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05/05/2026 1 PRESSUPOSTOS BÁSICOS DA TEORIA COGNITIVA Pressupostos Básicos A teoria cognitiva (TC) nasceu na década de 60, tendo como seu idealizador Aaron Beck. A visão de si e do mundo ocorrem com o desenvolvimento, quando se formam os esquemas (Rangé, 1995). Essa abordagem tem como uma das premissas básicas que o problema não são os fatos, mas como o indivíduo interpreta-os. É uma abordagem estruturada, ativa e diretiva com foco nos objetivos. 05/05/2026 2 O esquema é composto pelos pensamentos automáticos, crenças intermediárias e centrais, que determinam o funcionamento do indivíduo. A TC é um método terapêutico com eficácia comprovada para várias patologias e problemas. Beck começou seus estudos com a ansiedade e a depressão, definiu a tríade cognitiva, que é a visão que o indivíduo tem de si, do mundo e do futuro. Postula o pensamento como determinante da emoção e consequentemente do comportamento. . Os pensamentos podem ser funcionais ou disfuncionais, ou seja, adequados ou inadequados a situação, os quais desencadearão as emoções e os comportamentos proporcionais a eles. A relação terapêutica é muito valorizada nos atendimentos. O estabelecimento da aliança terapêutica é fundamental. O grande objetivo da TC é a reestruturação cognitiva, que “implica em ajudar o paciente a reconhecer e modificar esquemas e pensamentos automáticos desadaptativos” (Wright; Basco; & Thase, 2008, pp.29). 05/05/2026 3 A TC também utiliza procedimentos comportamentais. As interpretações que um indivíduo faz do mundo estrutura-se gradualmente, durante o seu desenvolvimento formando as regras ou esquemas. Os esquemas orientam e auxiliam a pessoa a distinguir aspectos relevantes do ambiente e evocar dados arquivados na memória também importantes para a sua interpretação. “Os esquemas podem se organizar em compostos mais complexos denominados constelações cognitivas” (Rangé, 1995, pp.90). Manifestam-se em estados de ativação cognitiva, que prepara o indivíduo para uma determinada atividade específica (Rangé, 1995). A variação ocorre de acordo com a mudança na estimulação. Há a ativação de um modo – forma do indivíduo funcionar. Ex. negativismo, inseguro, etc... A ativação de um modo estimula esquemas correspondentes que farão disparar os pensamentos automáticos. 05/05/2026 4 Os pensamentos automáticos vão provocar as emoções correspondentes. Com isso identifica-se as distorções cognitivas. A sintomatologia do paciente pode ser atribuída a incompreensão do que lhe acontece. Para trabalhar com essas distorções utiliza-se uma série de procedimentos, como: introspecção, insight, teste de realidade e aprendizagem com o objetivo de corrigir os aspectos disfuncionais (Rangé, 1995). Usa o termo “sintoma- alvo” – que é o que precisará ser trabalhado em terapia A TC utiliza o método socrático, que são perguntas que o terapeuta faz ao paciente, com o objetivo de questionar os fundamentos dos pensamentos automáticos. Há a busca de evidência que sustenta ou não as crenças e pensamentos automáticos, assim como, outras alternativas possíveis para interpretar a situação (Rangé, 1995). Essa abordagem objetiva auxiliar o paciente a processar as informações como um cientista faz em seu trabalho. O paciente aprende e passa a usar também. 05/05/2026 5 É orientada para o problema. Baseia-se em um modelo educacional, com o objetivo de ensinar o paciente habilidades e recursos para gerenciar sozinho novas situações. A tarefa de casa é algo fundamental na TC. Há o registro de pensamentos disfuncionais (RPD) – registra-se os eventos, as emoções e as cognições, que são discutidos em sessão. Busca-se fazer uma reestruturação cognitiva. As técnicas destinam-se a identificar, testar a realidade, e assim, corrigir concepções errôneas (Rangé, 1995). O que possibilitará ao indivíduo pensar de forma mais realista e objetiva. O paciente se tornará o seu próprio terapeuta, a medida que aprende a controlar seus pensamentos automáticos, reconhece os vínculos entre cognições, emoções e comportamento, examina as evidências, substitui cognições automáticas disfuncionais a aprende a alterá-las. Para a realização do trabalho é necessário inicialmente a Conceitualização do caso. 05/05/2026 6 A TC foi um movimento muito importante quando a perspectiva de visão de ser humano de formas de intervenção. Convém ressaltar que é uma abordagem com ampla aplicabilidade. Utilizada na clínica para vários problemas, mas também pode ser aplicada em outros contextos. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BECK, Judith. Entrevista com Judith Beck sobre Terapia Cognitiva. https://www.youtube.com/watch?v=REfORV5ddlQ JESSE, Wright; BASCO, Monica; & THASE, Michael. Aprendendo a Terapia Cognitivo-Comportamental. Porto Alegre: Artmed, 2008, pp.14-32. RANGÉ, Bernard. Psicoterapia Comportamental e Cognitiva – Pesquisa, Prática, Aplicações e Problemas. Campinas: Editorial Psy, II, 1995, pp.89-107.