Prévia do material em texto
Modelos de Ações de Alimentos PEDIDO DE ALIMENTOS EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA .... VARA DE FAMÍLIA DA COMARCA DE ......................... ............. (qualificação), menor impúbere, nascida aos .... de .... de ...., neste ato representada por sua mãe .... (qualifica- ção), portadora da Carteira de Identidade/RG nº ...., residente e domiciliada na Rua .... nº ...., por intermédio de sua procuradora, com instrumento de mandato em anexo (doc. ....), Advogado da defensoria Pública do ...., lotada na Rua .... nº ...., onde recebe intimações e notificações, vem mui respeitosamente à presença de Vossa Excelência, com suporte na Lei nº 5478/68 e demais dispositivos legais aplicáveis, interpor o presente pedido de ALIMENTOS contra ................................... (qualificação), residente e domiciliado na Rua .... nº ...., e, com endereço comercial na Rua .... nº .....,...., (empresa ....), pelas razões de fato e direito, que a seguir passará a expor, para ao final, requerer: 1. A mãe da autora viveu maritalmente com o Réu pelo período aproximado de .... (....) anos, resultando desta união, o nascimento da filha ...., aos .... de .... de ...., ora autora, confor- me docs. .../..., em anexo. 2. O dever de sustento está perfeitamente caracterizado, pois o Réu é pai da autora (doc. ....). 3. O réu rompeu a convivência com a mãe da Autora antes mesmo do nascimento da filha. Porém o Réu, embora tenha re- gistrado a filha, contribuiu até então com apenas R$ .... (....) para o sustento da mesma, recusando-se terminantemente a colaborar espontaneamente quando procurado pela genitora da menor. 4. Desnecessário dizer que, ante a diferença e o descaso do Réu quanto à sorte da própria filha, vem a Autora, passando por inúmeras privações, pois os rendimentos de sua mãe não são suficientes para atender a todos os reclamos oriundos da sua manutenção e sustento, necessitando da colaboração pa- terna. Assim, somente a fixação judicial dos alimentos, com des- conto em folha de pagamento do Réu, poderá atender ao menos as necessidades elementares da autora, porquanto, cabe tam- bém ao Pai, ora Réu, esta obrigação que decorre da Lei e da moral. 5. O Réu exerce a profissão de supervisor de produção, junto à Empresa ...., sito na Rua .... nº ...., Bairro ...., nesta Capi- tal, percebendo aproximadamente os vencimentos de R$ .... (....) mensais, estando, portanto, dentro de sua possibilidade finan- ceira colaborar no sustento da filha, ora autora. 6. Diante de todo exposto, requer a Vossa Excelência: a) Sejam fixados LIMINARMENTE os alimentos provisóri- os; b) Seja o Réu citado nos endereços antes indicados, para que, querendo, conteste o presente pedido, no prazo legal, sob pena de revelia; c) Seja intimado o digno representante do Ministério Públi- co; d) Seja deferido à Autora os benefícios da JUSTIÇA GRA- TUITA, nos termos da Lei 1.060/50 e de conformidade com a anexa declaração de pobreza (doc. ....); e) Seja finalmente julgado procedente o presente pedido, para condenar o Réu ao pagamento de pensão alimentícia men- sal destinada à filha menor, no equivalente a 1/3 (um terço) cal- culado sobre os seus vencimentos líquidos (bruto menos os des- contos obrigatórios), extensivo ao décimo terceiro salário, féri- as, verbas de rescisão de contrato de trabalho, quando houver, gratificações e adicionais que obtiver, a ser descontado em fo- lha de pagamento, mediante a expedição de ofício à empresa ...., sito na Rua .... nº ...., Bairro ...., nesta Capital, a ser remetido à conta corrente nº ...., Agência ...., junto ao Banco ...., nesta Capital, em nome da mãe da Autora, condenando-se o Réu ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios; f) Protesta pela produção de todas as provas em direito admitidas: documental, testemunhal, cujo rol, desde já oferece e que comparecerão independentemente de intimação, e, depoi- mento pessoal do Réu sob pena de confesso. Dá-se à causa o valor de R$ .... (....) apenas para efeitos de alçada. Termos em que, Pede Deferimento Local e data Advogado – OAB AÇÃO DE ALIMENTOS - PAI NÃO PRESTA ASSISTÊNCIA AOS FILHOS EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA .... ª VARA DE FAMÍLIA DA COMARCA DE ................ .................. e...................... ...., (qualificação), representa- dos neste ato por sua mãe ...., (qualificação), portadora da Cé- dula de Identidade/RG sob o nº ...., inscrita no CPF/MF sob o nº ...., residente e domiciliada na Cidade de...., na Rua .... nº ...., vêm mui respeitosamente a presença de Vossa Excelência por intermédio de seu procurador judicial, conforme procuração ane- xa, atendendo na Rua .... nº ...., onde recebe intimações e noti- ficações, com base na lei 5478/68 propor a presente: AÇÃO DE ALIMENTOS contra: .............................., (qualificação) portador da Cé- dula de Identidade/RG sob o nº ...., inscrita no CPF/MF sob o nº ...., situada na Rua .... nº ...., pelos motivos que se seguem: I - A mãe dos Requerentes conviveu em concubinato com o Requerido durante aproximadamente cinco anos, ou seja, do ano de .... a .... II - Que desta união nasceram os Requerentes .... e .... em data de .... e .... respectivamente, conforme verifica-se das Cer- tidões de Nascimento em anexo. III - A sociedade de fato foi rompida por culpa exclusiva do Requerido pelo motivo de que este veio a abandonar o lar por motivos que a mãe dos Requerentes desconhece, como consequência vem a dar brigas constantes quando se encontra- vam, comprovando-se assim a impossibilidade da vida em co- mum. IV - A mãe dos Requerentes não está em condições de suportar sozinha os encargos alimentares por ser doméstica e atualmente não ter emprego fixo. Inclusive foi obrigada a entre- gar um deles, qual seja o .... aos cuidados de sua mãe, mas mesmo esta não tem condições de sustentá-lo. V - O Requerido trabalha na ...., como ...., e também como autônomo, auferindo destes serviços, um salário de aproxima- damente R$ .... por mês, valor este suficiente para prestar ali- mentos a seus filhos, cumprindo, desta forma, com seu dever de pai. ISTO POSTO, requer-se a Vossa Excelência: a) o benefício da justiça gratuita por não ter, a Requerente, condições de arcar com as custas judiciais e honorários advocatícios, conforme prova documento em anexo; b) intimação do representante do Ministério Público para que atue no feito; c) fixar os alimentos provisionais na base de 1/3 dos rendi- mentos do Requerido em favor dos Requerentes representados por sua mãe com a expedição de ofício a firma empregadora, antes aludida, para que promova o desconto em folha de paga- mento do Requerido; d) citação do Requerido no endereço acima citado, para que querendo, responda aos termos da presente ação, sob pena de revelia; e) ouvidas as testemunhas, que serão adiante arroladas, que comparecerão independente de intimação. Protesta-se por todas as provas em direito admitidas; f) julgar procedente a presente ação, para condenar o Re- querido ao pagamento de uma prestação alimentícia na base de 1/3 dos seus vencimentos, em favor de seus filhos, corrigida semestralmente pelo INPC, bem como, as custas processuais e honorários advocatícios e demais cominações legais. Dá-se à causa o valor de R$ .... (....), para efeitos mera- mente fiscais. Nestes termos, Pede deferimento. Local e data Advogado – OAB AÇÃO DE EXECUÇÃO DE ALIMENTOS (Modelo 1) EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA ___ VARA DE FAMÍLIA DA COMARCA DE________. ________com fulcro nas disposições contidas no art. 733 e seguintes do Código de Processo Civil, propor a presente AÇÃO DE EXECUÇÃO DE ALIMENTOS Em face de XXXXX, brasileiro, casado, motorista, tendo Cédula de Identidade e Cadastro de pessoas físicas desconhe- cidos, residente domiciliado na rua___________s,n.º , (em frente ao bar:), cidade..........., pelas razões de fato e de direito que passa a expor: DA GRATUIDADE DE JUSTIÇA: Inicialmente, afirma, sob as penas da lei, nos termos do inciso LXXIV do art. 5º da C.F., na forma do art. 4º da Lei nº. 1.060/50, e do art. 30 da C.F., que é jurídica e economicamente hipossuficiente, razão pela qual titular do direito público subjeti- vo à assistência jurídica integral e gratuita, no contexto da qual se insere a gratuidade judiciária, que desde logo requer. DOS FATOS: 1 – O Executado está, por força de sentença proferida nos autos do processo nº.00000000, que tramitou na Vara Única da Comarca de ............, conforme cópia em anexo, obrigado a pen- sionar ao Exequente com a quantia mensal referente a 60% (ses- senta por cento) do salário minimo; 2 – Ocorre que o Executado não honra regularmente com sua obrigação alimentar, tendo deixado de pagar integralmente os meses de janeiro de 2007 a setembro de 2007; 3 – Atualmente o débito total é de R$ 1.560,00 (mil qui- nhentos e sessenta reais), conforme planilha que segue em ane- xo à presente, tendo como base o valor da pensão fixado hoje em R$ 380,00 (trezentos e oitenta reais), tendo em vista a corre- ção monetária automatica. 4 – Requer a V. Exª., por fim, que seja determinada oportu- namente a inclusão no quantum debeatur, se for o caso, dos valores das pensões mensais vencidas no curso do processo, na forma da previsão legal esculpida no art. 290 do C.P.C. DOS PEDIDOS: Diante de todo o exposto, requer a V. Exª.: O deferimento da Gratuidade de Justiça; A citação do Executado para efetuar o pagamento das pres- tações vencidas, relativas aos últimos três meses ou justificar a impossibilidade de fazê-lo, no prazo de 3 (três) dias, sob pena de prisão, na forma do §1º do art. 733 do C.P.C. e, quanto às demais prestações seja citado na forma prevista no art. 732 do C.P.C, sendo ao final, julgado procedente o pedido. A inclusão no quantum debeatur, se for o caso, dos valores das pensões mensais vencidas no curso do processo, na forma da previsão legal esculpida no art. 290 do C.P.C. Requer também, que o valor mensal seja depositado em conta corrente, a saber: c/c n.º — 00000/0 agencia —0000 banco ............ (constando o nº da guia, o nº do processo, vara e comarca); Requer, ainda, a condenação do Executado ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios, respectiva- mente a serem DAS PROVAS: Protesta por todos os meios de prova em direito admitidos, em especial documental, testemunhal e depoimento pessoal do Executado, sob pena de confissão. DO VALOR DA CAUSA: Atribui à causa o valor de R$ 1.560,00 (mil quinhentos e sessenta reais). Termos em que, Pede deferimento. Local e data Advogado - OAB Obs. Inserir PLANILHA DE DÉBITO referente aos alimen- tos. AÇÃO DE EXECUÇÃO DE ALIMENTOS (Modelo 2) EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ____ª VARA DE FAMÍLIA DA COMARCA DE _______. Distribuição por dependência aos autos nº ________. ____________ e ________________, menores impúberes, neste ato representados por sua genitora _________________, (Nacionalidade), (Profissão), (Estado Civil), portadora da Car- teira de Identidade RG nº ________, inscrita no CPF sob o nº ____________, todos residentes e domiciliados na Rua _______________, nº ___, Bairro ________, Cidade _________, CEP. ________, no Estado de ______________, por seu procu- rador infra-assinado, mandato anexo (doc. 01), vêm, respeito- samente, perante Vossa Excelência, com fundamento no artigo 733 e seguintes do CPC, propor a presente AÇÃO DE EXECUÇÃO DE ALIMENTOS em face de _____________________, (Nacionalidade), (Profissão), (Estado Civil), portador da Carteira de Identidade RG nº ________, inscrito no CPF sob o nº _________, residen- te e domiciliado na Rua ___________, nº ____, Bairro ______, Cidade ________, CEP. _________, no Estado de ____________, nos seguintes termos: I – DA ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA GRATUITA. 1. Inicialmente, afirmam que não possuem condições de arcar com custas processuais e honorários advocatícios sem prejuízo do sustento próprio bem como o de sua família (doc. 02), razão pela qual fazem jus ao benefício da gratuidade da justiça, nos termos do artigo 4º da Lei 1060/50, com redação introduzida pela Lei 7510/86. II – DOS FATOS 2. O Réu, nos autos do processo acima mencionado, que tramitou perante este r. Juízo e Ofício, comprometeu-se a pagar aos Autores, que são seus filhos, (certidões de nascimento em anexo, docs. 03 e 04) a título de pensão alimentícia, o valor equivalente a ___% dos seus rendimentos líquidos, pagos dire- tamente, em espécie, à mãe dos menores. 3. No entanto, desde ______, o requerido não tem efetua- do o pagamento do valor combinado em juízo, tornando-se, as- sim, inadimplente com a sua obrigação alimentar, não restando aos exeqüentes outra alternativa que não a propositura da pre- sente ação. 4. O crédito dos exeqüentes, apurado conforme cálculo anexo, já atinge o montante de R$ ____ (valor expresso), inclu- indo principal e juros moratórios de 1% ao mês e honorários advocatícios à base de 10% do “quantum debeatur”. III – DO PEDIDO Pelo exposto, Requer: a) A concessão do benefício da gratuidade de justiça; b) A citação do executado para, em três dias, efetuar o pa- gamento do débito de R$ ________ (_______________), pro- var que já o fez ou apresentar justificação pelo inadimplemento, sob pena de prisão, que desde já requer, nos termos do artigo 733 do Código de Processo Civil; c) A expedição de guia para abertura de conta bancária em nome da representante legal dos exeqüentes, para que doravante as prestações alimentícias sejam nela depositadas; d) A condenação do executado ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios à base de 10% do “quantum debeatur”. Pretende provar o alegado por meio de prova documental, testemunhal e demais meios de prova em Direito admitidas, con- soante o disposto no art. 332 do Código de Processo Civil. Dá a esta causa o valor de R$ ____________ (valor ex- presso). Nesses termos, pede e espera deferimento. Local e data Advogado – OAB AÇÃO DE EXECUÇÃO DE ALIMENTOS COM PEDIDO DE PRISÃO CIVIL EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIRETO DA___________VARA DE FAMÍLIA DA COMARCA DE________ ________ e _________, a primeira adolescente, a segun- da com 6 anos de idade, representadas por sua mãe, ______, brasileira, solteira, desempregada, inscrita sob RG______ e CPF______, residente e domiciliada na rua_____, nº_____, Bairro________, Município de_______vem perante Vossa Ex- celência, por seu procurador signatário (doc. 1), propor AÇÃO DE EXECUÇÃO DE ALIMENTOS COM PEDIDO DE PRISÃO CIVIL Contra ______, brasileiro, solteiro, autônomo, residente e domiciliado na rua______, N.o_____, Bairro_______, Municí- pio de_______, CEP______, telefones_______, pelos fatos e fundamentos de direito que articuladamente passam a expor: I – DOS FATOS 1. O Executado é pai dos Executantes, consoante compro- vam a certidão de nascimento (doc. 3) e cópia da carteira de identidade (doc. 4), anexas. Destaca-se que a carteira de iden- tidade substitui a certidão de nascimento do autor _____, eis que a mesma encontra-se no Município de______, antiga resi- dência da representante legal dos requerentes, o que inviabiliza sua pronta apresentação. 2. Por ocasião da Ação de Dissolução de Sociedade de Fato, que tramitou sob n 000000000 na Vara de Família de________, restou acordado que a guarda dos filhos __________, ficariam com a mãe, enquanto que a guarda do filho__________ ficaria com a avó paterna.(doc. 5). 3. Em audiência de conciliação, ficou entabulado que o Requerido pagaria, a título de Alimentos, a importância de 60% sobre o salário mínimo vigente, a ser depositada na conta cor-rente da representante dos Executantes, de número__________, Agência_______, do Banco__________, até o dia 10 de cada mês. 4. Todavia, comprovam os extratos bancários carreados aos autos (docs. 6 e 7), que o Executado não vem adimplindo adequadamente com a obrigação alimentícia, eis que deixou de efetuar o pagamento das pensões referentes aos últimos três meses do corrente ano, ou seja, os meses de MAIO, JUNHO e JULHO, o que perfaz o valor de R$ 468,00 (quatrocentos e ses- senta e oito reais). 5. A obrigação de sustentar os filhos é de ambos os pais, e não apenas da mãe, pelo que imperativa a contribuição do Exe- cutado. 6. A representante legal dos peticionários é pessoa pobre na acepção legal, não tendo condições de prover as despesas do processo sem privar-se de seu sustento e dos aqui Execu- tantes. São assim ambos merecedores do benefício da gratuidade judiciária. Juntam declaração de pobreza.(doc. 2). 7. Salienta-se que a renda média familiar da representante legal dos Requerentes é de R$ 300,00, proveniente do labor do atual companheiro, e que a mesma encontra-se desempregada, de acordo com cópia reprográfica de sua CTPS (doc 8), anexa. II - FUNDAMENTOS JURÍDICOS 8. A postulação dos requerentes encontra amparo legal no artigo 5º. LXVII de nossa Carta Magna que disciplina: ”Não haverá prisão civil por dívida, salvo a do responsável pelo inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação alimentícia e a do depositário infiel.” 9. Por sua vez, o Código de Processo Civil, nos termos do artigo 733 caput e §1 º. do CPC, estabelece: ”Na execução de sentença ou de decisão, que fixa os alimentos provisionais, o juiz mandará citar o devedor para, em 3 dias, efetuar o pagamento, provar que o fez ou justificar a impossibilidade de efetuá-lo.” ”Parágrafo primeiro: Se o devedor não pagar, nem se escusar, o juiz decretar-lhe-á a prisão pelo prazo de 1 à 3 meses.” 10. Os autores requerem o pagamento das verbas vencidas e vincendas da prestação alimentícia, conforme o disposto no artigo 290 do CPC: ”Quando a obrigação consistir em prestações periódicas, considerar-se-ão elas incluídas no pedido, independen- temente de declaração expressa do autor, se o devedor, no curso do processo, deixar de pagá-las ou de consigná- las, a sentença as incluirá na condenação, enquanto durar a obrigação”. 11. Neste sentido o Egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul: ”Agravo de instrumento. execução de alimentos. conversão do julgamento em diligência.A regularização da representação pro- cessual dos agravados se exige, não obstante haja nos autos notícia de que o defeito tenha sido sanado no processo executi- vo. Tal defeito poderia vir a nulificar a execução, razão pela qual impõe-se a conversão do julgamento em diligência. Voto vencido.O pagamento parcial dos alimentos não elide a deter- minação da prisão, na execução de alimentos pelo rito do artigo 733 do CPC, autorizando a decretação da prisão civil, não ha- vendo qualquer ilegalidade ou abuso de poder capazes de auto- rizar a reforma da decisão. Agravo desprovido.(agravo de Instrumento,julgado pelo relator Antônio Carlos Stangler Perei- ra, em 13/05/2004, processo nº. 70007935323, Oitava Câmara Civil) CIVIL E PROCESSUAL. ALIMENTOS. ACORDO. EXECUÇÃO. PARCELAS INADIMPLIDAS. PRISÃO. CABIMENTO. I. Reali- zado acordo nos autos de execução de prestação alimentar, o inadimplemento das parcelas dele decorrentes justifica a ordem prisional civil, sob pena de se prestigiar o devedor desidioso. II. Recurso especial não conhecido. RESP 401273 / SP ; RECUR- SO ESPECIAL2001/0192116-3 – Ministro ALDIR PASSARINHO JUNIOR (1110) – T4 – QUARTA TURMA – DJ 05.05.2003 p.00304 EXECUÇÃO. ALIMENTOS. DÉBITO ATUAL. CARÁTER ALI- MENTAR. PRISÃO CIVIL DO ALIMENTANTE. MANUTENÇÃO. – Tratando-se de dívida atual, correspondente às três últimas prestações anteriores ao ajuizamento da execução, acrescidas das vincendas, admissível é a prisão civil do devedor (art. 733 do CPC).– Não constitui o habeas corpus remédio adequado para examinar aspectos fático-probatórios em torno da capaci- dade financeira do paciente. Precedentes do STJ.Recurso improvido. RHC 14451 / RS ; RECURSO ORDINARIO EM HABEAS CORPUS2003/0076958-4 – Ministro BARROS MONTEIRO (1089) – T4 – QUARTA TURMA – 16/12/2003 – DJ 05.04.2004 p.00265. 12. Ademais, na esfera criminal, se sujeita o ALIMENTANTE às sanções previstas no Art. 244, do Código Penal brasileiro: Art. 244 – Deixar, sem justa causa, de prover à subsistência do cônjuge, ou de filho menor de 18 (dezoito) anos ou inapto para o trabalho, ou de ascendente inválido ou valetudinário, não lhes proporcionando os recursos necessários ou faltando ao pagamento de pensão alimentícia judicialmente acordada, fixada ou majorada; deixar, sem justa causa, de socorrer descendente ou ascendente, gravemente enfermo. Pena – detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa, de uma a dez vezes o maior salário mínimo vigente no País. Parágrafo único. Nas mesmas penas incide quem, sendo solvente, frustra ou ilide, de qualquer modo, inclusive por abandono injustificado de emprego ou função, o pagamento de pensão alimentícia judicialmente acordada, fixada ou majorada. 13. A gratuidade judiciária encontra guarida no artigo 4º da Lei n 1.060. III - REQUERIMENTOS, PEDIDOS E SUAS ESPECIFICA- ÇÕES 14. Diante do exposto, REQUER: a) a concessão do beneficio da gratuidade de justiça; b) a citação do Executado, por carta precatória, a fim de que faça em 3 dias o pagamento do valor de R$ 468,00 referen- tes aos meses de maio, junho e julho do corrente, a serem depo- sitados na conta corrente nº______, Agência_______, do Ban- co________, em nome da representante legal dos Executantes, provar que o fez ou justificar a impossibilidade de efetuá-lo, sob pena de, não pagando ou se escusando, ter sua prisão civil de- cretada pelo período de 3 meses, que desde agora requer com amparo o artigo 733 caput e § 1º. CPC; c) o pagamento das parcelas vencidas e vincendas da pres- tação alimentícia, com base no artigo 290 do CPC, sob as mes- mas penalidades; d) a intervenção do representante do Ministério Público, para que se manifeste e acompanhe o feito até o seu final, sob pena de nulidade, ex-vi dos arts. 82, incisos I e III, 84 e 246 todos do Código de Processo Civil; mormente para os fins do artigo 244 do Estatuto Penal; e) a produção de todos os meios de provas em Direito ad- mitidos, notadamente a testemunhal, documental e pericial e os moralmente legítimos (CPC, 332); f) a condenação do Requerido no pagamento das custas judiciais, honorários advocatícios à base usual de 20% (vinte por cento) sobre o valor em atraso e demais cominações legais, na forma do art. 20, do Código de Processo Civil. Atribuem à causa o valor de R$ 468,00 (quatrocentos e sessenta e oito reais). Nesses termos, Pedem Deferimento. Local e data Advogado – OAB AÇÃO DE EXECUÇÃO DE PRESTAÇÃO ALIMENTÍCIA - JUSTIFICATIVA EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ...….ª VARA ……….. DE FAMÍLIA DA COMARCA DE ……………. PROCESSO N.º ………………… ……………….(nome completo), já devidamente qualifica- do nos autos do processo em epigrafe, na AÇÃO DE EXECUÇÃO DE PRESTAÇÃO ALIMENTICÍA, que lhe move ………………….(nome do exeqüente), por seu advogado que esta subscreve, constituído nos termos do incluso instrumento de mandato em anexo (doc. ….), vem, res- peitosamente à honrosa presença de Vossa Excelência, apre- sentar JUSTIFICAÇÃO nos termos que abaixo passa a expor: I – Ad argumentandum tantun, passemos em revista o que ocorre na presente Execução.……………………….(resumir o pedido da execução) O Executado, embora devedor da dívida alimentar em apre- ço, encontra-se em situação financeira difícil. Senão vejamos: II – Com todas as dificuldades que vem atravessando, o Executado está cumprindo a obrigaçãoalimentar de acordo com suas possibilidades econômicas atuais, efetuando pagamentos parciais ou não rigorosos.………………………..(argumentar quanto a impossibilidade de efetuar os pagamentos integralmen- te). III – DO MÉRITO Pelo dispositivo do artigo 733 do Código de Processo Ci- vil, a defesa do Executado restringe-se a dois tópicos: “paga- mento” e “ impossibilidade do cumprimento”, limitando-se a cognição do juiz com o mérito. Como já salientado acima, demonstra-se que o Executado efetuou ……. (números e valores) pagamentos que foram igno- rados pelo Exequente. A prisão civil é o meio coercitivo que deve ser aplicada somente em casos nos quais haja extrema necessidade e se verifique estar o devedor de alimentos protelando o pagamento injustamente, embora tenha condições para fazê-lo. Inegavelmente, não é este o caso. Na verdade, o que há é o cumprimento parcial ou irregular da obrigação e não o seu descumprimento voluntário. Como discorrido acima, houveram pagamentos parciais em razão da impossibilidade temporária de cumprir com a obriga- ção em sua totalidade. Todavia, a apresentação comprovada de documentos quan- to aos pagamentos parciais, elide a prisão, porque demonstram o começo de prova de momentânea impossibilidade de satisfa- zer por inteiro a obrigação, inibindo assim a privação da liberda- de. Notadamente também a proposta de parcelamento efetivo impede o encarceramento do Executado. Ademais, o entendimento de nossos Egrégios Tribunais é unânime quanto ……………. (copiar jurisprudência cabível). Assim, diante do exposto, requer a Vossa Excelência, o recebimento desta justificação com os devidos fatos e direito que traz em seu bojo, bem como a apreciação da planilha ora apresentada com os devidos pagamentos comprovados. E, ao final, após chegar à liquidez da dívida, que esta seja dividida em parcelas mensais e sucessivas de R$ ……….. (va- lor por extenso), ouvindo-se o credor acerca da aceitação em parcelar o débito na maneira proposta viabilizando assim o cum- primento do encargo que pesa sobre o devedor. Requer por fim, a oitiva do Ilustre Representante do Minis- tério Público, bem como provar o alegado por todos os meios de provas em direito admitidas, especialmente documental e teste- munhal, se necessário for. Nestes termos, Pede Deferimento. Local e data Advogado – OAB AÇÃO DE EXONERAÇÃO DE ALIMENTOS CONTESTAÇÃO EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA VARA DE FAMÍLIA DA COMARCA DE ________. Processo nº _______ __________brasileira, solteira, estudante, portadora da carteira de identidade nº_______, residente e domiciliada à Av._______, n.o_________, Bairro________, Município de _______, vem, mui respeitosamente perante V. Exa., apresentar CONTESTAÇÃO nos autos da ação ordinária declaratória de exoneração de obrigação alimentar que lhe move , já devidamente qualificado no aludido procedimento, pelos fatos e fundamentos a seguir transcritos: Inicialmente, a peticionária requer os benefícios da justiça gratuita, nos termos da Lei 1.060/50, porquanto afirma ser pes- soa hipossuficiente, não possuindo condições econômicas de arcar com as custas e honorários advocatícios sem prejuízo do seu próprio e de sua família, razão pela qual indica a Defensoria Pública para o patrocínio dos seus interesses. I) DOS FATOS E FUNDAMENTOS: Conforme se extrai da peça exordial, o autor pretende a exoneração da obrigação alimentícia devida a sua filha_______, alegando que esta atingiu a maioridade e, por conseguinte, não faz mais jus ao pensionamento. O autor sustenta ainda que não possui condições financeiras para continuar a assumir o encar- go. No entanto, tal argumento não merece prosperar, uma vez que o autor se qualifica na inicial como sendo serventuário da justiça. Logo, goza das prerrogativas inerentes aos ocupantes de cargo público de provimento efetivo, como estabilidade e irredutibilidade do vencimento base. Ademais, a ré percebe a título de pensão alimentícia o va- lor de R$ 450,00, que correspondem a 20% dos rendimentos do autor. Sendo assim, conclui-se que este afere um salário de apro- ximadamente R$ 2.250,00. Desse modo, não há como vislum- brar no presente caso qualquer dificuldade financeira que enseje a impossibilidade do autor em cumprir com o seu compromisso. Neste sentido, cabe ressaltar que os pais da ré se separa- ram quando esta tinha 4 meses. No entanto, somente aos 10 anos passou a receber a pensão do pai. Durante aquele perío- do, a ré nunca obteve qualquer assistência financeira paterna, sequer de caráter afetivo, a qual perdura até hoje. Já com relação à maioridade civil aventada na peça vesti- bular, de fato, a ré tem mais de 18 anos. Ocorre que a mesma é estudante, matriculada em instituição de ensino, consoante do- cumento em anexo. Com efeito, o dever de sustento diz respeito ao filho menor e vincula-se ao poder familiar e seu fundamento encontra-se insculpido no art. 1.566, IV, do Código Civil de 2002. É sabido que a maioridade ou emancipação põe termo ao poder familiar e, por via de consequência, ao dever em questão. Todavia, existem casos em que mesmo com o advento da maioridade civil, a pensão deve ser prestada. É a hipótese do filho estudante. Assim, o Código Civil de 2002, acompanhando os avanços da jurisprudência, estabelece expressamente no seu artigo 1.694 que: “Podem os parentes, os cônjuges ou companheiros pedir uns aos outros os alimentos de que necessitem para viver de modo compatível com a sua condição social, inclusive para atender às necessidades de sua educação.” (grifei) De acordo com a letra da lei, é possível encampar a tese da subsistência da obrigação, mesmo após alcançada a capaci- dade civil aos 18 anos, quando o valor for destinado para a ma- nutenção do filho estudante. Isto porque a obrigação alimentar não se vincula ao poder familiar, mas sim à relação de parentesco, atingindo uma ampli- tude maior, posto que sua causa jurídica subjacente se centrali- za no vínculo ascendente-descendente e no binômio necessi- dade-possibilidade. Neste aspecto, a obrigação alimentar não se submete ao critério etário, podendo continuar a ser prestada em função da necessidade do alimentando. Salienta-se que o Judiciário, com espeque no Regimento do Imposto de Renda, passou a garantir a prestação alimentícia até que o filho completa-se 24 anos de idade, desde que esti- vesse cursando estabelecimento de ensino, salvo na hipótese de possuir rendimento próprio. Assim, desde muito tempo, não se aplica a maioridade, por si só, como parâmetro automático para cessação da prestação alimentar. Neste diapasão, convém trazer à colação a seguinte ementa de uma decisão do STJ a respeito do tema em apreço, a qual reproduzimos abaixo: “ALIMENTOS – FILHOS. O FATO DA MAIORIDADE NEM SEM- PRE SIGNIFICA NÃO SEJAM DEVIDOS ALIMENTOS.” (Resp 4347/ce, 1990/0007451-7, DJ data:25/02/1991 pg:01467, Min. Eduardo Ribeiro).O Colendo Superior Tribunal de Justiça preco- niza ainda a orientação pela qual os alimentos são devidos “ao filho até a data em que vier ele a completar os 24 anos, pela previsão de possível ingresso em curso universitário” (STJ – 4ª turma – RESP 23.370/PR – Rel. Min. Athos Carneiro – v.u. – DJU de 29/03/1993, p. 5.259). Em recente julgado, este Egrégio Tribunal abordou a ques- tão da seguinte forma: ”RECURSO ESPECIAL. PENSÃO ALIMENTÍCIA. FILHA MAI- OR. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. MATÉRIA DE FATO. REEXAME. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA N° 7/STJ. VI- OLAÇÃO AO ART. 399 DO CÓDIGO CIVIL NÃO VERIFICADA.I – O prequestionamento é indispensável à admissibilidade do recurso. Incidência das súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal.II – Decidido pelo tribunal estadual, soberano na inter- pretação da prova, sobre a necessidade de filha maior ser provi- da com pensão alimentícia pelo pai, o reexame da questão en- contra, em sede de especial, óbiceda Súmula n° 7 desta Corte.III – Não merece reforma o aresto hostilizado que, considerando a situação econômica de filha, a qual, embora maior e capaz, vive em estado de penúria, impõe ao pai a obrigação de prestar ali- mentos, por certo tempo. (grifei)Recurso não conhecido” (STJ – 3ª Turma – RESP 201348/ES – Rel. Min. Castro Filho – v.u. – DJU de 15/12/2003, p. 302). Por ocasião do julgamento deste recurso especial, o minis- tro Castro Filho defendeu que o fato de atingir a maioridade não significa que o alimentante se exonera da obrigação alimentar, pois esta é devida entre ascendentes e descendentes, enquan- to se apresentar como necessária. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro segue a mesma direção, conforme ementa abaixo: ”ALIMENTOS. EXONERAÇÃO, MAIORIDADE. ANTECIPAÇÃO DE TUTELA. O FILHO ESTUDANTE CONTINUA FAZENDO JUS À PENSÃO ALIMENTÍCIA, ATÉ A IDADE DE 24 ANOS. O SIM- PLES IMPLEMENTO DA MAIORIDADE NÃO FAZ CESSAR O DEVER ALIMENTAR (grifei). DESPACHO CORRETO. AGRA- VO IMPROVIDO.” (Agravo de Instrumento nº 2003.002.03491, Sétima Câmara Cível, Des. Carlos C. Lavigne de Lemos. Julga- do em 26/07/2003) De posse destas informações, convém aduzir, por oportu- no, que a necessidade dos alimentos vincula-se com a própria subsistência física e mental do ser humano, e abrange, além dos gastos com alimentação e vestuário, as despesas com a formação intelectual. Não foi embalde que a Carta Magna de 1988 erigiu a educação em “direito de todos e dever do Estado e da família” (art. 205). O jurista Lourenço Prunes, citado por Yussef Said Cahali1, explana que “a instrução e educação não são privilégios dos menores, como pretendem alguns autores; isso seria uma espé- cie de regressão às Ordenações, que mandavam ensinar a ler até a idade dos doze anos (Liv. I, Tít. 88, § 5°), a despeito do fato de que, em direito romano, a instrução e educação já se incluí- am, genericamente, entre os alimentos (…); assim, mesmo mai- ores podem e devem, em certas circunstâncias, ser instruídos e educados à custa dos pais”. Destarte, é lícito inferir que a maioridade não implica no sobrestamento da pensão alimentícia devida pelos genitores à respectiva prole. Na realidade, opera-se apenas a mudança da causa da obrigação alimentar, que deixa de ser o dever de sus- tento decorrente do poder familiar e passa a ser o dever de so- lidariedade resultante do parentesco. Em abono do pensamento acima, Sérgio Gilberto Porto le- ciona que “se é certo que, com a maioridade ou emancipação, cessa o pátrio poder, também é certo que, tão-somente com o implemento de tal fato, não será extinto o dever alimentar, mere- cendo que se analise, caso a caso, o binômio necessidade-pos- sibilidade.” 1 CAHALI, Yussef Said. Dos alimentos. 3. ed. São Paulo: RT, 1999. p. 693 Como visto, o direito de família, atualmente, é fundado nos anseios e interesses dos diversos integrantes da entidade fami- liar considerados tanto de forma global quanto individualmente, passando a priorizar as aspirações das crianças, dos adoles- centes e das relações afetivas. Com base nos princípios da obrigação alimentar, no direito à vida e nos princípios da solidariedade familiar, capacidade fi- nanceira, razoabilidade e dignidade da pessoa humana, são devidos alimentos aos parentes, cônjuges, companheiros ou pessoas integrantes de entidades familiares lastreadas em rela- ções afetivas, quando quem os pretende não tem bens suficien- tes, nem pode prover, pelo seu trabalho, à própria mantença, e aquele, de quem se reclamam, pode fornecê-los, sem desfalque do necessário ao seu sustento. Portanto, em que pese tais considerações a respeito da análise dos fatos, não cabe o acolhimento das pretensões do autor, posto que a ré é estudante e necessita da continuidade do pensionamento alimentar para o custeio de sua formação. Conforme mencionado alhures, é cediço na doutrina e jurispru- dência que, não obstante a chegada da maioridade civil, a obri- gação alimentar deve se manter para o filho estudante até a idade de 24 anos, em prestígio à instrução educacional. Referi- da hipótese decorre da relação de parentesco e não do poder familiar. Outrossim, resta evidente a possibilidade do autor em cum- prir com o pensionamento. Revela-se, ainda, que a ré não exer- ce nenhuma espécie de atividade laborativa e vive com dificul- dades financeiras, haja vista sua mãe trabalhar como emprega- da doméstica, recebendo, para tanto, quantia ínfima e insufici- ente para atender às demandas vitais e sociais básicas da jo- vem. Daí, a importância da pensão alimentar no suprimento des- sas necessidades. Por derradeiro, face ao exposto, requer a V. Exa.: 1. a concessão da gratuidade de justiça; 2. recebimento da presente contestação e que seja julgado improcedente o pedido inicial de exoneração de alimentos, con- denando o autor ao pagamento das custas e honorários advocatícios, em favor do CEJUR/DPGE; 3. a apresentação da declaração de rendimentos do autor, ou expedição de ofício à Receita Federal, a fim de obter cópia da declaração do imposto de renda feita por este nos últimos 5 anos. Protesta pela produção de todas as provas em direito ad- mitidas, em especial documental, testemunhal e depoimento pessoal do autor. Nestes termos, Pede deferimento. Local e data Advogado – OAB RECONVENÇÃO EM AÇÃO DE ALIMENTOS MERITÍSSIMO JUIZ DE DIREITO DA ____ª VARA DE FAMÍLIA DA COMARCA DE_____ Distribuição em apenso aos Autos nº: ________REQUERENTE, (Nacionalidade), (Profissão), (Estado Civil), portador da Carteira de Identidade nº (xxx), ins- crito no CPF sob o nº (xxx), residente e domiciliado na Rua (xxx), nº (xxx), Bairro (xxx), Cidade (xxx), Cep. (xxx), no Estado de (xxx), vem à presença de V. Exa., por seu advogado infra-assinado, propor a seguinte RECONVENÇÃO EM AÇÃO DE ALIMENTOS em face da REQUERIDA, (Nacionalidade), (Profissão), (Estado Civil), portador da Carteira de Identidade nº (xxx), ins- crito no CPF sob o nº (xxx), residente e domiciliado na Rua (xxx), nº (xxx), Bairro (xxx), Cidade (xxx), Cep. (xxx), no Estado de (xxx), pelos motivos que passa a expor: 1. Em recente ação de alimentos proposta pela REQUERIDA, o REQUERENTE contestou comprovando sua renda mensal, de R$ (xxx) (Valor expresso), mediante cópia da CTPS. 2. Necessário constar que o REQUERENTE encontra-se separado de fato de sua esposa há (xxx) meses. Ademais, a única filha do casal, menor, está sob a guarda do REQUEREN- TE, conforme acordo verbal firmado entre as partes. A REQUERIDA vive atualmente em companhia dos seus pais, sem ter qualquer comprometimento financeiro com seu próprio sus- tento, haja visto estarem as despesas de moradia e alimentação a cargo de seus genitores. Já o REQUERENTE, com seus par- cos vencimentos, arca com todas as despesas de moradia, ves- tuário, saúde, alimentação, educação e demais encargos, ne- cessários à mantença de sua filha. O REQUERENTE, devido a isso, se encontra em situação econômica precária. 3. Além disso, a REQUERIDA é médica e trabalha no hostital (xxx) (Nome do Hospital), situado na Rua (xxx), nº (xxx), bairro (xxx), Cep (xxx), no Estado (xxx), inscrito no C.N.P.J. sob o nº (xxx), e no Cadastro Estadual sob o nº (xxx), possuindo renda mensal de R$ (xxx) (Valor expresso). Pelo exposto, REQUER: I - A improcedência da ação de alimentos proposta pela REQUERIDA, e sua condenanação ao pagamento dos alimen- tos provisórios no valor de R$ (xxx) (Valor expresso). II - A citação da REQUERIDA no endereço supra, para que conteste a presente reconvenção, sob pena de serem tidos como verdadeiros os fatos alegados, nos termos do art. 319 do Códi- go de Processo Civil. III - A intimação do representante do Ministério Público, para que intervenha no feito. IV – Assistência judiciária gratuita, pois o REQUERENTE não pode arcar com as custas processuais sem prejuízo deseu sustento e da sua família, conforme declaração anexa, confor- me disposto no § 2º do art.1º da Lei 5.478/68. Pretende-se provar o alegado através de provas testemu- nhais e documentais, e demais provas admitidas em Direito, nos termos do art. 332 do Código de Processo Civil. Dá-se à causa o valor de R$ (xxx) (Valor expresso referen- te à soma de 12 (doze) prestações mensais, pedidas pelo re- querente). Termos que, Pede Deferimento. Local e data Advogado - OAB AÇÃO REVISIONAL DE ALIMENTOS EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA _____ VARA DE FAMÍLIA DA COMARCA DE _________. Por dependência ao Processo n° (XXX) (XXX), brasileiro, divorciado, operador de telemarketing, portador da Cédula de Identidade RG: (xxx) e do CPF (xxx) (docs. 02 e 03), residente e domiciliado na Rua (xxx), (xxx), Bairro (xxx), CEP (xxx), cidade, Estado, por seu advogado (doc. 01), vem respeitosamente à presença de V. Exa., com fulcro nos arts. 13 e 15 da Lei 5478/68, combinado com os art. 1703 da Lei n° 10.406/02 (Código Civil) e art. 273 do Código de Processo Civil, propor a presente AÇÃO DE REVISÃO DE PENSÃO ALIMENTÍCIA COM PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA em face do menor impúbere (XXX), representado por sua mãe, (XXX), brasileira, divorciada, funcionária pública, residen- te e domiciliada na Rua (xxx) n° (xxx), Bairro (xxx), CEP (xxx), nesta cidade, Estado, pelas razões de fato e de direito que pas- sa a expor: DOS BENEFÍCIOS DA JUSTIÇA GRATUITA O Requerente é pessoa pobre, na acepção jurídica da ex- pressão, conforme declaração (doc. 08), onde informa não po- der demandar em juízo sem prejuízo de seu próprio sustento e do de sua família. Assim, REQUER digne-se Vossa Excelência conceder-lhe os benefícios da Justiça Gratuita. DOS FATOS Em 20 de julho de 1999, foi prolatada sentença por esse M.M. Juízo determinando o desconto em folha de pagamento na base de 25% dos ganhos líquidos do alimentante, em favor do ora menor. Posteriormente, referida pensão foi estipulada em 2,2 salários mínimos vigentes na data do pagamento. Entretanto, o Alimentante foi dispensado da empresa em que trabalhava à época da estipulação da pensão. Prevendo que poderia ter dificuldades na obtenção de novo emprego, o depositante depositou, usando praticamente toda sua verba rescisória, a quantia de R$ 1.399,25 (um mil, trezentos e noven- ta e nove reais e vinte e cinco centavos), referente a prestações vincendas, conforme anotado pelo próprio Alimentando, na Ação de Execução de Alimentos (Proc. n° (xxx), apenso aos autos principais (Proc. (xxx)). Posteriormente, o Alimentante trabalhou, de novembro de 1999 a abril de 2.000, na empresa (xxx), com o salário bruto de R$ 396,00 (trezentos e noventa e seis reais), o que praticamen- te inviabilizou o pagamento de 2,2 salários mínimos, que monta- vam, à época, R$ 299,00 (duzentos e noventa e nove reais). Dispensado dessa empresa em abril de 2.000, o Alimentante permaneceu desempregado até agosto de 2.000, quando foi admitido na empresa (xxx), com o salário bruto de R$ 514,00 (quinhentos e quatorze reais), onde trabalhou até abril de 2.001. Em agosto de 2.001, foi o Alimentante admitido na empre- sa (xxx), onde labora até a presente data, com o salário bruto atual de R$ 744,62, percebendo líquido por mês, o valor de R$ 588,91 (quinhentos e oitenta e oito reais e noventa e um centa- vos), conforme faz prova os comprovantes de pagamento (docs. 04 a 06) e cópia de seu contrato de trabalho (doc. 07), anexados à presente. O Requerente é pessoa pobre, que vive humildemente numa casa deixada como herança de sua mãe. Mas está viven- do nesse imóvel, temporariamente, por complacência dos de- mais 7 (sete) herdeiros, tendo em vista a situação financeira do mesmo, que hoje não tem condições nem mesmo de pagar um aluguel. O valor que aufere mensalmente mal cobre as despesas domésticas, e o mesmo terá ainda de alugar uma casa, para residir com sua família, tendo em vista que não poderá usufruir indefinidamente do imóvel pertencente também aos demais her- deiros. É importante verificar que as despesas do Requerente são as mínimas de qualquer cidadão, não havendo nenhum luxo ou extravagância, mas mesmo assim é humanamente impossível que uma pessoa com uma renda líquida mensal de R$ 588,91, possa arcar com uma pensão de 2,2 salários mínimos, corres- pondente na data atual a R$ 440,00 (quatrocentos e quarenta reais). Veja-se que o valor remanescente para o Alimentante, a se manter a pensão atual de R$ 440,00, seria de apenas R$ 148,91 (cento e quarenta e oito reais) que seria insuficiente até para a manutenção alimentar própria e de sua família, muito menos as demais despesas necessárias. Cabe ressaltar que hoje o Alimentante tem uma nova famí- lia, e suas despesas não comportam o valor atual da pensão alimentícia, o que está tornando inviável o cumprimento da obri- gação alimentar estipulada por esse r. Juízo. Conforme descrito pelo Mestre Yussef Said Cahali, em sua obra DOS ALIMENTOS: “Do mesmo modo, aquele que dispõe de rendimentos modestos não pode sofrer a imposição de um encargo que não está em condições de suportar; pois se a justi- ça obrigasse quem dispõe apenas do indispensável para viver, sem sobras, e mesmo com faltas, a socorrer outro parente que está na miséria, “Ter-se-ia uma partilha de misérias.” Assim sendo, permanecendo o Alimentante obrigado a pa- gar 2,2 salários mínimos, devidos a título de alimentos, estaria se desconsiderando por completo a possibilidade econômico- financeira do mesmo, o que, fatalmente, acarretaria a sua total miséria, e, conseqüentemente, a sua inadimplência. Portanto, o Alimentante se dispõe a pagar a valor corres- pondente 15% (quinze por cento), sobre o seu salário líquido, a ser descontado diretamente em folha de pagamento e deposita- do em conta da representante legal do menor, no valor atual de R$ 88,34 (oitenta e oito reais e trinta e quatro centavos). Diante da situação financeira atual do Alimentante, essa é única possibilidade existente para o mesmo, como participação na alimentação do Requerido. DO DIREITO Funda-se o pedido do Requerente na Lei n° 5.478/68, que dispõe sobre alimentos. Com efeito, assim dispõe referida lei em seus arts. 13, § 1° e 15 "Art. 13 O disposto nesta lei aplica-se igualmente, no que couber, às ações ordinárias de desquite, nulidade e anulação de casamento, à revisão de sentenças proferidas em pedidos de alimentos e respectivas execuções. § 1º. Os alimentos provisórios fixados na inicial poderão ser revistos a qualquer tempo, se houver modificação na situação financeira das partes, mas o pedido será sempre processado em apartado.” ”Art. 15. A decisão judicial sobre alimentos não transita em julgado e pode a qualquer tempo ser revista, em face da modificação da situação financeira dos interessados.” Também o novo Código Civil Brasileiro, instituído pela Lei n° 10.406, de 2.002, com vigência a partir de 11 de janeiro de 2.003, assim dispõe o § do art. 1.694 e art. 1.699: “Art. 1694. ................................. § 1o Os alimentos devem ser fixados na proporção das necessidades do reclamante e dos recursos da pessoa obrigada ................................................................................................. Art. 1.699. Se, fixados os alimentos, sobrevier mudança na situação financeira de quem os supre, ou na de quem os recebe, poderá o interessado reclamar ao juiz, conforme as circunstâncias, exoneração, redução ou majoração do encargo.” Assim, de acordo com a legislação vigente, a revisão do quantum está devidamente prevista na legislação. A decisão que estipula os alimentos tem, segundo Yussef Said Cahali, implícita a cláusula rebus sic stantibus: O respecti- vo quantum tem como pressuposto a permanência das condi- ções de possibilidade e necessidade que o determinara (DosAlimentos, 2ª ed., 2ª tiragem, RT, pág. 699). De acordo com o estabelecido no art. 15 da Lei nº 5.478/ 68, onde reza que caberá revisão de alimentos quando a situa- ção financeira dos interessados for alterada, encontra a presen- te ação respaldo legal, reforçado pacificamente pela doutrina: “O que se nota é que uma relação jurídica continuativa, dá su- porte material a ação de alimentos, ou seja, uma relação jurídi- ca em que a situação fatíca sofre alterações com o passar dos tempos. Deste modo, quando se diz que “inexiste” coisa julgada material nas ações de alimentos, faz-se referência apenas ao “quantum” fixado na decisão, pois, se resultar alterada faticamente a situa- ção das partes pode se alterar os valores da obrigaçào alimen- tar” (Dos alimentos, Yussef Said Cahali, pg. 701, in fine). No presente caso, impõe-se a redução da pensão alimen- tar a fim de haja real possibilidade do Requerente efetuar tais pagamentos sem comprometer demasiadamente seu sustento próprio. A jurisprudência também tem decidido favoravelmente à redução do valor da pensão alimentícia, quando existe modifi- cação na situação econômica do alimentante, inferior à da épo- ca da fixação anterior: ”AÇÃO REVISIONAL - Redução liminar, ante a evidente dimi- nuição das possibilidades econômicas do devedor - Admissibilidade - Desproporção gravosa entre os índices de correção de seu salário e da pensão devida - Aplicação da Lei nº 5.478/68 (Alimentos), art. 13, § 1ºSendo evidente que os ali- mentos devidos são excessivos, considerando-se a situação econômica do devedor, podem eles ser liminarmente reduzidos em ação revisional” (TJSP - 6ª Câm. Civil; AI nº 120.334-1-SP; rel. Des. J. L. Oliveira; j. 10.08.1989; v.u.). JB 171/197 "REVISIONAL DE ALIMENTOS – DEFICIÊNCIA NA SITUAÇÃO ECONÔMICA – POSSIBILIDADE DE REDUÇÃO DA PENSÃO ALIMENTÍCIA – ART. 400/CC.Demonstrando o alimentante a impossibilidade do cumprimento da obrigação assumida em acordo de separação judicial, ocasionada por situação econômi- co-financeira deficiente afetadora de sua empresa e, levando- se em conta que a ex-esposa passou a exercer trabalho remu- nerado, além de outros elementos de provas constantes nos autos, a ação revisional de alimentos deve ser procedente a fim de estabelecer um tratamento equânime entre as partes, por- quanto deve sempre se ter em vista o binômio necessidade/ possibilidade na relação alimentícia.” (TJ/SC – Ap. Cível n° 96.000512-9 – Câmara de Laguna – Ac. unân. – 1ª Câm. Cív. – Rel. Des. Carlos Prudêncio – DJSC – 26.09.96 – pág. 12). Quanto às provas da situação financeira do Requerente, as mesmas estão devidamente comprovadas com a documenta- ção juntada à presente. DA TUTELA ANTECIPADA O Código de Processo Civil, no art. 273, instituiu a tutela antecipada, nos termos: ”O juiz poderá, a requerimento da parte, antecipar total ou parcialmente, os efeitos da tutela pretendida no pedido inicial, desde que, existindo prova inequívoca, se convença da verossimilhança das alegações e: I - haja fundado receio de dano irreparável ou de difícil reparação.” O Requerente pretende ver os alimentos que oferece a seu filho, reduzidos de 2,2 salários mínimos, para 15% (quinze por cento) de seu salário líquido, a ser descontado diretamente em folha de pagamento. O valor será suficiente, com a participação também da genitora, que possui cargo e salários bem superio- res ao do Requerente. Pleiteia tal redução em função de não haver condições de arcar com tal encargo na sua integralidade, sem prejuízo do seu sustento e sua nova família, conforme restou provado pela pro- va documental que segue anexa. As provas exigidas pelo citado artigo estão devidamente representadas pela cópia dos recibos de pagamentos e do con- trato de trabalho do Requerente, onde se pode verificar a remu- neração mensal líquida do mesmo, no valor de R$ 588,91 (qui- nhentos e oitenta e oito reais e noventa e um centavos). Diante dos fatos trazidos nesta Revisão não há meios de o Requerente continuar contribuindo com o valor anteriormente estipulado, uma vez que houve significativa mudança em suas condições econômicas, bem como constituição de nova família. É conveniente ressaltar que a não redução dos alimentos importa- rá em prejuízo para a nova família do Requerente, pois atual- mente passam por dificuldades financeiras que certamente se- rão agravadas, caso continue a pagar a pensão alimentícia no valor correspondente 75% (setenta e cinco por cento) de seu salário líquido. A concessão da tutela antecipada faz-se necessária e con- veniente ante o caráter de urgência de tal medida. Estando pre- sentes todos os requisitos ensejadores da redução por liminar, é justa sua determinação por Vossa Excelência. A jurisprudência assim tem se manifestado em casos idênticos: ”AGRAVO DE INSTRUMENTO – AÇÃO ORDINÁRIA DE REVI- SÃO DE ALIMENTOS – PENSÃO FIXADA, EM FAVOR DA MULHER E DOS FILHOS, HÁ MAIS DE 10 ANOS – PEDIDO DE PERMANÊNCIA DE PENSIONAMENTO NEGADO – INCOMPROVAÇÃO DO BINÔMIO NECESSIDADE/POSSIBILI- DADE – DECISÃO SINGULAR MANTIDA – RECURSO IMPROVIDO, EM SINTONIA MINISTERIAL.É de manter-se de- cisão singular que, em revisão de alimentos, outorga tutela an- tecipada para reduzir pensionamento de 30% para 15% do salá- rio do alimentante, considerando sua nova prole. A Agravante, funcionária pública, não comprovou a necessidade. Desprovimento recursal.” (Destaque do Requerente). (TJMT – AI 8.967 – Classe II – 15 – Várzea Grande – 3ª C.Cív. – Rel. Des. Wandyr Clait Duarte – j. 16.12.1998). DO PEDIDO Diante do exposto requer: a) o deferimento, em caráter de urgência, de liminar inaudi- ta altera parte para, atendendo desde logo o pedido do Reque- rente, sejam reduzidos os alimentos pagos a seu filho no equi- valente a 15% do seu salário líquido, a ser descontada direta- mente em folha de pagamento; b) seja oficiado a (xxx), com endereço à Rua (xxx), (xxx), Bairro (xxx) – CEP (xxx) – cidade – UF, empresa da qual o Re- querente é funcionário, para que proceda ao desconto em folha de pagamento, do valor equivalente a 15% (quinze por cento) de seu salário líquido, a ser depositado diretamente na conta corrente da representante legal do Requerido; c) a citação do Requerido, representado por sua mãe, (XXX), no endereço preambular para, querendo, apresentar de- fesa no prazo legal, sob pena de confissão e revelia; d) a produção de todas as provas documentais que ora junta e por aquelas que poderá juntar oportunamente, e teste- munhais, cujo rol anexará oportunamente; e) a intervenção do Ministério Público; f) ao final ver declarada a procedência do pedido, reduzin- do o encargo alimentar para 15% (quinze por cento) de seu sa- lário mensal líquido; g) seja a Requerida condenada ao pagamento das custas e honorários advocatícios a ser arbitrado por Vossa Excelência; h) a gratuidade das custas processuais pelo benefício da justiça gratuita, fundada no que dispõe o artigo 5º, inciso LXXIV da Constituição Federal e o art. 4º da Lei n.º 1.060/50. Dá à presente causa o valor de R$ 1.060,08 (hum mil, ses- senta reais e oito centavos). Nestes termos, pede deferimento. Local e data Advogado – OAB AÇÃO DE ALIMENTOS GRAVÍDICOS Exmo. Sr. Juiz de Direito da ____ Vara de Família da Comarca de____________. ________Fulana de tal, brasileira, solteira, dona de casa, portadora da Cédula de Identidade n. …. SESEG/AM, inscrita no Cadastro de Pessoas Físicas (MF) sob de o n. …, domiciliada na cidade de ......., residente na Rua …, n. …, Bairro ….., CEP............, por intermédio do advogado signatário, lotado no endereço abaixo referenciado, vem, respeitosamente, perante Vossa Excelência, com fulcro na Lei no 11.804/08 c/c Lei nº 5.478/ 68 c/c art. 1.694 e seguintes, do Código Civil, intentar a presen- te ação de alimento gravídicos contra Nome Completo, brasi- leiro, solteiro, vigilante(Nome da empresa), domiciliado no mu- nicípio de ----------........, na Rua …, n. …, Conjunto …, Bairro …, onde reside, pelos motivos de fato e de direito a seguir aduzidos: DOS FATOS A Requerente teve um relacionamento amoroso com o Requerido, durante 11 (onze) meses, sendo que desta união resultou na gravidez da Requerente, que hoje se encontra no 4º (quarto) mês de gestação, conforme se faz prova com o Laudo Médico, em anexo. Acontece que, desde a separação do casal, a Requerente vem passando por sérias dificuldades financeiras, já que o Re- querido, em nada vem contribuindo para o sustento da mesma, que não está podendo exercer nenhuma atividade laborativa que lhe proporcione uma remuneração digna, não tendo recursos para pagar os exames médicos exigidos durante a gravidez. A representante dos Requerentes, por diversas vezes, pro- curou o Requerido para que este cumpra com os seus deveres de pai e ajude no sustento da Requerente, mas que sempre lhe foi negada. Atualmente, o Requerido exerce a profissão de ............., junto à Empresa.........., deixando em total desamparo os seus filhos menores, ora Requerentes. Portanto, diante das súplicas da Requerente, o Requerido nem sequer se preocupa com a situação da mesma, sempre se negando a contribuir com uma quantia mensal para que esta supere este momento pelo qual está passando, motivo este que o levou a procurar a via judicial para solucionar o problema. DO DIREITO A Requerente pleiteia os seus direitos previstos na Lei nº 11.804/08, que prevê a prestação alimentícia a ser paga à mu- lher gestante, fazendo com que o suposto pai exerça a sua obri- gação legal, uma vez que a Requerente se encontra em situa- ção financeira muito difícil, necessitando do auxílio do Requeri- do para se manter. Vejamos o que diz a legislação civil sobre o assunto: Art. 2o , da Lei nº 11.804/08 – Os alimentos de que trata esta Lei compreenderão os valores suficientes para cobrir as despesas adicionais do período de gravidez e que sejam dela decorrentes, da concepção ao parto, inclusive as referentes a alimentação especial, assistência médica e psicológica, exames complementares, internações, parto, medicamentos e demais prescrições preventivas e terapêuticas indispensáveis, a juízo do médico, além de outras que o juiz considere pertinentes. Parágrafo único. Os alimentos de que trata este artigo referem-se à parte das despesas que deverá ser custeada pelo futuro pai, considerando-se a contribuição que também deverá ser dada pela mulher grávida, na proporção dos recursos de ambos. Art. 1.694, do Código Civil – Podem os parentes, os cônjuges ou companheiros pedir uns dos outros os alimentos de que necessitem para viver de modo compatível com a sua condição social, inclusive para atender às necessidades de sua educação. Art. 1.695, do Código Civil – São devidos os alimentos quando quem os pretende não tem bens suficientes, nem pode prover, pelo seu trabalho, a própria mantença, e aquele, de quem se reclamam, pode fornecê-los, sem desfalque do necessário ao seu sustento. É direito do ser humano à sobrevivência, e constitui meios fundamentais para a sua realização os alimentos, o vestuário, o abrigo e, inclusive a assistência médica. A doutrina brasileira realça ainda mais esta linha de pensamento, qual seja, a abrangência do termo “alimentos”, senão vejamos nas palavras do ilustre professor Sílvio de Salvo Venosa: ”Assim, alimentos, na linguagem jurídica, possuem significado bem mais amplo do que o sentido comum, compreendendo, além da alimentação, também o que for necessário para a moradia, vestuário, assistência médica e instrução. Os alimentos, assim, traduzem-se em prestações periódicas a alguém para suprir as necessidades e assegurar sua subsistência.” (in Direito Civil, vol. VI, Direito de Família, 2a ed., pág. 358). Ressalte-se que o Requerido tem plenas condições para o cumprimento de seu dever alimentar, mantendo-se em atividade profissional capaz de lhe proporcionar a prestação alimentícia devida. Como a necessidade da Requerente é premente, pede se digne Vossa Excelência, desde logo, arbitrar alimentos provisó- rios, em favor da …, ora Requerente, na base de 30% (Trinta por cento) da remuneração do Requerido, a ser descontado em folha de pagamento, junto à Empresa …, localizada na Rua …., n. …, Bairro …. – na cidade de........., conforme dispõe o art. 4o da Lei 5.478/68. DO PEDIDO Ante o exposto, requerem a Vossa Excelência, julgue total- mente procedente a presente ação de alimentos gravídicos, na forma da Lei nº 11.804/08 c/c Lei no 5.478/68 c/c art. 1.694 e seguintes, do Código Civil, solicitando que seja arbitrada a pen- são alimentícia na base de 30% (Trinta por cento) da remunera- ção do Requerido, a ser descontado em folha de pagamento, junto à Empresa.........., localizada na Rua.........., n.o..........Cidade de........... colocada à disposição da Requerente. Requer a con- denação do Requerido nas custas processuais e honorários advocatícios, na base de 20% (Vinte por cento) sobre o valor da condenação. Requer a citação do Requerido, para que este, querendo, responda aos termos da presente ação, sob pena de confissão e revelia. Requer, ainda, a intimação do representante do Ministério Público para funcionar em todos os atos do processo, sob pena de nulidade do feito, conforme determina o art. 82, inciso II c/c art. 84, ambos do Código de Processo Civil. Protesta provar o alegado pelos meios de prova admitidos em direito, principalmente através de documentos (desde já acos- tados) e depoimento pessoal do Requerido, sob pena de con- fesso. Requer que lhes sejam concedidos os benefícios da Justi- ça Gratuita, nos termos na Lei no 1.060/50, por se tratar de pes- soa desprovida de recursos, bem como que seja observado o disposto na Lei no 7.871/89 (contagem do prazo em dobro e intimação pessoal). Dá-se à causa o valor de.............. Nesses termos, Pede e espera deferimento. Local e data Advogado - OAB AÇÃO DE EXONERAÇÃO DE ALIMENTOS MERITÍSSIMO JUIZ DE DIREITO DA ____ª VARA DE FAMÍLIA DA COMARCA DE _____ . Distribuição por dependência aos Autos nº: REQUERENTE, (Nacionalidade), (Profissão), (Estado Ci- vil), portador da Carteira de Identidade nº (xxx), inscrito no CPF sob o nº (xxx), residente e domiciliado na Rua (xxx), nº (xxx), Bairro (xxx), Cidade (xxx), CEP. (xxx), no Estado de (xxx), por seu procurador infra-assinado, mandato anexo (doc.1), com es- critório profissional situado na Rua (xxx), nº (xxx), Bairro (xxx), Cidade (xxx), CEP. (xxx), no Estado de (xxx), onde recebe intimações, vem à presença de V. Excia., propor a presente AÇÃO DE EXONERAÇÃO DE ALIMENTOS em face de seu filho REQUERIDO, (Nacionalidade), (Pro- fissão), (Estado Civil), portador da Carteira de Identidade nº (xxx), inscrito no CPF sob o nº (xxx), residente e domiciliado na Rua (xxx), nº (xxx), Bairro (xxx), Cidade (xxx), Cep. (xxx), no Estado de (xxx), pelos fatos e fundamentos que passa a expor: DOS FATOS 1. Ao que se vislumbra, na data de (xxx), através do pro- cesso nº (xxx), ação de Separação Consensual, que correu pe- rante este I. Juízo, estabeleceu-se que o REQUERENTE contri- buiria para o sustento de seus filho, REQUERIDO na presente, com o valor mensal de (xxx)% de seus rendimentos líquidos, como demonstra termo de ratificação em anexo. 2. Necessário anotar-se, que até a presente data, o RE- QUERENTE encontra-se em dia no que pertine ao cumprimento de sua obrigação alimentícia, mediante o pagamento pontual da pensão devida, em mãos da genitora do REQUERIDO. 3. Entretanto, há de se verificar, que o REQUERIDO já atin- giu a maioridade civil, conforme é demonstrado por cópia da certidão de nascimento inclusa, e ademais, não freqüenta esta- belecimento de ensino superior.Desta feita, não faz jus ao per- cebimento da pensão alimentícia, não devendo ser mantido na condição de credor de alimentos de seu genitor. 4. Ademais, deve-se atentar para o fato de que, atualmen- te, o REQUERENTE encontra-se em condições precárias de saúde, necessitanto fazer tratamento com medicamentos assaz custosos, sendo, que ainda não os pode adquirir pela ausência de condições financeiras. Espera, assim, o REQUERENTE, que em sendo exonerado da obrigação alimentícia, possa dar início ao seu tratamento. DO DIREITO Da possibilidade de exoneração 1 . Cumpre analisar o disposto nos arts. 1.694 e 1. 699 do Código Civil, no pertine à obrigação alimentar: “Art. 1699. Se, fixados os alimentos, sobrevier mudança na situação financeira de quem os supre, ou na de quem os recebe, poderá o interessado reclamar ao juiz, conforme as circunstâncias, exoneração, redução ou majoração do encargo.” “Art. 1694. Podem os parentes, os cônjuges ou companheiros pedir uns aos outros os alimentos de que necessitem para viver de modo compatível com a sua condição social, inclusive para atender às necessidades de sua educação. § 1º Os alimentos devem ser fixados na proporção das necessidades do reclamante e dos recursos da pessoa obrigada. § 2º Os alimentos serão apenas os indispensáveis à subsistência, quando a situação de necessidade resultar de culpa de quem os pleiteia.” 2. Desta feita, há de se considerar, que houve mudança, tanto na situação financeira do REQUERENTE, eis que atual- mente necessita de gastos maiores com tratamento de saúde, quanto na situação do REQUERIDO, uma vez que encontra-se trabalhando, e percebendo sua própria remuneração. 3. Assim, atendendo ao binômio necessidade-possibilida- de, percebe-se facilmente, que a alteração na condição finan- ceira do REQUERENTE e do REQUERIDO, quiçá havendo até uma inversão, autoriza a exoneração ora pleiteada. 4. Neste sentido, veja-se as disposições contidas no art. 13 da Lei nº 5.478 - Lei de Alimentos - no que respeita à possibi- lidade de se modificar, a qualquer tempo, a pensão estabelecida, em razão da alteração do binômio necessidade-possibilidade: “Art. 13. O disposto nesta lei aplica-se igualmente, no que couber, às ações ordinárias de desquite, nulidade e anulação de casamento, à revisão de sentenças proferidas em pedidos de alimentos e respectivas execuções. § 1º Os alimentos provisórios fixados na inicial poderão ser revistos a qualquer tempo, se houver modificação na situação financeira das partes, mas o pedido será sempre processado em apartado.” “Art. 15. A decisão judicial sobre alimentos não transita em julgado e pode a qualquer tempo ser revista, em face da modificação da situação financeira dos interessados.” 5. Desta feita, torna-se imperioso concluir pela total proce- dência da presente ação de exoneração, eis que não mais ne- cessita o REQUERIDO dos alimentos pagos pelo REQUEREN- TE. DA JURISPRUDÊNCIA 1. A possibilidade do alimentante ser exonerado do paga- mento da pensão alimentícia quando o alimentando completa maioridade, não mais existindo necessidade do recebimentos dos alimentos, vem consagrada pela Jurisprudência de nossos Tribunais, conforme se pode verificar pelos exemplos transcri- tos: “TJRJ - Acórdão: AC 1336/97 - Registro: 040997 - Código: 97.001.01336 - Comarca: RJ - Câmara: 5ª C.Cív. - Relator: Des. Humberto Manes - Data de Julgamento: J. 07/08/ 1997Ementa:ALIMENTOS - EXONERAÇÃO DA OBRIGAÇÃO ALIMENTAR - MAIORIDADE DO ALIMENTANDO - Alimentos. Adquirindo as filhas a maioridade, incide a regra do art. 392, III, do Código Civil, ficando o pai desobrigado dos deveres previs- tos no art. 384 do mesmo ordenamento. Confirmação, por isso, da sentença que julgou procedente o pedido, formulado pelo pai, de exoneração da prestação alimentícia em favor das duas filhas, agora maiores e com formação universitária. A eventual pretensão a alimentos somente poderá ser deduzida em outra ação e observados os parâmetros dos art.s 396 a 2405 do ordenamento Civilístico. Provada com a petição inicial a extinção, com a aquisição da maioridade, do pátrio-poder, dispensável afigura-se a realização de audiência, ante a inutilidade da pro- dução de outras provas. (TJRJ - AC 1336/97 - (Reg. 040997) - Cód. 97.001.01336 - RJ - 5ª C.Cív. - Rel. Des. Humberto Manes - J. 07.08.1997)” (Informa Jurídico. Prolink Publicações. Ed. 31, Vol. I). “TJRS - APELAÇÃO CÍVEL - Número do Recurso: 597182971 - Relator: SÉRGIO FERNANDO DE VASCONCELLOS CHAVES - Data de Julgamento: 19/11/97 - SÉTIMA CÂMARA CÍVEL - Comarca: PORTO ALEGREEmenta:EXONERAÇÃO DE ALI- MENTOS. PROCEDE A AÇÃO EXONERATÓRIA POIS AUSEN- TE A NECESSIDADE. OS ALIMENTOS MOSTRAM-SE CON- VENIENTES PARA A ALIMENTANDA E NÃO UMA NECESSI- DADE. ELA PODE E DEVE TRABALHAR. DESCABE ETERNIZAR A OBRIGAÇÃO ALIMENTÁRIA POIS A VIDA E DINÂMICA E A NINGUÉM É DADO O DIREITO DE LOCUPLE- TAR-SE COM O TRABALHO DOS OUTROS. O INSTITUTO DOS ALIMENTOS NÃO SE PRESTA A FOMENTAR O ÓCIO E A CONDIÇÃO PARASITÁRIA. O DIREITO A ALIMENTOS NÃO SE REPRESENTA, PARA MULHER, UMA ISENÇÃO LEGAL DO DEVER DE TRABALHAR E DE BUSCAR O PRÓPRIO SUS- TENTO, NEM DÁ AO HOMEM A CONDIÇÃO DE ESCRAVO. MOSTRA-SE ÉTICA E JURIDICAMENTE INSUSTENTÁVEL A PRETENSÃO DA ALIMENTANDA EM VER PRORROGADO AD ETERNUM O SEU DIREITO AO ÓCIO REMUNERADO. RE- CURSO DESPROVIDO, POR MAIORIA. (APELAÇÃO CÍVEL Nº 597182971, SÉTIMA CÂMARA CÍVEL, TRIBUNAL DE JUS- TIÇA DO RS, RELATOR: DES. SÉRGIO FERNANDO DE VASCONCELLOS CHAVES, JULGADO EM 19/11/97)” (Informa Jurídico. Prolink Publicações. Ed. 31, Vol. I) “TJPA - Acórdão Número: 48780 - Apelação Cível - Origem: Capital - Relator: Desa. Maria Helena D`Almeida Ferreira - Ór- gão Julgador: 1ª Câmara Cível Isolada - Data de Julgamento: 14/04/2003Ementa:ALIMENTOS. AÇÃO DE EXONERAÇÃO. MAIORIDADE DO BENEFICIÁRIO. COMPROVAÇÃO. 1 - O BENEFICIÁRIO DOS ALIMENTOS, UMA VEZ ATINGIDA À MAI- ORIDADE COM A EXTINÇÃO DO PÁTRIO PODER ( ART. 393, III DO CC), COM ELA DESAPARECE IPSO FACTO, O DEVER DE SUSTENTO; 2 - RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.” (Informa Jurídico. Prolink Publicações. Ed. 31, Vol. I)2. Desta feita, conforme se pode facilmente perceber, o REQUERENTE faz jus à exoneração da obrigação alimentar, dada a modifica- ção do binômio necessidade-possibilidade. DO PEDIDO Pelo exposto, REQUER: I - A citação do REQUERIDO para, querendo, contestar a presente ação, sob pena de serem reputados como verdadeiros os fatos ora alegados, consoante determinação do art. 319 do código de Processo Civil; II - A oitiva do Ministério Público; III - A procedência in totum do pedido, sendo o autor exo- nerado de sua obrigação de prestar alimentos ao REQUERIDO. IV - A condenação do REQUERIDO ao pagamento de cus- tas e honorários advocatícios. Pretende provar alegado medi- ante prova documental, testemunhal, depoimento pessoal do RE- QUERIDO, sob pena de confissão, e demais meios de prova em Direito admitidas, nos termos do art. 332 do Código de Processo Civil. Dá-se à causa o valor de (xxx)(valor expresso). Termos que Pede deferimento. Local e data Advogado – OAB