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Livro Eletrônico
Aula 08
Direito Civil p/ Polícia Civil-SP 2017/2018 (Delegado) Com videoaulas
Professor: Paulo H M Sousa
36644015816 - Heitor dos Santos Araujo
 
 
 
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DIREITO CIVIL – PC/SP 
Teoria e Questões 
Aula 08 – Prof. Paulo H M Sousa 
 
 
AULA 08 
DIREITO DAS OBRIGAÇÕES: 
TRANSMISSÃO E ATOS UNILATERAIS 
Sumário 
Sumário .................................................................................................... 1 
Considerações Iniciais ................................................................................ 2 
DIREITO DAS OBRIGAÇÕES ........................................................................ 2 
2.5. Transmissão das obrigações ................................................................. 2 
1. Cessão de crédito ................................................................................ 2 
2. Assunção de dívida .............................................................................. 6 
2.6. Atos unilaterais ................................................................................... 8 
1. Promessa de recompensa ..................................................................... 8 
2. Gestão de negócios............................................................................ 10 
3. Pagamento indevido .......................................................................... 13 
4. Enriquecimento sem causa ................................................................. 17 
2.7. Teoria do Adimplemento Substancial ................................................... 19 
Legislação pertinente ................................................................................ 21 
Jurisprudência e Súmulas Correlatas .......................................................... 21 
Questões ................................................................................................. 27 
Questões sem comentários ..................................................................... 27 
Gabaritos ............................................................................................. 47 
Questões com comentários ..................................................................... 52 
Resumo .................................................................................................. 88 
Considerações Finais ................................................................................ 94 
 
 
 
 
 
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AULA 08 – DIREITO DAS OBRIGAÇÕES III 
 
 
Considerações Iniciais 
 
 
Na aula de hoje vamos continuar com o tratamento do Direito das Obrigações. 
Antes, vimos a Teoria do Pagamento, que engloba a classificação e as 
modalidades do adimplemento, bem como os meios alternativos de extinção da 
relação jurídica obrigacional. Igualmente, vimos as facetas do inadimplemento, 
que apresenta numerosas situações peculiares resolvidas pela jurisprudência. 
Hoje, a aula vai ser um pouco mais light para concluir o Direito das Obrigações. 
Veremos três temas: a transmissão das obrigações, que se ligará, quando 
chegarmos aos contratos, à transmissão contratual, os atos unilaterais, que, 
apesar de se situarem, geograficamente, após os contratos, têm mais ligação 
com o Direito das Obrigações do que com o Direito dos Contratos, e, por fim, a 
Teoria do Adimplemento Substancial. 
 
 
DIREITO DAS OBRIGAÇÕES 
2.5. Transmissão das obrigações 
No direito contemporâneo, admite-se a negociabilidade dos bens incorpóreos, 
além dos corpóreos. Tornou-se claro que os créditos e débitos seriam elementos 
do patrimônio dos indivíduos e, mesmo incorpóreos, poderiam ser negociados, 
ou seja, há princípio de liberdade de transmissibilidade de créditos e débitos, que 
é uma parte do princípio a autonomia privada. Abrem-se, então, duas formas de 
o fazer: 
1. Cessão de crédito 
É o negócio jurídico pelo qual o titular de um crédito, chamado cedente, 
transfere esse crédito para um terceiro, chamado de cessionário, perante 
o devedor, chamado de cedido. A relação jurídica continua a mesma, 
altera-se apenas o titular do crédito. 
Essa cessão pode ser onerosa ou gratuita. Em geral, a cessão é livre, 
entretanto há exceções, nas quais não se pode operar a cessão de crédito, 
segundo o art. 286 do CC/2002: 
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Por isso, a cláusula proibitiva da cessão não poderá 
ser oposta ao cessionário de boa-fé, se não constar do 
instrumento da obrigação. 
O devedor pouco ou quase nada pode fazer em relação à cessão de crédito. 
Existência, validade e eficácia da cessão operam-se independentemente da 
anuência ou concordância do cedido. 
O devedor deve ser meramente notificado para tomar 
conhecimento da cessão e, deste modo, surtir-lhe os 
efeitos, nos termos do art. 290 do CC/2002. Tem-se por 
notificado o devedor que, em escrito público ou particular, 
se declarou ciente da cessão feita. Do contrário, o 
pagamento feito por ele ao cedente é válido, não podendo o cessionário, 
posteriormente, alegar falta de pagamento, segundo o art. 292 do CC/2002. 
O cedente, em regra, responde pela existência do crédito perante o cedido 
(presunção relativa), mas não responde pela solvência do devedor-cedido 
(presunção relativa, igualmente), na dicção dos arts. 295, 296 e 297 do CC/2002. 
Essa é a chamada cessão pro soluto. 
Porém, a vontade das partes pode alterar essas presunções, mas sempre sendo 
o limite da responsabilidade o valor pelo qual foi realizada a cessão de crédito. 
Se o credor se responsabiliza pela solvência do devedor-cedido, teremos 
uma cessão de crédito pro solvendo. Nesse caso, não responde ele por mais 
do que recebeu, acrescido dos juros, das despesas da cessão e das despesas que 
o cessionário teve com a cobrança, segundo o art. 297. 
O credor não pode afastar a responsabilidade pela 
existência do crédito em duas situações: nas cessões 
onerosas e nas cessões gratuitas nas quais agiu de 
má-fé; nestes dois casos, a cessão será sempre, ao 
menos, pro soluto. 
 
1. Quando a Lei veda a
cessão de crédito
2. A vontade das partes
não permite
3. A natureza do
crédito não permitir a
livre cedibilidade
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Qual é o objeto da cessão de crédito? Em geral, a 
presunção, relativa, é de que o objeto inclui os 
acessórios do crédito (conforme estabelece o art. 287 do 
CC/2002. Presume-se também, na interpretação do art. 
289, que há transmissão das garantias, que são 
acessórias ao crédito, como fiança, caução, penhor, hipoteca. Especificamente 
quanto à hipoteca, o referido dispositivo estabelece que o cessionário de crédito 
hipotecário tem o direito de fazer averbar a cessão no registro do imóvel. 
Para a validade da cessão não é necessária a adoção 
de formalidades especiais. No entanto, para que ela 
tenha eficácia perante terceiros, é necessário que 
adote a forma escrita, por instrumento público ou 
particular revestido das solenidades do art. 654, §1°, conforme disposto no 
art. 288 do CC/2002. 
O devedor cedido deve ser pura e simplesmente comunicado de tal cessão. Ou 
seja, a única coisa que o credor deve fazer é notificá-lo da cessão, sem que o 
devedor possa embaraçar a transmissão do crédito. Veja que, 
independentemente do conhecimento da cessão pelo devedor, pode o cessionário 
exercer osatos conservatórios do direito cedido, deixa claro o art. 293. 
Entretanto, este não pode ser prejudicado com a cessão de crédito, ou seja, os 
ônus e as vantagens devem ser mantidas tal qual em relação ao credor 
original. O cedido pode opor todas as exceções que detinha contra o 
credor originário, na forma do art. 294. 
• Regra
• Cedente responde pela existência da dívida
• Cedente não responde pela solvência do
devedor-cedido
• Inafastável a responsabilidade: cessões
onerosas e cessões gratuitas de má-fé
Cessão pro 
soluto
• Exceção
• Cedente responde pela existência da dívida
• Cedente responde pela solvência do
devedor-cedido, até o limite do valor da
cessão, mais juros, despesas da cessão e
despesas que o cessionário teve com a
cobrança
Cessão pro 
solvendo
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Tome cuidado, porém, pois o art. 377 estabelece que o devedor que, 
notificado, nada opõe à cessão que o credor faz a 
terceiros, não pode opor ao cessionário a 
compensação, que antes da cessão teria podido opor 
ao cedente. Se, porém, a cessão lhe não tiver sido notificada, poderá opor ao 
cessionário compensação do crédito que antes tinha contra o cedente. 
Tendo por base o mesmo raciocínio, estipula o art. 298 que o crédito, uma vez 
penhorado, não pode mais ser transferido pelo credor que tiver conhecimento da 
penhora. Não obstante, se o devedor pagar ao credor do crédito 
penhorado, não tendo notificação dela, fica exonerado, subsistindo 
somente contra o credor os direitos de terceiro. 
Se o crédito se representa por título, prevalece a cessão na qual o título foi 
entregue, seguindo a regra do art. 291 do CC/2002. Se não houver a tradição 
do título em nenhuma cessão, prevalece a que primeiro foi notificada ao 
devedor cedido. Quando o crédito constar de escritura pública, prevalece a 
prioridade da notificação. 
Por fim, o crédito, se for penhorado, não pode mais ser cedido pelo credor que 
tiver conhecimento da penhora. No entanto, se o devedor pagar ao devedor 
originário, não tendo sido notificado da cessão, fica exonerado, subsistindo 
somente contra o credor os direitos de terceiro, consoante regra do art. 298 do 
CC/2002. 
 
2014 – CESPE – PGE/PI – Procurador do Estado 
Considere a seguinte situação hipotética. Aldo, Bruno e César assumiram 
dívida de obrigação relativa à entrega de um automóvel. Na vigência dessa 
obrigação, César faleceu, tendo deixado os herdeiros Elmo e Fausto. Após 
tais fatos, este último foi demandado sozinho para entregar o objeto. Nessa 
situação, por inferência da indivisibilidade da coisa, o credor deveria ter 
manejado a demanda conjuntamente em face de Elmo e Fausto, pois este 
não possui a obrigação de entregá-la por inteiro ao credor. 
Comentários 
A alternativa está incorreta, conforme vimos na aula passada. Primeiro, 
conforme o art. 258, “A obrigação é indivisível quando a prestação tem por objeto 
uma coisa ou um fato não suscetíveis de divisão, por sua natureza, por motivo 
de ordem econômica, ou dada a razão determinante do negócio jurídico.” É o 
caso do exemplo. Assim, segundo o art. 259, “Se, havendo dois ou mais 
devedores, a prestação não for divisível, cada um será obrigado pela dívida toda.” 
Logo, Fausto pode ser cobrado individualmente a entregar a coisa inteira. 
 
2014 – CESPE – PGE/PI – Procurador do Estado 
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Na cessão de crédito pro solvendo, o cedente se desonera inteiramente em 
relação ao cessionário apenas com a própria cessão, ou seja, 
independentemente do recebimento do crédito. 
Comentários 
A alternativa está incorreta, já que na cessão pro solvendo, o credor-cedente 
só se desonera com o recebimento do crédito, quando ele é solvido, numa 
interpretação do art. 297: “O cedente, responsável ao cessionário pela solvência 
do devedor, não responde por mais do que daquele recebeu, com os respectivos 
juros; mas tem de ressarcir-lhe as despesas da cessão e as que o cessionário 
houver feito com a cobrança.” 
2. Assunção de dívida 
Tem-se uma relação jurídica obrigacional entre credor 
e devedor, na qual este transmite sua dívida a um 
assuntor, mediante expressa anuência do credor, na 
dicção do art. 299 do CC/2002. A anuência deve ser 
expressa, pois o silêncio será interpretado como recusa, portanto, como 
estabelece o parágrafo único do artigo. Isso porque, tendo em vista a 
responsabilização patrimonial do devedor e do assuntor, faz toda diferença para 
o credor ter um devedor a outro, para que sua satisfação seja. 
Em regra, o silêncio importa em recusa, porém, há uma exceção prevista no art. 
303 do CC/2002, que estabelece que quando o adquirente de imóvel 
hipotecado assume o pagamento do crédito garantido, se o credor, 
notificado, não impugnar em trinta dias a 
transferência do débito, entender-se-á dado o 
assentimento. 
 
 
Em alguma medida, o devedor original responde pela solvência do assuntor, pois 
segundo o art. 299, o devedor primitivo continua responsável se o assuntor, “ao 
tempo da assunção, era insolvente e o credor o ignorava”. Ou seja, o devedor 
não precisa ter agido de má-fé, pois mesmo de boa-fé e desconhecendo 
a insolvência do assuntor, responderá perante do credor. 
Credor tem que 
aceitar? 
SIM
E se 
silenciar? 
RECUSOU!
Exceção? SIM, 
adquirente de imovel 
hipotecado, em 30 
dias, aceitou
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Seguindo a lógica da transmissão, o novo devedor não pode opor ao credor 
as exceções pessoais que competiam ao devedor primitivo, nos termos do 
art. 302 do CC/2002, já que as exceções pessoais são intransmissíveis, 
justamente por serem pessoais. Isso é reforçado pelo art. 
376, que expressamente estabelece que aquele que se 
obriga por terceiro não pode compensar essa dívida com 
a que o credor dele lhe dever. 
Porém, se a substituição do devedor vier a ser anulada, restaura-se o 
débito, com todas as suas garantias, salvo as garantias prestadas por 
terceiros. A exceção ocorre na situação em que o terceiro conhecia o vício que 
contaminava a assunção, situação na qual ele continua obrigado, segundo a regra 
do art. 301 do CC/2002. 
Com a assunção, em regra, são extintas todas as garantias especiais sobre 
a dívida, exceção feita para a participação e concordância dos garantidores na 
transmissão da dívida, do modo como estabelecido no art. 300 do CC/2002. Mas, 
que garantias são essas? 
TODAS! Todas as que forem prestadas pelo próprio devedor ou por 
terceiro. Garantia geral é a garantia que está intrinsecamente ligada à 
obrigação, qual seja, a possibilidade que o credor tem de devassar todo o 
patrimônio do devedor, salvo as exceções legais (bem de família e bens 
impenhoráveis). Garantias especiais são outras, que não a geral, que se 
subdividem em reais (relativas a coisas, como a hipoteca) 
ou pessoais/fidejussórias (relativas a pessoas, como a 
fiança). Assim, independentemente de que garantia é 
(real ou pessoal) ou de quem a prestou (devedor ou 
terceiro), elas se extinguem. 
 
2013 – PGE – PGE/GO – Procurador do Estado 
Conforme disposto no Código Civil, em caso de assunção de dívida, 
extinguem-se as garantias especiais originariamente dadas pelo devedor 
primitivo. Segundo a doutrina, definem-se exclusivamente como garantias 
especiais 
a) todas aquelas prestadas voluntária e originariamente pelo devedor 
primitivo ou por terceiro. 
b) as reais prestadas pelo devedor, decorrentesda determinação do regime 
jurídico próprio. 
c) as fidejussórias prestadas pelo garantidor por determinação legal, 
originariamente. 
d) qualquer das prestadas pelo garantidor decorrentes de imposição do 
regime jurídico próprio. 
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 e) todas as reais prestadas voluntariamente por terceiro, posterior à 
constituição da dívida. 
Comentários 
A alternativa A está correta, pois salvo a garantia geral, todas as garantias 
especiais, independentemente de terem sido prestadas pelo próprio devedor ou 
por terceiro se extinguem, desde que feitas originariamente. 
A alternativa B está incorreta. Correta estaria se a alternativa A não existisse, 
já que as garantias reais prestadas pelo próprio devedor, como a hipoteca, se 
extinguem, mas não só; as fidejussórias também se extinguem. 
A alternativa C está incorreta. Novamente, correta estaria se não existisse a 
alternativa A, já que as garantias fidejussórias prestadas por terceiros, como o 
fiador, também se extinguem, mas não só. 
A alternativa D está incorreta, mais uma vez, porque as garantais especiais são 
todas as que não são a garantia geral, de acesso, pelo credor, ao patrimônio do 
devedor. 
A alternativa E está incorreta, pelas mesmas razões da alternativa D. 
 
2.6. Atos unilaterais 
Os atos unilaterais são condutas humanas voluntárias, sendo que a vontade pode 
servir ao suporte fático ou servir para a escolha das categorias eficaciais 
decorrentes da obrigação. Eles são praticados por uma parte e deste ato 
potencialmente surgem efeitos jurídicos obrigacionais. 
Por isso, o ato unilateral depende da anuência da parte 
contrária para produzir os efeitos jurídicos visados. Em 
resumo, um lado apenas pratica o ato e deste ato 
surgem efeitos jurídicos relevantes, desde já. 
Vejamos as espécies tipificadas pelo CC/2002: 
1. Promessa de recompensa 
Ato pelo qual alguém unilateralmente, mediante 
anúncios públicos, promete recompensar quem 
preencher determinada condição ou realizar 
determinado serviço pela entrega de um prêmio. 
São, portanto, três elementos, presentes no art. 854 do CC/2002: 
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A promessa de recompensa é um ato unilateral relativo, não absoluto, pois exige 
o contato com outra esfera jurídica A consequência desse 
ato unilateral é a vinculação, por meio da qual o 
promitente fica adstrito a cumprir a obrigação de 
entregar o prêmio na hipótese de alguém cumprir o 
serviço ou a condição. Essa obrigação, porém, só surge quando alguém cumpre 
a condição ou serviço, quando este tem pretensão ao prêmio pelo qual o 
promitente encontra-se obrigado. 
A vinculação, portanto, não se confunde com a obrigação, pois esta só surge no 
momento do cumprimento (vide art. 855 do CC/2002). Ou seja, do art. 855 não 
nos interessa a vontade daquele que cumpre a promessa (se tinha interesse ou 
não), mas o fato da promessa existir e criar pretensão, ou seja, é um ato-fato 
jurídico. 
A revogabilidade da promessa de recompensa é possível, antes de 
prestado o serviço ou preenchida a condição. As promessas de 
recompensa com termo final para cumprimento devem ser mantidas até 
o advento do termo final. Ou seja, pode-se dizer que nesses casos a promessa 
é irrevogável até o advento do termo final, nos termos do art. 856 do CC/2002. 
As promessas de recompensa sem termo final para cumprimento são passíveis 
de revogação a qualquer momento desde que a revogação 
se dê antes do cumprimento do serviço ou condição e 
que para a revogação se dê a mesma publicidade 
utilizada para a promessa, segundo o mesmo artigo. 
Se por um lado se permite a revogabilidade da promessa feita sem termo final, 
desde que esse ato de revogação seja feito antes do cumprimento e com a devida 
publicidade, por outro lado mantém-se o vínculo para que sejam ressarcidas 
todas as despesas àquele que, de boa-fé, diligenciou esforços para o 
cumprimento para a promessa de recompensa e viu-se frustrado pela 
revogação. Esse é o entendimento que se extrai do art. 856 e seu parágrafo 
único. Ou seja, ao lado do bônus de se poder revogar há o ônus de ter de 
indenizar. 
Assim, o ressarcimento pode atingir um número relativamente grande de 
pessoas, acabando por fazer a revogação mais custosa que o cumprimento da 
obrigação (ou, no popular, "o caldo sair mais caro que o peixe"). O limite ao 
ressarcimento é o próprio valor a ser recebido pela promessa, vedando-
se, assim, que o ressarcido busque um valor maior que o valor da 
promessa. 
Anúncio ao público
(publicidade)
Designação de serviço
ou de condição que se
pretenda premiar
Indicação de um
prêmio
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Agora, imagine que mais de uma pessoa cumpra a obrigação presente na 
promessa. Quem tem direito ao prêmio? 
 
Nos casos de promessa de recompensa em concursos públicos promete-
se recompensar serviço ou condição mediante avaliação julgadora. 
Inexistindo comissão julgadora indicada, presume-se que o próprio promitente 
julgará os trabalhos, na dicção do art. § 2º desse artigo. 
No caso de empate, valem as mesmas regras da recompensa com 
pluralidade subjetiva (prevista nos arts. 857 e 858), segundo o art. 859, § 3º 
do CC/2002. 
O julgamento feito pelas pessoas designadas pelo 
edital é vinculante, indiscutível e obriga os 
interessados (art. 859, § 1º). Assim, não se permite 
levar ao Judiciário a escolha deste ou daquele trabalho. O juiz, portanto, 
não pode questionar o mérito da decisão dos julgadores. 
Para sua validade, necessita-se a designação de um termo final para entrega 
dos trabalhos, que é uma condição essencial do ato, segundo o art. 859 do 
CC/2002. 
Por fim, salvo cláusula específica em contrário (nos termos do art. 860), não se 
transferem os direitos autorais patrimoniais para o promitente, daí ser 
quase regra na prática haver cláusula específica prevendo a transferência. 
2. Gestão de negócios 
O que é gestão de negócios? Ela ocorreria quando aquele que, sem 
autorização do interessado, intervém na gestão de 
negócio alheio, dirigi-lo-á segundo o interesse e a 
vontade presumível de seu dono, ficando responsável 
a este e às pessoas com que tratar, segundo o art. 861. 
Segundo Silvio Rodrigues esse seria um ato de altruísmo, cuidando de algo como 
se fosse seu. Alguém interfere na propriedade alheia sem que seja legitimado 
Primeiro 
critério: 
temporal. 
Quem primeiro 
cumprir, ganha 
o prêmio (art. 
857)
E se mais de 
um cumprir ao 
mesmo tempo?
O prêmio será 
dividido entre 
os cumpridores 
(art. 858)
E se o prêmio 
for indivisível?
Faz-se um 
sorteio e o que 
ganhar deve 
indenizar o 
outro (art. 858)
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para tanto por seu titular ou pela lei. Cria-se uma relação obrigacional entre o 
gestor e o dono do negócio, cujos elementos são, segundo Pontes de Miranda: 
 
Em resumo, a vontade deve ser de gerir negócio alheio, ainda que não se conheça 
o dono, mas não é gestão quando o gestor acredita o negócio ser seu. 
Ao gestor do negócio cabe: 
 
O gestor deverá responder pelo negócio cuja gestão 
ele faz, em regra, quando age culposamente. Porém, o 
gestor responde ainda que em casos fortuitos, quando 
a gestão se inicia contra a vontade manifestaou 
presumível do dono do negócio (art. 862) ou quando o gestor fizer 
operações arriscadas, mesmo que o dono costumasse fazê-las, ou quando 
preterir interesse do dono em proveito de interesses seus (art. 868). 
Pode, no entanto, o gestor se afastar da responsabilização quando, no caso de 
ter iniciado a gestão contra a vontade do dono, numa situação. Quando prova 
que o caso fortuito causaria o prejuízo ao dono do negócio 
independentemente da gestão feita; ou seja, mesmo que ele tivesse se 
omitido, o prejuízo teria se abatido. 
De qualquer forma, nesses casos de gestão contra a vontade do dono, prevê o 
art. 863 que, se os prejuízos da gestão excederem o seu proveito, pode o dono 
do negócio exigir que o gestor restitua as coisas ao estado anterior, ou 
o indenize da diferença. 
Tão logo seja possível, exige o art. 864, o gestor deve comunicar ao dono do 
negócio a gestão que assumiu, aguardando a resposta, se da espera não 
resultar perigo (dever de aviso). Enquanto a resposta não chega, em 
cumprimento ao dever de continuidade, deve o gestor cuidar do negócio, até 
• Falta de poder de gerir (representação sem mandato)
• Alheabilidade do negócio (ou seja, o negócio é alheio)
Objetivos
• Vontade manifesta de gerir coisa alheia
• Vontade de obrigar o dono e não a si (de modo benéfico)
Subjetivos
Dever de diligência e 
de atuar conforme 
vontade manifesta ou 
presumível do dono do 
negócio (art. 866)
Dever de aviso (art. 
864)
Dever de continuidade, 
no caso de não 
conseguir contato com 
o dono, até a sua 
intimação (art. 865)
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==dcc3d==
 
 
 
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o finalizar. Se o dono do negócio falecer durante a gestão, deve o gestor 
aguardar as instruções dos herdeiros, sem se descuidar, entretanto, das medidas 
de conservação que o caso reclame. 
Com comunicação e aprovação pura e simples do dono 
do negócio, há uma ratificação e firma-se um contrato 
de mandato com eficácia retroativa ao dia do começo 
da gestão (na dicção do art. 873). 
Ao contrário, com a comunicação e rejeição do dono do negócio, deve-se 
imediatamente cessar-se a gestão, aplicando-se a responsabilização 
ampla, incluindo nos casos de força maior. O gestor não pode passar a 
gestão a terceiro, sob pena de responder pelos prejuízos que este causar, a teor 
do art. 867 do CC/2002. Obviamente, guarda o gestou ação regressiva contra o 
causador do dano e, se for o caso, o próprio dono também terá tais ações. 
Em havendo cogestão, há responsabilidade solidária 
entre os cogestores, segundo a norma do art. 867 em seu 
parágrafo único. 
Já ao dono do negócio cabe: 
 
Atento porque, segundo o art. 869, § 1º, e contrariando as expectativas, a 
utilidade, ou necessidade, da despesa, aprecia-se não 
pelo resultado obtido, mas segundo as circunstâncias 
da ocasião em que se fizerem. Mesmo que o gestor, por 
erro escusável, preste contas a terceiro, que julga ser o dono, vigora a mesma 
disposição. 
Igualmente, o mesmo critério deve ser usado, segundo o art. 870, para os casos 
nos quais a gestão se proponha a acudir a prejuízos iminentes, ou redunde 
em proveito do dono do negócio ou da coisa; mas a indenização ao gestor 
não excederá, em importância, as vantagens obtidas com a gestão. 
Por fim, os arts. 871 e 872 apresentam duas modalidades peculiares e altruístas 
de gestão: 
Dever de indenizar o gestor caso a
gestão lhe seja proveitosa, pelos
gastos necessários, úteis, com
juros, desde o desembolso e pelos
prejuízos causados (arts. 868,
parágrafo único e 869)
Dever de cumprimento das
obrigações assumidas pelo gestos,
no caso de aceitação (art. 869 do
CC/2002)
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Excepcionalmente, o dono do negócio não precisará indenizar o gestor, segundo 
o parágrafo único do art. 873, provando que este fez essas despesas com o 
simples intento de bem-fazer. 
De maneira peculiaríssima, pode-se constituir uma espécie de sociedade entre o 
gestor e o dono; em que situação? Segundo o art. 875, se os negócios do dono 
forem conexos ao do gestor, de modo que se não possam gerir 
separadamente, o gestor será considerado sócio 
daquele cujos interesses agenciar de envolta com os seus. 
Nessa situação específica, o dono do negócio só é 
obrigado na razão das vantagens que lograr. 
3. Pagamento indevido 
Não raro, paga-se dívida indevida ou inexigível, por variadas razões, como a 
nulidade, por exemplo. A Lei visa impedir o enriquecimento sem causa 
(disciplinado nos arts. 884 a 886 do CC/2002), mas, por outro lado, não pode 
deixar o credor insatisfeito (já que esse é o fim último da obrigação). 
Assim surge a teoria do pagamento indevido, que pretende proteger tanto 
credores quanto devedores, evitando, de um lado, locupletamento ilícito 
(enriquecimento indevido) e, de outro, a insatisfação do crédito. O art. 876 
estabelece as linhas gerais do pagamento indevido, estabelecendo que aquele 
que recebe o que não era devido deve restituir, com 
atualização monetária; igualmente, aquele que recebe 
dívida condicional antes de cumprida a condição deve 
restituir. 
Dessa noção, desdobram-se em elementos de fato e de direito. São dois os 
elementos materiais: 
• Quando alguém, na ausência do indivíduo obrigado a alimentos,
por ele os prestar a quem se devem, poder-lhes-á reaver do
devedor a importância, ainda que este não ratifique o ato.
Curiosamente, aqui, o dono do negócio não pode recusar a
gestão, de modo a facilitar o adimplemento dos alimentos
Alimentos
• Nas despesas do enterro, proporcionadas aos usos locais e à
condição do falecido, feitas por terceiro, podem ser cobradas da
pessoa que teria a obrigação de alimentar a que veio a falecer,
ainda mesmo que esta não tenha deixado bens. Essa é, a rigor,
uma exceção, nas sucessões, à regra segundo a qual as dívidas
do morto não podem ultrapassar as forças da herança
Enterro
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São três os elementos jurídicos: 
 
Por conta disso, o art. 877 deixa claro que a prova do 
pagamento indevido incumbe àquele que fez o 
pagamento; deve ele provar ter feito o pagamento em 
erro. 
Porém, são as hipóteses em que mesmo indevido o pagamento não cabe 
restituição: 
 
No caso da quitação por terceiro, em que pese 
incabível a repetição, aquele que pagou a dívida alheia 
Prestação
• Entrega da coisa (obrigação de dar) ou realização/abstenção de fato
(obrigação de fazer/não fazer)
Intenção
• A vontade de cumprir uma obrigação
Falta de causa
• Não há fundamento jurídico para sustentar a obrigação, significando
enriquecimento sem causa (ao contrário, pagar demais por um bem, ou
dívida prescrita, ou de jogo, não é enriquecimento sem causa)
Pagamento mal feito
• Enriquece-se um em detrimento do empobrecimento de outro
Ausência de culpa
• Agiu o devedor com cautela, de boa-fé (ausência de negligência,
imprudência ou imperícia), como se estabelece no art. 877 do CC/2002
Obrigação prescrita
• Presume-se, absolutamente, que o devedor renunciou à prescrição (art.
882 do CC/2002)
Obrigação natural/mutilada
• Já vistas as razões de ordem moral que impedem a repetição (art. 882)
Obrigação quitada por terceiro
• Quando o credor inutiliza o título, perde as garantias recebidas ou deixa a
obrigação prescrever (art. 880);
Obrigação ilícita
• Não pode a lei proteger quem comete ilegalidade, ou seja, ninguém pode
beneficiar-se de sua própria torpeza (art. 883)
• Por outro lado, aquele que recebeu o pagamentoo perderá em favor de
instituição de beneficência, segundo o parágrafo único desse artigo.
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dispõe de ação regressiva contra o verdadeiro devedor e seu fiador. Do 
contrário, haveria enriquecimento sem causa do devedor verdadeiro, o que não 
parece razoável. 
Mesmo quando o pagamento indevido não constitui efetivamente pagamento (ou 
seja, deveria ele se chamar pelo gênero, adimplemento indevido), deve haver 
restituição. Em outras palavras, o pagamento indevido é 
aplicável também às obrigações de fazer e mesmo, 
curiosamente, às obrigações de não fazer. 
Nesse sentido, o art. 881 estabelece que se o pagamento indevido tiver consistido 
no desempenho de obrigação de fazer ou para eximir-se da obrigação de não 
fazer, aquele que recebeu a prestação fica na obrigação de indenizar o que a 
cumpriu, na medida do lucro obtido. Do contrário, haveria enriquecimento sem 
causa. 
De qualquer forma, o art. 883 espanca quaisquer dúvidas 
de que não há direito à repetição por parte daquele 
que deu alguma coisa para obter fim ilícito, imoral, ou 
proibido por lei. Cria-se, no entanto, um imbróglio, já que, 
por não poder repetir o pagamento, aquele que recebeu acabaria por, ao final, 
“lucrar” com a situação ilícita, imoral ou proibida. Nesses casos, o que se deu 
reverterá em favor de estabelecimento local de beneficência, a critério 
do juiz. 
A disciplina do CC/2002 ainda cuida das eventuais modificações que venham a 
ocorrer com a coisa. Prevê o art. 878, que aos frutos, acessões, benfeitorias 
e deteriorações sobrevindas à coisa dada em pagamento indevido, 
aplica-se o disposto quanto ao possuidor de boa-fé ou de má-fé, conforme 
o caso. 
Especificamente quanto aos imóveis, o pagamento indevido apresenta alguns 
desafios. Suponha que aquele que recebeu, recebeu um imóvel e, ato contínuo, 
tenha o alienado. Como resolver o problema? Deve-se analisar se a alienação 
foi a título gratuito ou oneroso e se feita de boa ou má-fé, relativamente 
ao alienante que recebeu indevidamente quanto ao adquirente, na dicção 
do art. 879 e seu parágrafo único. 
 
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2014 – CESPE – MPE/AC – Promotor de Justiça Substituto 
Assinale a opção correta no que se refere ao pagamento indevido. 
a. De acordo com o Código Civil, no qual é adotada, em relação ao tema, a 
teoria subjetiva, a demonstração do erro cabe àquele que voluntariamente 
tenha pago o indevido. 
Consequência
Alienante
Título
- Alienação
Oneroso
Boa-fé
Indeniza pela 
quantia 
recebida
Má-fé
Valor do 
imóvel + 
perdas e 
danos
Gratuito
-
Reivindi-
cação
Consequência
Adquirente
Título
- Alienação
Oneroso
Boa-fé
Verificar 
boa/má-fé do 
alienante
Má-fé
Reivindicação
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b. No Código Civil, a disposição normativa referente ao pagamento indevido 
tem a mesma natureza da disciplinada no CDC, segundo a qual o fornecedor 
deve restituir em dobro ao consumidor, com correção monetária e juros de 
mora, aquilo que este tenha pago indevidamente 
c. A repetição do indébito é devida ainda que o objeto da prestação não 
cumprida seja ilícito, imoral ou proibido por lei. 
d. Cabe o ajuizamento de ação fundada no enriquecimento sem causa ainda 
que a lei confira ao lesado outros meios para ressarcir-se do prejuízo sofrido, 
visto que, sendo esta ação mais ampla, as demais serão por ela absorvidas. 
e. Não há possibilidade de pagamento indevido com relação a obrigações de 
fazer e não fazer, não cabendo, portanto, a repetição do indébito. 
Comentários 
A alternativa A está correta, na literalidade do art. 877: “Àquele que 
voluntariamente pagou o indevido incumbe a prova de tê-lo feito por erro”. 
A alternativa B está incorreta, já que o CC/2002 não tem disposição 
semelhante. 
A alternativa C está incorreta, conforme o art. 883: “Não terá direito à repetição 
aquele que deu alguma coisa para obter fim ilícito, imoral, ou proibido por lei”. 
A alternativa D está incorreta, de acordo com o art. 886: “Não caberá a 
restituição por enriquecimento, se a lei conferir ao lesado outros meios para se 
ressarcir do prejuízo sofrido”. 
A alternativa E está incorreta, pela previsão do art. 881: “Se o pagamento 
indevido tiver consistido no desempenho de obrigação de fazer ou para eximir-
se da obrigação de não fazer, aquele que recebeu a prestação fica na obrigação 
de indenizar o que a cumpriu, na medida do lucro obtido”. 
4. Enriquecimento sem causa 
Já o enriquecimento sem causa consiste na obtenção de uma vantagem sem 
a respectiva causa ou, em outras palavras, é o 
acréscimo patrimonial sem motivo juridicamente 
reconhecido. Segundo o art. 884 do CC/2002 é 
necessário, para configurar o enriquecimento sem causa: 
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Atente porque, segundo o art. 884, parágrafo único, se o enriquecimento tiver 
por objeto coisa determinada, quem a recebeu é obrigado a restituí-la, e, se a 
coisa não mais subsistir, a restituição se fará pelo valor do bem na época 
em que foi exigido. 
A restituição pelo enriquecimento sem causa é feita, 
em regra, pela ação in rem verso. No entanto, a lei 
excepciona o cabimento desta ação quando aquele 
que “empobreceu” pode recorrer a outras ações, 
segundo o art. 886 do CC/2002. 
 
2016 – FUNDATEC – PGM/Porto Alegre (RS) – Procurador Municipal 
Sobre o enriquecimento sem causa, ́ correto afirmar que: 
A) O enriquecimento sem causa ́ um exemplo de ato ilícito, passível de 
gerar indenização por perdas e danos ao lesado. 
B) No Direito brasileiro, ́ aplicável exclusivamente na modulação da 
indenização por dano moral, visando a evitar indenizações exorbitantes ou 
desproporcionais. 
C) Se tiver havido causa para o enriquecimento, não são aplicáveis as regras 
sobre indenização por enriquecimento sem causa, ainda que a causa, 
posteriormente, deixe de existir. 
D) A aplicação do enriquecimento sem causa como fonte autônoma de 
obrigação pressupõe a subsidiariedade, ou seja, o enriquecimento sem causa 
sóば ́ aplicável se a lei não oferecer ao lesado outro meio capaz de satisfazer 
os seus interesses. 
E) O enriquecimento sem causa sóば ́ aplicável a relações contratuais de 
adesão. 
Enriquecimento de alguém
• Enriquecimento não precisa gerar um lucro apenas no sentido positivo
(ganhar algo), mas também no sentido negativo (deixar de perder)
Empobrecimento de outrem
• Do mesmo modo, pode ser positivo ou negativo (perder algo ou deixar de
ganhar)
Nexo de causalidade
• Deve haver nexo entre o enriquecimento de um e o empobrecimento do
outro
Falta de causa justa
• A ausência de causa pode ser contemporânea ao ato ou posterior, ou seja,
a perda da causa também gera enriquecimento sem causa
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Comentários 
A alternativa A está incorreta, pois a ausência de causa não indica, de per si, 
que o enriquecimento é ilícito. Trata-se, portanto de ausência de causa apta a 
embasar o enriquecimento alheio. Ao contrário, se a causa for ilícita, o 
enriquecimentotem causa, mas ilícita, que gera dever de indenizar. 
A alternativa B está incorreta, não se vinculando, de maneira alguma, o 
enriquecimento sem causa ao dano moral. Posteriormente, a jurisprudência 
utilizou desse princípio para modular os efeitos da indenização por dano moral, 
sem que isso o limite a essa espécie de dano. 
A alternativa C está incorreta, na norma do art. 885: “A restituição é devida, 
não só quando não tenha havido causa que justifique o enriquecimento, mas 
também se esta deixou de existir”. 
A alternativa D está correta, de acordo com o art. 886: “Não caberá a restituição 
por enriquecimento, se a lei conferir ao lesado outros meios para se ressarcir do 
prejuízo sofrido”. 
A alternativa E está incorreta, eis que o art. 884 (“Aquele que, sem justa causa, 
se enriquecer à custa de outrem, será obrigado a restituir o indevidamente 
auferido, feita a atualização dos valores monetários”), base do princípio, nada 
dispõe sobre tal limitação. 
 
2.7. Teoria do Adimplemento Substancial 
Quando há inadimplemento, automaticamente surgem para o credor duas 
possibilidades: cobrar o devedor pelo restante da dívida, pelas perdas e danos, 
mantendo-se o vínculo contratual ou resolver o contrato, desfazendo-se a relação 
com retorno ao status quo ante, com, se for o caso, a tomada de medidas 
específicas, como a reintegração de posse ou a busca e apreensão do bem. Em 
regra, portanto, todo inadimplemento gera o direito 
de haver resolução do contrato. Entretanto, por vezes 
a resolução é sanção demasiado forte ao 
inadimplente. 
Por isso, no caso do descumprimento insignificante, de proporções mínimas, que 
não afeta os efeitos do contrato, há relativização do art. 475 (a partir do qual se 
permite a resolução, mais perdas e danos) através dos princípios da boa-fé 
objetiva e da função social do contrato, além da vedação ao enriquecimento 
ilícito. 
Para aplicar essa teoria é necessário: 
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Veja-se que não se obsta ao credor perseguir seu crédito, inclusive lançando mão 
dos demais instrumentos materiais e processuais disponíveis; igualmente, a 
aplicação da Teoria simplesmente não apaga o débito, com o “perdão” do 
devedor, que devedor continua sendo. A aplicação a teoria apenas obsta a 
resolução unilateral do contrato, impede que o credor maneje a exceção de 
contrato não cumprido e veda que ele use de meios mais gravosos na execução 
do débito. 
Ainda que não tenha previsão legal, é construção doutrinária 
e jurisprudencial. A teoria do Adimplemento 
Substancial, igualmente, encontra-se prevista no 
Enunciado nº. 361 da IV Jornada de Direito Civil do CJF. 
 
2012 – FCC – DPE/SP – Defensor Público Estadual 
A caracterização do adimplemento substancial das obrigações produz os 
seguintes efeitos, EXCETO: 
(A) inaugurar ou ratificar a possibilidade de o credor perseguir o 
ressarcimento pelas perdas e danos. 
(B) obstar a resolução unilateral do contrato. 
(C) impedir que o credor argua a exceção do contrato não cumprido. 
(D) liberar o devedor da obrigação. 
(E) descaracterizar a impossibilidade absoluta de cumprimento da obrigação. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, já que esse é um efeito da aplicação da teoria do 
adimplemento substancial, podendo o credor, a despeito de não poder, por 
exemplo, cumprir a busca e apreensão do veículo financiado, obter o 
ressarcimento pelas perdas e danos. 
A alternativa B está incorreta, já que esse é um efeito da aplicação da teoria do 
adimplemento substancial, dado que o credor não poderá resolver o contrato 
unilateralmente. 
A alternativa C está incorreta, já que esse é um efeito da aplicação da teoria do 
adimplemento substancial, pois o credor não poderá arguir a exceção, como 
ficará mais claro na aula subsequente. 
Cumpri-
mento 
expressivo 
do contato
Realização 
da 
prestação 
correspon-
dente ao fim 
visado
Preservação 
da boa-fé 
objetiva do 
devedor na 
execução
Preservação 
do equilíbrio 
contratual
Ausência de 
enriqueci-
mento sem 
causa e 
abuso de 
direito
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A alternativa D está correta, já que esse não é um efeito da aplicação da teoria 
do adimplemento substancial, pois a despeito de haver uma moratória, 
permitindo ao devedor adimplir de maneira menos gravosa, não se libera ele do 
pagamento. 
A alternativa E está incorreta, já que esse é um efeito da aplicação da teoria do 
adimplemento substancial, porque o devedor poderá e deverá cumprir a 
obrigação. 
 
 
Legislação pertinente 
 
 
Relembre que o prazo prescricional do enriquecimento sem causa é de 3 
anos: 
Art. 206. Prescreve: 
§ 3o Em três anos: 
IV - a pretensão de ressarcimento de enriquecimento sem causa. 
 
No caso de exercício de poderes em excesso ao que se prevê no contrato 
de mandato, o mandatário é tido como mero gestor de negócio: 
Art. 665. O mandatário que exceder os poderes do mandato, ou proceder contra eles, será 
considerado mero gestor de negócios, enquanto o mandante lhe não ratificar os atos. 
 
Ainda que não seja exatamente uma promessa, a descoberta também exige 
uma recompensa a quem encontra objeto de outrem: 
Art. 1.234. Aquele que restituir a coisa achada, nos termos do artigo antecedente, terá 
direito a uma recompensa não inferior a cinco por cento do seu valor, e à indenização pelas 
despesas que houver feito com a conservação e transporte da coisa, se o dono não preferir 
abandoná-la. 
Parágrafo único. Na determinação do montante da recompensa, considerar-se-á o esforço 
desenvolvido pelo descobridor para encontrar o dono, ou o legítimo possuidor, as 
possibilidades que teria este de encontrar a coisa e a situação econômica de ambos. 
 
 
Jurisprudência e Súmulas Correlatas 
 
 
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Tome cuidado com uma exceção à regra do CC/2002 que estabelece a 
necessidade de prova de erro quanto ao pagamento indevido (art. 877), 
no caso de conta corrente: 
Súmula 322 
Para a repetição de indébito, nos contratos de abertura de crédito em conta corrente, não 
se exige a prova do erro. 
 
Num recente REsp, o STJ fixou o entendimento acerca da pretensão de repetição 
de indébito nos casos de planos de saúde. Saliente-se os itens 5 a 8, que tratam 
especificamente do enriquecimento sem causa: 
1. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE CONTROVÉRSIA. CIVIL. CONTRATO DE 
PLANO OU SEGURO DE ASSISTÊNCIA À SAÚDE. PRETENSÃO DE NULIDADE DE CLÁUSULA 
DE REAJUSTE. ALEGADO CARÁTER ABUSIVO. CUMULAÇÃO COM PRETENSÃO DE 
RESTITUIÇÃO DOS VALORES PAGOS INDEVIDAMENTE. EFEITO FINANCEIRO DO 
PROVIMENTO JUDICIAL. AÇÃO AJUIZADA AINDA NA VIGÊNCIA DO CONTRATO. NATUREZA 
CONTINUATIVA DA RELAÇÃO JURÍDICA. DECADÊNCIA. AFASTAMENTO. PRAZO 
PRESCRICIONAL TRIENAL. ART. 206, § 3º, IV, DO CÓDIGO CIVIL DE 2002. PRETENSÃO 
FUNDADA NO ENRIQUECIMENTO SEM CAUSA. 2. CASO CONCRETO: ENTENDIMENTO DO 
TRIBUNAL A QUO CONVERGE COM A TESE FIRMADA NO REPETITIVO. PRESCRIÇÃO 
TRIENAL. ENRIQUECIMENTO SEM CAUSA. PEDIDO DE RECONHECIMENTO DA PRESCRIÇÃO 
ÂNUA PREVISTA NO ART. 206, § 1º, II DO CC/2002. AFASTAMENTO. RECURSO ESPECIAL 
A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 
5. A doutrina moderna aponta pelo menos três teorias para explicar o enriquecimento sem 
causa: a) a teoria unitária da deslocação patrimonial; b) a teoria da ilicitude; e c) a 
teoria da divisão do instituto. Nesta última, basicamente,reconhecidas as origens 
distintas das anteriores, a estruturação do instituto é apresentada de maneira mais bem 
elaborada, abarcando o termo causa de forma ampla, subdividido, porém, em 
categorias mais comuns (não exaustivas), a partir dos variados significados que o 
vocábulo poderia fornecer, tais como o enriquecimento por prestação, por intervenção, 
resultante de despesas efetuadas por outrem, por desconsideração de patrimônio ou 
por outras causas. 
6. No Brasil, antes mesmo do advento do Código Civil de 2002, em que há expressa 
previsão do instituto (arts. 884 a 886), doutrina e jurisprudência já admitiam o 
enriquecimento sem causa como fonte de obrigação, diante da vedação do locupletamento 
ilícito. 
7. O art. 884 do Código Civil de 2002 adota a doutrina da divisão do instituto, admitindo, 
com isso, interpretação mais ampla a albergar o termo causa tanto no sentido de 
atribuição patrimonial (simples deslocamento patrimonial), como no sentido negocial 
(de origem contratual, por exemplo), cuja ausência, na modalidade de enriquecimento 
por prestação, demandaria um exame subjetivo, a partir da não obtenção da finalidade 
almejada com a prestação, hipótese que mais se adequada à prestação decorrente de 
cláusula indigitada nula (ausência de causa jurídica lícita). 
8. Tanto os atos unilaterais de vontade (promessa de recompensa, arts. 854 e ss.; 
gestão de negócios, arts. 861 e ss.; pagamento indevido, arts. 876 e ss.; e o próprio 
enriquecimento sem causa, art. 884 e ss.) como os negociais, conforme o caso, 
comportam o ajuizamento de ação fundada no enriquecimento sem causa, cuja 
pretensão está abarcada pelo prazo prescricional trienal previsto no art. 206, § 3º, IV, do 
Código Civil de 2002. 
9. A pretensão de repetição do indébito somente se refere às prestações pagas a 
maior no período de três anos compreendidos no interregno anterior à data do ajuizamento 
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da ação (art. 206, § 3º, IV, do CC/2002; art. 219, caput e § 1º, CPC/1973; art. 240, § 1º, 
do CPC/2015). 
10. Para os efeitos do julgamento do recurso especial repetitivo, fixa-se a seguinte tese: 
Na vigência dos contratos de plano ou de seguro de assistência à saúde, a pretensão 
condenatória decorrente da declaração de nulidade de cláusula de reajuste nele prevista 
prescreve em 20 anos (art. 177 do CC/1916) ou em 3 anos (art. 206, § 3º, IV, do CC/2002), 
observada a regra de transição do art. 2.028 do CC/2002 (REsp 1360969/RS, Rel. Ministro 
MARCO BUZZI, Rel. p/ Acórdão Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, SEGUNDA SEÇÃO, 
julgado em 10/08/2016, DJe 19/09/2016). 
 
O STJ fixou entendimento de que o prazo prescricional para as ações de 
enriquecimento sem causa começa a fluir da ciência inequívoca do ato 
lesivo: 
AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE RESSARCIMENTO POR 
ENRIQUECIMENTO SEM CAUSA. PRAZO PRESCRICIONAL. TERMO INICIAL. CIÊNCIA 
INEQUÍVOCA DO ATO LESIVO. PRINCÍPIO DA ACTIO NATA. AGRAVO INTERNO 
IMPROVIDO. 1. O instituto da prescrição é regido pelo princípio da actio nata, ou seja, o 
curso do prazo prescricional tem início com a efetiva lesão do direito tutelado, pois nesse 
momento nasce a pretensão a ser deduzida em juízo, caso resistida, como preceitua o art. 
189 do Código Civil. 2. Demonstrado nos autos que o autor pagou parte das parcelas de 
financiamento do veículo e que a ré transferiu a propriedade do bem sem lhe ressarcir os 
valores pagos, começa a contar desta data o prazo prescricional trienal para o 
ajuizamento da ação por enriquecimento sem causa e não do momento em que houve 
a proibição do seu uso (AgInt no AREsp 876.731/DF, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO 
BELLIZZE, TERCEIRA TURMA, julgado em 15/09/2016, DJe 30/09/2016). 
 
Em regra, os alimentos são irrepetíveis; regra essa fundamental no Direito de 
Família. No entanto, a irrepetibilidade dos alimentos não é absoluta, 
comportando, nesses casos, ação de restituição para evitar o 
enriquecimento sem causa daquele que os recebeu: 
RECURSO ESPECIAL. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. LEVANTAMENTO PELO 
CAUSÍDICO. POSTERIOR REDUÇÃO DO VALOR EM RESCISÓRIA. AÇÃO DE COBRANÇA. 
RESTITUIÇÃO DO EXCEDENTE. POSSIBILIDADE. IRREPETIBILIDADE DE ALIMENTOS E 
VEDAÇÃO AO ENRIQUECIMENTO SEM CAUSA. FLEXIBILIZAÇÃO. PRINCÍPIO DA 
RAZOABILIDADE. MÁXIMA EFETIVIDADE DAS DECISÕES JUDICIAIS. 1. É possível e 
razoável a cobrança dos valores atinentes aos honorários advocatícios de sucumbência 
já levantados pelo causídico se a decisão que deu causa ao montante foi 
posteriormente rescindinda, inclusive com redução da verba. 2. O princípio da 
irrepetibilidade das verbas de natureza alimentar não é absoluto e, no caso, deve ser 
flexibilizado para viabilizar a restituição dos honorários de sucumbência já levantados, 
tendo em vista que, com o provimento parcial da ação rescisória, não mais subsiste a 
decisão que lhes deu causa. Aplicação dos princípios da vedação ao enriquecimento sem 
causa, da razoabilidade e da máxima efetividade das decisões judiciais (REsp 1549836/RS, 
Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, Rel. p/ Acórdão Ministro JOÃO OTÁVIO DE 
NORONHA, TERCEIRA TURMA, julgado em 17/05/2016, DJe 06/09/2016). 
 
Ainda tratando dos alimentos, a jurisprudência do STJ entende que o fato de a 
genitora pagar as despesas que eram de responsabilidade do pai 
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significam uma gestão de negócio sui generis, que comporta ação própria, 
prescritível no prazo geral de 10 anos: 
RECURSO ESPECIAL. DIREITO DE FAMÍLIA. ALIMENTOS. INADIMPLEMENTO. GENITORA 
QUE ASSUME OS ENCARGOS QUE ERAM DE RESPONSABILIDADE DO PAI. 
CARACTERIZAÇÃO DA GESTÃO DE NEGÓCIOS. ART. 871 DO CC. SUB-ROGAÇÃO 
AFASTADA. REEMBOLSO DO CRÉDITO. NATUREZA PESSOAL. PRESCRIÇÃO. PRAZO GERAL 
DO ART. 205 DO CC. 
1. Segundo o art. 871 do CC, "quando alguém, na ausência do indivíduo obrigado a 
alimentos, por ele os prestar a quem se devem, poder-lhes-á reaver do devedor a 
importância, ainda que este não ratifique o ato". 
2. A razão de ser do instituto, notadamente por afastar eventual necessidade de 
concordância do devedor, é conferir a máxima proteção ao alimentário e, ao mesmo tempo, 
garantir àqueles que prestam socorro o direito de reembolso pelas despesas despendidas, 
evitando o enriquecimento sem causa do devedor de alimentos. Nessas situações, não há 
falar em sub-rogação, haja vista que o credor não pode ser considerado terceiro 
interessado, não podendo ser futuramente obrigado na quitação do débito. 
3. Na hipótese, a recorrente ajuizou ação de cobrança pleiteando o reembolso dos valores 
despendidos para o custeio de despesas de primeira necessidade de seus filhos - plano de 
saúde, despesas dentárias, mensalidades e materiais escolares -, que eram de inteira 
responsabilidade do pai, conforme sentença revisional de alimentos. 
Reconhecida a incidência da gestão de negócios, deve-se ter, com relação ao reembolso de 
valores, o tratamento conferido ao terceiro não interessado, notadamente por não haver 
sub-rogação, nos termos do art. 305 do CC. 
4. Assim, tendo-se em conta que a pretensão do terceiro ao reembolso de seu crédito tem 
natureza pessoal (não se situando no âmbito do direito de família), de que se trata de 
terceiro não interessado - gestor de negócios sui generis -, bem como afastados eventuais 
argumentos de exoneração do devedor que poderiam elidir a pretensão materialoriginária, 
não se tem como reconhecer a prescrição no presente caso. 
5. Isso porque a prescrição a incidir na espécie não é a prevista no art. 206, § 2º, do Código 
Civil - 2 (dois) anos para a pretensão de cobrança de prestações alimentares -, mas a regra 
geral prevista no caput do dispositivo, segundo a qual a prescrição ocorre em 10 (dez) anos 
quando a lei não lhe haja fixado prazo menor (REsp 1453838/SP, Rel. Ministro LUIS FELIPE 
SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em 24/11/2015, DJe 07/12/2015). 
 
Apesar de a ação in rem verso ser subsidiária, aplicável somente nos casos em 
que não há outra medida processual disponível, ela não se aplica a todos os casos 
em que não há outra medida judicial disponível. Segundo o STJ, nos casos em 
que ocorrida a prescrição de ação específica, não pode o prejudicado 
valer-se da ação de enriquecimento sem causa, sob pena de violação da 
finalidade da lei: 
RECURSO ESPECIAL. CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. VIOLAÇÃO ART. 535 DO CPC. 
APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE RESTITUIÇÃO POR ENRIQUECIMENTO SEM CAUSA. CARÁTER 
SUBSIDIÁRIO. EXISTÊNCIA DE MEIO PRÓPRIO PARA DEFENDER O DIREITO. 1. Não há 
violação ao artigo 535, II, do CPC, quando embora rejeitados os embargos de 
declaração, a matéria em exame foi devidamente enfrentada pelo Tribunal de 
origem, que emitiu pronunciamento de forma fundamentada, ainda que em sentido 
contrário à pretensão da recorrente. 2. A configuração do enriquecimento sem causa requer 
a conjugação de quatro elementos: a) o enriquecimento em sentido estrito de uma 
parte; b) o empobrecimento da outra parte; c) o nexo de causalidade entre um e outro; d) 
a ausência de justa causa. 3. Quanto à ação in re verso, o art. 886 do Código Civil preceitua 
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não ser cabível nos casos em que existir na lei outros meios de pleitear a recomposição 
do patrimônio desfalcado. 4. É função da subsidiariedade, prevista na lei a proteção do 
sistema jurídico, para que, mediante a ação de enriquecimento, a lei não seja contornada 
ou fraudada, evitando-se que o autor consiga, por meio da ação de enriquecimento, o 
que lhe é vedado pelo ordenamento. 5. Nos casos em que ocorrida a prescrição de ação 
específica, não pode o prejudicado valer-se da ação de enriquecimento, sob pena de 
violação da finalidade da lei (REsp 1497769/RN, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, 
QUARTA TURMA, julgado em 05/05/2016, DJe 07/06/2016). 
 
A primeira decisão do STJ a respeito da aplicação da Teoria do Adimplemento 
Substancial é de 1997, relativamente à ausência de pagamento, por um 
segurado, da última prestação do prêmio do contrato. Isso ensejaria, 
portanto, a extinção do contrato. A extinção do contrato, por sua vez, permitiria 
à Seguradora não pagar a indenização pelo sinistro havido. O STJ entendeu que 
essa situação caracterizaria abuso de direito e violação da boa-fé objetiva, ante 
a aplicação da referida Teoria: 
SEGURO. INADIMPLEMENTO DA SEGURADA. FALTA DE PAGAMENTO DA ULTIMA 
PRESTAÇÃO. ADIMPLEMENTO SUBSTANCIAL. RESOLUÇÃO. A COMPANHIA SEGURADORA 
NÃO PODE DAR POR EXTINTO O CONTRATO DE SEGURO, POR FALTA DE PAGAMENTO DA 
ULTIMA PRESTAÇÃO DO PREMIO, POR TRES RAZÕES: A) SEMPRE RECEBEU AS 
PRESTAÇÕES COM ATRASO, O QUE ESTAVA, ALIAS, PREVISTO NO CONTRATO, SENDO 
INADMISSIVEL QUE APENAS REJEITE A PRESTAÇÃO QUANDO OCORRA O SINISTRO; B) A 
SEGURADORA CUMPRIU SUBSTANCIALMENTE COM A SUA OBRIGAÇÃO, NÃO SENDO A SUA 
FALTA SUFICIENTE PARA EXTINGUIR O CONTRATO; C) A RESOLUÇÃO DO CONTRATO DEVE 
SER REQUERIDA EM JUIZO, QUANDO SERA POSSIVEL AVALIAR A IMPORTANCIA DO 
INADIMPLEMENTO, SUFICIENTE PARA A EXTINÇÃO DO NEGOCIO (REsp 76.362/MT, Rel. 
Ministro RUY ROSADO DE AGUIAR, QUARTA TURMA, julgado em 11/12/1995, DJ 
01/04/1996, p. 9917). 
 
A segunda decisão do STJ a respeito da aplicação da Teoria do Adimplemento 
Substancial é de 2001, agora relativamente à ausência de pagamento, 
por um adquirente, da última prestação do contrato de alienação 
fiduciária. Isso ensejaria, assim, a extinção do contrato. A extinção do contrato, 
por sua vez, permitiria ao banco manejar a busca e apreensão do veículo alienado 
fiduciariamente e objeto do financiamento. O STJ entendeu que essa situação 
caracterizaria abuso de direito e violação da boa-fé objetiva, ante a aplicação da 
referida Teoria, mais uma vez: 
ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA. Busca e apreensão. Falta da última prestação. Adimplemento 
substancial. O cumprimento do contrato de financiamento, com a falta apenas da última 
prestação, não autoriza o credor a lançar mão da ação de busca e apreensão, em lugar da 
cobrança da parcela faltante. O adimplemento substancial do contrato pelo devedor não 
autoriza ao credor a propositura de ação para a extinção do contrato, salvo se demonstrada 
a perda do interesse na continuidade da execução, que não é o caso. Na espécie, ainda 
houve a consignação judicial do valor da última parcela. Não atende à exigência da boa-fé 
objetiva a atitude do credor que desconhece esses fatos e promove a busca e apreensão, 
com pedido liminar de reintegração de posse (REsp 272.739/MG, Rel. Ministro RUY ROSADO 
DE AGUIAR, QUARTA TURMA, julgado em 01/03/2001, DJ 02/04/2001, p. 299). 
 
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O STJ entendeu, pela parte final do acórdão, que é cabível indenização por 
danos morais em face de transtornos causados pela rescisão de um 
contrato de maneira abusiva pela contraparte, quando possível a 
aplicação da teoria do adimplemento substancial. No entanto, esse 
raciocínio é incabível, descabendo falar em dano moral, quando há busca e 
apreensão decorrente de inadimplemento de financiamento garantido 
por alienação fiduciária lastreada no permissivo do Decreto-Lei nº 911/1969: 
RECURSO ESPECIAL. DIREITO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO 
POR DANOS MORAIS E MATERIAIS. TRANSTORNOS RESULTANTES DA BUSCA E 
APREENSÃO DE AUTOMÓVEL. FINANCIAMENTO. ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA EM GARANTIA. 
INADIMPLEMENTO PARCIAL. AUSÊNCIA DE QUITAÇÃO DE APENAS UMA DAS PARCELAS 
CONTRATADAS. INAPLICABILIDADE, NO CASO, DA TEORIA DO ADIMPLEMENTO 
SUBSTANCIAL DO CONTRATO. BUSCA E APREENSÃO. AUTORIZAÇÃO EXPRESSA DO 
DECRETO-LEI Nº 911/1969. EXERCÍCIO REGULAR DE DIREITO. DEVER DE INDENIZAR. 
INEXISTÊNCIA. PEDIDO DE DESISTÊNCIA RECURSAL. INDEFERIMENTO. TERMO FINAL 
PARA APRESENTAÇÃO. INÍCIO DA SESSÃO DE JULGAMENTO. 
1. Ação indenizatória promovida por devedor fiduciante com o propósito de ser reparado 
por supostos prejuízos, de ordem moral e material, decorrentes do cumprimento de medida 
liminar deferida pelo juízo competente nos autos de ação de busca e apreensão de 
automóvel objeto de contrato de financiamento com cláusula de alienação fiduciária em 
garantia. 
2. Recurso especial que veicula pretensão da instituição financeira ré de (i) ver excluída 
sua responsabilidade pelos apontados danos morais, reconhecida no acórdão recorrido, por 
ter agido, ao propor a ação de busca e apreensão do veículo, em exercício regular de direito 
e (ii) ver reconhecida a inaplicabilidade, no caso, da "teoria do adimplemento substancial 
do contrato". 
4. A teor do que expressamente dispõem os arts. 2º e 3º do Decreto-Lei nº 911/1969, é 
assegurado ao credor fiduciário, em virtude da comprovação da mora ou do inadimplemento 
das obrigações assumidas pelo devedor fiduciante, pretender, em juízo, a busca e 
apreensão do bem alienado fiduciariamente. O ajuizamento de ação de busca e apreensão, 
nesse cenário, constitui exercício regular de direito do credor, o que afasta sua 
responsabilidade pela reparação de danos morais resultantesdo constrangimento 
alegadamente suportado pelo devedor quando do cumprimento da medida ali liminarmente 
deferida. 
5. O fato de ter sido ajuizada a ação de busca e apreensão pelo inadimplemento de apenas 
1 (uma) das 24 (vinte e quatro) parcelas avençadas pelos contratantes não é capaz de, por 
si só, tornar ilícita a conduta do credor fiduciário, pois não há na legislação de regência 
nenhuma restrição à utilização da referida medida judicial em hipóteses de inadimplemento 
meramente parcial da obrigação. 
6. Segundo a teoria do adimplemento substancial, que atualmente tem sua aplicação 
admitida doutrinária e jurisprudencialmente, não se deve acolher a pretensão do credor de 
extinguir o negócio em razão de inadimplemento que se refira a parcela de menos 
importância do conjunto de obrigações assumidas e já adimplidas pelo devedor. 
7. A aplicação do referido instituto, porém, não tem o condão de fazer desaparecer a dívida 
não paga, pelo que permanece possibilitado o credor fiduciário de perseguir seu crédito 
remanescente (ainda que considerado de menor importância quando comparado à 
totalidade da obrigação contratual pelo devedor assumida) pelos meios em direito 
admitidos, dentre os quais se encontra a própria ação de busca e apreensão de que trata o 
Decreto-Lei nº 911/1969, que não se confunde com a ação de rescisão contratual - esta, 
sim, potencialmente indevida em virtude do adimplemento substancial da obrigação (REsp 
1255179/RJ, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA TURMA, julgado em 
25/08/2015, DJe 18/11/2015). 
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No entanto, o mesmo STJ, contrariando visão outrora consagrada acerca do 
cabimento da aplicação da teoria do adimplemento substancial nos casos de 
financiamento, mais recentemente passou a entender que descabe a Teoria em 
se tratando de alienação fiduciária regida por lei especial. O fundamento 
– bastante rasteiro e inadequado, a meu ver – é a incompatibilidade da Teoria 
do Adimplemento Substancial com o Decreto-Lei 911/1969, que não prevê 
limitações à busca e apreensão, a despeito de ela derivar dos princípios 
contratuais da boa-fé objetiva e da função social do contrato, aplicáveis ao regime 
contratual em sentido amplo, e não apenas ao regime do CC/2002: 
RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO. CONTRATO DE 
FINANCIAMENTO DE VEÍCULO, COM ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA EM GARANTIA REGIDO 
PELO DECRETO-LEI 911/69. INCONTROVERSO INADIMPLEMENTO DAS QUATRO ÚLTIMAS 
PARCELAS (DE UM TOTAL DE 48). EXTINÇÃO DA AÇÃO DE BUSCA E APREENSÃO (OU 
DETERMINAÇÃO PARA ADITAMENTO DA INICIAL, PARA TRANSMUDÁ-LA EM AÇÃO 
EXECUTIVA OU DE COBRANÇA), A PRETEXTO DA APLICAÇÃO DA TEORIA DO 
ADIMPLEMENTO SUBSTANCIAL. DESCABIMENTO. 1. ABSOLUTA INCOMPATIBILIDADE DA 
CITADA TEORIA COM OS TERMOS DA LEI ESPECIAL DE REGÊNCIA. RECONHECIMENTO. 
2. REMANCIPAÇÃO DO BEM AO DEVEDOR CONDICIONADA AO PAGAMENTO DA 
INTEGRALIDADE DA DÍVIDA, ASSIM COMPREENDIDA COMO OS DÉBITOS VENCIDOS, 
VINCENDOS E ENCARGOS APRESENTADOS PELO CREDOR, CONFORME ENTENDIMENTO 
CONSOLIDADO DA SEGUNDA SEÇÃO, SOB O RITO DOS RECURSOS ESPECIAIS 
REPETITIVOS (REsp n. 1.418.593/MS). 3. INTERESSE DE AGIR EVIDENCIADO, COM A 
UTILIZAÇÃO DA VIA JUDICIAL ELEITA PELA LEI DE REGÊNCIA COMO SENDO A MAIS 
IDÔNEA E EFICAZ PARA O PROPÓSITO DE COMPELIR O DEVEDOR A CUMPRIR COM A SUA 
OBRIGAÇÃO (AGORA, POR ELE REPUTADA ÍNFIMA), SOB PENA DE CONSOLIDAÇÃO DA 
PROPRIEDADE NAS MÃOS DO CREDOR FIDUCIÁRIO. 4. DESVIRTUAMENTO DA TEORIA DO 
ADIMPLEMENTO SUBSTANCIAL, CONSIDERADA A SUA FINALIDADE E A BOA-FÉ DOS 
CONTRATANTES, A ENSEJAR O ENFRAQUECIMENTO DO INSTITUTO DA GARANTIA 
FIDUCIÁRIA. VERIFICAÇÃO. 5. RECURSO ESPECIAL PROVIDO (REsp 1622555/MG, Rel. 
Ministro MARCO BUZZI, Rel. p/ Acórdão Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, SEGUNDA 
SEÇÃO, julgado em 22/02/2017, DJe 16/03/2017). 
 
 
Questões 
 
 
Questões sem comentários 
 
 
As questões abaixo foram tratadas ao longo da aula. Na sequência, estão 
elas sem comentários, secas, para você acompanhar. Adiante, estarão os 
gabaritos dessas questões e, ao final, os comentários: 
 
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2016 – FUNDATEC – PGM/Porto Alegre (RS) – Procurador Municipal 
Sobre o enriquecimento sem causa, ́ correto afirmar que: 
A) O enriquecimento sem causa ́ um exemplo de ato ilícito, passível de 
gerar indenização por perdas e danos ao lesado. 
B) No Direito brasileiro, ́ aplicável exclusivamente na modulação da 
indenização por dano moral, visando a evitar indenizações exorbitantes ou 
desproporcionais. 
C) Se tiver havido causa para o enriquecimento, não são aplicáveis as regras 
sobre indenização por enriquecimento sem causa, ainda que a causa, 
posteriormente, deixe de existir. 
D) A aplicação do enriquecimento sem causa como fonte autônoma de 
obrigação pressupõe a subsidiariedade, ou seja, o enriquecimento sem causa 
sóば ́ aplicável se a lei não oferecer ao lesado outro meio capaz de satisfazer 
os seus interesses. 
E) O enriquecimento sem causa sóば ́ aplicável a relações contratuais de 
adesão. 
 
 
2014 – CESPE – MPE/AC – Promotor de Justiça Substituto 
Assinale a opção correta no que se refere ao pagamento indevido. 
a. De acordo com o Código Civil, no qual é adotada, em relação ao tema, a 
teoria subjetiva, a demonstração do erro cabe àquele que voluntariamente 
tenha pago o indevido. 
b. No Código Civil, a disposição normativa referente ao pagamento indevido 
tem a mesma natureza da disciplinada no CDC, segundo a qual o fornecedor 
deve restituir em dobro ao consumidor, com correção monetária e juros de 
mora, aquilo que este tenha pago indevidamente 
c. A repetição do indébito é devida ainda que o objeto da prestação não 
cumprida seja ilícito, imoral ou proibido por lei. 
d. Cabe o ajuizamento de ação fundada no enriquecimento sem causa ainda 
que a lei confira ao lesado outros meios para ressarcir-se do prejuízo sofrido, 
visto que, sendo esta ação mais ampla, as demais serão por ela absorvidas. 
e. Não há possibilidade de pagamento indevido com relação a obrigações de 
fazer e não fazer, não cabendo, portanto, a repetição do indébito. 
 
 
2014 – CESPE – PGE/PI – Procurador do Estado 
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Considere a seguinte situação hipotética. Aldo, Bruno e César assumiram 
dívida de obrigação relativa à entrega de um automóvel. Na vigência dessa 
obrigação, César faleceu, tendo deixado os herdeiros Elmo e Fausto. Após 
tais fatos, este último foi demandado sozinho para entregar o objeto. Nessa 
situação, por inferência da indivisibilidade da coisa, o credor deveria ter 
manejado a demanda conjuntamente em face de Elmo e Fausto, pois este 
não possui a obrigação de entregá-la por inteiro ao credor. 
 
 
2014 – CESPE – PGE/PI – Procurador do Estado 
Na cessão de crédito pro solvendo, o cedente se desonera inteiramente em 
relação ao cessionário apenas com a própria cessão, ou seja, 
independentemente do recebimento do crédito. 
 
 
2013 – PGE – PGE/GO – Procurador do Estado 
Conforme disposto no Código Civil, em caso de assunção de dívida, 
extinguem-se as garantias especiais originariamente dadas pelo devedor 
primitivo. Segundo a doutrina, definem-se exclusivamente como garantias 
especiais 
a) todas aquelas prestadas voluntária e originariamente pelo devedor 
primitivo ou por terceiro. 
b) as reais prestadas pelo devedor,decorrentes da determinação do regime 
jurídico próprio. 
c) as fidejussórias prestadas pelo garantidor por determinação legal, 
originariamente. 
d) qualquer das prestadas pelo garantidor decorrentes de imposição do 
regime jurídico próprio. 
 e) todas as reais prestadas voluntariamente por terceiro, posterior à 
constituição da dívida. 
 
 
2012 – FCC – DPE/SP – Defensor Público Estadual 
A caracterização do adimplemento substancial das obrigações produz os 
seguintes efeitos, EXCETO: 
(A) inaugurar ou ratificar a possibilidade de o credor perseguir o 
ressarcimento pelas perdas e danos. 
(B) obstar a resolução unilateral do contrato. 
(C) impedir que o credor argua a exceção do contrato não cumprido. 
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(D) liberar o devedor da obrigação. 
(E) descaracterizar a impossibilidade absoluta de cumprimento da obrigação. 
 
 
As questões abaixo, agora sem comentários, não estão contidas na aula. 
Elas orbitam em torno das questões acima e, por isso, apresentam 
comentários não tão detalhados quanto as questões anteriores. É pra 
você treinar! Adiante, seguem os gabaritos e, ao fim, os comentários. 
 
 
1. 2017 – TRF – TRF/2ª Região – Juiz Federal Substituto 
Assinale a opção correta: 
a) É nula a cessão de crédito celebrada de modo verbal. 
b) A cessão de crédito celebrada por escrito particular, para que seja 
oponível a terceiros, deve ser levada a registro, em regra no Cartório de 
Títulos e Documentos. 
c) A validade da cessão de crédito previdenciário, no plano federal, depende 
de escritura pública. 
d) A assunção de débito, realizada através de escritura pública, é oponível 
ao credor independenlemenle de seu assentimento. 
e) As exceções comuns, não pessoais, que o devedor tenha para impugnar 
o crédito cedido devem ser comunicadas ao cessionário imediatamente após 
o devedor ser notificado da cessão, sob pena de não mais poderem ser 
arguidas, sem prejuízo do regresso contra o cedente. 
 
 
2. 2016 – CESPE – TJ/DFT – Juiz de Direito Substituto 
Em atenção ao direito das obrigações, assinale a opção correta. 
a) Se há assunção cumulativa, compreende-se como estabelecida a 
solidariedade obrigacional entre os devedores. 
b) A multa moratória e a multa compensatória podem ser objeto de 
cumulação com a exigência de cumprimento regular da obrigação principal. 
c) A obrigação portável (portable) é aquela em que o pagamento deve ser 
feito no domicílio do devedor, ficando o credor, portanto, obrigado a buscar 
a quitação. 
d) Na solidariedade passiva, a renúncia e a remissão são tratados, quanto 
aos seus efeitos, de igual forma pelo Código Civil. 
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e) Na assunção de dívida, a oposição da exceção de contrato não cumprido 
é permitida ao assuntor em face do devedor primitivo, mas vedada em face 
do credor. 
 
 
3. 2016 – FAURGS – TJ/RS – Juiz Estadual Substituto 
Considere as afirmações abaixo, sobre o adimplemento da obrigação. 
I - O terceiro não interessado que paga a dívida em seu próprio nome sub-
roga-se nos direitos do credor, desde que notifique previamente o devedor 
e este não apresente oposição. 
II - A eficácia típica reconhecida da aplicação da teoria do adimplemento 
substancial é a extinção da obrigação nas hipóteses de pagamento parcial 
feito de boa-fé. 
III - O direito brasileiro, nas dívidas em dinheiro, adota o princípio do 
nominalismo, admitindo, contudo, que as partes convencionem cláusula de 
escala móvel. 
Quais estão corretas? 
a) Apenas I. 
b) Apenas II. 
c) Apenas III. 
d) Apenas I e II. 
e) Apenas II e III. 
 
 
4. 2016 – FCC – DPE/BA – Defensor Público Estadual 
Sobre a cessão de crédito e a assunção de dívida, é correto afirmar: 
(A) a cessão de crédito não depende da anuência do devedor para que seja 
válida. 
(B) o fiador do devedor originário segue responsável pela dívida em caso de 
assunção por terceiro. 
(C) na cessão de crédito há novação subjetiva passiva em relação à relação 
obrigacional originária. 
(D) com a cessão de crédito, cessam as garantias reais e pessoais da dívida. 
(E) terceiro pode assumir a obrigação do devedor com o consentimento 
expresso do credor, exonerando o devedor primitivo, ainda que o credor 
ignorasse que o assuntor fosse insolvente ao tempo da assunção de dívida. 
 
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5. 2016 – CESPE – TCE/PA – Auditor de Controle Externo - Área 
Fiscalização - Direito 
A respeito das obrigações, dos contratos e dos atos unilaterais, julgue o item 
que se segue. 
O adimplemento substancial do contrato tem sido reconhecido como 
impedimento à resolução unilateral, havendo ou não cláusula expressa. 
 
 
6. 2015 – TRT 16ª REGIÃO – TRT 16ª REGIÃO (MA) – Juiz do 
Trabalho Substituto 
Acerca do direito das obrigações, no âmbito civil, assinale a opção CORRETA. 
a) Os prazos de favor, embora consagrados pelo uso geral, nitidamente 
obstam a realização da compensação, tendo em vista que há, nesta hipótese, 
grande interesse no adimplemento voluntário através da dilação do prazo. 
b) A assunção da dívida consiste na possibilidade de terceiro, estranho à 
relação obrigacional, assumir a obrigação do devedor, responsabilizando-se 
pela dívida, desde que com a anuência expressa do credor. 
c) Caso fortuito e força maior elidem a responsabilização do devedor pela 
impossibilidade de cumprimento da obrigação, ainda que tenham ocorrido 
quando o cumprimento da obrigação já estava em atraso. 
d) A cessão de crédito somente poderá ser operada com o consentimento 
prévio do devedor, a fim de que o negócio produza o efeito jurídico 
pretendido. 
e) A compensação efetiva-se entre dívidas recíprocas, vencidas ou 
vincendas, líquidas, fungíveis entre si, sendo estritamente necessário que 
não haja diversidades de causa ou fundamento jurídico, já que obrigações 
de origens diferentes não podem ser compensadas. 
 
 
7. 2015 – TRT 16ª REGIÃO – TRT 16ª REGIÃO (MA) – Juiz do 
Trabalho Substituto 
Em tema de obrigações: 
a) A ação de in rem verso visa à compensação das perdas e danos sofridos 
em razão do enriquecimento sem causa. 
b) O terceiro não interessado, ao realizar o pagamento da dívida de outrem 
em seu próprio nome, tem direito tanto ao reembolso do que adimpliu 
quanto à subrogação dos direitos do credor. 
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c) Deteriorada a coisa, não sendo o devedor culpado, deverá o credor, 
obrigatoriamente, aceitar a coisa, abatido de seu preço o valor que perdeu, 
haja vista a ausência de culpa do devedor. 
d) O pagamento de dívida prescrita constitui-se em verdadeira renúncia do 
favor da prescrição pelo devedor. 
e) Em observância à vedação do enriquecimento sem causa, é vedado às 
partes convencionar o aumento progressivo das prestações sucessivas. 
 
 
8. 2015 – TRT 16ª Região – TRT 16ª Região – Juiz do Trabalho 
Substituto 
Examine as proposições seguintes e assinale a alternativa CORRETA: 
I. A obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela não 
mencionados, salvo se o contrário resultar do título ou das circunstâncias do 
caso. 
II. Nas obrigações de fazer, acaso seja impossível o cumprimento da 
obrigação por culpa do devedor, estedeverá ressarcir o credor por perdas e 
danos. 
III. Na assunção de dívida por terceiro, qualquer das partes pode assinar 
prazo ao credor para que aceite a assunção, interpretando-se, porém, o seu 
silêncio como recusa. 
IV. A quitação sempre poderá ser dada por instrumento particular, devendo 
designar o valor e a espécie da dívida quitada, o nome do devedor, ou quem 
por este pagou, o tempo e o lugar do pagamento, com a assinatura do 
credor, ou do seu representante. 
V. O credor não é obrigado a aceitar o pagamento de prestação diversa da 
que lhe é devida, mesmo que seja mais valiosa. 
a) Somente as proposições II e IV estão corretas. 
b) Somente as proposições I e V estão incorretas. 
c) Somente a proposição III está correta. 
d) Todas as proposições estão corretas. 
e) Todas as proposições estão incorretas. 
 
 
9. 2015 – TRT 8ª Região – TRT 8ª Região – Juiz do Trabalho 
Substituto 
Sobre as obrigações no Código Civil Brasileiro, é CORRETO afirmar que: 
a) Extingue-se a obrigação de não fazer, desde que, com culpa do devedor, 
se lhe torne impossível abster-se do ato, que se obrigou a não praticar. 
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b) Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao credor, se outra coisa não 
se estipulou. 
c) A solidariedade na obrigação não se presume; resulta da lei, costume ou 
da vontade das partes. 
d) Importará renúncia da solidariedade passiva, a propositura de ação pelo 
credor apenas contra um ou alguns dos devedores. 
e) O credor pode ceder o seu crédito, se a isso não se opuser a natureza da 
obrigação, a lei, ou a convenção com o devedor; a cláusula proibitiva da 
cessão não poderá ser oposta ao cessionário de boa-fé, se não constar do 
instrumento da obrigação. 
 
 
10. 2015 – FCC – TJ/AL – Juiz Estadual Substituto 
Um agricultor encontrou um carneiro perdido depois de evadir do aprisco e 
recusando-se as autoridades a abrigá-lo, passou a alimentá-lo e dele cuidar. 
Passados seis meses, o dono, descobrindo seu paradeiro, foi buscá-lo, 
sendo-lhe imediatamente entregue, porém cobrado das despesas 
comprovadamente realizadas, por quem o encontrara. Nesse caso, o dono 
do carneiro 
a. apenas terá de pagar uma recompensa a seu critério, mas não as 
despesas. 
b. nada terá de pagar ao agricultor, porque a hipótese configura obrigação 
natural, cujo ressarcimento não pode ser coercitivamente exigido. 
c. deverá ressarcir o agricultor das despesas que teve, porque houve gestão 
de negócio, que não se presume gratuita. 
d. deverá pagar ao agricultor as despesas que teve, e este poderá cobrá-las 
com fundamento na vedação de enriquecimento sem causa. 
e. só terá de ressarcir o agricultor, se houver feito publicamente promessa 
de recompensa. 
 
 
11. 2015 – FUNDATEC – PGE/RS – Procurador do Estado 
Assinale a alternativa INCORRETA. 
A) O devedor pode opor ao cessionário as exceções que tinha contra o 
cedente no momento em que conhece da cessão. 
B) Fala-se em ausência de eficácia em relação ao devedor quanto à cessão 
realizada sem a sua notificação. 
C) Quando estipulado, o cedente pode responder pela solvência do devedor. 
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D) Havendo concordância do devedor originário, podem as garantias 
oferecidas por este ao negócio jurídico permanecerem válidas a partir da 
assunção da dívida. 
E) Não se interpreta como recusa o silêncio do credor quando assinado prazo 
para consentir na assunção da dívida. 
 
 
12. 2015 – CESPE – DPU – Defensor Público Federal 
Considere que as prestações periódicas de tal negócio jurídico tenham sido 
cumpridas, reiteradamente e com a aceitação de ambas as partes, no 
domicílio de uma das partes da relação jurídica. 
Nesse caso, ainda que tenha sido disposto na avença que as prestações 
fossem cumpridas no domicílio da outra parte, esta não poderia exigir, 
unilateral e posteriormente, o cumprimento de tal disposição. 
 
 
13. 2015 – CESPE – DPU – Defensor Público Federal 
Supondo que duas partes tenham estabelecido determinada relação jurídica, 
julgue o item. 
Caso o credor da relação jurídica ceda seu crédito a terceiro, a ausência de 
notificação do devedor implicará a inexigibilidade da dívida. 
 
 
14. 2015 – FCC – DPE/SP – Defensor Público Estadual 
Sobre a teoria geral das obrigações, é correto afirmar: 
(A) Quando uma obrigação indivisível se converte em perdas e danos, ela se 
torna uma obrigação divisível. Pelo equivalente em dinheiro devido em razão 
do inadimplemento respondem todos os devedores, assim como pelas 
perdas e danos. No entanto, os devedores que não deram causa à 
impossibilidade da prestação podem reaver do culpado o que pagaram ao 
credor. 
(B) Ocorrendo a chamada novação subjetiva por expromissão, mesmo sendo 
o novo devedor insolvente, não tem o credor ação regressiva contra o 
primeiro devedor. 
(C) A cessão de crédito é um negócio jurídico bilateral pelo qual o credor 
transfere a outrem seus direitos na relação obrigacional, responsabilizando-
se não só pela existência da dívida como pela solvência do cedido, por força 
de lei. 
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(D) Não pode ser considerado em mora o credor que não quiser receber o 
pagamento no lugar estabelecido contratualmente, mesmo que o devedor 
comprove que o pagamento se faz reiteradamente em outro lugar. 
(E) Nas obrigações alternativas, caso uma das prestações torne-se 
inexequível antes da concentração, sem culpa do devedor, este poderá 
escolher entre adimplir com a prestação restante ou pagar em dinheiro o 
valor daquela que pereceu. 
 
 
15. 2015 – FCC – DPE/MA – Defensor Público Estadual 
Bruno adquiriu um veículo mediante contrato de alienação fiduciária, em 300 
parcelas no valor de R$ 200,00 (duzentos reais) cada. Bruno pagou 
pontualmente as parcelas até que, faltando apenas seis prestações para o 
adimplemento, não teve condições de realizar o pagamento. Diante da 
impontualidade de Bruno, a instituição financeira ajuizou ação de busca e 
apreensão do veículo. Na condição de defensor público atuando em favor de 
Bruno, para defendê-lo neste pedido de busca e apreensão, é correta a 
alegação de abuso do direito por parte da instituição financeira por aplicação 
da 
a) autonomia da vontade. 
b) vedação de cláusula comissória. 
c) exceção do contrato não cumprido. 
d) vedação legal de busca e apreensão em alienação fiduciária. 
e) teoria do adimplemento substancial. 
 
 
16. 2015 – FMP – DPE/PA – Defensor Público Estadual 
Assinale a alternativa INCORRETA. 
a) A boa-fé objetiva configura norma impositiva de limites ao exercício de 
direitos subjetivos, configurando, assim, importante critério de mensuração 
da ocorrência do adequado adimplemento e dos limites do enriquecimento 
ilícito. 
b) O adimplemento substancial deriva do postulado ou princípio da boa-fé 
objetiva e obsta o direito à resolução do contrato, como exceção ao princípio 
da exatidão do dever de prestar, em contratos bilaterais ou comutativos. 
c) O terceiro não interessado que paga a dívida em seu próprio nome se sub-
roga no direito do credor. 
d) A falência do devedor é causa legal de vencimento antecipado da 
obrigação, que não atinge devedores solidários solventes. 
e) A cláusula penal tem natureza de obrigação acessória. 
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17. 2015 – FCC – SEFAZ/PE – Julgador Administrativo Tributário 
do Tesouro Estadual 
A ação de restituição por enriquecimento sem causa: 
a. é cabível para repetir o que se pagou para solver dívida prescrita. 
b. tem os mesmos requisitos da ação de restituição por pagamento indevido. 
c. é cabível quando não tenha havido causa que justifique o enriquecimento, 
mas não é cabível quando esta deixou de existir. 
d. não é cabível, se a lei conferir ao lesado outros meios para se ressarcir do 
prejuízo sofrido. 
e. não pode ter por objeto a restituição de coisa determinada, mas somente 
quantia em dinheiro. 
 
 
18. 2014 – FCC – TRT 18ª REGIÃO (GO) – Juiz do Trabalho 
Substituto 
Em relação ao enriquecimento sem causa, examine o quanto segue: 
I. Aquele que, sem justa causa, se enriquecer à custa de outrem, será 
obrigado a restituir o indevidamente auferido, feita a atualização dos valores 
monetários. 
II. Se o enriquecimento tiver por objeto coisa determinada, quem a recebeu 
é obrigado a restituí-la, e, se a coisa não mais subsistir, a restituição se fará 
pelo valor do bem na época em que foi exigido. 
III. A restituição é devida, não só quando não tenha havido causa que 
justifique o enriquecimento, mas também se esta deixou de existir. 
IV. Caberá a restituição por enriquecimento, ainda que a lei confira ao lesado 
outros meios para se ressarcir do prejuízo sofrido. 
Está correto o que consta APENAS em 
a. I, III e IV 
b. I, II e IV 
c. II, III e IV 
d. I, II e III 
e. I e III 
 
 
19. 2014 – CESPE – PGE/BA - Procurador do Estado 
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A teoria do adimplemento substancial impõe limites ao exercício do direito 
potestativo de resolução de um contrato. 
 
 
20. 2014 – IDECAN – Câmara Municipal/Serra (ES) – Procurador 
Legislativo 
De acordo com o Código Civil, a pretensão de ressarcimento de 
enriquecimento sem causa prescreve em 
a. dois anos. 
b. três anos. 
c. quatro anos. 
d. cinco anos. 
 
 
21. 2014 – FUNDEP – Prefeitura de Nossa Senhora do Socorro (SE) 
– Procurador Municipal 
Sobre o enriquecimento ilícito e pagamento indevido, assinale a alternativa 
CORRETA. 
a. Aquele que, sem justa causa, se enriquecer à custa de outrem, é obrigado 
a restituir o indevidamente auferido, feita a atualização dos valores 
monetários e abrangendo juros. 
b. Aquele que voluntariamente pagou o indevido tem direito à restituição. 
c. Aquele que deu alguma coisa em pagamento para obter fim ilícito, imoral 
ou proibido por lei responderá por perdas e danos. 
d. Fica isento de restituir pagamento indevido aquele que, recebendo-o como 
parte de dívida verdadeira, inutilizou o título, deixou prescrever a pretensão 
ou abriu mão das garantias que asseguravam seu direito. 
e. Pode-se repetir o que se pagou para solver dívida prescrita, provando tê-
lo feito por erro. 
 
 
22. 2014 – VUNESP – DPE/MS – Defensor Público Estadual 
Jean decidiu adquirir um imóvel, necessitando de financiamento bancário 
para viabilizar a aquisição. Ao consultar determinada instituição financeira, 
apresentaram a Jean a opção do financiamento com pacto de alienação 
fiduciária. Jean aceitou o financiamento e a modalidade de garantia, 
comprometendo-se ao pagamento de 100 (cem) prestações de R$ 1.000,00 
(mil reais). O comprador honrou 95 (noventa e cinco) parcelas e, em 
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seguida, perdeu seu emprego. Por essa razão, deixou de honrar as parcelas 
restantes. Nesse panorama, é correto afirmar que 
a) a modalidade de garantia pactuada não admite a aplicação da teoria do 
adimplemento substancial, devendo a instituição financeira constituir o 
fiduciante em mora, consolidar a propriedade do imóvel e promover o leilão 
público no prazo legal. 
b) pela aplicação da teoria do adimplemento substancial, restará a 
possibilidade da instituição financeira cobrar as parcelas faltantes, abstendo-
se de consolidar a propriedade do imóvel em nome do fiduciário e levá-lo à 
hasta pública. 
c) a aplicação da teoria do adimplemento substancial dependerá de previsão 
contratual fixando o número de parcelas mínimas para que o instituto possa 
aproveitar ao comprador. 
d) se aplica a teoria do adimplemento substancial, pela qual, considerando 
a boa-fé do comprador e a função social do contrato, a instituição financeira 
deverá absorver o prejuízo das parcelas faltantes, outorgando quitação a 
Jean. 
 
 
23. 2014 – CS-UFG – DPE/GO – Defensor Público Estadual 
Em contraponto ao formalismo exacerbado na execução das obrigações 
contratuais, desenvolveu-se na Inglaterra, a partir do século XVIII, a teoria 
do adimplemento substancial, corolário do princípio da boa-fé objetiva 
positivado no ordenamento jurídico brasileiro a partir da entrada em vigor 
da Lei n. 8.078, de 1990 (Código de Defesa do Consumidor). A esse respeito, 
considera-se que 
a) a aplicação da teoria do adimplemento substancial prescinde do 
cumprimento de parte significativa das obrigações contratuais por quem dela 
se beneficia. 
b) a teoria do adimplemento substancial tende a preservar o negócio jurídico 
aventado, limitando o direito do credor à exceptio non adimpleti contractus, 
quando, diante de um adimplemento das obrigações tão próximo do 
resultado final e tendo em vista a conduta das partes, deixa de ser razoável 
a resolução contratual. 
c) a aplicação da teoria do adimplemento substancial restringe-se às 
relações de consumo no direito brasileiro. 
d) a falta de positivação do princípio da boa-fé objetiva no ordenamento 
jurídico brasileiro impediu que os tribunais pátrios o aplicassem na resolução 
de casos concretos, de modo que a exceptio non adimpleti contractus foi 
aplicada de maneira absoluta até o ano de 1990. 
e) a determinação expressa no artigo 475 do Código Civil proíbe à parte 
lesada pelo inadimplemento que propugne pela resolução contratual. 
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24. 2014 – IADES – CAU/RJ – Analista Jurídico 
Com relação aos atos unilaterais previstos no Código Civil, assinale a 
alternativa correta. 
a. Todo aquele que recebeu o que lhe não era devido fica obrigado a restituir; 
obrigação que incumbe àquele que recebe dívida condicional antes de 
cumprida a condição. 
b. Àquele que voluntariamente pagou o indevido desobriga-se da prova de 
tê-lo feito por erro. 
c. Se aquele que indevidamente recebeu um imóvel o tiver alienado em boa-
fé, por título oneroso, responde pela quantia recebida, além das perdas e 
danos. 
d. Pode-se repetir o que se pagou para solver dívida prescrita ou cumprir 
obrigação judicialmente inexigível. 
e. Aquele que, sem justa causa, se enriquecer à custa de outrem, será 
obrigado a restituir o indevidamente auferido, feita a atualização dos valores 
monetários, aplicados os juros legais e aplicada a multa de 5% ao mês. 
 
 
25. 2013 – FCC – TJ/PE – Juiz Estadual Substituto 
A teoria do adimplemento substancial, adotada em alguns julgados, sustenta 
que: 
a) independentemente da extensão da parte da obrigação cumprida pelo 
devedor, manifestando este a intenção de cumprir o restante do contrato e 
dando garantia, o credor não pode pedir a sua rescisão. 
b) a prestação imperfeita, mas significativa de adimplemento substancial da 
obrigação, por parte do devedor, autoriza a composição deindenização, mas 
não a resolução do contrato. 
c) o cumprimento parcial de um contrato impede sua resolução em qualquer 
circunstância, porque a lei exige a preservação do contrato. 
d) a prestação imperfeita, mas significativa de adimplemento substancial da 
obrigação, por parte do devedor, autoriza apenas a resolução do contrato, 
mas sem a composição de perdas e danos. 
e) o adimplemento substancial de um contrato, por parte do devedor, livra-
o das consequências da mora, no tocante à parte não cumprida, por ser de 
menor valor. 
 
 
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26. 2013 – FEPESE – DPE/SC – Analista Técnico da Defensoria 
De acordo com o Código Civil brasileiro, a pretensão de ressarcimento de 
enriquecimento sem causa prescreve em: 
a) um ano. 
b) dois anos. 
c) três anos. 
d) cinco anos. 
e) quatro anos. 
 
 
27. 2013 – CESPE – STF – Analista Judiciário - Área Judiciária 
A respeito dos contratos, julgue o item seguinte. 
A teoria do substancial adimplemento visa impedir o uso desequilibrado, pelo 
credor, do direito de resolução, preterindo desfazimentos desnecessários em 
prol da preservação do acordado, com vistas à realização de princípios como 
o da boa-fé objetiva e o da função social dos contratos. 
 
 
28. 2012 – PGR – PGR – Procurador da República 
É correto afirmar que: 
a) As obrigações naturais se distinguem das obrigações civis pelo fato de 
que são inspiradas na moral, embora detenham juridicidade. 
b) A assunção de divida tem como peculiaridade o fato de que as garantias 
ditas especiais jamais subsistirão com a substituição do devedor. 
c) A expromissão, modalidade de novação subjetiva passiva, é forma de 
exclusão do devedor originário. 
d) A cláusula penal, no Código Civil de 2002, pode ser reduzida pelo julgador 
se seu montante for manifestamente excessivo. 
 
 
29. 2012 – PGR – PGR – Procurador da República 
Em tema de obrigações: 
a) Tratando-se de cessão de crédito, os créditos impenhoráveis, por si sós, 
impedem que haja a transferência; 
b) A cessão de contrato é também conhecida como novação subjetiva, 
porque o novo devedor – ou o novo credor -, sucede o antigo; 
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c) A ação de in rem verso visa compensar as perdas e danos sofridos em 
razão do enriquecimento sem causa; 
d) O pagamento de divida prescrita constitui-se em verdadeira renúncia do 
favor da prescrição pelo devedor. 
 
 
30. 2012 – FEPESE – DPE/SC – Defensor Público Estadual 
Sobre atos unilaterais e preferências e privilégios creditórios, é correto 
afirmar: 
a. ( ) Nos concursos que se abrirem com promessa pública de recompensa, 
na falta de pessoa designada para julgar o mérito dos trabalhos que se 
apresentarem, o juiz do local do concurso deverá avaliá-los. 
b. ( ) O gestor não responde pelo caso fortuito advindo de operações 
arriscadas, desde que prove que o dono costumava fazê-las. 
c. ( ) A restituição somente é devida quando não tenha havido causa que 
justifique o enriquecimento. 
d. ( ) Se o pagamento indevido tiver consistido no desempenho de obrigação 
de fazer ou para eximir-se da obrigação de não fazer, aquele que recebeu a 
prestação fica na obrigação de indenizar o que a cumpriu, na medida do 
lucro obtido. 
e. ( ) Quando concorrerem aos mesmos bens, e por título igual, dois ou mais 
credores da mesma classe especialmente privilegiados, haverá entre eles 
rateio proporcional ao número de credores, por cabeça. 
 
 
31. 2011 – MPE/PB – MPE/PB – Promotor de Justiça Substituto 
Julgue as afirmações abaixo e assinale a alternativa correta. 
I - Se a evicção for parcial, mas considerável, ao evicto caberá, 
cumulativamente, a rescisão do contrato e a restituição da parte do preço 
correspondente ao desfalque sofrido. 
II - A transação não aproveita, nem prejudica, senão aos que nela 
intervieram, salvo se disser respeito a coisa indivisível. 
III - Sem anuência de seu autor, não pode o proprietário da obra introduzir 
modificação no projeto por ele aprovado, ainda que a execução seja confiada 
a terceiros, que as alterações sejam de pouca importância e que se 
mantenha a unidade estética da obra projetada. 
IV - O gestor de negócio é obrigado a responder até pelo caso fortuito, se 
fizer operações arriscadas, ainda que o dominus negotii costumasse fazê-
las. 
a. Apenas uma das afirmações acima está inteiramente correta. 
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b. Apenas duas das afirmações acima estão inteiramente corretas. 
c. Apenas três das afirmações acima estão inteiramente corretas. 
d. Todas as quatro afirmações acima estão inteiramente corretas. 
e. Nenhuma das quatro afirmações acima estão inteiramente corretas. 
 
 
32. 2011 – FCC – DPE/MA – Defensor Público Estadual 
Assinale a opção correta de acordo com as disposições do Código Civil. 
A A novação subjetiva passiva por expromissão independe do consentimento 
do credor; assim, o devedor primitivo, desde que anua, poderá ser 
substituído por novo devedor. 
 B A remissão de dívida somente opera com a concordância do devedor, mas, 
quando praticada por devedor já insolvente ou por ela reduzido à insolvência, 
ainda quando o ignore, poderá ser anulada. 
C Sendo menor de dezesseis anos de idade a única pessoa a presenciar 
determinado fato, não pode o juiz admitir o seu depoimento para a 
comprovação do acontecimento, pois o menor com essa idade não pode, em 
nenhuma hipótese, atuar como testemunha. 
D Como exceção ao princípio da conservação do negócio jurídico, a 
invalidade das obrigações acessórias acarreta, necessariamente, a 
invalidade da obrigação principal. 
E Desde que haja o consentimento expresso do credor, o adquirente de 
imóvel hipotecado pode tomar a seu cargo o pagamento do crédito 
garantidor, interpretando-se o silêncio do credor notificado como recusa. 
 
 
33. 2011 – FGV – SEFAZ/RJ – Auditor Fiscal da Receita Estadual 
A respeito dos atos unilaterais descritos no Código Civil, é correto afirmar 
que 
a. aquele que indevidamente recebeu, ainda que de boa–fé, determinado 
imóvel e o aliena por título oneroso, responderá não só pelo valor do imóvel 
como também por perdas e danos. 
b. contrai obrigação de cumprir o prometido aquele que, por meio de 
anúncios públicos, se compromete a recompensar a quem preencher certa 
condição. 
c. é possível exigir a repetição do que se pagou por uma dívida prescrita. 
d. não se admite a intervenção na gestão de negócio alheio daquele que não 
tenha sido autorizado pelo interessado. 
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e. a restituição, na hipótese de enriquecimento sem causa, será devida, 
salvo se a causa que tenha justificado o enriquecimento deixe de existir. 
 
 
34. 2011 – FCC – TRT - 24ª REGIÃO (MS) – Analista Judiciário - 
Área Judiciária 
A respeito do enriquecimento sem causa, considere: 
I. Aquele que, sem justa causa, se enriquecer à custa de outrem, será 
obrigado a restituir o indevidamente auferido, pelo valor da data em que 
ocorreu o enriquecimento. 
II. Se o enriquecimento tiver por objeto coisa determinada, quem a recebeu 
é obrigado a restituí-la, e, se a coisa não mais subsistir, a restituição se fará 
pelo valor do bem da época em que ocorreu o enriquecimento.III. A restituição do indevidamente auferido será devida quando a causa que 
justificou o enriquecimento deixou de existir. 
Está correto o que consta APENAS em 
a. II e III. 
b. I e II. 
c. I e III. 
d. III. 
e. II. 
 
 
35. 2009 – CESPE – AGU – Advogado da União 
Constitui requisito da ação de repetição de indébito o fato de o pagamento 
ter sido realizado voluntariamente. 
 
 
36. 2009 – CESPE – AGU – Advogado da União 
Considere que Ângela tenha locado imóvel de sua propriedade a Suzi e que 
esta não pague os aluguéis há três meses. Nessa situação hipotética, 
considerando-se que a falta de pagamento gera o enriquecimento de Suzi e 
o empobrecimento de Ângela, não havendo causa jurídica que os justifique, 
a locadora poderá ingressar com ação in rem verso para se ressarcir dos 
prejuízos sofridos. 
 
 
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37. 2009 – CESPE – DPE/AL – Defensor Público Estadual 
Julgue os itens a seguir, a respeito das obrigações. 
A assunção de dívida transfere a terceira pessoa os encargos obrigacionais 
da exata forma como estabelecidos entre o credor e o devedor original, de 
modo que o silêncio daquele que prestou garantia pessoal ao pagamento 
do débito importará a manutenção dessa garantia. 
 
 
38. 2009 – CESPE – DPE/ES – Defensor Público Estadual 
O credor pode ceder o seu crédito, se a isso não se opuser a natureza da 
obrigação, a lei, ou a convenção com o devedor. O crédito, mesmo 
penhorado, pode ser transferido pelo credor que tiver conhecimento da 
penhora. 
 
 
39. 2009 – FCC – DPE/MT – Defensor Público Estadual 
No Direito das Obrigações, 
(A) pode o cessionário exercer os atos conservatórios do direito cedido, 
independentemente do conhecimento da cessão pelo devedor. 
(B) na cessão de um crédito sempre se abrangem todos os seus acessórios. 
(C) o cessionário de crédito hipotecário tem o direito de fazer averbar a 
cessão no registro do imóvel, desde que haja autorização do devedor. 
(D) o credor pode ceder o seu crédito, ainda que a isso se oponha a natureza 
da obrigação, não se admitindo cláusula proibitiva da cessão por se tratar 
de condição protestativa. 
(E) a cessão do crédito tem eficácia em relação ao devedor, 
independentemente de notificação. 
 
 
40. 2009 – CESPE – DPE/ES – Defensor Público Estadual 
A assunção de dívida transfere a terceira pessoa os encargos obrigacionais 
da exata forma como estabelecidos entre o credor e o devedor original, de 
modo que o silêncio daquele que prestou garantia pessoal ao pagamento do 
débito importará a manutenção dessa garantia. 
 
 
41. 2008 – CESPE – PGE/CE – Procurador do Estado 
Acerca do direito das obrigações, assinale a opção correta. 
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a) Em um contrato em que as partes estipularam cláusula penal para o caso 
de descumprimento total ou do retardamento da obrigação, se ocorrer o 
inadimplemento, o credor pode, ao recorrer às vias judiciais, exigir o 
recebimento da multa e o cumprimento da obrigação. 
b) Nas obrigações de dar coisa incerta, se a coisa a ser entregue ainda não 
tiver sido individualizada e se ocorrer perda ou deterioração da coisa, o 
devedor pode exonerar-se da obrigação, quando essa perda ou deterioração 
tenha se dado por caso fortuito ou força maior. 
c) A cessão de crédito é um negócio jurídico por meio do qual o credor 
transmite total ou parcialmente o seu crédito a terceiro, com expressa 
anuência do devedor, o que acarreta a extinção da relação obrigacional 
primitiva com esse devedor. Para que seja eficaz em relação a terceiros, a 
cessão deve ser celebrada mediante instrumento público. 
d) Tratando-se de obrigação de dar coisa certa e incerta ou de dívida fiscal, 
sendo duas pessoas reciprocamente credora e devedora, as duas obrigações 
se extinguem, até onde se compensarem e independentemente da vontade 
do credor, se as dívidas se originarem da mesma causa. 
e) Novação é a extinção de uma obrigação mediante a constituição de nova 
obrigação, que substitui a anterior. Se a obrigação é solidária, a novação 
celebrada entre o credor e apenas um dos devedores exonera os demais, de 
modo que somente sobre os bens do que contrair a nova obrigação 
remanescem as garantias do crédito novado. 
 
 
42. 2008 – CESPE – PGE/PI – Procurador do Estado 
Assinale a opção correta a respeito dos atos unilaterais. 
A A gestão de negócio é a administração autorizada de negócios alheios, 
feita independentemente de obrigação legal ou convencional. O gestor 
responde pelos prejuízos resultantes de qualquer culpa na gestão, bem como 
pelo caso fortuito, quando fizer operação que cause risco ao negócio. 
 B Aquele que quitou dívida prescrita ou natural poderá exigir a restituição 
daquilo que pagou, ainda que não o tenha feito por erro ou 
involuntariamente. Nessa situação, o pagamento é indevido e gera, para 
aquele que o recebeu indevidamente, a obrigação de restituí-lo. 
C A promessa de recompensa adquire sua eficácia vinculante no momento 
em que a vontade do promitente é tornada pública, independentemente de 
aceitação, caracterizando-se, assim, como uma obrigação pela manifestação 
unilateral do promitente. 
D Se o ato contemplado na promessa de recompensa foi praticado por mais 
de uma pessoa, ainda que não tenha sido simultânea a execução, a 
recompensa será dividida em partes iguais entre aqueles que executaram a 
ação recompensável. 
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E Na gestão de negócio alheio, se o dono da coisa desaprovar a gestão por 
considerá-la contrária aos seus interesses, ele deverá resilir a avença e 
indenizar o gestor pelas despesas que efetuou, acrescidas de juros e 
correção monetária. 
 
 
43. 2008 – CESPE – PGE/PI – Procurador do Estado 
Acerca do direito das obrigações, assinale a opção correta. 
A Nas arras penitenciais, se a parte que as recebeu não cumprir o contrato, 
a outra parte poderá considerá-lo resolvido e exigir a devolução do sinal, 
somado ao equivalente, com atualização monetária, juros e indenização por 
perdas e danos. 
B Na cessão do crédito onerosa, voluntária ou convencional, o cedente ficará 
responsável pela existência do crédito transferido no momento da cessão, 
embora não responda pela solvabilidade do devedor. 
C O credor, para exigir o pagamento da cláusula penal convencional, deverá 
provar a culpa do devedor pelo inadimplemento e o prejuízo efetivamente 
sofrido. Se tal prejuízo exceder o previsto na cláusula penal, o credor poderá 
exigir indenização suplementar. 
D A assunção de dívida é um negócio bilateral, não condicionado à anuência 
do credor, pelo qual o devedor transfere a um terceiro os seus encargos 
obrigacionais. Nesse negócio, ocorre a substituição do sujeito passivo da 
relação de crédito, sendo extinta a obrigação primitiva e surgindo a 
solidariedade obrigacional entre os devedores. 
E O inadimplemento absoluto de uma obrigação se dá quando essa não for 
cumprida no tempo, no lugar e na forma devidos. Nesse caso, o credor 
deverá exigir do inadimplente o recebimento do valor devido ou a prestação 
a que o devedor se obrigou, acrescida da multa contratual. 
 
 
Gabaritos 
 
Gabaritos das questões com comentários ao longo da aula: 
 
2016 – FUNDATEC – PGM/Porto Alegre (RS) – Procurador Municipal 
D 
 
2014 – CESPE – MPE/AC – Promotor de Justiça Substituto 
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A 
 
2014 – CESPE – PGE/PI – Procurador do Estado 
E 
 
2014 – CESPE – PGE/PI – Procurador do Estado 
C 
 
2013 – PGE – PGE/GO – Procurador do Estado 
A 
 
2012 – FCC – DPE/SP – Defensor Público Estadual 
D 
 
Gabaritos das questões sem comentários ao longo da aula: 
 
1. 2017 – TRF – TRF/2ª Região – Juiz Federal Substituto 
B 
 
2. 2016 – CESPE – TJ/DFT – Juiz de Direito Substituto 
E 
 
3. 2016 – FAURGS – TJ/RS – Juiz Estadual Substituto 
C 
 
4. 2016 – FCC – DPE/BA – Defensor Público Estadual 
A 
 
5. 2016 – CESPE – TCE/PA – Auditor de Controle Externo - Área 
Fiscalização - Direito 
C 
 
6. 2015 – TRT 16ª REGIÃO – TRT 16ª REGIÃO (MA) – Juiz do Trabalho 
Substituto 
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B 
 
7. 2015 – TRT 16ª REGIÃO – TRT 16ª REGIÃO (MA) – Juiz do Trabalho 
Substituto 
D 
 
8. 2015 – TRT 16ª Região – TRT 16ª Região – Juiz do Trabalho 
Substituto 
D 
 
9. 2015 – TRT 8ª Região – TRT 8ª Região – Juiz do Trabalho Substituto 
E 
 
10. 2015 – FCC – TJ/AL – Juiz Estadual Substituto 
D 
 
11. 2015 – FUNDATEC – PGE/RS – Procurador do Estado 
E 
 
12. 2015 – CESPE – DPU – Defensor Público Federal 
C 
 
13. 2015 – CESPE – DPU – Defensor Público Federal 
E 
 
14. 2015 – FCC – DPE/SP – Defensor Público Estadual 
B 
 
15. 2015 – FCC – DPE/MA – Defensor Público Estadual 
E 
 
16. 2015 – FMP – DPE/PA – Defensor Público Estadual 
C 
 
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17. 2015 – FCC – SEFAZ/PE – Julgador Administrativo Tributário 
do Tesouro Estadual 
D 
 
18. 2014 – FCC – TRT 18ª REGIÃO (GO) – Juiz do Trabalho 
D 
 
19. 2014 – CESPE – PGE/BA - Procurador do Estado 
C 
 
20. 2014 – IDECAN – CM/Serra (ES) – Procurador Legislativo 
B 
 
21. 2014 – FUNDEP – Prefeitura de Nossa Senhora do Socorro (SE) 
- Procurador Municipal 
D 
 
22. 2014 – VUNESP – DPE/MS – Defensor Público Estadual 
B 
 
23. 2014 – CS-UFG – DPE/GO – Defensor Público Estadual 
B 
 
24. 2014 – IADES – CAU/RJ – Analista Jurídico 
A 
 
25. 2013 – FCC – TJ/PE – Juiz Estadual Substituto 
B 
 
26. 2013 – FEPESE – DPE/SC – Analista Técnico da Defensoria 
C 
 
27. 2013 – CESPE – STF – Analista Judiciário - Área Judiciária 
C 
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28. 2012 – PGR – PGR – Procurador da República 
C 
 
29. 2012 – PGR – PGR – Procurador da República 
D 
 
30. 2012 – FEPESE – DPE/SC – Defensor Público Estadual 
D 
 
31. 2011 – MPE/PB – MPE/PB – Promotor de Justiça Substituto 
A (IV) 
 
32. 2011 – FCC – DPE/MA – Defensor Público Estadual 
B 
 
33. 2011 – FGV – SEFAZ/RJ – Auditor Fiscal da Receita Estadual 
A 
 
34. 2011 – FCC – TRT - 24ª REGIÃO (MS) – Analista Judiciário - 
Área Judiciária 
D 
 
35. 2009 – CESPE – AGU – Advogado da União 
C 
 
36. 2009 – CESPE – AGU – Advogado da União 
E 
 
37. 2009 – CESPE – DPE/AL – Defensor Público Estadual 
E 
 
38. 2009 – CESPE – DPE/ES – Defensor Público Estadual 
E 
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39. 2009 – FCC – DPE/MT – Defensor Público Estadual 
A 
 
40. 2009 – CESPE – DPE/ES – Defensor Público Estadual 
E 
 
41. 2008 – CESPE – PGE/CE – Procurador do Estado 
E 
 
42. 2008 – CESPE – PGE/PI – Procurador do Estado 
C 
 
43. 2008 – CESPE – PGE/PI – Procurador do Estado 
B 
 
Questões com comentários 
 
 
Aqui, as questões que foram comentadas ao longo da aula, com 
comentários: 
 
 
2016 – FUNDATEC – PGM/Porto Alegre (RS) – Procurador Municipal 
Sobre o enriquecimento sem causa, ́ correto afirmar que: 
A) O enriquecimento sem causa ́ um exemplo de ato ilícito, passível de 
gerar indenização por perdas e danos ao lesado. 
B) No Direito brasileiro, ́ aplicável exclusivamente na modulação da 
indenização por dano moral, visando a evitar indenizações exorbitantes ou 
desproporcionais. 
C) Se tiver havido causa para o enriquecimento, não são aplicáveis as regras 
sobre indenização por enriquecimento sem causa, ainda que a causa, 
posteriormente, deixe de existir. 
D) A aplicação do enriquecimento sem causa como fonte autônoma de 
obrigação pressupõe a subsidiariedade, ou seja, o enriquecimento sem causa 
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sóば ́ aplicável se a lei não oferecer ao lesado outro meio capaz de satisfazer 
os seus interesses. 
E) O enriquecimento sem causa sóば ́ aplicável a relações contratuais de 
adesão. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, pois a ausência de causa não indica, de per si, 
que o enriquecimento é ilícito. Trata-se, portanto de ausência de causa apta a 
embasar o enriquecimento alheio. Ao contrário, se a causa for ilícita, o 
enriquecimento tem causa, mas ilícita, que gera dever de indenizar. 
A alternativa B está incorreta, não se vinculando, de maneira alguma, o 
enriquecimento sem causa ao dano moral. Posteriormente, a jurisprudência 
utilizou desse princípio para modular os efeitos da indenização por dano moral, 
sem que isso o limite a essa espécie de dano. 
A alternativa C está incorreta, na norma do art. 885: “A restituição é devida, 
não só quando não tenha havido causa que justifique o enriquecimento, mas 
também se esta deixou de existir”. 
A alternativa D está correta, de acordo com o art. 886: “Não caberá a restituição 
por enriquecimento, se a lei conferir ao lesado outros meios para se ressarcir do 
prejuízo sofrido”. 
A alternativa E está incorreta, eis que o art. 884 (“Aquele que, sem justa causa, 
se enriquecer à custa de outrem, será obrigado a restituir o indevidamente 
auferido, feita a atualização dos valores monetários”), base do princípio, nada 
dispõe sobre tal limitação. 
 
 
2014 – CESPE – MPE/AC – Promotor de Justiça Substituto 
Assinale a opção correta no que se refere ao pagamento indevido. 
a. De acordo com o Código Civil, no qual é adotada, em relação ao tema, a 
teoria subjetiva, a demonstração do erro cabe àquele que voluntariamente 
tenha pago o indevido. 
b. No Código Civil, a disposição normativa referente ao pagamento indevido 
tem a mesma natureza da disciplinada no CDC, segundo a qual o fornecedor 
deve restituir em dobro ao consumidor, com correção monetária e juros de 
mora, aquilo que este tenha pago indevidamente 
c. A repetição do indébito é devida ainda que o objeto da prestação não 
cumprida seja ilícito, imoral ou proibido por lei. 
d. Cabe o ajuizamento de ação fundada no enriquecimento sem causa ainda 
que a lei confira ao lesado outros meios para ressarcir-se do prejuízo sofrido, 
visto que, sendo esta ação mais ampla, as demais serão por ela absorvidas. 
e. Não há possibilidade de pagamento indevido com relação a obrigações de 
fazer e não fazer, não cabendo, portanto, a repetição do indébito. 
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Comentários 
A alternativa A está correta, na literalidade do art. 877: “Àquele que 
voluntariamente pagou o indevido incumbe a prova de tê-lo feito por erro”. 
A alternativa B está incorreta, já que o CC/2002 não tem disposição 
semelhante. 
A alternativa C está incorreta, conforme o art. 883: “Não terá direito à repetição 
aquele que deu alguma coisa para obter fim ilícito, imoral, ou proibido por lei”. 
A alternativa D está incorreta, de acordo com o art. 886: “Não caberá a 
restituição por enriquecimento, se a lei conferir ao lesado outros meios para se 
ressarcir do prejuízo sofrido”. 
A alternativa E está incorreta, pela previsão do art. 881: “Se o pagamento 
indevido tiver consistido no desempenho de obrigação de fazer ou para eximir-
se da obrigação de não fazer, aquele que recebeu a prestação fica na obrigação 
de indenizar o que a cumpriu, na medida do lucro obtido”. 
 
 
2014 – CESPE – PGE/PI – Procurador do Estado 
Considere a seguinte situação hipotética. Aldo, Bruno e César assumiram 
dívida de obrigação relativa à entrega de um automóvel. Na vigência dessa 
obrigação, César faleceu, tendo deixado os herdeiros Elmo e Fausto. Após 
tais fatos, este último foi demandado sozinho para entregar o objeto. Nessa 
situação, por inferência da indivisibilidade da coisa, o credor deveria ter 
manejado a demanda conjuntamente em face de Elmo e Fausto, pois este 
não possui a obrigação de entregá-la por inteiro ao credor. 
Comentários 
A alternativa está incorreta, conforme vimos na aula passada. Primeiro, 
conforme o art. 258, “A obrigação é indivisível quando a prestação tem por objeto 
uma coisa ou um fato não suscetíveis de divisão, por sua natureza, por motivo 
de ordem econômica, ou dada a razão determinante do negócio jurídico.” É o 
caso do exemplo. Assim, segundo o art. 259, “Se, havendo dois ou mais 
devedores, a prestação não for divisível, cada um será obrigado pela dívida toda.” 
Logo, Fausto pode ser cobrado individualmente a entregar a coisa inteira. 
 
 
2014 – CESPE – PGE/PI – Procurador do Estado 
Na cessão de crédito pro solvendo, o cedente se desonera inteiramente em 
relação ao cessionário apenas com a própria cessão, ou seja, 
independentemente do recebimento do crédito. 
Comentários 
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A alternativa está incorreta, já que na cessão pro solvendo, o credor-cedente 
só se desonera com o recebimento do crédito, quando ele é solvido, numa 
interpretação do art. 297: “O cedente, responsável ao cessionário pela solvência 
do devedor, não responde por mais do que daquele recebeu, com os respectivos 
juros; mas tem de ressarcir-lhe as despesas da cessão e as que o cessionário 
houver feito com a cobrança.” 
 
 
 
2013 – PGE – PGE/GO – Procurador do Estado 
Conforme disposto no Código Civil, em caso de assunção de dívida, 
extinguem-se as garantias especiais originariamente dadas pelo devedor 
primitivo. Segundo a doutrina, definem-se exclusivamente como garantias 
especiais 
a) todas aquelas prestadas voluntária e originariamente pelo devedor 
primitivo ou por terceiro. 
b) as reais prestadas pelo devedor, decorrentes da determinação do regime 
jurídico próprio. 
c) as fidejussórias prestadas pelo garantidor por determinação legal, 
originariamente. 
d) qualquer das prestadas pelo garantidor decorrentes de imposição do 
regime jurídico próprio. 
 e) todas as reais prestadas voluntariamente por terceiro, posterior à 
constituição da dívida. 
Comentários 
A alternativa A está correta, pois salvo a garantia geral, todas as garantias 
especiais, independentemente de terem sido prestadas pelo próprio devedor ou 
por terceiro se extinguem, desde que feitas originariamente. 
A alternativa B está incorreta. Correta estaria se a alternativa A não existisse, 
já que as garantias reais prestadas pelo próprio devedor, como a hipoteca, se 
extinguem, mas não só; as fidejussórias também se extinguem. 
A alternativa C está incorreta. Novamente, correta estaria se não existisse a 
alternativa A, já que as garantias fidejussórias prestadas por terceiros, como o 
fiador, também se extinguem, mas não só. 
A alternativa D está incorreta, mais uma vez, porque as garantais especiais são 
todas as que não são a garantia geral, de acesso, pelo credor, ao patrimônio do 
devedor. 
A alternativa E está incorreta, pelas mesmas razões da alternativa D. 
 
 
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2012 – FCC – DPE/SP – Defensor Público 
A caracterização do adimplemento substancial das obrigações produz os 
seguintes efeitos, EXCETO: 
(A) inaugurar ou ratificar a possibilidade de o credor perseguir o 
ressarcimento pelas perdas e danos. 
(B) obstar a resolução unilateral do contrato. 
(C) impedir que o credor argua a exceção do contrato não cumprido. 
(D) liberar o devedor da obrigação. 
(E) descaracterizar a impossibilidade absoluta de cumprimento da obrigação. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, já que esse é um efeito da aplicação da teoria do 
adimplemento substancial, podendo o credor, a despeito de não poder, por 
exemplo, cumprir a busca e apreensão do veículo financiado, obter o 
ressarcimento pelas perdas e danos. 
A alternativa B está incorreta, já que esse é um efeito da aplicação da teoria do 
adimplemento substancial, dado que o credor não poderá resolver o contrato 
unilateralmente. 
A alternativa C está incorreta, já que esse é um efeito da aplicação da teoria do 
adimplemento substancial, pois o credor não poderá arguir a exceção, como 
ficará mais claro na aula subsequente. 
A alternativa D está correta, já que esse não é um efeito da aplicação da teoria 
do adimplemento substancial, pois a despeito de haver uma moratória, 
permitindo ao devedor adimplir de maneira menos gravosa, não se libera ele do 
pagamento. 
A alternativa E está incorreta, já que esse é um efeito da aplicação da teoria do 
adimplemento substancial, porque o devedor poderá e deverá cumprir a 
obrigação. 
 
 
Aqui, as questões que não foram tratadas ao longo da aula, com 
comentários: 
 
 
1. 2017 – TRF – TRF/2ª Região – Juiz Federal Substituto 
Assinale a opção correta: 
a) É nula a cessão de crédito celebrada de modo verbal. 
b) A cessão de crédito celebrada por escrito particular, para que seja 
oponível a terceiros, deve ser levada a registro, em regra no Cartório de 
Títulos e Documentos. 
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c) A validade da cessão de crédito previdenciário, no plano federal, depende 
de escritura pública. 
d) A assunção de débito, realizada através de escritura pública, é oponível 
ao credor independenlemenle de seu assentimento. 
e) As exceções comuns, não pessoais, que o devedor tenha para impugnar 
o crédito cedido devem ser comunicadas ao cessionário imediatamente após 
o devedor ser notificado da cessão, sob pena de não mais poderem ser 
arguidas, sem prejuízo do regresso contra o cedente. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, como se extrai do art. 288: “É ineficaz, em 
relação a terceiros, a transmissão de um crédito, se não celebrar-se mediante 
instrumento público, ou instrumento particular revestido das solenidades do § 1o 
do art. 654”. 
A alternativa B está correta, na dicção do supracitado art. 288. 
A alternativa C está incorreta, em conformidade com o art. 114 da Lei 
8.213/1991: “Salvo quanto a valor devido à PrevidênciaSocial e a desconto 
autorizado por esta Lei, ou derivado da obrigação de prestar alimentos 
reconhecida em sentença judicial, o benefício não pode ser objeto de penhora, 
arresto ou seqüestro, sendo nula de pleno direito a sua venda ou cessão, ou a 
constituição de qualquer ônus sobre ele, bem como a outorga de poderes 
irrevogáveis ou em causa própria para o seu recebimento”. 
A alternativa D está incorreta, na dicção do art. 299: “É facultado a terceiro 
assumir a obrigação do devedor, com o consentimento expresso do credor, 
ficando exonerado o devedor primitivo, salvo se aquele, ao tempo da assunção, 
era insolvente e o credor o ignorava”. 
A alternativa E está incorreta, conforme o art. 294: “O devedor pode opor ao 
cessionário as exceções que lhe competirem, bem como as que, no momento em 
que veio a ter conhecimento da cessão, tinha contra o cedente”. Aqui, ao que me 
parece, a banca queria confundir o candidato com o art. 377, que tratada da 
compensação, especificamente: “O devedor que, notificado, nada opõe à cessão 
que o credor faz a terceiros dos seus direitos, não pode opor ao cessionário a 
compensação, que antes da cessão teria podido opor ao cedente. Se, porém, a 
cessão lhe não tiver sido notificada, poderá opor ao cessionário compensação do 
crédito que antes tinha contra o cedente”. 
 
 
2. 2016 – CESPE – TJ/DFT – Juiz de Direito Substituto 
Em atenção ao direito das obrigações, assinale a opção correta. 
a) Se há assunção cumulativa, compreende-se como estabelecida a 
solidariedade obrigacional entre os devedores. 
b) A multa moratória e a multa compensatória podem ser objeto de 
cumulação com a exigência de cumprimento regular da obrigação principal. 
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c) A obrigação portável (portable) é aquela em que o pagamento deve ser 
feito no domicílio do devedor, ficando o credor, portanto, obrigado a buscar 
a quitação. 
d) Na solidariedade passiva, a renúncia e a remissão são tratados, quanto 
aos seus efeitos, de igual forma pelo Código Civil. 
e) Na assunção de dívida, a oposição da exceção de contrato não cumprido 
é permitida ao assuntor em face do devedor primitivo, mas vedada em face 
do credor. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, já que, de acordo com o art. 265, “a solidariedade 
não se presume; resulta da lei ou da vontade das partes”, sendo que não há 
previsão legal estabelecendo solidariedade na assunção de dívida cumulativa 
A alternativa B está incorreta, pela previsão do art. 410 (“Quando se estipular 
a cláusula penal para o caso de total inadimplemento da obrigação, esta 
converter-se-á em alternativa a benefício do credor”), que tratada cláusula penal 
disjuntiva ou multa compensatória. 
A alternativa C está incorreta, sendo esse o caso de obrigação quérable. 
A alternativa D está incorreta. Como eu disse, há controvérsias a respeito do 
tema, mas, mesmo quanto ao credor, ambas as situações são diversas, podendo 
ele receber parte da dívida no caso de renúncia à solidariedade, e deixando de 
receber o crédito quanto à remissão. Ademais, no art. 284 (“No caso de rateio 
entre os co-devedores, contribuirão também os exonerados da solidariedade pelo 
credor, pela parte que na obrigação incumbia ao insolvente”) trata-se somente 
da renúncia, ainda que o STJ tenha um posicionamento mais alargado a respeito 
do tema. 
A alternativa E está correta, já que a exceção de contrato não cumprido é 
pessoa, e, ademais, descabe falar em sua oposição contra o credor, já que o 
assuntor assume apenas o débito, mas não tem direito ao correspectivo crédito. 
 
 
3. 2016 – FAURGS – TJ/RS – Juiz Estadual Substituto 
Considere as afirmações abaixo, sobre o adimplemento da obrigação. 
I - O terceiro não interessado que paga a dívida em seu próprio nome sub-
roga-se nos direitos do credor, desde que notifique previamente o devedor 
e este não apresente oposição. 
II - A eficácia típica reconhecida da aplicação da teoria do adimplemento 
substancial é a extinção da obrigação nas hipóteses de pagamento parcial 
feito de boa-fé. 
III - O direito brasileiro, nas dívidas em dinheiro, adota o princípio do 
nominalismo, admitindo, contudo, que as partes convencionem cláusula de 
escala móvel. 
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Quais estão corretas? 
a) Apenas I. 
b) Apenas II. 
c) Apenas III. 
d) Apenas I e II. 
e) Apenas II e III. 
Comentários 
O item I está incorreto, na literalidade do art. 305: “O terceiro não interessado, 
que paga a dívida em seu próprio nome, tem direito a reembolsar-se do que 
pagar; mas não se sub-roga nos direitos do credor”. 
O item II está incorreto, já que o adimplemento substancial não tem o condão 
de extinguir a dívida, mas apenas evitar que o credor se utilize de meios mais 
gravosos na cobrança da dívida. 
O item III está correto, como se extrai do art. 316: “É lícito convencionar o 
aumento progressivo de prestações sucessivas”. 
A alternativa C está correta, portanto. 
 
 
4. 2016 – FCC – DPE/BA – Defensor Público Estadual 
Sobre a cessão de crédito e a assunção de dívida, é correto afirmar: 
(A) a cessão de crédito não depende da anuência do devedor para que seja 
válida. 
(B) o fiador do devedor originário segue responsável pela dívida em caso de 
assunção por terceiro. 
(C) na cessão de crédito há novação subjetiva passiva em relação à relação 
obrigacional originária. 
(D) com a cessão de crédito, cessam as garantias reais e pessoais da dívida. 
(E) terceiro pode assumir a obrigação do devedor com o consentimento 
expresso do credor, exonerando o devedor primitivo, ainda que o credor 
ignorasse que o assuntor fosse insolvente ao tempo da assunção de dívida. 
Comentários 
A alternativa A está correta, pois o art. 286 não exige anuência do devedor (“O 
credor pode ceder o seu crédito, se a isso não se opuser a natureza da obrigação, 
a lei, ou a convenção com o devedor; a cláusula proibitiva da cessão não poderá 
ser oposta ao cessionário de boa-fé, se não constar do instrumento da 
obrigação)”. 
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A alternativa B está incorreta, na forma do art. 300: “Salvo assentimento 
expresso do devedor primitivo, consideram-se extintas, a partir da assunção da 
dívida, as garantias especiais por ele originariamente dadas ao credor”. 
A alternativa C está incorreta, eis que a cessão de crédito e a novação não se 
confundem. 
A alternativa D está incorreta, de acordo com o art. 287: “Salvo disposição em 
contrário, na cessão de um crédito abrangem-se todos os seus acessórios”. 
A alternativa E está incorreta, conforme o art. 299: “É facultado a terceiro 
assumir a obrigação do devedor, com o consentimento expresso do credor, 
ficando exonerado o devedor primitivo, salvo se aquele, ao tempo da assunção, 
era insolvente e o credor o ignorava”. 
 
 
5. 2016 – CESPE – TCE/PA – Auditor de Controle Externo - Área 
Fiscalização - Direito 
A respeito das obrigações, dos contratos e dos atos unilaterais, julgue o item 
que se segue. 
O adimplemento substancial do contrato tem sido reconhecido como 
impedimento à resolução unilateral, havendo ou não cláusula expressa. 
Comentários 
O item está correto, impedindo-se que o credor se valha de meio 
excessivamente gravoso para recuperar seu crédito. 
 
 
6. 2015 – TRT 16ª REGIÃO – TRT 16ª REGIÃO (MA) – Juiz do 
Trabalho Substituto 
Acerca do direito das obrigações, no âmbito civil, assinalea opção CORRETA. 
a) Os prazos de favor, embora consagrados pelo uso geral, nitidamente 
obstam a realização da compensação, tendo em vista que há, nesta hipótese, 
grande interesse no adimplemento voluntário através da dilação do prazo. 
b) A assunção da dívida consiste na possibilidade de terceiro, estranho à 
relação obrigacional, assumir a obrigação do devedor, responsabilizando-se 
pela dívida, desde que com a anuência expressa do credor. 
c) Caso fortuito e força maior elidem a responsabilização do devedor pela 
impossibilidade de cumprimento da obrigação, ainda que tenham ocorrido 
quando o cumprimento da obrigação já estava em atraso. 
d) A cessão de crédito somente poderá ser operada com o consentimento 
prévio do devedor, a fim de que o negócio produza o efeito jurídico 
pretendido. 
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e) A compensação efetiva-se entre dívidas recíprocas, vencidas ou 
vincendas, líquidas, fungíveis entre si, sendo estritamente necessário que 
não haja diversidades de causa ou fundamento jurídico, já que obrigações 
de origens diferentes não podem ser compensadas. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, pela literalidade do art. 372: “Os prazos de favor, 
embora consagrados pelo uso geral, não obstam a compensação”. 
A alternativa B está correta, de acordo com o art. 299: “É facultado a terceiro 
assumir a obrigação do devedor, com o consentimento expresso do credor, 
ficando exonerado o devedor primitivo, salvo se aquele, ao tempo da assunção, 
era insolvente e o credor o ignorava”. 
A alternativa C está incorreta, conforme o art. 399: “O devedor em mora 
responde pela impossibilidade da prestação, embora essa impossibilidade resulte 
de caso fortuito ou de força maior, se estes ocorrerem durante o atraso; salvo se 
provar isenção de culpa, ou que o dano sobreviria ainda quando a obrigação fosse 
oportunamente desempenhada”. 
A alternativa D está incorreta, porque, como se extrai do art. 286 (“O credor 
pode ceder o seu crédito, se a isso não se opuser a natureza da obrigação, a lei, 
ou a convenção com o devedor; a cláusula proibitiva da cessão não poderá ser 
oposta ao cessionário de boa-fé, se não constar do instrumento da obrigação”), 
em regra, a vontade do devedor é irrelevante. 
A alternativa E está incorreta, na regra do art. 369: “A compensação efetua-se 
entre dívidas líquidas, vencidas e de coisas fungíveis”. 
 
 
7. 2015 – TRT 16ª REGIÃO – TRT 16ª REGIÃO (MA) – Juiz do 
Trabalho Substituto 
Em tema de obrigações: 
a) A ação de in rem verso visa à compensação das perdas e danos sofridos 
em razão do enriquecimento sem causa. 
b) O terceiro não interessado, ao realizar o pagamento da dívida de outrem 
em seu próprio nome, tem direito tanto ao reembolso do que adimpliu 
quanto à subrogação dos direitos do credor. 
c) Deteriorada a coisa, não sendo o devedor culpado, deverá o credor, 
obrigatoriamente, aceitar a coisa, abatido de seu preço o valor que perdeu, 
haja vista a ausência de culpa do devedor. 
d) O pagamento de dívida prescrita constitui-se em verdadeira renúncia do 
favor da prescrição pelo devedor. 
e) Em observância à vedação do enriquecimento sem causa, é vedado às 
partes convencionar o aumento progressivo das prestações sucessivas. 
Comentários 
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A alternativa A está incorreta, voltando-se a ação in rem verso se aplica à 
repetição dos valores pagos com enriquecimento sem causa à contraparte, e não 
como compensação. 
A alternativa B está incorreta, na literalidade do art. 305: “O terceiro não 
interessado, que paga a dívida em seu próprio nome, tem direito a reembolsar-
se do que pagar; mas não se sub-roga nos direitos do credor”. 
A alternativa C está incorreta, nos termos do art. 235: “Deteriorada a coisa, 
não sendo o devedor culpado, poderá o credor resolver a obrigação, ou aceitar a 
coisa, abatido de seu preço o valor que perdeu”. 
A alternativa D está correta, dado que a obrigação mutilada constitui verdadeiro 
vínculo obrigacional, presumindo-se o pagamento como renúncia que impede a 
repetição. 
A alternativa E está incorreta, como se extrai do art. 316: “É lícito convencionar 
o aumento progressivo de prestações sucessivas”. 
 
 
8. 2015 – TRT 16ª Região – TRT 16ª Região – Juiz do Trabalho 
Substituto 
Examine as proposições seguintes e assinale a alternativa CORRETA: 
I. A obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela não 
mencionados, salvo se o contrário resultar do título ou das circunstâncias do 
caso. 
II. Nas obrigações de fazer, acaso seja impossível o cumprimento da 
obrigação por culpa do devedor, este deverá ressarcir o credor por perdas e 
danos. 
III. Na assunção de dívida por terceiro, qualquer das partes pode assinar 
prazo ao credor para que aceite a assunção, interpretando-se, porém, o seu 
silêncio como recusa. 
IV. A quitação sempre poderá ser dada por instrumento particular, devendo 
designar o valor e a espécie da dívida quitada, o nome do devedor, ou quem 
por este pagou, o tempo e o lugar do pagamento, com a assinatura do 
credor, ou do seu representante. 
V. O credor não é obrigado a aceitar o pagamento de prestação diversa da 
que lhe é devida, mesmo que seja mais valiosa. 
a) Somente as proposições II e IV estão corretas. 
b) Somente as proposições I e V estão incorretas. 
c) Somente a proposição III está correta. 
d) Todas as proposições estão corretas. 
e) Todas as proposições estão incorretas. 
Comentários 
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O item I está correto, segundo o art. 233: “A obrigação de dar coisa certa 
abrange os acessórios dela não mencionados, salvo se o contrário resultar do 
título ou das circunstâncias do caso”. 
O item II está correto, na dicção do art. 248: “Se a prestação do fato tornar-se 
impossível sem culpa do devedor, resolver-se-á a obrigação; se por culpa do dele, 
responderá por perdas e danos”. 
O item III está correto, conforme o art. 299: “Qualquer das partes pode assinar 
prazo ao credor para que consinta na assunção da vívida, interpretando-se o seu 
silêncio como recusa”. 
O item IV está correto, como prevê o art. 320: “A quitação sempre poderá ser 
dada por instrumento particular, designará o valor e a espécie da dívida quitada, 
o nome do devedor, ou quem por este pagou, o tempo e o lugar do pagamento, 
com a assinatura do credor, ou do seu representante”. 
O item V está correto, na literalidade do art. 313: “O credor não é obrigado a 
aceitar o pagamento de prestação diversa da que lhe é devida, ainda que mais 
valiosa”. 
A alternativa D está correta, portanto. 
 
 
9. 2015 – TRT 8ª Região – TRT 8ª Região – Juiz do Trabalho 
Substituto 
Sobre as obrigações no Código Civil Brasileiro, é CORRETO afirmar que: 
a) Extingue-se a obrigação de não fazer, desde que, com culpa do devedor, 
se lhe torne impossível abster-se do ato, que se obrigou a não praticar. 
b) Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao credor, se outra coisa não 
se estipulou. 
c) A solidariedade na obrigação não se presume; resulta da lei, costume ou 
da vontade das partes. 
d) Importará renúncia da solidariedade passiva, a propositura de ação pelo 
credor apenas contra um ou alguns dos devedores. 
e) O credor pode ceder o seu crédito, se a isso não se opuser a natureza da 
obrigação, a lei, ou a convenção com o devedor; a cláusula proibitiva da 
cessão não poderá ser oposta ao cessionário de boa-fé,se não constar do 
instrumento da obrigação. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, na dicção do art. 250: “Extingue-se a obrigação 
de não fazer, desde que, sem culpa do devedor, se lhe torne impossível abster-
se do ato, que se obrigou a não praticar”. 
A alternativa B está incorreta, segundo o art. 252: “Nas obrigações alternativas, 
a escolha cabe ao devedor, se outra coisa não se estipulou”. 
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A alternativa C está incorreta, pela previsão do art. 265: “A solidariedade não 
se presume; resulta da lei ou da vontade das partes”. 
A alternativa D está incorreta, conforme o art. 275, parágrafo único: “Não 
importará renúncia da solidariedade a propositura de ação pelo credor contra um 
ou alguns dos devedores”. 
A alternativa E está correta, na literalidade do art. 286: “O credor pode ceder o 
seu crédito, se a isso não se opuser a natureza da obrigação, a lei, ou a convenção 
com o devedor; a cláusula proibitiva da cessão não poderá ser oposta ao 
cessionário de boa-fé, se não constar do instrumento da obrigação”. 
 
 
10. 2015 – FCC – TJ/AL – Juiz Estadual Substituto 
Um agricultor encontrou um carneiro perdido depois de evadir do aprisco e 
recusando-se as autoridades a abrigá-lo, passou a alimentá-lo e dele cuidar. 
Passados seis meses, o dono, descobrindo seu paradeiro, foi buscá-lo, 
sendo-lhe imediatamente entregue, porém cobrado das despesas 
comprovadamente realizadas, por quem o encontrara. Nesse caso, o dono 
do carneiro 
a. apenas terá de pagar uma recompensa a seu critério, mas não as 
despesas. 
b. nada terá de pagar ao agricultor, porque a hipótese configura obrigação 
natural, cujo ressarcimento não pode ser coercitivamente exigido. 
c. deverá ressarcir o agricultor das despesas que teve, porque houve gestão 
de negócio, que não se presume gratuita. 
d. deverá pagar ao agricultor as despesas que teve, e este poderá cobrá-las 
com fundamento na vedação de enriquecimento sem causa. 
e. só terá de ressarcir o agricultor, se houver feito publicamente promessa 
de recompensa. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, porque as despesas com a conservação do animal 
correspondem a empobrecimento daquele que abrigou o animal. 
A alternativa B está incorreta, inexistindo que se falar em obrigação natural, 
mas de enriquecimento sem causa do dono do animal, que ficou tempos sem 
precisar arcar com os custos de manutenção do animal. 
A alternativa C está incorreta, porque falta aí o requisito de obrigar o dono do 
animal, e não a si mesmo, perante terceiros. Igualmente, a gestão de negócio é, 
em si, gratuita, não gerando contraprestação ao dono, mas apenas a obrigação 
de indenizar as despesas e prejuízos. 
A alternativa D está correta, sendo que a falta de indenização pelas despesas 
geraria empobrecimento daquele que cuidou do animal em detrimento daquele 
que é o dono, situação vedada pelo art. 884 (“Aquele que, sem justa causa, se 
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enriquecer à custa de outrem, será obrigado a restituir o indevidamente auferido, 
feita a atualização dos valores monetários”), que exige o pagamento das 
despesas. 
A alternativa E está incorreta, não havendo que se falar, no caso, em promessa 
de recompensa. 
 
 
11. 2015 – FUNDATEC – PGE/RS – Procurador do Estado 
Assinale a alternativa INCORRETA. 
A) O devedor pode opor ao cessionário as exceções que tinha contra o 
cedente no momento em que conhece da cessão. 
B) Fala-se em ausência de eficácia em relação ao devedor quanto à cessão 
realizada sem a sua notificação. 
C) Quando estipulado, o cedente pode responder pela solvência do devedor. 
D) Havendo concordância do devedor originário, podem as garantias 
oferecidas por este ao negócio jurídico permanecerem válidas a partir da 
assunção da dívida. 
E) Não se interpreta como recusa o silêncio do credor quando assinado prazo 
para consentir na assunção da dívida. 
Comentários 
A alternativa A está correta, nos termos do art. 294: “O devedor pode opor ao 
cessionário as exceções que lhe competirem, bem como as que, no momento em 
que veio a ter conhecimento da cessão, tinha contra o cedente”. 
A alternativa B está correta, segundo o art. 290: “A cessão do crédito não tem 
eficácia em relação ao devedor, senão quando a este notificada”. 
A alternativa C está correta, conforme o art. 296: “Salvo estipulação em 
contrário, o cedente não responde pela solvência do devedor”. 
A alternativa D está correta, na inversão da leitura do art. 300: “Salvo 
assentimento expresso do devedor primitivo, consideram-se extintas, a partir da 
assunção da dívida, as garantias especiais por ele originariamente dadas ao 
credor”. 
A alternativa E está incorreta, na literalidade do art. 299, parágrafo único: 
“Qualquer das partes pode assinar prazo ao credor para que consinta na assunção 
da dívida, interpretando-se o seu silêncio como recusa”. 
 
 
12. 2015 – CESPE – DPU – Defensor Público Federal 
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Considere que as prestações periódicas de tal negócio jurídico tenham sido 
cumpridas, reiteradamente e com a aceitação de ambas as partes, no 
domicílio de uma das partes da relação jurídica. 
Nesse caso, ainda que tenha sido disposto na avença que as prestações 
fossem cumpridas no domicílio da outra parte, esta não poderia exigir, 
unilateral e posteriormente, o cumprimento de tal disposição. 
Comentários 
O item está correto, conforme o art. 330: “O pagamento reiteradamente feito 
em outro local faz presumir renúncia do credor relativamente ao previsto no 
contrato”. 
 
 
13. 2015 – CESPE – DPU – Defensor Público Federal 
Supondo que duas partes tenham estabelecido determinada relação jurídica, 
julgue o item. 
Caso o credor da relação jurídica ceda seu crédito a terceiro, a ausência de 
notificação do devedor implicará a inexigibilidade da dívida. 
Comentários 
O item está incorreto, conforme o art. 290: “A cessão do crédito não tem eficácia 
em relação ao devedor, senão quando a este notificada; mas por notificado se 
tem o devedor que, em escrito público ou particular, se declarou ciente da cessão 
feita”. 
 
 
14. 2015 – FCC – DPE/SP – Defensor Público Estadual 
Sobre a teoria geral das obrigações, é correto afirmar: 
(A) Quando uma obrigação indivisível se converte em perdas e danos, ela se 
torna uma obrigação divisível. Pelo equivalente em dinheiro devido em razão 
do inadimplemento respondem todos os devedores, assim como pelas 
perdas e danos. No entanto, os devedores que não deram causa à 
impossibilidade da prestação podem reaver do culpado o que pagaram ao 
credor. 
(B) Ocorrendo a chamada novação subjetiva por expromissão, mesmo sendo 
o novo devedor insolvente, não tem o credor ação regressiva contra o 
primeiro devedor. 
(C) A cessão de crédito é um negócio jurídico bilateral pelo qual o credor 
transfere a outrem seus direitos na relação obrigacional, responsabilizando-
se não só pela existência da dívida como pela solvência do cedido, por força 
de lei. 
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(D) Não pode ser considerado em mora o credor que não quiser receber o 
pagamento no lugar estabelecido contratualmente, mesmo que o devedor 
comprove queo pagamento se faz reiteradamente em outro lugar. 
(E) Nas obrigações alternativas, caso uma das prestações torne-se 
inexequível antes da concentração, sem culpa do devedor, este poderá 
escolher entre adimplir com a prestação restante ou pagar em dinheiro o 
valor daquela que pereceu. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, pela previsão do art. 263, §2º: “Se for de um só 
a culpa, ficarão exonerados os outros, respondendo só esse pelas perdas e 
danos”. 
A alternativa B está correta, na conjugação dos arts. 362 (“A novação por 
substituição do devedor pode ser efetuada independentemente de consentimento 
deste”) e 363 (“Se o novo devedor for insolvente, não tem o credor, que o 
aceitou, ação regressiva contra o primeiro, salvo se este obteve por má-fé a 
substituição”). 
A alternativa C está incorreta, conforme o art. 296: “Salvo estipulação em 
contrário, o cedente não responde pela solvência do devedor”. 
A alternativa D está incorreta, já que, evidentemente, se o credor não aceitar 
o pagamento no lugar estipulado está em mora. 
A alternativa E está incorreta, por duas razões. Primeiro, não se estipulou a 
quem competia a escolha. Segundo, ainda que se considerasse que o exercício 
implicitamente tivesse tido que competia a escolha ao devedor, no caso, deveria 
ele adimplir com a prestação restante. 
 
 
15. 2015 – FCC – DPE/MA – Defensor Público Estadual 
Bruno adquiriu um veículo mediante contrato de alienação fiduciária, em 300 
parcelas no valor de R$ 200,00 (duzentos reais) cada. Bruno pagou 
pontualmente as parcelas até que, faltando apenas seis prestações para o 
adimplemento, não teve condições de realizar o pagamento. Diante da 
impontualidade de Bruno, a instituição financeira ajuizou ação de busca e 
apreensão do veículo. Na condição de defensor público atuando em favor de 
Bruno, para defendê-lo neste pedido de busca e apreensão, é correta a 
alegação de abuso do direito por parte da instituição financeira por aplicação 
da 
a) autonomia da vontade. 
b) vedação de cláusula comissória. 
c) exceção do contrato não cumprido. 
d) vedação legal de busca e apreensão em alienação fiduciária. 
e) teoria do adimplemento substancial. 
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Comentários 
A alternativa A está incorreta, porque a autonomia da vontade daria ensejo à 
busca e apreensão, interesse contrário ao do devedor. 
A alternativa B está incorreta, pois não há vedação a cláusula resolutiva 
expressa nesse tipo de contrato. 
A alternativa C está incorreta, já que a instituição financeira já cumpriu a parte 
dela na avença. 
A alternativa D está incorreta, porque a lei especial textualmente permite a 
brusca e apreensão mencionada. 
A alternativa E está correta, dado que esse seria o fundamento da vedação à 
busca e apreensão. Chamo atenção para o julgado no REsp 1622555/MG, Rel. 
Ministro MARCO BUZZI, Rel. p/ Acórdão Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, 
SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 22/02/2017, DJe 16/03/2017, citado abaixo. 
 
 
16. 2015 – FMP – DPE/PA – Defensor Público Estadual 
Assinale a alternativa INCORRETA. 
a) A boa-fé objetiva configura norma impositiva de limites ao exercício de 
direitos subjetivos, configurando, assim, importante critério de mensuração 
da ocorrência do adequado adimplemento e dos limites do enriquecimento 
ilícito. 
b) O adimplemento substancial deriva do postulado ou princípio da boa-fé 
objetiva e obsta o direito à resolução do contrato, como exceção ao princípio 
da exatidão do dever de prestar, em contratos bilaterais ou comutativos. 
c) O terceiro não interessado que paga a dívida em seu próprio nome se sub-
roga no direito do credor. 
d) A falência do devedor é causa legal de vencimento antecipado da 
obrigação, que não atinge devedores solidários solventes. 
e) A cláusula penal tem natureza de obrigação acessória. 
Comentários 
A alternativa A está correta, e é, de certa forma, autoexplicativa. 
A alternativa B está correta, sendo essa uma derivação interpretativa do 
adimplemento substancial, como exceção à exatidão do cumprimento da 
obrigação no polo passivo. 
A alternativa C está incorreta, na literalidade do art. 305: “O terceiro não 
interessado, que paga a dívida em seu próprio nome, tem direito a reembolsar-
se do que pagar; mas não se sub-roga nos direitos do credor”. 
A alternativa D está correta, na regra do art. 333, parágrafo único: “Nos casos 
deste artigo, se houver, no débito, solidariedade passiva, não se reputará vencido 
quanto aos outros devedores solventes”. 
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A alternativa E está correta, eis que ela se acopla à obrigação principal no caso 
de inadimplemento. 
 
 
17. 2015 – FCC – SEFAZ/PE – Julgador Administrativo Tributário 
do Tesouro Estadual 
A ação de restituição por enriquecimento sem causa: 
a. é cabível para repetir o que se pagou para solver dívida prescrita. 
b. tem os mesmos requisitos da ação de restituição por pagamento indevido. 
c. é cabível quando não tenha havido causa que justifique o enriquecimento, 
mas não é cabível quando esta deixou de existir. 
d. não é cabível, se a lei conferir ao lesado outros meios para se ressarcir do 
prejuízo sofrido. 
e. não pode ter por objeto a restituição de coisa determinada, mas somente 
quantia em dinheiro. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, na literalidade do art. 882: “Não se pode repetir 
o que se pagou para solver dívida prescrita, ou cumprir obrigação judicialmente 
inexigível”. 
A alternativa B está incorreta, porque pagamento indevido e enriquecimento 
sem causa não se confundem, notadamente como se extrai do requisito do art. 
877 (“Àquele que voluntariamente pagou o indevido incumbe a prova de tê-lo 
feito por erro”), que inexiste no caso de enriquecimento sem causa. 
A alternativa C está incorreta, conforme o art. 885: “A restituição é devida, não 
só quando não tenha havido causa que justifique o enriquecimento, mas também 
se esta deixou de existir”. 
A alternativa D está correta, de acordo com o art. 886: “Não caberá a restituição 
por enriquecimento, se a lei conferir ao lesado outros meios para se ressarcir do 
prejuízo sofrido”. 
A alternativa E está incorreta, consoante o art. 884, parágrafo único: “Se o 
enriquecimento tiver por objeto coisa determinada, quem a recebeu é obrigado 
a restituí-la, e, se a coisa não mais subsistir, a restituição se fará pelo valor do 
bem na época em que foi exigido”. 
 
 
18. 2014 – FCC – TRT 18ª REGIÃO (GO) – Juiz do Trabalho 
Substituto 
Em relação ao enriquecimento sem causa, examine o quanto segue: 
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I. Aquele que, sem justa causa, se enriquecer à custa de outrem, será 
obrigado a restituir o indevidamente auferido, feita a atualização dos valores 
monetários. 
II. Se o enriquecimento tiver por objeto coisa determinada, quem a recebeu 
é obrigado a restituí-la, e, se a coisa não mais subsistir, a restituição se fará 
pelo valor do bem na época em que foi exigido. 
III. A restituição é devida, não só quando não tenha havido causa que 
justifique o enriquecimento, mas também se esta deixou de existir. 
IV. Caberá a restituição por enriquecimento, ainda que a lei confira ao lesado 
outros meios para se ressarcir do prejuízo sofrido. 
Está correto o que consta APENAS em 
a. I, III e IV 
b. I, II e IV 
c. II, III e IV 
d. I, II e III 
e. I e III 
Comentários 
O item I está incorreto, deacordo com o art. 884: “Aquele que, sem justa causa, 
se enriquecer à custa de outrem, será obrigado a restituir o indevidamente 
auferido, feita a atualização dos valores monetários”. 
O item II está incorreto, consoante o art. 884, parágrafo único: “Se o 
enriquecimento tiver por objeto coisa determinada, quem a recebeu é obrigado 
a restituí-la, e, se a coisa não mais subsistir, a restituição se fará pelo valor do 
bem na época em que foi exigido”. 
O item III está correto, conforme o art. 885: “A restituição é devida, não só 
quando não tenha havido causa que justifique o enriquecimento, mas também se 
esta deixou de existir”. 
O item IV está incorreto, de acordo com o art. 886: “Não caberá a restituição 
por enriquecimento, se a lei conferir ao lesado outros meios para se ressarcir do 
prejuízo sofrido”. 
A alternativa D é a correta, portanto. 
 
 
19. 2014 – CESPE – PGE/BA - Procurador do Estado 
A teoria do adimplemento substancial impõe limites ao exercício do direito 
potestativo de resolução de um contrato. 
Comentários 
O item está correto, sendo vedado ao credor se utilizar dos meios mais gravosos 
para perseguir seu crédito. 
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20. 2014 – IDECAN – Câmara Municipal/Serra (ES) – Procurador 
Legislativo 
De acordo com o Código Civil, a pretensão de ressarcimento de 
enriquecimento sem causa prescreve em 
a. dois anos. 
b. três anos. 
c. quatro anos. 
d. cinco anos. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, conforme a regra do art. 206 citada adiante. 
A alternativa B está correta, segundo o art. 206, §3º, inc. IV: “Prescreve em 
três anos a pretensão de ressarcimento de enriquecimento sem causa”. 
A alternativa C está incorreta, pelas mesmas razões expostas naa alternativa 
B. 
A alternativa D está incorreta, pelas mesmas razões expostas naa alternativa 
B. 
 
 
21. 2014 – FUNDEP – Prefeitura de Nossa Senhora do Socorro (SE) 
– Procurador Municipal 
Sobre o enriquecimento ilícito e pagamento indevido, assinale a alternativa 
CORRETA. 
a. Aquele que, sem justa causa, se enriquecer à custa de outrem, é obrigado 
a restituir o indevidamente auferido, feita a atualização dos valores 
monetários e abrangendo juros. 
b. Aquele que voluntariamente pagou o indevido tem direito à restituição. 
c. Aquele que deu alguma coisa em pagamento para obter fim ilícito, imoral 
ou proibido por lei responderá por perdas e danos. 
d. Fica isento de restituir pagamento indevido aquele que, recebendo-o como 
parte de dívida verdadeira, inutilizou o título, deixou prescrever a pretensão 
ou abriu mão das garantias que asseguravam seu direito. 
e. Pode-se repetir o que se pagou para solver dívida prescrita, provando tê-
lo feito por erro. 
Comentários 
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A alternativa A está incorreta, de acordo com o art. 884: “Aquele que, sem justa 
causa, se enriquecer à custa de outrem, será obrigado a restituir o indevidamente 
auferido, feita a atualização dos valores monetários”, sem juros. 
A alternativa B está incorreta, na literalidade do art. 877: “Àquele que 
voluntariamente pagou o indevido incumbe a prova de tê-lo feito por erro”. 
A alternativa C está incorreta, conforme o art. 883: “Não terá direito à repetição 
aquele que deu alguma coisa para obter fim ilícito, imoral, ou proibido por lei”. 
A alternativa D está correta, segundo o art. 880: “Fica isento de restituir 
pagamento indevido aquele que, recebendo-o como parte de dívida verdadeira, 
inutilizou o título, deixou prescrever a pretensão ou abriu mão das garantias que 
asseguravam seu direito; mas aquele que pagou dispõe de ação regressiva contra 
o verdadeiro devedor e seu fiador”. 
A alternativa E está incorreta, na literalidade do art. 882: “Não se pode repetir 
o que se pagou para solver dívida prescrita, ou cumprir obrigação judicialmente 
inexigível”. 
 
 
22. 2014 – VUNESP – DPE/MS – Defensor Público Estadual 
Jean decidiu adquirir um imóvel, necessitando de financiamento bancário 
para viabilizar a aquisição. Ao consultar determinada instituição financeira, 
apresentaram a Jean a opção do financiamento com pacto de alienação 
fiduciária. Jean aceitou o financiamento e a modalidade de garantia, 
comprometendo-se ao pagamento de 100 (cem) prestações de R$ 1.000,00 
(mil reais). O comprador honrou 95 (noventa e cinco) parcelas e, em 
seguida, perdeu seu emprego. Por essa razão, deixou de honrar as parcelas 
restantes. Nesse panorama, é correto afirmar que 
a) a modalidade de garantia pactuada não admite a aplicação da teoria do 
adimplemento substancial, devendo a instituição financeira constituir o 
fiduciante em mora, consolidar a propriedade do imóvel e promover o leilão 
público no prazo legal. 
b) pela aplicação da teoria do adimplemento substancial, restará a 
possibilidade da instituição financeira cobrar as parcelas faltantes, abstendo-
se de consolidar a propriedade do imóvel em nome do fiduciário e levá-lo à 
hasta pública. 
c) a aplicação da teoria do adimplemento substancial dependerá de previsão 
contratual fixando o número de parcelas mínimas para que o instituto possa 
aproveitar ao comprador. 
d) se aplica a teoria do adimplemento substancial, pela qual, considerando 
a boa-fé do comprador e a função social do contrato, a instituição financeira 
deverá absorver o prejuízo das parcelas faltantes, outorgando quitação a 
Jean. 
Comentários 
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A alternativa A está incorreta, conforme o gabarito oficial e conforme a 
jurisprudência majoritária e a doutrina, mas estaria correta conforme o 
entendimento recente do STJ, visto na jurisprudência, relativamente à alienação 
fiduciária de bens móveis. 
A alternativa B está correta, por aplicação da teoria, que veda a utilização de 
meios mais gravosos na cobrança da dívida pelo credor. 
A alternativa C está incorreta, inexistindo esse requisito. 
A alternativa D está incorreta, não se excluindo a dívida em si, em momento 
algum. 
 
 
23. 2014 – CS-UFG – DPE/GO – Defensor Público Estadual 
Em contraponto ao formalismo exacerbado na execução das obrigações 
contratuais, desenvolveu-se na Inglaterra, a partir do século XVIII, a teoria 
do adimplemento substancial, corolário do princípio da boa-fé objetiva 
positivado no ordenamento jurídico brasileiro a partir da entrada em vigor 
da Lei n. 8.078, de 1990 (Código de Defesa do Consumidor). A esse respeito, 
considera-se que 
a) a aplicação da teoria do adimplemento substancial prescinde do 
cumprimento de parte significativa das obrigações contratuais por quem dela 
se beneficia. 
b) a teoria do adimplemento substancial tende a preservar o negócio jurídico 
aventado, limitando o direito do credor à exceptio non adimpleti contractus, 
quando, diante de um adimplemento das obrigações tão próximo do 
resultado final e tendo em vista a conduta das partes, deixa de ser razoável 
a resolução contratual. 
c) a aplicação da teoria do adimplemento substancial restringe-se às 
relações de consumo no direito brasileiro. 
d) a falta de positivação do princípio da boa-fé objetiva no ordenamento 
jurídico brasileiro impediu que os tribunais pátrios o aplicassem na resolução 
de casos concretos, de modo que a exceptio non adimpleti contractus foi 
aplicada de maneira absoluta até o ano de 1990. 
e) a determinação expressa no artigo 475 do Código Civil proíbe à parte 
lesada pelo inadimplemento quepropugne pela resolução contratual. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, sendo esse requisito essencial de sua aplicação. 
A alternativa B está correta, já que se objetiva com a aplicação dessa teoria 
exatamente evitar a resolução de um contrato tão próximo de seu término 
regular. 
A alternativa C está incorreta, valendo suas regras também para as relações 
civis. 
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A alternativa D está incorreta, já que o Judiciário brasileiro aplica o princípio da 
boa-fé objetiva de maneira bastante difundida de 1990, sendo ela conhecida da 
doutrina já desde a década de 1960. 
A alternativa E está incorreta, pois esse dispositivo faz exatamente o oposto, 
permitindo a resolução. 
 
 
24. 2014 – IADES – CAU/RJ – Analista Jurídico 
Com relação aos atos unilaterais previstos no Código Civil, assinale a 
alternativa correta. 
a. Todo aquele que recebeu o que lhe não era devido fica obrigado a restituir; 
obrigação que incumbe àquele que recebe dívida condicional antes de 
cumprida a condição. 
b. Àquele que voluntariamente pagou o indevido desobriga-se da prova de 
tê-lo feito por erro. 
c. Se aquele que indevidamente recebeu um imóvel o tiver alienado em boa-
fé, por título oneroso, responde pela quantia recebida, além das perdas e 
danos. 
d. Pode-se repetir o que se pagou para solver dívida prescrita ou cumprir 
obrigação judicialmente inexigível. 
e. Aquele que, sem justa causa, se enriquecer à custa de outrem, será 
obrigado a restituir o indevidamente auferido, feita a atualização dos valores 
monetários, aplicados os juros legais e aplicada a multa de 5% ao mês. 
Comentários 
A alternativa A está correta, segundo o art. 876: “Todo aquele que recebeu o 
que lhe não era devido fica obrigado a restituir; obrigação que incumbe àquele 
que recebe dívida condicional antes de cumprida a condição”. 
A alternativa B está incorreta, na literalidade do art. 877: “Àquele que 
voluntariamente pagou o indevido incumbe a prova de tê-lo feito por erro”. 
A alternativa C está incorreta, conforme o art. 879: “Se aquele que 
indevidamente recebeu um imóvel o tiver alienado em boa-fé, por título oneroso, 
responde somente pela quantia recebida; mas, se agiu de má-fé, além do valor 
do imóvel, responde por perdas e danos”. 
A alternativa D está incorreta, na dicção do art. 882: “Não se pode repetir o 
que se pagou para solver dívida prescrita, ou cumprir obrigação judicialmente 
inexigível”. 
A alternativa E está incorreta, e acordo com o art. 884: “Aquele que, sem justa 
causa, se enriquecer à custa de outrem, será obrigado a restituir o indevidamente 
auferido, feita a atualização dos valores monetários”. 
 
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25. 2013 – FCC – TJ/PE – Juiz Estadual Substituto 
A teoria do adimplemento substancial, adotada em alguns julgados, sustenta 
que: 
a) independentemente da extensão da parte da obrigação cumprida pelo 
devedor, manifestando este a intenção de cumprir o restante do contrato e 
dando garantia, o credor não pode pedir a sua rescisão. 
b) a prestação imperfeita, mas significativa de adimplemento substancial da 
obrigação, por parte do devedor, autoriza a composição de indenização, mas 
não a resolução do contrato. 
c) o cumprimento parcial de um contrato impede sua resolução em qualquer 
circunstância, porque a lei exige a preservação do contrato. 
d) a prestação imperfeita, mas significativa de adimplemento substancial da 
obrigação, por parte do devedor, autoriza apenas a resolução do contrato, 
mas sem a composição de perdas e danos. 
e) o adimplemento substancial de um contrato, por parte do devedor, livra-
o das consequências da mora, no tocante à parte não cumprida, por ser de 
menor valor. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, porque a extensão do inadimplemento é essencial 
para a aplicação da teoria. 
A alternativa B está correta, aplicando-se ao cumprimento imperfeito em 
termos qualitativos a mesma regra do inadimplemento em termos quantitativos. 
A alternativa C está incorreta, pelas mesmas razões expostas na alternativa A. 
A alternativa D está incorreta, pelas mesmas razões expostas na alternativa B. 
A alternativa E está incorreta, já que não se afasta o dever de prestar, ainda 
que afastada a resolução. 
 
 
26. 2013 – FEPESE – DPE/SC – Analista Técnico da Defensoria 
De acordo com o Código Civil brasileiro, a pretensão de ressarcimento de 
enriquecimento sem causa prescreve em: 
a) um ano. 
b) dois anos. 
c) três anos. 
d) cinco anos. 
e) quatro anos. 
Comentários 
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A alternativa C está correta, pela previsão do art. 206, §3º, inc. IV: “Prescreve 
em três anos a pretensão de ressarcimento de enriquecimento sem causa”. 
Assim, incorretas as alternativas A, B e D. 
 
 
27. 2013 – CESPE – STF – Analista Judiciário - Área Judiciária 
A respeito dos contratos, julgue o item seguinte. 
A teoria do substancial adimplemento visa impedir o uso desequilibrado, pelo 
credor, do direito de resolução, preterindo desfazimentos desnecessários em 
prol da preservação do acordado, com vistas à realização de princípios como 
o da boa-fé objetiva e o da função social dos contratos. 
Comentários 
O item está correto, sendo a alternativa praticamente a explicação do 
funcionamento da teoria do adimplemento substancial. 
 
 
28. 2012 – PGR – PGR – Procurador da República 
É correto afirmar que: 
a) As obrigações naturais se distinguem das obrigações civis pelo fato de 
que são inspiradas na moral, embora detenham juridicidade. 
b) A assunção de divida tem como peculiaridade o fato de que as garantias 
ditas especiais jamais subsistirão com a substituição do devedor. 
c) A expromissão, modalidade de novação subjetiva passiva, é forma de 
exclusão do devedor originário. 
d) A cláusula penal, no Código Civil de 2002, pode ser reduzida pelo julgador 
se seu montante for manifestamente excessivo. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, já que a distinção entre ambas reside na 
mutilação que as obrigações naturais sofrem por não deterem exigibilidade 
processual, tão somente, não se tratando de obrigações morais, cujo pretenso 
pagamento permitiria repetição pelo pretenso devedor, em vista do 
enriquecimento sem causa da contraparte. 
A alternativa B está incorreta, dado o permissivo do art. 300: “Salvo 
assentimento expresso do devedor primitivo, consideram-se extintas, a partir da 
assunção da dívida, as garantias especiais por ele originariamente dadas ao 
credor”. 
A alternativa C está correta, ainda que de maneira truncada e um tanto 
questionável. A hipótese de expromissão está configurada no art. 362: “A 
novação por substituição do devedor pode ser efetuada independentemente de 
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consentimento deste”. A despeito da ausência do nome, a expromissão significa 
o acordo novatório decorrente de ato do credor com terceiro, de maneira 
autônoma, e mesmo contra a vontade do devedor. Ela pode ou não liberar o 
devedor, se assim o quiserem credor e terceiro. Quando se exclui o devedor, a 
novação subjetiva passiva por expromissão é dita liberatória. 
A alternativa D está incorreta, nos termos do art. 413: “A penalidadedeve ser 
reduzida equitativamente pelo juiz se a obrigação principal tiver sido cumprida 
em parte, ou se o montante da penalidade for manifestamente excessivo, tendo-
se em vista a natureza e a finalidade do negócio”. 
 
 
29. 2012 – PGR – PGR – Procurador da República 
Em tema de obrigações: 
a) Tratando-se de cessão de crédito, os créditos impenhoráveis, por si sós, 
impedem que haja a transferência; 
b) A cessão de contrato é também conhecida como novação subjetiva, 
porque o novo devedor – ou o novo credor -, sucede o antigo; 
c) A ação de in rem verso visa compensar as perdas e danos sofridos em 
razão do enriquecimento sem causa; 
d) O pagamento de divida prescrita constitui-se em verdadeira renúncia do 
favor da prescrição pelo devedor. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, talqualmente funciona com as garantias reais, 
que permitem ao dono da coisa – no caso, dos créditos – seu uso com função de 
garantia. 
A alternativa B está incorreta, sendo a cessão de posição contratual instituto 
diverso e sem conexão com a novação, que é a criação de nova obrigação. 
A alternativa C está incorreta, dado que a ação in rem verso busca apenas 
repetir o pago de maneira equivocada, apenas. 
A alternativa D está correta, conforme dita o art. 882 (“Não se pode repetir o 
que se pagou para solver dívida prescrita, ou cumprir obrigação judicialmente 
inexigível”), há renúncia à prescrição, nesses casos, daí a regra (revogada) de 
que a prescrição não é cognoscível de ofício pelo juiz. 
 
 
30. 2012 – FEPESE – DPE/SC – Defensor Público Estadual 
Sobre atos unilaterais e preferências e privilégios creditórios, é correto 
afirmar: 
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a. ( ) Nos concursos que se abrirem com promessa pública de recompensa, 
na falta de pessoa designada para julgar o mérito dos trabalhos que se 
apresentarem, o juiz do local do concurso deverá avaliá-los. 
b. ( ) O gestor não responde pelo caso fortuito advindo de operações 
arriscadas, desde que prove que o dono costumava fazê-las. 
c. ( ) A restituição somente é devida quando não tenha havido causa que 
justifique o enriquecimento. 
d. ( ) Se o pagamento indevido tiver consistido no desempenho de obrigação 
de fazer ou para eximir-se da obrigação de não fazer, aquele que recebeu a 
prestação fica na obrigação de indenizar o que a cumpriu, na medida do 
lucro obtido. 
e. ( ) Quando concorrerem aos mesmos bens, e por título igual, dois ou mais 
credores da mesma classe especialmente privilegiados, haverá entre eles 
rateio proporcional ao número de credores, por cabeça. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, segundo o art. 859, §2º: “Em falta de pessoa 
designada para julgar o mérito dos trabalhos que se apresentarem, entender-se-
á que o promitente se reservou essa função”. 
A alternativa B está incorreta, conforme o art. 868: “O gestor responde pelo 
caso fortuito quando fizer operações arriscadas, ainda que o dono costumasse 
fazê-las, ou quando preterir interesse deste em proveito de interesses seus”. 
A alternativa C está incorreta, na literalidade do art. 885: “A restituição é 
devida, não só quando não tenha havido causa que justifique o enriquecimento, 
mas também se esta deixou de existir”. 
A alternativa D está correta, de acordo com o art. 881: “Se o pagamento 
indevido tiver consistido no desempenho de obrigação de fazer ou para eximir-
se da obrigação de não fazer, aquele que recebeu a prestação fica na obrigação 
de indenizar o que a cumpriu, na medida do lucro obtido”. 
A alternativa E está incorreta, consoante a regra trazida pelo art. 962: “Quando 
concorrerem aos mesmos bens, e por título igual, dois ou mais credores da 
mesma classe especialmente privilegiados, haverá entre eles rateio proporcional 
ao valor dos respectivos créditos, se o produto não bastar para o pagamento 
integral de todos”. 
 
 
31. 2011 – MPE/PB – MPE/PB – Promotor de Justiça Substituto 
Julgue as afirmações abaixo e assinale a alternativa correta. 
I - Se a evicção for parcial, mas considerável, ao evicto caberá, 
cumulativamente, a rescisão do contrato e a restituição da parte do preço 
correspondente ao desfalque sofrido. 
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II - A transação não aproveita, nem prejudica, senão aos que nela 
intervieram, salvo se disser respeito a coisa indivisível. 
III - Sem anuência de seu autor, não pode o proprietário da obra introduzir 
modificação no projeto por ele aprovado, ainda que a execução seja confiada 
a terceiros, que as alterações sejam de pouca importância e que se 
mantenha a unidade estética da obra projetada. 
IV - O gestor de negócio é obrigado a responder até pelo caso fortuito, se 
fizer operações arriscadas, ainda que o dominus negotii costumasse fazê-
las. 
a. Apenas uma das afirmações acima está inteiramente correta. 
b. Apenas duas das afirmações acima estão inteiramente corretas. 
c. Apenas três das afirmações acima estão inteiramente corretas. 
d. Todas as quatro afirmações acima estão inteiramente corretas. 
e. Nenhuma das quatro afirmações acima estão inteiramente corretas. 
Comentários 
O item I está incorreto, conforme o art. 455: “Se parcial, mas considerável, for 
a evicção, poderá o evicto optar entre a rescisão do contrato e a restituição da 
parte do preço correspondente ao desfalque sofrido. Se não for considerável, 
caberá somente direito a indenização”. 
O item II está incorreto, pela previsão do art. 844: “A transação não aproveita, 
nem prejudica senão aos que nela intervierem, ainda que diga respeito a coisa 
indivisível”. 
O item III está incorreto, de acordo com o art. 621: “Sem anuência de seu 
autor, não pode o proprietário da obra introduzir modificações no projeto por ele 
aprovado, ainda que a execução seja confiada a terceiros, a não ser que, por 
motivos supervenientes ou razões de ordem técnica, fique comprovada a 
inconveniência ou a excessiva onerosidade de execução do projeto em sua forma 
originária”. 
O item IV está correto, consoante o art. 868: “O gestor responde pelo caso 
fortuito quando fizer operações arriscadas, ainda que o dono costumasse fazê-
las, ou quando preterir interesse deste em proveito de interesses seus”. 
A alternativa A é a correta, portanto. 
 
 
32. 2011 – FCC – DPE/MA – Defensor Público Estadual 
Assinale a opção correta de acordo com as disposições do Código Civil. 
A A novação subjetiva passiva por expromissão independe do consentimento 
do credor; assim, o devedor primitivo, desde que anua, poderá ser 
substituído por novo devedor. 
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 B A remissão de dívida somente opera com a concordância do devedor, mas, 
quando praticada por devedor já insolvente ou por ela reduzido à insolvência, 
ainda quando o ignore, poderá ser anulada. 
C Sendo menor de dezesseis anos de idade a única pessoa a presenciar 
determinado fato, não pode o juiz admitir o seu depoimento para a 
comprovação do acontecimento, pois o menor com essa idade não pode, em 
nenhuma hipótese, atuar como testemunha. 
D Como exceção ao princípio da conservação do negócio jurídico, a 
invalidade das obrigações acessórias acarreta, necessariamente, a 
invalidade da obrigação principal. 
E Desde que haja o consentimento expresso do credor, o adquirente de 
imóvel hipotecado pode tomar a seu cargo o pagamento do crédito 
garantidor, interpretando-se o silêncio do credor notificado como recusa.Comentários 
A alternativa A está incorreta, já que, conforme extensamente dito, o credor 
tem de assentir na novação, não necessariamente o devedor (“Art. 362. A 
novação por substituição do devedor pode ser efetuada independentemente de 
consentimento deste”). 
A alternativa B está correta, na conjunção dos arts. 385 (“A remissão da dívida, 
aceita pelo devedor, extingue a obrigação, mas sem prejuízo de terceiro”) e 158 
(“Os negócios de transmissão gratuita de bens ou remissão de dívida, se os 
praticar o devedor já insolvente, ou por eles reduzido à insolvência, ainda quando 
o ignore, poderão ser anulados pelos credores quirografários, como lesivos dos 
seus direitos”). 
A alternativa C está incorreta, de acordo com o art. 228, in. I e §1º: 
“Não podem ser admitidos como testemunhas: 
I - os menores de dezesseis anos; 
§1º Para a prova de fatos que só elas conheçam, pode o juiz admitir o depoimento 
das pessoas a que se refere este artigo”. 
A alternativa D está incorreta. Na realidade, tão incorreta que é difícil apontar 
a incorreção. Primeiro, princípio da conservação serve para salvar negócio 
jurídico defeituoso. Segundo, em regra é a invalidade da obrigação principal que 
acarreta a invalidade da obrigação acessória, sendo excepcional o inverso. 
Terceiro, se é excepcional, a anulação da obrigação acessória não 
necessariamente invalida a principal, mas excepcionalmente. 
A alternativa E está incorreta, pois a alternativa trata da exceção trazida pelo 
art. 303: “O adquirente de imóvel hipotecado pode tomar a seu cargo o 
pagamento do crédito garantido; se o credor, notificado, não impugnar em trinta 
dias a transferência do débito, entender-se-á dado o assentimento”. 
 
 
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33. 2011 – FGV – SEFAZ/RJ – Auditor Fiscal da Receita Estadual 
A respeito dos atos unilaterais descritos no Código Civil, é correto afirmar 
que 
a. aquele que indevidamente recebeu, ainda que de boa–fé, determinado 
imóvel e o aliena por título oneroso, responderá não só pelo valor do imóvel 
como também por perdas e danos. 
b. contrai obrigação de cumprir o prometido aquele que, por meio de 
anúncios públicos, se compromete a recompensar a quem preencher certa 
condição. 
c. é possível exigir a repetição do que se pagou por uma dívida prescrita. 
d. não se admite a intervenção na gestão de negócio alheio daquele que não 
tenha sido autorizado pelo interessado. 
e. a restituição, na hipótese de enriquecimento sem causa, será devida, 
salvo se a causa que tenha justificado o enriquecimento deixe de existir. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, conforme o art. 879: “Se aquele que 
indevidamente recebeu um imóvel o tiver alienado em boa-fé, por título oneroso, 
responde somente pela quantia recebida; mas, se agiu de má-fé, além do valor 
do imóvel, responde por perdas e danos”. 
A alternativa B está correta, segundo o art. 854: “Aquele que, por anúncios 
públicos, se comprometer a recompensar, ou gratificar, a quem preencha certa 
condição, ou desempenhe certo serviço, contrai obrigação de cumprir o 
prometido”. 
A alternativa C está incorreta, na literalidade do art. 882: “Não se pode repetir 
o que se pagou para solver dívida prescrita, ou cumprir obrigação judicialmente 
inexigível”. 
A alternativa D está incorreta, como é possível se extrair do art. 867: “Se o 
gestor se fizer substituir por outrem, responderá pelas faltas do substituto, ainda 
que seja pessoa idônea, sem prejuízo da ação que a ele, ou ao dono do negócio, 
contra ela possa caber”. 
A alternativa E está incorreta, na norma do art. 885: “A restituição é devida, 
não só quando não tenha havido causa que justifique o enriquecimento, mas 
também se esta deixou de existir”. 
 
 
34. 2011 – FCC – TRT - 24ª REGIÃO (MS) – Analista Judiciário - 
Área Judiciária 
A respeito do enriquecimento sem causa, considere: 
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I. Aquele que, sem justa causa, se enriquecer à custa de outrem, será 
obrigado a restituir o indevidamente auferido, pelo valor da data em que 
ocorreu o enriquecimento. 
II. Se o enriquecimento tiver por objeto coisa determinada, quem a recebeu 
é obrigado a restituí-la, e, se a coisa não mais subsistir, a restituição se fará 
pelo valor do bem da época em que ocorreu o enriquecimento. 
III. A restituição do indevidamente auferido será devida quando a causa que 
justificou o enriquecimento deixou de existir. 
Está correto o que consta APENAS em 
a. II e III. 
b. I e II. 
c. I e III. 
d. III. 
e. II. 
Comentários 
O item I está incorreto, de acordo com o art. 884: “Aquele que, sem justa causa, 
se enriquecer à custa de outrem, será obrigado a restituir o indevidamente 
auferido, feita a atualização dos valores monetários”. 
O item II está incorreto, consoante o art. 884, parágrafo único: “Se o 
enriquecimento tiver por objeto coisa determinada, quem a recebeu é obrigado 
a restituí-la, e, se a coisa não mais subsistir, a restituição se fará pelo valor do 
bem na época em que foi exigido”. 
O item III está correto, na norma do art. 885: “A restituição é devida, não só 
quando não tenha havido causa que justifique o enriquecimento, mas também se 
esta deixou de existir”. 
A alternativa D é a correta, portanto. 
 
 
35. 2009 – CESPE – AGU – Advogado da União 
Constitui requisito da ação de repetição de indébito o fato de o pagamento 
ter sido realizado voluntariamente. 
Comentários 
O item está correto, como se extrai do art. 877: “Àquele que voluntariamente 
pagou o indevido incumbe a prova de tê-lo feito por erro”. 
 
 
36. 2009 – CESPE – AGU – Advogado da União 
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Considere que Ângela tenha locado imóvel de sua propriedade a Suzi e que 
esta não pague os aluguéis há três meses. Nessa situação hipotética, 
considerando-se que a falta de pagamento gera o enriquecimento de Suzi e 
o empobrecimento de Ângela, não havendo causa jurídica que os justifique, 
a locadora poderá ingressar com ação in rem verso para se ressarcir dos 
prejuízos sofridos. 
Comentários 
O item está incorreto, porque nesse caso cabe ação de despejo e, segundo o 
art. 886, “Não caberá a restituição por enriquecimento, se a lei conferir ao lesado 
outros meios para se ressarcir do prejuízo sofrido”. 
 
 
37. 2009 – CESPE – DPE/AL – Defensor Público Estadual 
Julgue os itens a seguir, a respeito das obrigações. 
A assunção de dívida transfere a terceira pessoa os encargos obrigacionais 
da exata forma como estabelecidos entre o credor e o devedor original, de 
modo que o silêncio daquele que prestou garantia pessoal ao pagamento 
do débito importará a manutenção dessa garantia. 
Comentários 
O item está incorreto, conforme prevê o art. 300: “Salvo assentimento expresso 
do devedor primitivo, consideram-se extintas, a partir da assunção da dívida, as 
garantias especiais por ele originariamente dadas ao credor”. 
 
 
38. 2009 – CESPE – DPE/ES – Defensor Público Estadual 
O credor pode ceder o seu crédito, se a isso não se opuser a natureza da 
obrigação, a lei, ou a convenção com o devedor. O crédito, mesmo 
penhorado, pode ser transferido pelo credor que tiver conhecimento da 
penhora. 
Comentários 
O item está incorreto, nos termos do art. 298: “O crédito, uma vez penhorado, 
não pode mais ser transferido pelo credor que tiver conhecimento da penhora; 
mas o devedor que o pagar, não tendo notificaçãodela, fica exonerado, 
subsistindo somente contra o credor os direitos de terceiro”. 
 
 
39. 2009 – FCC – DPE/MT – Defensor Público Estadual 
No Direito das Obrigações, 
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(A) pode o cessionário exercer os atos conservatórios do direito cedido, 
independentemente do conhecimento da cessão pelo devedor. 
(B) na cessão de um crédito sempre se abrangem todos os seus acessórios. 
(C) o cessionário de crédito hipotecário tem o direito de fazer averbar a 
cessão no registro do imóvel, desde que haja autorização do devedor. 
(D) o credor pode ceder o seu crédito, ainda que a isso se oponha a natureza 
da obrigação, não se admitindo cláusula proibitiva da cessão por se tratar 
de condição protestativa. 
(E) a cessão do crédito tem eficácia em relação ao devedor, 
independentemente de notificação. 
Comentários 
A alternativa A está correta, de acordo com o art. 293: “Independentemente do 
conhecimento da cessão pelo devedor, pode o cessionário exercer os atos 
conservatórios do direito cedido”. 
A alternativa B está incorreta, conforme o art. 287: “Salvo disposição em 
contrário, na cessão de um crédito abrangem-se todos os seus acessórios”. 
A alternativa C está incorreta, consoante regra do art. 289: “O cessionário de 
crédito hipotecário tem o direito de fazer averbar a cessão no registro do imóvel”. 
A alternativa D está incorreta, na dicção do art. 286: “O credor pode ceder o 
seu crédito, se a isso não se opuser a natureza da obrigação, a lei, ou a convenção 
com o devedor; a cláusula proibitiva da cessão não poderá ser oposta ao 
cessionário de boa-fé, se não constar do instrumento da obrigação”. 
A alternativa E está incorreta, na literalidade do art. 290: “cessão do crédito 
não tem eficácia em relação ao devedor, senão quando a este notificada; mas 
por notificado se tem o devedor que, em escrito público ou particular, se declarou 
ciente da cessão feita”. 
 
 
40. 2009 – CESPE – DPE/ES – Defensor Público Estadual 
A assunção de dívida transfere a terceira pessoa os encargos obrigacionais 
da exata forma como estabelecidos entre o credor e o devedor original, de 
modo que o silêncio daquele que prestou garantia pessoal ao pagamento do 
débito importará a manutenção dessa garantia. 
Comentários 
O item está incorreto, conforme o art. 300: “Salvo assentimento expresso do 
devedor primitivo, consideram-se extintas, a partir da assunção da dívida, as 
garantias especiais por ele originariamente dadas ao credor”. 
 
 
41. 2008 – CESPE – PGE/CE – Procurador do Estado 
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Acerca do direito das obrigações, assinale a opção correta. 
a) Em um contrato em que as partes estipularam cláusula penal para o caso 
de descumprimento total ou do retardamento da obrigação, se ocorrer o 
inadimplemento, o credor pode, ao recorrer às vias judiciais, exigir o 
recebimento da multa e o cumprimento da obrigação. 
b) Nas obrigações de dar coisa incerta, se a coisa a ser entregue ainda não 
tiver sido individualizada e se ocorrer perda ou deterioração da coisa, o 
devedor pode exonerar-se da obrigação, quando essa perda ou deterioração 
tenha se dado por caso fortuito ou força maior. 
c) A cessão de crédito é um negócio jurídico por meio do qual o credor 
transmite total ou parcialmente o seu crédito a terceiro, com expressa 
anuência do devedor, o que acarreta a extinção da relação obrigacional 
primitiva com esse devedor. Para que seja eficaz em relação a terceiros, a 
cessão deve ser celebrada mediante instrumento público. 
d) Tratando-se de obrigação de dar coisa certa e incerta ou de dívida fiscal, 
sendo duas pessoas reciprocamente credora e devedora, as duas obrigações 
se extinguem, até onde se compensarem e independentemente da vontade 
do credor, se as dívidas se originarem da mesma causa. 
e) Novação é a extinção de uma obrigação mediante a constituição de nova 
obrigação, que substitui a anterior. Se a obrigação é solidária, a novação 
celebrada entre o credor e apenas um dos devedores exonera os demais, de 
modo que somente sobre os bens do que contrair a nova obrigação 
remanescem as garantias do crédito novado. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, segundo o art. 411: “Quando se estipular a 
cláusula penal para o caso de mora, ou em segurança especial de outra cláusula 
determinada, terá o credor o arbítrio de exigir a satisfação da pena cominada, 
juntamente com o desempenho da obrigação principal”. 
A alternativa B está incorreta, conforme o art. 246: “Antes da escolha, não 
poderá o devedor alegar perda ou deterioração da coisa, ainda que por força 
maior ou caso fortuito”. 
A alternativa C está incorreta, na conjugação do art. 290 (“A cessão do crédito 
não tem eficácia em relação ao devedor, senão quando a este notificada; mas 
por notificado se tem o devedor que, em escrito público ou particular, se declarou 
ciente da cessão feita”) com o art. 288 (“É ineficaz, em relação a terceiros, a 
transmissão de um crédito, se não celebrar-se mediante instrumento público, ou 
instrumento particular revestido das solenidades do § 1º do art. 654”). 
A alternativa D está incorreta, já que o art. 374, que permitia a novação de 
dívida fiscal, foi revogado antes mesmo de o CC/2002 entrar em vigor. 
A alternativa E está correta, de acordo com o art. 365: “Operada a novação 
entre o credor e um dos devedores solidários, somente sobre os bens do que 
contrair a nova obrigação subsistem as preferências e garantias do crédito 
novado. Os outros devedores solidários ficam por esse fato exonerados”. 
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42. 2008 – CESPE – PGE/PI – Procurador do Estado 
Assinale a opção correta a respeito dos atos unilaterais. 
A A gestão de negócio é a administração autorizada de negócios alheios, 
feita independentemente de obrigação legal ou convencional. O gestor 
responde pelos prejuízos resultantes de qualquer culpa na gestão, bem como 
pelo caso fortuito, quando fizer operação que cause risco ao negócio. 
 B Aquele que quitou dívida prescrita ou natural poderá exigir a restituição 
daquilo que pagou, ainda que não o tenha feito por erro ou 
involuntariamente. Nessa situação, o pagamento é indevido e gera, para 
aquele que o recebeu indevidamente, a obrigação de restituí-lo. 
C A promessa de recompensa adquire sua eficácia vinculante no momento 
em que a vontade do promitente é tornada pública, independentemente de 
aceitação, caracterizando-se, assim, como uma obrigação pela manifestação 
unilateral do promitente. 
D Se o ato contemplado na promessa de recompensa foi praticado por mais 
de uma pessoa, ainda que não tenha sido simultânea a execução, a 
recompensa será dividida em partes iguais entre aqueles que executaram a 
ação recompensável. 
E Na gestão de negócio alheio, se o dono da coisa desaprovar a gestão por 
considerá-la contrária aos seus interesses, ele deverá resilir a avença e 
indenizar o gestor pelas despesas que efetuou, acrescidas de juros e 
correção monetária. 
Comentários 
A alternativa A está incorreta, já que se fosse autorizada, não seria gestão, mas 
representação, mandato ou figuras afins. Isso fica claro na dicção do art. 861: 
“Aquele que, sem autorização do interessado, intervém na gestão de negócio 
alheio, dirigi-lo-á segundo o interesse e a vontade presumível de seu dono, 
ficando responsável a este e às pessoas com que tratar.” Igualmente,a 
distribuição dos riscos está apresentada de maneira equivocada pela questão, 
conforme a regra do art. 862: “Se a gestão foi iniciada contra a vontade manifesta 
ou presumível do interessado, responderá o gestor até pelos casos fortuitos, não 
provando que teriam sobrevindo, ainda quando se houvesse abatido.” 
A alternativa B está incorreta, na literalidade do art. 882: “Não se pode repetir 
o que se pagou para solver dívida prescrita, ou cumprir obrigação judicialmente 
inexigível.” 
A alternativa C está correta, na regra do art. 854, que assim dispõe: “Aquele 
que, por anúncios públicos, se comprometer a recompensar, ou gratificar, a quem 
preencha certa condição, ou desempenhe certo serviço, contrai obrigação de 
cumprir o prometido.” 
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A alternativa D está incorreta, de acordo com o art. 857: “Se o ato contemplado 
na promessa for praticado por mais de um indivíduo, terá direito à recompensa 
o que primeiro o executou.” Apenas se fosse simultânea a execução haveria a 
divisão do prêmio, conforme estabelece o art. 858 (“Sendo simultânea a 
execução, a cada um tocará quinhão igual na recompensa”). 
A alternativa E está incorreta. A resposta é um pouco complexa; vejamos. O 
art. 874 estabelece que “Se o dono do negócio, ou da coisa, desaprovar a gestão, 
considerando-a contrária aos seus interesses, vigorará o disposto nos arts. 862 
e 863, salvo o estabelecido nos arts. 869 e 870.” O art. 862, por sua vez, dispõe 
que “Se a gestão foi iniciada contra a vontade manifesta ou presumível do 
interessado, responderá o gestor até pelos casos fortuitos, não provando que 
teriam sobrevindo, ainda quando se houvesse abatido.” Nesse caso, diz o art. 
863, “No caso do artigo antecedente, se os prejuízos da gestão excederem o seu 
proveito, poderá o dono do negócio exigir que o gestor restitua as coisas ao 
estado anterior, ou o indenize da diferença.” Ou seja, em verdade, é o gestor 
quem deve indenizar o dono do negócio, e não ser indenizado, pela má 
administração. 
 
 
43. 2008 – CESPE – PGE/PI – Procurador do Estado 
Acerca do direito das obrigações, assinale a opção correta. 
A Nas arras penitenciais, se a parte que as recebeu não cumprir o contrato, 
a outra parte poderá considerá-lo resolvido e exigir a devolução do sinal, 
somado ao equivalente, com atualização monetária, juros e indenização por 
perdas e danos. 
B Na cessão do crédito onerosa, voluntária ou convencional, o cedente ficará 
responsável pela existência do crédito transferido no momento da cessão, 
embora não responda pela solvabilidade do devedor. 
C O credor, para exigir o pagamento da cláusula penal convencional, deverá 
provar a culpa do devedor pelo inadimplemento e o prejuízo efetivamente 
sofrido. Se tal prejuízo exceder o previsto na cláusula penal, o credor poderá 
exigir indenização suplementar. 
D A assunção de dívida é um negócio bilateral, não condicionado à anuência 
do credor, pelo qual o devedor transfere a um terceiro os seus encargos 
obrigacionais. Nesse negócio, ocorre a substituição do sujeito passivo da 
relação de crédito, sendo extinta a obrigação primitiva e surgindo a 
solidariedade obrigacional entre os devedores. 
E O inadimplemento absoluto de uma obrigação se dá quando essa não for 
cumprida no tempo, no lugar e na forma devidos. Nesse caso, o credor 
deverá exigir do inadimplente o recebimento do valor devido ou a prestação 
a que o devedor se obrigou, acrescida da multa contratual. 
Comentários 
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A alternativa A está incorreta, pela previsão do art. 420: “Se no contrato for 
estipulado o direito de arrependimento para qualquer das partes, as arras ou 
sinal terão função unicamente indenizatória. Neste caso, quem as deu perdê-las-
á em benefício da outra parte; e quem as recebeu devolvê-las-á, mais o 
equivalente. Em ambos os casos não haverá direito a indenização suplementar”. 
A alternativa B está correta, na conjugação do art. 295 (“Na cessão por título 
oneroso, o cedente, ainda que não se responsabilize, fica responsável ao 
cessionário pela existência do crédito ao tempo em que lhe cedeu; a mesma 
responsabilidade lhe cabe nas cessões por título gratuito, se tiver procedido de 
má-fé”) com o art. 296 (“Salvo estipulação em contrário, o cedente não responde 
pela solvência do devedor”). 
A alternativa C está incorreta, eis que a cláusula penal dispensa prova de 
prejuízo. 
A alternativa D está incorreta, segundo o art. 299: “É facultado a terceiro 
assumir a obrigação do devedor, com o consentimento expresso do credor, 
ficando exonerado o devedor primitivo, salvo se aquele, ao tempo da assunção, 
era insolvente e o credor o ignorava”. 
A alternativa E está incorreta, porque no caso de inadimplemento absoluto não 
cabe a exigência da prestação devida, mas apenas a multa. 
 
 
Resumo 
 
 
Quando não se pode operar a cessão de crédito? 
 
 
Como distinguir a cessão de crédito pro soluto da cessão pro solvendo? 
1. Quando a Lei veda a
cessão de crédito
2. A vontade das partes
não permite
3. A natureza do
crédito não permitir a
livre cedibilidade
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Como funciona a aceitação/recusa/silêncio do credor na assunção de 
dívida? 
 
 
São três elementos para se caracterizar a promessa de recompensa: 
 
 
Se mais de uma pessoa cumpre a obrigação presente na promessa de 
recompensa, quem tem direito ao prêmio? 
• Regra
• Cedente responde pela existência da dívida
• Cedente não responde pela solvência do
devedor-cedido
• Inafastável a responsabilidade: cessões
onerosas e cessões gratuitas de má-fé
Cessão pro 
soluto
• Exceção
• Cedente responde pela existência da dívida
• Cedente responde pela solvência do
devedor-cedido, até o limite do valor da
cessão, mais juros, despesas da cessão e
despesas que o cessionário teve com a
cobrança
Cessão pro 
solvendo
Credor tem que 
aceitar? 
SIM
E se 
silenciar? 
RECUSOU!
Exceção? SIM, 
adquirente de imovel 
hipotecado, em 30 
dias, aceitou
Anúncio ao público
(publicidade)
Designação de serviço
ou de condição que se
pretenda premiar
Indicação de um
prêmio
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Quais são os requisitos da gestão de negócio? 
 
 
Quais são as obrigações do gestor do negócio: 
 
 
Quais são as obrigações do dono do negócio? 
Primeiro 
critério: 
temporal. 
Quem primeiro 
cumprir, ganha 
o prêmio (art. 
857)
E se mais de 
um cumprir ao 
mesmo tempo?
O prêmio será 
dividido entre 
os cumpridores 
(art. 858)
E se o prêmio 
for indivisível?
Faz-se um 
sorteio e o que 
ganhar deve 
indenizar o 
outro (art. 858)
• Falta de poder de gerir (representação sem mandato)
• Alheabilidade do negócio (ou seja, o negócio é alheio)
Objetivos
• Vontade manifesta de gerir coisa alheia
• Vontade de obrigar o dono e não a si (de modo benéfico)
Subjetivos
Dever de diligência e 
de atuar conforme 
vontade manifesta ou 
presumível do dono do 
negócio (art. 866)
Dever de aviso (art. 
864)
Dever de continuidade, 
no caso de não 
conseguir contato com 
o dono, até a sua 
intimação (art. 865)
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Lembra das duas modalidades peculiares de gestão de negócio, que 
independem da aceitação do gestor? 
 
 
Quais são os dois elementos materiais do pagamento indevido? 
 
 
Quais são os três elementos jurídicos do pagamento indevido? 
Dever de indenizar o gestor caso a
gestão lhe seja proveitosa, pelos
gastos necessários, úteis, com
juros, desde o desembolso e pelos
prejuízos causados (arts. 868,
parágrafo único e 869)
Dever de cumprimento das
obrigações assumidas pelo gestos,
no caso de aceitação (art. 869 do
CC/2002)
• Quando alguém, na ausência do indivíduo obrigado a alimentos,
por ele os prestar a quem se devem, poder-lhes-á reaver do
devedor a importância, ainda que este não ratifique o ato.
Curiosamente, aqui, o dono do negócio não pode recusar a
gestão, de modo a facilitar o adimplemento dos alimentos
Alimentos
• Nas despesas do enterro, proporcionadas aos usos locais e à
condição do falecido, feitas por terceiro, podem ser cobradas da
pessoa que teria a obrigação de alimentar a que veio a falecer,
ainda mesmo que esta não tenha deixado bens. Essa é, a rigor,
uma exceção, nas sucessões, à regra segundo a qual as dívidas
do morto não podem ultrapassar as forças da herança
Enterro
Prestação
• Entrega da coisa (obrigação de dar) ou realização/abstenção de fato
(obrigação de fazer/não fazer)
Intenção
• A vontade de cumprir uma obrigação
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Quando, mesmo sendo indevido o pagamento, não cabe restituição? 
 
 
Quais são as consequências do pagamento indevido feito com um imóvel 
que é posteriormente alienado a terceiros, por quem recebeu o pagamento? 
Falta de causa
• Não há fundamento jurídico para sustentar a obrigação, significando
enriquecimento sem causa (ao contrário, pagar demais por um bem, ou
dívida prescrita, ou de jogo, não é enriquecimento sem causa)
Pagamento mal feito
• Enriquece-se um em detrimento do empobrecimento de outro
Ausência de culpa
• Agiu o devedor com cautela, de boa-fé (ausência de negligência,
imprudência ou imperícia), como se estabelece no art. 877 do CC/2002
Obrigação prescrita
• Presume-se, absolutamente, que o devedor renunciou à prescrição (art.
882 do CC/2002)
Obrigação natural/mutilada
• Já vistas as razões de ordem moral que impedem a repetição (art. 882)
Obrigação quitada por terceiro
• Quando o credor inutiliza o título, perde as garantias recebidas ou deixa a
obrigação prescrever (art. 880);
Obrigação ilícita
• Não pode a lei proteger quem comete ilegalidade, ou seja, ninguém pode
beneficiar-se de sua própria torpeza (art. 883)
• Por outro lado, aquele que recebeu o pagamento o perderá em favor de
instituição de beneficência, segundo o parágrafo único desse artigo.
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O que é necessário para se caracterizar o enriquecimento sem causa? 
Consequência
Alienante
Título
- Alienação
Oneroso
Boa-fé
Indeniza pela 
quantia 
recebida
Má-fé
Valor do 
imóvel + 
perdas e 
danos
Gratuito
-
Reivindi-
cação
Consequência
Adquirente
Título
- Alienação
Oneroso
Boa-fé
Verificar 
boa/má-fé do 
alienante
Má-fé
Reivindicação
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Como se aplica a Teoria do Adimplemento Substancial? Quais são seus 
requisitos, segundo a doutrina e a jurisprudência? 
 
 
 
Considerações Finais 
 
 
Chegamos ao final desta aula. Vimos a terceira parte do Direito das Obrigações 
inserida no CC/2002. Com isso, na aula que vem, entramos num novo grande 
tópico, o livro do Direito dos Contratos. 
Essa é uma matéria que, nas provas, é exigida apenas pela letra da lei, 
geralmente, pelo que perder algum tempo na leitura do CC/2002 e numa releitura 
da matéria pode ser bastante proveitoso para matar algumas questões mais 
simples. 
Quaisquer dúvidas, sugestões ou críticas entrem em contato conosco. Estou 
disponível no fórum no Curso, por e-mail e, inclusive, pelo Facebook. 
Aguardo vocês na próxima aula. Até lá! 
 
Enriquecimento de alguém
• Enriquecimento não precisa gerar um lucro apenas no sentido positivo
(ganhar algo), mas também no sentido negativo (deixar de perder)
Empobrecimento de outrem
• Do mesmo modo, pode ser positivo ou negativo (perder algo ou deixar de
ganhar)
Nexo de causalidade
• Deve haver nexo entre o enriquecimento de um e o empobrecimento do
outro
Falta de causa justa
• A ausência de causa pode ser contemporânea ao ato ou posterior, ou seja,
a perda da causa também gera enriquecimento sem causa
Cumpri-
mento 
expressivo 
do contato
Realização 
da 
prestação 
correspon-
dente ao fim 
visado
Preservação 
da boa-fé 
objetiva do 
devedor na 
execução
Preservação 
do equilíbrio 
contratual
Ausência de 
enriqueci-
mento sem 
causa e 
abuso de 
direito
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