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UNIP 
Faculdade de Psicologia 
Análise Funcional do Comportamento 
Me. Augusto Amato Neto 
1 
 
PSICOTERAPIA ANALÍTICO FUNCIONAL (FAP) 
O Papel da Relação Terapeuta-Cliente para a Adesão ao Tratamento e à Mudança 
Comportamental 
→ No consultório, a queixa é ponto de partida para o entendimento dos problemas do 
cliente. 
→ Precisamos identificar aspectos do cliente e/ou terapeuta que afetariam a construção e 
manutenção da relação entre eles e as consequências desta sobre os resultados do 
tratamento. 
→ As análises funcionais do terapeuta, sobre as interações ocorridas na sessão, e também 
sobre 
→ outros relatos do cliente, ensinariam o cliente a identificar alternativas para seu 
comportamento fora do consultório. 
→ Pela avaliação funcional, deciframos as interações entre os participantes da sessão, 
identificando-se processos de reforçamento, controle de estímulos e eliciação de 
respostas. 
Classes de Comportamento Clinicamente Relevantes (CRB) 
CLIENTE 
→ CRB1: Comportamentos-problema do cliente que ocorrem na sessão. 
→ Exemplos: 
― Uma cliente cuja queixa é não ter amigos que, na sessão, exibe comportamentos como: 
(a) evitar contato visual, (b) responder a perguntas falando excessivamente, (c) sem 
responder o que foi perguntado. 
― Um homem cujo principal problema é evitar relacionamentos amorosos, sempre (a) 
decide antecipadamente o que vai falar na terapia, (b) vigia o relógio para encerrar a sessão 
pontualmente, (c) diz que só pode ter sessões quinzenais (mesmo com uma boa renda) e (d) 
cancela a sessão subsequente àquela que fez uma importante revelação a respeito de si 
mesmo. 
→ CRB2: Progressos do cliente que ocorrem durante a sessão. 
→ Exemplos: 
― Uma cliente cuja queixa é não ter amigos que, na sessão, exibe comportamentos como: 
(a) mantem contato visual, (b) responder a perguntas falando adequadamente, (c) 
respondendo o que foi perguntado. 
― Um homem cujo principal problema é evitar relacionamentos amorosos, (a) deixa de 
programar o que vai falar na terapia, (b) deixa de vigiar o relógio para encerrar a sessão 
pontualmente, (c) aceita fazer sessões semanais e (d) não cancela a sessão subsequente 
àquela que fez uma importante revelação a respeito de si mesmo. 
→ CRB3: Interpretações do comportamento segundo o cliente e descrições de equivalência 
funcional entre o que ocorre na sessão e na vida diária. 
→ O melhor CRB3 envolve a observação e interpretação do próprio comportamento e dos 
estímulos reforçadores, discriminativos e eliciadores associados a ele. 
UNIP 
Faculdade de Psicologia 
Análise Funcional do Comportamento 
Me. Augusto Amato Neto 
2 
 
→ Exemplos: 
― Uma cliente cuja queixa é não ter amigos que, na sessão, exibe comportamentos como: 
“quando eu comecei a vir aqui, tive dificuldades de me abrir com você como eu tenho 
dificuldade de me aproximar de pessoas que ainda não conheço bem”. 
― Um homem cujo principal problema é evitar relacionamentos amorosos diz, na sessão 
que “se afasta sempre que percebe que a relação com outras pessoas está se tornando mais 
íntima”. 
→ Kohlemberg e Tsai (2006), os autores proponentes da Psicoterapia Analítico Funcional – 
FAP, ressaltam: 
→ “Terapeutas, por vezes, confundem repertórios de CRB3 com o comportamento ao qual 
eles se referem. Uma cliente que afirma que se afasta sempre que se torna dependente 
de um relacionamento (CRB3) difere de realmente se distanciar durante uma sessão 
porque está se tornando dependente do terapeuta (CRB1). 
→ É lamentável que alguns terapeutas focalizem sua atenção sobre estes repertórios que 
descrevem um comportamento problemático e não consigam observar a ocorrência dos 
comportamentos problemáticos (CRB1) ou dos progressos (CRB2)” (p. 25) [que 
acontecem na sessão diante de si próprio]. 
CLIENTE 
→ O1: Comportamentos-problema do cliente que ocorrem em ambiente natural. 
→ Exemplos: 
― Uma cliente cuja queixa é não ter amigos que, no trabalho, exibe comportamentos como: 
(a) evitar contato com os colegas na entrada, no café e no refeitório; e que (b) quando é 
abordada por um colega não consegue manter uma conversação. 
― Um homem cujo principal problema é evitar relacionamentos amorosos, que (a) nunca 
liga para uma mulher nos dias seguintes após ter tido uma relação sexual e (b) não consegue 
expressar afeto pela mãe. 
→ O2: Progressos do cliente que ocorrem em ambiente natural. 
→ Exemplos: 
― Uma cliente cuja queixa é não ter amigos que, ao chegar no trabalho: (a) cumprimenta os 
colegas no relógio de ponto, (b) faz um comentário de futebol com outro colega no 
refeitório durante o almoço e (c) elabora um perfil numa rede social. 
― Um homem cujo principal problema é evitar relacionamentos amorosos, (a) marca um 
encontro com a mesma mulher que saiu anteriormente fez sexo e (b) cozinha um prato para 
a mãe e ele comerem no domingo. 
TERAPEUTA 
→ T1: Comportamentos-problema do terapeuta. 
→ Exemplos: 
― Sentir raiva, medo e/ou repulsa pelo cliente. Esquivar-se da raiva do cliente ao invés de 
abordar sua função. Fazer piadas quando está ansioso na sessão. 
→ T2: Comportamentos-alvo do terapeuta. 
UNIP 
Faculdade de Psicologia 
Análise Funcional do Comportamento 
Me. Augusto Amato Neto 
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→ Exemplos: 
― Sentir que, apesar dos sentimentos despertados, aceita incondicionalmente o cliente. 
Permanecer presente quando o cliente demonstra sentir raiva em relação ao terapeuta. 
Permanecer consciente quando se está ansioso no atendimento. 
Técnica Terapêutica: As Cinco Regras 
→ Regra 1: Observe CRBs (Esteja Atento) 
→ Regra 2: Evoque CRBs (Seja corajoso) 
→ Regra 3: Reforçar CRBs2 Naturalmente (Seja Amável Terapeuticamente) 
→ Regra 4: Observe os Efeitos Potencialmente Reforçadores do Comportamento do 
Terapeuta em Relação aos CRBs do Cliente (Esteja Atento ao Impacto) 
→ Regra 5: Forneça Interpretações Funcionais Analiticamente Orientadas e implemente 
Estratégias de Generalização (Interprete e Generalize) 
→ Nos últimos 15 anos, a Terapia Analítica Funcional, conhecida pelas iniciais de seu 
nome em inglês, FAP, foi desenvolvida por Kohlenberg e Tsai (1997, 1991/2001) e 
tornou-se inequívoca fonte de influência sobre a comunidade de clínicos 
analítico-comportamentais, pelas suas contribuições acerca da análise da relação 
terapeuta-cliente como instrumento para mudança de comportamentos clinicamente 
relevantes.

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