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Sustentabilidade e Responsabilidade Social

Livro didático sobre sustentabilidade e responsabilidade social (Renata C. Chatalov; Natália C. Matos), Unicesumar, 2019, 192 p., para graduação EaD. Inclui apresentação institucional, proposta pedagógica, metodologias ativas e orientações para desenvolvimento de competências e autonomia.

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SUSTENTABILIDADE 
E RESPONSABILIDADE 
SOCIAL
Professora Me. Renata Cristina de Souza Chatalov
Professora Me. Natália Christina da Silva Matos 
GRADUAÇÃO
Unicesumar
C397CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ. Núcleo de Educação a 
Distância; CHATALOV, Renata Cristina de Souza; MATOS, Natá-
lia Christina da Silva. 
Sustentabilidade e Responsabilidade Social. Renata Cristina de 
Souza Chatalov; Natália Christina da Silva Matos. 
Maringá-Pr.: Unicesumar, 2019.
192 p.
“Graduação - EaD”.
1. Sustentabilidade. 2. Esponsabilidade . 3. Social 4. EaD. I. Título.
ISBN 978-85-459-1852-3
CDD - 22 ed. 333.91
CIP - NBR 12899 - AACR/2
Ficha catalográfica elaborada pelo bibliotecário 
João Vivaldo de Souza - CRB-8 - 6828
Impresso por:
Reitor
Wilson de Matos Silva
Vice-Reitor
Wilson de Matos Silva Filho
Pró-Reitor Executivo de EAD
William Victor Kendrick de Matos Silva
Pró-Reitor de Ensino de EAD
Janes Fidélis Tomelin
Presidente da Mantenedora
Cláudio Ferdinandi
NEAD - Núcleo de Educação a Distância
Diretoria Executiva
Chrystiano Minco�
James Prestes
Tiago Stachon 
Diretoria de Graduação e Pós-graduação 
Kátia Coelho
Diretoria de Permanência 
Leonardo Spaine
Diretoria de Design Educacional
Débora Leite
Head de Produção de Conteúdos
Celso Luiz Braga de Souza Filho
Head de Curadoria e Inovação
Tania Cristiane Yoshie Fukushima
Gerência de Produção de Conteúdo
Diogo Ribeiro Garcia
Gerência de Projetos Especiais
Daniel Fuverki Hey
Gerência de Processos Acadêmicos
Taessa Penha Shiraishi Vieira
Supervisão de Produção de Conteúdo
Nádila Toledo
Coordenador de Conteúdo
Marcia de Souza
Designer Educacional
Bárbara Neves e Rossana Costa Giani
Projeto Gráfico
Jaime de Marchi Junior
José Jhonny Coelho
Arte Capa
Arthur Cantareli Silva
Ilustração Capa
Bruno Pardinho
Editoração
Robson Yuiti Saito
Qualidade Textual
Silvia Caroline Gonçalves
Ilustração
Rodrigo Barbosa da Silva
Em um mundo global e dinâmico, nós trabalhamos 
com princípios éticos e profissionalismo, não so-
mente para oferecer uma educação de qualidade, 
mas, acima de tudo, para gerar uma conversão in-
tegral das pessoas ao conhecimento. Baseamo-nos 
em 4 pilares: intelectual, profissional, emocional e 
espiritual.
Iniciamos a Unicesumar em 1990, com dois cursos 
de graduação e 180 alunos. Hoje, temos mais de 
100 mil estudantes espalhados em todo o Brasil: 
nos quatro campi presenciais (Maringá, Curitiba, 
Ponta Grossa e Londrina) e em mais de 300 polos 
EAD no país, com dezenas de cursos de graduação e 
pós-graduação. Produzimos e revisamos 500 livros 
e distribuímos mais de 500 mil exemplares por 
ano. Somos reconhecidos pelo MEC como uma 
instituição de excelência, com IGC 4 em 7 anos 
consecutivos. Estamos entre os 10 maiores grupos 
educacionais do Brasil.
A rapidez do mundo moderno exige dos educa-
dores soluções inteligentes para as necessidades 
de todos. Para continuar relevante, a instituição 
de educação precisa ter pelo menos três virtudes: 
inovação, coragem e compromisso com a quali-
dade. Por isso, desenvolvemos, para os cursos de 
Engenharia, metodologias ativas, as quais visam 
reunir o melhor do ensino presencial e a distância.
Tudo isso para honrarmos a nossa missão que é 
promover a educação de qualidade nas diferentes 
áreas do conhecimento, formando profissionais 
cidadãos que contribuam para o desenvolvimento 
de uma sociedade justa e solidária.
Vamos juntos!
Seja bem-vindo(a), caro(a) acadêmico(a)! Você está 
iniciando um processo de transformação, pois quan-
do investimos em nossa formação, seja ela pessoal 
ou profissional, nos transformamos e, consequente-
mente, transformamos também a sociedade na qual 
estamos inseridos. De que forma o fazemos? Crian-
do oportunidades e/ou estabelecendo mudanças 
capazes de alcançar um nível de desenvolvimento 
compatível com os desafios que surgem no mundo 
contemporâneo. 
O Centro Universitário Cesumar mediante o Núcleo de 
Educação a Distância, o(a) acompanhará durante todo 
este processo, pois conforme Freire (1996): “Os homens 
se educam juntos, na transformação do mundo”.
Os materiais produzidos oferecem linguagem dialógi-
ca e encontram-se integrados à proposta pedagógica, 
contribuindo no processo educacional, complemen-
tando sua formação profissional, desenvolvendo com-
petências e habilidades, e aplicando conceitos teóricos 
em situação de realidade, de maneira a inseri-lo no 
mercado de trabalho. Ou seja, estes materiais têm 
como principal objetivo “provocar uma aproximação 
entre você e o conteúdo”, desta forma possibilita o 
desenvolvimento da autonomia em busca dos conhe-
cimentos necessários para a sua formação pessoal e 
profissional.
Portanto, nossa distância nesse processo de cresci-
mento e construção do conhecimento deve ser apenas 
geográfica. Utilize os diversos recursos pedagógicos 
que o Centro Universitário Cesumar lhe possibilita. 
Ou seja, acesse regularmente o Studeo, que é o seu 
Ambiente Virtual de Aprendizagem, interaja nos fó-
runs e enquetes, assista às aulas ao vivo e participe 
das discussões. Além disso, lembre-se que existe uma 
equipe de professores e tutores que se encontra dis-
ponível para sanar suas dúvidas e auxiliá-lo(a) em 
seu processo de aprendizagem, possibilitando-lhe 
trilhar com tranquilidade e segurança sua trajetória 
acadêmica.
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Professora Me. Natália Christina da Silva Matos
Mestre em Tecnologias Limpas pelo Centro de Ensino Superior de Maringá 
(2018). Especialista em Gestão Ambiental e Desenvolvimento Sustentável 
pelo Centro de Ensino Superior de Maringá (2015). Graduada em Agronegócio 
pelo Centro de Ensino Superior de Maringá (2012). 
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4850526Y9
Professora Me. Renata Cristina de Souza Chatalov
Mestra em Engenharia Urbana pela Universidade Estadual de Maringá - UEM. 
Especialista em Gestão Ambiental pela Faculdade Estadual de Ciências e 
Letras de Campo Mourão - Fecilcam. Graduada em Engenharia Ambiental e 
Sanitária pelo Centro Universitário Unicesumar e em Tecnologia Ambiental 
pelo Centro Federal de Educação Tecnológica do Paraná. Professora no curso 
de graduação em Administração na Faculdade Metropolitana de Maringá 
e da disciplina de Indústria e Meio Ambiente na Pós-Graduação em Gestão 
Ambiental na Faculdade Metropolitana de Maringá. Professora da Pós-
Graduação EAD - Unicesumar. Atualmente, é coordenadora dos cursos de 
Gestão da Qualidade e Tecnologia em Segurança no Trabalho na modalidade 
EAD - Unicesumar.
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4400997J9
SEJA BEM-VINDO(A)!
Caro(a) aluno(a), estudaremos a Sustentabilidade e a Responsabilidade Social, um tema 
contemporâneo e de suma importância para várias áreas do conhecimento.
Dessa maneira, estudaremos a problemática ambiental, a origem do desenvolvimento 
sustentável, a responsabilidade social, as práticas de gerenciamento ambiental, além 
de conhecer algumas ferramentas importantes que refletem na sustentabilidade e na 
responsabilidade social. Conheceremos também as ações de marketing voltadas à sus-
tentabilidade, bem como as certificações. Trabalharemos com as dimensões da respon-
sabilidade social e as divulgações de resultados de ações sustentáveis. Dessa forma, di-
vidiremos nossos estudos em cinco unidades.
Em nossa primeira unidade, cuja temática central é o Desenvolvimento Sustentável 
como um novo modelo, iniciaremos nossa discussão relacionando a questão ambiental 
com o crescimento populacional. Para isso, começaremos abordando o contexto históri-
co, desde os primórdios até a Revolução Industrial – que foi um grande marco no cresci-
mento –, e época que iniciaram alguns problemas ambientais. Discutiremos a origem do 
Desenvolvimento Sustentável, apresentando seu conceito,que é difundido até os dias 
atuais, além de apresentarmos a você os pilares do desenvolvimento sustentável, bem 
como as suas dimensões e os seus objetivos. 
Em nossa segunda unidade, trabalharemos com a questão das empresas e do meio am-
biente, em que apresentaremos a relação das organizações com a questão ambiental, os 
acidentes ambientais de grande relevância em nível mundial e nacional, a questão das 
indústrias e o meio ambiente. Tratando-se da relação das empresas com a sustentabili-
dade econômica, discutiremos a gestão e a distribuição eficiente de recursos naturais, 
e conceitos como de economia ecológica e economia verde. Quanto às questões de 
responsabilidade socioambiental, falaremos sobre os investimentos na área social e a 
criação de políticas de Responsabilidade Social Empresarial.
Na Unidade 3, abordaremos a questão de marketing, sustentabilidade e certificações, 
em que apresentaremos a você o conceito e a aplicabilidade do marketing verde, a 
questão de normas e certificações voltadas à responsabilidade social, nas quais traba-
lharemos com a ISO 26000 e a NBR 16001, que é a norma brasileira de Gestão da Res-
ponsabilidade Social.
Na Unidade 4, falaremos sobre as dimensões da responsabilidade social, em que analisare-
mos questões relacionadas à ética empresarial e as políticas e práticas inclusivas.
Na Unidade 5, abordaremos as auditorias e os modelos de divulgações de ações sus-
tentáveis, apresentando os demonstrativos de natureza social e ambiental, os principais 
modelos de balanço e relatórios de sustentabilidade, finalizando com algumas premia-
ções na área de sustentabilidade.
Esperamos que, após fazer a leitura deste livro, você aprofunde cada vez mais seus co-
nhecimentos nesta área, que é muito rica em detalhes. Desejamos que tenha ótima lei-
tura e bons momentos de aprendizado.
Bons estudos!
APRESENTAÇÃO
SUSTENTABILIDADE E RESPONSABILIDADE SOCIAL
SUMÁRIO
09
UNIDADE I
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL COMO UM NOVO MODELO
15 Introdução
16 Dinâmicas Fundamentais do Crescimento Populacional e o Uso Sustentável 
de Recursos Naturais 
22 Nosso Futuro Comum - Relatório Brundtland 
31 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável 
34 Considerações Finais 
39 Referências 
42 Gabarito 
UNIDADE II
EMPRESAS E O MEIO AMBIENTE
45 Introdução
46 Modelos de Sustentabilidade Empresarial 
55 Empresas e Sustentabilidade Econômica 
73 Responsabilidade Socioambiental 
78 Considerações Finais 
83 Referências 
86 Gabarito 
SUMÁRIO
10
UNIDADE III
MARKETING VERDE, SUSTENTABILIDADE E CERTIFICAÇÃO
89 Introdução
90 Marketing Verde 
101 Normas e Certificações Voltadas à Responsabilidade Social 
108 NBR 16001: A Norma Brasileira de Gestão da Responsabilidade Social 
117 Considerações Finais 
122 Referências 
124 Gabarito 
UNIDADE IV
DIMENSÕES DA RESPONSABILIDADE SOCIAL
127 Introdução
128 Dimensões da Responsabilidade Social Empresarial 
133 Dimensões da Ética Empresarial 
144 Políticas de Inclusão e Responsabilidade Social 
151 Considerações Finais 
154 Referências 
156 Gabarito 
SUMÁRIO
11
UNIDADE V
AUDITORIAS E MODELOS DE DIVULGAÇÕES DE AÇÕES SUSTENTÁVEIS
159 Introdução
160 Demonstrativos de Natureza Social e Ambiental 
171 Modelos de Balanço Social 
179 Premiações na Área de Sustentabilidade 
182 Considerações Finais 
186 Referências 
188 Gabarito 
189 Conclusão
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Professora Me. Renata Cristina de Souza Chatalov
Professora Me. Natália Christina da Silva Matos
DESENVOLVIMENTO 
SUSTENTÁVEL COMO UM 
NOVO MODELO
Objetivos de Aprendizagem
 ■ Analisar os problemas ambientais contemporâneos.
 ■ Compreender o histórico do desenvolvimento sustentável.
 ■ Apresentar conceitos sobre a sustentabilidade e a responsabilidade 
social, bem como os ODS.
Plano de Estudo
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:
 ■ As dinâmicas fundamentais do crescimento populacional humano e 
a sua relação com o uso sustentável de recursos naturais
 ■ Nosso Futuro Comum - Relatório Brundtland
 ■ Objetivos do desenvolvimento sustentável
INTRODUÇÃO
Prezado(a) acadêmico(a), seja bem-vindo(a). Nesta primeira unidade, você fará 
um estudo que é de extrema importância para várias áreas do conhecimento: 
o desenvolvimento sustentável. Para iniciarmos essa discussão, gostaríamos de 
esclarecer você que o meio ambiente que conhecemos hoje sofreu muitas modifi-
cações ao longo dos séculos, e os conceitos hoje estudados nem sempre existiram. 
Assim, o grande desafio desta unidade é resgatar brevemente o contexto histó-
rico ambiental, bem como entender e refletir os conceitos que são fundamentais 
para o bem-estar de todos.
Dessa maneira, estudaremos que o desenvolvimento sustentável está rela-
cionado com a preservação dos recursos naturais utilizados pela nossa geração, 
pensando nas gerações vindouras. Assim, buscaremos esclarecer algumas espe-
cificidades acerca dos conceitos que englobam o desenvolvimento sustentável, 
como o crescimento populacional, os problemas causados ao meio ambiente 
por falta de conscientização ambiental, as interferências das organizações não 
governamentais (ONGs) na construção de um novo paradigma perante a huma-
nidade, assim como as interferências governamentais.
Ainda nesta unidade, você terá a oportunidade de ampliar sua visão sobre 
uma cidadania sustentável. Isto significa riqueza de possibilidades, significa come-
çar a pensar de forma sistêmica, em que tudo tem conexão com tudo. Entretanto, 
é preciso estar atento(a) – seja qual for a conexão estabelecida, deve estar em 
conformidade com a concepção de sustentabilidade. À medida que as possibili-
dades são conduzidas, a ação é sempre em busca do bem comum, das pessoas, 
de todos os seres vivos, da natureza e do planeta.
Finalizaremos nossos estudos abordando a questão dos Objetivos de 
Desenvolvimento Sustentável (ODS), que se trata de 17 metas globais determi-
nadas pela Assembleia Geral das Nações Unidas. 
Introdução
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DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL COMO UM NOVO MODELO
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IU N I D A D E16
DINÂMICAS FUNDAMENTAIS DO CRESCIMENTO 
POPULACIONAL E O USO SUSTENTÁVEL DE 
RECURSOS NATURAIS 
Caro(a) aluno(a), iniciaremos nossos estudos abordando a relação do crescimento 
populacional e a sustentabilidade. Vejamos, a seguir, os problemas ambientais 
e a população humana.
PROBLEMAS AMBIENTAIS E A SUA RELAÇÃO COM O 
CRESCIMENTO POPULACIONAL 
Para que o ensino da sustentabilidade alcance os objetivos propostos, é necessá-
rio que o conhecimento da atividade humana seja descrita. Segundo o historiador 
Warren Dean (1995) em seu livro A Ferro e Fogo, a destruição da Mata Atlântica 
teve início quando os portugueses tomaram conta do território brasileiro. A natu-
reza era vista como uma força contraditória ao desenvolvimento, um empecilho a 
ser eliminado para o cultivo das plantações, baseadas na monocultura de exportação.
Outro marco histórico é o desenvolvimento das máquinas a vapor (por volta 
de 1760). A grande Revolução Industrial e os avanços tecnológicos proporciona-
ram a exploração de recursos naturais em escala nunca vista antes. Esses avanços 
foram muito maiores com a invenção do motor à combustão (1876), assim como 
Dinâmicas Fundamentais do Crescimento Populacional e o Uso Sustentável de Recursos Naturais 
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a eletricidade (1870). Esse crescimento tecnológico foi responsável por melho-
rias no crescimento econômico, mas também por grandes problemas futuros. 
Imersos na mentalidade da época, a poluição das fábricas era encarada como um 
símbolo de vitória e prosperidade, a falta de consciência acerca da necessidade 
de crescimento ecologicamente viável e socialmente igual a todos era totalmente 
inexistente. Surgiu uma sociedade baseada na produção e no consumo.
Nas décadas de 60 e 70, em meio às mudanças socioculturais que domi-
navam a sociedade a todo vapor, deu-se início às despertando reflexões sobre 
os danos causados ao meio ambiente, havendo os primeiros esforços para uma 
consciência ecológica e ativa. O grande sinal de alerta foi o lançamento da obra 
Primavera Silenciosa, no ano de 1962, pela bióloga Rachel Carson, em que é dis-
cutido o uso indiscriminado de agrotóxicos. Este se tornou um dos livros mais 
vendidos sobre a questão ambiental, em um contexto da organização da luta eco-
lógica. A autora afirmava que
De forma similar, os produtos químicos espalhados pelas terras de cul-
tivo, florestas ou jardins permanecem por um longo tempo no solo, 
penetrando nos organismos vivos, transmitindo-se de um a outro em 
uma cadeia de envenenamento e morte (CARSON, 1962, p. 22).
Neste contexto, a sociedade mundial ainda não possuía conhecimentos que con-
firmavam o que Carson descrevia em seu livro. Historicamente, a humanidade 
passou por transformações devido ao crescimento populacional. Mais pessoas 
significam aumento da demanda por energia, maior consumo de recursos não 
renováveis, como petróleo e minerais, mais recursos renováveis, como peixes e 
florestas, maior necessidade de produção de alimentos pela agricultura, e assim 
por diante. O uso irracional desses recursos nos leva a impactos difíceis de resol-
ver (BURSZTYN; BURSZTYN, 2012; TOWNSEND; BEGON; HARPER, 2010).
Diante desse cenário, com a intensificação de consequências ambientais, 
sociopolíticas e econômicas, surge a percepção de que o desenvolvimento é 
necessário, desde que atenda a um conjunto de princípios. Conforme a Comissão 
Mundial do Meio Ambiente e do Desenvolvimento – cuja sigla correspondente, 
em inglês, é WCED –, o conceito de desenvolvimento sustentável tem se difun-
dido como uma proposta para equilibrar necessidades atuais satisfatórias, sem 
comprometer a manutenção das gerações futuras (WCED, 1987). 
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL COMO UM NOVO MODELO
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IU N I D A D E18
A preocupação cada vez mais frequente dos políticos e do público em geral 
são o tamanho e a distribuição da população e a sustentabilidade das atividades 
humanas. Entre as grandes preocupações está o destino da Terra e das comunida-
des ecológicas que a ocupam. Todavia muitos fatores permanecem desconhecidos 
e imprevisíveis, e este fato pode nos levar a uma situação pior, porém, avan-
ços da tecnologia podem tornar uma atividade insustentável em sustentável 
(TOWNSEND; BEGON; HARPER, 2010). Neste sentido, o conceito de desen-
volvimento sustentável propõe um novo modo de vida: o que antes trazia uma 
perspectiva puramente ecológica, agora incorpora condições econômicas e sociais.
Considerando o tamanho e as taxas de crescimento exponencial da popu-
lação humana, encontram-se duas áreas nas quais a sustentabilidade é um tema 
urgente: a extração de recursos biológicos da natureza e a produção, em agroe-
cossistemas não naturais, do alimento e das fibras necessárias aos seres humanos. 
O crescimento populacional afeta diretamente a qualidade de vida das popu-
lações, quanto maior o crescimento demográfico, maiores os desafios a serem 
enfrentados para permitir o crescimento econômico compatível com a pre-
servação ambiental (LIMA, 2001). A taxa de expansão populacional mundial 
é insustentável, embora ela seja menor do que já foi – em um espaço finito e 
com recursos finitos, nenhuma população pode continuar crescendo para sem-
pre. Seria interessante saber com que tamanho a população humana poderia 
ser sustentada na Terra. Qual é a capacidade de suporte global? (TOWNSEND, 
BEGON; HARPER, 2010)
Caro(a) aluno(a), para obter a sustentabilidade ou se aproximar dela, é neces-
sária a compreensão ecológica adquirida e aplicada.
Insustentável não é o tamanho da população humana, mas a sua distribuição 
sobre a Terra [...]. Insustentável não é o tamanho da população humana mundial, 
mas a sua distribuição de idade [...]. Insustentável não é o tamanho da popula-
ção humana global, mas a distribuição desigual de recursos dentro dela.
(Colin R. Townsend, John L. Harper e Michael Begon)
Dinâmicas Fundamentais do Crescimento Populacional e o Uso Sustentável de Recursos Naturais 
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CONSCIÊNCIA AMBIENTAL (PAPEL DE ONGS)
Antes de qualquer coisa, você sabe o que é a Organização das Nações Unidas 
(ONU)? Vamos descobrir juntos!
A Organização das Nações Unidas, também conhecida pela sigla ONU, é 
uma organização internacional composta por países que se juntaram de livre e 
espontânea vontade para buscar a paz e o desenvolvimento mundial.
No ano de 1969, a primeira foto do planeta Terra foi vista do espaço. Tocou 
o coração de toda a humanidade ver, pela primeira vez, o “Planeta Azul”, cha-
mando a atenção de muitos e incitando a responsabilidade em protegê-la. 
Em dezembro de 1972, foi criado o programa das Nações Unidas para o Meio 
Ambiente (ONU Meio Ambiente), que coordena os trabalhos da organização em 
nome do meio ambiente global e tem como prioridades catástrofes ambientais, 
substâncias nocivas, mudanças climáticas, gestão dos ecossistemas, governança 
ambiental e eficiência dos recursos.
Defender e melhorar o meio ambiente para as atuais e futuras gerações 
se tornou uma meta fundamental para a humanidade (ESTOCOLMO, 
1972, p.2).
É precisamente na dignidade de todos os seres humanos que deve inci-
dir o esforço maior de oferecer uma tutela ecológica que se oponha aos 
constantes danos à natureza, as práticas abusivas reduzem os recursos 
naturais e causam mudanças climáticas responsáveis por milhões de 
vitimados pelos danos ambientais. Não é surpresa que recentemente 
ocorreu na ONU, em Nova York, a conferência para a proibição das 
armas nucleares (BARROS; CAÚLA, 2017, p. 11).
O Brasil marca dois pontos positivos na inovação para melhorias no meio 
ambiente, um foi com o posicionamento na 15° Conferência das Partes da 
Convenção da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP15) em 2009, na cidade 
de Copenhague, quando o país assume a meta voluntária de reduzir entre 36,1% 
e 38,9% das emissões de gases do efeito estufa projetadas até 2020. Outro ponto 
foi em 2012, quando ocorre, no Brasil, uma grande conferência na área de desen-
volvimento sustentável, a conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento 
Sustentável – a Rio+20.
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL COMO UM NOVO MODELO
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IU N I D A D E20
Estudos apontam que o Brasil foi capaz de combinar crescimento sustentável 
com inclusão social e avanços ambientais em um contexto de estabilidade política 
e fortalecimento do arcabouço legal e institucional (SOBRE..., 2012). O Brasil que 
sediou a Rio-92 era, de fato, bastante diferente do que se mostrava na Rio+20.
A Rio+20 foi assim conhecida porque marcou os vinte anos de realização 
da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvi-
mento (Rio-92) e contribuiu para definir a agenda do desenvolvimento 
sustentável para as próximasdécadas. O objetivo da Conferência foi a 
renovação do compromisso político com o desenvolvimento sustentável, 
por meio da avaliação do progresso e das lacunas na implementação das 
decisões adotadas pelas principais cúpulas sobre o assunto e do trata-
mento de temas novos e emergentes (SOBRE..., 2012, on-line).
Em setembro de 2015, às vésperas da abertura da 70ª Assembleia Geral das Nações 
Unidas, acontece, em Nova York, a nova agenda oficialmente adotada pelos Chefes 
de Estado e de Governo na Cúpula das Nações Unidas para o Desenvolvimento 
Sustentável. Acordada pelos 193 estados membros da ONU, nasce, então a 
Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, com seções sobre meios de 
implementação e uma renovada parceria mundial (TRINDADE; LEAL, 2017).
Desde 2014, a ONU passou a contar com a Assembleia Ambiental das Nações 
Unidas (Unea), cuja primeira edição ocorreu em 2014, e a segunda, em 2016.
A Unea é a mais importante plataforma da ONU para a tomada de decisões 
sobre o tema e marcou o início de um período em que o meio ambiente é 
considerado problema mundial – colocando, pela primeira vez, as preocu-
pações ambientais no mesmo âmbito da paz, da segurança, das finanças, da 
saúde e do comércio. Em sua primeira edição, reuniu mais de 160 líderes de 
alto nível.
Fonte: adaptado de ONU BR ([2019], on-line)1.
Dinâmicas Fundamentais do Crescimento Populacional e o Uso Sustentável de Recursos Naturais 
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As ONGs ambientais brasileiras
ONG é a sigla para  Organização Não Governamental. Uma ONG é 
uma organização que não tem finalidades lucrativas e é formada com 
o objetivo de fazer trabalhos de auxílio social ou outras questões im-
portantes para a sociedade. As ONGs são enquadradas no  Terceiro 
Setor  da sociedade. Essa denominação se refere às instituições que, 
embora não façam parte do Poder Público, executam atividades nessa 
área. O Primeiro Setor é formado pelos governos e o Segundo Setor é 
formado por entidades privadas (LENZI, 2019, on-line). 
As ONGs têm atuado em várias áreas ligadas às necessidades sociais que exis-
tem, por exemplo: saúde, emprego, educação, assistência social, busca por direitos 
políticos, questões ambientais, entre outros. 
Como exemplo de ONGs, temos:
 ■ A fundação GAIA é uma ONG sem fins lucrativos criada em 1987. 
 ■ A fundação O Boticário foi criada em 1990 com a principal missão de 
promover e realizar ações para a conservação da natureza.
 ■ A Fundação SOS Mata Atlântica tem a missão de defender as áreas de 
Mata Atlântica, preservar as comunidades que habitam a região e conser-
var seus riquíssimos patrimônios natural, histórico e cultural, por meio 
do desenvolvimento sustentável. 
 ■ A Conservação Internacional Brasil trabalha para preservar ecossiste-
mas ameaçados de extinção em mais de 30 países, distribuídos por quatro 
continentes.
 ■ A Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas), 
fundada em 1999. 
Existem muitas outras ONGs e você pode procurar pelas que atuam especifica-
mente em sua cidade, região ou estado. Vamos citar, por exemplo, o estado do 
Paraná. Veja algumas, a seguir: 
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL COMO UM NOVO MODELO
Reprodução proibida. A
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 ■ Adeam – Associação Brasileira de Defesa Ambiental, em Maringá.
 ■ Curupira Ambiental – Associação Ambientalista Curupira, em Curitiba 
(http://www.curupira.org.br/).
 ■ MAR – Associação de Defesa do Meio Ambiente de Araucária, em 
Araucária (http://www.amarnatureza.org.br/). 
 ■ Chico Mendes – Inpra – Instituto Internacional de Pesquisa e 
Responsabilidade Socioambiental, em Borda do Campo (http://www.
institutochicomendes.org.br/). 
NOSSO FUTURO COMUM - RELATÓRIO 
BRUNDTLAND
Em abril de 1987, a Comissão Brundtland, como ficou conhecida, publicou um 
relatório inovador: “Nosso Futuro Comum” – que traz o conceito de desenvol-
vimento sustentável para o discurso público, considerado altamente inovador 
para aquela época (ONU, [2019], on-line)2. 
Uma das questões que este estudo ressalta refere-se à necessidade de admi-
nistrar o crescimento populacional e de controlar o esgotamento dos recursos 
(OLIVEIRA, 2005).
De acordo com o Relatório Brundtland (1987), em um mundo onde a desi-
gualdade e a pobreza não são mais inevitáveis, o desenvolvimento sustentável deve 
privilegiar o atendimento das necessidades básicas de todos, oferecendo oportuni-
dades de melhoria de qualidade de vida para a população no presente e no futuro. 
Caro(a) aluno(a), você sabe o que é o Conama (Conselho Nacional do Meio Am-
biente)? O Conama existe para assessorar, estudar e propor ao Governo as linhas 
de direção das políticas governamentais para a exploração e preservação do 
meio ambiente e dos recursos naturais. É o órgão consultivo e deliberativo do 
Sistema Nacional do Meio Ambiente – Sisnama, instituído pela Lei 6.938/1981, 
regulamentada pelo Decreto 99.274/1990.
Fonte: adaptado de Ministério do Meio Ambiente ([2019], on-line). 
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Apesar de não definir quais são as necessidades do presente nem quais 
serão as do futuro, o relatório chamou a atenção do mundo sobre a 
importância de se encontrar novas formas de desenvolvimento econô-
mico, sem redução e danos ao meio ambiente. Além disso, o relatório 
definiu três princípios básicos a serem cumpridos: desenvolvimento 
econômico, proteção ambiental e equidade social. Colocando o de-
senvolvimento sustentável como um processo de mudança no qual a 
exploração dos recursos, o direcionamento dos investimentos, a orien-
tação do desenvolvimento tecnológico e a mudança institucional estão 
em harmonia e reforçam o futuro para satisfazer as necessidades hu-
manas. Mesmo assim, o referido relatório foi amplamente criticado por 
apresentar como causa da situação de insustentabilidade do planeta o 
descontrole populacional e a miséria dos países subdesenvolvidos, co-
locando como um fator secundário a poluição ocasionada nos últimos 
anos pelos países desenvolvidos (BARBOSA, 2008, p. 20).
Todos esses levantamentos apresentados pela Comissão levaram à realização da 
Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento 
(CNUMAD), realizada em 1992, no Rio de Janeiro – a Rio-92. 
A proposta central da Conferência foi a criação da Agenda 21, um pla-
no de ação para ser adotado em âmbito global, nacional e local por 
organizações do sistema das Nações Unidas, governos e pela sociedade 
civil, em todas as áreas em que a ação humana impacta o meio ambien-
te. O documento constitui-se na mais abrangente tentativa já realizada, 
cujo fim é orientar para um novo padrão de desenvolvimento para o 
século XXI, cujo alicerce é a integração da sustentabilidade ambiental, 
social e econômica (NOVAES, 2008, p. 17).
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IU N I D A D E24
OS PILARES DA SUSTENTABILIDADE 
Após a ONU lançar, em 1987, o relatório “Nosso Futuro Comum” na comissão 
Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, o conceito de desenvol-
vimento sustentável na sociedade passa a ser assunto frequente. Anos depois, 
em 1994, John Elkington criou o triple bottom line (tripé da sustentabilidade).
Agora você conhecerá os três princípios da sustentabilidade:o social, o 
ambiental e o econômico. Esses fatores precisam estar integrados para que a 
sustentabilidade de fato aconteça. Segundo Sachs (2003), o tripé do desenvolvi-
mento é apresentado como algo que deve ser simultaneamente: includente, do 
ponto de vista social; sustentável, do ponto de vista ecológico; e sustentado, do 
ponto de vista econômico. Este método incorpora a visão ecológica nas empre-
sas como base nos três princípios (SACHS, 2003, p. 5):
 ■ Social: engloba as pessoas e suas condições de vida, como educação, saúde, 
violência, lazer, dentre outros aspectos.
 ■ Ambiental: refere-se aos recursos naturais do planeta e à forma como são 
utilizados pela sociedade, comunidades ou empresas. 
 ■ Econômico: relacionado com a produção, a distribuição e o consumo de 
bens e serviços. A economia deve considerar a questão social e ambiental.
Aprofundando um pouco mais esses conceitos de desenvolvimento, devemos 
levar em conta os objetivos, que devem ser sempre éticos e sociais, em busca 
do progresso, baseando-se na ética de solidariedade com as gerações presentes 
e futuras, respeitando as condições ambientais. No entanto, para que isso possa 
acontecer, é necessário que os investimentos sejam economicamente viáveis; por-
tanto, a viabilidade econômica é umas das condições indispensáveis, mas não o 
suficiente para alcançar o caminho do desenvolvimento includente e sustentá-
vel (SACHS, 2007).
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DIMENSÕES DA SUSTENTABILIDADE
Como você pôde ver nos tópicos anteriores, o Relatório de Brundtland foi um 
marco na evolução do desenvolvimento sustentável. E, de acordo com essa colo-
cação, temos o ecodesenvolvimento, que visa a conciliar a proteção ambiental 
com o desenvolvimento socioeconômico, com o intuito de melhorar a qualidade 
de vida para a humanidade.
A sustentabilidade leva em conta as necessidades humanas. E o grande 
desafio hoje, para a humanidade, talvez seja encontrar um conjunto de transi-
ções interligadas para uma situação mais sustentável. Sachs (1993) aponta cinco 
dimensões de sustentabilidade que devem ser observadas para planejar o desen-
volvimento. Adotaremos aqui a definição de Sachs (1993), presente no texto da 
Agenda 21 brasileira (define sustentabilidade social e política separadamente, 
fazendo também referência ao uso racional dos recursos no enfoque da susten-
tabilidade econômica). 
Hoje, ser uma corporação sustentável é mais do que status – significa con-
quistar o respeito dos seus consumidores e parceiros.
É evidente que o objetivo de qualquer empresa é ser sustentável, embo-
ra essa visão de sustentabilidade seja puramente financeira; o pensamento 
dos empresários é sempre do retorno que seu negócio pode dar no futuro. E 
esse retorno econômico somente acontecerá em longo prazo se a empresa 
obter uma vantagem competitiva que lhe possibilite crescimento. Poucos 
empresários entendem que uma empresa somente será sustentável se com-
binar o retorno econômico com suas obrigações sociais e ambientais.
Fonte: as autoras.
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O conceito descrito por Sachs (1993, p. 4) refere-se à sustentabilidade como:
Sustentabilidade ecológica, que se refere à base física do processo de 
crescimento e tem como objetivo a manutenção de estoques dos recur-
sos naturais, incorporados às atividades produtivas.
Sustentabilidade ambiental, que se refere à manutenção da capaci-
dade de sustentação dos ecossistemas, o que implica a capacidade de 
absorção e recomposição dos ecossistemas em face das agressões an-
trópicas.
Sustentabilidade social, que se refere ao desenvolvimento e tem por 
objetivo a melhoria da qualidade de vida da população que, para o caso 
de países com problemas de desigualdade e de inclusão social, implica 
a adoção de políticas distributivas e a universalização de atendimento a 
questões como saúde, educação, habitação e seguridade social.
Sustentabilidade política, que se refere ao processo de construção da 
cidadania para garantir a incorporação plena dos indivíduos ao proces-
so de desenvolvimento.
Sustentabilidade econômica, que se refere a uma gestão eficiente dos 
recursos em geral e caracteriza-se pela regularidade de fluxos do in-
vestimento público e privado que implica a avaliação da eficiência por 
processos macrossociais.
Caro(a) aluno(a), todo esse processo que envolve as dimensões da sustentabi-
lidade pode ser uma resposta aos anseios da sociedade, gerando cidades que 
incorporam os elementos naturais e sociais. Assim como diz Sen (2010, p. 21), 
“[...] o desenvolvimento pode ser visto como um processo de expansão das liber-
dades reais que as pessoas desfrutam.”
Sustentabilidade urbana é o conceito utilizado para o desenvolvimento que 
está diretamente ligado à vida das cidades. É o que está acontecendo na grande 
maioria dos países, inclusive no Brasil.
Fonte: as autoras.
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DESAFIOS E OPORTUNIDADES - ECONOMIA VERDE
A expressão “economia verde”, que substituiu o conceito de “ecodesenvolvimento”, 
foi implantada pelo canadense Maurice Strong, primeiro diretor-executivo do 
PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, estabelecido 
em 1972, é a agência do Sistema ONU) e secretário-geral da Conferência de 
Estocolmo (1972) e da Rio-92.
A conferência Rio+20 em 2012, além do tema de redução da pobreza, teve como 
tema central a economia verde (ONU, 2011). Por meio da divulgação mundo afora 
em relatório do PNUMA (UNEP 2011), tornou-se, em pouco tempo, uma expres-
são aceita oficialmente pela comunidade internacional e popularizada no mundo 
(BELINKY, 2011) e apresentando-se como alternativa ao desenvolvimento sustentá-
vel, que havia sido consagrada no Rio de Janeiro, em 1992 (MMA, [2019], on-line): 
[...] foi absorvida por governos, empresas e pela sociedade civil, e em-
pregada na formulação e execução tanto de políticas públicas quanto de 
iniciativas privadas ligadas à responsabilidade socioambiental.
Surge um conceito de economia verde que pode ser resumida em atividades ou pro-
jetos verdes tratados atualmente, tais como painéis fotovoltaicos, reciclagem de lixo, 
hortas orgânicas, entre outros, com três características principais: baixa emissão de 
carbono, eficiência no uso de recursos e busca pela inclusão social.
O que acontece, na realidade, é que a maioria dos projetos englobando a 
economia verde necessita de recursos governamentais. Por exemplo: para pagar 
todos os serviços ambientais existentes, como
Talvez a principal crítica seja a negação da possibilidade de atribuir valores 
monetários a bens naturais, como árvores, fauna, água, ar.
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[...] os fins de raciocínio, as Reservas Legais e APPs, previstas no Código 
Florestal brasileiro, supondo que essas reservas fossem uma área total de 
100 milhões de hectares e os donos recebessem R$ 200,00 por hectare 
por ano, para não desmatar as áreas (valores conservadores), o total anu-
al seria R$ 20 bilhões de reais, mais que o Programa Bolsa Família que 
custa por volta dos R$ 15 bilhões por ano (SAWYER, 2011, p. 20).
Encontramos, ainda, outros riscos, como nos casos dos PSA (Pagamentopor 
Serviços Ambientais), em que alguns produtores recebem por seus serviços 
prestados à natureza. Isso sugere que outros que não receberem pagamentos 
não são obrigados a se comprometer corretamente com a causa. Outro risco é 
quem recebe o PSA, se deixa de receber, pode se achar no direito de destruir 
(AMAZONAS, 2010).
Desta forma, pensando no planeta e nas gerações futuras, devemos promo-
ver tanto a economia verde como o desenvolvimento sustentável.
PROTOCOLO VERDE
O Protocolo Verde é um protocolo de intenções assinado por instituições financei-
ras públicas e pelo Ministério do Meio Ambiente no ano de 1995, revisada em 2008. 
Tem como objetivo definir políticas e práticas bancárias, com a premissa de não 
financiar empreendimentos e/ou projetos que possam causar problemas ambientais. 
A fórmula para uma economia verde inclui: oferta de empregos, consumo cons-
ciente, reciclagem, reutilização de bens, uso de energia limpa e valoração da bio-
diversidade. Espera-se que seus resultados sejam a melhoria na qualidade de vida 
para todos, diminuição das desigualdades entre ricos e pobres, conservação da 
biodiversidade e preservação dos serviços ambientais.
Pesquise sobre as Cotas de Reserva Ambiental (CRA); é um bom exemplo da apli-
cação da economia verde e baseia-se no conceito de compensação.
Para saber mais, acesse ao link:
<https://www.oeco.org.br/dicionario-ambiental/28986-o-que-e-a-economia-
-verde/>. 
Fonte: as autoras.
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O protocolo compromete-se a financiar o desenvolvimento com sustenta-
bilidade, por meio de linhas de crédito e programas que promovam qualidade 
de vida da população e proteção ambiental. 
Quando o setor bancário faz adesão ao protocolo verde, traz um importante 
papel para o desenvolvimento sustentável, pois traz incentivo ambiental para 
as empresas. O BNDES empenha-se continuamente em aprimorar as medidas 
que já foram definidas no Protocolo Verde, que trazem: ações que evitem danos 
ambientais, criação de equipes que tenham formação e consciência ambiental, 
diminuição de desperdícios, utilização de materiais recicláveis e incentivo à efi-
ciência energética. 
PRINCÍPIO POLUIDOR-PAGADOR
Esse princípio traz a ideia de que aquele que polui deve pagar pelo seu ato. Isso 
não quer dizer que o fato de pagar lhe dá o direito de poluir, o pagamento deve 
ser feito para reverter possíveis danos ambientais. Portanto, conclui-se que não 
se compra o direito de poluir, como já foi dito anteriormente. 
O pagamento de tributo, tarifa ou preço público não isentam o polui-
dor ou predador de ter examinada e aferida sua responsabilidade resi-
dual para reparar o dano (MACHADO, 2009, p. 68).
Em 1995, o BNDES liderou os bancos públicos federais (além do BNDES, 
participam Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Banco da Amazônia e 
Banco do Nordeste do Brasil) na formalização do Protocolo Verde. Mas, em 
agosto de 2008, o BNDES e os bancos públicos federais celebraram, com o 
Ministério do Meio Ambiente, o Protocolo de Intenções pela Responsabili-
dade Socioambiental, revisão atualizada do Protocolo Verde de 1995.
Fonte: BNDES ([2019], on-line)3.
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL COMO UM NOVO MODELO
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O princípio em referência possui assento constitucional, previsto no §3º do Art. 
225 da CF/1988.
§ 2º - Aquele que explorar recursos minerais fica obrigado a recuperar 
o meio ambiente degradado, de acordo com solução técnica exigida 
pelo órgão público competente, na forma da lei.
§ 3º - As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente 
sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e 
administrativas, independentemente da obrigação de reparar os danos 
causados. (BRASIL, 1988, on-line).
Segundo Barbieri (2016), o princípio do poluidor-pagador atribui ao Estado o 
dever de estabelecer um tributo ao agente poluidor. São dois os objetivos espe-
rados da aplicação desse princípio.
O primeiro é de natureza fiscal, o qual relaciona a necessidade de arrecadar 
receita para custear os serviços públicos ambientais, evitando que os prejuízos 
causados pelos poluidores privados recaiam sobre a sociedade.
O segundo é de natureza extrafiscal, cujo papel é interferir nas atividades 
econômicas para estimular comportamentos socialmente desejados e desesti-
mular os indesejáveis.
Esses dois objetivos podem caminhar juntos, por exemplo, quando há a 
cobrança de impostos sobre produtos que acabam gerando resíduos de natu-
reza tóxica, em que a receita gerada é utilizada para cobrir gastos com a gestão 
pública desse resíduo, como a coleta, o tratamento e a disposição final adequada, 
que pode diminuir o consumo destes produtos. Ou até mesmo diminuir ou isen-
tar a tributação de produtos com melhor desempenho ambiental, por exemplo, 
uma geladeira que consome menos energia.
O conceito de poluidor é definido pelo Art. 3°, inciso IV, da Lei 6.938/1981 nos se-
guintes termos: “poluidor: a pessoa física ou jurídica, de direito público ou priva-
do, responsável direta ou indiretamente por atividade causadora de degradação 
ambiental.”
Fonte: Souza ([2019], on-line)4.
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OBJETIVOS DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que também podem ser 
conhecidos como os Objetivos Globais, tratam-se de um chamado universal que 
visa a ações contra a pobreza, proteção do planeta e busca garantir que as pes-
soas tenham paz e prosperidade. Os ODS deverão orientar as políticas nacionais 
bem como as atividades de cooperação internacional nos próximos quinze anos, 
decorrendo e atualizando os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). 
O Brasil teve papel importante e participou de todas as sessões da negocia-
ção intergovernamental. Dessa forma, chegaram a um acordo que contempla 
17 Objetivos e 169 metas, as quais envolvem temáticas diferentes. Além disso, 
o Brasil teve grande importância na implantação dos ODM, e tem mostrado 
grande empenho quanto aos ODS, com criações de diversos comitês para apoiar 
o processo pós-2015. 
Dessa forma, os resultados de todas as conferências das Nações Unidas esta-
beleceram uma base sólida para o desenvolvimento sustentável e ajudaram a 
moldar a nova agenda. 
Os novos Objetivos entraram em vigor no dia 1° de janeiro de 2016, tendo 
como principal foco a erradicação da pobreza extrema até 2030. Os temas dos ODS 
[...] envolvem diferentes temáticas, tais como: erradicação da pobreza, 
segurança alimentar e agricultura, saúde, educação, igualdade de gênero, 
redução das desigualdades, energia, água e saneamento, padrões susten-
táveis de produção e de consumo, mudança do clima, cidades sustentá-
veis, proteção e uso sustentável dos oceanos e dos ecossistemas terrestres, 
crescimento econômico inclusivo, infraestrutura e industrialização, go-
vernança, e meios de implementação (EMBRAPA, 2017, on-line)5.
O poluidor que usa gratuitamente o meio ambiente para nele lançar po-
luentes invade a propriedade pessoal de todos os outros que não poluem, 
confiscando o direito de propriedade alheia.
(Paulo Affonso Leme Machado)
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL COMO UM NOVO MODELO
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Conheça Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS):
Objetivo 1. Acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares.
Objetivo 2. Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar, a melhoria da nutrição e pro-
mover a agricultura sustentável.
Objetivo 3. Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as 
idades.
Objetivo 4. Assegurar a educação inclusiva, equitativa e de qualidade, promover oportunida-
des de aprendizagem ao longo da vida para todos.
Objetivo 5. Alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas.
Objetivo 6. Assegurar a disponibilidade da água, a sua gestão sustentável e o saneamento para 
todos.
Objetivo 7. Assegurar para todos o acesso confiável, sustentável, moderno e barato à energia.
Objetivo 8. Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego 
pleno e produtivo e trabalho decente para todos.
Objetivo 9. Construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e susten-
tável, fomentar a inovação.
Objetivo 10. Reduzir a desigualdade dentro dos países e entre eles.
Objetivo 11. Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e 
sustentáveis.
Objetivo 12. Assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis.
Objetivo 13. Tomar medidas urgentes para combater a mudança do clima e os seus impactos.
Objetivo 14. Conservação e uso sustentável dos oceanos, dos mares e dos recursos marinhos 
para o desenvolvimento sustentável.
Objetivo 15. Proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, 
gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação 
da terra e deter a perda de biodiversidade.
Objetivo 16. Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, 
proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclu-
sivas em todos os níveis.
Objetivo 17. Fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desen-
volvimento sustentável (AGENDA 2030, 2015).
Fonte: adaptado de Unric ([2019], on-line)6. 
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No ano 2000, o Pacto Global foi lançado pelo então secretário-executivo das 
Nações Unidas, Kofi Annan, e surgiu da necessidade de mobilizar a comuni-
dade empresarial do mundo para a adoção de valores fundamentais e inter-
nacionalmente aceitos em suas práticas de negócios.
A iniciativa global é um avanço na implementação de um Regime de Direi-
tos Humanos e Sustentabilidade empresarial. Pacto Global não é um instru-
mento regulatório, um código de conduta obrigatório ou um fórum para 
policiar as políticas e práticas gerenciais. É uma iniciativa voluntária que 
procura fornecer diretrizes para a promoção do crescimento sustentável e 
da cidadania, por meio de lideranças corporativas comprometidas e inova-
doras. A sede do Pacto Global é em Nova York.
Para saber mais, acesse: <http://pactoglobal.org.br/o-que-e/>.
Fonte: as autoras.
Para saber mais sobre o assunto, assista o vídeo a 
seguir.
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL COMO UM NOVO MODELO
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IU N I D A D E34
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A definição aceita e difundida até os dias atuais sobre desenvolvimento sustentá-
vel trata da capacidade da geração atual em suprir suas necessidades, pensando 
nas gerações vindouras. Dessa maneira, conseguimos associar que nossa jornada 
rumo ao desenvolvimento sustentável teve início no Rio de Janeiro, em junho 
no ano de 1992, quando a primeira Conferência das Nações Unidas sobre Meio 
Ambiente e Desenvolvimento (Unced) foi realizada e adotou uma agenda para 
o meio ambiente e o desenvolvimento (século XXI). Referida como Agenda 21, 
a Unced convocou um Programa de Ação para o Desenvolvimento Sustentável 
que continha a Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento e 
reconheceu o direito de cada nação de progredir social e economicamente, além 
de atribuir aos Estados a responsabilidade de adotar um modelo de desenvol-
vimento sustentável e a Declaração de Princípios Florestais. Acordos também 
foram alcançados na Convenção sobre Diversidade Biológica e na Convenção-
Quadro sobre Mudança do Clima.
Também abordamos, nesta unidade, os Objetivos do Desenvolvimento 
Sustentável (ODS), que definem as prioridades, bem como aspirações globais 
para o ano de 2030. Os ODS representam uma grande oportunidade que visa a 
eliminar a pobreza e outras externalidades para colocar o mundo em uma tra-
jetória mais sustentável. Destacamos a participação do Brasil nas negociações 
e nos acordos dos 17 Objetivos e 169 metas que envolvem diferentes temáticas.
Para ser alcançado, o desenvolvimento sustentável depende de planejamento 
e do reconhecimento de que os recursos naturais são finitos, e que esse desenvol-
vimento sugere a qualidade em vez da quantidade. E, por fim, o resultado desses 
recursos depende não só da existência humana e da diversidade biológica, mas 
também do próprio crescimento econômico.
35 
1. O tripé da sustentabilidade, denominado de triple bottom line, está expresso 
em três dimensões: capital humano, capital natural e benefício econômico, 
que precisam estar relacionadas para que o desenvolvimento sustentável seja 
alcançado. Mediante o exposto, explique o tripé da sustentabilidade.
2. O desenvolvimento sustentável é uma expressão usada para designar um mo-
delo que tente conciliar a parte econômica e a preservação dos recursos na-
turais que estão disponíveis. Diante desse contexto, defina desenvolvimento 
sustentável.
3. O homem vive em aglomerações urbanas cada vez maiores, demandando 
maiores quantidades de recursos e gerando grandes quantidades de resíduos 
que se encontram crescentes em virtude dos maiores consumo e desperdício. 
Mediante o exposto, como continuar a promover adaptações no ambiente na-
tural, sem esgotar os recursos naturais disponíveis?
4. Os problemas ambientais globais, muitas vezes, exigem respostas globais; as 
iniciativas de gestão, nesse nível de abrangência, estão baseadas em acordos 
intergovernamentais e na atuação dos organismos criados para administrá-los. 
Diante disso, cite, pelo menos, dois problemas ambientais de ordem global e 
explique as causas deles.
5. As questões ambientais dentro das organizações surgiram da necessidade 
do homem em organizar melhor suas diversas formas de se relacionar com 
o meio ambiente. Acerca desse assunto, quais práticas de gestão ambiental 
uma organização pode implementar para reduzir e/ou controlar os impactos 
ambientais?
36 
A recente evolução do desenvolvimento sustentável
É bem recente a integração da ideia de desenvolvimento econômico social sendo delimi-
tada pela perspectiva de sustentabilidade ambiental, tendo por marco inicial as discussões 
sobre o meio ambiente, ocorridas na cidade sueca de Estocolmo, datada no ano de 1972.
Portanto, são apenas quatro décadas. Até então, a perspectiva do desenvolvimentismo 
atuava como solução humana. Em síntese, o que se tinha era uma produção crescente 
movimentando recursos em termos planetários cada vez maiores que acabaram por le-
var a alterações do ecossistema com reflexos cada vez mais intensos. Já em Estocolmo, 
chega-se à conclusão de que a produção é a maior responsável pela degradação. O que 
fazer num mundo em expansão?
A questão passa a ganhar corpo e, em 1983, a ONU indica Gro Harlem Brundtland – a 
primeira-ministra da Noruega – como chefe da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente 
e Desenvolvimento, cujo objetivo era o deanalisar e refletir a questão ambiental em 
termos globais. O resultado surgirá em 1987, quando o grupo apresentou o documento 
Nosso Futuro Comum, que acabou conhecido como Relatório Brundtland e cujo texto 
se consagrou no conceito de desenvolvimento sustentável.
O documento passou a utilizar a expressão “desenvolvimento sustentável”, com a se-
guinte definição: “forma como as atuais gerações satisfazem as suas necessidades 
sem, no entanto, comprometer a capacidade de as gerações futuras satisfazerem suas 
próprias necessidades”.
O cenário atual do objeto de estudo é tema que institucionalmente encontra seu mo-
mento crucial no evento internacional realizado em 1992, na cidade do Rio de Janeiro, 
batizada com a sigla de CNUMAD, a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Am-
biente e Desenvolvimento, mas cuja denominação acabou popularizada como Rio-92 
ou Eco-92, em que se protagonizaram a discussão e a reflexão da questão da proteção 
ambiental, enfatizando como instrumento a meta de se ajustar ao desenvolvimento sus-
tentável. Resultante do encontro e lastreada por 179 países, foi produzida a Agenda 21, 
que visava constituir um plano de trabalho baseado na hierarquização das prioridades 
quanto às diretrizes em relação à integração do desenvolvimento do uso sustentável 
dos recursos do meio ambiente.
O tema retoma a uma postura de destaque no ano 2000, a partir de um diagnóstico das 
ações produzidas a partir do Rio-92, em torno do qual foram propostos os Objetivos de 
Desenvolvimento para o Milênio – ODM, agora endossado por 199 nações, como impor-
tante documento produzido dentro da Cúpula do Milênio promovida pela ONU e dando 
atenção especial aos países com menor e em desenvolvimento. Os ODM estabeleciam 
levantamento de indicadores para o monitoramento das ações, assim definiu-se o prazo 
para o segmento de tempo 2000 a 2015.
O ano de 2012 vai marcar os vinte anos de Rio-92, daí a ideia de retomada e de reen-
contro em torno da temática na agora denominada Rio+20, que teve por resultante a 
37 
confecção de documento que propunha a integração de lideranças políticas internacio-
nais em ação comum, visando o desenvolvimento sustentável. Ainda foi criado o Grupo 
de Trabalho Aberto, que ao final de mais de ano de estudos propôs os 17 objetivos que 
deveriam compor os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODS.
Assim o triênio 2012-2015 será caracterizado por um extenso e intenso processo 
de consultas junto à sociedade civil, setores privados específicos e ao setor públi-
co dos diversos governos locais em relação aos ODS. O resultado será que no ano de 
2015 a Cúpula das Nações Unidas, sobre o Desenvolvimento Sustentável, confirma 
os 17 objetivos e suas metas. Tratam-se dos seguintes aspectos: erradicação da po-
breza; fome zero e agricultura sustentável; saúde e bem-estar; educação de quali-
dade; igualdade de gênero; água potável e saneamento; energia acessível e limpa; 
trabalho decente e crescimento econômico, indústria inovação e infraestrutura; re-
dução das desigualdades; cidades e comunidades sustentáveis; consumo e produção 
 responsáveis; ação contra a mudança global do clima; vida na água; vida terrestre; paz, 
justiça e instituições eficientes e parcerias e meios de implementação.
Há que se destacar o diferencial entre o ODM, Objetivos para Desenvolvimento para 
o Milênio do ano 2000, e ODS, Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável. Trata-
-se da participação e engajamento social desta última em contraposição ao primeiro, 
elaborado de cima para baixo, desenvolvida por grupo de especialistas, que acaba por 
ser a característica que se destaca na Agenda 2030. Esta, seguindo os princípios que a 
constituíram, valoriza a participação da sociedade, seja na sua implementação, seja no 
monitoramento de seu acompanhamento, visando estabelecer um novo período futuro 
de planejamento; novamente se referirá a um segmento de tempo de 15 anos, entre 
2016 – 2030.
Como se pode observar, no curto período histórico do encaminhamento proposto à 
questão acima o problema é transformar intenções em prática, discurso em ação. Ou 
seja, talvez o problema não seja diagnosticar os problemas ou de ter conhecimento das 
práticas éticas que possam conduzir o ser humano a um futuro promissor, mas um gar-
galo entre o discurso e a operação, entre o que o sujeito diz e o que o sujeito faz.
Isto pode parecer fato secundário, porém, num sistema democrático é problema de pri-
meira ordem, pois que neste temos vontade representada e representante, e ação des-
conectada do almejado; coloca em xeque o sistema democrático, à medida que o rito 
democrático das eleições não se converte em gestão democrática dos eleitos.
Se não enfrentarmos simultaneamente da discussão dos meios de financiamento destes 
objetivos, vamos estar trabalhando apenas no plano da retórica. Sem dúvida a formu-
lação dos objetivos é muito importante, mas sem se dispor da origem dos recursos e 
forma de alocá-los, a qualidade do gasto a produtividade deste investimento no enfren-
tamento no enfrentamento destes objetivos, nós não estaríamos proporcionando uma 
abordagem integral completa para enfrentar este desafio.
Fonte: Marcon (2017, on-line)7.
MATERIAL COMPLEMENTAR
Sustentabilidade: O que é – O que não é
Leonardo Boff
Editora: Vozes
Sinopse: a sustentabilidade representa, diante da crise socioambiental 
generalizada, uma questão de vida ou morte. O autor faz um histórico 
do conceito desde o século XVI até os dias atuais, submetendo a uma 
rigorosa crítica os vários modelos existentes de desenvolvimento 
sustentável.
REFERÊNCIAS
39
REFERÊNCIAS
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REFERÊNCIAS
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2Em: <https://nacoesunidas.org/pos2015/agenda2030/>. Acesso em: 06 maio 
2019.
3Em: <https://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/bndes/bndes_pt/Hotsites/Relatorio_
Anual_2011/Capitulos/atuacao_institucional/o_bndes_e_protocolo_verde.html>. 
Acesso em: 06 maio 2019. 
⁴Em: <http://conteudojuridico.com.br/artigo,principio-do-poluidor-pagador-no-di-
reito-ambiental,51220.html>. Acesso em: 06 maio 2019.
⁵Em: <https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/24070630/artigo-
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maio 2019.
⁶Em: <https://www.unric.org/pt/17-objetivos-de-desenvolvimento-sustentavel>. 
Acesso em: 06 maio 2019.
⁷Em: <http://www.administradores.com.br/artigos/tecnologia/a-recente-evolucao-
-do-desenvolvimento-sustentavel/107557/>. Acesso em: 06 maio 2019.
GABARITOGABARITO
1. O tripé da sustentabilidade é dado pelo: social, econômico e ambiental.
O social é referente ao capital humano, em que estão envolvidos os aspectos 
como o cumprimento da legislação trabalhista, ambiente bom e saudável, rela-
cionamento com a sociedade no geral. O meio ambiente é referente ao capital 
natural, em que devemos pensar em formas de diminuir e compensar os impac-
tos ambientais negativos.
O econômico trata-se na parte econômica, deve-se pensar no desenvolvimento, 
analisando temas ligados à distribuição dos bens e consumos, à produção de 
forma sustentável.
2. É aquele que busca atender às necessidades das gerações atuais, sem compro-
meter a capacidade das gerações futuras de atenderem às suas necessidades e 
aspirações.
3. É importante que a sociedade se paute em uma gestão ambiental consciente. A 
conscientização e o reconhecimento das questões envolvendo a estreita trama 
de variáveis que compõem a realidade das cidades podem ser a solução do pro-
blema; isso significa que o conhecer precede o agir.
4. Alterações climáticas são causas das atividades antrópicas, tais como: derrubada 
de florestas para obtenção de madeira e lenha, espaço para agricultura, indús-
trias e assentamentos, lançamentos de gases na atmosfera; consequência do 
aquecimento global.
Aumento de gases por emissões atmosféricas: geradas por atividades antrópi-
cas, aumentam a retenção das radiações infravermelhas e contribuem para ele-
var a temperatura média global do planeta. Podem causar o efeito estufa.
Aquecimento global: pode causar a elevação do nível dos oceanos pelo derreti-
mento das geleiras e pela expansão do volume de água, devido ao aumento da 
temperatura. Queimadas florestais: emissões atmosféricas que podem ajudar no 
efeito estufa.
5. A gestão ambiental deve pensar em práticas que estejam associadas à conser-
vação e à preservação da biodiversidade, à reciclagem das matérias-primas e à 
redução do impacto ambiental de atividades antrópicas sobre os recursos na-
turais. Além disso, podem estar associados à gestão ambiental técnicas para a 
recuperação de áreas degradadas, reflorestamento, métodos para a exploração 
sustentável de recursos naturais, estudo de riscos e impactos ambientais para a 
avaliação de novos empreendimentos ou a ampliação de atividades produtivas.
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Professora Me. Renata Cristina de Souza Chatalov
Professora Me. Natália Christina da Silva Matos
EMPRESAS E O MEIO 
AMBIENTE
Objetivos de Aprendizagem
 ■ Apresentar os modelos de sustentabilidade empresarial. 
 ■ Descrever a importância da sustentabilidade econômica para as 
organizações. 
 ■ Apresentar as formas de Responsabilidade Social Empresarial.
Plano de Estudo
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:
 ■ Modelos de sustentabilidade empresarial
 ■ Empresas e a Sustentabilidade Econômica
 ■ Responsabilidade socioambiental
Introdução
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INTRODUÇÃO
Caro(a) aluno(a), nesta unidade, estudaremos a relação entre as empresas e o 
meio ambiente.
Iniciaremos nossos estudos abordando a questão das empresas e a contami-
nação ambiental, em que apresentaremos vários acidentes ambientais envolvendo 
empresas no decorrer dos anos, tivemos dois acidentes trágicos aqui no Brasil, 
o desastre de Mariana (MG) que aconteceu no ano de 2015, e o desastre em 
Brumadinho (MG). 
Será abordada a questão da industrialização e o meio ambiente, uma vez que 
dependemos de muitas atividades industriais, mas devemos estar em consonância 
com o meio ambiente, além de apresentar a declaração de princípios das indús-
trias e os 16 princípios da gestão ambiental que envolvem as empresas. Também 
discutiremos as posturas das empresas no que diz respeito à questão ambiental: 
preocupação básica, postura típica, ações típicas, áreas envolvidas, entre outros.
Além da questão ambiental, estudaremos a questão da Sustentabilidade 
Econômica, uma dimensão que afeta todos os setores, pois uma atividade deve 
ser rentável e economicamente viável.
Apresentaremos as economias da sustentabilidade (neoclássica e forte), e a 
economia verde, postura que muitas empresas têm adotado, a de se preocupar 
com a sustentabilidade em seus negócios.
No que diz respeito aos negócios, estudaremos que a sustentabilidade incorpo-
rada nas organizações tem um fator competitivo importante, pois essas empresas 
têm um diferencial de mercado, a conquista de novos clientes, a obtenção de 
ganhos indiretos,a melhoria da imagem perante a sociedade.
Se uma organização deve investir em sustentabilidade, de onde virão esses 
recursos? Estudaremos a questão de investimentos e custos de empresas susten-
táveis. Investimentos em ecoeficiência, produção mais limpa (P + L), projetos 
para o meio ambiente, licitações sustentáveis, custo ambiental e também incen-
tivos a práticas de sustentabilidade.
Finalizaremos nossos estudos com a questão da Responsabilidade Social 
Empresarial, diferenciando empresas que têm ações filantrópicas daquelas que 
realmente têm as práticas de Responsabilidade Social.
EMPRESAS E O MEIO AMBIENTE
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IIU N I D A D E46
MODELOS DE SUSTENTABILIDADE EMPRESARIAL
Neste estudo, abordaremos a questão das empresas e a contaminação ambien-
tal, bem como apresentaremos alguns acidentes ambientais que tiveram grande 
notoriedade. 
EMPRESAS E CONTAMINAÇÃO AMBIENTAL
Na nossa primeira unidade, vimos que a Revolução Industrial foi um marco 
no que diz respeito aos problemas ambientais e, a partir dessa época, tivemos 
crescimento na ordem de produção e, consequentemente, inúmeras catástrofes 
ambientais, que tiveram grandes consequências regionais e globais. 
Segundo Dias (2017), a expansão industrial e toda a prática predatória na 
retirada de matéria-prima do meio ambiente ocorreram durante todo o século 
XIX e parte do século XX. A visão nessa época era que os recursos naturais eram 
infinitos e estariam disponíveis sempre para o homem. Foi somente a partir da 
década de 70 que essa visão começou mudar, pois foi perceptível a possibilidade 
de se esgotar os recursos naturais. 
Dentre os problemas mais comuns decorrentes da industrialização, podemos 
evidenciar a questão da destinação final adequada de resíduos sólidos, efluentes e 
emissões atmosféricas, decorrentes de processos industriais que, se forem lançados 
de forma inadequada, podem causar problemas ambientais e danos à saúde humana. 
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De acordo com Barbieri (2016, p. 7), 
[...] ao longo do século XX, foram os grandes acidentes industriais e a 
contaminação resultante deles que acabaram chamando a atenção da 
opinião pública pela gravidade do problema. Alguns problemas am-
bientais se tornaram assunto global e, pela visibilidade e facilidade de 
compreensão quanto à causa e efeito, constituíram-se na principal fer-
ramenta de construção causados pela má gestão. 
No decorrer dos anos, tivemos muitos acidentes ambientais, que trouxeram gra-
ves consequências para o meio ambiente, a saúde humana e até morte de pessoas. 
Podemos observar os principais acidentes na Figura 1. 
Houve a
contaminação
na baía de
Minamata, no
Japão, que
ocorreu desde
o ano de 1939
devido a uma
indústria química
instalada às
margens.
Em Feyzin 
(França), um 
vazamento de 
GPT causou a 
morte de 18 
pessoas e 
deixou 65 
intoxicadas.
No dia 10 de 
junho de 
1976, em 
Seveso 
(Itália), a 
fábrica 
Ho�mann-La 
Roche 
liberou uma 
nuvem de 
um 
desfolhante 
conhecido 
como agente 
laranja e que 
continha 
dioxinas.
Em San 
Juanico 
(México), um 
incêndio de 
GLP, seguido 
de explosão, 
causou 650 
mortes e 
deixou 6.400 
feridos.
Um incêndio 
provocado 
em uma 
unidade de 
enxofre da 
Al-Mishraq, 
perto de 
Mosul, no 
Iraque, se 
prolongou 
durante um 
mês, 
liberando 
910.000 
toneladas de 
óxido de 
enxofre.
Em outubro, 
houve o 
rompimento 
da barragem 
de rejeito de 
uma mina de 
alumínio na 
Hungria. A 
lama tóxica 
derramada na 
região de Ajka, 
a 165 km de 
Budapeste, fez 
com que a 
Hungria 
declarasse 
estado de 
emergência. 
Foram 
despejados 1,1 
milhões de 
metros cúbicos 
de lama tóxica 
vermelha, 
inundando três 
vilarejos.
Em San Carlos 
(Espanha), um 
caminhão-tan-
que carregado 
de propano 
explodiu, 
causando 216 
mortes e 
deixando 200 
feridos.
Dia 26 de abril, em 
Chernobyl, antiga 
URSS, houve um 
acidente na usina 
nuclear, causado 
pelo desligamento 
do sistema de 
refrigeração com o 
reator ainda em 
funcionamento. A 
radiação 
espalhou-se, 
atingindo vários 
países.
Uma série de 
explosões de 
grandes 
proporções 
ocorreu em uma 
fábrica de 
produtos 
químicos em Jilin, 
na China. Houve 
milhares de 
vítimas, e o rio foi 
atingido também.
1956
1966
1976
1978
1984
1986 2005
2003 2010
Figura 1 - Principais acidentes ambientais mundiais 
Fonte: adaptado de Barbieri (2016); Dias (2017).
EMPRESAS E O MEIO AMBIENTE
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IIU N I D A D E48
Aqui no Brasil, no dia 5 de novembro 
de 2015, em Mariana (MG), ocorreu 
um grave acidente ambiental. O rom-
pimento de uma barragem de rejeitos, 
provenientes da atividade de extração 
de minério de ferro, fez com que a 
lama tóxica fosse lançada. Isso causou 
a morte de 19 pessoas e atingiu 35 cida-
des do estado de Minas Gerais, além de 
consequências ambientais (Figura 2). 
Já se passaram mais de três anos 
do acidente que ocorreu em Mariana 
(MG) e os impactos ambientais 
ainda não são totalmente conheci-
dos. Fazendo a menção desse grave 
acidente em nossa disciplina de 
responsabilidade social e sustentabi-
lidade, podemos fazer uma reflexão 
e nos perguntarmos: e a dimensão 
social, como foi afetada nessa tragédia? 
Quais são os impactos sociais ocasio-
nados por esse acidente ambiental?
Além das 19 pessoas que morreram, a tragédia em Mariana provocou um 
conjunto incalculável de prejuízos às cidades e aos povoados das margens do rio; 
famílias que perderam suas casas; milhares de pessoas com futuro incerto; a ativi-
dade pesqueira, fonte de renda para muitas famílias ribeirinhas, foi comprometida; 
a enxurrada com a lama metálica causou assoreamento no rio, comprometendo 
também o abastecimento de água e provocando a mortalidade de peixes. 
Além destes problemas sociais, será que a dimensão econômica também foi 
afetada? Podemos pensar em prejuízos imensos que impactam a oferta de ser-
viços essenciais, como geração de energia, serviços de abastecimento de água, 
saúde pública, transporte, educação, dentre outros. Além de pensarmos no pre-
juízo para “tentar” recuperar a área que foi completamente degradada. 
Figura 2 - Desastre de Mariana
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Ainda não foi possível medir completamente a proporção dos impactos 
ambientais causados pelo acidente ocorrido em Mariana (MG), pois boa parte da 
lama ainda está nas margens e na calha do rio, além disso, parte dos rejeitos ainda 
está sendo transportado pelas correntes marinhas. As análises físico-químicas 
e microbiológicas do monitoramento ambiental ainda não trazem dados segu-
ros quanto à potabilidade da água e se os peixes estão propícios para o consumo. 
Com o acidente de Mariana, podemos perceber que houve um desequilíbrio 
nas dimensões ambientais, econômicas e sociais, os prejuízos são incalculáveis. 
Infelizmente, tragédias ambientais continuam acontecendo: três anos depois 
do acidente ambiental que ocorreu em Mariana (MG), no dia 25 de janeiro de 
2019, rompeu-se uma barragem de rejeitos da Vale em Brumadinho (MG), oca-
sionando a morte de muitas pessoas, além de problemas ambientais. 
Em novembro de 2015, no município de Mariana, ocorreu o rompimento da 
barragemdo Fundão, causando o maior desastre minerário ambiental ocor-
rido no Brasil. A população do município está exposta a uma série de riscos 
decorrentes da degradação do meio ambiente e, por um longo período desde 
o desastre. O derramamento dos rejeitos causou o revolvimento e o aumento 
da biodisponibilidade de uma série de componentes tóxicos.
Dessa maneira, foi feita uma pesquisa em que foram aplicados questionários 
estruturados de autoavaliação em saúde e as necessidades de assistência local 
em saúde para 507 indivíduos participantes do estudo. Os dados de saúde 
encontrados espelham o sofrimento da população em multivariadas queixas 
e doenças e que a sua saúde está comprometida de diversas formas. Entre os 
participantes, 37% deles referem a sua saúde como pior que antes do desastre. 
Dentre os problemas de saúde que eles relatam espontaneamente, 40% são 
respiratórios (para as crianças de 0 a 13 anos, o índice alcançou 60%); 15,8% 
são afecções de pele; 11%, transtornos mentais e comportamentais; 6,8%, 
doenças infecciosas; 6,3%, doenças de olhos; e 3,1%, problemas gástricos e 
intestinais. 
Para saber mais, acesse:
<http://www.greenpeace.org.br/hubfs/Campanhas/Agua_Para_Quem/docu-
mentos/RelatorioGreenpeace_saude_RioDoce.pdf>. 
Fonte: adaptado de Greenpeace (2017).
EMPRESAS E O MEIO AMBIENTE
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IIU N I D A D E50
INDUSTRIALIZAÇÃO E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL 
Por isso, quando relacionamos as questões de responsabilidade social e susten-
tabilidade, temos que pensar qual é o papel das organizações na construção de 
uma sociedade mais sustentável. E como relacionar o processo de industrializa-
ção com as formas sustentáveis de produção? 
Dessa forma, podemos observar que a industrialização agravou os proble-
mas ambientais que ocorrem no planeta. Podemos evidenciar esse fato por meio 
da contaminação do ar, da água e do solo, assim como o grande números de aci-
dentes ambientais mencionados anteriormente. 
Atualmente, as indústrias precisam cumprir medidas de proteção ambien-
tal que são impostas pela legislação ambiental. Para Coral (2002), as empresas 
têm feito mudanças com o objetivo de reduzir os impactos sociais e, ao mesmo 
tempo, melhorar sua imagem perante a sociedade. 
As empresas sustentáveis buscam modificar os seus processos produtivos. 
Esse tipo de mudança implica em processos de produtos que não causam impac-
tos ambientais. 
Além de mortes de pessoas, outros primeiros reflexos do rompimento da bar-
ragem do Córrego do Feijão, em Brumadinho, Região Metropolitana de Belo 
Horizonte, já são percebidos no Rio Paraopeba. A lama acumulada passou a 
“represar” a água do rio, que ficou escassa e baixou de nível em determinadas 
áreas, ocasionando a morte de peixes.
Para saber mais, acesse:
<https://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2019/01/25/interna_ge-
rais,1024587/tragedia-em-brumadinho-provoca-morte-de-peixes-no-para-
opeba.shtml>. 
Fonte: adaptado de Jornal Estado de Minas (2019, on-line)1.
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Promover a efetiva participação pró-ativa do setor industrial, em 
conjunto com a sociedade, os parlamentares, o governo e as 
organizações não governamentais no sentido de desenvolver e 
aperfeiçoar leis, regulamentos e padrões ambientais.
Incrementar a competitividade da indústria brasileira, respeitados 
os conceitos de desenvolvimento sustentável e o uso racional dos 
recursos naturais e de energia.
Promover a melhoria contínua e o aperfeiçoamento dos sistemas 
de gerenciamento ambiental, saúde e segurança do trabalho nas 
empresas.
Promover a monitoração e a avaliação dos processos e parâmetros 
ambientais nas empresas. Antecipar a análise e os estudos das 
questões que possam causar problemas ao meio ambiente e à 
saúde humana, bem como implementar ações apropriadas para 
proteger o meio ambiente.
Apoiar e reconhecer a importância do envolvimento contínuo e 
permanente dos trabalhadores, bem como a importância do 
comprometimento da supervisão nas empresas, assegurando 
que esses trabalhadores tenham o conhecimento e o treinamen-
to necessários em relação às questões ambientais.
Incentivar a pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias 
limpas, com o objetivo de reduzir ou eliminar impactos 
adversos ao meio ambiente e à saúde da comunidade.
Estimular o relacionamento e as parcerias do setor privado com o 
governo e com a sociedade, na busca do desenvolvimento 
sustentável, bem como da melhoria contínua dos processos de 
comunicação.
Estimular as lideranças empresariais a agirem permanentemente 
junto à sociedade com relação aos assuntos ambientais.
Incentivar o desenvolvimento e o fornecimento de produtos e 
serviços que não produzam impactos inadequados ao meio 
ambiente e à saúde da comunidade.
Promover a máxima divulgação e o conhecimento da Agenda 21 
e estimular sua implementação.
Exercer a liderança empresarial, junto à sociedade, em 
relação aos assuntos ambientais.
DECLARAÇÃO DE PRINCÍPIOS DA INDÚSTRIA
PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
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Em 1998, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) publicou a Declaração de 
Princípios da Indústria para o Desenvolvimento Sustentável (CNI, 2002). Essa 
iniciativa promoveu a divulgação da relação entre a economia e a questão ambien-
tal com o público empresarial. Podemos observar esses princípios na Figura 3. 
Reconhecendo que a proteção ambiental está incluída entre as priori-
dades a serem buscadas por qualquer tipo de negócio, a Câmara de Co-
mércio Internacional, definiu em 27/11/1990, uma série de princípios 
para uma gestão ambiental empresarial, que chama-se Business Char-
ter for Sustainable Development, que são constituídas por 16 princípios 
para a Gestão Ambiental, que, sob a ótica das organizações, são essen-
ciais para atingir o Desenvolvimento Sustentável. 
São eles (DIAS, 2017): 
1. Prioridade Organizacional: estabelecer políticas, programas e práticas 
no desenvolvimento das operações voltadas para a questão ambiental.
2. Gestão Integrada: tem como intuito integrar programas e práticas ambien-
tais nos negócios. 
3. Processos de Melhoria: visa a melhoria contínua no que diz respeito às 
questões ambientais.
4. Educação do Pessoal: trata-se de treinamento e motivação. 
5. Prioridade de Enfoque: considerar as repercussões ambientais antes de 
iniciar nova atividade ou projeto e antes de instalar novos equipamentos 
e instalações ou de abandonar alguma unidade produtiva.
6. Produtos e Serviços: pensar em produtos e/ou serviços que não sejam 
agressivos ao meio ambiente, além disso, fazer o uso consciente de maté-
ria-prima e energia. 
7. Orientação ao Consumidor: caso haja necessidade, orientar e educar 
consumidores e público em geral. 
Dentro dos princípios de sustentabilidade, não podemos separar as ques-
tões sociais das ambientais. Por isso, quando uma organização é ecologi-
camente sustentável, ela também estará atuando de forma socialmente 
responsável. 
Fonte: Araújo et al. (2006).
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8. Equipamentos e Operacionalização: projetar equipamentos utilizando 
de forma consciente água, energia e matéria-prima, com o intuito de 
minimizar impactos ambientais.
9. Pesquisa: visa apoio a projetos de pesquisas que estudem os impactos 
ambientais das matérias-primas, dos produtos, dos processos, das emis-
sões e dos resíduos associados ao processo produtivo da empresa.
10. Enfoque Preventivo: pensar em formas preventivas no que diz respeito 
ao meio ambiente.
11. Fornecedores e Subcontratados: que os contratados também tenham a 
sensibilização ambiental. 
12. Planos de Emergência: em áreas que são consideradas com risco poten-
cial, desenvolver e manter procedimentos e planos de emergência.
13. Transferência de Tecnologia: visa a contribuição, bem como a dissemi-
nação de tecnologias amigáveis ao meio ambiente. 
14. Contribuição ao Esforço Comum: visa o desenvolvimento de políticas 
públicas e privadas, de programas governamentais e iniciativas educacio-
nais com enfoque prevencionista quanto às questões ambientais. 
15. Transparência de Atitude: visa a transparência e o diálogo com a comu-
nidade interna e externa.
16. Atendimento e Divulgação: medir a performance ambiental. Quando 
necessário, realizar as auditorias ambientais regulares e averiguar se os 
padrões da empresa cumprem os valores estabelecidos na legislação. Pro-
mover informações apropriadas para a alta administração, os acionistas, 
os empregados, as autoridades e o público em geral.
EMPRESAS E O MEIO AMBIENTE
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IIU N I D A D E54
Além disso, de acordo com Barbieri (2016), as organizações podem abordar, 
de diferentes maneiras, como lidarem com os problemas ambientais que estão 
relacionados a suas atividades. Existem três formas de estratégia empresarial: 
controle da poluição, prevenção da poluição e incorporação dessas questões nas 
estratégias empresariais. Podemos observar suas características no Quadro 1.
Quadro 1 - Abordagens da gestão ambiental empresarial
CARACTERÍSTICAS CONTROLE DA POLUIÇÃO
PREVENÇÃO DA 
POLUIÇÃO
ESTRATÉGICA
Preocupação 
básica
Cumprimento da legisla-
ção e respostas às pres-
sões da comunidade.
Uso eficiente dos 
insumos.
Competitividade.
Postura típica Reativa. Reativa e proa-
tiva.
Reativa e proativa.
Ações típicas • Corretivas.
• Uso de tecnologias 
de remediação e de 
controle no final do 
processo (end-of- pipe).
• Aplicação de normas 
de saúde e segurança 
do trabalho.
• Corretivas e pre-
ventivas.
• Conservação e 
substituição de 
insumos.
• Uso de tecnolo-
gias limpas.
• Corretivas, preventi-
vas e antecipatórias.
• Antecipação de 
problemas e captura 
de oportunidades 
em médio e longo 
prazos.
Percepção dos 
empresários e 
administradores
Custo adicional. • Redução do 
custo.
• Aumento de 
produtividade.
Vantagens competi-
tivas.
Envolvimento da 
alta administração
Esporádico. Periódico. Permanente e siste-
mático.
Áreas envolvidas Ações ambientais 
confinadas nas áreas 
geradoras de poluição.
Crescente 
envolvimento 
de outras áreas 
como produ-
ção, compras, 
desenvolvimento 
de produto e 
marketing.
Atividades ambientais 
disseminadas pela 
organização.
Ampliação das ações 
ambientais para a ca-
deia de suprimento.
Fonte: Barbieri (2016, p. 86).
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Assim, as organizações devem estar cientes que seus produtos não são sua res-
ponsabilidade somente após saírem da empresa, mas o são no processo do 
berço-ao-berço, ou seja, desde o planejamento, o uso, o descarte e o retorno ao 
processo produtivo. 
EMPRESAS E SUSTENTABILIDADE ECONÔMICA 
Sabemos que o conceito apresentado pelo tripé da sustentabilidade tem três ver-
tentes básicas: econômica, ambiental e social. 
A dimensão econômica atinge as organizações de todos os setores, já que 
todas elas precisam ser rentáveis para suas atividades serem viáveis e, consequen-
temente, sustentáveis. Assim, é indiscutível que uma organização de qualquer 
porte ou setor da economia necessite ser economicamente sustentável para atin-
gir a sua permanência no mercado. 
É necessário que as organizações pensem e repensem suas formas de produ-
zir bens e oferecer serviços, prezando pelos recursos da terra ao invés de focar 
somente na lucratividade empresarial em um curto espaço de tempo.
Para Mendes (2009), a sustentabilidade econômica vai além de acumular 
riquezas, contempla a geração do trabalho de forma digna, que possibilita uma 
distribuição de renda, promove o desenvolvimento das potencialidades locais e 
a diversificação de setores. 
A sustentabilidade econômica só é alcançada por organizações que trazem 
uma melhor alocação e gerenciamento dos recursos, com um fluxo regular 
de investimentos conjuntos dos setores público, privado e social, sendo que 
os três devem ter em mente que a economia eficiente é aquela na qual o de-
senvolvimento de todos segue no mesmo ritmo, diminuindo as diferenças 
econômicas e de acesso a bens e serviços (MENDES, 2009, p. 21).
EMPRESAS E O MEIO AMBIENTE
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IIU N I D A D E56
Dessa forma, a sustentabilidade econômica está relacionada com a eficiente dis-
tribuição de recursos naturais dentro de uma escala apropriada, na qual podemos 
fazer uma observação como se o mundo fosse analisado em termos de estoques 
e fluxos de capitais, não apenas monetários, mas também em aspectos sociais e 
ambientais. Rutherford (1997) nos lembra que muitos economistas associam a 
sustentabilidade com a carteira de investimentos, em que se busca maximizar o 
retorno mantendo o capital constante. Essa associação vale para a sustentabilidade 
econômica: como aumentar as vendas mantendo constante a retirada de matéria-
-prima da natureza?
Sustentabilidade econômica é um conjunto de práticas econômicas, finan-
ceiras e administrativas que visam o desenvolvimento econômico de um 
país ou empresa, preservando o meio ambiente e garantindo a manutenção 
dos recursos naturais para as futuras gerações.
Fonte: Sebrae (2017).
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É importante salientar que 
[...] algumas linhas teóricas divergem sobre como manter a quantidade 
de capital na Terra, já que alguns teóricos e economistas têm em mente 
que a variação de certas quantidades de recursos naturais podem ser 
compensadas pela variação de outros recursos, apenas garantindo que 
o estoque total se mantenha (CONSULIN, 2013, p. 34). 
De qualquer maneira, economicamente, a organização precisa saber maximizar 
o uso dos recursos naturais que estão disponíveis, de maneira sustentável, além 
de respeitar a comunidade ao seu redor. De fato, é pensar constantemente na 
forma de maximizar seus lucros sem colocar seus ativos em risco. 
Para Foladori (2002), a análise da sustentabilidade econômica é mais compli-
cada do que a sustentabilidade ambiental, já que, para o capitalismo, o crescimento 
econômico não é limitado, pois a economia está ligada aos recursos naturais do 
planeta, os quais são recursos finitos.ECONOMIAS DA SUSTENTABILIDADE (NEOCLÁSSICA - FRACA E 
ECOLÓGICA - FORTE)
Para Romeiro (2003, p 17):
[...] uma economia da sustentabilidade é um problema de alocação inter-
temporal de recursos entre consumo e investimento por agentes econô-
micos racionais, cujas motivações são maximizadoras de utilidade.
O autor afirma ainda que o desenvolvimento sustentável só será alcançado com 
perspectivas teóricas que incluam meio ambiente, cultura, ética e sociedade jun-
tos com a perspectiva econômica, além de que esse processo deve ser baseado 
em ações coletivas, e não individuais (CONSULIN, 2013). 
Segundo Romeiro (2003), uma economia de sustentabilidade trata-se de um 
problema de alocação dos recursos que são investidos e o consumo. O autor ainda 
afirma que o desenvolvimento sustentável só será alcançado mediante perspecti-
vas que passam a incluir questões como: meio ambiente, ética, cultura, sociedade 
e que esses temas abordem ações coletivas. 
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IIU N I D A D E58
Diante disso, surgem duas frentes teóricas que visam a explicar essa distribuição 
intertemporal de recursos finitos: a economia convencional (neoclássica) denominada 
também de sustentabilidade fraca, e a economia ecológica, ou sustentabilidade forte. 
Segundo Veiga (2010), a economia convencional olha para a economia como 
um todo, um sistema fechado, considerando o meio ambiente como parte ou 
setor da macroeconomia, por exemplo, vê o meio ambiente como um setor turís-
tico, mineral, agropecuário e outros. 
Nessa corrente, os recursos naturais não são limites à expansão da econo-
mia. Para Romeiro (2003), o fato de o sistema econômico ser muito grande faz 
com que os recursos naturais sejam apenas restrições relativas, que conseguem 
ser superados pelo avanço científico e tecnológico. 
Esse avanço seria capaz de fazer outros recursos utilizáveis possuírem 
a mesma finalidade que os recursos em extinção tinham, por enxer-
garem que os recursos naturais fossem substituíveis, ficou conhecida 
como sustentabilidade fraca. A Economia Ecológica pensa diferente 
sobre a não restrição econômica dos recursos naturais (CONSULIN, 
2013, p. 47).
Para essa linha de pensamento, a macroeconomia é vista dentro de um sistema 
maior, no entanto, finito, que tem entradas e saídas, que deve haver trocas com 
outros sistemas, como é o caso do meio ambiente, que recebe matéria-prima e 
devolve resíduos descartados após o uso do produto ou ao término de um pro-
cesso produtivo. Essa visão foi concebida como sustentabilidade forte, que viu a 
relação entre o capital construído e o capital natural (VEIGA, 2010). 
Para os adeptos da sustentabilidade forte, a possibilidade de as gerações futu-
ras exercerem suas atividades está relacionada com as atividades econômicas das 
gerações atuais, pois os processos produtivos utilizam recursos naturais energéti-
cos e finitos e causam efeitos prejudiciais ao meio ambiente por meio da poluição. 
Outra diferença entre a economia neoclássica e a economia ecológica é que, 
na primeira, o crescimento econômico é medido exclusivamente pelo PIB. Em 
contrapartida, na segunda, questiona-se essa medida, a qual avalia o crescimento 
apenas em números monetários. Para entendermos melhor a diferença entre elas, 
o Quadro 2 traz esse resumo. 
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Quadro 2 - Diferença entre economia convencional e economia ecológica
ECONOMIA CONVENCIONAL ECONOMIA ECOLÓGICA
Sustentabili-
dade
Fraca. Forte.
Sistema econô-
mico
Fechado. Aberto.
Recursos 
naturais
• Vistos como setores da 
economia (exemplo: 
agricultura, mineral, 
ecoturismo, pecuário, 
outros).
• Restrições relativas ao 
crescimento, pois po-
dem ser superadas pelo 
avanço tecnológico.
• Não há fator limitante.
• Vistos como restrição para o 
sistema econômico.
• O fator mais escasso é o fator 
limitante para a produção - 
relação de complementaridade 
entre os recursos naturais e 
fatores de produção.
Indicador de 
crescimento
• Exclusivamente pelo PIB. • Questiona indicadores pura-
mente monetários.
• Defende o uso de indicadores 
ambientais e sociais. 
Fonte: adaptado de Romeiro (2003); Veiga (2010).
Economia verde
Para Motta (2011, p. 179), o conceito de economia verde significa que:
[...] o crescimento econômico pode estar baseado em investimentos em 
capital natural e, portanto, a estrutura da economia muda na direção 
dos setores/tecnologias “verdes” ou “limpos”, que vão substituindo os 
setores/tecnologias “sujos” ou “marrons”. 
Trata-se de um modelo que não considera os ecossistemas como bens econô-
micos escassos e não utiliza métodos eficazes para administrar determinados 
recursos naturais, como a água e o solo. 
EMPRESAS E O MEIO AMBIENTE
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A economia verde produz baixas emissões de carbono, utiliza os recursos de 
forma eficiente e socialmente inclusiva. A implantação de um modelo de econo-
mia verde tem como objetivo final melhorar a condição de vida dos mais pobres, 
reduzir a desigualdade social e evitar a destruição dos recursos naturais. Segundo 
Dias (2017), a proposta de economia verde não se contrapõe ao modelo atual, 
na realidade, ultrapassa-o, incorporando variáveis sociais e ambientais. Dessa 
maneira, podemos afirmar que a “economia verde” é uma evolução da “econo-
mia marrom” a patamares sustentáveis de produção e consumo. 
SUSTENTABILIDADE COMO FATOR COMPETITIVO
Podemos pensar que esse é um dos principais temas em palestras relacionadas 
a empresas: como que uma empresa tem vantagem competitiva? Para liderar o 
mercado? Muitos empreendedores têm encontrado na sustentabilidade a res-
posta a essas perguntas. Para Landrum e Edwards (2009, p. 4), [...] negócios que 
praticam a sustentabilidade melhoram suas imagens e reputação, reduzem custos e aju-
dam a dinamizar a economia local. 
Quando olhamos para o mercado empresarial de médio e grande porte, pode-
mos notar que a maioria das organizações já apresentam programas sustentáveis. 
Certo que alguns são apenas por imposições legais, a grande parte tem apostado 
na sustentabilidade como fator competitivo e de diferenciação no mercado para 
consolidar sua marca e ampliar seus clientes. 
São vantagens da sustentabilidade econômica, como fator competitivo 
(SEBRAE, 2017):
 ■ Maior economia financeira em médio e longo prazos.
 ■ Aumento dos lucros e a diminuição dos riscos por meio do combate à 
poluição e da melhoria da eficiência ambiental.
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 ■ Melhoria da imagem perante a sociedade, principalmente aos consumidores.
 ■ Obtenção de ganhos indiretos, pois terão um ambiente preservado, com 
maior desenvolvimento econômico, além da garantia de qualidade de 
vida melhor para as gerações vindouras.
 ■ Vantagem competitiva no mercado quando comparadas a suas concorrentes.
 ■ Conquista de novos mercados.
É importante salientar que ainda há estudiosos que consideram micro e peque-
nas empresas com mais vantagens para adotar mudanças que representarão 
diferenciais competitivos, pois:
[...] elas têm uma enorme capacidade de adaptação às necessidades do 
mercado, já que podem tomar decisões mais rápidas do que grandes 
empresas, reagindo de imediato às mudanças e àsexigências do merca-
do (SEBRAE, 2017, p. 9).
Também não podemos nos esquecer que há grande pressão para que as empre-
sas pequenas se adaptem a essa visão originária de clientes com maior força de 
mercado, isto é, as grandes indústrias. Ao integrar a cadeia de suprimento dessas 
organizações, as micro e pequenas empresas não têm outra opção a não ser se ade-
quarem a essas exigências do mercado, com o intuito de se tornarem competitivas. 
INVESTIMENTOS E CUSTOS EM EMPRESAS SUSTENTÁVEIS
Quando uma empresa planeja seus investimentos, precisa prever os custos com 
treinamentos, ações, programas, equipamentos, dentre outros que permitirão a 
integralização da sustentabilidade no dia a dia da organização. 
Muitos fatores têm pressionado o mundo empresarial a tomar essa atitude: 
a pressão dos consumidores, a necessidade da utilização de recursos de maneira 
eficiente e a redução de custos, a busca de aumento das receitas pela criação de 
novos produtos, dentre outros (SEBRAE, 2017). 
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IIU N I D A D E62
Além da conquista de novos clientes, as organizações que demonstram a sua 
sustentabilidade social, ambiental e, principalmente, econômica, também têm a 
maior facilidade na captação de recursos. Isso acontece porque a percepção dos 
riscos, principalmente por parte dos investidores, é bem menor.
Os investidores já têm reconhecido que empresas que têm práticas sus-
tentáveis são mais lucrativas e duradouras ao longo do tempo, e que em-
presas que estão verdadeiramente comprometidas com a sustentabilidade 
demonstram maior capacidade de enfrentar crises (MENDES, 2009, p. 21).
É importante que as empresas estejam cientes de que não é simplesmente desti-
nar recursos para boas práticas sociais e ambientais. Faz-se necessário comprovar 
essas práticas de maneira palpável, séria e confiável. Assim, entre os possíveis 
indicadores que podem ser utilizados, além de auxiliar a empresa a elaborar 
o seu balanço social (documento de sistematização e comprovação das ações 
O Forest Stewardship Council (FSC), ONG que promove o manejo florestal 
responsável ao redor do mundo, fez uma pesquisa com mais de 9 mil pes-
soas, em onze países, incluindo o Brasil, sobre hábitos de consumo verdes. 
De acordo com o levantamento, a maioria dos consumidores está disposta a 
pagar mais por produtos verdes (59% no mundo, 61% no Brasil) e são menos 
propensos a trocar de marca quando o produto é verde (53% no mundo, 60% 
no Brasil). Além disso, a maioria acredita que suas compras podem fazer a di-
ferença (76% no mundo, 83% no Brasil) e muitos pretendem aumentar seus 
gastos com produtos verdes no próximo ano (60% no mundo, 69% no Brasil).
Para se orientar na hora da compra, cerca de 50% dos entrevistados afirmam 
que confiam plenamente em selos de certificações, como o próprio FSC, e 
rótulos de embalagens, enquanto apenas 20% acreditam nas propagandas 
das empresas e 34% acreditam no que está escrito nos relatórios de susten-
tabilidade das empresas. Já 44% dão crédito a prêmios e ao reconhecimento 
de terceiros, 43% confiam na opinião de amigos, familiares e colegas de tra-
balho e 34% acham válido ler resenhas, blogs e comentários. 
Fonte: adpatdo de Abep (2015, on-line).
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realizadas), estão o Instituto Ethos, o Global Reporting Initiative (GRI) e o Índice 
de Sustentabilidade Empresarial (ISE), da Bovespa, que veremos com detalhes 
mais para frente. 
Diante de um cenário econômico em que há crises, incertezas e enorme con-
corrência, é importante que as empresas tenham um planejamento financeiro, 
uma ferramenta fundamental para os gestores e também fundamental para a 
sobrevivência da organização.
Dessa forma, é preciso que as decisões referentes às práticas sustentáveis por 
parte das organizações estejam previstas como custos que devem ser conside-
rados. Assim, o Sebrae (2017) elenca alguns investimentos e custos que devem 
ser planejados pelas organizações, a saber:
 ■ Compra de novos equipamentos.
 ■ Aquisição de novas matérias-primas.
 ■ Realização de estudos de viabilidade.
 ■ Contratação de colaboradores e/ou consultoria.
 ■ Realização de projetos sociais.
 ■ Elaboração de materiais de comunicação e campanhas.
Ao levantar esses custos, o gestor, antes de qualquer decisão a ser tomada, pre-
cisa ter informações precisas e confiáveis. 
O equilíbrio financeiro não depende de quanto ganhamos, mas de como 
gastamos o que ganhamos.
(Sebrae)
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Reprodução proibida. A
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IIU N I D A D E64
A seguir, veremos alguns programas que podem ser adotados pelas organizações. 
Ecoeficiência
Nas últimas décadas, tem se comentado muito sobre ecoeficiência e 
existe um incentivo para as organizações implementarem-na em seus 
processos produtivos, por meio do gerenciamento sustentável desses 
processos. O termo ecoeficiência foi introduzido por meio da publi-
cação do livro Changing Course, em 1992 (World Business Council for 
Sustainable Development - WBCSD), sendo endossado pela Conferên-
cia Rio-92. Esse conceito foi definido por gestores ligados ao mundo 
dos negócios e se disseminou rapidamente no mundo, principalmente 
junto a executivos (BARBIERI, 2016, p. 97).
A ecoeficiência busca o uso mais eficiente de matérias-primas e energia com o 
intuito de reduzir os custos econômicos e os impactos ambientais, minimizando, 
ainda, os riscos de acidente e melhorando a relação da organização com as par-
tes interessadas (SEBRAE, 2017).
A ecoeficiência tem como objetivo a utilização de matéria-prima e energia 
de forma consciente e, ao mesmo tempo, a redução dos impactos ambientais 
(SEBRAE, 2017).
Assim, desta forma, para Barbieri (2016), uma empresa torna-se ecoeficiente 
quando ela tem as seguintes ações:
 ■ Minimização do consumo de materiais com bens e serviços.
 ■ Redução do consumo de energia com bens e serviços.
 ■ Diminuição da dispersão de substâncias tóxicas.
 ■ Intensificação da reciclagem de materiais.
 ■ Maximização do uso sustentável dos recursos naturais.
 ■ Prolongação da durabilidade dos produtos.
 ■ Agregação de valor aos bens e serviços.
A ecoeficiência está relacionada a três importantes objetivos (DIAS, 2017, p. 52):
1. redução do consumo de recursos;
2. redução no impacto na natureza;
3. maior aumento da produtividade e/ou do valor do produto.
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4. Os indicadores de ecoeficiência estão sendo introduzidos aos pou-
cos pelas organizações, na medida em que as grandes empresas 
estão se sensibilizando a respeito de um comportamento ecoefi-
ciente reduzir impactos ambientais e aumentar a rentabilidade de 
suas empresas.
A ecoeficiência pode ser medida por meio de indicadores. Dessa forma, os prin-
cípios do WBCSD apresentam alguns indicadores no Quadro 3.
Quadro 3 - Princípios do WBCSD para a definição e a utilização de indicadores de ecoeficiência
1. Serem relevantes e significativos na proteção do meio ambiente e da saúde 
humana e/ou na melhoria da qualidade de vida.
2. Fornecerem informação aos tomadores de decisão, com o objetivo de melho-
rar o desempenho da organização.
3. Reconhecerem a diversidade inerente a cada negócio.
4. Apoiarem o benchmarking e monitorar a evolução do desempenho.
5. Seremclaramente definidos, mensuráveis, transparentes e verificáveis.
6. Serem compreensíveis e significativos para as várias partes interessadas.
7. Basearem-se em uma avaliação geral da atividade da empresa, dos produtos 
e dos serviços, concentrando-se, principalmente, nas áreas controladas direta-
mente pela gestão.
8. Levarem em consideração questões relevantes e significativas, relacionadas 
com as atividades da empresa, a montante (ex.: fornecedores) e a jusante (ex.: 
utilização do produto).
Fonte: adaptado de WBCSD (1999).
É importante a organização ter em mente que, quando ela busca a ecoeficiência, 
ela também está mais protegida contra a ocorrência de possíveis riscos ambien-
tais, como a falta de água. 
Produção mais limpa (P + L)
Para Dias (2017), a P + L trata-se de uma ação contínua em uma estratégia 
ambiental, econômica e tecnológica, que é incorporada aos processos e produ-
tos com o objetivo de melhorar a eficiência na utilização das matérias-primas, 
da água, dos recursos, dentre outros. Isso ocorre por meio da ordem: não gera-
ção, caso seja preciso gerar, tem-se a minimização ou a reciclagem. 
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IIU N I D A D E66
Na P + L, a prioridade está à esquerda do fluxograma (Figura 4), referente à 
busca por evitar a geração de resíduos e emissões (nível 1). Os resíduos que não 
podem ser evitados devem, preferencialmente, ser reintegrados ao processo de 
produção (nível 2). Na impossibilidade, medidas de reciclagem fora da empresa 
podem ser utilizadas (nível 3). 
P + L
Minimização
de resíduos e
emissões
Nível 1
Redução na
fonte
Modi�cação
no produto
Modi�cação
no processo
Substituição
de materiais
Mudanças de
tecnologia
Estruturas Materiais
Housekeeping
Reciclagem
interna
Reciclagem
externa
Ciclos
biogênicos
Nível 2 Nível 3
Reuso de
resíduos e
emissões
Figura 4 - Produção Mais Limpa - Níveis de intervenção 
Fonte: adaptado de Barbieri (2016, p. 101).
De acordo com Barbieri (2016), as mudanças dentro de processos produtivos 
têm por intuito minimizar as perdas nos processos produtivos por meio de:
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 ■ Housekeeping (boas práticas operacionais): trata-se de processos que 
visam o planejamento, a gestão de estoques, a limpeza, a organização, 
dentre outros. 
 ■ Substituição de materiais: visa a selecionar materiais com o intuito de 
reduzir ou eliminar materiais, por exemplo, substituir um produto que 
tenha compostos químicos por compostos à base de água. 
 ■ Mudanças na tecnologia: buscam as inovações nos processos produtivo 
para reduzirem emissões e perdas, podendo ser inovações incrementais.
Projeto para o Meio Ambiente
Consiste em um modelo de gestão focado na fase de concepção dos pro-
dutos e em seus respectivos processos de produção, distribuição e utiliza-
ção, também denominado ecodesign, que busca integrar um conjunto de 
atividades e disciplinas que, historicamente, sempre foi tratado separada-
mente, tanto em termos operacionais quanto estratégicos, como saúde e 
segurança dos trabalhadores e consumidores, conservação de recursos, 
prevenção de acidentes e gestão de resíduos (DIAS, 2017, p. 50).
Trata-se de uma forma de gestão com foco na concepção de produtos, chamada 
também de ecodesign, que busca conservar recursos, prevenir acidentes e geren-
ciar resíduos. 
Barbieri (2016) explica que o ecodesign está baseado nas inovações dos pro-
cessos produtivos, diminuindo a poluição em todo o ciclo de vida do produto. 
Licitações Sustentáveis
Discutimos anteriormente que já existem consumidores, a exemplo do próprio 
governo, que obrigam seus fornecedores a adotarem estratégias dessa natureza. 
São chamadas “licitações sustentáveis” que exigem que as empresas participantes 
tenham programas como: reuso de água, energia solar, políticas para diminuir o 
consumo energético, utilização de materiais biodegradáveis, comprovação legal 
da origem de madeira utilizada, entre outros (AGÊNCIA NACIONAL DAS 
ÁGUAS, [2019], on-line). 
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As compras e licitações sustentáveis têm um papel estratégico para os órgãos 
públicos, quando feitas de maneira adequada, propiciam a sustentabilidade em 
atividades públicas. Assim, é importante que compradores públicos saibam deli-
mitar adequadamente as necessidades da sua instituição, além de conhecer a 
legislação aplicável e as características dos bens e serviços que poderão ser com-
prados (MMA, [2019], on-line). 
Quando há a decisão de fazer uma compra sustentável, não significa, neces-
sariamente, mais gastos de recursos financeiros, pois nem sempre uma proposta 
de menor valor é lucrativa, uma compra sustentável traz alguns fatores, a saber 
(MMA, [2019], on-line): 
a) Custos ao longo de todo o ciclo de vida: é fundamental levar em con-
sideração os custos de um serviço e/ou produto ao longo de sua vida 
útil, tais como: custos com a compra, manutenção e destinação final. 
b) Eficiência: quando há compras e licitações sustentáveis, é permitido 
satisfazer as necessidades da administração pública referente à utiliza-
ção mais eficiente dos recursos e com menor impacto socioambiental.
c) Compras compartilhadas: ocorre através de centrais de compras, 
com isso, há otimização dos recursos públicos.
d) Redução de impactos ambientais e problemas de saúde: leva em 
consideração, também, a qualidade dos produtos que são adquiridos. 
e) Desenvolvimento e inovação: há o estímulo destes mercados. 
As denominadas “licitações sustentáveis” são aquelas que levam em consideração 
a sustentabilidade ambiental dos produtos e processos a ela relativos. Um passo 
significativo em direção a essa proposta foi dado com a Lei n. 10.520, de 17 de julho 
de 2002, que instituiu a modalidade de licitação denominada pregão e previu a 
possibilidade de realizá-lo por meios eletrônicos.
Apesar do mecanismo de pregão eletrônico, a Lei n. 8.666/1993, embora leve em con-
sideração o impacto ambiental do projeto básico de obras e serviços, não se refere 
ao fator ambiental com relação a compras. Assim, é possível que as exigências de 
produtos que contemplem o conceito de sustentabilidade ambiental estejam na dis-
criminação do produto a ser adquirido, porém, a lei não é regulamentada e, portanto, 
obrigatória, o que seria um importante passo em direção às licitações sustentáveis.
Licitações que levem à aquisição de produtos e serviços sustentáveis represen-
tam melhor relação custo/benefício em médio ou longo prazo quando compara-
das às que se valem do critério de menor preço. 
Fonte: adaptado de Agência Nacional das Águas ([2019], on-line).
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CUSTO AMBIENTAL 
Vimos que, por muito tempo, a economia era 
pensada como se não tivesse dependência 
dos recursos naturais; hoje, já se tem a visão 
de que não podemos falar de economia sem 
considerar a questão da sustentabilidade. 
Para toda e qualquer ação organizacio-
nal, são necessários recursos ambientais, tais 
como matéria-prima, água e energia. Dessa 
forma, os limites da capacidade de produção 
do homem são definidos por limites impos-
tos pelos ecossistemas. 
É claro que é mais fácil pensar no valor de recursos ambientais, comomadeira, espécies medicinais, etc., quando esses itens já sofreram alguma 
forma de operação comercial (já foram retirados das florestas, no caso da 
madeira, ou transformados em medicamentos e vendidos, por exemplo). 
Quando um bem ou ativo ambiental está intacto, ainda como um recurso 
natural propriamente dito, é muito mais difícil valorá-los pelos métodos 
convencionais (SEBRAE, 2017, p. 42).
Diante disso, há muitos estudos e pesquisas com o objetivo de encontrar novas 
formas de valoração dos custos ambientais. Faz-se essencial aumentar a visão 
dos custos ambientais, os quais a empresa poderá contabilizar questões como: 
Assista ao vídeo a seguir e saiba mais sobre a 
Sustentabilidade no Setor Público.
EMPRESAS E O MEIO AMBIENTE
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IIU N I D A D E70
 ■ Exaustão de recursos ambientais.
 ■ Aquisição de insumos para controle, redução ou eliminação de poluentes.
 ■ Tratamento de resíduos gerados pela fabricação de produtos ou presta-
ção de serviços.
 ■ Tratamento e recuperação de áreas contaminadas ou desflorestadas.
 ■ Mão-de-obra utilizada para ações de controle ou recuperação de danos 
ambientais (SEBRAE, 2017, p. 31). 
FINANCIAMENTOS E INCENTIVOS
Vimos que são muitas as aquisições que uma organização faz para se tornar sus-
tentável, e você já deve estar se perguntando: de onde tirar recursos financeiros 
para tais investimentos?
Como já falamos anteriormente, muitas práticas sustentáveis podem gerar 
alguma renda para a empresa, podem se pagar com o tempo, outras exigem inves-
timentos e o retorno vem em médio e longo prazo. 
Caso os investimentos sejam grandes, entretanto, é importante saber que existe 
uma ampla linha de incentivos do governo e dos bancos privados para que os ges-
tores possam investir na sustentabilidade do seu negócio, as quais são denominadas 
de linhas de crédito para ações sustentáveis (SEBRAE, 2017) – entre os incentivos, 
estão as condições de créditos mais favoráveis, juros mais baixos e carências maiores. 
Esse tipo de financiamento pode ser procurado por aqueles que desejam montar um 
novo negócio, para inovações em produtos que respeitem os aspectos sustentáveis. 
Como exemplos de linhas de financiamento, temos o Programa Inova 
Sustentabilidade, iniciativa conjunta do Ministério do Meio Ambiente (MMA), 
do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da 
Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), que tem como objetivo apoiar Planos 
de Negócio com foco em inovações que induzam a sustentabilidade no desenvol-
vimento brasileiro (FINEP, [2019], on-line). O Quadro 4 nos apresenta as linhas 
de crédito do Programa Inova Sustentabilidade.
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Quadro 4 - Linhas temáticas do crédito do Programa Inova Sustentabilidade
Produção Sustentável
• Eficiência energética no setor industrial.
• Produção sustentável mais eficiente de carvão vegetal.
• Prevenção e controle de emissões atmosféricas.
• Tratamento e redução no uso de substâncias tóxicas ou 
perigosas.
• Coleta, tratamento, redução e reutilização de efluentes 
líquidos industriais.
• Redução, reutilização e reciclagem de resíduos sólidos 
industriais e recuperação de áreas degradadas.
Recuperação de biomas 
brasileiros e fomento às 
atividades produtivas 
sustentáveis de base 
florestal
• Soluções territoriais integradas para restauração de bio-
mas com espécies nativas e uso de sistemas de informa-
ções georreferenciadas.
• Madeira tropical:
i. aumento da produtividade em unidades de manejo 
florestal e serrarias;
ii. mecanismos de rastreabilidade da madeira;
iii. novas espécies madeireiras para fins comerciais;
iv. agregação de valor aos produtos madeireiros.
Saneamento ambiental
• Tratamento, recuperação, reciclagem, aproveitamento 
energético e disposição de resíduos sólidos urbanos.
• Água:
i. sistemas de abastecimento de água com foco em con-
trole de perdas e otimização das redes;
ii. tratamento de água em regiões de escassez hídrica, 
incluindo dessalinização e tratamento de água salobra;
iii. drenagem urbana;
• Tratamento e valorização dos subprodutos gerados no 
tratamento de esgotos sanitários.
• Coleta, transporte, triagem, descontaminação e trata-
mento de materiais em sistemas de logística reversa.
• Remediação de solos contaminados.
Monitoramento am-
biental e prevenção de 
desastres naturais
• Sistemas de sensores ambientais aplicáveis a monitora-
mento e prevenção de desastres naturais, especialmente 
para pluviometria e geotécnica.
• Sistemas para monitoramento de áreas de risco a partir 
de sensores aerotransportados ou satelitários.
Fonte: Finep ([2019], on-line).
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Além deste programa, a Caixa Econômica Federal está disponibilizando uma linha de 
Crédito Verde Empresarial, que tem as taxas abaixo do que as que são cobradas pelo 
mercado, para organizações que atuam em atividades sustentáveis (BRASIL, 2012). 
Além destes financiamentos, podemos enfatizar que existe um número crescente 
de subsídios governamentais em âmbito municipal, estadual e federal para orga-
nizações que têm atividades de forma mais sustentável. Como exemplos, temos:
O ICMS Ecológico é um mecanismo tributário que possibilita aos 
municípios acesso a parcelas maiores que àquelas que já têm direito, 
dos recursos financeiros arrecadados pelos Estados por meio do Im-
posto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, o ICMS, em razão 
do atendimento de determinados critérios ambientais estabelecidos em 
leis estaduais. Não é um novo imposto, mas sim, a introdução de novos 
critérios de redistribuição de recursos do ICMS, que reflete o nível da 
atividade econômica nos municípios em conjunto com a preservação 
do meio ambiente (ICMS ECOLÓGICO, 2018, on-line)2.
Conheça outras linhas de financiamentos sustentáveis:
Linha Economia Verde, da Desenvolve São Paulo: é voltada para projetos sus-
tentáveis que promovam a redução de emissões de gases de efeito estufa e que 
minimizem o impacto da atividade produtiva no meio ambiente. Entre os exem-
plos de projetos que podem ser financiados por essa linha, estão aqueles que 
reduzem o consumo de energia, promovem a troca de combustíveis fósseis por 
renováveis ou, ainda, voltados para investimentos em reflorestamento e preserva-
ção dos recursos naturais.
BB Agro Energia, do Banco do Brasil: criada para atender os produtores rurais 
que tenham projeto para a produção de energia renovável em atividades do agro-
negócio. Em 2017, foram disponibilizados R$ 2,5 bilhões para essas atividades. A 
iniciativa, segundo a instituição, engloba pessoas físicas, empresas e cooperativas 
do agronegócio.
Além destas, há a BRDE Energia, do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo 
Sul, e a CDC Eficiência Energética de Equipamentos, do Banco Santander.
Para saber mais, acesse: <http://atlaconsultoria.com/artigo/linhas-financiamento-
-projetos-sustentaveis/>. 
Fonte: Atla Consultoria (2018, on-line).
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Vários municípios também estão adotando o IPTU Verde, que visa a incentivar 
empreendimentos imobiliários residenciais, comerciais, mistos ou institucionais a 
realizarem e contemplarem ações e práticas de sustentabilidade em suas construções.RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL 
Por que as organizações devem se preocupar com a Responsabilidade 
Socioambiental? Porque nos ambientes de negócios, a reputação das organi-
zações tem se tornado um fator preponderante para o reconhecimento junto 
à sociedade, as transformações do ambiente apontam para estratégias preocu-
padas com os stakeholders, o crescimento, a sustentabilidade e a transparência 
nos negócios. 
Em uma discussão sobre a responsabilidade empresarial, estão configurados 
modelos em que se buscam o equilíbrio entre o social e o funcional. Ao pensar 
em uma gestão social e ambientalmente responsável, é preciso ter o comprome-
timento, a aprendizagem e as práticas entre colaboradores e áreas organizadas, 
caracterizando um desafio aos profissionais das empresas para articular interesses. 
A preocupação com práticas ambientalmente sustentáveis, posturas social-
mente corretas e economicamente viáveis está cada vez mais presente nos temas 
de gestão. É desta maneira que a responsabilidade socioambiental pode ser per-
cebida como um tema bem debatido na gestão empresarial e muito importante 
na estratégia competitiva. 
Caro(a) aluno(a), no site da ICMS é possível conhecer informações de todos 
os estados brasileiros que possuem legislação sobre ICMS Ecológico. Para 
saber mais, acesse: <http://www.icmsecologico.org.br/site/>.
Fonte: as autoras.
EMPRESAS E O MEIO AMBIENTE
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IIU N I D A D E74
DA RESPONSABILIDADE SOCIAL À SUSTENTABILIDADE 
Está cada vez mais evidente que as iniciativas de negócio proporcionam um 
impacto sobre o lucro e o mundo. Dessa maneira, o desempenho social inade-
quado e a falta de políticas bem elaboradas de cunho social e ambiental podem 
trazer sérias implicações organizacionais, acarretar prejuízos materiais e morais 
com o intuito de aumentar os custos e perder as oportunidades de mercado. Não 
tem como ignorar esse novo compromisso das organizações, pois não é apenas 
sensibilização ética, mas, principalmente, econômica e mercadológica, a qual 
discutimos na nossa Aula 2 desta unidade. 
Para Aligleri, Aligleri e Kruglianskas (2009), foi desenvolvido, nos últimos 
tempos, a perspectiva da organização como um ator social, podendo ser sen-
sibilizada não somente pelas ações realizadas, mas, também, por resultados e 
consequências destas. 
A gestão empresarial, que predominou por parte do século XX e que res-
ponde unicamente aos interesses de acionistas, tem se revelado insuficiente neste 
novo contexto empresarial, pois, cada vez mais, os negócios são considerados 
responsáveis não só por suas próprias atividades, mas também pelos fornece-
dores, pela comunidade em que atuam e pelas pessoas que usam seus produtos. 
Assim, uma discussão conceitual referente à responsabilidade das orga-
nizações pode ser vista como um contínuo que parte de pouca ou nenhuma 
mudança em seu papel e em suas operações, dirigindo-se para configurações 
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mais radicais, voltadas para as políticas e as relações organizacionais, envolvendo 
grande número de grupos de interesses. 
O economista Friedman está de um lado desse contínuo, sustentando que 
a posição da missão primordial da empresa é econômica. Para esta corrente, o 
modelo de gestão deve focar exclusivamente o shareholder, ou seja, investidores 
e proprietários da organização. Enfatiza que a obrigação legal ou o próprio bene-
fício é o único determinante para a responsabilidade social empresarial, baseado 
na crença de que uma empresa lucrativa beneficia toda a sociedade ao pagar 
impostos e gerar empregos (ALIGLERI; ALIGLERI; KRUGLIANSKAS, 2009). 
Para os adeptos da corrente “postura tradicional”, os argumentos de Friedman 
estão baseados nos seguintes termos (TEIXEIRA; SANTOS, 2009):
 ■ O objetivo das organizações, em um mundo em que a competitividade é 
muito acirrada, é a maximização dos lucros.
 ■ As ações dos executivos das empresas precisam ser sempre voltadas para 
o objetivo do lucro, com o intuito de remunerar melhor os acionistas.
 ■ Quando uma organização investe na área social, para qualquer tipo de 
público (interno ou externo, colaboradores ou a sociedade) é uma forma 
de reduzir os ganhos dos acionistas.
Existe, ainda, um grupo chamado de “progressiva”, em que algumas premissas 
básicas parecem já aceitas de forma mais generalizada pelos integrantes dessa 
corrente. Keith Davis (1978) destaca as posições a favor da Responsabilidade 
Social (TEIXEIRA; SANTOS, 2009):
1. A responsabilidade social surge do poder social. Como as organizações 
utilizam recursos da sociedade, é esperado que a sociedade receba esses 
recursos de volta.
2. É necessário compreender as necessidades e os desejos sociais. 
3. Os custos sociais devem ser levados em consideração. 
4. O usuário deve pagar os custos sociais de suas atividades, por exemplo, a 
sociedade não deve pagar pelos custos que são elencados contra a poluição.
5. A organização precisa reconhecer os problemas sociais e buscar formas 
de resolvê-los. 
EMPRESAS E O MEIO AMBIENTE
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IIU N I D A D E76
Para que uma organização realmente possa assumir uma posição defini-
tiva referente à Responsabilidade Social, é necessário conhecer sua essência 
no contexto contemporâneo; principalmente para que não seja confundida 
com filantropia, que se trata de atividades eventuais de caridade, e é como a 
Responsabilidade Social está configurada na maioria das organizações.
Dessa maneira, a política de Responsabilidade Social Empresarial (RSE) 
precisa estar associada, em suas diretrizes, aos custos operacionais, e também 
deve envolver todos os colaboradores da organização. Diante disso, a RSE, para 
Ashley (2003, p. 56), pode ser definida como:
[...] compromisso que uma organização deve ter com a sociedade, ex-
presso por meio de atos e atitudes que a afetem positivamente, de modo 
amplo, ou a alguma comunidade, de modo específico, agindo pró-ati-
vamente e coerentemente no que tange a seu papel específico na socie-
dade e a sua prestação de contas para com ela.
Assim, a organização deve assumir uma obrigação que vai além do que está esta-
belecido por leis; deve apropriar-se de obrigações de caráter moral com o intuito 
de contribuir para o desenvolvimento sustentável. 
Para Kreitlon (2004, p. 3) a RSE trata-se do:
[...] compromisso empresarial de contribuir para o desenvolvimento 
econômico sustentável, trabalhando em conjunto com os empregados, 
suas famílias, a comunidade local e a sociedade em geral para melhorar 
sua qualidade de vida, de maneira que sejam boas tanto para as empre-
sas como para o desenvolvimento.
Isso significa que as organizações que têm RSE devem adotar uma cultura interna, 
esse discurso de preocupação social deve estar refletido dentro da empresa, pois 
não adianta uma empresa remunerar salários injustos aos seus funcionários, pagar 
propinas a fiscais do governo, estabelecer condições de escravidão aos funcio-
nários, corromper as licitações e, ao mesmo tempo, realizar programas voltados 
a entidades sociais da comunidade. Empresas que têm esse tipo de atitude não 
são condizentes com a RSE.
RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL 
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Outra definição é dada pelo Instituto Ethos (2011, p. 17), o qual aborda a 
RSE como:
[...] a forma de gestãoque se define pela relação ética e transparente 
da empresa com todos os públicos com os quais ela se relaciona e pelo 
estabelecimento de metas empresariais compatíveis com o desenvol-
vimento sustentável da sociedade, preservando recursos ambientais e 
culturais para as gerações futuras, respeitando a diversidade e promo-
vendo a redução das desigualdades sociais.
Essas definições apresentadas sobre a RSE nos mostram que estão relacionadas 
com as preocupações da sociedade atual, isto é, com as questões de emprega-
bilidade e ambientais. A partir disso, podemos afirmar que a RSE vai além de 
expectativas econômicas e sociais que beneficiam o ser humano.
Infelizmente, a questão de RSE ainda é confundida com a filantropia. A RSE 
está incorporada na estratégia das organizações, enquanto a filantropia é de cará-
ter pontual e com ações de assistencialismo. No Quadro 5, podemos observar 
essas diferenças.
Quadro 5 - Diferenças entre Responsabilidade Social e filantropia
Fonte: adaptado de Ashley (2003).
Filantropia Responsabilidade Social
• Ações individuais e coletivas.
• Fomento da caridade.
• Base assistencialista.
• Restrita a empresários. 
• Decisão individual.
• Ação coletiva.
• Fomento da cidadania.
• Base estratégica.
• Extensiva a todos.
• Decisão consensual.
Rothgiesser (2004, p. 3) define filantropia empresarial como:
[...] investimento de uma organização em ações pontuais periódicas, 
como campanhas de arrecadação de bens e alimentos, bem como as 
doações de ordem material e/ou financeira. Comumente não obede-
cem a um processo sistematizado de atuação social, e sim, reativo, em 
momentos de maior demanda da sociedade. 
Dessa maneira, podemos observar que a principal diferença entre a RS e a filantro-
pia é que: esta trata-se de ações externas da organização, e a principal beneficiária 
é a comunidade, enquanto a RS tem o foco na cadeia de negócios da organização 
e abrange sua preocupação com um público que vai além da comunidade, tais 
como acionistas, colaboradores, fornecedores, meio ambiente, governo, clientes 
e prestadores de serviço. 
EMPRESAS E O MEIO AMBIENTE
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IIU N I D A D E78
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Caro(a) aluno(a), estudamos, nesta unidade, a questão das empresas e o meio 
ambiente, em que discutimos, primeiramente, a questão da contaminação ambien-
tal, apresentamos a relação da industrialização com o meio ambiente e os acidentes 
ambientais que trouxeram inúmeras consequências para o meio ambiente e para 
a sociedade.
Apresentamos que, atualmente, os que investem em sustentabilidade econô-
mica têm um diferencial competitivo quando comparadas a empresas que não 
são sustentáveis. Apresentamos que a sustentabilidade econômica está relacio-
nada com uma distribuição eficiente de recursos naturais dentro de uma escala 
apropriada, e que é referente às práticas econômicas que visam o desenvolvi-
mento econômico da organização, buscando a preservação ambiental pensando 
nas gerações vindouras.
Diferenciamos a economia neoclássica da economia ecológica, apresentando 
que as empresas tendem a investir na economia verde, que se trata de investimen-
tos em capital natural, e apresentamos práticas de sustentabilidade econômica, 
como vantagens para as organizações como uma maior economia financeira em 
médio e longo prazo, aumento de lucros e diminuição de riscos, surgimento de 
competitividade de novos mercados, e clientes.
Apresentamos práticas que estão sendo adotadas por empresas, como eco-
eficiência, que visa o uso mais eficiente de matérias-primas e energia, com o 
objetivo de diminuir os custos econômicos e impactos ambientais; a produção 
mais limpa, que visa a estratégia ambiental, econômica e tecnológica, integrada 
aos processos e produtos com o intuito de aumentar a eficiência na utilização 
de matérias-primas, água e energia, por meio da não geração, minimização ou 
reciclagem de resíduos gerados em um processo produtivo. Além disso, estuda-
mos os investimentos e custos ambientais.
Finalizamos nossos estudos apresentando as questões de Responsabilidade 
Socioambiental incorporada pelas empresas, correntes contra e a favor da RSE, 
e abordamos as práticas de filantropia e RSE.
79 
1. Referente ao fornecimento de bens e serviços sustentáveis que são oferecidos 
a preços competitivos, que visam a satisfazer as necessidades humanas, pro-
movendo a diminuição dos impactos ambientais e do consumo dos recursos 
naturais, estamos tratando do(a): 
a) Ecologia industrial.
b) Ecoeficiência. 
c) Consumismo.
d) Ecossistema.
e) Meio ambiente.
2. Trata-se da estrutura da economia que tem mudado a direção de setores e/
ou tecnologias “verde” ou “limpos”, resultando na melhoria do bem-estar da 
comunidade e a igualdade social, minimizando os riscos ambientais, trata-se 
do(a): 
a) Economia verde.
b) Economia marrom.
c) Ecossistema.
d) Ecoeficiência.
e) Ecologia.
3. Trata-se da busca de inovações em processos produtivos, que visam a mini-
mizar perdas e emissões, podendo ser inovações, tais como mudanças em 
processos produtivos, novas instalações e novos equipamentos, essa prática 
é referente a(s):
a) Ecologia.
b) Ecossistemas.
c) Housekeeping.
d) Substituição de materiais.
e) Mudanças na tecnologia.
4. Muitas empresas praticam responsabilidade social, mas, na verdade, estão fa-
zendo uma ação filantrópica, pois muitos gestores acreditam que ambas tra-
tam-se da mesma coisa. Diante disso, diferencie responsabilidade social de 
filantropia.
5. A sustentabilidade econômica visa a gestão de recursos naturais e também a 
sustentabilidade do negócio. Diante desse contexto, apresente as vantagens 
da sustentabilidade econômica para as organizações.
80 
A Tragédia dos Bens Comuns
Com apenas seis páginas, o breve ensaio do ecologista Garrett Hardin (1915 – 2003) 
teve a façanha de ser uma das mais citadas obras nas ciências e humanidades no século 
XX. O cenário descrito parece ser que a exploração de recursos comuns pela ganância 
individual segue um caminho sem volta. Porém, há alternativas.
A premissa é simples. Hardin argumenta que quando os recursos, naturais ou do traba-
lho, são compartilhados a tendência lógica seria o abuso por parte dos interesses indi-
viduais. “Tragédia” no título refere-se a um destino inevitável, o “comuns” a propriedade 
comunal típica na Idade Média, quando cada vila tinha seu bosque do qual dele os alde-
ões podiam caçar, coletar frutas e lenha, deixar os animais pastarem. O camponês que 
coloca uma vaca a mais para pastar tem uma vantagem imediata em relação a outros 
aldeões, mas também terá um prejuízo, pois no final, se todos compartilharem dessa 
lógica, o pasto comunal vai ser destruído.
Mais um diagnóstico de um dilema e um apelo à reflexão moral que uma proposta de so-
lução técnica, o artigo de Hardin oferece algumas possibilidades de evitar a tragédia dos 
comuns. A privatização seria uma delas. Com o princípio de escolha racional dos “vícios 
privados, benefícios públicos” o loteamento dos comuns evitaria a superexploração por 
cada camponês. Alternativamente, um mecanismo de controle ao externo aos comuns, 
como o Estado, seria uma solução. É o que faz a estratégia do poluidor-pagador Quem 
usasse mais o bem comum (com mais vaquinhas, por exemplo) faria alguma contrapres-
tação indenizatória. Há, porém, o custo de gerenciar quem usa mais o recurso. Por fim, 
a regulamentação da pastagem restringindo o uso dos comuns com certas normas ou 
cobrando pedágios para seu acesso. Também são sistemas onerosos e sujeitos a falhas.
Polêmico, o ensaio de Hardin teve repercussão em políticas ecológicas, em estratégias 
econômicas, na gestão condominial e até mesmo para dividir a conta do restaurante. 
Defensores do individualismo metodológicose da teoria da escolha racional utilizam o 
dilema da tragédia dos comuns para traduzir em políticas privatizantes. E anedotas da 
vida real abundam, justificando essa estratégia privada.
O caso da Ilha Hispaniola, dividida entre o Haiti e a República Dominicana, ilustra bem 
a tragédia. Os haitianos, embora compartilhando condições materiais semelhantes aos 
dominicanos, tiveram instabilidade política nos últimos duzentos anos que impediu o 
mínimo de desenvolvimento de suas infraestruturas. Consequentemente, a população 
cresceu dependendo de lenha e recursos das florestas que, ou sendo pública, ou sendo 
privada (mas sem efetiva proteção jurídica da propriedade), foram destruídas. Do lado 
dominicano, as instituições se consolidaram, permitindo a continuidade das florestas e 
a exploração racional dos recursos.
Com um exemplo assustador desses, a tragédia dos comuns parece ser inexorável. En-
tretanto, há outras premissas a serem consideradas.
Antropólogos que estudam relações ecológicas e econômicas (Julian Steward, Leslie 
White, Marvin Harris e Marshall Sahlins) apontam para a existência de limitações insti-
81 
tucionais para a exploração econômica do ambiente. Há ainda o debate entre substan-
tivistas e formalistas em antropologia econômica, além da Nova Economia Institucional 
que relembram que há interesses que ultrapassam uma mera escolha racional. O estudo 
de Rappaport (1984) entre os tsembaga da Papua Nova-Guiné ilustra isso. Nessa econo-
mia baseada na criação de porcos, o número das varas é limitado por obrigações rituais. 
Os esporádicos rituais que implicam na redução dos suínos limitam que um dos tsemba-
gas acumule muitos porcos, pondo em risco os recursos comuns da aldeia.
O trabalho da cientista política Elinor Ostrom (1933 – 2012) (1990) ofereceu uma das mais 
compreensivas críticas ao modelo das tragédia dos comuns. O sul da Califórnia vive em um 
perigoso equilíbrio entre uma população numerosa, agricultura e pecuária extensivas, clima 
desértico e poucos recursos hídricos perenes. Quem assistir ao filme de Polanski Chinatown 
(1974) entenderá o conflito californiano. Ostrom investigou como que grupos locais se arti-
cularam para gestão do lençol freático. A congregação de recursos comuns (common-pool 
resource, CPR) pelas partes interessadas são eficazes sem necessitar regulação vinda de cima 
se atender alguns requisitos. Segundo o modelo de Ostrom haveria oito princípios funda-
mentais a serem observados para solucionar o dilema da tragédia dos comuns:
1. Limites claramente definidos;
2. Equivalência proporcional entre benefícios e custos;
3. Implantação das decisões coletivas;
4. Monitoramento;
5. Sanções gradativas;
6. Resolução rápida e justa de conflitos;
7. Autonomia local;
8. Relações apropriadas com outros níveis de autoridade reguladora (governança 
policêntrica).
Esse modelo de gestão resultou no Prêmio Nobel de Economia de 2009 para Elinor Ostrom.
No sistema agroflorestal que estudei no Paraná, o sistema faxinal, representa uma solução 
prática ao dilema da tragédia dos comuns. Nesse sistema camponês, a propriedade priva-
da (o sítio) coexiste com recursos comuns (o faxinal, o mutirão). Uma extensa rede de co-
laboração entre as diversas famílias garante a maximização dos ganhos coletivo do grupo 
face a desafios internos e pressões externas (monocultura de floresta plantada, madeirei-
ra, privatização da terra, falta de investimento). Apesar de modificado e constante risco, o 
sistema provou-se ser eficiente para manter as famílias ligadas à terra com certo conforto.
Como visto, o problema da superexploração individualista de recursos comuns obser-
vado por Garrett Hardin é um aviso. Os bens comuns deixados à exploração desregula-
mentada (talvez, deixados à mão invisível do mercado) tendem a sua destruição. Como 
remédio, há alternativas desde pedágios, regulamentações ou privatizações até o inves-
timento na autogestão por parte dos grupos interessados – proposta de Ostrom. 
Fonte: Ensaios e Notas (2016, on-line).
MATERIAL COMPLEMENTAR
O Sal da Terra (2014)
Sinopse: o filme conta um pouco da longa trajetória do renomado 
fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado e apresenta seu ambicioso 
projeto “Gênesis”, expedição que tem como objetivo registrar, a partir de 
imagens, civilizações e regiões do planeta até então inexploradas.
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2 Em: <http://www.icmsecologico.org.br/site/>. Acesso em: 07 maio 2019.
GABARITO
1. B.
2. A.
3. Letra E.
4. A principal diferença entre a RS e a filantropia é que: filantropia trata-se de ações 
externas da organização, e a principal beneficiária é a comunidade, enquanto a 
RS tem o foco na cadeia de negócios da organização e abrange sua preocupação 
com um público que vai além da comunidade, tais como acionistas, colabora-
dores, fornecedores, meio ambiente, governo, clientes e prestadores de serviço.
5. 
• Maior economia financeira em médio e longo prazo.
• Aumento dos lucros e a diminuição dos riscos por meio do combate à poluição 
e melhoria da eficiência ambiental.
• Melhoria da imagem perante a sociedade, principalmente aos consumidores.
• Obtenção de ganhos indiretos, pois terão um ambiente preservado, com 
maior desenvolvimento econômico, além da garantia de uma qualidade de 
vida melhor para as gerações vindouras.
• Vantagem competitiva no mercado quando comparadas a suas concorrentes.
• Conquista de novos mercados.
GABARITO
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Professora Me. Renata Cristina de Souza Chatalov
Professora Me. Natália Christina da Silva Matos
MARKETING VERDE, 
SUSTENTABILIDADE E 
CERTIFICAÇÃO
Objetivos de Aprendizagem
 ■ Compreender a definição e a aplicação do marketing verde.
 ■ Entender as normas e as certificações voltadas à responsabilidade 
social.
 ■ Entender a norma brasileira de responsabilidade social.
Plano de Estudo
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:
 ■ Marketing verde
 ■ Normas e certificações voltadas à responsabilidade social
 ■ NBR 16001: a norma brasileira de gestão da responsabilidade social
INTRODUÇÃO
Nesta unidade, você conhecerá a trajetória da história do desenvolvimento sus-
tentável, o marketing verde e o que solidifica sua existência e manutenção. Como 
você já teve a oportunidade de estudar nas unidades passadas, o desenvolvi-
mento sustentável significa obter crescimento econômico necessário, garantindo 
a preservação do meio ambiente e o desenvolvimento social para o presente e 
as gerações futuras.
O marketing verde, também conhecido como marketing ambiental, é ado-
tado pelas empresas como uma dessas estratégias que estão relacionadas ao 
vínculo da marca, do produto ou do serviço oferecido com uma imagem ecolo-
gicamente correta e consciente.
Para que essas novas estratégias sejam usadas de acordo com a ética e a 
boa conduta, algumas normas devem ser seguidas. Estas são criadas por orga-
nizações nacionais e internacionais, como ABNT NBR, representante da ISO 
no Brasil. Dessa maneira, estudaremos duas normas, em especial a ISO 26000, 
norma internacional de responsabilidade social, voluntária, não certificável, e 
serve de base para as organizações que desejam implementar um sistema de ges-
tão de responsabilidade social. Também veremos a NBR 16001, norma brasileira 
de responsabilidade social, que pode ser certificada e utilizada por qualquer tipo 
de empresa, independentemente do ramo ou porte.
Veremos o ciclo PDCA, uma ferramenta eficaz para a implementação de sis-
temas de gestão, que nos permite visualizar sua melhoria contínua. 
Vamos juntos! Bons estudos.
Introdução
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MARKETING VERDE, SUSTENTABILIDADE E CERTIFICAÇÃO
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
IIIU N I D A D E90
MARKETING VERDE 
Para entender o que, de fato, significa marketing, apresentamos a definição de 
acordo com Sandhusen (2007, p. 5, grifos do autor), em seu livro Marketing 
Básico, em que caracteriza funções básicas do marketing:
[...] sendo as funções troca (compra e venda), funções de distribuição 
física (transporte e armazenagem) e funções de facilitação (sortimen-
to, financiamento, riscos e desenvolvimento de informações de marke-
ting). O marketing demonstra gran-
de influência em relação às pessoas 
e também às empresas.
O marketing surgiu no início da década de 20, 
com o intuito de procurar recursos para resolu-
ção dos problemas com venda e distribuição de 
produtos. No decorrer dos anos, tornou-se uma 
perspectiva mais humana por meio do surgi-
mento de outras filosofias, tais como: ética nos 
negócios, foco em recursos humanos e marke-
ting social (PEATTIE; CHARTER, 2005).
Em consequência às mudanças ambientais, já 
no final do século XX, surge o marketing societal, 
por meio dele, as empresas recebem a orienta-
ção de que devem, além de entregar valor aos 
clientes, buscar satisfazer às suas expectativas, 
preocupando-se com a ética e o meio ambiente 
(KOTLER,1995). 
O pensamento meramente eco-
nômico predominante nas orga-
nizações voltou-se para as ques-
tões sociais e ambientais, segundo 
Layrargues (2000, p. 20), desde o 
ambientalismo, que foi um movi-
mento histórico originado a partir 
do reconhecimento dos assustado-
res efeitos negativos causados na 
biosfera, em que é criticado o mo-
delo civilizatório e dos paradigmas 
da sociedade de consumo (LOPES; 
PACAGNAN, 2014, p.117).
Marketing Verde 
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O termo marketing verde teve origem na década de 70, quando a American 
Marketing Association (AMA) iniciou as discussões referentes aos impactos do 
marketing em relação ao meio ambiente natural (LOPES; PACAGNAN, 2014). 
Assim, podemos afirmar que um produtotem um atributo verde quando ele 
é concebido com preocupações ecológicas e sociais, que permitem esse produto 
agregar valor comercial. Assim, os produtos ambientalmente corretos possuem 
algumas características, tais como: devem ser fabricados com quantidade mínima 
de matéria-prima renovável; devem ter eficiência energética; fazem uso racio-
nal de água e de quantidade mínima de efluentes; geram quantidade mínima 
de resíduos; produzem embalagens que possam ser reutilizadas; entre outros 
(GONZAGA, 2005). 
Dessa forma, chamamos de marketing verde, marketing sustentável ou eco-
lógico, aquelas empresas que encontraram soluções para produção utilizando os 
recursos naturais de forma sustentável e sem poluir o meio ambiente. A prática 
envolve a divulgação de processos que alcancem o maior número de clientes por 
meio da informação de produtos com baixo impacto ambiental.
A sociedade do consumo é a denominação designada para definir o atu-
al estágio da sociedade contemporânea, o qual se encontra caracterizada 
pelo consumo massivo de bens e serviços, dentro de um sistema industrial 
capitalista altamente desenvolvido. Um aspecto importante dentro do sis-
tema capitalista é a harmonia entre oferta e demanda e o modo como este 
processo ocorre.
Os paradigmas de consumo da sociedade contemporânea agem tanto posi-
tiva quanto negativamente no cenário exposto, e a perspectiva é que tenha-
mos uma sociedade cada vez mais vinculada ao consumo.
Para saber mais, acesse:
<http://www.administradores.com.br/artigos/cotidiano/a-sociedade-do-
-consumo-os-efeitos-da-inadimplencia/73871/>.
Fonte: adaptado de Ribeiro (2013, on-line).
MARKETING VERDE, SUSTENTABILIDADE E CERTIFICAÇÃO
Reprodução proibida. A
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Assim, podemos observar que as preocupações ambientais estão assumindo, 
gradativamente, maior importância entre os consumidores, que passam a adqui-
rir produtos e serviços incorporados à variável ecológica. Dessa maneira, para 
Dias (2017), as organizações buscam associar a variável “meio ambiente” como 
estratégia competitiva junto aos consumidores e concorrentes.
Essa vertente do marketing – o “marketing verde” – nos traz preocupações 
com as questões mercadológicas dos produtos que atendem à legislação ambien-
tal e às expectativas dos consumidores desses produtos.
Sob o ponto de vista do marketing ambiental, o cliente não é o único público-
-alvo; existem outros que são importantes, tais como: fornecedores, distribuidores, 
governo, comunidade em geral, dentre outros.
Esse conceito de marketing verde está relacionado diretamente com a pre-
missa de que qualquer organização que desempenhe uma atividade na sociedade 
é responsável, diante dela, pelos produtos ou serviços que presta, caso o produto 
ou serviço seja prejudicial às pessoas, precisam ser eliminados ou ter reduzi-
dos, ao mínimo tolerável, os danos ocasionados. Dessa maneira, é preciso ter 
um equilíbrio entre as necessidades dos seus clientes e aquelas da sociedade em 
geral, mas que nem sempre são as mesmas (BARBIERI, 2016).
Assim, o conceito de marketing ecológico está (BARBIERI, 2016):
 ■ Baseado em um processo integral de gestão.
 ■ Responsável pela identificação, antecipação e satisfação dos clientes.
 ■ Responsável perante a sociedade, à medida que garante que o processo 
produtivo seja rentável e sustentável.
Dessa forma, existem algumas empresas que são conhecidas por terem adotado 
o marketing verde, a saber ( MARQUES, 2017, on-line)1:
 ■ Unilever: a empresa administra mais de 400 marcas e reduziu pela metade 
a emissão de gases do efeito estufa nos últimos quinze anos, fabricando 
produtos ecológicos e utilizando embalagens facilmente recicláveis ou 
biodegradáveis.
 ■ Natura: a marca, que é pioneira em marketing verde no Brasil, lançou 
uma linha de produtos que têm embalagens recicláveis, com redução na 
emissão de carbono em sua fabricação. 
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 ■ Johnson e Johnson: é a 
segunda marca que faz uso 
de energia solar nos Estados 
Unidos e vem trabalhando 
consistentemente, nos últi-
mos 20 anos, para reduzir os 
desperdícios de produção. 
Em janeiro de 2011, lançou 
um plano de negócio para 
se tornar a empresa mais 
ambientalmente responsável 
do mundo.
Assim, o marketing verde é representado pelos esforços das empresas para 
satisfazer aos desejos dos clientes por produtos que causem menores impactos 
ambientais ao longo do seu ciclo de vida (GONZAGA, 2005). 
MARCAS ECOLÓGICAS
Podemos dizer que um pequeno detalhe faz toda a diferença, afinal, quem nunca 
comprou um determinado produto por conta da marca? Aqui abordaremos um 
requisito bem popular: as famosas marcas dos produtos. Mas como o intuito é a 
sustentabilidade, elas têm que ser ecologicamente corretas. Pois bem, vamos lá!
Para saber mais sobre o assunto, assista o vídeo a 
seguir sobre marketing verde.
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Você saberia dizer a definição da palavra marca? Para esclarecer esta questão, 
veremos o que diz Kotler (1998, p. 20): “marca é um nome, termo, sinal, símbolo 
ou combinação dos mesmos, que tem o propósito de identificar bens ou serviços 
de um vendedor ou grupo de vendedores e diferenciá-los de concorrentes”.
As marcas só são consideradas grandes (boas marcas) quando atingem um 
alto número de consumidores, e este é o objetivo de muitas organizações: cons-
truírem uma marca sólida e forte. Entretanto, para alcançar esse objetivo, faz-se 
necessário compreender os processos que envolvem as atitudes dos consumido-
res em relação à marca e este detalhe é o alvo do marketing. Para Keller (1993), 
as atitudes dos consumidores em relação às marcas podem estar relacionadas 
a crenças sobre os atributos e à funcionalidade e aos benefícios dos produtos.
O sucesso dos programas de marketing é um reflexo da criação de asso-
ciação com a marca, ou seja, os consumidores que acreditarem que a mar-
ca possui atributos e benefícios que satisfarão suas necessidades e desejos 
formarão uma atitude positiva em relação à marca (KELLER, 1993, p. 5).
Uma das características é o que chamamos de imagem da marca, definida como a 
percepção que os consumidores têm sobre as marcas a partir de suas associações 
pela memória ou pelas atitudes em relação a elas. Uma marca pode ser esco-
lhida pelo status que ela representa, ou por estar associada a causas ambientais.
O uso de marketing social ou ambiental pode determinar sentimentos em 
relação à marca por parte dos consumidores, como: aprovação social, que seria 
o reconhecimento da sociedade em relação às marcas associadas a causas sociais; 
autorrespeito, que acontece quando a marca faz o consumidor se sentir bem com 
ele mesmo (senso de orgulho, satisfação pela escolha da marca) (HOEFFLER; 
KELLER, 2002).
As marcas têm um peso crucial na tomada de decisão de compra pelo 
consumidor, possibilitando a ele adquirir um produto com mais confiança e 
credibilidade. Quando o consumidor identifica alguns atributos relacionados a 
determinada marca, seja por experiências, boca a boca ou propagandas, esses 
atributos se tornam conectados a ela. Assim, podemos concluir que a atitude 
em relação a uma marca é derivada das atitudes em relação aos seus atributos e 
benefícios (LUTZ, 1991).
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MARKETING MIX ECOLÓGICO 
As estratégias específicas que serão desenvolvidas em cada uma das variáveis do 
mix ecológico deverão estar vinculadas aos segmentos-alvo conhecidos, bem como 
os serviços e/ou produtos que serão oferecidos. Conheceremos estes a seguir.
Produto “verde”
Segundo Kotler (apud DIAS, 2017, p. 171) produto é: [...] algo que se pode ser ofe-
recido a um mercado para sua apreciação, aquisição, uso ou consumo para satisfazer a 
um desejo ou necessidade.
Assim, no mercado, temos produtos que são bens físicos, tais como automóveis, 
livros, geladeiras, sofás, computadores, entre outros; e serviços, como cortes de 
cabelo, fornecimento de água; locais; organizações e ideias.
A essa ampla gama de produtos, pode ser agregada a variável “ecológica”, 
e quando uma empresa faz isso, é preciso associar ao ciclo de vida do produto. 
Dessa forma, o produto será considerado ecológico quando tiver um prejuízo 
menor em todo o seu ciclo de vida, considerarando sua concepção, seu uso, con-
sumo e descarte final.
Dessa maneira, um produto verde é aquele que tem as mesmas funções de 
um produto comum, no entanto, os danos ambientais são menores em todo o seu 
ciclo de vida, isto é, faz-se necessário analisar sua composição, se é reciclável, se 
agride ou não o meio ambiente, se o material de sua embalagem também pode 
ser reaproveitado etc.
É preciso salientar que o conceito de produto ecológico envolve todo o pro-
cesso de fabricação, assim, são somados os atributos específicos do produto mais 
os atributos de fabricação, os quais podemos observar na Figura 1. 
Existem muitas vantagens quando adotamos uma marca, tais como: dife-
renciação dos produtos em relação aos concorrentes, consistência da quali-
dade do produto, eficiência da compra, entre outros.
Fonte: Dias (2009, p. 125).
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Atributos do
produto
ecológico.
Atributos
especí�cos
do produto.
Atributos especí�cos
do processo de
fabricação.
Figura 1 – Produto verde
Fonte: adaptado de Dias (2017).
As decisões que devem ser tomadas sobre o produto precisam ser direcionadas 
a projetar um bem ou serviço de maneira que haja a redução do consumo dos 
recursos empregados e da geração de resíduos ao longo do ciclo de vida, isto 
sem o comprometimento das características que satisfazem às necessidades dos 
atuais clientes.
A gestão destes produtos deve se preocupar com todas essas variáveis que 
envolvem o produto verde, podendo ser nas seguintes direções (BARBIERI, 2016):
 ■ Introdução de novos produtos que poderão ser direcionados a novos 
mercados.
 ■ Melhoria de produtos existentes, que pode modificar os processos de pro-
dutos e/ou produtos que já estão no mercado.
 ■ Eliminação dos produtos existentes, na qual a empresa analisa o produto 
e conclui que ele não será rentável em curto prazo, em função das exigên-
cias ecológicas de mercado e/ou legislação ambiental.
Sob o ponto de vista ambiental, o produto pode ser analisado por ferramentas, 
tais como (DIAS, 2017):
 ■ As normas ISO 14001, que se referem ao Sistema de Gestão Ambiental 
(SGA). São ações coordenadas dentro das empresas e auditadas externa-
mente, envolvendo uma análise da atuação em conjunto da organização, 
e não somente do produto.
 ■ Análise do ciclo de vida do produto, que está pautada no impacto ambien-
tal dele ao longo das diferentes etapas do seu ciclo: produção, venda, 
utilização e eliminação.
Um aspecto bem interessante a ser considerado, sob o ponto de vista do marke-
ting, são as certificações e os selos verdes, os quais constituem elementos tangíveis 
que acompanham o produto, são fonte de informação objetiva aos consumido-
res e conferidos por organizações independentes que asseguram a qualidade 
ambiental de produtos ou serviços.
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As normas da ISO 14000 estabelecem três tipos de rótulos: tipo I, tipo II e 
tipo III. Segundo Barbieri (2016), os rótulos devem ser baseados em metodolo-
gias científicas com o intuito de dar suporte às afirmações, e os critérios utilizados 
devem ser relevantes ao ciclo de vida do produto. O Quadro 1 nos apresenta os 
tipos de rótulos ambientais.
Quadro 1 – Tipos de rótulos ambientais
TIPO I TIPO II TIPO III
NORMA NBR ISO 14024 NORMA NBR ISO 14021 NORMA NBR ISO 14025
Rótulo baseado em pro-
grama de terceira parte 
de adesão voluntária.
Autodeclaração feita por 
fabricantes, comerciantes, 
importadores e outros que 
possam se beneficiar da 
autodeclaração.
Declaração que contém 
informações quantifica-
das sobre parâmetros 
ambientais em produtos 
e serviços previamente 
definidos.
Baseado em múltiplos 
critérios, previamente 
definidos pelo pro-
grama e válidos para 
classes ou categorias de 
produtos e serviços.
Um ou mais critérios defi-
nidos pelo interessado. Por 
exemplo: autodeclaração 
do fabricante sobre o teor 
de materiais reciclados 
contido no produto.
Critérios múltiplos pre-
viamente definidos para 
categorias de produtos.
Produtos de categorias 
previamente seleciona-
das pelo programa.
Qualquer produto.
Produtos de categorias 
previamente seleciona-
das pelo programa.
Endereçados aos consu-
midores finais.
Endereçado às empre-
sas.
Considera o ciclo do 
produto.
Não considera o ciclo do 
produto.
Considera o ciclo do 
produto.
Exige certificação de 
terceira parte.
Não exige certificação de 
terceira parte.
Exige certificação de 
terceira parte.
Apresenta-se como 
texto e como símbolo 
do programa impresso 
em produtos e suas em-
balagens, por exemplo: 
símbolo do Anjo Azul.
Apresenta-se como texto 
e como símbolo impresso 
em produtos e suas emba-
lagens, por exemplo: ciclos 
de Mödius.
Apresenta-se como 
texto contendo dados 
da empresa, do produto, 
dos impactos ambien-
tais quantificados, do 
organismo de certifica-
ção etc.
Fonte: Barbieri (2016, p. 245).
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IIIU N I D A D E98
Em relação aos selos ambientais, existem vários deles adaptados para cada setor 
produtivo e que são comuns a todos. Para Dias (2017), os selos verdes:
 ■ Devem ser verificáveis a qualquer momento, com o objetivo de evitar fraudes.
 ■ Devem ser concedidos por empresas de idoneidade reconhecida.
 ■ Não devem criar barreiras comerciais.
 ■ Devem levar em consideração o ciclo de vida completo do produto.
 ■ Devem estimular a melhoria do produto e serviço.
Preço ecológico
Segundo Dias (2017), o preço é o indicador geral do valor atribuído ao produto 
pelo consumidor e reflete os valores ambientais que o produto tem – isso inclui 
os custos de fabricação. Aqui, os consumidores levam em consideração a rela-
ção custo-benefício dos produtos ecológicos.
Distribuição do produto ecológico
Essa variável leva em consideração as atividades referentes à transparência de 
mercadorias dos fabricantes e fornecedores aos seus clientes, sejam eles pessoas 
físicas ou organizações. É o instrumento de marketing que relaciona a produ-
ção e o consumo (DIAS, 2017).
Essa distribuição envolve algumas ideias básicas, tais como: escolha de canal 
de distribuição, pontos de venda, merchandising, com o intuito de estimular a 
aquisição do produto, além da logística e distribuição.
Sob o ponto de vista do marketing de Barbieri (2016), a distribuição implica 
levar adianteuma série de atividades, tais como: promoção, apresentação, ponto de 
venda considerando o ponto de vista ambiental, benefícios ecológicos, entre outros.
Em contrapartida, sob o ponto de vista ambiental, é preciso levar em conside-
ração a comercialização do produto ecológico, e que este possa ser encaminhado 
para reciclagem após seu uso. A reciclagem é fundamental neste canal de distri-
buição, e há o estímulo da logística reversa.
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Além disso, temos que levar em consideração, na distribuição, o ponto de vista 
do marketing ecológico:
 ■ A minimização do consumo de recursos, bem como a geração de resíduos.
 ■ A criação de um sistema eficiente na distribuição.
 Comunicação do produto ecológico
Os objetivos da comunicação deverão ser: informar os atributos do produto, prin-
cipalmente os aspectos positivos com relação às questões ambientais, e repassar 
a imagem da organização com essa questão.
Na comunicação, deve-se apresentar aos consumidores o fato de que o pro-
duto tem um valor agregado e que compensa adquiri-lo; algumas formas podem 
ser: trabalho de sensibilização ecológica; informação sobre os produtos e o pro-
cesso de fabricação ambientalmente corretos; realização de ações de relações 
públicas em torno de questões ecológicas, dentre outros. 
O que é logística reversa? Quais investimentos?
É o gerenciamento do retorno de produtos, embalagens ou outros produtos 
desde o consumidor até a origem, por exemplo: garrafas retornáveis. De forma 
simples, o maior desenvolvimento da logística reversa está ligado à questões 
ambientais e ao déficit de reciclagem dos materiais. Além deste quesito legal, 
as indústrias estão buscando se conscientizar sobre questões ambientais.
Para saber mais, acesse:
<https://www.vendasexternas.com.br/tendencias-logistica-reversa-canais-
-de-distribuicao-e-novas-tecnologias/>.
Fonte: adaptado de Both (2017, on-line)2.
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IIIU N I D A D E100
Publicidade enganosa
Até agora, apresentamos a você toda forma de investimentos na questão ambien-
tal que podem estar associados ao marketing ambiental, os quais são aproveitados 
competitivamente pelas organizações. No entanto, sabemos que isso pode não 
acontecer, pois existem empresas que afirmam possuírem esses diferenciais de 
âmbito ecológico quando, na verdade, não têm.
De acordo com Barbieri (2016), a prática de comercializar, posicionar e comu-
nicar um produto como se fosse um benefício para o ambiente com o objetivo 
de projetar uma imagem ecológica que, na verdade não há, chamamos de gre-
enwashing ou lavagem verde.
A publicidade ambiental enganosa vem se disseminando como um proce-
dimento não ético adotado por muitas empresas e que procura, por meio da 
“maquiagem ambiental” de seus produtos e/ou serviços, enganar os consumido-
res, fazendo-os crer que estão contribuindo com a proteção do meio ambiente.
Temos muitos exemplos de greenwashing, a saber:
 ■ Oferecer produtos cancerígenos em embalagens de plástico.
 ■ Cigarros orgânicos ou pesticidas orgânicos.
 ■ Garrafa de água divulgando que o líquido é biodegradável.
 ■ Produto 100% natural (porque temos muitos produtos naturais que ofe-
recem perigo, como arsênio, urânio).
Esse tipo de prática é prejudicial a empresas éticas e que se preocupam com a 
sustentabilidade.
Agora que você já conhece um pouco sobre essas práticas enganosas, não 
se deixe enganar!
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NORMAS E CERTIFICAÇÕES VOLTADAS À 
RESPONSABILIDADE SOCIAL 
Agora que já falamos sobre a questão do marketing verde, da publicidade enga-
nosa e de como as organizações podem tirar vantagens competitivas acerca da 
questão ambiental, podemos avançar em relação ao assunto. Existem empresas 
que buscam a responsabilidade social empresarial por meio de certificações. Mas, 
para que você possa entender como ocorreu esse desenvolvimento, iniciaremos 
nossa discussão abordando a responsabilidade social empresarial em períodos 
distintos: o primeiro período se deu no início do século XX até a década de 50; 
e o segundo, representando a abordagem contemporânea, vai da década de 50 
até os dias atuais.
Todos sabem que o setor automobilístico gera muitos impactos negativos, 
como poluição do ar, consumo de energia e de recursos naturais. Um gran-
de fabricante de automóveis com sede no Japão promove o greenwashing 
induzindo o consumidor a pensar que comprar o seu automóvel é fator que 
contribui para preservar o ambiente e promover a sustentabilidade. Na pro-
paganda, veiculada em jornal, são apresentadas informações sobre utilização 
de materiais reciclados na composição do carro, economia de água, logística 
reversa e eliminação de metais pesados. Mas por que isso caracterizaria um 
greenwashing?
Ao apresentar tais informações, a empresa comete, pelo menos, três dos sete 
pecados da rotulagem ambiental. Os pecados do greenwashing são:
1. Pecado do custo ambiental camuflado.
2. Pecado da falta de prova.
3. Pecado da incerteza.
4. Pecado do culto a falsos rótulos.
5. Pecado da irrelevância.
6. Pecado do “menos pior”.
7. Pecado da mentira. 
Para saber mais, acesse:
<https://www.ecycle.com.br/component/content/article/35-atitude/2094-de-
finicao-o-que-como-traducao-greenwashing-estrategias-marketing-propa-
ganda-consumo-produtos-servicos-atitude-apelo-ambiental-enganosa-em-
presas-consciencia-ambiental-casos-exemplos-cuidados.html>.
Fonte: adaptado de eCycle ([2019], on-line)3.
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IIIU N I D A D E102
PRIMEIRO PERÍODO
A sociedade experimentava a transição da economia agrícola para a industrial. A 
ideologia econômica que predominava era o liberalismo e, de acordo com este, 
a interferência do Estado na economia seria um obstáculo à concorrência. O 
Estado deveria ser responsável pelas ações sociais, pela promoção da concorrência 
e pela proteção da propriedade. E as empresas deveriam buscar a maximização 
do lucro, a geração de empregos e o pagamento de impostos.
Segundo Friedman (1985, p. 23):
Em tal economia, só há uma responsabilidade social do capital – usar 
seus recursos e dedicar-se a atividades destinadas a aumentar seus lu-
cros até onde permaneça dentro das regras do jogo, o que significa par-
ticipar de uma competição livre e aberta, sem engano ou fraude.
Até a década de 50, a responsabilidade social empresarial assume a dimensão 
estritamente econômica.
SEGUNDO PERÍODO
Esse período é marcado pelo pensamento Keynesiano, pela intervenção do Estado 
na economia. Com o Keynesianismo, reduziram-se, aos poucos as incertezas no 
mercado, gerando condições para o investimento em tecnologia, o acúmulo de 
capital e a consolidação do modelo de produção em massa
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O que levou à mudança de valores da sociedade, segundo Toffler (1995), foi a busca 
do sucesso econômico pela sociedade industrial, enquanto a sociedade pós-industrial 
buscava o aumento da qualidade de vida, a valorização e o respeito ao meio ambiente 
e ao ser humano, a valorização social e a organização empresarial em múltiplos meios, 
tanto para empresas como para indivíduos. E todos esses fatores têm impulsionado a 
responsabilidade social empresarial. As empresas não necessitam mais da força mus-
cular dos seus funcionários, mas do seu talento, de sua criatividade e motivação.
RESPONSABILIDADE SOCIAL NOS DIAS ATUAIS
Agora que você já sabe como surgiu a Responsabilidade Social Empresarial e 
como ela chegou nos termos que temos hoje, nos aprofundaremos um pouco 
mais neste conceito e nas ferramentas que permitem planejar, implementar e 
avaliar a gestão socialmente responsável.
A responsabilidade, em termos gerais, refere-se à obrigação de responder 
pelas consequências previsíveis das nossas ações em virtude de leis, contratos, 
normas de grupos sociais ou de sua convicção íntima. Portanto, Responsabilidade 
Social Empresarial refere-se à obrigação que o sujeito ou a empresa tem com seus 
relacionamentos e sua sociabilidade, baseada na ética com as partes interessadas.
ISO 26000
Você, provavelmente, já deve ter se deparado com o termo “ISO” em leituras 
acerca das normas de certificação, ou mesmo em pesquisas acerca de organiza-
ções (empresas ou indústrias), ou, ainda, teve acesso a essa informação mediante o 
marketing realizado por alguma organização. Note que algumas organizações dos 
mais variados ramos de atuação divulgam a obtenção das certificações ISO como 
estratégia de marketing positivo, como no caso das certificações das ISO 9000 e 
14000, que se referem a certificações com valia internacional em termos de gestão 
da qualidade ou em relação a um sistema de gestão ambiental, respectivamente.
Mas, afinal, o que vem a ser uma “ISO”? Qual o significado desta palavra? A 
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IIIU N I D A D E104
palavra ISO corresponde a uma sigla em inglês para International Organization for 
Standardization ou Organização Internacional de Normalização. Esta organiza-
ção foi fundada em 1946 como uma confederação de organismos de normalização 
internacional, voltada à parametrização e ao desenvolvimento de padrões e normas 
aceitos internacionalmente. A sua criação foi fundamental em um contexto histórico 
do desenvolvimento das relações internacionais, de acesso ao mercado externo e, 
consequentemente, de desenvolvimento da situação econômica atual (DIAS, 2017).
Segundo Costa (2011, p. 15), essa organização: 
[...] atua como entidade não governamental, desvinculada formalmen-
te de empresas e governos, embora entre as suas afiliadas possam se 
encontrar tanto os organismos estatais de normalização como organis-
mos com forte influência de setores empresariais e governamentais. A 
ISO está sediada em Genebra, na Suíça, e reúne em torno de 157 países 
desenvolvidos e em desenvolvimento, de todas as regiões do mundo.
Dessa maneira, passamos a compreender o que significa uma ISO e podemos 
relacionar a importância de tais certificações e normas para o desenvolvimento da 
sociedade e das relações “internas e externas” estabelecidas, sobretudo as relações 
econômicas nacionais e entre nações, uma vez que uma organização detentora 
de uma certificação ISO passa a regular e a fiscalizar as demais organizações com 
as quais ela se relaciona, sendo um requisito quanto a processos e à qualidade.
O lançamento da norma ISO 26000:2010, em novembro de 2010, contribuiu 
imensuravelmente para a difusão da responsabilidade social nas organizações, 
consequentemente, atraindo crescente atenção da sociedade, da comunidade 
científica e do setor empresarial (FREITAG; QUELHAS, 2016).
Essa norma, conhecida em nosso país como ABNT NBR ISO 26000:2010 
(ABNT, 2010), trata de diretrizes sobre a responsabilidade social, mediante a um 
amplo escopo que incorpora a dimensão social, ambiental e econômica do desen-
volvimento sustentável, versando acerca de questões relativas aos direitos dos 
consumidores, à comercialização justa, aos direitos humanos e trabalhistas, ao com-
bate à discriminação e a práticas antiéticas, à proteção às populações vulneráveis e 
ao relacionamento com as comunidades. Segundo Costa (2011), diante de visões 
diferenciadas e práticas questionáveis, essa norma, em síntese, pelo seu conteúdo 
e pela sua metodologia de construção, será referência para a definição de políticas 
e para práticas das empresas e organizações em relação à responsabilidade social.
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Possivelmente, você está se questionando: como uma norma internacional 
acerca da responsabilidade social pode influenciar positivamente o contexto 
social? Este é um bom questionamento e será elucidado a seguir, mediante exem-
plos apresentados e reflexões sobre o tema. Vamos lá!?
Historicamente, toda a trajetória do desenvolvimento da humanidade e da 
intensificação da globalização culminou em pressões resultantes do capitalismo 
em relação à exploração da mão-de-obra, fato que ocorre devido à competiti-
vidade de mercado. Assim, as organizações passaram a exercer pressões sobre 
os governos acerca dos direitos e das legislações trabalhistas, com o intuito de 
torná-las mais flexíveis, contribuindo e sendo fator de grande influência no pro-
cesso de precarização nas mais diversas regiões do globo. Aqui, cabe mencionar 
casos históricos de infração de direitos trabalhistas, como aqueles envolvendo 
marcas famosas, para dimensionar a repercussão de situações envolvendo prá-
ticas contrárias aos direitos humanos.
Associar a relação dos princípios do desenvolvimento sustentável e da res-
ponsabilidade social ao cenário social atual pode parecer complexo em função 
do caráter abstrato de tais conceitos, porém, é possível extrapolarmos com a 
seguinte reflexão:
A eliminação da pobreza requer a promoção da justiça social e do desen-
volvimento, que requer, consequentemente, o desenvolvimento econômico e, 
também, a proteção do meio ambiente. Claro que, pensando em um cenário 
positivo e otimista, isso é possível, porém, partindo de uma perspectiva rea-
lista, tais mudanças só podem ser alcançadas mediante estímulos apropriados.
Logo, uma certificação internacional, mesmo que de caráter “orientativo”, 
como no caso desta ISO, poderá influir significativamente no desenvolvimento 
social, vejamos: um fator que pode contribuir para a concretização da reflexão 
anterior é a busca por espaço de mercado. Atualmente, as organizações estão 
buscando, cada vez mais, atender às exigências do mercado atual, em especial 
quando o público consumidor se tornou cada vez mais seleto e bem informado 
(fatores que são reflexo do advento das mídias sociais), logo, as adequações a 
normas de relevância internacional passam a atuar como ferramentas de marke-
ting que reduzem as pressões sociais, engajam o público interno da organização 
e promovem sucesso e desempenho econômico (DIAS, 2017).
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IIIU N I D A D E106
Um ponto importante da ISO 26000 é uma ferramenta voluntária, que pro-
vocará mudanças nas organizações. É uma norma não certificável, que oferece 
orientações com responsabilidade social para diferentes tipos de empresas públicas 
ou privadas,e também é válida para países desenvolvidos e em desenvolvimento. 
Tem por objetivo tornar compreensível o que é a responsabilidade social e como 
se relacionam os diferentes tipos de organizações, incluindo pequenas e médias 
empresas (BARBIERI, 2016).
Uma de suas principais contribuições é a definição do que é responsabili-
dade social para as empresas de maneira geral. Assim, ela é a responsabilidade 
que uma organização tem pelos impactos de suas decisões e atividades na socie-
dade e no meio ambiente, por meio de comportamento ético e transparente, que 
(BARBIERI, 2016):
 ■ Visa a contribuir para o desenvolvimento sustentável.
 ■ Leve em consideração as expectativas dos stakeholders.
 ■ Esteja em conformidade com a legislação aplicável.
 ■ Esteja integrado com toda a organização.
São inúmeros os benefícios que as empresas têm ao adotarem a responsabili-
dade social; de acordo com a ISO 26000, são:
 ■ Melhor compreensão das expectativas da sociedade.
 ■ Melhoria das práticas de gestão de risco.
 ■ Melhoria da reputação e confiança por parte do público.
A expressão stakeholder tornou-se comum nos textos administrativos brasi-
leiros a partir de meados dos anos 90. Stakeholder é alguém que tem direi-
tos em um negócio ou empresa, ou que nela participa ativamente, ou está 
envolvido de alguma forma.
Fonte: Barbieri e Cajazeira (2009).
Normas e Certificações Voltadas à Responsabilidade Social 
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 ■ Suporte ao licenciamento ambiental, especialmente a licença de operação.
 ■ Melhoria na competitividade empresarial.
 ■ Melhoria no acesso ao financiamento, economia de recursos.
 ■ Fidelidade de clientes.
 ■ Melhoria na saúde e segurança dos colaboradores.
Os principais temas da responsabilidade social, de acordo com a ISO 26000, são 
(ABNT, 2010):
1. Accountability.
2. Transparência.
3. Comportamento ético.
4. Respeito pelos interesses das partes interessadas.
5. Respeito pelo estado de direito.
6. Respeito pelas normas internacionais de comportamento.
7. Respeito pelos direitos humanos.
 A estrutura da norma internacional ISO 26000 pode ser observada no Quadro 2.
Quadro 2 – Estrutura da ISO 26000
0. Introdução.
1. Escopo.
2. Termos e definições.
3. Compreensão da Responsabilidade Social.
4. Princípios da Responsabilidade Social.
5. Reconhecimento da Responsabilidade Social e engajamento das partes inte-
ressadas.
6. Orientações sobre temas centrais da Responsabilidade Social.
7. Orientações sobre a integração da Responsabilidade Social em toda a organi-
zação.
Anexo A (Informativo). Exemplos de iniciativas e ferramentas voluntárias relacio-
nadas à Responsabilidade Social.
Anexo B (informativo). Abreviaturas.
Bibliografia.
Fonte: adaptada de ABNT (2010).
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IIIU N I D A D E108
NBR 16001: A NORMA BRASILEIRA DE GESTÃO DA 
RESPONSABILIDADE SOCIAL 
A Responsabilidade Social configurou-se em um modelo de gestão que aproxima 
o relacionamento da organização com suas partes interessadas (público interno, 
fornecedores, clientes, comunidade de entorno, entre outros).
Assim, você pode perceber que, nos dias atuais, as empresas têm sofrido pres-
sões da sociedade para buscar soluções ambientalmente corretas aos seus produtos 
e serviços, bem como a incorporação da Responsabilidade Social no seu negócio.
Os empresários têm percebido que a gestão pela sustentabilidade é fundamen-
tal para garantir vantagem competitiva no mercado. Uma das formas de buscar 
essa gestão é a implementação de um Sistema de Gestão de Responsabilidade, 
no qual as empresas podem implantar seu sistema e também certificá-lo por 
meio da NBR 16001.
A norma NBR 16001 utiliza as três dimensões da sustentabilidade, sendo 
Pessoa, Planeta e Lucro como um dos seus fundamentos, e pode ser implemen-
tada em conjunto com outras normas, como as da família ISO 9000 (qualidade), 
ISO 14000 (meio ambiente) e OHSAS 18000 (segurança do trabalho), que foi 
alterada para ISO 45001 no ano de 2018. Cabe, porém, ao empreendedor deci-
dir qual estratégia sua organização adotará.
A ISO 16001 nos traz um conjunto de requisitos associados à ética, à cida-
dania, aos direitos humanos e ao desenvolvimento sustentável, é uma norma 
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aplicável a qualquer tipo e porte de organização (SORATTO et al., 2006). Assim, 
os empresários podem se adequar, assumindo o compromisso contínuo por 
parte das empresas, comportando-se com ética e contribuindo com o desenvol-
vimento econômico, a fim de melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores 
e suas famílias, bem como da comunidade local e da sociedade de modo geral. 
A NBR 16001 teve sua primeira versão publicada em 2004, foi atualizada 
em 2012, com base na ISO 26000 (norma internacional publicada no ano de 
2010). A revisão da NBR 16001 ocorreu no âmbito nacional, e o Inmetro criou 
o Programa Brasileiro de Certificação em Responsabilidade Social de acordo 
com a NBR 16001, a qual teve um plano de transição para as empresas estabe-
lecendo que (INMETRO, [2018], on-line):
1. As organizações certificadas com base na norma ABNT NBR 
16001:2004 podem, a qualquer tempo, a contar da data de publica-
ção desta Portaria, migrar para a versão atual da norma, mediante 
auditoria;
2. As solicitações de certificação inicial poderão continuar a ser conce-
didas com base na norma ABNT NBR 16001:2004 em até 12 (doze) 
meses contados da publicação desta Portaria;
3. As solicitações de recertificação poderão continuar a ser concedidas 
com base na norma ABNT NBR 16001:2004 em até 24 (vinte e qua-
tro) meses contados da publicação desta Portaria;
4. Todas as certificações vigentes concedidas com base na norma 
ABNT NBR 16001:2004 deverão ser migradas para a versão atual 
da norma ou serem canceladas no prazo de 36 (trinta e seis) meses, 
contar da data de publicação desta Portaria. 
Ou seja, a partir de 2015, todas as organizações devem ter migrado para a ver-
são de 2012.
PRINCIPAIS PONTOS DA NBR 16001 
Os principais pontos da ISO 16001 são os que levem em conta as exigências legais, 
os seus compromissos éticos e a sua preocupação com a promoção da cidada-
nia e do desenvolvimento sustentável, além da transparência das suas atividades. 
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Segundo Ursine e Sekiguchi (apud INMETRO, 2005), é uma norma:
 ■ Aplicável a qualquer tipo e porte de organização, desde a pequenas até 
médias e grandes empresas. 
 ■ Amplia o entendimento de Responsabilidade Social.
 ■ Há a necessidade de comprometimento dos funcionários e dirigentes de 
todos os níveis e funções.
 ■ É preciso que haja uma política da responsabilidade social e o desenvol-
vimento de programas com objetivos e metas.
As organizações devem desenvolver programas (com objetivos e metas) que deve-
rão contemplar onze temas da Responsabilidade Social. São eles (ABNT, 2004): 
 ■ Boas práticas de governança. 
 ■ Combate à pirataria, sonegação, fraude e corrupção.
 ■ Práticas leais de concorrência.
 ■ Direitos da criança e do adolescente, incluindo o combate ao trabalho 
infantil. 
 ■ Direitos do trabalhador, incluindo o de livre associação, de negociação,a 
remuneração justa e os benefícios básicos, bem como o combate ao tra-
balho forçado.
 ■ Promoção da diversidade e combate à discriminação (por exemplo: cul-
tural, de gênero, de raça/etnia, de idade, à pessoa com deficiência).
 ■ Compromisso com o desenvolvimento profissional.
 ■ Promoção da saúde e segurança.
 ■ Promoção de padrões sustentáveis de desenvolvimento, produção, distri-
buição e consumo, contemplando fornecedores, prestadores de serviço, 
entre outros.
 ■ Proteção ao meio ambiente e aos direitos das gerações futuras. 
 ■ Ações sociais de interesse público.
O atendimento aos requisitos da norma não significa que a organização é social-
mente responsável, mas que possui um sistema de gestão da Responsabilidade 
Social. O Quadro 3 nos apresenta a estrutura da NBR ISO 16001. 
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Quadro 3 – Estrutura geral da NBR 16001
0. Introdução.
1. Objetivo.
2. Definições.
3. Requisitos do Sistema da gestão da Responsabilidade Social.
3.1. Requisitos gerais.
3.2. Política da Responsabilidade Social.
3.3. Planejamento.
3.3.1. Aspectos da Responsabilidade Social.
3.3.2. Requisitos legais e outros.
3.3.3. Objetivos, metas e programas.
3.3.4. Recursos, regras, responsabilidade e autoridade.
3.4. Implementação e operação.
3.4.1. Competência, treinamento e conscientização.
3.4.2. Comunicação.
3.4.3. Controle operacional.
3.5. Requisitos de documentação.
3.5.1. Generalidades.
3.5.2. Manual do sistema de gestão da Responsabilidade Social.
3.5.3. Controle de documentos.
3.5.4. Controle de registros.
3.6. Medição, análise e melhoria.
3.6.1. Monitoramento e medição.
3.6.2. Avaliação da conformidade.
3.6.3. Não conformidade e ações corretiva e preventiva.
3.6.4. Auditoria interna.
3.6.5. Análise pela alta administração.
Anexo A – Bibliografia.
Anexo B - Outros termos.
Fonte: adaptado de Inmetro ([2018], on-line).
Um ponto relevante da ISO 16001 é a Política de Responsabilidade Social, que 
deve ser definida pela alta administração, consultando as partes interessadas. 
Esta política deve ser (ABNT, 2012, p. 3):
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a) apropriada à natureza, à escala e aos impactos da organização;
b) inclua o comprometimento com a promoção da ética e do desenvol-
vimento sustentável;
c) inclua o comprometimento com a melhoria contínua e com a pre-
venção de impactos adversos;
d) inclua o comprometimento com o atendimento à legislação e demais 
requisitos subscritos pela organização;
e) forneça a estrutura para o estabelecimento e revisão dos objetivos e 
metas da responsabilidade social;
f) seja documentada, implementada e mantida;
g) seja comunicada para todas as pessoas que trabalham para ou em 
nome da organização;
h) esteja disponível para o público; e
i) seja implementada por toda a organização.
Para a implementação de um sistema de gestão de responsabilidade social, pode-
mos utilizar a ferramenta baseada no ciclo PDCA – Plan-Do-Check-Act. O ciclo 
PDCA fornece um processo iterativo utilizado pelas organizações para alcan-
çar a melhoria contínua.
Vamos conhecer como funciona o Ciclo PDCA?
 ■ P – Plan: é a etapa do planejamento.
 ■ D – Do: é a etapa do fazer. Aqui criamos os treinamentos, colocamos em 
prática o que foi proposto.
 ■ C – Check: é a etapa de verificação. Aqui analisamos os resultados obti-
dos, se foram eficazes ou não.
 ■ A – Act: aqui é a etapa de agir, caso as metas terem sido atingidas. Esta é a 
fase em que se adota o plano aplicado como padrão. Caso algo não tenha 
saído como planejado, é hora de agir corretivamente sobre os pontos que 
não possibilitaram o alcance de todas as metas estipuladas. 
A Figura 2 nos apresenta esse ciclo para melhor visualização. 
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PLAN
DO
CHECK
ACT
Figura 2 – Ciclo PDCA
Fonte: as autoras.
PROCESSOS DE CERTIFICAÇÃO
O Programa Brasileiro de Certificação em Responsabilidade Social (PBCRS) é: 
[...] um processo voluntário, no qual a organização busca demonstrar aos 
clientes e à sociedade, por meio de uma avaliação de terceira parte, que 
o sistema de gestão atende aos princípios da responsabilidade social. Na 
estrutura geral do PBCRS estão incluídas a gestão do Programa, a acre-
ditação de certificadoras e a normalização (INMETRO, [2018], on-line).
O fornecimento de produtos com mais qualidade aumenta a satisfação do cliente 
e facilita a venda e a introdução do produto em novos mercados. Isso é mais 
perceptível pela indústria. Os consumidores dos países desenvolvidos, mais cri-
teriosos no momento da compra, exigem a comprovação de origem e qualidade 
dos produtos por meio do processo de certificação. Apesar de a certificação cons-
tituir uma agregação de valor e um diferencial para distinguir o produto junto 
aos consumidores, muitos produtores a enxergam como encarecimento de custos.
O primeiro processo de avaliação da conformidade no Brasil, com creden-
ciamento de organismo acreditador reconhecido em fóruns internacionais, na 
área do agronegócio, foi a Produção Integrada de Frutas (PIF), capitaneada pelo 
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em parceria com 
o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), 
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com o Instituto Nacional de Metrologia, Normatização e Qualidade (Inmetro).
No Regulamento de Avaliação da Conformidade – RAC, elaborado pelo 
Inmetro e aprovado em fevereiro de 2006, estão estabelecidos os critérios do 
Programa de Avaliação da Conformidade de SGRS (Sistema de Gestão da 
Responsabilidade Social), com base na ABNT NBR 16001:2004. 
Para o processo de certificação, devemos ter as auditorias, que verificarão 
como anda o sistema de gestão implantado pela empresa, o qual tem duas fases, 
a saber:
1) Auditoria fase 1: inicia-se com a análise crítica, que compreende a veri-
ficação das documentações.
2) Auditoria fase 2: trata-se da auditoria feita, em que são verificadas as ins-
talações da organização por meio de entrevistas com força de trabalho, 
cujo objetivo é verificar os atendimentos aos requisitos da NBR 16001. 
O Inmetro, portanto, define procedimentos de certificação e realiza a 
acreditação de organismos de certificação que, por sua vez, realizam 
auditorias nas organizações e emitem o certificado para aquelas que 
estejam cumprindo os requisitos estabelecidos na norma. Esse certifi-
cado leva também a marca do Inmetro (INMETRO, [2018], on-line).
Talvez você, prezado(a) aluno(a), esteja se questionando o que exatamente se 
avalia. Pois bem, vamos lá:
A certificação no Sistema de Gestão da Responsabilidade Social (SGRS), base-
ada na NBR 16001, abrange as três principais dimensões da sustentabilidade, a 
saber: econômica, social e ambiental. Assim, de acordo com a NBR 16001 (ABNT, 
2012), são avaliados os princípios que as organizações devem seguir. São eles:
1) Accountability ou responsabilização.
2) Transparência.
3) Comportamento ético.
4) Respeito pelos interesses das partes interessadas.
5) Respeito pelo estado de direito.
6) Respeito pelas normas internacionais de comportamento.7) Respeito aos direitos humanos.
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Além disso, para o Inmetro ([2018], on-line), as empresas devem tratar de temas 
fundamentais da responsabilidade social, a saber: governança organizacional, 
direitos humanos, práticas de trabalho, meio ambiente, práticas leais de ope-
ração, questões relativas ao consumidor, envolvimento e desenvolvimento da 
comunidade.
Em agosto de 2017, havia 16 organizações certificadas: 
• ANGLOGOLD.
• ASSOCIAÇÃO BAIRRO SUSTENTÁVEL – SP.
• ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DE SÃO PAULO.
• BN PAPEL CATARINENSE LTDA.
• CAMP-SBC CENTRO DE FORMAÇÃO E INTEGRAÇÃO SOCIAL.
• CAMPOS ADVOGADOS S/C.
• CCT CONCEITUAL CONSTRUÇÕES LTDA.
• COLMÉIA ARQUITETURA E ENGENHARIA LTDA.
• DUKE ENERGY INTERNATIONAL SP.
• ENESA ENGENHARIA LTDA.
• INSTITUTO MAXIMIANO CAMPOS.
• JBR ENGENHARIA.
• LÍDER TÁXI AÉREO S/A – AIR BRASIL.
• MAIA MELO ENGENHARIA LTDA.
• NORCONSULT PROJETOS E CONSULTORIA LTDA.
• SLC AGRÍCOLA – USIMINAS / CUBATÃO SIM.
O baixo número de empresas certificadas, infelizmente, reflete a relevância do 
tema! A responsabilidade social ainda é incipiente na gestão, assim como as 
prioridades estabelecidas, na grande maioria das organizações. 
Fonte: adaptado de Hoffmann e Associados (2017, on-line)4.
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A NBR 16001 é uma norma brasileira; para as organizações que desejam 
obter a certificação, é importante buscar uma organização (para certificar) que 
seja reconhecida pelo Instituto Nacional de Metrologia e Qualidade Industrial. 
Você pode observar que as certificações na área de sustentabilidade e responsa-
bilidade social são importantes para as organizações, e que ainda é muito baixo o 
número de organizações certificadas pela NBR 16001. A boa notícia é que, cada 
vez mais, podemos observar a adoção de práticas de responsabilidade social, e 
também como o tema é cada vez mais entendido e difundido. 
Considerações Finais
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
Prezado(a) aluno(a), podemos afirmar que a responsabilidade socioambiental 
corporativa, por meio da perspectiva de geração de valor compartilhado entre 
mercado, governo e sociedade, demonstra o surgimento de um novo tipo de rela-
cionamento que busca a harmonia de interesses entre os três pilares da sociedade 
moderna: governo, empresa e sociedade.
As organizações empresariais têm demonstrado a crescente preocupação 
com o impacto das suas ações na sociedade e, consequentemente, tem sido 
dada maior importância às estratégias de responsabilidade social das organiza-
ções. Apesar do nosso conhecimento sobre a motivação do envolvimento em 
Responsabilidade Social Empresarial e do valor criado por ele serem limitados, 
as investigações nesta área têm aumentado por meio da busca por estratégias e 
normas para serem introduzidas de forma que, por sua vez, sejam diminuídos 
os impactos gerados por atividades empresariais, compartilhando, assim, valo-
res, fortalecendo a competitividade entre as empresas.
Os interesses ainda divergem, mas o convite para que todos possam tomar 
suas posições diante da injustiça ambiental e social é gradativamente aceito. 
Mesmo que o todo não seja a soma das partes, trata-se de um tema cada vez mais 
divulgado entre elas, nas quais observamos consumidores cada vez mais exigen-
tes, mercados cada vez mais competitivos e, assim, as organizações têm buscado 
formas de obter a responsabilidade social e apresentá-las aos seus stakeholders, 
e as certificações são uma das formas de demonstrar suas práticas sustentáveis; 
por isso, estudamos como uma organização adota uma norma e como também 
pode certificá-la. Dessa maneira, os requisitos estabelecidos pela NBR 16001 
podem auxiliar as organizações de qualquer tamanho e qualquer porte a certi-
ficaram seus sistemas de responsabilidade social. 
118 
1. Existem vários tipos de produtos que são ofertados no mercado; com isso, há o 
surgimento de produtos verdes. Conceitue um produto verde. 
2. Uma das formas demonstração de um produto verde é a rotulagem ambiental. 
Descreva um rótulo do tipo I. 
3. Quando falamos na distribuição dos produtos ecológicos, temos que levar em 
conta todo o ciclo de vida, e há também o incentivo para a prática de logística 
reversa. Acerca deste assunto, descreva a logística reversa. 
4. Existem práticas publicitárias que enganam os clientes; dessa forma, explique 
o que é o greenwashing.
5. A ISO 26000 é a norma internacional de responsabilidade social, e ela traz te-
mas que devem ser tratados pelas organizações. Diante desse contexto, quais 
são os principais temas de responsabilidade social, de acordo com a ISO 26000?
119 
No dia 1º de novembro de 2010, foi publicada a Norma Internacional ISO 26000 – Dire-
trizes sobre Responsabilidade Social, cujo lançamento foi em Genebra, Suíça. No Brasil, 
no dia 8 de dezembro de 2010, a versão em português da norma, a ABNT NBR ISO 26000, 
foi lançada em evento na Fiesp, em São Paulo.
Segundo a ISO 26000, a responsabilidade social se expressa pelo desejo e pelo propósi-
to das organizações em incorporarem considerações socioambientais em seus proces-
sos decisórios e a responsabilizar-se pelos impactos de suas decisões e atividades na 
sociedade e no meio ambiente. Isso implica um comportamento ético e transparente 
que contribua para o desenvolvimento sustentável, que esteja em conformidade com 
as leis aplicáveis e seja consistente com as normas internacionais de comportamento. 
Também implica que a responsabilidade social esteja integrada em toda a organização, 
seja praticada em suas relações e leve em conta os interesses das partes interessadas.
A norma fornece orientações para todos os tipos de organização, independentemente 
de seu porte ou localização, sobre:
• conceitos, termos e definições referentes à responsabilidade social;
• histórico, tendências e características da responsabilidade social;
• princípios e práticas relativas à responsabilidade social;
• os temas centrais e as questões referentes à responsabilidade social;
• integração, implementação e promoção de comportamento socialmente res-
ponsável em toda a organização e por meio de suas políticas e práticas dentro 
de sua esfera de influência;
• identificação e engajamento de partes interessadas;
• comunicação de compromissos, desempenho e outras informações referentes à 
responsabilidade social.
A ISO 26000:2010 é uma norma de diretrizes e de uso voluntário; não visa nem é apro-
priada a fins de certificação. Qualquer oferta de certificação ou alegação de ser certi-
ficado pela ABNT NBR ISO 26000 constitui em declaração falsa e incompatível com o 
propósito da norma.
O desenvolvimento desta norma foi inovador, um processo multi-stakeholder. Apesar do 
longo período de elaboração – cinco anos – o interesse na participação foi permanente 
e crescente. O Grupo de Trabalho de Responsabilidade Social da ISO (ISO/TMB WG-SR) 
chegou ao seu final com a participação de cerca de 450 especialistas de 99 países do 
mundo inteiro, além de mais de 200 observadores e de 42 organizações D-liaisons, que 
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são organizações regionais ou internacionais com relevância para o tema, por exemplo: 
Organização Internacional do Trabalho, Organização Mundial da Saúde, Consumers In-
ternational,UN-Global Compact (Pacto Global da ONU). Do Brasil, o Instituto Ethos de 
Responsabilidade Social participou como organização D-liaison pela Rede Interamerica-
na de Responsabilidade Social.
Os especialistas e observadores participaram do processo de construção da ISO 26000 
de duas formas: por meio de delegações nacionais ou das chamadas organizações 
D-liaison. As delegações nacionais foram compostas pelas seguintes categorias ou par-
tes interessadas (stakeholders) da sociedade:
• Trabalhadores;
• Consumidores;
• Indústria;
• Governo;
• Organizações não governamentais;
• Serviço, suporte e outros.
O ISO/TMB WG realizou 8 reuniões que definiram as principais resoluções a respeito da 
ISO 26000. No Brasil a delegação brasileira, ao longo desses cinco anos de trabalho, pas-
sou por algumas alterações, mas sua configuração final teve a seguinte representação:
• IDEC (especialista) - Consumidor
• Inmetro (especialista) e Conselho Superior da Justiça do Trabalho - CSJT (obser-
vador) - Governo
• Petrobras (especialista) e Furnas (observador) - Indústria
• GAO Grupo de Articulação de ONGs (especialista) e Sistema de Apoio Institucio-
nal - SIAI (observador) - ONGs
• Fundação Vanzolini (especialista e UFF - Consultoria e Academia - Serviço, Su-
porte e Outros).
• Dieese (especialista) e Observatório Social (observador) – Trabalhadores.
O Instituto Ethos participou como organização - D’liaison. A ABNT, além da liderança do 
Grupo de Trabalho da ISO em parceria com o organismo sueco de normalização, atuou 
como organismo normalizador. 
Fonte: Inmetro ([2018], on-line)⁵.
Material Complementar
MATERIAL COMPLEMENTAR
Marketing Verde
Ricardo Ribeiro Alves e Laércio Antônio Gonçalves Jacovine
Editora: Paco Editorial
Sinopse: este livro relaciona a discussão do marketing verde com as 
teorias já estabelecidas e aceitas no marketing tradicional, auxiliando 
administradores, empresários e demais interessados na importante 
tarefa de incorporar as questões ambientais nas estratégias gerais das 
organizações, em particular, na produção, na comercialização e no 
descarte de produtos mais verdes.
REFERÊNCIASREFERÊNCIAS
ABNT - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 16001:2004 - Res-
ponsabilidade Social: Sistema da gestão: Requisitos. Rio de Janeiro, 2004.
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4 Em: <https://shoffmann.com.br/responsabilidade-social-segundo-a-abnt-
-nbr-16001/>. Acesso em: 9 abr. 2019.
5 Em: <http://www.inmetro.gov.br/qualidade/responsabilidade_social/iso26000.
asp>. Acesso em: 9 abr. 2019.
GABARITOGABARITO
1. Um produto que possui um atributo verde pode ser considerado diferenciado, 
aquele concebido com preocupações ecológicas e sociais permite agregar valor 
comercial, tendo, por princípio, o potencial educacional e os valores que pro-
move, projetando uma imagem de alta qualidade, tanto dos produtos como 
da organização. Os produtos ambientalmente corretos possuem características 
próprias. Esses produtos verdes devem ser fabricados: com quantidade mínima 
de matéria-prima renovável; com conservação de recursos naturais no processo 
de extração; com a máxima eficiência energética e de utilização de água e com 
o mínimo despejo de efluentese resíduos; envasado em embalagens mais leves 
e menos volumosas. 
2. É baseado na norma NBR ISO 14024, em programa de terceira parte, com adesão 
voluntária; baseado em múltiplos critérios, previamente definidos pelo progra-
ma e válidos para classes ou categorias de produtos e serviços; considera o ciclo 
de vida do produto e exige certificação de terceira parte. 
3. É um instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um 
conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a 
restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial para reaproveitamento em 
seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou em outra destinação final ambien-
talmente adequada.
4. O greenwashing ou lavagem verde é quando uma empresa afirma oficialmente 
que tem práticas ambientais sustentáveis quando, na verdade, faz uma propa-
ganda enganosa. 
5. Os principais temas são:
1. Accountability.
2. Transparência.
3. Comportamento ético.
4. Respeito pelos interesses das partes interessadas.
5. Respeito pelo estado de direito.
6. Respeito pelas normas internacionais de comportamento.
7. Respeito pelos direitos humanos.
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Professora Me. Renata Cristina de Souza Chatalov
Professora Me. Natália C. da Silva Matos
DIMENSÕES DA 
RESPONSABILIDADE 
SOCIAL
Objetivos de Aprendizagem
 ■ Estudar as dimensões da Responsabilidade Social Empresarial.
 ■ Analisar as questões da ética empresarial.
 ■ Analisar as Políticas e Práticas Inclusivas.
Plano de Estudo
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:
 ■ Dimensões da Responsabilidade Social Empresarial
 ■ Dimensões da Ética Empresarial
 ■ Políticas de Inclusão e Responsabilidade Social
INTRODUÇÃO
Neste estudo, abordaremos a questão da Responsabilidade Social Empresarial, 
iniciando com o modelo do professor Archie Carroll (1979), o qual propôs um 
modelo de pirâmide composta por quatro estruturas, analisadas de sua base 
para o topo. Em sua base, temos a Responsabilidade Econômica, que é o pilar 
de uma organização, a qual visa a lucratividade da empresa. O segundo pilar é 
a Responsabilidade Legal, em que a organização deve estar consciente das leis e 
suas aplicações dentro de suas atividades. Logo após, temos a Responsabilidade 
Ética, em que a organização deve “fazer o que é certo”, ser justa, evitar danos; e 
no topo, temos a Responsabilidade Filantrópica, que visa a contribuir com recur-
sos para a comunidade, melhorar a qualidade de vida.
Veremos que pesquisadores, analisando a pirâmide proposta por Carroll 
(1979) e observando que ela pode gerar confusão entre as organizações, criaram 
um novo modelo, utilizando círculos para indicar os campos da Responsabilidade 
Social Empresarial econômico, legal e ético, onde são apresentadas interseções 
entre os campos, e também quando ele é analisado separadamente.
 Também estudaremos que a Responsabilidade Social Empresarial tem as 
dimensões internas e externas. A dimensão interna é dentro da organização, 
envolvem os colaboradores, fornecedores, os envolvidos em toda a cadeia pro-
dutiva. Enquanto a dimensão externa é além dos muros da empresa, sendo 
contempladas as iniciativas que dão suporte à comunidade na qual a empresa 
está inserida, podendo ser doações, participações em fóruns, programas educa-
cionais, dentre outros.
Além disso, estudaremos o conceito da ética empresarial, bem como sua rela-
ção com a Responsabilidade Social Empresarial e as cinco dimensões da Ética 
Empresarial (Sustentabilidade; Respeito à Multicultura, Aprendizado Contínuo, 
Inovação e Governança Corporativa).
Finalizaremos nossos estudos com a apresentação de programas de inclu-
são que mostram o comprometimento das organizações com a Responsabilidade 
Social Empresarial.
Introdução
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DIMENSÕES DA RESPONSABILIDADE SOCIAL 
EMPRESARIAL 
O professor Archie Carroll (1979) foi o primeiro autor a construir um modelo que 
avaliasse o desempenho das organizações ao nível social. O objetivo do modelo 
proposto por Carroll era construir um enquadramento conceitual para outros 
autores, com o intuito de os fazerem compreender que as várias definições de 
Responsabilidade Social Empresarial incluem-se em um modelo de desempenho 
social, e também criar um modelo para servir de guia para os gestores na aplica-
ção da responsabilidade empresarial (MACEDO; GADELHA; CÂNDIDO, 2014).
Esses debates referentes à criação de modelos sobre a responsabilidade social 
empresarial ganharam notoriedade e profundidade a partir da explicação de 
que a Responsabilidade Social Empresarial (RSE) inclui as expectativas da 
sociedade em relação às organizações, em aspectos econômico, legal, ético 
e discricionário, em dado momento no tempo (CARROLL, 1979, p. 290).
Para Carroll (1979), a responsabilidade econômica é a primeira e também a princi-
pal responsabilidade social da empresa, pois, antes de implantar qualquer programa, 
uma empresa precisa ser lucrativa. Logo, temos a responsabilidade legal, em que 
as empresas, além de buscarem o lucro, precisam cumprir as leis e os regulamen-
tos estabelecidos pelo governo. Já a responsabilidade ética é referente à obrigação 
da organização de fazer o que é certo e justo, evitando ou minimizando danos à 
sociedade, enquanto a responsabilidade discricionária, diferente das menciona-
das anteriormente, aconteceu sem que fosse sinalizada pela sociedade, mas sim, 
ocorrendo por meio de escolhas individuais. Assim, Carroll (1979) pensou se era 
correto entender essa responsabilidade como sendo das organizações. 
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Dando continuidade às suas pesquisas, Carroll (1991) concebeu as quatro 
dimensões da RSE como uma pirâmide, em que a base era econômica, sendo o 
pilar de toda organização, seguida pela responsabilidade legal, o cumprimento 
da legislação vigente, a terceira é a responsabilidade ética da organização, ou 
seja, esta deve fazer o que é certo, e no topo da pirâmide, Carroll chamou a 
quarta dimensão de responsabilidade social filantrópica, na qual contempla as 
ações em resposta às expectativas da sociedade. Podemos observar essa pirâ-
mide na Figura 1. 
Resposabilidades
�lantrópicas
Emp
resa
cida
dã.
Con
trib
uir c
om
recu
rsos
 par
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com
unid
ade
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pirâ
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ais r
esp
ons
abil
idad
es.
Resposabilidades
éticas
Resposabilidades
legais
Resposabilidades
econômicas
Figura 1 - Pirâmide da RSE
Fonte: adaptado de Carroll (1991, p. 42).
Com a construção da pirâmide proposta por Carroll (1979), todas as responsabi-
lidades dos negócios foram conferidas sobre sua base, isto é, a responsabilidade 
econômica, a “razão de ser” da organização, que trata da questão da lucrativi-
dade da organização para seus acionistas e de atenderàs demandas da sociedade. 
Com isso, todas as outras responsabilidades ocorrem depois que este princípio 
fundamental é satisfeito.
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IVU N I D A D E130
Esse modelo é um dos primeiros exemplos de como a estrutura de responsa-
bilidades deve estar dentro de uma corporação, além de ser amplamente usado. 
Entretanto, esse modelo tem enfrentado inúmeras críticas pela afirmação de 
que a raiz empresarial é maximizar o lucro e agir em nome dos interesses de 
seus acionistas, o que pode impedir organizações de atuarem de forma social-
mente responsável.
Campbell (2007, p. 12) argumenta que:
[...] as organizações que estão vivendo momentos desfavoráveis eco-
nomicamente são menos propensas a se envolverem em atos de res-
ponsabilidade social, pois têm menos recursos para investimentos em 
tempo, esforço e dinheiro. Portanto, essas empresas não são susceptí-
veis de atingir o patamar de comportamento socialmente responsável. 
O autor ainda afirma que, a para a organização ter lucro em curto prazo, ela pre-
cisa agir de maneira socialmente responsável.
Garriga e Mele (2004, p. 56) relatam que:
[...] foi por meio do modelo de governança corporativa de desempe-
nho social, criado por Wood no ano 1991, que surgiu um novo desen-
volvimento da RSE. Esse modelo é composto por: princípios de res-
ponsabilidade social, processos de responsabilidade social corporativa 
e resultados do comportamento empresarial.
Para Silva (2012), os princípios de Responsabilidade Social Empresarial devem 
contemplar: princípios de responsabilidade social, que sejam divulgados por toda 
organização; gestão de partes interessadas; divulgação de resultados da empresa, 
que devem compreender a parte ambiental, políticas sociais e programas sociais. 
Wood (1991) fortaleceu os trabalhos teóricos anteriores referentes à RSE, os 
quais foram apresentados por Carroll (1979) e Wartick e Cochran (1985), e ela-
borou um modelo chamado de Desempenho Empresarial Social, que podemos 
observar no Quadro 1, no qual foram contemplados os princípios que devem 
ser avaliados para definir o perfil da RSE. 
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Quadro 1 - Modelo de desempenho empresarial social
DIMENSÕES PRINCÍPIOS
Princípios de RSE
Legitimidade: princípio institucional.
Responsabilidade Pública: princípio organizacional.
Arbítrio dos executivos: princípio individual.
Processos de RSE
Avaliação do ambiente.
Gerenciamento dos stakeholders.
Gerenciamento das questões.
Resultados das ações de RSE
Impactos sociais.
Programas sociais.
Políticas sociais.
Fonte: adaptado de Wood (1991).
Pineda e Cárdenas (2008) confirmam que é possível aplicar um modelo de com-
portamento social de três fases, em que cada uma tem seus objetivos, que servirão 
de vínculo com a próxima fase; assim, a RSE fica qualificada por objetivos que 
estejam em conformidade com as particularidades de cada organização, dando 
um sentido prático para qualquer tipo de empresa. 
Schwartz e Carroll (2007) perceberam que a pirâmide proposta por Carroll 
(1979) poderia gerar confusões ou maneiras inadequadas de uso, então resolveram 
criar um novo modelo, usando círculos para indicar os três campos ou domínios da 
RSE: o domínio econômico, o legal e o ético, como podemos observar na Figura 2. 
Exclusivamente ético
Exclusivamente 
legal
Exclusivamente 
econômico
Econômico
/ético
Legal
/ético
Econômico/
legal/ético
Econômico/
legal
Figura 2 - Modelo elaborado nos três domínios da RSE
Fonte: Schwartz e Carroll (2007, p. 509).
DIMENSÕES DA RESPONSABILIDADE SOCIAL
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IVU N I D A D E132
Nesse modelo dos três domínios da RSE, a filantropia deixa de ser uma dimen-
são específica (como na pirâmide), porque os autores perceberam a dificuldade 
das organizações em distinguir as atividades éticas e filantrópicas. E, ainda, 
por casos da filantropia serem praticados somente por interesses econômicos 
(SCHWARTZ; CARROLL, 2007).
Quando analisamos a Figura 3 e estudamos o campo exclusivamente econômico, 
este é referente às atividades que proporcionam benefícios econômicos positivos, 
diretos e indiretos. Aqui está a maximização do lucro. Já quando olhamos para o 
campo exclusivamente legal, são as ações organizacionais que não oferecem nenhum 
benefício, ou seja, trata-se do domínio da lei, da conformidade legal, evitar litígios 
e ações para antecipar as mudanças das leis. Enquanto o domínio exclusivamente 
ético é referente às responsabilidades empresariais com base em princípios morais, 
são ações que não têm nenhuma implicação econômica ou legal direta ou indireta.
 O que podemos notar de novidade nesse modelo é a sobreposição de domí-
nios da RSE, formando sete segmentos ou categorias. A superposição ideal está 
localizada na interseção dos três domínios exclusivos, isto é, onde os três cam-
pos da RSE estão presentes ao mesmo tempo, em equilíbrio.
DIMENSÕES INTERNAS E EXTERNAS DA RSE
A RSE tem duas dimensões quando considerada a organização: interna e externa. 
A dimensão considerada interna engloba as práticas responsáveis socialmente, 
que dizem respeito, em primeiro lugar, aos colaboradores, e são referentes a inves-
timentos realizados para os recursos humanos, tais como: saúde e segurança do 
trabalho, gestão de recursos naturais utilizados em processos produtivos e mudan-
ças nestes. Isso é estendido para ações, políticas, programas para os fornecedores, 
distribuidores e todos aqueles que fazem parte da cadeia produtiva. 
Enquanto que, na dimensão externa, a RSE vai além dos muros da empresa, estão 
incluídas as comunidades locais e demais públicos, como: clientes, consumidores, 
autoridades públicas e ONGs que defendem os interesses das comunidades locais e 
Dimensões da Ética Empresarial
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o meio ambiente. Ficam incluídos programas, ações, políticas destinadas a qualquer 
grupo ou problema que não esteja relacionado diretamente com a empresa por meio 
de um contrato. Podem também ser incorporadas as iniciativas de suporte à comu-
nidade local, doações, participação em fóruns sobre meio ambiente, entre outros. 
Tanto a RSE interna e externa têm a mesma importância para as organiza-
ções e devem estar sempre conectadas. O desenvolvimento de uma RSE precisa 
ter respaldo por um amplo apoio de toda a organização, além disso, é preciso que 
o quadro de funcionários esteja envolvido nos programas de RSE, isso demonstra 
o fortalecimento da organização. 
DIMENSÕES DA ÉTICA EMPRESARIAL
A ética trata-se de algo que muda de acordo com a sociedade, com os costumes, 
a época, e até o meio em que os indivíduos participam. E, quando falamos de 
ética corporativa, com certeza, ela pode variar de acordo com a organização ou 
o ambiente no qual está inserida, pois é reflexo da sociedade, dos produtos que 
vende, da cultura interna, dentre outros fatores que comporão esse ambiente. 
O conceito “ética” tem origem grega, da palavra ethos, que significa modo 
de ser e representa as características de um grupo, portanto representa a 
forma de agir de um coletivo, em relação à sua cultura e ao seu compor-
tamento nessa sociedade. O conceito de ética, porém, evoluiu na história, 
podendo ser considerado caráter ou conjunto de princípios e valores mo-
raisque norteiam a conduta humana na sociedade (SANTOS, 2015, p. 4).
Dessa forma, podemos pensar que a ética melhora a vida da sociedade, a vida 
em grupos e o respeito das pessoas dentro do contexto social. A ética é reflexo 
da época, da sociedade, do avanço tecnológico, das relações e ações individuais, 
enfim, de todo o desenvolvimento da sociedade (JACQUES et al., 2008). 
Embora a ética influencie na construção de leis e normas, é importante salien-
tar que não pode ser confundida com elas, pois essas também são reflexos das 
sociedades nas quais estão inseridas. 
DIMENSÕES DA RESPONSABILIDADE SOCIAL
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IVU N I D A D E134
Dessa forma, podemos analisar que a globa-
lização mundial e as diferenças individuais 
são aspectos que se desenvolvem de maneira 
associada e paralela, de maneira que as pes-
soas, as organizações e o Estado precisam se 
unir com o intuito de construir uma socie-
dade mais justa, solidária, ética, sustentável 
e com responsabilidade social (COSTA; 
TEODOSIO, 2011).
As diferenças individuais mencionadas 
anteriormente existem devido às diferenças 
culturais, raciais e religiosas, às desigualdades 
sociais e econômicas, aos comportamentos 
diferentes e aos contextos históricos. Assim, não é possível continuar o desen-
volvimento e a construção de uma sociedade sendo indiferente a essas questões. 
Dessa forma, faz-se necessária a criação de políticas públicas e institucionais 
que contemplem as organizações, as entidades organizacionais, o terceiro setor, 
enfim, toda a sociedade (SILVA, 2012). 
Para Santos (2015) as cinco dimensões da ética empresarial são: 
Sustentabilidade; Respeito à Multicultura, Aprendizado Contínuo, Inovação e 
Governança Corporativa, e podemos observá-las na Figura 3. 
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SUSTENTABILIDADE
As
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 a
m
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en
ta
is
Aspectos soc iais
Aspectos econômico
s
Ética
Governaça
corporativa
Inovação
Aprendizado
contínuo
Respeito à
multicultura
Figura 3 - Cinco dimensões da ética empresarial
Fonte: Santos (2015, p. 6).
Podemos observar, na Figura 3, que a sustentabilidade está amparada pelos pila-
res: econômico, ambiental e social, de acordo com o Triple Botton Line (Tripé da 
Sustentabilidade), criado em 1990, pelo inglês John Elkington. 
Dessa maneira, o grande desafio das organizações é atualizar suas polí-
ticas e práticas de forma rápida, de maneira que possam atender à sociedade 
atual, que está em constantes transformações. Essas mudanças podem impactar 
diretamente nas questões éticas e também na elaboração de novas legislações, 
normativas e ações. 
Como exemplo disso, podemos abordar o fato de alguns países criarem ou 
fazerem revisões sobre leis referentes a temas atuais, tais como: plágio, ações dis-
criminatórias, questões ambientais e/ou responsabilidade social. No entanto, há 
a necessidade de revisar a regulamentação de aspectos comportamentais relati-
vos a crimes comuns, direitos sociais e outros. 
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Essa necessidade legal de revisão é fruto desse desenvolvimento so-
cial, uma sociedade muito mais ágil, com muita rapidez de comuni-
cações e transportes, muitas influências e trocas culturais, com alta 
tecnologia e com uma busca desenfreada de alguns pelo lucro e pelo 
poder (SANTOS, 2015, p. 12). 
Essa preocupação pode refletir diretamente nas organizações que, muitas vezes, 
precisam rever alguns aspectos, tais como:
 ■ Políticas internas.
 ■ Códigos de Conduta Empresarial.
 ■ Processos produtivos, certificações e formas de preservar o meio ambiente.
 ■ Formas de avaliações dos profissionais.
 ■ Estratégias de marketing e a forma de se relacionar com a sociedade, 
inclusive interna.
 ■ Meios de comunicação.
 ■ Relatórios e demonstrativos para divulgação das práticas éticas.
 ■ Ações sociais.
Quando uma organização revê estes aspectos, não deve ser algo formal; para 
Santos (2009, p. 484-485) é preciso três fatores, a saber: 
Com o desenvolvimento social, bem como a evolução da comunicação. 
As organizações se deparam com novas situações, sendo que as leis e a 
sociedade nem sempre estão preparadas para elas;
A ética e a responsabilidade social devem ser práticas cotidianas;
Existe a necessidade, não somente de tolerância, é preciso aceitar, res-
peitar, conviver, portanto, há muito para aprender com a multicultura.
Dentre os fatores citados e com as transformações sociais, surgem muitas deman-
das que requerem a questão da ética, às quais devemos nos adaptar. Por exemplo, 
uma organização precisa ter políticas para:
 ■ Utilização de computadores para um colaborador realizar atividades pes-
soais: isso deve ser aceito? Quais são os limites?
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 ■ O que deve ser considerado imoral em acessos à internet? E a fraudes?
 ■ E as participações em redes sociais, qual a postura da organização: deve 
proibir, regular ou permitir?
 ■ Questões de competição desleal com concorrentes ou espionagem, qual 
postura a organização deve ter? Quais as formas preventivas?
 ■ As questões de produtos eletrônicos e outros que agridem o meio ambiente: 
qual a política da empresa quanto a isso? Quem regulamenta?
 ■ Quanto ao código de defesa do consumidor: este impacta nas políticas 
da organização?
 ■ As questões de cidadania ou as ações sociais: a empresa incentivará? Qual 
o real grau de comprometimento da organização e de seus colaboradores?
 ■ As questões de assédio moral, assédio sexual, discriminação racial ou 
social: como uma organização regulamenta isso internamente, de forma 
preventiva? O que fazer após a ocorrência?
São inúmeros exemplos que podemos mencionar, e as organizações devem ter 
políticas preventivas, analisar as tendências sociais e, ao mesmo tempo, serem 
ágeis para fazer ações eficazes e no tempo necessário. É importante salientar que 
uma falta de postura ou de alguma ação da organização pode levar a magem da 
empresa à crise ou ao desgaste.
As questões acerca da Responsabilidade Social devem fazer parte do coti-
diano das empresas, as quais devem ter políticas próprias – não adianta possuir 
um código de ética rígido se, na prática, isso não acontece. Um exemplo disso 
é uma empresa que afirma, em sua missão, ter responsabilidade social, mas no 
seu dia a dia, não respeita nem a legislação trabalhista no que diz respeito a seus 
colaboradores ou não faz ações preventivas de poluição. Essa postura ética deve 
vir dos gestores e ser disseminada entre os colaboradores. 
DIMENSÕES DA RESPONSABILIDADE SOCIAL
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IVU N I D A D E138
CONCEPÇÃO DAS DIMENSÕES ÉTICAS
Segundo Santos (2015), a ética empresarial não é implementada de maneira ime-
diata em uma organização ou por meio de uma determinação legal ou norma 
interna. Essa ética empresarial é construída por meio da evolução histórica da 
instituição, empresas familiares e pequenas também devem ser constituídas dessa 
maneira. Não é fácil mudar a postura de uma organização, transformando-a em 
ética e responsável. Isso pode trazer para as empresas demissões e problemas 
legais, caso o processo não seja conduzido de forma adequada. 
O assédiomoral é um tema de notável relevância jurídica, haja vista tratar-se 
de um fenômeno marcadamente presente na sociedade, podendo desenro-
lar sua trama nos meios escolar (nesse caso, mais conhecido como bullying), 
familiar e, sobretudo, no âmbito das relações trabalhistas.
Também denominado mobbing, o assédio moral consiste em grave afron-
ta aos direitos fundamentais, especialmente à dignidade do trabalhador 
coagido. Podendo partir tanto de superiores quanto de agressor ocupante 
de degrau hierárquico idêntico ou inferior ao da vítima, os atos de assédio 
podem manifestar-se por meio de gestos, palavras, escritos ou qualquer 
conduta abusiva e humilhante que possa trazer danos à personalidade, à 
dignidade, ou à integridade física e psíquica de uma pessoa, colocando em 
risco seu emprego e degradando o ambiente de trabalho.
A implantação de um programa de responsabilidade comportamental im-
plica rigor na condução dos episódios de assédio, sem descuidar do propó-
sito educativo, que deve ser exercitado por meio do oferecimento de cursos 
e cartilhas informativas destinados ao esclarecimento de todos os integran-
tes do corpo empresarial, da mais alta hierarquia ao “chão da fábrica”.
Fonte: adaptado de Tribuna (2011, on-line).
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Infelizmente, ainda existem empresas e governos que pensam apenas em crescer, 
sem se preocupar com as questões éticas e de responsabilidade social, mas também 
existem muitas gestões corporativas que são exemplos de comprometimento com 
a sociedade. Por isso, é importante que a organização deixe claro que a construção 
de políticas éticas é um processo contínuo, que requer o desenvolvimento da prática 
diária, ter avaliações internas, normativas, e também, manutenção. Quando uma 
organização possui um ambiente ético e com compromisso social, isso se reflete na 
autoestima dos funcionários e em uma sociedade mais justa (OLIVEIRA, 2003). 
Dessa forma, para Santos (2015), é importante frisar que as cinco dimensões 
éticas apresentadas não têm relação hierárquica, foram enumeradas apenas para 
facilitar sua análise e devem estar integradas, pois foram criadas com o objetivo 
de criar políticas éticas, portanto, não devem ser analisadas de maneira separada. 
Dessa maneira, temos as cinco dimensões, como: 1 - Sustentabilidade, à 2 - 
Respeito à Multicultura; 3 - Aprendizado Contínuo; 4 - Inovação e 5 - Governança 
Corporativa. Veremos estas dimensões a seguir.
Sustentabilidade
Conforme mencionado anteriormente, a ética representa o conjunto de princí-
pios e valores morais que norteiam a conduta humana na sociedade. No que diz 
respeito à sustentabilidade, uma empresa ética precisa contribuir para um pla-
neta mais sustentável, para isso, as organizações, já em sua concepção, devem 
pensar na sustentabilidade.
Podemos ter, mesmo em empresas familiares, a Responsabilidade Empresa-
rial desde a concepção das organizações.
DIMENSÕES DA RESPONSABILIDADE SOCIAL
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IVU N I D A D E140
As organizações devem se preocupar com os impactos ambientais decor-
rentes do seu processo, dos recursos usados pelos seus colaboradores, impactos 
que suas atividades trazem junto a comunidade na qual está inserida. Exemplo 
disso é uma organização que está preocupada em desenvolver um processo pro-
dutivo que poluaa pouco e gere a quantidade mínima de resíduos. O fato de agir 
dessa maneira não significa que a sua fábrica não traga impactos ambientais, no 
entanto, houve uma preocupação, por parte da organização, com o sistema de 
produção. Essa organização também deve pensar além do processo produtivo, 
considerar a geração de resíduos provenientes do escritório, das cozinhas, dos 
seus fornecedores. Nesse caso, a empresa não se preocupou com sua relação glo-
bal com o meio ambiente, apenas com uma parcela. 
É importante afirmar que, quando falamos em impactos ambientais dentro 
de uma empresa, são necessárias várias ações, a saber:
 ■ Analisar se a matéria-prima e os insumos são altamente impactantes.
 ■ Verificar a maneira que os materiais são utilizados, se há qualificação dos 
profissionais no seu manuseio.
 ■ Buscar maneiras de reaproveitamento dos resíduos.
 ■ Procurar melhorias em processos produtivos e/ou certificações.
 ■ Criar maneiras de mensurar os impactos ambientais e, caso não seja pos-
sível eliminá-los, buscar meios de minimizá-los.
 ■ Criar políticas para orientar os colaboradores com maneiras preventi-
vas ou corretivas.
Dessa forma, o impacto ambiental das organizações deve ser levado em consi-
deração na elaboração das políticas éticas.
No aspecto econômico da sustentabilidade, alguns pontos devem ser evita-
dos, tais como: ter sua missão voltada para a sustentabilidade econômica e não 
ter toda a visão que engloba o negócio; quando a organização se preocupa de 
maneira adequada com os aspectos econômicos e desperdiça recursos, pode 
perder oportunidades de alavancagem financeira ou até encerrar as atividades 
(MUELLER, 2005).
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Para Santos (2015, p. 12):
[...] o fato de uma instituição ser filantrópica ou sem fins lucrativos, 
por exemplo, não significa que não deva ter lucro, mas que a finalidade 
central não é o lucro. Todas as instituições necessitam do lucro para a 
sua manutenção. Um estudo adequado dos recursos, realizar projeções 
econômico-financeiras ou mercadológicas, conhecer aspectos básicos 
da empresa, da tributação, do comportamento do mercado e outros são 
fundamentais para os gestores.
Quanto aos aspectos sociais, as organizações devem:
 ■ Promover a política interna e externa de maneira justa, com transparên-
cia e ética, envolvendo o crescimento profissional dos colaboradores, o 
cumprimento da legislação, entre outros. 
 ■ Criar ações que incentivem o convívio equilibrado entre fornecedores, 
colaboradores, clientes, comunidade interna e externa.
 ■ Ter salários, remunerações e benefícios justos.
 ■ Ter políticas amplas no que diz respeito à questão social.
É importante frisar que a responsabilidade social em relação à sustentabilidade 
não pode estar limitada aos portões da empresa; é preciso que a responsabili-
dade social contribua para a melhoria e para o desenvolvimento humano e do 
meio ambiente. 
Respeito à Multicultura
Uma organização, ao desenvolver um código de ética, que traz políticas, direitos e 
deveres, dificilmente funcionará caso não tenha a participação dos colaboradores 
e outros envolvidos. Por isso, para desenvolver as políticas éticas, é muito rele-
vante ter o envolvimento de funcionários, bem como o respeito pelas diferenças. 
Esse respeito deve considerar as diferenças individuais e permear todas as 
práticas éticas corporativas. Com esta visão, alguns aspectos são respeitados, tais 
como: a vida, a valorização pessoal, o ecossistema, as diferenças religiosas, étni-
co-raciais, culturais, dentre outras. 
DIMENSÕES DA RESPONSABILIDADE SOCIAL
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IVU N I D A D E142
Aprendizado Contínuo 
São necessários a educação e o aprendizado contínuo para que as organizações 
possam acompanhar as novas realidades sociais. Para Santos (2009), a inclusão 
desta dimensão é importante porque surgem inúmeros impactos ambientais e 
sociais que necessitam de profissionais qualificados. 
 InovaçãoA inovação possibilita, para a organização, a criação de políticas capazes de pensar 
as necessidades e as realidades das organizações, respeitando as suas diferenças.
Governança Corporativa
De acordo com o IBGC (2009, p. 19), Governança Corporativa é:
[...] o sistema pelo qual as organizações são dirigidas, monitoradas e 
incentivadas, envolvendo as práticas e os relacionamentos entre pro-
prietários, conselho de administração, diretoria e órgãos de controle. 
As boas práticas de Governança Corporativa convertem princípios em 
recomendações objetivas, alinhando interesses com a finalidade de 
preservar e otimizar o valor da organização, facilitando seu acesso ao 
capital e contribuindo para a sua longevidade.
Para a implantação das políticas éticas, é necessário o desenvolvimento de políticas 
de Governança Corporativa, portanto, a empresa deve criar, aplicar e desenvol-
ver o seu modelo de gestão. Para isso, é importante que sejam consideradas as 
características de cada instituição, bem como o seu porte. Seus princípios bási-
cos podem ser analisados no Quadro 2.
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Quadro 2 - Princípios básicos da Governança Corporativa
PRINCÍPIO DEFINIÇÃO
Transparência 
Consiste no desejo de disponibilizar, para as partes interessa-
das, as informações que sejam de seu interesse e não apenas 
aquelas impostas por disposições de leis ou regulamentos. 
Não deve restringir-se ao desempenho econômico-finan-
ceiro, mas contemplar também os demais fatores (inclusive 
intangíveis) que norteiam a ação gerencial e que condizem 
com a preservação e a otimização do valor da organização.
Equidade 
Caracteriza-se pelo tratamento justo e isonômico de todos 
os sócios e demais partes interessadas (stakeholders), levan-
do em consideração seus direitos, deveres, necessidades, 
interesses e expectativas. 
Prestação de 
Contas (accoun-
tability) 
Os agentes de governança devem prestar contas de sua 
atuação de modo claro, conciso, compreensível e tempesti-
vo, assumindo integralmente as consequências de seus atos 
e omissões, atuando com diligência e responsabilidade no 
âmbito dos seus papéis. 
Responsabilida-
de Corporativa
Os agentes de governança devem zelar pela viabilidade 
econômico-financeira das organizações, reduzir as externa-
lidades negativas de seus negócios e de suas operações e 
aumentar as positivas, levando em consideração, no seu mo-
delo de negócios, os diversos capitais (financeiro, manufa-
turado, intelectual, humano, social, ambiental, reputacional 
etc.) em curto, médio e longo prazos.
Fonte: IBGC (2009, p. 19).
Podemos observar que existe uma ligação entre o conceito de Governança 
Corporativa e as quatro dimensões anteriores, de forma a complementá-las.
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POLÍTICAS DE INCLUSÃO E RESPONSABILIDADE SOCIAL 
A política de inclusão é muito relevante em políticas sociais dos governos e das 
organizações. Thorp (2014) fala que existem dois motivos para tratarmos de desi-
gualdade, que são: justiça e eficiência. Quanto à justiça, não é possível pensar em 
inclusão sem considerar um aspecto básico dos direitos humanos: a vida digna. 
No que diz respeito à eficiência, a autora menciona que um país não pode ter 
crescimento com estruturas desiguais, que não possibilitam reduzir a pobreza 
e nem fazem a inclusão.
Essas realidades podem trazer problemas, tais como violência e instabili-
dade. Olarte (2014, p. 36) destaca que:
A partir da perspectiva de desenvolvimento humano, podemos definir 
a inclusão social como o conjunto de laços sociais que permite às pes-
soas terem aspirações e aproveitarem o que dão valor em suas vidas e, 
ao mesmo tempo, sejam valorizados na sociedade em que pertencem.
No Art. 5º da Constituição Federal, consta o princípio da igualdade: “Todos são 
iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos bra-
sileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, 
à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade.”
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Para Santos (2015, p. 101): 
[...] o conceito de que todas as pessoas são iguais pode levar a uma 
conclusão de que todos devem ter direitos iguais. Observa-se, porém, 
que isso não é fato, pois devem ser consideradas as desigualdades ou 
diferenças. Os iguais devem ser tratados de forma igual, mas, conforme 
o princípio da isonomia, os desiguais devem ser tratados de forma a 
minimizar essas desigualdades. 
Por esse motivo, a legislação brasileira é diferente para os desiguais. Dessa maneira, 
podemos exemplificar esse tratamento diferenciado com o intuito de possibilitar 
inclusão social e minimizar as diferenças de diversas formas, tais como:
 ■ Cotas para negros, índios ou pessoas de baixa renda em universidades.
 ■ Cotas para a contratação de pessoas com deficiência em empresas.
 ■ Seguro-desemprego para desempregados recentes. 
 ■ Alíquotas menores ou não tributação de Imposto de Renda (IR) para pes-
soas com menor renda. 
 ■ Licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com a dura-
ção de 120 dias.
 ■ Licença-paternidade. 
 ■ Diferenças entre direitos de trabalhadores rurais e urbanos. 
 ■ Exigência de acessibilidade em instituições de ensino. 
Diversos outros exemplos podem ser citados, porém, foram destacados apenas 
alguns, devido à amplitude do tema.
A exclusão social pode ser classificada em cinco tipos, a saber: 
 ■ Econômica.
 ■ Social. 
 ■ Cultural. 
 ■ Patológica.
 ■ Comportamentos autodestrutivos. 
 ■ Outras formas de exclusão, tais como discriminação por orientação sexual. 
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IVU N I D A D E146
O que podemos observar é que determinado tipo de exclusão é associado a outros 
tipos, principalmente a exclusão econômica que, muitas vezes, está relacionada 
a aspectos sociais, culturais ou outros.
PESSOAS COM DEFICIÊNCIA
As pessoas com deficiência, muitas vezes, têm dificuldade até de estudar ou fre-
quentar determinados ambientes por causa de fatores limitantes, tais como: falta 
de planejamento das instituições ou falta de políticas públicas e privadas.
Na Constituição Federal de 1988, conforme o Art. 207, inciso III, passou 
a ser dever do Estado a garantia de atendimento educacional especializado aos 
portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino. 
Assim, as organizações precisam não apenas prever procedimentos em suas 
normas de conduta, mas também realizar um planejamento para melhor aten-
dê-los, além de conhecer a legislação específica.
Sendo assim, entre as ações possíveis das empresas para inclusão de pessoas 
com deficiência, podemos evidenciar (SANTOS, 2015):
a) Planejamento da Infraestrutura: a infraestrutura contempla desde edifica-
ções até instalações ou objetos apropriados.
A infraestrutura pode prever aspectos, tais como: rampas, corrimãos, 
elevadores, banheiros adaptados, barras de apoio e outros. Estes 
exemplos estão voltados para cadeirantes ou outros deficientes com 
dificuldade de locomoção, mas devem ser pensados também para defi-
cientes visuais, auditivos e com outras necessidades.
Destaca-se que o investimento para adaptação de um prédiopara defi-
cientes, muitas vezes, é mais caro do que a construção dele adaptado, 
por esse motivo, a contratação de um profissional no momento ante-
rior ao início das obras, sempre que possível, é o mais adequado.
b) Políticas e Práticas Cotidianas: as organizações devem ter uma política para 
receberem as pessoas com deficiência de maneira adequada, propondo, além 
de políticas de contratação, treinamento, inclusão e adaptação.
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As pessoas com deficiência não necessitam de um espaço específico para elas, pois 
desejam que as escolas, empresas, clubes, academias, shoppings, meios de trans-
portes, vias públicas, órgãos públicos e outros espaços sejam comuns e adaptados 
para as suas necessidades. As pessoas e as organizações, por sua vez, precisam 
estar preparadas, pois não podem agir de forma assistencialista ou excludente.
Santos (2015) exemplifica ações inadequadas, a seguir:
 ■ Postura assistencialista ou incorreta: o grupo de funcionários da empresa 
tem a concepção de que o deficiente é incapaz ou limitado e busca auxiliar 
até em tarefas simples, como transportar um cadeirante sem consultar se 
ele prefere deslocar-se sozinho ou ficar parado no local. 
 ■ Política excludente: contratar deficientes para atividades menos relevantes, 
por considerá-los potencialmente incapazes. O correto seria contratá-los 
para cargos ou funções adaptadas às suas necessidades, pois é comum eles 
se superarem e obterem alto rendimento.
c) Conhecer a legislação para pessoas com deficiência: as organizações preci-
sam deste conhecimento, pois, além de ser importante para a inclusão social, 
pode evitar processos judiciais.
É importante salientar que, na própria Constituição Federal (1988), é 
proibido qualquer discriminação no tocante a salário e a critérios de 
admissão do trabalhador portador de deficiência. 
Um exemplo que merece destaque é o Decreto n.. 3.298, de 20 de dezem-
bro de 1999, criado para a inclusão dos Portadores de Necessidades 
Especiais no mercado de trabalho e que define percentuais mínimos 
de Pessoas Portadoras de Necessidades Especiais: 
Do Acesso ao Trabalho Art. 36. A empresa com cem ou mais emprega-
dos está obrigada a preencher de dois a cinco por cento de seus cargos 
Se uma organização possui deficientes, eles são as pessoas mais indicadas e 
interessadas para auxiliar na elaboração dessas políticas. Portanto, é funda-
mental a participação dos deficientes na elaboração das políticas inclusivas.
Fonte: Santos (2015, p. 107).
DIMENSÕES DA RESPONSABILIDADE SOCIAL
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IVU N I D A D E148
com beneficiários da Previdência Social reabilitados ou com pessoa 
portadora de deficiência habilitada, na seguinte proporção:
I - até duzentos empregados, dois por cento;
II - de duzentos e um a quinhentos empregados, três por cento;
III - de quinhentos e um a mil empregados, quatro por cento; ou
IV - mais de mil empregados, cinco por cento.
§ 1º A dispensa de empregado na condição estabelecida neste artigo, quan-
do se tratar de contrato por prazo determinado, superior a noventa dias, e 
a dispensa imotivada, no contrato por prazo indeterminado, somente po-
derá ocorrer após a contratação de substituto em condições semelhantes.
§ 2º Considera-se pessoa portadora de deficiência habilitada aquela 
que concluiu curso de educação profissional de nível básico, técnico ou 
tecnológico, ou curso superior, com certificação ou diplomação expe-
dida por instituição pública ou privada, legalmente credenciada pelo 
Ministério da Educação ou órgão equivalente, ou aquela com certifica-
do de conclusão de processo de habilitação ou reabilitação profissional 
fornecido pelo Instituto Nacional do Seguro Social - INSS.
§ 3º Considera-se, também, pessoa portadora de deficiência habilitada 
aquela que, não tendo se submetido a processo de habilitação ou reabi-
litação, esteja capacitada para o exercício da função.
§ 4º A pessoa portadora de deficiência habilitada nos termos dos §§ 2o e 3o 
deste artigo poderá recorrer à intermediação de órgão integrante do siste-
ma público de emprego, para fins de inclusão laboral na forma deste artigo.
§ 5º Compete ao Ministério do Trabalho e Emprego estabelecer siste-
mática de fiscalização, avaliação e controle das empresas, bem como 
instituir procedimentos e formulários que propiciem estatísticas sobre 
o número de empregados portadores de deficiência e de vagas preen-
chidas, para fins de acompanhamento do disposto no caput deste artigo 
(BRASIL, 1999, on-line).
A Organização das Nações Unidas (ONU) batizou de A Acessibilidade (Figura 
4) o novo desenho, que tem como proposta não tipificar nenhuma deficiência 
específica. De acordo com a ONU, trata-se de uma figura simétrica conectada 
por quatro pontos a um círculo, e que representa a harmonia entre o ser humano 
e a sociedade, e com os braços abertos, simbolizando a inclusão de pessoas com 
todas as habilidades, em todos os lugares. Para sua utilização, não há a necessi-
dade de autorização prévia, no entanto, percebe-se que é pouco utilizado. 
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Figura 4: A Acessibilidade
Fonte: Reflexão sobre rodas (2017, on-line)2.
PROJETOS QUE VISAM A INCLUSÃO SOCIAL
A seguir, vamos apresentar alguns projetos que buscam a inclusão social.
Projeto Espaço Cultural da Grota - O projeto acontece há mais de 20 
anos na comunidade da Grota do Surucucu, em Niterói, onde cerca de 
250 crianças e jovens têm aulas gratuitas de música, além de diversas 
atividades recreativas e educacionais. O trabalho deu origem à Orques-
tra de Cordas da Grota, grupo reconhecido internacionalmente, e já 
formou diversos músicos profissionais que atuam como instrumentis-
tas e professores. Além da unidade principal, há outros 11 polos espa-
lhados pelo Estado do Rio de Janeiro (GRUPO, [2018], on-line)3.
Qualificação profissional de pessoas com deficiência: o Projeto Construir, 
desenvolvido pelo Senai, em Alagoas, oferece qualificação profissional e inclu-
são de pessoas com deficiência e em reabilitação. Atualmente, são atendidos 70 
aprendizes de 20 construtoras alagoanas (SENAI, 2017, on-line)4.
Sociedade Benfeitora Jaguaré: é uma organização sem fins lucrativos que 
atende crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, por meio 
de projetos socioeducativos e de profissionalização. A organização foi fundada 
DIMENSÕES DA RESPONSABILIDADE SOCIAL
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por empresários que se reuniam na região do Jaguaré, os quais perceberam que 
havia, nesse bairro industrial da Zona Oeste do município, grande demanda, 
pois sua população era constituída, em grande parte, por pessoas com baixa ou 
nenhuma renda e, em 1958, criaram uma organização sem fins lucrativos que 
pudesse atender a seus moradores. A ONG oferece programas socioeducativos 
às famílias que não têm acesso a outros recursos da comunidade. A instituição 
desenvolve e implanta programas sociais, educativos e econômicos que vão ao 
encontro das necessidades da população em situação de vulnerabilidade social.
Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD): é conhecida em 
todo o Brasil por meio da campanha Teleton, tem um dos melhores comple-
xos hospitalares da área, além de ser referência emqualidade no tratamento de 
pessoas com deficiência física. Por meio do Teleton, que tem como mascotes 
Tonzinho e Nina, inspirados nos usuários da ONG, doações são feitas por meio 
do site AACD e via telefone, e toda renda é revertida à entidade. 
O trabalho do terceiro setor e destas atividades de inclusão social são fun-
damentais para o desenvolvimento do país (SANTOS, 2015). Existem inúmeros 
projetos de inclusão social no Brasil, cada um com sua finalidade e seu público 
a ser atendido. Além desses projetos, podemos citar vários outros, com diferen-
tes objetivos, por exemplo, projetos para:
 ■ Ressocialização de apenados.
 ■ Pesquisa na área da saúde.
 ■ Minimização de desigualdades sociais.
 ■ Prestação de serviços de saúde para áreas isoladas.
 ■ Alfabetização e outros.
Desta forma, prezado(a) aluno(a), chegamos ao final de mais uma unidade, 
conhecendo um pouco mais das muitas práticas de inclusão social realizadas 
no Brasil. Podemos, então, pensar: o que realmente as organizações estão pro-
pondo para práticas inclusivas? Estão inseridas em todo contexto da organização? 
Considerações Finais
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
Estudamos, nessa unidade, a pirâmide da Responsabilidade Social Empresarial 
proposta pelo professor Archie Carroll (1979), que está dividida em quatro par-
tes: Responsabilidade Econômica, Responsabilidade Legal, Responsabilidade 
Ética e Responsabilidade Filantrópica ou Discricionária.
Vimos, também, que a construção da pirâmide teve sua base na responsabilidade 
econômica, levando em consideração os lucros da empresa e que, em algumas 
vezes, as organizações com problemas financeiros têm dificuldades para 
implementar a Responsabilidade Social.
Também estudamos pesquisadores que propuseram um modelo com círcu-
los para apresentar os domínios da Responsabilidade Social Empresarial, sendo: 
domínio econômico, legal e ético. Nesta representação, temos a interseção entre 
os três domínios, e o desafio das organizações é essa interligação.
Foi abordada a questão da ética dentro das organizações, que ela vai além 
de fazer o certo, e que uma empresa que busca a Responsabilidade Social deve 
ter a ética em sua cultura. Suas cinco dimensões são: Sustentabilidade; Respeito 
à Multicultura, Aprendizado Contínuo, Inovação e Governança Corporativa.
 A sustentabilidade aborda a questão de minimização de impactos ambientais 
causados pelas organizações, a proposta de programas voltados à área ambien-
tal, a promoção de políticas internas e externas, a transparência, entre outros. O 
Respeito à Multicultura trata-se do respeito às diferenças entre as pessoas, da cria-
ção de um código de ética dentro da organização; o Aprendizado Contínuo visa 
a qualificação dos profissionais na área de Responsabilidade Social; a Inovação 
possibilita pensar em novas necessidades; e a Governança Corporativa trata do 
sistema pelo qual as empresas são monitoradas, dirigidas e incentivadas, bus-
cando a longevidade da empresa.
152 
1. Carroll criou a pirâmide da responsabilidade social, que está dividia em quatro 
partes, a saber: Responsabilidade Econômica, Responsabilidade Legal, Res-
ponsabilidade Ética e Responsabilidade Filantrópica. Diferencie as quatro RSEs 
propostas por Carroll.
2. De acordo com Santos (2015), as cinco dimensões da ética empresarial são: 
Sustentabilidade; Respeito à Multicultura, Aprendizado Contínuo, Inovação e 
Governança Corporativa. Diante desse contexto, explique sobre a dimensão: 
Respeito à Multicultura.
3. Vimos, em nossos estudos, que a Responsabilidade Social tem Dimensões In-
ternas e Externas. Diante disso, cite algumas ações externas da RSE.
4. Governança Corporativa tem como intuito dirigir, monitorar, incentivar, envol-
ver a relação dos sócios das empresas, bem como as partes interessadas. Acer-
ca desse assunto, explique o princípio da equidade.
5. Quando falamos em inclusão social, temos que pensar nas ações cujo objetivo 
é combater a exclusão da vida em sociedade, o que, muitas vezes, é provoca-
da por diferenças. Diante desse contexto, cite algumas formas de possibilitar a 
inclusão social.
153 
Roteiro de como se elaborar um código de Ética
O que é código de conduta e ética profissional?
Para compreendermos o que é ética profissional, precisamos viajar pela etimologia da 
palavra ética primeiro. O termo é originário do grego, éthos, que significa “propriedade 
do caráter”. Dessa forma, é possível concluir que a ética profissional é um conjunto de 
regras que norteiam o comportamento dos indivíduos durante o exercício de seu ofício.
Como resultado, têm-se os códigos de ética e conduta, que são elaborados pelos conse-
lhos e federações que fiscalizam as profissões e pelas empresas que os contratam como 
prestadores de serviços.
A ética profissional tem como objetivo a disciplina a moral e os costumes das pessoas, 
sendo essa a base do exercício das suas funções. Por isso, mais do que meramente segui-
das durante o expediente de trabalho, ela deve fazer parte da consciência dos profissio-
nais inclusive em âmbito pessoal.
Saber mais sobre o que é ética profissional oferece as diretrizes adequadas para os funcio-
nários desempenharem com excelência as suas atividades dentro dos parâmetros culturais 
que a empresa impõe. Além disso, o guia de conduta ajuda a estabelecer um relacionamen-
to com colegas de trabalho, clientes e fornecedores que tenham como referência alguns dos 
valores mais importantes, tais como o respeito, a responsabilidade e a honestidade.
Apesar do código de ética e conduta abranger vários princípios que dependem de cada 
grupo profissional e das diversas companhias existentes, existem algumas regras que 
são universais para todos. Entre eles, está proceder bem, não prejudicar os colegas de 
trabalho e cumprir os valores estabelecidos pela organização e pela sociedade.
Fonte: Marques (2018, on-line).
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2 Em: <http://reflexaosobrerodas.com.br/2017/09/novo-simbolo-de-acessibilida-
de-voce-conhece>. Acesso em: 09 maio 2019.
3 Em: <http://grupoimoveis.com.br/blog/projetos-para-inclusao-social-de-jovens-
-e-adolescentes-buscam-colaboradores/>. Acesso em: 09 maio 2019.
4 Em: <https://noticias.portaldaindustria.com.br/listas/8-projetos-do-senai-que-
-promovem-a-acessibilidade-e-a-inclusao-de-pessoas-com-deficiencia/>. Acesso 
em: 09 maio 2019
GABARITO
1. A base desta pirâmide é a Responsabilidade Econômica, em que existe maior 
responsabilidade, é a base do negócio onde está inserido os lucros da empre-
sa pela qual a organização existe. Gerar lucro ao máximo, ser competitivo no 
mercado e eficiente. Na Responsabilidade Legal, as empresas devem ter um 
comportamento exemplar de acordo com as leis e normas do país onde estão 
inseridas. A Responsabilidade Ética são os comportamentos e atitudes da em-
presa. Da Responsabilidade Filantrópica é funcionamento consistente com as 
expectativas filantrópicas e de caridade da sociedade, é esperado que a empresa 
apoie a cultura, participe de voluntariado e atividades nas comunidades locais, 
apoie as instituições educacionais, melhore a qualidade de vida em geral, na co-
munidade.
2. A dimensão Respeito à Multicultura e as políticas que consideram as diferenças 
individuais devem permear todas as práticas éticas corporativas. Trata-se de res-
peitar as diferenças dentro da organização. 
3. Desenvolvimento de projetos e programas sociais, parcerias com o governo, as 
ONGs e a sociedade civil, aplicação de recursos em programas de preservação 
ambiental, capacitação para o trabalho por meio de programas de voluntariado, 
entre outros. 
4. É um princípio caracterizado pelo tratamento justo e isonômico de todos os só-
cios e demais partes interessadas (stakeholders), levando em consideração seus 
direitos, deveres, necessidades, interesses e expectativas.
5. Cotas para negros, índios ou pessoas de baixa renda em universidades; cotas 
para a contratação de pessoas com deficiência em empresas; seguro-desempre-
go para pessoas desempregadas recentemente; licença à gestante, sem prejuízo 
do emprego e do salário, com a duração de 120 dias; licença-paternidade; dife-
renças entre direitos de trabalhadores rurais e urbanos; exigência de acessibili-
dade em instituições de ensino.
GABARITO
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Professora Me. Renata Cristina de Souza Chatalov
Professora Me. Natália C. da Silva Matos
AUDITORIAS E MODELOS DE 
DIVULGAÇÕES DE AÇÕES 
SUSTENTÁVEIS
Objetivos de Aprendizagem
 ■ Apresentar os demonstrativos de natureza social e ambiental.
 ■ Demonstrar os principais modelos de Balanço Social e relatórios de 
sustentabilidade.
 ■ Apresentar as premiações na área de sustentabilidade.
Plano de Estudo
A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:
 ■ Demonstrativos de natureza social e ambiental
 ■ Modelos de Balanço Social
 ■ Premiações na área de sustentabilidade
INTRODUÇÃO
Caro(a) aluno(a), nesta quinta e última unidade da nossa disciplina de 
Sustentabilidade e Responsabilidade Social, estudaremos as formas de demons-
trar os resultados de ações sustentáveis e de investimentos na área ambiental e 
social. Mas as empresas podem fazer esse tipo de ação? Sim, podem, por meio de 
balanços sociais, relatórios de sustentabilidade e premiações, que são as manei-
ras encontradas pelas empresas para apresentar esses investimentos.
Começaremos estudando os demonstrativos de natureza social e ambiental, 
que se tratam de: Balanço social; Demonstração do Valor Adicionado (DVA); 
Norma Brasileira de Contabilidade Técnica 15 (NBC T 15); Relato Integrado. 
Analisaremos a diferença entre eles.
Veremos que o Balanço Social tem por objetivo apresentar a realidade eco-
nômica, social e ambiental de uma empresa, do governo ou de uma ONG. 
Estudaremos os precedentes históricos do balanço social.
Dentre os modelos que estudaremos, você conhecerá o modelo Ibase, pro-
posto pelo sociólogo Herbert de Souza, o Betinho. Este modelo é um balanço de 
cunho social, lançado nos anos 90, o qual tem por objetivo publicar a respon-
sabilidade social empresarial, trazendo informações sobre projetos, benefícios 
e ações sociais dirigidas aos colaboradores, investidores, acionistas e à comuni-
dade em geral.
Veremos o relatório GRI, pois, quando falamos em sustentabilidade empre-
sarial, aqui mesmo, no Brasil, há muitas empresas que já conhecem e aplicam 
muito bem esse conceito. Entretanto, há empresas que têm um pouco de difi-
culdade em mensurar suas ações sustentáveis no impacto social e ambiental nas 
operações no dia a dia da organização. Você verá que, nesse modelo, já existe o 
“preenchimento online”, facilitando, paraas organizações, a análise do modelo 
proposto por esse relatório.
Finalizaremos nossos estudos apresentando a você algumas premiações que 
são muito importantes na área de sustentabilidade e disseminação dos ODS.
Introdução
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DEMONSTRATIVOS DE NATUREZA SOCIAL E AMBIENTAL 
De acordo com Santos (2015), as organizações têm observado uma necessidade 
maior do que se limitar aos demonstrativos de natureza ambiental e estão buscando 
construir instrumentos de natureza social e ambiental. Esta abordagem possibilita per-
ceber a necessidade de associar dados contábeis e financeiros a esses demonstrativos.
Com esta concepção, foram construídos, entre outros, os seguintes 
instrumentos:
 ■ Balanço social.
 ■ Demonstração do Valor Adicionado (DVA).
 ■ Norma Brasileira de Contabilidade Técnica 15 (NBC T 15).
 ■ Relato Integrado.
Além disso, é preciso analisar o seguinte:
 ■ Existe uma proposta que está sendo desenvolvida, que se trata do rela-
tório integrado.
 ■ É preciso aperfeiçoar os instrumentos, criando indicadores que possibi-
litem comparabilidade entre períodos e entre empresas com diferentes 
perfis, em especial, que sejam efetivos para as pequenas e médias empresas.
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Os demonstrativos de natureza social e ambiental consistem em instrumentos 
que possibilitam (SANTOS, 2015):
 ■ Comparar períodos diferentes.
 ■ Divulgar o comprometimento e as ações sociais e ambientais das empresas.
 ■ Comparar empresas e segmentos.
 ■ Ampliar a transparência institucional.
 ■ As empresas prestarem contas para acionistas, funcionários, terceirizados, 
fornecedores, parceiros, governo, comunidade externa e outros.
A responsabilidade social e ambiental, assim como os seus demonstrativos, são 
muito relevantes para a sociedade atual e devem ser aprimorados e mais utili-
zados pelas empresas.
Segundo Vallaeys (2014, p. 133):
O Movimento de Responsabilidade Social das Empresas (RSE) se desen-
volveu fortemente durante as últimas décadas. As normas de qualidade in-
tegram agora os aspectos sociais e ambientais dos processos de produção. 
BALANÇO SOCIAL
O Balanço Social ou Relatório de Sustentabilidade tem por intuito descrever a rea-
lidade econômica, social e ambiental de uma entidade (empresa, governos, ONGs).
O Balanço Social objetiva ser equitativo e comunicar informação que satis-
faça à necessidade de quem dele precisa (TINOCO, 2010). Esta é a missão 
da Contabilidade, como ciência de reportar informação contábil, financeira, 
Para saber mais sobre o assunto, assista o vídeo a 
seguir:
Observatório Social, com Giuliana Lenzi.
AUDITORIAS E MODELOS DE DIVULGAÇÕES DE AÇÕES SUSTENTÁVEIS
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
VU N I D A D E162
econômica, social, ambiental, física, de produtividade e de qualidade, mas com 
sustentabilidade, buscando o Desenvolvimento Sustentável.
Para Kroetz (2000, p. 68):
O Balanço Social, antes de ser uma demonstração endereçada à socieda-
de, é uma ferramenta gerencial que reúne dados quantitativos e qualita-
tivos sobre as políticas administrativas e as relações entidade/ambiente.
Sobre sua utilidade, Tinoco (2010) relata que as organizações precisam satisfa-
zer às necessidades de seus clientes e parceiros, divulgar e buscar transparência 
aos agentes sociais e a toda sociedade no que diz respeito às relações econômi-
cas, financeiras, sociais e ambientais, por meio de um Balanço Social, que é um 
relatório específico para essa finalidade. 
Para Tinoco (2001, p. 34):
A função principal do Balanço Social da organização é tornar público 
a responsabilidade social da empresa. Isso faz parte do processo de pôr 
as cartas na mesa e mostrar com transparência para o público em geral, 
para os atentos consumidores e para os acionistas e investidores o que 
a empresa está fazendo na área social.
A divulgação do desempenho social das organizações interessa a vários grupos 
por inúmeras razões, por exemplo, a questão ética e os princípios da organização 
em relação à qualidade de vida da sociedade onde essa organização está inserida.
Dessa maneira, podemos observar que o balanço foi criado para que, anual-
mente, as organizações publiquem dados sobre os seus projetos e ações sociais, 
bem como os impactos e a sua relação com a sociedade interna e externa, além 
de, buscarem descrever a sua relação com o meio ambiente. 
As entidades devem satisfazer às necessidades de seus clientes e de seus 
parceiros e, especialmente, divulgar e dar transparência aos agentes sociais 
e a toda a sociedade.
(João Eduardo Prudêncio Tinoco)
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Balanço Social - Breve Histórico
No final do século XIX, há registros de manifestações e documentos que citavam 
a necessidade de ações sociais das empresas. No início do século XX, é possível 
observar questionamentos de trabalhadores e citações de situações insalubres 
ou de empresas que agrediam a natureza, não contribuíam com a sociedade ou 
não tinham a contribuição social adequada. Na década de 30, com a depres-
são de 1929, e também com os movimentos no Brasil e no exterior em décadas 
posteriores, foi possível identificar questionamentos sobre a ação e o compro-
metimento das empresas (SANTOS, 2015).
Apesar dessa realidade, a responsabilidade social das empresas, assim como 
a necessidade de prestar contas, começa a ser fato relevante para os empresários 
apenas na segunda metade do século XX (TINOCO, 2010).
Torres (2001) divide em três períodos as fases que antecedem o Balanço 
Social. Conforme dados do autor os períodos são os seguintes:
a) Origem nos anos 60 e 70
Para Torres (2001), a concepção da responsabilidade social das empresas popu-
larizou-se na década de 70, na Europa. Neste período, tivemos os fatos a seguir: 
 ■ 1971: a companhia alemã Steag produziu uma espécie de relatório social, 
um balanço de suas atividades sociais.
 ■ 1972: a empresa Singer, na França, fez o que é considerado o primeiro 
balanço social da história das empresas.
 ■ 1977: a ADCE (Associação de Dirigentes Cristãos do Brasil) organizou 
o segundo Encontro Nacional de Dirigentes de Empresas, e o tema cen-
tral foi o balanço social. 
b) Anos 80 e fortalecimento da questão
Nos anos 80, a Fundação Instituto de Desenvolvimento Empresarial e Social 
(Fides) chegou a elaborar um modelo de balanço social.
AUDITORIAS E MODELOS DE DIVULGAÇÕES DE AÇÕES SUSTENTÁVEIS
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
VU N I D A D E164
 ■ 1984: Tinoco apresentou o primeiro trabalho acadêmico sobre Balanço 
Social no Brasil, na área contábil (TINOCO, 2010).
 ■ 1984: a empresa publicou relatório que denominou de balanço social. Foi 
considerado o primeiro relatório social no Brasil.
Neste período, no Brasil, não houve muitas iniciativas voltadas ao Balanço Social, 
mas, no mundo, aconteceram experiências interessantes, como na França, que, 
segundo Tinoco (2010, p. 21), passoua exigir das empresas a Demonstração do 
Valor Adicionado (DVA), que continha os seguintes indicadores:
 ■ Valor adicionado/produção realizada.
 ■ Valor adicionado/quadro efetivo (pessoal).
 ■ Custos de pessoal/valor adicionado.
 ■ Encargos financeiros/valor adicionado.
 ■ Valor adicionado/efetivo médio.
 ■ Valor adicionado/ativo fixo operacional médio.
O valor adicionado consiste na diferença entre o valor das vendas e os insumos 
adquiridos de terceiros. 
Assim, o valor adicionado demonstra a efetiva contribuição da empresa, 
considerando o seu desempenho e a sua capacidade para a geração de riqueza 
da economia.
c) Anos 90 e consolidação da Responsabilidade Social das Empresas e do 
Balanço Social no Brasil
Nos anos 90, muitas empresas passaram a adotar ações de filantropia e assistên-
cia social (SANTOS, 2015). 
O primeiro modelo de balanço social apresentado foi desenvolvido pelo 
Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), em 1997, em parce-
ria com técnicos(as), pesquisadores(as) e representantes de instituições públicas 
e privadas, que apresentou indicadores específicos ao setor educacional, porém, 
seu foco principal era o pilar social, que não foi abordado na mesma intensidade 
que as outras dimensões (TERMIGNONI, 2012).
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Assim, o Balanço Social começou a ser realizado por várias empresas e pas-
sou a ser um instrumento institucional. No mesmo período, muitas organizações 
passam a publicar relatórios de sustentabilidade e outros instrumentos. Algumas 
organizações começam a se conscientizar de que é necessária a prestação de contas 
para a sociedade; outras passam a elaborar por ser um instrumento de marketing, 
pois a sociedade tende, cada vez mais, a exigir das empresas uma postura ética.
De acordo com o Ibase, citado por Santos (2015), desde meados de 1997, o 
sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, e o Instituto Brasileiro de Análise Sociais 
e Econômicas (Ibase) destacavam a importância de realizar um balanço social 
das empresas em um único e simplificado modelo. Por isso, além do modelo de 
balanço social que foi desenvolvido, a instituição fornecia o “Selo Balanço Social” 
para as empresas que aderiam à proposta. Este selo foi fornecido até o ano de 
2008, mas, hoje, ainda há empresas que utilizam esse modelo (SANTOS, 2015).
Lançado nos anos 90, o Balanço Social Ibase teve como principal função 
tornar pública a responsabilidade social empresarial, construindo maiores 
vínculos entre a empresa, a sociedade e o meio ambiente. Publicado anual-
mente pelas organizações que escolhem esse modelo, o Balanço Social re-
úne um conjunto de informações sobre projetos, benefícios e ações sociais 
dirigidos aos empregados, investidores, analistas de mercado, acionistas e à 
comunidade. É também um instrumento estratégico para avaliar e multipli-
car o exercício da responsabilidade social corporativa.
A base de dados do Balanço Social Ibase é aberta a todas e a todos que quei-
ram pesquisar sobre o tema. Há, ainda, a publicação Balanço Social, o desafio 
da transparência, publicado em 2008. O livro analisa mais de mil balanços 
entre 1997 e 2005. Desde 2010, o Ibase produz seu próprio Balanço Social, 
que é publicado junto com os relatórios anuais.
Fonte: Ibase ([2018], on-line)1.
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Reprodução proibida. A
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DVA (Demonstração do Valor Adicionado)
A Demonstração do Valor Adicionado (DVA) é parte integrante do Balanço 
Social e, ainda que este não tenha se tornado obrigatório, com a publicação da 
Lei 11.638/2007 (BRASIL, 2007), a DVA passou a ser obrigatória para as com-
panhias abertas, sendo normatizada pela NBC TG-09 (Norma Brasileira de 
Contabilidade – Técnica Geral).
Segundo a NBC TG-09, a DVA:
 ■ É fundamentada em conceitos macroeconômicos.
 ■ Busca apresentar a parcela de contribuição que a entidade tem na for-
mação do Produto Interno Bruto (PIB) do país onde essas operações 
são realizadas e eliminados os valores que representam dupla contagem.
NBC T (Norma Brasileira de Contabilidade Técnica - NBC 15 – In-
formações de natureza social e ambiental)
No ano de 2006, o Conselho Federal de Contabilidade, por meio da NBC T 15 
(Norma Brasileira de Contabilidade – 15), estabeleceu procedimentos para a 
evidenciação de informações de natureza social e ambiental. Tal norma objetiva 
demonstrar, para a sociedade, a responsabilidade social das empresas.
O conteúdo é divido em quatro tópicos, a saber:
1) A geração e a distribuição de riqueza.
2) Os recursos humanos.
3) A interação da entidade com o ambiente externo.
4) A interação com o meio ambiente.
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Um aspecto que precisa ser melhorado é a inclusão de indicadores que possibilitem:
a) Relativizar, considerando as realidades das empresas. Por exemplo, quando 
afirma-se o total de investimentos com saúde ou com educação, não pode-
mos comparar um grande grupo com uma microempresa. Relativizando 
o porte, é possível fazer comparações.
b) Comparar períodos de forma mais clara.
A Demonstração de Informações de Natureza Social e Ambiental, quando 
elaborada, deve evidenciar os dados e as informações de natureza social e 
ambiental da entidade, extraídos ou não da contabilidade, de acordo com 
os procedimentos determinados por esta norma.
A demonstração referida no item anterior, quando divulgada, deve ser efe-
tuada como informação complementar às demonstrações contábeis, não se 
confundindo com as notas explicativas.
Fonte: adaptado de Conselho Federal de Contabilidade (2004).
Podemos observar que essa norma não é obrigatória para as empresas, não 
há necessidade de um auditor e contador. Mesmo assim, você acha que é 
importante sua adoção? 
(Fernando de Almeida Santos)
AUDITORIAS E MODELOS DE DIVULGAÇÕES DE AÇÕES SUSTENTÁVEIS
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VU N I D A D E168
RELATO INTEGRADO
Podemos observar que existe uma preocupação das organizações com os aspec-
tos éticos e com a transparência em relação à sustentabilidade. A preocupação é 
elaborar um relatório que tenha informações financeiras e não financeiras, com 
o intuito de possibilitar uma visão integrada. Assim, haverá a possibilidade de 
analisar a organização de forma mais global. Esta visão possibilita agregar os três 
pilares da sustentabilidade: aspectos ambientais, sociais e econômicos.
Dessa forma, para Santos (2015), o mercado busca construir o relato inte-
grado. Assim, no ano 2012, foi criada a Comissão Brasileira de Acompanhamento 
do Relato Integrado, que tem por objetivo manter o mercado brasileiro atuali-
zado sobre essa iniciativa, além de contribuir com o processo de implantação e 
estimular o engajamento das empresas brasileiras nesse processo.
No período de abril a julho de 2013, o modelo de Relatório Integrado ficou em 
audiência pública. Há, também, o IIRC (International Integrated Reporting Council), 
cujo objetivo é criar um modelo global, o IR (Integrated Reporting). No IIRC par-
ticipam: empresas, organismos reguladores e instituições para padronização, além 
de investidores, organizações não governamentais e consultorias de quase 30 países.
Para Santos (2015), o relato integrado trata-sede uma comunicação concisa 
sobre como a estratégia, a governança, o desempenho e as possibilidades de uma 
organização, no contexto do seu ambiente externo, levam à criação de valor em 
curto, médio e longo prazos.
De acordo com o IIRC ([2019], on-line)2, o Relato Integrado possibilitará:
 ■ Melhorar a articulação da estratégia para o negócio e como o seu modelo de 
negócios está respondendo às novas necessidades e expectativas do mercado.
 ■ Permitir um melhor diálogo entre a empresa e os fornecedores do capi-
tal financeiro.
 ■ Desenvolver departamentos mais conectados e quebrar áreas fechadas.
 ■ Aprimorar processos internos.
 ■ Reduzir custo de capital.
O relato integrado representa grande avanço para o mercado, pois possibilitará 
uma visão integrada, além de ampliar a transparência das empresas em relação 
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aos aspectos sustentáveis. Também podemos observar que se trata de um pro-
cesso em desenvolvimento e que merece regulamentação e apoio de instituições 
públicas e privadas.
DEMONSTRATIVOS PARA MICRO, PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS
Apesar de não serem obrigatórios no Brasil, estes instrumentos têm sido adota-
dos por inúmeras organizações, principalmente as de grande porte.
Este fato de ser mais adotado pelas grandes empresas se deve a dois fato-
res, a saber:
1. As empresas menores, muitas vezes, por terem menor infraestrutura, 
podem ter dificuldade de acesso às informações.
2. Os indicadores não consideram o porte das empresas.
Como exemplo, Santos (2015) menciona: uma empresa pequena e criada para a 
subsistência de uma família, como muitas no país, não tem interesse em elaborar e 
divulgar demonstrativos de baixo gasto em educação ou em saúde, sem considerar 
a sua realidade. Ao analisar a situação desta empresa, que tem quatro colaboradores 
e gastos mensais com bolsas de estudos para três destes quatro colaboradores. Ao 
apresentar os gastos reais, estes podem ter pouca representatividade, pois, ao com-
parar o número de estudo por colaborador, observa-se o índice de 75%.
Para relativizar à as empresas de pequeno porte, o autor sugere indicado-
res como:
 ■ Bolsas de estudo por ano/funcionário.
 ■ Gastos de treinamento/funcionário.
 ■ Gastos com alimentação e transportes/funcionário.
 ■ Gastos com saúde/funcionário.
 ■ Participação nos lucros e resultados/lucro líquido.
 ■ Demissões no ano/funcionários.
 ■ Estagiários/funcionários.
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rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
VU N I D A D E170
 ■ Número de processos trabalhistas julga-
dos procedentes/funcionários.
 ■ Número de reclamações recebidas por 
meio da justiça/número de clientes (no 
caso de clientes correntistas ou assinantes).
 ■ Investimentos e gastos em projetos 
ambientais/receita bruta.
 ■ Investimentos e gastos em projetos edu-
cacionais/receita bruta.
RESPONSABILIDADE SOCIAL 
CORPORATIVA
O conceito de responsabilidade social corporativa (RSC) é:
[...] está associado ao reconhecimento de que as decisões e os resulta-
dos das atividades das companhias alcançam um universo de agentes 
sociais muito mais amplo do que o composto por seus sócios e acionis-
tas (shareholders). Desta forma, a responsabilidade social corporativa, 
ou cidadania empresarial, como também é chamada, enfatiza o impac-
to das atividades das empresas para os agentes com os quais intera-
gem (stakeholders): empregados, fornecedores, clientes, consumidores, 
colaboradores, investidores, competidores, governos e comunidades 
(TINOCO, 2010, p. 153).
Esse conceito, demonstra os compromissos que vão além daqueles que são obriga-
tórios para as organizações, tais como o cumprimento das legislações trabalhistas, 
tributárias e sociais, de leis ambientais, de usos do solo, dentre outros. Apresenta, 
dessa maneira, a adoção e a disseminação de valores, condutas e procedimentos que 
induzam e estimulem o aperfeiçoamento contínuo de processos empresariais, para 
que também resultem em preservação e melhoria da qualidade de vida das socie-
dades, sob o ponto de vista ético, social e ambiental.
O tema da responsabilidade social integra-se, portanto, ao da gover-
nança corporativa, ou seja, com a administração das relações contra-
tuais e institucionais estabelecidas pelas companhias e as medidas ado-
tadas para o atendimento das demandas e dos interesses dos diversos 
participantes envolvidos. Dessa forma, a responsabilidade social cor-
porativa está relacionada com a gestão de empresas em situações cada 
vez mais complexas, nas quais questões como as ambientais e sociais 
são crescentemente mais importantes para assegurar o sucesso e a sus-
tentabilidade dos negócios (SANTOS, 2015, p. 92).
Figura 1: Selo Ibase
Fonte: Ibase (2018, on-line)1.
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MODELOS DE BALANÇO SOCIAL
A seguir, apresentaremos alguns modelos de balanços sociais, sendo eles o 
Modelo Ibase, o Modelo GRI, os indicadores Ethos e a certificação social, outra 
forma de verificar os resultados desses investimentos feitos nas áreas ambien-
tais e sociais. Vamos juntos!
MODELO IBASE
Betinho, fundador do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), 
apresenta a expressão “empresa pública e cidadã” em um artigo publicado na Folha 
de S. Paulo (26/03/1997). Nesse artigo, Betinho aborda questões de natureza pública, 
empresarial, comunitária e social para chamar a atenção da sociedade quanto à 
necessidade de implantar o Balanço Social no Brasil (TINOCO, 2010).
Os primeiros passos que devem ser levados em consideração para que uma 
empresa seja reconhecida como “pública e cidadã” são: 
1. Desenvolver uma missão, uma visão e um conjunto de valores a serem seguidos.
2. Comprometimento das lideranças e stakeholders para que a responsabili-
dade social seja parte integrante de cada processo decisório.
3. Colocar seus valores em prática. 
4. Promoção da gestão executiva responsável.
5. Comunicação, educação e treinamento.
6. Publicação de balanços sociais e ambientais.
7. Utilizar sua influência de forma positiva.
O modelo do balanço Ibase tem a forma de uma 
planilha, na qual traz informações sobre a folha de 
pagamento dos colaboradores, gastos com encargos 
sociais, participação nos lucros, detalhes com despesas 
de controles ambientais e investimentos sociais exter-
nos em várias áreas, tais como: educação, cultura, saúde, 
entre outras. 
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Para seu preenchimento, não são necessários profissionais especializados na 
área contábil, porque o próprio Ibase fornece essa planilha para preenchimento, 
a qual podemos observar no Quadro 1. 
Quadro 1 - Modelo Ibase de Balanço Social
1. BASE DE CÁLCULO VALOR (MIL REAIS)
Receita Líquida (RL)
Resultado Operacional (RO)
Folha de Pagamento Bruta (FPB)
2. INDICADORES SOCIAIS INTERNOS
VALOR (MIL 
R$)
% SOBRE 
FPB
% SOBRE RL
Alimentação
Encargos sociais compulsórios
Previdência privada
Saúde
Segurança e medicina no trabalho
Educação
Cultura
Capacitação e desenvolvimento profissional
Creches ou auxílio-creche
Participação nos lucros ou resultados
Outros
Total - Indicadores Sociais Internos
3. INDICADORES SOCIAIS EXTERNOSVALOR 
(MIL R$)
% SOBRE 
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% SOBRE 
RL
Educação
Cultura
Saúde e saneamento
Habitação
Esporte
Lazer e diversão
Creches
Alimentação
Combate à fome e segurança alimentar
Outros
Total das Contribuições para a Sociedade
Tributos (excluídos encargos sociais)
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Total Indicadores Sociais Externos
4. INDICADORES AMBIENTAIS
VALOR 
(MIL R$)
% SOBRE 
RO
% SOBRE 
RL
Investimentos realcionados com a produção/operação da empresa
Investimentos em programas e/ou projetos externos
Total dos Investimentos em Meio Ambiente
Quanto ao estabelecimento de metas anuais para minimizar os 
resíduos e o consumo em geral na produção/operação, além de 
aumentar a eficácia na utilização de recursos naturais, a empresa:
5. INDICADORES DO CORPO FUNCIONAL
Nº de empregados(as) ao final do período
Nº de admissões durante o período
Nº de empregados(as) tercerizados(as)
Nº de estagiários(as)
Nº de empregados(as) acima de 45 anos
Nº de mulheres que trabalham na empresa
Nº de cargos de chefia ocupados por mulheres
Nº de negros(as) que trabalham na empresa
Nº de cargos de chefia ocupados por negros(as)
Nº de portadores de deficiência ou necessidades especiais 46
6. INFORMAÇÕES RELEVANTES QUANTO AO 
EXERCÍCIO DA CIDADANIA EMPRESARIAL
XXXXX METAS XXXXX
Relação entre a maior e a menor remuneração da empresa
Número total de acidentes de trabalho
Os projetos sociais ambientais desenvovidos pela empresa foram 
definidos por:
Os padrões de segurança e salubridade no ambiente de trablaho 
foram definidos por:
Quanto à liberdade sindical, ao direito de negociação coletiva 
e à representação interna dos(as) trabalhadores(as), a empresa 
contempla:
Na seleção dos fornecedores, os mesmos padrões éticos e de res-
ponsabilidade social e ambiental adotados pela empresa:
Quanto à participação dos emrpegados(as) em programas de 
trabalho voluntário, a empresa:
Númerações e críticas de consumidores(as):
% de reclamações e críticas soluncionadas:
Valor adicionado total a distribuir (em mil R$):
Distribuição do Valor Adicionado (DVA)
Fonte: Ibase (2018 on-line)3. 
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Além disso, até o ano de 2008, cada organização que divulgava seu balanço social 
de acordo com a metodologia proposta pelo Ibase era reconhecida por meio de 
um selo, representado na Figura 1. No entanto, este selo encontra-se desconti-
nuado desde aquele ano e, atualmente, encontra-se em fase de reformulação.
Tendo em vista estas limitações, bem como a publicação de modelos de balanço 
social e relatórios de sustentabilidade vinculados a tratativas internacionais, os 
registros e a concessão dos selos às empresas que publicaram seus balanços sob 
esse modelo estão suspensos desde 2008, sem perspectivas de reformulação. 
O “Selo Balanço Social Ibase/Betinho” não será fornecido às empresas de cigar-
ro, armas de fogo/munições e bebidas alcoólicas. O Ibase reserva-se ao direito 
de não conceder, suspender e/ou retirar o “Selo Balanço Social Ibase/Betinho” 
de qualquer empresa envolvida, denunciada e/ou processada por corrupção, 
violação de direitos humanos, sociais e ambientais relacionados com a “De-
claração da OIT sobre os Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho”, de 
1998; a “Declaração Universal dos Direitos Humanos”; a “Convenção das Na-
ções Unidas para Eliminar todas as Formas de Discriminação contra as Mulhe-
res”; a “Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Infância e da Ado-
lescência”; as Diretrizes da OCDE, de 2000; a “Declaração do Rio sobre Meio 
Ambiente e Desenvolvimento”, de 1992; bem como toda a legislação brasileira 
relativa a esses direitos e deveres já estabelecidos. 
 Para saber mais, acesse: <www.balancosocial.org.br>.
Fonte: Ibase ([2018], on-line)1.
Para saber mais sobre o assunto, assista o vídeo a 
seguir:
Balanço Social, com Francielli Muller
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MODELO GRI
Figura 2 - GRI: Global Reporting Initiative 
Fonte: Intedya ([2018], on-line)4. 
A sigla GRI, no contexto da Sustentabilidade e da Responsabilidade 
Social Corporativa, significa Global Reporting Initiative. Refere-se a 
uma organização não governamental fundada em 1997 por iniciativa 
do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e 
pela ONG norte-americana CERES.
A GRI é uma organização internacional que ajuda empresas, governos 
e outras instituições a compreender e comunicar o impacto dos negó-
cios em questões críticas de sustentabilidade. Mudanças climáticas, di-
reitos humanos e problemas de corrupção são algumas dessas questões 
(CEBDS, 2017 , on-line)5.
As organizações podem utilizar os Padrões GRI para desenvolver seus relatórios 
de sustentabilidade, entretanto, não é necessário fazer uso de todos eles; podem 
ser empregadas partes específicas para relatar as informações que são válidas 
para sua organização. 
É preciso ter muita atenção, pois cada maneira de utilização dos padrões 
requer uma declaração de uso correspondente, a que as organizações precisam 
incluir em quaisquer relatórios com divulgação baseada nos modelos previstos 
pelo documento.
As Diretrizes para Elaboração de Relatórios de Sustentabilidade da GRI 
consistem de princípios para a definição do conteúdo do relatório e 
da garantia da qualidade das informações relatadas. Incluem também 
o conteúdo do relatório, composto de indicadores de desempenho e 
outros itens de divulgação, além de orientações sobre temas técnicos 
específicos e relativos à elaboração do relatório (GRI, 2015, on-line)6. 
AUDITORIAS E MODELOS DE DIVULGAÇÕES DE AÇÕES SUSTENTÁVEIS
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Os principais motivos pelos quais as grandes organizações no mundo implemen-
tam relatórios com base nos Padrões GRI são (CEBDS, 2017, on-line)5:
 ■ Demonstrar compromisso com os impactos ambientais e sociais.
 ■ Transparência nas relações.
 ■ Apresentar capacidade de participação em mercados competitivos.
 ■ Planejar atividades, tornar-se mais sustentável e posicionar a empresa.
 ■ Seguir a legislação.
Todos esses benefícios são adicionados como valores positivos à imagem da orga-
nização, aumentam as chances de fidelização e facilitam a análise de dados para 
a comparação de desempenho com outras companhias.
INDICADORES ETHOS
Figura 3 - Indicadores Ethos 
Fonte: Ecodesenvolvimento (2014, on-line)7.
Para que serve a GRI
As diretrizes da GRI – chamadas G4 – na elaboração dos relatórios ajudam a 
identificar os impactos das operações da organização sobre o meio ambiente, 
economia e sociedade civil. O objetivo é apontar informações confiáveis, rele-
vantes e padronizadas para que sua empresa avalie oportunidades e riscos a 
partir desses impactos e tome decisões mais embasadas sobre o assunto.
As diretrizes que compõem o G4 são universalmente aplicáveis a empresas de 
todos os tamanhos, tipos e setores do mercado e foram reestruturadas em um 
conjunto de padrões no final de 2016. Essa remodelagem originou os Padrões 
GRI de Relatório de Sustentabilidade. Foram os primeiros padrões globais para 
criação de relatórios de sustentabilidade. Os indicadores são dispostos em 
módulos inter-relacionados e representamas melhores práticas de relato dos 
impactos econômicos, ambientais e sociais dos negócios.
Fonte: CEBDS (2017, on-line)5.
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Os indicadores Ethos são uma ferramenta de gestão que tem por objetivo apoiar 
as organizações para incorporar sustentabilidade e responsabilidade social em 
estratégias de negócio. 
Os Indicadores Ethos para Negócios Sustentáveis e Responsáveis têm 
como foco avaliar o quanto a sustentabilidade e a responsabilidade so-
cial têm sido incorporadas nos negócios, auxiliando na definição de es-
tratégias, políticas e processos. Embora traga medidas de desempenho 
em sustentabilidade e responsabilidade social, esta ferramenta não se 
propõe a medir o desempenho das empresas nem reconhecer organi-
zações como sustentáveis ou responsáveis.
A nova geração dos Indicadores Ethos foi criada para estar a serviço 
dos negócios, com aplicações e funcionalidades que permitem total fle-
xibilidade em sua aplicação pelas empresas e a geração de relatórios 
mais próximos da realidade empresarial, que apoiam efetivamente a 
gestão, com mecanismos para planejamento, compartilhamento de da-
dos com as partes interessadas e desenvolvimento da sustentabilidade 
nas cadeias de valor (INSTITUTO ETHOS, 2018, on-line)8.
Essa ferramenta é composta por um questionário, que permite o diagnóstico da 
organização, e um sistema de preenchimento online, que visa a obtenção de rela-
tórios, por meio dos quais é possível fazer o planejamento e a gestão de metas 
para o avanço da gestão na temática da RSE/Sustentabilidade. 
Essa geração atual dos Indicadores Ethos está sendo continuamente 
aprimorada, nos apresenta uma nova abordagem para a gestão das em-
presas e procura integrar os princípios e comportamentos da RSE com 
os objetivos para a sustentabilidade, baseando-se em um conceito de 
negócios sustentáveis e responsáveis ainda em desenvolvimento. Além 
de ter maior integração com as diretrizes de relatórios de sustentabili-
dade da Global Reporting Initiative (GRI), com a Norma de Responsa-
bilidade Social ABNT NBR ISO 26000, CDP, e outras iniciativas (INS-
TITUTO ETHOS, 2018, on-line)8.
Sabia que você pode obter o questionário de Indicadores Ethos para Negócios 
Sustentáveis e Responsáveis juntamente com uma amostra de como fazer seu 
preenchimento online? Para saber mais, acesse:
<https://www3.ethos.org.br/cedoc/indicadores-ethos-para-negocios-susten-
taveis-e-responsaveis/#.W6eo0_ZReUl>. 
Fonte: as autoras.
AUDITORIAS E MODELOS DE DIVULGAÇÕES DE AÇÕES SUSTENTÁVEIS
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VU N I D A D E178
Além desses modelos, existem outros que você pode pesquisar e analisar se sua 
empresa está enquadrada nesse modelo.
AUDITORIA E CERTIFICAÇÃO SOCIAL
Outra forma que a organização pode usar para verificar os resultados de inves-
timentos na área ambiental e social é por meio da auditoria e certificação social. 
Para Tinoco (2010), a auditoria é de suma importância para a segurança dos 
agentes sociais, referente às atividades que são desenvolvidas pelas organizações, 
incluindo os gestores e controladores dessas entidades.
A auditoria preocupa-se, basicamente, com a análise de elementos contábeis e 
sociais, bem como a determinação e exatidão das demonstrações e dos relatórios 
contábeis, sociais e ambientais. Ademais, a auditoria procura determinar se as 
demonstrações e os registros contábeis que lhe deram origem são de confiança. 
Assim como as Normas ISO 9000 e ISO 14000 certificam empresas por sua capaci-
dade gerencial (qualidade do processo de produção) e pelo respeito ao meio ambiente, 
temos as Normas BS 8800 e a SA 8000, que certificam, respectivamente, as empresas 
que dão garantias adequadas para a segurança e a saúde do trabalhador e as que res-
peitam os direitos humanos e trabalhistas. A Social Accountability Standard (SA) 8000 
possui estrutura similar à da ISO 9000 e enfatiza os direitos dos empregados, como 
licença-maternidade, remuneração de horas extras e salários que garantam a cobertura 
das necessidades mínimas dos trabalhadores, dentre outros. A norma é baseada nos 
preceitos da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e foi criada pelo Council on 
Economic Priorities Accreditation Agency (CEPAA), uma organização internacional afi-
liada ao Council on Economic Priorities (CEP) de Nova Iorque, que possui, como diretriz 
central, a difusão das questões relativas a condições trabalhistas dentre os consumidores 
de todo o mundo, conhecida por seu guia ao consumidor Shopping for a Better World.
Premiações na Área de Sustentabilidade
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PREMIAÇÕES NA ÁREA DE SUSTENTABILIDADE
Além de demonstrar os resultados de investimentos 
na área social e ambiental, as organizações podem 
perceber que os stakeholders representados por 
algumas entidades de elevada reputação buscavam 
“premiar”, por assim dizer, por meio de diversos 
mecanismos, aquelas companhias que tivessem 
práticas reconhecidamente benéficas para a socie-
dade de acordo com critérios específicos de análise. 
Dessa maneira, as premiações têm como obje-
tivo demonstrar aos stakeholders as boas práticas 
sociais e ambientais. A seguir, você conhecerá alguns 
prêmios importantes na área de sustentabilidade.
PRÊMIO INOVAÇÃO EM 
SUSTENTABILIDADE
O Instituto Ethos e a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento 
Internacional (Usaid) têm editais para que empresas e ONGs possam apresen-
tar inovações em sustentabilidade. 
Para concorrer ao prêmio, sustentabilidade é entendida como a busca 
pela harmonia entre os três pilares: equilíbrio ambiental, justiça social 
e viabilidade econômica. Dessa maneira, o prêmio será dado àquela 
que tiver uma alternativa economicamente viável, ambientalmente 
equilibrada e socialmente inclusiva que esteja em uso, nos temas: De-
senvolvimento de Cadeia de Valor, Educação, Meio Ambiente, Saúde e 
Tecnologia da Informação (INSTITUTO ETHOS, 2018, on-line)8.
De acordo com o Instituto Ethos (2018, on-line)9, podem concorrer ao Prêmio 
Inovação em Sustentabilidade pessoas e organizações, desde que estabelecidas 
no Brasil, dentre:
AUDITORIAS E MODELOS DE DIVULGAÇÕES DE AÇÕES SUSTENTÁVEIS
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
VU N I D A D E180
 ■ Associações comunitárias.
 ■ Empreendedores sociais.
 ■ Institutos de pesquisa.
 ■ Micro e pequenas empresas.
 ■ ONGs.
 ■ Universidades.
Os temas estão apresentadas no Quadro 2.
Quadro 2 - Temas e objetivos a que as empresas podem concorrer às premiações em sustentabilidade
TEMAS OBJETIVOS
Desenvolvimento de 
cadeia de valor
Apoiar expansão de projetos.
Educação
Estimular parcerias futuras entre empresas e ONGs; encorajar pesquisa em 
sustentabilidade; estimular o desenvolvimento de culturas alinhadas com o 
desenvolvimento sustentável.
Meio ambiente
Reconhecer esforços em Responsabilidade Socioambiental de sucesso e 
destaque.
Saúde
Estimular abordagem preventiva em questões de saúde; estimular ações de 
ampliação de acesso ao serviço de saúde.
Tecnologia da Infor-
mação
Documentar estes esforços e apoiar sua disseminação; demonstrar como 
a TI está auxiliando projetos sustentáveis.
Fonte: Instituto Ethos (2018, on-line)9.
PRÊMIO OBJETIVOS DO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL ODS BRASIL
Trata-se de iniciativas brasileiraspara apoiar o cumprimento dos ODS, da 
Caso você tenha interesse em saber mais sobre o prêmio Inovação e Susten-
tabilidade, acesse o regulamento:
<https://ethos.org.br/PremioInovacaoemSustentabilidade/PDFs/Portu-
gues_PREMIOINOVACAOOEMSUSTENTABILIDADE_RegulamentointegralFI-
NAL.pdf>. 
Fonte: as autoras.
Premiações na Área de Sustentabilidade
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Organização das Nações Unidas (ONU), sendo promovida pela Secretaria Nacional 
de Articulação Social da Secretaria de Governo da Presidência da República. A pre-
miação é voltada a governos, organizações da sociedade civil e instituições de ensino, 
pesquisa e extensão que desenvolvam projetos que contribuam para melhorar con-
dições sociais, ambientais, econômicas e institucionais (BRASIL, 2018, on-line)10. 
Como participar? Cada instituição pode se inscrever com até três ações 
replicáveis; os melhores projetos serão apresentados em um banco de práticas 
que servirão de referência para implementação e disseminação da Agenda 2030.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) integra a Comissão Nacional 
para os ODS, que tem a missão de estruturar a agenda brasileira a partir da 
agenda global proposta pela ONU. 
Até 2030, o Brasil se comprometeu a alcançar os 17 objetivos de desen-
volvimento sustentável e suas 169 metas que buscam erradicar a pobreza 
e a fome, reduzir as desigualdades, combater a mudança climática, pro-
mover o crescimento econômico inclusivo, entre outras (BRASIL, 2018, 
on-line)10.
PRÊMIO SUSTENTABILIDADE - FECOMÉRCIO
Podem participar do Prêmio Fecomercio de Sustentabilidade quaisquer tipos de 
organizações que tenham o pilar em evolução e sustentabilidade e, como obje-
tivo principal, estimular a prática dos ODS. 
Apresentamos para você alguns prêmios na área de sustentabilidade e incen-
tivo aos desafios do ODS, mas é importante lembrar que esses prêmios não se 
esgotam por aqui; para participar, basta ler os editais e ver se sua organização 
se encaixa dentro das categorias analisadas. É uma boa maneira de as empresas 
demonstrarem suas práticas sustentáveis, concorda?
Para saber sobre o regulamento do prêmio ODS Brasil, acesse:
<http://www4.planalto.gov.br/ods/menu-de-relevancia/premio-ods-brasil-1/
regulamento-premio-ods-brasil>.
Fonte: as autoras.
AUDITORIAS E MODELOS DE DIVULGAÇÕES DE AÇÕES SUSTENTÁVEIS
Reprodução proibida. A
rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
VU N I D A D E182
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Finalizamos nossa unidade estudando as demonstrações de investimentos na 
área ambiental e social, pois as empresas que fazem esses investimentos podem 
mostrar para os stakeholders e para sociedade suas práticas, que existem muitas 
empresas em processo de apredizagem e que já têm essas práticas implementadas.
Vimos também que as empresas têm verificado que a sociedade está cada 
vez mais exigente com as aplicações de natureza ambiental, assim, estão asso-
ciados os dados contábeis e financeiros a balanços sociais.
Estudamos os instrumentos: Balanço social; Demonstração do Valor 
Adicionado (DVA); Norma Brasileira de Contabilidade Técnica 15 (NBC T 15) 
e Relato Integrado. Vimos que esses demonstrativos de natureza ambiental e social 
possibilitam a organização: comprar períodos diferentes, divulgar as ações das 
empresas, fazer comparações a vários segmentos, prestar contas aos stakeholders.
Sobre a importância do balanço social, falamos de seu intuito de comuni-
car as informações para atender à necessidade de quem está interessado e que, 
embora tenha fundamentos e princípios na contabilidade, pode ser aplicado para 
informações de cunho social.
Dentre os principais modelos, falamos sobre o Ibase, que é modelo proposto 
pelo sociólogo Betinho, de cunho social, e é uma planilha que pode ser preenchida 
de forma simplificada (modelo já existente) sem a necessidade de um conheci-
mento aprofundado na área contábil; podemos, com ela, visualizar facilmente 
o que foi aplicado. O modelo GRI também está disponível em um formulário 
online como um modelo que as organizações possam seguir.
Finalizamos nossos estudos dizendo que outra maneira de as organizações 
demonstrarem os resultados de suas ações sustentáveis é por meio da partici-
pação de premiações na área sustentável, o que gera maior notoriedade perante 
a sociedade. 
183 
1. Cada vez mais as organizações estão comprometidas com a questão ambiental 
e social, precisando de ética, transparência e compromisso ambiental/social. 
Assim, tem-se os balanços sociais. Diante disso, qual objetivo do balanço social? 
2. Um prêmio na área de sustentabilidade pode dar reconhecimento e exposição 
para qualquer organização de qualquer porte, e também pode ser um argu-
mento para alavancar uma empresa. Mediante o exposto, explique qual o ob-
jetivo de um prêmio com o tema sustentabilidade. 
3. As Normas Brasileiras de Contabilidade (NBC) constituem-se em um conjunto 
de regras e procedimentos de conduta que devem ser observados como re-
quisitos para o exercício da profissão contábil. Diante disso, cite os principais 
tópicos da NBC T 15. 
4. Lançado nos anos 90, o Balanço Social Ibase tem como principal função tornar 
pública a responsabilidade social empresarial, construindo maiores vínculos 
entre a empresa, a sociedade e o meio ambiente. Diante disso, explique a for-
ma do modelo Ibase.
5. A GRI é uma organização internacional que ajuda empresas, governos e outras 
instituições a compreender e a comunicar o impacto dos negócios em ques-
tões críticas de sustentabilidade. Mudanças climáticas, direitos humanos e 
problemas de corrupção são algumas dessas questões (CBDES, 2018, on-line)11. 
Diante disso, cite os principais motivos pelos quais as organizações buscam a 
implementação do relatório dentro dos padrões GRI.
184 
Práticas sustentáveis viram vantagens para empresas e meio ambiente
Podemos perceber que algumas práticas são vantajosas para as empresas, dessa forma 
engana-se quem acha que adotar medidas mais ecológicas é apenas uma maneira de 
proteger o meio ambiente, objetivando unicamente a qualidade de vida de gerações 
futuras. É claro, esses motivos devem ser uma grande motivação, mas, além disso, a sus-
tentabilidade visa à redução de custos de produção e do valor final dos produtos e, prin-
cipalmente, ao fortalecimento da marca.
O impacto ambiental provocado pela ação industrial é, atualmente, uma pauta recor-
rente, assim como a busca por atitudes que evitem ou ajudem a reduzir as suas conse-
quências. Dados mostram efeitos da falta de consciência ambiental refletindo-se, por 
exemplo, na crise hídrica que assola o país desde 2014, chegando a reduzir hoje o vo-
lume da principal barragem que abastece o Distrito Federal a 20% da sua capacidade.
Beleza sustentável
Atualmente, o número de consumidores conscientes que buscam por empresas de al-
guma forma sustentáveis é grande, o que indica a preocupação crescente em relação ao 
bem-estar, à qualidade dos produtos e ao cuidado com o meio ambiente. Como conse-
quência, importantes mudanças vêm ocorrendo mundialmente na forma como as em-
presas concebem e incorporam princípios de sustentabilidade em seus negócios.
Inicialmente, esse conceito estava relacionado à produção das indústrias; agora, ocorre 
a ampliação do tema para todas as áreas da sociedade. Desta consciência sustentável 
surgiu, então, uma nova maneira de cuidar da aparência e da estética: o universo de 
beleza “verde” ou Beleza Sustentável.
Os consumidores desse tipo de empreendimento buscam cuidar do corpo, da alma e, 
principalmente, do planeta. Ações adotadaspor salões sustentáveis são desde a insta-
lação de painéis solares até a utilização somente de produtos não testados em animais. 
Uma pesquisa realizada pelo Datafolha revelou que 41% dos brasileiros “discordam ple-
namente” dos testes.
Fonte: Sebrae (2018, on-line)12.
Material Complementar
MATERIAL COMPLEMENTAR
Balanço Social e o Relatório da Sustentabilidade
João Eduardo Prudêncio Tinoco
Editora: Atlas
Sinopse: o livro objetiva, estruturalmente, estudar, evidenciar e dar 
transparência aos aspectos econômicos, sociais, ambientais e de 
responsabilidade pública que dizem respeito às atividades desempenhadas 
pelas entidades econômicas.
REFERÊNCIAS
BRASIL. Lei n. 11.638, de 28 de dezembro de 2007. Altera e revoga dispositivos 
da Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976, e da Lei nº 6.385, de 7 de dezembro de 
1976, e estende às sociedades de grande porte disposições relativas à elaboração 
e divulgação de demonstrações financeiras. Disponível em: <http://www.planalto. 
gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/lei/l11638.htm>. Acesso em: 10 maio 2019.
CFC. Conselho Federal de Contabilidade. Resolução CFC n. 1.003/04. Aprova a NBC 
T 15. Disponível em: <www.cfc.org.br/sisweb/sre/docs/RES_1003.doc>. Acesso em: 
10 maio 2019.
FECOMÉRCIO. Prêmio Sustentabilidade. Fecomércio [online], [s. d.]. Disponível em: 
<http://www.fecomercio.com.br/premio/sustentabilidade/regulamento>. Acesso 
em: 10 maio 2019.
INSTITUTO ETHOS. Indicadores Ethos para Negócios Sustentáveis e Responsáveis. 
Instituto Ethos [online], [s. d.]. Disponível em: <https://www3.ethos.org.br/conteu-
do/indicadores/#.W6enJv-ZReUk>. Acesso em: 10 maio 2019.
KROETZ, C. E. S. Balanço social: teoria e prática. São Paulo Atlas, 2000.
SANTOS, F. A. Ética Empresarial: Políticas de Responsabilidade Social em 5 Dimen-
sões. São Paulo: Atlas, 2015.
TERMIGNONI, L. D. F. Framework de Sustentabilidade para Instituições de Ensi-
no Superior Comunitária. 2012. 145f. Dissertação (Mestrado em Administração e 
Negócios) - Faculdade de Administração, Contabilidade e Economia, Pontifícia Uni-
versidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2012.
TINOCO, J. E. P. Balanço social e o relatório de sustentabilidade. São Paulo: Atlas, 
2010.
TORRES, C. Responsabilidade social das empresas (RSE) e balanço social no Brasil. In: 
SILVA, C. A. T.; FREIRE, F. S. (Orgs.). Balanço social: teoria e prática. São Paulo: Atlas, 
2001.
VALLAEYS, F. Definir la responsabilidad social. Una urgencia filosófica. In: DEL ÁGUI-
-LA, L. (Ed.). Ética de la gestión desarrollo y responsabilidad social. Lima: Pontifi-
cia Universidad Católica del Perú, 2014. p. 133-148.
REFERÊNCIAS
REFERÊNCIAS
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REFERÊNCIAS ON-LINE
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2 Em: <www.theiirc.org>. Acesso em: 10 maio 2019.
3 Em: <http://www.ibase.br/userimages/BS_7.pdf>. Acesso em: 10 maio 2019. 
4 Em: <http://www.intedya.pt/internacional/175/noticia-o-que-e-global-reporting-
-initiative-gri.html>. Acesso em: 10 maio 2019.
5 Em: <http://cebds.org/blog/o-que-e-gri/#.W6oZH3tKi00>. Acesso em: 10 maio 
2019.
 6 Em: <https://www.aedb.br/seget/arquivos/artigos15/20622202.pdf>. Acesso em: 
10 maio 2019.
7 Em: <http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2014/indicadores-ethos-orien-
tam-sobre-negocios>. Acesso em: 10 maio 2019.
8 Em: <https://www3.ethos.org.br/conteudo/indicadores/#.W6enJvZReUk>. Acesso 
em: 10 maio 2019.
9 Em: <https://ethos.org.br/PremioInovacaoemSustentabilidade/PDFs/Portugues_
PREMIOINOVACAOOEMSUSTENTABILIDADE_RegulamentointegralFINAL.pdf>. 
Acesso em: 10 maio 2019.
10 Em: <http://www4.planalto.gov.br/ods/menu-de-relevancia/premio-ods-bra-
sil-1/regulamento-premio-ods-brasil>. Acesso em: 10 maio 2019.
11 Em: <http://cebds.org/blog/o-que-e-gri/#.XBbfNuJ7mUk>. Acesso em: 10 maio 
2019.
12 Em: <http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/praticas-sustenta-
veis-viram-vantagens-para-empresas-e-meio-ambiente,5adaa7deccc0c510VgnV-
CM1000004c00210aRCRD>. Acesso em: 10 maio 2019.
GABARITO
1. O Balanço Social ou Relatório de Sustentabilidade refere-se a um conjunto de in-
formações que demonstram a realidade na qual as empresas estão relacionadas 
e que tem por intuito descrever a situação econômica, social e ambiental de uma 
entidade (empresa, governos, ONGs), em que são mostrados esse relacionamen-
to com a comunidade, bem como o resultado de sua responsabilidade social. 
2. Uma empresa, quando concorre a um prêmio com o tema voltado para a susten-
tabilidade, tem como objetivo incentivar os investimentos e ações na área sus-
tentável, apresentando à comunidade as ações que são realizadas pela empresa; 
assim, há um fortalecimento da marca no mercado e um diferencial.
3. Divididos em quatro tópicos, a saber:
• A geração e a distribuição de riqueza.
• Os recursos humanos.
• A interação da entidade com o ambiente externo.
• A interação com o meio ambiente.
4. O modelo do balanço Ibase tem uma forma de uma planilha, na qual traz infor-
mações sobre a folha de pagamento dos colaboradores, gastos com encargos 
sociais, participação nos lucros, detalhes com despesas de controle ambientais 
e investimentos sociais externos em várias áreas, tais como: educação, cultura, 
saúde, entre outras.
5. Os principais motivos para uma empresa ou organização manter-se nos padrões 
GRI são por demonstrar compromisso com os impactos ambientais e sociais; ter 
transparência nas relações; para obter maior participação em mercados compe-
titivos, pelo planejamento de atividades, tornando-se uma empresa mais sus-
tentável e posicionada, assim como para seguir as legislações vigentes.
GABARITO
CONCLUSÃO
189
Caro(a) aluno(a), em nossa disciplina de Sustentabilidade e Responsabilidade Social, 
que teve como intuito apresentar a importância da sustentabilidade e da responsa-
bilidade social, entre várias áreas do conhecimento, estudamos, em cinco unidades, 
muitos conceitos, bem como exemplos de Responsabilidade Social.
Para isso, iniciamos nossos estudos abordando o desenvolvimento sustentável 
como novo modelo, fazendo uma breve introdução dos problemas ambientais que 
ocorreram no decorrer dos anos. Falamos sobre o Relatório Brundtland ou Nosso Fu-
turo Comum, que trouxe o conceito de Desenvolvimento Sustentável, abordamos o 
tripé da sustentabilidade: econômico, ambiental e social e, em seguida, discutimos 
as cinco dimensões da sustentabilidade: social; econômica; ecológica; espacial (ou 
geográfica) e cultural. Nesse início, também apresentamos a você os 17 Objetivos 
do Desenvolvimento Sustentável.
Dando continuidade à nossa discussão, abordamos os modelos de sustentabilidade 
aplicáveis às empresas, em que apresentamos a importância das organizações, da 
gestão ambiental empresarial, da relação com a sustentabilidade econômica, e a 
Responsabilidade Social Ambiental.
Em seguida, discutimos a questão do marketing verde, diferenciando esse conceito 
das práticas de greenwashing ou lavagem verde. Falamos sobre a importância das 
certificações de responsabilidade social, em que tratamos da norma internacional 
ISO 26000, não certificável e que traz recomendações importantes na área de Res-
ponsabilidade Social. Também falamos sobre a NBR 16001, que é a norma Brasileira 
de Responsabilidade Social, é certificável e pode ser aplicável a qualquer tipo de 
organização, desde que a empresa atenda aos requisitos propostos pela norma.
Sobre a dimensão da Responsabilidade Social, abordamos a questão da ética e das 
práticas inclusivas dentro das organizações, e finalizamos nossos estudos com as 
auditorias e modelos de divulgações de ações sustentáveis, em que apresentamos a 
você alguns tipos de balanços sociais e de premiações referentes à sustentabilidade.
Esperamos ter contribuído para seu crescimento como profissional na área de Sus-
tentabilidade e ResponsabilidadeSocial, e que o conhecimento adquirido neste 
material ajude você a se destacar no mercado de trabalho.
Até a próxima oportunidade!
Grande abraço!
CONCLUSÃO
ANOTAÇÕES
ANOTAÇÕES
191
ANOTAÇÕES
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	UNIDADE I
	DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL COMO UM NOVO MODELO
	Introdução
	Dinâmicas Fundamentais do Crescimento Populacional e o Uso Sustentável de Recursos Naturais 
	Nosso Futuro Comum - Relatório Brundtland
	Objetivos do Desenvolvimento Sustentável
	Considerações Finais
	Referências
	GABARITO
	UNIDADE II
	EMPRESAS E O MEIO AMBIENTE
	Introdução
	Modelos de Sustentabilidade Empresarial
	Empresas e a Sustentabilidade Econômica 
	RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL 
	Considerações Finais
	Referências
	GABARITO
	UNIDADE III
	MARKETING VERDE, SUSTENTABILIDADE E CERTIFICAÇÃO
	Introdução
	Marketing Verde 
	Normas e Certificações Voltadas à Responsabilidade Social 
	NBR 16001: A Norma Brasileira de Gestão da Responsabilidade Social 
	Considerações Finais
	Referências
	GABARITO
	UNIDADE IV
	DIMENSÕES DA RESPONSABILIDADE SOCIAL
	Introdução
	Dimensões da Responsabilidade Social Empresarial 
	Dimensões da Ética Empresarial
	Políticas de Inclusão e Responsabilidade Social 
	Considerações Finais
	Referências
	GABARITO
	UNIDADE V
	AUDITORIAS E MODELOS DE DIVULGAÇÕES DE AÇÕES SUSTENTÁVEIS
	Introdução
	Demonstrativos de Natureza Social e Ambiental 
	Modelos de Balanço Social
	Premiações na Área de Sustentabilidade
	Considerações Finais
	Referências
	GABARITO
	Conclusão

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