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CENTRO UNIVERSITÁRIO AUGUSTO MOTTA 
CURSO DE GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA
ANNA BEATRIZ COSTA MENEZES, BRUNA BATISTA VITORINO, MATHEUS PEREIRA DE SOUZA, RODRIGO DOMINGOS SANDRI, YURI DE OLIVEIRA CRISPIM
EMBRIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
RIO DE JANEIRO
2020
ANNA BEATRIZ COSTA MENEZES, BRUNA BATISTA VITORINO, MATHEUS PEREIRA DE SOUZA, RODRIGO DOMINGOS SANDRI, YURI DE OLIVEIRA CRISPIM
EMBRIOLOGIA DO SISTEMA NERVOSO
Trabalho apresentado no curso de psicologia no Centro Universitário Augusto Motta.
Orientador: Cláudio Piffer.
RIO DE JANEIRO
2020
RESUMO
Os estudos que descrevem o desenvolvimento do sistema nervoso central (SNC) e sistema nervoso periférico (SNP) são de suma importância para compreensão da organogênese e identificação dos prováveis eventos que resultam em malformações congênitas ou em problemas que possam aparecer ao decorrer da vida do indivíduo. Este relatório tem como objetivo reunir e transmitir conhecimento acadêmico sobre estudo da embriologia do sistema nervoso, pois é importante na formação de profissionais da saúde e ajudam a criar base em muitos aspectos da anatomia e sobre o próprio sistema nervoso humano em geral. 
Palavras-chaves: Organogênese. Embriologia. Sistema nervoso. Encéfalo. Medula Espinal. 
ABSTRACT
Studies describing the development of the central nervous system (CNS) and peripheral nervous system (NPS) are of paramount importance for understanding organogenesis and identifying probable events that result in congenital malformations or problems that may appear throughout the individual's life. This report aims to gather and transmit academic knowledge about the study of the embryology of the nervous system, as it is important in the training of health professionals and helps to create a basis in many aspects of anatomy and on the nervous system itself human beings in general. 
Keywords: Organogenesis. Embryology. Nervous system. Brain. Spinal cord.
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO......................................................................................................06
2 DESENVOLVIMENTO............................................................................................
 2.1 Neurônios.........................................................................................................07
 2.2 Desenvolvimento embrionário...........................................................................
 2.3 Organogênese.................................................................................................08
 2.4 Neurulação...........................................................................................................
 2.5 Tubo neural e SNC..........................................................................................09
 2.5.1 Histogênese das células do sistema nervoso central.............................10
 2.6 Neuróglia..............................................................................................................
 2.7 Meninges..........................................................................................................11
 2.8 Sistema nervoso periférico................................................................................
 2.8.1 Nervos..........................................................................................................12
 2.8.2 Gânglios.......................................................................................................13
3 CONCLUSÃO........................................................................................................14
REFERÊNCIAS........................................................................................................15
ANEXOS...................................................................................................................16
1 INTRODUÇÃO
Durante a evolução os primeiros neurônios surgiram na superfície externa dos organismos, fato significante visto a função primordial do sistema nervoso de relacionar o ser com o ambiente. A compreensão do desenvolvimento pré-natal humano é de extrema importância na formação de profissionais de saúde, uma vez que torna possível a interpretação lógica das estruturas anatômicas presentes no adulto e sua correlação com possíveis problemas que possam ser identificados.
A embriologia do sistema nervoso compreende o desenvolvimento desde o início dos neurônios até a sua formação completa em encéfalo, medula espinal e seus nervos, gânglios e terminações nervosas completamente formadas, em resumo, desde as primeiras semanas da gestação até suas últimas semanas antes do parto. O Sistema Nervoso é dividido em:
Sistema Nervoso Central (SNC): derivado do tubo neural consiste em: encéfalo e medula espinhal.
Sistema Nervoso Periférico (SNP): derivado da crista neural consiste em: neurônios fora do SNC, gânglios, terminações nervosas e nervos cranianos e espinhais, que unem o encéfalo e a medula espinhal às estruturas periféricas.
2 DESENVOLVIMENTO 
 2.1 Neurônios
O neurônio é a unidade funcional do sistema nervoso. Os neurônios comunicam-se através de sinapses; por eles propagam-se os impulsos nervosos. Anatomicamente o neurônio é formado por: axônio, dendrito, corpo celular e também possui a bainha de mielina é uma capa de tecido adiposo que protege suas células nervosas. A transmissão ocorre apenas no sentido do dendrito ao axônio. (anexo 1)
Entre um neurônio e outro existe um espaço, uma região de comunicação chamada sinapse. Essa conexão não é direta, pois os neurônios estão separados uns dos outros. Na sinapse, as terminações do axônio liberam substâncias químicas chamadas neurotransmissoras. Essas substâncias combinam-se com receptores presentes nos dendritos do neurônio seguinte, desencadeando assim um novo impulso nervoso. Existem ainda sinapses entre neurônios e as células dos músculos e glândulas.
2.2 Desenvolvimento embrionário
 Após a fecundação, o zigoto ou célula-ovo passa por diversas divisões celulares, em um processo conhecido como segmentação ou clivagem. Durante essas clivagens, o zigoto entra no estágio de blástula, onde fica semelhante a uma amora, com o interior formado por uma cavidade de nome blastocele.
As divisões celulares continuam ocorrendo, e os primeiros processos de diferenciação celular transformam a blástula em gástrula, iniciando, assim, o processo de gastrulação. Na gastrulação, são formadas as estruturas primitivas, como:
· a notocorda nos cordados: que dará espaço para a coluna vertebral em vertebrados;
· o tubo nervoso dorsal: que irá se desenvolver em sistema nervoso;
· o arquêntero: que será a cavidade do sistema digestório;
· o celoma nos indivíduos celomados: que servirá de depósito para os órgãos que ainda serão formados.
2.3 Organogênese
A organogênese é parte do processo de desenvolvimento embrionário onde os três folhetos germinativos se diferenciam e dão origem ao conjunto que compõe o corpo, sendo esses três folhetos (anexo 2): 
O ectoderma: É o folheto mais externo dos três, sendo responsável pelo desenvolvimento do Sistema nervoso (central e periférico), tecidos epiteliais, glândulas mamárias, Retina, Hipófise e algumas células presentes nas cavidades.
O mesoderma: É o folheto que fica entre o ectoderma e o endoderma, sendo responsável pelo desenvolvimento do Tecido muscular, Cartilagem e ossos, Tecidos conjuntivos, Sistema Circulatório, Sistema Reprodutor, Sistema Excretor, Grande parte do sistema cardiovascular.
O endoderma: É o folheto mais interno dos três responsável pela formação dos: Revestimentos internos, Pulmão, Glândulas da tireoide e paratireoide, Timo, Fígado, Pâncreas, Tímpanos e outras estruturas auditivas.
2.4 Neurulação
A neurulação acontece quando a medula espinha primitiva (notocorda) envia um sinal aos tecidos que a recobre para que se torne mais espesso, formando a placa neural que muda sua conformação, com elevação das suas bordas laterais (pregas neurais), passando a se chamar sulco neural. As pregas neurais vão se aproximando e o sulco neural
se aprofundando, formando a goteira neural. Quando as pregas neurais se fundem, forma-se então o tubo neural. (anexo 3)
A formação do tubo neural começa em torno do 22º ao 23º dia, induzido pela epiderme da região dorsal e pela notocorda. O tubo neural se fecha primeiramente na região medial do embrião.
Concomitante a esse processo, as células da crista neural migram e formam uma massa entre o ectoderma e o tubo neural, a crista neural. Logo, a crista se separa em duas partes, direita e esquerda, e origina o sistema nervoso periférico.
2.5 Tubo Neural e SNC
O fechamento da goteira neural e concomitantemente a fusão do ectoderme é um processo que se inicia no meio da goteira e é mais lento nas extremidades. Assim, permanece nas extremidades cranial e caudal do embrião, dois orifícios que são as últimas partes do Sistema Nervoso a se fecharem. 
São denominados: Neuróporo Rostral e Neuróporo Caudal (anexo 4)
Desde o começo de sua formação, as paredes do tubo neural não são uniformes dando origem algumas formações: (anexo 5)
· Lâminas alares = Derivam neurônios e grupos de neurônios (núcleos) ligados a sensibilidade. 
· Lâminas basais = Derivam neurônios e grupos de neurônios (núcleos) ligados a motricidade. 
· Sulco limitante = Separa as formações motoras das formações sensitivas. As áreas próximas a este sulco relacionam-se com a inervação das vísceras; as mais afastadas inervam territórios somáticos (músculos esqueléticos e formações cutâneas). 
· Lâmina do teto = Em algumas áreas do SN permanece muito fina e dá origem ao epêndima da tela corióide e dos plexos corióides. 
· Lâmina do assoalho = A lâmina em algumas áreas permanece no adulto, formando um sulco, como o sulco mediano do assoalho do IV ventrículo.
A cavidade cranial ou luz do tubo neural existente nas vesículas primordiais formam o sistema ventricular do encéfalo. É importante já deixar claro que, a cavidade caudal forma o canal central da medula espinhal. A parte cranial, que dá origem ao encéfalo do adulto, torna-se dilatada e constitui o encéfalo primitivo, ou arquencéfalo, já a parte caudal, que dá origem a medula do adulto, permanece com calibre uniforme e constitui a medula primitiva do embrião. No arquencéfalo distinguem-se inicialmente três dilatações, que são as vesículas encefálicas primordiais denominadas: prosencéfalo, mesencéfalo e rombencéfalo. 
Com o subseqüente desenvolvimento do embrião, o prosencéfalo dá origem a duas vesículas, telencéfalo e diencéfalo. O mesencéfalo não se modifica, e o romboencéfalo origina o metencéfalo e o mieloncéfalo. (anexo 6 e 7) 
 2.5.1 Histogênese das células do sistema nervoso central
 Glioblastos são células de sustentação primordiais, provenientes de células neuroepiteliais. Elas migram da camada neuroepitelial para as camadas do manto e marginal, dando origem aos astrócitos e oligodendrócitos.
As células neuroepiteliais também formam as células ependimárias, estas formam o epêndima, que reveste o canal central da medula espinhal.
As Células Mesenquimais se diferenciam em células microgliais, que fazem parte do sistema mononuclear fagocitário.
2.6 Neuróglia
As neuróglias ou células da glia, que foram descritas há mais de 150 anos, são um conjunto de vários tipos celulares, sendo as suas células principais os astrócitos, oligodendrócitos, micróglias e ependimócitos. (anexo 8)
Os astrócitos, células da glia mais comuns, são células grandes em forma de estrela, com prolongamentos, núcleo grande, cromatina frouxa e nucléolo central. Estão relacionados à homeostase do Sistema Nervoso Central (SNC), desempenhando funções como: funcionamento e formação de sinapses, nutrição dos neurônios, liberação de neurotransmissores, participação na barreira hematoencefálica, guia para a migração dos neurônios e impedimento da propagação desordenada de impulsos nervosos.
Dentre as suas funções, destaca-se a de nutrição. As extremidades dos prolongamentos dos astrócitos (pés vasculares) circundam os vasos sanguíneos e através deles os nutrientes são levados até o neurônio.
Os oligodendrócitos possuem núcleo esférico e são menores que os astrócitos. Essas células são encontradas na substância branca e cinzenta. Na substância branca, eles são encontrados envolvendo os axônios de alguns neurônios, formando, assim, uma membrana rica em substância lipofílica denominada bainha de mielina.
As células da micróglia também estão presentes nas substâncias brancas e cinzenta do sistema nervoso central. Essas células são alongadas e pequenas, com núcleo em forma de bastão e cromatina condensada. Elas atuam na defesa imune do SNC.
Os ependimócitos são células cúbicas ou colunares, com núcleo ovoide e cromatina condensada. Suas funções são revestir os ventrículos encefálicos e o canal central da medula.
2.7 Meninges
As meninges são formadas pela dura-máter, pia-máter e aracnóide. A dura-máter (anexo 9) é proveniente do mesênquima que circunda o tubo neural. E a Pia-máter e a aracnóide (anexo 9) são derivadas das células da crista neural.
O líquido cerebroespinhal (LCE) embrionário começa a se formar durante a 5ª semana, produzido pela tela corióide dos ventrículos laterais, 4º ventrículo e 3º ventrículo. Através das aberturas mediana e lateral, o LCE passa para o espaço subaracnóide. É absorvido pelas vilosidades aracnóideas, que são protusões da aracnóide nos seios venosos da dura-máter.
2.8 Sistema nervoso periférico 
Derivado da crista neural; consiste em neurônios fora do SNC e nervos cranianos e espinhais, que unem o encéfalo e a medula espinhal às estruturas periféricas. O SNP é dividido em sistema nervoso somático e sistema nervoso autônomo, de acordo com sua atuação. (anexo 10)
· Sistema Nervoso Somático: regula as ações que estão sob o controle da nossa vontade, ou seja, ações voluntárias. Atua sob a musculatura esquelética de contração voluntária.
· Sistema Nervoso Autônomo: atua de modo integrado com o sistema nervoso central. Geralmente, exerce o controle de atividades de independem da nossa vontade, ou seja, ações involuntárias como as atividades realizadas pelos órgãos internos. Atua sob a musculatura lisa e cardíaca
O Sistema Nervoso Autônomo tem como função regular as atividades orgânicas, garantindo a homeostase do organismo. Ele apresenta duas subdivisões:
· Sistema Nervoso Simpático que estimula o funcionamento dos órgãos; é formado pelos nervos espinhais da região torácica e lombar da medula. Os principais neurotransmissores liberados são a noradrenalina e a adrenalina.
· Sistema Nervoso Parassimpático que inibe o funcionamento dos órgãos; é formado pelos nervos cranianos e espinhais das extremidades da medula. O principal neurotransmissor liberado é a acetilcolina.
2.8.1 Nervos
 Os nervos correspondem a feixes de fibras nervosas envolvidas por tecido conjuntivo. Eles são responsáveis por fazer a união do SNC a outros órgãos periféricos e pela transmissão dos impulsos nervosos. (anexo 11 e 12)
Os nervos apresentam a seguinte divisão:
· Nervos Espinhais: compostos por 31 pares, são os que fazem conexão com a medula espinhal. Estes nervos são responsáveis por inervar o tronco, os membros e algumas regiões específicas da cabeça.
· Nervos Cranianos: compostos por 12 pares, são os que fazem conexão com o encéfalo. São estes nervos que inervam as estruturas da cabeça e do pescoço.
Os nervos apresentam os seguintes tipos:
· Nervos Aferentes (Sensitivos): enviam sinais da periferia do corpo para o sistema nervoso central. Este tipo de nervo é capaz de captar estímulos.
· Nervos Eferentes (Motores): enviam sinais do sistema nervoso central para os músculos ou glândulas.
· Nervos Mistos: formados por fibras sensoriais e fibras motoras, por exemplo, os nervos raquidianos.
2.8.2 Gânglios 
 Os gânglios nervosos são aglomerados de neurônios situados fora do sistema nervoso central, espalhados pelo corpo. É comum eles formarem uma estrutura esférica. (anexo 11 e 12)
3 CONCLUSÃO
Durante a evolução do ser vivo vimos que os primeiros neurônios surgiram na superfície externa do organismo,
tendo em vista que a função primordial do sistema nervoso é de relacionar o animal com o ambiente. Dos três folhetos embrionários o ectoderma é aquele que está em contato com o meio externo do organismo e é deste folheto que se origina o sistema nervoso central e periférico. Durante esse trabalho textual foi acompanhado desde a neurulação, o desenvolvimento do tubo neural até pouco a pouco se dividir e formar o SNC e SNP, também as outras partes que o compõem, como os neurônios e as neuróglias. 
REFERÊNCIAS
https://www.famema.br/ensino/embriologia/primeirassemanas3.php
https://www.passeidireto.com/arquivo/37520398/aula-3-embriologia-do-sistema-nervoso
https://www.anatomia-papel-e-caneta.com/embriologia-do-sistema-nervoso/
https://www.portalsaofrancisco.com.br/biologia/neurulacao
https://querobolsa.com.br/enem/biologia/organogenese
https://www.infoescola.com/biologia/sistema-nervoso/
https://querobolsa.com.br/enem/biologia/sistema-nervoso
https://embryology.med.unsw.edu.au/embryology/index.php/Neural_-_Cranial_Nerve_Development#Embryonic_Development
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-736X2018000100147
https://www.researchgate.net/publication/262624509_Use_of_teaching_material_about_nervous_system_embryology_a_students'_evaluation
https://www.famema.br/ensino/embriologia/sistemaneurologico.php
https://brasilescola.uol.com.br/biologia/celulas-glia.htm
http://bio-neuro-psicologia.usuarios.rdc.puc-rio.br/embriologia-do-sistema-nervoso.html
https://www.auladeanatomia.com/novosite/pt/sistemas/sistema-nervoso/
https://www.todamateria.com.br/sistema-nervoso-periferico/
ANEXOS
(Anexo 1)
(Anexo 2)
(Anexo 3)
(Anexo 4)
(Anexo 5)
(Anexo 6)
 (Anexo 7)
(Anexo 8)
(anexo 9)
(Anexo 10)
(Anexo 11)
(Anexo 12)

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