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Terapia Cognitivo-Comportamental
com Crianças e Adolescentes
Marília Mariano
Mestre em Psicologia do Desenvolvimento e Aprendizagem – UNESP
Doutoranda em Psiquiatria e Psicologia Médica – UNIFESP
Fale comigo!
mariano.mrl@gmail.com
o TCC: intervenção psicoterápica que objetiva a modificação das estruturas dos
pensamentos, sentimentos e comportamentos.
o TARGET: aumentar autoconhecimento, autoconsciência e autocontrole, por
meio do desenvolvimento das habilidades cognitivas e comportamentais.
TCC para crianças e adolescentes
TCC para crianças e adolescentes
TCC com crianças e adolescentes utiliza as mesmas técnicas de
intervenção com adultos, mas é preciso fazer adaptações
Quais adaptações?
Consultório Linguagem Técnica
Contrato terapêutico Intervenção – contato com pais e escola
Diagnóstico
Consultório: qual o espaço necessário?
Espaço atrativo para as crianças
TCC para crianças e adolescentes
Consultório: qual o espaço necessário?
Espaço atrativo para as crianças
TCC para crianças e adolescentes
Consultório: qual o espaço necessário?
Espaço atrativo para as crianças
TCC para crianças e adolescentes
• Tapete ou almofadas para sentar
no chão
• Todos os materiais precisam ser
fáceis de higienizar
• Consultório precisa ser flexível
• Não pode ter influência de
gênero
Consultório: quais materiais são essenciais?
Brinquedos para crianças até 10 anos: família, animais, super-
heróis, livros, blocos, jogos de memória, quebra-cabeça, lápis para
colorir etc.
TCC para crianças e adolescentes
Consultório: quais materiais são
essenciais?
TCC para crianças e adolescentes
TCC para crianças e adolescentes
Consultório: quais materiais são essenciais?
Instrumentos musicais
TCC para crianças e adolescentes
Consultório: quais materiais são essenciais?
Livros: sem texto
TCC para crianças e adolescentes
Consultório: quais materiais são essenciais?
Livros: com texto
TCC para crianças e adolescentes
Consultório: quais materiais são essenciais?
Livros: sobre sexualidade
TCC para crianças e adolescentes
Consultório: quais materiais são essenciais?
Jogos de tabuleiro e lógica
TCC para crianças e adolescentes
Consultório: quais materiais são essenciais?
Eletrônicos: videogames, computador, televisão, tablete etc
Consultório: quais materiais são essenciais?
Cartas, baralhos, perguntas e respostas
TCC para crianças e adolescentes
Consultório: quais materiais são essenciais?
TCC para crianças e adolescentes
Atenção!
Sempre utilizar jogos ou brinquedos que
se relacionem com o processo terapêutico
É um momento de diversão, mas deve ter
um objetivo terapêutico
TCC para crianças e adolescentes
Linguagem e postura do terapeuta
Inserção no mundo da criança ou
adolescente
Saber conversar sobre as coisas que
interessam a criança ou adolescente
Utilizar palavras compatíveis com a
idade cognitiva da criança ou adolescente
TCC para crianças e adolescentes
TCC para crianças e adolescentes
Com crianças pequenas (abaixo de 5 anos, aproximadamente), é
sempre indicado optar por orientação parental e estratégias
comportamentais
A criança ou adolescente devem participar ativamente ao
processo terapêutico
É importante sempre utilizar feedback para se certificar que a
criança ou adolescente está compreendendo o processo
Fluxograma do processo psicoterápico
1. Entrevista inicial com os pais ou
responsáveis
Principal fonte de coleta de informações
1 ou 2 sessões para conhecer a família e a criança
Levantamento de informações sobre a história da criança,
seguindo a ordem cronológica (ideal)
1. Entrevista com os pais ou responsáveis
Levantamento de informações sobre a história da criança
Gravidez (remete a história dos pais da criança, família)
História Médica da Criança
Desenvolvimento Neuropsicomotor
Histórico acadêmico e social
Relacionamento familiar
1. Entrevista com os pais ou responsáveis
Problemas atuais: qual a queixa dos pais? Qual a queixa da
criança?
Qualidades da criança
Interações da criança com pais, amigos na escola
Rotina da criança
Habilidades acadêmicas
Quantas pessoas moram na casa
1. Entrevista com os pais ou responsáveis
1. Entrevista com os pais ou responsáveis
1. Entrevista com os pais ou responsáveis
1. Entrevista com os pais ou responsáveis
Explicar o que é psicoterapia infantil: uma técnica lúdica para ajudar a
criança a compreender sentimentos, pensamentos e comportamentos,
produzindo autocontrole, autoconsciência, autoconhecimento.
Sigilo: O que é? Quando é quebrado?
Dia, horário, atrasos, faltas e reposições
Orientação aos pais e escola
1 Entrevista com os pais ou
responsáveis
2. Entrevista com a criança
Objetivo 1: vínculo
Terapeuta se apresenta: nome, profissão e explicações
Promover um ambiente para o estabelecimento do vínculo
O terapeuta deve entrar no mundo da criança (brincar do que ela
gosta, desenhar, jogar os jogos ela se interessa etc)
2. Entrevista com a criança
Levantamento da queixas da criança
A criança sabe por que os pais a levaram na terapia?
A criança concorda com os pais?
Dificuldades que ela percebe no cotidiano
O que ela gostaria que a família fizesse e não faz?
O que a família faz que a criança não gosta
O que a criança acha da escola?
Dificuldades com amigos na escola?
Dificuldades com as matérias na escola?
2. Entrevista com a criança
Explicar para a criança a
importância do trabalho em
equipe entre ela, o terapeuta,
a família, escola
Quais são os diferentes papeis?
2. Entrevista com a criança
Papel do terapeuta
Solução de problemas
Melhorar habilidades
Diminuir sofrimento
Ensinar
ferramentas para
controlar a raiva
Papel da criança
2. Entrevista com a criança
Praticar
Brincar
Divertir
Desenhar
Falar o que pensa
Escutar
Chorar
Conversar
2. Entrevista com a criança
Papel dos pais e escola
Auxiliar a criança a treinar as habilidades e estratégias aprendidas na terapia
Qual papel você acha que seu pai e professores poderiam assumir?
Como eles podem te ajudar?
Contrato terapêutico:
- Regras que visam proteger o
setting em diversos aspectos
- Descrição de direitos e
deveres do paciente, pais
e psicoterapeuta
2. Entrevista com a criança
2. Entrevista com a criança
Contrato terapêutico - Combinados
Sigilo
Duração, dia, horário, atividades
Tempo da terapia versus tempo de
brincadeira
Caderno da terapia ou Fichário
Tarefas de casa
Feedback
“Alta”
Pais ou responsáveis na sala de espera: tranquiliza a criança
Contar que os pais dela a procuraram devido a queixa dos pais
Perguntar o que a criança pensa sobre e se sabe o que é psicoterapia
Enfatizar que a sessão de terapia é um espaço que criança pode usar como
quiser, desde que não se machuque, não machuque o psicólogo e não
quebre nada na sala
2. Entrevista com a criança
Estrutura das sessões
Benefícios de estabelecer uma rotina de trabalho em todas as sessões
Estabilidade para a criança promove sensação de segurança e
estabilidade
Estabelecimento de um foco/objetivo bem delimitado
Ajuda a criança e terapeuta a enfatizar os pontos a serem
trabalhados
Evita digressões
Estrutura das sessões
Benefícios de estabelecer uma rotina de trabalho em todas as sessões
Estabelece um fluxo organizado de informações e aprendizagens
Propicia a confiança e bem estar da criança com o terapeuta
Facilita o relacionamento terapêutico e os processos de mudança
específicos
Ferramenta: agenda da terapia
Estrutura das sessões
Modelo de Ficha para
anotações da terapia
Auxilia no raciocínio clínico
Auxilia na estruturação das
intervenções
Auxilia na avaliação
semanal das intervenções
Estrutura das sessõesAgenda do Dia
• Prepara o ambiente para o trabalho
terapêutico e orienta a direção, o caminho
• Requer a identificação de itens ou tópicos a
serem tratados durante a sessão
• Permite que as crianças tragam seus próprios
problemas para a discussão
Tarefas para casa
Exercícios de fixação das habilidades
aprendidas na sessão
Estímulo extra consultório para que o
paciente extrapole as aprendizagens
intra consultório
o É importante discutir e revisar a tarefa na sessão
o Mostrar para a criança a importância de realizá-la
o Enfatizar o papel da criança no processo de tratamento
o Reforçar a realização da tarefa
Tarefas para casa
Ênfase ao conteúdo de cada sessão
Deve ser combinada com a criança e sempre associada a queixa atual
Quando a criança participa da programação da tarefa:
Apropriação do material
Aumenta o nível de responsabilidade
Tarefas para casa
o Explicar a relação entre a tarefa de casa e a
dificuldade/queixa
o Dividir a tarefa em etapas graduais que levem a um objetivo
possível de ser (realmente) alcançado
o Tarefas simples são, probabilisticamente, mais aceitas e
realizadas
o Ensaie a tarefa no consultório, se possível
Tarefas para casa
Tarefas para casa
A não realização da tarefa de casa:
✓Oportuniza descobrir as motivações e razões que estão
por trás do comportamento da criança
✓ Tentar identificar o que atrapalhou a realização
“O que aconteceu para você não fazer seu compromisso com
a terapia?”
✓ É importante não punir se as crianças não fizerem as tarefas
✓ Tarefas escritas, com registro, podem ser substituídas por tarefas
comportamentais, com registro em terapia
Crianças podem reagir negativamente frente a tarefa de casa
→ deve ser habilmente planejadas para envolver as crianças
Tarefas para casa
Gameficação
Estratégia ou ferramenta que cria experiências de jogos on-line em jogos
off-line
O objetivo é aumentar o envolvimento da criança com as tarefas
Aplica-se a lógica dos jogos eletrônicos para resolver problemas
Token Economy
Exemplo Gameficação
Identificar e associar sentimentos,
pensamentos e comportamentos
Treino de auto-observação que subsidia as estratégias de
intervenção:
Identificar sentimentos, pensamentos e comportamentos
Associar sentimentos, pensamentos e comportamentos
Analisar sentimentos, pensamentos e comportamentos
Alterar sentimentos, pensamentos e comportamentos
Avaliar as modificações dos sentimentos, pensamentos e
comportamentos
Como identificar sentimentos e pensamentos?
Mapa de rostos
(1)Peça que a criança desenhe rostos feliz, triste, irritado e com medo/ preocupado
(2)Em seguida ela identifica os rostos parecidos com situações que ela viveu
Identificar e associar sentimentos,
pensamentos e comportamentos
Feliz Triste Raiva Medo,
Preocupação
Identificar e associar sentimentos,
pensamentos e comportamentos
Escreva o nome
da emoção que
cada personagem
está expressando.
RAIVA NOJO MEDO
TRISTEZA SURPRESA ALEGRIA
Identificar e associar sentimentos,
pensamentos e comportamentos
Identificar e associar sentimentos,
pensamentos e comportamentos
Escreva o nome da
emoção que o
personagem está
expressando
Psicoeducação
Psicoeducação
Identificar e associar sentimentos,
pensamentos e comportamentos
Intensidade dos sentimentos: Farol dos Sentimentos
Vermelho: alta intensidade emocional
Amarela: média intensidade do sentimento
Verde: baixa intensidade do sentimento
Identificar e associar sentimentos,
pensamentos e comportamentos
Intensidade dos sentimentos: Termómetro/Régua dos Sentimentos
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Menos
intenso
Mais
intenso
Quais são os comportamentos
dos sentimentos?
Sentimento:
Comportamento:
preocupação
lento, parado
Sentimento:
Comportamento:
Sentimento:
Comportamento:
Sentimento:
Comportamento:
reprovação
críticas
admiração
elogios
tristeza
chora
Registro do Diário dos Pensamentos e Sentimentos (RDPS)
Identificar e associar sentimentos,
pensamentos e comportamentos
- O que você sentiu?
- Com qual intensidade?
- O que você pensou?
- Como se comportou?
Instrumento restrito a
habilidade de escrita
Com crianças e
adolescentes que gostem
ou prefiram escrever
Identificar e associar sentimentos,
pensamentos e comportamentos
No início identificar os sentimentos e pensamentos é uma tarefa difícil
É papel do terapeuta auxiliar a construção dessa habilidade
Identificar e associar sentimentos,
pensamentos e comportamentos
Frases incompletas podem sugestionar as
respostas e auxiliar a criança e adolescente.
• O que neste momento eu desejaria era...
• Fiquei feliz quando...
Gráfico de Humor: ferramenta para identificar alterações no humor
Identificar e associar sentimentos,
pensamentos e comportamentos
Identificar e Resignificar
Reestruturação Cognitiva
❖ Alterar o conteúdo do pensamento
❖ O foco é substituir pensamentos mal-adaptados por pensamentos adaptados
A criança é instruída a desenvolver novas
orientações ou regras para o seu próprio
comportamento que a ajudará passar por
situações estressantes
Reestruturação Cognitiva
Identificação e registro de pensamentos automáticos e
crenças disfuncionais
Análise dos “erros de lógica” inerentes às interpretações
catastróficas
Considerar os pensamentos como hipóteses e não como
fatos
A forma mais usual de corrigir erros de lógica é o
questionamento socrático
Teste de evidência
✓ Estimula a criança a avaliar os fatos que apoiam
suas crenças e aqueles que a invalidam
✓ É uma estratégia útil para testar generalizações
exageradas, conclusões falhas e inferências
infundadas
Reestruturação Cognitiva
Após a análise das probabilidades, elaboram-se novas
alternativas, que são chamadas de “lembretes”
Exemplos de lembretes: “estou tendo um ataque que não
mata nem enlouquece” ou, ainda, “é um ataque que passa
em pouco tempo”
Reestruturação Cognitiva
Questionamento Socrático
O paciente, juntamente com o terapeuta, faz um
exame das evidências que apoiam o seu pensamento
e das evidências que são contrárias, a fim de descobrir
formas alternativas de interpretar suas sensações físicas
Após a análise das probabilidades, elaboram-se novas
alternativas, que são chamadas de “lembretes” (por
exemplo: “estou tendo um ataque que não mata nem
enlouquece” ou, ainda, “é um ataque que passa em
pouco tempo”)
Reestruturação Cognitiva
Questionamento Socrático
Ferramenta para orientar a descoberta das “verdades”, até então “ocultas”
5 passos:
(1) Evocar e identificar o pensamento automático
(2) Associar o pensamento automático ao sentimento e ao comportamento
(3) Encadear a sequência pensamento-sentimento-comportamento com
uma resposta empática
(4) Obter a colaboração da criança nos passos 1 a 3 e a concordância para
seguir
(5) Testar a crença socraticamente
Identificação de PAs
Identificação de PAs
Identificação de PAs
https://www.youtube.com/watch?v=54TPl_63DfI&t=213s
Reestruturação Cognitiva
A transformação da lagarta em borboleta
Qual o
pensamento da
lagarta?
Quais são as provas a favor e contra?
O que eu diria a um amigo nessa
situação?
Qual o pensamento
da borboleta?
Como ensinar a pensar em formas novas
e alternativas de ver o mundo.
Registro de Pensamento de Borboleta (De Friedber e McClure-2002)
Evento
Sentimento
Pensamento de
Lagarta
Este pensamento de
Lagarta pode se
transformar em um
pensamento de
Borboleta?
Pensamento de Borboleta
Esqueci de fazer
minhas tarefas e
minha mãe brigou
comigo
Triste – 8
Ela me odeia porque
acha que sou
preguiçoso e mimado
Sim
Esqueci de fazer minhas
tarefas. Preciso melhorar e me
lembrar.Ela está desapontada
comigo, mas ainda me ama.
Reestruturação Cognitiva
Como ensinar a pensar
em novas e alternativas
formas de ver o mundo.
Reestruturação Cognitiva
Brincando de Gangorra
Reestruturação Cognitiva
Brincando de Gangorra
Reestruturação Cognitiva
Cebolinha na terapia ...
Da
-
ta
Situa
ção
O que
sentiu?
Avalie o
quanto
você
acredita-
va neste
sentiment
o de 0 a
10
Quais
mudan-
ças sentiu
no seu
corpo?
O que
passou na
sua cabeça?
(Pensament
o
automático
(ruim)
disfuncio-
nal)
O que você fez
(Comportament
o)
Evidência
s que
confirma
m seu
pensa-
mento?
Evidências
que não
confirmam
seu
pensament
o
Como será seu
novo
comportament
o
E agora,
o que
sentirá?
Avalie o
quanto
passará
a
acredita
r no seu
novo
senti-
mento
de 0 10
Num
encontr
o no
parque
com a
Mônica
Medo
10
Meu
coração
começou a
bater
rápido
Ela vai me
bater
Ela vai me
acertar um
“direto” na
cara
Comecei a chorar
Aprontei
com ela
Escrevi no
muro da
rua que ela
é dentuça
e bobona
Ela estava
com uma
flor na mão,
sorridente e
querendo
conversar
comigo
Não chorarei mais
antes da nossa
conversa, e vou
deixar ela primeiro
falar o que quer,
assim não preciso
me “entregar”
Ou
Não vou mais ficar
escrevendo nos
muros coisas feias
sobre ela , assim
ela não me bate
Ficarei
somente
com um
pouco de
medo
5
Cebolinha na terapia ...
Da
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Situa
ção
O que
sentiu?
Avalie o
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10
Quais
mudan-
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no seu
corpo?
O que
passou na
sua cabeça?
(Pensament
o
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(ruim)
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O que você fez
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o)
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confirma
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Evidências
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o
Como será seu
novo
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Avalie o
quanto
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Num
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o no
parque
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Mônica
Medo
10
Meu
coração
começou a
bater
rápido
Ela vai me
bater
Ela vai me
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“direto” na
cara
Comecei a chorar
Aprontei
com ela
Escrevi no
muro da
rua que ela
é dentuça
e bobona
Ela estava
com uma
flor na mão,
sorridente e
querendo
conversar
comigo
Não chorarei mais
antes da nossa
conversa, e vou
deixar ela primeiro
falar o que quer,
assim não preciso
me “entregar”
Ou
Não vou mais ficar
escrevendo nos
muros coisas feias
sobre ela , assim
ela não me bate
Ficarei
somente
com um
pouco de
medo
5
Em suma...
Orientação Parental
Papel dos pais
✓ Co-terapeutas: estimular – monitorar – descrever
✓ Clientes: aprender novas habilidades
✓ Práticas parentais
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
Psicoeducação sobre práticas parentais
Como estabelecer e manter comportamentos positivos -
desejados
• Como eliminar comportamentos negativos - indesejados
Coerência e consistência
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
Outros temas possíveis:
- Como se comunicar – treino de Habilidades Sociais
- Como ensinar responsabilidades
- Desenvolvimento na Infância e Adolescência
- Impactos da punição positiva no desenvolvimento
- Papeis familiares
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
• A maneira como os pais se comportam quando criam seus filhos pode ser
chamada estilos de educação ou práticas educativas;
• Enquanto alguns estilos oferecem um maior suporte para o desenvolvimento da
criança e os seus direitos, outros podem ter um impacto negativo no
desenvolvimento da criança;
Estilo
Autoritário
Estilo Super
Proteror
Estilo
Democrático
Estilo
Permissivo
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
ESTILO AUTORITÁRIO
• Pais usam a força de uma maneira negativa para fazer com que seus filhos os obedeçam
• Castigos físicos, ameaças, chantagens ou enganar as crianças com base no conhecimento são
alguns dos métodos usados neste estilo de parentalidade.
Força/violência física: castigo físico como bater, puxar a orelha, palmadas, gritar, jogar o chinelo
ou trancar no banheiro
Força/violência emocional: chantagem emocional – ameaças, assustar, zombar ("Eu não vou te
amar se fizer isso”, “Não vou falar com você se fizer isso de novo“)
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
ESTILO AUTORITÁRIO – Consequências para o desenvolvimento
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
ESTILO PERMISSIVO
• Pais impotentes: concedem muito aos filhos
• Pais acabam sem perceber negligenciando aprendizagens importantes
Força/violência física: Crianças batem em seus pais, se jogam no chão, ou quebram coisas.
Força/violência emocional: Choro são persistentes, sempre pedem algo quando outras pessoas estão
presentes ou fazem os pais se sintam culpados.
Força/violência verbal: Crianças gritam com seus pais, dizem coisas ruins ou xingam.
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
ESTILO PERMISSIVO
Consequências para o desenvolvimento
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
ESTILO SUPER PROTETOR
• Pais superprotetores fazem para as crianças coisas que eles poderiam estar fazendo por conta própria
tendo um impacto negativo no desenvolvimento
Consequências para o desenvolvimento
As crianças podem se tornar dependentes de seus pais, podem sentir que eles não podem fazer nada
sem seus pais.
Eles não vão ser capazes de assumir responsabilidades pessoais. Podem ter dificuldade em adquirir o
nível necessário de competência, de habilidades de autocuidado e de auto expressão.
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
ESTILO SUPER PROTETOR
Consequências para o desenvolvimento
Eles podem ter dificuldade para construir sua autoconfiança. Podem se tornar menos confiantes porque
nunca aprenderam a satisfazer suas próprias necessidades.
Eles vão esperar que outros possam ajuda-los ou orientá-los, mesmo em tarefas que podiam fazer por
si.
Eles podem experimentar problemas de adaptação escolar. Eles podem ter dificuldade para estudar por
conta própria.
Quando experimentam um problema, eles vão olhar para um salvador para resolver os seus problemas
para eles.
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
ESTILO DEMOCRÁTICO
• Pais que tem habilidades para escolher como agir de maneira adequada à idade e o nível de
desenvolvimento das suas crianças.
• Os métodos e as abordagens de um estilo democrático são:
• Aceitar as pessoas como indivíduos: é importante aceitar crianças e outras pessoas como
indivíduos; levar em consideração seus direitos, responsabilidades, desejos,
necessidades, pensamentos e emoções; compreender o mundo deles.
• Precisamos ouvi-los e mostrar-lhes que nos importamos com eles.
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
ESTILO DEMOCRÁTICO
• Os métodos e as abordagens de um estilo democrático são:
• Construção de uma proximidade nos relacionamentos e falar adequadamente: Quando você está
expressando seus próprios desejos e necessidades como pais, você precisa expressar claramente
suas emoções, pensamentos e motivos, sem acusar, julgar ou humilhar seus filhos.
• Passar tempo juntos e focar apenas a criança durante estes momentos para construir uma relação
de proximidade mútua.
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
ESTILO DEMOCRÁTICO
Definindo limites e regras: Crianças precisam de limites enquanto crescem. Limites no "Estilo democrático" são
as regras que os pais estabelecem para seus filhos. Enquanto se espera que as crianças sigam as regras, se algo
eles gostariam de fazer está fora destas regras, é importante oferecer-lhes opções e evitar proibir algo
completamente.
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
ESTILO DEMOCRÁTICO
Ser coerente: é importante aplicar as regras de forma consistente— e por ambos os pais serem
consistentes na maneira que tratam seus filhos. Regras não devem mudar de acordo com o humor dos
pais e as crianças devem ter uma ideia sobre as consequências de suas ações.
Pensar de forma positiva e construtiva: é importante não focar nas incapacidades e comportamentos
negativos dos seus filhos, mas sim perceber as habilidades e comportamentos positivos e construir o
relacionamento com base nessas habilidades.
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
ESTILO DEMOCRÁTICO – consequências para o desenvolvimento
• Promoção de boas habilidades de comunicação nos filhos.
• Filhos compreendem os limites e regras e se sentem seguros para perguntar quando não as entendem.
• Filhos são autoconfiantes e confiam nas pessoas ao seu redor.
• Filhos são conscientes dos direitos e responsabilidades de si mesmos e dos outros.
• Percebem que precisam se esforçar para conseguir algo que querem.
• Já que os erros em suas ações foram explicados a eles quando eles fizeram algo errado, eles estão conscientes
do impacto negativo que seu comportamento tem sobre outras pessoas.
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
ESTILO DEMOCRÁTICO – consequências para o desenvolvimento
• Sabem que existem muitas maneiras diferentes para se resolver um problema.
• São capazes de construir relacionamentos reais e sinceros com seus pais.
• Crianças criadas em um estilo democrático de parentalidade desenvolvem autocontrole.
• São bem-comportadas mesmo quando não existem adultos com elas.
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
Avaliação de práticas parentais - Inventário de Estilos Parentais
- Construção do Inventário se deu pelo entendimento de que a família é um núcleo importante de socialização e
educação de crianças e que, dependendo dos comportamentos adotados pelos pais no processo educativo dos filhos,
podemos encontrar crianças e adolescentes anti-sociais.
- 42 questões, sendo que cada uma consta de uma frase à qual a criança/adolescente deve responder indicando a
frequência com que a figura materna/paterna age (ia) conforme a situação descrita na frase.
- Opções de respostas em frequência: • NUNCA: se em 10 ocasiões, ele(a) agiu daquela forma de 0 a 2 vezes. • ÀS
VEZES: se em 10 ocasiões, ele(a) agiu daquela forma de 3 a 7 vezes. • SEMPRE: se em 10 ocasiões, ele(a) agiu daquela
forma de 8 a 10 vezes.
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
• 7 conjuntos de práticas educativas que compõem o Estilo Parental
• Práticas educativas: conjuntos de comportamentos utilizadas pelos pais na interação com os
filhos
• 5 práticas educativas estão relacionadas ao desenvolvimento de comportamentos anti-
sociais: abuso físico, punição inconsistente, disciplina relaxada, monitoria negativa e
negligência
• 2 práticas educativas são favoráveis ao desenvolvimento de comportamentos pró-sociais:
monitoria positiva e comportamento moral
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
Monitoria positiva
- Definida como o conjunto de práticas parentais que envolvem atenção e
conhecimento dos pais acerca de onde seu filho se encontra e das atividades
desenvolvidas por ele;
- Componentes da monitoria positiva: demonstrações de afeto e carinho dos pais,
principalmente relacionados aos momentos de maior necessidade da criança.
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
Comportamento moral
- Prática educativa pela qual os pais transmitem valores, como honestidade, generosidade e senso
de justiça aos filhos
- Auxilia na discriminação do certo e do errado por meio de modelos positivos, dentro de uma
relação de afeto.
- Pesquisas apontam alguns fatores como sendo essenciais para o desenvolvimento: a existência do
sentimento de culpa; o desenvolvimento da empatia; ações honestas; crenças parentais positivas
sobre trabalho e ausência de práticas anti-sociais
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
Negligência
- Pais não estão atentos às necessidades de seus filhos, ausentam-se das responsabilidades,
omitem-se de auxiliar seus filhos, ou simplesmente quando interagem sem afeto, sem amor.
- A falta de calor e carinho na interação com a criança pode desencadear sentimentos de
insegurança, vulnerabilidade e eventual hostilidade e agressão em relacionamentos sociais.
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
Punição Inconsistente
- Pais punem ou reforçam os comportamentos de seus filhos de acordo com o seu (dos
pais) bom ou mau humor, de forma não contingente ao comportamento da criança.
- Assim, é o estado emocional dos pais que determina as ações educativas, e não as ações
da criança.
- Como consequência, a criança aprende a discriminar o humor de seus pais e não aprende
se seu ato foi adequado ou inadequado
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
Monitoria Negativa (ou supervisão estressante)
- Excesso de fiscalização dos pais sobre a vida dos filhos e pela grande quantidade de
instruções repetitivas, as quais não são seguidas pelos últimos.
- Essa prática educativa produz um clima familiar hostil, estressado e sem diálogo, já que os
filhos tentam proteger sua privacidade evitando falar com os pais sobre suas
particularidades.
Disciplina Relaxada
- Não cumprimento de regras estabelecidas pelos pais.
- Eles ameaçam os filhos e, quando se confrontam com comportamentos opositores e agressivos,
omitem-se, não fazendo valer as regras que eles próprios determinaram.
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
Abuso Físico
- Pais machucam ou causam dor a seus filhos com a justificativa de
que os estão educando.
- A prática do abuso físico pode gerar crianças apáticas, medrosas,
desinteressadas.
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
Psicoeducação sobre práticas parentais
Como estabelecer e manter comportamentos positivos
- desejados
• Como eliminar comportamentos negativos - indesejados
Coerência e consistência
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
Princípios básicos para promover comportamentos positivos
1. Seja um exemplo
2. Explique preventivamente
3. Prepare o ambiente
4. Estabeleça regras e limites
5. Seja consistente
6. Reconheça e elogie os comportamentos positivos
Como estabelecer e manter comportamentos positivos - desejados
1. Sendo um exemplo
• Crianças adquirem uma série de características e habilidades através de um método
simples: imitação.
• Uma vez que os pais são as primeiras pessoas que as crianças imitarão e copiarão, o tipo
de modelo que estabelecemos para eles é muito importante.
• E a primeira coisa que pais precisam fazer é dar o exemplo certo.
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
1. Sendo um exemplo
• Mães que desejam que seus filhos leiam vários livros, deverão ler muitos livros elas
mesmas.
• Pais que são rudes com as pessoas ao redor, não terão nenhuma credibilidade quando
disserem “Quantas vezes eu já lhe disse para não usar palavrões?!”.
• Se a mãe fala sobre pessoas de outras nacionalidades (“Mas isso acontece porque eles
são Africanos/Bolivianos/Peruanos/Turcos...”), discrimina pessoas (“Mulheres não
entendem disso, elas não podem fazer coisas assim, isso é trabalho de homem, pessoas
deficientes são fracas...”) ou definem pessoas como boas ou más, baseados em suas
religiões, então suas crianças provavelmente falarão as mesmas coisas.
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
1. Sendo um exemplo
Existem alguns pontos que nós precisamos observar quando formos dar o exemplo:
• Pais devem seguir as mesmas regras da casa assim como as crianças
• Se você quer que a sua criança mantenha suas promessas, você também deve manter as suas
promessas com ela e com os outros.
• Se você querque a sua criança seja honesta, você deve ser honesto com a sua criança.
• As crianças imitarão o relacionamento que elas têm em casa com outras pessoas. O modo como você
trata outras pessoas, e como você relata esses relacionamentos também servirão como exemplo para
a sua criança.
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
2. Explicações preventivas
• Fazer explicações preventivas significa visualizar as consequências do comportamento
indesejado antes que ele aconteça, e ajudar a criança a identifica-los com qualidade.
• Pais precisam decidir quais comportamentos não querem que suas crianças façam, e
explica-los claramente as suas crianças.
• Para fazer isso, é importante saber quais comportamentos pais aceitam que a sua criança
faça, e quais você não aceitam.
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
2. Explicações preventivas
• Como resultado, filhos não serão repreendidos desnecessariamente, e a relação entre pais e
filhos não será prejudicada.
• Para isso é importante:
• Expressar claramente as expectativas.
• Dizer o que você espera que a sua criança faça, e não apenas o que você quer que
ela não faça. Por exemplo, quando você diz “Pare de brincar!” para a sua criança,
você não está dizendo a ela exatamente o que é esperado que ela faça.
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
2. Explicações preventivas
• Estabelecer qual é o comportamento que você quer ver em sua criança. Por exemplo,
você pode dizer “Nós vamos jogar juntos por algum tempo, mas você tem lição de
casa para fazer. Então, é melhor fazer a lição primeiro”.
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
3. Preparando o ambiente
• É importante que as mães preparem o ambiente onde as crianças poderão se engajar
em comportamentos desejados.
• Não é somente fazer com que o comportamento desejado ocorra, mas também fazê-lo
possível tomando as devidas precauções antes que a criança se engaje em
comportamentos indesejados.
• Exemplos: ter livros em casa para que a criança possa ler; arrumar o local de estudo;
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
4. Estabelecendo regras e limites
• Em alguns casos, fazer explicações preventivas podem não ser suficientes para resolver
o problema.
• Pode ser preciso estabelecer certas regras e limites.
• Regras na casa ajudam a criança a crescer e se desenvolver saudável e segura.
• Regras possibilitam que a criança descubra o mundo ao redor sem medo de se machucar
ou machucar as outras pessoas.
• Sem limites, o mundo lá foram pode ser bem assustador para as crianças.
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
4. Estabelecendo regras e limites
• Regras ajudam as crianças a manejar e controlar os seus próprios
comportamentos.
• Além disso, regras não podem diferir entre meninos e meninas, ou entre mães e
pais; em outras palavras, regras devem ser aplicadas com igualdade de gênero.
• A existência de muitas regras sem explicação na casa levanta obstáculos ao
desenvolvimento das crianças.
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
4. Estabelecendo regras e limites - Princípios
Regras devem ser concisas, claras e em número reduzido.
Por exemplo, “Nosso jantar de família é às 7 horas da noite”. Os pais devem estabelecer
algumas regras prioritárias (hora de dormir, de assistir TV, lavar as mãos, etc.) e esperar que as
crianças aprendam a cumprir com elas. Assim que as crianças estiverem as cumprindo, essas
regras se tornarão hábitos. Uma vez que isso ocorra, você então poderá ensinar novas regras.
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
4. Estabelecendo regras e limites - Princípios
As razões de cada regra devem ser explicadas numa linguagem que a criança entenda.
As crianças devem saber porque uma regra foi estabelecida, e o que pode ocorrer se ela for
quebrada. Por exemplo, “Eu quero você na cama às 9 horas da noite, porque você levantará
cedo amanhã de manhã para ir à escola. Você precisa de uma boa noite de sono para acordar
descansado e bem para frequentar as suas aulas”.
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
4. Estabelecendo regras e limites – Princípios
Regras devem ser apropriadas à idade e realistas. Por exemplo, você não pode esperar
que uma criança de 3 anos de idade mantenha o próprio quarto arrumado.
Também é muito importante que as crianças saibam antecipadamente quais as
consequências de não cumprir as regras. Por exemplo, saber que precisarão fazer a lição de
casa na hora de brincar se eles não tiverem feito o dever no tempo correto, perdendo assim a
oportunidade de brincar para ter que cumprir com o dever.
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
4. Estabelecendo regras e limites – Princípios
Regras devem ser estabelecidas consistentemente.
- Se existe uma regra sobre não mentir, ela seve ser reforçada consistentemente, e nunca
poderá ser burlada.
- Se queremos que as crianças aprendam e tornem essa regar um hábito, como pais, nós
nunca deveremos mentir sob qualquer circunstância.
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
4. Estabelecendo regras e limites - Princípios
Regras devem ser estabelecidas consistentemente.
- Pais devem ser consistentes um com o outro para estabelecer as regras.
- Por exemplo, digamos que sua criança quer muito um brinquedo e seu marido explicou a ele
porque não é possível comprar, mas então você diz “Vamos comprar esse brinquedo logo,
estou cansada de ouvir essa criança chorar” na frente ao seu filho.
- Desse jeito, você e seu marido foram inconsistentes.
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
4. Estabelecendo regras e limites - Princípios
- Inconsistências entre pais podem ensinar as crianças a apelar a cada um dos pais em
momentos diversos para burlar as regras. Por exemplo, eles podem desenvolver
táticas para pedir permissão para mãe quando quiserem jogar um pouco mais, mas
pedir ao pai quando quiserem que ele compre algo. Entretanto, ser consistentes não
significa dizer que os pais devem ser iguais e fazerem as mesmas coisas em seus
relacionamentos com suas crianças.
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
4. Estabelecendo regras e limites - Princípios
As regras podem ser burladas de vez em quando. Certas regras podem ser
mudadas e reestabelecidas de acordo com as mudanças necessárias da criança e da
família. Por exemplo, deixar a criança ir para a cama um pouco mais tarde durante o
verão porque os dias são mais longos. Mas as razões para a mudança da regra, e quanto
tempo essa alteração durará, precisam ser explicadas as crianças.
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
4. Estabelecendo regras e limites - Princípios
Algumas regras nunca poderão ser burladas. Há certas regras que garantem um
ambiente seguro, pacífico e respeitável para a família nunca poderão ser burladas. Essas
regras dizem respeito a saúde e segurança. Algumas delas incluem ter um ambiente não
violento em casa, não bater ou xingar os outros, ou ainda respeitar a privacidade e a
propriedade dos outros membros da família.
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
Resumo
Características das boas regras
Regras devem ser:
Concisas e claras
Poucas em número
Apropriadas para a idade
Voltadas para os esforços e comportamentos
Sem exageros
Devem produzir recompensas não-materiais em vez de materiais
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
5. Sendo consistente
Mães e pais devem ser unidos e consistentes nas suas respostas aos
comportamentos das crianças.
Quando os pais são consistentes, as crianças:
Acharão mais fácil cumprir as regras, e
Desenvolverão autocontrole.
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
6. Reconhecendo positivamente
- Reconhecer positivamente faz a criança feliz e aumenta a motivação dela.
- Princípiospara os pais reconhecerem positivamente:
É importante estabelecer claramente e reconhecer quais comportamentos da sua criança
são desejáveis.
Quando a criança faz algo agradável, o comportamento deve ser reconhecido
imediatamente.
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
6. Reconhecendo positivamente - Princípios
Recompensas devem ser não-materiais. (Recompensas materiais podem ir tão longe
quanto se tornar um suborno)
▪ Exemplos de recompensas não-materiais:
1. Compartilhar com a criança coisas de que você gosta, 2. Elogiar, 3. Um olhar, sorriso,
toque ou abraço podem transmitir reconhecimento, 4. Jogar junto com a criança algo que
ela goste, 5. Ir para o parquinho, 6. Cozinhar juntos, 7. Permitir que a criança traga um
amigo para casa, 8. Ficar um tempo especial sozinhos.
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
6. Reconhecendo positivamente - Princípios
Enquanto os pais estiverem reconhecendo positivamente o comportamento da criança,
eles devem descrever os seus próprios sentimentos.
- Ou seja, descrever como os comportamentos da criança lhe afetam e como fazem você
se sentir.
- O tom da voz e ações podem auxiliar o que se expressa verbalmente. Sua atitude
precisa ser sincera e calorosa enquanto você expressa seus sentimentos.
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
6. Reconhecendo positivamente - Princípios
Frases de apoio ao reconhecimento positivo como “Você deve sempre terminar sua
comida assim como eu já lhe disse” não reforçarão o comportamento da criança; ao
contrário, elas diminuirão o valor do reconhecimento positivo possível.
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
6. Reconhecendo positivamente – benefícios para o desenvolvimento das crianças:
Quando o comportamento positivo delas é reconhecido, elas se sentirão orgulhosas de si
mesmas e aumentarão a autoconfiança.
Níveis altos de autoconfiança garantirão sucesso em várias outras áreas da vida.
Suas personalidades se desenvolverão nos caminhos desejados.
Quando os comportamentos das crianças são reconhecidos com respostas consistentes,
eles confiarão em suas famílias e no ambiente.
Essas crianças serão indivíduos receptivos.
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
Psicoeducação sobre práticas parentais
Como estabelecer e manter comportamentos positivos
- desejados
• Como eliminar comportamentos negativos - indesejados
Coerência e consistência
Métodos negativos para lidar com comportamentos indesejados:
• Punição física: Espancamento
• Punição emocional: Xingar, Humilhar, Amedrontar, Ameaçar, Zombar,
Menosprezar, Amaldiçoar, Parar de se comunicar, Trancar no quarto, Ignorar,
Agir autoritariamente, Comparar, Recusar afeto
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
Como eliminar comportamentos negativos - indesejados
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
Como eliminar comportamentos negativos – indesejados
Métodos assertivos para lidar com comportamentos indesejados:
1. Considerar a causa
2. Ignorar-Incentivar
3. Oferecer escolhas
4. Descrever as consequências
5. Ajudar a considerara soluções alternativas
6. Experimentar as consequências do comportamento
1. Considerara a causa – Por que meu filho emite esse comportamento?
- Às vezes, as crianças não querem escovar os dentes. As mães podem pensar “Minha criança é
preguiçosa, e não pode ter esse comportamento como hábito”.
- Com isso, mais uma vez, a mãe pode estar negligenciando as razões da criança.
- A criança pode não gostar do sabor da pasta de dente, a escova pode ser muito grande para a boca
dela, ou as cerdas podem ser muito duras e machucar as gengivas.
Esses motivos não são, necessariamente, motivos válidos para que a criança se comporte dessa
maneira, mas se os motivos são válidos do ponto de vista da criança, compreender isso pode auxiliar a
resolver o problema.
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
1. Considerara a causa – Por que meu filho emite esse comportamento?
Pode ajudar se você perguntar a si mesmo sobre as razões de um determinado comportamento:
• Quando minha criança começou a apresentar esse comportamento?
• O que minha criança ganha se comportando desse jeito?
• A minha criança está tentando me dizer algo com esse comportamento?
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
2. Ignorar – incentivar
• Pais podem ignorar ou negligenciar os comportamentos indesejados das crianças até que estes
parem, em vez de ficar alertando os filhos constantemente, queixando-se, ou ficando nervosos
com eles para reduzir os comportamentos.
• E eles podem reconhecer o comportamento adequado quando ele ocorrer.
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
Pontos importantes no método Ignorar-Incentivar:
• É importante notar a presença de algum comportamento desejável e reconhecê-lo positivamente
imediatamente.
• Por exemplo. Se a criança normalmente chora como meio de pedir por alguma coisa em, ao mesmo
tempo utilizar algumas palavras adequadamente, a mãe deve reconhecer positivamente as palavras
adequadas que estão sendo utilizadas, a despeito do choro que está ocorrendo.
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
Pontos importantes no método Ignorar-Incentivar:
• Tenha certeza de que o comportamento que será ignorado é algo que pode ser ignorado porque não
oferece risco de acidente ou qualquer outro mal a criança.
• Um comportamento não poderá ser ignorado se este for perigoso para a criança.
• Por exemplo, se a sua criança estiver brincando com facas ou fósforos, tentando mexer no fogão, ou
colocando sujeiras na boca, você não poderá ignorar esses comportamentos.
• Se o comportamento da criança oferecer incômodo ou perigo a outras pessoas, ele também não poderá
ser ignorado.
• Por exemplo, se a sua criança estiver rasgando as páginas de um livro da biblioteca, rabiscando as
paredes, quebrando os móveis da casa, ou cobrindo a cabeça do irmão mais novo com o cobertor
enquanto está dormindo, você não poderá ignorar esses comportamentos.
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
3. Oferecer opções
• Mostrar um ou dois comportamentos aceitáveis que eles podem fazer em vez de se comportar de
modo indesejado.
• Ou seja, é guia-los a escolher entre comportamentos que esperamos que eles façam, em vez de
dizer às crianças apenas “não”.
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
Oferecer opções
Por exemplo, a criança sempre se coloca entre os adultos e começa a lhe perturbar quando você inicia uma conversa
com alguém, você pode dizer “Eu não quero que você se coloque entre os adultos. Nós não conseguimos conversar
contigo sempre ao redor. Isso me incomoda e incomoda os convidados. Quando estivermos com convidados, você
pode brincar no seu quarto/em outro espaço, ou eu posso colocar um colchonete ali no canto para você brincar
nele”.
Quando você estiver transmitindo esse ensinamento à criança, o tom da sua voz deve ser calmo, mas firme, para
que seja eficaz.
De outra forma, você viverá conflitos com a sua criança. Além disso, será mais fácil se você oferecer alguma opção
atrativa à sua criança, ou seja, possibilidades de que ela goste, que tenha interesse em fazer.
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
4. Descrever as consequências
• Se a criança repete o comportamento indesejado, ela deve saber que isso é errado (POR QUE É
ERRADO).
• Impacto das descrições:
• As crianças a perceberão as consequências dos seus comportamentos.
• Aprenderão a criar relações de causa-efeito sobre os comportamentos.
• Aprenderão que o comportamento indesejado pode produzir efeitos negativos em outras
pessoas.
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
5. Ajudar a considerara as soluções alternativas
• Podemos prevenir que as crianças repitam comportamentos indesejados aoexplicar e descrever a
elas porque aquele comportamento é indesejado e quais são as consequências negativas que ele
provoca. Porém, às vezes, explicar as consequências negativas podem não ser suficientes.
• Pode ser necessário sugerir formas aceitáveis de comportamentos que podem ser emitidos no
lugar dos inaceitáveis, ou ajudar as crianças a pensar sobre soluções diferentes
• Oriente a criança a pensar em boas soluções e ofereça alternativas comportamentais.
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
6. Experimentar as consequências do comportamento
• Se as consequências não colocarem as crianças em perigo, você pode deixa-las experimentar as
consequências dos seus próprios comportamentos
• Desde que não seja perigosa, experimentar a consequência do próprio comportamento é um
método eficaz para crianças a partir de cinco anos de idade.
• Esse método pode não ser eficaz com crianças muito pequenas, porque elas podem encontrar
dificuldade de relacionar o comportamento delas com as consequências produzidas.
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
6. Experimentar as consequências do comportamento
• Quando a criança mesma percebe as consequências daquilo que fez, ela podem mudar seu
próprio comportamento.
• Esse método pode ajudar as crianças a aprender como ter responsabilidade sobre as escolhas
que fez.
• Por exemplo, se a sua criança quebrar algum brinquedo mesmo após ser avisada por você,
então esse método poderá ser aplicado na medida em que você não comprar brinquedos
novos por um tempo.
Orientação Parental – Protocolo de
Intervenção
Orientação Parental – Protocolo de
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Psicoeducação sobre práticas parentais
Como estabelecer e manter comportamentos positivos
- desejados
• Como eliminar comportamentos negativos - indesejados
Coerência e consistência
Coerência e consistência
- Quando se fala em educação de filhos ser consistente quer dizer que há correspondência entre
aquilo que o adulto diz, pede e aquilo que a criança faz;
- Quando um pai diz algo para o seu filho fazer, a sua palavra vale para nortear claramente a
conduta do filho.
- Nada tem nada a ver com braveza, frieza, rigidez, mas com coerência entre palavras e atitudes.
- Os filhos precisam aprender que diante de determinadas instruções dos pais eles devem agir
de uma forma e diante de outros pedidos devem ter outra forma
Referências para consulta
MURTA, Sheila Giardini. Aplicações do treinamento em habilidades sociais: análise da
produção nacional. Psicol. Reflex. Crit. [online]. 2005, vol.18, n.2, pp. 283-291. ISSN 0102-
7972. http://dx.doi.org/10.1590/S0102-79722005000200017. Acesso em 21 de setembro
2011.
DELPRETTE, Zilda A. P. DEL PRETTE, Almir. Base conceitual da área das habilidades sociais.
In: Psicologia das Habilidades Sociais na Infância Teoria e Prática. Vozes, 2009. Cap. 2,
pag. 30-50.
Sampaio, Izabela Tissot Antunes. (2007). Inventário de Estilos Parentais (IEP): um novo instrumento para
avaliar as relações entre pais e filhos. Psico-USF, 12(1), 125-126. https://dx.doi.org/10.1590/S1413-
82712007000100015
Referências para consulta
https://dx.doi.org/10.1590/S1413-82712007000100015
Muito obrigada!
Marília Mariano
mariano.mrl@gmail.com
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