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Medicina Unimar Lorena N. Haber Garcia 
Disparador 1 – Sistema Nervoso II 
01. Qual área, vias e vasos do córtex cerebral foram afetados devido aos sinais e sintomas? 
Em córtex, a região correlacionada com a área motora primária é o lobo frontal – giro pré-central, 
que correspondem as áreas 4, 6 e 8 de Broadmann 
• A área 4 é considerada a área motora primária, sendo formada pelas células piramidais 
gigantes ou células de Betz. A estimulação elétrica desta área determina movimento de 
grupos musculares do lado oposto. As partes motoras do corpo estão representadas no giro 
pré-central (somatotopia) na área 4, de maneira idêntica à representação das áreas 
sensitivas no giro pós-central. 
• A área 6, chamada área pré-motora de Fulton, está situada adiante da área 4. A sua 
estimulação depende de estímulos bem mais fortes do que os que são aplicados sobre a área 
4 para causar a atividade motora. 
• A área 8 é chamada também área frontal dos olhos e a sua estimulação provoca o desvio 
conjugado dos globos oculares par o lado oposto. 
Adjacentes as áreas motoras primárias, existem as áreas motoras secundárias, com as quais ela se 
relaciona. Lesões nestas áreas podem causar apraxias (incapacidade de executar atos voluntários, 
sem que haja déficit motor) pois a lesão se encontra em áreas corticais de associações relacionadas 
com o planejamento dos atos, e não em sua execução. 
• Área motora suplementar: Ocupa a parte mais alta da área 6, na face medial do giro frontal 
superior. Suas principais conexões são com o corpo estriado -via tálamo- e área motora 
primária, para auxiliar o controle do movimento mais detalhado. 
• Área pré-motora: Ocupa o lobo frontal, adiante da área motora primária e ocupa giro frontal 
inferior e médio da área 6, situada na face lateral do hemisfério. Esta área envolve grupos 
musculares grandes como os do tronco ou das bases dos membros. Se esta área for afetada 
pode haver paresia (força muscular diminuída). Possui projeções para a formação reticular 
onde se origina o trato retículo-espinhal – enviando sinais via núcleo da base e tálamo. 
• Área de Broca: Ocupa as porções opercular e triangular do giro pré-frontal inferior, área 44 
e parte da área 45. É responsável pela expressão da linguagem, controlando os músculos da 
vocalização. Lesões nesta área resultam em déficts de linguagem denominados afasias. 
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A via nervosa que foi comprometida neste caso foi a via Piramidal referente ao primiero neurônio 
motor, que possui sua origem no córtex cerebral e termina no corno vental da medula. Esta via é 
associada devido ao exame positivo da presença de sinal de Babinski. 
E os possiveis vasos afetados são artéria cerebral anterior (pela diminuição da motricidade em MI 
do lado oposto da lesão) e média (pela diminuição de sensibilidade em MS e face, além de afasia). 
 
02. O que são e quais são as vias nervosas? (Descendentes laterais) 
Em relação as vias de transmissão do córtex para os músculos efetores, existem duas: 
a) PIRAMIDAIS: O sistema piramidal é a via de saída mais importante do córtex motor, sendo 
que sua maior parte está localizada no córtex motor primário, nas células gigantes de Betz. 
Tal sistema é composto por dois motoneurônios, conhecidos por primeiro neurônio motor e 
segundo neurônio motor. Os prolongamentos do primeiro neurônio se ligam ao segundo 
neurônio na medula. 
• Primeiro Neurônio Motor ou Neurônio Motor Superior – Tem sua origem no córtex 
cerebral e termina no corno ventral da medula espinhal. As lesões no primeiro 
neurônio geram paresia ou paralisia de certo grupo muscular, hiperreflexia, 
espasticidade, sinal de Babinski e perda de reflexos cutâneos. 
• Segundo Neurônio Motor ou Neurônio Motor Inferior – Conduz o impulso nervoso 
da medula espinhal para o músculo efetor. As lesões no segundo neurônio geram 
paresia ou paralisia de um músculo ou de um grupo muscular, flacidez ou hipotonia, 
hiporreflexia, atrofia muscular, fasciculações e ausência de reflexos patológicos. 
Para que esse sistema ocorra, ele possui duas vias principais: 
i. Tracto Córtico Espinhal – O tracto córtico espinhal une o córtex motor cerebral aos neurônios 
motores na medula. Tem seu início no córtex motor primário (área 4 de Brodmann), segue 
pela coroa radiada para a perna posterior da cápsula interna, daí vai para a base do 
pedúnculo cerebral mesencefálico e depois para a base da ponte até atingir a pirâmide 
bulbar. Na decussação das pirâmides bulbares uma parte das fibras segue ventralmente 
formando: 
• Tracto Córtico Espinhal Anterior – Ocupam o funículo anterior da medula e cruzam na 
comissura branca medular, terminando nos neurônios motores contralaterais. O 
cruzamento das fibras só se dá a nível medular, no momento em que o tracto encontrará 
o segundo neurônio 
• Tracto Córtico Espinhal Lateral – É o mais importante, ocupando o funículo lateral da 
medula. Como o cruzamento das fibras aconteceu nas pirâmides bulbares, as fibras desse 
tracto influenciam os neurônios motores do mesmo lado. A mesma função do tracto 
cortico espinhal é exercida pelos tractos rubro espinhal e reticulo espinhal. O primeiro é 
responsável pela inervação da musculatura distal dos membros e o segundo pela 
musculatura axial e proximal dos membros. As fibras dos tractos cortico espinhal e 
cortico nuclear se ligam com os neurônios internunciais situados na formação reticular e 
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esses se ligam os neurônios motores. Ou seja, esse tractos trabalham de forma 
concomitante e compensatória. 
ii. Tracto Córtico Nuclear – Tem o mesmo valor funcional do tracto córtico espinhal, diferindo 
desse, principalmente, pelo fato de transmitir impulsos aos neurônios motores do tronco 
encefálico e não da medula. Isso gera o controle dos neurônios motores situados nos núcleos 
dos nervos cranianos. O tracto córtico nuclear tem seu início na área motora primária (área 
4 de Brodmann) e segue para o tronco cerebral junto ao tracto córtico espinhal. A medida 
que o tracto córtico nuclear desce pelo tronco cerebral, suas fibras se destacam e vão 
influenciar núcleos cranianos no tronco. Uma diferença entre os tractos córtico espinhal e 
córtico nuclear é que este mantém boa parte de suas fibras no mesmo lado. Isso faz com que 
a maioria dos músculos da cabeça tenha representação bilateral no córtex cerebral. Se um 
hemisfério é lesado a maioria dos nervos não tem déficit, com exceção do nervo facial. 
 
a) EXTRA-PIRAMIDAIS: O sistema extrapiramidal inclui todos os outros sistemas que participam 
do sistema motor, mas não fazem parte do sistema piramidal. Fazem parte desse sistema 
fibras da área 4, 5, 6 e 8 de Brodmann (transmitem suas ações aos outros componentes do 
sistema extra piramidal), o núcleo rubro, o cerebelo, o tronco cerebral e os núcleos da 
base. Lesões que afetam o sistema extrapiramidal geralmente resultam em espasticidade ou 
rigidez, sendo que lesões nas vias cerebelares geram diminuição do tônus no lado afetado. 
As vias que fazem com que o sistema extra piramidal possa desempenhar suas funções são 
os tractos rubro espinhal, tecto espinhal, vestíbulo espinhal e reticulo espinhal. 
• Tracto Rubro Espinhal – Esse tracto é formado pelo núcleo rubro, localizado no 
mesencéfalo. Recebe muitas fibras do córtex motor primário através do feixe córtico 
rubro. O núcleo rubro é dividido em duas partes. Uma parte chamada de parvicelular, 
composta por neurônios pequenos e uma parte chamada de magnocelular, 
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composta por neurônios grandes. Da parte magnocelular se origina o tracto rubro 
espinhal que cruza para o lado oposto na porção inferior do tronco cerebral e segue 
entre o tracto córtico espinhal e a coluna lateral da medula. A principal função do 
tracto rubro espinhal é funcionar como uma rota acessória ao tracto córtico espinhal, 
gerando a transmissãode sinais relativamente discretos do córtex motor para a 
medula. Portanto, com uma lesão no tracto córtico espinhal ainda podem haver 
movimentos discretos, mas com comprometimento dos movimentos das mãos e dos 
dedos. 
 
• Tracto Tecto Espinhal – Esse tracto origina-se no colículo superior do mesencéfalo. 
Vale relembrar que o colículo superior recebe fibras da retina e se liga ao núcleo do 
nervo oculomotor para regular reflexos que movimentam os olhos no sentido 
vertical. Portanto, o tracto tecto espinhal termina nos segmentos mais altos da 
medula cervical e está envolvido nos reflexos em que a movimentação da cabeça 
decorre de estímulos visuais. Para questões didáticas, o tecto do mesencéfalo é 
formado pelo colículo superior, pelo colículo inferior (audição) e pela área pré tectal 
(reflexo pupilar). 
 
• Tracto Vestíbulo Espinhal - Esse tracto origina-se nos núcleos vestibulares (no tronco 
cerebral). Os núcleos vestibulares funcionam em associação com os núcleos 
reticulares pontinos para excitar os músculos que se opõe à gravidade. Portanto, 
controlam os músculos antigravitários para manter o equilíbrio, respondendo ao 
aparelho vestibular. As informações chegam a esses núcleos vindas do aparelho 
vestibular e do vestibulocerebelo (arquicerebelo). 
 
• Tracto Retículo Espinhal – É o mais importante tracto do sistema extrapiramidal. É 
responsável por proporcionar o suporte postural básico para a execução de 
movimentos finos controlados pela via piramidal. Se o tracto córtico espinhal é 
lesado, o tracto retículo espinhal mantém a motricidade voluntária da musculatura 
proximal dos membros. A formação reticular ocupa a parte central do tronco 
cerebral e possui os núcleos da rafe (possuem serotonina), o locus ceruleus (possui 
noradrenalina), a substância cinzenta periaquedutal (trabalha na regulação da dor) 
e a área tegumentar ventral (possui dopamina). A formação reticular recebe 
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conexões corticais, cerebelares, medulares (via tracto retículo espinhal) e dos 
núcleos dos nervos cranianos. 
 
• Núcleos da base - Aglomerado de substância cinzenta envolto por substância branca. 
São chamados de núcleos da base o claustrum, o corpo amigdaloide, o núcleo 
caudado, o putâmen, o globo pálido, o núcleo basal de Meynert e o núcleo 
accumbens. Os núcleos da base atuam em conjunto com o tracto córtico espinhal 
para controlar padrões complexos da atividade motora como escrever, cortar, 
pregar ou praticar um esporte. Além disso, participam do controle cognitivo da 
atividade motora (movimento como consequência de um pensamento) e ajudam a 
controlar a rapidez e a amplitude dos movimentos. O claustrum, situado entre o 
putâmen e córtex da ínsula, ainda tem sua função desconhecida. Sugere-se que ele 
sirva para efetuar a comunicação intra e inter hemisférica. Já o corpo amigdaloide é 
um importante componente do sistema límbico. 
O circuito básico dos núcleos da base se dá da seguinte forma: 
CÓRTEX CEREBRAL -> FIBRAS CORTICO ESTRIATAIS -> STRIATUM -> PALLIDUM -> 
FIBRAS PÁLIDO TALÂMICAS -> TÁLAMO -> CÓRTEX CEREBRAL 
 
• Corpo Estriado – O corpo estriado é constituído pelo núcleo caudado e putâmen, 
globo pálido. O putâmen e o globo pálido formam o núcleo lentiforme. Devido a sua 
intensa relação fisiológica com o núcleo caudado o putâmen forma com esse o 
striatum (neoestriado). Já o globo pálido constitui o pallidum (palioestriado). 
 
SOBRE AS VIAS DECENDENTES: 
 
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• Trato corticoespinal 
O trato corticoespinal se origina do córtex motor primário e secundário, bem como do lobo parietal, 
o que representa as áreas de Brodmann 4 a 6, e 3, 1 e 2, respectivamente. A maiora das fibras cruza 
para o lado contralateral ao nível da decussação das pirâmides e se torna o trato corticoespinal 
lateral, enquanto o resto se torna os tratos corticoespinais anteriores, cruzando ao nível do destino 
final da via. São emitidos ramos para o córtex cerebral, os núcleos da base, o núcleo rubro, os núcleos 
olivares e a formação reticular. No destino final da via são formadas sinapses com interneurônios e 
neurônios motores alfa, e assim a informação passa do sistema nervoso central para a periferia, o 
que por sua vez cria movimentos voluntários rápidos e habilidosos, especialmente nas extremidades 
distais dos membros. 
• Trato reticuloespinal 
Se originando da formação reticular, esse trato cruza em vários níveis e se ramifica continuamente 
conforme as fibras descendem. Elas finalmente formam sinapses nos neurônios motores alfa e gama 
para produzir a iniciação ou inibição de movimentos voluntários, dos quais o hipotálamo possui 
controle do estímulo simpático e parassimpático. 
• Trato tectoespinal 
O colículo superior contribui com fibras para esse trato, que cruzam rapidamente para o lado 
contralateral uma vez que eles são liberados, não se sabendo se eles emitem ou não ramos. Elas 
formam sinapses da mesma maneira que as fibras do trato reticuloespinal, e refletem movimentos 
posturais relacionados à visão. 
• Trato rubroespinal 
Esse trato se inicia no núcleo rubro e imediatamente cruza para o lado oposto, antes de descender e 
alcançar os neurônios motores alfa e gama. O trato rubroespinal do ser humano adulto consiste de 
somente um pequeno número de grandes fibras mielinizadas. Sua importância clínica é incerta, mas 
ele aparentemente participa em assumir as funções do trato corticoespinal após uma lesão do 
mesmo. Ele pode também possuir papel na postura em flexão das extremidades superiores, que é 
tipicamente observada em lesões acima do núcleo rubro. 
• Trato vestibuloespinal 
O núcleo vestibular abriga a origem dessa via e permite que ela descenda sem cruzar ao lado oposto 
até que atinja os mesmos neurônios motores mencionados nos últimos dois tratos. Ele também é 
semelhante aos tratos tectoespinal e rubroespinal em relação à emissão de ramos. Sua função é 
exatamente a oposta do trato rubroespinal. 
• Trato olivoespinal 
Esse trato é peculiar porque é um trato sobre o qual se possui menos conhecimentos. Não se sabe 
quais as funções esse trajeto possui, ou se ele emite ramos durante a sua trajetória descendente, ou 
mesmo se ele forma sinapses nos neurônios motores alfa e gama. Tudo que se sabe é que ele se 
origina nos núcleos olivares inferiores e que ele cruza para o lado oposto em algum lugar no tronco 
encefálico. 
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• Fibras autonômicas descendentes 
Essas fibras possuem várias origens, incluindo o córtex cerebral, o hipotálamo, o complexo 
amigdaloide e a formação reticular. Elas permanecem sem cruzar ao lado oposto e formam sinapses 
com outros ramos nas vias que controlam estímulos simpáticos e parassimpáticos, o que permite o 
seu controle sobre os sistemas simpático e parassimpático. 
 
 
03. Como o comprometimento de um lado do cérebro afeta o contralateral? 
Pois ocorre uma decussação de fibras para o nível contralateral nas pirâmides, formando o trato 
corticoespinal lateral. Assim, as fibras com origem do lado esquerdo no córtex cruzam para o lado 
direito da medula. 
Esse trato tem função motora somática e, devido ao cruzamento das fibras, o córtex de um 
hemisfério cerebral comanda os neurônios motores situados no lado oposto da medula. É por isso 
que uma lesão no trato corticoespinhal, acima da decussação das pirâmides, causa danos que podem 
ser evidenciados no lado oposto do corpo. 
 
 
04. O que é e o que avalia o sinal de Babinsk? 
O reflexo é a flexão dorsal do hálux ao estímulo ascendente na parte lateral para medial da região 
plantar. Em indivíduos normais, ocorre flexão plantar, isto é, o hálux é “fletido para frente”, enquanto 
em indivíduos com lesão do trato corticoespinhal, ocorre a flexão dorsal – extensão do hálux. 
• Esse sinal pode estar presente em crianças com até 2 anos de idade e não denota lesão 
subjacente,uma vez que nestes a mielinização da via piramidal ainda não está completa. 
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O reflexo cutâneo-plantar extensor denota lesão na via piramidal, a qual é formada pelos tratos 
corticoespinhais anterior e lateral. Essa via possui fibras que descendem do giro pré-central – 
localizado no lobo frontal –, passam pela coroa radiada, agrupam-se na cápsula interna e dividem-se 
em um feixe que cruza para o lado contralateral, na altura das pirâmides bulbares (trato 
corticoespinhal lateral), e outro que continua homolateralmente sem cruzamentos (trato 
corticoespinhal anterior). 
 
O sinal de Babinski é característico do quadro de síndrome piramidal. Esse padrão de acometimento 
é caracterizado por lesão em quaisquer locais da via piramidal, e possui sinais e sintomas típicos de 
“liberação” motora, uma vez que impede a conexão do 1º neurônio motor, responsável por “segurar” 
a resposta aos estímulos. Dentre outros sinais, temos: 
• Hiperreflexia; Hipertonia; Sinal do Canivete; Diminuição da motricidade; Perda dos reflexos 
superficiais (ex.: cutâneo-abdominal). 
Quanto às etiologias que podem levar a um quadro de síndrome piramidal, temos: 
• Neoplasias do SNC; AVC; Doenças desmielinizantes (ex.: esclerose múltipla); Traumatismo; 
Doenças heredodegenerativas; Deficiências nutricionais (ex.: deficiência de vitamina B12). 
 
05. O que é sensibilidade somática geral (epicritica, protopática e proprioceptiva insconsciente)? 
A sensibilidade somática geral é o mecanismo de transmissão aos centros nervosos supra 
segmentares os impulsos nervosos originados nos receptores periféricos. Serão necessários 
reconhecer o receptor, o trajeto periférico (nervo ou gânglio), o trajeto central e a área de projeção 
cortical. 
Composição geral: 
• Neurônio I: Fora do SNC em um gânglio sensitivo – n. pseudounipolar- e penetra o S.N.C pela 
raiz dorsal dos nervos espinhais ou por um nervo craniano 
• Neurônio II: Localizado na coluna posterior da medula ou em núcleos de nervos cranianos do 
tronco encefálico 
• Neurônio III: Localiza-se no tálamo e origina um axônio que chega ao córtex por uma radiação 
talâmica 
 
1. Via de pressão e tato protopático: 
Os receptores de pressão e tato são os corpúsculos de Meissner e os de Ruffini. Também são 
receptores táteis os discos de Merkel. Entretanto, como no caso anterior, estes impulsos tomam-se 
conscientes já em nível talâmico. 
a) Neurônios I – localizam-se nos nervos espinhais cujo prolongamento periférico liga-se ao 
receptor, enquanto o central divide-se em um ramo ascendente, muito longo, e um ramo 
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descendente, curto, terminando ambos na coluna posterior, em sinapse com os neurônios II (lâminas 
I a IV de Rexed). 
b) Neurônios II – localizam-se na coluna posterior da medula. Seus axônios cruzam o plano 
mediano e atingem o funículo anterior do lado oposto, onde ascendem para constituir o trato 
espinotalâmico anterior. Este, no nível da ponte, une-se ao espinotalâmico lateral para formar o 
lemnisco espinhal, cujas fibras terminam no tálamo, fazendo sinapse com os neurônios III. 
c) Neurônios III – localizam-se no núcleo ventral posterolateral do tálamo. Originam axônios que 
formam radiações talâmicas que, passando pela cápsula interna e coroa radiada, atingem a áreas 
somestésicas do córtex cerebral. 
 
2. Via de propriocepção consciente, tato epicrítico e sensibilidade vibratória 
Os receptores de tato são os corpúsculos de Ruffini, de Meissner e os discos de Merkel. Os receptores 
da propriocepção consciente são os fusos neuromusculares e órgãos neurotendinosos (de golgi). Já 
os receptores para a sensibilidade vibratória são os corpúsculos de Vater Paccini. O tato epicrítico e 
a propriocepção consciente permitem ao indivíduo a discriminação de dois pontos e o 
reconhecimento da forma e tamanho dos objetos colocados na mão (estereognosia). Os impulsos 
dessa via se tornam conscientes em nível cortical, ao contrário das duas vias anteriores. 
a) Neurônios I – localizam-se nos nervos espinhais dorsais. O prolongamento periférico liga-
se ao receptor e o prolongamento central penetra na medula e divide-se em um ramo descendente, 
curto, e um ramo ascendente, longo, ambos adentram nos fascículos grácil e cuneiforme; os ramos 
ascendentes longos terminam no bulbo, fazendo sinapse com os neurônios II. 
b) Neurônios II – localizam-se nos núcleos grácil e cuneiforme do bulbo. Os axônios destes 
neurônios mergulham ventralmente, constituindo as fibras arqueadas internas, cruzam o plano 
mediano e ascendem para formar o lemnisco medial. Este termina no tálamo, fazendo sinapse com 
os neurônios III. 
c) Neurônios III – estão situados no núcleo ventral posterolateral do tálamo, originando axônios 
que constituem radiações talâmicas que chegam à área somestésica passando pela cápsula interna e 
coroa radiada. 
 
3. Via de propriocepção inconsciente: 
Os receptores são os fusos neuromusculares, receptores articulares e órgãos neurotendinosos (de 
Golgi) situados nos músculos, articulações e tendões. Através dessas vias, os impulsos 
proprioceptivos originados na musculatura estriada esquelética chegam até o cerebelo. 
 a) Neurônios I – localizam-se nos nervos espinhais. O prolongamento periférico liga-se aos 
receptores. O prolongamento central penetra na medula, divide-se em um ramo ascendente longo e 
um ramo descendente curto, que fazem sinapse com os neurônios II da coluna posterior (substância 
cinzenta – lâmina VII de Rexed – núcleo de Clarke). 
b) Neurônios II – podem estar em duas posições, originando duas vias diferentes até o 
cerebelo: 
• Neurônios II: situados no núcleo torácico (coluna posterior) – originam axônios que 
se dirigem para o funículo lateral do mesmo lado, ascendendo para formar o trato 
espinocerebelar posterior, até o cerebelo, onde penetra pelo pedúnculo cerebelar 
inferior. 
 
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• Neurônios II: situados na coluna posterior e substância cinzenta intermédia – 
originam axônios que cruzam para o funículo lateral do lado oposto, ascendendo 
para constituir o trato espinocerebelar anterior. Este penetra no cerebelo pelo 
pedúnculo cerebelar superior. As fibras cruzam novamente antes de penetrar no 
cerebelo, pois a via é homolateral. 
 
06. Qual a relação da sensibilidade somática geral com os tratos espinotalâmicos e e tálamo? O 
que são eles e quais suas funções? 
 
07. Porque teve comprometimento apenas no quadrante inferior da face? 
Pois o gânglio trigemial (V par) possui neurônios pseudo-unipolares cujos prolongamentos se ligam 
ao receptores e os prolongamentos passam pelo tronco encefálico, ao se conectar com os neurônios 
II no núcleo do tracto espinhal e núcleo sensitivo principal se cruzam para formar o leminisco 
trigemial que farão sinapse com os neurônios III da via Trigemial Exteroceptiva, estes possuem fibras 
que terminam na área somestésicas – parte inferior do giro pós central- correspondendo as áreas 3, 
2 e 1 de Brodmann, sendo esta uma área vizinha e primária do local onde houve a lesão inicial, 
podendo também ser afetada. 
 
08. O que são receptores de sensibilidade superficial (tátil, vibratória, térmica, dolorosa e 
estereognosia)? Qual função e qual o mecanismo de transmissão dessas informações? 
As sensibilidades gerais incluem as modalidades: tato, pressão, dor e temperatura e noção de postura 
e do movimento. Estas terminações podem ser de três tipos: 
• Exteroceptores = Superficialmente na pele (nocioceptores, termorreceptores e 
mecanorreceptores) 
• Interoceptores = Ocorrem nas vísceras (nocioceptores, quimiorreceptores e receptores de 
estiramento) 
• Proprioceptores = Ocorrem nos músculos, articulações e tendões, e fornecem informações 
da postura e movimento (cinestesia) 
 
 
Podem ser classificadas como: 
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• Encapsuladas - corpúsculos:Meissner = na pele/ trato fino 
Pacini = na pele e tecidos profundos / distorção mecânica 
Fusos musculares = fibras musculares intra-fusais/ estiramento muscular 
Orgãos tendíneos de Golgi = tendões/tensão 
Disco de Merkel = mecanorreceptores lentos 
Ruffini = mecanorreceptores lentos 
Krause = possíveis mecanorreceptores 
 
• Não-encapsulados – livres: 
Terminações nervosas livres

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