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Material de Apoio Processo Tributário - XXIV Exame DIREITO PROCESSUAL

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1 | P a g e 
 
ROTEIRO DE AULA & MATERIAL DE APOIO – DIREITO PROCESSUAL TRIBUTÁRIO 
2ª FASE DIREITO TRIBUTÁRIO – EXAME XXIV 
MATERIAL PRODUZIDO POR: PROF. GUILHERME PEDROZO DA SILVA 
 
 
 
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ROTEIRO DE AULA & MATERIAL DE APOIO – DIREITO PROCESSUAL TRIBUTÁRIO 
2ª FASE DIREITO TRIBUTÁRIO – EXAME XXIV 
MATERIAL PRODUZIDO POR: PROF. GUILHERME PEDROZO DA SILVA 
 
Temática: Abertura & Petição Inicial 
 
Iniciaremos o nosso curso apontando alguns tópicos interessantes sobre a prova, 
indicação de marcação no Vademecum, assim como os demais tópicos interessantes e 
necessários para o bom desenrolar da preparação de vocês. 
 
Caro estudante, futuro advogado, a primeira tarefa para começar o estudo para a 2ª fase 
do Exame da Ordem dos Advogados do Brasil, inclui necessariamente a análise do edital, pois 
nele estão “as regras do jogo”, ou seja, nele encontramos as informações necessárias sobre o 
que PODE e o que NÃO PODE no Exame da Ordem. Também encontramos nele os prazos e, 
notadamente, os conteúdos que precisamos dominar para GARANTIR A APROVAÇÃO. 
 
A prova terá duração da prova: 5 (cinco) horas, das 13h às 18h, no horário oficial de 
Brasília/DF. A prova prático-profissional valerá 10,00 (dez) pontos e será composta de duas 
partes: 
 
1ª parte: Redação de peça profissional, valendo 5,00 (cinco) pontos, acerca de tema da 
área jurídica de opção do examinando e do seu correspondente direito processual. A 
peça será desenvolvida em no máximo cinco páginas, sinalizadas, sendo o total de 150 
linhas. 
 
2ª parte: Respostas a 4 (quatro) questões discursivas, sob a forma de situações-
problema, valendo, no máximo, 1,25 (um e vinte e cinco) pontos cada, relativas à área de 
opção do examinando e do seu correspondente direito processual. 
 
O caderno de textos definitivos da prova prático-profissional NÃO PODERÁ SER 
ASSINADO, RUBRICADO E/OU CONTER QUALQUER PALAVRA E/OU MARCA que o identifique 
em outro local que não o apropriado (capa do caderno), sob pena de ser anulado. Assim, a 
detecção de qualquer marca identificadora no espaço destinado à transcrição dos textos 
definitivos acarretará a anulação da prova prático-profissional e a eliminação do examinando. 
 
O caderno de textos definitivos será o único documento válido para a avaliação da prova 
prático-profissional, devendo obrigatoriamente ser devolvido ao fiscal de aplicação ao término 
 
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2ª FASE DIREITO TRIBUTÁRIO – EXAME XXIV 
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da prova, devidamente assinado no local indicado (capa do caderno). O caderno de rascunho é 
de preenchimento facultativo e não terá validade para efeito de avaliação, podendo o 
examinando levá-lo consigo após o horário estabelecido. 
Em hipótese alguma haverá substituição do caderno de textos definitivos por erro do 
examinando. 
 
Cuidado: Se você fizer toda a prova no rascunho e depois passar a limpo, pode não dar 
tempo de terminar!!! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
As provas prático-profissionais deverão ser manuscritas, em letra legível, com caneta 
esferográfica de tinta azul ou preta, não sendo permitida a interferência e/ou a participação de 
 
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2ª FASE DIREITO TRIBUTÁRIO – EXAME XXIV 
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outras pessoas, salvo em caso de examinando portador de deficiência que solicitou 
atendimento especial para esse fim, nos termos deste edital. Nesse caso, o examinando será 
acompanhado por um agente devidamente treinado, para o qual deverá ditar o texto, 
especificando oralmente a grafia das palavras e os sinais gráficos de pontuação. 
 
O examinando receberá NOTA ZERO nas questões da prova prático-profissional em 
casos de não atendimento ao conteúdo avaliado, de não haver texto, de manuscrever em letra 
ilegível ou de grafar por outro meio que não o determinado no subitem anterior. 
 
Na redação das respostas às questões discursivas, o examinando deverá indicar, 
obrigatoriamente, a qual item do enunciado se refere cada parte de sua resposta (“A)”, “B)”, “C)” 
etc.), sob pena de receber NOTA ZERO. 
 
Para a redação da peça profissional, o examinando deverá formular texto com a extensão 
máxima definida na capa do caderno de textos definitivos; para a redação das respostas às 
questões discursivas, a extensão máxima do texto será de 30 (trinta) linhas para cada questão. 
Será desconsiderado, para efeito de avaliação, qualquer fragmento de texto que for escrito fora 
do local apropriado ou que ultrapassar a extensão máxima permitida. 
 
O examinando deverá observar atentamente a ordem de transcrição das suas respostas 
quando da realização da prova prático-profissional, devendo iniciá-la pela redação de sua peça 
profissional, seguida das respostas às quatro questões discursivas, em sua ordem crescente. 
Aquele que não observar tal ordem de transcrição das respostas, assim como o número máximo 
de páginas destinadas à redação da peça profissional e das questões discursivas, receberá nota 
0 (zero), sendo vedado qualquer tipo de rasura e/ou adulteração na identificação das páginas, 
sob pena de eliminação sumária do examinando do Exame. 
 
Quando da realização das provas prático-profissionais, caso a peça profissional e/ou as 
respostas das questões discursivas exijam assinatura, o examinando deverá utilizar apenas a 
palavra “ADVOGADO...”. Ao texto que contenha outra assinatura, será atribuída NOTA ZERO, 
por se tratar de identificação do examinando em local indevido. 
 
 
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Na elaboração dos textos da peça profissional e das respostas às questões discursivas, o 
examinando deverá incluir todos os dados que se façam necessários, sem, contudo, produzir 
qualquer identificação além daquelas fornecidas e permitidas no caderno de prova. Assim, o 
examinando deverá escrever o nome do dado seguido de reticências “...” ou “XXX” exemplo: 
 
 
Para realização da prova prático-profissional o examinando deverá ter conhecimento 
das regras processuais inerentes ao fazimento da mesma. 
 
O texto da peça profissional e as respostas às questões discursivas serão avaliados 
quanto à adequação ao problema apresentado, ao domínio do raciocínio jurídico, à 
fundamentação e sua consistência, à capacidade de interpretação e exposição e à técnica 
profissional demonstrada, sendo que a mera transcrição de dispositivos legais, desprovida do 
raciocínio jurídico, NÃO ENSEJARÁ PONTUAÇÃO, você deve explicar a sua resposta, jamais 
meramente transcrever o artigo, súmula ou OJ. 
 
O examinando, ao término da realização da prova prático-profissional, deverá, 
obrigatoriamente, devolver o caderno de textos definitivos, assinado no local indicado (capa do 
caderno), sem qualquer termo, contudo, que identifique as folhas em que foram transcritos os 
textos definitivos. 
 
Para a realização da prova prático-profissional, deverá comparecer ao local designado 
com antecedência, considerando a necessidade de vistoria do material de consulta permitido 
nesta fase. O examinando deverá estar munido somente de caneta esferográfica de tinta azul ou 
preta, fabricada em material transparente, e só será permitido o acesso ao local de prova 
munido de documento de identidade com foto em original para a realizaçãodas provas objetiva 
e prático-profissional. Não será permitido o uso de borracha e/ou corretivo de qualquer espécie 
durante a realização das provas. 
 
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 Durante a realização da prova prático-profissional, será permitida, exclusivamente, a 
consulta a legislação, súmulas, enunciados, orientações jurisprudenciais e precedentes 
normativos SEM QUALQUER ANOTAÇÃO OU COMENTÁRIO. 
 
Legislação com entrada em vigor após a data de publicação deste edital, bem como 
alterações em dispositivos legais e normativos a ele posteriores não serão objeto de avaliação 
nas provas, assim como não serão consideradas para fins de correção das mesmas. Em virtude 
disso, somente será permitida a consulta a publicações produzidas pelas editoras, sendo vedada 
a atualização de legislação pelos examinandos com anotações ou material impresso 
separadamente. 
 
As remissões a artigo ou lei são permitidas apenas para referenciar assuntos isolados. 
Quando for verificado pelo fiscal advogado que o examinando se utilizou de tal expediente com 
o intuito de burlar as regras de consulta previstas neste edital, formulando palavras, textos ou 
quaisquer outros métodos que articulem a estrutura de uma peça jurídica, o uso do material 
será impedido, sem prejuízo das demais sanções cabíveis ao examinando. LEMBRE-SE: não é 
mais permitido o uso do post-it em branco, somente o de editoras, também não é possível usar 
símbolos para fazer marcações na legislação!!! 
 
Lembre-se ainda que serão terminantemente proibidos: códigos comentados, anotados, 
comparados ou com organização de índices temáticos estruturando roteiros de peças 
processuais. Jurisprudências. Anotações pessoais ou transcrições. Cópias reprográficas (xerox). 
Impressos da Internet. Informativos de Tribunais. Livros de Doutrina, revistas, apostilas, 
calendários e anotações. Dicionários ou qualquer outro material de consulta. Legislação 
comentada, anotada ou comparada. Súmulas, Enunciados e Orientações Jurisprudenciais 
comentados, anotados ou comparados. 
 
Quando possível, a critério do fiscal advogado e dos representantes da Seccional da OAB 
presentes no local, poderá haver o isolamento dos conteúdos proibidos, seja por grampo, fita 
adesiva, destacamento ou qualquer outro meio. Caso, contudo, seja constatado que a obra 
possui trechos proibidos de forma aleatória ou partes tais que inviabilizem o procedimento de 
isolamento retro mencionado, o examinando poderá ter seu material recolhido pela 
fiscalização, sendo impedido seu uso. Os materiais que possuírem conteúdo proibido não 
 
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poderão ser utilizados durante a prova prático-profissional, sendo garantida ao fiscal advogado 
a autonomia de requisitar os materiais de consulta para nova vistoria minuciosa durante todo 
o tempo de realização do Exame. O examinando que, durante a aplicação das provas, estiver 
portando e/ou utilizando material proibido, ou se utilizar de qualquer expediente que vise 
burlar as regras deste edital, especialmente as concernentes aos materiais de consulta, terá 
suas provas anuladas e será automaticamente eliminado do Exame. 
 
As questões e a redação de peça profissional serão avaliadas quanto à adequação das 
respostas ao problema apresentado. A redação de peça profissional terá o valor máximo de 5,00 
(cinco) pontos e cada questão terá o valor máximo de 1,25 (um e vinte e cinco) ponto. A Nota 
na Prova Prático-Profissional (NPPP) será a soma das notas obtidas nas questões e na redação 
da peça profissional. A NPPP será calculada na escala de 0,00 (zero) a 10,00 (dez) pontos. 
 
Para cada examinando, a NPPP será obtida pelo seguinte procedimento: poderão ser 
concedidas notas não inteiras para as respostas do examinando tanto na peça profissional 
quanto nas questões; o somatório dessas notas constituirá a nota na prova prático-profissional, 
vedado o arredondamento. Será considerado aprovado o examinando que obtiver NPPP igual 
ou superior a 6,00 (seis) pontos na prova prático-profissional, vedado o arredondamento. 
 
Nos casos de propositura de peça inadequada para a solução do problema proposto, 
considerando para este fim peça que não esteja exclusivamente em conformidade com a 
solução técnica indicada no padrão de resposta da prova, ou de apresentação de resposta 
incoerente com situação proposta ou de ausência de texto, o examinando receberá nota ZERO 
na redação da peça profissional ou na questão. A indicação correta da peça prática é verificada 
no nomen iuris da peça concomitantemente com o correto e completo fundamento legal usado 
para justificar tecnicamente a escolha feita. 
 
No que tange a escrita Você, mais do que nunca, precisa ser compreendido, o que 
significa dizer que não basta escrever de forma que somente você entenda. Quem vai corrigir 
sua prova, pode estar exausto, em razão da correção de outras provas, antes da sua, por isso 
facilite a vida do examinador... seja CLARO e OBJETIVO, e coloque as informações que o 
examinador busca identificar na sua peça e questões. 
 
 
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Além disso, a letra precisa ser legível. Treine, escreva, faça as tarefas de forma 
manuscrita, e tente melhorar a sua letra. Não use termos rebuscados ou inapropriados e tenha 
cuidado com erros de português. 
 
Por fim, como veremos nas aulas, existem dados importantes e que são imprescindíveis 
para cada peça e questão, por isso interpretar o enunciado é fundamental. Para isso, leia com 
calma, anotando as informações relevantes, e na hora de responder, lembre-se de procurar a 
fundamentação apropriada. 
 
Então, o que você precisa para uma boa prova? 
 
 
 
 
 
 
 
 
Caro estudante, uma questão crucial para a sua aprovação diz respeito à organização do 
seu material e do seu tempo de estudo.Por isso, adquira a legislação que pretende utilizar para 
a prova, e comece a utilizá-la o mais rápido possível. Conhecer a legislação, e ter agilidade em 
localizar os fundamentos legais é importantíssimo. 
 
Também, defina qual horário dedicará para o estudo. Não há um tempo mínimo e 
máximo, pois isso depende de cada pessoal e de sua rotina, mas você precisa entender que, 
nesse período, precisará abdicar de outras atividades e ter FOCO na prova que se aproxima. 
 
Posteriormente falaremos um pouco mais sobre métodos de estudo, forma de 
otimização e preparação para esta segunda fase. Tenham a certeza e convicção: dá certo, basta 
caprichar, que o resultado não será diverso da aprovação. Antes de falar sobre os requisitos 
básicos da inicial, gostaria que vocês vislumbrassem quais peças poderão ser objeto de 
cobrança de vocês, via de regra, neste nosso Exame. 
 
Ter calma e atenção 
Redação clara e objetiva 
Dados importantes – vamos ver em cada peça 
Sempre procurar a fundamentação (ou seja, o artigo, súmula ou OJ) 
NÃO ESQUEÇA DE INDICAR OS INCISOS E §§ CORRETAMENTE 
 
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As presentes ações poderão levar vocês a confusão no tocante a identificação. 
Entretanto, existem formas bem fáceis e claras que irão apontar quando da utilização de uma 
demanda e/ou respectivamente da outra. Outrossim faz-se importante ressaltar que temos três 
grandes gêneros/grupos de demandas e/ou peças que poderão ser objeto de cobrança de 
nossos alunos examinandos na 2ª Fase de Direito Tributário. 
 
Ato contínuo, por fim, vamos falar sobre petição inicial. Mas afinal de contas, quais são 
os passos básicos de uma petição inicial: 
 
1) Endereçamento. 
2) Qualificação Requerente. 
Ações & Peças (Regra Geral)
Processo Subjetivo
Mandado de 
Segurança
Ação Declaratória
Ação Anulatória
Ação de Consignação 
em Pagamento
Ação de Repetição de 
Indébito Tributário
Ação de Embargos à 
Execução Fiscal
Petição de Exceção de 
Pré Executividade
Processo Objetivo
ADI
ADC
ADO
ADPF
Recursos Processuais
Agravo de Instrumento
Apelação
Agravo Interno
Recurso Especial
Recurso Extraordinário
 
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3) Fundamento do Requerente. 
4) Nome da Peça do Requerente. 
5) Qualificação do Requerido. 
6) Cabimento da Demanda. 
7) Descrição dos Fatos. 
8) Descrição dos Direitos. 
9) Pedidos. 
10) Valor da Causa. 
11) Local e Data. 
12) Advogado e OAB. 
 
Basicamente são estes os passos de uma peça inicial. Em sala de aula, falaremos sobre 
cada um, sua importância e forma de utilização. 
 
 
 
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Temática: Da Petição Inicial 
 
 Quando do estudo da prática processual em direito tributário, algumas questões iniciais são 
relevantes e precisam ser citadas à fim de que exista nexo e lógica no aprendizado didático da 
referida matéria. 
 
 Inicialmente cai ao lanço afirmar que não existe nenhum codificação especial sobre processo 
tributário e sua formatação, fazendo-se portanto utilização tanto de normas específicas (Lei de 
Execução Fiscal, Lei do Mandado de Segurança, entre outras), quanto as gerais, leia-se, Código de 
Processo Civil. 
 
 E considerando a inexistência de legislação especial, costuma-se dividir as peças processuais 
tributárias em três grandes grupos: processo subjetivo, objetivo e peças recursais. Logo, inclusive 
em face da maior utilização na prática, o presente capítulo irá trabalhar sobre a petição inicial sobre 
a égide do processo subjetivo, levando em consideração à defesa do contribuinte. 
 
 Mas afinal de contas, qual a motivação de elaborar-se uma petição inicial junto ao Poder 
Judiciário? O que motiva o contribuinte (que é regra) a requerer a prestação jurisdicional 
certamente é a existência de litígio ou a impossibilidade de solução administrativa de uma 
pendência fiscal. 
 
 Diante deste contexto, poderá inaugurar a esfera judicial o contribuinte por meio das 
seguintes ações e peças subjetivas: Mandado de Segurança, Ação Declaratória, Ação Anulatória, 
Ação de Consignação em Pagamento, Ação de Repetição de Indébito, Ação de Embargos à Execução 
Fiscal e a Petição de Exceção de Pré Executividade. 
 
E o que as presentes peças apresentam em comum? A sua estrutura. Lembrando aqui que 
muito embora a presente obra seja dirigida para quem está estudando para 2ª Fase da OAB em 
Direito Tributário, em nada obsta utilizar-se desta estrutura para a prática diária da advocacia 
tributária. Portanto, qual é a estrutura básica destas peças processuais do processo subjetivo: 
 
 
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 Após visualizarmos a estrutura básica de uma petição inicial do processo subjetivo, faz 
necessário compreender cada tópico acima exposto, ratificando-se mais uma vez que na análise dos 
tópicos de peça serão utilizadas como parâmetro - ação judicial contra o fisco - que terá como 
requerente o contribuinte e requerido o fisco. 
 
Endereçamento 
 
 O endereçamento normalmente é o grande ponto nevráulgico dos examinandos da Ordem 
dos Advogados do Brasil. Certamente é uma das questões que torna-se campeã de 
questionamentos em cada certame. 
 
 Mas o que é o endereçamento? Endereçamento será o destinatário da demanda, ou seja, 
será o juízo responsável pelo julgamento do litígio, da causa controversa em que o contribuinte 
buscará a solução para seus problemas. Tal previsão encontra-se disposto no artigo 319, I, do Código 
de Processo Civil. 
Estrutura Básica do Processo Subjetivo
1) Endereçamento
2) Qualificação do Requerente
3) Fundamento da Peça 
4) Nome da Peça 
5) Qualificação do Requerido
6) Cabimento
7) Fatos
8) Direitos
9) Pedidos
10) Valor da Causa
11) Local ... Data ... 
12) Advogado ... OAB ... 
 
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 Normalmente e a grande regra no direito tributário é de que as causas serão ajuizadas em 
1º Grau (quem julga será um juiz singular), na Justiça Federal (Subseção) se houver interesse da 
União, Autarquia Federal ou Empresa Pública Federal na forma do artigo 109, I, da Constituição 
Federal, ou como critério residual na Justiça Estadual (Comarca) acaso não houver a incidência da 
regra do artigo supra referido. 
 
Art. 109. Aos juízes federais compete processar e julgar: 
I - as causas em que a União, entidade autárquica ou empresa pública 
federal forem interessadas na condição de autoras, rés, assistentes ou 
oponentes, exceto as de falência, as de acidentes de trabalho e as sujeitas 
à Justiça Eleitoral e à Justiça do Trabalho; 
 
 Assim como primeiro critério de endereçamento faz-se necessário estabelecer se o teu 
processo será dirigido para a Justiça Federal ou Estadual. Após analisado o presente critério, deverá 
ser analisado pelo representante do contribuinte se não existe a possibilidade da petição inicial ser 
dirigida aos Juizados Especiais. 
 
 Mas existe possibilidade de endereçamento para os Juizados Especiais? Sim, tanto a Justiça 
Federal, quanto a Justiça Estadual apresentam seus próprios juizados especiais. Na Justiça Federal 
teremos os Juizados Especiais Federais e na Justiça Estadual os Juizados Especiais da Fazenda 
Pública. 
 
 E qual é o critério para que tais petições iniciais sejam para os juizados dirigidas? Trata-se de 
critério cumulativo onde deverá o autor da demanda ser pessoa física, micro empresa ou empresa 
de pequeno porte e a demanda a ser ajuizada ter valor igual ou inferior a 60 Salários Mínimos 
Nacionais. Acaso estejam presentes estes dois requisitos de forma cumulativa, o procedimento 
deverá ser dirigido para os Juizados Especiais Federais (observando-se o critério do artigo 109, I, da 
CF) ou para os Juizados Especiais da Fazenda Pública. 
 
 Lembrando ainda que jamais poderão ser dirigidos para os Juizados: Mandado de Segurança, 
Embargos à Execução Fiscal e Exceção de Pré Executividade, em face de previsão expressa na norma. 
 
 
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Lei 10.259/2001 - Art. 3º Compete ao Juizado Especial Federal Cível 
processar, conciliar e julgar causas de competência da Justiça Federal até o 
valor de sessenta salários mínimos, bem como executar as suas sentenças. 
§ 1o Não se incluem na competência do Juizado Especial Cível as causas: 
I - referidas no art. 109, incisos II, III e XI, da Constituição Federal, as ações 
de mandado de segurança, de desapropriação, de divisão e demarcação, 
populares, execuções fiscais (...) 
Art. 6º Podem ser partes no Juizado Especial Federal Cível: 
I – como autores, as pessoas físicas e as microempresas e empresas de 
pequeno porte, assim definidas na Lei no 9.317, de 5 de dezembro de 1996; 
 
Lei 12.153/2009 - Art. 2º É de competência dos Juizados Especiais da 
Fazenda Pública processar, conciliar e julgar causas cíveis de interesse dos 
Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios, até o valor de 
60 (sessenta) salários mínimos. 
§ 1o Não se incluem na competência do Juizado Especial da Fazenda 
Pública: 
I – as ações de mandado de segurança, de desapropriação, de divisão e 
demarcação, populares, por improbidade administrativa, execuções fiscais 
(...) 
Art. 5º Podem ser partes no Juizado Especial da Fazenda Pública: 
I – como autores, as pessoas físicas e as microempresas e empresas de 
pequeno porte, assim definidas na Lei Complementar no 123, de 14 de 
dezembro de 2006; 
 
 Logo o segundo critério para efeitos de definição do endereçamento é analisar a 
possibilidade de direcionamento da causa para os Juizados ou não. 
 
Dica do Guigui 
A petição inicial, para efeitos de Exame da Ordem, somente deverá ser dirigida para 
os Juizados, seja Federal ou da Fazenda Pública, acaso o enunciado deixar claro e 
expresso que o requerente é pessoa física, empresa de pequeno porte ou micro 
empresa e o valor da causa tem valor igual ou inferior a 60 SM. 
 
 
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 Por fim, para efeitos de endereçamento ainda é necessário ater-se a qual comarca ou 
subseção deverá ser dirigida a petição inicial. E para efeitos deste critério recomenda-se a utilização 
e observância dos artigos do Código de Processo Civil. 
 
Art. 51. É competente o foro de domicílio do réu para as causas em que seja 
autora a União. 
Parágrafo único. Se a União for a demandada, a ação poderá ser proposta 
no foro de domicílio do autor, no de ocorrência do ato ou fato que originou 
a demanda, no de situação da coisa ou no Distrito Federal. 
 
Art. 52. É competente o foro de domicílio do réu para as causas em que seja 
autor Estado ou o Distrito Federal. 
Parágrafo único. Se Estado ou o Distrito Federal for o demandado, a ação 
poderá ser proposta no foro de domicílio do autor, no de ocorrência do ato 
ou fato que originou a demanda, no de situação da coisa ou na capital do 
respectivo ente federado. 
 
 Diante disto, como terceiro critério para endereçamento, a demanda será distribuída, via de 
regra, no local do domicílio do requerente da demanda. Mas cuidado: acaso tratar-se de embargos 
à execução fiscal ou exceção de pré executividade, tais peças deverão ser endereçadas para o local 
onde tramita a execução fiscal. 
 
 Por fim, antes de visualizarmos como se apresentarão tais endereçamentos, faz-se 
necessário deixar muito claro: muito embora alguns doutrinadores na maioria das vezes com razão 
endereçam na forma da competência do tributo, esta regra comporta algumas exceções, como por 
exemplo, cobrança de IPTU dos Correios que tem imunidade. Muito embora esteja tratando-se de 
tributo municipal, a ação deverá ser proposta junto a Justiça Federal por tratar-se de Empresa 
Pública Federal na forma do artigo 109, I da CF. 
 
 Findo as exposições sobre endereçamento, os mesmos se apresentarão da seguinte forma: 
 
Endereçamento para Justiça Estadual 
Douto Juízo de Direito da ... Vara (Cível/Fazenda Pública) da Comarca de ... 
 
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Endereçamento para os Juizados Especiais da Fazenda Pública 
Douto Juízo de Direito dos Juizados Especiais da Fazenda Pública da Comarca de ... 
 
Endereçamento para Justiça Federal 
Douto Juízo Federal da ... Vara (Federal/Fazenda Pública) da Seção Judiciária do 
Estado ... 
 
Endereçamento para os Juizados Especiais Federais 
Douto Juízo Federal dos Juizados Especiais Federais da Seção Judiciária do Estado ... 
 
Dica do Guigui 
- Somente coloca-se a Vara de forma expressa se houver objetivamente no enunciado. 
- Somente menciona-se a Comarca ou Seção se houver expressa no enunciado. 
 
Qualificação do Requerente 
 
 A qualificação do requerente deverá observar estritamente o que disposto no artigo 319, II, 
do Código de Processo Civil. Diante disto deverá constar na qualificação obrigatoriamente os 
seguintes itens: “os nomes, os prenomes, o estado civil, a existência de união estável, a profissão, o 
número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica, o 
endereço eletrônico, o domicílio e a residência do autor e do réu”. 
 
 Para efeitos de 2ª Fase do Exame da Ordem, questiona-se se não houver a presença de tais 
itens acima expostos no enunciado, poderão ser criados? A resposta é negativa. Lembrando que 
nada poderá ser criado ou imaginado no Exame da Ordem, sob pena do examinador considerar 
como identificação de peça e o examinando vir a reprovar. Portanto o candidato para efeitos de 
elaboração da peça deverá observar estritamente o que descrito no enunciado. 
 
 
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 Lembrando, antes de citar alguns exemplos, que no momento de elaborar tal qualificação, 
deverá o examinando fazer a indicação do advogado (procurador), visto que somente este último 
detém capacidade postulatória para representação em juízo. 
 
Qualificação Pessoa Física 
Nome, prenome, estado civil ..., profissão ..., inscrito no CPF sob o nº ..., endereço 
eletrônico ..., residente e domiciliado ..., neste ato representado por seu procurador 
(procuração em anexo), estabelecido ..., local onde receberá intimações. 
 
Qualificação Pessoa Jurídica 
Nome Empresa, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob o nº ..., 
estabelecida ..., endereço eletrônico ..., neste ato representada por seu procurador 
(procuração anexa), estabelecido ..., local onde receberá intimações. 
 
Fundamento e Nome da Peça 
 
 Toda peça processual terá um fundamento e uma denominação. Para efeitos práticos 
(prática na advocacia) a certeza de tais quesitos muito pouco altera a possibilidade de recebimento 
ou não da peça vestibular. Entretanto para efeitos de 2ª Fase de Exame da Ordem tais requisitos 
são imprescindíveis para a correção da peça processual. 
 
 Em cada capítulo da presente obra iremos trabalhar individualmente sobre o fundamento e 
o nome de cada peça processual possível no direito tributário. Lembrando sempre que o candidato 
deverá colocar tais requisitos de forma expressa e legível, à fim de que o examinador não tenha 
dúvidas sobre aescolha por ele realizada. 
 
Exemplo de Fundamento e Nome da Peça 
(...) vem à presença de Vossa Excelência, com fundamento no artigo 164, III, CTN e 
artigos 539 e seguintes do CPC, propor a presente ação CONSIGNAÇÃO EM 
PAGAMENTO COM DEPÓSITO. 
 
 
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Qualificação do Requerido 
 
 Para qualificar em face de quem será realizado o processo, ou seja, o réu da ação judicial 
deverá observar-se o que disposto igualmente no artigo 319, II, do CPC. Entretanto, como em nosso 
direito tributário, o requerido normalmente é uma pessoa jurídica de direito público, compreende-
se necessário acrescer em tal qualificação à representação processual exposta no artigo 75 do CPC. 
 
 Importante ainda ressaltar que tal qualificação, para efeitos de 2ª Fase de Exame da Ordem 
é genérica, ou seja, a ação será ajuizada em face da União, Estado, Distrito Federal ou Município. 
Somente será diferenciada quando tratar-se de Mandado de Segurança que veremos em capítulo 
próprio. 
 
Qualificação da Pessoa Jurídica de Direito Público 
Ente Público (União, Estado, Distrito Federal ou Município), pessoa jurídica de direito 
público, inscrita no CNPJ sob o nº ..., estabelecida ..., endereço eletrônico ..., 
representada neste ato por seu representante na forma do artigo 75, (ver o inciso que 
se encaixa) do CPC. 
 
Cabimento 
 
Após realizada a fase preambular da petição inicial, ou seja, informei quem irá julgar e 
apreciar meus pedidos (Endereçamento), quem está propondo a demanda (Requerente), 
fundamentos e nome da peça (Ação Escolhida) e em face de quem estarei ajuizando (Requerido), 
iniciaremos as fases dos tópicos processuais. 
 
E inaugura os presentes tópicos aquele que denomino de cabimento, ou seja, o que justifica 
a opção pela ação escolhido pelo requerente e seu procurador. Na prática processual tributária, tal 
tópico não apresenta qualquer relevância ou necessidade, mas para efeitos de 2ª Fase de Exame da 
Ordem sempre é bem pontuado e lembrado pelo examinador. 
 
 
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Diante disto o presente tópico nada mais trata-se da justificativa do porque da ação 
escolhida pelo examinando ou requerente. E para elaborar o presente tópico basta justificar a ação, 
considerando o artigo citado na fase preambular que justifica a escolha realizada. 
 
I - Do Cabimento 
Reza o artigo 38 da LEF que poderá a parte anular via Ação Anulatória lançamento 
realizado equivocamente ou ilegalmente. No presente caso compreende-se pela 
ilegalidade do presente lançamento, portanto sendo cabível o ajuizamento da 
presente ação anulatória. 
 
Dos Fatos 
 
Após realizada a fase preambular da petição inicial, ou seja, verificado quem será o juízo que 
irá efetivar a prestação jurisdicional, qualificando logo após quem ajuíza a ação, qual tipo de ação 
escolhida, bem como contra quem será dirigida a demanda, finalizando com a explicação do porquê 
da escolha da demanda, cabe ao examinando descrever os fatos que levaram a ocorrência do litígio, 
ou seja, o que ocorreu de fato para a parte requerer a prestação jurisdicional. 
 
Para efeitos de Exame da Ordem caberá ao examinando informar/descrever, sempre 
observando suas próprias palavras (cópia não será considerada), os fatos como de fato ocorreram. 
 
Aqui, mais uma vez um alerta: não poderá o examinando inventar ou imaginar qualquer fato 
diverso do que literalmente descrito no enunciado da peça. 
 
Dos Direitos 
 
Descritos os fatos que levaram o contribuinte a desejar a prestação jurisdicional faz-se 
necessário elaborar o ponto mais importante e pontuado da peça processual no Exame da Ordem: 
os direitos que foram lesados pelo fisco. 
 
 
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É neste tópico processual que o examinando deverá pronunciar-se sobre as normas que lhe 
dão direito a socorrer-se do Poder Judiciário. Lembre-se: nenhum problema apresentado, para 
efeitos de Exame da Ordem, será livre de vícios, ilegalidades ou inconstitucionalidades. Portanto na 
análise do caso concreto, o candidato deverá extrair do enunciado as informações necessárias para 
identificar tais lesões ao direito. 
 
Dica do Guigui 
- Como eu descrevo o tópico direito: 
Fale da norma que está sendo lesada com suas palavras e sua adesão ao caso 
concreto, concluindo se ocorreu ou não vício de ilegalidade ou inconstitucionalidade. 
 
 Por fim é importante acrescer que neste item da peça processual que o candidato poderá 
igualmente falar sobre o cabimento de eventual liminar ou tutela provisória. Entretanto, para 
efeitos de Exame da Ordem, recomenda-se abrir um tópico novo abaixo do presente item. 
 
Dos Pedidos 
 
Finalizando a peça processual deverá ser elaborado o resumo das intenções com a peça 
vestibular, isto é, o candidato irá citar de forma breve e objetiva os seus pedidos. Tais itens irão 
variar à depender da peça processual que será redigida. Portanto recomenda-se a análise de cada 
peça para verificar-se a lista dos pedidos. 
 
Valor da Causa 
 
O valor da causa representa a expressão financeira do objeto da demanda que está sendo 
ajuizada. Lembrando que para efeitos do Exame da Ordem somente deverá ser mencionado o valor 
da ação se houver expresso no enunciado tal número correspondente. Visto que, mais uma vez 
reitera-se, que não pode ser inventado ou imaginado nenhuma quantia, sob pena de ser zerada à 
peça sob argumento da peça ser identificada. 
 
Do Local, Data, Advogado e Nº da OAB 
 
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Recomenda-se que tais itens sejam apenas mencionados (citados e acrescidos das 
reticências), não devendo o examinando colocar qualquer local, data, nome de advogado e/ou 
número de inscrição nos quadros da ordem dos advogados. 
 
 
 
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Temática: Mandado de Segurança 
 
 O mesmo tem como fundamento legal básico da presente demanda encontra-se 
esculpido no artigo 5º, LXIX, CF, combinado com o artigo 1º da Lei 12.016/2009. Importante 
dizer que tal demanda desfruta de status de remédio constitucional, onde para aqueles que o 
utilizam fundamenta-se sempre na seguinte premissa: “direito líquido e certo”. 
 
Mas este direito líquido e certo seria de quem? Daquele que venha sofrer uma ilegalidade 
ou abuso de poder, ou que até mesmo tenho medo de sofrer. 
 
 Mas quem cometerá tais atos? Estes atos são realizados pela autoridade pública ou 
agente de pessoa jurídica. Mas atenção: sempre no exercício de poder dado pelo Poder Público. 
 
 Ademais onde encaixa-se o Mandado de Segurança dentro do processo fiscal? Lembre-
se que conforme artigo 3º do CTN, o ato de cobrar tributo está vinculado a lei. Logo, se houver 
cobrança sem respaldo legal, poderemos estar frente a utilização da presente demanda. 
 
 Lembre-se que o Mandado de Segurança poderá serrepressivo ou preventivo. Assim 
você utilizará o repressivo para fatos que sucedem o lançamento. Já o preventivo quando 
houver uma lei, mas que ainda ela não produziu efeitos sobre determinado contribuinte. 
 
 Outrossim no que tange ao direito líquido e certo, quer dizer aquela norma que está 
devidamente postada e poderá ser de pleno comprovada pelo ínclito julgador. Lembre-se e não 
esqueça: uma das grandes diferenças no Mandado de Segurança é que não existirá dilação 
probatória, logo as provas deverão ser anexadas e provadas de pleno (pré-constituída). 
 
 Igualmente é importante ressaltar que: 
 
 Aquele que Entra com Mandado de Segurança = Polo Ativo = Impetrante. 
 Aquele que Cometeu o Ato Ilegal ou Abusivo = Polo Passivo = Impetrado. 
 
Queridos Alunos vocês não entrarão com MS contra Ente Público, mas sim contra aquele 
representante do ente que cometeu o ato ilegal ou abusivo. 
 
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Ademais nunca é demais salientar que o prazo para a propositura da demanda será de 
120 dias (art. 23 da Lei 12.016/09), contados da ciência do ato a ser impugnado por parte do 
prejudicado. Cuidado na hora da prova também: tal prazo jamais se interromperá ou 
suspenderá (uma vez iniciado, vai até o fim). 
 
 
Mas no que tange ao Mandado Preventivo? A doutrina majoritária compreende que não 
existe prazo decadencial, pois a cada dia que passa, a ameaça se prospera. Importante salientar 
ainda, conforme Lei própria do Mandado de Segurança que não caberá o presente remédio 
constitucional quando: 
 
Art. 5º - Não se concederá mandado de segurança quando se 
tratar: 
I - de ato do qual caiba recurso administrativo com efeito 
suspensivo, independentemente de caução; 
II - de decisão judicial da qual caiba recurso com efeito 
suspensivo; 
III - de decisão judicial transitada em julgado. 
 
E como eu, aluno, fundamento um Mandado de Segurança? Conjuga-se os termos do 
artigo 1º da Lei Própria, do art. 5º, LXIX da CF, combinado com o artigo 319 do Novo Código de 
Processo Civil. 
 
 É importante dizer, que na maioria das vezes, a utilização do Mandado de Segurança 
remonta a ideia de utilização do pedido liminar. Outrossim tenha cuidado, eis que nos termos 
do artigo 7º, §2º da Lei própria, não caberá MS quando: 
 
§ 2º - Não será concedida medida liminar que tenha por objeto 
a compensação de créditos tributários, a entrega de 
mercadorias e bens provenientes do exterior, a reclassificação 
ou equiparação de servidores públicos e a concessão de 
aumento ou a extensão de vantagens ou pagamento de qualquer 
natureza. 
 
 
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CUIDADO: Mandado de Segurança é para proteção de direito líquido e certo. Logo não 
caberá no Mandado de Segurança dilação probatória. As provas documentais deverão ser 
juntadas junto com a inicial, assim admite-se prova documental, mas jamais no curso do 
processo. 
 
Outra questão importante do Mandado de Segurança: tem prazo de 120 dias da ciência 
do ato. O STF já reafirmou que é válido esse prazo. Esse prazo não se suspende ou interrompe. 
 
CUIDADO: Súmula 271 do STF - não posso cumular MS com Repetição de Indébito. 
 
O MS é um rito mais célere (rápido) e tem prioridade de andamento. O MS não permite 
condenação de honorários sucumbenciais. Mas o que são honorários sucumbenciais? São 
aqueles honorários devidos para o advogado da parte contrária. 
 
CUIDADO: A FGV tem dito também sobre MS: ingresse com a ação menos custosa para o 
cliente. Considere que só precise comprovar através de prova documental. 
 
CUIDADO: E se for para o Rito Ordinário?A prova te dará pistas, do tipo: precisa provar 
com prova pericial. Não bastam somente os documentos para comprovação. Logo, se a à prova 
mencionar quaisquer destas expressões: advogado quer honorários ou preciso de provas 
(periciais, testemunhas), não posso entrar com MS. 
 
Caso comum de MS: contribuinte tem uma loja matriz e outras filiais. Ele precisa 
transportar mercadorias entre elas. Incide ICMS? Não, em razão de não haver circulação de 
mercadorias. A mercadoria irá para o mesmo titular (sem transferência). Assim, caberá MS 
preventivo, caso visualize justo receio. 
 
Também existirá uma possibilidade, remota é verdade, de Mandado de Segurança 
Coletivo. Neste caso os efeitos irão atingir determinado grupo de pessoas. Não será qualquer 
pessoa que poderá impetrar. O rol taxativo está no artigo 5º, LXX (70) da CF. Assim, o que muda 
aqui serão os efeitos da decisão. 
 
 
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Lembrando ainda que no MS Coletivo só posso impetrar na defesa dos filiados, e 
conforme finalidades/ objetivos institucionais, assim, por exemplo à OAB não poderá tutelar 
direito dos médicos. 
 
Já no que tange a suspensão da exigibilidade do crédito: toda vez que for possível você 
deverá pedir. No Mandado de Segurança, são duas formas: depósito e liminar (jamais 
antecipação de tutela provisória de urgência ou de evidência). 
 
Por fim e ATENÇÃO se eu não souber se é: MS Repressivo ou Preventivo. Na dúvida, 
coloque só Mandado de Segurança. E antes de irmos para demonstração da peça, colaciono 
importante resumo para fixação sobre o Mandado de Segurança1: 
 
Competência A da pessoa jurídica a qual a autoridade está vinculada. 
Legitimidade 
ativa 
a) Titular do direito lesado ou ameaçado. 
b) Quando o direito ameaçado ou violado couber a várias pessoas, 
qualquer delas poderá requerer o mandado de segurança (artigo 1.º, § 
3.º, Lei 12.016/2009). 
c) Terceiro que tenha direito em condições idênticas à do titular: pode 
impetrar Mandado de Segurança caso o titular não o faça em prazo 
razoável, se o seu titular não o fizer, no prazo de 30 (trinta) dias, 
quando notificado judicialmente (artigo 3.º). 
Legitimidade 
passiva 
Considera-se autoridade coatora aquela que tenha praticado o ato 
impugnado ou da qual emane a ordem para a sua prática (artigo 6.º, § 
3.º, Lei 12.016/2009). 
São equiparados os representantes ou órgãos de partidos políticos e os 
administradores de entidades autárquicas, bem como os dirigentes de 
pessoas jurídicas ou as pessoas naturais no exercício de atribuições do 
poder público, somente no que disser respeito a essas atribuições. 
Legitimidade 
passiva 
Considerar-se-á federal a autoridade coatora se as consequências de 
ordem patrimonial do ato contra o qual se requer o mandado houverem 
 
1 NASSER, Guilherme Sacomano. Prática tributário / Guilherme Sacomano Nasser, Nathaly Campitelli Roque; coordenação Alvaro de 
Azevedo Gonzaga, Nathaly Campitelli Roque – 3. ed. rev., atual. e ampl. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO: 2015.Página 
184 e 185. 
 
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de ser suportadas pela União ou entidade por ela controlada (artigo 2.º 
da Lei 12.016/2009). 
Litisconsórcio 
ativo 
É admitido até o despacho inicial (artigo 10, § 2.º, Lei 12.016/2009). 
Litisconsórcio 
passivonecessário 
Pessoa jurídica de direito público a quem se liga a autoridade. Terá ela 
a legitimidade para recorrer. 
Causa de pedir Alegação e demonstração da: 
a) lesão ou ameaça de lesão (ameaça fundada); 
b) ato ilegal ou praticado com abuso de poder por autoridade ou 
equiparado; 
c) a direito líquido e certo do impetrante; 
d) se o caso, a condição de prejudicado indireto pelo ato, quanto a seu 
interesse processual específico. 
Súmula 625 do Supremo Tribunal Federal: “Controvérsia sobre matéria 
de direito não impede concessão de mandado de segurança”. 
Pedido Concessão da segurança para suprir a ilegalidade ou abuso de 
autoridade. 
Prazo Caberá mandado de segurança no prazo máximo de 120 dias contado 
do ato impugnado (art. 23 da Lei 12.016/2009). 
Valor da causa Benefício material a ser aferido pela demanda. 
Intimação da 
autoridade 
Requerimento de intimação da autoridade, para apresentar 
informações no prazo de 10 (dez) dias e da pessoa jurídica de direito 
público a quem a autoridade pertence (artigo 7.º, I, Lei 12.016/2009). 
 
Considerando que repassamos por alguns dos principais tópicos sobre o Mandado de 
Segurança, vamos agora vislumbrar um modelo de peça-prática da presente ação tratada neste 
capítulo. É importante dizer que o presente material deverá ser complementado com as aulas 
a vivo que serão realizadas conforme grade de horários. 
 
Enunciado da Peça 
 
 
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Zeta é uma sociedade empresária cujo objeto social é a compra, venda e montagem de peças 
metálicas utilizadas em estruturas de shows e demais eventos. Para o regular exercício de 
sua atividade, usualmente necessita transferir tais bens entre seus estabelecimentos, 
localizados entre diferentes municípios do Estado de São Paulo. Apesar de nessas operações 
não haver transferência da propriedade dos bens, mas apenas seu deslocamento físico entre 
diferentes filiais de Zeta, o fisco do Estado de São Paulo entende que há incidência de 
Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços – ICMS nesse 
remanejamento. Diante da falta de recolhimento do imposto, o fisco já reteve por mais de 
uma vez, por seus Auditores Fiscais, algumas mercadorias que estavam sendo deslocadas 
entre as filiais, buscando, assim, forçar o pagamento do imposto pela sociedade empresária. 
Considere que, entre a primeira retenção e a sua constituição como advogado, passaram-se 
menos de dois meses. Considere, ainda, que todas as provas necessárias já estão disponíveis 
e que o efetivo pagamento do tributo, ou o depósito integral deste, obstaria a continuidade 
das operações da empresa que, ademais, não quer se expor ao risco de eventual condenação 
em honorários, no caso de insucesso na medida judicial a ser proposta. Com receio de sofrer 
outras cobranças do ICMS e novas retenções, e também pretendendo a rápida liberação das 
mercadorias já apreendidas, uma vez que elas são essenciais para a continuidade de suas 
atividades, a sociedade empresária Zeta o procura para, na qualidade de advogado, 
elaborar a petição cabível, ciente de que, entre a retenção e a constituição do advogado, há 
período inferior a 120 (cento e vinte) dias, e que, para a demonstração dos fatos, há a 
necessidade, apenas, de prova documental que lhe foi entregue. (Valor: 5,00 pontos 
 
Resolução da Peça 
 
 
Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da Vara (Cível/Fazenda Pública) da 
Comarca ... do Estado de São Paulo. 
 
Zeta, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob o nº ..., atos constitutivos em 
anexo, endereço eletrônico ..., estabelecida ..., vem respeitosamente, por intermédio de 
seu procurador (procuração em anexo), este estabelecido ..., local onde receberá 
intimações, à presença de Vossa Excelência, com fulcro nos artigos 5º, LXIX, CF, Art. 1º e 
Seguintes da Lei 12.016/09 e artigo 319 do CPC, impetrar 
 
MANDADO DE SEGURANÇA REPRESSIVO COM PEDIDO LIMINAR 
 
Em face de ato do Delegado da Receita Estadual, integrante dos quadros dos servidores 
do Estado de São Paulo, pessoa jurídica de direito público, inscrito no CNPJ sob o nº ..., 
 
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estabelecido ..., neste ato onde poderá ser representado pelo Procurador do Estado, na 
forma do artigo 75, II, do CPC, pelos fatos e fundamentos abaixo aduzidos. 
I – Cabimento 
 
No presente caso existe lesão à direito líquido e certo da parte impetrante, uma vez que 
está sendo cobrado da mesma imposto onde não é devido e consequentemente a retenção 
indevida das suas mercadorias. 
 
Diante disto, leciona o artigo 5º, LXIX, da Constituição Federal que caberá para toda lesão 
à direito líquido e certo a possibilidade de reparação via instrumento mandamental. 
Igualmente leciona o artigo 1º e seguintes da Lei 12.016/09 sobre a possibilidade de 
reparação à lesão, como no presente caso ocorre, via Mandado de Segurança. 
 
Logo, frente ao que exposto, compreende-se possível a impetração do presente Mandado 
de Segurança eis que presentes os requisitos para a sua interposição, eis que: existe 
necessidade de rápida reparação, a demanda a ser ajuizada não possibilita a condenação 
em honorários, bem como estão presentes todos os documentos para a comprovação do 
direito da parte. 
 
II – Tempestividade 
 
Leciona o artigo 23 da Lei 12.016/09 que a parte lesada terá prazo decadencial de 120 
dias para impetrar Mandado de Segurança quando da ocorrência de lesão a direito 
líquido e certo. Tal prazo tem seu computo inicial à partir da ciência do ato. 
 
No presente caso, conforme expresso no enunciado, existe prazo inferior à 2 meses da 
ciência do ato. 
 
Diante disto, compreende-se possível e tempestivo à utilização do Mandado de Segurança 
à fim de reparar à lesão da parte impetrante. 
 
III – Dos Fatos 
 
A empresa Zeta tem como objeto à comercialização de peças metálicas. Ocorre que frente 
a necessidade de transportar tais peças entre seus estabelecimentos, o fisco do Estado de 
São Paulo resolveu tributar tal operação, mesmo não ocorrendo modificação de 
titularidade dos bens transportados. Ademais, por intermédio de seus auditores, o fisco 
resolveu reter as mercadorias com o intuito de cobrar os tributos compreendidos como 
devidos pelos mesmos. Diante disto, considerando à lesão ocorrida frente a empresa 
 
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impetrante, torna-se possível o ajuizamento do presente Mandado de Segurança à fim de 
reparar o ato manifestamente ilegal e inconstitucional realizado pela parte impetrada. 
 
IV – Dos Direitos 
 
Leciona o artigo 155, II, da Constituição Federal que teremos a incidência de ICMS toda 
vez que ocorrer operações relativas à circulação de mercadorias. 
No presente caso não existe a presente circulação, tendo em vista que a titularidade da 
propriedade não é alterada pelo simples fato de haver transferência dos bens da 
impetrante entre seus estabelecidos. 
 
Diante disto, tendo em vista a não modificação de titularidade de propriedade dos bens 
da empresa impetrante compreende-se pela não possibilidade e não ocorrência do fato 
gerador de ICMS. Outrossim tal fundamento corresponde ao que disposto na Súmula 166do STJ. 
 
Leciona a Súmula 323 do STJ que é vedada a conduta de apreender mercadorias ou retê-
las com o intuito de obrigar contribuinte à pagar tributo. 
 
No presente caso houve retenção de mercadorias da parte impetrante, eis que 
compreende o fisco estadual sobre a incidência de ICMS nas operações de transferência 
dos bens pertencentes a empresa. 
 
Sendo assim, além de não existir tal incidência de imposto, torna-se ilegal a 
retenção/apreensão de mercadorias para obrigar o pagamento de impostos conforme 
leciona a Súmula 323 do STJ. 
 
V – Da Liminar 
 
Leciona o artigo 7º, III, da Lei 12.016/09 que poderá o magistrado através de solicitação 
da parte conceder medida liminar uma vez presentes os requisitos de fumaça do bom 
direito e perigo de demora. 
 
No presente caso resta comprovado a fumaça do bom direito, eis que conforme acima 
explicitado não existe a incidência de ICMS na presente operação realizada pela empresa 
frente ao que disposto na Súmula 166 do STJ e compreende-se igualmente pela 
impossibilidade de retenção de mercadoria na forma da Súmula 323 do STF. 
 
 
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Igualmente o perigo de demora está claramente demonstrado eis que se por ventura 
continuar ocorrer a retenção de mercadorias da parte impetrante, assim como mantiver 
a decisão de não liberar aquelas apreendidas, a parte não poderá dar continuidade aos 
seus serviços, colocando em risco a sua empresa. 
 
Diante do que exposto compreende-se possível a concessão da medida liminar uma vez 
presentes os requisitos dispostos no artigo 7º, III, da Lei 12.016/09. 
 
Por fim, deseja a parte que tal medida liminar seja deferida sem solicitação de caução, eis 
que a empresa não apresenta suporte para contemplar tal pedido acaso seja solicitado. 
 
VI – Dos Pedidos 
 
Ante o exposto requer: 
 
A) Recebimento do presente Mandado de Segurança. 
 
B) A concessão da medida liminar uma vez presentes os requisitos do artigo 7º, III, da Lei 
12.016/09 à fim de que exista a liberação das mercadorias retidas, assim como seja 
impossibilitado à cobrança de imposto e que o fisco não realize mais retenções de 
mercadorias da parte impetrante. 
 
C) Que a parte impetrada seja notificada, para que desejando, preste esclarecimentos na 
forma do artigo 7º, I, da Lei 12.016/09. 
 
D) Que seja cientificado o representante legal da autoridade coatora, para que tome 
ciência da presente ação assim como do ato realizado pela autoridade, e que seja lhe 
enviado cópia da inicial. Tudo isto na forma do art. 7º, II, da Lei 12.016/09. 
 
E) Que seja intimado o Membro do Ministério Público, fiscal da lei, à fim de tomar ciência 
da presente demanda, na forma do artigo 12, da Lei 12.016/09. 
 
F) Que seja confirmada a presente liminar e mantida até a sentença e que ao final seja 
julgada procedente o presente mandado de segurança, sendo concedida segurança, à fim 
de: liberar as mercadorias apreendidas e que novas não sejam retidas na forma da 
Súmula 323 do STF, bem como implique na impossibilidade de lançamento de ICMS eis 
que não existe fato gerador para tanto na forma do artigo 155, II, da CF. 
 
G) Que seja condenada à parte impetrante no pagamento das custas judiciais. 
 
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Valor da Causa: R$ ... 
Nestes termos, pede deferimento. 
Local ... Data ... 
Advogado ... OAB ... 
 
 
 
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Temática: Ação Declaratória & Anulatória 
 
Após vista a nossa primeira demanda e peça sempre possível de cair em nossa OAB, 
vamos falar um pouco sobre a Ação Declaratória. Vale ressaltar que tal demanda confunde-se 
muito com o Mandado de Segurança Preventivo, visto que ambos servem para afastar a ameaça 
concreta de lesão. 
 
 A presente Ação Declaratória apresenta como fundamento legal básico o que lecionado 
no que esculpido no artigo 19 do NCPC. Outrossim quando do ajuizamento igualmente o 
requerente deverá vislumbrar os requisitos do artigo 319 do NCPC. 
 
 A ação declaratória apresenta como finalidade a declaração de existência ou inexistência 
de relação jurídica tributária, e as suas devidas consequências jurídicas. 
 
 Lembre-se e não esqueça: em exame da OAB, via de regra, você utilizará a presente 
demanda quando inexistir a constituição do crédito tributário (inexistir lançamento). Porém 
deverá haver algum ato concreto que sinalize a incerteza jurídica no que tange ao ato de ser 
cobrado ou não. 
 
 Agora, se já houver lançamento tributário, você estimado aluno, já poderá iniciar a 
pensar em demanda Anulatória de Débito Fiscal. 
 
 Mas tenha atenção: se você contribuinte deseja afastar possível cobrança futura, e na 
mesma demanda repetir aquele tributo pago indevidamente, é totalmente pleno e cabível uma 
Ação Declaratória de Inexistência de Relação Jurídica-Tributária cumulada com Repetição de 
Indébito Tributário. Se acaso for este seu pedido, não esqueça do artigo 165 do CTN e do pedido 
de repetição. 
 
 Ressalta-se ainda que a presente Ação Declaratória poderá ser utilizada para todo e 
qualquer tipo de tributo, inclusive no que tange a declaração de inexistência de cumprimento-
dever das obrigações acessórias. Para isto vide o artigo 113, §1 e 2º do CTN. 
 
 Aonde vou entrar com a presente ação: no local do domicílio do contribuinte. 
 
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 Ademais não esqueça, portanto quando caberá ação declaratória: 
 
 Declarar existência ou inexistência de relação jurídica-tributária. 
 Declarar autenticidade ou falsidade de documento tributário. 
 
E, você poderá ficar com dúvidas, como optar pela Ação Declaratória ou Mandado de 
Segurança Preventivo? Buenas, sugiro ir para o rito especial, ou seja, analisar a possibilidade de 
cabimento de Mandado de Segurança Preventivo quando existir presente algumas condições 
descritas no próprio enunciado: 
 Enunciado falar na possibilidade de adoção de procedimento mais célere. 
 Enunciado falar na possibilidade de procedimento menos custoso. 
 Enunciado falar na impossibilidade de dilação probatória. 
 
Depois de trabalhado sobre alguns aspectos relevantes da Ação Declaratória trago 
importante quadro resumido sobre ação declaratória2: 
 
Critérios da regra matriz de 
incidência tributária 
Defeito 
Material Não ser o fato concreto passível da incidência daquela 
tributação 
Temporal a) O fato não ter ocorrido 
b) já ter havido a decadência do direito de lançar 
Territorial O fato não ter ocorrido nos limites da competência do 
sujeito ativo 
Pessoal O ente que pretende a cobrança não é o sujeito ativo da 
obrigação tributária 
O interessado não é o sujeito passivo da obrigação 
tributária 
Quantitativo Inconstitucionalidade e/ou ilegalidade da base de 
cálculo ou da alíquota 
 
2 NASSER, Guilherme Sacomano. Prática tributário / Guilherme Sacomano Nasser, Nathaly Campitelli Roque; coordenação Alvaro de 
AzevedoGonzaga, Nathaly Campitelli Roque – 3. ed. rev., atual. e ampl. – Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO: 2015.P. 154 
 
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Alíquota e/ou base de cálculo pretendidos em desacordo 
com a regência legal da matéria 
 
 Considerando que repassamos por alguns dos principais tópicos sobre a presente 
demanda, vamos agora vislumbrar um modelo de peça-prática da presente ação tratada neste 
capítulo. É importante dizer que o presente material deverá ser complementado com as aulas 
ao vivo que serão realizadas conforme grade de horários. 
 
Enunciado da Questão 
 
A Igreja Guigui Faz Passar com sede na cidade de Santa Cruz do Sul – RS resolve aos finais 
de semana vender bolos e negrinhos à fim de obter renda para a manutenção da igreja. 
Ocorre que através de notícia veiculada em vários portais da internet, o Secretário da 
Fazenda do Estado do Rio Grande do Sul informa que passará a cobrar ICMS pelas 
comercializações realizadas pela Igreja Guigui Faz Passar, conforme lei que entrará em 
vigor no ano de 2017. Temendo assim ser tributada, a Igreja Guigui Faz Passar resolve lhe 
procurar para que seja garantido o seu direito de não pagar tributo. Você como procurador 
da Igreja Guigui Faz Passar, deverá portanto utilizar o procedimento judicial adequado à 
fim de defender os interesses da mesma. 
 
Peça Resolvida 
Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da Vara (Cível, Fazenda Pública) da 
Comarca de Santa Cruz do Sul, do Estado do Rio Grande do Sul. 
 
IGREJA GUIGUI FAZ PASSAR, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob o nº 
..., atos constitutivos em anexo, estabelecida ..., endereço eletrônico ..., na cidade de Santa 
Cruz do Sul – RS, vem respeitosamente, por intermédio de seu advogado (com procuração 
em anexa), estabelecido ..., local onde receberá intimações, perante Vossa Excelência, com 
fulcro nos artigos 19 e 319 do CPC, ajuizar a presente: 
 
AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE RELAÇÃO JURÍDICA TRIBUTÁRIA COM 
PEDIDO DE TUTELA PROVISÓRIA DE URGÊNCIA 
 
Em face do Estado do Rio Grande do Sul, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no 
CNPJ sob o nº ..., estabelecido ..., endereço eletrônico ..., neste ato representada por seu 
procurador nos termos do artigo 75, II, do CPC, pelos fatos e fundamentos abaixo 
aduzidos. 
 
 
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I – Cabimento 
 
Reza o artigo 19, I, do CPC que caberá ação declaratória à fim de declarar a inexistência 
da relação jurídica. 
 
Ocorre no presente caso, tendo em vista a possibilidade concreta de ser a parte 
requerente tributada, deseja a mesma que seja declarado a não possibilidade de pagar o 
referido imposto de ICMS narrado na notícia veicula no Portal. 
 
Diante disto compreende-se possível o presente ajuizamento à fim de afastar a ameaça 
concreta frente a possibilidade de ano de 2017 ser tributado por ICMS frente à realização 
de comercialização de bolos e negrinhos. 
 
II – Dos Fatos 
 
A Igreja Guigui Faz passar resolveu aos finais de semana à fim de implementar novas 
rendas para manter a igreja e sua finalidade comercializar bolos e negrinhos. Ocorre que 
após notícia veiculada em vários portais de internet, soube a parte requerente da 
legislação que poderá implicar em efeitos futuros de tributação nas presentes 
comercializações. Compreendendo assim pela não possibilidade deseja a Igreja buscar 
seus direitos à fim de ser declarado a impossibilidade de ser tributado pelo fato de 
comercializar negrinhos e bolos à fim de obter renda para manter suas finalidades. 
 
III – Dos Direitos 
 
Reza o artigo 150, VI, B, da Constituição Federal que gozará de imunidade os templos de 
qualquer culto no que tange a não possibilidade de ser tributado de impostos. 
 
No presente caso existe clara e manifesta intenção do fisco de tributar a comercialização 
de bolos e negrinhos da Igreja Guigui Faz Passar à partir do ano de 2017. 
 
Considerando assim que frente a norma acima exposta, e diante do manejamento do lucro 
obtido para o cumprimento da manutenção e finalidade essencial da igreja, compreende-
se impossível tal tributação, frente ao que deseja que seja provido e declarado a 
inconstitucionalidade da referida norma. 
 
IV – Da Tutela Provisória de Urgência 
 
 
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Reza o artigo 294 e 300 do CPC que poderá ser concedida a tutela provisória de urgência 
toda vez que presentes a probabilidade do direito e o perigo de dano ou ao risco ao 
resultado útil do processo. 
 
Sendo assim a probabilidade do direito está respaldada no artigo 150, VI, b da 
Constituição Federal onde está proibida a instituição de imposto frente aos Templos de 
Qualquer Culto. 
 
Ademais o perigo de dano resta configurado de forma implícita uma vez que caso seja 
tributada a igreja, terá que contribuir aos cofres públicos ao invés de ter possibilidade 
financeira de manter a sua igreja e finalidade. 
 
Ainda cabe salientar a parte requerente que deseja o conhecimento e o deferimento da 
tutela provisória de urgência sem necessidade de caução nos termos do artigo 300, §1º 
do CPC, uma vez que inexiste perigo de decisão ser revertida, nos termos do artigo 300, 
§3º do CPC. 
 
Em face do que acima exposto deseja a parte requerente, já que presentes todos os 
requisitos, a concessão da tutela provisória de urgência, e que ao final do feito, seja 
convertida em decisão definitiva de procedência da demanda. 
 
Acaso não seja deferida a tutela provisória, que seja possibilitada à realização do depósito 
integral em dinheiro para que seja suspensa a exigibilidade do crédito tributário na forma 
do artigo 151, II, do CTN e a consequente garantia da parte contrária. 
 
V – Dos Pedidos 
 
Ante o exposto requer: 
 
A) Que o presente feito seja recebido. 
 
B) O deferimento da tutela provisória na forma do artigo 294 do CPC, mais notadamente 
da tutela de urgência, na forma do artigo 300 do CPC, uma vez presentes os requisitos da 
probabilidade de direito e do perigo de dano, para que seja antecipada os efeitos da tutela. 
Tudo isto igualmente à fim de suspender a exigibilidade do crédito na forma do artigo 
151, V do CTN. 
 
 
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C) Acaso não seja deferida a tutela provisória, que seja possibilitado à realização do 
depósito integral em dinheiro para que seja suspensa a exigibilidade do crédito tributário 
na forma do artigo 151, II, do CTN e a consequente garantia da parte contrária. 
 
D) Julgada procedente a demanda à fim de ser declarada a inexistência da relação jurídica 
tributária, reconhecendo o direito da parte requerente de não ser tributada frente a 
ameaça concreta realizada. 
 
E) Seja possível a produção de todas as provas admitidas em direito, principalmente 
testemunhal, documental e pericial, na forma do artigo 319, VI, do CPC. 
 
F) Seja à parte contrária citada para acaso queira, no prazo hábil, venha oferecer 
contestação da presente demanda. 
 
G) Aparte não deseja que seja designada audiência de conciliação ou mediação nos 
termos do artigo 319, VII, CPC. 
 
H) Que seja condenada a parte requerida nos ônus sucumbenciais, notadamente as custas 
processuais na forma do artigo 82, §2º do CPC e dos honorários advocatícios na forma do 
artigo 85, §3º do CPC. 
 
I) Seja deferida a juntada dos documentos e da guia de pagamento das custas judiciais na 
forma do artigo 82 do CPC. 
 
Valor da Causa: R$ ... 
Nestes termos, pede deferimento. 
Local ... Data ... 
Advogado ... OAB ... 
 
 Outrossim, fato outro causa grande espécie e perspectiva junto ao presente professor. 
Ocorre que é possível, diferente do Mandado de Segurança, cumular Ação Declaratória com 
Repetição de Indébito Tributário. Trata-se sim de uma boa aposta para este exame. Mas daí, 
você poderá se perguntar? Como faço para peticionar se houver cumulação de pedidos, ou seja, 
declarar a inexistência (por exemplo) e buscar junto a restituição de tributos pagos 
indevidamente ou à maior? É básico e tranquilo. Basta juntar e indexar em uma demanda a ação 
declaratória com à de repetição. Para não restar dúvidas da possibilidade, segue exemplo 
prático abaixo. 
 
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Enunciado da Questão 
 
A Igreja Guigui Faz Passar com sede na cidade de Santa Cruz do Sul – RS resolve aos finais 
de semana vender bolos e negrinhos à fim de obter renda para a manutenção da igreja. 
Ocorre que através de notícia veiculada em vários portais da internet, o Secretário da 
Fazenda do Estado do Rio Grande do Sul informa que incidirá ICMS pelas comercializações 
realizadas pela Igreja Guigui Faz Passar, conforme lei que entrará em vigor no ano de 
2017. Chegado o ano de 2017 Guigui Faz Passar, é tributada nos meses de Janeiro até Abril 
de 2017, no montante de R$ 100.000,00. Considerando à exigência do tributo, a Igreja 
Guigui Faz Passar acaba por satisfazer o débito tributário acima expresso. Temendo assim 
ser tributada novamente, visto que suas atividades são semanais, a Igreja Guigui Faz 
Passar resolve lhe procurar para que seja garantido o seu direito de não pagar tributo e 
recuperar eventual tributo pago indevidamente. Você como procurador da Igreja Guigui 
Faz Passar, deverá portanto utilizar o procedimento judicial adequado à fim de defender 
os interesses da mesma 
 
Peça Resolvida 
 
Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da Vara ... (Cível, Fazenda Pública) da 
Comarca de Santa Cruz do Sul – RS. 
 
Igreja Guigui Faz Passar, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob o nº ..., 
atos constitutivos em anexo, estabelecida ..., endereço eletrônico ..., na cidade de Santa 
Cruz do Sul – RS, vem respeitosamente, por intermédio de seu advogado (com 
procuração em anexa), estabelecido ..., local onde receberá intimações, perante Vossa 
Excelência, com fulcro nos artigos 19 e 319 do CPC e art. 165, I, do CTN , ajuizar a 
presente: 
 
AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE RELAÇÃO JURÍDICA TRIBUTÁRIA 
CUMULADA COM REPETIÇÃO DE INDÉBITO COM PEDIDO DE TUTELA PROVISÓRIA 
DE URGÊNCIA 
 
Em face do Estado do Rio Grande do Sul, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no 
CNPJ sob o nº ..., estabelecido ..., endereço eletrônico ..., neste ato representada por seu 
procurador nos termos do artigo 75, II, do CPC, pelos fatos e fundamentos abaixo 
aduzidos. 
 
I – Cabimento 
 
 
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Reza o artigo 19, I, do CPC que caberá ação declaratória à fim de declarar a inexistência 
da relação jurídica. Ocorre no presente caso, tendo em vista a possibilidade concreta de 
continuar a ser a parte requerente tributada, deseja a mesma que seja declarado a 
impossibilidade de pagar o referido imposto de ICMS. Diante disto compreende-se 
possível o presente ajuizamento à fim de afastar a ameaça concreta frente a 
possibilidade do fisco continuar à cobrar indevidamente o ICMS frente à realização de 
comercialização de bolos e negrinhos. 
 
II – Dos Fatos 
 
A Igreja Guigui Faz passar resolveu aos finais de semana à fim de implementar novas 
rendas para manter a igreja e sua finalidade comercializar bolos e negrinhos. Ocorre que 
após notícia veiculada em vários portais de internet, soube a parte requerente da 
legislação que poderá implicar em efeitos futuros de tributação nas presentes 
comercializações. E considerando a chegada do ano de 2017, a Igreja foi tributada nos 
meses de janeiro até abril de 2017, no montante de R$ 100.000,00. Logo compreendendo 
pela não possibilidade legal de tais atos, deseja a Igreja buscar seus direitos à fim de ser 
declarado a impossibilidade de ser tributado pelo fato de comercializar negrinhos e 
bolos à fim de obter renda para manter suas finalidades, bem como restituir aqueles 
tributos pagos indevidamente. 
 
III – Dos Direitos 
 
Reza o artigo 150, VI, B, da Constituição Federal que gozará de imunidade os templos de 
qualquer culto no que tange a não possibilidade de ser tributado de impostos. No 
presente caso existe clara e manifesta intenção do fisco de continuar à tributar a 
comercialização de bolos e negrinhos da Igreja Guigui Faz Passar. Além disto, já ocorreu 
tributação indevida entre os meses de Janeiro até Abril de 2017. Logo considerando a 
norma acima exposta, e diante do manejamento do lucro obtido para o cumprimento da 
manutenção e finalidade essencial da Igreja, compreende-se impossível tal tributação, 
frente ao que deseja que seja provido e declarado a inconstitucionalidade da referida 
norma e à devolução daqueles tributos pagos indevidamente. 
 
IV – Da Tutela Provisória de Urgência 
 
Reza o artigo 294 e 300 do CPC que poderá ser concedida a tutela provisória de urgência 
toda vez que presentes a probabilidade do direito e o perigo de dano ou ao risco ao 
resultado útil do processo. 
 
 
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Sendo assim a probabilidade do direito está respaldada no artigo 150, VI, b da 
Constituição Federal onde está proibida a instituição de imposto frente aos Templos de 
Qualquer Culto. Ademais o perigo de dano resta configurado de forma implícito uma vez 
que à Igreja poderá ser novamente tributada, e terá que contribuir aos cofres públicos 
ao invés de ter possibilidade financeira de manter a sua igreja e finalidade. 
 
Ainda cabe salientar a parte requerente que deseja o conhecimento e o deferimento da 
tutela provisória de urgência sem necessidade de caução nos termos do artigo 300, §1º 
do CPC, uma vez que inexiste perigo de decisão ser revertida, nos termos do artigo 300, 
§3º do CPC. Em face do que acima exposto deseja a parte requerente, já que presentes 
todos os requisitos, a concessão da tutela provisória de urgência, e que ao final do feito, 
seja convertida em decisão definitiva de procedência da demanda. 
 
Acaso não seja deferida a tutela provisória, que seja possibilitada à realização do 
depósito integral em dinheiro para que seja suspensa a exigibilidade do crédito 
tributário na forma do artigo 151, II, do CTN e a consequente garantia da parte contrária. 
 
V – Da Repetição de Indébito 
 
Reza o artigo 168, I do CTN que à parte terá prazo de 5 anos, contados do recolhimentoindevido para restituir o tributo. Considerando no presente caso que os tributos foram 
recolhidos entre os meses de Janeiro até Abril de 2017, compreende-se tempestiva à 
presente repetição. Por fim e não menos importante, torna-se necessário salientar que 
conforme comprovação em anexo, junta-se a guia de pagamento de tributo indevido, 
assim comprovando-se à condição para ação. 
 
Outrossim diante do que exposto acima sobre a inconstitucionalidade da referida 
cobrança, resta dizer a parte requerente que reza o art. 165, I, do CTN que caberá ao 
contribuinte, independentemente de recurso administrativo, buscar à repetição de 
tributo pago indevidamente. Assim, considerando o que acima exposto, em face da 
inconstitucionalidade exposta, deseja à parte requerente buscar a restituição do ICMS 
satisfeito indevidamente no montante de R$ 100.000,00. 
 
Reza a Súmula 162 do STJ que o valor do tributo pago indevidamente ou à maior deverá 
ser corrigido monetariamente a partir do pagamento indevido. Igualmente reza à 
Súmula 188 do STJ e o artigo 167, §º único do CTN que os juros moratórios deverão 
incidir a partir do trânsito em julgado da demanda. Considerando que se trata de tributo 
de competência estadual, deseja a parte requerente que o valor pago indevidamente seja 
 
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corrigido a partir do pagamento indevido e os juros moratórios incidam a partir do 
trânsito em julgada da demanda. 
 
VI – Dos Pedidos 
 
Ante o exposto requer: 
 
a) Que o presente feito seja recebido. 
 
b) O deferimento da tutela provisória na forma do artigo 294 do CPC, mais 
notadamente da tutela de urgência, na forma do artigo 300 do CPC, uma vez 
presentes os requisitos da probabilidade de direito e do perigo de dano, para 
que seja antecipada os efeitos da tutela à fim da parte requerente não poder ser 
cobrada do ICMS Tudo isto igualmente à fim de suspender a exigibilidade do 
crédito na forma do artigo 151, V do CTN. 
 
c) Acaso não seja deferida a tutela provisória, que seja possibilitado à realização 
do depósito integral em dinheiro para que seja suspensa a exigibilidade do 
crédito tributário na forma do artigo 151, II, do CTN e a consequente garantia 
da parte contrária. 
 
d) A citação da parte requerida, para que desejando, venha contestar à presente 
ação no prazo legal. 
 
e) Julgada procedente a demanda à fim de ser declarada a inexistência da relação 
jurídica tributária, reconhecendo o direito da parte requerente de não 
continuar à ser tributada frente a ameaça concreta, considerando à 
inconstitucionalidade do ICMS conforme reza o artigo 150, VI, B, da CF. 
 
f) Igualmente que seja julgada procedente a demanda para fins de condenar a 
parte requerida à fim de restituir os tributos pagos mensalmente entre os meses 
de Janeiro até Abril de 2017, no valor de R$ 100.000,00. Tais valores deverão 
ser corrigidos através da correção monetária à partir do pagamento indevido 
na forma da súmula 162 do STJ, e com juros moratórios à partir do trânsito em 
julgado conforme súmula 188 do STJ e art. 167, § único do CTN. 
 
g) Seja possível a produção de todas as provas admitidas em direito, 
principalmente testemunhal, documental e pericial, na forma do artigo 319, VI, 
do CPC. 
 
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h) A parte requerente vem informar que não deseja a audiência de conciliação 
e/ou mediação na forma do artigo 319, VII, do CPC. 
 
i) Que seja condenada a parte requerida nos ônus sucumbenciais, notadamente as 
custas processuais na forma do artigo 82, §2º do CPC e dos honorários 
advocatícios na forma do artigo 85 do CPC. 
 
j) Seja deferida a juntada dos documentos, especialmente aquele que comprova o 
pagamento indevido do ICMS, e da guia de pagamento das custas judiciais na 
forma do artigo 82 do CPC. 
 
Valor da Causa: R$ 100.000,00. 
Nestes termos, pede deferimento. 
Local ... Data ... 
Advogado ... OAB ... 
 
 Após realizada os estudos sobre a Ação Declaratória, passaremos a famosa Ação 
Anulatória. 
 
O fundamento legal básico da presente demanda encontra-se esculpido no artigo 38 da 
Lei nº 6.830/80. Outrossim quando do ajuizamento igualmente o requerente deverá vislumbrar 
os requisitos do artigo 319 do CPC. 
 
 A presente ação anulatória de débito fiscal tem por finalidade a anulação de lançamento 
tributário que seja viciado (ilegal). Sendo assim, jamais esqueça caro aluno, para você utilizar a 
presente demanda é necessário a notícia de constituição de crédito tributário. 
 
 Outra questão que é de extrema valia é aquela que fala sobre depósito para ingresso da 
demanda. Conforme já deve ser de seu conhecimento, por intermédio da Súmula Vinculante nº 
28, o STF compreendeu não ser possível a exigência de qualquer depósito para o ingresso de 
demanda judicial. 
 
 Lembre-se que para suspender não bastará o ajuizamento de ação, visto que você muito 
possivelmente terá que suspender: por meio de depósito integral em dinheiro ou por meio da 
tutela de provisória. A regra na sua demanda será solicitar tutela provisória. 
 
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Depósito: é uma escolha do contribuinte. Ninguém será obrigado a depositar e poderá 
ser realizado em qualquer fase do processo. O depósito interrompe fluência dos juros e 
correção. Logo, se perder a ação no máximo será conversão. 
 
COMO FAÇO NA PROVA? Depósito ou tutela de urgência? O enunciado da questão irá te 
direcionar. Se o problema falar em falta de dinheiro ou quebrado te socorre da tutela de 
urgência. E se o problema falar em condições ou meios pelo cliente, te socorre do depósito 
integral em dinheiro. Assim, na prova, o que você deverá fazer? Optar entre depósito ou tutela 
de urgência. Mas se ficar na dúvida pede inicialmente a tutela de urgência e em caso de não 
concessão, peça depósito. 
 
 Ademais a ação a anulatória poderá ser utilizada para toda e qualquer espécie de tributo. 
 
 Lembre-se que: ação Anulatória  rito ordinário comum. Logo a única dúvida que você 
poderá ter é se é MS Repressivo ou ação Anulatória. E aí o que você fará, primeiro descarte se 
não é mandado de segurança: 
 
 Rito mais célere. 
 Rito menos custoso. 
 Preferência no julgamento. 
 Não tem honorários sucumbenciais. 
 Não tem dilação probatória. 
 
 Considerando que repassamos por alguns dos principais tópicos sobre a presente 
demanda, vamos agora vislumbrar um modelo de peça-prática da presente ação tratada neste 
capítulo. É importante dizer que o presente material deverá ser complementado com as aulas 
ao vivo que serão realizadas conforme grade de horários. 
 
Enunciado da Peça 
 
Equipamentos (partes e peças) que estavam sendo transportados para a empresa Micro 
Informática Ltda. e que seriam utilizados em sua produção foram apreendidos, sob a 
 
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alegação da Secretaria de Arrecadação Estadual de que a nota fiscal que os acompanhava 
não registrava uma diferença de alíquota devida ao Fisco e nãoteria havido, portanto, o 
recolhimento do imposto. Na ocasião, houve o auto de infração e foi realizado o respectivo 
lançamento. A empresa, que tem uma encomenda para entregar, procura você, na condição 
de advogado, para a defesa de seus interesses. Na qualidade de advogado da empresa Micro 
Informática, apresente a peça processual cabível para a defesa dos interesses da empresa, 
empregando todos os argumentos e fundamentos jurídicos cabíveis. 
 
Resolução da Peça 
 
Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da Vara ... (Cível/Fazenda Pública) da 
Comarca ... do Estado ... 
 
Micro Informática Ltda, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob o nº ..., 
com atos constitutivos em anexo, endereço eletrônico ..., estabelecida ..., vem por meio de 
seu procurador (procuração em anexo), este devidamente estabelecido ..., local onde 
receberá intimações, perante Vossa Excelência, com fulcro nos artigos 38 da Lei 6.830/80 
e art. 319 do CPC, propor a presente: 
 
AÇÃO ANULATÓRIA COM PEDIDO DE TUTELA PROVISÓRIA 
 
Em face do Estado ..., pessoa jurídica de direito público, inscrita no CNPJ sob o nº ..., 
endereço eletrônico ..., estabelecido ..., neste ato representada por seu procurador nos 
termos do artigo 75, II, do CPC, pelos fatos e fundamentos abaixo aduzidos. 
 
I – Cabimento 
 
Reza o artigo 38 da LEF que é possível o ajuizamento de ação anulatória para questionar 
legalidade de ato, lançamento ou penalidade que seja realizado de maneira equivocada, 
ou seja, para fins de discussão judicial. 
 
Ocorre no presente caso que houve apreensão das mercadorias e a consequente 
realização do lançamento por tributo compreendido como não satisfeito por parte da 
Secretaria Estadual de Arrecadação. 
 
Sendo assim, diante da ilegalidade da apreensão da mercadoria (equipamentos = partes 
e peças), torna-se possível o ajuizamento da presente ação anulatória à fim de liberar a 
mercadoria apreendida. 
 
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Por fim, torna-se igualmente possível o ajuizamento diante do preenchimento dos 
requisitos dispostos no artigo 319 do CPC. 
 
II – Dos Fatos 
 
No presente enunciado ocorre que a empresa requerente teve apreensão de suas 
mercadorias (equipamentos = partes e peças) com o intuito de fazer pagar tributo. Assim 
procedeu a Secretaria de Arrecadação Estadual, diante do alegado não recolhimento de 
diferença de alíquota de imposto, com a retenção das mercadorias pertencentes a 
empresa. Considerando a necessidade de entrega dos equipamentos elaborados pela 
empresa requerente, não restou outra alternativa: procurar o Poder Judiciário à fim de 
realizar a prestação jurisdicional e resolver a celeuma criada. 
 
III – Dos Direitos 
 
Reza a Súmula 323 do STF que é vedado ao fisco a apreensão/retenção de mercadoria 
com o intuito de exigir tributo. No presente caso ocorre que a Secretaria de Arrecadação 
Estadual resolveu apreender às mercadorias da empresa requerente tendo em vista sua 
interpretação de falta de recolhimento de imposto no que tange a diferença de alíquota. 
Sendo assim, considerando o que disposto na Súmula acima elencada compreende-se 
pela não legalidade da referida apreensão, eis que depende à empresa destes 
equipamentos para produzir e dar sequência as suas atividades. 
 
Reza o artigo 170 da Constituição Federal que as empresas terão livre iniciativa para 
produzir e assim introduzir mercadorias junto ao mercado comercial. Ocorre no presente 
caso, diante da apreensão indevida, que a empresa Micro Informática está 
impossibilitada de colocar seu produto no mercado. Sendo assim, a presente apreensão 
igualmente fere o princípio da livre iniciativa conforme o artigo acima exposto. 
 
É defeso (vedado/proibido) que à administração pública impeça ou faça cessar de forma 
unilateral a atividade profissional do contribuinte, para compeli-lo ao pagamento de 
tributo, uma vez que tal procedimento redundaria no bloqueio de atividades lícitas, 
mercê de representa hipótese de autotutela, medida excecional ante o monopólio da 
jurisdição. Diante disto, considerando disposto na Súmula 323 do STF e artigo 170 da 
Constituição, compreende-se pela total ilegalidade e inconstitucionalidade do ato. 
 
IV – Tutela Provisória de Urgência 
 
 
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Reza o artigo 294 do CPC que poderá a parte requerente solicitar tutela provisória. 
Ademais o mesmo artigo menciona a possibilidade de solicitar tanto tutela de urgência, 
quanto de evidência. Para o presente caso torna-se amplamente possível a solicitação da 
tutela de urgência, na forma do artigo 300 do CPC, diante do preenchimento dos 
requisitos de probabilidade de direito e do perigo de dano. 
 
A probabilidade do direito resta devidamente comprovada eis que houve apreensão 
ilegal das mercadorias conforme reza a Súmula 323 do STF e a ofensa ao princípio da livre 
iniciativa conforme reza o artigo 170 da CF. 
 
Igualmente resta preenchido o requisito de perigo de dano, eis que a empresa dependa 
dos equipamentos para produzir e tem encomenda para entregar. 
 
Diante do que exposto restam preenchidos os requisitos do artigo 300 do CPC, para que 
se libere as mercadorias. Por fim, acaso Vossa Excelência, compreenda não deferir o 
pedido acima, solicita o requerente que seja intimado da decisão para que ocorra o 
depósito à fim de suspender a exigibilidade do crédito na forma do artigo 151, II, do CTN 
e a consequente garantia do fisco para que as mercadorias apreendidas sejam liberadas. 
 
V – Dos Pedidos 
 
Ante o Exposto Requer: 
 
a) O deferimento da tutela provisória de urgência na forma do artigo 294 do CPC, mais 
notadamente da tutela de urgência, na forma do artigo 300 do CPC, uma vez presentes os 
requisitos da probabilidade do direito e do perigo de dano, para que sejam liberadas as 
mercadorias apreendidas. 
 
b) Acaso não seja possibilitada e concedida a tutela de urgência, que seja oportunizado o 
depósito à fim de suspender a exigibilidade do crédito na forma do artigo 151, II, do CTN 
e a consequente liberação das mercadorias apreendidas. 
 
c) Seja julgada procedente a demanda à fim de liberar as mercadorias apreendidas eis 
que foram realizadas de forma ilegal, na forma do artigo 170 da CF e da Súmula 323 do 
STF. 
 
d) Sejam possíveis a produção de todas as provas admitidas em direito, principalmente: 
documental, testemunha e pericial, na forma do artigo 319, VI, do CPC. 
 
 
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e) Seja à parte contrária citada para acaso queira, no prazo hábil, venha oferecer 
contestação da presente demanda. 
 
f) A parte não deseja que seja designada audiência de conciliação ou mediação nos termos 
do artigo 319, VII, CPC. 
 
g) Que seja condenada a parte requerida nos ônus sucumbenciais, notadamente as custas 
processuais na forma do artigo 82, §2º do CPC e dos honorários advocatícios na forma do 
artigo 85, §3º do CPC. 
 
h) Seja deferida a juntada dos documentos e da guia de pagamento das custas processuais 
na forma do artigo 82 do CPC. 
 
Nestes termos, pede deferimento. 
Valor da Causa: R$ ... 
Local ... Data ... 
Advogado... OAB ... 
 
 
 
 
 
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Temática: Ação de Consignação em Pagamento 
 
O fundamento legal básico da presente demanda encontra-se esculpido no artigo 164 do 
CTN. Outrossim quando do ajuizamento igualmente o requerente deverá vislumbrar os 
requisitos do artigo 319 do NCPC. 
 
A presente demanda tem por finalidade garantir ao contribuinte o direito de pagar o 
tributo devido. Para feitos iniciais é importante dizer que caberá a utilização da presente 
demanda quando houver resistência por parte do ente público, houver dúvida para quem deve 
ser pago o tributo (exigência de mais de um ente) ou exigência de pagamentos (por exemplo 
penalidades – exigências administrativas) que não dizem respeito ao tributo que deverá ser 
satisfeito. 
 
Igualmente é importante salientar que se a demanda por julgada procedente, 
obviamente após o trânsito em julgado da decisão, a importância depositada (consignada) será 
convertida em renda, ocorrendo assim a extinção do crédito tributário na forma do artigo 156, 
VIII, do CTN. 
 
Agora se a consignação for julgada improcedente, o Ente Público Competente poderá 
cobrar o crédito tributário, acrescido de juros, e assim como de eventuais penalidades cabíveis. 
 
Outrossim conforme STJ a consignatária também servirá, conforme já dito, para 
consignar crédito tributário que tenha sido exigido pelo Ente Público em quantia superior. 
 
Agora, jamais teremos, por exemplo, a ação consignatária para: 
 
 Discutir possibilidade da exigência tributária. 
 Obter concessão de parcelamento, anistia ou moratória. 
 Reconhecimento de pagamento (compensação de tributo) através de títulos da 
dívida pública. 
 
Lembre-se antes de mais nada que também teremos previsão legal da consignação nos 
artigos 539 e seguintes do CPC. Temos artigos importantes nele como por exemplo: 
 
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 Artigo 540 do CPC = consignação lugar do pagamento. 
 Artigo 542 do CPC = relatório dos nossos pedidos. 
 
Igualmente é importante ressaltar que na Ação de Consignação em Pagamento o 
depósito não será faculdade da parte para consignar em pagamento = tenho que depositar, 
conforme o artigo 542, I, do CPC. 
 
Ademais se houver mais de um réu na demanda: requer citação para contestarem caso 
queiram, com fundamento no artigo 547 do CPC. Entretanto se houver somente um réu na 
demanda, requer citação para contestar, caso queira, com fundamento no artigo 542, II, do CPC. 
 
Se um dos réus for a União, independentemente do outro: a Justiça federal será 
competente. 
 
Considerando que repassamos por alguns dos principais tópicos sobre a presente 
demanda, vamos agora vislumbrar um modelo de peça-prática da presente ação tratada neste 
capítulo. É importante dizer que o presente material deverá ser complementado com as aulas 
ao vivo que serão realizadas conforme grade de horários. 
 
Enunciado da Peça 
 
Xisto da Silva, brasileiro, administrador, solteiro, portador da carteira de identidade no. 
xxxx e CPF no. xxx, residente e domiciliado na Rua X, no. xxx, bairro Z, Município Y, Estado F, 
recebeu cobrança simultânea, por meio de uma mesma guia de documento fiscal, de dois 
tributos: IPTU e Taxa de Conservação das Vias e Logradouros Públicos (TCVLP). No caso da 
referida taxa, certo é que o contribuinte não concorda com sua cobrança, o que o levou, por 
meio de seu advogado, a ajuizar ação judicial a fim de declarar sua inconstitucionalidade, 
havendo pedido liminar, ainda não apreciado, para afastar a obrigatoriedade do 
recolhimento da referida exação fiscal. Por outro lado, em relação à cobrança do IPTU, 
pretende o contribuinte efetuar o seu pagamento. No entanto, a guia de pagamento é única 
e contém o valor global dos referidos tributos, tendo o banco rejeitado o pagamento parcial 
relativo somente ao IPTU. Nesse caso, considerando que o IPTU ainda não está vencido, bem 
como o contribuinte não obteve êxito para solucionar seu problema na esfera 
administrativa, elabore a peça adequada para efetuar o pagamento do imposto municipal, 
 
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com base no direito material e processual pertinente. Utilize todos os argumentos e 
fundamentos pertinentes à melhor resposta. 
 
Resolução da Peça 
 
Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ... Vara (Cível/Fazenda Pública da 
Comarca ... do Estado ... 
 
Xisto da Silva, brasileiro, solteiro, administrador, portador da identidade nº XXX, inscrito 
no CPF sob o nº XXX, endereço eletrônico ..., residente e domiciliado na Rua X, nº XXX, 
Bairro Z, Município Y, Estado F, vem por meio de seu procurador (procuração em anexo), 
estabelecido ..., local onde receberá suas intimações, à presença de Vossa Excelência, com 
fundamento no art. 164, I, do CTN, art. 319 do CPC e art. 539 e seguintes do CPC, ingressar 
com a presente: 
 
AÇÃO DE CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO COM DEPÓSITO 
 
Em face do Município ..., pessoa jurídica de direito público, inscrito no CNPJ sob o nº ..., 
estabelecida ..., endereço eletrônico ..., neste ato representado pelo seu procurador na 
forma do artigo 75, I, do CPC, pelos fatos e fundamentos abaixo aduzidos. 
 
I – Do Cabimento 
 
Tendo em vista a necessidade e possibilidade do requerente de satisfazer somente o 
tributo que de fato é devido, torna-se necessário o ajuizamento da presente consignação 
em pagamento com fulcro no artigo 164, I, do CTN. 
 
Justifica-se a presente demanda eis que é direito do requerente o pagamento do tributo 
sem a exigência de outro, eis que se tratam de obrigações autônomas, sendo assim 
plenamente possível a consignação do valor devido daquele tributo que de fato pode ser 
cobrado pela Fazenda Pública Municipal. 
 
II – Do Depósito 
 
Considerando o que disposto no artigo 542, I, do CPC, deseja a parte solicitar que seja 
expedida guia para depósito do valor que está sendo tributado à fim de cumprir com o 
que disposto na norma. 
 
III – Dos Fatos 
 
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Conforme enunciado o Sr. Xisto da Silva recebeu do Município ... cobrança de IPTU 
cumulada com a cobrança de taxa de limpeza e conservação de logradouro público. 
Ocorre que o requerente compreende que a cobrança da presente taxa é inconstitucional, 
e por isto já ajuizou demanda requerendo o reconhecimento de sua inconstitucionalidade 
através de seu procurador. Ademais até a presente data não foi apreciado o pedido 
liminar. 
 
Outrossim com o intuito de fazer pagar os dois tributos a fazenda municipal lançou guia 
de pagamento cobrando os dois tributos juntos, ou seja, IPTU e a taxa acima descrita. Logo 
tentou o requerente efetuar o pagamento somente do IPTU, fato este que lhe fora negado 
tendo em vista a negativa de recebimento por parte da instituição bancária eis que na 
guia estava expresso o pagamento único dos dois tributos. 
 
Diante disto, por compreender indevido o pagamento da taxa, tentou o requerente 
procedimento administrativo para satisfazero seu intendo de pagar somente o IPTU. 
Recurso administrativo este que lhe fora negado pela fazenda municipal. Sendo assim não 
restando outra alternativa ao requerente a não ser de provocar o Poder Judiciário à fim 
de que seja recebido o tributo realmente devido, mas que seja possibilitado o pagamento 
somente deste. 
 
IV – Do Direito 
 
Considerando que a parte requerente não obteve êxito no pagamento do tributo que 
realmente é devido, tornou-se necessário o presente ajuizamento da demanda. Ocorre 
excelência que não poderá a Fazenda Pública Municipal exigir dois tributos de maneira 
simultânea, ou seja, cobrar na mesma guia a satisfação do IPTU e da taxa em conjunto 
com fulcro no artigo 164, i, do CTN. 
 
Ademais conforme expresso no enunciado, além de não poder cobrar em conjunto o 
pagamento de dois tributos, a presente taxa cobrada é de fato inconstitucional eis que é 
cediço no direito brasileiro que taxa somente poderá ser exigida quando for específica e 
divisível, ou seja, que possa ser vista por aquele que recebe, in casu contribuinte, e 
detalhada por parte daquele que presta o serviço, in casu, o município. 
 
Outrossim com fundamento no art. 145, da CF, não se pode compreender como possível 
a exigência da presente taxa eis que é inconstitucional e está sendo discutida em ação 
autônoma. Sendo assim exigir dois tributos na mesma guia torna-se exigência ilegal eis 
que cada tributo tem sua constituição de maneira autônoma. 
 
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V – Da Suspensão da Exigibilidade 
 
Tendo em vista que se encontra totalmente respaldado o requerente no que tange da 
possibilidade de consignar o valor que de fato é devido na forma do art. 164, I, do CTN. 
Considerando que acaso não ocorrer a suspensão da exigibilidade do crédito, poderá o 
requerente sofrer execução fiscal, vindo a lhe prejudicar em seus negócios e sua vida 
pessoal. Deseja o requerente, com fundamento no art. 151, II, do CTN, que seja deferida a 
suspensão da exigibilidade do crédito tributário considerando à realização do depósito 
integral do IPTU devido. Igualmente foram observado o depósito integral em dinheiro 
conforme leciona a Súmula 112 do STJ. 
 
VI – Dos Pedidos 
 
Ante o exposto requer: 
 
a) que seja deferida por Vossa Excelência a suspensão da exigibilidade do crédito 
tributário na forma do art. 151, II, do CTN, uma vez ter realizado o depósito de forma 
integral em dinheiro conforme leciona a Súmula 112 do STJ. 
 
b) que seja deferida a possibilidade da realização do depósito integral em dinheiro até 
como forma de suprimento da condição da ação de consignação em pagamento, na forma 
do artigo 542, I do CTN. 
 
c) que seja julgado procedente a presente demanda, com a consequente extinção do 
crédito tributário com fundamento no art. 156, VI e VIII, do CTN combinado com o art. 
164, §2º do CTN. 
 
d) Sejam possíveis a produção de todas as provas admitidas em direito, principalmente: 
documental, testemunha e pericial, na forma do artigo 319, VI, do CPC. 
 
e) Seja à parte contrária citada para acaso queira, no prazo hábil, venha oferecer 
contestação da presente demanda. 
 
f) A parte não deseja que seja designada audiência de conciliação ou mediação nos termos 
do artigo 319, VII, CPC. 
 
g) Que seja condenada a parte requerida nos ônus sucumbenciais, notadamente as custas 
processuais na forma do artigo 82, §2º do CPC e dos honorários advocatícios na forma do 
artigo 85, §3º do CPC. 
 
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h) Seja deferida a juntada dos documentos e da guia de pagamento das custas processuais 
na forma do artigo 82 do CPC. 
 
Nestes termos, pede deferimento. 
Valor da Causa R$ ... 
Local ... Data ... 
Advogado ... OAB ... 
 
 
 
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Temática: Ação de Repetição de Indébito Tributário 
 
O fundamento legal básico da presente demanda encontra-se esculpido no artigo 165 do 
CTN. Outrossim quando do ajuizamento igualmente o requerente deverá vislumbrar os 
requisitos do artigo 319 do NCPC. 
 
Logo, a regra é bastante clara: utiliza-se a presente ação quando houver pagamento à 
maior ou indevido. Ademais bastará a comprovação do pagamento para que seja realizado o 
pedido de repetição de indébito tributário. 
 
Assim a presente ação serve para recuperar o que foi pago indevidamente. 
Independentemente de motivo, tenho direito. Não é preciso comprovar motivação do 
pagamento. Trata-se de ação condenatória. 
 
Quando da condenação em repetição, teremos um título que, via de regra, será 
precatório. Terá que observar a ordem de inscrição e sistema de pagamento, conforme o artigo 
100 da CF, mas poderemos buscar a repetição via compensação. Veja, portanto, que na 
repetitória posso utilizar-me para adimplir mediante legislação específica de cada ente 
competente. 
 
Assim, quando do pagamento indevido ou à maior tenho duas possibilidades, na forma 
do art. 168 do CTN = tenho 5 anos para buscar. Seja pela via administrativa, seja pela via judicial. 
Lembre-se, se optar pela via judicial, renuncio a administrativa. 
 
Acaso optar pela via administrativa e vier a perder (denegar) o pedido, da decisão 
denegatória, terei 2 anos para buscar, conforme reza o artigo 169 do CTN. Via ação de mão 
dupla: anulação e condenação. 
 
Posso repetir tributo pago prescrito ou decaído? Sim, conforme o artigo 156 do CTN, são 
formas de extinção. Se paguei indevido prescrito ou decaído, eram indevidos, e conforme o 
artigo 165, I, do CTN, gerarão direito de repetição. 
 
 
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 O principal motivo da presente ação é evitar o enriquecimento ilícito. Outrossim é 
importante também alertar que o requerente não precisará esgotar as vias administrativas (ou 
sequer ir) para recorrer à via judicial. 
 
 Vale dizer que: conforme STJ o pedido administrativo não suspende/interrompe o prazo 
para o contribuinte entrar com ação de Repetição de Indébito Tributário. 
 
 O prazo para entrar com a demanda será de 5 anos da extinção do tributo ou da decisão 
definitiva que der ganho de causa para o contribuinte. 
 
MODO DE PAGAMENTO (JUROS E CORREÇÃO) - O artigo 167, § único, do CTN. A Súmula 
188 do STJ afirma que os juros moratórios serão devidos do Trânsito em Julgado. Mas no que 
tange a correção monetária não existe previsão legal. O STJ afirma ser do pagamento indevido. 
Vide Súmula 162 do STJ. 
 
Mas atenção, esta regra vale: 
- Para tributos estaduais. 
- Para tributos distritais. 
- Para tributos municipais. 
 
Para tributos federais: aplico a taxa SELIC. Correção e juros embutidos na mesma taxa, 
na forma do artigo 39, §4 da Lei 9.250/95. MAS CUIDADO: têm Estados e Municípios que já 
aplicam a taxa SELIC, portanto se na prova nada falar vai para a regra geral. 
 
 Considerando que repassamos por alguns dos principais tópicos sobre a presente 
demanda, vamos agora vislumbrar um modelo de peça-prática da presente ação tratada neste 
capítulo. É importantedizer que o presente material deverá ser complementado com as aulas 
ao vivo que serão realizadas conforme grade de horários. 
 
Enunciado da Peça 
 
Lei Ordinária Municipal, publicada em 05/01/2015, estabeleceu, entre outras providências 
relacionadas ao ISS, a majoração da alíquota para lavagem de veículos pesados de 3% para 
 
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4%, com vigência à partir de 05/02/2015. Considerando que a Lavagem Fausto Silva 
recolhia no ano de 2014, a título de tributo, o valor de R$ 10.000,00, com base na 
contratação dos seus serviços por construtoras locais, com a majoração da alíquota acima 
mencionada incidente sobre sua atividade, passou a recolher mensalmente, o valor de R$ 
20.000,00. Entretanto, as referidas construtoras exigiram, e obtiveram, o desconto do valor 
do aumento do tributo, alegando que seria indevido. Assim sendo, o contribuinte do ISS se 
submeteu ao aumento desse imposto durante o período relativo aos meses de Março de 2015 
até Dezembro de 2015. Ocorre que, em Fevereiro de 2016, mediante notícia veiculada no 
Facebook, o representante legal dessa empresa teve o conhecimento da propositura de 
ações deflagradas por empresas concorrentes questionando a ilegalidade do aumento do 
ISS. Dessa forma, na qualidade de advogado da Lavagem Fausto Silva, formule a peça 
adequada para a defesa dos seus interesses de forma completa e fundamentada. 
 
Resolução da Peça 
 
Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da Vara ... (Cível/Fazenda Pública) da 
Comarca ... do Estado ... 
 
Lavagem Fausto Silva, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob o nº ..., com 
atos constitutivos em anexo, endereço eletrônico ..., estabelecida ..., vem por meio de seu 
procurador (procuração em anexo), este devidamente estabelecido ..., local onde 
receberá intimações, perante Vossa Excelência, com fulcro nos artigos 165, I, 166 do CTN 
e artigo 319 do CPC, propor a presente: 
 
AÇÃO DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO TRIBUTÁRIO 
 
Em face do Município ..., pessoa jurídica de direito público, inscrita no CNPJ sob o nº ..., 
endereço eletrônico ..., estabelecido ..., neste ato representada por seu procurador nos 
termos do artigo 75, III, do CPC, pelos fatos e fundamentos abaixo aduzidos. 
 
I – Cabimento & Tempestividade 
 
Reza o art. 165, I, do CTN que se torna possível à restituição em face de pagamentos 
realizados pelo contribuinte de forma indevida ou à maior. Ocorre no presente caso que 
o pagamento fora realizado pela parte requerente de maneira indevida. Portanto está 
presente o requisito para o ajuizamento da presente demanda. 
 
Reza o art. 166 do CTN que poderá o requerente buscar à restituição de tributos pagos 
indevidamente ou à maior quando no caso de tributação indireta, ou seja, na presença de 
 
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repercussão tributária, ficar demonstrado que não houve repasse do tributo satisfeito. 
Igualmente leciona a Súmula 546 do STF que caberá à presente restituição quando 
comprovar-se que não houve repasse e/ou repercussão. Assim, diante do caso previsto 
no enunciado, fica claro que o requerente não repassou o encargo para as empresas que 
se utilizam do seu serviço. Portanto, resta claro a comprovação de que não houve o 
repasse ao consumidor final, ou seja, o contribuinte de fato, sendo possível o ajuizamento 
da respectiva restituição contrariando o que disposto na Súmula 71 do STF. 
 
Reza o artigo 168, I, do CTN, cumulado com o artigo 3º da Lei Complementar 118/05, que 
o prazo para a restituição de tributos sujeitos a lançamento por homologação ocorrerá 
no prazo de 5 anos contados do pagamento indevido realizado de forma antecipada. 
Diante disto resta claro, no presente enunciado, que não transcorreu o presente prazo, 
sendo cabível, portanto à possibilidade de restituição. 
 
Por fim e não menos importante, torna-se necessário salientar que conforme 
comprovação em anexo, junta-se a guia de pagamento de tributo indevida, assim 
comprovando-se à condição para ação. 
 
II – Dos Fatos 
 
Conforme expresso no enunciado a Lavagem Fausto Silva fora compelida a satisfazer 
alíquota de ISSQN majorada em 05/01/2015, através de lei ordinária, a partir de 
05/02/2015. Igualmente tal alíquota majorada redundou a empresa requerente aumento 
no pagamento mensal do referido tributo de R$ 10.000,00 para R$ 20.000,00. Outrossim 
tal tributo não fora repassado aos contribuintes, tendo, portanto, a requerente satisfeito 
os mesmos entre março de 2015 até dezembro de 2015. Diante do pagamento do tributo 
majorado, por 10 meses, fora cientificado a Lavagem Fausto Silva em fevereiro de 2016 
que tal contribuição seria indevida, fato este que culminou na busca por um advogado. 
Não restando outra alternativa, frente a inconstitucionalidade, faz-se necessário o 
ingresso da presente demanda à fim de busca a devolução do pagamento destes tributos. 
 
III – Dos Direitos 
 
Reza o artigo 150, III, B e C da CF que os tributos, via de regra, majorados ou criados, 
deverão atender ao princípio da anterioridade do exercício e da anterioridade 
nonagesimal. Ocorre no presente caso que a empresa requerente fora compelida a 
satisfazer a alíquota majorada de 3% para 4% após apenas um mês de publicação da 
demanda. Diante disto, considerando a inobservância do princípio da anterioridade do 
exercício, ou seja, a possibilidade de exigência do tributo somente após o primeiro dia útil 
 
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do exercício seguinte, e, da anterioridade nonagesimal, ou seja, a possibilidade da 
exigência do tributo após 90 dias da sua publicação, compreende-se que os pagamentos 
realizados pelo requerente foram ilegais eis que realizados após 1 mês da publicação da 
norma majorante. 
 
Reza o artigo 8º da Lei Complementar 116/03 que a alíquota máxima de ISSQN poderá 
ser de até 5%. Ocorre no presente caso que tal alíquota fora majorada para 4%. Diante 
disto compreende-se da legalidade de tal majoração, cumprindo assim a municipalidade 
com o princípio da legalidade. 
 
IV – Do Modo de Correção e Juros Moratórios 
 
Reza a Súmula 162 do STJ que o valor do tributo pago indevidamente ou à maior deverá 
ser corrigido monetariamente a partir do pagamento indevido. Igualmente reza à Súmula 
188 do STJ e o artigo 167, §º único do CTN que os juros moratórios deverão incidir a 
partir do trânsito em julgado da demanda. Considerando que se trata de tributo de 
competência municipal, deseja a parte requerente que o valor pago indevidamente seja 
corrigido a partir do pagamento indevido e os juros moratórios incidam a partir do 
trânsito em julgada da demanda. 
 
V – Dos Pedidos 
 
Ante o Exposto Requer: 
 
a) Recebimento da presente demanda. 
 
b) Seja à parte contrária citada para acaso queira, no prazo hábil, venha oferecer 
contestação da presente demanda. 
 
c) A parte não deseja que seja designada audiência de conciliação ou mediação nos 
termos do artigo 319, VII, CPC. 
 
d) A produção de todas as provas admitidas em direito, principalmente à juntada das 
guias de pagamento dos tributos, assim como prova documental e pericial, na forma do 
art. 319, VI, do CPC 
 
e) A procedênciada presente demanda à fim de condenar a parte requerida à fim de 
restituir os tributos pagos mensalmente entre os meses de março até dezembro de 2015, 
no valor de R$ 100.000,00. Tais valores deverão ser corrigidos através da correção 
 
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monetária à partir do pagamento indevido na forma da súmula 162 do STJ, e com juros 
moratórios à partir do trânsito em julgado conforme súmula 188 do STJ e art. 167, § único 
do CTN. 
 
f) Que seja condenada a parte requerida nos ônus sucumbenciais, notadamente as custas 
processuais na forma do artigo 82, §2º do CPC e dos honorários advocatícios na forma do 
artigo 85, §3º do CPC. 
 
g) A juntada dos documentos probatórios, assim como a juntada do comprovante de 
pagamento das custas processuais na forma do art. 82 do CPC 
 
Valor da Causa: R$ 100.000,00. 
Nestes termos, pede deferimento. 
Local ... Data ... 
Advogado ... OAB ... 
 
 
 
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Temática: Ação de Embargos à Execução Fiscal & Redirecionamento de Execução Fiscal 
 
O fundamento legal básico do presente instrumento de defesa encontra-se esculpido no 
artigo 914 e seguintes do NCPC. Entretanto é importante ressaltar sobre os Embargos à 
Execução Fiscal é o artigo 16 da LEF. 
 
Mas da onde nasce o Direito da Execução Fiscal? A partir do momento que existe um 
crédito tributário que não foi satisfeito pelo contribuinte. Sendo assim ocorrerá a inscrição do 
débito em dívida ativa. 
 
Ademais a certidão de dívida ativa funciona como título executivo, cuja a mesma será 
utilizada para a cobrança do crédito pelo Ente Público. Vide artigo 202 do CTN. 
 
Outrossim, conforme Execução de Título Extrajudicial, a Execução Fiscal serve para que 
seja realizado um crédito impago, ou seja, aquele que é certo, líquido e exigível. 
 
Tal procedimento correrá em autos apartados da Execução Fiscal, e por isto, inclusive, 
alguns doutrinadores a chamem de ação autônoma. Logo sua finalidade é de fato proteger o 
contribuinte e os seus direitos. 
 
Tais Embargos à Execução Fiscal serão ajuizados nos seguintes ocorridos e no prazo de 
30 dias: 
 
 intimação da penhora. 
 do depósito. 
 da juntada da prova de fiança bancária ou seguro garantia. 
 
 Jamais erre no momento da prova: a garantia do juízo é requisito para admitir os 
Embargos à Execução Fiscal, assim como o prazo de 30 dias. Ademais caberá Embargos de 
qualquer espécie tributária. 
 
Tenha atenção na hora de fazer a prova: não basta a garantia do juízo para embargar, 
terá de contar o prazo de 30 dias. Se estiver fora do prazo, se foi meus embargos. Tudo isso 
 
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conforme o artigo 16ª da LEF. Mas se o contribuinte desejar acelerar os embargos, nada impede 
que acaso tenha penhora nos autos, mesmo sem intimação, ele ofereça os embargos à execução. 
Até porque ninguém garante juízo para anulatória ou exceção. 
 
Mera propositura dos embargos suspenderá a execução? Não. Logo, o bem em garantia 
poderá ser vendido. E o que faço para suspender?Depósito integral em dinheiro (exceção) ou 
o requerimento do efeito suspensivo (regra). 
 
E como faço requerimento do efeito suspensivo? O art. 294 do CPC sobre tutela 
provisória, observando o que disposto no art. 919, §1º, do CPC. 
 
Considerando que repassamos por alguns dos principais tópicos sobre a presente 
demanda, vamos agora vislumbrar um modelo de peça-prática da presente ação tratada neste 
capítulo. É importante dizer que o presente material deverá ser complementado com as aulas 
ao vivo que serão realizadas conforme grade de horários. 
 
Enunciado da Peça 
 
Em 10.05.2005 Livina Maria Andrade arrematou judicialmente um imóvel por R$ 
350.000,00 localizado no Município de Rancho Queimado. Recolheu o ITBI, com base no 
valor arrematado em juízo. A Sra. Livina Maria Andrade é agricultora e utiliza o imóvel 
para a produção agrícola e pecuária. O imóvel está dentro da zona urbana definida por lei 
pelo Município, já que a rua onde se encontra o imóvel é asfaltada e o Município fornece 
água e sistema de esgoto sanitário .Em 10.05.2008 recebeu notificação fiscal exigindo 
diferenças no valor do ITBI pago por ocasião da aquisição judicial do imóvel. O Fisco 
Municipal entendeu que o tributo deveria ser calculado com base no valor da avaliação 
judicial realizada no processo de execução no qual ocorreu a arrematação (R$ 
380.000,00). A Sra. Livina permaneceu inerte e é inscrita em dívida ativa em 10.08.2008. 
Em 10.06.2010 foi citada em execução fiscal proposta pelo Município de Rancho 
Queimado para a cobrança do ITBI e do IPTU dos anos de 2007, 2008 e 2009, os quais 
nunca foram pagos. A Sra. Livina tem bens penhorados em 10.07.2010 e lhe procura, em 
20.07.2010, para a defesa de seus direitos. Na qualidade de advogado da Sra. Livina, 
elabore a peça processual que melhor atenda o seu direito, especificando seus 
fundamentos. 
 
Resolução da Peça 
 
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Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da Vara ... da Comarca de Rancho Queimado 
do Estado ... 
 
Distribuição por dependência 
Aos autos do processo nº ... 
 
Livina Maria Andrade, brasileira, estado civil ..., agricultora, inscrita no CPF sob o nº ..., 
endereço eletrônico ..., residente e domiciliada ..., por meio de seu advogado (com 
procuração anexa), estabelecido ..., local onde receberá intimações, com fulcro no art. 16 
da lei 6.830/80 e artigos 319 e 919, §1º do CPC, vem à presença de vossa excelência opor: 
 
EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL COM PEDIDO DE EFEITO SUSPENSIVO 
 
Em face do Município de Rancho Queimado, pessoa jurídica de direito público, inscrita no 
CNPJ sob o nº ..., estabelecida ..., neste ato representada por seu prefeito ou procurador 
nos termos do art. 75, III do CPC, em face dos fatos e fundamentos abaixo aduzidos. 
 
I – Cabimento 
 
Nos termos do art. 16 da lei de execução fiscal poderá a parte executada apresentar 
embargos à execução fiscal se existir garantia do juízo e a observância do prazo de 30 
dias. 
 
No presente caso houve penhora dos bens de Livina, ocorrendo assim a garantia do juízo. 
Ademais a presente embargante fora intimada da penhora no dia 10/07/2010 e procurou 
seu procurador no dia 20/07/2010, ou seja, estando observado o prazo legal de 30 dias 
(art. 16, III, LEF) 
 
Sendo assim, compreende-se possível o ajuizamento do presente embargos à execução 
fiscal. 
 
II – Dos Fatos 
 
Conforme presente caso houve ajuizamento de execução fiscal contra a Livina, tendo em 
vista, segundo o ente público, o não pagamento do ITBI sobre o valor da avaliação do bem, 
cujo o mesmo foi arrematado pela embargante. Assim como não houve pagamento do 
IPTU referente aos anos de 2007/2008 e 2009. 
 
 
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Diante do possíveldébito, e mediante a inscrição em dívida ativa, possibilitou ao 
embargado o ajuizamento de execução fiscal para a cobrança do possível débito da 
embargante. 
 
III – Dos Direitos 
 
Lembrar aqui que os direitos poderão ser: preliminar e mérito principal. Lembrando que 
preliminar, por exemplo, poderá ser eventual nulidade de CDA conforme o que previsto 
no art. 202 do CTN 
 
Conforme reza o art. 15 do decreto lei 57/66, não será objeto de cobrança de iptu imóvel 
situado em zona urbana, mas cuja sua utilização seja realizado para fins rurais. 
 
Ocorre no presente caso que Livina utiliza o imóvel arrematado para fins de produção 
rural, tal seja, agricultura e pecuária. Diante disto, compreende-se que torna-se, mesmo 
com a presença dos elementos do IPTU (art. 32, §1º do CTN), impossível cobrar IPTU da 
embargante considerando a previsão do art. 15 do decreto lei 57/66. 
 
Também conforme reza o art. 38 do CTN, que o ITBI será satisfeito com base no valor 
venal do bem que fora transmitido. Ocorre no presente caso que Livina satisfez o valor 
do ITBI com base no valor da arrematação. Sendo assim ilegal a cobrança do ITBI com 
base no valor da avaliação judicial. Posto isto, compreende-se ilegal a cobrança do ente 
público com base no valor da avaliação do judicial do bem arrematado, uma vez 
observado o que disposto no art. 38 do CTN; 
 
IV – Do Efeito Suspensivo 
 
Nos termos do art. 919, §1º do CPC o magistrado poderá deferir o efeito do suspensivo 
da execução fiscal, mediante requerimento do embargante, e presentes os requisitos da 
tutela provisória. 
 
No presente caso, estão presentes os requisitos da tutela provisória conforme artigo 294 
do CPC. Ademais restam configurados igualmente os requisitos do art. 300 do CPC uma 
presentes a probabilidade do direito e o perigo de dano. 
 
Ocorre a probabilidade do direito eis que observou a embargante o que disposto no art. 
38 do CTN (pagamento do ITBI com base no valor da arrematação), assim como não 
deverá satisfazer IPTU uma vez que o imóvel tem exploração notamente rural, conforme 
reza o art. 15 do decreto lei 57/66. 
 
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Também ocorre o perigo de dano, eis que acaso tenha que satisfazer o valor cobrado, 
poderá posteriormente a embargante ajuizar ação de repetição de indébito, tendo que 
possivelmente receber tais valores através de precatória conforme reza o art. 100 da 
constituição federal. Ademais se fizesse tal pagamento poderia acarretar danos a sua 
pessoa e família. Diante disto, além de estar garantida a execução fiscal, restam presentes 
os requisitos do art. 919, §1º, cumulados com os artigos 294 e 300 do CPC. 
 
V – Dos Pedidos 
 
Ante o exposto requer: 
 
a) concessão do efeito suspensivo dos embargos para suspender a execução fiscal, eis que 
presentes os requisitos da probabilidade do direito e perigo de dano. Tudo isto conforme 
art. 919, §1º, cumulado com os artigos 294 e 300 do CPC. 
 
b) a intimação do município para que acaso queira, venha impugnar os embargos, no 
prazo de 30 dias, designando igualmente audiência de instrução e julgamento, nos termos 
do art. 17 da LEF. 
 
c) a procedência dos embargos à execução fiscal, para extinção da execução, e o 
respectivo cancelamento das dívidas ativas referentes ao ITBI e IPTU lançados 
contrariando o que disposto respectivamente nos artigos 38 do CTN e 15 do decreto lei 
57/66. 
 
d) a produção de prova admitida em direito, assim como a juntada de documento e do rol 
de testemunhas, conforme reza o art. 16, §2º da LEF. 
 
e) a condenação da parte embargada nos ônus sucumbenciais. Notadamente em custas 
judiciais conforme reza o art. 82, §2º do CPC e dos honorários sucumbenciais conforme 
reza o art. 85, §3º do CPC. 
 
f) a juntada de documentos (pode acrescer aqui art. 319, vi, CPC) e do comprovante de 
pagamento das custas judiciais conforme artigo 82 do CPC. 
 
Valor da Causa: R$ ... 
Nestes termos, pede deferimento. 
Local ... Data ... 
Advogado ... 
OAB ... 
 
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Temática: Petição de Exceção de Pré Executividade 
 
Tal petição (peça processual) não apresente fundamento legal próprio. Mas não esqueça 
de colocar a Súmula 393 do STJ. 
 
 Outrossim para o seu ingresso não será necessário a garantia do juízo, conforme ocorre 
nos Embargos à Execução Fiscal. Ademais seu processamento será realizado mediante simples 
petição, sem quaisquer autos apartados, dentro da Execução Fiscal. 
 
 Assim vale dizer: poderá ser suscitado via Exceção de Pré-Executividade matérias de 
ordem pública e nulidades absolutas. E vamos mais longe: dentro da Exceção não poderá existir 
produção probatória (tudo é pré constituído). 
 
 Tem-se admitido inclusive Exceção para questionar nulidade flagrante (totalmente 
visível) quando houver nulidade de título ou ainda no processo. Outrossim é exemplo de opção 
para utilização da Exceção: 
 
 Ilegitimidade de Parte. 
 Falta de Condição ou Pressuposto de Ação. 
 Inépcia da Inicial. 
 Falta de citação regular. 
 Falta de capacidade postulatória. 
 Vícios de processo administrativo. 
 Coisa Julgada. 
 Causa Extintiva da Obrigação (Prescrição, Pagamento, Compensação). 
 
Considerando que repassamos por alguns dos principais tópicos sobre a presente 
demanda, vamos agora vislumbrar um modelo de peça prática tratada neste capítulo. É 
importante dizer que o presente material deverá ser complementado com as aulas ao vivo que 
serão realizadas conforme grade de horários. 
 
Enunciado da Peça 
 
 
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A União Federal ajuizou em janeiro de 2016 Execução Fiscal contra a empresa Peppa Pig 
Indústria de Brinquedos Ltda e seus sócios Guigui e Nini. Antes da exigência de IPI, 
constituído em janeiro de 2015, a Fazenda Pública Nacional inscreveu em dívida ativa a 
empresa devedora. A presente execução fiscal foi ajuizada na 1 Vara da Fazenda Pública 
da Seção Judiciária do Rio Grande do Sul. Outrossim é importante ressaltar que no 
contrato social da empresa consta como sócio administrador somente o sócio Nini de 
forma exclusiva. Devidamente citadas as partes, sem haver oferecimento de bens à 
penhora, o pagamento da dívida ou a penhora propriamente dito de eventuais bens em 
nome dos executados, foi efetuada penhora em uma Lambreta 1969 de propriedade de 
Guigui. Diante da penhora realizada no bem móvel de Guigui, o mesmo foi intimado de 
sua realização em 20 de dezembro de 2016. Na qualidade de advogado de Guigui redija 
peça processual cabível para a defesa do mesmo nos próprios autos da Execução Fiscal, 
considerando ainda que o cliente teve penhora nos autos. 
 
Resolução da Peça 
 
Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz Federal da 1ª Vara da Fazenda Pública da Seção 
Judiciário do Estado do Rio Grande do Sul 
 
Execução Fiscal Nº ... 
Exequente: União Federal. 
Executados: Peppa Pig Indústria de Brinquedos Ltda 
 Guigui 
 Nini 
 
Guigui, estado civil ..., profissão ..., inscrito no CPF sob o nº ..., com endereço eletrônico ..., 
residente e domiciliado ..., vem respeitosamente perante Vossa Excelência, por meiode 
seu advogado (procuração anexa), este com endereço profissional ..., local onde receberá 
intimações, nos termos dos artigos 5º, XXXV e LV da Constituição Federal e Súmula 393 
do STJ, propor a presente: 
 
EXCEÇÃO DE PRÉ EXECUTIVIDADE 
 
Em face da Execução Fiscal ajuizada pela União Federal, pessoa jurídica de direito 
público, inscrita no CNPJ sob o nº ..., endereço eletrônico ..., estabelecida ..., neste ato 
representada por seu procurador, na forma do artigo 75, I, do CPC, pelos fatos e 
fundamentos abaixo aduzidos. 
 
I – Do Cabimento da EPE 
 
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Reza a Súmula 393 do STJ que existirá possibilidade de cabimento de Exceção de Pré 
Executividade em sede de defesa em Execução Fiscal, desde que a matéria trata-se de 
ordem pública e seja desnecessária a produção/dilação probatória. 
 
No presente caso, existe a possibilidade de Exceção de Pré Executividade uma vez que a 
matéria a ser arguida não carece de dilação e conforme o próprio enunciado a defesa 
deverá ser realizada nos autos da Execução Fiscal. Outrossim a matéria a ser arguida 
independe de ampla produção probatória, ou seja, podendo assim de ofício o juiz apreciá-
la e decidir pela causa impeditiva de realização da Execução Fiscal. 
 
Diante disto compreende-se possível o ajuizamento da presente Exceção de Pré 
Executividade uma vez atendidos os requisitos da Súmula 393 do STJ e o que igualmente 
expresso no enunciado da questão. 
 
Por fim vale ressaltar que a parte excipiente anexa a presente petição todos os 
documentos necessários à fim de comprovar seu direito, mais uma vez justificando a 
desnecessidade de dilação probatória, uma vez que igualmente todas as provas 
necessárias são pré constituídas. 
 
II – Dos Fatos 
 
O presente caso trata-se de Execução Fiscal movida pela União Federal contra a empresa 
Peppa Pig Indústria de Brinquedos Ltda e seus sócios referente ao possível IPI devido e 
não satisfeito. Ocorre que após tentativas sem sucesso de efetuar a penhora de bens da 
empresa e/ou a satisfação do crédito pelas partes, a União Federal obteve êxito na 
penhora de uma lambreta registrada em nome do sócio Guigui. Considerando que o 
mesmo fora intimado da penhora em 20/12/16, procurou advogado à fim de efetuar sua 
defesa. 
 
III – Dos Direitos 
 
Reza o artigo 135, III, do CTN que somente poderá ser responsabilizado pelo pagamento 
de tributos pessoalmente os sócios gestores que cometerem atos abusivos ou com 
excesso de poderes na sua administração do empreendimento comercial. 
 
No presente caso, houve o simples ajuizamento da Execução Fiscal contra sócio Guigui, 
que não era administrador, logo não podendo ser responsabilizado pessoalmente por 
eventuais excessos cometidos pelo sócio administrador Nini. 
 
 
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Sendo assim, compreende-se pela impossibilidade de realização da Execução Fiscal uma 
vez que Guigui não fora inscrito na CDA, assim como não podendo ser responsabilizado 
pela dívida fiscal frente ao que disposto no artigo 135, III, do CTN. 
 
Igualmente reza a Súmula 430 do STJ que não caberá responsabilidade de sócio pelo mero 
inadimplemento de tributo. 
 
No presente caso, houve a responsabilização de sócio pelo simples ajuizamento da 
Execução Fiscal, portanto reforçando a tese de ilegalidade da cobrança do sócio, bem 
como da Execução Fiscal. 
 
IV – Dos Pedidos 
Ante o exposto requer: 
 
a) O recebimento da presente Exceção de Pré Executividade. 
 
b) A intimação da parte contrária para manifestar-se e ter ciência da presente petição, na 
forma do artigo 7º do CPC e artigo 5º, LV, da CF. 
 
c) Que seja acolhida a presente Exceção de Pré Executividade e dê provimento ao pedido 
para que seja extinta a presente Execução Fiscal, extinguindo igualmente o crédito 
tributário, nos termos do artigo 156, X, do CTN. Igualmente deseja que seja declarada nula 
a dívida cobrada e a CDA lançada, ordenando o cancelamento da inscrição em dívida ativa. 
 
d) A inversão da condenação em custas e honorários advocatícios sucumbenciais na 
forma do artigo 82, §2º e 85, §3º do CPC. 
 
e) A juntada dos documentos probatórios na forma do artigo 82 do CPC. 
 
Nestes termos, pede deferimento. 
Local ... Data ... 
Advogado ... OAB ... 
 
 
 
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Temática: Teoria Geral do Recursos 
 
 O que é recurso? Uma ferramenta processual que eu posso questionar, dentro do 
processo, um ato de caráter decisório do órgão jurisdicional que está julgando minha causa. 
Poderei portanto me manifestar sobre uma discordância e modificar a decisão em razão do meu 
fundamento cujo o mesmo não concordo com a decisão. 
 
 Vale ressaltar que o recurso é questão de livre arbítrio daquele que recorre. Não existe 
obrigação para tanto, afora aquelas condições impostas na lei, como por exemplo, reexame 
necessário. 
 
 Quais seriam os atos decisórios atacados por Recursos? 
 
 Na Primeira Instância: Decisões Interlocutórias & Sentenças. 
 
 Nos Tribunais: Acórdãos (Unânimes & Não Unânime) e Decisões Monocráticas dos 
Relatores (quando eles sozinhos decidem que não precisam submeter a decisão ao 
colegiado). 
 
 Qual a diferença entre Decisão Interlocutória e Sentença: terminar a atuação do juiz de 
primeiro grau, mesmo resolvendo o mérito (enfrenta o mérito da causa) ou não (termina, sem 
definir o mérito), quanto a sua decisão final, caberá sentença, assim será o exaurimento do 
processo dentro do primeiro grau. Só que entre a inicial e a sentença, haverão decisões 
interlocutórias onde o juiz também precisará decidir, mas não terminará o feito. Aqui é o 
exemplo da tutela antecipada ou liminar. 
 
 Já que no que tange ao Tribunal. Inicialmente cabe dizer que lá não serão mais juízes, 
mas sim Desembargadores. Quando recorre alego erro quando o procedimento ou o matéria. 
Assim busca atacar quando faço recursos: reforma ou anulação. 
 
 Se existe erro de um procedimento, quando alguém desrespeitou norma legal, existe 
decisão contrariando a lei como conduzir a forma do processo. Assim, diante deste desrespeito, 
eu peço a anulação. Aqui é erro ad procedendo. Quando estou diante de um erro anulável, para 
 
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pedir ao Tribunal que acaso dê procedência ao meu pedido, para que seja anulado a decisão, 
requerendo que o processo seja remetido novamente para novo julgamento. Assim o Tribunal 
não faz nova decisão. 
 
 Agora se o feito é conduzido pelo procedimento correto, mas não concordo com o 
conteúdo, aí eu peço a reforma. Aqui é erro ad judicando. Agora imagine que o juiz sentenciou 
de maneira correta. Julgou de maneira correta, não quer dizer que ele julgou de maneira 
correta. Quando eu recorre desta sentença, no que tange ao conteúdo, vou pedir para o Tribunal 
reformar a decisão, à fim de que proferi nova decisão para modificar aquela decisão. Logo é uma 
decisão de caráter substitutivo. 
 
 Jamais peça procedência de recurso.Recurso você pedirá sempre provimento. Dar 
provimento é dar julgamento procedente no que tange ao Recurso. Assim o Desembargador vai 
dar ou não o provimento do Recurso. 
 
 São os requisitos do recurso: 
 
 - INTRÍNSECOS: 
 - Cabimento (recurso certo). 
 - Legitimidade (legitimação, parte, prejudicada) 
 - Interesse (é possível) 
 - Inexistência de Fatos Impedidos e Extintivos do Direito de Recorrer. 
 
 - EXTRÍNSECOS: 
 - Tempestividade. 
 - Preparo. 
 - Regularidade Formal. 
 
 Para Resp ou RE: 
 - Pré-Questionamento. 
 - Esgotamento das Vias Recursais Ordinárias. 
 
E ainda, se for RE: 
 
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 - Repercussão Geral. 
 
Temática: Recursos de Agravo de Instrumento, Interno & Apelação 
 
O presente recurso apresenta como fundamento legal o artigo 1.015 do NCPC. Tal 
medida será utilizada pelo contribuinte quando, dentro de um processo judicial, houver decisão 
interlocutória. 
 
 Outrossim, via de regra, tal medida é realizada especialmente quando: 
 
 O juiz indeferir pedido liminar ou tutela de urgência. 
 O juiz indeferir ou extinguir a petição de Exceção de Pré-Executividade. 
 O juiz indeferir pedido de efeito suspensivo da Execução Fiscal. 
 
 Lembre-se, que o presente recurso será utilizado SEMPRE: para desafiar decisão 
interlocutória proferida em sede de 1º Grau, ou seja, pelo JUIZ. 
 
 Considerando que repassamos sobre o presente recurso, vamos agora vislumbrar uma 
estruturação da presente peça tratada neste capítulo. É importante dizer que o presente 
material deverá ser complementado com as aulas ao vivo que serão realizadas conforme grade 
de horários. 
 
Enunciado da Peça 
 
Priscila e Márcia são sócias cotistas da Melati Indústria e Comércio Ltda., que responde 
por dívida previdenciária no valor de R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais). Foi proposta 
execução em face da pessoa jurídica e das sócias, que tramita na 2a Vara Federal da Seção 
Judiciária de Mato Grosso, em Cuiabá. As sócias apresentaram exceção de pré-
executividade, sob o argumento de que não poderiam responder pelas dívidas da 
empresa. O juiz não acolheu os argumentos das sócias da empresa, mantendo os seus 
nomes no polo passivo da demanda, com fundamento no art. 13 da Lei no 8.620/1993 
combinado com o art. 124, inciso II, do Código Tributário Nacional. A decisão foi 
publicada em 26 de janeiro de 2006. Como advogado (a) das sócias, tome as medidas 
judiciais cabíveis, e considere que a ação é contemporânea à época visualizada no 
problema. 
 
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Resolução da Peça 
 
Colendo Tribunal Regional Federal da ... Região 
Ilustríssimo Senhor Presidente do Tribunal Regional Federal 
Ilustres Desembargadores 
Ínclito Desembargador Relator 
 
Processo de nº ... 
Agravante: Priscila e Márcia 
Agravado: União 
 
Priscila, estado civil ..., profissão ..., inscrita no CPF sob o nº ..., residente e domiciliada ..., 
endereço eletrônico ..., e Márcia, estado civil ..., profissão ..., inscrita no CPF sob o nº ..., 
residente e domiciliada ..., endereço eletrônico ..., vem por meio de seu procurador 
(procuração anexa), estabelecido ..., local onde receberá intimações, perante Vossa 
Excelência, nos termos dos artigos 994, II, Art. 1.015, §º único do CPC, art. 1007 e 1.003. 
§5º do CPC, interpor o presente 
 
AGRAVO DE INSTRUMENTO COM PEDIDO DE ANTECIPAÇÃO DE TUTELA 
RECURSAL 
 
Em face de decisão interlocutória que negou acolhimento da Exceção de Pré 
Executividade, nas folhas ..., dos autos do processo de nº ..., que litiga contra União, pessoa 
jurídica de direito público, inscrita no CNPJ sob o nº ..., endereço eletrônico ..., 
estabelecida ..., neste ato representada por seu representante na forma do artigo 75, I, do 
CPC, pelos fatos e razões de direito abaixo aduzidas. 
 
I – Do Cabimento e Pressupostos de Admissibilidade 
 
Conforme reza o artigo 1.015, §º único do CPC, a decisão interlocutória proferida por juiz 
em sede de processo executório, poderá ser impugnada por agravo de instrumento. 
 
Ocorre no presente caso que as partes agravantes realizaram exceção de pré 
executividade considerando a existência de execução fiscal contra as mesmas. 
 
Diante disto torna-se possível e cabível a interposição do presente recurso, visto que 
também estão atendidos os demais requisitos intrínsecos de admissibilidade do recurso, 
ou seja, às partes são legítimas na forma do artigo 996 do CPC, bem como não ocorre 
 
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nenhum fato impeditivo, extintivo do direito de recorrer na forma dos artigos 998 até 
1.000 do CPC. 
 
II – Da Tempestividade e do Preparo 
 
Reza o artigo 1.003, §5º do CPC que poderá ser interposto o presente recurso no prazo 
de 15 dias. Ocorre no presente caso que a decisão foi publicada em 26 de janeiro de 2006. 
Considerando a contemporaneidade da elaboração do presente recurso, compreende-se 
tempestivo a interposição do presente agravo de instrumento. 
 
Rezam os artigos 1.017, §1º e 1.007 do CPC que para à interposição do presente recurso 
deverá à parte efetuar o pagamento do preparo. Diante desta necessidade, solicitam as 
partes agravantes à juntada do comprovante do pagamento das custas de preparo, 
requisito este indispensável para à realização do presente recurso. 
 
III – Das Peças Obrigatórias 
 
Reza o artigo 1.016, IV, do CPC que deverá à parte agravante anexar ao seu recurso todos 
os documentos e peças obrigatórias. Outrossim previsão igual resta presente no artigo 
1.017, I e §1º do CPC. 
 
Igualmente resta anexado ao presente recurso cópia das procurações dos procuradores 
das partes, com suas devidas qualificações e endereços. 
 
Por fim, igualmente, resta dizer o agravante que está em anexo cópia da peça portal, da 
decisão interlocutória, do comprovante de intimação da decisão, da guia de recolhimento 
e das cópias da inicial e contestação. 
 
IV – Das Peças Facultativas 
 
Reza o artigo 1.017, III, do CPC que poderá a parte recorrente, ora agravantes, apresentar 
no presente recurso peças de cunho não obrigatório, ou seja, facultativas. Diante disto, 
apresenta as partes agravantes peças que compreendem importantes para o julgamento 
do presente recurso. 
 
V – Do Conhecimento do Juízo de 1º Grau 
 
Reza o artigo 1.018 do CPC que para o juízo de admissibilidade do presente agravo de 
instrumento deverão ser obedecidos os seguintes requisitos: a juntada da cópia no prazo 
 
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de até 3 dias do agravo de instrumento, do comprovante de interposição e dos 
documentos que foram anexados ao presente agravo. Diante disto obedece o agravante o 
que acima exposto para efeitos de não existir inadmissibilidade do presente recurso. 
 
VI – Dos Fatos 
 
As partes agravantes peticionaram nos autos da Execução Fiscal desejando as suas 
exclusões do pólo passivo visto que compreendem não serem devedoras da quantia 
tributária devidaà título de contribuição previdenciária. 
 
No presente caso houve decisão interlocutória proferida pelo magistrado não acolhendo 
o pedido realizado pelas partes fundamentando sua decisão com fulcro em lei ordinária. 
 
Diante disto, não restou outra alternativa as agravantes, a não ser de 
interpor o presente recurso. 
 
VII – Do Direito - Das Razões de Reforma 
 
Reza a Súmula 430 do STJ que os sócios gerentes não poderão ser responsáveis 
automaticamente por dívida da empresa. No presente caso, além das sócios não serem 
gerentes, visto que são quotistas, não poderá ser atribuída responsabilidade para às 
mesmas eis que não podem ser responsabilizadas automaticamente. Diante disto, 
considerando o que previsto na Súmula 430 do STJ, compreende-se pela impossibilidade 
de buscar a responsabilização das sócios quotistas agravantes. 
 
Outrossim reza o artigo 146, III, A e B da Constituição Federal que somente caberá a lei 
complementar estabelecer quem serão os contribuintes e suas respectivas obrigações. 
No presente caso a decisão do magistrado foi proferida com fundamento em lei ordinária. 
Diante disto, considerando que previsto no artigo 146, III, A e B da Constituição Federal, 
compreende-se pela ilegalidade de tal responsabilização visto que não caberá a lei 
ordinária legislar em matéria atinente somente à lei complementar. 
 
VIII – Da Antecipação de Tutela Recursal 
 
Reza o artigo 995, §º único do CPC combinado com o artigo 1.019, I do CPC que poderão 
as partes agravantes solicitar a concessão da antecipação da tutela recursal. 
 
Ocorre no presente caso que houve indeferimento do pedido de exclusão das sócias da 
execução fiscal, sendo assim proferida decisão interlocutória. 
 
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Diante disto, resta esclarecido que as partes agravantes observam os requisitos 
necessários para o provimento do pedido de tutela recursal, uma vez que estão 
preenchidos os requisitos dispostos no artigo 300 do CPC, ou seja, fundamento relevante 
e perido de dano. 
 
IX – Dos Pedidos 
 
Ante o exposto requer: 
 
a) Seja admitido o presente recurso, uma vez presentes os requisitos e 
pressupostos de admissibilidade, mais notadamente aqueles previstos nos artigos 1.017, 
§1º combinado com o artigo 1.007 e artigo 1.003, §5º, todos do CPC. 
 
b) Seja intimada à parte agravada para que, desejando, apresente suas 
contrarrazões no prazo legal de 15 dias na forma do artigo 1.003, §5º do CPC e artigo 
1.019, II, do CPC . 
 
c) Seja intimado o membro do Ministério Público para que desejando, apresente 
suas considerações sobre o presente recurso, na forma do artigo 1.019, III, do CPC. 
 
d) Seja deferida por Vossa Excelência o pedido de antecipação de tutela recursal na 
forma do artigo 995, §º único do CPC e artigo 1.019, I, do CPC. 
 
e) Por fim, desejam os agravantes que seja provido o presente recurso de agravo de 
instrumento, sendo prolatado novo acórdão, reformando-se à decisão interlocutória 
indeferida, para efeitos de extinguir do pólo passivo da Execução Fiscal as sócias 
quotistas com fundamento na Súmula 430 do STJ e artigo 146, III, A e B, da Constituição 
Federal. 
 
Nestes termos, pede e espera deferimento. 
Local ... Data ... 
Advogado ... OAB ... 
 
Após visualizarmos e compreendermos o recurso de Agravo de Instrumento, vamos falar 
um pouco sobre o recurso de Apelação. O presente recurso apresenta como fundamento legal 
o artigo 1.019, II do NCPC. Tal medida será utilizada quando houver sentença, inobstante seja 
ela com ou sem resolução de mérito. 
 
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Mas afinal o que é sentença? Sentença é a decisão proferida pelo JUIZ, em sede de 1º 
GRAU, onde o mesmo encerra sua participação no processo. Vale ressaltar: via de regra, caberá 
apelação, mas nem sempre será somente apelação. 
 
 É importante ainda ressaltar que: 
 
 Julgou os Embargos à Execução? Apelação. 
 Julgou Exceção de Pré-Executividade? Agravo. 
 Acolheu Exceção e Extinguiu Execução? Apelação. 
 Decisão que não concede Mandado de Segurança? Apelação. 
 
 Considerando que repassamos por alguns dos principais tópicos sobre o recurso, vamos 
agora vislumbrar um modelo de peça-prática do presente recurso tratado neste capítulo. É 
importante dizer que o presente material deverá ser complementado com as aulas ao vivo que 
serão realizadas conforme grade de horários. 
 
Enunciado da Peça 
 
Em janeiro de 2007, a Fazenda Nacional lavrou auto de infração em face da pessoa 
jurídica ABC, visando à cobrança de contribuições previdenciárias dos anos de 2005 e 
2006. Não houve impugnação administrativa por parte do contribuinte. Em janeiro de 
2014, a Fazenda Nacional ajuizou execução fiscal em face da pessoa jurídica ABC visando 
à cobrança do referido tributo. Antes mesmo da citação da contribuinte, a Fazenda 
Nacional requereu a inclusão, no polo passivo da execução fiscal, de Carlos, gerente da 
pessoa jurídica ABC, por entender que o não recolhimento da contribuição é motivo para 
o redirecionamento da execução, o que foi acolhido pelo Juízo da 2ª Vara de Execuções 
Fiscais da Seção Judiciária do Estado X. Após garantia do Juízo, Carlos opôs embargos de 
execução alegando a prescrição do crédito tributário, a ausência de responsabilidade 
tributária e, por fim, a nulidade da certidão de dívida ativa, uma vez que não constava na 
Certidão de Dívida Ativa (CDA) o número do auto de infração que originou o crédito 
tributário. No entanto, ao proferir a sentença nos embargos à execução, o juiz julgou 
improcedente o pedido, determinando o prosseguimento da execução fiscal, por 
entender que: 
 
 
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(i) inexiste prescrição dos créditos tributários, uma vez que às contribuições 
previdenciárias se aplicam os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/91; 
(ii) o mero inadimplemento gera responsabilidade tributária; e 
(iii) a inexistência do número do auto de infração na CDA não gera a referida nulidade. 
Diante do exposto, elabore, como advogado (a) de Carlos, a medida judicial cabível contra 
a decisão publicada na quarte feira, dia 21/09/2016, dia útil, para a defesa dos interesses 
de seu cliente, abordando as teses, o prazo recursal, todos os fundamentos legais que 
poderiam ser usados em favor do autor, ciente de que inexiste qualquer omissão, 
contradição e/ou obscuridade na decisão. (Valor: 5,00) 
 
Resolução da Peça 
 
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DA 2ª VARA DAS EXECUÇÕES FISCAIS DA 
SEÇÃO JUDICIÁRIA DO ESTADO X. 
 
AUTOS DO PROCESSO Nº ... 
EMBARGANTE: CARLOS 
EMBARGADO: UNIÃO 
 
Carlos, nacionalidade, estado civil, inscrito no CPF sob o nº ...), com endereço eletrônico 
..., residente e estabelecido ..., vem por intermédio de seu procurador (procuração em 
anexo), estabelecido este ..., local onde receberá intimações, apresentar com fundamento 
nos artigos 994, I, 1007, 1009 e 1010 e seguintes, todos CPC: 
 
APELAÇÃO 
 
Em face da sentença proferida por Vossa Excelência nos autos do processo nº ..., fls ..., 
onde litiga com União, pessoa jurídica de direito público, inscrita no CNPJ sob o nº ..., 
endereço eletrônico..., estabelecida ..., pelos fatos e fundamentos abaixo aduzidos. 
 
I – Pedidos 
 
Ante o exposto requer: 
 
A. Que o presente recurso seja recebido e admitido uma vez presentes todos os 
requisitos de admissibilidade. 
 
 
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B. Que a parte contrária seja intimada para que, caso queira, manifeste-se e 
apresente suas contrarrazões recursais, no prazo de 15 dias, na forma do artigo 1,010, 
§1º do CPC. 
 
C. Acaso Vossa Excelência compreenda pela não observância dos requisitos de 
admissibilidade, que seja observado o que disposto no artigo 1.010, §3º do CPC. 
 
D. O presente recurso seja recebido em seu efeito suspensivo e devolutivo na forma 
dos artigos 1.012 e 1.013 do CPC. 
 
E. Que o presente recurso seja remitido para o Tribunal Regional Federal. 
 
Nestes termos, pede deferimento. 
Local ... Data ... 
Advogado ... OAB ... 
 
DAS RAZÕES RECURSAIS 
 
Egrégio Tribunal Regional Federal da Região ... 
Doutos Desembargadores 
Douto Relator Desembargador 
 
Autos do Processo nº ... 
Apelante: Carlos 
Apelado: União 
 
I – Cabimento 
 
Reza o artigo 994, I do CPC que da decisão de 1º grau onde fora proferida sentença, caberá 
a interposição de recurso de apelação. 
 
Diante disto, considerando que da sentença dos embargos não existe omissão, 
obscuridade ou contradição, compreende-se possível a interposição do presente recurso 
para fazer reformar a decisão proferida pelo juízo de 1º grau. 
 
Outrossim resta salientar que estão presentes todos os requisitos de admissibilidade, seja 
aqueles extrínsecos ou intrínsecos para a interposição do presente recurso de apelação. 
Mais notadamente se fazem presentes os requisitos de legitimidade na forma do artigo 
996 do CPC. Além disto não existe causa impeditiva ou extintiva de direito na forma dos 
 
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artigos 998 até 1000, todos do CPC. E cumpre ainda a parte apelante o requisito de forma 
exposto no artigo 1.010 do CPC 
 
II – Tempestividade e Preparo 
 
Reza o artigo 1.003, §5º do CPC que o presente recurso de apelação deverá ser interposto 
no prazo de 15 dias úteis, igualmente observando o que leciona no artigo 212 do CPC. 
Diante da ocorrência da intimação no dia 21/09/2016, contando o prazo em dias úteis, 
compreende-se totalmente possível a interposição do presente recurso uma vez que 
tempestivo a sua realização. 
 
Igualmente leciona o artigo 1007 do CPC que deverá a parte apelante realizar o preparo 
(custas judiciais) para que seja interposto o recurso de apelação. 
 
Diante disto, compra a parte apelante, conforme guia em anexo, o pagamento das custas 
(preparo) para à realização da interposição do presente recurso. 
 
III – Fatos 
 
Doutos Desembargadores. Os presentes embargos à execução fiscal tem origem na 
Execução Fiscal promovida pela União em razão do possível inadimplemento da Pessoa 
Jurídica ABC no que tange a contribuições previdenciárias devidas e não satisfeitas. 
 
Inobstante o ajuizamento da Execução Fiscal, ocorre que a União não satisfeito em 
ingressar contra a Pessoa Jurídica ABC acabou por solicitar o redirecionamento, antes 
mesmo da citação da executada, ao apelante, então sócio gerente da empresa Carlos. 
Diante da não concordância de Carlos e da existência da garantia do juízo, o mesmo optou 
em ingressar com Embargos à Execução Fiscal pedindo a sua procedência tendo em vista 
que: existe prescrição, não houve observância dos requisitos da CDA e não existe 
responsabilidade. 
 
Assim, diante dos Embargos interpostos, ocorre que houve sentença improcedente. 
Sendo assim, diante da inexistência de obscuridade, contradição ou omissão, resolve a 
parte apelante interpor o presente recurso. 
 
IV – Direitos 
 
Considerando o que disposto na Súmula Vinculante nº 08 do STF compreende-se se 
inconstitucional a previsão legal disposta nos artigos 45 e 46 da Lei 8.21291. Além disto, 
 
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os presentes artigos são inconstitucionais em razão da não observância da necessidade 
de lei complementar legislar sobre normais gerais de direito tributário na forma do artigo 
146, III, B, da CF. Diante disto, considerando a inconstitucionalidade dos artigos da lei 
ordinária cima referida, compreende-se que houve prescrição das contribuições 
cobradas uma vez que o auto de infração fora lavrado em 2007 e a Execução Fiscal 
interposto apenas em 2014, logo decorridos o prazo superior a 5 anos, ocorrendo 
portanto a prescrição na forma do artigo 174 do CTN. 
 
Leciona igualmente o artigo 135 do CTN que a somente poderá existir responsabilidade 
do sócio gerente se houver desvio finalidade ou excesso de poderes. Considerando a sua 
inexistência compreende-se não ser possível o redirecionamento da Execução Fiscal 
contra o Sócio Gerente Carlos. Outrossim tal fundamento também guarda relação total 
com o que disposto na Súmula 430 do STJ, eis que segunda a mesma o mero 
inadimplemento de tributo pela pessoa jurídica não gera responsabilidade automática do 
sócio gerente. 
 
Leciona o artigo 202, inciso V, do CTN, que a Certidão de Dívida Ativa deverá cumprir 
requisitos. E um destes é à referência ao nº do auto de infração cujo o qual o débito fora 
originado. Considerando a inexistência de tal consideração na CDA, compreende-se nula 
a mesma. Outrossim tal fundamento é respaldado pela Lei 6.830/80 no seu artigo 2º, §5º, 
eis que a nulidade de tal CDA acaba por deixar de lado o princípio básica de violação ao 
devido processo legal. 
 
V – Pedidos 
 
Ante o exposto, requer: 
 
A. Que o presente recurso seja recebido e admitido eis que presentes todos os 
requisitos de admissibilidade, sejam os intrínsecos e os extrínsecos. Mais notadamente 
estão presentes os requisitos do preparo na forma do artigo 1.007 do CPC e da 
tempestividade na forma do artigo 1.003, §5º do CPC. 
 
B. Requer a possibilidade de que o relator dê provimento ao presente recurso de 
forma monocrática, uma vez que a decisão viola as súmulas do STF e do STJ conforme 
acima exposto nas razões recursais, nos termos do artigo 932, V, alínea A, do CPC. (nem 
sempre terá – somente conforme possibilidade aventada pelo CPC). 
 
C. Entretanto caso Vossa Excelência relator compreenda não ser possível julgar 
monocraticamente, que a sentença seja totalmente reformada, sendo assim provido o 
 
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presente recurso eis que existe prescrição, ausência de responsabilidade do sócio e 
nulidade de CDA. 
 
D. Que seja invertido os ônus sucumbenciais fixados na sentença, condenando 
assim a parte apelada nas custas processuais e nos honorários advocatícios. 
 
Nestes termos, pede deferimento. 
Local ... Data ... 
Advogado ... OAB ... 
 
 Por fim, vamos falar sobre o Agravo Interno. 
 
 O presente recurso trata-se do grande bicho papão do Exame de Tributário que fora 
objeto de cobrança até os dias de hoje. Ele servirá basicamente para questionaras decisões 
proferidas por Desembargador Relator, em sede de 2º Grau (Tribunal). 
 
 O Agravo Interno apresenta como fundamento básico o art. 1.021 CPC e deverá ser 
endereçado observando o que disposto no regimento interno do tribunal = decidir quem vai 
julgar. 
 
Por fim é importante ressaltar que terei recurso aqui de duas petições: Folha de rosto 
para relator (admissão + contrarrazões) e Folha das razões para o órgão colegiado, conforme 
regimento interno. 
 
Enunciado da Peça 
 
O Município Beta instituiu por meio de lei complementar, publicada em 28 de dezembro 
de 2012, Taxa de Iluminação Pública (TIP). A lei complementar previa que os 
proprietários de imóveis em áreas do Município Beta, que contassem com iluminação 
pública, seriam os contribuintes do tributo. O novo tributo incidiria uma única vez ao ano, 
em janeiro, à alíquota de 0,5%, e a base de cálculo seria o valor venal do imóvel, utilizado 
para o cálculo do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) 
lançado no exercício anterior. Fulano de Tal, proprietário de imóvel servido por 
iluminação pública no Município Beta, recebeu em sua residência, no início de janeiro de 
2013, o boleto de cobrança da TIP relativo àquele exercício (2013), no valor de 0,5% do 
valor venal do imóvel, utilizado como base de cálculo do IPTU lançado no exercício de 
 
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2012 – tudo em conformidade com o previsto na lei complementar municipal instituidora 
da TIP. O tributo não foi recolhido e Fulano de Tal contratou advogado para ajuizar ação 
anulatória do débito fiscal. A despeito dos bons fundamentos em favor de Fulano de Tal, 
sua ação anulatória foi julgada improcedente. A apelação interposta foi admitida na 
primeira instância e regularmente processada, sendo os autos encaminhados ao Tribunal 
de Justiça após a apresentação da resposta ao apelo por parte da Procuradoria Municipal. 
No Tribunal, os autos foram distribuídos ao Desembargador Relator, que negou 
seguimento à apelação sob o equivocado fundamento de que o recurso era 
manifestamente improcedente. Não há, na decisão monocrática do Desembargador 
Relator, qualquer obscuridade, contradição ou omissão que justifique a interposição de 
Embargos de Declaração. Elabore a peça processual adequada ao reexame da matéria no 
âmbito do próprio Tribunal de Justiça, indicando o prazo legal para a interposição do 
recurso e os fundamentos que revelam a(s) inconstitucionalidade(s) da TIP. (Valor: 5,00) 
 
Resolução da Peça 
 
Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Relator do Tribunal de Justiça ... 
 
Recurso nº ... 
 
Fulano de Tal, estado civil ..., profissão ..., inscrito no CPF sob o nº ..., endereço eletrônico 
..., residente e domiciliado ..., vem por meio de seu advogado (procuração anexa), 
estabelecido ..., local onde receberá intimações, com fundamento nos artigos 994, III e art. 
1.021 do CPC, interpor o presente: 
 
AGRAVO INTERNO 
 
Em face de decisão monocrática proferida nos autos de nº ..., fls. ..., que indeferiu o recurso 
de apelação através de decisão, nos termos das razões que seguem em anexo. 
 
I – Dos Pedidos 
 
Ante o exposto requer: 
 
a) Que o relator possa se retratar da presente decisão na forma do artigo 1.021, §2º 
combinado com o artigo 932, V, A, do CPC, dando assim provimento ao recurso uma vez 
que existe decisão que contraria Súmula Vinculante nº 41 do STF. 
 
 
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MATERIAL PRODUZIDO POR: PROF. GUILHERME PEDROZO DA SILVA 
 
b) Que a parte contrária seja intimada para que, caso queira, venha produzir 
contrarrazões do presente recurso na forma do artigo 1.021, §2º do CPC. 
 
Local ... Data ... 
Advogado ... OAB ... 
 
Razões de Recurso 
Egrégio Tribunal de Justiça ... 
Doutos Desembargadores 
 
Recurso de nº ... 
Agravante: Fulano de Tal 
Agravado: Município Beta 
 
I – Do Cabimento e Pressupostos de Admissibilidade 
 
Reza o art. 1.021 do CPC que de decisão monocrática realizada por relator, caberá a 
possibilidade de interposição de agravo interno. Considerando que no presente caso, 
houve decisão monocrática proferida por desembargador, considere-se cabível a 
interposição do presente recurso. 
 
Ainda cabe dizer a parte agravante que estão presentes todos os demais requisitos 
intrínsecos para à realização do presente recurso, vez que existe legitimidade na forma 
do artigo 996 do CPC e não existem causas impeditivas, extintivas ou suspensivas ao 
direito de recurso na forma dos artigos 996 até 1.000 do CPC. 
 
II – Da Tempestividade e do Preparo 
 
O agravante informa que o presente agravo é tempestivo, pois fora observado o prazo 
legal de 15 dias, conforme o que dispõe o artigo 1.003, §5º combinado com o art. 212, 
todos do CPC. 
 
Igualmente resta salientar a parte agravante que as custas para interposição do presente 
recurso já foram satisfeitas, conforme guia em anexo, observando portanto o que 
disposto no artigo 1.007 do CPC. 
 
III – Dos Fatos 
 
 
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O Município Beta por intermédio de lei complementar resolveu criar, em dezembro de 
2012, Taxa de Iluminação Pública com base de cálculo idêntica a de IPTU. Considerando 
a existência da hipótese de incidência, Fulano de Tal foi cobrado em Janeiro de 2013, 
referente a tal exação fiscal. Não concordando com a cobrança, Fulano de Tal ajuizou Ação 
Anulatória à fim de desconstituir e anular tal cobrança, o que fora julgada improcedente. 
Inconformado com tal decisão, promoveu a interposição de Apelação, o que foi julgada 
monocraticamente por relator improcedente. Diante disto, considerando a inexistência 
de obscuridade, contradição e/ou omissão, resolve Fulano de Tal apresentar recurso 
cabível. 
 
IV – Das Razões para Reforma 
 
Reza a Súmula Vinculante nº 41 do STF que não caberá cobrança de taxa de iluminação 
público. Outrossim reza o artigo 145, II, da Constituição Federal que a taxa não poderá 
ser cobrada quando não for específica e divisível. Considerando à cobrança realizada de 
Fulano de Tal, referente a taxa de Iluminação Pública, compreende-se inconstitucional e 
impossível tal cobrança. 
 
Reza o artigo 145, §2º da Constituição Federal que a taxa não poderá ter base de cálculo 
igual a de outro imposto. No presente caso, o Município Beta resolveu instituir cobrança 
da referida taxa, observando a base de cálculo de IPTU. Portanto, igualmente, resta 
salientar que tal cobrança é inconstitucional visto que não se observa a base de cálculo 
adequada para à cobrança da referida taxa. 
 
Por fim reza o artigo 150, III, C da Constituição Federal que o tributo, uma vez criado, 
deverá aguardar 90 dias para ser exigido do contribuinte, ou seja, deverá aguardar a 
anterioridade nonagesimal à fim de exigir o tributo. 
 
No presente caso, considerando que o tributo foi criado em dezembro de 2012 e já exigido 
em Janeiro de 2013, compreende-se por sua inconstitucionalidade visto que não 
aguardou o período adequado de 90 dias para a sua perfeita exigência. 
 
V – Dos Pedidos 
 
Ante o exposto requer: 
 
a) Que o presente recurso seja conhecido e admitido vez que estão presentes todos 
os requisitos deadmissibilidade, mais precisamente, à tempestividade e o preparo, 
 
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observando-se portanto, respectivamente, o que leciona os artigos 1.003, §5º combinado 
com o artigo 212 do CPC e o artigo 1.007 do CPC. 
 
b) Acaso não seja realizada à retratação e/ou o julgamento monocrático na forma 
do artigo 932, V, A, do CPC, que seja conhecido o agravo para que seja remetido à 
Câmara/Turma para julgamento na forma do artigo 1.021, §2º do CPC, para que enfim 
seja provido o presente à fim de reformar tal decisão, dando-se provimento ao recurso 
de apelação. 
 
Nestes termos, pede e espera deferimento. 
Local ... Data ... 
Advogado ... OAB ... 
 
Temática: Recurso Especial & Recurso Extraordinário 
 
O presente recurso apresenta como fundamento legal o artigo 1.029 e seguintes do 
NCPC. Ademais apresenta-se como fundamento o artigo 105, III, a, da Constituição Federal. Tal 
medida será utilizada quando houver acórdão (resultado de 2º Grau) que contrarie norma 
federal, exemplificando, o CTN. 
 
Agora lembre-se, de algo muito importante: ele sempre será realizado contra decisão 
proferida em sede de TRIBUNAL. 
 
Tem competência na Constituição Federal e quem julgará é o STJ. 
Tem previsão no art. 105, III, da CF. 
Art. 994, VI do CPC traz sua possibilidade. 
Art. 1029 até 1.041 do CPC traz especificidades. 
 
CABIMENTO: terá como objeto reformar decisão de TJ ou TRF, nos casos previstos no 
art. 105, III, da CF. 
Poderá ocorrer: decisão que contrariar lei federal (lei complementar, CTN), Interpretação 
divergente entre tribunais. 
 
Lembrar dos requisitos de admissibilidade: total de 9 (Pré questionamento + 
Esgotamento das vias recursais ordinárias) 
 
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Considerando que repassamos por alguns tópicos sobre a presente demanda, vamos 
agora vislumbrar uma estrutura do presente recurso tratado neste capítulo. É importante dizer 
que o presente material deverá ser complementado com as aulas ao vivo que serão realizadas 
conforme grade de horários. 
 
Excelentíssimo Senhor Doutor Desembargador Presidente ou Vice Presidente do 
Tribunal de Justiça do Estado ... (aqui poderá ser Tribunal Regional Federal da ... Região) 
 
Processo n º ... 
Recorrente ... 
Recorrido ... 
 
Qualificação do Recorrente (Art. 319, II, do CPC), vem por intermédio de seu advogado 
(procuração em anexo), estabelecido ..., local onde receberá intimações, respeitosamente 
perante Vossa Excelência, com fulcro nos artigos 105, III, ..., da CF e dos artigos 994, VI, 
1.029 até 1.041, todos estes do CPC, interpor o presente: 
 
RECURSO ESPECIAL 
 
Em face da decisão prolatada por Vossas Excelências, por intermédio do acórdão 
motivado pelo recurso de apelação, nas folhas ..., nos autos do processo supra indicado, 
em que litiga com Qualificação do Recorrido (art. 319, II, CPC), pelos fundamentos abaixo 
aduzidos. 
 
I – Dos Pedidos 
 
Ante o exposto requer: 
 
a) Que o presente recurso seja admitido por Vossa Excelência, uma vez presentes todos 
os requisitos de admissibilidade, sejam os intrínsecos e os extrínsecos. Além disto resta 
demonstrado que a matéria está pré questionada anteriormente e não existe outra 
possibilidade de interposição de recurso nas vias ordinárias. Por fim, resta ainda dizer, 
que foram preenchidos os requisitos de tempestividade e do preparo. 
 
b) Que seja intimada a parte recorrida para que desejando apresente no prazo legal suas 
contrarrazões conforme o que disposto no artigo 1.030 do CPC. 
 
 
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c) Por fim, que seja dado prosseguimento no presente recurso, atendendo ao que exposto 
no artigo 1.030, II, V, do CPC, e nos termos do inciso V seja encaminhado os autos 
processuais por completo ao Superior Tribunal de Justiça. Por fim que Vossa Excelência 
atribua ao presente recurso efeito suspensivo, nos termos do artigo 995, §º único e artigo 
1.029, §5º, ambos do CPC. 
 
Nestes termos, pede deferimento. 
Local ... Data ... 
Advogado ... OAB ... 
 
RAZÕES DE RECURSO 
 
Egrégio Superior Tribunal de Justiça 
Douto Ministro Presidente 
Ilustres Ministros 
Digno Ministro Relator 
 
Processo nº ... 
Recorrente ... 
Recorrido ... 
 
I – Dos Fatos 
 
Lembrar do que está exposto no enunciado. 
Lembrar da motivação da decisão e dos recursos. 
 
II – Do Cabimento e Pressuposto de Admissibilidade 
 
Reza o artigo 105, III, ... CF, que poderá a parte recorrente interpor o presente recurso 
especial quando houver ofensa ao direito material ora exposto. Ocorre que a decisão 
prolatada em 2º grau deixou de observar o dispositivo eleito no direito material. Por isto, 
compreende-se possível a interposição do presente recurso. 
 
Igualmente no presente caso, resta salientar, que estão presentes os requisitos de 
admissibilidade. Vale ressaltar aqui que estão presentes todos os requisitos intrínsecos e 
os extrínsecos. Além do pré questionamento e do esgotamento das vias recursais 
ordinárias. 
 
 
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Vale ressaltar: não existe nenhuma inovação recursal que não tenha sido arguida em 
recurso anterior, justificando portanto o pré questionamento disposto no artigo 1.025 do 
CPC. 
 
III – Da Tempestividade e do Preparo 
 
O presente recurso especial é tempestivo, uma vez obedecidos o prazo de 15 dias para a 
presente interposição. Ademais vale ressaltar que houve o pagamento das custas 
processuais para recurso, o que justifica-se com a juntada da guia de pagamento. 
 
IV – Do Direito: Razões para Reforma ou Anulação 
 
Lembrar que para cada tese: norma, fato concreto e conclusão. 
 
V – Do Efeito Suspensivo 
 
A parte recorrente deseja que Vossa Excelência atribua efeito suspensivo ao acórdão que 
está sendo recorrido, impedindo assim .... Tudo isto conforme o que disposto no artigo 
995, §º único do CPC, combinado com o artigo 1.029, §5º do CPC. Tudo isto serve para 
que se evite grande dano a parte recorrente, eis que está claro o fundamento relevante 
que alberga seu recurso. 
 
VI – Dos Pedidos 
 
Ante o exposto requer: 
 
a) Que Vossa Excelência novamente conheça do recurso e o admita, uma vez observados 
todos os requisitos de admissibilidade, além disto realizado o pré questionamento e o 
esgotamento das vias ordinárias recursais. Por fim vale ressaltar ainda que o presente 
recurso deve ser admitido uma vez tempestivo e realizado o pagamento das custas na 
forma dos artigos 1.003, §5º e art. 1.007, todos do CPC. 
 
b) Que Vossa Excelência dê provimento ao presente recurso para a finalidade de 
modificar o acórdão, reformando a mesma de maneira integral, reconhecendo, portanto, 
o direito da parte recorrente. 
 
c) Que Vossa Excelência, por fim, inverta os ônus sucumbenciais, notadamente as custas 
processuais e os honorários advocatícios, para que seja atribuída a sua responsabilidade 
a parte recorrida. 
 
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Nestes termos, pede deferimento. 
Local ... Data ... 
Advogado ... OAB ... 
 
Já o Recurso Extraordinário apresenta como fundamento legal o artigo 1.029 e seguintes 
do NCPC. Ademais apresenta-se como fundamento o artigo 102, III, a, da Constituição Federal. 
Tal medida será utilizada quando houver acórdão (resultado de 2º Grau) que contrarie a nossa 
carta mãe (Constituição Federal). 
 
Trata-se do recurso que desafia acórdão em matéria constitucional referente a controle 
difuso de constitucionalidade. Efeito concreto, inter partes. Lembrar que enunciado vai narrar 
que tribunal violou Constituição, por exemplo. 
 
Tem previsão constitucional e processual. 
Constitucional: art. 102, II, da CF. 
Processual: art. 1.029 do CPC. 
 
 Lembrar dos requisitos de admissibilidade. 
RE: teremos 7 + 3 requisitos = total de 10. 
- Pré questionamento. 
- Esgotamento das vias recursais ordinárias. 
- Repercussão geral. 
 
Agora vamos vislumbrar uma estruturação da presente peça tratada neste capítulo. É 
importante dizer que o presente material deverá ser complementado com as aulas ao vivo que 
serão realizadas conforme grade de horários. 
 
Excelentíssimo Senhor Doutor Presidente ou Vice Presidente do Tribunal de Justiça do 
Estado ... 
 
Recurso extraordinário 
Processo de nº ... 
Recorrente ... 
 
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Recorrido ... 
 
 
Qualificação requerente, vem por meio de seu advogado (procuração anexa) estabelecido 
..., local onde receberá intimações, respeitosamente perante à vossa excelência, com 
fulcro nos artigos 102, III, ... e 102, §3º, todos da CF e dos artigos 994, VII e art. 1.029 e 
seguintes, todos do CPC, inter o presente 
 
RECURSO EXTRAORDINÁRIO 
 
Em face de acórdão proferido pela ... câmara do presente tribunal de justiça onde fora 
negado provimento ao recurso de apelação interposto pela parte requerente, onde litiga 
com (qualificação da parte requerida – art. 319, II, CPC). diante deseja a parte recorrente 
reformar a decisão pelos fundamentos abaixo aduzidos. 
 
I – Dos Pedidos 
 
Ante o exposto requer: 
 
a) que o presente recurso extraordinário seja admitido por vossa excelência 
considerando à presença de todos os requisitos de admissibilidade. notamente foram 
satisfeitas as custas para recurso, assim como observado o prazo para a sua realização, 
bem como cumpriu a parte requerente os requisitos de pré questionamento, 
esgotamento das vias recursais ordinárias e por fim, a repercussão geral. 
 
b) que a parte recorrida seja intimada da realização do presente recurso para que caso 
queira venha apresentar suas contrarrazões no prazo de 15 dias, conforme o que 
lecionado no artigo 1.030 do CPC. 
 
c) por fim, deseja a parte recorrente que o presente recurso seja encaminhado junto com 
os autos processuais ao supremo tribunal federal, sendo igualmente atribuído efeito 
suspensivo, tudo isto conforme os termos dos artigos 1.030, II, A, V do CPC e artigos 995, 
§ único combinado com o artigo 1.029, §5º, III, do CPC. 
Nestes termos, 
Pede deferimento. 
 
Local ... Lata ... 
Advogado ... OAB ... 
 
 
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Razões de Recurso 
 
Colendo Supremo Tribunal Federal 
Digno Ministro Presidente 
Doutos Ministros 
Ilustre Ministro Relator 
 
Processo nº ... 
Recorrente ... 
Recorrido ... 
 
I – Dos Fatos 
 
lembrar do enunciado: 
 - contar porque do processo. 
 - contar porque das decisões. 
 - porque do presente recurso. 
 
II – Do Cabimento e Dos Pressupostos de Admissibilidade 
 
A parte recorrente vem aos autos comprovar que houve atendimento ao artigo 102, III, D 
da CF. Diante disto torna-se possível e cabível a interposição do presente recurso 
extraordinário. 
 
Ademais vem a parte recorrente esclarecer que foram cumpridos todos os requisitos de 
admissibilidade, notamente o prazo tempestivo de 15 dias, assim como o recolhimento 
do preparo das custas para recorrer conforme guia em anexo. Ainda cabe esclarecer a 
parte recorrente que é parte legítima para interposição do presente recurso, assim como 
não existe qualquer fato impeditivo ou extintivo de direito para que ocorra o presente 
recurso, obedecendo portanto os artigos 998 até 1.000 do CPC. 
 
III – Do Pré Questionamento 
 
A parte recorrente anuncia no presente recurso que não existe qualquer espécie de 
novidade ou inovação no que tange as provas e teses jurídicas abordadas no presente 
feito. Ademais cabe esclarecer ainda que o presente recurso trata-se de recurso 
extraordinário, ou seja, difere-se do ordinário onde caberia inovação por exemplo no que 
tange a tese jurídica. 
 
 
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IV – Do Esgotamento das Vias Recursais Ordinárias 
 
Esclarece a parte recorrente que a interposição do presente recurso trata-se de última 
tentativa específica para a resolução do presente caso. diante disto, esclarece a parte que 
não existe mais possibilidade de interposição de qualquer recurso ordinário. 
 
V – Da Repercussão Geral 
 
Esclarece igualmente a parte recorrente que o presente recurso tem temática relevante 
sob vários pontos de vistas. Mais espeficamente no que tange a visão política, econômica 
e social. diante disto o presente recurso ultrapassa a esfera pessoal subjetiva, sendo que 
sua matéria é de interesse de toda coletividade. Assim esclarece a parte recorrente à 
repercussão e relevância do presente recurso nos termos do artigo 1.035, §1º do CPC. 
 
VI – Dos Direitos 
 
Que a decisão prolatada pelo tribunal de justiça foi contrário ao entedimento do colendo 
tribunal e consequentemente desconforme com a nossa constituição federal. 
 
lembrar: 
 - norma 
 - fato concreto 
 - conclusão 
 
VII – Do Efeito Suspensivo 
 
Deseja a parte recorrente que seja declarado e decidido por vossa excelência o efeito 
suspensivo sobre a decisão que está sendo objeto de recurso. assim impedindo-se à 
realização da execução ou cumprimento da obrigação. tudo isto conforme os artigos 995, 
§º único e art. 1.029, §5º, I e II, todos do CPC. Justifica-se o pedido de efeito suspensivo 
tendo em vista o perigo de demora e a probabilidade do direito. 
 
VIII – Dos Pedidos 
 
Ante o exposto, requer: 
 
a) deseja a parte recorrente que vossa excelência conheça e admitida do presente 
recurso, tendo em vista conforme acima já comprovado, estar presente todos os 
requisitos de admissibilidade. 
 
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b) deseja a parte recorrente que vossa excelência conheça da solicitação do efeito 
suspensivo e principalmente da repercussão geral. 
c) requer que o presente recurso extraordinário seja provido, modificando-se assim o 
acórdão prolatado em 2º grau, declarando-sea inconstitucionalidade da norma (artigo) 
que fora objeto de recurso, dando o direito ao recorrente. 
 
d) por fim, deseja a parte recorrente a inversão dos onus sucumbenciais, notadamente as 
custas processuais e os honorários advocatícios, imputando a suas respectivas 
responsabilidades para a parte recorrida. 
 
Nestes termos, 
Pede deferimento. 
 
Local ... Data ... 
Advogado ... OAB ... 
 
 
 
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Temática: Ação Direta Inconstitucionalidade & Ação Direta de Constitucionalidade 
 
Nós temos 4 ações de controle clássicas: ADIN (Genérica & Interventiva), ADC, ADO e 
ADPF. Desde já importante ressaltar: a ADPF é ação de caráter subsidiário, ou seja, só uso se 
não caber nenhuma das outras ações supra indicadas que serão preferenciais (ADIN, ADO e 
ADC). 
 
Lembre-se: que a presente demanda não será para resolver a vida de ninguém 
diretamente, de nenhuma pessoa física ou jurídica. Tal demanda servirá para apontar sobre 
legalidade de um conteúdo normativo por alguém legitimado. Ou seja, trata-se processo 
objetivo, para analisar compatibilidade da norma com constituição, por exemplo. 
 
 Vejamos as demandas: 
 
ADIN—> deverá pedir para o Supremo que declare a inconstitucionalidade da lei do ato 
normativo ou lei é inconstitucional. Aponto uma fonte normativo e digo que está 
violando a Constituição Federal. Aqui preciso pedir para que afaste a lei. Importante 
ressaltar que tal medida servirá para qualquer parte da Constituição: seja direito 
fundamental ou não. 
 
ADC —> deverá pedir para o Supremo declarar a constitucionalidade. O enunciado vai 
ter que dizer que eu compreendo que a lei é constitucional, mas tem tribunal entendendo 
que não é constitucional. Ou seja, existe insegurança jurídica e devo pedir ao Supremo 
declarar a constitucionalidade da norma frente a Constituição Federal. 
 
ADO —> deverá pedir para o Supremo que o ato omissivo de não ter feito a lei, está 
caracterizando-se uma inconstitucionalidade. Aqui não existe norma, o enunciado por 
isto vai dizer que existe omissão do legislador infraconstitucional, não podendo aplicar 
a regra (norma) da Constituição Federal. (IGF ou ITBI do Imóvel que Vem do Exterior). 
Lembrando ainda que poderemos ter omissão parcial, ou seja, lei é criada, mas ainda não 
consigo utilizar. 
 
 
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ADPF —> foi idealizada para levar ao Supremo uma arguição que ato do poder público 
(por qualquer dos três poderes) de preceito fundamental da Constituição Federal. Aqui 
o parâmetro é ser preceito fundamental, anulando então, parte da Constituição Federal. 
 
Legitimidade 
 
Legitimidade Para Todas Ações —> todo mundo que está no art. 103 (ADIN e ADC) da 
Constituição Federal. ADIN, ADO e ADC reguladas na Lei 9.868-99. Já a ADPF na Lei 9.882-99. 
 
O primeiro legitimado - universal: é o Presidente da República. 
 
Mesa Dirigente da Câmara ou do Senado —> eles representam —> eles representam 
todos os demais. Por isto eles representam. Imagina que 513 deputados conseguissem ajuizar 
e 81 Senadores. Por isto é aqui trata-se de opção da Mesa Diretora. 
 
Governador dos Estados ou DF, Mesa Diretora do Legislativo do Estado ou DF. 
Governador de Estado —> Pode ajuizar ADI em face de lei de outro Estado. Mas ele deverá 
provar que tem pertinência temática. Assim ele é legitimado especial, ou seja, terá que provar 
que tem interesse. Assim este não poderá ajuizar qualquer ação. 
 
Conselho Federal da OAB e o PGR —> também poderão. São legitimados universais. 
 
Partidos Políticos com Representação —> são legitimados universais. Entretanto é 
importante referir que terão de ter advogado. 
 
Confederações Sindicais e Entidades de Classe em âmbito nacional —> é importante 
referir que terão de ter advogado. São legitimadas especiais. Terão que provar pertinência 
temática. 
 
Assim na prova muito possivelmente poderá cair (fique ligado na leitura do enunciado: 
Partido Político, Confederações Sindicais e Entidades de Classe. Isto porque todos precisam de 
advogado. 
 
 
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Ainda fique ligado e te lembrar: que os legitimados especiais: terão sempre provar 
pertinência temática —> princípio da congruência —> ver se versam sobre sua finalidade de 
existência. Ademais não confunda legitimidade universal com presença de advogado. 
 
Por fim importante ressaltar que conforme posição pacífica no Supremo, quase ninguém 
precisa de advogado para postular. Mas somente precisarão de advogados: Partido Político, 
Confederação Sindical e Entidade de Classe, eis que são privados. Ademais não basta uma 
simples procuração, mas terei que ter uma procuração especifica para tanto. 
 
Objeto da ADI 
 
Propor ao STF sobre possível inconstitucionalidade de lei federal, ato normativo com 
força de lei federal, lei estadual ou distrato federal, ato normativo com força de lei estadual ou 
distrito federal. 
 
Atenção e fique ligado: as fontes normativas municipais não serão objeto de ADIN ou 
ADC. 
 
Posso por ADIN questionar Medida Provisória, Decreto Regulamentar. Algumas fontes 
que emanam direto da Constituição Federal, poderei atacar por ADIN, desde que sejam federais 
ou estaduais ou distrito federal. 
 
Mas cuidado, que por meio da ADIN não pode atacar qualquer uma destas acima. Só 
posso atacar a norma que foi realizada posterior a Constituição Federal de 1988. Não posso 
então buscar via ADI atacar norma que seja anterior a Constituição de 88. Mas atenção: via 
ADPF poderei atacar lei anterior a Constituição, desde que ela viole preceito fundamental. 
 
Procedimento da ADIN 
 
 Vamos falar sobre alguns artigos importantes sobre ADIN. 
 
 
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Os artigos 3º e 4º —> apresentam regras sobre petição inicial quando for autor da ação. 
Tudo isto estará na Lei 9.868-99. A petição será redigida até pelo titular da capacidade 
postulatória, ou por intermédio de seu advogado. 
 
Vale ressaltar que aqui também o art. 319 do CPC também vai aparecer. Vou aplicar de 
forma subsidiária, eis que o artigo 3º da lei especial não traz todas informações. Obviamente 
que vou usar o art. 319 do CPC desde que suas regras não confronte as regras especiais. 
 
Lembre-se ainda que conforme leciona o artigo 4º a petição poderá ser indeferida 
liminarmente pelo relator: inepta, não fundamentada ou manifestamente improcedente. Diante 
disto teremos aqui a figura do Agravo Interno (impugnar a decisão do relator). Aqui o prazo é 
de 15 dias para agravar da decisão do relator. Vale dizer que este recurso acima = é exceção. 
 
Isto porque a regra é clara: não caberá recurso das decisões projetadas em processo 
objetivo, ou seja, ADI, ADO, ADPF. Vale dizer que sequer caberá ação rescisória. Assim só caberá 
este Agravo Interno diante do indeferimento liminar da inicial e o recurso de Embargos de 
Declaração. 
 
Ação Declaratória de Constitucionalidade 
 
A presente demanda serve para pedirque o Supremo Tribunal Federal declare que uma 
lei federal ou ato normativo com força de lei federal são constitucionais. Aqui peço para o STF 
que o objeto da análise é constitucional. Peço que confirme a validade da lei. 
 
Importante referir que não caberá ADC em face de Lei Estadual, art. 102, I, A da CF. Serve 
para o Supremo declare que tal norma é constitucional. 
 
Enunciado da Peça 
 
O Estado do Rio Grande do Sul, grande criador e produtor de carne para o Brasil, passa 
por grande crise financeira, política e social. Considerando as dificuldades apresentadas 
pela indústria frigorífica, o Governador do Estado através de Decreto resolveu isentar o 
ICMS à partir de Janeiro de 2016 para todo o setor frigorífico, determinando no referido 
instrumento legal a aplicação imediata, logo após sua publicação. A Entidade de Classe 
 
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Nini, com seu maior público assistido situado no Estado de Santa Catarina, compreende 
que tal norma é inconstitucional e totalmente contrária aos interesses do Estado de Santa 
Catarina, visto que tal conteúdo normativo trará grande prejuízo a todos os frigoríficos 
daquele Estado. Diante disto, a Entidade de Classe Nini lhe contrata à fim de promover 
processo objetivo à fim de defender os interesses do cliente. 
 
Resolução da Peça 
 
Egrégio Supremo Tribunal Federal 
Digníssimo Senhor Ministro Presidente 
Ilustres Ministros 
Douto Ministro Relator 
 
Entidade de Classe Nini, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob o nº ..., 
endereço eletrônico ..., estabelecida ..., vem por meio de seu advogado (procuração 
anexa), estabelecido ..., local onde receberá intimações, com procuração com poderes 
específicos, vem respeitosamente perante os Doutos Ministros do Supremo Tribunal 
Federal, com fulcro nos artigos 102, I, A, da CF e artigos 1º e seguintes da Lei 9.868/99, 
ajuizar a presente: 
 
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE COM PEDIDO CAUTELAR 
 
Em face de Decreto nº ..., publicado ..., com vigência à partir de ..., editada pelo Governador 
do Estado do Rio Grande do Sul, por compreender totalmente inconstitucional referido 
ato normativo, conforme fatos e fundamentos abaixo aduzidos. 
 
I – Do Cabimento 
 
Conforme reza o artigo 102, I, A, da Constituição Federal poderá à parte que compreender 
inconstitucional ato normativo comparado à lei realizado pelo Estado, buscar a sua 
declaração de inconstitucionalidade. 
 
No presente caso, compreende-se inconstitucional o referido decreto realizado pelo 
então Governador do Estado do Rio Grande do Sul, sendo portanto possível e cabível o 
ajuizamento da presente demanda. 
 
Ademais resta salientar que tal decreto é posterior ao parâmetro balizador, ou seja, 
posterior a Constituição Federal de 1988, justificando-se portanto igualmente cabível a 
utilização da presente demanda. 
 
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II – Da Legitimidade e do Procurador 
 
Cabe dizer a parte requerente que detêm legitimidade conforme reza o artigo 103, IX da 
Constituição Federal e o artigo 2º da Lei 9.868/99. Outrossim resta salientar que restam 
presentes os requisitos de procuração para representação da parte legitimada, com 
poderes específicos para que o presente procurador representa à parte requerente. 
 
III – Pertinência Temática 
 
Outrossim considerando que a parte requerente trata-se de legitimado especial, cumpre 
informar nos autos que a presente demanda guarda finalidade e propósito aos interesses 
da entidade de classe, considerando que a norma acaso vigente e produzindo efeitos 
realizará ao requerente e seus assistidos uma série de prejuízos. Diante disto, justifica-se 
a pertinência temática e finalidade da ação. 
 
IV – Dos Documentos Necessários 
 
O requerente vem afirmar no presente processo que cumpre os requisitos do artigo 3º, 
§º único da Lei 9.868/99, ou seja, está a anexar junto a peça portal os documentos 
presentes no artigo. 
 
V – Fatos 
 
O Governador do Estado do Rio Grande do Sul considerando a grave crise que instalou-
se no referido Estado, resolveu isentar o ramo de carnes de ICMS mediante decreto. 
Diante da inobservância do que determinado na Constituição e levando-se em 
consideração a guerra fiscal que poderá instalar-se no país, resolveu a Entidade Sindical 
provocar o Supremo Tribunal Federal à fim de declarar inconstitucional o referido ato 
normativo. 
 
VI – Do Direito 
 
Reza o artigo 155, §2º, XII, alínea G, que caberá somente a lei complementar estipular 
regras gerais sobre concessão de benefícios fiscais. Outrossim na Lei Complementar 
87/96, resta claro que à fim de realizar isenção fiscal referente ao ICMS, deverá haver 
convênio entre os entes públicos, não podendo ser realizado apenas de forma 
discricionária por um ente público. 
 
 
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No presente caso, por intermédio de decreto, o Governador do Estado do Rio Grande do 
Sul, não observando a norma complementar, editou isenção para determinado setor, o 
que compreende-se inconstitucional. 
 
VII – Da Cautelar 
 
Deseja à parte requerente que seja apreciada e deferida medida cautelar, uma vez 
presentes os requisitos dispostos no artigo 10 até 12 da Lei 9.868/99 e artigo 102, I, P, 
da CF. Outrossim a apreciação da presente cautelar tem como objetivo estabelecer a 
inconstitucionalidade do decreto realizado de forma cautelar, à fim de suspender os 
efeitos da referida norma. 
 
Resta dizer que a fumaça do bom direito está presente eis que os fundamentos ora 
apresentados pelo requerente são totalmente plausíveis e passíveis de procedência da 
declaração de inconstitucionalidade do referido decreto. Ainda cabe salientar que o 
perigo de demora resta igualmente presente, eis que acaso mantido a norma vigente, a 
parte requerente e seus assistidos poderão experimentar graves prejuízos. 
 
Por fim, acaso Vossas Excelências, compreendam possível o deferimento da presente 
medida cautelar sugerida, que seja derida em caráter erga omnes, vinculada, e com efeitos 
ex tunc, sendo mantida até o final da presente demanda onde certamente será julgada 
inconstitucional à referida norma. 
 
VIII – Dos Pedidos 
Ante o exposto requer: 
 
a) Seja recebida a presente demanda e os documentos anexados na forma do artigo 
3º, §º único da Lei 9.868/99. 
 
b) Seja deferida a medida cautelar solicitada, uma vez presentes os requisitos da 
fumaça do bom direito e do perigo de demora, na forma dos artigos 10 até 12 da Lei 
9.868/99 à fim de suspender até o julgamento final os efeitos do referido decreto. 
 
c) Seja realizada à citação do Governador do Estado do Rio Grande do Sul, 
autorizador e responsável pela norma que está sendo impugnada, para que, caso queira, 
venha prestar esclarecimentos na forma do artigo 6º, da Lei 9.868/99. 
 
 
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d) Requer à intimação do Procurador Geral de Justiça e do Advogado Geral da União, 
para que acaso queira, no prazolegal, venham oferecer e prestar parecer, na forma do 
artigo 8º da Lei 9.868/99. 
 
e) Por fim, que seja julgada procedente à presente demanda, para que seja declara 
a inconstitucionalidade do Decreto nº ..., com efeito erga omnes, vinculante, ex tunc, ou 
conforme modulação deseja por Vossas Excelências observando o que disposto no artigo 
27 da Lei 9.868/99. 
 
Nestes termos, pede e espera deferimento. 
Valor da Causa: R$ ... 
Local ... Data ... 
Advogado ... OAB ... 
 
Enunciado da Peça 
 
Em Janeiro de 2016 o Congresso Nacional votou e aprovou uma Lei Federal de nº 0123, 
concedendo isenção de Imposto de Renda somente para pessoas que possuíssem 
deficiência física e/ou mental. Tal norma foi sancionada pelo Presidente da República e 
passou logo após sua publicação, à produzir efeitos. Não concordando com a lei, por 
compreender que a mesma é inconstitucional, foram ajuizadas centenas de ações nos 
maiores variados cantos do país, desejando a declaração de sua inconstitucionalidade 
visto que não respeitava a isonomia. Tal conteúdo normativo provocou grande 
controvérsia no Poder Judiciário, vindo o TRF4 decidir por sua inconstitucionalidade e, 
contrariando tal decisão o TRF1, decidindo por sua constitucionalidade. Considerando o 
que exposto, a Confederação Sindical Nini acreditando que tal conteúdo normativo é 
constitucional, procure você advogado à fim de ajuizar processo objetivo à fim de que 
buscar junto ao STF a declaração da constitucionalidade da referida norma. 
 
Resolução da Peça 
 
Colendo Supremo Tribunal Federal 
Douto Digno Ministro Presidente 
Digníssimos Senhores Ministros 
Ilustre Ministro Relator 
 
Confederação Sindical Nini ..., pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob o 
nº ..., endereço eletrônico ..., estabelecida ..., vem respeitosamente perante a Egrégia 
Corte, por intermédio de seu advogado (procuração anexa), estabelecido ..., local onde 
 
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receberá intimações, com procuração com poderes específicos, com fulcro nos artigos 
102, I, A da Constituição Federal, art. 319 do CPC e art. 1º e seguintes da Lei 9.868/99, 
ajuizar a presente: 
 
AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE COM PEDIDO CAUTELAR 
 
Tendo em vista apresentação de julgamentos controvertidos entre Tribunais Regionais 
Federais sobre a validade constitucional, conforme abaixo ficará demonstrado, no que 
tange a aplicação, vigência e validade da norma federal de nº 0123, editada e aprovada 
pelo Congresso Nacional. Realiza-se igualmente a presente demanda pelos fatos e 
fundamentos abaixo aduzidos. 
 
I – Do Cabimento 
 
Considerando o que disposto no artigo 102, I, A, da CF e artigo 14, III da Lei 9.868/99, 
poderão os legitimados do art. 103 da Constituição Federal ajuizar ação declaratória de 
constitucionalidade de lei federal quando existir controvérsia judicial sobre a 
interpretação de norma e sua validade/vigência. No presente caso existe divergência de 
entendimento sobre a norma no que tange a validade/vigência da Lei Federal de nº 0123 
que concede isenção para determinadas pessoas. Portanto considerando a divergência 
acima apontada, compreende-se plausível a utilização da presente demanda. 
 
II – Da Legitimidade e do Procurador 
 
Cabe dizer a parte requerente detêm legitimidade conforme reza o artigo 103, IX, da CF e 
o artigo 2º da Lei 9.868/99. Outrossim vale ressaltar que resta presente no presente 
processo a procuração para representação da parte acima legitimada, esta cuja qual 
apresenta poderes específicos e especiais para que o presente advogado faça a 
representação legal na presente ação. 
 
III – Da Pertinência Temática 
 
Outrossim considerando que a parte acima trata-se de legitimada especial, cumpre a 
requerente informar nos autos, aos Doutos Ministros, que a presente demanda guarda 
finalidade e propósito aos interesses da Confederação Sindical, considerando que a 
norma acaso vigente e produzindo efeitos trará segurança jurídica a Confederação e a 
toda coletividade que preza pelo ordenamento jurídico seguro. Diante disto justifica-se a 
pertinência temática e a finalidade da legitimada com a presente demanda. 
 
 
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IV – Dos Documentos Necessários 
 
O requerente vem afirmar no presente processo que cumpre os requisitos do artigo 14, 
§único da lei 9.868/99, ou seja, está a juntar junto a peça vestibular os seguintes 
documentos ... . 
 
V – Fatos 
 
Considerando a edição e aprovação de Lei Federal isentando deficientes para o 
pagamento de Imposto de Renda, e não concordando com tal norma a Confederação 
Sindical Nini, considerando a indicação de inconstitucionalidade por não respeitar a 
isonomia, resolveu a confederação ajuizar a presente demanda. 
 
VI – Direito 
 
Reza o artigo 150, II, da Constituição Federal que os iguais deverão receber tratamento 
igual. Já os desiguais poderão sofrer tratamento tributário diferenciado. 
Considerando que a Lei Federal de nº 0123 trata os deficientes, que salvo melhor juízo, 
de forma desigual, vindo a conceder-lhes isenção de imposto de renda, considera-se a 
norma constitucional visto que vislumbra total resguardo ao que disposto no artigo 150, 
II, da Constituição Federal. 
 
VII – Da Cautelar 
 
Deseja a parte que seja apreciada a medida cautelar, uma vez presentes os requisitos 
dispostos no artigo 21 da Lei 9.868/99 e artigo 102, I, P, da CF. Outrossim a apreciação 
da medida cautelar tem como objetivo suspender imediatamente os processos em que 
estão em discussão a referida norma, no prazo de até 180 dias, na forma do artigo 21, 
caput e §º único da lei 9.868/99. 
 
Resta dizer que a fumaça do bom direito está presente eis que os fundamentos ora 
apresentados pela parte requerente são totalmente plausíveis e passíveis de procedência 
da declaração da constitucionalidade da norma supra informada frente ao texto 
constitucional. Ainda cabe salientar que o perigo de demora resta igualmente presente, 
eis que acaso mantida a norma vigente, a parte requerente e a coletividade está segura 
no que tange a validade e constitucionalidade da lei federal. 
 
Por fim, acaso Vossas Excelências compreendam possível o deferimento da presente 
medida cautelar acima sugerida, que seja deferida a mesma em caráter erga ogmnes, 
 
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vinculada e com efeitos ex nunc, sendo mantida a decisão até o final da presente demanda 
onde certamente será julgada constitucional a norma acima referida. 
 
VIII – Dos Pedidos 
 
Ante o exposto requer: 
 
a) Seja recebida a presente demanda e os documentos anexados à peça vestibular 
conforme reza o artigo 14, §º único da Lei 9.868/99. 
 
b) Seja deferida a medida cautelar solicitada uma vez que presentes os requisitos 
da fumaça do bom direito e do perigo de demora, na forma do artigo 21 da Lei 9.868/99, 
à fim de suspender os processos e eventuais decisões até o prazo de 180 dias. 
 
c) Que seja realizada a intimação do Advogado Geral da União para que acaso 
queira, venha prestar esclarecimento e/ou defender a norma por suas razões. 
 
d) Que seja intimadoo Procurador Geral da República, para que caso queira, venha 
no prazo legal, manifestar-se sobre a referida norma e suas controvérsias, conforme reza 
o artigo 19 da Lei 9.868/99 e artigo 103, §1º da Constituição Federal. 
 
e) Por fim, que a presente demanda seja julgada procedente, com a idéia de resolver 
a controvérsia judicial entre os tribunais, para que seja declarada constitucional a Lei 
Federal de nº 0123, com efeito erga omnes, vinculante, ex tunc, tudo isto nos termos do 
artigo 102, §2º da Constituição Federal e artigo 28, §º único da Lei 9.868/99. 
 
Nestes termos, pede e espera deferimento. 
Valor da Causa: R$ ... 
Local ... Data ... 
Advogado ... OAB ... 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Temática: Ação Direta Inconstitucionalidade por Omissão & ADPF 
 
Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão 
 
Trata-se de ação direta de inconstitucionalidade, mas por razão de omissão. Aqui é 
ferramenta para proporcionar que se pleiteie no Supremo uma violação da Constituição. Quero 
no juízo uma declaração de inconstitucionalidade. 
 
A diferença é quando a Constituição é violada. A ADIN é ajuizada quando se fez algo que 
viola a constituição. Já na omissão busco o reconhecimento da omissão inconstitucional. Vou 
narrar para o Supremo uma omissão, e vou ter como objeto a inércia violadora da Constituição. 
 
Busco que a postura omissiva está impossibilitando a efetivação da Constituição Federal. 
Cuidado nem toda omissão é violadora da Constituição, por isto que tem ADIN por Omissão que 
são julgadas improcedentes. 
 
A omissão é inconstitucional quando não consigo aplicar e efetivar a regra 
Constitucional. Estou praticando a omissão que é responsável. 
 
A omissão constitucional ela poderá ser legislativa ou administrativa. Legislativa ocorre 
quando o constituinte espera e exige (não realização) uma lei para regulamentar a norma 
constitucional. 
 
Cuidado para não confundir com Mandado de Injunção eis que aqui é o nome da pessoa, 
é processo subjetivo. O que difere muito da ADI por Omissão. Lembre-se que no Mandado de 
Injunção o STF poderá se utilizar de lei análoga para arrumar a omissão e efetivar o direito do 
processo subjetivo. Já no processo objetivo de ADI o Supremo só declara e mandar alguém fazer 
a lei que falta. 
 
ADPF 
 
Cuidado eis que a presente demanda se trata de ação subsidiária, sendo assim somente 
terá cabimento quando elimino o cabimento das demais. Trata-se de ação que irá até o Supremo 
 
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para ele analisar determinado ato do poder público que não consigo levar para o Supremo via 
outras demais. Está regulamentada pela lei 9.882/99. 
 
Por exemplo, se Município faz lei inconstitucional de IPTU = não caberá ADI, mas poderá 
caber ADPF. Lei que viola constituição: poderá ser ADI ou ADPF. Tenho que olhar qual tipo de 
lei é e declarar a incompatibilidade (invalidade da norma) em razão da constituição. 
 
Cuidado: se houver controvérsia judicial em face de lei estadual ou municipal = caberá 
ADPF também. Cuidado que ADC é somente para lei federal. 
 
 Para merecer admissibilidade de ação que o parâmetro é equiparado a preceito 
fundamental. Para que caiba ADPF tenho que ver o que estará sendo impugnado na ADPF. Mas 
atenção: a lei não diz o que é preceito fundamental. Não existe nenhum parâmetro objetivo. 
Sendo assim tenho que provar a importância do artigo que está sendo violado. Assim é: norma 
constitucional e que seja norma atinente a garantias, fundamentos constitucionais. 
 
 Na prova da OAB: o enunciado, por mais que não diga, certamente se for caso de ADPF a 
norma citada o examinador compreenderá como preceito fundamental. Sendo tenho que 
eliminar as demais ações, e se for ação objetiva: faça ADPF. Não caberá ao examinando então 
discutir se é ou não preceito fundamental. 
 
Enunciado da Peça 
 
Confederação Sindical preocupada com a grave crise que se estabeleceu no país, e 
observando a negligência do Congresso Nacional procura você, advogado, à fim de buscar 
a declaração de omissão legislativa frente à não regulamentação do Imposto de Grandes 
Fortunas, devidamente previsto na Constituição Federal. Diante assim da visualização da 
possibilidade de recolhimento e forma assim caixa (renda) para União provindas das 
receitas deste tributo, ajuíze processo objetivo com à finalidade de atender aos interesses 
da Confederação Sindical. 
 
Resolução da Peça 
 
Colendo Supremo Tribunal Federal 
Douto Digno Ministro Presidente 
 
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Digníssimos Ministros 
Ilustre Ministro Relator 
 
Confederação Sindical ..., pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob o nº ..., 
estabelecido ..., endereço eletrônico ..., vem respeitosamente perante a Egrégia Corte, por 
intermédio de seu advogado (procuração anexa – com poderes específicos), estabelecido 
..., local onde receberá intimações, com fundamento nos artigos 12-A e seguintes da Lei 
9.868/99, artigo 103, §2º da Constituição Federal e artigo 319 CPC, ajuizar a presente: 
 
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE POR OMISSÃO LEGISLATIVA COM 
PEDIDO CAUTELAR 
 
Em face de omissão legislativa, conforme abaixo ficará demonstrado, no que tange a 
aplicação de norma constitucional. Realiza-se a presente demanda eis que o implemento 
da Carta Magna resta prejudicada conforme está exposto no artigo 153, VII. Por isto 
justifica-se a demanda pelos fatos e fundamentos abaixo aduzidos. 
 
I – Do Cabimento 
 
Considerando o que disposto nos artigos 12-A e seguintes da Lei 9.868/99 e artigo 103, 
§2º da Constituição Federal caberá o ingresso de ação de controle concentrado buscando 
a declaração de omissão legislativa. No presente caso existe a possibilidade de criação do 
IGF por parte da União e até a presente data, o mesmo não foi criado, deixando assim o 
referido ente de recolher tributo em prol da coletividade. 
 
II – Da Legitimidade e do Procurador 
 
Cabe dizer a parte requerente que detêm legitimidade na forma do artigo 103, IX da CF e 
do artigo 2º da Lei 9.868/99. Outrossim vale ressaltar que restam presentes nos autos à 
procuração para representação da parte acima legitimada, com poderes específicos e 
especiais para que o presente procurador represente a parte na presente demanda. 
 
III – Pertinência Temática 
 
Outrossim considerando que a parte acima trata-se de legitimada especial, cumpre a 
parte requerente informar nos autos aos Doutos Ministros que a presente demanda 
guarda finalidade e propósito aos interesses da Confederação Sindical, bem como de toda 
coletividade de seus assistidos, considerando que é destinatária também dos eventuais 
 
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tributos que serão recolhidos com a criação do IGF. Diante disto, justifica-se a pertinência 
temática e o vínculo da presente demanda com a parte legitimada. 
 
IV – Dos Documentos Necessários 
 
A parte requerente vem afirmar no presenteprocesso que cumpre os requisitos do artigo 
12-B, §º único da Lei 9.868/99, ou seja, está a juntar a peça inicial os seguintes 
documentos ... 
 
V – Dos Fatos 
 
Considerando a omissão legislativa por parte da União referente a possibilidade de 
criação do IGF, não restou outra alternativa, se não de provocar o Supremo Tribunal 
Federal à fim de declarar a omissão para que seja realizada e implementada a norma 
constitucional. 
 
VI – Dos Direitos 
 
Reza o artigo 153, VII, da Constituição Federal que poderá a União criar, mediante lei 
complementar, Impostos sobre Grandes Fortunas. 
 
Logo, o objeto da presente ação, trata-se de omissão inconstitucional em razão da não 
existência de norma que regulamente o texto constitucional descrito no artigo acima 
mencionado. 
 
Outrossim considerando que existe crise no cenário nacional, bem como poderia o fisco 
arrecadar mais tributo, daqueles que mais tem, à fim de proporcionar melhores 
condições para coletividade, compreende-se possível a declaração da 
inconstitucionalidade por omissão à fim de que a União crie o referido tributo. 
 
VII – Da Cautelar 
 
Deseja a parte requerente que seja apreciada e deferida medida cautelar, uma vez 
presentes os requisitos dispostos no artigo 12-F da Lei 9.868/99. Também se faz presente 
os requisitos para suspensão dos processos por ventura em andamento conforme reza o 
artigo 12-F, §1º, da Lei 9.868/99. 
 
Resta dizer a parte requerente que o requisito da fumaça do bom direito esta presente 
eis que os fundamentos acima apresentados são razoáveis e plausíveis. Igualmente resta 
 
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salientar ainda que o requisito de perigo de demora também está presente eis que acaso 
mantida a omissão constitucional, não conseguirá a coletividade usufruir do 
mandamento constitucional, podendo assim experimentar danos e/ou riscos. 
 
Por fim, acaso Vossas Excelências, compreendam possível o deferimento da presente 
cautelar, que seja deferida em caráter erga omnes, vinculada, e com efeitos ex nunc, sendo 
mantida até o final da presente demanda onde certamente será julgada inconstitucional 
a omissão legislativa da União. 
 
VIII – Dos Pedidos 
Ante o exposto requer: 
 
a) Seja recebida à presente demanda e os documentos anexados conforme o que reza o 
artigo 12-B, §º único da Lei 9.868/99. 
 
b)Seja deferida a medida cautelar solicitada, uma vez presentes os requisitos da fumaça 
do bom direito e do perigo de demora, na forma do artigo 12-F e 12-G da Lei 9.868/99. 
 
c) Seja realizada a intimação do Advogado Geral da União na forma do artigo 12-E, §2º da 
Lei 9.868/99 e art. 103, §3º da CF. 
 
d) Seja realizada a intimação do Procurador Geral da República, para caso queira, venha 
manifestar-se, na forma do artigo 12-E, §3º da Lei 9.868/99 e artigo 103, §1º, da CF. 
 
e) Seja realizada a citação do ente/órgão responsável pela omissão, para que caso queira, 
venha prestar esclarecimento e/ou contestar. 
 
f) Por fim, que a presente demanda seja julgada procedente, com a finalidade de declarar 
a omissão inconstitucional, acima apresentada que impede a efetividade do artigo 153, 
VII, da Constituição Federal, com efeito erga omnes, vinculante, ex tunc, tudo isto nos 
termos do artigo 103, §2º da Constituição Federal e artigo 12-H da Lei 9.868/99. Ademais, 
que seja determinado ao órgão responsável que realize e tome as medidas e providências 
necessárias para resolver a omissão dentro de um prazo razoável a ser sugerido por 
Vossas Excelências. 
 
Nestes termos, pede e espera deferimento. 
Valor da Causa: R$ ... 
Local ... Data ... 
Advogado ... OAB ... 
 
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Enunciado da Peça 
 
Município de Santa Cruz do Sul – RS, preocupado com a grave crise que vem assombrando 
o município, principalmente pelo fato da grande implementação de políticas públicas 
contra o setor tabacaleiro (fumageiro), resolveu implementar uma série de mudanças nos 
tributos de sua competência. Dentre estas mudanças, por intermédio da Lei Municipal nº 
123456, aprovada regularmente na Câmara de Vereadores, estabelece a criação de uma 
taxa de iluminação pública, com base de cálculo idêntica àquela prevista para o IPTU. A 
Confederação Sindical Nini é Demais procura você, advogado, à fim de buscar em sede de 
controle abstrato à invalidação da norma em face de duas regularidades existentes no 
que tange à taxa criada. Ajuíze ação do processo objetivo à fim de defender os interesses 
da Confederação Sindical. 
 
Resolução da Peça 
 
Colendo Supremo Tribunal Federal 
Douto Digno Ministro Presidente 
Digníssimos Ministros 
Ilustre Ministro Relator 
 
Confederação Sindical Nini É Demais, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ 
sob o nº..., estabelecida ..., endereço eletrônico ..., vem respeitosamente perante a Egrégia 
Corte, por intermédio de seu advogado (procuração em anexo – com poderes específicos 
e especiais), estabelecido ..., local onde receberá intimações, com fulcro nos artigos 1º e 
seguintes da Lei 9.882/99, artigo 102, §1º da Constituição Federal, artigo 319 do CPC, 
ajuizar a presente: 
 
ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL COM PEDIDO 
LIMINAR 
 
Tendo em vista a ocorrência de lesão a preceito fundamental presente nos artigos 145, II 
e 145, §2º, todos da Constituição Federal, considerando a manifestação através de Lei 
Municipal nº 123456, supra indicada aprovada pelo Município de Santa Cruz do Sul – RS. 
Diante disto justifica-se a presente demanda pelos fatos e fundamentos abaixo aduzidos. 
 
I – Dos Fatos & Cabimento 
 
 
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Considerando a violação à preceito fundamental, presente nos artigos 145, II e 145, §2º, 
todos da Constituição Federal, compreende-se cabível à presente demanda objetiva 
conforme o que disposto nos artigos 1º e seguintes da Lei 9.882/99 e art. 102, §1º da 
Constituição Federal em decorrência da lei municipal lesiva do Município de Santa Cruz 
do Sul – RS, nos termos do artigo 3º. II, da Lei 9.882/99. 
 
Por fim vale acrescer a presente demanda que não existe possibilidade de utilização de 
qualquer outra ação objetiva que possa acolher o presente pedido, principalmente por 
tratar-se de lei municipal inconstitucional, frente ao que exposto declara a parte 
requerente, conforme reza o artigo 4, §1º da Lei 9.882/99. 
 
II – Legitimidade e do Procurador 
 
Cabe dizer a parte requerente que detêm legitimidade conforme reza o artigo 103, IX, da 
Constituição Federal e o artigo 2º, I, da Lei 9.882/99. Outrossim vale ressaltar que resta 
presente nos autos procuração para representação da parte legitimada, com poderes 
específicos e especiais para que o presente procurador represente a parte demandante. 
 
III – Da Pertinência Temática 
 
Outrossim considerando que a parte acima trata-se de legitimada especial, cumpre 
informar nos autos aos Doutos Ministros que a presente demanda guarda finalidade e 
propósito aos interesses da Confederação Sindical Nini É Demais, considerando que é 
destinatária da norma e acaso vigente produzindo efeitos, poderá acarretar danosa 
requerente e seus assistidos. Diante disto justifica-se à pertinência temática e o vínculo 
da presente demanda com a requerente. 
 
IV – Dos Documentos Necessários 
 
A parte requerente vem afirmar no presente processo que cumpre os requisitos do artigo 
3º, III e §º único da Lei 9.882/99, ou seja, esta a juntar a peça vestibular os documentos 
necessários ... 
 
V – Do Direito 
 
Reza o artigo 145, II, da Constituição Federal que não existe a possibilidade de instituição 
de taxa, acaso ela não seja específica e divisível. No presente caso houve instituição pelo 
Município de Santa Cruz do Sul de Taxa de iluminação pública. Diante disto compreende-
se inconstitucional à referida Lei Municipal de nº 123456. 
 
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Igualmente reza o artigo 145, §2º da Constituição Federal que a taxa instituída não 
poderá ter base de cálculo igual a de outro imposto. No presente caso a Lei Municipal nº 
123456 tem taxa idêntica ao de IPTU. Portanto, torna-se igualmente inconstitucional por 
esta razão, a cobrança da presente taxa. 
 
VI – Da Liminar 
 
Deseja a parte que seja apreciada e deferida liminar, uma vez presentes os requisitos 
dispostos no artigo 5º da Lei 9.882/99. Também deseja a parte que seja suspendida por 
Vossas Excelências a Lei Municipal de nº 123456, vez que ela viola preceito fundamental, 
nos termos do artigo 5º, §3º da Lei 9.882/99. 
 
Resta dizer a parte que está presente os requisitos da fumaça do bom direito eis que os 
fundamentos apresentados acima são totalmente plausíveis e passíveis de procedência 
em razão da lesão aos preceitos supra informados. Ainda cabe salientar que existe perigo 
de demora, acaso mantido a lei municipal, eis que acarretará se mantida e produzindo 
efeitos, no mínimo perigo de dano a toda coletividade uma vez que a referida taxa é 
inconstitucional. 
 
Por fim, acaso Vossas Excelências compreendam possível o deferimento da medida 
liminar, que seja deferida em caráter erga omnes, vinculada, com efeito ex nunc. Diante 
disto, requer ainda, que seja mantida a eventual concessão de medida liminar, até o final 
da demanda onde será convertida em julgamento de inconstitucionalidade da norma em 
razão de lesão a preceito fundamental. 
 
VII – Dos Pedidos 
Ante o exposto requer: 
 
a) Que seja recebida à presente demanda e os documentos anexados conforme o que 
reza o artigo 3º, III, e §º único da Lei 9.882/99. 
b) Que sejam ouvidas as partes elencadas na forma do artigo 5º, §2º da Lei 9.882/99. 
c) Que seja deferida a medida liminar solicitada, uma vez presentes os requisitos de 
urgência e relevância na forma do artigo 5º da Lei 9.882/99. 
d) Que seja realizada a intimação do Advogado Geral da União para que acaso queira, 
preste esclarecimentos, na forma do artigo 103, §3º da CF. 
e) Que seja citado o representante legal do órgão responsável pela legislação que 
afronta os preceitos fundamentais da Constituição Federal, para que caso queira, 
preste esclarecimento e/ou contesta à presente demanda. 
 
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f) Que seja intimado o Procurador Geral da República, para que acaso queira, preste 
esclarecimentos, na forma do artigo 7º, §º único da Lei 9.882/99 e artigo 103, §1º da 
CF. 
g) Por fim, que seja a presente demanda julgada procedente, com a finalidade de 
declarar inválida a norma municipal de nº 123456, eis que a mesma afronta dois 
preceitos fundamentos dispostos no artigo 145, II e 145, §2º da Constituição Federal, 
com efeito erga omnes, vinculante, ex tunc. Tudo isto justifica-se nos termos dos 
artigos 102, §2º e 10, §1º da Lei 9.882/99. Ademais que Vossas Excelências 
determinem a retirada da norma do ordenamento jurídico com a consequente 
intimação da autoridade responsável para que cumpre imediatamente a decisão, 
conforme reza o artigo 10, caput e 10, §º1º da Lei 9.882/99. 
 
Nestes termos, pede e espera deferimento. 
Valor da Causa: R$ ... 
Local ... Data ... 
Advogado ... OAB ... 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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