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Terapia Cognitivo-Comportamental 
com Crianças e Adolescentes 
Marília Mariano
Mestre em Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem – UNESP
Doutoranda em Psiquiatria e Psicologia Médica – UNIFESP 
Fale comigo! 
mariano.mrl@gmail.com
o TCC: intervenção psicoterápica que objetiva a modificação das estruturas dos
pensamentos, sentimentos e comportamentos.
o TARGET: aumentar autoconhecimento, autoconsciência e autocontrole, por
meio do desenvolvimento das habilidades cognitivas e comportamentais.
TCC para crianças e adolescentes 
TCC para crianças e adolescentes 
 TCC com crianças e adolescentes utiliza as mesmas técnicas de 
intervenção com adultos, mas é preciso fazer adaptações
Quais adaptações? 
Consultório Linguagem Técnica
Contrato terapêutico Intervenção – contato com pais e escola 
Diagnóstico
 Consultório: qual o espaço necessário? 
Espaço atrativo para as crianças 
TCC para crianças e adolescentes 
 Consultório: qual o espaço necessário? 
Espaço atrativo para as crianças 
TCC para crianças e adolescentes 
 Consultório: qual o espaço necessário? 
Espaço atrativo para as crianças 
TCC para crianças e adolescentes 
• Tapete ou almofadas para sentar 
no chão
• Todos os materiais precisam ser 
fáceis de higienizar 
• Consultório precisa ser flexível
• Não pode ter influência de 
gênero 
 Consultório: quais materiais são essenciais? 
 Brinquedos para crianças até 10 anos: família, animais, super-
heróis, livros, blocos, jogos de memória, quebra-cabeça, lápis para 
colorir etc. 
TCC para crianças e adolescentes 
Consultório: quais materiais são 
essenciais? 
TCC para crianças e adolescentes 
TCC para crianças e adolescentes 
Consultório: quais materiais são essenciais?
 Instrumentos musicais 
TCC para crianças e adolescentes 
 Consultório: quais materiais são essenciais? 
 Livros: sem texto 
TCC para crianças e adolescentes 
 Consultório: quais materiais são essenciais? 
 Livros: com texto 
TCC para crianças e adolescentes 
Consultório: quais materiais são essenciais? 
 Livros: sobre sexualidade 
TCC para crianças e adolescentes 
 Consultório: quais materiais são essenciais? 
 Jogos de tabuleiro e lógica 
TCC para crianças e adolescentes 
 Consultório: quais materiais são essenciais? 
 Eletrônicos: videogames, computador, televisão, tablete etc 
Consultório: quais materiais são essenciais? 
Cartas, baralhos, perguntas e respostas 
TCC para crianças e adolescentes 
 Consultório: quais materiais são essenciais? 
TCC para crianças e adolescentes 
Atenção! 
 Sempre utilizar jogos ou brinquedos que
se relacionem com o processo terapêutico
 É um momento de diversão, mas deve ter
um objetivo terapêutico
TCC para crianças e adolescentes 
Linguagem e postura do terapeuta
 Inserção no mundo da criança ou
adolescente
 Saber conversar sobre as coisas que
interessam a criança ou adolescente
 Utilizar palavras compatíveis com a
idade cognitiva da criança ou adolescente
TCC para crianças e adolescentes 
TCC para crianças e adolescentes 
Com crianças pequenas (abaixo de 5 anos, aproximadamente), é
sempre indicado optar por orientação parental e estratégias
comportamentais
 A criança ou adolescente devem participar ativamente ao
processo terapêutico
 É importante sempre utilizar feedback para se certificar que a
criança ou adolescente está compreendendo o processo
Fluxograma do processo psicoterápico 
1. Entrevista inicial com os pais ou 
responsáveis 
 Principal fonte de coleta de informações 
 1 ou 2 sessões para conhecer a família e a criança
 Levantamento de informações sobre a história da criança,
seguindo a ordem cronológica (ideal)
1. Entrevista com os pais ou responsáveis 
 Levantamento de informações sobre a história da criança 
Gravidez (remete a história dos pais da criança, família)
História Médica da Criança 
Desenvolvimento Neuropsicomotor
Histórico acadêmico e social
Relacionamento familiar
1. Entrevista com os pais ou responsáveis 
 Problemas atuais: qual a queixa dos pais? Qual a queixa da 
criança?
 Qualidades da criança
 Interações da criança com pais, amigos na escola
 Rotina da criança 
 Habilidades acadêmicas
 Quantas pessoas moram na casa 
1. Entrevista com os pais ou responsáveis 
1. Entrevista com os pais ou responsáveis 
1. Entrevista com os pais ou responsáveis 
1. Entrevista com os pais ou responsáveis 
 Explicar o que é psicoterapia infantil: uma técnica lúdica para ajudar a 
criança a compreender sentimentos, pensamentos e comportamentos, 
produzindo autocontrole, autoconsciência, autoconhecimento.
 Sigilo: O que é? Quando é quebrado? 
 Dia, horário, atrasos, faltas e reposições
Orientação aos pais e escola
1 Entrevista com os pais ou 
responsáveis 
2. Entrevista com a criança
Objetivo 1: vínculo
Terapeuta se apresenta: nome, profissão e explicações
Promover um ambiente para o estabelecimento do vínculo
O terapeuta deve entrar no mundo da criança (brincar do que ela
gosta, desenhar, jogar os jogos ela se interessa etc)
2. Entrevista com a criança
 Levantamento da queixas da criança
 A criança sabe por que os pais a levaram na terapia? 
 A criança concorda com os pais? 
 Dificuldades que ela percebe no cotidiano
 O que ela gostaria que a família fizesse e não faz?
 O que a família faz que a criança não gosta
 O que a criança acha da escola?
 Dificuldades com amigos na escola?
 Dificuldades com as matérias na escola? 
2. Entrevista com a criança
 Explicar para a criança a 
importância do trabalho em 
equipe entre ela, o terapeuta, 
a família, escola 
Quais são os diferentes papeis? 
2. Entrevista com a criança
Papel do terapeuta
 Solução de problemas
 Melhorar habilidades
 Diminuir sofrimento 
Ensinar 
ferramentas para 
controlar a raiva 
 Papel da criança 
2. Entrevista com a criança
Praticar 
 Brincar 
 Divertir
 Desenhar 
 Falar o que pensa
 Escutar
 Chorar 
 Conversar
2. Entrevista com a criança
 Papel dos pais e escola
Auxiliar a criança a treinar as habilidades e estratégias aprendidas na terapia
 Qual papel você acha que seu pai e professores poderiam assumir?
Como eles podem te ajudar?
Contrato terapêutico: 
- Regras que visam proteger o 
setting em diversos aspectos
- Descrição de direitos e 
deveres do paciente, pais 
e psicoterapeuta
2. Entrevista com a criança
2. Entrevista com a criança
Contrato terapêutico - Combinados 
Sigilo 
 Duração, dia, horário, atividades
 Tempo da terapia versus tempo de 
brincadeira 
 Caderno da terapia ou Fichário
 Tarefas de casa
 Feedback
 “Alta” 
 Pais ou responsáveis na sala de espera: tranquiliza a criança 
 Contar que os pais dela a procuraram devido a queixa dos pais 
 Perguntar o que a criança pensa sobre e se sabe o que é psicoterapia 
 Enfatizar que a sessão de terapia é um espaço que criança pode usar como 
quiser, desde que não se machuque, não machuque o psicólogo e não 
quebre nada na sala
2. Entrevista com a criança
Estrutura das sessões 
 Benefícios de estabelecer uma rotina de trabalho em todas as sessões
Estabilidade para a criança promove sensação de segurança e 
estabilidade
Estabelecimento de um foco/objetivo bem delimitado 
Ajuda a criança e terapeuta a enfatizar os pontos a serem 
trabalhados 
Evita digressões 
Estrutura das sessões 
 Benefícios de estabelecer uma rotina de trabalho em todas as sessões
Estabelece um fluxo organizado de informações e aprendizagens 
Propicia a confiança e bem estar da criança com o terapeuta
Facilita o relacionamento terapêutico e os processos de mudança 
específicos
 Ferramenta: agenda da terapia 
Estrutura das sessões 
Modelo de Ficha para 
anotações da terapia
 Auxilia no raciocínio clínico
 Auxilia na estruturação das 
intervenções
 Auxilia na avaliação 
semanal das intervenções 
Estrutura das sessõesAgenda do Dia 
• Prepara o ambiente para o trabalho 
terapêutico e orienta a direção, o caminho
• Requer a identificação de itens ou tópicos a 
serem tratados durante a sessão
• Permite que as crianças tragam seus próprios 
problemas para a discussão
Tarefas para casa 
 Exercícios de fixação das habilidades 
aprendidas na sessão
 Estímulo extra consultório para que o 
paciente extrapole as aprendizagens 
intra consultório 
o É importante discutir e revisar a tarefa na sessão 
o Mostrar para a criança a importância de realizá-la 
o Enfatizar o papel da criança no processo de tratamento
o Reforçar a realização da tarefa 
Tarefas para casa 
 Ênfase ao conteúdo de cada sessão
 Deve ser combinada com a criança e sempre associada a queixa atual 
Quando a criança participa da programação da tarefa: 
Apropriação do material
Aumenta o nível de responsabilidade
Tarefas para casa 
o Explicar a relação entre a tarefa de casa e a 
dificuldade/queixa
o Dividir a tarefa em etapas graduais que levem a um objetivo 
possível de ser (realmente) alcançado
o Tarefas simples são, probabilisticamente, mais aceitas e 
realizadas 
o Ensaie a tarefa no consultório, se possível
Tarefas para casa 
Tarefas para casa 
A não realização da tarefa de casa:
✓Oportuniza descobrir as motivações e razões que estão 
por trás do comportamento da criança
✓ Tentar identificar o que atrapalhou a realização
“O que aconteceu para você não fazer seu compromisso com 
a terapia?”
✓ É importante não punir se as crianças não fizerem as tarefas 
✓ Tarefas escritas, com registro, podem ser substituídas por tarefas 
comportamentais, com registro em terapia 
 Crianças podem reagir negativamente frente a tarefa de casa
→ deve ser habilmente planejadas para envolver as crianças
Tarefas para casa 
Gameficação
 Estratégia ou ferramenta que cria experiências de jogos on-line em jogos 
off-line
 O objetivo é aumentar o envolvimento da criança com as tarefas 
 Aplica-se a lógica dos jogos eletrônicos para resolver problemas 
 Token Economy 
Exemplo Gameficação
Identificar e associar sentimentos, 
pensamentos e comportamentos 
 Treino de auto-observação que subsidia as estratégias de
intervenção:
 Identificar sentimentos, pensamentos e comportamentos
Associar sentimentos, pensamentos e comportamentos
Analisar sentimentos, pensamentos e comportamentos
Alterar sentimentos, pensamentos e comportamentos
Avaliar as modificações dos sentimentos, pensamentos e
comportamentos
 Como identificar sentimentos e pensamentos? 
Mapa de rostos
(1)Peça que a criança desenhe rostos feliz, triste, irritado e com medo/ preocupado 
(2)Em seguida ela identifica os rostos parecidos com situações que ela viveu 
Identificar e associar sentimentos, 
pensamentos e comportamentos 
Feliz Triste Raiva Medo, 
Preocupação
Identificar e associar sentimentos, 
pensamentos e comportamentos 
Escreva o nome 
da emoção que 
cada personagem 
está expressando.
RAIVA NOJO MEDO
TRISTEZA SURPRESA ALEGRIA
Identificar e associar sentimentos, 
pensamentos e comportamentos 
Identificar e associar sentimentos, 
pensamentos e comportamentos 
Escreva o nome da 
emoção que o 
personagem está 
expressando
Psicoeducação 
Psicoeducação 
Identificar e associar sentimentos, 
pensamentos e comportamentos 
 Intensidade dos sentimentos: Farol dos Sentimentos 
Vermelho: alta intensidade emocional
Amarela: média intensidade do sentimento 
Verde: baixa intensidade do sentimento 
Identificar e associar sentimentos, 
pensamentos e comportamentos 
 Intensidade dos sentimentos: Termómetro/Régua dos Sentimentos 
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Menos 
intenso
Mais 
intenso
Quais são os comportamentos 
dos sentimentos? 
Sentimento: 
Comportamento:
preocupação
lento, parado 
Sentimento: 
Comportamento:
Sentimento: 
Comportamento:
Sentimento: 
Comportamento:
reprovação
críticas
admiração
elogios
tristeza
chora
 Registro do Diário dos Pensamentos e Sentimentos (RDPS)
Identificar e associar sentimentos, 
pensamentos e comportamentos 
- O que você sentiu?
- Com qual intensidade?
- O que você pensou?
- Como se comportou?
 Instrumento restrito a 
habilidade de escrita 
Com crianças e 
adolescentes que gostem 
ou prefiram escrever 
Identificar e associar sentimentos, 
pensamentos e comportamentos 
 No início identificar os sentimentos e pensamentos é uma tarefa difícil
 É papel do terapeuta auxiliar a construção dessa habilidade 
Identificar e associar sentimentos, 
pensamentos e comportamentos 
Frases incompletas podem sugestionar as
respostas e auxiliar a criança e adolescente.
• O que neste momento eu desejaria era...
• Fiquei feliz quando... 
 Gráfico de Humor: ferramenta para identificar alterações no humor 
Identificar e associar sentimentos, 
pensamentos e comportamentos 
Identificar e Resignificar 
Reestruturação Cognitiva 
❖ Alterar o conteúdo do pensamento
❖ O foco é substituir pensamentos mal-adaptados por pensamentos adaptados
A criança é instruída a desenvolver novas 
orientações ou regras para o seu próprio 
comportamento que a ajudará passar por 
situações estressantes 
Reestruturação Cognitiva 
 Identificação e registro de pensamentos automáticos e 
crenças disfuncionais
 Análise dos “erros de lógica” inerentes às interpretações 
catastróficas
 Considerar os pensamentos como hipóteses e não como 
fatos
 A forma mais usual de corrigir erros de lógica é o 
questionamento socrático
Teste de evidência
✓ Estimula a criança a avaliar os fatos que apoiam 
suas crenças e aqueles que a invalidam
✓ É uma estratégia útil para testar generalizações 
exageradas, conclusões falhas e inferências 
infundadas
Reestruturação Cognitiva 
 Após a análise das probabilidades, elaboram-se novas 
alternativas, que são chamadas de “lembretes” 
 Exemplos de lembretes: “estou tendo um ataque que não 
mata nem enlouquece” ou, ainda, “é um ataque que passa 
em pouco tempo”
Reestruturação Cognitiva 
Questionamento Socrático 
O paciente, juntamente com o terapeuta, faz um 
exame das evidências que apoiam o seu pensamento
e das evidências que são contrárias, a fim de descobrir 
formas alternativas de interpretar suas sensações físicas 
 Após a análise das probabilidades, elaboram-se novas 
alternativas, que são chamadas de “lembretes” (por 
exemplo: “estou tendo um ataque que não mata nem 
enlouquece” ou, ainda, “é um ataque que passa em 
pouco tempo”)
Reestruturação Cognitiva 
Questionamento Socrático
 Ferramenta para orientar a descoberta das “verdades”, até então “ocultas”
 5 passos:
 (1) Evocar e identificar o pensamento automático
 (2) Associar o pensamento automático ao sentimento e ao comportamento
 (3) Encadear a sequência pensamento-sentimento-comportamento com 
uma resposta empática 
 (4) Obter a colaboração da criança nos passos 1 a 3 e a concordância para 
seguir
 (5) Testar a crença socraticamente
Identificação de PAs
Identificação de PAs
Identificação de PAs
https://www.youtube.com/watch?v=54TPl_63DfI&t=213s
Reestruturação Cognitiva 
A transformação da lagarta em borboleta 
Qual o 
pensamento da 
lagarta? 
Quais são as provas a favor e contra?
O que eu diria a um amigo nessa 
situação? 
Qual o pensamento 
da borboleta? 
Como ensinar a pensar em formas novas 
e alternativas de ver o mundo.
 Registro de Pensamento de Borboleta (De Friedber e McClure-2002) 
 
 
 
 
 
 
 
Evento 
 
 
 
 
 
 
Sentimento 
 
Pensamento de 
Lagarta 
 
 
Este pensamento de 
Lagarta pode se 
transformar em um 
pensamento de 
Borboleta? 
 
 
Pensamento de Borboleta 
 
Esqueci de fazer 
minhas tarefas e 
minha mãe brigou 
comigo 
 
 
 Triste – 8 
 
Ela me odeia porque 
acha que sou 
preguiçoso e mimado 
 
 
Sim 
 
Esqueci de fazer minhas 
tarefas. Preciso melhorar e me 
lembrar.Ela está desapontada 
comigo, mas ainda me ama. 
Reestruturação Cognitiva 
Como ensinar a pensar 
em novas e alternativas 
formas de ver o mundo.
Reestruturação Cognitiva 
Brincando de Gangorra 
Reestruturação Cognitiva 
Brincando de Gangorra 
Reestruturação Cognitiva 
Cebolinha na terapia ...
Da
- 
ta 
Situa 
ção 
O que 
sentiu? 
Avalie o 
quanto 
você 
acredita-
va neste 
sentiment
o de 0 a 
10 
Quais 
mudan-
ças sentiu 
no seu 
corpo? 
O que 
passou na 
sua cabeça? 
(Pensament
o 
automático 
(ruim) 
disfuncio-
nal) 
O que você fez 
(Comportament
o) 
Evidência
s que 
confirma
m seu 
pensa-
mento? 
Evidências 
que não 
confirmam 
seu 
pensament
o 
Como será seu 
novo 
comportament
o 
E agora, 
o que 
sentirá? 
Avalie o 
quanto 
passará 
a 
acredita
r no seu 
novo 
senti-
mento 
de 0 10 
 
Num 
encontr
o no 
parque 
com a 
Mônica 
 
Medo 
10 
Meu 
coração 
começou a 
bater 
rápido 
 
 
Ela vai me 
bater 
Ela vai me 
acertar um 
“direto” na 
cara 
 
Comecei a chorar 
 
Aprontei 
com ela 
Escrevi no 
muro da 
rua que ela 
é dentuça 
e bobona 
 
 
 
Ela estava 
com uma 
flor na mão, 
sorridente e 
querendo 
conversar 
comigo 
Não chorarei mais 
antes da nossa 
conversa, e vou 
deixar ela primeiro 
falar o que quer, 
assim não preciso 
me “entregar” 
Ou 
Não vou mais ficar 
escrevendo nos 
muros coisas feias 
sobre ela , assim 
ela não me bate 
 
Ficarei 
somente 
com um 
pouco de 
medo 
 
5 
 
Cebolinha na terapia ...
Da
- 
ta 
Situa 
ção 
O que 
sentiu? 
Avalie o 
quanto 
você 
acredita-
va neste 
sentiment
o de 0 a 
10 
Quais 
mudan-
ças sentiu 
no seu 
corpo? 
O que 
passou na 
sua cabeça? 
(Pensament
o 
automático 
(ruim) 
disfuncio-
nal) 
O que você fez 
(Comportament
o) 
Evidência
s que 
confirma
m seu 
pensa-
mento? 
Evidências 
que não 
confirmam 
seu 
pensament
o 
Como será seu 
novo 
comportament
o 
E agora, 
o que 
sentirá? 
Avalie o 
quanto 
passará 
a 
acredita
r no seu 
novo 
senti-
mento 
de 0 10 
 
Num 
encontr
o no 
parque 
com a 
Mônica 
 
Medo 
10 
Meu 
coração 
começou a 
bater 
rápido 
 
 
Ela vai me 
bater 
Ela vai me 
acertar um 
“direto” na 
cara 
 
Comecei a chorar 
 
Aprontei 
com ela 
Escrevi no 
muro da 
rua que ela 
é dentuça 
e bobona 
 
 
 
Ela estava 
com uma 
flor na mão, 
sorridente e 
querendo 
conversar 
comigo 
Não chorarei mais 
antes da nossa 
conversa, e vou 
deixar ela primeiro 
falar o que quer, 
assim não preciso 
me “entregar” 
Ou 
Não vou mais ficar 
escrevendo nos 
muros coisas feias 
sobre ela , assim 
ela não me bate 
 
Ficarei 
somente 
com um 
pouco de 
medo 
 
5 
 
Em suma...
Orientação Parental 
Papel dos pais
✓ Co-terapeutas: estimular – monitorar – descrever 
✓ Clientes: aprender novas habilidades
✓ Práticas parentais 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
Psicoeducação sobre práticas parentais 
Como estabelecer e manter comportamentos positivos -
desejados 
• Como eliminar comportamentos negativos - indesejados 
Coerência e consistência 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
Outros temas possíveis:
- Como se comunicar – treino de Habilidades Sociais
- Como ensinar responsabilidades
- Desenvolvimento na Infância e Adolescência 
- Impactos da punição positiva no desenvolvimento
- Papeis familiares 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
• A maneira como os pais se comportam quando criam seus filhos pode ser 
chamada estilos de educação ou práticas educativas; 
• Enquanto alguns estilos oferecem um maior suporte para o desenvolvimento da 
criança e os seus direitos, outros podem ter um impacto negativo no 
desenvolvimento da criança;
Estilo 
Autoritário
Estilo Super
Proteror
Estilo 
Democrático
Estilo 
Permissivo
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
ESTILO AUTORITÁRIO 
• Pais usam a força de uma maneira negativa para fazer com que seus filhos os obedeçam
• Castigos físicos, ameaças, chantagens ou enganar as crianças com base no conhecimento são 
alguns dos métodos usados neste estilo de parentalidade. 
Força/violência física: castigo físico como bater, puxar a orelha, palmadas, gritar, jogar o chinelo 
ou trancar no banheiro
Força/violência emocional: chantagem emocional – ameaças, assustar, zombar ("Eu não vou te 
amar se fizer isso”, “Não vou falar com você se fizer isso de novo“) 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
ESTILO AUTORITÁRIO – Consequências para o desenvolvimento
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
ESTILO PERMISSIVO 
• Pais impotentes: concedem muito aos filhos
• Pais acabam sem perceber negligenciando aprendizagens importantes 
Força/violência física: Crianças batem em seus pais, se jogam no chão, ou quebram coisas. 
Força/violência emocional: Choro são persistentes, sempre pedem algo quando outras pessoas estão 
presentes ou fazem os pais se sintam culpados. 
Força/violência verbal: Crianças gritam com seus pais, dizem coisas ruins ou xingam. 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
ESTILO PERMISSIVO 
Consequências para o desenvolvimento 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
ESTILO SUPER PROTETOR 
• Pais superprotetores fazem para as crianças coisas que eles poderiam estar fazendo por conta própria 
tendo um impacto negativo no desenvolvimento
Consequências para o desenvolvimento
As crianças podem se tornar dependentes de seus pais, podem sentir que eles não podem fazer nada 
sem seus pais. 
Eles não vão ser capazes de assumir responsabilidades pessoais. Podem ter dificuldade em adquirir o 
nível necessário de competência, de habilidades de autocuidado e de auto expressão. 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
ESTILO SUPER PROTETOR 
Consequências para o desenvolvimento
Eles podem ter dificuldade para construir sua autoconfiança. Podem se tornar menos confiantes porque 
nunca aprenderam a satisfazer suas próprias necessidades. 
Eles vão esperar que outros possam ajuda-los ou orientá-los, mesmo em tarefas que podiam fazer por 
si. 
Eles podem experimentar problemas de adaptação escolar. Eles podem ter dificuldade para estudar por 
conta própria. 
Quando experimentam um problema, eles vão olhar para um salvador para resolver os seus problemas 
para eles. 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
ESTILO DEMOCRÁTICO 
• Pais que tem habilidades para escolher como agir de maneira adequada à idade e o nível de 
desenvolvimento das suas crianças. 
• Os métodos e as abordagens de um estilo democrático são: 
• Aceitar as pessoas como indivíduos: é importante aceitar crianças e outras pessoas como 
indivíduos; levar em consideração seus direitos, responsabilidades, desejos, 
necessidades, pensamentos e emoções; compreender o mundo deles. 
• Precisamos ouvi-los e mostrar-lhes que nos importamos com eles. 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
ESTILO DEMOCRÁTICO
• Os métodos e as abordagens de um estilo democrático são: 
• Construção de uma proximidade nos relacionamentos e falar adequadamente: Quando você está 
expressando seus próprios desejos e necessidades como pais, você precisa expressar claramente 
suas emoções, pensamentos e motivos, sem acusar, julgar ou humilhar seus filhos. 
• Passar tempo juntos e focar apenas a criança durante estes momentos para construir uma relação 
de proximidade mútua. 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
ESTILO DEMOCRÁTICO
Definindo limites e regras: Crianças precisam de limites enquanto crescem. Limites no "Estilo democrático" são 
as regras que os pais estabelecem para seus filhos. Enquanto se espera que as crianças sigam as regras, se algo 
eles gostariam de fazer está fora destas regras, é importante oferecer-lhes opções e evitar proibir algo 
completamente. 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
ESTILO DEMOCRÁTICO
Ser coerente: é importante aplicar as regras de forma consistente— e por ambos os pais serem 
consistentes na maneira que tratam seus filhos. Regras não devem mudar de acordo com o humor dos 
pais e as crianças devem ter uma ideia sobre as consequências de suas ações. 
Pensar de forma positiva e construtiva: é importante não focar nas incapacidades e comportamentos 
negativos dos seus filhos, mas sim perceber as habilidades e comportamentos positivos e construir o 
relacionamento com base nessas habilidades. 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
ESTILO DEMOCRÁTICO – consequências para o desenvolvimento 
• Promoção de boas habilidades de comunicação nos filhos. 
• Filhos compreendem os limites e regras e se sentem seguros para perguntar quando não as entendem. 
• Filhos são autoconfiantes e confiam nas pessoas ao seu redor. 
• Filhos são conscientes dos direitos e responsabilidades de si mesmos e dos outros.
• Percebem que precisam se esforçar para conseguir algo que querem. 
• Já que os erros em suas ações foram explicados a eles quando eles fizeram algo errado, eles estão conscientes 
do impacto negativo que seu comportamento tem sobre outras pessoas. 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
ESTILO DEMOCRÁTICO – consequências para o desenvolvimento 
• Sabem que existem muitas maneiras diferentes para se resolver um problema. 
• São capazes de construir relacionamentos reais e sinceros com seus pais. 
• Crianças criadas em um estilo democrático de parentalidade desenvolvem autocontrole. 
• São bem-comportadas mesmo quando não existem adultos com elas. 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
Avaliação de práticas parentais - Inventário de Estilos Parentais 
- Construção do Inventário se deu pelo entendimento de que a família é um núcleo importante de socialização e 
educação de crianças e que, dependendo dos comportamentos adotados pelos pais no processo educativo dos filhos, 
podemos encontrar crianças e adolescentes anti-sociais. 
- 42 questões, sendo que cada uma consta de uma frase à qual a criança/adolescente deve responder indicando a 
frequência com que a figura materna/paterna age (ia) conforme a situação descrita na frase. 
- Opções de respostas em frequência: • NUNCA: se em 10 ocasiões, ele(a) agiu daquela forma de 0 a 2 vezes. • ÀS 
VEZES: se em 10 ocasiões, ele(a) agiu daquela forma de 3 a 7 vezes. • SEMPRE: se em 10 ocasiões, ele(a) agiu daquela 
forma de 8 a 10 vezes.
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
• 7 conjuntos de práticas educativas que compõem o Estilo Parental
• Práticas educativas: conjuntos de comportamentos utilizadas pelos pais na interação com os 
filhos
• 5 práticas educativas estão relacionadas ao desenvolvimento de comportamentos anti-
sociais: abuso físico, punição inconsistente, disciplina relaxada, monitoria negativa e 
negligência
• 2 práticas educativas são favoráveis ao desenvolvimento de comportamentos pró-sociais: 
monitoria positiva e comportamento moral
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
Monitoria positiva
- Definida como o conjunto de práticas parentais que envolvem atenção e 
conhecimento dos pais acerca de onde seu filho se encontra e das atividades 
desenvolvidas por ele;
- Componentes da monitoria positiva: demonstrações de afeto e carinho dos pais, 
principalmente relacionados aos momentos de maior necessidade da criança.
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
Comportamento moral 
- Prática educativa pela qual os pais transmitem valores, como honestidade, generosidade e senso 
de justiça aos filhos
- Auxilia na discriminação do certo e do errado por meio de modelos positivos, dentro de uma 
relação de afeto. 
- Pesquisas apontam alguns fatores como sendo essenciais para o desenvolvimento: a existência do 
sentimento de culpa; o desenvolvimento da empatia; ações honestas; crenças parentais positivas 
sobre trabalho e ausência de práticas anti-sociais
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
Negligência
- Pais não estão atentos às necessidades de seus filhos, ausentam-se das responsabilidades, 
omitem-se de auxiliar seus filhos, ou simplesmente quando interagem sem afeto, sem amor.
- A falta de calor e carinho na interação com a criança pode desencadear sentimentos de 
insegurança, vulnerabilidade e eventual hostilidade e agressão em relacionamentos sociais.
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
Punição Inconsistente
- Pais punem ou reforçam os comportamentos de seus filhos de acordo com o seu (dos 
pais) bom ou mau humor, de forma não contingente ao comportamento da criança. 
- Assim, é o estado emocional dos pais que determina as ações educativas, e não as ações 
da criança. 
- Como consequência, a criança aprende a discriminar o humor de seus pais e não aprende 
se seu ato foi adequado ou inadequado
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
Monitoria Negativa (ou supervisão estressante) 
- Excesso de fiscalização dos pais sobre a vida dos filhos e pela grande quantidade de 
instruções repetitivas, as quais não são seguidas pelos últimos. 
- Essa prática educativa produz um clima familiar hostil, estressado e sem diálogo, já que os 
filhos tentam proteger sua privacidade evitando falar com os pais sobre suas 
particularidades.
Disciplina Relaxada 
- Não cumprimento de regras estabelecidas pelos pais. 
- Eles ameaçam os filhos e, quando se confrontam com comportamentos opositores e agressivos, 
omitem-se, não fazendo valer as regras que eles próprios determinaram.
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
Abuso Físico 
- Pais machucam ou causam dor a seus filhos com a justificativa de 
que os estão educando. 
- A prática do abuso físico pode gerar crianças apáticas, medrosas, 
desinteressadas.
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
Psicoeducação sobre práticas parentais 
Como estabelecer e manter comportamentos positivos 
- desejados 
• Como eliminar comportamentos negativos - indesejados 
Coerência e consistência 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
Princípios básicos para promover comportamentos positivos 
1. Seja um exemplo 
2. Explique preventivamente 
3. Prepare o ambiente 
4. Estabeleça regras e limites 
5. Seja consistente 
6. Reconheça e elogie os comportamentos positivos 
Como estabelecer e manter comportamentos positivos - desejados 
1. Sendo um exemplo 
• Crianças adquirem uma série de características e habilidades através de um método 
simples: imitação. 
• Uma vez que os pais são as primeiras pessoas que as crianças imitarão e copiarão, o tipo 
de modelo que estabelecemos para eles é muito importante. 
• E a primeira coisa que pais precisam fazer é dar o exemplo certo. 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
1. Sendo um exemplo
• Mães que desejam que seus filhos leiam vários livros, deverão ler muitos livros elas 
mesmas. 
• Pais que são rudes com as pessoas ao redor, não terão nenhuma credibilidade quando 
disserem “Quantas vezes eu já lhe disse para não usar palavrões?!”. 
• Se a mãe fala sobre pessoas de outras nacionalidades (“Mas isso acontece porque eles 
são Africanos/Bolivianos/Peruanos/Turcos...”), discrimina pessoas (“Mulheres não 
entendem disso, elas não podem fazer coisas assim, isso é trabalho de homem, pessoas 
deficientes são fracas...”) ou definem pessoas como boas ou más, baseados em suas 
religiões, então suas crianças provavelmente falarão as mesmas coisas. 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
1. Sendo um exemplo
Existem alguns pontos que nós precisamos observar quando formos dar o exemplo: 
• Pais devem seguir as mesmas regras da casa assim como as crianças 
• Se você quer que a sua criança mantenha suas promessas, você também deve manter as suas 
promessas com ela e com os outros. 
• Se você querque a sua criança seja honesta, você deve ser honesto com a sua criança. 
• As crianças imitarão o relacionamento que elas têm em casa com outras pessoas. O modo como você 
trata outras pessoas, e como você relata esses relacionamentos também servirão como exemplo para 
a sua criança. 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
2. Explicações preventivas 
• Fazer explicações preventivas significa visualizar as consequências do comportamento 
indesejado antes que ele aconteça, e ajudar a criança a identifica-los com qualidade.
• Pais precisam decidir quais comportamentos não querem que suas crianças façam, e 
explica-los claramente as suas crianças. 
• Para fazer isso, é importante saber quais comportamentos pais aceitam que a sua criança 
faça, e quais você não aceitam. 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
2. Explicações preventivas 
• Como resultado, filhos não serão repreendidos desnecessariamente, e a relação entre pais e 
filhos não será prejudicada. 
• Para isso é importante: 
• Expressar claramente as expectativas. 
• Dizer o que você espera que a sua criança faça, e não apenas o que você quer que 
ela não faça. Por exemplo, quando você diz “Pare de brincar!” para a sua criança, 
você não está dizendo a ela exatamente o que é esperado que ela faça. 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
2. Explicações preventivas 
• Estabelecer qual é o comportamento que você quer ver em sua criança. Por exemplo, 
você pode dizer “Nós vamos jogar juntos por algum tempo, mas você tem lição de 
casa para fazer. Então, é melhor fazer a lição primeiro”. 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
3. Preparando o ambiente 
• É importante que as mães preparem o ambiente onde as crianças poderão se engajar 
em comportamentos desejados. 
• Não é somente fazer com que o comportamento desejado ocorra, mas também fazê-lo 
possível tomando as devidas precauções antes que a criança se engaje em 
comportamentos indesejados. 
• Exemplos: ter livros em casa para que a criança possa ler; arrumar o local de estudo;
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
4. Estabelecendo regras e limites 
• Em alguns casos, fazer explicações preventivas podem não ser suficientes para resolver 
o problema. 
• Pode ser preciso estabelecer certas regras e limites. 
• Regras na casa ajudam a criança a crescer e se desenvolver saudável e segura. 
• Regras possibilitam que a criança descubra o mundo ao redor sem medo de se machucar 
ou machucar as outras pessoas. 
• Sem limites, o mundo lá foram pode ser bem assustador para as crianças. 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
4. Estabelecendo regras e limites 
• Regras ajudam as crianças a manejar e controlar os seus próprios 
comportamentos. 
• Além disso, regras não podem diferir entre meninos e meninas, ou entre mães e 
pais; em outras palavras, regras devem ser aplicadas com igualdade de gênero. 
• A existência de muitas regras sem explicação na casa levanta obstáculos ao 
desenvolvimento das crianças. 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
4. Estabelecendo regras e limites - Princípios 
Regras devem ser concisas, claras e em número reduzido. 
Por exemplo, “Nosso jantar de família é às 7 horas da noite”. Os pais devem estabelecer 
algumas regras prioritárias (hora de dormir, de assistir TV, lavar as mãos, etc.) e esperar que as 
crianças aprendam a cumprir com elas. Assim que as crianças estiverem as cumprindo, essas 
regras se tornarão hábitos. Uma vez que isso ocorra, você então poderá ensinar novas regras. 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
4. Estabelecendo regras e limites - Princípios 
As razões de cada regra devem ser explicadas numa linguagem que a criança entenda. 
As crianças devem saber porque uma regra foi estabelecida, e o que pode ocorrer se ela for 
quebrada. Por exemplo, “Eu quero você na cama às 9 horas da noite, porque você levantará 
cedo amanhã de manhã para ir à escola. Você precisa de uma boa noite de sono para acordar 
descansado e bem para frequentar as suas aulas”. 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
4. Estabelecendo regras e limites – Princípios
Regras devem ser apropriadas à idade e realistas. Por exemplo, você não pode esperar 
que uma criança de 3 anos de idade mantenha o próprio quarto arrumado. 
Também é muito importante que as crianças saibam antecipadamente quais as 
consequências de não cumprir as regras. Por exemplo, saber que precisarão fazer a lição de 
casa na hora de brincar se eles não tiverem feito o dever no tempo correto, perdendo assim a 
oportunidade de brincar para ter que cumprir com o dever. 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
4. Estabelecendo regras e limites – Princípios
Regras devem ser estabelecidas consistentemente. 
- Se existe uma regra sobre não mentir, ela seve ser reforçada consistentemente, e nunca 
poderá ser burlada. 
- Se queremos que as crianças aprendam e tornem essa regar um hábito, como pais, nós 
nunca deveremos mentir sob qualquer circunstância. 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
4. Estabelecendo regras e limites - Princípios
Regras devem ser estabelecidas consistentemente. 
- Pais devem ser consistentes um com o outro para estabelecer as regras. 
- Por exemplo, digamos que sua criança quer muito um brinquedo e seu marido explicou a ele 
porque não é possível comprar, mas então você diz “Vamos comprar esse brinquedo logo, 
estou cansada de ouvir essa criança chorar” na frente ao seu filho. 
- Desse jeito, você e seu marido foram inconsistentes. 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
4. Estabelecendo regras e limites - Princípios
- Inconsistências entre pais podem ensinar as crianças a apelar a cada um dos pais em 
momentos diversos para burlar as regras. Por exemplo, eles podem desenvolver 
táticas para pedir permissão para mãe quando quiserem jogar um pouco mais, mas 
pedir ao pai quando quiserem que ele compre algo. Entretanto, ser consistentes não 
significa dizer que os pais devem ser iguais e fazerem as mesmas coisas em seus 
relacionamentos com suas crianças. 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
4. Estabelecendo regras e limites - Princípios
As regras podem ser burladas de vez em quando. Certas regras podem ser 
mudadas e reestabelecidas de acordo com as mudanças necessárias da criança e da 
família. Por exemplo, deixar a criança ir para a cama um pouco mais tarde durante o 
verão porque os dias são mais longos. Mas as razões para a mudança da regra, e quanto 
tempo essa alteração durará, precisam ser explicadas as crianças. 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
4. Estabelecendo regras e limites - Princípios
Algumas regras nunca poderão ser burladas. Há certas regras que garantem um 
ambiente seguro, pacífico e respeitável para a família nunca poderão ser burladas. Essas 
regras dizem respeito a saúde e segurança. Algumas delas incluem ter um ambiente não 
violento em casa, não bater ou xingar os outros, ou ainda respeitar a privacidade e a 
propriedade dos outros membros da família. 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
Resumo 
Características das boas regras 
Regras devem ser: 
Concisas e claras 
Poucas em número 
Apropriadas para a idade 
Voltadas para os esforços e comportamentos 
Sem exageros 
Devem produzir recompensas não-materiais em vez de materiais 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
5. Sendo consistente 
Mães e pais devem ser unidos e consistentes nas suas respostas aos 
comportamentos das crianças. 
Quando os pais são consistentes, as crianças: 
Acharão mais fácil cumprir as regras, e 
Desenvolverão autocontrole. 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
6. Reconhecendo positivamente 
- Reconhecer positivamente faz a criança feliz e aumenta a motivação dela. 
- Princípiospara os pais reconhecerem positivamente: 
É importante estabelecer claramente e reconhecer quais comportamentos da sua criança 
são desejáveis. 
Quando a criança faz algo agradável, o comportamento deve ser reconhecido 
imediatamente. 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
6. Reconhecendo positivamente - Princípios 
Recompensas devem ser não-materiais. (Recompensas materiais podem ir tão longe 
quanto se tornar um suborno) 
▪ Exemplos de recompensas não-materiais: 
1. Compartilhar com a criança coisas de que você gosta, 2. Elogiar, 3. Um olhar, sorriso, 
toque ou abraço podem transmitir reconhecimento, 4. Jogar junto com a criança algo que 
ela goste, 5. Ir para o parquinho, 6. Cozinhar juntos, 7. Permitir que a criança traga um 
amigo para casa, 8. Ficar um tempo especial sozinhos. 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
6. Reconhecendo positivamente - Princípios 
Enquanto os pais estiverem reconhecendo positivamente o comportamento da criança, 
eles devem descrever os seus próprios sentimentos. 
- Ou seja, descrever como os comportamentos da criança lhe afetam e como fazem você 
se sentir. 
- O tom da voz e ações podem auxiliar o que se expressa verbalmente. Sua atitude 
precisa ser sincera e calorosa enquanto você expressa seus sentimentos. 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
6. Reconhecendo positivamente - Princípios 
Frases de apoio ao reconhecimento positivo como “Você deve sempre terminar sua 
comida assim como eu já lhe disse” não reforçarão o comportamento da criança; ao 
contrário, elas diminuirão o valor do reconhecimento positivo possível. 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
6. Reconhecendo positivamente – benefícios para o desenvolvimento das crianças: 
Quando o comportamento positivo delas é reconhecido, elas se sentirão orgulhosas de si 
mesmas e aumentarão a autoconfiança. 
Níveis altos de autoconfiança garantirão sucesso em várias outras áreas da vida. 
Suas personalidades se desenvolverão nos caminhos desejados. 
Quando os comportamentos das crianças são reconhecidos com respostas consistentes, 
eles confiarão em suas famílias e no ambiente. 
Essas crianças serão indivíduos receptivos. 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
Psicoeducação sobre práticas parentais 
Como estabelecer e manter comportamentos positivos 
- desejados 
• Como eliminar comportamentos negativos - indesejados 
Coerência e consistência 
Métodos negativos para lidar com comportamentos indesejados: 
• Punição física: Espancamento 
• Punição emocional: Xingar, Humilhar, Amedrontar, Ameaçar, Zombar, 
Menosprezar, Amaldiçoar, Parar de se comunicar, Trancar no quarto, Ignorar, 
Agir autoritariamente, Comparar, Recusar afeto 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
Como eliminar comportamentos negativos - indesejados 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
Como eliminar comportamentos negativos – indesejados
Métodos assertivos para lidar com comportamentos indesejados: 
1. Considerar a causa
2. Ignorar-Incentivar
3. Oferecer escolhas
4. Descrever as consequências 
5. Ajudar a considerara soluções alternativas 
6. Experimentar as consequências do comportamento
1. Considerara a causa – Por que meu filho emite esse comportamento?
- Às vezes, as crianças não querem escovar os dentes. As mães podem pensar “Minha criança é 
preguiçosa, e não pode ter esse comportamento como hábito”. 
- Com isso, mais uma vez, a mãe pode estar negligenciando as razões da criança. 
- A criança pode não gostar do sabor da pasta de dente, a escova pode ser muito grande para a boca 
dela, ou as cerdas podem ser muito duras e machucar as gengivas. 
Esses motivos não são, necessariamente, motivos válidos para que a criança se comporte dessa 
maneira, mas se os motivos são válidos do ponto de vista da criança, compreender isso pode auxiliar a 
resolver o problema. 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
1. Considerara a causa – Por que meu filho emite esse comportamento?
Pode ajudar se você perguntar a si mesmo sobre as razões de um determinado comportamento:
• Quando minha criança começou a apresentar esse comportamento? 
• O que minha criança ganha se comportando desse jeito? 
• A minha criança está tentando me dizer algo com esse comportamento? 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
2. Ignorar – incentivar
• Pais podem ignorar ou negligenciar os comportamentos indesejados das crianças até que estes 
parem, em vez de ficar alertando os filhos constantemente, queixando-se, ou ficando nervosos 
com eles para reduzir os comportamentos. 
• E eles podem reconhecer o comportamento adequado quando ele ocorrer. 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
Pontos importantes no método Ignorar-Incentivar: 
• É importante notar a presença de algum comportamento desejável e reconhecê-lo positivamente 
imediatamente. 
• Por exemplo. Se a criança normalmente chora como meio de pedir por alguma coisa em, ao mesmo 
tempo utilizar algumas palavras adequadamente, a mãe deve reconhecer positivamente as palavras 
adequadas que estão sendo utilizadas, a despeito do choro que está ocorrendo. 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
Pontos importantes no método Ignorar-Incentivar: 
• Tenha certeza de que o comportamento que será ignorado é algo que pode ser ignorado porque não 
oferece risco de acidente ou qualquer outro mal a criança. 
• Um comportamento não poderá ser ignorado se este for perigoso para a criança. 
• Por exemplo, se a sua criança estiver brincando com facas ou fósforos, tentando mexer no fogão, ou 
colocando sujeiras na boca, você não poderá ignorar esses comportamentos. 
• Se o comportamento da criança oferecer incômodo ou perigo a outras pessoas, ele também não poderá 
ser ignorado. 
• Por exemplo, se a sua criança estiver rasgando as páginas de um livro da biblioteca, rabiscando as 
paredes, quebrando os móveis da casa, ou cobrindo a cabeça do irmão mais novo com o cobertor 
enquanto está dormindo, você não poderá ignorar esses comportamentos. 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
3. Oferecer opções
• Mostrar um ou dois comportamentos aceitáveis que eles podem fazer em vez de se comportar de 
modo indesejado. 
• Ou seja, é guia-los a escolher entre comportamentos que esperamos que eles façam, em vez de 
dizer às crianças apenas “não”. 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
Oferecer opções
Por exemplo, a criança sempre se coloca entre os adultos e começa a lhe perturbar quando você inicia uma conversa 
com alguém, você pode dizer “Eu não quero que você se coloque entre os adultos. Nós não conseguimos conversar 
contigo sempre ao redor. Isso me incomoda e incomoda os convidados. Quando estivermos com convidados, você 
pode brincar no seu quarto/em outro espaço, ou eu posso colocar um colchonete ali no canto para você brincar 
nele”. 
Quando você estiver transmitindo esse ensinamento à criança, o tom da sua voz deve ser calmo, mas firme, para 
que seja eficaz. 
De outra forma, você viverá conflitos com a sua criança. Além disso, será mais fácil se você oferecer alguma opção 
atrativa à sua criança, ou seja, possibilidades de que ela goste, que tenha interesse em fazer. 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
4. Descrever as consequências
• Se a criança repete o comportamento indesejado, ela deve saber que isso é errado (POR QUE É 
ERRADO). 
• Impacto das descrições: 
• As crianças a perceberão as consequências dos seus comportamentos. 
• Aprenderão a criar relações de causa-efeito sobre os comportamentos.
• Aprenderão que o comportamento indesejado pode produzir efeitos negativos em outras 
pessoas. 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
5. Ajudar a considerara as soluções alternativas
• Podemos prevenir que as crianças repitam comportamentos indesejados aoexplicar e descrever a 
elas porque aquele comportamento é indesejado e quais são as consequências negativas que ele 
provoca. Porém, às vezes, explicar as consequências negativas podem não ser suficientes. 
• Pode ser necessário sugerir formas aceitáveis de comportamentos que podem ser emitidos no 
lugar dos inaceitáveis, ou ajudar as crianças a pensar sobre soluções diferentes
• Oriente a criança a pensar em boas soluções e ofereça alternativas comportamentais. 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
6. Experimentar as consequências do comportamento 
• Se as consequências não colocarem as crianças em perigo, você pode deixa-las experimentar as 
consequências dos seus próprios comportamentos 
• Desde que não seja perigosa, experimentar a consequência do próprio comportamento é um 
método eficaz para crianças a partir de cinco anos de idade. 
• Esse método pode não ser eficaz com crianças muito pequenas, porque elas podem encontrar 
dificuldade de relacionar o comportamento delas com as consequências produzidas. 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
6. Experimentar as consequências do comportamento 
• Quando a criança mesma percebe as consequências daquilo que fez, ela podem mudar seu 
próprio comportamento. 
• Esse método pode ajudar as crianças a aprender como ter responsabilidade sobre as escolhas 
que fez. 
• Por exemplo, se a sua criança quebrar algum brinquedo mesmo após ser avisada por você, 
então esse método poderá ser aplicado na medida em que você não comprar brinquedos 
novos por um tempo. 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
Orientação Parental – Protocolo de 
Intervenção 
Psicoeducação sobre práticas parentais 
Como estabelecer e manter comportamentos positivos 
- desejados 
• Como eliminar comportamentos negativos - indesejados 
Coerência e consistência 
Coerência e consistência
- Quando se fala em educação de filhos ser consistente quer dizer que há correspondência entre
aquilo que o adulto diz, pede e aquilo que a criança faz; 
- Quando um pai diz algo para o seu filho fazer, a sua palavra vale para nortear claramente a 
conduta do filho. 
- Nada tem nada a ver com braveza, frieza, rigidez, mas com coerência entre palavras e atitudes.
- Os filhos precisam aprender que diante de determinadas instruções dos pais eles devem agir
de uma forma e diante de outros pedidos devem ter outra forma
Referências para consulta 
 MURTA, Sheila Giardini. Aplicações do treinamento em habilidades sociais: análise da 
produção nacional. Psicol. Reflex. Crit. [online]. 2005, vol.18, n.2, pp. 283-291. ISSN 0102-
7972. http://dx.doi.org/10.1590/S0102-79722005000200017. Acesso em 21 de setembro 
2011.
 DELPRETTE, Zilda A. P. DEL PRETTE, Almir. Base conceitual da área das habilidades sociais. 
In: Psicologia das Habilidades Sociais na Infância Teoria e Prática. Vozes, 2009. Cap. 2, 
pag. 30-50.
 Sampaio, Izabela Tissot Antunes. (2007). Inventário de Estilos Parentais (IEP): um novo instrumento para 
avaliar as relações entre pais e filhos. Psico-USF, 12(1), 125-126. https://dx.doi.org/10.1590/S1413-
82712007000100015
Referências para consulta 
https://dx.doi.org/10.1590/S1413-82712007000100015
Muito obrigada! 
Marília Mariano 
mariano.mrl@gmail.com
mailto:mariano.mrl@gmail.com

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