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Módulo F-3: O desafio do auto-conhecimento Material de apoio: o teste dos oito temperamentos No teste que apresentamos a seguir, chamado dos “oito temperamentos”, de Heymans e Wiersma, a tipologia do temperamento baseia-se principalmente na emotividade, a actividade e a primaridade ou secundaridade. Opondo os emotivos aos não-emotivos, os activos aos não-activos e os secundários aos primários, obtêm-se oito tipos fundamentais. Este material foi extraído de J. Ibánez Gil, Pastoral Juvenil Diferencial,cuja leitura recomendamos para aprofundamento do tema. Instruções: Por se tratar de um questionário bastante extenso, recomendamos que seja trabalhado em duas reuniões seguidas. Cada pessoa coloca o seu nome numa folha de papel em branco, e anota o número da pergunta e a chave de resposta, , , ou , conforme for o caso. Muitas perguntas só têm alternativas ou . Se uma pessoa sente que está realmente “entre uma e outra”, ou não se sente identificada por nenhuma das duas, anotará , embora esta alternativa não apareça. Mas é preciso responder a todas as perguntas. É importante que durante as respostas seja mantido um clima de silêncio, não haja comentários e não se façam quaisquer juízos de valor. Há que recomendar que respondam como são naturalmente, de acordo com a sua tendência instintiva, e não como “deveriam” ou “gostariam” de ser, ou como se mostram por educação ou por critérios já adquiridos. É importante que a resposta não seja demasiado elaborada. Perguntas do questionário Pergunta 1 Entusiasmas-te ou indignas-te com facilidade? (Mesmo que não o manifestes exteriormente) Ou permaneces sempre tranquilo, exterior e interiormente? Ou é raro entusiasmares-te ou indignares-te? Pergunta 2 És muito mexido e inquieto? (Gesticular, saltar vivamente da cadeira, andar para trás e para a frente sem que haja uma emoção forte, mas sim por “necessidade de mexer-se, de fazer exercício) Ou estás geralmente quieto, quando não te agita alguma emoção Pergunta 3 Tens tendência para insistir mentalmente nas mesmas ideias, recordar os mesmos acontecimentos, alegres ou tristes, “dar muitas voltas” ao mesmo sentimento, como se tudo se te gravasse fortemente? Ou tens tendência para variar de ideias, sucedendo-se os sentimentos, as recordações, etc., umas às outras? (Facilidade para esquecer ou prescindir de coisas passadas) Pergunta 4 Por temperamento, tendes, nas tuas tarefas ou trabalhos, a cumprir o que te é pedido, honestamente, mas “a traços largos”, a cingir-te ao “essencial”, sem te angustiares por não ires até aos últimos detalhes? (“Assim já está bem...”, “senão é uma perda de tempo...”) Ou só ficas sossegado se fores até ao mais pequeno pormenor, pensando em todos os detalhes, e deixando tudo “bem acabado”? (“Ainda falta qualquer coisa”, “só mais isto...”) Pergunta 5 Quando te fazem algumas injustiça ou ofensa, tendes a protestar violentamente, “aconteça o que acontecer”, enfrentando energicamente quem quer que seja? Ou instintivamente (mesmo que por dentro te sintas ferido) tendes a suavizar as coisas dentro do possível, procurando compromissos? Pergunta 6 Gostas de falar quase sempre das tuas próprias coisas, procurando atrair a atenção para os teus projectos, os teus êxitos, os desgostos ou alegrias que tiveste, etc.? Ou interessas-te por saber o que aconteceu aos outros, perguntando-lhes e escutando as suas ideias e projectos, etc., pensando de um modo como que instintivo, que os teus próprios assuntos interessam menos? Pergunta 7 Ao saber (pelo jornal, ou numa conversa, etc.) que alguém foi justamente condenado ou punido, comoves-te interiormente, pensando no réu, na sua família, etc.? Ou pensas instintivamente no delito e - mesmo sendo sensível - em que é necessário o castigo? Pergunta 8 És daquelas pessoas que só “estão como peixe na água” rodeadas de livros sérios, revistas de grande informação ou, pelo menos, de divulgação científica etc., por amor ao estudo repousado, investigador? Ou fazes parte dos que precisam do convívio social intenso e de actividades predominantemente práticas? Pergunta 11 Notas que o teu humor é muito variável? (Passar facilmente da alegria à tristeza, do optimismo ao abatimento, por coisas de pouca importância e, às vezes, sem saber porquê) Ou, sem qualquer esforço, tens um humor sempre igual? Pergunta 12 Gostas de “sonhar acordado”? (Estar muito tempo a fazer planos por vezes utópicos, castelos no ar, recordando o passado, etc) Ou, por impulso interior, preferes actuar, e quando planeias alguma coisa, estás impaciente até a realizares? Pergunta 13 Tens tendência para te adaptares ao ambiente em que estás? Com frequência modificas os teus planos para os adaptares aos dos teus amigos, ao que o grupo quer fazer, etc.? (referimo-nos a coisas boas e lícitas) Ou segues o teu caminho sem considerar o que os outros pensam; quer dizer - mesmo que te mostres cortês -, é só com dificuldade que te fazem mudar de planos? Pergunta 14 Rejeitas vivamente e por instinto tudo o que vem tirar-te da ocupação em que estás? Irritas-te - pelo menos interiormente - contra qualquer distracção? Ou acolhes estas perturbações sem te irritares, com reacção suave e sem esforço? Pergunta 15 Ao actuar, por temperamento, não te preocupas com o que os outros possam pensar ou sentir? (“Se não gostarem, o problema é deles...”, “Tenho muita pena, mas eu sou assim...”) Ou não estás tranquilo, se não estiveres bem com toda a gente, preocupando-te, de um modo espontâneo, com o que os outros pensam e sentem, para não chocar com eles? Pergunta 16 Desejas quase sempre que os outros colaborem nos teus planos, ficando aborrecido se não os consegues convencer? Ou costumas colaborar nos planos de outros, ou com uma organização à qual pertenças, etc., sem pensar em tomares tu a iniciativa? Pergunta 17 Tens necessidade de ver frequentemente os teus amigos? Ou ficas muito tempo sem os ver - sem sentir a sua ausência -, ainda que isso não debilite a tua amizade? Pergunta 18 És um “teórico”? Gostas de justificar as tuas ideias, o teu modo de proceder, com base em teorias, de uma maneira séria, profunda? Ou pensas que basta um “bom senso comum” para justificar e explicar as coisas da vida diária, e tudo o resto a complica desnecessariamente. Pergunta 21 Ficas pálido ou coras com facilidade, sem poder evitá-lo? Ou só numa ou noutra ocasião especial? Ou isso nunca te acontece? Pergunta 22 Quando se trata de fazer algo obrigatório (uma tarefa, um trabalho), tens tendência natural para começar o quanto antes? Ou instintivamente tendes a adiar, a “esperar um bocadinho”, etc. (Mesmo que consigas dominar esta tendência, sente-la)? Pergunta 23 Depois de um acesso de cólera ou de ter sofrido uma ofensa, reconcilias-te imediatamente, com facilidade, sem pensar mais nisso, como se nada se tivesse passado? Ou ficas algum tempo de mau humor? Ou tens - por temperamento - muita dificuldade em reconciliar-te (rancor persistente, involuntário)? Pergunta 24 Preferes a pintura, quadros, gravuras, etc., em que o desenho é nítido, preciso, pormenorizado? Ou preferes a pintura que com uns traços ou manchas de cor produz um efeito de conjunto, sem se debruçar nos pormenores? Pergunta 25 Gostas de praticar ou assistir a desportos violentos (boxe, luta, etc.)? Ou de uma maneira espontânea sentes-te mais atraído pelos que exigem menos violência física? Pergunta 26 És algo ciumento nos teus afectos, em relação às tuas amizades, pessoas de família, etc.? Ou és pouco inclinado ao ciúme? Pergunta 27 Gostas de crianças? Gostas da sua companhia? Gostas de participar nos seus jogos? Ou põem-te nervoso? Incomodam-te? Ou talvez gostes deles de um modo teórico e, porassim dizer, “à distância”? Pergunta 28 Sentes necessidade de interpretar o significado ou “mensagem” das obras de arte que te causam admiração? Ou basta-te experimentar simplesmente “sem complicações” o prazer que produz a mera contemplação e gozo dessas obras de arte? Pergunta 31 Sentes-te fácilmente e profundamente ferido no teu íntimo, quando te fazem alguma observação antipática ou trocista, ou quando te criticam? Ou instintivamente, não dás importância a essas coisas? Pergunta 32 Quando ao realizar um projecto ou trabalho, tropeças com uma dificuldade, tendes naturalmente ao desânimo e experimentas de imediato uma forte tentação de abandonar a tarefa (ainda que de facto continues a realizá-la, dominando-te)? Ou - instintivamente - sentes-te ferido, precisamente pela dificuldade, e isso parece que te estimula a redobrar os esforços? Pergunta 33 Gostas de tudo o que suponha novidade e mudança (casa nova, novas ocupações, ver “caras novas”)? Ou incomodam-te as mudanças, e gostas do que é habitual e conhecido (sentes gosto pela “tua casa”, o teu local de trabalho, a tua tarefa diária, bem conhecida; gostas de te dar sempre com as mesmas pessoas)? Pergunta 34 Maçam-te instintivamente as responsabilidades ou tarefas complexas, em que é preciso tratar ao mesmo tempo de muitas coisas (vigiar um local, distribuir objectos - tomando notas e respondendo ao mesmo tempo a múltiplas perguntas)? Ou “sentes-te em casa” em tais circunstâncias, e tratas com facilidade e gosto de muitas coisas ao mesmo tempo, “sem perder pitada” e sem grande esforço? Pergunta 35 Quando discutes com outra pessoa, tendes instintivamente a “chegar a um acordo”, procurando convencer diplomaticamente o interlocutor, com simpatia, cedendo um pouco da tua parte, etc? Ou preferes que “as coisas fiquem claras”, e fixas-te nos pontos em que não estás de acordo, para discuti-los com firmeza e energia? Pergunta 36 Quando não te deram o que te é justamente devido ou te foi prometido, procuras consegui-lo através de reclamações, ou acções “diplomáticas” mas eficazes? Ou o “reclamar algo” ou estar preocupado por consegui-lo, ainda que justa e correctamente, é-te muito desagradável, e pela tua parte preferes instintivamente não o fazer, deixando com facilidade de receber o que te é devido? Pergunta 37 Partilhas “por dentro” os estados de ânimo alheios, sentindo-te alegre ou triste com os outros? Ou “compreendes” as alegrias e tristezas alheias, de uma maneira intelectual, diríamos “fria”, sem repercussão no sentimento? Pergunta 38 Perante um aparelho ou uma máquina que não conheces, interessas-te sobretudo pelas aplicações que podem ter? Ou antes pelos princípios científicos aplicados na sua construção? Ou interessa-te o funcionamento engenhoso do mecanismo? Pergunta 41 Sentes frequentemente - por temperamento - a sensação de “nó na garganta”? (quando tens que fazer algo que te preocupa) Ou só te aconteceu isso uma vez ou outra? Ou nem sequer sabes o que isso é, porque nunca te acontece? Pergunta 42 Depois de fazer espontaneamente os trabalhos obrigatórios aproveitas os tempos de descanso “descansando” plenamente? Ou não podes estar sossegado sem te ocupares noutra coisa ou actividade, mesmo em tempo de descanso? Pergunta 43 És - sem esforço, por temperamento - constante nos teus projectos e planos? Acabas sempre aquilo que começaste? Ou sentes com frequência o desejo de abandonar uma coisa antes de acabá-la, para começar outra, começando muitas coisas e nunca acabando nenhuma, ou quase nenhuma? Pergunta 44 Tens tendência para repetir uma palavra ou frase, algum gesto habitual ou “tique” inofensivo? Ou quase nunca te repetes, nem tens gestos “característicos” teus (tiques)? Pergunta 45 Quando não simpatizas com um colega, desejas instintivamente a oportunidade de lho dizer claramente? Ou preferes, por carácter, disfarçar e suavizar as coisas, evitando encontrar-te com ele, etc? Pergunta 46 És naturalmente inclinado à desconfiança? Suspeitas com facilidade dos outros? Ou confias espontaneamente? Pergunta 47 Sentes afecto pelos animais, como por seres que têm uma certa personalidade e inquietas-te pelo que podem sentir? Ou, sem lhes fazeres mal, considera-los como gado, rebanho, quer dizer, simplesmente como “coisas”? Pergunta 48 Tendes a orientar espontaneamente a conversa para temas abstractos, de ideias (científicas, religiosas, filosóficas, etc)? Ou - sem que isso queira dizer nada do teu talento - gostas mais de conversar dos acontecimentos diários, dos projectos, realizações, etc., de tipo prático? Pergunta 51 Sentes-te frequentemente angustiado por dúvidas ou escrúpulos sobre o que hás-de fazer, ou o que fizeste? Ou só raramente conheces este doloroso estado de preocupação? Pergunta 52 Nunca hesitas em empreender uma transformação útil, arranjar as tuas coisas, etc., mesmo sabendo que isso te exigirá trabalhos, diligências, etc.? Ou tendes instintivamente a retroceder ante o trabalho que há que empreender, contentando-te em deixar as coisas tal como estão? Pergunta 53 És um improvisador natural? Preferes decidir “no terreno” o que se deve fazer, sem muitos planos prévios; ou, se fazes planos, depois, no momento de actuar, não te sujeitas a eles, pois sempre te ocorrem novas ideias ou procedimentos? Ou sentes instintivamente horror a todo a improvisação, e na tua acção realizas ponto por ponto o que previamente planeaste com detalhe? Pergunta 54 Quando te explicam algo novo, tens tendência pelo menos interiormente, a dizer: “pouco a pouco; vamos por partes”. Preferes considerar os pormenores, analisando, para compreender a fundo uma demonstração, o funcionamento de uma máquina, etc.? Ou maça-te uma grande análise, e basta-te uma ideia geral, uma visão de conjunto para te aperceberes do que se trata? Pergunta 55 Com facilidade, quando achas que deves fazê-lo, “dizes as verdades” aos outros, criticando a sua conduta? Ou custa-te muito fazê-lo, e evitas ver-te em tais situações? Pergunta 56 Quando dás um presente, embora o faças com gosto, interiormente e “sem poder evitá- lo”, pensas no valor do objecto? Ou quando fazes um favor ou um serviço - repetimos: com gosto, sem segunda intenção - pensas espontaneamente em que quem o recebe deve estar justamente agradecido pelo teu sacrifício? Ou nunca te lembras de pensar nisso? Pergunta 57 És bastante sensível às manifestações de afecto dos outros, e - diríamos - “não podes viver” sem te sentires querido, estimado pelos que te rodeiam? Ou incomodam-te - por carácter - as manifestações de afecto? Ou isso não te preocupa muito? Pergunta 58 Preferes as distracções de carácter intelectual (estudo, discussão de ideais, jogos de reflexão - xadrez, etc.)? Ou distracções de outra ordem (quer sejam físicas: desportos, excursões; sociais: visitas, reuniões diversas; ou sentimentais: leitura de romances, músicas, etc.)? Pergunta 61 És muito impressionável? (Por exemplo, sobressaltas-te com um ruído inesperado, sofres de uma profunda comoção interior por coisas que não têm grande importância, etc.) Ou não costumas perturbar-te, pelo teu temperamento tranquilo? Pergunta 62 Se, mediante uma compensação ou remuneração suficiente, te encomendam um trabalho ou tarefa nova, que exija movimento, esforço, etc, no fundo sentes-te satisfeito diante da perspectiva dessa actividade? Ou antes interiormente maça-te esse esforço e actividade obrigatória, e instintivamente pensas em desculpar-te ou procurar ajuda? Pergunta 63 Esqueces com facilidade o que prometeste? (Sem culpa, quer dizer, sinceramente “sem querer”, mas ... quase sempre esqueces) Ou nunca esqueces o que prometeste e lembras-te disso com frequência?(Ainda que, possivelmente, tardes em cumpri-lo por qualquer motivo) Pergunta 64 És amante da ordem, e tens ordem nas tuas coisas? (Cada coisa sempre no seu sítio, livros perfeitamente classificados que depois de usar, voltam ao seu lugar; etiquetas e separadores nos dossiers, etc) Ou és antes, por temperamento, algo desordenado e nunca consegues ter uma ordem perfeita, embora “saibas onde está cada coisa”? Pergunta 65 És por temperamento muito amável, obsequioso, e procuras agradar e conquistar a amizade dos que te rodeiam - ainda que não lhes tenhas, necessariamente, grande afecto? Ou preferes tratá-los com simplicidade, quer dizer, com certa rudeza? Pergunta 66 Gostas - espontaneamente - de emprestar os teus próprios livros, coisas ou instrumentos? Ou custa-te interiormente emprestá-los (embora os emprestes cortesmente)? Pergunta 67 Afeiçoas-te aos teus colaboradores, empregados, camaradas de trabalho, ao ponto de continuar com eles, embora isso te seja abertamente desfavorável? (Por exemplo, não despedir um empregado negligente, continuar a amizade com um amigo, etc., por puro afecto) Ou não vacilas em realizar essas separações úteis (substituir um colaborador, mudar de amizades, etc)? Pergunta 68 Perante um problema sério (científico, social, filosófico, etc.), interessas-te, quando procuras a solução, em conhecer por ti mesmo com rigor científico as diversas opiniões, analisando os prós e os contras, etc? Ou espontaneamente, mas de maneira consciente - e legítima - admites a solução que propõem pessoas com autoridade científica (especialistas na matéria) sem desejo de investigar por ti mesmo a solução ou as razões teóricas que a justificam, etc? Pergunta 71 Pelo teu temperamento impressionável (embora consigas dominar-te por completo - nisso consiste a coragem), sentes interiormente medo com frequência e intensidade? (Escuridão, paragens desconhecidas, etc.) Ou nunca sentes medo, por não ser minimamente impressionável? Ou só em raras ocasiões de perigo excepcional? Pergunta 72 Gostas mais de ver do que de fazer? (Por exemplo, gostas mais de estar a olhar, às vezes longo tempo, um jogo ou um desporto que outros praticam) Ou - pelo contrário - gostas mais de fazer que de ver, e o simples espectáculo rapidamente te maça e excita-te passar pessoalmente à acção? (No exemplo anterior: desejo de entrar no campo do desporto, de intervir no jogo) Pergunta 73 Quando tens a tua opinião formada, é fácil convencer-te de outra coisa? Manténs-te firme - pelo menos interiormente - quanto ao que consideras evidente, embora não gostes realmente de discutir? Ou com facilidade - instintivamente - tendes a coincidir com a opinião ou ponto de vista de quem conversa contigo? Pergunta 74 És meticuloso no teu cuidado e apresentação pessoal (não descuidas os detalhes, ainda que não sejas amaneirado)? Ou és negligente com a apresentação (roupas, etc.) porque não tens paciência para muitos pormenores? Pergunta 75 És combativo por natureza? Procuras - instintivamente - a competição, a luta? Ou repugnam-te naturalmente as lutas e confrontos? Preferes ceder logo ao princípio (pelo menos aparentemente) do que dar ocasião de conflito? Pergunta 76 Procuras “tirar o máximo partido possível” do tempo? Organizas as coisas de maneira que aproveitas até ao último minuto, e portanto, poucas vezes estás disponível? Ou fazes a tua programação com folgas, acontece sobrar-te tempo e “estás disponível” para tarefas e coisas dos outros? Pergunta 77 Quando simpatizas com alguém, sentes-te inclinado a manifestá-lo com palavras afectuosas ou meigas, com atenções delicadas? Ou isso “não te sai” espontaneamente, e tendes mais a provar o afecto com factos positivos (prestar serviços, ajudar, etc)? Pergunta 78 Gostas das coisas pouco complicadas, as poesias que se entendem facilmente, as histórias sem complicações? Ou desagradam-te as coisas demasiado simples, e preferes as obras e pessoas que despertam a inteligência para uma intensa investigação ou exercício mental? Pergunta 81 Ao falar, gostas de palavras muito expressivas? (“formidável, fantástico, espantoso”) Ou quase nunca as usas? Pergunta 82 Perante um caso prático, difícil e inesperado, tendes por temperamento a tomar decisões rápidas e actuar com prontidão? Ou és indeciso, e hesitas longo tempo, antes de intervir ou actuar? Pergunta 83 Sentes-te frequentemente pensativo ou preocupado pelo que tens que fazer? Dás voltas - mentalmente - ao que pode acontecer vendo os possíveis riscos, vantagens, consequências - porventura sérias - desta ou daquela acção ou decisão, etc? Ou não pensas excessivamente nisso, preferindo espontaneamente “pensar quando chegar a altura”, e confiando em que sempre haverá uma solução para tudo? Pergunta 84 Absorve-te quase sempre o que estás a fazer, ao ponto de não te dares conta do que se passa à tua volta? Ou tens facilidade em fazer o que é preciso, sem perder de vista o que se passa à tua volta, ou dar atenção a uma conversa, etc.? Pergunta 85 Gostas de riscos? Sentes particular prazer em enfrentar um perigo? Ou foges das aventuras incertas (o que não quer dizer que não tenhas coragem para enfrentar um perigo sem tê-lo procurado)? Pergunta 86 Tens tendência instintiva para tirar partido de todas as ocasiões que se apresentam, mesmo que não tivesses desejado particularmente o que te oferecem, simplesmente tendes a “aproveitar a ocasião”? Ou deixas passar indiferentemente as ocasiões que se apresentam, quando se trata de coisas que, à partida, não te interessavam? Pergunta 87 Quando tens que repreender outra pessoa, sofres interiormente por ter que causar-lhe desgosto? Ou espontaneamente, nesses momentos, “deixas-te de sentimentalismos” e repreendes simplesmente? Pergunta 88 Procuras com frequência a solução de problemas desprovidos de qualquer aplicação prática, pelo simples gosto de pensar, raciocinar, investigar? Ou achas isso uma pura “perda de tempo”? Pergunta 91 Ficas interiormente muito nervoso - sem poder evitá-lo - quando alguma coisa não acontece como desejas, ou “sai pior” do que o previsto, ainda que não seja grave ou importante? Ou antes aceitas com calma interior os contratempos, sem ter que fazer grande esforço para isso, porque és naturalmente pouco nervoso? Pergunta 92 Depois de um esforço físico duro (caminhar, desporto fatigante, etc), recuperas rapidamente? Depois de um descanso relativamente breve sentes-te com novas forças, “disposto a recomeçar”? Ou, por constituição fisiológica, necessitas de descansar longamente para recuperar forças? (Mesmo que sejas fisicamente robusto) Pergunta 93 Custa-te muito ter de mudar de horário e sair da habitual e metódica distribuição do tempo, que cumpres com tanto gosto e constância? Ou maça-te sujeitar-te a um horário metódico, porque vês que os problemas e assuntos que se apresentam são sempre novos e há que adaptar-se às circunstâncias? Pergunta 94 Quando tens que desempenhar alguma tarefa, gostas que ta expliquem com precisão, com pormenores que depois cumpres escrupulosamente? Ou preferes que te indiquem em linhas gerais o que se pretende, e te deixem uma margem de iniciativa? Pergunta 95 Gostas de mandar, de “te impôr”, mesmo nos casos em que é preciso obrigar os outros a obedecer, forçar a sua obediência? Ou repugna-te naturalmente impor a outros a tua vontade, preferindo manobrar diplomaticamente para conseguir a realização dos teus planos? Pergunta 96 Quando estás perante circunstâncias em que “cada um trata de si” (arranjar rapidamente um lugar sentado quando a sala está cheia, obter algo que está a ser distribuido quando sabes que não vai chegar para todos, etc.) sentes um vivo interesse eânsia por consegui-lo, e fazes todo o possível por ser um dos favorecidos? Ou - de uma maneira instintiva, natural - não sentes interiormente qualquer ansiedade e facilmente te desprendes do que conseguiste, para satisfazer quem “tinha um desgosto se não conseguisse”? Pergunta 97 Se alguém te conta uma desgraça - familiar, pessoal, etc - para conseguir a tua ajuda, espontaneamente - por dentro - sentes-te comovido com facilidade? Ou instintivamente manténs-te na expectativa, sem te comoveres facilmente? (Ainda que, de facto, depois o ajudes) Pergunta 98 De um modo espontâneo, preferes as novelas em que “acontece alguma coisa”, e em que todos os acontecimentos são contados em pormenor (quer dizer: têm muito argumento)? Ou sentes-te instintivamente atraído por aquelas que permitem investigar o jogo dos mecanismos psicológicos nos personagens, ou o valor de uma ideia filosófica, moral, social, etc? Instruções para a avaliação do Teste dos oito temperamentos Logo depois de responder a todas as perguntas, cada pessoa faz a sua avaliação. Transferem-se as respostas para a Ficha de avaliação (fotocopiada) e escreve-se a pontuação de cada resposta segundo a seguinte chave: -10 pontos; - 5 pontos; - 0 pontos. Depois somam-se as colunas, e identificam-se os traços principais: COLUNA 1: Emotividade: Capacidade de comoção psicológica, ou impressionabilidade interior ante os diversos estímulos. Emotivo (E): mais de 50 pontos - Não Emotivo (nE): até 50 pontos inclusive COLUNA 2: Actividade: Capacidade de passar rapidamente da ideia ao acto; do plano ao projecto, à sua execução. Activo (A): mais de 50 pontos - Não Activo (nA): até 50 pontos inclusive COLUNA 3: Secundaridade: Capacidade de agir por estímulos não presentes (memórias, projectos); os estados de ânimo gravam-se tenazmente. O contrário, “primaridade”, é a tendência para agir pelo estímulo presente: o que agora “vejo”, “penso”, “me dizem”. No primário, os estados de ânimo variam ou apagam-se facilmente. Secundário (S): mais de 50 pontos - Primário (P): até 50 pontos inclusive COLUNA 4: Amplitude do campo de consciência: Capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo (perigo: superficialidade). O contrário, “estreiteza do campo de consciência”, é a capacidade de fazer e aprofundar só uma coisa (perigo: a estreiteza de juízo e incompreensão em relação aos outros). Amplo: mais de 50 pontos - Estreito: até 50 pontos inclusive COLUNA 5: Polaridade combativa: Gosto e desejo de luta, disputa (perigo: falta de caridade). O contrário: “polaridade diplomática” (perigo: falta de firmeza ou de sinceridade). Combativo: mais de 50 pontos - Diplomático: até 50 pontos inclusive COLUNA 6: Avidez caracterológica: Tendencia a acumular e conseguir coisas, em benefício dos próprios fins (sem que isso diga nada mau acerca de tais fins, que podem ser excelentes, mas são “os meus”). Este factor também se chama “egocentrismo caracterológico”. O contrário, “alocentrismo”, é a tendência a servir os fins dos outros, desprendendo-se das próprias coisas. Egocêntrico: mais de 50 pontos - Alocêntrico: até 50 pontos inclusive COLUNA 7: Afectividade: Intensidade com que se adere afectivamente às pessoas, e - ao mesmo tempo - se necessita do afecto dos outros. Não se confunda com a “emotividade”, pois há pessoas muito impressionáveis e pouco afectivas, e vice- versa. Afectivo: mais de 50 pontos - Seco: até 50 pontos inclusive COLUNA 8: Tendência teórica: Contraposta com a “tendência prática”, não indica maior ou menor inteligência, mas a inclinação à investigação ou abstracção teórica. Teórico: mais de 50 pontos - Prático: até 50 pontos inclusive As colunas decisivas para o temperamento são as três primeiras; as outras oferecem informação complementar. A fórmula caracterológica ou tipo é a combinação dos resultados das primeiras três colunas (por exemplo: EnAP, nEAS, etc.). Existe um sub-tipo quando algum dos três factores fundamentais tem uma intensidade aproximada dos 50 pontos (ou exactamente 50). Ex. 70; A: 55; S: 25 = como tipo: EAP, e subtipo EnAP. 1 (Nº de pergunta) (chave) | 5 (pontos) Ficha de resposta do teste dos oito temperamentos Forma de resposta (exemplo): 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 11 | 12 | 13 | 14 | 15 | 16 | 17 | 18 | 21 | 22 | 23 | 24 | 25 | 26 | 27 | 28 | 31 | 32 | 33 | 34 | 35 | 36 | 37 | 38 | 41 | 42 | 43 | 44 | 45 | 46 | 47 | 48 | 51 | 52 | 53 | 54 | 55 | 56 | 57 | 58 | 61 | 62 | 63 | 64 | 65 | 66 | 67 | 68 | 71 | 72 | 73 | 74 | 75 | 76 | 77 | 78 | 81 | 82 | 83 | 84 | 85 | 86 | 87 | 88 | 91 | 92 | 93 | 94 | 95 | 96 | 97 | 98 | Totais e resultados A minha fórmula caracterológica: __________ (Subtipo:_________) Page 1 Page 2 Page 3 Page 4 Page 5 Page 6 Page 7 Page 8 Page 9 Page 10 Page 11 Page 12 Page 13