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* Organização: Nadiana Rocha Santiago * Revisor: Nadiana Rocha Santiago
* Arte Capa: AçãoCriAção
MARKETING PESSOAL
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APOSTILA MARKETING PESSOAL
Sumário
Capítulo 1: O QUE É MARKETING PESSOAL 3
1.1. Conceito 3
1.2. Como Fazer seu Marketing Pessoal 3
1.3. Cuidados com a Aparência 5
1.4. Organização Pessoal e Administração do Tempo 5
1.5. Postura Profissional Adequada 8
1.6. CHA: Conhecimento, Habilidade e Atitude 9
Capítulo 2: ETIQUETA EMPRESARIAL (COMPORTAMENTO NAS ORGANIZAÇÕES) 13
2.1. Introdução 13
2.2. Pontualidade 13
2.3. Educação 14
2.4. Comportamento, Disciplina, Autocontrole e Equilíbrio Emocional 15
2.5. Comportamento (festas, bebida e postura, cigarro, namoro) 17
2.6. Telefone, Internet, E-mail 18
Capítulo 3: ÉTICA PROFISSIONAL (ÉTICA NO TRABALHO) 21
3.1. Significado e Importância 21
3.2. Vantagens para Empresas e Colaboradores 22
3.3. Exemplos de Atitudes Éticas no Ambiente de Trabalho 22
Capítulo 4: REDES SOCIAIS (COMO USÁ-LAS A SEU FAVOR) 24
4.1. O Que São Redes Sociais 24
4.2. Etiqueta Profissional nas Redes Sociais 24
4.3. O Perigo das Redes Sociais 27
4.4. Cuidados a Serem Tomados 30
Capítulo 5: FALAR EM PÚBLICO (ORATÓRIA) 32
5.1. Dez Dicas na Arte de Conversar 32
5.2. A Comunicação do Vencedor 34
5.3. A Comunicação com o Cliente 35
5.4. A Arte da Comunicação Interpessoal 37
5.5. Regras para facilitar a Comunicação Interpessoal 39
Capítulo 6: CURRÍCULO EFICAZ (CV) 41
6.1. Introdução 41
6.2. Elaborando um Currículo 41
6.3. Mentiras no Currículo 44
Capítulo 7: ENTREVISTA DE EMPREGO 45
7.1. As 12 Perguntas mais Frequentes em uma Entrevista de Emprego 45
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7.2. Dez dicas para se Dar Bem na Entrevista 46
7.3. Outros Cuidados na Hora da Entrevista de Emprego 48
7.4. Dinâmica de Grupo e Treinamento 50
Capítulo 8: DESENVOLVENDO HABILIDADES EMPREENDEDORAS 52
8.1. O Intraempreendedor 52
8.2. Características de um Empreendedor 52
8.3. Saiba Como Desenvolver Habilidades Empreendedoras 53
8.4. Cinco Traços Comuns a Empreendedores de Sucesso 55
REFERÊNCIAS 56
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CAPÍTULO 1: O QUE É MARKETING PESSOAL
1.1 CONCEITO
Enquanto para as organizações marketing tem a ver com a conquista e manutenção de
clientes, o marketing pessoal tem a ver com a imagem que você mesmo projeta
no mercado, ou seja, como você está e o que está fazendo por você mesmo, você
sendo o seu principal cliente. Indo um pouco além, o que as pessoas irão perceber do
que você projeta.
Marketing pessoal não é algo que você tem ou não tem, como um dom ou talento; é
um processo contínuo de conquistas que gera, como consequência, o valor que você
passa a ter no mercado.
É a capacidade individual de atrair e manter relacionamentos: Pessoais (familiares,
amigos, sociedade, vizinhos, etc.); Profissionais (equipe, colegas, clientes, gerentes,
diretores, fornecedores, etc.), de forma permanente, para que, por meio deles, se
realizem ciclos de atendimento de necessidades mútuas, gerando satisfação a todos.
Marketing pessoal é uma ferramenta usada para promoção pessoal de modo
a alcançar o sucesso. É uma estratégia usada para "vender" a imagem, e influencia a
forma como as outras pessoas olham para quem a utiliza.
Na maior parte das ocasiões, esta expressão é usada para designar um modo de se
expressar, que contribui para o alcance de um determinado objetivo, como um
emprego, por exemplo.
O marketing pessoal capacita a pessoa a alterar a sua postura, imagem e conduta.
Um indivíduo deve saber mostrar que é confiante, tem capacidades específicas, tem
valor, e que pode contribuir para o crescimento da empresa. Além disso, deve
conseguir revelar capacidade de aprender e de iniciativa, e inteligência emocional para
lidar e se relacionar com outras pessoas. Tão importante como saber, é saber mostrar
que se sabe.
Entendendo que o marketing pessoal e profissional estão relacionados, é importante
saber mostrar no contexto laboral características como bom senso, responsabilidade,
capacidade de liderança, maturidade, otimismo, empatia, ética, integridade,
persistência, paciência, etc.
1.2 COMO FAZER SEU MARKETING PESSOAL
Fazer seu marketing pessoal é muito importante, não tenha dúvidas. "Todo
profissional deve trabalhar sua imagem, sua postura, sua conduta, porque é isso que
vai fazer com que ele seja indicado, recomendado", como ressalta o professor André
Ortiz, da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
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“Quando se fala em marketing pessoal, as pessoas associam muito à imagem. Mas não
é só isso. É, principalmente, a forma como você é lembrado pelas outras pessoas, o seu
posicionamento. Existe uma falácia de que numa entrevista de emprego você deve
dizer o que o entrevistador quer ouvir. Mas, na verdade, o que você tem que fazer é
passar confiança. O entrevistador quer ver a marca registrada daquela pessoa”,
ressalta o professor, que elencou cinco dicas que vão ajudar você a fazer um bom
marketing pessoal.
1 - Comunique-se bem
Para fazer com que sua marca seja vista e reconhecida, você tem que se comunicar.
Isso não significa, entretanto, que você deve passar o dia fazendo ligações, postando
coisas no Facebook e interagir em todas as ocasiões com outros profissionais só para
mostrar ao mundo que você existe e sabe fazer alguma coisa. “O bom comunicador
não é o que fala muito, mas o que consegue ser bem compreendido”, destaca André
Ortiz. Nesse sentido, procure trabalhar sua capacidade de discutir boas ideias,
observando sempre os momentos mais oportunos. Procure, também, se tornar uma
boa referência na área em que atua e conquiste boas avaliações dos seus stakeholders.
2 - Tenha uma postura profissional
Não adiantar bancar o piadista do escritório para conquistar a simpatia dos colegas e
não conseguir mandar bem em suas responsabilidades. Além disso, para algumas
funções, certos tipos de postura não são convenientes. “Às vezes, aquele brincalhão
não é promovido, mesmo sendo um bom profissional, porque não tem a postura
exigida para o cargo”, ressalta André. Nesse ponto, não há fórmula pronta. O ideal é
observar seu mercado, avaliar suas pretensões e procurar agir de forma condizente
com o que almeja.
3 - Sim, é importante cuidar da aparência
Se você estiver pensando em ser vendedor ou vendedora da Chilli Beans, é melhor
deixar o terno no guarda-roupas mesmo. Por outro lado, é melhor caprichar na beca
quando for tentar ser sócio de Eike Batista. “A pessoa elegante é aquela que se veste
bem no lugar pertinente, usa a vestimenta apropriada ao trabalho”, destaca o
professor André Ortiz.
4 - Seja a fonte de novas (e boas) ideias
De nada adianta fazer a propaganda se o produto não for bom: o cliente compra na
primeira vez e não volta nunca mais. Provar que é tão competente quanto divulgou ser
é fundamental. “O bom profissional leva novas ideias para a empresa, faz acontecer, é
um intraempreendedor, busca resultados, não é o que fica só reclamando. Quando
existir um problema, apresente a solução”, recomenda André.
5 - Seja humilde
“Não tente bancar o Romero Britto (pintor brasileiro que fala com sotaque americano
e quer que o mundo acredite que ele é o novo Picasso). Prove sua capacidade
primeiro. Construa sua carreira passo a passo. Reconheça que você é um eterno
aprendiz”, sugere Ortiz.
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1.3 CUIDADOS COM A APARÊNCIA
Ninguém vê mais anúncios pedindo gente com boa aparência, pois é politicamente
incorreto formalizá-la. Porém, é óbvio que a aparência é levada em conta na hora da
contratação, assim como o é em todas as circunstâncias da vida. O ser humano
aprendeu a julgar por meio da visão e o que os olhos dizem são, no mínimo, um dado a
maispara o avaliador.
Um bom psicólogo extrai insights sobre o cliente a partir do que está vendo em seu
rosto, assim como faz o bom médico, o juiz, enfim, todos os que têm de avaliar. Então,
aparência conta, e muito.
Sendo assim, é bom investir na aparência. Quando não por vaidade ou por interesse,
pelo menos por respeito aos outros com quem se vai relacionar. Isso não quer dizer,
naturalmente, sofisticação no trajar, beleza, estilo fashion ou qualquer coisa que o
valha, mas simplesmente cuidados pessoais, zelo, preocupação em evitar itens que
comprometem o bom visual.
Ao pensar em aparência, imagem, temos sempre de levar em conta a seguinte
pergunta: Para quê? Assim, se o objetivo for divertir-se em uma danceteria, a imagem
adequada é uma; quando se trata de trabalho, é outra completamente diferente. No
que diz respeito ao trabalho, alguns pontos que devem ser observados:
· Roupas - adequadas ao trabalho, discretas, bem cuidadas.
· Cabelos - aparência de limpeza e cuidado, corte em dia, ausência de itens
controvertidos (rabo-de-cavalo, cores estranhas).
· Sapatos - de trabalho, engraxados.
· Adereços - proibidos para homens (brinco, pulseira, piercing, exceto em algumas
poucas profissões); para mulheres são permitidos, mas vale o bom senso e a ausência
de exageros no uso.
· Rosto - é fundamental cuidar de espinhas, pêlos e outros itens do gênero.
· Óculos - limpíssimos, bem ajustados, discretos e profissionais.
Usualmente essas coisas não são uma questão de dinheiro, mas de cuidado e zelo. Um
pouquinho de atenção resulta em melhora em termos da carreira.
*José Antônio Rosa é professor de pós-graduação em Administração no Instituto Nacional de Pós-
Graduação, jornalista, editor e consultor da Manager Assessoria em Recursos Humanos.
1.4 ORGANIZAÇÃO PESSOAL E ADMINISTRAÇÃO DO TEMPO
Você já precisou de um telefone importante e não soube onde anotou? Já demorou a
encontrar um relatório ou documento solicitado pelo seu chefe a ponto de deixá-lo
impaciente? Já procurou desesperadamente por um arquivo importante no
computador por não lembrar o nome do mesmo? Já ficou irritado por não conseguir
lidar com a quantidade de papel que chega diariamente a sua mesa? Já perdeu os
arquivos no computador por não efetuar backup?
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Pois é, esses são alguns sintomas da desorganização.
Há pessoas que são organizadas por natureza, suas mesas são impecáveis, quase não
possuem papel em cima delas. Conseguem organizar seus arquivos em ordem
alfabética, os horários das reuniões são religiosamente respeitados, sua pontualidade
é britânica e o mais impressionante, estão sempre serenas – pelo menos não será a
bagunça que vai tirá-las do sério.
Muitas pessoas acreditam que ou se nasce organizado ou não, e se você não teve o
privilégio de nascer organizado, estará condenado a viver o resto da vida estressado
pela falta de organização. Há pessoas mais organizadas e outras nem tanto, mais é
uma inverdade que o desorganizado não pode aprender a organizar-se. Quando se fala
em organização, devemos lembrar que não existem receitas infalíveis, mas o
desenvolvimento de um método adequado a cada um. A organização é um conjunto
de hábitos e métodos, que podem melhorar muito o desempenho profissional.
A falta de organização prejudica demais a produtividade, pois há um acúmulo de
trabalho, adiamento tarefas e muita indecisão. Tudo isso contribui para prejudicar a
realização das atividades profissionais!
Quando se é organizado, conseguimos fazer tudo o que queremos, com economia de
energia e de tempo. Além do mais, o trabalho torna-se mais tranquilo e você escolhe o
rumo que quer dar a sua vida.
O sucesso de um sistema de organização pessoal não deve se limitar a regras do tipo
“receita pronta”, pois as pessoas são diferentes, possuem fatores comportamentais
que facilitam ou prejudicam a obtenção de um método. Um método eficaz para
organização pessoal deve estimular as pessoas a partirem de si mesmas, ao invés de
seguirem um sistema padronizado. Há pessoas que lidam muito bem com a
padronização e outras definitivamente não se dão bem com elas. Selecionamos
algumas dicas muito simples e práticas para você acabar com a desorganização e gerar
mais produtividade no seu dia-a-dia. Isto é, se for o seu caso.
1. Começando agora – arrumando a mesa e as gavetas
Algumas pessoas tem medo de descartar coisas que possam fazer falta no futuro,
enchendo a mesa e as gavetas de inutilidades. Se você não faz uma arrumação há
muito tempo, separe os seus documentos em três pilhas:
1. Ação imediata: documentos que precisam ser solucionados hoje;
2. Ação posterior: papeis que devem ser resolvidos em uma semana;
3. Nenhuma ação: arquivo ou lixo.
Faça uma revisão periódica de seus documentos, sempre considerando o fator tempo.
Deixar passar uma ação imediata pode trazer sérios prejuízos pessoais e
organizacionais.
2. Organizando o local de trabalho
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Administrar de forma eficiente o local de trabalho não significa necessariamente
torná-lo livre da papelada, mas de fato, torná-lo prático e funcional. Livros, revistas e
arquivos ficam mais bem acomodados em estantes. Se for possível, elimine da mesa
tudo que não está utilizando.
3. Arquivo (físicos e virtuais) e estantes
Adote um critério para catalogar arquivos e livros, ordenando por assunto ou
alfabética. Isso vai ajudar bastante na hora que precisar fazer uma pesquisa.
4. Anotações
Evite anotações em pequenos papéis, reduzindo as chances de extravio. Se sua agenda
não possui um espaço para “registros diários”, mantenha um bloco com espiral ou
caderno para suas anotações cotidianas, como telefones, recados, ideias, etc.
5. Fluxo de Papéis
Anote sempre a data de recebimento de um documento. Mantenha uma “pilha” de
entrada, outra para casos em andamento, outra para arquivo e uma de saída.
Selecione os papéis em andamento e esvazie as caixas pelo menos uma vez por
semana.
6. Correspondência, inclusive e-mails
Determine um horário diariamente para verificar a correspondência, e pergunte-se
“qual a providencia a ser tomada”. Se não há nenhuma, jogue no lixo. Evite o duplo
manuseio.
7. Gerencie suas Tarefas
Faça uma lista das tarefas, dividindo-as em urgentes e importantes. Estabeleça qual a
prioridade de cada uma e determine uma data de conclusão. Se você trabalha com
computador, o Microsoft Outlook é uma excelente ferramenta, caso contrário uma
folha de papel ajuda bastante. O importante é deixar suas tarefas sempre a vista. Após
iniciar uma tarefa, por mais desagradável que seja, vá até o fim e lembre-se de marcar
as tarefas já concluídas.
8. Lixo
Não tenha dó de jogar inutilidades fora. É menos estressante manter a mesa limpa e a
lixeira cheia.
9. Planejando o seu dia
Dedique pelo menos quinze minutos no final da tarde ou no inicio da manhã para
planejar e organizar o novo dia de trabalho. É mais simples adotar uma disciplina diária
do que perder horas arrumando uma bagunça acumulada.
1. Agendando suas atividades
A agenda é um instrumento fundamental para planejar e gerenciar suas atividades
diárias. Ela pode ser eletrônica (computador, palm, etc.) ou papel. Escolha a que for
mais confortável e adequada ao seu estilo pessoal. Mas cuidado para não ser
excessivamente rígido com sua agenda, “sobrecarregando” seu dia. Deixe brechas para
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interrupções inesperadas, um café com o chefe ou conversas informais com colegas.
Assim, quando elas ocorrerem, não serão consideradas interrupções.
2. Não se afobe com a bagunça
Manter a calma é fundamental. Afobar-se com a bagunça só gera ansiedade e mais
estresse.
Carlos Alberto Legal Filho é consultor do MVC – Instituto M. Vianna Costacurta Estratégia e Humanismo
em Planejamento, Organização do Trabalho e Gestãodo Tempo, Qualidade de Vida, Produtividade
Pessoal e Organizacional, Stress Management
costacurta@terra.com.br www.institutomvc.com.br
1.5 POSTURA PROFISSIONAL ADEQUADA
Cuide da sua postura profissional para que as pessoas te respeitem e admirem.
A primeira impressão é a que vale, então é melhor estar preparado para mostrar uma
postura profissional. E não é só a roupa que conta, as atitudes e a linguagem corporal
também dizem muito sobre você.
Veja 12 dicas para você ter uma postura profissional apropriada.
1. Aparência engloba tudo o que pode ser visto à sua volta
Objetos, mesa, seu escritório etc. Considere também a escolha dos lugares em que
você marca um encontro ou reunião.
2. Inicie bem um encontro com um aperto de mão seguro e confiante
Cuidado para não apertar muito forte ou muito fraco.
3. Mostre-se aberto à conversa
Sorria, descruze os braços e tenha uma postura alinhada.
4. Pronuncie bem as palavras
Fale em tom adequado ao ambiente; não queira ser o centro das atenções.
5. Cuidado para não ser afobado, ouça antes de falar
No discurso do outro estão as dicas dos caminhos a ser seguidos para conduzir uma
boa conversa.
6. Demonstre interesse ao guardar o cartão de visitas alheio
Não o jogue de qualquer forma dentro da bolsa ou do bolso.
7. No dia a dia da empresa, seja gentil e educado
A dica vale tanto para os colaboradores de posição mais simples como para os mais
importantes da hierarquia empresarial. “Bom dia”, “por favor”, “com licença” e
“obrigado” são palavras bem-vindas.
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8. Procure estabelecer relações cordiais e de confiança com seus colegas
É importante que eles saibam que podem contar com a equipe para solucionar
problemas mais difíceis.
9. No escritório ou baia, seja comedido
Limite-se a uma foto pequena de entes queridos e a itens de escritório com um toque
pessoal. Deixe bichinhos, objetos espalhafatosos e ícones de hobbies em casa.
10. Não force intimidade com seus colegas
Lembre-se: a relação é de trabalho, não pessoal.
11. Evite atender a diversas ligações pessoais no trabalho
Isso faz com que todos acompanhem os pormenores de sua vida naquela semana,
mês, ano.
12. Dê continuidade aos bons hábitos de postura profissional
Essa conduta é importante para consolidar a impressão positiva ao longo do tempo.
Veremos mais sobre este tópico em “Etiqueta Profissional”
1.6 CHA: CONHECIMENTO, HABILIDADE E ATITUDE
Uma nova filosofia que surgiu nos últimos anos para avaliação profissional é o
intitulado CHA - conhecimento, habilidade e atitude. Outro tema que vem ganhando
força nas organizações é a Gestão por Competência. Eu vejo o CHA como uma
ferramenta que pode ajudar na implantação da Gestão por Competência.
Conhecimento é o sabor teórico. O conhecimento, em geral, é tácito, presente apenas
na mente do profissional. O grande desafio das organizações é transformar o
conhecimento tácito em conhecimento explicito, em um patrimônio da organização. É
fazê-lo fazer parte da estrutura da organização, estar disponível a todos, ser
democratizado por toda a empresa. O saber fazer deve ser conhecido de todos, isso é
vital para sobrevivência de uma organização.
Habilidade é o saber fazer. O ideal seria a junção de conhecimento e habilidade, mas
essa combinação nem sempre é possível. Muitas vezes quem tem o conhecimento não
é quem executa. A habilidade, em regra, depende de prática, treino, erros e acertos. A
prática leva a perfeição. Só que quanto mais se sobe na hierarquia, mais teórico e
menos prático se fica.
Em quase toda organização profissional quem planeja não executa e como "teoria na
prática é outra" o serviço que é executado é muito diferente do que foi pensado. É
necessária uma maior aproximação da equipe que planeja com a equipe que executa.
Como fazer isso é a questão. Vejo isso como um problema grave organizacional e que
muito pouco tem sido feito para ser corrigido ou pelo menos amenizado.
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Atitude está ligada a ação. Não adianta ter conhecimento e habilidade e não ter
atitude. Atitude é querer fazer. Muitos profissionais estão poucos dispostos a ter
atitudes de mudança. Sabem que se algumas coisas mudassem o resultado final seria
melhor. Mas para que mudar o que de certa forma está dando certo? Essa atitude é
necessária para ocorrer à mudança. Atitudes são necessárias para se mudar
paradigmas.
Conhecimento se adquire estudando e habilidade vem com a prática. O grande
problema que eu vejo é a falta de atitude, algo meio místico, algo que vem no DNA da
pessoa, difícil de ser adquirido, difícil de ser aprendido. Observe que eu disse difícil e
não impossível. Só que para ter atitude é necessário atitude.
Figura 1: C.H.A. (Conhecimentos, Habilidades e Atitudes)
Fonte: www.administradores.com.br/artigos/administracao-e-negocios/cha-conhecimento-habilidade-e-atitude/39202/
Durand (1998), seguindo as chaves do aprendizado individual construiu um conceito
de competência, baseado em três dimensões - Knowledge, Know-How and Attituds ou
C.H.A. (conhecimento, habilidade e atitude) apresentado na figura abaixo – onde são
abordadas além de questões técnicas, atitudes cognitivas relacionadas ao
comportamento.
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Figura 2: C.H.A. (Conhecimentos, Habilidades e Atitudes)
Fonte: Durand (1998).
Esquematizados conforme abaixo:
Conhecimento (pensar):
Saber onde: nível de posicionamento;
Saber o quê: nível de aprofundamento;
Saber por quê: nível de investigação;
Saber quando: nível de informação.
Habilidades (fazer):
Saber como: know how (expertise);
Saber quanto: ponderação;
Saber agir: técnica (governança).
Atitudes (ser):
Saber ser: identidade;
Saber querer: desejo;
Saber participar: motivação.
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Figura 1: Figura 3: C.H.A. (Conhecimentos, Habilidades e Atitudes)
Fonte: www.sebrae.com.br/uf/tocantins/produtos-e-servicos/premios/mulher-de-negocios (2014)
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CAPÍTULO 2: ETIQUETA EMPRESARIAL (COMPORTAMENTO NAS ORGANIZAÇÕES)
2.1 INTRODUÇÃO
Você Sabe o que é Etiqueta Profissional?
Etiqueta é sinônimo de boa educação, imprescindível na vida e no mundo dos
negócios. Somente a competência não basta para alavancar a carreira. É preciso saber
se comportar em qualquer situação que se apresente.
- Um profissional de sucesso precisa estar preparado para se comportar em qualquer
ocasião. Não ter o comportamento ideal pode arruinar com a carreira de qualquer
profissional. Não basta que o profissional tenha um bom currículo.
É a partir do que vemos que nos relacionamos com alguém. Por isso o profissional de
sucesso deve sempre estar “antenado” com uma boa imagem. Atitudes, postura e
maneira como as pessoas são capazes de lidar com situações, são os quesitos
essenciais hoje para ter sucesso profissional!
A etiqueta empresarial permite ao profissional tornar-se agradável, viver com mais
segurança e espontaneidade. Quem não domina a etiqueta profissional não percebe as
gafes que comete, prejudicando assim sua carreira e a imagem da empresa.
Como está a sua imagem profissional?
A imagem “perua” ou “pavão”, não combina com etiqueta corporativa. Musiquinhas
fofas no celular, decote arrasa-quarteirão, roupa grudada marcando o corpo, voz
melosa, vão totalmente de encontro com a etiqueta corporativa, podendo derrubar o
profissional mais competente.
A imagem mal colocada pode acabar com uma carreira profissional. Se duas pessoas
de igual capacitação técnica estiverem concorrendo a um lugar no mercado de
trabalho, qual delas se sairá melhor? A que melhor souber se apresentar e tratar as
pessoas.
A imagem que uma pessoa constrói ao longo da sua vida profissional está diretamente
relacionada com seu comportamentono ambiente de trabalho.
Cuidado como você procede no ambiente de trabalho, para que suas atitudes não
arruínem sua carreira.
Lembre-se: A escolha empresarial recai naquele com melhor competência, imagem,
trato e apresentação!
2.2 PONTUALIDADE
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O hábito de fazer as pessoas esperarem pode custar caro, especialmente quando o
assunto envolve trabalho!
Além de credibilidade, uma pessoa que não consegue começar o expediente na hora
certa perde a chance de ser bem-vista pelo chefe.
Para a consultora de etiqueta empresarial Maria Aparecida, ser pontual é uma
qualidade imprescindível para todo profissional que deseja ter e manter o sucesso.
Segundo ela, cada profissional tem de fazer da pontualidade algo intrínseco a sua
competência pessoal. E salienta: “ligações e mensagens de texto não diminuem o
transtorno de fazer alguém esperar. Respeitar o tempo dos outros é o cartão de visita
dos bem-educados”.
Qualidade de quem almeja o sucesso
Ao respeitar os horários, você demonstra respeito com o outro. E, em tempos de
concorrência acirrada, ninguém pode se dar ao luxo de perder pontos por motivos que
podem ser evitados.
Justificativas e constrangimentos
Respeitar o tempo das pessoas é a marca dos bem-educados. A não ser por motivos
graves, uma ligação ou mensagem de texto não serão suficientes para garantir que seu
atraso seja perdoado.
Tempo é dinheiro
Nos negócios, atrasos vêm acompanhados da antipatia do chefe. O atraso numa
reunião não permite que você conheça os participantes e o andamento do assunto.
Assim, você fica em desvantagem e perde o poder da decisão.
Competência
Ser reconhecido como pontual demonstra maior firmeza no cumprimento das
obrigações e respeito aos prazos. Nenhum profissional deseja ser conhecido como não
cumpridor de seus compromissos. Nesse caso, o prejuízo à carreira é imenso.
Pontualidade é disciplina
Pessoas atrasadas podem procurar ajuda para desenvolver esta habilidade. Exercitar
essa regra da boa educação traz benefícios e gera referência em qualidade.
Pontualidade envolve disciplina e determinação.
2.3 EDUCAÇÃO
Tão importante quanto ser especialista no que se faz é ter uma boa postura
profissional. Ninguém está livre de cometer gafes, mas ficar atento a alguns detalhes
de comportamento evita deslizes que, em determinadas situações, podem ocasionar
‘prejuízos’ graves. Afinal, para iniciar um bom trabalho, nada como começar com uma
boa impressão, e para isso, a etiqueta empresarial é essencial.
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A etiqueta empresarial permite ao profissional tornar-se agradável, viver com mais
segurança e espontaneidade. Ela mostra que a boa apresentação pessoal, tanto no que
se refere a atitudes quanto ao modo de se vestir, é o resultado do balanceamento
ideal entre o bom gosto e o bom senso. A mesma capacidade que o profissional tem
para ocupar o cargo deve transparecer na sua preocupação em se autoproduzir para
exercer sua função adequadamente.
Os especialistas costumam dizer que, se duas pessoas de igual capacitação técnica
estiverem competindo por um lugar no mercado de trabalho, terá mais chances de
sucesso aquela que melhor souber se apresentar e tratar as pessoas. O conhecimento
e a prática das normas que regem o comportamento no mundo dos negócios geram
benefícios imediatos, facilitam o trato com clientes, ajudam os profissionais a se
portarem com confiança e naturalidade em qualquer circunstância da vida profissional,
melhorando o relacionamento entre colegas ou entre chefes e subordinados da
mesma empresa.
“As pessoas que não dominam a etiqueta profissional, na maioria das vezes, nem se
dão conta das gafes que cometem, denunciando sua falta de traquejo e refinamento,
prejudicando sua carreira e arranhando a imagem da empresa onde trabalham”,
contou a professora Ana Maria. “O mundo de hoje é das pessoas que fazem acontecer,
daquelas que se comprometem, se engajam em causas justas, dos que têm vontade de
aprender e de serem cada vez melhores.”
Dicas de etiqueta empresarial:
Pontualidade é ponto de honra.
Roupas discretas, sem modismos.
Nunca se esqueça de que a primeira impressão é a que fica.
Tenha sempre cartões profissionais disponíveis.
Porta aberta não significa "entre".
Pare à porta, sorria, peça licença. Ao ser autorizado entre, cumprimente com um
"bom dia" ou expressão adequada para o horário, mas só estenda a mão se o
interlocutor o fizer primeiro, e só se sente se for convidado por ele.
Ao conversar olhe nos olhos.
Aprenda a ouvir.
Não se distraia durante a conversa.
Postura: não cruze os braços, não se sente de qualquer jeito jogando o corpo na
cadeira (mesmo se estiver cansado), como também não se sente na beirada da
cadeira. Ao sentar-se esteja bem acomodado, porém ereto e de forma adequada.
2.4 DISCIPLINA, AUTOCONTROLE E EQUILÍBRIO EMOCIONAL
Pessoas que possuem boa disciplina e autocontrole costumam ser bem sucedidas em
várias áreas da vida. Por outro lado, pessoas sem autocontrole não conseguem
alcançar muitos objetivos, são explosivas e costumam ser marginalizadas por
companheiros de trabalho e amigos. Desenvolver essa habilidade é como fazer
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musculação. Exige treino, disciplina e exercícios mentais que ajudem a fortalecer essa
característica.
Para ajudar a modelar e fortalecer o autocontrole confira técnicas e dicas que
separamos para você:
Respeite o seu limite
Um dos maiores riscos para o autocontrole é não respeitar o seu limite. Nas áreas que
mais nos controlamos é que temos maior dificuldade para suportar possíveis
tentações. Reconheça quando seus níveis de autocontrole estiverem baixos e procure
encontrar um caminho alternativo para evitar os impulsos e vontades que não devem
ser correspondidos.
Faça um comprometimento antecipado
Se comprometa com sua decisão antes de se envolver na situação tentadora. Isso é
difícil porque normalmente queremos deixar todas as opções em jogo, mas, na
realidade, isso prejudica ainda mais o desempenho de quem quer controlar as próprias
atitudes e emoções. Se seu problema é com dinheiro, por exemplo, faça um
comprometimento antecipado de que não irá gastar mais do que seu limite seguro por
mês.
Use um sistema de recompensas
Recompensas podem funcionar muito bem para fortalecer o autocontrole. Todas as
vezes que conseguir evitar determinado impulso e ser bem sucedido em uma situação
tentadora, premie-se com algo que gostaria muito de fazer ou ter.
Ou um sistema de penalidades
Da mesma forma que você usa recompensas, use penalidades para desenvolver seu
autocontrole e percepção de riscos. Ao errar, tire de si mesmo privilégios que valoriza
muito como, por exemplo, acesso a redes sociais, doces ou sair nos finais de semana.
Combata o inconsciente
O inconsciente pode ser parcialmente culpado por muitas de nossos erros ao tentar
resistir às tentações, já que ele entra em conflito constante com nossas decisões
racionais. A dica é simples, mas difícil de por em prática, tente lutar contra as
tentações em sua mente, para que elas não se desenvolvam em futuras ações.
Controle suas expectativas
Para manter sua motivação mais alta do que seus impulsos, coloque suas expectativas
a seu favor. Ao invés de pensar que nunca irá conseguir, tenha expectativas positivas
de que servirão como motivação para continuar.
Ajuste valores
Da mesma maneira como você pode pensar de maneira otimista, é bom que ajuste
seus valores e princípios para que fortaleçam você em momentos mais difíceis.
Quando valorizamos mais esses fatores do que o objeto da tentação, fica mais fácil de
resistir a ela e considerar os fatores de risco e consequências.
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Emoções
Se você não tiver uma boa imagem de si mesmo, será ainda mais difícil de desenvolverao autocontrole. Tenha opinião positiva e motivadora sobre si mesmo, sem deixar que
as outras pessoas ou circunstâncias determinem a maneira como você deve se sentir.
Faça afirmações
Muitas vezes ter autocontrole significa evitar maus hábitos. Uma maneira de fazer isso
é usar auto-afirmações. Isso significa usar frases e palavras para reafirmar aquilo que
você acredita, busca e quer manter equilibrado em sua vida.
Pense de maneira abstrata
Pense em porque você está fazendo algo e não em como está fazendo para pensar de
maneira abstrata. Esse tipo de mentalidade ajuda a elevar o autocontrole e a
persistência em resistir.
2.5 COMPORTAMENTO (FESTAS, BEBIDA E POSTURA, CIGARRO, NAMORO)
Vale a pena relevar que vivemos em sociedade, e sempre estamos sob o olhar de
outras pessoas. A forma que você se comportar perante elas, vai impactar na primeira
impressão que as pessoas terão sobre você, no aspecto pessoal em mais ainda no
aspecto profissional.
BOM COMPORTAMENTO:
É necessário saber a hora de dizer “SIM” e “NÃO” com delicadeza, principalmente
quando a situação pode gerar ações não éticas ou ainda ilegais dentro da
Organização;
Cordialidade, sim. Intimidade, não;
Nas relações profissionais não é permitido chamar as pessoas de “meu bem”,
“amor, “lindinha” “querida(o)”, e todas as variações do gênero;
Não fale pegando nas pessoas, mantenha uma distância razoável, não gesticule
demais;
Não dê gargalhadas ou fale alto em seu trabalho! Você vai atrapalhar o seu colega
ao lado ou da unidade vizinha.
FESTAS:
Festas x Exagero x Bebidas: Essa combinação nunca traz bons resultados. Bêbados
são sempre inconvenientes. Não se deixe levar pelo clima de confraternização.
Evite fazer declarações de amor, ter ataque de sinceridade ou dizer ao chefe que
não gosta de como ele conduz o trabalho em equipe, ou comentar com ele sobre
posturas de seus colegas de trabalho;
Lembre-se: Você vive em sociedade, portanto, seja contido em relação à bebida
em público, pois sua imagem e seus atos estão sempre associados à empresa no
qual trabalha. Qualquer atitude inadequada, mesmo fora do seu ambiente de
trabalho, reflete como um espelho, na sua vida profissional;
Não leve acompanhantes, a não ser que tenha sido combinado antes.
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BEBIDA E POSTURA:
Para eventos profissionais valem também as regras de boas maneiras anteriormente
citadas e mais algumas recomendações:
Mantenha a postura. Beba pouco e tome dois goles de água antes de cada copo de
álcool. Você beberá menos e sentirá menos os efeitos do álcool;
Em coquetéis e reuniões, evite a bebida e em último caso, seja bem moderado e
controlado;
Poucas coisas podem ser tão destrutivas para a imagem do profissional quanto o
hábito de misturar bebida e trabalho.
CIGARRO:
O cigarro faz mal ao “Fumante” e às pessoas que estão por perto (Fumantes Passivos);
Mesmo que você esteja em local onde possa fumar, não jogue as cinzas ou “bituca” de
cigarro nas plantas ou chão/pátio;
Fumar em horário de trabalho atrapalha o seu crescimento e desempenho
profissional;
Durante o horário de trabalho, procure segurar a vontade de fumar e deixar para mais
tarde. Não deixe o vício te dominar e prejudicar a sua imagem na Organização;
Comprovadamente o cigarro faz mal à SAÚDE!
NAMORO:
Se for inevitável e você estiver namorando um colega de trabalho, descrição é o
principal mandamento;
É preciso evitar as demonstrações de afeto e manter o relacionamento estritamente
no campo profissional enquanto vocês estiverem dentro da Organização;
Respeite o seu horário de trabalho, não namore pelos corredores ou ao telefone, e-
mail, msn corporativo e similares;
O namoro é para o final do expediente e em outros locais.
2.6 TELEFONE, INTERNET, E-MAIL
TELEFONE
Procure atender no máximo até o terceiro toque;
Ao atender ao telefone diga o nome da empresa e/ou orientações que a mesma te
repassar;
Evite perguntar “quem fala”. Só faça esta pergunta se não conseguir identificar
quem está falando;
Em hipótese alguma atenda o telefone na empresa onde você trabalha com
expressões tais como “meu bem”, “meu amor”, “querida”, “amado”, “amiga”,
“linda”, etc.;
Tenha sempre papel e caneta e anote os recados;
Ao fazer um telefonema, pergunte se a pessoa pode falar naquele momento;
Use o telefone de forma objetiva e racional, não fique conversando assuntos
corriqueiros ao telefone;
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Jamais deixe alguém esperando na linha, melhor dizer que está ocupado e que
retornará a ligação depois;
Não deixe o telefone fora do gancho ou no modo “Ocupado”;
Se a linha cair não se preocupe, pois a responsabilidade de ligar novamente é de
quem telefonou;
O recordista em gafes é o celular. Seu uso indiscriminado demonstra a mais
elementar falta de educação;
A escolha do toque do seu celular é essencial. No ambiente de trabalho, evite os
toques escandalosos demais, pois tiram a concentração de todos;
Desligue o celular ou deixe na opção “Silencioso” quando estiver na empresa, em
sala de aula, cursos, seminários, palestras, reuniões, encontros, eventos, e também
em igrejas, teatros, cinemas e restaurantes;
Se estiver aguardando uma ligação urgente e importante, peça que lhe enviem
mensagens, sendo uma emergência, peça licença, saia do recinto, fale baixo e não
demore;
Não mastigue ao telefone. Mesmo o som de uma simples bala, chiclete ou pastilha
e percebido pelo interlocutor e pode ser interpretado como pouco caso seu;
Não tussa, não espirre, nem assoe o nariz ao telefone. Quando necessário,
desculpe-se e coloque o telefone cuidadosamente sobre a mesa evitando fazer
barulho, e afaste-se do aparelho por alguns instantes;
Quando o interlocutor estender demais a conversa, não percebendo que está na
hora de desligar, uma saída educada é interromper a conversa dizendo que alguém
está chamando e precisa desligar.
INTERNET
Acesse somente os sites que tenham relação com os serviços prestados e/ou
informações solicitadas;
Responda rapidamente todos os e-mails corporativos;
Não repasse e-mails duvidosos, correntes, piadas, boatos, etc.;
Use a internet para aprimoramento pessoal e profissional. Não acesse dites alheios
às suas atividades, em seu ambiente de trabalho;
Evite usar o msn corporativo para diálogos particulares;
Não navegue enquanto estiver prestando atendimento, salvo se a informação
solicitada for encontrada na internet.
E-MAIL
Preste atenção na gramática, ortografia e na pontuação. As palavras devem ser
digitadas corretamente, e o “internetês” deve ser abolido nas informações
comerciais e institucionais;
Não use expressões de intimidade, do tipo “querida”, “gato”, “amados”, ou
palavras do gênero em mensagens profissionais, mesmo que você seja intimo do
destinatário da mensagem;
A despedida deve ser de preferência “atenciosamente”, “saudações”, nunca com
“beijos”;
Por mais breve e simples que seja o e-mail, é importante que tenha saudação e
assinatura no início e no fim da mensagem;
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Faça o uso de arquivos anexados, deixando o e-mail menos extenso. Seja claro e
objetivo, pois hoje em dia ninguém tem tempo para ler textos extensos demais ou
ficar pensando em palavras fora de contexto. Produza textos de leitura fácil e
separe os parágrafos com linhas em branco (espaços);
Nunca envie e-mails com imagens eróticas, correntes, piadas ou algo do gênero no
ambiente profissional;
No campo “Assunto” comunique o conteúdo do e-mail, poupando tempo ao
destinatário.
MONITORAMENTO: A jurisprudência tem entendido que o monitoramento de e-mail
eletrônico pelo empregador, disponibilizado ao empregado para fins profissionais, não
é considerado violação desigilo justamente por não se tratar de correspondência
particular.
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CAPÍTULO 3: ÉTICA PROFISSIONAL (ÉTICA NO TRABALHO)
Figura 2: Frase sobre Ética. Autoria Ravi Shankar
Fonte: www.facebook.com/FasDaPsicanalise
3.1. SIGNIFICADO E IMPORTÂNCIA
No contexto filosófico, ética e moral possuem diferentes significados. A ética está
associada aos valores morais que orientam o comportamento humano em sociedade,
enquanto a moral são os costumes, regras, tabus e convenções estabelecidas por cada
sociedade.
Os termos possuem origem etimológica distinta. A palavra “ética” vem do Grego
“ethos” que significa “modo de ser” ou “caráter”. Já a palavra “moral” tem origem no
termo latino “morales” que significa “relativo aos costumes”.
Ética é um conjunto de conhecimentos extraídos da investigação do comportamento
humano ao tentar explicar as regras morais de forma racional, fundamentada,
científica e teórica. É uma reflexão sobre a moral.
Moral é o conjunto de regras aplicadas no cotidiano e usadas continuamente por cada
cidadão. Essas regras orientam cada indivíduo, norteando as suas ações e os seus
julgamentos sobre o que é moral ou imoral, certo ou errado, bom ou mau.
No sentido prático, a finalidade da ética e da moral é muito semelhante. Ambas são
responsáveis por construir a base que vai guiar a conduta do homem, determinando o
seu caráter, altruísmo e virtudes, e por ensinar a melhor forma de agir e de se
comportar em sociedade.
O QUE É ÉTICA PROFISSIONAL:
A ética profissional é um conjunto de atitudes e valores positivos aplicados no
ambiente de trabalho.
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A ética no ambiente de trabalho é de fundamental importância para o bom
funcionamento das atividades da empresa e das relações de trabalho entre os
funcionários. A adoção de princípios éticos e comportamentais reflete o tipo de
organização da qual fazemos parte.
3.2. VANTAGENS PARA EMPRESAS E COLABORADORES
Estabelece as diretrizes para um relacionamento harmonioso entre os colaboradores,
diretores, clientes e fornecedores. O Código de Ética* é aplicado igualmente a todos os
envolvidos, sem distinção de cargo ou função.
A ética na empresa visa garantir que os colaboradores saibam lidar com determinadas
situações e que a convivência no ambiente de trabalho seja agradável.
Essa aplicabilidade unifica todos os envolvidos em uma só equipe, em um só interesse:
O Sucesso, o reconhecimento da Missão e, sempre, um melhor posicionamento da
marca no mercado.
*CÓDIGO DE ÉTICA: São guias de condutas desenvolvidos pelas organizações com seus
valores. O código de ética é um instrumento de realização da filosofia da empresa, de
sua visão, missão e valores. É a declaração formal das expectativas da empresa à
conduta de seus executivos e demais funcionários.
O código de ética deve ser concebido pela própria empresa, expressando sua cultura.
Serve para orientar as ações de seus colaboradores e explicitar a postura da empresa
em face dos diferentes públicos com os quais interage. É um instrumento que serve de
inspiração para as pessoas que aderem a ele e se comprometem com seu conteúdo. É
imperioso que haja consistência e coerência entre o que está disposto no código de
ética e o que se vive na organização. Se o código de conduta de fato cumprir o seu
papel, sem dúvida significará um diferencial que agregará valor à empresa.
Empresas que aplicam a Ética ao ambiente de trabalho têm:
Aumento no índice de confiança entre os funcionários;
Favorecimento para a criação de um ambiente de trabalho harmonioso, respeitoso
e agradável;
Maior nível de produção na empresa;
Orienta não apenas o teor das decisões (o que devo fazer) como também o
processo para a tomada de decisão (como devo fazer).
3.3 EXEMPLOS DE ATITUDES ÉTICAS NO AMBIENTE DE TRABALHO
- Ações e comportamentos que visam criar um clima agradável e positivo dentro da
empresa como, por exemplo, manter o bom humor;
- Busca de crescimento profissional sem prejudicar outros colegas de trabalho;
- Cooperação e atitudes que visam à ajuda aos colegas de trabalho;
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- Divulgação de conhecimentos que possam melhorar o desempenho das atividades
realizadas na empresa;
- Educação e respeito entre os funcionários;
- Realização, em ambiente corporativo, apenas de tarefas relacionadas ao trabalho;
- Respeito à hierarquia dentro da empresa;
- Respeito às regras e normas da empresa.
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CAPÍTULO 4: REDES SOCIAIS (COMO USÁ-LAS A SEU FAVOR)
4.1. O QUE SÃO REDES SOCIAIS
Não há mais ninguém que diga que é uma febre passageira. As redes sociais estão aí e
chegaram para ficar, tanto para as pessoas em geral quanto para as empresas. Mas
afinal de contas, o que são as redes sociais?
As redes sociais são agrupamentos de pessoas ou organizações que se conectam por
terem objetivos em comum, formando uma verdadeira rede de troca de conhecimento
e informação. Elas se utilizam de recursos visuais e audiovisuais para despertar o
interesse das pessoas e assim conquistar cada vez mais membros.
No plano pessoal é fácil visualizar a serventia das redes sociais, já que elas possibilitam
que você mantenha contato com seus amigos e familiares de forma rápida e em tempo
real. Mas e no meio empresarial, para quê elas servem? Como é possível utilizá-las
para obter mais e melhores resultados para a sua organização?
O objetivo principal das redes sociais no âmbito das organizações é promover um
relacionamento mais próximo com os clientes e consumidores, humanizando assim o
atendimento às demandas de quem confia na marca e deseja saber mais sobre ela. Ao
contrário dos serviços de atendimento ao consumidor, os famosos SAC, as redes
sociais permitem uma conversa mais descontraída, que construa um relacionamento
verdadeiro entre a empresa e o cliente.
4.2. ETIQUETA PROFISSIONAL NAS REDES SOCIAIS
Confira abaixo como manter uma postural profissional em um ambiente virtual tão
descontraído:
NUNCA FALAR MAL DA EMPRESA OU DE COLEGAS DE TRABALHO
Este é o maior erro a ser evitado quando colegas de trabalho fazem parte de sua rede
social. “Você perde a liberdade de falar o que pensa de uma forma muito sincera a
respeito da empresa ou mesmo de colegas de trabalho. Quanto mais pessoas
relacionadas ao seu trabalho estão conectadas a você, mais cuidado é preciso ter”,
conta Sílvio Celestino, sócio da consultoria em treinamento de executivos Alliance
Coaching. Muitas companhias encaram o profissional como um representante da
marca, mesmo fora do ambiente de trabalho. Ao criticar a empresa publicamente, o
funcionário põe em dúvida o profissionalismo e a fidelidade à empresa.
NÃO POSTAR FOTOS SENSUAIS
“Tanto faz se você tem um superior adicionado, alguém do mesmo nível hierárquico
ou um liderado. Uma foto de biquíni na praia não pega bem”, comenta Douglas
Gonçalves. As fotos íntimas devem ser compartilhadas apenas com as pessoas mais
próximas, para preservar a imagem do profissional, principalmente se ele trabalha em
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um setor formal. Esta regra se aplica também para os homens que postam foto sem
camisa no espelho da academia.
NÃO POSTAR ASSUNTOS SIGILOSOS DA EMPRESA
Comentar informações estratégicas põe em risco o emprego do profissional e também
algum projeto no qual a companhia esteja trabalhando. Postagens como "Estou
trabalhando em um novo projeto da empresa que vai ser lançado na segunda-feira"
podem não parecer reveladores para seus familiares ou amigos que trabalhem em
outras áreas. No entanto, alguém de uma empresa concorrente pode repassar esta
informaçãoe a situação pode se complicar. Em alguns casos, o profissional assina um
termo de sigilo ao entrar na companhia, justamente para que ele não vaze assuntos
confidenciais para concorrentes.
NÃO USAR MUITO AS REDES SOCIAIS DURANTE O EXPEDIENTE
A estudante Josyelle Moura, 20 anos, trabalhava em uma empresa em que o uso do
Facebook era permitido e todos os colegas faziam parte de sua rede de contatos. “Do
dia para a noite, bloquearam. Só que hoje todo mundo tem acesso pelo próprio
celular”, conta ela. “Uma vez nós fomos almoçar e postamos fotos. Então, os chefes
foram reclamar que nós estávamos postando foto durante o expediente”, diz Josyelle.
A partir de então, os funcionários eram obrigados a deixar o celular fora da sala para
que ninguém tivesse acesso ao Facebook. Além disso, uma pessoa ficou responsável
por monitorar os perfis dos colaboradores em redes sociais para saber se eles faziam
postagens no tempo em que estavam lá.
Caso o trabalho não esteja diretamente relacionado às redes sociais, o ideal é que
nada seja postado durante o expediente. Isso pode passar a impressão de que o
funcionário está se divertindo em vez de trabalhar.
NÃO POSTAR "AINDA BEM QUE HOJE É SEXTA-FEIRA"
Por mais cansativa e estressante que a semana tenha sido, comentários do tipo “Ainda
bem que é sexta-feira” ou “Chega meia noite, mas não chega 18 horas” podem ser
interpretados como uma reclamação em relação ao volume de trabalho ou ambiente
do escritório. Se realmente este for o problema, é um assunto que deve ser tratado
primeiro com o superior, para manter um diálogo transparente e não transmitir um
sentimento de insubordinação ou até mesmo preguiça. “É um comentário
extremamente inocente e você vê até na televisão os apresentadores de telejornal
falando isso, mas pode ser mal interpretado por seu chefe”, comenta Silvio Celestino.
NUNCA PUBLICAR FOTOS EM QUE PAREÇA EMBRIAGADO
“Se a pessoa quer ser reconhecida como alguém que tem maturidade, é inapropriado
mostrar uma foto bêbado, em uma festa ou uma reunião em que está todo mundo
bêbado. Tudo isso pode afetar sua credibilidade”, adverte Sílvio Celestino. O
apropriado é que fotos que possam comprometer a imagem profissional sejam
compartilhadas apenas com os amigos mais próximos. Ainda assim, corre-se o risco de
alguém repassar. Se possível, não se deixe fotografar alcoolizado.
LIMITAR FOTOS COM COLEGAS DE TRABALHO
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Não publique fotos de eventos para os quais apenas alguns colegas de trabalho foram
convidados. “Tem problema de tribo e disputa de poder. Eu já ouvi comentários do
tipo 'Olha, a pessoa frequenta a casa daquele diretor. Que coisa absurda'. E isso foi
dito por adultos, não eram crianças”, comenta a professora Denise Delboni, da FGV.
NÃO CONVIDAR SEU CHEFE SEM TER INTIMIDADE
Ao adicionar o seu chefe na rede social, tenha certeza de que vocês têm uma relação
próxima o suficiente para compartilharem informações de fora do ambiente
profissional. Caso contrário, pode-se forçar uma intimidade que não existe. “Têm que
ter percepção. Se ninguém na rede tem chefia em grupo de amigos, não é por acaso.
Você tem que avaliar o tipo de empresa em que você está”, diz Denise Delboni.
EVITAR FALAR DE ASSUNTOS POLÊMICOS
Quanto mais pessoas são adicionadas às redes sociais, com mais cultura e educação
diferentes você tem de lidar. Com colegas de trabalho a situação é mais agravante,
pois normalmente não se possui muitas informações sobre as posições que eles
tomam em relação a assuntos que não envolvam o lado profissional. Para não
desrespeitar a cultura e crença de ninguém, o melhor é não opinar sobre assuntos
polêmicos, como religião ou política. “É melhor manter grupos fechados, nos quais
você inclua familiares e amigos mais próximos e nesses grupos você faz os comentários
com mais liberdade”, aconselha Silvio Celestino.
NÃO DIVULGUE INFORMAÇÕES FALSAS
Antes de postar, faça uma pesquisa para saber se aquela informação é real. Tal atitude
irá inspirar confiança e credibilidade.
NÃO PAQUERAR COLEGAS DE TRABALHO
Não estar no escritório não significa que você tem mais liberdade para paquerar algum
colega de trabalho. A relação deve ser tratada da mesma maneira. No dia seguinte,
você vai encontrá-lo de novo e sua atitude pode criar uma situação desconfortável
para ambos.
NÃO COMETER ERROS DE PORTUGUÊS
O ambiente virtual permite que a linguagem seja mais descontraída, mas isso não
significa que é aceitável esquecer as regras gramaticais ou usar palavrões. “Tudo fica
visível nas redes sociais. Desde a educação até a falta dela”, brinca Denise Delboni.
Outra dica para não errar nas redes sociais, bem como nos e-mails: evite escrever com
letras MAIÚSCULAS. ISSO DÁ IMPRESSÃO DE QUE VOCÊ ESTÁ GRITANDO.
NÃO FALAR MAL DE EMPREGOS E CHEFES ANTERIORES
Segundo Douglas Gonçalves, esta atitude pode prejudicar o profissional futuramente.
“Você não sabe o dia de amanhã. Muitas contratações são feitas a partir de indicação,
então você pode estar fechando portas”, conta.
MANTENHA SUA IDENTIDADE
Valorize seus contatos e não fique se autopromovendo a todo instante.
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Para finalizar, o uso moderado das redes sociais não pode significar a perda total da
sua identidade nas ferramentas. Usar sabiamente o Facebook, Twitter, Instagram ou
outras redes pode até beneficiar as relações profissionais. “Emitir uma opinião madura
e bem embasada a respeito de um assunto que diz respeito à empresa, ou alguma
notícia que por ventura tenha impacto para você ou para sua, vai ser bem
interpretado”, comenta Silvio Celestino.
Para Giuliana Tranquilini, sócia da Be! Better People, empresa de recrutamento por
meio de redes sociais, o profissional tem de saber expor quem ele é de verdade. “As
pessoas falam que existe a vida nas redes sociais e a vida real. Não, tem de ser uma
coisa só. Não crie um perfil daquela pessoa que você gostaria de ser. Aproveite as
redes sociais para mostrar os seus valores”, aconselha ela.
4.3. O PERIGO DAS REDES SOCIAIS
A ideia de rede social é realmente muito interessante, é um meio prático para
mantermos contatos com os nossos amigos, ver fotos, conversar e se inteirar com o
mundo todo.
Por baixo de toda praticidade das redes sociais há um grande risco.
CONVERSAS PESSOAIS
No Facebook, usuários podem enviar mensagens pessoais ou postar notas no mural de
outro usuário. O mural está lá para todos verem, enquanto as mensagens são entre o
remetente e o destinatário, como em um e-mail. Assuntos pessoais e privados nunca
devem ser compartilhados no mural. Você não vai sair por aí com um megafone
anunciando uma questão privada para o mundo, e a mesma coisa acontece na
Internet. Isso cai no mundo nebuloso da etiqueta das redes sociais. Não há um guia
oficial para esse tipo de coisa, mas use o bom senso. Se não é algo que você se sinta
confortável em compartilhar com família, conhecidos, colegas de trabalho ou
estranhos, então você não deve compartilhar no seu mural do Facebook.
PLANOS SOCIAIS
Compartilhar seus planos sociais para todos verem não é uma boa ideia. A menos que
você esteja planejando uma grande festa e convidando todos os usuários com os quais
está conectado, isso só fará com que seus amigos se sintam de fora. Há também
algumas questões de segurança aqui. Imagine um cenário em que um ex-namorado
ciumento saiba que você vai se encontrar com um novo pretendente no sábado à
noite. O que impediria seu ex de aparecer no local de encontro e fazer uma cena ou
mesmo ser violento? Nada, simplesmente. Se você estiver planejando uma festa ou
uma saída com um grupo de amigos, apenas lembre-se de que qualquer um que tenha
acesso ao seu perfil poderá ver seus planos.
LINKS
Com 51% dos usuários de redes sociais tirando vantagem de mais de um site, há a
possibilidade de haver links cruzadosde um para outro, especialmente se você tem os
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sites indicados na sua página. Você pode postar alguma coisa que considere inocente
no Facebook, mas aí isso está linkado ao seu perfil de trabalho do Linkedin e você
colocou seu emprego em risco. Se você interlinkar seus vários perfis, saiba que o que
você posta em um mundo fica disponível para os outros. Em 2009, o caso de um
empregado pego mentindo no Facebook virou notícia. O empregado pediu o turno do
final de semana de folga porque estava doente e então postou no seu perfil do
Facebook fotos suas em uma festa no mesmo final de semana. A notícia chegou ao
empregador facilmente e ele foi demitido. Por isso, se você optar por linkar seus perfis,
não será mais um cenário "vida pessoal" e "vida profissional".
INFORMAÇÃO DA EMPRESA
Você pode estar morrendo de vontade de contar pra todo mundo sobre sua nova
promoção no trabalho, mas se são notícias que poderiam ser vantajosas para um
concorrente da sua empresa, então não é algo que você deva compartilhar. Notícias de
uma expansão planejada ou de um grande projeto e qualquer coisa sobre seu local de
trabalho deve ser mantida privada. A Sophos, uma empresa de software de segurança,
descobriu que 63% das empresas estavam com medo de que seus empregados
escolhessem compartilhar em sites de redes sociais [fonte: ReadWriteWeb]. Se você
quer enviar uma mensagem sobre a empresa, seja seletivo e envie e-mails privados.
Muitas companhias são tão sérias sobre não serem incluídas em redes sociais que elas
proíbem seus empregados de usar sites como o Facebook no trabalho. Alguns
departamentos de TI até filtram as URLs e bloqueiam o acesso a esses sites, de modo
que os funcionários não fiquem tentados a se logar neles. Esse tipo de cuidado da
empresa pode dificultar, mas não impede que os funcionários falem sobre ela nas
redes sociais. Com os dispositivos de conexão móvel sem fio, com acesso à Internet em
alta velocidade, nas mãos de todos, é possível postar notas via telefone celular,
smartphone e outros dispositivos sem fio instantaneamente.
FOTOS DE SEUS FILHOS
Os sites de redes sociais são um lugar comum para as pessoas compartilharem fotos de
suas famílias, mas se você está entre os 40% dos usuários que não restringem acesso
ao seu perfil, então essas fotos estão lá para todo mundo ver. É um fato triste, mas há
muitos predadores que usam a internet para caçar sua presa. Se você posta fotos de
sua família e associa a elas informações como "meu marido está fora da cidade este
final de semana "ou" o pequeno Pedro está grande o suficiente para ficar em casa
sozinho", então a segurança de seus filhos pode estar em risco. Ninguém nunca pensa
que vai acontecer com eles, até que aconteça, por isso, a segurança primeiro é um
bom modo padrão quando usar um site de rede social. Assim como outros assuntos
privados, envie fotos da família apenas a um grupo selecionados de amigos e colegas
confiáveis que você sabe que não irão compartilhá-las.
TELEFONE E ENDEREÇO PESSOAIS
Arquive-os sob segurança de risco. Se você compartilhar seu endereço e número de
telefone em um site de rede social, você se abre para possíveis roubos de identidade e
outros perigos pessoais como roubo. Se você postar que está saindo de férias e seu
endereço também está postado, então qualquer um saberá que a casa está vazia.
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Ladrões de identidade podem fazer uma visita à sua caixa de correio e abrir um cartão
de crédito em seu nome. Ladrões podem levar da sua casa qualquer coisa de valor. Até
publicar o seu telefone dá às pessoas com interesses escusos fácil acesso ao seu
endereço. Serviços de busca reversa podem fornecer a qualquer um seu endereço de
casa se eles tiverem apenas seu número de telefone.
INFORMAÇÃO FINANCEIRA PESSOAL
Você deve pensar que ninguém compartilharia coisas como em que agência de banco
você tem conta ou qual o seu portfólio de ações da Bolsa de Valores. Mas isso
acontece. É fácil um comentário inocente no Facebook revelar muito sobre suas
finanças pessoais. Considere este cenário: Você está postando para uma longa
corrente no mural de um amigo sobre a crise bancária. Você diz algo no seu
comentário do tipo "Nós não precisamos nos preocupar porque usamos crédito da
união para o professor", ou então "Colocamos todo nosso dinheiro em ações de
primeira linha e planejamos manter assim". Novamente, se você está entre os 40% que
permitem acesso livre a seu perfil, então ladrões de identidade sabem onde você tem
conta e onde você coloca seus investimentos. É fácil esquecer que o que pode parecer
um comentário inocente num mural do Facebook, poderia revelar-se um grande
negócio sobre suas finanças pessoais. É melhor evitar esse tipo de conversa.
SENHAS
Esta aqui realmente parece coisa de quem não tem cérebro, mas se não acontecesse,
então o Facebook não sentiria a necessidade de listá-lo como item nº 1 de sua lista de
coisas que não devem ser compartilhadas. Até mesmo compartilhar sua senha com um
amigo para que ele possa logar-se e checar algo para você pode ser arriscado. Isso é
especialmente verdade com casais que acreditam haver confiança suficiente entre eles
para compartilhar essas coisas. Aqui está outro cenário: Você dá ao seu namorado a
senha do seu Facebook porque ele quer ajudá-la a publicar algumas fotos das férias.
Alguns meses depois, a relação azeda e ele se transforma num rapaz nada bonzinho, e
aí você tem uma pessoa que não gosta de você e tem suas informações de login. Hora
de cancelar sua conta e abrir uma nova. Se você tivesse mantido aquela informação
privada, você poderia simplesmente seguir em frente com sua vida. Agora você tem
um perfil comprometido, e se tiver links para seus outros perfis de redes sociais, toda
aquela informação estará sob risco também. Mantenha sua senha para você e nunca
terá de se preocupar com isso.
DICAS DE SENHA
A maioria dos web sites que contêm informação pessoal segura que exige uma senha
também têm ao menos uma dica de senha para o caso de você esquecê-la.
Geralmente acontece assim: você se inscreve no serviço online de banco e tem uma
senha e um nome de usuário, e escolhe uma pergunta de segurança para quando você
esquecer sua senha e tentar resgatá-la. Qual era o nome do seu primeiro bicho de
estimação? Qual o número do seu primeiro telefone? O nome da rua em que você
morou primeiro? Incluir qualquer um desses detalhes no mural do Facebook pode não
parecer grande coisa, mas pode fornecer a um ladrão de identidade peças de um
quebra-cabeças necessárias para invadir sua conta bancária via Internet. Por isso,
pense antes de postar qualquer coisa que puder comprometer essa informação.
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QUALQUER COISA QUE VOCÊ NÃO QUEIRA COMPARTILHAR
Você pode selecionar todas as configurações de privacidade que quiser em sites de
rede social, mas o fato é que, se você postar alguma coisa, ela tem o potencial de ser
vista por alguém que você não queira que veja. Sabe todas aquelas aplicações
engraçadas do Facebook, quizzes e enquetes que você preenche? Um estudo realizado
pela Universidade de Virgínia descobriu que das 150 aplicações mais usadas do
Facebook, 90% davam acesso a informações desnecessárias ao funcionamento da
aplicação. Por isso, quando você se inscrever para descobrir com qual celebridade do
seriado de TV você mais se identifica, dará aos criadores da enquete acesso a
informações pessoais suas. Não é difícil adivinhar o que acontece a partir daí. Rede
social é compartilhar, por isso, algo que você pensa estar seguro pode ser facilmente
compartilhado de novo, e antes que você perceba, alguém que você nem conhece tem
acesso a algo privado.
"Na dúvida, não poste" é um bom mote a seguir. E sempre se lembre de que qualquer
coisa que você compartilhar tem o potencial de vazar de alguma forma
4.4. CUIDADOS A SEREM TOMADOSAs redes sociais já estão presentes na vida de milhares de pessoas em todo o mundo.
Hoje acessamos as redes sociais, no smartphone, notebook, tablets e outros
dispositivos. Costumamos colocar nossas fotos, nossas ideias, críticas, assuntos do dia
a dia e muito mais. Tudo o que colocamos nas redes sociais, fica aberto ao público. É aí
que começa o problema da privacidade nas redes sociais.
Em 2010, ocorreram problemas técnicos no Facebook, que permitiram a exibição de
conversas privadas entre usuários da rede. O problema gerou protestos por parte dos
usuários. Porém, a protestação não obteve grandes repercussões. Mas a iniciativa
moveu grandes questões sobre a privacidade nas redes sociais.
Grande parte dos usuários parece ainda não ter consciência de como este assunto é
delicado. Tornar públicas informações pessoais com nome, sobrenome e outras
informações importantes.
Além de o usuário revelar dados pessoais, esses dados são a luz nos olhos de empresas
que ao possuir estas informações, muitas decidem sobre o futuro dos empregados.
Sérias consequências podem vir a ocorrer na grande exposição dos usuários nas redes
sociais. Uma pessoa com segundas intenções pode facilmente saber onde estamos,
nosso nome completo, assim como o nome de nossos amigos e familiares, quais os
nossos interesses, assim abre um leque de possibilidades de pessoas mal
intencionadas, afinal fica muito mais fácil obter tantas informações sobre uma pessoa.
O cuidado com a Internet é tão importante quanto à comunicação entre pais e filhos.
Estes cuidados garantem um uso benéfico e muito mais seguro. Hoje todas as redes
sociais garantem a publicação das atualizações dos seus usuários apenas para amigos,
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tornando tudo restrito, possibilitando maior segurança quanto à privacidade.
Mas todos nós, usuários da Internet, devemos tomar muito cuidado com o que vamos
colocar a disposição de todos, incluindo amigos, nas redes sociais. É importante
sempre usamos o senso comum na hora de publicarmos qualquer assunto no perfil.
Confira algumas dicas importantes para a sua segurança, nas redes sociais:
Altere a sua senha frequentemente;
Dê preferência a conversas privadas com os seus amigos;
Evite fazer publicações desnecessárias;
Jamais compartilhe informações extremamente pessoais;
Mantenha seu computador seguro;
Mantenha seu perfil e seus dados privados;
Não acredite em tudo o que você lê;
Pense bem antes de divulgar algo, pois não será possível voltar atrás;
Restrinja o acesso ao seu endereço de e-mail;
Seja cuidadoso ao acessar links;
Seja cuidadoso ao fornecer sua localização (evite fazer check-in);
Seja cuidadoso ao se associar a grupos e comunidades;
Seja seletivo ao aceitar contatos.
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CAPÍTULO 5: FALAR EM PÚBLICO (ORATÓRIA)
Falar com desenvoltura em público e fazer boas apresentações é uma técnica que se
aprende. E mesmo os mais tímidos podem se sobressair e impressionar chefes, clientes
e colegas, garantem especialistas.
5.1. DEZ DICAS NA ARTE DE CONVERSAR
OUÇA COM ATENÇÃO
Muitas vezes nos concentramos tanto no que tencionamos dizer que não ouvimos
realmente o que a outra pessoa está dizendo.
Se você ouvir ativamente os outros, eles prestarão mais atenção quando chegar a sua
vez de falar.
FALE SOBRE COISAS QUE INTERESSAM A OUTRA PESSOA
Diz um psicólogo: “O encanto da conversa consiste menos em demonstrar o próprio
espírito do que em abrir caminho para que o outro sujeito demonstre o seu”. Quando
se estimula o outro a falar sobre seus assuntos prediletos nunca há razão para
preocupar-se com silêncios constrangedores e geralmente se fica tão absorvido que
não há tempo para acanhamento… que é o maior obstáculo para uma conversa
espontânea.
EVITE MINÚCIAS DESINTERESSANTES
“O segredo de ser cansativo consiste em contar tudo”, advertiu Voltaire. Todos nós
conhecemos a pessoa que faz distorções e nunca omite um fato desnecessário. “Não
sei bem se foi numa sexta ou num sábado. Mas, deve ter sido por volta de dez e meia,
porque eu acabava de sair da casa de meu irmão, do outro lado do parque, e depois…”
Muito antes de o narrador chegar ao clímax de sua história, já estamos exaustos.
EVITE EXPRESSÕES CEDIÇAS
Não deixe que o apontem como “uma pessoa de poucas palavras, que as usa
continuamente”; algumas mulheres usam muito as palavras: “maravilhoso”, “Só
mesmo você”, “Está entendendo?”. Fuja dessas frases estereotipadas. E não faça
citações de si mesmo. São poucas as pessoas espirituosas como Bernard Shaw, que
podia gracejar: - - Cito-me frequentemente. Isso dá sabor à minha conversa!
FALE COM PRECISÃO
Pare um instante para disciplinar suas palavras antes de falar; não mergulhe a cabeça
numa frase, esperando que acabe dando certo.
Evite pular de um tópico para outro; a conversa é mais interessante quando não se
prolonga um assunto por muito tempo.
Muitos de nós somos culpados de tornar difícil a compreensão de nossas conversas
com cacoetes e hesitações. Olhe de frente a pessoa com quem estiver conversando,
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em vez de olhar para ela e não ponha a mão em frente da boca para falar
indistintamente. Não se deve ser necessário que lhe peçam para repetir o que disse.
FAÇA AS PERGUNTAS ADEQUADAS
Os bons entrevistadores – repórteres, advogados, psiquiatras, etc. – sabem que uma
pergunta bem concebida e bem formulada ajuda a outra pessoa a se expandir. Indica
um interesse sincero por ela e pelas suas opiniões.
Uma pergunta convencional, no gênero de “Como vão as coisas?” ou “Que há de
novo?” não tem sentido. Por outro lado, perguntas do tipo: “Como foi que o senhor
começou o seu negócio?” ou “Se tivesse de começar a vida de novo, escolheria esta
cidade para morar?” indicam um interesse sincero. E frases discretas como “Não
acha?” ou “Qual é a sua opinião?” muitas vezes mantém a própria pessoa falando e
evitam que nós falemos demais.
APRENDA A DISCORDAR SEM SER DESAGRADÁVEL
Muitas vezes o que mais importa não é o que diz, mas a maneira de dizê-lo.
Benjamim Franklin costumava observar diplomaticamente: “Neste ponto eu concordo.
Mas há outro em que peço licença para fazer uma restrição”.
Uma discussão amistosa muitas vezes enriquece uma conversa, mas não comece a
discutir com uma declaração indiscriminada como esta: “detesto advogados; são todos
uns chicanistas”. Tal observação dogmática fará com que todos os grupos tomem
partido com uma violência que não permite conversação educada.
É importantíssimo não contradizer sumariamente pessoa alguma, mesmo quando se
tenha certeza de que ela está errada. Use de sutileza.
EVITE INTERROMPER OS OUTROS
Se você por vezes se ver obrigado a cortar uma conversa, sua interrupção parecerá
menos descortês com uma frase amável como está: “João, você me permite
acrescentar uma coisa ao que acaba de dizer?” Diga-se de passagem que a pessoa
interrompida ouvirá com mais atenção, se você usar o nome dela.
Se você próprio for interrompido, nunca insista em voltar depois ao mesmo assunto.
Procure interessar-se pela nova conversa. Se as pessoas quiserem que você volte ao
que estava discutindo, elas mesmas o dirão.
PROCURE SER TOLERANTE E DIPLOMÁTICO
Todos nós conversamos às vezes com pessoas que nos irritam ou aborrecem. Neste
caso, procure concentrar-se no assunto em discussão. Afinal de contas, os fatos são
impessoais. Se você procurar honestamente assumir uma atitude generosa e
tolerante, aprenderá a conversar muito melhor.
ELOGIAR UM POUCO ÀS VEZES AJUDA
Sua conversa será mais rica, se você aprender a elogiar as pessoas – desde que os
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elogios sejam sinceros. Pode-se elogiar ao mesmo tempo em que se exprime
apreciação.
Não diga ao conferencistaque acaba de ouvir, simplesmente que gostou de sua
palestra. Faça comentários específicos sobre algumas coisas que ele disse ou peça-lhe
para ampliar uma de suas observações, mostrando que ouviu com toda a atenção.
5.2. A COMUNICAÇÃO DO VENCEDOR
A busca incessante do autoconhecimento e da excelência nas relações humanas tem
sido o foco de seres humanos em todo o planeta, em todas as religiões, culturas e
classes sociais, uma necessidade de buscar respostas, de saber, de entender e
compreender mais sobre nós mesmos e os outros.
Muitos buscam em uma corrida desenfreada estas respostas fora de si mesmos, nas
religiões ou explorações espaciais, caminhando em direção oposta aos seus desejos.
Então, antes de tudo devemos saber que a maior parte das indagações que fazemos
tem respostas em nós mesmos.
Curiosamente quando paramos para olhar para dentro de nós percebemos um
universo ainda maior do que este mundão que está aí fora. Aí lhe pergunto: qual a
última vez que parou para ver, ouvir e sentir o que se passa dentro de você? Lembre-
se tudo começa em nós ou por nós, isso mesmo, eu disse que tudo está ao alcance de
nosso pensamento. Como você vem se comunicando consigo mesmo?
Nós produzimos basicamente dois tipos de comunicação:
- A comunicação interna (intrapessoal): que são as coisas que imaginamos, sentimos e
dizemos dentro de nós mesmos. Quando falamos a nós mesmos, podemos determinar
o nosso sucesso em tudo aquilo que desejamos realizar. Infelizmente, é comum
esta conversa interior constituir um diálogo negativo que, pode nos impedir de
alcançar nossos objetivos. Muitos ficam duvidando de si mesmos, se sentem inseguros
e acabam fracassando ou muitas vezes paralisam, ficam sem fazer nada.
- A comunicação externa (interpessoal): que são as nossas expressões verbais (fala,
linguagem) e não verbais (gestos, expressões) no mundo exterior, na nossa relação
com o mundo e com outras pessoas. É nossa maneira de estar e de ser no mundo
que determina nossos resultados.
Assim como escreveu um poeta anônimo: “Vigie seus pensamentos, porque eles se
tornarão palavras; vigie suas palavras, porque elas se tornarão atos; vigie seus atos,
porque eles se tornarão seus hábitos; vigie seus hábitos, porque eles se tornarão
seu caráter; vigie seu caráter, porque ele se tornará seu destino”. Por isso tudo
começa em você ou por você, está em seu pensamento.
Porque alguém acorda de manhã e não quer se levantar para trabalhar,
enquanto outro ocupando a mesma função, na mesma empresa levanta-se disposto
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e feliz agradecendo a oportunidade de trabalho? Esta resposta está no mundo ou na
forma em que cada um o vê, o percebe? E qual destes dois indivíduos será mais feliz?
Qual terá mais chance de sucesso? O primeiro tem uma boa comunicação interna,
gosta de si mesmo e expressa isso no mundo e isso lhe traz uma vida mais feliz e
próspera, cheia de resultados positivos.
Lembre-se, quando idolatramos um ídolo na TV, estamos diminuindo a nós mesmos,
agora, quando usamos alguém bem sucedido como exemplo, estamos crescendo.
Aprenda com as pessoas que falam bem, que se expressam com clareza e objetividade,
que são bem sucedidas na vida.
Parto do princípio que comunicação é poder, aqueles que dominam o uso efetivo da
comunicação são os que conduzem os próprios destinos e até mesmo os destinos das
outras pessoas. A comunicação é tão poderosa que pode ser comparada a um
automóvel que bem dirigido é um bem útil e fantástico e se mal utilizado pode ser uma
arma que descarregamos em nós mesmos e muitas vezes nos outros. Por isso, pense
antes de falar, aprenda a ouvir mais e se interesse em melhorar a cada dia. Todos nós
sempre temos muito no que melhorar, depende de nós.
A comunicação vai além das palavras, nela as palavras representam 7% da informação,
o tom de voz representa 38% e a linguagem não verbal (gestos, movimento dos olhos,
pernas cruzadas,...) representa 55%, o que, não havendo sinceridade, a pessoa pode
passar mensagens dúbias, como quando fala “sim” e balança a cabeça como “não”.
Por isso nem sempre as pessoas compreendem o significado daquilo que esta se
tentando comunicar.
Então fica a pergunta: O que estamos fazendo dentro de nós para expressarmos no
mundo exterior? Isso é comunicação, é a forma como nos encontramos no mundo, é a
semeadura que não é obrigatória, mas a colheita, esta sim é.
A comunicação é um circuito fechado, o que nós fazemos influencia o outro e a nós
mesmos, e vice-versa. Diante disso lembre-se do que disse Platão: “Tente mover o
mundo – o primeiro passo é mover a si mesmo”.
5.3. A COMUNICAÇÃO COM O CLIENTE
Tenho ouvido uma frase que se tornou um “chavão” em tudo que se relaciona com o
atendimento ao cliente: “Não devemos apenas agradar ao nosso cliente. Precisamos
mais do que isso: precisamos encantá-lo”.
Dentre tantas ações e formas que as empresas estão adotando para este “encantar”
clientes, proponho uma reflexão sobre uma das principais ferramentas para essas
relações empresas-cliente que nem sempre é valorizada: a boa comunicação.
Das habilidades que precisam ser desenvolvidas, a principal é a empatia. Esta é a
palavra chave. Empatia significa a capacidade de se colocar no lugar do outro. Assim,
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de nada adianta todos os instrumentos vinculados ao bom atendimento, tais como
gentilezas e cortesias, respeito entre outros, se a empresa, por intermédio dos
funcionários ou dirigentes, apenas manifestar o seu ponto de vista, expressando
as crenças e as verdades, sem se colocar no lugar do outro.
A arte da empatia, mais do que a simpatia é o grande segredo de uma efetiva
comunicação. Aliás, a comunicação não é o que se transmite ou o que se fala. A
comunicação é o que chega ao ouvinte ou interlocutor; é o que é interpretado, é o
estímulo que fica no outro, a partir do que dissemos ou fizemos.
Um exemplo simples de uma péssima comunicação é o de um vendedor de veículos,
alegre, simpático, comunicativo. Ao apresentar um veículo ao provável comprador, usa
todo o seu poder de argumentação para falar da potência do motor, do silêncio no
interior do carro, das novas e modernas cores opcionais. No entanto, o cliente diz-se
agradecido pelas informações, mas não faz a compra. Provavelmente, ele não diz ao
vendedor, mas o que procura é um carro econômico e seguro. Poderia ser até esse
mesmo que o vendedor estava oferecendo; ele apenas não soube “ouvir” o cliente
para usar os argumentos adequados para aquela situação.
Enquanto as pessoas estiverem apenas interessadas em falar, falar, falar, sem ouvir ou
abrir canais para perceber o que o cliente quer ou precisa, estarão perdendo bons
negócios e bons clientes. Sugerimos considerar passos simples que as empresas
podem adotar para facilitar uma efetiva comunicação com o seu cliente (atual e
futuro):
1. Cultive sempre a empatia, ou seja, a capacidade de se colocar no lugar do outro;
2. Ouça com atenção. Pergunte para não haver dúvidas no entendimento do que foi
transmitido;
3. Evite interpretar. Normalmente interpretamos com base no nosso ponto de vista e
não no ponto de vista do outro. Novamente é melhor perguntar do que interpretar
errado;
4. Ao falar com a pessoa, dê-lhe a devida atenção, olhe nos olhos, trate-a com
distinção, respeito, simpatia, gentileza e consideração. Chame-a pelo nome, use
pronomes de tratamento adequados;
5. Procure ouvir mais e falar menos. Muitas vendas são perdidas e negócios são
comprometidos por excesso de argumentação;
6. Prepare-se para falar bem, com elegância, fluidez e naturalidade. Prepare também
os representantes de sua empresa para falar.
Algumas dicas para quem deseja se comunicar cada vez melhor:
Tenha segurança ao falar. Confie em si mesmo, reforce sua autoestimapara ficar
calmo e tranquilo em qualquer situação.
Fale bem, com boa voz, boa dicção.
Administre a velocidade da fala, faça pausas e procure adequar o volume ao
ambiente e ao(s) interlocutor(es).
Seja objetivo, desenvolva as ideias com clareza, com começo, meio e fim, use
exemplos para fortalecer os seus argumentos.
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Faça gestos adequados, tome cuidado com as mãos, evitando uma excessiva
gesticulação.
Busque a congruência da expressão facial ao conteúdo, tenha uma postura
elegante e confiante.
Utilize o vocabulário e a linguagem adequados ao tipo de pessoa com quem estiver
falando; para falar na mesma “língua” do interlocutor. Isso exige flexibilidade e
preparo.
A aparência e elegância também contam pontos. Seja discreto ao vestir-se, zelando
por uma impressão positiva, considerando um bom asseio corporal.
Conheça e utilize regras de comportamento social para situações formais.
Saiba como cumprimentar e apresentar pessoas, de quem e onde se deve ou não
apertar as mãos, quando entregar cartões de visita etc.
Saiba como se comportar à mesa, manuseando talheres, taças, o que fazer e o que
é proibido.
Chame o seu cliente pelo nome. Aprenda e use uma técnica de memorização para
se lembrar do nome e informações importantes do seu cliente. Nada há de mais
precioso, no campo das relações, do que chamar a pessoa pelo seu nome,
mostrando com isso, interesse e consideração.
Em síntese, muitos outros tópicos poderiam aqui ser sugeridos ou explicitados. O que,
de fato, importa, é o nível de interesse que uma empresa ou você mesmo deve ter em
relação ao seu cliente. Havendo um interesse real, os caminhos para um bom
entendimento serão encontrados e o seu cliente, de fato, ficará encantado e comprará
o seu produto.
5.4. A ARTE DA COMUNICAÇÃO INTERPESSOAL
Eu falo. Você ouve. Mas não nos entendemos.
Nunca se falou tanto em comunicação organizacional e interpessoal. Até parece que
somente nos últimos tempos as pessoas e as organizações descobriram que esse
processo, aparentemente muito simples, mas de complexo mecanismo, tem sido o
causador de inúmeros transtornos.
Na verdade, ouvir ativa e empaticamente as pessoas exige performance elaborada.
Quando pequenos, fomos treinados a andar, a falar, depois a ler e a escrever. Ouvir
cuidadosamente, jamais.
Muito além das palavras, existe um vasto mundo de códigos e símbolos que também
traduzem o que sentimos, estamos dizendo ou queremos dizer. Há o sorriso de alegria,
o olhar que desaprova, os dedos em “V” de vitória, o silêncio do respeito. São
mensagens manifestadas por meio de um corpo que sente e que fala sinalizando
irritação, insegurança, medo, consentimento. São faces rubras, sudorese, gagueira,
tremores, entre outros, compondo o elenco das manifestações físicas presente na
comunicação entre duas ou mais pessoas.
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Por mais curioso que pareça comunicar exige técnica e muita sensibilidade, mas isso
ainda é problema para muita gente e empresas. De uma simples mensagem a uma
informação mais elaborada podem surgir os “ruídos da comunicação” e a partir daí os
problemas estão instalados.
Quem não se deparou com a sensação de desconforto após ter emitido uma
mensagem e o resultado ter sido desastroso? Geralmente o emissor tem a certeza de
ter atingido o seu objetivo, o que nem sempre é verdadeiro.
A comunicação só se processa de fato quando o receptor compreende exatamente o
que lhe foi transmitido e para que isso aconteça muitos fatores estão envolvidos, ainda
que a gente não perceba.
Não importa com quem falamos. Elementos como clareza, objetividade, vocabulário,
público alvo, desembaraço, boa dicção, entre outros, além dos aspectos emocionais e
psicológicos do emissor e receptor são fatores determinantes. A ausência ou o
comprometimento de um destes elementos tem contribuído no recrudescimento de
conflitos.
Geralmente nos ambientes de trabalho a comunicação é prejudicada, principalmente,
por muitos profissionais não reconhecerem que cada indivíduo traz consigo conjunto
de experiências, expectativas, valores, traços culturais muito particulares. A prática
mostra que é muito comum transformar o colega de trabalho amigo intimo e a partir
daí perder alguns referenciais comportamentais.
Vale ainda ressaltar que há tempos a comunicação passou a constituir ferramenta
estratégica da empresa e do profissional na geração de valor da imagem por meio de
ações e posturas que transmitam confiança, credibilidade. Por isso, amadurecer a arte
do contato pessoal, não extrapolar limites e cuidar da profissionalização das relações
faz muita diferença quando o objetivo é o alcance de climas organizacionais
produtivos.
Algumas regras colaboram para a minimização de alguns efeitos:
- Aprenda a escutar. Discipline a audição.
- Evite avaliações precipitadas e preconceituosas sobre quem está falando e o que
está sendo falado.
- Respeite as diferenças. Valorize as singularidades de cada pessoa.
- Fale com clareza, com objetividade, o necessário.
- Fale com naturalidade, sem artifícios.
- Use vocábulos de fácil compreensão. Gírias nem pensar.
- Mantenha sempre bom tom de voz. Nem alto, nem baixo demais.
- Tenha domínio sobre o que está falando.
- Certifique-se que o receptor entendeu a informação transmitida.
- Cuide da expressão corporal, ela sinaliza muito do que e como estamos dizendo.
- Em caso de dúvida ou insegurança, procure alguém que possa intermediar o diálogo.
Cuidar do falar é mais do que necessário e cultivar uma boa audição é imprescindível
para se viver bem coletivamente.
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Fonte: Portal CMC. Artigo. Autora: Elizabeth H. de Oliveira Historiadora e Pedagoga. Pós-Graduada em
Pedagogia Empresarial e Gestão de Pessoal. MBA em Gestão Administrativa. Consultoria e Palestrante.
5.5. REGRAS PARA FACILITAR A COMUNICAÇÃO INTERPESSOAL
ESCUTE ATENTA E ATIVAMENTE O OUTRO
Mantenha contato visual, sem exagerar.
Não pense no que vai responder, enquanto o outro fala.
Mantenha uma atitude atenta e calma.
Procure fazer com que sua comunicação tanto verbal como não verbal assegure ao
outro que você está atento.
Tolere, sem ansiedades, o silêncio do outro.
Se o silêncio se tornar embaraçoso para o outro, procure reformular a última coisa que
você disse para que ele possa retomar o “fio da meada”.
Depois de fazer uma pergunta, é importante silenciar. Se o outro não responder de
imediato, evite o impulso de preencher o silêncio com seus comentários. Dê-lhe a
oportunidade de pensar sua resposta.
Nunca interrompa para retificar o que o outro está dizendo, mesmo que você não
concorde com o que ele diz.
Não contradiga o que o outro está dizendo por considerar conhecido, desconhecido ou
trivial.
DEMONSTRE RESPEITO E CONSIDERAÇÃO
Abstenha-se de julgamento em uma comunicação.
Admita que o outro tenha seus valores, crenças ou ideias diferentes das suas.
Crie condições para que o outro possa expressar suas ideias, sentimentos, valores e
atitudes. Isto não significa que você deva concordar comas posturas do outro, apenas
compreendê-las e aceitá-las. Isto não implica que você não possa dizer que não
compartilha dessas posturas.
COMPREENDA COM EMPATIA O SEU INTERLOCUTOR
Absorva o marco de referência do outro e analise seus comportamentos,
comunicações e valores deste ângulo.
Procure acompanhar as linhas de pensamento do outro e não mude seu rumo por
inclinações, valores ou necessidade próprias.
Procure perceber a realidade como o outro a percebe, a partir de suas preocupações
específicas, medos e preconceitos. Procure colocar-se no lugar do outro, inclusive
recordando-se de experiências e reações semelhantes.
FORMULE PERGUNTAS
Para levar o outro a expressar suas ideias e sentimentos.
Não exagere no interrogatório.
Nãofaça perguntas agressivas, desafiantes, nem avaliativas.
Sempre que possível faça perguntas abertas, que comecem, em geral, por o que, como
quando.
Evite perguntas fechadas, que levam simplesmente a sim ou não.
Avalie se você está entendendo claramente o que o outro está expressando para
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seguir perguntando.
Procure refletir e recolocar as ideias do outro com suas próprias palavras, de maneira a
demonstrar-lhe que o está entendendo e acompanhando.
Limite-se a recolocar sentimentos e ideias de que esteja seguro de terem sido
expressos, não conclua ou interprete motivos profundos.
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CAPÍTULO 6: CURRÍCULO EFICAZ (CV)
6.1. INTRODUÇÃO
Curriculum Vitae que significa currículo, em português, é um termo proveniente do
latim, e significa trajetória de vida. Pode ser também abreviado para “CV”ou apenas
currículo. É um documento de tipo histórico, que relata a trajetória educacional e/ou
acadêmica e as experiências profissionais de uma pessoa, como forma de demonstrar
suas habilidades e competências.
Hoje em dia, dificilmente alguém é chamado para uma entrevista de emprego apenas
por causa do currículo.
Ainda assim, o currículo continua sendo uma ferramenta útil para profissionais, em
geral. É claro que quanto mais alto o cargo em questão, mais chances de o candidato
ser uma indicação de alguém de confiança ou de ser encontrado no mapeamento de
mercado feito por headhunters. Porém, mesmo nesses casos, o CV é um documento
de apoio importante, uma “peça de marketing do profissional”, como afirma Karin
Parodi, sócio-fundadora da consultoria Career Center. “Um currículo organiza os dados
e fatos da sua trajetória de carreira e disponibiliza os contatos para que seja
encontrado”.
Também não adianta caprichar na descrição e não cuidar da sua imagem ao longo da
carreira. Em tempos de rede social, é difícil ter segredos no mundo corporativo. “A
pessoa pode ter um currículo lindamente escrito, mas se não souber ‘se vender’
pessoalmente ou se não tiver uma boa reputação no mercado, não será chamada”,
afirma Irene Azevedo, consultora de carreira da LHH/DBM.
As redes sociais, especialmente o profissional Linkedin, são ferramentas
complementares para divulgar suas informações de carreira – “e é preciso usá-las, é
estratégico”, afirma Karin, da Career Center. Porém, elas não substituem o bom e
velho CV. “É um material de apoio padrão para os recrutadores, que deve estar
sempre atualizado”.
Joseph Teperman, sócio da consultoria FlOW Executive Finders, diz que só de bater o
olho em um currículo, já é possível sacar algumas características do candidato. "Desde
a diagramação e a fonte que escolheu até o conteúdo que conta se a pessoa fala inglês
ou não, se já trabalhou em muitas empresas e os cargos que ocupou”. Dependendo da
extensão do currículo, Teperman também prevê o tempo de duração de uma possível
entrevista pessoal. “Se o candidato escreve oito páginas, é sinal de que a conversa vai
ser interminável”, diz ele. “Fica claro que é alguém prolixo”.
6.2. ELABORANDO UM CURRÍCULO
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Embora muitos artigos já tenham sido publicados sobre esse assunto tão importante,
muitos ainda pecam na hora de elaborar seu próprio Currículo desenvolvendo-o de
forma confusa e extensa.
Dependendo do nível da experiência do candidato a escolha de um Currículo específico
é uma verdadeira loteria para os selecionadores, uma vez que existem muitos
profissionais disponíveis no mercado com as mesmas características, qualificações e
experiências. Sendo assim, pode-se afirmar que o Currículo é o primeiro passo rumo a
um novo emprego e, por isso mesmo, é necessário que o candidato tenha em mente
que essa é uma poderosa ferramenta de Marketing Pessoal a qual fará ou não com que
ele seja selecionado para uma entrevista de emprego, numa determinada organização.
Dessa forma, o Currículo deve retratar em poucas palavras toda a vida profissional do
candidato, seu histórico e suas qualificações com objetividade e clareza. O candidato
deve ter muita atenção ao redigir esse documento, procurando sintetizar ao máximo
suas informações que sejam importantes para a vaga em foco.
Seu Currículo deve possuir um diferencial em relação aos demais e, sem exageros (uma
página, no máximo), ele deve mostrar alguns aspectos extremamente importantes
para a boa avaliação de um candidato.
Que Informações São Relevantes Para a Elaboração do Conteúdo?
Quantas Páginas Deve Ter um Currículo?
Deve-se Colocar Uma Fotografia?
Qual é a Ordem Correta das Informações?
Primeiramente devemos definir que informações são relevantes para conter num
Currículo e a sua ordem de apresentação. Portanto, em primeiro lugar devem entrar os
dados pessoais do candidato, seguido por objetivos profissionais, formação acadêmica,
principais qualificações e histórico profissional.
ESSAS SÃO INFORMAÇÕES CRUCIAIS PARA UM BOM CURRÍCULO:
Dados Pessoais: Deve contemplar as informações sobre a vida pessoal do candidato
como nome, endereço*, telefones para contato, e-mails, data de nascimento e estado
civil. É importante destacar que telefones para recados devem ser avisados às pessoas
que os receberão e, quanto aos e-mails, devem ser fáceis de assimilar e evitar-se
nomes provocativos que não demonstrem seriedade ou profissionalismo. Não se
colocam números de documentos nos Currículos, pois esses dados não acrescentam
nada nesse momento.
*Se for disponibilizar seu currículo na internet, tome o cuidado de retirar seu endereço
(ver no capítulo quatro; 4.3: “O Perigo das Redes Sociais”, item “Telefone e Endereço
Pessoais).
Objetivo Profissional: Deve vir inserido logo abaixo dos Dados Pessoais, servindo para
os selecionadores se orientarem na escolha da vaga e, por isso mesmo, o candidato
deverá focar na sua área de interesse e cuidar para que seu objetivo não seja muito
genérico.
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Formação Acadêmica: Neste tópico deve ser inserido o grau de escolaridade do
candidato, o ano de conclusão e o nome da instituição de ensino. Se ele já possui nível
superior, detalhes sobre o Ensino Médio são dispensáveis – exceto em situações que o
Ensino Médio seja Técnico e relevante para a vaga em questão.
Principais Qualificações: Trata-se do ponto principal de um Currículo, pois nesse
tópico o candidato poderá demonstrar seu conhecimento e qualificação necessários
para a vaga pretendida. Portanto, em primeiro lugar o candidato deverá pensar nos
conhecimento que possui e, mesmo para aqueles que ainda não possuem experiência
profissional, devem fazer uma lista delas. O candidato deve refletir sobre todas as
atividades que possam interessar a um selecionador como "Conhecimentos em
Rotinas Administrativas", "Facilidade em Liderar Pessoas", "Experiências na Área
Comercial", "Facilidade em Falar em Público", "Sólidos Conhecimentos em RH e
Financeiro" e "Bom Relacionamento Interpessoal". Ou seja, conhecimentos e
experiências adquiridas ao longo da carreira profissional ou estudantil.
Histórico Profissional: Nessa parte devem-se relacionar as experiências em empresas
anteriores e atuais e, o ideal, é apresentá-las em ordem cronológica e inversa. Ou seja,
da atual para a mais antiga. Caso o candidato tenha atuado em muitas empresas
durante certo período de tempo, ele deve inserir apenas as mais importantes e que
tenham relação com a vaga pretendida, considerando-se o nome da empresa, os
cargos ocupados e as atividades desenvolvidas. Ao descrevê-las, o candidato deve
procurar identificar informações que não foram abordadas no tópico anterior
("Principais Qualificações") como projetos desenvolvidos, metas alcançadas ou algo
que identifique seu potencial criativo, produtivo e de eficiênciana atividade em
questão.
Esses são os pontos essenciais para a elaboração de um Currículo eficaz. Os demais
tópicos como "Cursos Complementares" e "Informações Adicionais" são opcionais,
podendo ser inseridos onde situações onde o candidato não apresente um histórico
profissional extenso ou quando realizou algum curso que fará diferença no processo
seletivo. Em "Informações Adicionais" você poderá citar fatos que agreguem valor à
sua imagem, tais como: _ “Não fumante”. “Atuo como voluntário* em...”. “Tenho
cargo de ... na igreja”.
*Ultimamente as empresas têm dado certo valor para os candidatos que se apresentam com
experiência em algum tipo de trabalho voluntário. Ações voluntárias realizadas como cuidar de
crianças em uma creche, atender idosos e doentes em alguma instituição, divulgar ações de
cidadania através de uma ONG, dar aulas para estudantes carentes, varrer ruas ou praças,
enfim, essas e outras atividades são muito valorizadas pelas empresas afinal muitas delas têm
incentivado os seus funcionários a realizarem esse tipo de trabalho.
Mas o por que essas ações são valorizadas pelas empresas? Justamente porque por trás dessas
ações existe uma série de fatores que podem ser benéficos para o ambiente social das
empresas, além, claro de expor essas empresas à comunidade como empresas cidadãs.
OBSERVAÇÃO: Caso o candidato tenha pouca – ou nenhuma – experiência profissional,
as "Atividades Extracurriculares" são válidas como: _ "Atuei em Peças de Teatro Com
Grupo Amador" ou "Participei de Campeonatos de Xadrez, Natação e Futebol na
Escola".
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6.3. MENTIRAS NO CURRÍCULO
Na hora de elaborar o currículo, muitas pessoas acabam optando pelo perigoso truque
de incrementar o CV com informações falsas ou exagerar em determinados pontos,
como, por exemplo, transformar uma viagem turística ao exterior em experiência
internacional.
“Percebo uma alta frequência de mentira no item ‘idiomas’, quando o candidato
afirma ter inglês fluente e possui básico ou intermediário”, afirma o psicólogo Fábio
Dias, analista da empresa Agnis Recursos Humanos.
O especialista também aponta Escolaridade e Conhecimentos de Informática como
dois dos requisitos mais recorrentes em distorções. “Muitos colocam ‘Superior
Incompleto’ e, às vezes, o candidato fez apenas a inscrição e nem chegou a cursar a
graduação, ou indicam ter domínio num software e na verdade tem apenas noção”.
Agora sejamos francos, quem nunca mentiu na vida? Porém, é muito arriscado utilizar
deste artifício em um momento tão decisivo quanto a busca por um emprego. O
resultado final de um CV maquiado que reúna grandes competências, notáveis
qualificações e excelentes experiências anteriores, pode render muitas entrevistas,
mas cuidado! Mentira tem perna curta.
Os recrutadores dos processos seletivos estão altamente preparados para identificar
essas fraudes. E aquela “mentirinha” pode acabar comprometendo suas chances na
disputa por uma vaga.
Segundo Fábio Dias, é principalmente através das entrevistas que esses candidatos
acabam sendo “pegos”. Isto acontece porque nesta fase da seleção os candidatos são
questionados sobre algumas qualificações e experiências encontradas no CV e acaba
ficando difícil sustentar uma história mentirosa. “Outros recursos também apontam
estas inverdades como referências profissionais, dinâmicas de grupo e testes”, alerta o
especialista.
“Ser verdadeiro em relação às competências e histórico profissional salienta a
honestidade e credibilidade do candidato e reforça positivamente sua imagem”,
aconselha Fábio Dias. Por isso, o melhor caminho a seguir é o da sinceridade.
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CAPÍTULO 7: ENTREVISTA DE EMPREGO
O marketing pessoal é uma ferramenta estratégica a ser usada para entrar no mercado
de trabalho, pois é uma forma de se diferenciar dos outros. Assim, em entrevistas de
emprego, o marketing pessoal assume uma importância vital, porque o candidato ao
emprego tem que saber como se expressar.
7.1. AS 12 PERGUNTAS MAIS FREQUENTES EM UMA ENTREVISTA DE EMPREGO
Tem uma entrevista de emprego e não sabe o que vão perguntar? Nós daremos uma
ajuda para saber o que responder. Leia com atenção, treine e boa sorte!
1. Fale sobre si.
Esta pergunta é quase obrigatória em uma entrevista de emprego e deverá ser muito
bem praticada para uma resposta sucinta, direta e, acima de tudo, que valorize o seu
perfil profissional.
2. Quais são seus objetivos em curto prazo? E a longo prazo?
Seja específico e tente aproximar, de alguma forma, os seus objetivos aos da própria
empresa. Respostas como "ganhar bem" ou "aposentar-se" são totalmente proibidas.
3. O que o levou a enviar o seu currículo a esta empresa?
Aproveite esta deixa para demonstrar que fez o seu "trabalho de casa" e fale sobre a
atividade da empresa e a forma como o posicionamento desta a torna uma empresa
de elevado interesse para qualquer profissional.
Naturalmente, para responder a esta pergunta, é preciso fazer previamente uma
pesquisa sobre a empresa. Vá ao site institucional, faça pesquisas usando mecanismos
de busca, leia revistas da especialidade e converse com pessoas que trabalham ou já
trabalharam lá.
4. Qual foi a decisão mais difícil que tomou até hoje?
O que é pretendido com esta questão, é que os candidatos sejam capazes de
identificar uma situação em que tenham sido confrontados com um problema ou
dúvida, e que tenham sido capazes de analisar alternativas e consequências e decidir
da melhor forma.
5. O que procura num emprego?
As hipóteses de resposta são várias: desenvolvimento profissional e pessoal, desafios,
envolvimento, participação num projeto ou organização de sucesso, contribuição para
o sucesso da sua empresa, etc.
6. Você é capaz de trabalhar sob pressão e com prazos definidos?
Um "não" a esta pergunta pode destruir por completo as suas hipóteses de ser o
candidato escolhido, demonstre-se capaz de trabalhar por prazos e dê exemplos de
situações vividas em trabalhos anteriores.
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7. Dê-nos um motivo para o escolhermos em vez dos outros candidatos.
Esta é sempre das perguntas mais complicadas, mas o que se espera é que o candidato
saiba "vender" o seu produto. Isto é, deverá focar-se nas suas capacidades e valorizar o
seu perfil como o mais adequado para aquela função e a forma como poderá trazer
benefícios e lucros para a empresa.
8. O que você faz no seu tempo livre?
Seja sincero, mas sobretudo lembre-se que os seus hobbies e ocupações demonstram
não só a capacidade de gerir o seu tempo, preocupações com o seu desenvolvimento
pessoal e facilidade no relacionamento interpessoal.
9. Quais são as suas maiores qualidades?
Aponte aquelas características universalmente relacionadas com um bom profissional:
proatividade, empenho, responsabilidade, entusiasmo, criatividade, persistência,
dedicação, iniciativa, e competência.
10. E pontos negativos/defeitos?
Naturalmente que a resposta não poderá ser muito negativa, pois serão poucas as
hipóteses para um profissional que diga ser desorganizado, desmotivado ou pouco
cumpridor dos seus horários.
Assim, o truque é responder partindo daquilo que normalmente é considerado uma
qualidade, mas agravando-o de forma a parecer um "defeito". Ou seja, exigente
demais, perfeccionista, muito auto-crítico, persistente demais, etc.
11. Que avaliação faz da sua última (ou atual) experiência profissional?
Não se queixe e, em caso algum, critique a empresa e respectivos colaboradores. Diga
sempre alguma coisa positiva, ou o ambiente de trabalho ou o produto/serviço da
empresa. Se começar a apontar defeitos ao seu emprego anterior correrá o risco de o
entrevistador achar que o mesmo pode acontecer no futuro relativamente aquela
empresa.
12. Até hoje, quaisforam as experiências profissionais que lhe deram maior
satisfação?
Seja qual for a sua escolha, justifique bem os motivos. Tente mencionar as mais
recentes e que sejam mais adequadas aos seus objetivos profissionais.
7.2. DEZ DICAS PARA SE DAR BEM NA ENTREVISTA
Confira um roteiro para ter sucesso na entrevista de emprego e não deixar escapar
nenhum detalhe importante durante a conversa com o recrutador.
Por mais excelente e atraente que seja não há currículo que, sozinho, conquiste uma
oportunidade profissional. “A entrevista de emprego nunca deixará de existir.
Ninguém fecha uma contratação sem a entrevista presencial porque, no fim das contas
papel e rede social aceitam tudo”, diz Sergio Sabino, diretor de marketing do Page
Group para a América Latina.
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Ele conta já ter visto casos de profissionais com bons currículos tropeçarem na hora de
encarar o headhunter. “Já vi pessoas com currículos maravilhosos que, no momento da
entrevista, se apequenam”, conta.
Para não correr este risco, Sabino selecionou uma série de dicas, a que chama de 10
mandamentos para serem seguidos durante todo o processo que envolve uma
entrevista de emprego. Confira:
ANTES DA ENTREVISTA
1 Pesquise
O ponto de partida é o site da empresa. Lá você vai encontrar missão, valores e
relatórios oficiais. Procure notícias sobre desempenho passado e tente descobrir
planos futuros e avaliações de analistas. Se possível, verifique se algum conhecido
trabalha na empresa e converse com ele. “Geralmente esta pesquisa já é feita pelos
candidatos a posições executivas que chegam mais preparados e sabendo o que a
empresa faz”, diz Sabino.
2 Conheça bem o seu currículo
“Muita gente fica tão focada em pesquisar a empresa que se esquece de estudar sobre
si mesma”, lembra Sabino. Portanto, esteja preparado para responder perguntas sobre
as passagens profissionais destacadas no currículo. “Muitas vezes o currículo está
pronto há um tempo e o candidato tem um discurso ensaiado”, diz Sabino. Pense em
que a sua experiência pode agregar valor à empresa. A partir da descrição da vaga
estabeleça uma relação entre a sua bagagem e o que a empresa está procurando.
3 Prepare um kit
Certificados, referências, portfólio, tudo deve estar contigo no momento da entrevista.
Assim, caso seja solicitado você não é pego de surpresa. Muito importante também é
fazer uma lista de perguntas para fazer ao entrevistador. Não se acanhe. “Inibição é o
pior dos mundos”, diz Sabino.
Responsabilidades, motivo da abertura da vaga, o método de avaliação do seu
desempenho, a natureza da sua função em relação à estrutura do departamento, se há
incentivos para treinamentos adicionais. Tudo isso deve ser esclarecido durante a
conversa com o recrutador, assim como quais serão os seus clientes e quais os planos
da empresa e os próximos passos.
4 Esteja para pronto para responder questões que sempre aparecem
Fale-me a seu respeito. Quais foram as suas conquistas até agora? Você está satisfeito
com sua carreira até agora? Fale-me sobre uma situação difícil que tenha enfrentado.
Quem já foi em pelo menos algumas entrevistas sabe que estas são bem frequentes
durante a conversa. Pontos fortes e fracos, o que você não gosta na sua função atual,
qual a decisão mais difícil de tomar e o motivo por que você deseja sair da empresa
também são aspectos que muitos recrutadores investigam.
“Muitos candidatos escorregam quando precisam apontar defeitos e problemas”, diz
Sabino. Não tente se defender, nem acobertar a realidade. “O recrutador quer saber
como ele analisa e julga problemas, o que entende por uma decisão difícil, mas muita
gente opta por uma resposta evasiva com receio de se comprometer”, diz ele.
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DURANTE A ENTREVISTA
5 Atente à postura
O fala e o recrutador entende. Tome cuidado com a linguagem corporal. Cumprimente
o recrutador, sorria, mantenha a boa postura. Não se esqueça de manter contato
visual.
6 Respeite a estrutura
Assim que chegar, terá um bate-papo introdutório. Em seguida vêm as questões
específicas, de sua aplicação até a sua experiência. Informações gerais sobre a
empresa e a função podem vir em seguida. No final, há um espaço para a realização de
perguntas.
7 Ouça as perguntas
Seja objetivo em relação às suas respostas, mas não monossilábico. “Tem gente que
quer responder mais do que é perguntado, usando a pergunta como ‘gancho’ para
falar de coisas boas, mas ao fazer isso acaba desviando a atenção do entrevistador”,
diz Sabino.
8 Coloque as suas questões
Faça as perguntas que você elaborou antes da entrevista. Demonstre que você fez uma
reflexão sobre a posição e que pesquisou a empresa. “Isso é bom porque o recrutador
percebe que o candidato está com o foco na mudança e que já está com a cabeça lá
dentro da empresa”, diz Sabino.
9 Mostre entusiasmo
Mesmo que haja reservas, mostre-se entusiasmado. Nas próximas etapas você poderá
discutir os pontos que lhe desagradam. “Mas o melhor jeito de mostrar o entusiasmo é
com informações e fazendo as perguntas certas”, diz Sabino.
DEPOIS DA ENTREVISTA
10 Agradeça e coloque-se à disposição
“Não existe certo e errado, depois da entrevista porque muito vai depender da
abertura que foi dada pelo headhunter”, diz Sabino. Mas uma coisa é certa. É educado
e promissor agradecer a oportunidade e colocar-se à disposição.
Caso tenha sentido uma proximidade com o entrevistador, também é possível buscar
um feedback a respeito do seu desempenho durante a conversa. “Fazer o papel de
relacionamento é importante, no mínimo o profissional ganhou um contato novo”, diz
Sabino.
7.3. OUTROS CUIDADOS NA HORA DA ENTREVISTA DE EMPREGO
O que fazer:
Chegue cedo e aproveite o tempo de espera para repassar mentalmente sua
estratégia.
A aparência deve ser impecável e formal (veja abaixo “O Que Vestir?”).
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Dê um aperto de mão firme, nem muito forte nem muito fraco.
Sorria. Seja agradável, mas não informal.
Mire no entrevistador. Não desvie o olhar.
Responda às perguntas com entusiasmo.
Mantenha a postura ereta na cadeira.
Durma bem na noite anterior.
Escute o entrevistador para detectar o que ele quer.
O que não fazer:
Não leve outra pessoa com você.
Não fume. Há empresas que até discriminam fumantes.
Não peça desculpas na hora de falar de seus pontos fracos.
Nunca use óculos escuros.
Jamais implore ao entrevistador que lhe dê trabalho.
Evite a curiosidade de olhar o que esta à mesa do entrevistador.
Não conte piadas.
Cuide bem do seu hálito.
Evite discussões sobre religião, política ou futebol.
O QUE VESTIR?
Antes de escolher a sua roupa, é importante que você dê uma estudada na empresa e
tente perceber qual é o perfil de colaboradores que ela possui. Se é uma empresa mais
conservadora ou se possui uma cultura mais despojada e informal.
Além disso, dependendo da área em que você irá atuar, o estilo de roupa pode variar.
Por exemplo, se você for fazer uma entrevista para a área de Comunicação em uma
agência de publicidade, com certeza a sua roupa será mais despojada e descontraída
do que a roupa de alguém que fará uma entrevista para a área Administrativa de uma
Consultoria Financeira.
Percebeu a diferença? A dica é pensar em uma roupa que você usaria no seu dia a dia
naquela empresa a na função a qual pretende exercer lá dentro.
No entanto, algumas regras são básicas para qualquer tipo de empresa na hora de uma
entrevista presencial:
Use roupas em bom estado, que não estejam furadas ou até mesmo cheias de
bolinhas. Vale até investir um pouquinho em uma nova roupa caso não tenha nada
adequado em seu guarda-roupa.
E lembre-se: roupas sempre bem passadas e limpinhas!
Roupas muito apertadas ou muito largas também nãosão indicadas para entrevistas
de emprego.
Homens devem usar roupas mais sóbrias, em tons azul-marinho ou cinza.
Mulheres, usem tecidos sem estampas, decotes sem exageros, pouca maquiagem, um
mínimo de joias e sapatos não muito altos.
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Uma empresa mais conservadora pede vestido e saia com comprimento de, no
máximo, quatro dedos acima do joelho. Ou então apenas calça, mas nessa situação
vale optar pelos modelos sociais. Nada de calças justíssimas também!
Vale lembrar que tanto em empresas formais quanto informais não dá para ir de roupa
muito decotada ou curta. A dica nesse caso é compensar: se você está de saia, a blusa
tem que ser mais fechada; se já estiver com uma blusinha mais aberta, escolha uma
calça para compor o look.
A camisa social, tanto para mulheres quanto para homens, é uma peça infalível em
entrevistas de emprego. A mesma coisa acontece com os famosos 'terninhos', que são
ideais para as mulheres que pretendem fazer entrevistas para empregos mais formais.
7.4. DINÂMICA DE GRUPO E TREINAMENTO
DINÂMICAS DE GRUPO
As dinâmicas são instrumentos, ferramentas que estão dentro de um processo de
formação e organização, que possibilitam a criação e recriação do conhecimento.
Por meio de uma “dinâmica de grupo” um selecionador/recrutador poderá observar o
comportamento social e a integração dos candidatos.
Para que servem?
- Para responder a interrogações como: o que pensam as pessoas, o que sentem, o que
vivem e sofrem.
- Para desenvolver um caminho de teorização sobre esta prática como processo
sistemático, ordenado e progressivo.
- Para retornar à prática, transformá-la, redimensioná-la.
- Para incluir novos elementos que permitem explicar e entender os processos vividos.
As técnicas participativas geram um processo de aprendizagem libertador porque
permitem:
1. Desenvolver um processo coletivo de discussão e reflexão.
2. Ampliar o conhecimento individual, coletivo, enriquecendo seu potencial e
conhecimento.
3. Possibilitar a criação, formação, transformação e conhecimento dos participantes.
Exemplo de dinâmica: TÉCNICA QUEBRA GELO
Ajuda a tirar as tensões do grupo, desinibindo as pessoas para o encontro. Pode ser
uma brincadeira onde as pessoas se movimentam e se descontraem. Resgata e
trabalha as experiências de criança. São recursos que quebram a seriedade do grupo e
aproximam as pessoas.
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TREINAMENTO (PERÍODO DE INTEGRAÇÃO)
Um novo empregado necessita de tempo para se adaptar a nova filosofia empresarial,
a cultura empresarial e às políticas de recursos humanos.
Também existe a necessidade de adaptação ao novo chefe imediato, aos novos colegas
de trabalho, bem como assimilação do ambiente e clima organizacional.
O processo de integração consiste em aplicação de informações e treinamento
intensivo ao novo colaborador, visando ajustá-lo ao ambiente e às tarefas que lhe
serão exigidas no cargo.
Etapas do Processo de Integração
1. Apresentação das Políticas de Recursos Humanos (Visão, Missão e Valores).
2. Apresentação das Normas de Segurança da empresa.
3. Apresentação dos produtos ou serviços da organização, bem como sua história e
atuação no mercado.
4. Visitação aos principais setores da organização.
5. Encaminhamento do novo colaborador ao setor.
Sugere-se que cada novo colaborador receba os regulamentos internos da
organização, constando o que se espera dele (tolerâncias à faltas, atrasos, etc.) e quais
são os benefícios que terá, e como utilizá-los (convênios, associações, assistência
médica e odontológica, concursos).
O empregado assina um recibo que comprove que recebeu e leu tais normas. Assim,
não poderá alegar, no futuro, desconhecer as políticas de recursos humanos.
Mas não basta entregar o documento ao novo empregado. É importante apresentar os
principais pontos, destacando-os. Este trabalho pode ser feito por um dos
colaboradores do próprio setor de RH.
Nos cargos executivos, sugere-se que a apresentação seja personalizada, feita
diretamente pelo Gestor.
Informa-se outros aspectos primordiais, como sistema de vale-transporte e vale-
alimentação ou localização do refeitório, etc.
Deve-se oferecer a oportunidade de perguntas, esclarecendo-as de imediato.
Se a empresa não estiver organizada internamente, então é preciso buscar
informações de maneira independente. Pesquisar o histórico do lugar, seus
procedimentos, políticas internas, etc.
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CAPÍTULO 8: DESENVOLVENDO HABILIDADES EMPREENDEDORAS
8.1. O INTRAEMPREENDEDOR
Conceito cada vez mais difundido nas organizações, o intraempreendedorismo é a
versão em português do termo francês “intrapreneur”, que significa empreendedor
interno.
O intraempreendedor é aquele profissional que a partir de uma ideia, e recebendo a
liberdade, incentivo e recursos da empresa onde trabalha, dedica-se
entusiasticamente em transformá-la em um produto de sucesso. Não é necessário
deixar a empresa onde trabalha, como faria o empreendedor, para vivenciar as
emoções, riscos e gratificações de uma ideia transformada em realidade.
Como saber se você é ou não um intraempreendedor?
Seguem abaixo características que diferenciam os funcionários empreendedores:
Tem visão sistêmica: não tem olhos apenas para o seu departamento, mas
consegue visualizar a companhia como um todo.
Atribui significado pessoal a tudo o que faz: tanto pelo trabalho como pela
empresa onde atua. Isso inclui acreditar no negócio e ter a sensação de que a
experiência está valendo a pena.
Tem capacidade de implementar as ideias: implanta projetos com começo, meio e
fim. Não basta ser um poço de ideias, é preciso implementá-las.
É persistente: faz de tudo para que os projetos e negócios deem certo. Tem
capacidade de encontrar saídas para obstáculos que apareçam.
É próativo e se antecipa ao futuro: faz as coisas antes mesmo de ser solicitado ou
forçado pelas circunstâncias. Consegue antecipar a necessidade e vai além do pré-
estabelecido.
8.2. CARACTERÍSTICAS DE UM EMPREENDEDOR
No geral, vimos que existem três categorias principais de características que um
empreendedor (ou uma equipe de empreendedores) deve ter:
1. Ser “imparável”
2. Conhecimento técnico
3. Conhecimento gerencial
Os três tipos são essenciais, por isso vale o esforço de análise na hora de montar sua
equipe de sócios, de contratar pessoas para sua gestão ou para se preparar para virar
um empreendedor.
Porém, não existe um kit “Vire um empreendedor em 10 passos e, se comprar agora,
leve uma secretária”. É preciso entender como desenvolver cada um desses tipos de
características:
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1- Ser “imparável”
Ser “imparável” é saber que não importa o que aconteça você alcançará o sucesso,
mesmo que isso envolva uma mudança de planos. Essa é a primeira característica
essencial a qualquer empreendedor.
Porém, é uma questão muito mais inata do que “desenvolvível”. Ou seja, se você é do
tipo acomodado com a situação atual e simplesmente não se interessa em fazer
sempre mais e melhor, recomendo que você encontre alguém “imparável” para
empreender com você.
2- Conhecimento técnico
Uma construtora precisa de engenheiros, um hospital de médicos e por aí vai. Alguém
precisa ser o cara técnico, pois algo precisa ser produzido e entregue.
Esse é o tipo de conhecimento que precisa de um curso técnico ou uma faculdade para
que se adquira o expertise. Além de necessitar de certo tempo entre estudos e prática,
a supervisão e auxílio de professores são essenciais na maioria das áreas do
conhecimento.
3- Conhecimento gerencial
Segundo o Sebrae, a falta de conhecimento em gestão é um dos maiores motivos pelos
quais muitas empresas vão à falência.
É muito normal pessoas com os outros dois gruposde características acharem que
gestão é simplesmente algo fácil de fazer e que não é preciso se preparar e estudar.
Mas imagine uma empresa sem uma pessoa com essas características essenciais para
gestão:
a) Liderança: Não apenas influenciar e ser referência, mas principalmente conseguir
motivar pessoas a produzirem o melhor possível no melhor ambiente possível.
Conhecimentos em recursos humanos, se bem aplicados, podem fazer grande
diferença na produtividade de uma equipe.
b) Finanças e Contabilidade: “Manda tudo pro contador?” – isso é o que mais se ouve;
mas você navegaria em alto mar sem um GPS ou alguém que realmente conhece o que
acontece por lá? Ou seja, ter alguém que consiga não só acompanhar de perto um
contador, mas principalmente organizar as finanças da empresa e traçar cenários é
simplesmente vital.
c) Vendas e Marketing: Noções de negociação, posicionamento do produto no
mercado e habilidades de vendas são um dos principais pilares em qualquer empresa.
Todo mundo precisa vender, e ponto. Subestimar a dificuldade de uma venda é um
dos erros clássicos de pequenos e médios empresários.
8.3. SAIBA COMO DESENVOLVER HABILIDADES EMPREENDEDORAS
Especialistas dão dicas para o profissional enfrentar os medos, desafios e desenvolver
seu negócio.
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Ser um bom empreendedor não é um dom que cai do céu. Se você tem o desejo de se
aventurar em um negócio, mas acha que não leva jeito, fique atento às dicas dos
especialistas: as características de um bom empresário podem ser adquiridas.
“O sujeito que não está fadado a ser um empreendedor pode se capacitar para isso”,
destaca Edison Kalaf, professor de empreendedorismo e novos negócios da Business
School. Algumas características pessoais também ajudam.
A autoconfiança é uma dessas virtudes consideradas provocadoras de atitudes
empreendedoras. “São pessoas que focam em virtudes e não em defeitos. Com esse
atributo, conseguem seguir mesmo com incertezas e dificuldades, que fazem parte de
todo negócio”, diz Kalaf.
A primeira atitude fundamental para quem desejar entrar no mundo dos negócios é
conviver bem com riscos. O professor Kalaf afirma que algumas pessoas não convivem
bem com incertezas e diferenças de opinião. “Para o empreendedor, isso compõe a
diferença de visões para alcançar um resultado superior", diz.
O professor diz também que pessoas autoconfiantes lidam melhor com riscos do que
quem não confia na própria capacidade, mas ressalta que estes últimos podem mudar
isso.
Outra dica muito importante é estar sempre atentos às oportunidades encontradas
nos problemas. O consultor Marcelo Cherto diz que, para empreender, é importante
olhar além e ver o que se pode aproveitar das situações. “Empreendedor que é
empreendedor pensa o seguinte: se eu tenho problema, outras pessoas também o
têm. Será que não tem um negócio aqui?”. É preciso estar atento para farejar
oportunidades, destaca Cherto.
Os dois consultores concordam num ponto em especial: é preciso ter objetivos claros.
O profissional deve saber o que quer e onde deseja chegar. "Há muitos
empreendedores desfocados, mas quando escolhem um caminho vão até o fim. Não
se pode deixar confundir”, destaca Cherto.
Um aspecto muito importante para quem deseja empreender é gostar de trabalhar.
Enquanto a maioria das pessoas comemora a chegada do final de semana, o
empreendedor sente prazer em trabalhar. “Ele criou condições para fazer o que gosta,
o que faz muita diferença na hora de obter resultados", diz Kalaf.
Uma característica indispensável é saber ser convincente e reunir elementos para
vender projetos adequadamente. “Seja uma ideia diferente de tocar um projeto ou de
mudar a forma das pessoas trabalharem, eles sempre encontram elementos para
persuadir", conta Cherto. “Tem que fazer o que gosta e mostrar para os outros a
vontade de que aquilo dê certo”, completa.
A última e valiosa dica é não desistir. Em um bom empreendedor, a força de vontade
deve continuar mesmo com dificuldades. “Muitas vezes é preciso levantar. Nem tudo
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dá certo o tempo todo. Diria até que há fases em que se erra mais do que se acerta”,
explica Cherto. Os erros devem ser encarados como aprendizado. “Os deslizes são
coisas a serem superadas e representam uma oportunidade de aprender do jeito
certo”. diz.
8.4. CINCO TRAÇOS COMUNS A EMPREENDEDORES DE SUCESSO
A adrenalina pode alavancar sua ideia, mas é preciso muito mais do que isso para
permanecer no negócio.
Após 13 anos escrevendo sobre empresas de tecnologia, o autor John
Brandon claramente tem experiência sobre como começar uma companhia e fazê-la
durar. Abaixo, ele compartilha cinco traços que sempre percebeu entre os empresários
de sucesso, responsáveis por negócios duradouros.
Confira:
1. Eles são incrivelmente persistentes
Empreendedores de sucesso não pressionam o banco até que ele conceda o
empréstimo que eles querem e depois relaxam. Esse tipo de empreendedor é
persistente por natureza e nunca pára ou percebe que há uma maneira diferente de
agir.
2. Eles não aceitam "não" como resposta
Empresários bem sucedidos sabem lidar bem com a rejeição - eles apenas não a
aceitam. É mais do que apenas não desistir, é um mecanismo que os impede de
desistir quando tudo aponta para esse caminho.
3. Eles sabem como virar as situações a seu favor
Você pode ter motivação e saber lidar com a rejeição, mas se você não sabe como tirar
proveito das oportunidades, sua empresa não vai sobreviver.
4. Eles concluem as coisas
Boas companhias são construídas por pessoas que levam uma ideia adiante, até sua
conclusão. Se você for preguiçoso e irresponsável, sua ideia irá falhar.
5. Eles prestam atenção aos detalhes
Este é um traço de sobrevivência: é preciso prestar atenção aos detalhes no trabalho.
Quando você se importa com uma coisa, você gasta um tempo a mais para prestar
atenção aos detalhes.
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REFERÊNCIAS:
ARAUJO, Maria Aparecida A. A Etiqueta Empresarial. Qualitymark.
GRION, Laurinda. Etiqueta & Marketing Pessoal. Madras.
HASHIMOTO, Marcos. Espírito Empreendedor nas Organizações: Aumentando a
Competitividade através do Intra-empreendedorismo. Saraiva.
PADILHA, Ênio. Artigo. Marketing Pessoal & Imagem Pública.
PERSONA, Mario. Marketing de Gente - O Marketing Pessoal com Suporte para o
Principal Ativo das Empresas. Futura.
RIBEIRO, Célia. Boas Maneiras & Sucesso nos Negócios. L&PM.
RIBEIRO, Lair. Auto-estima. Leitura.
RIBEIRO, Lair. O Sucesso Não Ocorre por Acaso. Leitura.
TRAVASSOS, Ari. Estratégias para o Dia-a-dia – Marketing Pessoal e Profissional. All
Print.
SITES:
Administradores.com.br.
Blog Comunicação Interpessoal.
Blog Semana do Empreendedor.
Catho.com.br.
Curricular.com.br.
Dicasprofissionais.com.br.
ExameAbril.com.br.
GuiaTrabalhista.com.br.
Ideal Dicas.com.
IG São Paulo.
Passadori.com.br.
Portal CMC.
Portal Educação.
Portal Exame.
RHPortal.com.br.
Saiadolugar.com.br.
Sebrae.com.br.
Universia Brasil.
UOL.
Vocevencedor.com.br.
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