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Noções gerais da Profissão: Definição e Histórico Apresentação O surgimento da Revolução Industrial testemunhou uma rápida transformação nas atividades econômicas da humanidade, com a intensificação da produção industrial e o aumento da queima de combustíveis fósseis. Essas mudanças trouxeram consigo problemas ambientais significativos, como a poluição do ar, da água e do solo, além de desmatamento e perda de biodiversidade. Hoje, a preocupação com o meio ambiente é uma questão global, com impacto em todos os aspectos da vida humana, desde a saúde e o bem-estar até a economia e a segurança. A compreensão da história ambiental nos ajuda a entender os desafios atuais e a trabalhar em direção a soluções sustentáveis para as gerações presentes e futuras. Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai ver o histórico e a linha do tempo que destaca os eventos-chave que moldaram os paradigmas ambientais, ao mesmo tempo que irá explorar os conceitos fundamentais da gestão ambiental. Bons estudos. Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Reconhecer a cronologia dos principais eventos da evolução histórica da preocupação ambiental que impulsionaram o surgimento da gestão ambiental. • Identificar conceitos e práticas de sustentabilidade.• Relacionar contexto econômico e meio ambiente no contexto da profissão de gestor ambiental. • Desafio É notável que nos últimos anos ocorreram alterações significativas no meio ambiente. Embora a tecnologia e o desenvolvimento de estudos estejam avançados, é sabido que muitas alterações não poderão ser recuperadas, e caberá aos profissionais de meio ambiente o desafio de controlar e reduzir as consequências. Considerando as questões ambientais atuais, descreva ao menos cinco aspectos negativos associados aos impactos ambientais gerados ao longo dos anos e explique como você, na condição de gestor ambiental, poderá contribuir para minimizar os aspectos gerados. Infográfico Na linha do tempo da gestão ambiental, conhecemos fatos históricos que contribuíram para a evolução dos conceitos e do modelo de pensar e agir em relação ao meio ambiente. Entretanto, muitas ações do homem ocorreram sobre o meio ambiente e o impactaram de forma significativa, gerando destruição de ambientes naturais e danos diretos às pessoas e provocando desequilíbrios que ainda se perpetuam. Dessa forma, a preocupação ambiental tem evoluído significativamente ao longo das últimas décadas, refletindo uma crescente conscientização sobre a necessidade de preservar o nosso planeta. A sustentabilidade vem se tornando uma prioridade para governos, organizações e indivíduos em todo o mundo. Neste Infográfico, você vai conhecer alguns dos mais importantes acidentes ambientais que levaram ao desenvolvimento dos conceitos da gestão ambiental. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/0ad71a2c-e1a6-4da6-87a7-2b83b5447854/979ed4cf-bc5f-4c5b-a569-6f2563be3595.png Conteúdo do livro A Revolução Industrial foi um período de intensa industrialização e urbanização e trouxe significativos avanços tecnológicos e econômicos, mas também gerou graves problemas ambientais, como poluição do ar e da água, desmatamento e exploração desmedida de recursos naturais. Esses impactos negativos levaram à conscientização sobre a necessidade de regular e mitigar os danos ambientais, impulsionando o surgimento de movimentos e políticas de proteção ambiental. A Revolução Industrial não apenas transformou a sociedade e a economia, mas também foi um catalisador para o desenvolvimento das primeiras iniciativas de gestão ambiental, destacando a importância de equilibrar progresso industrial com a sustentabilidade e a preservação dos recursos naturais para as futuras gerações. No capítulo Noções gerais da profissão: definição e histórico, base teórica desta Unidade de Aprendizagem, você vai ver mais detalhes a respeito do histórico e do conceito de gestão ambiental, bem como do surgimento da gestão ambiental no Brasil. Boa leitura. INTRODUÇÃO À GESTÃO AMBIENTAL Juliana Saccol I61 Introdução à gestão ambiental [recurso eletrônico] / Organizadoras, Vanessa de Souza Machado, Juliana Saccol. – Porto Alegre : SAGAH, 2016. Editado como livro impresso em 2016. ISBN 978-85-69726-89-0 1. Gestão ambiental. 2. Gestor ambiental - Atuação. 3. Ética profissional. I. Machado, Vanessa de Souza. II. Saccol, Juliana. CDU 658:504 Catalogação na publicação: Poliana Sanchez de Araujo – CRB 10/2094 Noções gerais da profissão – definição e histórico Objetivos de aprendizagem Ao final deste texto, você deverá apresentar os seguintes aprendiza- dos: Reconhecer a cronologia dos principais eventos da evolução histórica da preocupação ambiental que impulsionaram o surgi- mento da gestão ambiental. Identificar conceitos e práticas de sustentabilidade. Relacionar o contexto econômico e meio ambiente diante da pro- fissão de gestor ambiental. Introdução As demandas desenfreadas que surgiram por conta do crescimento da população e do desenvolvimento industrial desordenado geraram grandes impactos ambientais. Em função disso, a preocupação am- biental foi alavancada nas três últimas décadas do século XX, sen- do direcionada para um estudo mais amplo no século XXI. Nessa perspectiva, nasceu a necessidade da criação dos cursos de Gestão Ambiental, que formam profissionais detentores de competências e habilidades a serviço da promoção de um desenvolvimento mais sustentável. Neste texto, você vai estudar a linha cronológica dos acontecimen- tos que modificaram os paradigmas ambientais e vai se familiarizar com os conceitos essenciais de gestão ambiental. A linha do tempo e a preocupação ambiental Neste texto, você aprenderá sobre alguns eventos que modificaram de forma significativa o modo de pensar e agir sobre as questões ambientais. A preocupação com as questões ambientais iniciou a partir da década de 60. Anteriormente a este período, tivemos, de forma isolada, em 1947, a fun- Gestao_Ambiental_U1C1.indd 1Gestao_Ambiental_U1C1.indd 1 22/09/2016 14:57:0722/09/2016 14:57:07 dação da UICN – União Internacional para a Conservação da Natureza, na Suíça, organização fundada com o objetivo de influenciar ideias de conser- vação da natureza. Década de 1960 – A década de 1960 ficou conhecida pelo conflito entre preservacionistas e desenvolvimentistas. O debate iniciou-se com a publicação do livro Primavera Silenciosa, de Rachel Carson, em 1962, que trouxe um alerta sobre a utilização de pesticidas na agricultura. Este fato levou a preocupações ambientais inéditas para uma parcela da opinião pública americana, que visualizou o impacto das ativi- dades antrópicas sobre o meio ambiente. O livro impulsionou uma inversão na política nacional sobre os pesticidas, levando a uma proibição nacional do DDT (e de outros pesticidas). Os movimentos ambientalistas levaram à criação da Environmental Protection Agency – EPA, Agência Americana de Proteção Ambiental. O DDT (sigla de diclorodifeniltricloroetano) é um inseticida barato e altamente eficiente a curto prazo, mas, a longo prazo, tem efeitos prejudiciais à saúde humana, podendo ocasionar câncer em seres humanos e interferir na vida animal, causando o aumento de mortalidade entre os pássaros. Também em 1968, surgiu o Clube de Roma, no qual um grupo de pessoas formado por empresários, diplomatas, cientistas, educadores, humanistas, economistas e altos funcionários governamentais de dez países diversos se reuniu para tratar de assuntos relacionados ao uso indiscriminado dos re- cursos naturais do meio ambiente em termos mundiais. Década de 1970 – Em 1972, um grupo de cientistas do Massachusetts Institute of Technology – MIT, que assessorava o Clube de Roma, alertou sobre os riscos do crescimento econômico contínuo baseado na exploração de recursos naturais nãorenováveis. Utilizando modelos matemáticos, o MIT chegou à conclusão de que o planeta Terra não suportaria o crescimento po- pulacional devido às pressões geradas sobre os recursos naturais e energéticos e ao aumento da poluição, mesmo tendo em conta o avanço tecnológico. As projeções afirmavam o esgotamento desses recursos em poucas décadas, e o relatório afirmava que somente o crescimento zero e a gestão dos recursos finitos poderiam salvar o planeta. Muitas das previsões do relatório não se Introdução à gestão ambiental2 Gestao_Ambiental_U1C1.indd 2Gestao_Ambiental_U1C1.indd 2 22/09/2016 14:57:0822/09/2016 14:57:08 concretizaram, e outras permanecem como um cenário possível, para o qual a humanidade ainda não encontrou soluções. No entanto, o documento foi im- portante para chamar a atenção sobre o impacto da exploração dos recursos e degradação do meio ambiente, despertando a consciência ecológica mundial. A I Conferência Mundial sobre Meio Ambiente, organizada pela Organi- zação das Nações Unidas – ONU, em 1972, foi um reflexo disso (NASCI- MENTO; LEMOS; MELLO, 2008). A I Conferência Mundial sobre Meio Ambiente ficou conhecida como a Conferência de Estocolmo, por ter sido realizada na capital da Suécia. A ONU – Organização das Nações Unidas – é uma organização internacional for- mada por países que se reuniram voluntariamente para trabalhar pela paz e pelo de- senvolvimento mundial. No final da década de 70, pode-se dizer que iniciou a fase da regulamen- tação e do controle ambiental, e poluir passou a ser considerado crime em diversos países. Juntamente com isso surgiu o primeiro selo ambiental, o selo Blue Angel, lançado na Alemanha com o objetivo de rotular produtos ambien- talmente corretos. Este selo é utilizado até hoje para certificar a sustentabili- dade dos produtos (ver Fig. 1). Figura 1. Selo para certificação de sustentabilidade de produtos. Fonte: SustentArqui (2014). 3Noções gerais da profissão – definição e histórico Gestao_Ambiental_U1C1.indd 3Gestao_Ambiental_U1C1.indd 3 22/09/2016 14:57:0822/09/2016 14:57:08 Década de 1980 – No início da década de 1980, a ONU retomou o debate sobre as questões ambientais, e foi criada a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento com o intuito de reavaliar as questões críticas relativas ao meio ambiente e reformular propostas no sentido de fazer as mu- danças necessárias para garantir um desenvolvimento sustentável. A partir desta comissão, foi criada a declaração universal sobre a proteção ambiental e o desenvolvimento sustentável – o Relatório Brundtland, publicado com o título “Nosso Futuro Comum”. Essa nova percepção de desenvolvimento e limites necessários ao uso dos bens esgotáveis deixou claro a necessidade de equilíbrio, com limites para o bem-estar da sociedade, assim como para utilização dos recursos naturais. Na década de 80, iniciou o controle ambiental através das legislações e fiscalizações, as quais tinham por objetivo controlar a instalação de novas in- dústrias e estabelecer condicionantes para seu funcionamento. Nesta década, o enfoque foi para o controle da poluição, o que muitos chamavam controle de “final de tubo” por focar no tratamento dos poluentes gerados através de processos e equipamentos que minimizassem os poluentes gerados a um nível aceitável. Um importante marco ambiental na história foi em 1985, quando um con- junto de países se reuniu manifestando preocupação quanto aos impactos ge- rados pela redução da camada de ozônio. Desta convenção, surgiu o Protocolo de Montreal, que entrou em vigor em 1º de janeiro de 1989. Fique por dentro dos assuntos sobre proteção da camada de ozônio acessando: http:// www.protocolodemontreal.org.br/eficiente/sites/protocolodemontreal.org.br/pt-br/ home.php Década de 1990 – Na década de 1990, já havia uma consciência comum sobre a necessidade de preservação ambiental e constância na equação de desenvolvimento versus sustentabilidade do planeta. Em 1992, líderes mundiais de 108 países reuniram-se no Rio de Janeiro e realizaram a conferência mundial conhecida como Cúpula da Terra ou Rio-92. Os fundamentos deste evento foram baseados em cinco documentos: Convenção da Diversidade Biológica, Convenção sobre as Mudanças Climá- ticas, Princípios sobre Florestas, Declaração do Rio e Agenda 21. Introdução à gestão ambiental4 Gestao_Ambiental_U1C1.indd 4Gestao_Ambiental_U1C1.indd 4 22/09/2016 14:57:0822/09/2016 14:57:08 Outro marco importante na década de 90 foi a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, na qual, em 1997, foi anunciado o Proto- colo de Quioto, que estabelecia metas para a redução das emissões dos gases do efeito estufa. Na década de 1990, também entraram em vigor as normas britânicas BS 7750- Specification for Environment Management Systems, que serviram de base para a elaboração de um sistema de normas ambientais em nível mundial, a série ISO 14000. A integração entre a série ISO 14000 e a série ISO 9000, de gestão da qualidade, representou um avanço em relação à con- servação ambiental e ao desenvolvimento sob bases sustentáveis. ISO 14001: A ABNT NBR ISO 14000 é uma norma certificadora que especifica os requi- sitos de um Sistema de Gestão Ambiental e permite a uma organização desenvolver e praticar políticas e metas ambientalmente sustentáveis. A norma leva em conta as- pectos ambientais influenciados pela organização e outros passíveis de serem contro- lados por ela. Como você pode perceber, a introdução da gestão ambiental e a adoção de códigos de conduta modificaram a postura reativa das empresas – a preo- cupação empresarial que buscava meios de evitar multas e autos de infração dos órgãos fiscalizadores –, que passaram a se preocupar com sua imagem da empresa perante as questões ambientais. Surge a preocupação com a preservação do meio ambiente, tendo em vista a otimização de processos produtivos e a redução dos impactos ambientais gerados. Século XXI – Após 10 anos da Rio-92, em 2002, foi realizada pela ONU, em Johanesburgo, na África do Sul, a Cúpula Mundial sobre o Desenvol- vimento Sustentável, também conhecida como Rio+10. Nesta conferência, trataram-se, além de aspectos ambientais, de aspectos sociais. Foram de- batidas questões sobre fornecimento de água, saneamento básico, energia, saúde, agricultura e biodiversidade e teve início a busca por medidas para reduzir o número de pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza (com aproximadamente 1 dólar por dia) até 2015. Os países participantes acor- daram em reduzir em 50% o número de pessoas que não possuía acesso à água potável e a saneamento básico. Além deste acordo, houve a busca por 5Noções gerais da profissão – definição e histórico Gestao_Ambiental_U1C1.indd 5Gestao_Ambiental_U1C1.indd 5 22/09/2016 14:57:0822/09/2016 14:57:08 colocar em prática a Agenda 21 e cobrar posições sobre os compromissos firmados na ECO-92. Em 2012, ocorre, no Rio de Janeiro, a Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, com a participação de 193 países que fazem parte da ONU. Considera-se que esta foi a segunda etapa da Cú- pula da Terra (ECO-92), cujos temas principais foram dois: a economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza e a estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável. Houve vários desfechos para a Rio+20; um documento final de 53 pá- ginas, acordado por 188 países, dita o caminho para a cooperação interna- cional sobre desenvolvimento sustentável. Além disso, governos, empresários e outros parceiros da sociedade civil registraram mais de 700 compromissos com ações concretas que proporcionem resultados para responder a necessi- dades específicas, como energia sustentável e transporte. Os compromissos assumidos no Rio incluem 50 bilhões de dólares que ajudarão um bilhão de pessoas a ter acesso à energia sustentável. O setor empresarial, que há 20 anos esteve praticamente ausente naRio-92, durante a Rio+20 liderou a realização de compromissos voluntários, reconhecendo o valor do capital natural e se comprometendo a usar os re- cursos naturais de forma responsável. De acordo com a declaração do coordenador do programa de mudanças climáticas e energia do WWF Brasil, o resultado da conferência foi “fraquíssimo”. “O cenário após a COP 18 é muito incerto para uma grande parte da população mun- dial, para a economia global e para a biodiversidade e os ecossistemas. O tempo é o re- curso mais precioso agora e está cada vez mais escasso. As respostas e decisões daqui para frente terão de ser muito mais fortes e incisivas, e as ações, mais rápidas”, afirmou. Em 2014, ocorreu em Lima, no Peru, a 20ª Conferência das Partes da Con- venção – Quadro da ONU sobre Mudanças do Clima (COP 20). O objetivo da conferência foi analisar e propor diversas ações para conter o aumento da temperatura global e, consequentemente, mitigar os impactos da mudança do Introdução à gestão ambiental6 Gestao_Ambiental_U1C1.indd 6Gestao_Ambiental_U1C1.indd 6 22/09/2016 14:57:0822/09/2016 14:57:08 clima. O evento iniciou com avanços significativos, como o anúncio do com- promisso de redução de Estados Unidos, China e União Europeia, que, juntos, respondem por mais de 50% das emissões mundiais de GEE. GEE: Gases integrantes da atmosfera, de origem natural ou antrópica (quando pro- duzidos pelo homem), que absorvem e reemitem radiação infravermelha para a su- perfície da Terra e para a atmosfera, causando o efeito estufa. O vapor d’água (H2O), o dióxido de carbono ou gás carbônico (CO2), o óxido nitroso (N2O), o metano (CH4) e o ozônio (O3) são os principais GEEs na atmosfera. Existem também na atmosfera GEEs to- talmente produzidos por atividades humanas, como os halocarbonetos e outras subs- tâncias com cloro e bromo, objeto do Protocolo de Montreal. O Protocolo de Quioto também aborda o hexafluoreto de enxofre (SF6), além de duas famílias de gases: os hidrofluorocarbonetos (HFC) e os perfluorocarbonetos (PFC). Entre os gases do efeito estufa que estão aumentando de concentração, o dióxido de carbono, o metano e o óxido nitroso são os mais importantes. Em 2015, a busca por ações efetivas para a redução dos efeitos climáticos e para a contenção do aumento da temperatura do planeta continuou com a COP 21, na França, em Paris. A conferência resultou no documento chamado Acordo de Paris, no qual os países representantes reiteraram compromissos que visam manter o aquecimento global “muito abaixo de 2º C”, buscando ainda “esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5° C acima dos níveis pré-industriais .̈ Por todos os fatos estudados, você pode observar que, do início do século XX até 1972, predominavam ações do tipo reativas com o meio ambiente, sem considerar qualquer conceito de prevenção, o que inicia “timidamente” a partir da Conferência Mundial das Nações Unidas sobre Meio Ambiente em Estocolmo, em 1972, e se estende até meados de 1990. A partir deste período, a preocupação ambiental ganha um novo conceito com a Rio-92: passa-se a considerar meio ambiente como tudo aquilo que está inserido no contexto da vida, o que amplia o escopo de conservação dos recursos naturais para questões socioambientais. Com isso, entra-se em uma fase proativa que se estabelece a partir do século XXI. 7Noções gerais da profissão – definição e histórico Gestao_Ambiental_U1C1.indd 7Gestao_Ambiental_U1C1.indd 7 22/09/2016 14:57:0822/09/2016 14:57:08 A partir da mudança de paradigmas, a qual se visa à preservação ambiental e não so- mente à correção de processos e de agentes poluidores, surgem diversos selos verdes ou rotulagem ambiental. Eles fornecem referência sobre produtos, processos e serviços que apresentam menor impacto sobre o meio ambiente. Para saber sobre eles, acesse: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/desenvolvimento/conteudo_298573. shtml ou leia: Arquivo Selos Verdes. Desenvolvimento sustentável Neste texto, será apresentado a você o conceito de desenvolvimento susten- tável, que está inserido em uma série de fundamentos indispensáveis ao seu conhecimento de gestor ambiental. É importante compreender a totalidade e a complexidade da expressão “desenvolvimento sustentável”. Para isso, serão abordados, inicialmente, al- guns conceitos individuais: Desenvolvimento: significa um estágio econômico, social ou político de determinada comunidade, o qual é caracterizado por altos índices de rendimento dos fatores de produtos, ou seja, dos recursos naturais, do capital e do trabalho (FERREIRA, 1986). Crescimento: relaciona-se à expansão da escala das dimensões físicas do sistema econômico (GOODLAND apud BELLA, 1996). Sustentável: possui dois significados: o primeiro, estático, que é “impedir que caia, suportar, apoiar, conservar, manter e proteger”; o segundo significado é dinâmico e positivo: “favorecer, auxiliar, esti- mular, incitar e instigar” (BELLA, 1996). Além dos conceitos evidenciados anteriormente, existem percepções asso- ciadas ao que realmente se possa considerar um desenvolvimento sustentável. Uma delas estabelece que, no desenvolvimento sustentável, as relações entre ambiente e desenvolvimento estão integradas e que deve existir um cuidado entre as políticas de desenvolvimento e as atividades setoriais, que devem levar em consideração os limites existentes para renovação dos recursos natu- Introdução à gestão ambiental8 Gestao_Ambiental_U1C1.indd 8Gestao_Ambiental_U1C1.indd 8 22/09/2016 14:57:0822/09/2016 14:57:08 rais. Isso faria com que os padrões ambientais fossem estabelecidos em bases ecológicas a partir da noção da capacidade de suporte dos ecossistemas, con- forme definido por Ivan Carlos Maglio. É possível observar que o desenvolvimento sustentável passou a repre- sentar o progresso econômico associado à utilização adequada dos recursos naturais, promovendo a melhoria na qualidade de vida da população. Na busca por esse progresso sustentado, surge a necessidade de se avaliar o sistema socioeconômico atual de maneira a verificar se realmente evolui em direção à sustentabilidade em todos os seus âmbitos. Essa ideia foi ampla- mente apoiada a partir da criação da Agenda 21 Global, na Rio 92. Para ampliar seu conhecimento sobre a Agenda 21, acesse: http://www.mma.gov.br/ responsabilidade-socioambiental/agenda-21/agenda-21-global Relações do sistema econômico com o meio ambiente O sistema econômico, considerado como um organismo vivo e complexo, não atua independentemente do sistema natural que o sustenta (MUELLER, 2007). Ao contrário, o sistema econômico interage com o meio ambiente ex- traindo recursos naturais (componentes estruturais dos ecossistemas) e devol- vendo resíduos. Em razão do enfoque dado pelas diferentes vertentes teóricas de tratamento das questões ambientais, privilegia-se apenas a dinâmica do sistema econômico ou as interfaces entre este e o meio ambiente. O fato é que um esquema analítico focado somente nas relações existentes dentro da “caixa” que representa o sistema econômico será fatalmente reducionista e limitado, dado que o meio ambiente interage com a economia como forne- cedor de insumos e receptor de dejetos/resíduos resultantes dos processos de produção e consumo (ver Fig. 2). Além disso, o sistema econômico atua em um determinado espaço, alte- rando-o consideravelmente devido a sua expansão. Assim, pode-se dizer que a economia apresenta impactos sobre o meio ambiente, os quais se devem à escala (tamanho, dimensão) do sistema econômico e ao estilo dominante de crescimento econômico (modo como o sistema econômico se expande). 9Noções gerais da profissão – definição e histórico Gestao_Ambiental_U1C1.indd 9Gestao_Ambiental_U1C1.indd 9 22/09/2016 14:57:0822/09/2016 14:57:08 Figura 2. Um esboço das relações do sistema econômico com o meio ambiente. Fonte: Mueller (2007, p. 465). Diante de toda preocupação ambiental, o desenvolvimentosustentável tornou-se a principal alternativa de desenvolvimento socioeconômico da so- ciedade atual. O desenvolvimento sustentável procura satisfazer as necessidades da ge- ração atual sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfa- zerem as suas próprias necessidades. Por meio do Relatório Brundtland, que foi publicado com o título “Nosso Futuro Comum”, definiu-se o conceito de desenvolvimento sustentável como “aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gera- ções futuras atenderem às suas necessidades”. Fique por dentro de modelos de consumo sustentáveis assistindo ao vídeo https:// www.youtube.com/watch?v=_eUUTYCDGvc Introdução à gestão ambiental10 Gestao_Ambiental_U1C1.indd 10Gestao_Ambiental_U1C1.indd 10 22/09/2016 14:57:0822/09/2016 14:57:08 Atualmente, são utilizadas ferramentas para mensurar o desenvolvimento econômico e social de uma atividade, as quais são chamadas de Indicadores de Sustentabilidade. Para saber mais, acesse: http://www.ibge.gov.br/home/geociencias/recursosnaturais/ ids/default_2015.shtm Conservação e preservação ambiental Dentro dos conceitos ambientais, é importante deixar clara a diferença entre conservação e preservação ambiental. O preservacionismo e o conservacionismo são correntes ideológicas que surgiram no fim do século XIX, nos Estados Unidos. Com posicionamento contra o desenvolvimentismo – uma concepção que defende o crescimento econômico a qualquer custo, desconsiderando os impactos ao ambiente na- tural e o esgotamento de recursos naturais –, estas duas correntes se contra- põem no que diz respeito à relação entre o meio ambiente e a nossa espécie. O preservacionismo aborda a proteção da natureza independentemente de seu valor econômico e/ou utilitário, apontando o homem como o causador da quebra desse “equilíbrio”. De caráter explicitamente protetor, propõe a criação de santuários intocáveis, sem sofrer interferências relativas aos avanços do progresso e sua consequente degradação. De posição considerada mais radical, este movimento foi responsável pela criação de parques nacio- nais, como o Parque Nacional de Yellowstone, em 1872, nos Estados Unidos. (LIMA, 2008). O conservacionismo contempla o amor à natureza aliado a seu uso racional e manejo criterioso pela nossa espécie, a qual executa um papel de gestão e parte integrante do processo. Podendo ser identificado como o meio-termo entre o preservacionismo e o desenvolvimentismo, o pensamento conserva- cionista caracteriza a maioria dos movimentos ambientalistas e é alicerce de políticas de desenvolvimento sustentável, que são aquelas que buscam um modelo de desenvolvimento que garanta a qualidade de vida hoje que não destrua os recursos necessários às gerações futuras. Redução do uso de maté- rias-primas, o uso de energias renováveis, a redução do crescimento popula- 11Noções gerais da profissão – definição e histórico Gestao_Ambiental_U1C1.indd 11Gestao_Ambiental_U1C1.indd 11 22/09/2016 14:57:0822/09/2016 14:57:08 cional, combate à fome, mudanças nos padrões de consumo, equidade social, respeito à biodiversidade e inclusão de políticas ambientais no processo de tomada de decisões econômicas são alguns de seus princípios. Esta corrente propõe, inclusive, que se destinem áreas de preservação, por exemplo, em ecossistemas frágeis, com um grande número de espécies endêmicas e/ou em extinção. (LIMA, 2008) A imagem abaixo deixa mais clara a diferença entre estes conceitos (Fig. 3). Figura 3. Representação da diferença entre atos prelecionistas e conservacionistas. Fonte: Ecolmeia (2016). Associadas aos conceitos de preservação e conservação, pode-se men- cionar ecoeficiência e sustentabilidade. Ecoeficiência é uma das grandes ati- tudes que pode levar à sustentabilidade. Entende-se como ecoeficiê ncia as atividades que uma organização desenvolve e a dedicação para otimizar os processos com a redução na fonte da utilização dos recursos naturais, tendo como finalidade restringir o impacto ambiental e resultando em benefícios ecológicos e também econômicos (ALMEIDA, 1998). Introdução à gestão ambiental12 Gestao_Ambiental_U1C1.indd 12Gestao_Ambiental_U1C1.indd 12 22/09/2016 14:57:0922/09/2016 14:57:09 1. Na linha cronológica do desenvolvi- mento e da preocupação ambiental, pode-se afirmar que a década consi- derada de conflito entre preservacio- nistas e desenvolvimentistas foi: a) 1970 b) 1950 c) 1992 d) 1960 e) 1980 2. O fato que impulsionou a criação da EPA – Agência Americana de Pro- teção Ambiental – foi: a) Protocolo de Quioto. b) Livro “ Primavera Silenciosa”, da bióloga Raquel Carson. c) Protocolo de Montreal. d) Desenvolvimento industrial na década de 50. e) Agenda 21. 3. Diante de todos os fatos citados na linha do tempo do meio ambiente, pode-se considerar um marco na história do meio ambiente o acordo que trata da proteção da camada de ozônio que tinha como meta eliminar o uso do CFC (cloro – flúor – car- bono). Este é o tratado de: a) Tratado de Cúpula da Terra b) Convenção da Biodiversidade c) Protocolo de Montreal d) Relatório Brundtland, conhecido como “Nosso Futuro Comum” e) Normas britânicas BS 7750 4. Dentro do conceito de desenvol- vimento sustentável, existe um sistema dependente do sistema que o sustenta. Pode-se afirmar que é o: a) Sistema econômico. b) Sistema de geração de resíduos. c) Sistema de crescimento. d) Sistema de desenvolvimento. e) Sistema de reciclagem. 5. Dentre os conceitos de meio am- biente, é importante deixar claro o conceito de conservacionismo. O mesmo pode ser entendido como: a) Ato ou efeito de impedir a modifi- cação de qualquer forma do meio ambiente. b) Equilíbrio entre o preservacio- nismo e o desenvolvimentismo, caracteriza-se por movimentos ambientalistas baseados em políticas de desenvolvimento sustentável. c) Equilíbrio entre o preservacio- nismo e o desenvolvimentismo, não está baseado em ambienta- listas. d) Conceito reativo que visa corrigir danos ocasionados ao meio ambiente por medidas de con- servação. e) Ato ou efeito de proteger o meio ambiente das ações do homem. 13Noções gerais da profissão – definição e histórico Gestao_Ambiental_U1C1.indd 13Gestao_Ambiental_U1C1.indd 13 22/09/2016 14:57:0922/09/2016 14:57:09 ALBUQUERQUE, J. L. Gestão ambiental e responsabilidade social: conceitos, ferramentas e aplicações. São Paulo: Atlas, 2009. ALMEIDA, R. O. Ecoeficiência e as empresas do terceiro milênio. Revista Tendências do Tra- balho, São Paulo, set. 1998. BARBIERI, J. C. Gestão ambiental empresarial: conceitos, modelos e instrumentos. São Pau- lo: Saraiva, 2011. BELLA, V. Introdução a economia do meio ambiente. Brasília, DF: IBAMA, 1996. BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Agenda 21. [2002?]. Disponível em: . Acesso em: 28 jul. 2016. BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Protocolo de Montreal. [2014?]. Disponível em: . Acesso em: 29 jul. 2016. BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Resolução Conama Nº 001, de 23 de janeiro de 1986. Brasília, DF, 1986. Disponível em: . Acesso em: 30 jul. 2016. COMISSÃO MUNDIAL SOBRE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO. Nosso futuro comum. 2. ed. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1991. ECOLMEIA. 2016. Disponível em: . Acesso em: 02 set. 2016. FERREIRA, A. B. H. Dicionário Aurélio Básico da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. LIMA, M. A. C. S. Preservação e conservação ambiental. 2008. Disponível em: . Acesso em: 27 jul. 2016. MILANEZ, F. Eco alfabetização: manual de sobrevivência em um planeta em extinção. Por- to Alegre: EDIPUCRS, 2011. MUELLER, C. C. Os economistas e as relaçõesentre o sistema econômico e o meio ambiente. Brasília, DF: Editora UNB, 2007. NASCIMENTO, L. F.; LEMOS, A. D. C.; MELLO, M. C. A. Gestão socioambiental estratégica. Porto Alegre: Bookman, 2008. RUPPENTHAL, J. Gestão ambiental. Santa Maria, RS: Colégio Técnico Industrial de Santa Maria, 2014. SUSTENTARQUI. Uma breve história sobre os Selos Verdes. jan. 2014. Disponível em: . Acesso em: 01 set. 2016. TOCHETTO, M. Gerenciamento de resíduos sólidos. Santa Maria, RS: Departamento de Quí- mica UFSM, 2009. Introdução à gestão ambiental14 Gestao_Ambiental_U1C1.indd 14Gestao_Ambiental_U1C1.indd 14 22/09/2016 14:57:0922/09/2016 14:57:09 Conteúdo: Dica do professor A responsabilidade socioambiental nas empresas é essencial para a promoção de um desenvolvimento sustentável e ético no mundo corporativo. As organizações, ao adotarem práticas de responsabilidade socioambiental, não apenas cumprem com legislações ambientais e sociais como também demonstram compromisso com a sustentabilidade e o bem-estar das comunidades onde operam. A redução da pegada de carbono, o uso eficiente de recursos naturais, a promoção de condições de trabalho dignas e justas e o engajamento em projetos comunitários são algumas ações vinculadas à responsabilidade socioambiental. Além de mitigarem impactos negativos, essas práticas podem aumentar a reputação e a competitividade das empresas, atraindo consumidores e investidores que valorizam a sustentabilidade. Portanto, a responsabilidade socioambiental é um elemento fundamental para o sucesso a longo prazo e para a construção de um futuro mais equilibrado e justo. Nesta Dica do Professor, você vai ver mais sobre o contexto da responsabilidade socioambiental nas empresas e algumas ações aplicadas. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/932b9abf05296eac3ce51c7a1ba40782 Exercícios 1) A preocupação ambiental ao longo da história tem suas raízes profundas nas demandas e transformações socioeconômicas que moldaram o mundo moderno. O crescimento populacional exponencial, aliado ao desenvolvimento industrial desenfreado, desencadeou uma série de impactos ambientais devastadores, desde a degradação de ecossistemas vitais até a poluição generalizada do ar, da água e do solo. Esses desafios incitaram uma resposta cada vez mais urgente por parte da sociedade. Analise as sentenças a seguir sobre o histórico da preocupação ambiental e marque a alternativa que apresente somente as corretas. I. Na década de 1960 começou o conflito de ideias entre desenvolvimento e conservação. II. Na década de 1970 o controle ambiental teve início por meio das legislações. III. Na década de 1990 o conceito de sustentabilidade se consolidou. A) Apenas I. B) Apenas II. C) I e II. D) Apenas III. E) II e III. 2) A década de 1960 ficou conhecida pelo conflito entre preservacionistas e desenvolvimentistas. O debate iniciou-se com a publicação do livro Primavera silenciosa, de Rachel Carson, em 1962, que trouxe um alerta sobre a utilização de pesticidas na agricultura. O que também ocorreu nessa mesma época? A) O anúncio do Protocolo de Quioto. B) A publicação do Relatório Brundtland. C) A I Conferência Mundial sobre Meio Ambiente. D) A criação da Agência Americana de Proteção Ambiental (EPA). E) O controle no uso do diclorodifeniltricloretano (DDT) e de outros pesticidas. 3) A preservação e a conservação ambiental representam pilares fundamentais na busca por um equilíbrio sustentável entre as atividades humanas e o meio ambiente. Esses conceitos, embora frequentemente usados de forma intercambiável, diferem em suas abordagens e objetivos. Você, futuro gestor ambiental, sabe reconhecer essa diferença? Avalie as assertivas a seguir e indique qual(is) está(ão) correta(s). I. A preservação busca o uso responsável e sustentável dos recursos naturais. II. A preservação e a conservação enfatizam a proteção integral dos recursos naturais. III. A preservação e a conservação disponibilizam os recursos para as gerações futuras. A) Apenas I. B) Apenas II. C) II e III. D) Apenas III. E) I e II. 4) O desenvolvimento sustentável é uma necessidade urgente. Ele requer a adoção de práticas e políticas inovadoras que promovam a eficiência energética, a conservação dos recursos naturais, a inclusão social e a resiliência ambiental. É possível afirmar que existe um tripé básico no qual se apoia a ideia de desenvolvimento sustentável. Você, gestor ambiental, precisa compreender claramente esse tripé. Marque a alternativa que representa o tripé do desenvolvimento sustentável. A) Social, econômico e ambiental. B) Ambiental, ecológico e social. C) Ambiental, ético e social. D) Social, moral e ético. E) Ecológico, administrativo e ambiental. 5) As relações entre o sistema econômico e o meio ambiente são complexas e interdependentes, influenciando e sendo influenciadas por uma série de fatores. Diante dessas relações complexas, é fundamental adotar abordagens integradas e políticas que promovam a sustentabilidade econômica e ambiental. Qual ou quais dos aspectos citados descreve(m) a relação do sistema econômico e o meio ambiente? I. Resíduos II. Recursos III. Sustentabilidade A) Apenas I. B) Apenas I e II. C) Apenas II. D) Apenas III. E) Apenas II e III. Na prática O licenciamento ambiental é um instrumento fundamental para garantir que empreendimentos e atividades potencialmente poluidores ou degradadores do meio ambiente sejam avaliados e controlados de forma adequada antes de sua implementação. Esse processo envolve a análise e a emissão de licenças por parte dos órgãos ambientais competentes, que estabelecem condições, restrições e medidas de mitigação necessárias para minimizar os impactos negativos ao meio ambiente. O licenciamento ambiental assegura a conformidade com as legislações ambientais, promove a proteção dos ecossistemas e contribui para a sustentabilidade, ao mesmo tempo que permite o desenvolvimento econômico. Além disso, esse procedimento incentiva a transparência e a participação pública, proporcionando às comunidades afetadas a oportunidade de se manifestarem sobre os projetos que impactam suas vidas e o meio ambiente ao seu redor. Neste Na Prática, você vai ver os passos do gestor ambiental para a solicitação da licença prévia para instalação de uma hidrelétrica. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://statics-marketplace.plataforma.grupoa.education/sagah/34fd7edb-499d-438f-b5e6-79addd9cd666/ba794946-52c9-4a9f-ab47-6a7f06c0d203.png Saiba + Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor: O químico e o meio ambiente: aspectos históricos e as contribuições do ensino de gestão ambiental Este estudo examina a evolução da relação entre a indústria química e as questões ambientais, destacando a importância da gestão ambiental nas empresas químicas. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. Eficiência e sustentabilidade: uma análise econômica, social, ambiental e sustentável das usinas paulistas de cana-de-açúcar Leia este artigo e descubra como a eficiência e a sustentabilidade são analisadas nas usinas paulistas de cana-de-açúcar em um estudo abrangente que avalia os aspectos econômicos, sociais, ambientais e sustentáveis. Utilizando a análise envoltória de dados (DEA), a pesquisa revela diferenças significativas entre as usinas de grande e pequeno porte, destacando as economias de escala e o impacto social e ambiental. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. Desastres com petróleo e ações governamentais ante os impactos socioambientais e na saúde: scopingreview Este artigo oferece uma análise abrangente sobre os efeitos devastadores dos derramamentos de petróleo e as respostas governamentais a esses desastres. A pesquisa foca nos impactos socioambientais, incluindo a contaminação dos ecossistemas marinhos e costeiros, e na saúde pública, abordando desde problemas respiratórios até transtornos psicológicos. Além disso, o estudo examina as diversas ações governamentais necessárias para mitigar esses impactos, como https://www.scielo.br/j/qn/a/hbSGGgJpHwrqDnGVX6FdTTJ/ https://www.scielo.br/j/resr/a/8HwVd3KF6vnhv8mW5mKxzdc/ operações de limpeza, regulamentações mais rigorosas, monitoramento ambiental contínuo e programas de apoio e conscientização. Aponte a câmera para o código e acesse o link do conteúdo ou clique no código para acessar. https://doi.org/10.1590/0103-11042022E815