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CENTRO UNIVERSITÁRIO IBMR Disciplina: Estágio Básico em Processos Educativos Tema: A Atuação do Psicólogo Escolar nos Tempo de Pandemia: contribuindo para uma educação inclusiva. Grupo: Cryslayne Rocha Indy Carvalho Karolina Jordão Maio/2020 Revisão Bibliográfica Este Projeto de Intervenção refere-se à atuação do profissional de psicologia escolar nesse momento atual em que todos estamos na luta contra o Covid-19, e como os psicólogos estão fazendo para realizar suas atividades junto a instituição de ensino de maneira remota, utilizando a tecnologia para trabalhar junto a equipe pedagógica das escolas, com o objetivo de proporcionar momentos mais agradáveis e saudáveis para os alunos durante o processo de aprendizagem a distância. Devido a pandemia e consequentemente a quarentena, muitas escolas se viram frente a um novo problema para a educação. Como dar continuidade a escola dentro de casa? Com isso, muitas instituições de ensino foram impulsionadas a criarem novas formas não só de ensino, mas de trabalho em meio as novas plataformas digitais. A educação a distância, muitas vezes recriminada passou a ser necessária, tendo o objetivo de continuar gerando empregos e dar continuidade a educação em casa. Segundo (VALENTE, 2002) “Nesta abordagem de EAD a tentativa é implementar, usando meios tecnológicos, as ações educacionais que estão presentes no ensino “tradicional”. Apesar de seu efeito ser limitado, no sentido de ser diferente da aula presencial, onde o aluno está em contato com o professor e com outros alunos e as atividades também são diferentes. Mas a educação EAD, se mostra de grande valia ao momento atual e pode contribuir de forma positiva auxiliando na redução dos danos causados pela quarentena e isolamento social. Contudo nem todo estudante se adapta a este modo (VALENTE, 2002) diz que “Esta abordagem em geral é apresentada como possibilitando a construção de conhecimento e a preparação de um aprendiz autônomo, criativo e capaz de aprender continuadamente. Na verdade, o que acontece é o aluno ficar frustrado, sentindo-se sozinho – provavelmente algumas das causas que podem explicar a alta taxa de evasão dos cursos EAD”. Ao falarmos da instituição de ensino chamada escola temos um público de variadas idades desde os mais novos até a maioridade, indivíduos com singularidades e questões distintas, sendo assim, devemos considerar que esse público venha sentir maior dificuldade em se adaptar ao método de ensino a distância, dificuldade de acesso a computador e internet ou que estejam sofrendo de alguma forma por estar em isolamento social e não conseguem dar continuidade as aulas online. De acordo com (FILHO at al.,2020) “Além da contribuição acadêmica, atividades educacionais a distância podem contribuir para tornar o ambiente mais seguro e estável, resgatando, assim, algum senso de normalidade e de esperança”, ou seja, além da matéria em si, faz-se importante a prática de atividades lúdicas e psicopedagógicas para reduzir os danos desses alunos na tentativa de tornar esse momento mais prazeroso, e faze-los se ocupar de alguma forma em meio a pandemia gerada pelo novo vírus Covid-19, que nesse momento que evitamos ao máximo sair de casa. “A implantação de situações que permitem a construção de conhecimento envolve o acompanhamento e assessoramento constante do aprendiz no sentido de poder entender quem ele é e o que faz, para ser capaz de propor desafios e auxiliá-lo a atribuir significado ao que está realizando. Só assim ele consegue processar as informações, aplicando-as, transformando-as, buscando novas informações e, assim, construir novos conhecimentos” (VALENTE, 2002). A psicologia escolar entra justamente nesse contexto que se faz necessário lidar com esses sentimentos, pensamentos e comportamentos deste aluno que se encontra dentro de casa, possibilitando a ele se engajar mais nesse processo de ensino-aprendizagem. “Ao contrário da visão de controle, a atuação preventiva em Psicologia Escolar deve estar respaldada em ações que busquem a) facilitar e incentivar a construção de estratégias de ensino diversificadas; b) promover a reflexão e a conscientização de funções, papéis e responsabilidades dos sujeitos; e c) superar, junto com a equipe escolar, os obstáculos à apropriação do conhecimento” (MARINHO-ARAÚJO; ALMEIDA, 2005). Diante dessa nova perspectiva de ação, o trabalho do psicólogo torna-se necessário para esses aspectos subjetivos dos alunos, promovendo ações psicopedagógicas junto à escola, “Tenta-se criar espaços de interlocução com todos os atores escolares, incluindo e acolhendo os diferentes segmentos que participam e constroem o cotidiano escolar. Esses espaços têm como foco tanto os aspectos objetivos dos processos de desenvolvimento e de aprendizagem, como a conscientização dos aspectos subjetivos que os permeiam” (MARINHO-ARAÚJO; ALMEIDA, 2005). Este momento possibilitou a experiência e adaptação para uma outra formar de atuação, pois o trabalho do psicólogo pode ser realizado mesmo não tendo contato pessoal com o indivíduo, o profissional já não mais se limita ao atendimento presencial, mantendo suas formas de intervenção no trabalhar das questões subjetivas junto a esse cenário de aulas online, o psicólogo poderá trabalhar junto com o professor utilizando diversos recursos psicopedagógicos como rodas de conversas e debates online, contações de histórias e proporcionando brincadeiras junto a professora da turma com o objetivo de que a aula não se torne cansativa. “Sabe-se que, para contribuir no sentido de mudanças reais nas formas nas quais os indivíduos pensam, sentem e atuam se requer estratégias educativas sistêmicas e permanentes em correspondência tanto com a complexidade da subjetividade humana, quanto com a complexidade de seus processos de mudança, por essas razões o trabalho do psicólogo nesta direção tem particular relevância” (MARTINEZ, 2009). Podemos assim concluir que o papel do psicólogo escolar nos tempos de pandemia é justamente proporcionar atividades psicopedagógicas que possibilitem aos alunos reflexões sobre seus sentimentos, pensamentos e angústias, se relacionando com aspectos da subjetividade do indivíduo podendo promover saúde mental e facilitando o processo de aprendizagem online. Referências: MARTINEZ, Albertina Mitjáns. Psicologia Escolar e Educacional: compromissos com a educação brasileira. Psicol. Esc. Educ. (Impr.), Campinas, v. 13, n. 1, p. 169-177, jun. 2009. Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S141385572009000100020&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 27 maio 2020. https://doi.org/10.1590/S1413-85572009000100020. OLIVEIRA, Cynthia Bisinoto Evangelista de; MARINHO-ARAUJO, Claisy Maria. Psicologia escolar: cenários atuais. Estud. pesqui. psicol., Rio de Janeiro, v. 9, n. 3, dez. 2009. Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S180842812009000300007&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 27 maio 2020. VALENTE, José Armando: Educação a distância no ensino superior: soluções e flexibilizações. Comunic, Saúde, Educ, v7, n12, p.139-48, fev 2003. Disponível em https://www.scielo.br/pdf/icse/v7n12/v7n12a09.pdf. Acessos em 27 maio 2020. FILHO, Olavo Nogueira at al: Ensino a distancia na educação básica frente à pandemia da covid-19. Todos pela educação, abril. 2020. Disponível em https://www.todospelaeducacao.org.br/_uploads/_posts/425.pdf?1730332266=&utm_source=conteudo-nota&utm_medium=hiperlink-download. Acessos em 27 maio 2020.