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Direitos Reais no Código Civil

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1. Direitos Reais – Art. 1.225 do Código Civil
O artigo 1.225 do Código Civil enumera os direitos reais principais, que são aqueles que conferem ao titular
o poder direto e imediato sobre a coisa, oponível contra todos (erga omnes).
Inclui, entre outros:
Propriedade
Superfície
Servidão
Usufruto
Uso
Habitação
Direito do promitente comprador com contrato registrado
Penhor, hipoteca e anticrese
2. Propriedade Plena e Propriedade Restrita
Propriedade Plena: o titular exerce todas as faculdades da propriedade (usar, gozar, dispor e reaver a
coisa).
Propriedade Restrita: ocorre quando alguma das faculdades está limitada. Exemplo: se o bem está gravado
com usufruto, o proprietário tem a nua-propriedade, mas não pode usar nem fruir.
3. Gozo / Fruição
Gozo (uso): refere-se ao direito de utilizar a coisa.
Fruição: refere-se ao direito de extrair os frutos econômicos ou naturais do bem (como alugar um imóvel
ou colher frutas).
4. Direito de Superfície
Permite que alguém construa ou plante em terreno alheio, mantendo o direito de uso e fruição sobre a
superfície.
Pode ter prazo determinado ou indeterminado, e deve ser registrado em cartório para ter validade contra
terceiros.
5. Registro para Configuração do Direito Real
Para que um direito real exista e produza efeitos contra terceiros, ele deve ser registrado:
Imóveis: no Cartório de Registro de Imóveis.
Bens móveis: no Cartório de Títulos e Documentos (ex: penhor de máquinas, veículos etc.).
6. Exceções Fora do Rol do Art. 1.225
Existem situações em que se reconhece direito real fora da lista do art. 1.225, como:
Art. 1.510-A a 1.510-E: institui o Direito Real de Laje.
Art. 1.689 (família): trata do usufruto legal dos pais sobre bens dos filhos menores – não precisa de registro.
Art. 1.831 (sucessões): trata da propriedade do cônjuge sobrevivente – não exige registro em cartório para
produzir efeitos.
7. Direito de Servidão e Passagem Forçada
Servidão (art. 1.378): é um direito real em que um imóvel (prédio serviente) suporta um ônus em favor de
outro (prédio dominante).
Pode ser gratuita ou onerosa.
Pode surgir por contrato ou usucapião.
Passagem forçada: é um direito de vizinhança (não é servidão), garantido ao proprietário de imóvel sem
acesso à via pública ou rede pública. Ele pode exigir passagem pelo imóvel vizinho, mediante indenização.
8. Usucapião
Forma de aquisição de propriedade (ou outro direito real) pela posse prolongada, conforme requisitos
legais.
Usucapião de servidão: é possível, desde que o uso seja contínuo e ostensivo.
Art. 1.379: trata da perda do direito de uso e habitação se o titular deixar de exercer o direito por mais de
dois anos.
Prazos: variam conforme a modalidade (ordinária, extraordinária, especial urbana/rural).
9. Usufruto, Uso e Habitação
São limitações parciais do domínio, conferindo ao titular o direito de usar e/ou fruir de coisa alheia.
Usufruto: direito de usar e fruir (colher frutos, alugar etc.).
Uso: direito de usar a coisa, mas não colher frutos.
Habitação: uso restrito à moradia própria e de sua família.
Esses direitos podem:
Ser instituídos por contrato ou testamento.
Ser adquiridos por usucapião.
Dispensar registro, dependendo do caso (como em direitos de família ou sucessão).
10. Direito Real de Laje (Arts. 1.510-A ao 1.510-E)
É o direito de construir em área aérea ou subsolo de construção já existente, sem ser extensão da unidade
principal.
Gera matrícula própria no registro de imóveis.
Pode ser alienado, transmitido, gravado etc.
É um direito real autônomo, criado para regular ocupações urbanas e construções sobrepostas.

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