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09/03/2020 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos. https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 1/2 CONTEÚDO 9 - Ombro e Cintura Escapular A região do ombro é um complexo de 20 músculos, três articulações ósseas e três superfícies móveis de tecidos moles (articulações funcionais) que permitem uma mobilidade maior que qualquer outra estrutura articular do corpo. A principal função do ombro é colocar a mão em posições funcionais. O ombro é capaz de colocar a mão em cerca de 16 mil posições diferentes, permitindo, assim, que ela produza inúmeras funções do dia a dia. O complexo do ombro não apenas proporciona uma grande variedade de posições para a mão, mas também estabiliza o membro superior para os movimentos da mão de levantar e puxar objetos eleva o corpo, auxilia na inspiração e na expiração forçada, e ainda sustenta o peso na caminhada com muletas ou ao plantar bananeira. A mobilidade, porém, é feita à custa da estabilidade estrutural. A única fixação óssea do membro superior no tronco é na articulação esterno clavicular. Assim, o apoio e a estabilização do ombro dependem, essencialmente, de músculos e ligamentos. Os músculos que atuam nessa estrutura complexa não atuam sozinhos, mas sim em conjunto com outros músculos para promover um funcionamento sem dificuldades. Grande estabilização é oferecida pelos músculos que compõem o MANGUITO ROTADOR, sendo este formado pelos mm. supra e infra espinais, subescapular e redondo menor. Caso os ligamentos sejam lesionados ou os músculos fiquem incapazes de fornecer sua função normal, o movimento comum no complexo do ombro é perdido e a eficiência do membro superior ficam comprometida. Quando se fala do complexo do ombro, incluem-se todas as estruturas que possibilitam o movimento do membro superior na extremidade mais proximal desse segmento superior. A articulação do ombro é a que existe entre a escápula e o úmero (osso do braço). Ela é conhecida como articulação glenoumeral (GU) devido à articulação de duas superfícies ósseas. A estrutura proeminente da escápula em relação à articulação do ombro é a área anatômica chamada de cavidade glenoidal. Ela é classificada como uma articulação em cabeça concavidade; a cavidade glenoidal, embora um pouco rasa, é considerada à concavidade da articulação. A “cabeça” da articulação do ombro é a estrutura conhecida como cabeça do úmero. A cintura escapular tem duas articulações, uma em cada extremidade da clavícula, denominadas articulações acromioclavicular e esternoclavicular. O movimento na articulação esternoclavicular é pequeno, em todas as direções e do tipo deslizamento, rotacional. A articulação esternoclavicular tem sua estabilidade garantida tanto pela disposição óssea, porque a extremidade eternal da clavícula está na incisura clavicular do manúbrio do esterno, quanto pelo arranjo ligamentar que une a clavícula e o esterno. Três ligamentos principais são responsáveis pela articulação esternoclavicular. O ligamento esternoclavicular, com suas fibras anteriores, superiores e posteriores, e dois outros ligamentos ajudam a estabilizar a articulação esternoclavicular: o ligamento costoclavicular (que liga a extremidade esternal da clavícula à primeira costela) e o ligamento interclavicular (que liga a extremidade esternal de ambas as clavículas à incisura clavicular do manúbrio do esterno). Além disso, há um disco articular entre a extremidade esternal da clavícula e a incisura clavicular do manúbrio do esterno. A articulação acromioclavicular é aquela entre o acrômio da escápula e a extremidade acromial da clavícula. Há um tipo de movimento ligeiramente deslizante entre os dois ossos dessa articulação quando ocorre a elevação e a depressão da extremidade acromial da clavícula e do acrômio da escápula. O ligamento acromioclavicular funciona como a cápsula articular, ligando e circundando toda a extremidade lateral da clavícula e o acrômio da escápula. A outra articulação da cintura escapular, a coracoclavicular, às vezes é considerada um componente da articulação acromioclavicular e outras vezes é tratada como uma articulação separada. A articulação une a extremidade lateral (acromial) da clavícula e o processo coracoide da escápula. Dois ligamentos passam entre esse processo e a superfície inferior da clavícula. Esses ligamentos, o conoide e o trapezoide, muitas vezes são considerados um só, o ligamento coracoclavicular. Embora alguns estudiosos não considerem a articulação coraco-clavicular uma articulação verdadeira, nela ocorre um pequeno movimento em todas as 09/03/2020 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos. https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 2/2 direções. O ligamento trapezoide é o componente mais lateral do ligamento coracoclavicular; liga o aspecto superior do processo coracoide da escápula à face anteroinferior da clavícula. Opõe-se ao movimento para frente, para cima e lateral da porção lateral da clavícula. O ligamento conoide é o componente medial do ligamento coracoclavicular; liga o aspecto superior do processo coracoide da escápula à face posteroinferior da clavícula. Opõe-se aos movimentos para trás, para cima e medial do aspecto lateral da clavícula. O ligamento coracoclavicular é um forte apoiador do ligamento acromioclavicular. A perda desses ligamentos resulta em luxação do membro superior do tronco.