucosas, de cor 
vermelha ou azulada. 
- Cromomicose: infecção fúngica de longa duração da pele e 
do tecido subcutâneo. 
- Escara: também conhecidas como lesões por pressão ou 
úlceras de pressão são feridas que aparecem na pele de 
pessoas que permanecem muito tempo na mesma posição, 
geralmente acamadas ou com mobilidade reduzida. 
- Hipercromia: desordens na pigmentação devido uma 
produção excessiva de melanina. 
- Hipocromia: manchas na pele que são mais claras que a 
própria pele. 
- Vitiligo: condição crónica caracterizada por áreas de 
despigmentação da pele. 
- Xerodermia: extrema sensibilidade à radiação ultravioleta/ 
pele seca 
- Hiperidrose: condição que provoca suor excessivo, na qual 
os pacientes podem transpirar muito até mesmo em 
repouso. 
- Taleangiectasia: vasos capilares finos, vermelhos ou 
acastanhados que se adensam debaixo da superfície da pele. 
- Urticária: são de pele, cuja principal característica é a 
formação de urticas ou pápulas (elevações circulares, 
salientes e bem demarcadas), circundadas por vergões 
vermelhos (eritema) e inchaço (edema). 
- Equimose: infiltração de sangue na malha de tecidos do 
organismo, devido à ruptura de capilares. 
- Acromia: ausência total de pigmentação em determinado 
local da pele do indivíduo ou em áreas generalizadas 
- Dermatite: inflamação na pele que pode causar 
vermelhidão, coceira, pequenas bolhas e descamação. 
- Hematoma: acúmulo de sangue extravasado em uma 
párea traumatizada, seja num acidente ou numa cirurgia. 
- Edema: intumescimento de partes moles decorrente do 
aumento de líquido intersticial. 
- Abcesso: bolsa de pus que se acumula em tecidos, órgãos 
ou espaços dentro do corpo. 
- Fístula: conexão anormal entre órgãos/ canal patológico 
que cria uma comunicação entre duas vísceras (fístula 
interna) ou entre uma víscera e a pele (fístula externa). 
- Psoríase: células da pele se acumulam e formam escamas 
e manchas secas que causam coceira. 
- Pênfigo: doença autoimune que provoca o aparecimento 
de bolhas cheias de líquido, intraepidérmicas, de diâmetros 
diferentes, primeiro nas membranas mucosas da boca, 
vagina e pênis, ou na pele do tórax, rosto e couro cabeludo, 
mas que depois se espalham pelo corpo todo. 
- Seborreia: inflamação crônica, bastante comum e que se 
manifesta em partes do corpo onde existe maior produção 
de óleo pelas glândulas sebáceas. 
- Pediculose: piolho/ infestação dos cabelos pelo parasita 
Pediculus humanus. 
- Escabiose: doença de pele contagiosa que provoca muita 
coceira, causada por um ácaro. 
- Alopecia: perda de pelos do corpo 
- Hipertricose: crescimento aumentado de pelos em 
qualquer área do corpo. 
- Onicofagia: vício em roer as unhas 
- Paroníquia: infecção da pele que rodeia a unha, 
habitualmente causada pela levedura Candida albicans e, 
mais raramente, por bactérias. 
- Escleroníquia: engrossamento e secura anormal das unhas. 
- Evandro, 62 anos, diabético controlado com 
medicamentos e sem queixas desde os 30 anos. Há meses 
percebeu lesão plantar entre o dedo hálux e os demais 
artelhos de MIE com aspecto fechado semelhante a um calo. 
Referiu média glicêmica entre 280 a 420 mg/dl, mas nunca 
sentiu nada, as vezes uns formigamentos nos pés, mas 
quando tirava a botina em casa à noite aliviava, já que na 
embarcação onde trabalha, faz parte do uniforme. Há um 
mês observou o surgimento de pequena quantidade de 
secreção fétida e esverdeada, por pequena abertura nessa 
lesão, passou a lavar com soro, secar e passava álcool a 70%. 
 
No decorrer dos dias, a ferida apresentou os seguintes 
aspectos: 
 
- PERGUNTAS 
1. Que tipo de lesão surgiu no pé do paciente? 
R: Pé diabético, resultante de um quadro de diabetes não 
controlado, provocando feridasque não cicatrizam e 
infecções nos pés. 
2. Que tipos de tecidos podem ser observados nessa ferida? 
R: Necrose de tecidos profundos e da pele. 
3. Quais os fatores de risco esse paciente apresenta que 
comprometem essa cicatrização? 
R: Idade, condição clínica (diabetes), hiperglicemia, uso de 
botina ao longo do dia e outros. 
4. Dê as classificações dessa ferida. 
R: Causa- Ulcerativa 
Conteúdo Microbiano- Infectada 
Tempo de Cicatrização- Segunda Intenção 
Grau de Abertura- Aberta 
Tempo de Duração- Crônica 
5. Quais os fatores que interferem no processo de 
cicatrização? 
R: Dimensão e profundidade da lesão, tipo de tecido lesado, 
localização da lesão, infecção local e grau de contaminação, 
presença de secreções, necrose tecidual, falta de 
oxigenação, tensão na ferida, hemorragia, corpos estranhos 
e hematomas.

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